ENTENDENDO E ATENDENDO O MEI
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- João Vítor Azambuja de Lacerda
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1 ÍNDICE Conteúdo Página APRESENTAÇÃO 2 PARTE 1 ENTENDENDO O MEI Capítulos: 1. Objetivos da Criação 3 2. Definição Econômica e Jurídica 4 3. Condições para Enquadramento 5 4. Desenquadramento: formas e efeitos 9 5. Trâmite Especial para Registro e Legalização Licenciamento de Atividades Autorizações Especiais Obrigações Tributárias Impostos e Taxas Obrigações Tributárias Acessórias Outras Obrigações Cessão ou Locação de Mão-de- Obra Aposentadoria por Tempo de Contribuição 63 PARTE 2 ATENDENDO O MEI Capítulos: 1. Objetivos do Atendendo o MEI Etapas e Limites do Atendimento Gratuito Guia Básico do MEI Análise de Admissibilidade no Regime e de exigências 79 para o Registro 5. Guia Básico do MEI 2 84 Anexos: 1 - Lista de Ocupações e Atividades permitidas ao MEI 2 - Relatório Mensal das Receitas Brutas Atualizado Mês 10/2011 Página 1
2 APRESENTAÇÃO Entre 1996 e 2006 as empresas contábeis lutaram pelo direito de optar pela tributação simplificada criada pelo Simples, seja por meio de ações judiciais, seja por inúmeros projetos de lei patrocinados ou reivindicados pelo SESCON-SP. Ao ser editada a Lei Complementar 123, no final de 2006, o chamado Estatuto da Micro e Pequena Empresa, as empresas contábeis conseguiram ao menos o direito de opção ao novo regime do Simples Nacional. Ainda que sob a mais onerosa das formas de tributação previstas, o desastroso Anexo V, que mantinha integralmente a pesada tributação previdenciária da folha de pagamento. Ao final de quase dois anos de mais trabalho e insistência, foi editada a Lei Complementar 128, de 19 de dezembro de 2008, que, finalmente, permitiu uma opção de tributação simplificada menos onerosa e mais adequada aos anseios da categoria: a do Anexo III. Como condição, entretanto, as empresas contábeis optantes do Simples Nacional e suas entidades representativas passaram a desempenhar a missão de promover atendimento gratuito relativo à formalização e à primeira declaração anual do MEI. Aliás, o SESCON-SP participou desde o início da formulação da proposta de criação do MEI no ano de 2007 e defende que não somente as empresas contábeis optantes pelo Simples Nacional devam contribuir com o registro e legalização do MEI. Todas as empresas contábeis paulistas devem estar integradas nessa grande rede de inclusão social, de cidadania e de apoio ao crescimento econômico do país. Para apoiar os seus representados, o SESCON-SP vem promovendo o atendimento ao MEI em sua sede, em benefício de seus associados, assim como tem promovido eventos educativos e produzido material informativo e de orientação disponibilizado em seu Portal, a que se soma o Entendendo e Atendendo o MEI. Produzido para orientar o trabalho de atendimento ao MEI pelos seus associados e por todos aqueles que se engajarem nessa missão, esperamos que o Manual seja recebido como mais um esforço do SESCON-SP dentro do compromisso de valorizar ainda mais as empresas contábeis paulistas na sociedade. José Maria Chapina Alcazar Presidente Atualizado Mês 10/2011 Página 2
3 PARTE 1 - ENTENDENDO O MEI CAPÍTULO 1: OBJETIVOS DA CRIAÇÃO O MEI representa um segmento da economia brasileira composto principalmente pelos chamados trabalhadores por conta própria : expressiva fatia da população economicamente ativa do país com grande dificuldade para encaixe no mercado formal de trabalho. Esse segmento apresenta um alto grau de informalidade no exercício de suas atividades, em função de um sistema burocrático intransponível, voltado para o controle de empresas mais complexas, e da ausência de políticas públicas consistentes de incentivo à formalização. Com o intuito de iniciar um processo de reversão desse quadro, a Lei Complementar 128/08, que alterou a Lei Complementar 123/06, criou o regime especial do MEI, na prática uma subcategoria da microempresa, com a finalidade de conferir ao MEI um tratamento ainda mais diferenciado, simplificado e favorecido. O objetivo maior desse tratamento é garantir que o custo da formalização seja menor que o da permanência na informalidade. A base desse tratamento está prevista nos seguintes dispositivos da Lei Complementar 123/06: a. caput do artigo 18-A: institui o recolhimento dos impostos e contribuições em valores fixos mensais, independentemente da receita bruta auferida no mês pelo MEI; b. 1º e 3º do artigo 4º: define um trâmite especial de registro e legalização, com redução a zero dos valores referentes a taxas e emolumentos; c. 1º e 6º do artigo 26: institui um único registro de vendas e de prestação de serviços simplificado como comprovação de receita bruta e dispensa a emissão de documentos fiscais nas operações com pessoas físicas. Na prática, o MEI está dispensado da emissão de notas fiscais, escrituração contábil e apuração dos impostos (paga um valor fixo mensal); obrigações que as microempresas e empresas de pequeno porte têm que cumprir por determinação do inciso I do artigo 1º, incisos I e II combinado com 2º do artigo 26, todos da Lei Complementar 123/06. Além disso, os procedimentos para registro e legalização do MEI e o cumprimento das obrigações acessórias tem regras bem mais simples, se comparado às exigências feitas às microempresas e empresas de pequeno porte, além do que não há custos decorrentes. Aliás, o artigo 68 da Lei Complementar 123/06 cumpre a função de lei específica que o artigo 970 do Código Civil, Lei de 10 de janeiro de 2002, determina para a criação do tratamento favorecido e simplificado ao pequeno empresário. A partir da Lei Complementar 128/08, portanto, esse pequeno empresário do Código Civil é o MEI. Atualizado Mês 10/2011 Página 3
4 CAPÍTULO 2: DEFINIÇÃO ECONÔMICA E JURÍDICA A melhor definição econômica do MEI pode ser encontrada no estudo Economia Informal Urbana 2003, ECINF 2003, realizado pelo IBGE em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas SEBRAE. Conforme esse estudo, no Brasil existe 10 milhões de pequenos empreendimentos urbanos (não agrícolas) informais, 3,2 milhões só no estado de São Paulo. As características econômicas principais desses empreendimentos são: a. Têm como proprietários, na sua maioria, trabalhadores por conta própria (situação de auto-emprego); b. Têm atividades econômicas preponderantemente na área do comércio, reparação e construção civil, que são exercidas em grande parte no domicílio dos clientes e em vias públicas; c. Não têm constituição jurídica, na sua maioria; d. Alcançam faturamento bruto médio abaixo dos R$ 2 mil/mês e lucro médio abaixo dos R$ 1 mil/mês; e. Não se utilizam de registros contábeis ou auxílio de profissionais da contabilidade; f. Têm os preços de seus serviços e mercadorias formados basicamente em função da negociação direta com seus clientes; g. Têm clientela variada, composta basicamente de pessoas físicas dentro do próprio município, e que paga à vista; h. Compram mercadorias, insumos e matéria-prima, na maioria das vezes, à vista; i. Não usam, na sua maioria, serviços de crédito para financiar suas atividades e investimentos; j. Têm como proprietários, na grande maioria, pessoas com ensino básico incompleto; e, k. Não têm empregados, na sua maioria. Quanto à definição jurídica do MEI, ela decorre do 1º do artigo 18-A, combinado com o caput do artigo 3º, com os parágrafos 1º e 3º do artigo 4º, com os parágrafos 1º e 6º do artigo 26 e com o artigo 68, todos da Lei Complementar 123/06, com a redação dada pela Lei Complementar 128/08. Isso quer dizer que o MEI é um empresário individual que precisa cumprir algumas exigências e atender algumas restrições para enquadramento no regime favorecido. Esse regime permite ao MEI a fruição da tributação em valores fixos mensais, das dispensas de escrituração contábil e de emissão de notas fiscais, e do processo de registro e legalização mais simplificado. Traduzindo, para ser considerado MEI o empreendedor deve: Atualizado Mês 10/2011 Página 4
5 a. Ser pessoa física que assume a responsabilidade pelo exercício de atividade econômica em seu próprio nome, sem sócios e de forma continuada; b. Ter um limite de receita bruta menor que o conferido às microempresas; c. Ser constituído na Junta Comercial sob a natureza jurídica de empresário Individual; d. Produzir ou promover a circulação de mercadorias, bens e serviços. O MEI não pode exercer atividades de natureza intelectual, artística e cultural. O produto não deve decorrer, portanto, de processos de criação, estudo ou pesquisa do empreendedor (não pode ser MEI um escritor, advogado, médico, ator, artista plástico, pesquisador entre outros); e. Não estar impedido para optar formalmente pelo Simples Nacional. Isso significa atender as condições para enquadramento detalhadas no Capítulo 3 deste Manual. CAPÍTULO 3 - CONDIÇÕES PARA ENQUADRAMENTO Para ter direito ao enquadramento no regime simplificado e favorecido descrito no Capítulo 2 deste Manual, o empreendedor deve cumprir exigências e observar restrições impostas pela Lei Complementar 123/06, com a redação dada pela Lei Complementar 128/08. O cumprimento dessas exigências, verificado pelos órgãos e entidades públicas, e o compromisso de observância das restrições, assumido pelo empreendedor, são ações realizadas durante o processo de registro e legalização, tratado no Capítulo 5 deste Manual. As exigências e restrições para enquadramento no regime são: 1. FAZER A OPÇÃO PELO SIMPLES NACIONAL, conforme disciplina do Comitê Gestor do Simples Nacional (ver Dica Importante deste Capítulo). No caso de opção inicial decorrente de processo de registro mercantil e inscrição no CNPJ realizados pelo Portal do Empreendedor a partir de 1º de julho de 2009, a opção do MEI produzirá efeitos a partir da data desse registro e inscrição. No caso de empresário individual já constituído em 1º de julho de 2009 e que pretenda apenas passar a recolher os impostos e contribuições pelo sistema de valores fixos mensais, a opção somente poderá ser feita até o último dia útil do mês de janeiro, e seus efeitos produzir-se-ão a partir do primeiro dia do ano. Produzir efeito significa que a partir desse momento o MEI deve recolher os impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais, previstos no inciso V do 3º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06, e deve cumprir as obrigações acessórias decorrentes. O MEI não poderá se retratar da opção dentro do ano em que a fizer. Por retratação entende-se a preferência do empresário individual pela sistemática de recolhimento dos impostos e contribuições comum às microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional (porcentagem sobre o faturamento). A retratação só Atualizado Mês 10/2011 Página 5
6 produzirá efeitos a partir do ano seguinte. Explicando melhor: não ocorrendo qualquer das hipóteses de comunicação obrigatória de desenquadramento à Receita Federal do Brasil, previstas no Capítulo 4 deste Manual, ou seja, se permanecer em atividade e não tiver alteradas as condições iniciais de enquadramento, o MEI não poderá deixar de recolher os tributos abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos e mensais até o mês de dezembro. A retratação, portanto, só passará a produzir efeitos a partir de janeiro do ano seguinte à retratação ( 1º e 5º do artigo 18-A combinado com 2º e 3º do artigo 16, todos da Lei Complementar 123/06). 2. TER AUFERIDO RECEITA BRUTA DE ATÉ R$ ,00 no ano-calendário anterior, obviamente se for um empresário individual já constituído e que pretenda apenas passar a recolher os impostos e contribuições pelo sistema de valores fixos mensais. No caso de início de atividades, o empresário deve declarar que a receita bruta, no ano-calendário do registro mercantil e inscrição no CNPJ, não excederá o limite resultante da multiplicação de R$ 3.000,00 pelo número de meses compreendidos entre o mês do início das atividades e o mês de dezembro, considerando sempre as frações como mês inteiro. Considera-se receita bruta o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, não incluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos ( 1º 2º do artigo 18-A combinado com 1º e 2º do artigo 3º da Lei Complementar 123/06). 3. NÃO PARTICIPAR de outra empresa como titular, sócio ou administrador ( 1º do artigo 18-A combinado com o inciso III do 4º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06); 4. NÃO TER MAIS DE UM ESTABELECIMENTO ( 1º do artigo 18-A combinado com o inciso II do 4º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06); 5. NÃO CONTRATAR MAIS DE UM EMPREGADO ( 1º do artigo 18-A combinado com o inciso IV do 4º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06); 6. NÃO TER DÉBITO com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa ( 1º do artigo 18-A combinado com o inciso V do artigo 17 da Lei Complementar 123/06). 7. NÃO TER DOMICÍLIO NO EXTERIOR ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso II do artigo 17 da Lei Complementar 123/06). O exercício das atividades descritas nos itens seguintes (8 a 18) impede o empreendedor de fazer a opção pelo enquadramento no Simples Nacional, ou seja, impede o empreendedor de se enquadrar no regime do MEI, uma vez que este está incluído no regime geral do Simples Nacional. 8. NÃO EXPLORAR AS SEGUINTES ATIVIDADES LIGADAS AO RAMO DE CRÉDITO: prestação 9. de serviços de assessoria creditícia, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, gerenciamento de ativos - asset management, compra Atualizado Mês 10/2011 Página 6
7 de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços - factoring ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso I do artigo 17 da Lei Complementar 123/06). 10. NÃO EXPLORAR AS SEGUINTES ATIVIDADES LIGADAS AO RAMO DE TRANSPORTE: transporte intermunicipal e interestadual de passageiros ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso VI do artigo 17 da Lei Complementar 123/06). 11. NÃO EXPLORAR AS SEGUINTES ATIVIDADES LIGADAS AO RAMO DE ENERGIA ELÉTRICA: geradora, transmissora, distribuidora ou comercializadora de energia elétrica ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso VII do artigo 17 da Lei Complementar 123/06). 12. NÃO EXPLORAR AS SEGUINTES ATIVIDADES LIGADAS AO RAMO DE AUTOMÓVEIS E MOTOCICLETAS: importação ou fabricação de automóveis e motocicletas ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso VIII do artigo 17 da Lei Complementar 123/06). 13. NÃO EXPLORAR A ATIVIDADE DE IMPORTAÇÃO DE COMBUSTÍVEIS ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso IX do artigo 17 da Lei Complementar 123/06). 14. NÃO EXPLORAR AS SEGUINTES ATIVIDADES LIGADAS AO RAMO DE CIGARROS, ARMAS E EXPLOSIVOS: produção ou venda no atacado de cigarros, cigarrilhas, charutos, filtros para cigarros, armas de fogo, munições e pólvoras, explosivos e detonantes ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso X alínea a do artigo 17 da Lei Complementar 123/06). 15. NÃO EXPLORAR AS SEGUINTES ATIVIDADES LIGADAS AO RAMO DE BEBIDAS: produção ou venda no atacado de bebidas alcoólicas, refrigerantes, inclusive águas saborizadas gaseificadas, preparações compostas, não alcoólicas e cervejas sem álcool ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso X alínea b itens 1 a 4 do artigo 17 da Lei Complementar 123/06). 16. NÃO EXPLORAR AS SEGUINTES ATIVIDADES PERSONALÍSTICAS OU INTERMEDIÁTICAS: atividades de natureza intelectual, técnica, científica, desportiva, artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não, bem como que preste serviços de instrutor, corretor, despachante ou de qualquer tipo de intermediação de negócios ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso XI do artigo 17 da Lei Complementar 123/06). 17. NÃO EXPLORAR AS SEGUINTES ATIVIDADES NO RAMO DE MÃO-DE-OBRA: cessão ou locação de mão-de-obra ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso XII do artigo 17 da Lei Complementar 123/06). Ver Capítulo 11 deste Manual para conhecer as exceções. 18. NÃO EXPLORAR AS SEGUINTES ATIVIDADES LIGADAS AO RAMO DE IMÓVEIS: loteamento e incorporação de imóveis, locação de imóveis próprios, exceto quando se referir à prestação de serviços tributados pelo ISS ( 1º do artigo 18-A combinado com incisos XIV e XV do artigo 17 da Lei Complementar 123/06). O exercício das atividades descritas nos itens seguintes (19 a 27) não impede o empreendedor de fazer a opção pelo enquadramento no Simples Nacional, mas o impede o Atualizado Mês 10/2011 Página 7
8 empreendedor de optar pelo regime de tributação em valores fixos mensais. Ou seja, a maior vantagem do regime especial para o MEI não poderá ser usufruída, caso o empreendedor exerça as atividades descritas nos itens 19 a 27. Entretanto, o Comitê Gestor do Simples Nacional poderá autorizar o exercício de atividade contida entre elas, mediante resolução, não sendo necessária nova Lei Complementar (ver Dica Importante deste Capítulo). 19. NÃO EXERCER AS SEGUINTES ATIVIDADES LIGADAS AO RAMO DA CONSTRUÇÃO: construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de interiores ( 1º do artigo 18-A combinado com o inciso I do 4º do artigo 18-A e inciso I do 5 o -C artigo 18 da Lei Complementar 123/06). 20. NÃO EXERCER AS ATIVIDADES DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE VIGILÂNCIA, LIMPEZA OU CONSERVAÇÃO ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso I do 4º do artigo 18-A e inciso VI do 5 o -C do artigo 18 da Lei Complementar 123/06). 21. NÃO PRESTAR CUMULATIVAMENTE SERVIÇOS DE ADMINISTRAÇÃO E LOCAÇÃO DE IMÓVEIS DE TERCEIROS ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso I do 4º do artigo 18-A e inciso I do 5 o -D artigo 18 da Lei Complementar 123/06). 22. NÃO EXERCER AS SEGUINTES ATIVIDADES NO RAMO DE EXPLORAÇÃO DE ATIVIDADES FÍSICAS: academias de dança, capoeira, ioga, artes marciais, atividades físicas, desportivas, natação e escolas de esportes ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso I do 4º do artigo 18-A e incisos II e III do 5 o -D artigo 18 da Lei Complementar 123/06). 23. NÃO EXERCER AS SEGUINTES ATIVIDADES LIGADAS AO RAMO DA INFORMÁTICA: elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos, licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação, planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso I do 4º do artigo 18-A e incisos IV, VI e VI do 5 o -D artigo 18 da Lei Complementar 123/06). 24. NÃO EXERCER ATIVIDADES DE MONTAGEM DE ESTANDES PARA FEIRAS ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso I do 4º do artigo 18-A e inciso IX do 5 o -D artigo 18 da Lei Complementar 123/06). 25. NÃO EXERCER AS SEGUINTES ATIVIDADES NO RAMO DA CULTURA: produção cultural, artística, cinematográfica e de artes cênicas ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso I do 4º do artigo 18-A e incisos X e XI do 5 o -D artigo 18 da Lei Complementar 123/06). 26. NÃO EXERCER AS SEGUINTES ATIVIDADES NO RAMO LABORATORIAL: laboratórios de análises clínicas ou de patologia clínica, serviços de tomografia, diagnósticos médicos por imagem, registros gráficos e métodos óticos, bem como ressonância magnética ( Atualizado Mês 10/2011 Página 8
9 1º do artigo 18-A combinado com inciso I do 4º do artigo 18-A e incisos XII e XIII do 5 o -D artigo 18 da Lei Complementar 123/06). 27. NÃO PRESTAR SERVIÇOS DE PRÓTESE EM GERAL ( 1º do artigo 18-A combinado com inciso I do 4º do artigo 18-A e inciso XIV do 5 o -D artigo 18 da Lei Complementar 123/06). Dica Importante Tendo em vista o grande número de atividades cujo exercício é vedado ao MEI, o Comitê Gestor do Simples Nacional, ao regulamentar essa matéria, inverteu a lógica, definindo exaustivamente no anexo único da Resolução CGSN 58/09 as atividades que o MEI pode exercer. Esse anexo único foi alterado pela Resolução CGSN 67/09, que incluiu e excluiu atividades permitidas ao MEI, sendo que, a partir de 1º de dezembro de 2010, entrará em vigor anexo com nova lista de atividades (incluída na Parte 2 deste Manual Atendendo o MEI), por força da Resolução CGSN 78/10. As atividades econômicas são identificadas pela Codificação Nacional de Atividades Econômicas, a CNAE. A identificação de uma CNAE a partir da descrição de uma atividade não é tarefa trivial e exige conhecimento da lógica da codificação. Por esse motivo, para facilitar essa tarefa dos empreendedores candidatos a MEI, e dos agentes de apoio ao registro e legalização, o CNAE é identificado a partir da descrição das ocupações extraídas do Código Brasileiro de Ocupações, o CBO. Em linguagem mais simples e imediatamente compreensível, uma vez selecionada a ocupação permitida, automaticamente é selecionada a respectiva CNAE, mediante a indexação prévia feita entre as duas codificações. Portanto, na prática, o empreendedor deve apenas selecionar a ocupação. Automaticamente é selecionada a CNAE. Por fim, recomenda-se a leitura da Resolução CGSN 57/09 e suas alterações. Ela também disciplina as regras de enquadramento e desenquadramento (ver Capítulo 4 deste Manual), do documento de arrecadação dos valores fixos mensais (DAS-MEI), de contratação de empregado, de cessão ou locação de mão-de-obra (ver Capítulos 10 e 11 deste Manual) e da declaração anual simplificada de ajuste. CAPÍTULO 4 - DESENQUADRAMENTO: FORMAS E EFEITOS Segundo os 6º, 7º e 8º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06, o desenquadramento do regime simplificado e favorecido descrito no Capítulo 2 deste Manual se opera: a. Por ação do MEI, mediante comunicação à RFB baseada na opção do MEI em se retirar do regime (forma voluntária), ou na ocorrência de qualquer das hipóteses de exclusão definidas na Lei Complementar 123/06 (forma obrigatória); e, b. Por ação da RFB (forma de ofício ). Atualizado Mês 10/2011 Página 9
10 Cada uma dessas formas produz efeitos próprios em relação ao regime de apuração e recolhimento de impostos resultante, ou seja, o novo enquadramento. Cada uma dessas formas também tem o momento próprio em que a alteração de regime se opera (ver item 4.4 do Capítulo 4 deste Manual). Em outras palavras, para cada uma das formas de desenquadramento está definido um momento diferente em que o MEI deixa de estar enquadrado da sistemática de recolhimento dos impostos e contribuições em valores fixos mensais e, portanto, passa a recolher os impostos e contribuições dentro de outra sistemática Desenquadramento por ação do MEI na forma voluntária Exercer a opção de desenquadramento da sistemática de recolhimento dos impostos e contribuições em valores fixos mensais significa o enquadramento automático do MEI na sistemática de recolhimento dos impostos e contribuições comum às microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional (porcentagem sobre o faturamento), conforme o inciso I do 7º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06. A opção de desenquadramento deve ser feita no início do ano-calendário, em conformidade com disciplina do Comitê Gestor do Simples Nacional. Feita em qualquer outro momento não poderá produzir o efeito pretendido. Isso porque, em função do que já foi dito no Capítulo 3 deste Manual, a comunicação dessa opção de desenquadramento feita antes do início do anocalendário equivaleria a uma retratação, a qual produz efeitos somente a partir do exercício seguinte (ver também item 5 deste Capítulo 4) Desenquadramento por ação do MEI na forma obrigatória O desenquadramento pela comunicação obrigatória à RFB também significa o enquadramento automático do MEI na sistemática de recolhimento dos impostos e contribuições comum às microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional (porcentagem sobre o faturamento). A diferença para a forma voluntária é que, nos casos dos incisos II, III e IV do 7º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06, se o MEI não faz a comunicação será desenquadrado de ofício pela RFB (ver item 4.3 deste Capítulo 4), podendo ainda sofrer a aplicação de multa. A comunicação obrigatória deve ser feita sempre até o último dia útil do mês subseqüente à data da respectiva ocorrência. Em resumo, o MEI deve fazer a comunicação obrigatória de exclusão da sistemática quando: Exceder, no ano-calendário, o limite de receita bruta de R$ ,00 ou fração, conforme 8º combinado com o inciso III do 7º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06 (ver Capítulo 3 deste Manual); e, Ocorrer alguma das situações previstas no 4 o do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06, ou seja, nas seguintes situações: Passar a exercer atividades tributadas pelos anexos IV e V da Lei Complementar 123/06 ou passar a exercer as atividades vedadas aos optantes pelo Simples Nacional, todas indicadas nos itens 8 a 28 do Atualizado Mês 10/2011 Página 10
11 Capítulo 3 deste Manual. Visto de forma mais prática, nos casos em que o MEI passar a exercer atividades que não estejam relacionadas na Resolução CGSN 58/09 (ver Dica Importante do Capítulo 3 deste Manual) que disciplina as atividades permitidas ao MEI ( 8º combinado com o inciso I do 4º, com o 5º-C, com o 5º-D todos do artigo 18-A e com o artigo 17 da Lei Complementar 123/06); Abrir um segundo estabelecimento ( 8º combinado com o inciso II do 4º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06); Passar a participar de outra empresa como titular, sócio ou administrador ( 8º combinado com o inciso III do 4º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06); Contratar um segundo empregado ( 8º combinado com o inciso IV do 4º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06); 4.3. Desenquadramento por ação da RFB na forma de ofício A Secretaria da Receita Federal do Brasil desenquadrará o MEI quando constatar: A falta da comunicação de desenquadramento obrigatório pelo MEI, nos casos previstos nos itens e do Capítulo 4 deste Manual ( 8º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06); Fatos que legitimem a exclusão de ofício do Simples Nacional (incisos II a VII e XII do artigo 29 da Lei Complementar 123/06, sendo que os incisos VIII a XI não se aplicam ao MEI), ou seja: Oferecer embaraço ou resistência à fiscalização (incisos II e III do artigo 29 da Lei Complementar 123/06); Constituir-se por meio de interposta pessoa (inciso IV do artigo 29 da Lei Complementar 123/06), que no caso do MEI pode ser traduzido como exercer a atividade econômica em nome de outra pessoa Praticar reiteradamente infrações à Lei Complementar 123/06 (inciso V do artigo 29 da Lei Complementar 123/06) Tiver a empresa declarada inapta na forma dos artigos 81 e 82 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e alterações posteriores (inciso VI do artigo 29 da Lei Complementar 123/06) Comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho (inciso VII do artigo 29 da Lei Complementar 123/06). Atualizado Mês 10/2011 Página 11
12 Omitir informações sobre o único empregado em documentos previstos na legislação previdenciária, trabalhista ou tributária, (inciso XII do artigo 29 da Lei Complementar 123/06). A diferença entre as duas formas de desenquadramento de ofício está na sistemática de recolhimento dos impostos e contribuições resultante. O desenquadramento por ação da RFB em função do item (falta de comunicação obrigatória) deverá resultar no enquadramento automático do MEI na sistemática de recolhimento dos impostos e contribuições comum às microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional (porcentagem sobre o faturamento). Por outro lado, o desenquadramento por ação da RFB em função do item (exclusão do Simples Nacional) deverá resultar na apuração e recolhimento individual de cada imposto e contribuição na forma definida em cada uma das respectivas legislações Efeitos de cada forma de desenquadramento Como já foi dito, o principal efeito do desenquadramento, é aquele que determina ao empresário individual (desenquadrado da sistemática de recolhimento em valores fixos mensais) o recolhimento dos impostos e contribuições pela regra geral do Simples Nacional (porcentagem sobre o faturamento) e o cumprimento das obrigações acessórias até então dispensadas, a partir da data de início dos efeitos do desenquadramento. É o que diz o 9º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06. Existem, entretanto, regras específicas para cada forma de desenquadramento, em relação ao respectivo momento e aos efeitos decorrentes Efeitos do desenquadramento por excesso de receita bruta A lógica é clara. O tratamento ainda mais favorecido e diferenciado dispensado ao MEI está baseado principalmente no pressuposto do limite de faturamento. Caso esse limite venha a ser superado, o pressuposto básico deixa de existir. Portanto, a obrigação de recolher a respectiva diferença se impõe. Mas presume-se que o estouro de limite de receita bruta em até 20% é razoavelmente imprevisível no momento da opção pelo regime do MEI. Daí merecer uma regra mais benigna. Por outro lado, caso o limite seja estourado em mais de 20%, essa presunção se desfaz. Portanto, considera-se que o MEI não deveria ter optado pelo regime. Os efeitos do desenquadramento, neste caso, são mais rigorosos. Se a lógica é clara, a regra, entretanto, exige uma explicação mais detalhada. Ao constatar que excedeu o limite de receita bruta, o MEI deve fazer a comunicação obrigatória à RFB, até o último dia útil do mês subseqüente àquele em que ocorrido o excesso, conforme já foi dito no item 4.2 do Capítulo 4 deste Manual. Ver também o Capítulo 3 deste Manual, sobre os limites de receita bruta para o MEI. Se o valor do excesso for de até 20% do limite de receita bruta, o MEI passará a recolher os impostos e contribuições dentro da regra geral do Simples Nacional Atualizado Mês 10/2011 Página 12
13 somente a partir de 1º de janeiro do ano subseqüente ao da ocorrência do excesso. Até dezembro o MEI deve continuar a recolhê-los em valores fixos mensais. Essa é a regra mais branda. O valor dos impostos e contribuições correspondentes ao excesso deve ser recolhido em janeiro, sem acréscimos e em parcela única, juntamente com o valor da apuração do primeiro mês, já dentro da regra geral do Simples Nacional. É o que está determinado nas alíneas a dos incisos III e IV do 7º combinado com o 10, ambos do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06. Se o valor do excesso for de mais de 20% do limite de receita bruta, o MEI considerarse-á desenquadrado desde o início do exercício ou desde o início da atividade. Isto é, os efeitos retroagem à data da opção pela sistemática. Essa é regra mais rigorosa. Isso quer dizer que o MEI, além de passar a recolher imediatamente os impostos e contribuições dentro da regra geral do Simples Nacional, deverá apurar mês a mês, desde a data da opção, o valor dos impostos e contribuições que deveriam ter sido recolhidos pelo regime do Simples Nacional. Obviamente podendo deduzir os valores fixos mensais recolhidos pelo regime do MEI e calculando inclusive os acréscimos legais (multas e juros). É o que está determinado nas alíneas b dos incisos III e IV do 7º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06, com a redação dada pela Lei Complementar 128/ Efeitos do desenquadramento por opção No caso de opção em se desenquadrar da sistemática de recolhimento em valores fixos mensais, o efeito só é produzido se for feita a respectiva comunicação à Receita Federal do Brasil até o último dia útil do mesmo mês de janeiro de cada ano. Feita a opção nesse prazo, o efeito do desenquadramento é produzido a partir de 1º de janeiro. Essa regra vem do inciso I do 7º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/06. Sobre esse assunto ver o item 4.1 do Capítulo 4 deste Manual Efeitos do desenquadramento por comunicação obrigatória Apesar do prazo para fazer a comunicação obrigatória à Receita Federal do Brasil estender-se até o último dia útil do mês subseqüente àquele em que ocorreu a situação de desenquadramento, os respectivos efeitos se produzem a partir do mês subseqüente à mesma ocorrência. Por hipótese, mesmo que o MEI deixe para fazer a comunicação obrigatória à Receita Federal no último dia do mês seguinte ao mês em que ocorreu a situação que enseja o desenquadramento, ele tem que começar a cumprir a partir do primeiro dia útil desse mesmo mês as regras gerais do Simples Nacional. É o que está determinado pelo inciso II do 7º do artigo 18-A da Lei Complementar 123/ Efeitos do desenquadramento de ofício No caso de desenquadramento de ofício, o efeito é definido em função da data em que a Receita Federal do Brasil constatar a ocorrência da situação geradora. Caso a respectiva notificação de desenquadramento faça referência à situação ocorrida em data anterior, o empresário individual deverá apurar mês a mês, desde a data Atualizado Mês 10/2011 Página 13
14 apontada nessa notificação, o valor dos impostos e contribuições que deveriam ter sido recolhidos pelas regras gerais do Simples Nacional, calculando inclusive os acréscimos legais (multas e juros). Obviamente, poderá, neste caso, deduzir os valores fixos mensais recolhidos pelo regime do MEI Efeitos do desenquadramento em relação às obrigações principal e acessórias A partir do desenquadramento, seja qual for o motivo e o momento dos efeitos, o empresário individual será obrigado a emitir notas fiscais em todas as operações de venda e prestação de serviços, a fazer a escrituração contábil, a fazer a apuração dos impostos e contribuições, nos termos da legislação do regime no qual ele for reenquadrado. Poderá também ser obrigado a cumprir os procedimentos de licenciamento eventualmente dispensados. Isso no caso de ter utilizado, no ato do registro, a declaração conhecida como Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório e a Prefeitura não ter se manifestado no prazo de 180 dias (ver Capítulo 6 deste Manual). CAPÍTULO 5 TRÂMITE ESPECIAL PARA REGISTRO E LEGALIZAÇÃO 5.1. Visão Geral do Trâmite Especial Conforme foi dito no Capítulo 1 deste Manual, a criação de um regime para o MEI teve como principal objetivo tornar o custo de formalização menor que o da permanência na informalidade. Daí a razão do 1º do artigo 4º da Lei Complementar 123/06, incluído pela Lei Complementar 128/08, determinar a criação de um trâmite especial para registro e legalização do MEI. Para ser especial, isto é, ser diferente e mais simples do que o trâmite burocrático tradicional, o processo de registro e legalização do MEI foi criado seguindo quatro premissas definidas na própria Lei Complementar 123/06: a. Unicidade do processo: conforme o caput do artigo 4º, o processo de registro e legalização deve ser único na perspectiva do empreendedor, isto é, com procedimentos integrados entre os órgãos públicos envolvidos e compatíveis com a condição do MEI. Em outras palavras, sem duplicidade de exigências e com garantia de um processo linear. b. Centralização normativa e executiva: conforme o 1º do artigo 4º, o regramento e a instrumentalização do trâmite especial de registro e legalização do MEI estão sob a responsabilidade do Comitê para Gestão da REDESIM (ver item 5.1 do Capítulo 5 deste Manual). É uma garantia que se pretendeu dar ao MEI contra a burocracia imposta pelos órgãos públicos nos processos de abertura e legalização de empresas. c. Processo sem custos: conforme o 3º do artigo 4º, estão reduzidos a 0 (zero) os valores referentes a taxas, emolumentos e demais custos relativos à abertura, à Atualizado Mês 10/2011 Página 14
15 inscrição, ao registro, ao alvará, à licença, ao cadastro e aos demais itens relativos à legalização do MEI. d. Atendimento Gratuito: conforme o 22-B do artigo 18-A, os escritórios de serviços contábeis, optantes pelo Simples Nacional, deverão dar atendimento gratuito para o registro, legalização e a primeira declaração anual do MEI. Para regulamentação dessas quatro premissas definidas na Lei Complementar 123/06, o Comitê para Gestão da REDESIM editou a Resolução CGSIM 02/09, depois alterada pela Resolução CGSIM 16/09. O artigo 1º da Resolução CGSIM 16/09 determina a observância obrigatória de suas regras por todos os órgãos e entidades federais, estaduais e municipais responsáveis pelo registro, inscrições tributárias, alvarás e licenças de funcionamento. Isso confirma a prevalência das normas do Comitê para Gestão da REDESIM sobre todos os órgãos públicos e entidades envolvidos, de qualquer das esferas de governo. O artigo 3º da Resolução CGSIM 16/09, por sua vez, define as diretrizes que deverão ser observadas na concepção e desenvolvimento do trâmite especial para o registro e legalização do MEI. Isso quer dizer que os atos, processos, procedimentos e instrumentos de todos os órgãos envolvidos no registro e legalização do MEI não poderão ser executados sem que as diretrizes previstas no artigo 3º da Resolução CGSIM 16/09 estejam presentes: Prevalência da Lei Federal /07 (caput c/c inciso I): na interpretação das normas e implementação dos instrumentos para registro e legalização do MEI aplicam-se as disposições da Lei Federal /07. Isso quer dizer, o registro e legalização do MEI é a primeira etapa de implantação da chamada REDESIM (ver Dica Importante do item 5.1 do Capítulo 5 deste Manual); Garantia de Atendimento Único e sem Custo (incisos V e VI c/c parágrafo único): o registro e legalização do MEI devem ser executados mediante um único atendimento por parte dos agentes de apoio, obviamente quando o processo estiver totalmente informatizado e racionalizado; e sem qualquer custo, de qualquer natureza Procedimentos com Entrada Única de Dados e Resposta Integrada (incisos II, III, VII): todo o processo de registro e legalização deve ser executado no Portal do Empreendedor. O registro mercantil e a inscrição no CNPJ devem ser feitos sem o uso de formulários em papel e aposição de assinaturas, mediante a integração do Departamento Nacional de Registro do Comércio, das Juntas Comerciais e da Receita Federal do Brasil. Ao final de todo processo, deve ser disponibilizado, para impressão e verificação de autenticidade, o Certificado da Condição de MEI, documento hábil para comprovar o registro, inscrições, alvarás, licenças e situação de enquadramento do MEI Garantia de funcionamento independente da integração completa (incisos IV, VIII e IX): gradualmente, de alguma forma, deverão ser integrados ao Portal do Atualizado Mês 10/2011 Página 15
16 Empreendedor processos, procedimentos e instrumentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dos órgãos e entidades estaduais e municipais, responsáveis pelas respectivas inscrições tributárias, alvarás e licenças para funcionamento. Entretanto, até que a informatização e integração total ocorram, deverá ser garantida ao MEI a possibilidade de funcionamento, imediatamente após o registro mercantil e inscrição no CNPJ, mediante o licenciamento provisório por declaração eletrônica no Portal do Empreendedor (ver Capítulo 6 deste Manual). Dica Importante O trâmite especial para registro e legalização do MEI é a primeira etapa de implantação da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios REDESIM. Criada pela Lei /07, a REDESIM está sendo desenvolvida a partir de um modelo de integração entre órgãos federais, estaduais e municipais, com o objetivo de viabilizar a inscrição, cadastro, abertura, alvará, arquivamento, licenças, permissão, autorização, registros e demais itens relativos à abertura, legalização e funcionamento de empresários e de pessoas jurídicas de qualquer porte, atividade econômica ou composição societária Para conseguir este objetivo, o processo de abertura de empresas é segmentado em três etapas distintas: pesquisa prévia (viabilidade de uso do nome empresarial e de exercício das atividades em local específico), constituição (registro mercantil e inscrições tributárias) e licenciamento. O Comitê para Gestão da REDESIM - CGSIM, criado pelo Decreto Federal nº /09, tem a atribuição de administrar e gerir a implantação e o funcionamento da REDESIM. Para isso, cabe ao CGSIM regulamentar o registro, inscrição, cadastro, alvará, licenças, permissão, autorização e arquivamento, em relação a empresários e pessoas jurídicas de qualquer porte, atividade ou composição societária. Diagrama do Macro Modelo da REDESIM Atualizado Mês 10/2011 Página 16
17 5.2. Portal do Empreendedor: principal instrumento do processo de registro e legalização Por definição do artigo 21 da Resolução CGSIM 16/09 a execução do processo de registro e legalização do MEI deve ser feita por meio eletrônico, isto é, os atos, procedimentos e instrumentos dos órgãos e entidades responsáveis pelo registro, inscrições tributárias, licenças e alvarás de funcionamento e demais autorizações devem estar informatizados. Ainda por definição do caput do artigo 7º da Resolução CGSIM 16/09, os instrumentos informatizados necessários à execução integrada desses atos e procedimentos deverão constar no Portal do Empreendedor. Em outras palavras, os procedimentos informatizados para registro e legalização devem estar acessíveis no site conforme inciso I do artigo 22 da mesma Resolução. Entretanto, o caput do artigo 7º da Resolução não define a forma pela qual esses instrumentos deverão estar disponíveis no Portal do Empreendedor. O que é fundamental, segundo esse dispositivo, é que os atos e procedimentos informatizados tenham execução integrada. Está descartado, portanto, o desenvolvimento de um novo sistema. Independente da forma de execução integrada, o Portal do Empreendedor obrigatoriamente deve disponibilizar funcionalidades de entrada única de dados e resposta única do resultado do processamento integrado entre os sistemas dos órgãos e entidades públicas envolvidos. Conclusão: se o ato, procedimento e instrumento, informatizado ou não, não estiver disponível no Portal do Empreendedor, isto é, não permitir que o registro e legalização do MEI sejam executados mediante um único atendimento, portanto, de forma integrada, não faz parte do processo de registro e legalização do MEI. Atualizado Mês 10/2011 Página 17
18 Essa conclusão será fundamental para análise do que poderá ser exigido dos empreendedores e dos agentes de apoio em todas as etapas do processo de registro e legalização do MEI, principalmente no licenciamento de atividades (ver Capítulo 6 deste Manual). Dica Importante Conforme se conclui das próprias diretrizes de concepção e desenvolvimento do processo de registro e legalização do MEI, comentadas no item 5.1, os instrumentos informatizados estão em fase de construção e evolução. No atual estágio, apenas parte das informações e serviços necessários ao completo registro e legalização do MEI constam ou estão disponíveis no Portal do Empreendedor. Neste momento constam ou estão disponíveis no Portal do Empreendedor os instrumentos informatizados necessários à execução integrada dos seguintes atos e procedimentos: registro mercantil (Departamento Nacional do Registro de Comércio e Junta Comercial), inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ (Receita Federal do Brasil) e licenciamento provisório (adesão ao Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório). Por outro lado, dois serviços fundamentais ainda não constam ou estão disponíveis no Portal do Empreendedor: a pesquisa prévia de viabilidade municipal e o licenciamento definitivo, estadual e municipal, para as atividades consideradas de alto risco. Isso significa que não há como se completar a legalização do MEI dentro dos instrumentos informatizados neste momento oferecidos no Portal do Empreendedor. E o que significa a ausência desses instrumentos informatizados no Portal do Empreendedor? Para explicar isso devem ser consideradas duas situações possíveis. Primeira, a existência de dúvida sobre a possibilidade do exercício das atividades no local indicado. Segunda, a atividade ser considerada como de alto risco pelos órgãos e entidades de licenciamento, municipais e estaduais. Ocorrendo uma dessas situações, o licenciamento provisório, disponível no Portal do Empreendedor, não dá direito ao MEI iniciar sua atividade. Em outras palavras, ocorrendo a primeira situação o MEI deverá obter o parecer de viabilidade junto à prefeitura municipal (com base na lei municipal, a chamada lei de zoneamento ou lei de uso e ocupação de solo). Ocorrendo a segunda situação, o MEI deverá, antes de iniciar sua atividade, obter as licenças, alvarás e autorizações (licenciamento) junto aos órgãos estaduais e municipais pertinentes. Essas providências se impõem, nas situações apresentadas, mesmo que o MEI tenha assinalado a declaração eletrônica referente ao Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório. Portanto, o atendimento ao MEI no momento do registro exige grande cuidado, principalmente por parte dos agentes de apoio. Este assunto será tratado com detalhes no Capítulo 6 deste Manual. Atualizado Mês 10/2011 Página 18
19 De uma maneira resumida, o quadro atual dos instrumentos informatizados disponíveis no Portal do Empreendedor para o registro e legalização do MEI no Estado de São Paulo é o seguinte: INSTRUMENTOS PARA Pesquisa Prévia de Viabilidade SERVIÇO RESULTANTE Parecer sobre a possibilidade do exercício de atividade em local específico RESPONSÁVEL Município PORTAL / EFEITO Disponível/Provisória Termo de Ciência com Efeito de Alvará Provisório (ver Capítulo 6) Registro Mercantil União e Estado (DNRC e Junta Comercial) Disponível/Definitivo Inscrição no CNPJ União (RFB) Disponível/Definitiva Registro e Inscrições Inscrição no Cadastro de Contribuintes ICMS Estado (Secretaria da Fazenda) Não Disponível (ver Dica Importante do Capítulo 10) Inscrição no Cadastro de Contribuintes Municipais (ISS e taxas) Município (Secretaria de Finanças) Não disponível Licenciamento Alvarás, Licenças e Autorizações Estado e Município Para atividades de BAIXO RISCO (Comitê Gestor da REDESIM) Disponível/Provisório Termo de Ciência com Efeito de Alvará Provisório (ver Capítulo 6) Alvarás, Licenças e Autorizações Estado e Município Para atividades de ALTO RISCO (Órgãos Municipais, Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e Meio Ambiente) Não Disponível (Sistema existente SIL, mas não integrado ao Portal: ver Capítulo 6) Atualizado Mês 10/2011 Página 19
20 5.3. Processo de Registro Mercantil, Inscrição no CNPJ e Licenciamento Provisório São os artigos 22, 23, 24, 25 e os anexos I e II da Resolução CGSIM 16/09 que disciplinam os passos do processo de registro e legalização do MEI º Passo: Decisão Apoiada (alínea a do inciso I do artigo 22 combinado com os parágrafos 1º a 3º do artigo 7º) O peso da burocracia e o custo dos impostos são as principais causas do tamanho da informalidade no país. Isso é um fato. É natural que os pequenos empreendedores tenham muita dúvida neste momento em que são oferecidas facilidades para a formalização. Dúvidas do que terão que fazer para atender exigências e obrigações junto aos órgãos e entidades públicas para o registro e, principalmente, após o registro, durante a operação do seu negócio. Por outro lado, é obrigação do poder público apoiar esse pequeno empreendedor, afinal, conforme já foi dito no Capítulo 1 deste Manual, a grande maioria dos informais são empreendedores por necessidade, além do que não apresentam um nível de formação adequada. A decisão de registro e legalização do MEI, portanto, precisa estar apoiada em informações suficientes, no momento certo e em linguagem acessível. O Portal do Empreendedor tem como função a centralização de todas as orientações e informações necessárias à decisão de formalização do empreendedor. Isso é o que determina o artigo 7º da Resolução CGSIM 16/09. Dessa centralização deriva a alínea a do inciso I do artigo 22, que dirige o empreendedor ao Portal do Empreendedor, antes do registro e legalização, para obter orientações e informações sobre: a. O planejamento do empreendimento: as condições para enquadramento no regime, benefícios e a elaboração do plano de negócios. b. O exercício das atividades: os tributos e as obrigações que o MEI deve cumprir perante cada órgão e entidade pública durante o exercício das suas atividades, portanto, já como empreendedor formalizado. c. O processo de registro e legalização: os atos, procedimentos, instrumentos informatizados, e as exigências de todos os órgãos e entidades públicas envolvidos em cada etapa do processo. Para que essas informações estejam disponíveis no Portal do Empreendedor com o nível de qualidade suficiente para a decisão, são necessárias duas ações óbvias e seqüenciais. A primeira por parte do Comitê para Gestão da REDESIM (CGSIM): a disponibilização da funcionalidade no Portal do Empreendedor que permita aos órgãos e entidades públicas inserirem e atualizarem o conteúdo Atualizado Mês 10/2011 Página 20
21 informacional. A segunda por parte dos órgãos e entidades públicas: a própria inserção e atualização desse conteúdo. Dica Importante Em relação à segunda ação, o parágrafo 2º do artigo 7º da Resolução 16/09, atribui claramente a responsabilidade aos órgãos e entidades públicas de inclusão, alteração e exclusão das informações e orientações. Segundo o mesmo comando, os órgãos e entidades públicas devem fazê-lo diretamente no Portal do Empreendedor. Porém, em relação à primeira ação, o mesmo parágrafo 2º adia a regulamentação que trataria da disponibilização da funcionalidade no Portal do Empreendedor de inserção automática do conteúdo informacional diretamente pelos órgãos e entidades públicas. Em outras palavras, a própria Resolução CGSIM 16/09 atesta que essa funcionalidade não existe ou não está disponível. Por outro lado, o parágrafo 3º do mesmo artigo 7º da Resolução CGSIM 16/09 determina que seja disponibilizada no Portal do Empreendedor funcionalidade de consulta às exigências feitas em qualquer data pelos órgãos e entidades públicas envolvidos no registro e legalização do MEI. Obviamente, essa consulta também está condicionada à funcionalidade de inserção direta dos conteúdos, que não existe. Independente da forma de inserção desses conteúdos, se por meio de funcionalidade automática ou por publicação manual dos textos nas páginas do Portal do Empreendedor, o fato é que a insuficiência de informação e orientação provoca bastante dificuldade, principalmente aos agentes de apoio no momento do atendimento aos empreendedores. A rigor, atualmente, não estão inseridos todas as informações sobre exigências a serem cumpridas por todos os órgãos e entidades públicas para o registro e legalização do MEI, principalmente aquelas relativas ao licenciamento de atividades. Sobre esse assunto é importante a consulta ao Capítulo 6 deste Manual (ver itens 5.3 e item 5.4, ambos do Capítulo 5 deste Manual, este último tratando dos serviços de apoio à formalização do MEI). Na verdade há, neste momento, um evidente impasse, em relação à qualidade das orientações e informações para decisão da formalização pelo MEI. Há várias perguntas que refletem esse impasse. O que vem primeiro? O desenvolvimento da funcionalidade para inserção direta do conteúdo informacional no Portal do Empreendedor pelos órgãos e entidades públicas envolvidos? (para depois se exigir a inserção dos respectivos conteúdos). Ou a produção e envio dos conteúdos? (para depois se desenvolver a funcionalidade no Portal do Empreendedor). Novamente, o que vem primeiro? O desenvolvimento da funcionalidade de consulta às orientações e informações? (para depois se exigir a inserção dos respectivos conteúdos). Ou a produção e envio dos conteúdos? (para depois se desenvolver a consulta no Portal do Empreendedor). Atualizado Mês 10/2011 Página 21
22 Além de impasse, ou em decorrência dele, há uma clara desobediência à diretriz de Garantia de Atendimento Único, descrita no item do Capítulo 5 deste Manual. A maior prova disso está no conteúdo editado das seguintes páginas do Portal do Empreendedor, nas quais fica evidente que não há atendimento único no processo de registro e legalização do MEI: 1. Link Formalize-se Manual do Processo Eletrônico de Inscrição do MEI Orientações Preliminares Importante: antes de se inscrever, consulte o Município para saber se a atividade pode ser exercida, inclusive quanto ao local e à forma de atuação, (endereço fixo, comércio ambulante etc.). Com isso, evitam-se problemas futuros com o cancelamento do alvará provisório e até mesmo da inscrição.(grifo do texto original) 2. Link Perguntas e Respostas Como fica a situação do Alvará de funcionamento e do cumprimento de posturas municipais? Resposta: A concessão do Alvará de Localização depende da observância das normas contidas nos Códigos de Zoneamento Urbano e de Posturas Municipais... Além disso, outras normas deverão ser seguidas, como as sanitárias, por exemplo, para quem manuseia alimentos. Assim, antes de qualquer procedimento, o empreendedor deve consultar a as normas municipais para saber se existe ou não restrição para exercer a sua atividade no local escolhido, além de outras obrigações básicas a serem cumpridas... Caso o empreendedor não disponha dessa informação, recomenda-se expressamente que ele não finalize o registro. O Sebrae, os escritórios de contabilidade e a própria administração municipal estão aptos a prestar as informações necessárias. (destaque nosso) 3. Link Entenda - Responsabilidade Obtenção de alvará -...No momento da inscrição o interessado irá declarar que está cumprindo a legislação municipal, motivo pelo qual é fundamental que ele consulte essas normas e declare, de forma verdadeira, que entende a legislação e a obedecerá, sob pena de ter o seu alvará provisório cancelado. Esse alvará provisório tem validade de 180 dias...(destaque nosso) De uma maneira resumida, o quadro atual das orientações e informações disponíveis no Portal do Empreendedor é o seguinte: Atualizado Mês 10/2011 Página 22
23 INFORMAÇÕES SOBRE OBJETIVO DA INFORMAÇÃO RESPONSÁVEL PORTAL / Qualidade Planejamento do Empreendimento Elaboração do Plano de Negócios e capacitação para empreender SEBRAE Disponível/Inadequado Conteúdo conceitual, em linguagem inatingível para o MEI e sem exemplos práticos Condições para enquadramento no regime e benefícios CGSIM Disponível/Inadequado (ver Atendendo o MEI) Exigências para o registro mercantil, inscrição no CNPJ e licenciamento de atividades de baixo risco (provisório) CGSIM e RFB Disponível/Adequado (ver Capítulo 6) Requisitos e Exigências para Registro e Legalização Exigências para inscrições nos cadastros de contribuintes Estaduais e Municipais ESTADOS E MUNICÍPIOS Não Disponível (ver Dica Importante do Capítulo 10) Exigências para licenciamento de atividades de alto risco e pesquisa prévia de viabilidade ESTADOS E MUNICÍPIOS Não disponível (ver Capítulo 6) Exigências para exercício das atividades após a formalização Tributos, declarações, recolhimentos e respectivas periodicidades CGSIM, RFB e INSS Disponível/Inadequado (ver Capítulos 8 a 12 e Atendendo o MEI) Obrigações decorrentes dos licenciamentos e autorizações ESTADO E MUNICÍPIOS Não Disponível Atualizado Mês 10/2011 Página 23
24 º Passo: Pesquisa Prévia de Descrição do Endereço e de Viabilidade (alínea b do inciso I do artigo 22 combinado com o artigo 17) O processo de registro de empresas, de qualquer natureza e porte, deveria ter uma seqüência lógica de etapas, em que cada uma fosse pré-requisito para a subseqüente. Aliás, esse é o modelo da futura REDESIM (ver item 5.1 do Capítulo 5 deste Manual). A primeira etapa desse modelo tem como resultado esperado a obtenção da permissão para o exercício das atividades num determinado local do município. É o chamado Parecer de Viabilidade. Ao fim dessa etapa, pretende-se que esteja respondida a seguinte pergunta: pode ser exercida a atividade pretendida no local indicado? A base da resposta está na chamada lei de zoneamento ou de uso e ocupação do solo. O caput do artigo 17 e a alínea b do inciso I do artigo 22, ambos da Resolução CGSIM 16/09, consagram esse modelo. Além disso, determinam que a execução da pesquisa de viabilidade (exercício de atividade em local específico) seja feita pelo Portal do Empreendedor. O fato é que nenhum município disponibilizou, até o momento, instrumento informatizado no Portal do Empreendedor que possibilite essa pesquisa. Esse fato, aliás, explica as diversas orientações encontradas no Portal do Empreendedor, no sentido da consulta presencial às Prefeituras previamente ao processo de registro e legalização do MEI (ver item do Capítulo 5 deste Manual). Entretanto, para estranheza, o parágrafo 4º do artigo 17 da Resolução CGSIM 16/09 define que os órgãos públicos municipais não poderão exigir a pesquisa prévia de viabilidade, enquanto o Portal do Empreendedor não a disponibilizar, prevalecendo, nessa situação, os efeitos do Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório. Mais detalhes sobre esse assunto serão abordados no Capítulo 6 deste Manual. Por outro lado, o instrumento informatizado de pesquisa prévia, quando estiver disponível no Portal do Empreendedor deverá obrigatoriamente atender duas diretrizes: a de integração e a do atendimento único. A diretriz de integração está determinada pelo 2º do artigo 17 combinado com a parte final da alínea c do inciso I do artigo 22, ambos da Resolução CGSIM 16/09. Significa que, sendo positivo o resultado da pesquisa (parecer de viabilidade favorável), os dados que lhes deram origem deverão ser mantidos inalterados nas etapas subseqüentes do processo de registro. A diretriz de atendimento único parte dos incisos V e VI combinado com o parágrafo único do artigo 3º da Resolução CGSIM 16/09 (ver item do Capítulo 5 deste Manual). Significa que o Portal do Empreendedor deve dar a resposta sobre a possibilidade do exercício da atividade no local indicado, sem necessidade de completar o procedimento de forma presencial. Isso obriga a prefeitura a ter Atualizado Mês 10/2011 Página 24
25 um instrumento informatizado que faça o cruzamento do zoneamento com as atividades (CNAES) permitidas º Passo: Preenchimento de formulário eletrônico para registro mercantil e inscrição no CNPJ (alínea c do inciso I do artigo 22 combinado com o artigo 17 e com o anexo I) Serão exigidos os seguintes dados, captados em formulário eletrônico disponibilizado no Portal do Empreendedor para transmissão pela internet: CPF: número no Cadastro de Pessoas Físicas da Receita Federal do Brasil. Essa é a chave para todos os batimentos necessários à verificação dos impedimentos, conforme subitem 5.3.4; Data de Nascimento: essa data deve coincidir com a data constante da base de dados do CPF; Nome Empresarial: esse dado é fornecido automaticamente pelo Portal do Empreendedor. Esse nome é resultado da composição automática do nome da pessoa física com o número do CPF, nunca gerando, portanto, a chamada colidência (dois nomes empresariais idênticos). Isso significa que não é necessário o procedimento de reserva de nome; Nome civil: esse dado é fornecido automaticamente pela base do CPF, portanto não será necessário preenchê-lo; Nacionalidade: esse dado é fornecido automaticamente pela base do CPF, portanto não será necessário preenchê-lo; Sexo: esse dado é fornecido automaticamente pela base do CPF, portanto não será necessário preenchê-lo; Nome da mãe: esse dado é fornecido automaticamente pela base do CPF, portanto não será necessário preenchê-lo; Documento de Identidade: número de um documento aceito como tal, inclusive órgão emissor e respectiva unidade da federação do órgão; Telefone e dois algarismos para o DDD e 8 algarismos para o número do telefone. O fornecimento do número do telefone é obrigatório; Atividades Econômicas (principal e secundárias) e a forma de seu exercício: a ocupação é a chave para a identificação automática do objeto e dos Códigos de Atividade Econômica (CNAES) do empreendimento (ver Dica Importante do Capítulo 3 deste Manual). Deve ser selecionada uma ocupação principal, da qual decorre maior faturamento, e até quinze ocupações secundárias. Atualizado Mês 10/2011 Página 25
26 Também devem ser selecionadas as formas de atuação. Por forma de atuação entende-se o modo pelo qual o empreendedor pretende exercer sua atividade, por exemplo, venda de mercadoria de forma ambulante e fornecimento de lanches em ponto fixo público. Podem ser selecionadas mais de uma forma de atuação. Entretanto, dependendo da forma de atuação, pode ser exigida autorização especial pela Prefeitura, principalmente em função da ocupação de espaço público (ver Capítulo 7 deste Manual) Endereço comercial: ao digitar o CEP, os dados do logradouro são fornecidos automaticamente pelo Portal, permanecendo necessário apenas digitar o número e complementos (há possibilidade de escolher vários complementos). Os campos de preenchimento automático são editáveis, obviamente para os casos em que o CEP não identifica exatamente o logradouro, por exemplo, para empreendedores que pretendem se registrar em cidades com um único CEP; Endereço residencial: além de aplicar o que já foi dito em relação ao subitem anterior, há um campo que pode ser assinalado, caso haja coincidência com o endereço comercial, o qual permite a repetição dos dados do endereço comercial, anteriormente digitados; Data de início de atividades: deve ser indicada a data do envio do formulário eletrônico, se for o caso de registro inicial. Caso o preenchimento do formulário seja decorrente de alteração da ocupação ou atividade econômica, deve ser indicada a data a partir da qual essa nova ocupação ou atividade é exercida Data da Formalização: deve sempre ser indicada a data do envio do formulário eletrônico º Passo: Validação do CPF e verificação de Impedimentos (alínea d do inciso I do artigo 22 combinado com os parágrafos 1º e 3º do artigo 17) Um dos mecanismos nos quais se apóia o modelo da futura REDESIM (ver Dica Importante do item 5.1 do Capítulo 5 deste Manual) é a checagem eletrônica de dados (batimento de dados) dentro dos sistemas dos diversos órgãos e entidades públicas. Esse conceito, uma vez aplicado, permite reduzir a burocracia sem perda do controle necessário. Por essa razão é que durante o preenchimento do formulário eletrônico para registro mercantil e inscrição no CNPJ, a Receita Federal do Brasil (RFB) realizará os respectivos batimentos de dados, conforme está determinado na alínea d do inciso I do artigo 22 da Resolução CGSIM 16/09. Essa checagem eletrônica tem dois objetivos e duas bases de dados distintas de batimento. A primeira checagem é para validação do CPF e respectivos Atualizado Mês 10/2011 Página 26
27 dados do empreendedor. Obviamente, não existindo o CPF, estando inativo ou simplesmente não conferindo os dados carregados da base do CPF, o registro não poderá prosseguir. A segunda checagem é para verificação da existência de impedimentos ligados a algumas das condições para o enquadramento no regime do MEI, atendendo assim o parágrafo 1º do artigo 17 da Resolução CGSIM 16/09. Esse batimento é feito na base do CNPJ e busca constatar se o empreendedor já é titular como empresário individual, se tem mais de um estabelecimento e se já é sócio ou administrador de sociedade empresária ou sociedade simples. Constatada a incorreção dos dados do CPF ou a existência de impedimentos na base do CNPJ, os itens 1 e 2 da alínea d do inciso I do artigo 22 combinado com o parágrafo 3º do artigo 17 da Resolução CGSIM 16/09 determinam que o Portal do Empreendedor informe ao empreendedor os motivos que provocaram a impossibilidade de prosseguimento do processo. Deve ainda fornecer orientação para, respectivamente: Dirigir-se à Secretaria da Receita Federal e promover a conseqüente correção; Dirigir-se à Receita Federal do Brasil para obtenção de informações complementares e de orientações quanto ao tratamento da questão, se considerado cabível pelo empreendedor º Passo: Assinalação eletrônica de declarações (alínea e do inciso I do artigo 22 combinado com o anexo I) Algumas checagens de dados para verificação de impedimentos ou atendimento de condições podem ser impossíveis ou, ao menos, muito custosas, dependendo do estágio tecnológico dos órgãos e entidades envolvidos. A solução da burocracia tradicional para essa situação sempre foi uma combinação de entrega de documentos (laudos, projetos, atestados etc.) e vistoria prévia. Independente da discussão da eficácia dessa solução para o processo de registro e legalização de qualquer empresa, seja qual for o porte, é preciso reconhecer que a entrega de documentos técnicos e vistorias não são condizentes com a capacidade econômica do MEI e com a diretriz de atendimento único para o trâmite especial de seu registro e legalização. Por outro lado, existem requisitos para o exercício de atividades que podem ser verificados em fiscalização, isto é, após o registro feito e com a operação já iniciada. Com essa lógica, outro dos mecanismos nos quais se apóia o modelo da futura REDESIM (ver Dica Importante do item 5.1 do Capítulo 5 deste Manual) é o da credibilidade da palavra do cidadão até prova em contrário. Obviamente a Atualizado Mês 10/2011 Página 27
28 essa facilidade corresponde, na mesma altura, à responsabilidade pela veracidade das declarações. Nesse sentido, os itens 1 a 4 da alínea e do inciso I do artigo 22 da Resolução CGSIM nº 16/2009 definem as declarações que são exigidas do empreendedor durante o processo de registro e legalização, como condição do deferimento da solicitação. Essas declarações estão disponíveis no formulário eletrônico para registro e legalização do MEI, e não podem ser editadas, ou seja, o empreendedor tem que aceitar integralmente seus termos. Caso contrário, o empreendedor não poderá utilizar o trâmite especial disponível no Portal do Empreendedor para seu registro e legalização. Essas declarações são: Declaração de Desimpedimento (item 1 da alínea e do inciso I do artigo 22): tem a finalidade de substituir a entrega de certidões de distribuição de ações judiciais e do registro mercantil. O texto dessa declaração é: "Declaro, sob as penas da Lei, ser capaz, não estar impedido de exercer atividade empresária e que não possuo outro registro de empresário." Ao assinalar essa declaração o empreendedor está assumindo que não é sócio ou titular de outra empresa, que não foi sócio ou titular de empresa falida e que não foi condenado por crime falimentar Declaração de opção pelo Simples Nacional (item 2 da alínea e do inciso I do artigo 22): tem a finalidade de assunção do compromisso de cumprimento das exigências ou observação de restrições, todas impostas pela Lei Complementar 123/06, apontadas nos itens 1 a 27 do Capítulo 3. O texto dessa declaração é: "Declaro que opto pelo Simples Nacional e pelo SIMEI (arts. 12 e 18-A da Lei Complementar nº. 123/06), que não incorro em quaisquer das situações impeditivas a essas opções (artigos 3º, 17, 18-A e 29 da mesma lei) Ao assinalar essa declaração o empreendedor está assumindo que exerce pessoalmente atividades ou ocupações permitidas, que o faturamento não deve ser superior a R$ ,00 no ano, que não tem mais de um estabelecimento, que não tem mais de um empregado, que paga o salário-mínimo ou o piso da categoria para o único empregado, que não tem débitos tributários com o INSS, com a Receita Federal e com os órgãos fazendários estaduais e municipais Declaração de ciência e concordância com o Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório (item 2 da alínea e do inciso I do artigo 22 combinado com o artigo 10): tem a finalidade de substituir o processo de Atualizado Mês 10/2011 Página 28
29 obtenção da viabilidade e do licenciamento convencional de prefeituras e órgãos estaduais (Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e órgãos de Meio Ambiente). O objetivo é permitir o exercício das atividades, de forma integrada e simultânea à obtenção do registro mercantil e inscrição no CNPJ, no Portal do Empreendedor. Esse assunto será tratado com detalhes no Capítulo 6 deste Manual. O texto dessa declaração é o seguinte: Declaro, sob as penas da lei, que conheço e atendo os requisitos legais exigidos pelo Estado e pela Prefeitura do Município para emissão do Alvará de Licença e Funcionamento, compreendidos os aspectos sanitários, ambientais, tributários, de segurança pública, uso e ocupação do solo, atividades domiciliares e restrições ao uso de espaços públicos. O não-atendimento a esses requisitos acarretará o cancelamento deste Alvará de Licença e Funcionamento Provisório." Ao assinalar essa declaração o empreendedor está assumindo que tem certeza que a Prefeitura permite o exercício da atividade pretendida no local indicado, que somente iniciará as atividades se forem consideradas de BAIXO RISCO e que se as atividades forem consideradas de ALTO RISCO somente iniciará suas atividades o MEI após providenciar o licenciamento junto aos órgãos municipais e estaduais. Por isso, é necessário destacar que independente do risco, essa declaração tem que ser assinalada obrigatoriamente. Se não for assinalada, não há o registro mercantil e a inscrição no CNPJ. Sem o registro mercantil e o CNPJ não há como ser iniciado o processo de licenciamento junto aos órgãos municipais e estaduais, caso as atividades sejam consideradas de alto risco. Na verdade, as condições estabelecidas nessa declaração são para cumprimento futuro. Por isso, ao assinalar essa declaração, o empreendedor se compromete a providenciar o licenciamento antes de iniciar as atividades, caso elas sejam classificadas como de alto risco Declaração de Enquadramento como Microempresa - ME (item 3 da alínea e do inciso I do artigo 22): tem a mesma finalidade da declaração de opção pelo Simples Nacional, ou seja, de assunção do compromisso de cumprimento das exigências ou observação de restrições, todas impostas pela Lei Complementar 123/06, apontadas nos itens 1 a 27 do Capítulo 3. O texto dessa declaração é: "Declaro, sob as penas da Lei, que me enquadro na condição de MICROEMPRESA, nos termos da Lei Complementar nº 123, de 14/12/2006." Atualizado Mês 10/2011 Página 29
30 Ao assinalar essa declaração o empreendedor está assumindo os mesmos compromissos referentes ao item Declaração de Capacidade (item 3 da alínea e do inciso I do artigo 22): os menores entre 16 e 18 anos não podem exercer atividade empresarial, a menos que sejam emancipados pelos pais. Essa declaração tem a finalidade de substituir a entrega de escritura de emancipação. O texto dessa declaração é: "Declaro, sob as penas da Lei, ser legalmente emancipado" Ao assinalar essa declaração o empreendedor está assumindo que, se tiver entre 16 e 18 anos, foi emancipado pelos pais ou responsáveis º Passo: Confirmação do registro mercantil e da inscrição no CNPJ (alínea f do inciso I do artigo 22 combinado com o artigo 24) Conforme já foi dito no Capítulo 5 deste Manual, o Portal do Empreendedor deve integrar todos os instrumentos informatizados dos órgãos e entidades públicas envolvidas no processo de registro e legalização do MEI. Considerando o atual estágio de desenvolvimento do Portal, a alínea f do inciso I do artigo 22 da Resolução CGSIM 16/09 estabeleceu que a forma dessa integração é a troca de dados entre os órgãos. Esse dispositivo definiu também que o resultado dessa troca de dados é o fornecimento automático do Número de Identificação do Registro de Empresa - NIRE e do número de inscrição no CNPJ. Quanto à Previdência Social e aos órgãos e entidades, estaduais e municipais, responsáveis pelas inscrições tributárias e licenciamentos, apesar de ainda não estarem integrados, receberão os dados do Portal do Empreendedor. Em retribuição, os dados de inscrições e licenciamentos, após os respectivos processamentos, serão enviados ao Portal do Empreendedor para incorporação ao Certificado da Condição de MEI. É o que determinar o item 1 da alínea f do inciso I do artigo 22 combinado com o artigo 24, ambos da Resolução CGSIM 16/ º Passo: Emissão do Certificado da Condição de Microempreendedor Individual CCMEI (artigo 23 combinado com Anexo II) O artigo 23 da Resolução CGSIM 16/09 determina que, após a confirmação do registro mercantil e da inscrição na Receita Federal do Brasil, o Portal do Empreendedor deverá disponibilizar o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual. Ele comprova as inscrições, licenças e a situação de enquadramento do empresário no regime do MEI. Isso significa que o Certificado é um comprovante em constante atualização, de acordo com a evolução da situação Atualizado Mês 10/2011 Página 30
31 do MEI perante os órgãos e entidades públicas. Por essa razão, a aceitação do Certificado como comprovante do registro e da situação do MEI, por qualquer interessado, está condicionada à sua consulta diretamente no Portal do Empreendedor, onde poderá ser verificada a respectiva autenticidade e atualidade. Conforme os parágrafos 1º e 2º do artigo 23 combinado com o anexo II, todos da Resolução CGSIM 16/09, esse certificado deverá conter: A identificação do MEI (nome empresarial, nome do empresário, número, órgão emissor e UF da identidade e número do CPF); A situação vigente da condição de MEI (data de emissão do certificado, situação do registro - ativo, inativo, cancelado, número do registro na Junta Comercial NIRE e número da Inscrição no CNPJ, todos com as respectivas datas, inclusive de alteração); As inscrições e licenças (Inscrição no Cadastro Estadual ICMS, Inscrição no Cadastro Municipal ISS, Licenças da Vigilância Sanitária, do Corpo de Bombeiros e da Entidade Ambiental), a partir do recebimento dos respectivos dados (ver Capítulo 6 deste Manual); O endereço da empresa; As informações complementares (objeto, capital, atividades principais e secundárias e os respectivos códigos CNAE, incluindo as datas de início e de alteração das atividades); As declarações prestadas pelo MEI (inclusive o Termo de Ciência e Responsabilidade com efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório, e os respectivos períodos de vigência). Dica Importante Ao aprovar o texto da Resolução CGSIM 16/09, o Comitê Gestor da REDESIM revogou a Resolução CGSIM 02/09, e conseqüentemente tornou sem efeito as Resoluções CGSIM 04/2009 e 09/2009, que a alteravam. Essas resoluções tiveram vigência entre e A Resolução CGSIM 16/09 introduziu diversas medidas importantes para simplificar e agilizar o trâmite especial para registro e legalização do MEI. Entretanto, o Portal do Empreendedor somente disponibilizou em as funcionalidades decorrentes. Em resumo, as principais alterações em relação aos procedimentos anteriores foram: Atualizado Mês 10/2011 Página 31
32 a. Dispensa completa de uso de formulários em papel e, conseqüentemente, eliminação de assinaturas autógrafas. Na prática, trata-se da dispensa do Requerimento de Empresário. As Juntas Comerciais receberão do Portal do Empreendedor os dados já consistidos. Portanto, não há mais cancelamentos de registro pelas Juntas Comerciais em função de vícios formais. Afinal, não há mais documentos e assinaturas. b. Fim da reserva prévia do Nome Empresarial (antes do registro). O Portal do Empreendedor atribuirá automaticamente o nome empresarial do MEI, mediante combinação do nome da pessoa física e do número do seu CPF. Foi eliminado o batimento de dados entre os sistemas do DNRC e das Juntas Comerciais, para verificação da colidência de nomes empresariais. Também foram eliminados os cancelamentos de registro pelas Juntas Comerciais em função de nomes julgados inadequados. c. Eliminação de grande parte dos dados anteriormente exigidos pelas 41 páginas de coleta da primeira versão do Portal do Empreendedor. Na nova versão, o Portal do Empreendedor coleta, em apenas uma página de formulário eletrônico, os dados e declarações necessários. Além disso, nenhum documento é exigido ou anexado. d. Recomendação às Prefeituras de dispensa de Alvará de Funcionamento para o MEI que exerce suas atividades na residência ou estabelecimento de seus clientes. Se o MEI tem seu endereço apenas como referência para correspondência e fins tributários, a Prefeitura não tem o que licenciar. Afinal, em muitos casos o MEI presta seus serviços na residência ou no estabelecimento de seu cliente. São os casos de encanadores, limpadores de piscina, pedreiros etc Serviços de Apoio à Formalização do MEI Apesar de um tratamento ainda mais favorecido e simplificado do que o dirigido às microempresas, ou seja, da dispensa da emissão de notas fiscais, escrituração contábil e apuração dos impostos; da criação de um trâmite especial de registro e legalização, e de obrigações acessórias bastante simplificadas, apesar de tudo isso, o empreendedor candidato a MEI ainda precisa de ajuda na formalização. Por quê? Parte dessa resposta está nos fundamentos econômico-sociais que leva ao empreendedorismo por necessidade, conforme exposto nos Capítulos 1 e 2 deste Manual. Outra parte dessa resposta está na necessidade de estruturação de um processo de formalização em massa. Sem internet, esse processo seria impensável. Parte considerável dos empreendedores candidatos a MEI também são excluídos digitais. Portanto, precisam de um ponto de apoio qualificado para o processo. E uma terceira parte dessa resposta está na burocracia ainda bastante Atualizado Mês 10/2011 Página 32
33 complexa para o licenciamento de atividades, assunto que está detalhado no Capítulo 6 deste Manual. A Lei Complementar 123/06, e a Resolução CGSIM 16/09 garantem ao MEI apoio técnico gratuito para ajudá-lo nessa formalização. Esse apoio deve ser promovido obrigatoriamente pelos escritórios de serviços contábeis optantes pelo Simples Nacional, individualmente ou por meio de suas entidades representativas de classe, sob pena de exclusão do regime. É o que determina o inciso I do parágrafo 22-B combinado com o parágrafo 22-C, ambos do artigo 18 da Lei Complementar 123/06. Esse apoio também pode ser promovido pelos órgãos e entidades dos entes federados, pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas SEBRAE e por outras entidades e prepostos. É o que diz o caput do artigo 6º da Resolução CGSIM 16/09. Qualquer que seja o agente de apoio será exigido que siga as normas e o processo cujos passos estão descritos no item 5.3 do Capítulo 5 deste Manual e que utilize os instrumentos informatizados disponíveis no Portal do Empreendedor. É o que diz ainda o caput do artigo 6º da Resolução CGSIM 16/09. O parágrafo 1º do artigo 6º da Resolução CGSIM 16/09 definiu os 4 (quatro) grupos de serviços compreendidos no atendimento gratuito, a serem prestados pelos escritórios de serviços contábeis optantes pelo Simples Nacional: Informações e orientações sobre (inciso I): O que é o MEI; Quem pode ser; Como se registra; Quais são os benefícios e as obrigações; Quais são seus custos e periodicidade; Como se faz as inscrições tributárias e o licenciamento das atividades Apoio ao processo de registro, à opção dos empresários pelo Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais e à legalização (alínea a do inciso II combinado com a alínea b do inciso II): compreendendo todos os procedimentos constantes do Portal do Empreendedor, inclusive a emissão dos documentos de arrecadação relativos ao ano-calendário Apoio à elaboração e encaminhamento da primeira declaração anual simplificada (inciso III): inclusive a emissão dos respectivos documentos de arrecadação correspondentes à declaração e ao ano-calendário da sua entrega, podendo, para tanto, as entidades representativas da classe, firmar convênios e acordos com a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, por intermédio de seus órgãos vinculados. Em função do parágrafo 2º do artigo 6º da Resolução CGSIM 16/09, os serviços gratuitos a serem prestados pelos órgãos e entidades dos entes federados cingir-se-ão à prestação de Atualizado Mês 10/2011 Página 33
34 informações e orientações completas ao MEI (subitens acima) e à execução dos serviços de apoio ao registro e legalização do MEI (subitem acima). Portanto, não estão obrigados a prestar os serviços relativos à primeira declaração anual simplificada (item acima). O parágrafo 3º do artigo 6º da Resolução CGSIM 16/09 garante que o Portal do Empreendedor identificará as empresas de serviços contábeis e suas entidades representativas de classe, os órgãos e entidades dos entes federados e outras entidades que vierem a prestar os serviços gratuitos ao MEI. O empreendedor contará ainda com os endereços completos, respectivos locais de atendimento, seus horários de início e término de funcionamento, seus telefones e e- mails. Para identificação das empresas de serviços contábeis que deverão prestar os serviços gratuitos, o processo é relativamente simples e automático. Basta que o Portal do Empreendedor disponibilize a informação obtida mediante extração no cadastro de empresas optantes pelo Simples Nacional que tenham o CNAE de empresa de serviço contábil. Quanto aos escritórios de serviços contábeis não optantes, às entidades representativas de classe, aos órgãos e entidades federados e à outras entidades que desejarem prestar os serviços de apoio ao processo de registro e legalização do MEI, conforme o 4º do artigo 6º da Resolução CGSIM 16/09, deverão comunicar essa intenção à Secretaria Executiva do CGSIM. Entretanto, quanto aos dados de local de atendimento, horários de início e término de atendimento, telefones e das empresas de serviços contábeis optantes pelo Simples Nacional, que devem prestar gratuitamente os serviços, não há como disponibilizá-los no Portal do Empreendedor, em função de inexistência da funcionalidade de captação desses dados. Portanto, como deve ser o procedimento adotado no caso do empreendedor candidato a MEI pretender o atendimento em horário inadequado? Por exemplo, quando a empresa de serviço contábil está dedicando todo seu pessoal em tempo integral no período crítico para a entrega das declarações de imposto de renda de seus clientes? A resposta está no Atendendo o MEI, segunda parte deste Manual. Mas essa questão dos horários para o atendimento gratuito ao MEI tangencia uma discussão maior: quais são os limites para o atendimento gratuito? Perguntado de outra forma: o que as empresas de serviços contábeis estão obrigadas e o que não estão obrigadas a fazer dentro dessa obrigação legal de atendimento gratuito ao MEI? No grupo Informações e orientações, obviamente devem ser aquelas que constem ou estejam disponíveis no Portal do Empreendedor, conforme observações já feitas no item do Capítulo 5 deste Manual. Não estando no Portal, isso quer dizer, não tendo sido enviadas pelos órgãos e entidades públicas, que tem o dever de fazê-lo, os escritórios de serviços contábeis não podem ser responsabilizados pela insuficiência nem devem ser obrigados a supri-la. Entretanto, o Atendendo o MEI, segunda parte deste Manual, é um importante instrumento para ajudar a superar algumas insuficiências. Atualizado Mês 10/2011 Página 34
35 No grupo Apoio ao processo de registro, à opção dos empresários pelo Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais e à legalização, de forma objetiva, considerando o caput do artigo 6º da Resolução CGSIM 16/09, a execução dos serviços de formalização está limitada àqueles que tiverem os respectivos instrumentos informatizados disponibilizados no Portal do Empreendedor. Em outras palavras, as empresas de serviços contábeis não podem ser responsáveis pelos serviços de apoio completo às inscrições tributárias e licenciamentos, enquanto não estiverem integrados ao Portal do Empreendedor. Novamente vale a lógica: o dever de promover a integração dos instrumentos informatizados para inscrições e licenciamentos ao Portal do Empreendedor é dos órgãos e entidades públicas (ver item 5.2 do Capítulo 5 deste Manual). No grupo Apoio à elaboração e encaminhamento da primeira declaração anual simplificada, a restrições em relação ao atendimento gratuito deve ficar por conta do descumprimento da responsabilidade do MEI em trazer preenchidos os Relatórios Mensais das Receitas Brutas. Não tendo sido preenchidos ou trazidos no momento do atendimento, além de dificultar o trabalho dos agentes de apoio, traz insegurança quanto à correção dos respectivos resultados que serão digitados na declaração anual simplificada. Portanto, para evitar qualquer atribuição de responsabilidade à empresa de serviços contábeis que atendeu o MEI para apoio na elaboração da primeira declaração anual simplificada, é importante que seja tirada cópia dos Relatórios Mensais das Receitas Brutas e guardadas como comprovação de que os resultados foram apresentados pelo MEI. No Atendendo o MEI, parte 2 desse Manual, serão apresentadas informações e orientações mais detalhadas a respeito desse assunto. CAPÍTULO 6 LICENCIAMENTO DE ATIVIDADES 6.1. Definição de Licenciamento Licenciamento é o conjunto de atos e procedimentos administrativos por meio dos quais a Administração Pública permite à empresa ou empreendedor, que houver demonstrado preencher os requisitos previstos na legislação, o exercício de determinada atividade, o qual é vedado antes do licenciamento. Em outras palavras, sem o licenciamento a empresa não poderá iniciar suas atividades. O licenciamento é iniciado com a respectiva solicitação feita por representante da empresa, com a pretensão de obter a licença. A emissão da licença é, portanto, o ato administrativo que finaliza o conjunto de atos e procedimentos, cuja finalidade é a formalização da permissão da Administração Pública para o exercício de determinada atividade pela empresa ou empreendedor, ou para o modo de exercício dessa atividade. A emissão da licença significa que a empresa ou empreendedor teve sua solicitação recebida, analisada e verificada, de qualquer que seja a forma, e que a Administração Pública reconhece o cumprimento dos requisitos previstos na legislação ou indica as restrições que deverão ser observadas para o exercício das atividades. Atualizado Mês 10/2011 Página 35
36 A licença é, portanto, um documento da Administração Pública expedido para permitir o início do exercício das atividades. Esse documento pode ter várias denominações. A própria Lei Complementar 123/06 se refere a ela com diversas denominações. O inciso II do parágrafo único do artigo 5º fala em licenças de autorização de funcionamento. O parágrafo 1º do artigo 6º em emissão de licenças e autorizações de funcionamento. O artigo 9º da Resolução CGSIM 16/09 grafa emissão do Alvará de Licença e Funcionamento. Às diversas denominações utilizadas, acrescente-se que há vários órgãos e entidades públicas, estaduais e municipais, competentes para o licenciamento de atividades de empresas. Cada um desses órgãos e entidades públicas compete um tipo de licença. Cada tipo de licença, por sua vez, é relativo aos diversos tipos de requisitos: segurança sanitária, controle ambiental, prevenção contra incêndios e requisitos peculiares a cada município (posturas municipais). Nesse sentido, cada tipo de licença recebe nomes diferentes. A denominação mais comum é alvará. Um exemplo é o alvará de funcionamento do estabelecimento expedido pelas prefeituras. Mas no Estado de São Paulo existem também o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), a Licença de Funcionamento da CETESB e o Alvará da Vigilância Sanitária. Por esse motivo o parágrafo 7 o do artigo 2º da Lei Complementar 123/06, ao definir as competências normativas do Comitê Gestor para a REDESIM, o faz abrangendo todas as denominações possíveis como alvarás, licenças, permissão e demais itens relativos à abertura, legalização e funcionamento de empresários e de pessoas jurídicas de qualquer porte, atividade econômica ou composição societária Licenciamento Provisório para as atividades de Baixo Risco O Portal do Empreendedor ainda não disponibiliza os instrumentos informatizados necessários à execução integrada do licenciamento abrangendo todos os tipos de licenças de todos os órgãos e entidades públicas (ver item 5.2 do Capítulo 5 deste Manual). Não disponibiliza igualmente a funcionalidade que permite a pesquisa prévia de viabilidade para o exercício das atividades em local específico (ver item do Capítulo 5 deste Manual). Por derradeiro, no Portal do Empreendedor também não constam informações e orientações suficientes sobre os requisitos que o MEI deve atender perante os órgãos e entidades públicas responsáveis pelo licenciamento de cada tipo de licença (ver item do Capítulo 5 deste Manual). Como alternativa, enquanto essas informações e instrumentos informatizados não são disponibilizados no Portal do Empreendedor, de forma integrada, o artigo 8º e seguintes da Resolução CGSIM 16/09 concede a permissão provisória para início das atividades do MEI, logo após o registro mercantil e a inscrição no CNPJ. Isso é viabilizado pela declaração do MEI de aceitação ao Termo de Ciência e de Responsabilidade com Efeito de Alvará e Licença de Funcionamento Provisório (ver itens e do Capítulo 5 deste Manual). O artigo 8º da Resolução CGSIM 16/09 está baseado no artigo 7º da Lei Complementar 123/06. Entretanto, o artigo 7º da Lei Complementar 123/06 limitou seu comando aos municípios, provavelmente porque o legislador tenha considerado que o alvará ou licença municipal Atualizado Mês 10/2011 Página 36
37 represente a consolidação das licenças de todos os órgãos de licenciamento, incluindo aí os estaduais. Porém, o caput do artigo 9º da Resolução CGSIM 16/09, não deixa qualquer dúvida. O licenciamento provisório obtido pela declaração de aceitação ao Termo de Ciência e de Responsabilidade previsto no artigo 8º da mesma Resolução alcança os requisitos sanitários, ambientais, tributários, de segurança contra incêndio, uso e ocupação do solo, atividades domiciliares e restrições ao uso de espaços públicos. De fato, ao fazer a declaração, o MEI manifesta seu conhecimento e o seu compromisso de atendimento aos requisitos legais exigidos pelos órgãos do Estado e pela Prefeitura do Município para emissão dos respectivos alvarás e licenças de funcionamento. Manifesta também a ciência de que o não atendimento a esses requisitos acarretará o cancelamento do Alvará de Licença e Funcionamento Provisório. Entretanto, tanto o artigo 7º da Lei Complementar 123/06 quanto o artigo 8º da Resolução CGSIM 16/09 não se aplicam nos casos em que as atividades sejam classificadas como de grau de risco alto (ver item 6.4 do Capítulo 6 deste Manual). Portanto, não tem validade o licenciamento provisório obtido pela declaração de aceitação ao referido Termo, se a atividade exercida pelo MEI for classificada como de alto risco pelos órgãos e entidades responsáveis pelo licenciamento. Isso significa que, para poder iniciar suas atividades imediatamente após o registro, em função da declaração de aceitação ao referido Termo, o MEI precisa ter certeza de que a sua atividade é de baixo risco. Considerando que o Portal do Empreendedor não disponibiliza orientações e instrumentos informatizados e integrados, como o MEI pode ter certeza de que as suas atividades são consideradas de baixo risco pelos órgãos e entidades responsáveis pelo licenciamento? A resposta a essa pergunta está no parágrafo único do artigo 9º da Resolução CGSIM 16/09. Os órgãos e entidades responsáveis pelo licenciamento terão que organizar um serviço de consulta presencial para que o MEI possa ter a certeza de que as suas atividades são consideradas de baixo risco. Por outro lado, o mesmo parágrafo único do artigo 9º da Resolução CGSIM 16/09 determina que os órgãos e entidades responsáveis pelo licenciamento informem e orientem o MEI sobre todas as exigências e procedimentos relativos ao licenciamento de suas atividades, caso a atividade seja classificada como de alto risco. Não se trata apenas de uma recomendação. Trata-se de obrigação em prestar orientações e fornecer informações. Mas essa consulta presencial precisa ser contextualizada dentro do processo de registro e legalização do MEI, regulamentado pela Resolução CGSIM 16/09. Em primeiro lugar, o atendimento único é uma diretriz de todo o processo de registro e legalização do MEI. A consulta presencial tem o objetivo de suprir as insuficiências do Portal do Empreendedor. Portanto, ela também deve obediência às diretrizes definidas no artigo 3º da mesma Resolução CGSIM 16/09 (ver itens a do Capítulo 5 deste Manual). Em outras palavras, se é inevitável o reconhecimento de que o atendimento único somente será Atualizado Mês 10/2011 Página 37
38 possível após a informatização e racionalização de todo o processo de registro e legalização, é legítimo reconhecer que a consulta presencial do MEI deve ser definitiva em termos de informação e orientação. Inclusive sobre a classificação da atividade em baixo ou alto risco. Portanto, a partir dessa consulta presencial, não pode restar dúvida alguma ao MEI. Em segundo lugar, para ser única, a consulta presencial nos órgãos e entidades de licenciamento deve resultar em resposta imediata e categórica sobre o grau de risco, mediante a descrição da atividade econômica (CNAE) e mais informações sobre a forma do exercício da atividade ou do processo produtivo. Em decorrência da classificação em grau de risco alto, outro resultado é esperado na consulta presencial: informações sobre as exigências e procedimentos, previstos na respectiva legislação dos órgãos e entidades de licenciamento, que precisam ser cumpridos antes do início das atividades. Em resumo, após a consulta presencial, o MEI deve sair uma ou duas das três informações. Caso a atividade for classificada como de baixo risco, que sua declaração de aceitação ao Termo previsto no artigo 8º da Resolução CGSIM 16/2009 produz o efeito de licença e que, portanto, pode ser iniciado o exercício de suas atividades, sem necessidade de cumprir exigências ou procedimentos adicionais. Caso a atividade for classificada como de alto risco, que a declaração de aceitação ao Termo de Ciência e Responsabilidade não resulta em licenciamento provisório e que, portanto, deve ser atendidas exigências e cumpridos procedimentos (licenciamento) antes de ser iniciado o exercício de suas atividades. Caso o exercício da atividade se dê em espaço público, sobre as exigências e procedimentos para obtenção de uma autorização especial (ver Capítulo 7 deste Manual). Em terceiro lugar, as empresas de serviços contábeis não estão obrigadas a fazer a consulta presencial, em função do que já foi dito no item 5.4 do Capítulo 5 deste Manual. Portanto, a obrigação do MEI em fazer consulta presencial junto aos órgãos e entidades de licenciamento não se estende às empresas de serviços contábeis Efeitos decorrentes do Licenciamento Provisório Ao assinalar a declaração de aceitação ao Termo de que trata o artigo 8º da Resolução CGSIM 16/09, o MEI está provisoriamente licenciado. Essa declaração significa que o MEI passa a assumir dupla responsabilidade. Uma, pelo atendimento às exigências e cumprimento dos procedimentos para o licenciamento, caso suas atividades sejam classificadas como de alto risco, antes de iniciar o exercício delas, ou seja, antes de iniciar a operação (ver itens 6.3 e 6.4 do Capítulo 6 deste Manual). Outra, pela observância de eventuais restrições impostas pelos órgãos e entidades para o exercício das atividades. Em outras palavras, assume a responsabilidade sobre o que precisa ser feito depois de iniciada a operação para manter a regularidade, ou seja, a licença, independente do grau de risco de suas atividades. Mas o impacto mais significativo dessa declaração atinge os órgãos e entidades públicas responsáveis pelo licenciamento de atividades. Sem dúvida o licenciamento provisório obtido nos termos do artigo 8º da Resolução CGSIM 16/09 é fundamental no combate à burocracia excessiva. Grande parte das empresas em situação irregular, em relação ao licenciamento, se Atualizado Mês 10/2011 Página 38
39 deve à imensa dificuldade de atendimento às exigências e procedimentos decorrentes. Isso fica mais claro ainda em relação ao MEI. O licenciamento feito pelas regras tradicionais seria totalmente incompatível com o porte econômico e o potencial de risco decorrentes das atividades do MEI. Daí a importância que o Comitê para a Gestão da REDESIM atribui a esse licenciamento provisório, dentro do processo de registro e legalização do MEI. Em síntese, os efeitos do licenciamento provisório obtido pela declaração prevista no artigo 8º da Resolução CGSIM 16/09 estão previstos nos artigos 11 a 15 combinados com o artigo 19, todos da mesma Resolução, e são as seguintes: Vale para todos os órgãos e entidades públicas, do estado e do município. Daí o artigo 12 da Resolução CGSIM 16/09 determinar a disponibilização eletrônica dos dados cadastrais colhidos no processo de registro e legalização do MEI, para os Estados, Distrito Federal e Municípios, a partir do segundo dia do mês subseqüente ao registro. Caso o ente federativo esteja informatizado e integrado ao Portal do Empreendedor, os dados deverão ser repassados imediata e automaticamente à sua coleta Estão compreendidos no licenciamento provisório todos os tipos de licenças: sanitária, ambiental, de segurança contra incêndio, de uso e ocupação de solo e de posturas específicas previstas na legislação municipal, inclusive em relação a atividades domiciliares. Por isso, o artigo 13 da Resolução CGSIM 16/09, determina que, após o recebimento dos dados cadastrais colhidos no processo de registro e legalização, todos os órgãos e entidades responsáveis pela concessão de alvarás, licenças de funcionamento e pela fiscalização tributária deverão executar automaticamente a respectiva inscrição do MEI em seus cadastros Tem prazo de vigência de 180 (cento e oitenta) dias. Mas esse prazo corre contra os órgãos e entidades responsáveis pelo licenciamento. Findo esse prazo, sem que esses órgãos e entidades concluam suas análises, o licenciamento provisório é convertido automaticamente em definitivo, ou seja, em alvará de funcionamento. Assim determina o parágrafo 1º do artigo 8º da Resolução CGSIM 16/09. Nesse prazo de 180 dias, duas linhas de análise devem ser executadas. A primeira é exclusiva da Prefeitura, posto que decorrente da fiscalização do cumprimento da lei de zoneamento ou de uso e ocupação do solo. Ao final dessa análise, a Prefeitura deve manifestar-se quanto à correção do endereço de exercício da atividade do MEI, relativamente à sua descrição oficial, assim como quanto à possibilidade do exercício das atividades nesse local. Essa manifestação pode ser tácita ou explícita. A manifestação tácita é sempre positiva ao MEI. Ela se opera nos termos do parágrafo 2º do artigo 8º da Resolução CGSIM 16/09: não havendo manifestação formal da Prefeitura, o MEI está autorizado a exercer a atividade declarada no local indicado. A manifestação explícita, por notificação da Prefeitura, é sempre negativa, posto que obriga o MEI a corrigir o endereço, caso não corresponda ao cadastro Atualizado Mês 10/2011 Página 39
40 imobiliário do município, ou a transferir o estabelecimento ou o local de exercício das atividades, caso a lei de zoneamento ou de uso e ocupação do solo impeça esse exercício. Essas notificações estão previstas, respectivamente, nos parágrafos 3º e 4º do artigo 8º da Resolução CGSIM 16/ O não atendimento à notificação prevista no parágrafo 4º do artigo 8º da Resolução CGSIM 16/09, para transferência do estabelecimento ou do local de exercício da atividade, gera necessariamente o cancelamento do registro do MEI na Junta Comercial e, conseqüentemente, a inscrição no CNPJ. Entretanto, esse cancelamento tem que ocorrer dentro do prazo de vigência do licenciamento provisório, ou seja, 180 (cento e oitenta) dias. Dentro desse prazo a Prefeitura deve executar todas as ações decorrentes. Começando pela análise inicial do registro, com base no recebimento dos dados do Portal do Empreendedor, passando pela notificação de transferência do local de exercício da atividade, incluindo obviamente a verificação da efetiva transferência e da respectiva alteração do registro na Junta Comercial. Tudo isso deve estar concluído no prazo de 180 (cento e oitenta) dias porque esse é o prazo que o caput do artigo 19 da Resolução CGSIM 16/09 dá à Prefeitura para expedir e encaminhar à Junta Comercial a comunicação de cancelamento do registro e inscrições do MEI O ato de alteração do registro mercantil em função da notificação da Prefeitura deverá ser gratuito, nos termos do parágrafo 5º do artigo 8º da Resolução CGSIM 16/09, mediante apresentação à Junta Comercial de requerimento do MEI acompanhado da referida notificação. O ato de cancelamento do registro mercantil em função do não atendimento à notificação de transferência de estabelecimento ou local de exercício de atividade, também será gratuito. Para isso, a Prefeitura deve expedir ofício que aponte o NIRE, o CNPJ, o motivo e a data da deliberação, tudo conforme o parágrafo 1º do artigo 19 da Resolução CGSIM 16/09, com a redação dada pela Resolução CGSIM 17/10. A Junta Comercial, com base no ofício, além de cancelar o respectivo registro, dará ciência à Receita Federal do Brasil, para fins do conseqüente cancelamento do CNPJ, de acordo com o parágrafo 2º do artigo 19 da Resolução CGSIM 16/09, com a redação dada pela Resolução CGSIM 17/10. Quanto aos demais órgãos e entidades públicas envolvidas no processo de registro e legalização, mais especificamente os órgãos estaduais tributários e de licenciamento, receberão a informação do cancelamento do alvará provisório diretamente do Portal do Empreendedor, conforme o parágrafo único do artigo 19 combinado com os artigos 12 e 13 todos da Resolução CGSIM 16/2009. Com base na informação recebida, deve ser procedido o cancelamento das respectivas inscrições e licenciamentos concedidos. Atualizado Mês 10/2011 Página 40
41 Futuramente, o Portal do Empreendedor deverá disponibilizar instrumento informatizado para que as Prefeituras possam registrar diretamente o cancelamento, sem passar pela Junta Comercial, e oferecer consulta a todos os órgãos e entidades envolvidos no processo de registro e legalização, principalmente os responsáveis pelo licenciamento. É o que prevê a alínea "b" do inciso II do parágrafo 1º combinado com o parágrafo 3º, ambos do artigo 19 da Resolução CGSIM 16/09, alterado pela Resolução CGSIM 17/10 (ver item 6.2 do Capítulo 6 deste Manual) Permite o início imediato das atividades pelo MEI, obviamente quando essas atividades forem classificadas como de baixo risco. Portanto, fica dispensada a vistoria prévia. Conforme os artigos 14 e 15 da Resolução CGSIM 16/09 as vistorias necessárias à emissão de licenças como também à inscrição nos órgãos fazendários, deverão ser realizadas somente após o início das atividades do MEI. Portanto, a dispensa de vistoria prévia para o MEI que exerce atividades de baixo risco é impositiva para os órgãos e entidades estaduais e municipais responsáveis pelo licenciamento e inscrições tributárias Pode permitir o exercício das atividades, mesmo que o local indicado esteja irregular do ponto de vista fundiário ou que seja a própria residência do MEI. O artigo 11 da Resolução CGSIM 16/09 permite à Prefeitura não se manifestar, caso ocorra um desses casos, o que equivale à conversão do alvará provisório em definitivo. É importante lembrar que o parágrafo único do artigo 7º da Lei Complementar 123/06, também prevê que o município possa conceder Alvará de Funcionamento Provisório nos casos de irregularidade fundiária e exercício de atividade na residência. Isso indica a importância e precedência da legalização do MEI, que inclui o licenciamento completo da atividade, frente a eventuais irregularidades formais que possam recair sobre o imóvel. Igualmente indica o reconhecimento de que ao MEI, em função do seu porte econômico e de suas atividades e ocupações, muitas vezes é obrigado a exercê-las em sua própria residência. Obviamente, neste caso, o parágrafo único do artigo 7º da Lei Complementar 123/06 e o inciso II do artigo 11 da Resolução CGSIM 16/09, excepciona o licenciamento provisório não se aplica às atividades que produzam grande circulação de pessoas. Sendo discricionário o ato de aceitação do exercício da atividade em imóvel desprovido de regularidade fundiária ou na própria residência, é de boa prática que o MEI obtenha informações e orientações diretamente na Prefeitura, antes de início do processo de registro e legalização Pode permitir a dispensa de licenciamento, caso a atividade seja considerada de baixo risco e o endereço indicado seja para mera correspondência, ou seja, cujo exercício se dê exclusivamente na residência ou estabelecimento de seus clientes. É o que prevê o parágrafo único do artigo 11 da Resolução CGSIM 16/09. Nestes casos, a rigor, não se está diante de hipótese de dispensa, mas Atualizado Mês 10/2011 Página 41
42 sim de inexistência de direito da Prefeitura exigir o licenciamento. Não se pode exigir que o MEI obtenha licenciamento para sua residência, cuja indicação no registro tenha sido feita apenas para eleição de domicílio e recebimento de correspondência. De qualquer forma, tendo em vista a possibilidade, mesmo que absurda, da legislação municipal impedir a indicação da residência como endereço do MEI que exerce atividade exclusivamente na residência ou estabelecimento de seus clientes, também é de boa prática que o MEI obtenha informações e orientações diretamente na Prefeitura, antes de início do processo de registro e legalização. Dica Importante Há três evidentes lacunas nos dispositivos da Resolução CGSIM 16/09, em relação ao licenciamento provisório e ao processo de cancelamento de registro. Deve-se lembrar que o Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório substitui duas etapas distintas dentro do processo de registro e legalização do MEI, conforme já abordado nos itens e do Capítulo 5 deste Manual. A primeira é a chamada pesquisa prévia de viabilidade e a segunda é o próprio licenciamento das atividades. O processo de análise e cancelamento previstos nos parágrafos 3º, 4º e 5º do artigo 8º combinado com o artigo 19, todos da Resolução CGSIM 16/09, só atinge a viabilidade. Por isso, só a Prefeitura tem, segundo esses dispositivos, o poder de efetuar o cancelamento. Afinal, a viabilidade tem relação com a lei municipal de zoneamento ou de uso e ocupação do solo. Ou seja, todo o processo previsto nesses dispositivos está estruturado para que a Prefeitura reconheça a possibilidade do MEI exercer as atividades no local indicado. Mas esses dispositivos não contemplam a análise e cancelamento do licenciamento provisório pelos órgãos e entidades estaduais responsáveis pela fiscalização do cumprimento de exigências e atendimento a restrições de operação referente aos aspectos sanitários, ambientais e de segurança contra incêndio. Também não contemplam o eventual cancelamento por parte de outros órgãos municipais responsáveis pela fiscalização de posturas específicas da legislação municipal de natureza de licenciamento e não de viabilidade. Essa lacuna poderia estar sanada com a Resolução CGSIM 22/10 (ver item 6.3 do Capítulo 6 deste Manual). Porém, a interpretação que se abre é a de que a falta da transferência do estabelecimento ou do local do exercício da atividade, quando notificada pela Prefeitura, é o único caso autorizado para cancelamento do registro e inscrições do MEI. Qualquer ação de fiscalização realizada pelos demais órgãos e entidades responsáveis pelo licenciamento, poderá gerar somente procedimentos de natureza orientadora, podendo até culminar na imposição de penalidade e cassação da respectiva licença ou alvará. Porém, não poderá gerar o cancelamento do registro e inscrições. De qualquer forma, conforme já foi discutido no item 6.2 deste Manual, o licenciamento provisório, e sua eventual conversão em definitivo, alcança apenas as hipóteses de atividades de baixo risco. Outra lacuna da Resolução CGSIM 16/09, tem relação com o início da contagem do prazo de vigência do licenciamento provisório (180 dias). Tanto poderia ser considerada a data do registro do MEI, consignada no Certificado da Condição de Microempreendedor Individual CCMEI (ver item do Capítulo 5 deste Manual), quanto a data do recebimento dos dados Atualizado Mês 10/2011 Página 42
43 enviados pelo Portal do Empreendedor à Prefeitura. Tendo em vista o prazo de vigência correr contra a Administração Pública, é defensável que a sua contagem tenha início com o recebimento dos dados, enviados pelo Portal do Empreendedor, desde que esse envio tenha se dado em prazo aceitável em função da tecnologia empregada. Outro ponto obscuro da Resolução CGSIM 16/09, tem relação com o prazo de vigência do Alvará de Licenciamento definitivo, concedido tacitamente em função da ausência de manifestação da Prefeitura dentro dos 180 dias. Partindo do pressuposto de que o MEI merece tratamento ainda mais favorecido e diferenciado, nos termos da Lei Complementar 123/06, e de que a Resolução CGSIM 16/09 não impõe limitação, é aceitável a conclusão de que o licenciamento é de prazo indeterminado Classificação de Risco das Atividades do MEI O conceito de grau de risco de atividades é relativamente novo (nasceu no Capítulo III da Lei Complementar 123/06, que trata da inscrição e da baixa de empresas, nos artigos 6º e 7º). É natural imaginar que os órgãos e entidades responsáveis pelo licenciamento precisassem de um tempo para discussão e aplicação do conceito. Por isso, o parágrafo segundo do artigo 6º da Lei Complementar 123/06 concedeu seis meses (que terminaria em junho de 2007) para que os órgãos e entidades de licenciamento definissem as atividades de alto risco, o que significa, em contrário senso, a fixação das atividades de baixo risco. A prova da pouca maturidade dos órgãos e entidades públicas para aplicação do conceito de grau de risco para o licenciamento de atividades está no fato de que a primeira movimentação em relação ao assunto, depois da Lei Complementar 123/06, somente ocorreu com a Resolução CGSIM 11/09. E para reforçar a persistente falta de maturidade ou a presunção, já óbvia naquele momento, da falta de vontade dos órgãos e entidades públicas em aplicar o referido conceito, o caput do artigo 1º da Resolução CGSIM 11/09, eufemicamente, apenas recomendava que os municípios regulamentassem as atividades consideradas de alto grau de risco, no âmbito do MEI. Novamente, para esse fim, era concedido o prazo de 60 (sessenta) dias, para que houvesse essa definição. O avanço que a Resolução CGSIM 11/09 trouxe para o amadurecimento da questão, ou para forçar os municípios e órgãos e entidades públicas de licenciamento a aplicar o conceito, veio no artigo 2º que, mesmo em tom de recomendação, instituiu os parâmetros para a classificação de uma atividade como de alto grau de risco. Esses parâmetros seriam o exercício de atividades de fabricação, comercialização, manipulação contínua e armazenagem de produtos explosivos, gases, substâncias sujeitas à combustão espontânea ou que emitam gases inflamáveis em contato com água, líquidos altamente inflamáveis, substâncias altamente oxidantes, corrosivas, tóxicas e infectantes, e materiais radioativos. Em outras palavras, tirando as atividades que normalmente produzem ou consomem esse tipo de produto, dito perigoso, as demais atividades exercidas pelo MEI poderiam ser consideradas de baixo risco. Mesmo assim, os órgãos e entidades públicas estaduais e municipais não saíram Atualizado Mês 10/2011 Página 43
44 do lugar. Ou seja, vencido o prazo, em 14 de dezembro de 2009, novamente nada aconteceu. Não foi regulamentada a classificação de atividades no grau de risco alto. Por esse motivo, no final de junho de 2010, foi editada a Resolução CGSIM 22/10 que, além de revogar a Resolução CGSIM 11/09, logo no artigo 1º, para espancar de vez a discussão, define o grau de risco das atividades econômicas exercidas por empresários e sociedades empresárias. Define também as regras sobre pesquisas prévias, alvará de funcionamento provisório ou definitivo e licenciamento. Note-se que a definição do grau de risco da Resolução CGSIM 22/10 vale para todas as empresas, independente da natureza e porte da empresa. O parágrafo único do artigo 1º reforça que a definição do grau de risco se aplica a todos os órgãos e entidades públicas de licenciamento, sejam da esfera federal, estadual e municipal. A rigor, isso não seria necessário, em função das próprias premissas da implantação da REDESIM, conforme já exposto no item 5.1 do Capítulo 5 deste Manual. O artigo 5º da Resolução CGSIM 22/10, como não poderia deixar de ser, dá aos órgãos e entidades públicas de licenciamento o poder de definir as atividades cujo grau de risco seja considerado alto. Entretanto, inova no parágrafo único do mesmo artigo ao determinar que deverá ser adotada a classificação das atividades de alto risco, contida nos anexos I e II da mesma Resolução, caso os órgãos e entidades públicas de licenciamento recalcitrem em não defini-las. Diferentemente da Resolução CGSIM 11/09, o artigo 5º da Resolução CGSIM 22/10 não define parâmetros para a classificação de uma atividade como de alto grau de risco com base na produção ou consumo de produtos dito perigosos. Apenas conceitua que uma atividade com grau de risco alto apresenta potencial para infringir requisitos de segurança sanitária, controle ambiental, prevenção contra incêndios e demais requisitos previstos na legislação. É importante completar que caso o MEI exerça mais de uma atividade, e uma delas for considerada de alto risco, deverão ser observados necessariamente os procedimentos de licenciamento e a vistoria prévia. É o que diz o parágrafo único do artigo 6º da Resolução CGSIM 22/10. Outro avanço importante para a classificação de risco de uma atividade é o reconhecimento de que a descrição de uma atividade, baseada na Classificação Nacional de Atividades Econômicas, o CNAE, nem sempre é suficiente para a classificação do risco. Isso porque, além da atividade, o que define o risco muitas vezes é a forma de exercer a atividade. De fato, ao exercer uma atividade o MEI pode fazê-lo de diversas formas ou modos de execução. Dependendo dessa forma ou modo de execução, o órgão ou entidade pública de licenciamento pode atribuir um grau de risco diferenciado, em função dos materiais empregados, das instalações, dos equipamentos ou da capacitação exigida. Portanto, sempre que a descrição da atividade com base no código da CNAE não for suficiente para a classificação do risco, ou seja, que o conhecimento da forma ou do modo de produção também seja fundamental para a classificação do risco, poderão ser colhidas declarações Atualizado Mês 10/2011 Página 44
45 baseadas em perguntas. As respectivas respostas, negativas ou afirmativas, trarão ao conhecimento como serão exercidas as atividades (modo de operação) e, portanto, o grau de risco relativo a essa forma. Isso é o que diz o artigo 10 da Resolução CGSIM 22/10. Essas declarações complementares à classificação do risco poderão ser colhidas pela internet, por meio dos instrumentos informatizados integrados ao Portal do Empreendedor, ou de forma presencial, no único atendimento, enquanto não houver a integração, conforme disciplina o parágrafo 1º do artigo 10 da Resolução CGSIM 22/10. As declarações também podem ser colhidas em função da necessidade de deixar firme um compromisso por parte do MEI de observância da legislação de posturas, sanitária, ambiental e de prevenção contra incêndios. Neste caso, entretanto, segundo o parágrafo 2º do artigo 10 da Resolução CGSIM 22/10, essa legislação deve ser disponibilizada no Portal do Empreendedor em formato de material educativo em linguagem simples e acessível ao MEI. Por fim, apesar de óbvio, o artigo 7º da Resolução CGSIM 22/10 deixa claro que as atividades não consideradas de alto risco são automaticamente classificadas como de baixo risco Diferenças entre o licenciamento de atividades de Alto e Baixo Risco O artigo 8º da Resolução CGSIM 22/10 dá o eixo da diferença entre os procedimentos de licenciamento de atividades classificadas em cada um dos tipos de risco: as solicitações de licenciamento para atividades que forem classificadas como de baixo risco receberão tratamento diferenciado e favorecido na forma do artigo 7º da Lei Complementar 123/06 e do artigo 6º da Lei /07. Por tratamento diferenciado e favorecido entende-se o licenciamento obtido pela assinalação da declaração de aceitação do Termo de Ciência e Responsabilidade com efeito de licenciamento provisório previsto no artigo 8º da Resolução CGSIM 16/09. Dentro do tratamento diferenciado e favorecido também se encaixam as regras de conversão automática do licenciamento provisório obtido pela referida declaração, em função da ausência de manifestação dos órgãos e entidades públicas de licenciamento no prazo de vigência de 180 dias (ver item 6.2 do Capítulo 6 deste Manual). Por outro lado, o artigo 6º combinado com caput do artigo 5º, ambos da Resolução CGSIM 22/10, disciplinam que a classificação de uma atividade como de alto risco sujeita o MEI ao procedimento administrativo determinado pelo respectivo órgão ou entidade de licenciamento, para comprovação do cumprimento das exigências necessárias à sua obtenção, antes do inicio de funcionamento, e exige vistoria prévia. Outra diferença importante, apesar de óbvia, guarda relação com as diretrizes de atendimento único e de necessidade de integração dos instrumentos informatizados ao Portal do Empreendedor (ver itens a do Capítulo 5 deste Manual). Pelo parágrafo 1º do artigo 8º da Resolução CGSIM 22/10 o alvará de funcionamento provisório (para as atividades de baixo risco) poderá ser obtido pela internet, sem a necessidade de comparecimento Atualizado Mês 10/2011 Página 45
46 presencial, mediante o simples fornecimento de dados e a substituição da comprovação prévia do cumprimento de exigências por declarações MEI. Os procedimentos relativos ao licenciamento ligado à regularidade do imóvel perante os órgãos responsáveis pela prevenção contra incêndios deverá ser exigida do respectivo proprietário e não do MEI, caso ele seja locatário e exerça atividades de baixo risco. A ausência de regularidade do imóvel nesses casos não impedirá o licenciamento, tanto o provisório quanto o definitivo. É o que diz o artigo 9º da Resolução CGSIM 22/ Consulta Prévia de Viabilidade O assunto começou a ser tratado no item do Capítulo 5 deste Manual. Ao assinalar a declaração de aceitação ao Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório, o MEI assume que foi feita a consulta prévia de viabilidade e a Prefeitura foi favorável. Por isso, só a Prefeitura tem o poder de efetuar o cancelamento do registro mercantil, caso constate posteriormente que o MEI não poderia exercer a atividade pretendida no local indicado. Por esse motivo é que se aconselha ao MEI fazer a consulta prévia de viabilidade presencialmente na Prefeitura, em função da inexistência de instrumento informatizado integrado ao Portal do Empreendedor. O resultado da consulta prévia de viabilidade é o parecer de viabilidade. Sinteticamente, o parecer de viabilidade se destina a responder à seguinte pergunta: pode o MEI exercer a atividade pretendida no local indicado? É importante evidenciar, desde logo, a diferença entre a análise de viabilidade e o licenciamento. No licenciamento busca-se resposta à pergunta: o que o MEI, cuja atividade foi classificada como de alto risco, precisa fazer para receber a permissão para iniciar a operação? Para responder à pergunta se o MEI pode exercer a atividade pretendida no local indicado, três análises devem ser feitas. A primeira é se o aspecto zoneamento está atendido. Isso se faz estabelecendo o cotejo entre o mapa da cidade dividido em zonas e as atividades permitidas. Só não será possível fazer essa análise imediatamente, se o local do estabelecimento estiver em área chamada de sombra ou cinza. Isso indica que naquele ponto específico, em função da precariedade dos instrumentos disponíveis, não há certeza sobre a possibilidade de exercício das atividades econômicas objeto da solicitação. Por isso se diz na prática sombra ou cinza, porque não claramente incluída na cor da zona colorida no mapa da cidade. A segunda análise a ser feita é se atividade econômica afeta gravemente a situação do entorno ou vizinhança. Neste caso, a análise só não pode ser imediata se a situação exigir algum estudo especial ou verificação in loco. A terceira análise a ser feita é se o imóvel e sua edificação são minimamente compatíveis com o exercício da atividade. A Prefeitura só não conclui imediatamente essa parte da análise se o cadastro do imóvel ou da edificação não permitir qualquer conclusão quanto à adequabilidade ao exercício da atividade pretendida. Atualizado Mês 10/2011 Página 46
47 A preocupação com a rapidez do parecer de viabilidade decorre do caput do artigo 3º da Resolução CGSIM 22/20, que prevê o prazo de até 2 (dois) dias úteis para que a Prefeitura dê o parecer de viabilidade. Para a análise de viabilidade, as leis de zoneamento ou de uso e ocupação do solo e de proteção ambiental somadas às bases de dados dos cadastros imobiliários são as fontes da resposta. Para essa análise, A Prefeitura pode solicitar ao empreendedor, em função de eventuais deficiências de atualização das bases de dados dos cadastros imobiliários, além da descrição do endereço, dados e informações relativas ao imóvel e sua localização. Ainda em decorrência da análise de viabilidade, a Prefeitura pode solicitar declarações do MEI que indiquem aceitação a restrições impostas ao exercício da atividade (por exemplo, pode o MEI exercer atividade de bar, porém, por estar perto de uma escola, não pode vender bebida alcoólica). Como essas restrições são, na prática, um compromisso com o futuro, o efetivo cumprimento só poderá ser observado após o início das atividades. Essas restrições estão previstas nos parágrafos 1º e 2º do artigo 3º da Resolução CGSIM 22/10. Dica Importante Licenciamento de atividades no Estado de São Paulo O Estado de São Paulo foi o primeiro a instituir no âmbito de seus órgãos e entidades o tratamento diferenciado e favorecido para o licenciamento de atividades do MEI, por meio do Decreto /09. O artigo 2º desse decreto define a lista de atividades cujo grau de risco é considerado baixo pelos órgãos e entidades estaduais de licenciamento referente aos requisitos de segurança sanitária, controle ambiental e segurança contra incêndio. Dessa forma, na prática, ao ser definida essa lista, o MEI não precisa consultar presencialmente a Vigilância Sanitária, a Cetesb e o Corpo de Bombeiros, para saber se as suas atividades são consideradas de alto ou baixo risco. Isso que dizer que, se a atividade pretendida estiver incluída na lista definida pelo artigo 2º do Decreto /09, o MEI poderá iniciá-la de imediato ao assinalar a declaração de adesão ao termo de ciência e responsabilidade prevista no artigo 8º da Resolução CGSIM 16/09 (licenciamento provisório do Portal do Empreendedor). Outro efeito prático do Decreto /09 é que ele desvincula a licença municipal das licenças estaduais. As legislações municipais usualmente exigem a apresentação das licenças estaduais previamente à emissão da licença do Município. O Decreto /09, de certa forma, ao conceder automaticamente as licenças estaduais, induz à revisão e simplificação da legislação municipal, além de agilizar o licenciamento das atividades do MEI. Obviamente, esse licenciamento automático está sujeito a algumas regras. As principais são: Atualizado Mês 10/2011 Página 47
48 a. Para ter o licenciamento automático ao MEI basta iniciar as suas atividades, isto é, não é necessário nenhum ato formal, nem mesmo a assinalação de qualquer declaração eletrônica. b. Ao iniciar suas atividades o MEI se compromete a observar os requisitos de segurança sanitária, controle ambiental e segurança contra incêndio, previstos nas legislações pertinentes, e as restrições quanto à forma e ao local de atuação. c. Caso os órgãos estaduais de licenciamento não comprovem o descumprimento dos requisitos previstos nas respectivas legislações no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado da data de recebimento dos dados do Portal do Empreendedor (NIRE e CNPJ), considera-se emitida a licença definitiva. Isso significa uma inversão do procedimento em favor do MEI. Ao invés de comprovar antecipadamente o cumprimento da legislação, no caso de atividade de baixo risco, é o órgão que deve fiscalizar para eventualmente impedir a conversão automática da licença pelo decurso do prazo previsto. d. Compreende o licenciamento ambiental (Cetesb), o sanitário (Vigilância Sanitária) e a segurança contra incêndio (Corpo de Bombeiros). Porém não abrange a regularidade do imóvel perante o Corpo de Bombeiros, que deve ser exigida do respectivo proprietário. e. A observância dos requisitos de segurança sanitária, controle ambiental e segurança contra incêndio deverá ser objeto de fiscalização orientadora, nos termos dos artigos 26 e 27 do Decreto Estadual /07. A fiscalização orientadora aplicável ao MEI significa a lavratura de Termo de Adequação de Conduta na primeira visita, do qual constará a orientação devida e o respectivo prazo para o seu cumprimento, bem como, em segunda visita, a verificação do cumprimento da orientação, antes da lavratura de auto de infração. A previsão não se aplica no caso de reincidência, fraude, resistência ou embaraço a fiscalização. f. As atividades do MEI classificadas de baixo risco constam dos Anexos 1 e 2 da Resolução do Comitê Gestor do Cadastro Integrado de Empresas Paulistas 01/09. O Anexo 1 traz atividades de baixo risco, contendo algumas exceções relativas à CNAES cuja descrição apresenta mais de um tipo de atividade e uma delas não cabe nessa classificação. Já o Anexo 2 traz CNAES que em princípio seriam classificáveis como de alto risco. Entretanto, a tabela permite o retorno à classificação de baixo risco, desde que o MEI exerça essas atividades de forma artesanal. Outro instrumento inovador do Estado de São Paulo para o licenciamento, aplicável a empresas de qualquer natureza e porte, incluindo o MEI, é o Sistema Integrado de Licenciamento, o SIL ( instituído pelo Decreto /10. O resultado do processo de licenciamento pelo SIL é o Certificado de Licenciamento Integrado, documento que consolida o licenciamento integrado das atividades, o que significa juntar num procedimento único as licenças da Vigilância Sanitária, do Corpo de Bombeiros, da Cetesb e Atualizado Mês 10/2011 Página 48
49 das prefeituras que aderirem ao sistema. O SIL também pode ser acessado pelo portal Poupatempo do Empreendedor ( O processo de licenciamento antes do SIL exigia o comparecimento presencial em cada um dos órgãos de licenciamento para, primeiro, se descobrir a necessidade de efetuar o licenciamento. Em segundo lugar, para efetuar os procedimentos de licenciamento próprios de cada órgão. O SIL encaminha automaticamente o solicitante ao cumprimento dos procedimentos que, para 85% dos casos, devem ser realizadas exclusivamente pela internet, substituindo as solicitações formais e entrega de documentos por declarações, firmadas pelo empreendedor, utilizando o certificado digital. Tudo isso pode ser feito no SIL, pela internet, em função de aplicação do conceito do tratamento diferenciado às empresas com atividades de grau de risco baixo. Assim que a solicitação de licenciamento é submetida, o risco é calculado em função de regras previamente parametrizadas pelos órgãos. Em relação ao MEI, o SIL representa um avanço, posto que ao executar o licenciamento por meio dele, evita-se a consulta presencial nos órgãos de licenciamento estaduais e nos municípios integrados a ele, para obter a informação sobre a classificação de risco. Pelo SIL, a classificação de risco é automática, sem deixar qualquer dúvida de interpretação. Para execução do licenciamento por meio do SIL é necessário conhecer suas regras que em síntese são: g. Classificação dos Graus de Risco É feita a partir dos Códigos da Classificação Nacional de Atividade Econômica CNAE e da lista de atividades auxiliares do estabelecimento associada a ela, conforme as seguintes definições. Risco Baixo : dispensa o MEI de comprovar perante aos órgãos estaduais e municipais que cumpriu as exigências ou restrições que existem para que ele possa exercer sua atividade. Esta comprovação pode ser substituída por declarações preenchidas pelo MEI ou seu contabilista. Para o grau de risco baixo está dispensada a realização de vistoria prévia. A solicitação é feita e finalizada, então, somente pela Internet, sem a necessidade de comparecimento do cidadão a qualquer repartição dos órgãos públicos. Risco Alto : indica a obrigação do MEI de comprovar que cumpriu as exigências e as restrições necessárias para obter o licenciamento da atividade econômica, sendo necessário seu comparecimento presencial no local indicado pelos órgãos e municípios. Porém o acompanhamento de todas as etapas do processo é feito pelo SIL. O grau de risco da solicitação de licenciamento perante cada órgão, estadual e municipal, será considerado alto, caso uma ou mais atividades a serem exercidas tenham essa classificação. Atualizado Mês 10/2011 Página 49
50 Risco Alto com perguntas : indica a necessidade do MEI responder perguntas configuradas pelos órgãos estaduais e municipais, como condição para a classificação do risco. h. Perguntas As perguntas são exibidas se a atividade econômica identificada não for suficiente para a classificação do risco. O sistema é padronizado de forma que se a resposta à pergunta for sim automaticamente o risco será classificado como Alto. Caso a resposta à pergunta for não automaticamente o risco será classificado como Baixo. i. Declarações As declarações podem ser solicitadas pelos órgãos e municípios quando a atividade for classificada como de risco Baixo, em substituição da comprovação prévia do cumprimento de exigências e restrições necessárias ao licenciamento. Estas declarações são registradas no Certificado de Licenciamento Integrado, emitido ao fim do processo eletrônico. j. Restrições As restrições são condições estabelecidas pelos órgãos ou municípios que devem ser cumpridas pelo MEI. As restrições também são registradas no Certificado de Licenciamento Integrado. O acesso ao SIL exige a utilização da certificação digital do MEI ou do contabilista que estiver naquele momento oferecendo apoio ao processo de formalização. É importante ressaltar o SIL mantém a classificação de risco das atividades do MEI constante do Decreto /09, e que ele representa um grande avanço, considerando que soluciona integralmente o licenciamento junto ao Município e ao Estado. Atualizado Mês 10/2011 Página 50
51 Quadro Resumo Sobre o Licenciamento do MEI no Estado de São Paulo Instrumento Efeitos Âmbito Observações Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório Autoriza o exercício das atividades do MEI em caráter provisório Estado e Município Apenas alcança o MEI de baixo risco Decreto /09 Autoriza o exercício das atividades do MEI em caráter provisório Estado Define as atividades de baixo risco. Esse licenciamento alcança apenas o MEI de baixo risco Sistema Integrado de Licenciamento Licencia a atividade do MEI de baixo risco pela internet e acompanha o licenciamento de alto risco em cada órgão Estado e Municípios Integrados Alcança o MEI com atividade de baixo e de alto risco CAPÍTULO 7 AUTORIZAÇÕES ESPECIAIS O Parecer de Viabilidade e o Licenciamento não compreendem a permissão para uso de espaços públicos para o exercício das atividades. A razão é óbvia: a restrição ao uso do espaço para exercício de atividade econômica não decorre do cumprimento de requisitos em relação à atividade, mas depende do próprio espaço, independente da capacidade ou habilitação do empreendedor. Daí a razão de uma autorização específica da prefeitura municipal. Atualizado Mês 10/2011 Página 51
52 Em regra, o local de exercício da atividade das empresas em geral é o chamado estabelecimento, mas o MEI, em função da peculiaridade de suas atividades, pode atuar de outras formas: a. Em local fixo na via pública; b. Porta a porta, por meio de posto móvel, ou como ambulante; c. Pela Internet, correio ou televendas; d. No estabelecimento ou casa do cliente. O procedimento especial de registro e legalização inclusive admite a concessão do Alvará de Licença e Funcionamento Provisório para o MEI em sua residência, na hipótese em que a atividade não gere grande circulação de pessoas, ou quando instalado em áreas desprovidas de regulação fundiária legal ou com regulamentação precária. Essa orientação é coerente com as características especiais do MEI. A regulamentação do registro do MEI ainda prevê a possibilidade de dispensa do licenciamento no caso de atividade de baixo risco quando o endereço registrado for meramente usado para correspondência, nas hipóteses de atividades exercidas exclusivamente na residência ou estabelecimento de seus clientes. Apesar do Portal do Empreendedor emitir documento que autoriza o funcionamento imediato do MEI (Termo de Ciência e de Responsabilidade com Efeito de Alvará e Licença de Funcionamento Provisório) a atividade em local fixo na via pública ou como ambulante exige autorização especial da Prefeitura. É necessário, portanto, apresentar consulta à Prefeitura para obter informações e orientações sobre a viabilidade de exercer a atividade em via pública, em local fixo ou não, e obter autorização específica para essa forma de atuação do MEI, sob pena de estar sujeito a multa, apreensão de mercadorias e ao cancelamento dos seus registros. Como exemplo, podemos indicar o caso do Município de São Paulo que exige a obtenção do chamado Termo de Permissão de Uso para o exercício de atividade de ambulante, não bastando, portanto, o documento emitido pelo Portal do Empreendedor (Alvará e Licença de Funcionamento Provisório). Diante da competência municipal para legislar sobre a questão do uso e ocupação do solo e sobre demais posturas de interesse da comunidade é fundamental consultar a Prefeitura sobre a necessidade de autorizações especiais para o exercício da atividade do MEI, antes de sua formalização. Atualizado Mês 10/2011 Página 52
53 CAPÍTULO 8 OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS TAXAS E IMPOSTOS 8.1. Tributação do MEI sem Empregado O MEI possui tratamento tributário equiparada à pessoa jurídica. Podendo optar pelo Simples Nacional, ou seja, satisfazendo as condições e requisitos impostos pela legislação, fará jus ao sistema de tributação específico e opcional, em valores fixos mensais, o Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional SIMEI (ver o Capítulo 3 deste Manual). A opção pelo SIMEI importa opção simultânea pelo recolhimento da contribuição para a Seguridade Social, relativa à pessoa do empresário, na qualidade de contribuinte individual, na forma prevista no parágrafo 2º do art. 21 da Lei 8.212/91. O optante pelo SIMEI recolherá, por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), o valor fixo mensal correspondente à soma das seguintes parcelas, vigentes para o ano de 2011: R$ 27,25 (vinte e sete reais e vinte e cinco centavos), a título de contribuição para a Seguridade Social, relativa à pessoa do empresário, na qualidade de contribuinte individual, correspondente a 5% (cinco por cento) do saláriomínimo; R$ 1,00 (um real), a título de ICMS, caso seja contribuinte desse imposto; R$ 5,00 (cinco reais), a título de ISS, caso seja contribuinte desse imposto. Segue abaixo os valores a serem recolhidos mensalmente a partir de maio/2011, de acordo coma a MP 529/2011: R$ 28,25 Comércio e Industria (INSS + ICMS); R$ 32,25 Prestação de Serviços (INSS + ISS); R$ 33,25 Atividades mistas (INSS + ICMS + ISS); R$ 27,25 Atividades isentas de ICMS e ISS. O valor referido no item será reajustado, na forma prevista em lei ordinária, na mesma data de reajustamento dos benefícios de que trata a Lei 8.213/91, de forma a manter equivalência com a contribuição de que trata o parágrafo 2 o do art. 21 da Lei 8.212/91. O valor a ser pago a título de ICMS ou de ISS será determinado de acordo com os códigos de atividades econômicas previstos na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) registrados no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), observando-se: O enquadramento previsto no Anexo Único da Resolução CGSN 67/09; Atualizado Mês 10/2011 Página 53
54 As atividades econômicas constantes do CNPJ na primeira geração do Documento de Arrecadação (DAS) relativo ao mês de início do enquadramento no SIMEI ou ao primeiro mês de cada ano-calendário. O DAS é gerado pela Internet no endereço É possível gerar, de uma só vez, os DAS do ano inteiro e ir pagando mês a mês. O pagamento será feito na rede bancária e casas lotéricas, até o dia 20 de cada mês. Caso não haja o recolhimento na data certa haverá cobrança de juros e multa. A multa será de 0,33% por dia de atraso limitado a 20% e os juros serão calculados com base na taxa SELIC, sendo que para o primeiro mês de atraso os juros serão de 1%. Após o vencimento deverá ser gerado novo DAS, acessando-se novamente o endereço A emissão do novo DAS já conterá os valores da multa e dos juros, sem precisar fazer cálculos por fora. A regra de tributação do MEI mediante valor fixo mensal não comporta exceção. Portanto, ao MEI não se aplicam: Valores fixos que tenham sido estabelecidos por Estado, Município ou Distrito Federal para o recolhimento do ICMS e do ISS devido por microempresa que aufira receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ ,00 (cento e vinte mil reais); Redução proporcional ou ajuste do valor a ser recolhido, na hipótese em que o Estado, Município ou Distrito Federal concedam senção ou redução, inclusive de base de cálculo, do ICMS e do ISS devido por microempresa; Isenções específicas para as microempresas concedidas pelo Estado, Município ou Distrito Federal a partir de 1º de julho de 2007 que abranjam integralmente a faixa de receita bruta anual de até R$ ,00 (trinta e seis mil reais); Retenções de ISS sobre os serviços prestados; Atribuições da qualidade de substituto tributário Tributação do MEI com Empregado O MEI poderá contratar um único empregado que receba exclusivamente 1 (um) salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional. Nessa hipótese, o MEI: Deverá reter e recolher a contribuição previdenciária relativa ao segurado a seu serviço na forma da lei, observados prazo e condições estabelecidos pela RFB (vide o detalhamento abaixo); Está sujeito ao recolhimento da Contribuição Patronal Previdenciária (CPP) para a Seguridade Social, a cargo da pessoa jurídica, de que trata o art. 22 da Atualizado Mês 10/2011 Página 54
55 Lei 8.212/91, calculada à alíquota de 3% (três por cento) sobre o salário de contribuição; Deverá recolher o FGTS calculado à alíquota de 8% sobre o salário do empregado. O custo previdenciário, recolhido em GPS, é de R$ 59,95 (11% do salário mínimo vigente), sendo R$ 16,35 (3% do salário mínimo) de responsabilidade do MEI - INSS e R$ 43,60 (8%) do empregado. Esses valores se alteram caso o salário seja superior ao salário-mínimo e até o piso da categoria profissional. A GPS é recolhida até o dia 20 de cada mês. A GFIP, utilizada para o recolhimento do FGTS, por sua vez, deve ser entregue até o dia 7 do mês seguinte ao pagamento do salário através do sistema chamado Conectividade Social da Caixa Econômica Federal. Vide o Capítulo 10. Ou seja, o custo total do empregado para o MEI é 11% do respectivo salário mínimo ou piso da categoria, o que equivale a R$ 59,95 se o empregado ganhar o salário mínimo (considerando o salário-mínimo de R$ 545,00) Casos de Não Incidência e de Dispensa O optante pelo SIMEI não estará sujeito à incidência dos tributos referidos nos incisos I a VI do caput do art. 13 da Lei Complementar 123/06, tais sejam: Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ; Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI; Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL; Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS; Contribuição para o PIS/Pasep; Contribuição Patronal Previdenciária CPP para a Seguridade Social, a cargo da pessoa jurídica, de que trata o art. 22 da Lei 8.212/91. Aplicando-se ao MEI, subsidiariamente, a disciplina dos demais optantes do Simples Nacional, ele está dispensado da contribuição sindical patronal, do salário-educação, das contribuições ao Sistema S e demais contribuições instituídas pela União Outros Tributos Eventualmente Devidos Considerando que o MEI possui o mesmo tratamento dos optantes do Simples Nacional, é importante considerar que deve efetuar o pagamento em separado dos seguintes tributos, quando devidos: Atualizado Mês 10/2011 Página 55
56 Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF; Imposto sobre a Importação de Produtos Estrangeiros - II; Imposto sobre a Exportação, para o Exterior, de Produtos Nacionais ou Nacionalizados - IE; Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR; Imposto de Renda, relativo aos rendimentos ou ganhos líquidos auferidos em aplicações de renda fixa ou variável; Imposto de Renda relativo aos ganhos de capital auferidos na alienação de bens do ativo permanente; Contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS; Contribuição para manutenção da Seguridade Social, relativa ao trabalhador; Contribuição para a Seguridade Social, relativa à pessoa do empresário, na qualidade de contribuinte individual; Imposto de Renda relativo aos pagamentos ou créditos efetuados pela pessoa jurídica a pessoas físicas; Contribuição para o PIS/PASEP, COFINS e IPI incidentes na importação de bens e serviços; Demais tributos de competência da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, não integrantes do sistema de valor fixo e não relacionados aos casos de isenção ou dispensa. Os valores pagos ou distribuídos ao MEI, exceto os que corresponderem a pro labore ou aluguéis são isentos do Imposto sobre a Renda (PF), na fonte e na declaração de ajuste do beneficiário. À isenção se aplica a regra geral aos demais optantes do Simples Nacional. Fica limitada ao valor resultante da aplicação, sobre a receita bruta mensal, no caso de antecipação na fonte, ou da receita bruta total anual, tratando-se de Declaração de Ajuste Anual, dos percentuais de apuração do Lucro Presumido, mencionados no artigo 15 da Lei 9.249/95. O limite não se aplica na hipótese do MEI manter escrituração contábil que comprove lucro superior. Sobre a questão do IRPF do MEI veja o Capítulo Encargos da Mora O pagamento em atraso dos tributos devidos em decorrência da opção ao SIMEI acarretará a cobrança de juros e multa. A multa será de 0,33% por dia de atraso limitado a 20% e os juros serão calculados com base na taxa SELIC, sendo que para o primeiro mês de atraso os juros serão de 1%. Após o vencimento deverá ser gerado novo DAS, acessando-se novamente o endereço A emissão do novo DAS já conterá os valores da multa e dos juros. CAPÍTULO 9 OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS ACESSÓRIAS Atualizado Mês 10/2011 Página 56
57 A Lei Complementar 128/08, que criou o regime do MEI, assegurou para essa nova subcategoria da microempresa uma sistemática bem mais simplificada para as obrigações acessórias do que a aplicável aos demais optantes do Simples Nacional: 9.1. Documentos Fiscais Pessoa Física Venda de Mercadorias e Prestação de Serviços: o MEI está dispensado da emissão de documento fiscal quando o consumidor for pessoa física, na venda de mercadorias e na prestação de serviços Pessoa Jurídica Venda de Mercadorias: a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, por meio do Comunicado CAT 32/09, dispensou a emissão de documento fiscal nas vendas de mercadorias para inscritos no CNPJ e que sejam contribuintes do ICMS no Estado de São Paulo. Nesse caso, o comprador ficará obrigado e emitir a nota fiscal de entrada Pessoa Jurídica Prestação de Serviços: O tipo de documento fiscal a ser emitido depende de cada Município, podendo ser facultado o uso de nota fiscal avulsa ou outro documento, inclusive dependente de AIDF (Autorização para Impressão de Documento Fiscal) Comprovação da Receita Bruta O MEI fará a comprovação da receita bruta mediante a apresentação do registro de vendas ou de prestação de serviços de acordo com o modelo anexo à Resolução CGSN 10/07, com a redação da Resolução CGSN 60/09, que deverá ser preenchido até o dia 20 (vinte) do mês subseqüente. Deverão ser anexados ao registro de vendas ou de prestação de serviços os documentos fiscais comprobatórios das entradas de mercadorias e serviços tomados referentes ao período, bem como os documentos fiscais relativos às operações ou prestações realizadas eventualmente emitidos. O registro de vendas pode ser preenchido de próprio punho e deve ser apenas guardado. O modelo pode ser acessado em: oresol68.htm 9.3. Dispensa de Escrituração Fiscal e Contábil O MEI está dispensado da escrituração contábil (artigo 1179 do Código Civil). Regulamentando as disposições da Lei Complementar 128/2008, a Resolução CGSN 10/07, com a redação dada pela Resolução CGSN 68/09, dispensou o MEI de livros contábeis e fiscais. Atualizado Mês 10/2011 Página 57
58 9.4. Declaração Anual O MEI deve apresentar anualmente à Receita Federal do Brasil declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais. A regulamentação da obrigação foi efetuada pela Resolução CGSN 58/09. A Declaração do Simples Nacional para o MEI (DASN-MEI) será preenchida on line e deve ser apresentada até o último dia útil do mês de janeiro de cada ano. Conterá a receita bruta do ano anterior, a receita bruta do ano anterior referente às atividades sujeitas ao ICMS e informação referente à contratação de empregado, quando houver. CAPÍTULO 10 OUTRAS OBRIGAÇÕES Retenções na Fonte O MEI não sofre retenção nos pagamentos efetuados por pessoa jurídica em relação ao IRPJ, PIS, COFINS e CSLL, considerando que é optante do Simples Nacional (IN RFB 765/07 e 459/04). Ao realizar pagamentos para pessoas físicas e jurídicas, o MEI submete-se às mesmas regras das demais pessoas jurídicas em relação ao imposto de renda, contribuições sociais e contribuição previdenciária, devendo efetuar a retenção, se for o caso. Na prática, as características da operação que justificam a retenção não são típicas do MEI, tornando remota a sua possibilidade. No caso das contribuições sociais, por exemplo, a retenção somente ocorrerá no caso de pagamentos superiores a R$ 5.000,00. O MEI não poderá realizar cessão ou locação de mão-de-obra, conforme a Resolução CGSN 58/09, salvo as exceções tratadas no Capítulo 11. Ao MEI não se aplica, portanto, a previsão de retenção previdenciária sobre o valor bruto da nota fiscal, no percentual de 11% (Lei 9.711/98). A Lei Complementar 128/08 ao autorizar excepcionalmente a cessão ou locação de mão-de-obra nos casos que especifica prevê que o MEI será tratado como pessoa física para efeito de tributação da contratante (vide o Capítulo 11). Em relação ao ISS, com visto no título anterior, o recolhimento em valor fixo o exime de sofrer retenção nos pagamentos efetuados por pessoa jurídica. Pode estar obrigado, no entanto, a efetuar a retenção nos pagamentos efetuados a autônomos e pessoas jurídicas. É necessário consultar a legislação municipal RAIS e CAGED Inicialmente a interpretação do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE era no sentido de que o MEI estava obrigado a entregar no mês de março de cada ano a RAIS (Relação Anual de Informações Sociais). Mesmo no caso de não ter empregado, deveria entregar a RAIS Negativa. No dia 20 de abril de 2010, a FENACON divulgou comunicado do MTE ao MEI no qual solicita desconsiderar a notificação de omissão relativa à RAIS 2009, informando que está assinando Atualizado Mês 10/2011 Página 58
59 termo de cooperação com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior visando captar a declaração do MEI à RAIS, diretamente por meio de sistema, não havendo, assim necessidade de uma declaração específica. Deve ser divulgado futuramente, portanto, ato normativo específico sobre a dispensa da entrega da RAIS pelo MEI. O MEI deve encaminhar o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados CAGED ao MTE, se ocorrer a admissão de empregado. Também nesse caso, considerando que a informação declarada já consta basicamente da GFIP espera-se que a obrigação também seja extinta GFIP A Lei Complementar 123/06 dispensou o MEI de declarar à Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do FGTS dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS ( 13 do art. 18-A). Infelizmente, no entanto, a Resolução CGSN 58/2009 obrigou o MEI a apresentar a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social - GFIP em relação às informações do seu empregado, em conflito com a disposição da Lei Complementar 123/06. O Ato Declaratório Executivo CODAC 49/09 orienta as informações que devem ser declaradas na GFIP, em relação ao empregado do MEI: no campo "SIMPLES", "não optante"; no campo "Outras Entidades", "0000"; e no campo "Alíquota RAT", "0,0". Na geração do arquivo a ser utilizado para importação da folha de pagamento deverá ser informado o código "2100" no campo "Cód. Pagamento GPS". A diferença de 20% (vinte por cento) para 3% (três por cento) relativa à Contribuição Patronal Previdenciária calculada sobre o salário de contribuição previsto no caput do artigo 18-C da Lei Complementar 123/06, deverá ser informada no campo "Compensação" para efeitos da geração correta de valores devidos em Guia da Previdência Social (GPS). Os campos "Período Início" e "Período Fim" deverão ser preenchidos com a mesma competência da GFIP/SEFIP. Caso o valor de compensação exceda o limite de 30% (trinta por cento) demonstrado pelo SEFIP, esse valor deverá ser confirmado utilizando-se a opção "SIM". Atualizado Mês 10/2011 Página 59
60 As contribuições deverão ser recolhidas em GPS com os códigos de pagamento e valores apurados pelo SEFIP. O MEI, quando da inexistência de recolhimento ao FGTS, somente deverá entregar a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP) com indicativo de ausência de fato gerador (sem movimento) para a competência subseqüente àquela para a qual entregou GFIP com fatos geradores Declaração de Ajuste do IRPF Em relação ao exercício de 2009, o Ato Declaratório Executivo RFB 70/09, dispensou o MEI de apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda, dizendo que a ele não se aplicava o inciso III do art. 1º da IN RFB 918/09 (obrigação decorrente de ser titular de empresa individual), desde que não fosse enquadrado nas demais hipóteses de obrigatoriedade. A dispensa da declaração chegou a ser interpretada no sentido de que significava o reconhecimento da Receita Federal do Brasil de que o rendimento do MEI (sem outras fontes) consistia apenas dos lucros gerados pelo seu negócio e, como tal, seria isento do imposto de renda. Segundo essa interpretação, devido ao limite anual de faturamento (R$ ,00), o valor dos lucros apurados não obrigaria o MEI a entregar a Declaração de Ajuste Anual, em virtude de não ter recebido rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ ,00 (inciso II do art. 1º da IN RFB 918/09). O Secretário-Executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago, em declaração ao SEBRAE sobre o assunto assim esclareceu: Quem aderir fica isento de quase todos os tributos, pagando apenas 11% de INSS e R$ 1,00 de ICMS, se for do setor da indústria ou do comércio; ou R$ 5,00 de ISS, se for do setor de serviços. Entre os benefícios, a nova figura jurídica garante aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade, além de ter o processo de inscrição gratuito e simplificado. Segundo Silas Santiago, a não exigência da apresentação da declaração como pessoa física para aqueles que estiverem dentro do limite de isenção também é um tratamento diferenciado em relação aos empresários de forma geral. Hoje qualquer empresário tem que apresentar a declaração de Imposto de Renda, também como pessoa física. O empreendedor Individual ficará isento dessa apresentação, apenas pelo fato de ser esse tipo de empreendedor., disse. Silas alertou, porém, que ele terá que apresentar a declaração, se a transferência de receita tributável da pessoa jurídica Empreendedor Individual para a pessoa física ultrapassar o limite de isenção, inclusive somando demais rendimentos que possa ter. A sua avaliação é de que, pelo próprio perfil desse público, a medida beneficiará a Atualizado Mês 10/2011 Página 60
61 maioria dos empreendedores individuais. Pelo menos 90% dos casos devem estar na faixa de isenção, acredita. Para o secretário, a não obrigatoriedade da declaração significa uma exigência a menos e um incentivo a mais à formalização. Quantas dessas pessoas, hoje, declaram Imposto de Renda? Se estabelecer outra obrigação, ela não se formaliza, defende. ( Está obrigada a apresentar a declaração, a pessoa física que: Recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ ,08; Recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ ,00; Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas; Relativamente à atividade rural: Obteve receita bruta em valor superior a R$ ,40; Pretenda compensar, no ano-calendário de 2009 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2009; Teve a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ ,00 em 31 de dezembro de 2009; Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condição se encontrava em 31 de dezembro de 2009; ou Optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº , de 21 de novembro de É importante considerar diante dessa regra, a situação de tributação do MEI pelo IRRF. Os valores pagos ou distribuídos ao MEI, exceto os que corresponderem a pro labore ou aluguéis são isentos do Imposto sobre a Renda (PF), na fonte e na declaração de ajuste do beneficiário. Todavia, conforme a regra aplicável aos demais optantes do Simples Nacional, essa isenção fica limitada ao valor resultante da aplicação, sobre a receita bruta mensal, no caso de antecipação na fonte, ou da receita bruta total anual, tratando-se de Declaração de Ajuste Anual, dos percentuais de apuração do Lucro Presumido, mencionados no artigo 15 da Lei 9.249/95. O limite não se aplica na hipótese do MEI manter escrituração contábil que comprove lucro superior (art. 14 da Lei Complementar 123/06). Por essa regra o MEI que fatura R$ 3.000,00 mensais, ou R$ ,00 ao ano, e se enquadra no mais alto patamar do regime do lucro presumido (32% para prestação de serviços em geral, Atualizado Mês 10/2011 Página 61
62 por exemplo) teria R$ 960,00 como limite mensal do lucro isento a distribuir (R$ ,00 ao ano), considerando a sua isenção do IRPJ e a regra da Resolução CGSN 14/07. No caso do comércio com uma presunção de 8%, o valor com isenção é de R$ 240,00 mensais, ou R$ 2.880,00 ao ano. Se considerarmos a soma do limite de isenção do IRPF, de R$ ,08 ao ano, e a distribuição de lucro isento ou não-tributável utilizada nesses dois exemplos (R$ ,00 e R$ 2.880,00), teremos para o MEI prestador de serviços o valor isento total R$ ,08 e para o MEI de atividade comercial o valor isento total de R$ ,08. Parece impossível que o MEI/PJ possa transferir para o MEI/PF valores tão expressivos, diante do limite de receita bruta anual de R$ ,00, contudo o exemplo é importante para demonstrar que apenas remotamente o MEI sofrerá a tributação do IRPF. Dica Importante Inscrição Estadual e AIDF A inscrição estadual é atribuída automaticamente assim que a Secretaria da Fazenda recebe a informação da inscrição do MEI no CNPJ (via cadastro sincronizado). Ocorre que, pelo sistema do Posto Fiscal Eletrônico ( o primeiro acesso aos seus serviços, entre eles, a AIDF Eletrônica (única forma de obter a autorização para a impressão de documentos fiscais, que para o MEI é facultativa), depende de uma providência prévia, comum a todos os contribuintes do ICMS, que é retirar a senha on line no Posto Fiscal de sua circunscrição. Nesse momento, munido apenas do comprovante do CNPJ, o MEI tem acesso à sua inscrição estadual e já obtém a senha que permitirá a ele ou ao seu contabilista solicitar a AIDF (autorização para impressão de documentos fiscais) e outros serviços do Posto Fiscal Eletrônico. CCM (Município de São Paulo) O MEI será inscrito automaticamente no Cadastro de Contribuintes Mobiliários, após a disponibilização pela Receita Federal do Brasil da relação de contribuintes optantes (registrados no Portal do Empreendedor). A confirmação da inscrição pode ser efetuada pelo Portal da Prefeitura, mediante a indicação da inscrição junto ao CNPJ ( CAPÍTULO 11 ENCARGOS DO CONTRATANTE NA CESSÃO OU LOCAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA O MEI não poderá realizar cessão ou locação de mão-de-obra, conforme a Resolução CGSN 58/2009. Atualizado Mês 10/2011 Página 62
63 Considera-se: Cessão ou locação de mão-de-obra, a colocação à disposição da empresa contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de trabalhadores, inclusive o MEI, que realizem serviços contínuos relacionados ou não com sua atividade fim, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação Dependências de terceiros, aquelas indicadas pela empresa contratante, que não sejam as suas próprias e que não pertençam à empresa prestadora dos serviços Serviços contínuos, aqueles que constituem necessidade permanente da contratante, que se repetem periódica ou sistematicamente, ligados ou não a sua atividade fim, ainda que sua execução seja realizada de forma intermitente ou por diferentes trabalhadores Colocação à disposição da empresa contratante, a cessão do trabalhador, em caráter não eventual, respeitados os limites do contrato A vedação de cessão ou locação de mão-de-obra, entretanto, não se aplica à prestação de serviços de hidráulica, eletricidade, pintura, alvenaria, carpintaria e de manutenção ou reparo de veículos. Nesse caso, a empresa contratante de serviços executados por intermédio do MEI deverá, com relação a esta contratação tratá-lo como pessoa física e: Recolher a Contribuição Previdenciária Patronal (CPP) de 20% incidente sobre o total das remunerações pagas ao MEI; Recolher a Contribuição Previdenciária Patronal (CPP) de 2,5% incidente sobre o total das remunerações pagas ao MEI, quando o contratante for banco comercial, banco de investimento, banco de desenvolvimento, caixa econômica, sociedade de crédito, financiamento e investimento, sociedade de crédito imobiliário, sociedade corretora, distribuidora de títulos e valores mobiliários, empresa de arrendamento mercantil, cooperativa de crédito, empresa de seguros privados e de capitalização, agente autônomo de seguros privados e de crédito e entidade de previdência privada abertas e fechadas; Prestar as informações de que trata o inciso IV do art. 32 da Lei 8.212/91 (inclusão na GFIP); Cumprir as demais obrigações acessórias relativas à contratação de contribuinte individual, como é o caso da inclusão do MEI na folha de pagamento das remunerações pagas ou creditadas aos segurados a serviço do contratante. CAPÍTULO 12 APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO Atualizado Mês 10/2011 Página 63
64 Para que o MEI tenha o direito à aposentadoria por tempo de contribuição deverá ocorrer a complementação do pagamento ao INSS à alíquota complementar de 9% (nove por cento) calculada sobre o salário-mínimo. O pagamento deve ser efetuado em GPS, com o código de pagamento 1295, na rede bancária, até o dia 15 do mês seguinte a que se referir o pagamento ou no primeiro dia útil subseqüente se o dia 15 for feriado. Caso o MEI já recolha carnê mensal pelo exercício de outra atividade, poderá continuar a fazêlo com os códigos normais Autônomo Caso o MEI trabalhe também como autônomo seu salário-de-contribuição para fins de benefício será o resultado da soma entre as contribuições efetuadas pelo DAS (SIMEI) e pela GPS (Autônomo) Empregado Caso o MEI trabalhe também como empregado a remuneração recebida pela empresa contará para todos os benefícios previdenciários. Os benefícios concedidos pela Previdência Social ao MEI serão no valor de um salário mínimo. Mas, caso exerça outra atividade, além de MEI, contribuindo com 20% em relação a esta atividade e complemente com 9% a contribuição de 11% relativamente ao MEI, os valores das contribuições serão somados para compor a base de cálculo para concessão de aposentadoria, inclusive por tempo de contribuição. PARTE 2 - ATENDENDO O MEI CAPÍTULO 1: OBJETIVOS DO ATENDENDO O MEI Além de conhecer o que é o regime do MEI, desde a definição econômico-jurídica, passando pelas condições de enquadramento e pelos procedimentos necessários à respectiva formalização, e finalizando com as obrigações decorrentes, é muito importante ter um roteiro para apoio ao empreendedor candidato a MEI no processo de registro e legalização. Executar o atendimento ao MEI não é das tarefas mais triviais, principalmente em função de três realidades incontroversas. Primeira, o grau de desinformação dos empreendedores candidatos ao regime do MEI, que traz embutido uma carga de ansiedade em superar essa carência dentro do tempo do atendimento. Segunda, a quantidade de interessados, que deverá crescer paulatinamente à medida que os resultados e os instrumentos da política de favorecimento e simplificação forem se consolidando. E a terceira, e não menos importante, o tempo de atendimento do empreendedor candidato a MEI pelas empresas de serviços contábeis deve ser o mais otimizado possível, afinal o serviço é gratuito e, portanto, concorre com as demais atividades que geram receitas. A partir da necessidade de enfrentar essas três realidades, foi criada a parte dois deste Manual, o Atendendo o MEI. Atualizado Mês 10/2011 Página 64
65 O Atendendo o MEI é um roteiro que consolida, na prática, o conhecimento sobre o regime e orienta o agente de atendimento no apoio à formalização do MEI. Mas não é só isso. O Atendimento ao MEI pretende também garantir segurança à empresa de serviço contábil. Segurança em caso de recusa da execução do processo de registro, em função da constatação de impedimento para enquadramento do empreendedor no regime do MEI. Segurança também contra eventual imputação de responsabilidade à empresa de serviço contábil, por alegação infundada de falta ou insuficiência de orientação, caso o MEI venha praticar ou omitir situações que impliquem em penalidades ou desenquadramento do regime. CAPÍTULO 2: ETAPAS E LIMITES DO ATENDIMENTO GRATUITO É importante estabelecer um padrão para a execução do atendimento. Os dois lados (atendente e atendido) devem ter claro, desde o início, a seqüência do atendimento e o respectivo conteúdo. Outra questão importante no atendimento é a clareza que o MEI deve ter sobre os limites para o atendimento gratuito. Por outro lado, um padrão de atendimento, além de didático, serve para que os escritórios de serviços contábeis não percam mais tempo do que o necessário ao bom atendimento. Tudo Isso se consegue com um seqüenciamento lógico das etapas, em que uma é pré-requisito para outra. Em cada etapa, o respectivo limite do atendimento gratuito deve estar claro Etapa Informativa O empreendedor candidato a MEI precisa receber orientações objetivas e suficientes para a sua decisão de formalização. Ao final dessa etapa também deve ser informado ao empreendedor candidato a MEI o que ele deve fazer para atingir a Etapa Pré-Constitutiva do serviço de atendimento gratuito. Limite dessa etapa do atendimento: A base dessas informações e orientações são aquelas que constam ou estão disponíveis no Portal do Empreendedor. Se não constam do Portal significa que não foram disponibilizadas pelos órgãos e entidades públicas. Considerando que é deles a obrigação de fazê-lo, a conseqüência é que as empresas de serviços contábeis não podem ser responsabilizadas pela insuficiência. A colaboração do SESCON-SP e das empresas de serviços contábeis é organizar a informação disponível e mostrar claramente as insuficiências e suas conseqüências ao empreendedor candidato a MEI Etapa Pré-Constitutiva Atualizado Mês 10/2011 Página 65
66 Caso o empreendedor candidato a MEI decida prosseguir no processo de registro e legalização, o escritório de serviço contábil deve, junto com ele, analisar se estão presentes todas as condições de admissibilidade no regime. A execução desta etapa prevê a coleta de alguns dados e informações que devem ser registradas e armazenadas, bem como as respectivas conclusões, que são os apontamentos de eventuais impedimentos ou incompletudes. Esses apontamentos devem servir, portanto, como orientadores de ações corretivas para tornar o empreendedor candidato a MEI apto ao registro e legalização. Servem, portanto, como informação sobre o que ele deve fazer para atingir a Etapa Constitutiva do serviço de atendimento gratuito Etapa Constitutiva Esta etapa consiste na execução dos procedimentos informatizados de registro e legalização constantes no Portal do Empreendedor. Nesse serviço está incluída a emissão dos documentos de arrecadação para os Valores Fixos Mensais relativos ao ano-calendário da opção. Limite dessa etapa do atendimento: A execução dos serviços de apoio ao registro e legalização está limitada àqueles que tenham os respectivos instrumentos informatizados disponibilizados no Portal do Empreendedor. Não há como as empresas de serviços contábeis apoiarem o interessado para execução dos procedimentos relativos às inscrições tributárias e licenciamentos, enquanto os respectivos instrumentos não estiverem integrados ao Portal do Empreendedor. A lógica é que os escritórios de serviços contábeis sempre prestarão os serviços de apoio desde que a União, Estados e Municípios estejam efetivamente integrados e, conseqüentemente, aptos à execução da diretriz de atendimento único ao MEI. Portanto, o dever de promover a integração dos instrumentos informatizados é dos órgãos e entidades públicas Etapa Pós-Constitutiva Esta etapa divide-se em duas partes distintas, em função do momento em que ocorrem. A primeira deve ser executada imediatamente após o registro do MEI. Nessa primeira parte, a empresa de serviço contábil deve passar ao MEI as orientações para o cumprimento de obrigações legais complementares ao registro, principalmente as tributárias e de licenciamento, estaduais e municipais, e sobre as obrigações perenes, isto é, aquelas que devem ser cumpridas enquanto houver o exercício de suas atividades. Atualizado Mês 10/2011 Página 66
67 A segunda parte dessa etapa deve ser executada no momento em que o MEI procurar a empresa de serviço contábil, no início do primeiro exercício fiscal após o registro, para fazer a primeira declaração anual simplificada. Esse serviço de apoio consiste na elaboração e encaminhamento da declaração anual simplificada ao Comitê Gestor do Simples Nacional, pela internet, e inclui a emissão dos respectivos documentos de arrecadação, se houver imposto a pagar. Limite dessa etapa do atendimento: Caso o MEI não apresente os relatórios mensais das receitas brutas não há como executar o atendimento relativo à primeira declaração. Portanto, esse atendimento é composto pelo preenchimento do formulário eletrônico com os dados e informações consolidadas, preparação para a transmissão pela internet e transmissão da declaração. Não está, portanto, incluído o serviço de apuração e preenchimento dos relatórios mensais das receitas brutas. Para auxiliar a empresa de serviço contábil na execução do atendimento gratuito, deverá ser entregue ao MEI (ou empreendedor candidato a MEI) os Guias Básicos do MEI 1 e 2, que contém orientações e formulários de coleta de dados. A utilização desses Guias representa a própria concretização do Atendendo o MEI. É a forma prática da proposta de agilizar e permitir a comprovação do atendimento eficaz. Cada um desses Guias está apoiado na legislação vigente. Portanto, as alterações da legislação podem implicar na sua revisão. Outro destaque sobre os Guias trata da importância que é dada às mensagens introdutórias padronizadas, que tem a finalidade de servir como fator de estímulo ao MEI e ganho de confiança no agente de atendimento. CAPÍTULO 3: GUIA BÁSICO DO MEI Mensagem de abertura Caro Empreendedor, Tenha certeza que ao formalizar a sua empresa você está colaborando, e muito, com a estabilidade econômica e social do Brasil. Mas a sua decisão significa, antes de tudo, a garantia de uma vida mais segura para você e sua família. Com a Lei Complementar 128, de 16 de dezembro de 2008, o país conta com uma política pública que garante um regime realmente simplificado e favorecido aos pequenos empresários. Dentro dessa política, as empresas de serviços contábeis e o SESCON-SP assumiram o compromisso de auxiliá-lo na decisão de formalização, no registro de sua empresa, na orientação geral para cumprimento de suas obrigações e na elaboração da primeira declaração simplificada anual. Atualizado Mês 10/2011 Página 67
68 Para realizar isso tudo o SESCON-SP preparou o Guia Básico do MEI, um resumo das informações básicas necessárias que você precisa saber e que o atendente precisa conhecer para garantia do devido enquadramento no regime e execução correta do processo de registro e legalização. Apesar de simplificado, o processo de registro e legalização no regime do MEI está sujeito a algumas condições e prevê o cumprimento de algumas exigências. Para atendê-las siga as orientações e forneça as informações solicitadas pelo atendente. Sabemos que o primeiro passo é o mais difícil. O SESCON-SP e as empresas de serviços contábeis estão juntos com você neste momento O que é o regime especial do MEI e quem pode se enquadrar nele? O regime especial do MEI foi criado para dar aos empreendedores por conta própria um tratamento ainda mais diferenciado, simplificado e favorecido, em comparação ao que é dado para as microempresas. O objetivo é tornar o custo da formalização menor que o da permanência na informalidade. Por definição, o MEI é um empresário individual que precisa cumprir algumas exigências ou observar restrições como condição para usufruir de um regime que prevê: a. Tributação mais favorecida; b. Dispensa de escrituração contábil e emissão de documentos fiscais; c. Uso de processo de registro e legalização bem mais simplificado. Em resumo, as exigências ou restrições que o empreendedor precisa cumprir para poder se enquadrar no regime do MEI são: Ser pessoa física que assume a responsabilidade pelo exercício continuado de atividade econômica em seu próprio nome Faturar, no máximo, R$ ,00 por ano (calculado de janeiro a dezembro de cada ano), ou seja, uma média de R$ 3.000,00 por mês Ter um único estabelecimento ou sede de trabalho Ter no máximo um empregado, desde que pague um saláriomínimo ou o piso salarial da categoria Não ter débitos tributários com o INSS, com a Receita Federal, com as Secretarias Estaduais de Fazenda e com as Secretarias de Finanças dos Municípios. Atualizado Mês 10/2011 Página 68
69 Exercer somente as atividades ou ocupações da lista anexa a este informativo Quais são os benefícios do enquadramento no regime do MEI? O conjunto de benefícios do enquadramento no regime do MEI é muito expressivo. Um resumo desses benefícios é apresentado a seguir, com a finalidade de ajudar o empreendedor na decisão de registro e legalização Redução das Cargas Tributária e Burocrática a. Isenção de PIS, COFINS, IRPJ, CSLL, IPI, salário educação, contribuição sindical e contribuição para o Sistema S (Sesi, Senac e Senai). b. Não é preciso fazer contas e declarações todo mês. Basta pagar valor tributário fixo mensal (INSS+ICMS+ISS) de, no máximo, R$ 62,10, num único documento de arrecadação. c. Não é preciso fazer a escrituração contábil e emissão de notas fiscais quando vender e prestar serviço para pessoas físicas. d. Apenas dois controles são necessários: o relatório mensal das receitas brutas, preenchido manualmente, e a declaração anual simplificada, enviada pela internet. O SESCON-SP e os escritórios de serviços contábeis poderão auxiliar o MEI gratuitamente a fazer a primeira declaração anual simplificada. e. Registro e legalização com menos burocracia e pela internet, via Portal do Empreendedor, inclusive sem cobrança de taxas. Na legalização está incluído o Alvará de Funcionamento Provisório, desde que a atividade não ofereça risco, que é a grande maioria. O SESCON-SP e os escritórios de serviços contábeis poderão auxiliar o MEI gratuitamente nesse processo Benefícios Previdenciários Cobertura Previdenciária para o Empreendedor e sua família, com os seguintes benefícios e respectivas condições de fruição: a. Auxílio-doença: 1 ano de contribuição. b. Aposentadoria por idade: mulher aos 60 anos e homem aos 65 e contribuir por 15 anos. Benefício: um salário mínimo, com direito a 13º salário. Atualizado Mês 10/2011 Página 69
70 c. Aposentadoria por invalidez: 1 ano de contribuição. d. Salário-maternidade: 10 meses de contribuição. e. Auxílio-reclusão: apenas fazer o primeiro pagamento. f. Pensão por morte: apenas fazer o primeiro pagamento Incentivos para o Crescimento a. Contratação de um único funcionário com baixo custo (na prática como se fosse um empregado doméstico). b. Acesso ao microcrédito e a linhas especiais de crédito, incluindo produtos bancários com custos diferenciados. Um empreendedor formalizado reduz o risco do banco e, conseqüentemente, as taxas de juros. c. Acesso a serviços de treinamento, orientação e assessoramento em constante estruturação pelo SEBRAE, sempre com o objetivo de desenvolver as habilidades empresariais e a aptidão para os ramos de negócios dos MEI. d. Com a formalização, aumenta o poder de negociação de preços e condições na compra de mercadorias como, por exemplo, prazo de pagamento junto a atacadistas Outros benefícios a considerar 3.4. Quais são as obrigações do MEI? a. A cidadania não está apenas no reconhecimento dos seus direitos. Ela também está na sua auto-realização pessoal, profissional e social. b. O regime do MEI foi aprovado por meio da Lei Complementar 128/08. As regras de leis complementares são mais estáveis do que as de leis ordinárias. Sua alteração exige que mais deputados e senadores votem. Portanto, o regime do MEI tem bastante segurança jurídica. É importante que o empreendedor tenha conhecimento do que é obrigatório cumprir perante a legislação tributária, e, caso tenha um empregado, perante a legislação previdenciária e trabalhista. São obrigações mínimas e simplificadas. Entretanto, merece atenção do empreendedor, afinal, o descumprimento de algumas delas determinam a cassação do registro e a imposição de multas. Atualizado Mês 10/2011 Página 70
71 Obrigações Constantes a. O MEI deve comprar mercadorias, insumos e matériaprima com Nota Fiscal, que indique o seu nome empresarial e o CNPJ. b. O MEI deve fornecer Nota Fiscal toda vez que vender mercadoria ou prestar serviço a pessoas jurídicas. Não é obrigado a dar Nota Fiscal nas vendas e prestação de serviços a pessoas físicas Obrigações Mensais a. Relatório Mensal de Receitas Brutas: o MEI deve elaborar mensalmente um relatório de receitas brutas mensais, somando o valor total das mercadorias vendidas e serviços prestados. b. Recolhimento do Valor Fixo Mensal, hoje no máximo de R$ 62,10: esse valor abrange os tributos abrangidos pelo Simples Nacional para o MEI. c. Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social: mesmo sem empregado, o MEI deve entregar mensalmente a GFIP Obrigações Anuais a. Declaração Anual Simplificada: seu conteúdo reúne basicamente as seguintes informações: a receita bruta total auferida relativa ao ano-calendário anterior e informações referentes à contratação de empregado, quando houver. b. Relação Anual de Informações Sociais - RAIS: mesmo sem empregado, o MEI deve entregar a RAIS-Negativa Obrigações específicas para o MEI com empregado a. Pagar seu único empregado mensalmente com um salário mínimo ou com o piso salarial da categoria, além dos benefícios negociados pelo respectivo Sindicato (Cesta Básica, Vale-Alimentação, Vale-Refeição, Auxílio-Creche, Convênio Médico etc.). b. Providenciar a realização do exame médico admissional e o cadastro no PIS/PASEP, caso não tenha sido cadastrado anteriormente, antes da contratação do empregado. Atualizado Mês 10/2011 Página 71
72 c. Informar mensalmente ao Ministério do Trabalho e Emprego, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED. d. Recolher mensalmente o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS, sobre a remuneração do empregado. e. Recolher mensalmente Contribuição Previdenciária Patronal sobre a remuneração do empregado. Deve fazer a retenção também da contribuição previdenciária do empregado sobre o seu salário. f. Enviar mensalmente uma cópia da guia de recolhimento das contribuições recolhidas ao INSS, ao Sindicato representativo da categoria profissional do seu empregado. g. Reter anualmente um dia do salário do empregado e fazer o recolhimento a título de contribuição sindical Como um MEI se registra e se legaliza perante os órgãos públicos? O que significa se registrar e se legalizar? É a mesma coisa? E o que é se inscrever? Os empreendedores, seja qual for o porte, sempre têm muitas dúvidas e dificuldades para enfrentar o processo burocrático tradicional de abertura de empresas. Obviamente, as grandes e médias empresas contam com um aparato de profissionais nas mais diversas áreas, o que as permite chegar ao fim desse processo. Para o MEI o processo teria que ser muito simples e resolvido num único atendimento. Isso é o que está determinado na Lei Complementar. E para isso foi criado o Portal do Empreendedor. Porém ainda não é bem assim que acontece. Pelo Portal do Empreendedor é possível obter o registro mercantil e a inscrição no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas). Porém, a permissão da Prefeitura para instalação de atividade num determinado local e a obtenção das licenças ou alvarás de funcionamento dos órgãos estaduais ainda não estão integrados ao Portal do Empreendedor. Em outras palavras, o processo não se resolve num único atendimento. O empreendedor candidato a MEI, para ter certeza de que pode exercer sua atividade sem problemas, terá que ir à Prefeitura e aos órgãos estaduais (Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros, Cetesb e órgãos de planejamento urbano) antes de fazer o registro. Tudo isso será detalhado na seqüência. Porém, por meio desta simples explicação, já é possível entender alguns conceitos básicos: a. Viabilidade: só a Prefeitura, com base na lei municipal, pode permitir o exercício de uma atividade em um determinado local. Essa lei é conhecida popularmente como lei de zoneamento ou lei de uso e ocupação do solo. Às Atualizado Mês 10/2011 Página 72
73 vezes, uma atividade pode ser exercida num lugar e não pode em outro (indústria num bairro residencial, por exemplo). Outras vezes uma atividade em determinado local tem restrições que em outro não teria (bar perto de escola não pode vender bebida alcoólica, por exemplo). E mais raro, algumas atividades são proibidas (venda de fogos de artifício em muitos municípios é atividade proibida). Por isso se diz que a Prefeitura, antes de tudo, tem que dizer se a atividade pretendida pode ser exercida no local indicado. b. Registro ou Registro Mercantil: fazendo um paralelo com as pessoas físicas é a certidão de nascimento da empresa. Sem o registro mercantil a empresa não existe. É feito na Junta Comercial, sendo que ao final do processo de registro as empresas recebem um número chamado NIRE (Número de Identificação no Registro de Empresas). c. Inscrições: são atribuíveis às áreas tributárias da União (CNPJ), Estado (Inscrição Estadual) e Município (os nomes usados diferem de município para município, sendo os mais conhecidos: Cadastro Municipal e Cadastro de Contribuintes Municipais). Sem essas inscrições a empresa está irregular do ponto de vista tributário. Sem elas não pode comercializar, prestar serviço, abrir conta em banco, enfim, não pode operar. d. Licenças ou Alvarás: são atribuíveis aos órgãos que cuidam da fiscalização de aspectos que, uma vez atendidos, permitem a empresa iniciar e manter suas atividades. Esses aspectos podem ser de natureza sanitária, de natureza ambiental, de natureza de segurança contra incêndio e outras de natureza própria de cada município. O processo para obtenção de licenças ou alvará é chamado de licenciamento. Portanto, se registrar e se legalizar é ter em mãos a certidão de viabilidade do município, o NIRE, o CNPJ e demais inscrições tributárias e os alvarás ou licenças. Todos esses processos deveriam ser feitos integradamente no Portal do Empreendedor. Mas apenas o registro mercantil e a inscrição no CNPJ, como já se disse, estão integrados. Mas se as atividades forem classificadas como de BAIXO RISCO, a viabilidade e as licenças também estão integradas, por meio de uma declaração do empreendedor candidato a MEI de que cumpre os respectivos requisitos legais exigidos. Veja agora como é o processo completo para registro e legalização. O SESCON-SP e as empresas de serviços contábeis vão ajudar você nesse processo Primeiro, o candidato a MEI acessa o Portal do Empreendedor ( e clica na opção Formalizese agora. Dentro da página aberta, clica na opção Realizar uma nova inscrição. Atualizado Mês 10/2011 Página 73
74 Dentro da página aberta (Nova inscrição-acesso), o candidato a MEI deve digitar o número do CPF, a data de nascimento e os caracteres de imagem que aparecerá. Caso a data de nascimento não esteja correta, o cadastro na base de dados do CPF deve ser atualizado/corrigido. Para tanto, o candidato a MEI deve procurar as agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e dos Correios, munido de documento de identidade que comprove naturalidade, filiação e data de nascimento, título de eleitor ou de documento da Justiça Eleitoral que comprove o alistamento eleitoral ou a sua dispensa. Ao final do atendimento será emitido um comprovante de inscrição no CPF. Confira atentamente os dados e caso haja erro solicite a devida correção. O custo da atualização/correção é de R$ 5,70. Para maiores informações sobre a correção de CPF acesse ( scad.htm) Não é admitido o registro como MEI de empreendedor que participe ou tenha participado de outra empresa, como sócio ou titular. Caso seja apontado esse tipo de impedimento, o empreendedor candidato a MEI deve se dirigir a uma agência da Receita Federal do Brasil para atualizar/corrigir a situação cadastral da outra empresa Não sendo apresentado qualquer impedimento, o Portal do Empreendedor abre página que contém um formulário para coleta de dados. No item Identificação o formulário traz preenchidos automaticamente os seguintes dados: nome empresarial (formado pela junção do nome do empresário e de seu CPF), nome do empresário, nacionalidade, sexo e nome da mãe. Caso qualquer desses dados esteja incorreto, o processo de registro deve ser interrompido imediatamente. Neste caso, as mesmas orientações previstas no item deverão ser seguidas Caso os dados automaticamente preenchidos estejam corretos, o empreendedor candidato a MEI deve obrigatoriamente completar o preenchimento com os dados do documento de identidade (número, órgão emissor e Unidade da Federação desse órgão) e do telefone para contato (DDD e número). A indicação de é facultativa O formulário prossegue com o preenchimento do item Atividades. O empreendedor candidato a MEI deve selecionar a ocupação principal, que corresponde à atividade preponderante que será exercida. As ocupações/atividades permitidas ao MEI são Atualizado Mês 10/2011 Página 74
75 as que constam da lista deste Guia Básico do MEI. Caso a ocupação pretendida não conste dessa lista, a atividade não poderá ser exercida pelo MEI e, portanto, o registro não poderá ser feito. Caso o empreendedor candidato a MEI pretenda exercer mais de uma atividade, precisa selecionar outras ocupações constantes da lista (até o máximo de 15 atividades secundárias). Os Códigos das Atividades Econômicas (CNAE), sua descrição e o objeto, serão preenchidos automaticamente pelo Portal do Empreendedor O próximo passo é assinalar a Forma de Atuação (poderão ser assinaladas quantas formas sejam necessárias). As opções são: estabelecimento fixo; em local fixo fora da loja; porta a porta, postos móveis ou por ambulantes; máquinas automáticas; internet; Correios e televenda. É importante consultar a Prefeitura antes de iniciar o registro da empresa. Além da licença ou alvará de funcionamento, é comum que as Prefeituras exijam autorizações especiais, normalmente conhecidos como Termos de Permissão de Uso, para o exercício de atividades de forma ambulante, porta a porta ou mesmo em espaço público fixo Os próximos itens de preenchimento são Endereço Comercial e Endereço Residencial. Ao ser digitado o CEP, os campos tipo de logradouro, logradouro, bairro, município e Unidade da Federação são preenchidos automaticamente. Em municípios com CEP único, o empreendedor candidato a MEI terá que preencher todos os dados. Vale aqui a mesma orientação do item É fundamental a consulta à Prefeitura antes de iniciar o registro para obter antecipadamente a permissão para o exercício da atividade pretendida no local indicado. A legislação municipal tem regras específicas em relação à permissão do exercício de atividades nos diferentes locais. Se dessa consulta, chamada de viabilidade, resultar parecer negativo da Prefeitura, isto é, se a atividade pretendida não puder ser exercida no local indicado, deverá ser providenciado novo local ou alterada a atividade, antes do registro. Se o endereço residencial coincidir com o endereço comercial basta assinalar a opção própria disponível, que o Portal do Empreendedor repetirá os dados. Se for necessário indicar complemento de endereço (não obrigatório), clique no campo próprio que uma janela de preenchimento será habilitada. Neste caso, basta selecionar o tipo de complemento e digitar a indicação (pode ser mais de uma). Atualizado Mês 10/2011 Página 75
76 Os próximos itens do formulário de coleta de dados, apesar do preenchimento simples, basta assinalar os termos de declarações, isto é, concordar com seus termos, são fundamentais para a simplificação do processo de formalização do empreendedor candidato a MEI. Esses itens exigem, entretanto, muita compreensão do que significam. Afinal, eles tratam de responsabilidades importantes que o empreendedor candidato a MEI deve assumir no processo. Assumi-las, por declaração, significa que os órgãos públicos vão confiar na sua palavra e, a partir disso, vão dispensar a entrega de documentos, requerimentos e a vistoria prévia. Porém, se for constatada que as declarações não são verdadeiras, os órgãos públicos, principalmente a Prefeitura poderão cassar o registro e inscrições do MEI, além de impor penalidades. Portanto, NÃO ASSINALE A DECLARAÇÃO, caso não tenha certeza sobre a possibilidade de atendimento às condições que permitem o ato. O SESCON-SP e as empresas de serviços contábeis poderão orientá-lo sobre eventuais ações para tornar possível o atendimento às condições. Mas, enquanto isso, até que haja certeza de atendimento a essas condições, é mais prudente adiar o registro Declaração de Desimpedimento: tem a finalidade de substituir a entrega de certidões de distribuição de ações judiciais e do registro mercantil. O texto dessa declaração é: "Declaro, sob as penas da Lei, ser capaz, não estar impedido de exercer atividade empresária e que não possuo outro registro de empresário." O empreendedor candidato a MEI pode assinalar essa declaração se: Não for sócio ou titular de outra empresa; Não tiver sido sócio ou titular de empresa falida; Não foi condenado por crime falimentar Declaração de opção pelo Simples Nacional: tem a finalidade de assumir o compromisso de cumprimento das exigências ou restrições impostas pela Lei Complementar 123/06. O texto dessa declaração é: "Declaro que opto pelo Simples Nacional e pelo Simei (arts. 12 e 18-A da Lei Complementar nº. 123/06), que não incorro em quaisquer das situações impeditivas a essas opções (arts. 3º, 17, 18-A e 29 da mesma lei) Atualizado Mês 10/2011 Página 76
77 O Empreendedor candidato a MEI pode assinalar essa declaração se: For exercer pessoalmente a atividade. Isso significa que não pode emprestar seu registro empresarial para que outra pessoa exerça a atividade, nem tão pouco ter sócio ou titular de outra empresa, mesmo que informalmente. Se estiver empregado, é preciso atentar que o exercício da atividade como MEI deve ser compatíveis com os horários da empresa onde trabalha; O faturamento estimado não for superior a R$ ,00 no ano (janeiro a dezembro), ou fração (R$ 3.000,00 X nº de meses entre a formalização e o mês de dezembro). É bom sempre lembrar: faturamento é a soma de tudo que foi recebido em função das vendas ou prestação de serviços; Não tiver mais de um estabelecimento ou sede de trabalho. Isso não impede que a mercadoria seja produzida num local e a venda se dê em outro. Afinal, a atividade neste caso é a venda da mercadoria. O que não pode acontecer é o MEI ter duas lojas, por exemplo Não tiver mais que um empregado e pagando o saláriomínimo ou o piso da categoria profissional. Ou seja, não deve assinalar se tiver dois ou mais empregados ou pagar para o único empregado mais que o mínimo ou piso. A lógica aqui é evidente. Considerando que dentro da média mensal de faturamento de R$ 3.000,00 tem que caber a compra das mercadorias ou insumos mais o lucro, fica muito estranho admitir que ainda haja espaço para pagar o salário mais encargos de mais de um empregado; Não tiver débitos tributários com o INSS, com a Receita Federal e com os órgãos fazendários estaduais e municipais; Exercer somente as atividades ou ocupações da lista anexa a este informativo. Ao exercer atividade ou ocupação não constante dessa lista, além de não cumprir a declaração, o MEI fica sujeito ao desenquadramento do regime especial e à imposição de multa de natureza tributária. Atualizado Mês 10/2011 Página 77
78 Declaração de ciência e concordância com o Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório: tem a finalidade de substituir o processo de obtenção da viabilidade e do licenciamento convencional de prefeituras e órgãos estaduais (Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e órgãos de Meio Ambiente). O objetivo é permitir o exercício das atividades, de forma integrada e simultânea à obtenção do registro mercantil e inscrição no CNPJ, no Portal do Empreendedor. O texto dessa declaração é o seguinte: Declaro, sob as penas da lei, que conheço e atendo os requisitos legais exigidos pelo Estado e pela Prefeitura do Município para emissão do Alvará de Licença e Funcionamento, compreendidos os aspectos sanitários, ambientais, tributários, de segurança pública, uso e ocupação do solo, atividades domiciliares e restrições ao uso de espaços públicos. O não-atendimento a esses requisitos acarretará o cancelamento deste Alvará de Licença e Funcionamento Provisório." O empreendedor candidato a MEI pode assinalar essa declaração se: Tem certeza que a Prefeitura permite o exercício da atividade pretendida no local indicado. Isso somente é possível se houver uma consulta prévia na Prefeitura, cuja análise se dá em função da lei de zoneamento ou de uso e ocupação do solo; Houver o compromisso de início efetivo somente se as atividades forem consideradas de BAIXO RISCO. Do contrário, se as atividades forem consideradas de alto risco, antes de iniciar as atividades o MEI deve providenciar o licenciamento junto aos órgãos municipais e estaduais. Por isso, é necessário destacar que independente do risco, essa declaração tem que ser assinalada obrigatoriamente. Se não for assinalada, não há o registro mercantil e a inscrição no CNPJ. Sem o registro mercantil e o CNPJ não há como ser iniciado o processo de licenciamento junto aos órgãos municipais e estaduais, caso as atividades sejam consideradas de alto risco. Na verdade, as condições estabelecidas nessa declaração são para cumprimento futuro. Em outras palavras, ao assinalar essa declaração, o empreendedor se compromete a providenciar o licenciamento antes de Atualizado Mês 10/2011 Página 78
79 iniciar as atividades, caso elas sejam classificadas como de alto risco Declaração de Enquadramento como Microempresa - ME: tem a mesma finalidade da declaração de opção pelo Simples Nacional, ou seja, de fazer com que o empreendedor candidato a MEI assuma o compromisso de cumprir as exigências ou restrições, todas impostas pela Lei Complementar 123/06, com a redação dada pela Lei Complementar 128/08. O texto dessa declaração é: "Declaro, sob as penas da Lei, que me enquadro na condição de MICROEMPRESA, nos termos da Lei Complementar nº 123, de 14/12/2006." O empreendedor candidato a MEI pode assinalar essa declaração se assinalou a declaração prevista no item b acima Declaração de Capacidade: essa declaração somente será apresentada para assinalação caso o empreendedor candidato a MEI tenha idade entre 16 e 18 anos (menores de 16 anos não podem exercer atividade empresarial). Neste caso (idade entre 16 e 18 anos) o menor pode exercer atividade empresarial desde que seja emancipado pelos pais ou responsáveis ou casado. Essa declaração tem a finalidade de substituir a entrega de escritura de emancipação ou certidão de casamento. O texto dessa declaração é: "Declaro, sob as penas da Lei, ser legalmente emancipado" O empreendedor candidato a MEI pode assinalar essa declaração se tiver entre 16 e 18 anos e for emancipado pelos pais ou responsáveis ou casado Um alerta antes de prosseguir para a etapa de registro e formalização As informações básicas estão dadas. Agora, você já sabe o que é o regime, quais são os benefícios, quais são as condições para enquadramento e como é o processo de registro e legalização. A base dessas informações e orientações são aquelas que constam ou estão disponíveis no Portal do Empreendedor. A colaboração do SESCON-SP e das empresas de serviços contábeis, nesta etapa, foi de organizar a informação disponível para torná-la mais compreensível e acessível a você. O SESCON-SP esclarece, entretanto, que muitas informações não foram disponibilizadas pelos órgãos e entidades públicas e, portanto, não constam do Portal do Empreendedor. Considerando que é deles a obrigação de fazê-lo, a conseqüência é que o SESCON-SP Atualizado Mês 10/2011 Página 79
80 não pode ser responsabilizado pela insuficiência de informação, nem tão pouco pela conseqüente dificuldade de sua decisão. Se você precisar de mais informação recomendamos o acesso ao Portal do Empreendedor e ao atendimento telefônico do SEBRAE, pelo número , e do INSS, pelo número Tomada a decisão de formalização, o que é preciso fazer para antes de registrar e legalizar a empresa no regime do MEI? É necessário verificar se as condições para enquadramento estão realmente presentes e juntar de forma organizada as informações solicitadas pelo Portal do Empreendedor. Isso facilita e agiliza o atendimento do SESCON-SP e das empresas de serviços contábeis no momento do preenchimento dos formulários eletrônicos do Portal do Empreendedor. Para isso, informe os seguintes dados, por meio de preenchimento manual, date, assine e entregue pessoalmente o formulário na sede do SESCON-SP, ou em uma de suas sedes regionais (o SESCON-SP deve decidir em que situação deve constar a orientação de entrega na própria empresa de serviço contábil que o atendeu e que entregou o Guia Básico do MEI 1, em caso de não ter sede na cidade), cujos endereços seguem abaixo. Com base nesses dados, o agente de atendimento estará apto a analisar se todas as condições para o enquadramento no regime do MEI estão presentes. Caso não estejam, ele vai orientá-lo no que ainda precisa ser feito antes do registro. FORMULÁRIO DE COLETA DE DADOS para ANÁLISE DAS CONDIÇÕES DE ADMISSIBILIDADE NO REGIME DO MEI e PREPARAÇÃO DO REGISTRO MERCANTIL, INSCRIÇÕES E LICENCIAMENTO 1. Nome Completo do (a) empreendedor (a) (sem abreviaturas): 2. Nome da Mãe (sem abreviaturas): 3. Endereço residencial: Rua: nº. CEP Cidade:. Atualizado Mês 10/2011 Página 80
81 4. Telefone para contato: DDD: Número Documento de identidade: 7. CPF: Número: Órgão Emissor UF (Na execução do registro trazer o documento original de identidade) Número:. (Na execução do registro, trazer o documento original do CPF) 8. Data de Nascimento: / /. (Na execução do registro trazer a certidão de registro de emancipação pelos pais ou responsáveis ou a certidão de casamento, caso o empreendedor tiver entre 16 e 18 anos) 9. Pretendo o registro e formalização como MEI por que: a) Quero começar meu próprio negócio e o caminho mais fácil para isso é aderir ao regime do MEI ( ); b) Preciso exercer formalmente uma atividade enquanto não arranjo emprego na minha área ( ); c) Preciso complementar minha renda, com o exercício da atividade no tempo que me sobra ( ); d) Já exerço informalmente a atividade e quero legalizá-la ( ). 10. Para o registro e legalização como MEI informo que: a) Nunca fui titular ou sócio (a) de outra empresa ( ); b) Estou regularmente empregado (a) ( ); c) Tenho registro como autônomo (a) na Prefeitura ( ); d) Não estou sendo cobrado por débitos de natureza tributária e não estou pagando parcelamento relativo a esses débitos ( ). 11. Pretendo exercer as atividades como MEI: a) Pessoalmente e de forma exclusiva, isto é, com dedicação integral e sem o auxílio de empregado (a) ( ); Atualizado Mês 10/2011 Página 81
82 b) Pessoal e paralelamente ao meu emprego ou minha atividade como autônomo (a), isto é, nos horários possíveis e sem o auxílio de empregado (a) ( ); c) De forma exclusiva, mas com o auxílio de empregado (a) remunerado (a) com salário mínimo ou piso da categoria ( ); d) Paralelamente ao meu emprego ou minha atividade como autônomo (a), mas com o auxílio de empregado (a) remunerado (a) com salário mínimo ou piso da categoria ( ). 12. Caso tenha sido sócio ou titular de outra empresa, para o registro e legalização como MEI informo que: a) A empresa foi regularmente baixada nos órgãos de registro e inscrições tributárias ( ); b) A empresa não foi baixada ou não sabe o que aconteceu depois do desligamento da empresa ou depois que as atividades foram encerradas ( ); c) A empresa faliu há menos de cinco anos ( ); d) A empresa faliu há mais de cinco anos e fui condenado por crime falimentar ( ). (Na execução do registro trazer o documento que comprove o número da inscrição no CNPJ da empresa que o empreendedor tiver sido titular ou sócio) 13. Pretendo como MEI exercer as seguintes ocupações/atividades: a) Principal:. b) Secundárias (se houver):. (descrever as ocupações exatamente da forma como estão descritas na lista anexa) 14. Pretendo exercer as ocupações/atividades nos seguintes locais (pode ser escolhida mais de uma alternativa): a) Em estabelecimento fixo: assim considerado o exercício da atividade em imóvel, alugado ou não, dedicado exclusivamente ao exercício das atividades ( ); b) Em local fixo fora de estabelecimento: assim considerado o exercício da atividade em espaço público reservado exclusivamente à atividade ( ); Atualizado Mês 10/2011 Página 82
83 c) Porta a Porta, postos móveis ou por ambulantes: assim considerado o exercício da atividade em espaço público sem local fixo ( ); d) Máquinas Automáticas, Internet, Correios e Televenda: assim considerado o exercício da atividade sem que haja necessidade de um local, fixo ou público, sendo que o endereço é indicado para mera correspondência ( ). 15. Pretendo exercer as ocupações/atividades das seguintes formas (somente escolher uma dessas alternativas se a atividade for classificada como industrial): a) Utilizando máquinas, equipamentos e matéria-prima normalmente usados no exercício dessa atividade ( ); b) De forma artesanal ( ). 16. Estimo que meu lucro mensal seja aproximadamente de R$. Memória de Cálculo: a) Faturamento:...R$ (+). b) Compra de mercadorias e matéria-prima... R$ (-). c) Despesas insumos e peças...r$ (-). d) Despesas impostos... R$ (-). e) Despesas aluguel... R$ (-). f) Despesas - luz, água e telefone... R$ (-). g) Despesas salário/encargos empregado... R$ (-). h) Lucro...R$ (=). 17. Endereço da empresa: a) Rua: nº. CEP Cidade:. Complemento(s):. b) Número do registro imobiliário na Prefeitura (número do Carnê do IPTU):. 18. Em relação à atividade pretendida e ao endereço da empresa, informo que: Atualizado Mês 10/2011 Página 83
84 a) Consultei a Prefeitura e recebi o parecer de que posso exercer nele a atividade pretendida ( ); b) Consultei a Prefeitura e a atividade é considerada de Baixo Risco ( ); c) Consultei a Prefeitura e fui informado do que preciso fazer depois do registro, mas antes de iniciar a operação de meu negócio, já que a atividade é considerada de Alto Risco ( ); d) Consultei a tabela anexa ao Decreto Estadual /09 e constatei que minha atividade é de Baixo Risco ( ); e) Consultei a tabela anexa ao Decreto Estadual /09 e constatei que minha atividade é de Alto Risco, razão pela qual vou executar o licenciamento pelo Sistema Integrado de Licenciamento SIL, acessando o portal POUPATEMPO DO EMPREENDEDOR, depois do registro ( ). 19. Assinatura do Empreendedor:. ORIENTAÇÃO IMPORTANTE: SR.(A) (nome do empreendedor ou empreendedora), COMPAREÇA COM ESTE FORMULÁRIO PREENCHIDO E RESPECTIVOS DOCUMENTOS INDICADOS, NA SEDE DO SESCON-SP OU NAS SUAS SEDES REGIONAIS (OU NESTA EMPRESA DE SERVIÇO CONTÁBIL A SER DECIDIDO PELO SESCON-SP), NOS ENDEREÇOS ABAIXO, NO DIA / /, DAS ÀS HORAS, PARA EXECUÇÃO DO REGISTRO DE SUA EMPRESA OU PARA CIÊNCIA DAS AÇÕES NECESSÁRIAS AO ATENDIMENTO DAS CONDIÇÕES DE ADMISSIBILIDADE NO REGIME. ENDEREÇOS DA SEDE OU DA SEDE REGIONAL DO SESCON-SP Rua Tirandentes, xxxx Telefone: yyy-yyyy zzzzzzzzzzzzzzz COMPROVANTE DE ATENDIMENTO A EMPREENDEDOR (A ser retido pela empresa de serviço contábil e enviado à sede ou sede regional do SESCON-SP) DATA (do atendimento inicial e entrega do GUIA BÁSICO DO MEI 1 ): / /. EMPRESA DE SERVIÇO CONTÁBIL: (nome da empresa). Atualizado Mês 10/2011 Página 84
85 ATENDENTE: (nome e assinatura do atendente). NOME DO EMPREENDEDOR:. Recebi o Guia Básico do MEI-1 e as orientações para comparecimento na sede ou sub-sede do SESCON-SP com os dados e documentos solicitados, com a finalidade de execução do registro. Assinatura do Empreendedor: CAPÍTULO 4: ANÁLISE DE ADMISSIBILIDADE NO REGIME E DE EXIGÊNCIAS PARA O REGISTRO CAPÍTULO 5: GUIA BÁSICO DO MEI Mensagem de encerramento do atendimento Caro MEI, Parabéns! Agora você é um empresário individual formalizado! Isso significa que você pode andar de cabeça erguida. Pode dizer para seus clientes e fornecedores que exerce sua atividade de acordo com as leis do país. Também significa que você e sua família podem contar com uma proteção social importante, tanto na área da saúde quanto da previdência social. O país também ganha com sua empresa formalizada. Primeiro, porque está arrecadando mais impostos. Sim, você está pagando seus impostos. Mas ganha muito com o seu cadastro. Conhecer a sua atividade significa aumentar a possibilidade de estruturar políticas públicas para beneficiar ainda mais o seu negócio, por meio de instrumentos de acesso a crédito, a mercados, a inovação tecnológica e à capacitação para o exercício empresarial. Em contrapartida, algumas obrigações precisam ser cumpridas. Para ajudá-lo, o SESCON-SP e as empresas de serviços contábeis elaboraram algumas orientações. Siga-as corretamente. Com isso, você vai poder se preocupar exclusivamente com o crescimento e consolidação de seu negócio. Conte sempre com o SESCON-SP e as empresas de serviços contábeis. Estaremos sempre prontos para dar a melhor assessoria, independente do tamanho da empresa. Boa sorte! Atualizado Mês 10/2011 Página 85
86 6.2. Obrigações que o MEI deve cumprir para manter os benefícios do regime É preciso informar desde logo que caso o MEI tenha necessidade de apoio por parte das empresas de serviços contábeis para o cumprimento das seguintes obrigações, poderá haver cobrança pelos respectivos serviços prestados, com exceção do atendimento para a elaboração da primeira declaração anual simplificada, desde que o MEI traga os relatórios mensais das receitas brutas relativas ao ano de referência Recolher o imposto fixo mensal Até o dia 20 de cada mês, por meio do DAS (Documentos de Arrecadação do Simples Para obter o DAS, basta acessar o Portal do Empreendedor ( clicar na opção Formalize-se e, em seguida, na opção imprimir o carnê de pagamento mensal. O Programa Gerador de DAS do MEI (PGMEI) exigirá a digitação do número do CNPJ. Caso não haja o recolhimento na data certa haverá cobrança de juros e multa. A multa será de 0,33% por dia de atraso limitado a 20% e os juros serão calculados com base na taxa SELIC, sendo que para o primeiro mês de atraso os juros serão de 1%. Após o vencimento deverá ser gerado novo DAS, acessando-se novamente o Portal do Empreendedor. A emissão do novo DAS já conterá os valores da multa e dos juros, sem precisar fazer cálculos por fora Preencher o Relatório Mensal das Receitas Brutas Por receita bruta entende-se o valor cheio das operações, isto é, o valor total cobrado do cliente, sem considerar o que foi gasto com a compra de mercadorias, insumos, matéria-prima e despesas de qualquer natureza. Dentro da receita bruta está incluída também a margem de lucro da operação. Entretanto, essa margem não deve ser demonstrada. Os valores de Receita Bruta Mensal deverão ser preenchidos dividindo-os em 3 grupos. a. Revenda de Mercadorias: o MEI deve somar os valores de todas as operações essencialmente comerciais, isto é, de venda de mercadorias compradas para esse fim (faturamento obtido com o comércio). Entretanto, deve separar o valor total entre dois subtotais: operações com emissão de Nota Fiscal e operações sem Nota Fiscal. Sempre lembrando que o MEI é obrigado a emitir Nota Fiscal nas operações com pessoas jurídicas. Entretanto, o MEI, caso queira, pode emitir Nota Fiscal nas operações com pessoas físicas. b. Venda de Produtos Industrializados: o MEI deve somar os valores de todas as operações de venda de mercadorias produzidas pelo próprio MEI (faturamento obtido com operações de indústria). Atualizado Mês 10/2011 Página 86
87 Igualmente deve separar o valor total entre dois subtotais: operações com emissão de Nota Fiscal e operações sem Nota Fiscal. c. Prestação de Serviços: o MEI deve somar os valores de todas as operações com serviços prestados a pessoas físicas e jurídicas. Igualmente deve separar o valor total entre dois subtotais: operações com emissão de Nota Fiscal e operações sem Nota Fiscal. d. Ao final do Relatório, o MEI deve somar a receita bruta dos três grupos. Esse valor total pode num determinado mês, ultrapassar a média prevista de R$ 3.000,00. Entretanto, no total do ano (janeiro a dezembro) não pode ser ultrapassado o valor de R$ ,00. Esse valor, entretanto, deve ser proporcionalmente menor e deve ser relativo ao número de meses entre o registro e o mês de dezembro (nº de meses entre o registro e dezembro X R$ 3.000,00). e. Além disso, o MEI deve juntar as Notas Fiscais de compra de mercadorias, insumos, matéria-prima e despesas de qualquer natureza, feitas no mês do respectivo Relatório de Receitas Brutas. f. Os Relatórios Mensais de Receita Bruta de cada ano serão fundamentais na elaboração da declaração anual simplificada para o Simples Nacional. Inclusive deverão ser apresentados à empresa de serviço contábil que for responsável pelo auxílio na primeira declaração anual. Para obter o Relatório Mensal de Receitas Brutas basta acessar o Portal do Empreendedor ( clicar na opção Formalize-se e, em seguida, na opção imprimir o Relatório Mensal de Receitas Brutas Declaração Anual Simplificada: o MEI deve entregar anualmente, conforme calendário e modelo definidos pela Receita Federal do Brasil, a Declaração Simplificada do Simples Nacional que, basicamente apresentará as seguintes informações: a receita bruta total auferida relativa ao anocalendário anterior; a receita bruta total auferida relativa ao ano-calendário anterior, referente às atividades sujeitas ao ICMS; informação referente à contratação de empregado, quando houver Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social: mesmo sem empregado, o MEI deve entregar mensalmente, até o dia 7, a GFIP eletrônica com indicativo de sem movimento Relação Anual de Informações Sociais: mesmo sem empregado, o MEI deve entregar a RAIS-Negativa anualmente, no mês de março. Atualizado Mês 10/2011 Página 87
88 Pagar seu único empregado mensalmente, até o 5º dia útil, com um salário mínimo ou com o piso salarial da categoria, além dos benefícios negociados pelo respectivo Sindicato (Cesta Básica, Vale-Alimentação, Vale-Refeição, Auxílio-Creche, Convênio Médico etc.). Deve também pagar, até o dia 30 de novembro, a 1ª parcela do 13º salário e até o dia 20 de dezembro, a 2ª parcela. O Sindicato deve ser consultado Providenciar a realização do exame médico admissional e o cadastro no PIS/PASEP, caso não tenha sido cadastrado anteriormente, antes da contratação do empregado. A Caixa Econômica Federal deve ser consultada Informar mensalmente, até o dia 7, por meio eletrônico, ao Ministério do Trabalho e Emprego, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados CAGED, relativo ao mês anterior, com a utilização do Aplicativo do CAGED Informatizado - ACI ou outro aplicativo fornecido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (ver Recolher mensalmente, até o dia 7, por meio da GFIP eletrônica, o valor correspondente a 8% da remuneração do empregado ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS, relativo ao mês anterior, com a utilização GRF - Guia de Recolhimento do FGTS, gerada logo após a transmissão do arquivo SEFIP - Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social. O arquivo SEFIP deve ser transmitido mensalmente, quando houver recolhimentos e informações ao FGTS, apenas recolhimentos ao FGTS e apenas informações à Previdência Social. Quando o MEI não contar com a colaboração de empregados, portanto não ocorrendo o recolhimento ao FGTS, deverá entregar a GFIP com indicativo de sem movimento Recolher até o dia 7 de dezembro, pelos mesmos meios indicados no item , o FGTS sobre o adiantamento do 13º salário Recolher mensalmente, até o dia 20, por meio da GPS Eletrônica, valor correspondente a 3% da remuneração do empregado (um salário mínimo ou o piso da categoria) como Contribuição Previdenciária Patronal, relativa ao mês anterior, inclusive ao 13º Salário (recolhimento até o dia 20 de dezembro). Deve fazer a retenção também, do salário do empregado, 8% referente à sua parte da contribuição previdenciária, recolhida ao INSS juntamente com a Contribuição Previdenciária Patronal (ver Enviar mensalmente, até o dia 20, uma cópia da GPS eletrônica, referente às contribuições recolhidas ao INSS, ao Sindicato representativo da categoria profissional do seu empregado. Atualizado Mês 10/2011 Página 88
89 Reter anualmente, no mês de março, um dia do salário do empregado e fazer o recolhimento a título de contribuição sindical. O Sindicato deve ser consultado Recolher, até o dia 31 de janeiro, a contribuição sindical patronal, de acordo com os valores decididos na assembléia do respectivo sindicato. Observação: esta é uma questão polêmica, pois segundo entendimentos, a Lei Complementar 123/06, dispensa o MEI dessa obrigatoriedade, mas os Sindicatos têm buscado os tribunais para garantir a contribuição Entregar anualmente, no mês de março, a Relação Anual de Informações Sociais RAIS. Os recolhimentos de tributos e contribuições devidos pelo MEI cujas datas de vencimento recair em dia não útil, devem ser recolhidas no dia útil imediatamente anterior O que o MEI não pode fazer sob pena de perder os benefícios do regime Além da perda dos benefícios, algumas ações do MEI poderão dar ensejo á penalizações: multas, cassação de licenças ou inscrições e apreensão das mercadorias Ser flagrado com mercadorias, insumos ou matéria-prima desacompanhada de Notas Fiscais Exercer suas atividades (comércio, indústria ou serviços) empregando mercadorias ou produtos objeto de contrabando ou descaminho Oferecer embaraço ou resistência à fiscalização Constituir-se por meio de interposta pessoa, isto é, ser constatado que outra pessoa exerce a atividade usando o seu nome, com exceção é óbvio, do único empregado Omitir da folha de pagamento o único empregado Contratar, formal ou informalmente, mais do que um empregado Abrir um segundo estabelecimento Não atender a notificação da Prefeitura para transferência do estabelecimento ou do local de exercício da atividade Omitir faturamento para permanecer dentro do limite de enquadramento no regime, hoje de R$ , Deixar de recolher mensalmente, a partir do mês de janeiro, os tributos e contribuições dentro do sistema comum do Simples Nacional Atualizado Mês 10/2011 Página 89
90 (percentual do faturamento: 4% se for comércio, 4,5% se for indústria e 6% se for prestador de serviço) caso tenha havido estouro do limite de faturamento de R$ ,00, porém sem que tenha ultrapassado o valor de R$ ,00. Neste caso, o valor do excesso (entre R$ ,00 e R$ ,00) deverá ser acrescentado ao faturamento do mês de janeiro, dentro da sistemática comum do Simples Nacional, e os tributos serão pagos juntamente com o DAS referente àquele mês Deixar de recolher os tributos e contribuições dentro do sistema comum do Simples Nacional, retroativamente ao mês em que se verificar o estouro do limite de faturamento, com acréscimo de juros e multa, caso esse estouro seja superior a R$ ,00. Por isso, recomenda-se que o empreendedor, ao perceber que seu faturamento no ano será maior que R$ ,00, inicie imediatamente o cálculo e o pagamento dos tributos acessando diretamente o Portal do SIMPLES NACIONAL, no endereço ANEXO 1 - LISTA DE OCUPAÇÕES E ATIVIDADES PERMITIDAS AOS MEI (Conforme Resolução CGSN 78, de 13 de setembro de 2010) (Lista de Atividades válida a partir de dezembro de 2010) Abatedor de aves, Abatedor de aves com comercialização do produto, Acabador de calçados, Açougueiro, Adestrador de animais, Adestrador de cães de guarda, Agente de correio franqueado, Agente de viagens, Agente funerário, Agente matrimonial, Alfaiate, Alinhador de pneus, Amolador de artigos de cutelaria, Animador de festas, Antiquário, Aplicador agrícola, Apurador, coletor e fornecedor de recortes de matérias publicadas em jornais e revistas, Armador de ferragens na construção civil, Arquivista de documentos, Artesão de bijuterias, Artesão em borracha, Artesão em cerâmica, Artesão em cimento, Artesão em cortiça, bambu e afins, Artesão em couro, Artesão em gesso, Artesão em louças, vidro e cristal, Artesão em madeira, Artesão em mármore, granito, ardósia e outras pedras, Artesão em metais, Artesão em metais preciosos, Artesão em outros materiais, Artesão em papel, Artesão em plástico, Artesão em vidro, Astrólogo, Azulejista. Balanceador de pneus, Baleiro, Banhista de animais domésticos, Barbeiro, Barqueiro, Barraqueiro, Bike propagandista, Bikeboy (ciclista mensageiro), Bolacheiro/biscoiteiro, Bombeiro hidráulico, Boneleiro (Fabricante de bonés), Bordadeira, Borracheiro, Britador. Cabeleireiro, Calafetador, Caminhoneiro de cargas não perigosas, Cantor/músico independente, Capoteiro, Carpinteiro, Carpinteiro Instalador, Carregador (veículos de transportes terrestres), Carregador de malas, Carroceiro - coleta de entulhos e resíduos, Carroceiro - transporte de carga, Carroceiro - transporte de mudança, Cartazista, pintor de faixas publicitárias e de letras, Chapeleiro, Chaveiro, Chocolateiro, Churrasqueiro ambulante, Churrasqueiro em domicílio, Clicherista, Cobrador de dívidas, Colchoeiro, Coletor de resíduos não-perigosos, Coletor de resíduos perigosos, Colocador de piercing, Colocador de revestimentos, Comerciante de animais vivos e de artigos e alimentos para animais de estimação, Comerciante de artigos de armarinho, Comerciante de artigos de bebê, Atualizado Mês 10/2011 Página 90
91 Comerciante de artigos de caça, pesca e camping, Comerciante de artigos de cama, mesa e banho, Comerciante de artigos de colchoaria, Comerciante de artigos de cutelaria, Comerciante de artigos de iluminação, Comerciante de artigos de joalheria, Comerciante de artigos de óptica, Comerciante de artigos de relojoaria, Comerciante de artigos de tapeçaria, cortinas e persianas, Comerciante de artigos de viagem, Comerciante de artigos do vestuário e acessórios, Comerciante de artigos eróticos, Comerciante de artigos esportivos, Comerciante de artigos fotográficos e para filmagem, Comerciante de artigos funerários, Comerciante de artigos médicos e ortopédicos, Comerciante de artigos para habitação, Comerciante de artigos usados, Comerciante de bebidas, Comerciante de bicicletas e triciclos; peças e acessórios, Comerciante de bijuterias e artesanatos, Comerciante de brinquedos e artigos recreativos, Comerciante de cal, areia, pedra britada, tijolos e telhas, Comerciante de calçados, Comerciante de carvão e lenha, Comerciante de cestas de café da manhã, Comerciante de cosméticos e artigos de perfumaria, Comerciante de discos, CDs, DVDs e fitas, Comerciante de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo, Comerciante de embalagens, Comerciante de equipamentos de telefonia e comunicação, Comerciante de equipamentos e suprimentos de informática, Comerciante de equipamentos para escritório, Comerciante de extintores de incêndio, Comerciante de ferragens e ferramentas, Comerciante de flores, plantas e frutas artificiais, Comerciante de fogos de artifício, Comerciante de gás liqüefeito de petróleo (GLP), Comerciante de inseticidas e raticidas, Comerciante de instrumentos musicais e acessórios, Comerciante de laticínios, Comerciante de lubrificantes, Comerciante de madeira e artefatos, Comerciante de materiais de construção em geral, Comerciante de materiais hidráulicos, Comerciante de material elétrico, Comerciante de medicamentos veterinários, Comerciante de miudezas e quinquilharias, Comerciante de molduras e quadros, Comerciante de móveis, Comerciante de objetos de arte, Comerciante de peças e acessórios novos para veículos automotores, Comerciante de peças e acessórios para aparelhos eletroeletrônicos para uso doméstico, Comerciante de peças e acessórios para motocicletas e motonetas, Comerciante de peças e acessórios usados para veículos automotores, Comerciante de perucas, Comerciante de plantas, flores naturais, vasos e adubos, Comerciante de pneumáticos e câmaras-de-ar, Comerciante de produtos de limpeza, Comerciante de produtos de panificação, Comerciante de produtos de tabacaria, Comerciante de produtos farmacêuticos homeopáticos, Comerciante de produtos farmacêuticos, com manipulação de fórmulas, Comerciante de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas, Comerciante de produtos naturais, Comerciante de produtos para festas e natal, Comerciante de produtos para piscinas, Comerciante de produtos religiosos, Comerciante de redes para dormir, Comerciante de sistema de segurança residencial, Comerciante de tecidos, Comerciante de tintas e materiais para pintura, Comerciante de toldos e papel de parede, Comerciante de vidros, Compoteiro, Concreteiro, Confeccionador de carimbos, Confeccionador de fraldas descartáveis, Confeiteiro, Contador/técnico contábil, Costureira de roupas, exceto sob medida, Costureira de roupas, sob medida, Coveiro, Cozinheira que fornece refeições prontas e embaladas para consumo, Criador de animais domésticos, Criador de peixes ornamentais em água doce, Criador de peixes ornamentais em água salgada, Crocheteira, Cuidador de idosos e enfermos, Cunhador de moedas e medalhas, Curtidor de couro, Customizador de roupas. Dedetizador, Depiladora, Digitador, Disc Jockey (DJ) ou Video Jockey (VJ), Distribuidor de água potável em caminhão pipa, Doceira, Dublador, Editor de jornais, Editor de lista de dados e de outras informações, Editor de livros, Editor de revistas, Editor de vídeo, Eletricista de automóveis, Eletricista em residências e estabelecimentos comerciais, Encadernador/plastificador, Encanador, Engraxate, Entregador de malotes, Envasador e empacotador, Estampador de peças do vestuário, Esteticista, Esteticista de animais domésticos, Estofador. Atualizado Mês 10/2011 Página 91
92 Fabricante de absorventes higiênicos, Fabricante de açúcar mascavo, Fabricante de águas naturais, Fabricante de alimentos prontos congelados, Fabricante de amido e féculas de vegetais, Fabricante de artefatos de funilaria, Fabricante de artefatos estampados de metal, Fabricante de artefatos para pesca e esporte, Fabricante de artefatos têxteis para uso doméstico, Fabricante de artigos de cutelaria, Fabricante de aviamentos para costura, Fabricante de balas, confeitos e frutas cristalizadas, Fabricante de bolsas/bolseiro, Fabricante de brinquedos não eletrônicos, Fabricante de calçados de borracha, madeira e tecidos e fibras, Fabricante de calçados de couro, Fabricante de chá, Fabricante de cintos/cinteiro, Fabricante de conservas de frutas, Fabricante de conservas de legumes e outros vegetais, Fabricante de desinfestantes, Fabricante de embalagens de cartolina e papel-cartão, Fabricante de embalagens de madeira, Fabricante de embalagens de papel, Fabricante de especiarias, Fabricante de esquadrias metálicas, Fabricante de fios de algodão, Fabricante de fios de linho, rami, juta, seda e lã, Fabricante de fumo e derivados do fumo, Fabricante de geléia de mocotó, Fabricante de gelo comum, Fabricante de guarda-chuvas e similares, Fabricante de guardanapos e copos de papel, Fabricante de instrumentos musicais, Fabricante de jogos recreativos, Fabricante de laticínios, Fabricante de letreiros, placas e painéis não luminosos, Fabricante de luminárias e outros equipamentos de iluminação, Fabricante de malas, Fabricante de massas alimentícias, Fabricante de meias, Fabricante de mochilas e carteiras, Fabricante de painéis e letreiros luminosos, Fabricante de pão de queijo congelado, Fabricante de papel, Fabricante de partes de peças do vestuário facção, Fabricante de partes de roupas íntimas facção, Fabricante de partes de roupas profissionais facção, Fabricante de partes para calçados, Fabricante de produtos de perfumaria e de higiene pessoal, Fabricante de produtos de polimento, Fabricante de produtos de soja, Fabricante de produtos de tecido não tecido para uso odonto-médico-hospitalar, Fabricante de produtos derivados de carne, Fabricante de produtos derivados do arroz, Fabricante de rapadura e melaço, Fabricante de refrescos, xaropes e pós para refrescos, Fabricante de roupas íntimas, Fabricante de sabões e detergentes sintéticos, Fabricante de sucos de frutas, hortaliças e legumes, Fabricante de velas, inclusive decorativas, Farinheiro de mandioca, Farinheiro de milho, Ferramenteiro, Ferreiro/forjador, Filmador, Fornecedor de alimentos preparados para empresas, Fosseiro (limpador de fossa), Fotocopiador, Fotógrafo, Fotógrafo aéreo, Fotógrafo submarino, Funileiro / Lanterneiro. Galvanizador, Gesseiro, Gravador de carimbos, Guardador de móveis, Guia de turismo, Guincheiro (reboque de veículos). Humorista. Instalador de antenas de TV, Instalador de equipamentos de segurança domiciliar e empresarial, sem prestação de serviços de vigilância e segurança, Instalador de equipamentos para orientação à navegação marítima, fluvial e lacustre, Instalador de isolantes acústicos e de vibração, Instalador de isolantes térmicos, Instalador de máquinas e equipamentos industriais, Instalador de painéis publicitários, Instalador de rede de computadores, Instalador de sistema de prevenção contra incêndio, Instalador e Reparador de acessórios automotivos, Instalador e Reparador de elevadores, escadas e esteiras rolantes, Instalador e Reparador de sistemas centrais de ar condicionado, de ventilação e refrigeração, Instrutor de arte e cultura em geral, Instrutor de artes cênicas, Instrutor de cursos gerenciais, Instrutor de cursos preparatórios, Instrutor de idiomas, Instrutor de informática, Instrutor de música. Jardineiro, Jornaleiro. Lapidador, Lavadeira de roupas, Lavadeira de roupas profissionais, Lavador de estofado e sofá, Lavador e polidor de carro, Livreiro, Locador de andaimes, Locador de aparelhos de jogos Atualizado Mês 10/2011 Página 92
93 eletrônicos, Locador de equipamentos científicos, médicos e hospitalares, sem operador, Locador de equipamentos recreativos e esportivos, Locador de fitas de vídeo, DVDs e similares, Locador de instrumentos musicais, Locador de livros, revistas, plantas e flores, Locador de máquinas e equipamentos agrícolas sem operador, Locador de máquinas e equipamentos para construção sem operador, exceto andaimes, Locador de máquinas e equipamentos para escritório, Locador de material médico, Locador de móveis e utensílios, inclusive para festas, Locador de objetos do vestuário, jóias e acessórios, Locador de outras máquinas e equipamentos comerciais e industriais não especificados anteriormente, sem operador, Locador de palcos, coberturas e outras estruturas de uso temporário, exceto andaimes, Locutor de mensagens fonadas e ao vivo. Mágico, Manicure/Pedicure, Maquiador, Marceneiro, Marmiteiro, Mecânico de motocicletas e motonetas, Mecânico de veículos, Merceeiro/vendeiro, Mergulhador (escafandrista), Mestre de obras, Moendeiro, Montador de móveis, Montador e Instalador de sistemas e equipamentos de iluminação e sinalização em vias públicas, portos e aeroportos, Motoboy, Mototaxista, Moveleiro, Moveleiro de móveis metálicos. Oleiro, Operador de marketing direto, Organizador municipal de excursões em veículo próprio, Ourives. Padeiro, Panfleteiro, Papeleiro, Pastilheiro, Pedreiro, Peixeiro, Pintor de automóveis, Pintor de parede, Pipoqueiro, Pirotécnico, Pizzaiolo em domicílio, Poceiro/Cisterneiro/Cacimbeiro, Produtor de pedras para construção, não associada à extração, Professor particular, Promotor de eventos, Promotor de turismo local, Promotor de vendas, Proprietário de albergue não assistencial, Proprietário de bar e congêneres, Proprietário de camping, Proprietário de cantinas, Proprietário de carro de som para fins publicitários, Proprietário de casa de chá, Proprietário de casa de sucos, Proprietário de casas de festas e eventos, Proprietário de estacionamento de veículos, Proprietário de fliperama, Proprietário de hospedaria, Proprietário de lanchonete, Proprietário de pensão, Proprietário de restaurante, Proprietário de sala de acesso à internet, Proprietário de salão de jogos de sinuca e bilhar. Queijeiro/manteigueiro, Quitandeiro, Quitandeiro ambulante. Recarregador de cartuchos para equipamentos de informática, Reciclador de borracha, madeira, papel e vidro, Reciclador de materiais metálicos, exceto alumínio, Reciclador de materiais plásticos, Reciclador de sucatas de alumínio, Redeiro, Relojoeiro, Removedor e exumador de cadáver, Rendeira, Reparador de aparelhos e equipamentos para distribuição e controle de energia elétrica, Reparador de artigos e acessórios do vestuário, Reparador de balanças industriais e comerciais, Reparador de baterias e acumuladores elétricos, exceto para veículos, Reparador de bicicleta, Reparador de brinquedos, Reparador de cordas, velames e lonas, Reparador de embarcações para esporte e lazer, Reparador de equipamentos esportivos, Reparador de equipamentos hidráulicos e pneumáticos, exceto válvulas, Reparador de equipamentos médico-hospitalares não-eletrônicos, Reparador de extintor de incêndio, Reparador de filtros industriais, Reparador de geradores, transformadores e motores elétricos, Reparador de guarda chuva e sombrinhas, Reparador de instrumentos musicais, Reparador de máquinas de escrever, calcular e de outros equipamentos não-eletrônicos para escritório, Reparador de máquinas e aparelhos de refrigeração e ventilação para uso industrial e comercial, Reparador de máquinas e aparelhos para a indústria gráfica, Reparador de máquinas e equipamentos para a indústria da madeira, Reparador de máquinas e equipamentos para a indústria têxtil, do vestuário, do couro e calçados, Reparador de máquinas e equipamentos para agricultura e pecuária, Reparador de máquinas e equipamentos para as indústrias de alimentos, bebidas e fumo, Reparador de máquinas Atualizado Mês 10/2011 Página 93
94 motrizes não-elétricas, Reparador de máquinas para bares e lanchonetes, Reparador de máquinas para encadernação, Reparador de máquinas, aparelhos e equipamentos para instalações térmicas, Reparador de móveis, Reparador de panelas (paneleiro), Reparador de tanques, reservatórios metálicos e caldeiras, exceto para veículos, Reparador de toldos e persianas, Reparador de tonéis, barris e paletes de madeira, Reparador de tratores agrícolas, Reparador de veículos de tração animal, Restaurador de instrumentos musicais históricos, Restaurador de jogos acionados por moedas, Restaurador de livros, Restaurador de obras de arte, Restaurador de prédios históricos, Retificador de motores para veículos automotores, Revelador de filmes fotográficos. Salgadeira, Salineiro/extrator de sal marinho, Salsicheiro/linguiceiro, Sapateiro, Seleiro, Sepultador, Serigrafista, Serigrafista publicitário, Serralheiro, Sintequeiro, Soldador / Brasador, Sorveteiro, Sorveteiro ambulante. Tanoeiro, Tapeceiro, Tatuador, Taxista, Tecelão, Tecelão de algodão, Técnico de manutenção de computador, Técnico de manutenção de eletrodomésticos, Técnico de manutenção de telefonia, Telhador, Tintureiro, Torneiro mecânico, Tosador de animais domésticos, Tosquiador, Transportador aquaviário para passeios turísticos, Transportador de escolares, Transportador de mudanças, Transportador marítimo de carga, Transportador municipal de cargas não perigosas (carreto), Transportador municipal de passageiros sob frete, Transportador municipal de travessia por navegação, Transportador municipal hidroviário de cargas, Tricoteira. Vassoureiro, Vendedor ambulante de produtos alimentícios, Vendedor de aves vivas, coelhos e outros pequenos animais para alimentação, Verdureiro, Vidraceiro de automóveis, Vidraceiro de edificações, Vinagreiro. ANEXO 2 RELATÓRIO MENSAL DAS RECEITAS BRUTAS RELATÓRIO MENSAL DAS RECEITAS BRUTAS CNPJ: Empreendedor individual: Período de apuração: RECEITA BRUTA MENSAL REVENDA DE MERCADORIAS (COMÉRCIO) I Revenda de mercadorias com dispensa de emissão de documento fiscal II Revenda de mercadorias com documento fiscal emitido III Total das receitas com revenda de mercadorias (I + II) RECEITA BRUTA MENSAL VENDA DE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (INDÚSTRIA) IV Venda de produtos industrializados com dispensa de emissão de documento fiscal V Venda de produtos industrializados com documento fiscal emitido VI Total das receitas com venda de produtos R$ R$ R$ R$ R$ R$ Atualizado Mês 10/2011 Página 94
95 industrializados (IV + V) RECEITA BRUTA MENSAL PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS VII Receita com prestação de serviços com dispensa de emissão de documento fiscal VIII Receita com prestação de serviços com documento fiscal emitido IX Total das receitas com prestação de serviços (VII + VIII) X - Total geral das receitas brutas no mês (III + VI + IX) LOCAL E DATA: R$ R$ R$ R$ ASSINATURA DO EMPRESÁRIO: ENCONTRAM-SE ANEXADOS E ESTE RELATÓRIO: - Os documentos fiscais comprobatórios das entradas de mercadorias e serviços tomados referentes ao período; - As notas fiscais relativas às operações ou prestações realizadas eventualmente emitidas. Atualizado Mês 10/2011 Página 95
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