ORIENTAÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO DE REDES

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ORIENTAÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO DE REDES"

Transcrição

1 ORIENTAÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO DE REDES Organização Secretaria de Estado da Criança e da Juventude Thelma Alves de Oliveira Aline Pedrosa Fioravante Juliana Biazze Feitosa Rebeca Gualda Michelato Cardoso Ticyana Begnini Curitiba 2010

2 ORIENTAÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO DE REDES Versão Preliminar Direitos reservados desta edição por Secretaria de Estado da Criança e da Juventude Rua Hermes Fontes, 315. Batel. Curitiba - PR Fone: (41) Organização Secretaria de Estado da Criança e da Juventude Thelma Alves de Oliveira Aline Pedrosa Fioravante Juliana Biazze Feitosa Rebeca Gualda Michelato Cardoso Ticyana Begnini Colaboração Carmen Regina Ribeiro Katia Margarete Ferreira da Rosa Larissa Marsolik Tissot Paula Cristina Calsavara Regina Bergamaschi Bley Samanta Krevoruczka Capa Mariana Baggio Diagramação Artes e Textos Impressão Imprensa Oficial Dados internacionais de catalogação na publicação Bibliotecária responsável: Mara Rejane Vicente Teixeira Orientações para implementação de redes. Versão preliminar. / organização: Thelma Alves de Oliveira, Curitiba, PR : Secretaria de Estado da Criança e da Juventude, páginas. 30 cm. ISBN Inclui bibliografia 1. Crianças e violência - Brasil. 2. Adolescentes e violência - Brasil. 3. Direitos das crisnças - Brasil. 4. Direitos dos adolescentes - Brasil. I. Oliveira, Thelma Alves de. CDD (22ª ed.)

3 ORLANDO PESSUTI Governador do Estado NEY CALDAS Secretário Chefe da Casa Civil THELMA ALVES DE OLIVEIRA Secretária de Estado da Criança e da Juventude e Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente ALINE PEDROSA FIORAVANTE Coordenadora de Ações Protetivas da Secretaria de Estado da Criança e da Juventude

4

5 CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE CEDCA/PR MANDATO Thelma Alves de Oliveira Presidente Luciano Antônio da Rosa Vice-Presidente CONSELHEIROS TITULARES E SUPLENTES Conselheiros Titulares Ires Damian Scuzziato Centro Comunitário e Social Dorcas Hélio Cândido do Carmo Guarda Mirim de Foz do Iguaçu Ana Paula Ribeirete Baena Ass. Hospitalar de Proteção à Infância Dr Raul Carneiro Hospital Pequeno Príncipe Amanda Sawaya Novak Ass. Brasileira de Educação e Cultura - ABEC Janaína Fátima de Souza Rodrigues Fundação Iniciativa Zelinda Zangiski Instituto Salesiano de Assistência Jacqueline Marçal Micali Instituto Leonardo Murialdo Gleyson Fernandes Reis Lar Sagrada Família Luciano Antonio da Rosa Ass. De Conselhos Tutelares da Regional de Campo Mourão - ACONTURCAM Maestelli Menezes Médici Ass. De Proteção à Maternidade e a Infância APMI de Mamborê Luciane Fernandes Vieira Entidade Assistencial Casa de Passagem Filhos de Deus Micheli de Almeida Vieira Instituto Educacional Dom Bosco Conselheiros Suplentes Rejane Marlene Linck Neumann Centro Comunitário e Social Dorcas André dos Santos Guarda Mirim de Foz do Iguaçu Ety Cristina Forte Carneiro Ass. Hospitalar de Proteção à Infância Dr Raul Carneiro Hospital Pequeno Príncipe Francisco Antônio Monteiro Lemos Ass. Brasileira de Educação e Cultura - ABEC Patrícia Xavier Silva Fundação Iniciativa Jane Pereira da Silva Instituto Salesiano de Assistência Mariana Virgínia Meurer Instituto Leonardo Murialdo Valéria Claudino do Nascimento Lar Sagrada Família Zilda Inglez Modena Ass. De Conselhos Tutelares da Regional de Campo Mourão - ACONTURCAM Nadir Aparecida da Silva Fantin Ass. De Proteção à Maternidade e a Infância APMI de Mamborê Heron Vieira Oleano Entidade Assistencial Casa de Passagem Filhos de Deus Márcia Izabel Jacomel Instituto Educacional Dom Bosco

6 Aramis Chagas Borges Casa Civil Solange Maria Rodrigues Cunha Secretaria de Estado da Educação - SEED Tamára Enke Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania - SEJU Daniel Aníbal Fresia Schorr Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral - SEPL Nicéia Brandão Lemes Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social - SETP Márcia Tavares dos Santos Secretaria de Estado da Segurança Pública - SESP Cláudio Benito Antunes Ribeiro Paraná Esporte Silmara Cristina Sartori Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - SETI Cleonice Miranda Secretaria de Estado da Cultura - SEEC Thelma Alves de Oliveira Secretaria de Estado da Criança e da Juventude - SECJ Ângela Cristina Pistelli Secretaria de Estado da Saúde - SESA Marcelo Alvarenga Panizzi Assembléia Legislativa do Paraná - ALEP Álvaro Miguel Rychuv Casa Civil Sandro Cavalieri Savóia Secretaria de Estado da Educação - SEED Sônia Alice Felde Maia Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania - SEJU Rosita Márcia Wilner Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral - SEPL Carmen Cristina P. S. Zadra Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social - SETP Ana Cláudia Machado Secretaria de Estado da Segurança Pública - SESP Cláudia Luciane Zanetti Paraná Esporte Edemir Reginaldo Maciel Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - SETI Elizabete Turin dos Santos Secretaria de Estado da Cultura - SEEC Aline Pedrosa Fioravante Secretaria de Estado da Criança e da Juventude - SECJ Sidneya Marques Secretaria de Estado da Saúde - SESA Márcia Tavares dos Santos Secretária Executiva

7 SUMÁRIO PALAVRA DA SECRETÁRIA...9 PREFÁCIO A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA NO DECORRER DA HISTÓRIA 1.1 Ser criança e adolescente Aspectos históricos da atenção à infância e adolescência As políticas públicas para a Infância e a Juventude CONSIDERAÇÕES SOBRE REDES DE PROTEÇÃO 2.1 Concepções e definições Principais características da rede Motivação para o trabalho em rede Pontos da Rede CONSTITUIÇÃO DE REDES DE PROTEÇÃO 3.1 Detalhamento dos passos para a Formação de Redes Diagnóstico Participativo Mobilização Composição da Rede de Serviços Composição das Comissões Regionais ou Municipais Papéis e responsabilidades dos atores da rede Conquista de Adesão Política Fluxo de comunicação e informação Qualificação dos profissionais CONSIDERAÇÕES FINAIS ALGUMAS FONTES IMPORTANTES PARA O FORTALECIMENTO DAS REDES DE PROTEÇÃO...45 REFERÊNCIAS...55

8

9 PALAVRA DA SECRETÁRIA É com grande satisfação que em nome de nossa equipe e dos companheiros parceiros das ações de formação de redes de proteção de crianças e adolescentes lançamos a presente publicação. Ao cumprir parte de sua competência institucional, a Secretaria de Estado da Criança e da Juventude tem adotado a produção e sistematização de conhecimento como uma de suas linhas de ação. Fruto de estudos, reflexões e aprendizados a partir da prestação direta de serviço ou da articulação de políticas públicas. Tais publicações buscam organizar um conjunto de informações a serem utilizadas como subsídios ao Programa de Formação Continuada dos Atores do Sistema de Garantia dos Direitos e também como instrumentos concretos de trabalho cotidiano dos profissionais que atuam nesta área. O presente material reflete parte da trajetória percorrida para constituir e fortalecer redes de proteção de crianças e adolescentes em movimentos de articulação das esferas estadual e municipal, assim como dos setores da saúde, educação, assistência social, segurança pública e garantia dos direitos das crianças e adolescentes, entre outros. Tudo isso para potencializar as ações de enfrentamento à violência contra criança e de combate ao trabalho infantil, assim como aquelas de redução de riscos e violações de direitos. A partir deste movimento está sendo possível compartilhar alguns significados aprendidos sobre como trabalhar em rede: a) significa o reconhecimento das incompletudes institucionais e não das ausências e omissões; b) significa a solidariedade político-social no lugar do ganha-ganha neoliberal; c) a capacidade de absorção das diferentes óticas e não o confronto de leituras e entendimentos; d) significa a visão do todo e não a soma das partes; e) a habilidade em se estabelecer acordos e consensos e não as vaidades setoriais; enfim, o desenvolvimento conjunto, a colaboração mútua, e, acima de tudo, significa a construção de um modo de intervir de forma coletiva, consequente e co-responsável. Assim, trabalhar em rede é um meio potente, todavia o fim está em promover cidadania de nossas crianças e adolescentes. Hoje como realidade concreta e formadora. Amanhã como destino das gerações. Sendo assim, sistematizar conhecimento sobre o trabalho em rede além de contribuir com a atuação dos profissionais do SGD, num primeiro plano, resgata a noção de colaboração e inspira um novo modo de ser e fazer política pública e de construir futuros. Sigamos em frente, pois há muito ainda a se fazer e acontecer. Thelma Alves de Oliveira Secretária de Estado da Criança e da Juventude e Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente Orientações para implementação de redes 9

10

11 PREFÁCIO Tratar a violência no âmbito das Políticas Públicas de alcance social e não apenas na esfera da segurança pública é uma prática recente e que ainda se debate entre propostas e metodologias, muitas vezes, antagônicas entre si. A tarefa é complexa e começa pela necessidade de reconhecer e diferenciar as várias formas de manifestação da violência na sociedade, identificando os principais atores envolvidos tanto na posição de vítimas como de ofensores, bem como, suas causas e sua gênese. A violência das ruas, dos assaltos, dos roubos, do tráfico de drogas, do crime organizado, que está estampada diariamente na mídia, oferece maior ou menor risco às pessoas dependendo do lugar onde moram e circulam, da condição social e de gênero, da idade. Os dados apontam os homens jovens, negros, de baixa escolaridade, como as principais vítimas deste tipo de violência. No entanto, uma das manifestações menos visíveis, mas não menos penosas da violência é aquela que acontece dentro das casas, no seio das famílias, afetando as relações familiares e atingindo seus membros mais frágeis as crianças e os adolescentes. 1 De acordo com os dados dos Conselhos Tutelares do Paraná referentes a , foram registradas violações de direitos contra crianças e adolescentes, o que significa 152 casos registrados, em média, por dia. Em 41,63% dos registros o direito violado refere-se à convivência familiar e comunitária, sendo a inadequação do convívio familiar e a ausência deste convívio, os principais motivos. Em segundo lugar, em ordem de importância, com 25% dos casos, estão as violações ao direito à liberdade, respeito e dignidade e com 23,74% o direitos de acesso à educação, cultura, esporte e lazer. Dessa forma, pode-se afirmar que o agente violador é, principalmente, a família e a administração pública. Sabe-se que o que chega ao Conselho Tutelar é apenas uma pequena parte do que de fato acontece na realidade. Assim, pode-se estimar uma proporção muito maior de crianças e adolescentes que necessitam de proteção. Este é o primeiro desafio a ser enfrentado, romper com a invisibilidade, com a lei do silêncio, sem cometer uma nova violência, sem expor crianças, adolescentes e suas famílias, sem estigmatizar. O que se busca é proteger a criança e o adolescente e oferecer condições para que as relações familiares possam se recompor e a casa seja o lugar que oferece segurança, dignidade e respeito a todos os seus membros. 1 Rede de Proteção às Vítimas de Violência Doméstica Crianças, Adolescentes, Mulheres e Idosos. Volume I. Manual de Atendimento. Piraquara SIPIA/NBB/MJ Paraná Orientações para implementação de redes 11

12 A proposta de implantação das Redes de Proteção responde à necessidade de intervenção positiva na gênese da violência, especialmente daquela que se pratica dentro das casas e das instituições, e que tem na criança e no adolescente suas vítimas preferenciais. A utilização da expressão Rede - traz uma idéia muito forte de tessitura, de articulação, de integração, de pontos que se interconectam. Serviços isolados não formam uma rede. Falar em rede implica em colocar em prática conceitos há muito difundidos como a intersetorialidade e a transetorialidade, mas pouco vivenciados pelas organizações sociais. Tais organizações, tanto governamentais como não governamentais são estruturadas e agem, na maioria das vezes, de forma setorizada, refletindo as clausuras das disciplinas. Tal aparato governamental é todo fatiado por conhecimentos, por saberes, por corporações. 3, Entender as pessoas e as famílias como totalidades e seus problemas como reflexo das condições reais de vida e de inserção no espaço social é o ponto inercial para a condução de uma nova dinâmica para o trabalho social, para a valorização de metodologias que propiciem a integração de saberes, a interconexão de serviços para traçar estratégias de atuação conjunta. Tão importante quanto contar com recursos, implantar novos serviços, contratar equipes é saber para onde caminhar, é ter uma metodologia de atuação que seja capaz de dar conta da complexidade social da realidade com a qual se propõe a atuar e a impactar positivamente. Pensar em rede, trabalhar em rede é a possibilidade de romper a inércia do trabalho e das organizações piramidais e burocráticas e se aproximar da complexidade real da dinâmica dos grupos sociais que requerem a atuação de educadores, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da saúde, da segurança pública, dos operadores do direito. O presente documento fundamenta conceitos e sugere caminhos para a construção de redes de serviços, porém, a principal ferramenta que os profissionais dispõem para este empreendimento é a sua capacidade de articulação e sua disposição em alargar os limites institucionais na perspectiva da inclusão e do acolhimento. Carmen Regina Ribeiro 4 Socióloga Consultora em Políticas Públicas 3 Inojosa, Rose Marie. Sinergia em políticas e serviços públicos: desenvolvimento social com intersetorialidade. Cadernos FUNDAP nº 22, p Consultora na Revisão do Plano Estadual de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes no ano de Orientações para implementação de redes

13 1. A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA NO DECORRER DA HISTÓRIA 1.1 Ser criança e adolescente Historiadores revelam que até o século XVIII a criança não era reconhecida como um sujeito que possuía peculiaridades que a diferenciavam dos adultos, sendo entendida como um adulto em miniatura. Anteriormente à modernidade inexistia um sentimento ou uma consciência da diferença da criança diante do adulto. De acordo com Philippe Ariès, é mais provável que não houvesse lugar para a infância nas sociedades antigas. O fato é que até o século XII a infância era desconhecida, ou não representada. Ao longo dos séculos XV e XVI e, mais precisamente, durante o século XVII, foram surgindo representações de crianças na pintura e literatura. O retrato refletia o espaço que a criança ganhava na consciência social e o surgimento de um sentimento novo da sociedade para com ela. Foi nesse século também que os retratos de família tenderam a se organizar em torno da criança, que se tornou o centro da composição (ARIÉS, 2006, 65). As imagens das crianças celestes, angelicais e endeusadas foram sendo superadas pelas imagens de crianças reais, históricas, com determinadas feições, com vestimentas específicas e com identidades particulares (OLIVEIRA, 1989). Assim, a partir do século XVII, a sociedade passa a consolidar essa trajetória da infância, reconhecendo, primordialmente, a condição da criança das classes dominantes. A criança passa, então, a existir como objeto de conhecimento e de afeto e a ser pensada a partir de alguns referenciais, tais como: improdutividade, irresponsabilidade, fragilidade, dependência, inocência, ternura, vulnerabilidade, alheamento à problemática das relações sociais e políticas etc. (OLIVEIRA, 1989). Orientações para implementação de redes 13

14 Todavia, as autoras Boarini e Borges (1998), enfatizam que essa nova mentalidade diante da criança não aconteceu por obra do acaso; adveio das transformações sociais inerentes ao modo de produção capitalista. Nessa nova organização social, descobre-se a criança enquanto força de trabalho. Mas será que esse modelo de infância ainda persiste? E a criança das classes populares? Ela chegou a integrar esse projeto moderno de infância? Se tomarmos como base a prática histórica do trabalho precoce, perceberemos que o papel da infância como sinônimo de fragilidade, dependência, improdutividade etc., é reconhecido apenas nas classes dominantes, embora a rigor de lei a idéia de infância também tenha sido historicamente reconhecida para todas as crianças das classes populares (Boarini e Borges,1998). A partir do apontamento desse paradoxo, as autoras nos revelam o quanto ainda é um desafio garantir a proteção integral a todas as crianças e adolescentes. No que se refere à adolescência, um dos pioneiros a realizar um trabalho voltado para esta população, segundo Nérici (1969), foi o psicólogo americano Stanley Hall, que tentou sistematizar os principais problemas da adolescência. Ele a caracterizava como um estágio de transição e turbulência na humanidade, marcado por conflito e tensões, resultantes da interação de fatores biológicos e ambientais. Além de Stanley Hall, outros estudiosos apresentaram também uma importante contribuição acerca do conhecimento sobre o adolescente, dentre eles: Debesse, Charlotte Buhler, Spranger, Vermeylen, Garrison Gemello, Gesell e Freud, entre outros. Ao analisarmos os estudos existentes, observamos que as diferentes teorias psicológicas sobre a adolescência ainda a caracteriza como uma etapa conflituosa, natural e necessária para o desenvolvimento. Entretanto, cabe enfatizar que a teoria sóciohistórica trouxe uma grande contribuição ao não considerá-la como uma fase natural do desenvolvimento, mas sim como uma criação histórica da humanidade construída a partir de necessidades dos grupos sociais. Compreender a adolescência como uma construção histórico-social implica pensála como um conceito plural, dinâmico e variável segundo a classe social, a religião, a etnia, o gênero, etc. Precisamos transcender a visão romântica, marcada por comportamentos típicos estereotipados, que não representa de fato o adolescente concreto, com o qual nos deparamos (OLIVEIRA; EGRY, 2008). Por fim, ao pensarmos a adolescência, segundo Herrán (1997), precisamos dirigir o olhar para: superar a tentação de unir velhos modelos a novos dados, muitas vezes contraditórios; ultrapassar as propostas que ressaltam o caráter de crise, não representativo da maioria dos adolescentes; estudar a adolescência interligada com outras fases da vida como um contínuo e não necessariamente interrompida de forma radical e romper o caráter de passagem crítica, ritualista e fornecer progressivamente conhecimento, habilidades e técnicas que ajudem o jovem a atender e assimilar suas próprias mudanças. 14 Orientações para implementação de redes

15 1.2 Aspectos históricos da atenção à infância e adolescência A partir do século XX, as crianças e adolescentes que necessitavam da intervenção do Estado para sobreviverem e terem assegurado seus direitos fundamentais foram nomeadas, até o surgimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), como MENORES. Eram considerados menores, os jovens filhos de famílias trabalhadoras de baixa renda que se encontravam em situação de risco (autores de infração penal, crianças com desvio de conduta, vítimas de maus-tratos, abandonados, portadores de deficiências). A história da política social brasileira de atendimento à criança e ao adolescente em situação de risco inicia-se no final do século XIX e início do século XX, sendo o ano de 1693 marcado pela demonstração oficial de proteção à infância (PEREIRA, 2008). Neste período, o Governador Antônio Paes de Sane alerta o Rei sobre a situação de abandono de crianças e adolescentes na cidade do Rio de Janeiro e este determina que a Câmara tome providências com o intuito de protegê-los. Alegando falta de recursos, esta por sua vez recorre à Santa Casa, que já acolhia as crianças deixadas em sua porta e os órfãos de falecidos, nas enfermarias. Na revisão literária de Pereira (2008), há o destaque para outra medida tomada como tentativa de acolher estas crianças abandonadas e negligenciadas no fim do século XIX: a criação da roda dos expostos idealizada por Romão de Mattos Duarte. A primeira roda dos expostos foi instalada no ano de 1811 no corredor do trem, próximo a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Tratava-se de uma grande roda giratória para recolher crianças abandonadas, sem a necessidade de seus responsáveis se identificarem. Ao serem depositadas na roda as crianças eram cuidadas, inclusive amamentadas por amas de leite, sob a supervisão de uma profissional regente. Para Pereira (2008), a partir do final século XIX, começam a ocorrer mudanças estruturais na assistência à infância. Primeiramente, o pobre vai deixando de ser propriedade exclusiva e instrumento de poder da Igreja Católica, por meio do surgimento da filantropia. Esta se desatrela da caridade, transforma-se em uma política de assistência que objetiva não mais a esmola, mas sim a reintegração social dos DESAJUSTADOS. Com o retorno da intervenção do Estado no espaço social, no século XX, verifica-se o aparecimento de um novo modelo de assistência à infância, embasado na ciência, principalmente na medicina, no direito e na pedagogia. A assistência caritativa, religiosa começa a ceder espaço a um modelo de assistência calcado na racionalidade científica onde o método, a sistematização e a disciplina têm prioridade sobre a piedade e o amor cristão (RIZZINI, 1990 p. 80). Gomide (1998) aponta que a atenção à infância pode ser dividida, pelo menos em três fases. Até o começo do século XX os programas de assistência ao MENOR estavam sobre a responsabilidade da assistência médica. As ações voltavam-se para os ensinamentos sobre a higienização. O foco era a garantia do bem estar e da saúde. A segunda fase ocorre a partir da promulgação do primeiro Código de Menores em 1927, período caracterizado pela criação de colônias correcionais para a reabilitação de delinquentes e abandonados. A terceira fase advém com a criação do Serviço de Assistência aos Menores (SAM) e, posteriormente, a Fundação Nacional do Bem Estar do Menor (FUNABEM), momento em Orientações para implementação de redes 15

16 que o Estado assume a tutela do MENOR ABANDONADO OU INFRATOR. A política de atendimento passa a ter um caráter assistencialista, e neste período surgem as FEBEMS estaduais. O Código de Menores (Código Mello Mattos), segundo as autoras Pereira e Mestriner (1999), reafirma práticas de segregação e confinamento e coloca o juiz de direito como autoridade máxima na solução de conflitos. Em 1975, a partir da lei 6.697/79, este Código passa por atualizações, todavia, mantém a concepção de anormalidade atrelada ao menor infrator, criando-se a figura do chamado MENOR EM SITUAÇÃO IRREGULAR. Enquadrava-se nesta condição autores de infração penal, crianças com desvio de conduta, vítimas de maus-tratos e em situação de vulnerabilidade social. Com a revisão do Código de Menores criou-se regras de competências que definiam as atribuições do juiz e do Ministério Público. Nota-se ainda uma ampla discricionariedade do poder do juiz na condução do processo e restrição de garantias processuais aos menores. Ainda, conforme as autoras supracitadas, é na década de oitenta que emergem os movimentos sociais em defesa dos direitos da criança e do adolescente liderados pela população, estudantes, intelectuais e entidades. Dentre eles destaca-se o Movimento dos Meninos e Meninas de Rua. A mobilização popular resultou no desenho de uma nova política de atenção à criança e ao adolescente e a ruptura da Doutrina da Situação Irregular. Em 13 de julho de 1990 aprova-se o Estatuto de Criança e do Adolescente, sustentado pela DOUTRINA DA PROTEÇÃO INTEGRAL que afirma o valor da criança e do adolescente como ser humano e o respeito a sua condição peculiar de desenvolvimento, transformando crianças e adolescentes em sujeitos destinatários de proteção integral por parte da família, da sociedade e do Estado. Concomitantemente ao surgimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, o Brasil ratifica a Convenção sobre os Direitos da Criança, promulgada pelas Nações Unidas, e a criança passa a ter PRIORIDADE ABSOLUTA no acesso às políticas públicas. A Convenção sobre os Direitos da Criança tornou-se um importante instrumento de proteção dos direitos humanos das crianças e dos adolescentes, uma vez que superou, definitivamente, concepções que os colocavam como OBJETO de intervenção da família, do Estado e da sociedade e estabeleceu obrigações diferenciadas para estas instâncias (BRASIL, 2005). Com o advento do Estatuto da Criança e do Adolescente a criança e o adolescente recebem o legado de SUJEITOS DE DIREITOS, entretanto, a travessia da condição de menor para a de sujeito de direitos, conforme ressalta Ozella (2003) requer um processo de construção, desconstrução e reconstrução das relações sociais e políticas. 1.3 As políticas públicas para a Infância e a Juventude Estudos apontam que as Guerras Mundiais deflagraram a necessidade de se proteger à infância, entretanto, até a década de 80, as ações práticas e políticas se ancorava na Doutrina da Situação Irregular. Nota-se que ela se transforma em política pública, no Brasil, com a Promulgação da Constituição Federal de 1988 e do Estatuto da Criança e do Adolescente, em Orientações para implementação de redes

17 A partir deste período, a criança e o adolescente adquirem o legado de sujeitos de direitos, que requerem um atendimento integral que considere suas potencialidades e vulnerabilidades. É na esfera das políticas públicas que consolida-se o papel do Estado na promoção, proteção e defesa dos direitos universais. Estas se sustentam na Doutrina da Proteção Integral, que em seu escopo formula respostas frente à violação de direitos, conferindo um lugar mais efetivo para as crianças e adolescentes nas relações de cidadania. Essa doutrina é expressa com clareza pelo artigo 227 da Constituição da República que estabelece como dever da família, da sociedade e do Estado de assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, violência, crueldade e opressão (BRASIL, 1988). Neste sentido, podemos compreender o papel das políticas públicas na superação da condição de vulnerabilidade de crianças e jovens em suas famílias. Para tanto, precisamos reconhecê-los segundo uma perspectiva dupla, na qual eles seriam, por um lado, receptores de serviços públicos que buscassem enfrentar a equação desigualdades sociais e exclusão social; e, por outro lado, atores estratégicos no desenvolvimento de sociedades mais igualitárias e democráticas (ABRAMOVAY, 2002). É preciso deixar demarcado que a criança e o adolescente são competentes e têm capacidade de formular interpretações da sociedade, sobre o outro e sobre si. As políticas públicas precisam adotar uma perspectiva que privilegie a formação da criança, enfatize o desejo, à vontade dos jovens e que facilite suas participações na elaboração, aplicação e avaliação de políticas públicas. Conforme Abramovay (2002) em recente publicação da UNESCO, sobre projetos sociais bem sucedidos envolvendo jovens em situação de vulnerabilidade social, o protagonismo juvenil aparece como importante contraponto à violência e exclusão social. Ele é parte de um método de educação para a cidadania que privilegia o desenvolvimento de atividades em que o jovem ocupe uma posição de centralidade, onde sua opinião e participação são valorizadas. Observou-se que tal metodologia contribuiu para dar-lhes sentidos positivos e para a construção de novos projetos de vida, ao mesmo tempo em que os conduziram à reconstrução de valores éticos, como os de solidariedade e responsabilidade social. Por fim, entendemos que a proteção às crianças e aos adolescentes é assegurada mediante ações de garantia de direitos embasadas em uma perspectiva integrada e articulada que se materializa por meio da consolidação de uma rede de proteção formada entre as esferas de governo, os diversos setores organizados da sociedade e as demais políticas intersetoriais. Orientações para implementação de redes 17

18

19 2. CONSIDERAÇÕES SOBRE REDES DE PROTEÇÃO 2.1 Concepções e definições A idéia de trabalho em rede é amplamente difundida na atualidade, porém as concepções sobre esta metodologia de trabalho e sobre o conceito de redes de proteção são diversificados. A seguir, apresentaremos as concepções e definições que estão alinhadas com as diretrizes da Política Estadual de Promoção, Proteção e Defesa de Direitos de Crianças e de Adolescentes. O termo rede tem sido frequentemente utilizado para designar as articulações entre indivíduos, organizações, cidades, estados ou países. Redes traduzem a idéia de interdependência, reciprocidade e complementariedade. O Comitê Nacional de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual Comercial tem compreendido a rede como um padrão operacional que prima pela descentralização na tomada de decisões, democracia, flexibilidade, dinamismo de sua estrutura, alto grau de autonomia de seus membros e horizontalidade das relações entre seus membros (BRASIL, 2006). A rede sugere uma teia de vínculos, relações e ações entre indivíduos e organizações. Ela é um espaço aberto ao pluralismo de idéias e à diversidade cultural. Neste espaço se produz uma visão compartilhada da realidade, se articulam diferentes tipos de recursos e Orientações para implementação de redes 19

20 se conduzem ações de forma cooperada. Deste modo, a Rede de Proteção não pressupõe um novo conceito ou um novo serviço, mas sinaliza a necessidade de uma concepção que valoriza a integração e a intersetorialidade. Ampliar parceiros, envolver instituições governamentais e não governamentais e a comunidade são algumas diretrizes que norteiam a Rede de Proteção (BRASIL, 2006, p.16). 2.2 Principais características da rede A seguir, destacamos características que, segundo nosso entendimento, são centrais para o trabalho em rede. Dinamismo: A rede é uma estrutura flexível, dinâmica e em movimento. Ela é multifacetada. Cada retrato da rede, tirado em momentos diferentes, revelará uma face nova; existir; Participação: A cooperação é a que a faz funcionar, sem participação ela deixa de Horizontalidade: A rede não possui hierarquia e nem chefia. A liderança provém de muitas fontes e pode variar conforme o momento ou o tipo de ação; Múltiplas composições: Uma rede pode se desdobrar em múltiplos segmentos autônomos (sub-redes), capazes de operar independentemente do restante da rede, de forma temporária ou permanente, conforme a demanda ou a circunstância. 2.3 Motivação para o trabalho em rede De modo geral, as pessoas só vêem a rede, no sentido da percepção ou até mesmo da compreensão do pertencimento, quando precisam dela. Ela emerge e é tencionada quando identificamos um problema e a acionamos. As organizações se articulam em rede, em geral, quando reconhecem que não podem alcançar determinados objetivos de forma isolada e necessitam somar seus esforços e recursos para se fortalecerem, complementaremse, agregarem experiência e legitimidade. A rede que objetiva a proteção de crianças e adolescentes é constituída em função da busca pela garantia dos direitos dessa população, atuando no enfrentamento às violações desses direitos, com ênfase especial às situações caracterizadas como de violência. Desta forma, tal rede funciona como sistema organizacional capaz de unir sujeitos e instituições, sempre de forma democrática e participativa em torno de causas afins, um mesmo interesse ou objetivos comuns. A violência contra crianças e adolescentes é praticada de várias maneiras, por diferentes autores/atores e em distintos lugares. A classificação mais usual de violência 20 Orientações para implementação de redes

PROGRAMA NACIONAL DE ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES PAIR

PROGRAMA NACIONAL DE ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES PAIR Presidência da República Secretaria de Direitos Humanos Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente Departamento de Políticas Temáticas dos Direitos da Criança e do Adolescente

Leia mais

PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE

PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE PLANO MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE APRESENTAÇÃO: A violência sexual contra a criança e o adolescente tem sido um problema de difícil enfrentamento por

Leia mais

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL ANEXO IV Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO 1-Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes Buscar apoio das esferas de governo (Federal e Estadual)

Leia mais

Políticas Setoriais Secretarias Municipais: Saúde, Assistência Social, Educação, Direitos Humanos(quando houver). Participações Desejáveis

Políticas Setoriais Secretarias Municipais: Saúde, Assistência Social, Educação, Direitos Humanos(quando houver). Participações Desejáveis PARÂMETROS PARA A CONSTITUIÇÃO DAS COMISSÕES INTERSETORIAIS DE ACOMPANHAMENTO DO PLANO NACIONAL DE PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E DEFESA DO DIREITO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA

Leia mais

Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes

Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Diretriz 01 - Promoção da cultura do respeito e da garantia dos direitos humanos de

Leia mais

ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: BALANÇO DE UMA DÉCADA

ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: BALANÇO DE UMA DÉCADA ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: BALANÇO DE UMA DÉCADA Área Temática: Direitos Humanos e Justiça Liza Holzmann (Coordenadora da Ação de Extensão) Liza Holzmann 1 Palavras Chave:

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 Institui o Programa Mais Educação, que visa fomentar a educação integral de crianças, adolescentes e jovens, por meio do apoio a atividades

Leia mais

O DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES O DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Josefa Adelaide Clementino Leite 1 Maria de Fátima Melo do Nascimento 2 Waleska Ramalho Ribeiro 3 RESUMO O direito à proteção social

Leia mais

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ MINISTÉRIO DA SAÚDE IMPACTO DA VIOLÊNCIA NA SAÚDE DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ VOCÊ É A PEÇA PRINCIPAL PARA ENFRENTAR ESTE PROBLEMA Brasília - DF 2008

Leia mais

Ações Socioeducativas

Ações Socioeducativas AÇÕES SOCIOEDUCATIVAS NA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Assistência Social Ações Socioeducativas Garantia dos direitos Inclusão social Desenvolvimento do protagonismo Desenvolvimento da autonomia individual

Leia mais

Faço saber que a Câmara Municipal de Queimados, APROVOU e eu SANCIONO a seguinte Lei:

Faço saber que a Câmara Municipal de Queimados, APROVOU e eu SANCIONO a seguinte Lei: LEI N.º 1135/13, DE 01 DE ABRIL DE 2013. Dispõe sobre o Sistema Municipal de Assistência Social de Queimados e dá outras providências. Faço saber que a Câmara Municipal de Queimados, APROVOU e eu SANCIONO

Leia mais

14/Mar/2013 :: Edição 31 ::

14/Mar/2013 :: Edição 31 :: 14/Mar/2013 :: Edição 31 :: Cadernos do Poder Executivo Poder Geraldo Julio de Mello Filho Executivo DECRETO Nº 26.993 DE 13 DE MARÇO DE 2013 EMENTA: Descreve as competências e atribuições dos cargos comissionados

Leia mais

O PETI e o Trabalho em Rede. Maria de Fátima Nassif Equipe Proteção Social Especial Coordenadoria de Ação Social Secretaria de Desenvolvimento Social

O PETI e o Trabalho em Rede. Maria de Fátima Nassif Equipe Proteção Social Especial Coordenadoria de Ação Social Secretaria de Desenvolvimento Social O PETI e o Trabalho em Rede Maria de Fátima Nassif Equipe Proteção Social Especial Coordenadoria de Ação Social Secretaria de Desenvolvimento Social Articulação da rede de serviços socioassistenciais Proteção

Leia mais

PLANO MUNICIPAL DE ATENDIMENTO SÓCIOEDUCATIVO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO/RN

PLANO MUNICIPAL DE ATENDIMENTO SÓCIOEDUCATIVO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO/RN PLANO MUNICIPAL DE ATENDIMENTO SÓCIOEDUCATIVO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO/RN ESPÍRITO SANTO/RN, OUTUBRO DE 2014. FRANCISCO ARAÚJO DE SOUZA PREFEITO MUNICIPAL DE ESPÍRITO SANTO/RN ELIZANGELA FREIRE DE

Leia mais

Art. 2 O Sistema Municipal de Assistência Social de Mangueirinha SUAS é regido pelos seguintes princípios:

Art. 2 O Sistema Municipal de Assistência Social de Mangueirinha SUAS é regido pelos seguintes princípios: LEI Nº 1720/2012 Dispõe sobre o Sistema Municipal de Assistência Social de Mangueirinha SUAS (Sistema Único de Assistência Social). Faço saber, que a Câmara Municipal de Mangueirinha, Estado do Paraná

Leia mais

Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA

Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA Serviços técnicos do Serviço Social na área da família e infância nos processos do Fórum de União da Vitória O Serviço

Leia mais

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Lei 17505-11 de Janeiro de 2013 Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Súmula: Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema de Educação Ambiental e adota outras

Leia mais

NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS.

NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS. NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS. DESCRIÇÃO GERAL: Serviço realizado em grupos, organizado a partir de percursos, de modo a garantir aquisições progressivas aos seus

Leia mais

8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS

8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS 8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS DOCUMENTO FINAL EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Ações de mobilização: 1. Ampla mobilização, por

Leia mais

Das diretrizes gerais

Das diretrizes gerais PROJETO DE LEI Nº, DE 2013 (Do Sr. Anderson Ferreira) Dispõe sobre o Estatuto da Família e dá outras providências. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta Lei institui o Estatuto da Família e dispõe

Leia mais

O Suas Sistema Único da Assistência Social em perspectiva Valéria Cabral Carvalho, CRESS nº 0897 Luiza Maria Lorenzini Gerber, CRESS nº 0968

O Suas Sistema Único da Assistência Social em perspectiva Valéria Cabral Carvalho, CRESS nº 0897 Luiza Maria Lorenzini Gerber, CRESS nº 0968 O Suas Sistema Único da Assistência Social em perspectiva Valéria Cabral Carvalho, CRESS nº 0897 Luiza Maria Lorenzini Gerber, CRESS nº 0968 Com a Constituição Federal de 1988, a Assistência Social passa

Leia mais

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ MESTRADO EM PLANEJAMENTO E GOVERNANÇA PÚBLICA

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ MESTRADO EM PLANEJAMENTO E GOVERNANÇA PÚBLICA UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ MESTRADO EM PLANEJAMENTO E GOVERNANÇA PÚBLICA REDE DE PROTEÇÃO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE EM SITUAÇÃO DE RISCO PARA A VIOLÊNCIA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA

Leia mais

LEI N.º 7.390, DE 6 DE MAIO DE 2015

LEI N.º 7.390, DE 6 DE MAIO DE 2015 LEI N.º 7.390, DE 6 DE MAIO DE 2015 Institui o Sistema Municipal de Assistência Social do Município de Santo Antônio da Patrulha e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL de Santo Antônio da Patrulha,

Leia mais

RESOLUÇÃO CONJUNTA CNAS/CONANDA Nº 001 DE 09 DE JUNHO DE 2010

RESOLUÇÃO CONJUNTA CNAS/CONANDA Nº 001 DE 09 DE JUNHO DE 2010 RESOLUÇÃO CONJUNTA CNAS/CONANDA Nº 001 DE 09 DE JUNHO DE 2010 Estabelece parâmetros para orientar a constituição, no âmbito dos Estados, Municípios e Distrito Federal, de Comissões Intersetoriais de Convivência

Leia mais

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2008 CAMPANHA * COMPROMISSO PELA CRIANÇA E PELO ADOLESCENTE

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2008 CAMPANHA * COMPROMISSO PELA CRIANÇA E PELO ADOLESCENTE ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2008 CAMPANHA * COMPROMISSO PELA CRIANÇA E PELO ADOLESCENTE Carta Aberta aos candidatos e candidatas às Prefeituras e Câmaras Municipais: Estatuto da Criança e do Adolescente: 18 anos,

Leia mais

Assistência Social da benesse ao Direito A experiência de Campinas

Assistência Social da benesse ao Direito A experiência de Campinas Assistência Social da benesse ao Direito A experiência de Campinas Arnaldo Rezende Setembro/2010. Um pouco da origem... 1543 Implantação da 1ª. Santa Casa de Misericórdia. 1549 - Chegada dos Jesuítas no

Leia mais

ASPECTOS HISTÓRICOS RESGATE DA HISTÓRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL Maria Izabel Rocha Simão e Silva Capacitação de Candidatos ao Conselho Tutelar Barbacena, julho/2010 Objetivos: 1- Entendimento

Leia mais

Palavras-chave: adolescente, risco pessoal, prática profissional

Palavras-chave: adolescente, risco pessoal, prática profissional PRÁTICA PROFISSIONAL DO SERVIÇO SOCIAL E ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL NA CASA SANTA LUIZA DE MARILLAC. SOMER, Diana Galone (estagio I), e-mail: dianassomer@gmail.com BOMFATI, Adriana (supervisor), e-mail:

Leia mais

III SEMINÁRIO POLÍTICAS SOCIAIS E CIDADANIA AUTOR DO TEXTO: Fernanda de Lazari Cardoso; Marisa Alves Lacerda; Luciana da Silva Oliveira

III SEMINÁRIO POLÍTICAS SOCIAIS E CIDADANIA AUTOR DO TEXTO: Fernanda de Lazari Cardoso; Marisa Alves Lacerda; Luciana da Silva Oliveira III SEMINÁRIO POLÍTICAS SOCIAIS E CIDADANIA AUTOR DO TEXTO: Fernanda de Lazari Cardoso; Marisa Alves Lacerda; Luciana da Silva Oliveira Fortalecendo as escolas na rede de proteção à criança e ao adolescente

Leia mais

O sistema de garantias dos direitos da criança e do adolescente

O sistema de garantias dos direitos da criança e do adolescente O sistema de garantias dos direitos da criança e do adolescente SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS PROMOÇÃO CONTROLE SOCIAL DEFESA A Convenção Internacional sobre o direito da criança e do adolescente Busca

Leia mais

MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA

MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 1º Fica instituída a Política Municipal de Educação Ambiental, seus objetivos, princípios

Leia mais

EDUCAÇÃO NÃO FORMAL NA CONCEPÇÃO DE CONSELHEIROS MUNICIPAIS: UM UNIVERSO AINDA DESCONHECIDO

EDUCAÇÃO NÃO FORMAL NA CONCEPÇÃO DE CONSELHEIROS MUNICIPAIS: UM UNIVERSO AINDA DESCONHECIDO EDUCAÇÃO NÃO FORMAL NA CONCEPÇÃO DE CONSELHEIROS MUNICIPAIS: UM UNIVERSO AINDA DESCONHECIDO Resumo SANTA CLARA, Cristiane Aparecida Woytichoski de- UEPG-PR cristianesclara@yahoo.com.br PAULA, Ercília Maria

Leia mais

PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ

PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Art. 1 - A Política Estadual

Leia mais

O Desafio da Implementação das Políticas Transversais

O Desafio da Implementação das Políticas Transversais O Desafio da Implementação das Políticas Transversais Professora: Juliana Petrocelli Período: Novembro de 2013 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS SECRETARIA NACIONAL DE PROMOÇÃO DOS

Leia mais

TEMA AS EQUIPES DE REFERÊNCIAS POR SERVIÇOS DE PROGRAMAS

TEMA AS EQUIPES DE REFERÊNCIAS POR SERVIÇOS DE PROGRAMAS TEMA AS EQUIPES DE REFERÊNCIAS POR SERVIÇOS DE PROGRAMAS Programação Primeiro Dia: I Seção Discutindo Papéis 1-8h30 às 12h30 Abertura e Boas-vindas Dinâmica de Apresentação Acordos de Convivência Trabalho

Leia mais

Considerando o ensinamento lecionado no paragrafo único do art.134, da Lei Federal nº8.069/90;

Considerando o ensinamento lecionado no paragrafo único do art.134, da Lei Federal nº8.069/90; RESOLUÇÃO N. º 002/2015-CMDCA Dispõe sobre os parâmetros para a formação continuada de conselheiros de direitos e tutelares do Município de São Luis-MA. O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do

Leia mais

Carta Unir para Cuidar Apresentação

Carta Unir para Cuidar Apresentação Carta Unir para Cuidar Apresentação Durante o 17º Encontro Nacional de Apoio à Adoção (ENAPA), na capital federal, de 07 a 09 de junho de 2012, as entidades participantes assumem, com esta carta de compromisso,

Leia mais

DELIBERAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA N 01/2014

DELIBERAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA N 01/2014 CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE MINAS GERAIS DELIBERAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA N 01/2014 A Diretoria Executiva do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Rede de Proteção. Criança e adolescente. Direitos Humanos. Violência

PALAVRAS-CHAVE Rede de Proteção. Criança e adolescente. Direitos Humanos. Violência 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA (X) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA

Leia mais

como Política Pública de Estado

como Política Pública de Estado como Política Pública de Estado Brasil 27 estados 5.565 municipios 190 milhoes ha 60 milhoes de 0 a 18 anos. Constituicao Federal de 1988 Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar

Leia mais

Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais

Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais Estatuto da Criança e do Adolescente: 18 anos, 18 Compromissos A criança e o adolescente no centro da gestão municipal O Estatuto

Leia mais

A Importância de uma boa gestão, funcionamento dos Fundos e Conselhos dos Direitos do Idoso e da Criança e do Adolescente pelo Governo e a Sociedade

A Importância de uma boa gestão, funcionamento dos Fundos e Conselhos dos Direitos do Idoso e da Criança e do Adolescente pelo Governo e a Sociedade A Importância de uma boa gestão, funcionamento dos Fundos e Conselhos dos Direitos do Idoso e da Criança e do Adolescente pelo Governo e a Sociedade Civil Constituição Federal Art. 203 - A assistência

Leia mais

Câmara Municipal de Uberaba A Comunidade em Ação LEI Nº 7.904

Câmara Municipal de Uberaba A Comunidade em Ação LEI Nº 7.904 A Comunidade em Ação LEI Nº 7.904 Disciplina a Política Municipal de Enfrentamento à Violência Sexual e dá outras providências. O Povo do Município de Uberaba, Estado de Minas Gerais, por seus representantes

Leia mais

A ESCOLA COMO ESPAÇO DE SOCIALIZAÇÃO DA CULTURA EM DIREITOS HUMANOS

A ESCOLA COMO ESPAÇO DE SOCIALIZAÇÃO DA CULTURA EM DIREITOS HUMANOS A ESCOLA COMO ESPAÇO DE SOCIALIZAÇÃO DA CULTURA EM DIREITOS HUMANOS Adelaide Alves Dias * * Psicóloga. Mestre em Psicologia Social e Doutora em Educação. Professora do Centro de Educação e pesquisadora

Leia mais

Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a).

Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a). 1 Ofício nº 01/2015 - CDS - OAB/BLUMENAU Aos(as) Excelentíssimos(as) Vereadores(as) de Blumenau. Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a). Conforme se denota do sítio eletrônico,

Leia mais

AÇÕES DE POTENCIALIZAÇÃO DE JOVENS EM CUMPRIMENTO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA ATENDIDOS NO CENTRO DE REFERÊNCIA ESPECIALIZADO DA ASISTÊNCIA SOCIAL

AÇÕES DE POTENCIALIZAÇÃO DE JOVENS EM CUMPRIMENTO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA ATENDIDOS NO CENTRO DE REFERÊNCIA ESPECIALIZADO DA ASISTÊNCIA SOCIAL AÇÕES DE POTENCIALIZAÇÃO DE JOVENS EM CUMPRIMENTO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA ATENDIDOS NO CENTRO DE REFERÊNCIA ESPECIALIZADO DA ASISTÊNCIA SOCIAL RESUMO AMORIM 1, Tâmara Ramalho de Sousa SIMÕES 2, Poliana

Leia mais

PENSANDO NA PRÁTICA: AS AÇÕES E ATIVIDADES EXECUTADAS NOS CRAS/CREAS FACILITADORA: INÊS DE MOURA TENÓRIO

PENSANDO NA PRÁTICA: AS AÇÕES E ATIVIDADES EXECUTADAS NOS CRAS/CREAS FACILITADORA: INÊS DE MOURA TENÓRIO a Área da Assistência Social PENSANDO NA PRÁTICA: AS AÇÕES E ATIVIDADES EXECUTADAS NOS CRAS/CREAS FACILITADORA: INÊS DE MOURA TENÓRIO Assistência Social na PNAS Situada como proteção social não contributiva;

Leia mais

EIXO 2 PROTEÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS: PROPOSTAS APROVADAS OBTIVERAM ENTRE 80 e 100% DOS VOTOS

EIXO 2 PROTEÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS: PROPOSTAS APROVADAS OBTIVERAM ENTRE 80 e 100% DOS VOTOS EIXO 2 PROTEÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS: PROPOSTAS APROVADAS OBTIVERAM ENTRE 80 e 100% DOS VOTOS Garantir a elaboração e implementação da Política e do Plano Decenal de Direitos Humanos de Criança e Adolescente

Leia mais

CHAMADA PÚBLICA SIMPLIFICADA FACULDADE DE PSICOLOGIA/UFAM Nº 03/2013 SELEÇÃO DE PROFISSIONAIS PARA ATUAÇÃO POR CURTO PRAZO

CHAMADA PÚBLICA SIMPLIFICADA FACULDADE DE PSICOLOGIA/UFAM Nº 03/2013 SELEÇÃO DE PROFISSIONAIS PARA ATUAÇÃO POR CURTO PRAZO UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE PSICOLOGIA Núcleo de Formação Continuada de Conselheiros dos Direitos e Conselheiros Tutelares do Estado do Amazonas Escola de Conselhos do Amazonas CHAMADA

Leia mais

PROGRAMA DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS EM MEIO ABERTO

PROGRAMA DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS EM MEIO ABERTO PROGRAMA DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS EM MEIO ABERTO CONTEXTUALIZAÇÃO DOUTRINA DA SITUAÇÃO IRREGULAR DOUTRINA DA PROTEÇÃO INTEGRAL. Código de menores;. Menores em situação irregular;. Carentes, abandonados,

Leia mais

NÚCLEO TÉCNICO FEDERAL

NÚCLEO TÉCNICO FEDERAL NÚCLEO TÉCNICO FEDERAL Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte PPCAAM Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente Secretaria de Direitos Humanos Presidência

Leia mais

Anexo PROPOSTA DOCUMENTO BASE. Versão Consulta Pública SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SINAPIR

Anexo PROPOSTA DOCUMENTO BASE. Versão Consulta Pública SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SINAPIR 1 Anexo PROPOSTA DOCUMENTO BASE Versão Consulta Pública SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SINAPIR A Definição e organização do sistema: 1 O Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial

Leia mais

SECRETARIA MUNICIPAL ADJUNTA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL-SUAS TRABALHANDO EM REDE

SECRETARIA MUNICIPAL ADJUNTA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL-SUAS TRABALHANDO EM REDE SECRETARIA MUNICIPAL ADJUNTA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL-SUAS TRABALHANDO EM REDE CONCEITO DE REDE Para as Ciências Sociais: conjunto de relações sociais entre um conjunto

Leia mais

Estado de Mato Grosso Prefeitura Municipal de Itanhangá CNPJ: 07.209.225/0001-00 Gestão 2013/2016

Estado de Mato Grosso Prefeitura Municipal de Itanhangá CNPJ: 07.209.225/0001-00 Gestão 2013/2016 LEI Nº 325/2013 Data: 04 de Novembro de 2013 SÚMULA: Dispõe sobre o Plano Municipal de Políticas Públicas Sobre Drogas, que tem por finalidade fortalecer e estruturar o COMAD como órgão legítimo para coordenar,

Leia mais

FLUXO DE ATENDIMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL Superintendência de Atenção Primária S/SUBPAV/SAP

FLUXO DE ATENDIMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL Superintendência de Atenção Primária S/SUBPAV/SAP FLUXO DE ATENDIMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL Superintendência de Atenção Primária S/SUBPAV/SAP Betina Durovni Subsecretária de Atenção Primária, Vigilância e Promoção de Saúde 1 Introdução A violência contra

Leia mais

VIII Jornada de Estágio de Serviço Social VARA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE COMO CAMPO DE ESTÁGIO PARA O SERVIÇO SOCIAL

VIII Jornada de Estágio de Serviço Social VARA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE COMO CAMPO DE ESTÁGIO PARA O SERVIÇO SOCIAL VIII Jornada de Estágio de Serviço Social VARA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE COMO CAMPO DE ESTÁGIO PARA O SERVIÇO SOCIAL ALMEIDA, Mayara Rodrigues 1 ARAÚJO, Sâmela Keren de Carvalho 2 CARVALHO, Sherryl Cristina

Leia mais

FORTALECIMENTO DO SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE EQUIPAGEM ORIENTAÇÕES AOS GESTORES LOCAIS

FORTALECIMENTO DO SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE EQUIPAGEM ORIENTAÇÕES AOS GESTORES LOCAIS FORTALECIMENTO DO SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Conselho Tutelar EQUIPAGEM DE CONSELHOS TUTELARES O trabalho da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Leia mais

Projeto de Decreto. (Criar uma denominação/nome própria para o programa)

Projeto de Decreto. (Criar uma denominação/nome própria para o programa) Projeto de Decreto Dispõe sobre as atribuições e competência do Programa de Execução de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto, atendendo à Resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente,

Leia mais

Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais. 14º Encontro Nacional do Congemas

Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais. 14º Encontro Nacional do Congemas Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais 14º Encontro Nacional do Congemas CRAS como unidade de gestão local do SUAS 14º Encontro Nacional do Congemas

Leia mais

FORTALECIMENTO DO SISTEMA DE GARANTIAS DOS DIREITOS HUMANOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

FORTALECIMENTO DO SISTEMA DE GARANTIAS DOS DIREITOS HUMANOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES 11. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA (X ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA FORTALECIMENTO

Leia mais

Mostra de Projetos 2011. Projeto de Implantação da Rede de Proteção Social de Araucária

Mostra de Projetos 2011. Projeto de Implantação da Rede de Proteção Social de Araucária Mostra de Projetos 2011 Projeto de Implantação da Rede de Proteção Social de Araucária Mostra Local de: Araucária. Categoria do projeto: I - Projetos em implantação, com resultados parciais. Nome da Instituição/Empresa:

Leia mais

REGIÃO SUL. Grupo 1 EXPLORAÇÃO SEXUAL Políticas Envolvidas. Assistência Social. Saúde. Segurança pública. Sistema de justiça. Turismo.

REGIÃO SUL. Grupo 1 EXPLORAÇÃO SEXUAL Políticas Envolvidas. Assistência Social. Saúde. Segurança pública. Sistema de justiça. Turismo. REGIÃO SUL Eixos de Atuação 1. Informação e Mobilização Planejamento das Ações Intersetoriais 1.1 Realizar campanhas articuladas entre as políticas para prevenção do turismo sexual (agentes de saúde, professores

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, SUAS e legislações pertinentes. Profa. Ma. Izabel Scheidt Pires

POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, SUAS e legislações pertinentes. Profa. Ma. Izabel Scheidt Pires POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, SUAS e legislações pertinentes Profa. Ma. Izabel Scheidt Pires REFERÊNCIAS LEGAIS CF 88 LOAS PNAS/04 - SUAS LOAS A partir da Constituição Federal de 1988, regulamentada

Leia mais

SERVIÇOS DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS SCFV

SERVIÇOS DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS SCFV SERVIÇOS DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS SCFV SOCIOASSISTENCIAL X SOCIOEDUCATIVO SOCIOASSISTENCIAL apoio efetivo prestado a família, através da inclusão em programas de transferência de renda

Leia mais

LEI Nº.1015 DE 11 DE NOVEMBRO DE 2013.

LEI Nº.1015 DE 11 DE NOVEMBRO DE 2013. LEI Nº.1015 DE 11 DE NOVEMBRO DE 2013. Dispõe sobre a Política Municipal de Atendimento ao Idoso do Município de São Gonçalo do Rio Abaixo, Cria o Conselho Municipal do Idoso e dá outras providências.

Leia mais

Princípios Gerais. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra 15/10/2012

Princípios Gerais. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra 15/10/2012 Princípios Gerais Política Nacional de Saúde Integral da População Negra PORTARIA Nº 992, DE 13 DE MAIO DE 2009 Profª Carla Pintas A Constituição de 1988 assumiu o caráter de Constituição Cidadã, em virtude

Leia mais

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS Secretaria Nacional de Assistência Social 1 2 3 Quando a Comissão Organizadora da VI Conferência Nacional

Leia mais

Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara de Vereadores e demais Edis.

Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara de Vereadores e demais Edis. MENSAGEM Nº. 02/2013 Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara de Vereadores e demais Edis. Com nossos cordiais cumprimentos encaminhamos a V. Exa. e digníssimos Pares dessa R. Casa Legislativa, o Projeto

Leia mais

Curso I Introdução ao provimento de serviços e benefícios socioassistenciais do SUAS

Curso I Introdução ao provimento de serviços e benefícios socioassistenciais do SUAS Curso I Introdução ao provimento de serviços e benefícios socioassistenciais do SUAS Módulo II - O provimento dos serviços socioassistenciais Proteção Social Especial Recife, fevereiro/2014 Conteúdo Programático

Leia mais

15 de junho: Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa

15 de junho: Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa 15 de junho: Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa O dia 15 de junho marca o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. A data foi instituída em 2006,

Leia mais

MINUTA DE DECRETO MUNICIPAL

MINUTA DE DECRETO MUNICIPAL CONJACI CONSELHO DISTRITAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DE JACI-PARANÁ Distrito de Jaci-Paraná Município de Porto Velho - RO MINUTA DE DECRETO MUNICIPAL Dezembro de 2012. MINUTA DE DECRETO MUNICIPAL

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Especial EDUCAÇÃO INCLUSIVA A FAMÍLIA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Especial EDUCAÇÃO INCLUSIVA A FAMÍLIA MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Especial EDUCAÇÃO INCLUSIVA A FAMÍLIA Brasília - 2004 Série: EDUCAÇÃO INCLUSIVA 1. A Fundamentação Filosófica 2. O Município 3 A Escola 4 A Família FICHA TÉCNICA

Leia mais

1 Revista LIBERDADE e CIDADANIA Ano I n. 4 abril / junho, 2009 www.flc.org.br

1 Revista LIBERDADE e CIDADANIA Ano I n. 4 abril / junho, 2009 www.flc.org.br 1 Revista LIBERDADE e CIDADANIA Ano I n. 4 abril / junho, 2009 www.flc.org.br TEMA EM DEBATE Cidadania e Solidariedade Por Marina Klamas Tanigushi * Quando iniciamos nosso trabalho na Prefeitura de Curitiba,

Leia mais

PLANO DE AÇÃO E DE APLICAÇÃO CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE REDE CARDUME GUARUJÁ SÃO PAULO

PLANO DE AÇÃO E DE APLICAÇÃO CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE REDE CARDUME GUARUJÁ SÃO PAULO PLANO DE AÇÃO E DE APLICAÇÃO CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE REDE CARDUME GUARUJÁ SÃO PAULO ÍNDICE INTRODUÇÃO... 3 LINHAS DE AÇÃO... 4 AÇÕES ESPECÍFICAS... 5 CAMPANHAS... 6

Leia mais

Eixos do Plano de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes do Município de Palmas

Eixos do Plano de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes do Município de Palmas Eixos do Plano de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes do Município de Palmas Período de execução 2015/2019 EIXO PREVENÇÃO EIXO - PREVENÇÃO Objetivo: Assegurar ações preventivas

Leia mais

PROJETO 1. IDENTIFICAÇÃO. da Inclusão e da Permanência Escolar de Crianças e Adolescentes com Necessidades Educativas Especiais.

PROJETO 1. IDENTIFICAÇÃO. da Inclusão e da Permanência Escolar de Crianças e Adolescentes com Necessidades Educativas Especiais. PROJETO 1. IDENTIFICAÇÃO Nome do projeto Nome da Instituição Proponente Construindo Pontes Garantia da Inclusão e da Permanência Escolar de Crianças e Adolescentes com Necessidades Educativas Especiais.

Leia mais

CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS FUNDO MUNICIPAL DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS GUIA PARA CRIAÇÃO ABRIL 2013

CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS FUNDO MUNICIPAL DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS GUIA PARA CRIAÇÃO ABRIL 2013 CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS FUNDO MUNICIPAL DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS GUIA PARA CRIAÇÃO ABRIL 2013 ÍNDICE I - Apresentação 03 II - Fases para a criação 04 III - Informações gerais sobre

Leia mais

DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS. (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012)

DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS. (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012) DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012) Artigo 1º O Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade/Nós

Leia mais

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento;

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Objetivo geral Promover a igualdade no mundo do trabalho e a autonomia

Leia mais

Violação dos Direitos da Criança e do Adolescente

Violação dos Direitos da Criança e do Adolescente Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal Violação dos Direitos da Criança e do Adolescente Conceito Onde denunciar Procedimentos Renato Rodovalho Scussel Juiz de Direito Simone Costa Resende

Leia mais

Avanços na Assistência Social brasileira: o trabalho multidisciplinar e a prática com grupos.

Avanços na Assistência Social brasileira: o trabalho multidisciplinar e a prática com grupos. Avanços na Assistência Social brasileira: o trabalho multidisciplinar e a prática com grupos. Autores Aline Xavier Melo alinexaviermelo@yahoo.com.br Juliana Roman dos Santos Oliveira ju_roman@hotmail.com

Leia mais

A atuação de políticas públicas no contexto familiar de crianças e adolescentes em situação de rua: uma violência compartilhada? 1

A atuação de políticas públicas no contexto familiar de crianças e adolescentes em situação de rua: uma violência compartilhada? 1 A atuação de políticas públicas no contexto familiar de crianças e adolescentes em situação de rua: uma violência compartilhada? 1 Porque a vida, a vida, a vida, a vida só é possível reinventada. (Cecília

Leia mais

A PRÁTICA PROFISSIONAL DO ASSISTENTE NA APAM-ASSOCIAÇÃO DE PROMOÇÃO A MENINA DE PONTA GROSSA.

A PRÁTICA PROFISSIONAL DO ASSISTENTE NA APAM-ASSOCIAÇÃO DE PROMOÇÃO A MENINA DE PONTA GROSSA. A PRÁTICA PROFISSIONAL DO ASSISTENTE NA APAM-ASSOCIAÇÃO DE PROMOÇÃO A MENINA DE PONTA GROSSA. SILVA, Jessica Da¹. NADAL, Isabela Martins². GOMES, R.C. Ana³. RESUMO: O presente trabalho é referente à prática

Leia mais

Órgão/Sigla: SISTEMA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO E GESTÃO - SMPG SECRETARIA MUNICIPAL DE URBANISMO E TRANSPORTE - SEMUT

Órgão/Sigla: SISTEMA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO E GESTÃO - SMPG SECRETARIA MUNICIPAL DE URBANISMO E TRANSPORTE - SEMUT Órgão/Sigla: SISTEMA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO E GESTÃO - SMPG Natureza Jurídica: Gestão: Finalidade: ÓRGÃO COLEGIADO SECRETARIA MUNICIPAL DE URBANISMO E TRANSPORTE - SEMUT Coordenar as ações planejadas

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA SECRETARIA DE JUSTIÇA, DIREITOS HUMANOS E DESENVOLVIMENTO SOCIAL Superintendência de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA SECRETARIA DE JUSTIÇA, DIREITOS HUMANOS E DESENVOLVIMENTO SOCIAL Superintendência de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos TERMO DE REFERÊNCIA EDITAL DE SELEÇÃO DE ENTIDADES PRIVADAS SEM FINS LUCRATIVOS N /2015: EXECUÇÃO DO PROGRAMA DE PROTEÇÃO A CRIANÇAS E ADOLESCENTES AMEAÇADOS DE MORTE NO ESTADO DA BAHIA (PPCAAM/BA).. 1.

Leia mais

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS PAPÉIS E COMPETÊNCIAS O SERVIÇO PSICOSSOCIAL NO CREAS... O atendimento psicossocial no serviço é efetuar e garantir o atendimento especializado (brasil,2006). Os profissionais envolvidos no atendimento

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013

PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013 PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013 Institui as diretrizes gerais de promoção da saúde do servidor público federal, que visam orientar os órgãos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da Administração

Leia mais

ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( x ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA

ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( x ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( x ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA ATUAÇÃO DO

Leia mais

TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS NO SUAS IRACI DE ANDRADE DRA. SERVIÇO SOCIAL

TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS NO SUAS IRACI DE ANDRADE DRA. SERVIÇO SOCIAL TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS NO SUAS IRACI DE ANDRADE DRA. SERVIÇO SOCIAL OBJETIVO DO CURSO Capacitar trabalhadores da assistência social para a utilização dos instrumentos técnico-operativos trabalho

Leia mais

Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012

Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012 Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012 JANDIRA FEGHALI (Deputada Federal/Brasil) Temas: Trabalhando com autoridades e parlamentares

Leia mais

PAIF. Programa de Atenção Integral à Família - PAIF CRAS

PAIF. Programa de Atenção Integral à Família - PAIF CRAS Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Secretaria Nacional de Assistência Social Programa de Atenção Integral à Família - PAIF CRAS PAIF IMPORTANTE INTERRELAÇÃO ENTRE PAIF E CRAS CRAS O

Leia mais

Mostra de Projetos 2011 "UMA REFLEXÃO ACERCA DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BAIRRO DO XARQUINHO, NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA-PR"

Mostra de Projetos 2011 UMA REFLEXÃO ACERCA DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BAIRRO DO XARQUINHO, NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA-PR Mostra de Projetos 2011 "UMA REFLEXÃO ACERCA DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BAIRRO DO XARQUINHO, NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA-PR" Mostra Local de: Guarapuava Categoria do projeto: Projetos

Leia mais

O PAPEL DO PEAS VALE NA REDE DE PROTEÇÃO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE Anna Cláudia Eutrópio B. d`andrea Janaína A. de Ávila Couto Lage

O PAPEL DO PEAS VALE NA REDE DE PROTEÇÃO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE Anna Cláudia Eutrópio B. d`andrea Janaína A. de Ávila Couto Lage 1 Módulo 4 Rede de proteção e direitos O PAPEL DO PEAS VALE NA REDE DE PROTEÇÃO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE Anna Cláudia Eutrópio B. d`andrea Janaína A. de Ávila Couto Lage Ao pensarmos no papel do Programa

Leia mais

Tourisme sexuel impliquant des enfants & grands

Tourisme sexuel impliquant des enfants & grands Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente Conférence Internationale Tourisme sexuel impliquant des enfants & grands

Leia mais

Participação Social como Método de Governo. Secretaria-Geral da Presidência da República

Participação Social como Método de Governo. Secretaria-Geral da Presidência da República Participação Social como Método de Governo Secretaria-Geral da Presidência da República ... é importante lembrar que o destino de um país não se resume à ação de seu governo. Ele é o resultado do trabalho

Leia mais

Articular o Conselho Escolar, os Grêmios Estudantis, os trabalhadores de educação, as Associações de Pais e Mestres e a comunidade em geral.

Articular o Conselho Escolar, os Grêmios Estudantis, os trabalhadores de educação, as Associações de Pais e Mestres e a comunidade em geral. EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Garantir a elaboração e implementação da Política e do Plano Decenal de Direitos Humanos de Criança e Adolescente nos âmbitos federal, estadual,

Leia mais

DIRETRIZES DE FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/ NÓS PODEMOS

DIRETRIZES DE FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/ NÓS PODEMOS 1 DIRETRIZES DE FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/ NÓS PODEMOS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES E OBJETIVO DO MOVIMENTO 2 Artigo 1º O Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade/Nós

Leia mais

Centro de Criação de Imagem Popular Largo de São Francisco de Paula, 34 / 4º andar 20.051-070070 Rio de Janeiro RJ Tel./ Fax.: (21) 2509.3812 cecip@cecip.org.br www.cecip.org.br Nossa missão Contribuir

Leia mais

Aprova o Regimento Interno do Centro de Referência de Assistência Social - CRAS. D E C R E T A:

Aprova o Regimento Interno do Centro de Referência de Assistência Social - CRAS. D E C R E T A: DECRETO N 1.289, DE 28 DE AGOSTO DE 2014. Aprova o Regimento Interno do Centro de Referência de Assistência Social - CRAS. O PREFEITO MUNICIPAL DE DOURADOS, Estado de Mato Grosso do Sul, no uso das atribuições

Leia mais