OITAVA CÂMARA CRIMINAL HABEAS CORPUS

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1 OITAVA CÂMARA CRIMINAL HABEAS CORPUS Nº IMPETRANTE: Dr. SEBASTIÃO ANTÔNIO MORAIS LEMOS PACIENTE: CARLOS EDUARDO BAIÃO AUTORIDADE IMPETRADA: JUÍZO DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E ADJUNTO CRIMINAL DA COMARCA DE SAPUCAIA RELATOR: Desembargador CLAUDIO TAVARES DE OLIVEIRA JUNIOR. HABEAS CORPUS. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. PRESENÇA DOS PRESSUPOSTOS DA PRISÃO CAUTELAR. PRISÃO PREVENTIVA DO PACIENTE. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. MANUTENÇÃO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. PACIENTE POSSIVELMENTE PORTADOR DE DISTÚRBIOS PSIQUIÁTRICOS. CONCESSÃO DA ORDEM, DE OFÍCIO, PARA QUE SE DETERMINE AO JUÍZO A QUO A COBRANÇA URGENTE DE PROVIDÊNCIAS, POR PARTE DA SEAP, NO SENTIDO DE SUBMETER O PACIENTE À PERÍCIA MÉDICA. Presença dos requisitos autorizadores do art. 312, do Código de Processo Penal. Decisão judicial devidamente fundamentada, decretando a prisão preventiva do paciente. De outro vértice, há sérias evidências de que o paciente é portador de distúrbios psiquiátricos. Tanto é assim, que no mesmo decreto prisional, datado de 08/11/2013, o Magistrado de piso determinou o seu encaminhamento à perícia médica. HC nº (8ª CCrim) - ACÓRDÃO Des. Claudio Tavares de Oliveira Junior fl. 1

2 Apesar disso, inexiste informação, nos autos, acerca do efetivo cumprimento da diligência. Por essa razão, e considerando-se a concreta possibilidade de a medida de internação provisória vir a ser a mais adequada, na hipótese, a teor do art. 319, VII, do CPP, deve o paciente ser submetido a exame psiquiátrico, o quanto antes, prolongando-se a prisão preventiva pelo menor lapso possível. Ordem denegada, determinando-se de ofício, contudo, a cobrança urgente de providências pelo Juízo a quo, por parte da SEAP, no sentido da submissão do paciente à perícia médica, o quanto antes, observando-se as suas necessidades terapêuticas (medicamentos), enquanto custodiado estiver. Vistos, relatados e discutidos estes autos do Habeas Corpus nº , em que figura como impetrante o causídico Sebastião Antônio Morais Lemos, como paciente Carlos Eduardo Baião, e como autoridade impetrada o Juízo de Direito da Vara Única da Comarca de Sapucaia, ACORDAM os Desembargadores que compõem a Oitava Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por unanimidade, em denegar a ordem, determinando-se de ofício, contudo, a cobrança urgente de providências pelo Juízo a quo, por parte da SEAP, no sentido da submissão do paciente à perícia médica, o quanto antes, observando-se as suas necessidades terapêuticas (medicamentos), enquanto custodiado estiver, nos termos do voto do Relator. HC nº (8ª CCrim) - ACÓRDÃO Des. Claudio Tavares de Oliveira Junior fl. 2

3 RELATÓRIO Cuida a hipótese de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Carlos Eduardo Baião, alegando que o paciente sofre constrangimento ilegal, no Juízo de origem, decorrente do decreto de sua prisão preventiva, pela prática de violência doméstica contra sua companheira. Alega que o mesmo encontra-se acometido de problemas neuropsicológicos, necessitando de tratamento psiquiátrico em clínica de repouso, e não da privação de sua liberdade em cadeia pública. Narra, também, que a violência relatada pela companheira do paciente constitui um ato isolado em sua vida, sendo o mesmo primário e de bons antecedentes, além de possuir residência fixa e ocupação lícita. Requer seja o paciente colocado imediatamente em liberdade e, subsidiariamente, pugna pela adoção das medidas restritivas de direito consubstanciadas no art. 22 da Lei /2006 (Maria da Penha). Informações do Juízo impetrado (e-doc 00015), noticiando que a prisão preventiva do paciente foi decretada como garantia da ordem pública e para preservar a integridade física da vítima e de sua prole. E ainda, que foi determinado o encaminhamento do réu para realização de exame psiquiátrico, a cargo do Sistema Penitenciário. Decisão desta Relatoria indeferindo o pedido de liminar (e-doc 00015). Parecer do Ministério Público, da lavra do culto Procurador de Justiça José Luiz Martins Domingues, opinando pela denegação da ordem, concedendo-se habeas corpus de ofício, contudo, para que se determine ao Juízo a quo a urgente cobrança de providências, por parte da SEAP, no sentido de submeter o paciente à necessária perícia médica, observando-se as suas necessidades terapêuticas (e-doc 00021). HC nº (8ª CCrim) - ACÓRDÃO Des. Claudio Tavares de Oliveira Junior fl. 3

4 É o Relatório. VOTO Denego a ordem, tal como postulada, acolhendo, na íntegra, o parecer ministerial. Ao que dispõe o art. 5º, da Lei /06, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero, que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial, (I) no âmbito da unidade doméstica, (II) da família ou (III) em qualquer relação íntima de afeto. A condição peculiar da mulher (vítima) prevista no art. 4º, da Lei Especial, está perfeitamente delineada com o fim social a que se destina a legislação em comento. A Lei Maria da Penha é um exemplo de implementação para a tutela do gênero feminino, justificando-se pela situação de vulnerabilidade e hipossuficiência em que se encontram as mulheres vítimas da violência doméstica e familiar. A alegação da impetrante é no sentido de que o acusado estaria sofrendo constrangimento ilegal, vez que não haveria motivos que justificassem a manutenção de sua custódia cautelar. Entendo que razão não lhe assiste, na medida em que estão presentes os requisitos autorizadores do art. 312, do Código de Processo Penal. Na bem fundamentada decisão que decretou a prisão preventiva do réu, asseverou o ilustre Juízo a quo: (...) Da leitura do depoimento da vítima em sede policial, bem como dos ofícios encaminhados pela Secretaria Municipal de Assistência Social deste Município, resta claro que a ofendida HC nº (8ª CCrim) - ACÓRDÃO Des. Claudio Tavares de Oliveira Junior fl. 4

5 vem sofrendo agressões por parte do Autor do Fato. Narra, inclusive, que há sérias dívidas sobre a higidez mental do agressor, portador, ao que tudo indica, de problemas de ordem psiquiátrica, o que coloca em risco, inclusive, seus dois filhos menores. Informam os ofícios que a vítima foi atendida com escoriações no pescoço, aparentando possíveis marcas de esganadura, e alegava sentir no tórax, provavelmente causada por uma pisadela, salientando a assistente social que foi o companheiro da ofendida o responsável pelos ferimentos, fato que converge para o que foi narrado por esta última em sede policial. Daí se extrai a prova da existência do delito narrado, bem como os indícios suficientes de sua autoria. O crime imputado ao requerido, qual seja, violência doméstica, é grave, pois revela a periculosidade do agente e o seu desvalor pelos direitos da mulher. Vale observar que não trata o presente de mero desentendimento entre casal, mas de sério ato de violência, fato que recomenda a aplicação de medidas protetivas de urgência ou, sendo o caso extremo, de custódia preventiva do agressor. Note-se que o art. 312 preconiza a possibilidade de decretação de prisão preventiva como garantia da ordem pública, o que, no caso em tela, fica cabalmente demonstrado, face ao já acima explicitado, além de assegurar o respeito à integridade física da família ameaçada. Presentes estão os requisitos para decretação da preventiva do art. 313, CPP, uma vez que o crime ao qual está sendo imputado ao autor do fato envolve violência doméstica e familiar contra a mulher, observando-se, ainda, o que preconiza o art. 20 da Lei 11340/06. Assim sendo, nos termos do art. 312, CPP, c/c art. 20 da Lei Maria da Penha, decreto a prisão preventiva de CARLOS EDUARDO BAIÃO. Expeça-se mandado de prisão. Tendo em vista o que foi narrado sobre a condição psicológica do agressor, determino, ainda, a cargo do Sistema Penitenciário, seu encaminhamento para realização de exame psiquiátrico. Após a prisão, oficie-se nesse sentido. (e-doc 0026 Anexo 1). os grifos não são do original E como bem ressaltou o ilustre Procurador de Justiça, em seu parecer, verbis: HC nº (8ª CCrim) - ACÓRDÃO Des. Claudio Tavares de Oliveira Junior fl. 5

6 Com efeito, o depoimento prestado pela vítima das agressões, em sede policial, bem como os relatórios confeccionados pelos técnicos da Secretaria Municipal de Assistência Social de Sapucaia/RJ, apontam, com solidez, a periculosidade do ora paciente, bem como a violência extrema do seu proceder e a gravidade de sua conduta. Nesta circunstância, de fato, as agressões no âmbito doméstico não parecem ser pontuais, mas, ao contrário, algo cotidiano ou, no mínimo, passível de ocorrer novamente, sobretudo diante da agressividade com que o paciente portou-se naquela ocasião e em outros episódios, descritos nos relatórios contidos no Anexo 1. Sendo assim, a prisão preventiva, realmente, mostra-se a única medida apta a resguardar a ordem pública, notadamente, afastando o concreto risco de reiteração delitiva e, com isso, preservando a integridade física da vítima e dos filhos menores, frutos do seu relacionamento com o ora paciente. Mesmo porque, em seu depoimento, a vítima narrou ter sido ameaçada de morte pelo ora paciente, o que só faz evidenciar a periculosidade deste, aconselhando a manutenção da preventiva para a própria preservação da vida da vítima. Também por essas razões, não há que se cogitar de substituição da cautela prisional por medida(s) diversa(s), dado que flagrantemente insuficientes ao resguardo das finalidades do processo. Sendo assim, a denegação da ordem é medida que se impõe, ante o fundado temor da vítima e eventuais testemunhas que irão depor em juízo, sendo certo que a precoce soltura do paciente colocaria em risco, não somente a ordem pública, como também a instrução criminal. Nesse contexto, outra não é a orientação deste Egrégio Tribunal de Justiça: HABEAS CORPUS. LEI MARIA DA PENHA. DECRETAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. INOCORRÊNCIA. A decretação da prisão preventiva torna superada a discussão sobre a ilegalidade da prisão em flagrante, além de se encontrar, devidamente, fundamentada HC nº (8ª CCrim) - ACÓRDÃO Des. Claudio Tavares de Oliveira Junior fl. 6

7 na garantia da ordem pública, na plenitude da instrução criminal e na aplicação da lei penal, especialmente, ao consignar a gravidade do fato e a possibilidade de ser a ofendida ameaçada pelo paciente, sendo, ainda, indispensável à proteção física e psíquica da vítima, razões que justificam a sua manutenção, nos termos dos artigos 312 e 313, III, ambos do Código de Processo Penal. Afasta-se, assim, a alegação defensiva, de ter a decisão se baseado em circunstâncias hipotéticas, devendo ser registrada a extensão das lesões sofridas pela vítima e as ameaças proferidas pelo paciente. ORDEM DENEGADA. (HABEAS CORPUS Relatora DES. DENISE VACCARI MACHADO PAES - Julgamento: 11/10/ QUINTA CAMARA CRIMINAL) HABEAS CORPUS. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER. LEI MARIA DA PENHA. DESCUMPRIMENTO DAS MEDIDAS PROTETIVAS IMPOSTAS. COMPORTAMENTO REITERADO. PRISÃO PREVENTIVA. RISCO CONCRETO. SEGREGAÇÃO CAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. Paciente que já registra cinco ocorrências policiais com a vítima. Prisão preventiva decretada para garantir a eficácia das medidas protetivas anteriormente impostas e descumpridas. Uma das ameaças ocorreu nas dependências do Tribunal de Justiça, após a realização de uma audiência, o que demonstra que o paciente não possui limites em seu comportamento agressivo, ensejando a necessidade de sua custódia cautelar, inclusive para assegurar a integridade física e emocional da vítima. Precedentes do STJ. RELAÇÃO DE NAMORO. INCIDÊNCIA DA LEI /06. POSSIBILIDADE. As relações íntimas de afeto, como o namoro e o noivado, ou até outros tipos de relacionamento amoroso, devem ser analisados em face do fato concreto, a fim de que se verifique a aplicação da Lei Maria da Penha. Namoro entre vítima e paciente que durou um ano e dois meses, configurando a relação de intimidade existente entre ambos, situação apta a atrair a incidência da Lei n.º /2006. Precedente do STJ. PRISÃO PREVENTIVA. REVOGAÇÃO POR OSTENTAR CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. Condições pessoais favoráveis, como primariedade, bons antecedentes e residência fixa e trabalho lícito, irrelevante para revogação da prisão preventiva, havendo outros elementos capazes de justificar a manutenção da custódia cautelar. HC nº (8ª CCrim) - ACÓRDÃO Des. Claudio Tavares de Oliveira Junior fl. 7

8 Precedente do STJ. Ordem denegada. Unânime. (Habeas Corpus nº Relator Des. ANTONIO CARLOS AMADO - Julgamento: 26/06/ TERCEIRA CAMARA CRIMINAL) HABEAS CORPUS.- LEI MARIA DA PENHA - COMUNICAÇÃO DE CRIME DE AMEAÇA PRATICADO PELO PACIENTE.- IMPOSIÇÃO DE MEDIDAS PROTETIVAS E DE APROXIMAÇÃO DA VÍTIMA.- REVOGAÇÃO DA MEDIDA.CONSTRANGIMENTO ILEGAL.- Inconcebível a alegação de que a medida protetiva limitaria o paciente de transitar pela principal via de seu bairro, onde reside, uma vez que referida medida apenas impede ao paciente de se aproximar e de manter contato com a vítima., não sendo, portanto, proibida a passagem do paciente pela via, que segundo argumenta, seria a principal para se chegar a sua residência.- Dessa forma, não vislumbro constrangimento ilegal a ser sanando, não havendo, porque se revogar as medidas protetivas de aproximação e contato.- Ordem denegada. (HABEAS CORPUS DES. VALMIR RIBEIRO - Julgamento: 11/10/ OITAVA CAMARA CRIMINAL) HABEAS CORPUS.- ARTIGO 147 E 150, CAPUT (DUAS VEZES), N/F ARTIGO 71, DO CÓDIGO PENAL, COM A INCIDÊNCIA DA CIRCUNSTÂNCIA AGRAVANTE PREVISTA NO ARTIGO 61, INCISO II, ALÍNEA f FORMA DO ARTIGO 69, TODOS DO CÓDIGO PENAL.VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER.PRISÃO PREVENTIVA.- PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA.- REQUERIMENTO NO SENTIDO DE QUE O III JUIZADO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA SEJA CONSIDERADO COMO JUÍZO INCOMPETENTE PARA O JULGAMENTO DOS CRIMES EM APRESSO.-. RECONHECIMENTO DA COMPETENCIA DA VARA CRIMINAL COMUM - INOCORRÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL.- Depreende-se do processado que o réu invadiu a residência de sua irmã, que solicitou que o mesmo se retirasse, não sendo atendida, sendo que nesta oportunidade, o paciente ameaçou de morte seu genitor. Segundo o genitor do paciente, Sr. Jorge Correa da Silva, o réu teria retornado cerca de 30 a 40 minutos depois, mais nervoso e mais alterado, para subtrair aparelhos de TV e DVD, eis que pretendia trocá-los por drogas. O paciente, todavia, não teve sucesso na subtração dos referidos objetos, pois, seu genitor chamou por seu outro filho, HC nº (8ª CCrim) - ACÓRDÃO Des. Claudio Tavares de Oliveira Junior fl. 8

9 Tiago, que conseguiu expulsar o irmão.-. Constatasse que o réu num mesmo dia invadiu por duas vezes a casa da irmã..-. A Lei Maria da Penha visa tutelar as mulheres em situação de vulnerabilidade e hipossuficiência, vítimas da violência doméstica e familiar. No caso dos autos, os crimes descritos na denúncia ocorreram dentro do âmbito familiar e tendo como uma das vítimas uma mulher, irmã do paciente. Portanto, dentro do contexto apresentado, até o momento, não se pode afirmar, como quer a Defesa, que o paciente não tinha a intenção de submeter a irmã à sua vontade dominadora. Deve-se aguardar o exame das provas, que ainda serão colhidas. Todavia, questões relacionadas ao mérito não tem campo de apreciação em sede de habeas corpus, eis que o exame aprofundado das provas se mostra inadmissível nesta estreita via..-. A Defesa requereu, ainda, a liberdade provisória do acusado, que foi preso por ocasião do flagrante, tendo sido o pedido indeferido, por decisão prolatada em 14/02/2011 (fls. 85). A decisão está adequadamente fundamentada e demonstra estarem presentes os fundamentos ensejadores da prisão preventiva, devendo, portanto, ser mantida. Dessa forma, não vislumbro constrangimento ilegal a ser sanando. Ordem denegada. (HABEAS CORPUS DES. VALMIR RIBEIRO - Julgamento: 27/04/ OITAVA CAMARA CRIMINAL) De outro vértice, há sérias evidências de que o paciente é portador de distúrbios psiquiátricos. Tanto é assim, que no mesmo decreto prisional, datado de 08/11/2013, o Magistrado de piso determinou o seu encaminhamento à perícia médica. Apesar disso, inexiste informação, nos autos, acerca do efetivo cumprimento da diligência. Por essa razão, e considerandose a concreta possibilidade de a medida de internação provisória vir a ser a mais adequada, na hipótese, a teor do art. 319, VII, do CPP, deve o paciente ser submetido a exame psiquiátrico, o quanto antes, prolongando-se a prisão preventiva pelo menor lapso possível. Pelas razões expostas, VOTO pela denegação da ordem, em denegar a ordem, determinando-se de ofício, contudo, a cobrança urgente de providências pelo Juízo a HC nº (8ª CCrim) - ACÓRDÃO Des. Claudio Tavares de Oliveira Junior fl. 9

10 quo, por parte da SEAP, no sentido da submissão do paciente à perícia médica, o quanto antes, observando-se as suas necessidades terapêuticas (medicamentos), enquanto custodiado estiver. Rio de Janeiro, 16 de janeiro de Desembargador CLAUDIO TAVARES DE OLIVEIRA JUNIOR Relator HC nº (8ª CCrim) - ACÓRDÃO Des. Claudio Tavares de Oliveira Junior fl. 10

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