HC 5538-RN ( ). RELATÓRIO
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1 HC 5538-RN ( ). IMPTTE IMPTDO PACTE ORIGEM RELATOR : DIEGO TOBIAS DE CASTRO BEZERRA. : JUÍZO DA 2ª VARA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (NATAL). : MARCELO ROBERTO DA SILVEIRA (RéU PRESO). : JUíZO DA 2ª VARA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE. : DESEMBARGADOR FEDERAL MANOEL DE OLIVEIRA ERHARDT. RELATÓRIO 1. Cuidam os autos de Habeas Corpus, impetrado em favor de MARCELO ROBERTO DA SILVA, contra ato do Juízo da 2ª Vara Federal da SJ/RN, que deferiu pleito do Departamento Penitenciário Nacional e autorizou a transferência do ora paciente para a Penitenciária Federal em Mossoró/RN. 2. Pugna a defesa pela decretação de nulidade da decisão que entendeu pela inclusão do paciente em estabelecimento penal federal, ou, alternativamente, pelo envio do paciente MARCELO ROBERTO DA SILVA à unidade prisional estadual, em sua localidade de origem. 3. Se insurge o impetrante contra a transferência do paciente da Penitenciária Federal em Catanduvas/PR para a Penitenciária Federal em Mossoró/RN. Defende a ilegalidade da permanência do paciente no sistema penitenciário federal, bem assim a existência de constrangimento ilegal advindo do não encaminhamento, pela Corregedoria da Penitenciária Federal em Catanduvas/PR, dos autos de execução penal para a Penitenciária Federal em Mossoró/RN, o que impossibilitaria a ciência do paciente quanto ao tempo de pena restante a cumprir. fls. 42/ Informações da autoridade tida por coatora às 5. No Parecer /2014 (fls. 64/68), a PRR5 se posiciona pela denegação da ordem de Habeas Corpus. 6. Eis o que havia a relatar. 1
2 HC 5538-RN ( ). IMPTTE : DIEGO TOBIAS DE CASTRO BEZERRA. IMPTDO : JUÍZO DA 2ª VARA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (NATAL). PACTE : MARCELO ROBERTO DA SILVEIRA (RéU PRESO). ORIGEM : JUíZO DA 2ª VARA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE. RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL MANOEL DE OLIVEIRA ERHARDT. VOTO 1. Exsurge dos autos questionamento acerca da legalidade da inclusão do paciente em sistema penitenciário federal, bem assim acerca da transferência deste do sistema carcerário do Paraná para a Penitenciária Federal em Mossoró/RN, se atendidos os requisitos previstos na Lei /2008 (dispõe sobre a transferência e inclusão de presos em estabelecimentos penais federais de segurança máxima e dá outras providências). 2. Em informações, a Corregedoria da Penitenciária Federal em Mossoró registrou o seguinte: (...); Inicialmente, com relação à inclusão mo Sistema Penitenciário Federal, observa-se que o Juízo Corregedor da Penitenciária Federal de Catanduvas/PR apreciou o pedido de inclusão em outubro de 2010, com a participação, na análise do feito, do Departamento Penitenciário Nacional, do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública da União e de advogado particular (arquivos em anexo). A inclusão foi determinada com suporte em argumentação jurídica e dados fáticos, sendo defesa a discussão sobre estes, por meio do remédio heróico. (...). Outrossim, importante destacar que o impetrante erroneamente apontou como autoridade coatora o Juízo da 2a. Vara da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte, que, 2
3 conforme mencionado, não foi o que proferiu a decisão de inclusão no Sistema Penitenciário Federal. (fls. 42/43). 3. Primeiramente, o que se verifica, das informações registradas acima, é que o impetrante apontou como autoridade coatora Juízo diverso daquele que decidiu pela inclusão do paciente no sistema penitenciário federal. Veja-se que a inclusão do paciente se deu em outubro de 2010, por decisão do Juiz Corregedor da Penitenciária Federal em Catanduvas/PR, em razão de representar risco à segurança dos estabelecimentos penais estaduais e à paz social. 4. De todo modo, o que percebo, dos elementos produzidos no caderno processual (fls. 44/61), é que a decisão de inclusão do paciente observou todos os requisitos necessários ao encaminhamento de preso ao Sistema Penitenciário Federal, fazendo prevalecer o interesse da segurança pública, nos termos do art. 3o., da Lei /08, não havendo que se falar em qualquer ilegalidade no procedimento. 5. Da mesma forma, a transferência do paciente da Penitenciária Federal em Catanduvas/PR para a Penitenciária Federal de Mossoró/RN, que ocorreu a pedido do Departamento Penitenciário Federal, como forma de garantir o perfeito funcionamento do sistema, objetivando impedir articulações das organizações criminosas dentro dos estabelecimentos de segurança máxima (fls. 43), tudo em conformidade com o art. 12, do Decreto 6.877/2009, que regulamentou a Lei / Registre-se que o direito do preso de permanecer em local próximo ao seu meio social e familiar não configura em garantia absoluta, podendo ser afastada quando houver conflitos entre os direitos do preso e os interesses da administração da justiça criminal. Precedente: STJ, RHC 19624/MG, Quinta Turma, Relator Ministro Gilson Dipp, DJ de 25/09/2006, p
4 7. Mais ainda, inexiste constrangimento ilegal advindo do não encaminhamento, pela Corregedoria da Penitenciária Federal em Catanduvas/PR, dos autos de execução penal para a Penitenciária Federal em Mossoró/RN, o que impossibilitaria a ciência do paciente quanto ao tempo de pena restante a cumprir. 8. Conforme informações da Corregedoria da Penitenciária Federal em Mossoró/RN, o Juiz Corregedor da Penitenciária Federal em Catanduvas/PR, remeteu-lhe a execução penal do paciente, que tramita sob o número , processo em que resta consignado o tempo de cumprimento de pena do paciente de 25 anos e 10 meses de reclusão pelo cometimento de diversos crimes. 9. Isto posto, denego a ordem pugnada pelo impetrante no presente writ. 10. Eis o meu voto. 4
5 HC 5538-RN ( ). IMPTTE : DIEGO TOBIAS DE CASTRO BEZERRA. IMPTDO : JUÍZO DA 2ª VARA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (NATAL). PACTE : MARCELO ROBERTO DA SILVEIRA (RéU PRESO). ORIGEM : JUíZO DA 2ª VARA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE. RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL MANOEL DE OLIVEIRA ERHARDT. ACÓRDÃO PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CUMPRIMENTO DE PENA. INCLUSÃO NO SISTEMA PENITENCIÁRIO FEDERAL. LEGALIDADE. TRANSFERÊNCIA DA PENITENCIÁRIA FEDERAL DE CATANDUVAS/RN PARA PENITENCIÁRIA FEDERAL DE MOSSORÓ/RN. POSSIBILIDADE. 1. Impetrante que apontou como autoridade coatora Juízo diverso daquele que decidiu pela inclusão do paciente no sistema penitenciário federal. Inclusão do paciente se deu em outubro de 2010, por decisão do Juiz Corregedor da Penitenciária Federal em Catanduvas/PR, em razão do réu representar risco à segurança dos estabelecimentos penais estaduais e à paz social. 2. O que se percebe, dos elementos produzidos no caderno processual, é que a decisão de inclusão do paciente observou todos os requisitos necessários ao encaminhamento de preso ao Sistema Penitenciário Federal, fazendo prevalecer o interesse da segurança pública, nos termos do art. 3o., da Lei /08, não havendo que se falar em qualquer ilegalidade no procedimento. 3. Da mesma forma, a transferência do paciente da Penitenciária Federal em Catanduvas/PR para a Penitenciária Federal de Mossoró/RN, que ocorreu a pedido do Departamento Penitenciário Federal, como forma de garantir o perfeito funcionamento do sistema, objetivando impedir articulações das organizações criminosas dentro dos estabelecimentos de segurança máxima, tudo em conformidade com o art. 12, do Decreto 6.877/2009, que regulamentou a Lei /08. 5
6 4. O direito do preso de permanecer em local próximo ao seu meio social e familiar não configura em garantia absoluta, podendo ser afastada quando houver conflitos entre os direitos do preso e os interesses da administração da justiça criminal. Precedente: STJ, RHC 19624/MG, Quinta Turma, Relator Ministro Gilson Dipp, DJ de 25/09/2006, p Inexiste constrangimento ilegal advindo do não encaminhamento, pela Corregedoria da Penitenciária Federal em Catanduvas/PR, dos autos de execução penal para a Penitenciária Federal em Mossoró/RN, o que impossibilitaria a ciência do paciente quanto ao tempo de pena restante a cumprir. 6. Conforme informações da Corregedoria da Penitenciária Federal em Mossoró/RN, o Juiz Corregedor da Penitenciária Federal em Catanduvas/PR remeteu-lhe a execução penal do paciente, que tramita sob o número , processo em que resta consignado o tempo de cumprimento de pena de 25 anos e 10 meses de reclusão pelo cometimento de diversos crimes. 7. Ordem denegada. Vistos, relatados e discutidos estes autos de HC 5538-RN, em que são partes as acima mencionadas, ACORDAM os Desembargadores Federais da Primeira Turma do TRF da 5a. Região, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do relatório, voto e notas taquigráficas constantes dos autos, que ficam fazendo parte do presente julgado. Recife, 07 de agosto de Manoel de Oliveira Erhardt RELATOR 6
ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINETE DESEMBARGADOR FRANCISCO MARTÔNIO PONTES DE VASCONCELOS
fls. 74 Processo: 0627098-73.2017.8.06.0000 - Habeas Corpus Impetrante: Alexandre dos Santos Geraldes Paciente: Luiz Fabiano Ribeiro Brito Impetrado: Juiz de Direito da 5ª Vara Júri da Comarca de Fortaleza
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RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO : MINISTRO RIBEIRO DANTAS : EMERSON SILVA RODRIGUES (PRESO) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA PROCESSUAL
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HABEAS CORPUS Nº 293.979 - MG (2014/0104367-7) RELATOR IMPETRANTE ADVOGADO IMPETRADO PACIENTE : MINISTRO GURGEL DE FARIA : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS : ANDRÉ LUÍS ALVES DE MELO : TRIBUNAL
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HABEAS CORPUS Nº 152.806 - RS (2009/0218681-9) RELATORA IMPETRANTE IMPETRADO PACIENTE : MINISTRA LAURITA VAZ : ADRIANA HERVÉ CHAVES BARCELLOS - DEFENSORA PÚBLICA : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
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ACÓRDÃO Registro: 2015.0000777614 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Habeas Corpus nº 2149077-30.2015.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é paciente LUCAS APARECIDO VIEIRA CAVALLARI e
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HABEAS CORPUS Nº 301.063 - SP (2014/0196877-0) RELATOR IMPETRANTE ADVOGADO IMPETRADO PACIENTE : MINISTRO GURGEL DE FARIA : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO : PAULO RICARDO DE DIVITIIS FILHO :
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ACÓRDÃO Registro: 2015.0000319253 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Habeas Corpus nº 2015456-34.2015.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que são pacientes JOSIEL DA SILVA GOMES, RUBIMAR
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA São Paulo fls. 1 Registro: 2013.0000071982 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de Habeas Corpus nº 0243217-95.2012.8.26.0000, da Comarca de São José dos Campos, em que
SlPt. - mm um um,,, n... um um mu.,... ACÓRDÃO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO
SlPt má PODER JUDICIÁRIO DE SÃO ACÓRDÃO PAULO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRÁTICA REGISTRADO(A) SOB N - mm um um,,, n... um um mu.,... *01917152* Vistes, relatados e discutidos estes autos de Habeas
: DESEMBARGADORA FEDERAL ASSUSETE MAGALHÃES
HABEAS CORPUS 200901000714451/DF RELATOR(A) IMPETRANTE IMPETRADO PACIENTE : DESEMBARGADORA FEDERAL ASSUSETE MAGALHÃES : JUIZO FEDERAL DA 10A VARA - DF RELATOR(A) : DESEMBARGADORA FEDERAL ASSUSETE MAGALHÃES
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20/05/2014 SEGUNDA TURMA : MIN. TEORI ZAVASCKI
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