De modo distinto das expressões culturais

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2 De modo distinto das expressões culturais anteriormente apresentadas, a Congada, ou Congo, particulariza-se por se apresentar como manifestação musical e dramática realizada em louvor a São Benedito, Nossa Senhora do Rosário e Santa Ifigênia. São grupos musicais festivos e religiosos que saem em cortejos reverenciando seus santos de devoção. Especificamente no território paulista, a cidade de Aparecida é o cenário de um grande encontro de Congadas, Moçambiques, Vilões e Catopês, que há mais de cem anos se reúnem festam anualmente em devoção a São Benedito. Outras cidades do Estado de São Paulo também realizam estas festividades que agregam diversas Congadas em louvor a seus santos padroeiros, como Olímpia, Santo Antônio da Alegria, São Roque e Guaratinguetá, por exemplo. Em cada uma destas cidades em que ocorrem festas dedicadas aos santos de devoção das Congadas, uma estrutura ritual deve ser seguida, algumas vezes bastante complexa, como veremos mais adiante. É possível observar o vigor e a sólida formação de muitas destas organizações contemporaneamente praticadas não só na região sudeste do Brasil, mas em outros rincões do país. A este respeito a autora Marina de Mello e Souza (2005) menciona a presença da Congada na maioria das regiões brasileiras que, entre os séculos XVI e XIX, receberam escravos vindos da África. Antes mesmo de estes negros aportarem no Brasil, o ca- ~ 87 ~ tolicismo fazia-se presente em território africano, mais especificamente no reino do Congo e em seus arredores. (SOUZA, 2005). As Congadas e suas coroações aos reis negros, o festejo, o cortejo acompanhado por grupos em torno destes reis coroados, estiveram inicialmente presentes em comunidades afrodescendentes. Tais festejos eram práticas celebradas em grupos de trabalho, quilombos e, sobretudo, nas Irmandades Negras, agrupamentos leigos de devoção a santos como São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. As irmandades consistiam em associações compostas por escravos e forros que mantinham diversas atividades como o financiamento da alforria de seus integrantes, preparação de enterros, assim como a realização de uma festa anual, a qual homenageava seu santo de devoção. (Ver DIAS, 2001; SOUZA, 2005). Na ocasião da festa, havia o cortejo pelas ruas, alegre procissão, com a presença do rei, de sua corte, assim como dos tocadores e dançadores. Como menciona Tinhorão (2005), para a realização destes festejos, os reis do Congo eram escolhidos por meio de eleições entre os próprios negros, os brincantes. A autora Marina de Mello e Souza investigou a presença desta expressão cultural, e da coroação dos reis negros, nos relatos de observadores e nos documentos destas irmandades. Desse modo, há registros de manifestações culturais relacionadas à coroação dos reis negros que faziam referência a diferentes nações no século XVIII. Contudo, no século XIX esta diversidade de nações não é mais encontrada nestes documentos, é observada quase que exclusivamente a presença do rei de Congo. A este respeito, Souza (2005, p ) ressalta a importância desta nação para os escravos no Brasil: Congada e Moçambique Vermelho e Branco

3 Congada de Cunha Para eles a experiência do catolicismo também era um elo com a África natal (crescentemente idealizada à medida que se afastava no tempo), devido à existência de chefes que se diziam católicos no Congo e em Angola e à incorporação de ritos e objetos de culto do catolicismo por algumas populações centro-africanas. Essa familiaridade anterior com formas de catolicismo africano ajudou a construção de uma identidade elaborada e reproduzida por meio dos reinados negros realizados nas irmandades. ~ 88 ~ Conforme Tinhorão, desde o século XV a tradição de se celebrar o rei do Congo já era praticada em Portugal pelos africanos lá presentes. Por meio de pesquisas documentais, o autor menciona a devoção destes negros a Nossa Senhora do Rosário e suas organizações por meio de confrarias no território de Portugal. Contudo, o autor considera que neste período tais coroações representavam demonstração simbólica e desdobramento das ações missionárias e econômicas empenhadas por Portugal na África, as quais tinham sua base no tráfico de escravos. Estas festas celebradas com a presença do rei do Congo eram, em certa medida, aceitas e toleradas por administradores da sociedade colonial e por senhores, em razão de diversos fatores. Paulo Dias (2001) nos explica que até mesmo o discurso de cronistas não era tão agressivo quando se abordava a Congada, considerando que o mesmo não ocorria quando era relatado o batuque, manifestação cultural sem relação com o universo religioso católico, no período da Colônia e no Império. O batuque era concebido pelos cronistas como diversão desonesta, ao contrário das Congadas, consideradas como prática honesta ao passo que atendiam aos preceitos cristãos em seus cortejos em homenagem aos santos católicos. Contudo, Souza menciona que as irmandades relacionadas aos santos católicos de certo modo acomodavam os escravos às normas e padrões da sociedade escravista, fato que em parte explica a tolerância aos festejos de coroação do rei do Congo. A este respeito são considerados também aspectos simbólicos que revelam a aceitação desta manifestação cultural, como a trajetória do império português e seu intento de expansão, cujo alicerce centrava-se na conversão da população dos territórios ocupados ao catolicismo. Importante mencionar a presença do catolicismo no Congo, país que incorporou esta religião como parte do poder central no ano de 1491, mantendo paralelamente sua soberania e crenças tradicionais. A introdução do catolicismo e sua incorporação pelos chefes de Estado do Congo, o que representava o êxito das ações missionárias portuguesas, foi tema bastante festejado publicamente. Algumas passagens ilustram a aceitação do festejo da Congada por diferentes segmentos da sociedade, que, muitas vezes chegavam a

4 participar da manifestação. No período das celebrações dedicadas ao santo de devoção, alguns senhores emprestavam joias da família para seus escravos participarem do festejo, atitude que representava ostentação da riqueza, poder e de submissão da comunidade negras a seu senhor (DIAS, 2001; SOUZA, 2005). Como menciona Paulo Dias (2001, p ): Para os brancos, estar patrocinando a festa negra significava, além de um meio de dissipar disposições revoltosas dos escravos, a oportunidade de ostentar publicamente seus negros cristianizados e bem vestidos, reforçando assim seu status perante a sociedade local. Ademais, como bem se sabe, o Rei de Congo era utilizado como intendente junto à escravaria que lhe devia obediência. ~ 89 ~ De fato, todo o cortejo era permeado pela ostentação, tanto que os dançantes, instrumentistas, rei e rainha saiam às ruas vestidos com roupas luxuosas. Indumentárias parecidas com as utilizadas por chefes africanos em ocasião das negociações comerciais realizadas com europeus, como menciona Souza. Havia também a presença de vestimentas africanas, com colares, peles, guizos, pulseiras, entre outros. Nos relatos e documentos observados por Souza, os instrumentos musicais utilizados por estes grupos festivos e devocionais ainda podem ser encontrados em alguns grupos atuais, como a marimba, os tambores e instrumentos de corda, por exemplo. Se nos dias atuais alguns cânticos entoados por congueiros versam sobre a religiosidade, o santo de devoção e eventos ocorridos no momento do cortejo, Souza menciona que entre os séculos XIX e início do século XX as letras das músicas também abordavam temas como o cativeiro, a travessia do oceano Atlântico, assim como o aprisionamento na terra natal. Congada de São Benedito - Ilhabela

5 Souza ainda ressalta que no século XIX, de uma maneira geral, a dança ocorrida no momento do cortejo fazia referência a uma batalha entre o rei cristão do Congo e outro reinado pagão, num enfrentamento cantado e dançado, dramatização na qual quem vencia era o soberano rei do Congo. Outro aspecto interessante a ser considerado é a presença de figuras no folguedo que remetem a Carlos Magno e seus cavalheiros, e a representação da conversão de infiéis ao cristianismo por meio das batalhas entre mouros e cristãos. Esta temática estava presente no livro Carlos Magno e os Doze Pares de França, publicado no Brasil em 1820, o qual foi usado como material para de catequese dos escravos (ver CORRÊA, 1981; DIAS, 2001). As Congadas e suas coroações dos reis negros contribuíram para a formação de uma identidade baseada na herança cultural africana, uma identidade negra católica. Contudo, como nos explica Souza (2005), foram dois os significados assumidos pelas Congadas, um relacionado à percepção por parte dos senhores e líderes ligados ao poder no período escravista, e outro que diz respeito aos negros escravizados. Para os primeiros, este significado desdobrava-se em uma concepção que atestava o domínio destes grupos ~ 90 ~ negros por parte do poder escravocrata. Já para a comunidade negra, as celebrações de coroação do rei do Congo representavam a configuração e o fortalecimento de uma identidade comum entre africanos de diferentes nações que, por meio destes festejos, se sentiam pertencentes a uma comunidade católica negra e, em âmbito mais geral, à sociedade brasileira. Nas palavras de Souza (2005, p. 90): A rememoração simbólica do reino africano católico afirmava uma africanidade, ou seja uma conexão com a África construída a partir do Brasil e da experiência aqui vivida, que indicava uma particularidade da comunidade negra, uma identidade própria que a distinguia mesmo quando adotava o catolicismo e outras tradições de origem portuguesa como a organização em irmandades leigas. Dessa maneira, de acordo com Paulo Dias (2001), além de haver certo controle social por parte do senhor, do branco que permitia a realização da festa, por outro lado, a celebração da Congada representava também visibilidade social para os negros, assim como possibilitava um mínimo de inserção social destes na sociedade colonial brasileira. Contudo, também por meio da coroação do rei do Congo a comunidade negra podia rememorar e celebrar elementos de sua cultura ancestral. No território brasileiro encontramos contemporaneamente diferentes tipos de Congadas, com estruturas de funcionamento diversificadas, tanto no que se refere aos personagens integrantes do cortejo, quanto à configuração musical e ins-

6 trumentos musicais utilizados. O cortejo simples com música e dança sem a presença de dramatizações é modelo realizado pela maioria das Congadas, que se encontram em eventos de devoção a santos católicos, sobretudo em festas dedicadas a São Benedito e ao Divino Espírito Santo. Já outras organizações realizam celebrações com a presença de representações de lutas entre nações africanas, com dramatizações relacionadas às lutas entre mouros e cristãos, com influência da figura de Carlos Magno e os Doze Pares de França. No litoral paulista, encontramos duas Congadas que se configuram com estes traços, nas cidades de Ilhabela e São Sebastião. Importante notar os instrumentos musicais utilizadas por estas duas Congadas: os tambaques (atabaques) e a marimba, sendo este último um instrumento de origem banto, composto por teclas de madeira percutidas com baquetas. Em pesquisa realizada por Rossini Tavares de Lima e sua equipe (1968) foram observadas as Congadas do litoral de São Paulo. Nesta ocasião, o autor encontrou esta configuração dramática e instrumental nas festividades de coroação do rei Congo nas localidades de São Sebastião e Caraguatatuba, assim como mencionou a presença desta manifestação também na cidade de Ilhabela. Neste trabalho, Lima estudou alguns aspectos interessantes que nos ajudam na compreensão das Congadas a partir do século XX. Um destes é a percepção da igreja católica na região em relação a estes folguedos, a condenação da Congada por parte da instituição, que não proibia a manifestação, mas a tolerava com ressalvas. Um dos motivos para esta ação da igreja era a presença de referências culturais africanas, como parte da indumentária, o uso de miçangas, lado a lado com ~ 91 ~ imagens dos santos católicos e de referências deste universo religioso. Esta modalidade de Congadas que outrora esteve presente também na cidade de Caraguatatuba é celebrada nos dias atuais no território paulista apenas das localidades de São Sebastião e Ilhabela. Há que se ressaltar que o uso da marimba no festejo ocorre apenas nestas cidades e também em raras Congadas mineiras (DIAS, 2003). Nos eventos e festas dedicadas a São Benedito, assim como nas festas dedicadas ao Divino, o que podemos notar é uma diversidade de cores, de adereços cuidadosamente elaborados, beleza artística que nos enche os olhos e emociona. São organizações complexas, dinâmicas, cuja organização demanda tempo e muitos gastos financeiros, considerando também as constantes viagens realizadas por estes grupos em festividades religiosas ocorridas em diferentes cidades. Então, quais são as razões pelas quais uma Congada, e seus mestres, capitães, reis e demais congueiros e congueiras mantêm estas organizações? O autor Carlos Rodrigues Brandão (1985) nos apresenta argumentos que contribuem para o entendimento das razões que motivam estes congueiros/devotos a participarem ativamente das atividades de seus grupos. O fator primordial capaz de justificar a participação destas pessoas em suas Congadas é a devoção, os acontecimentos e crenças pessoais que já ocorreram entre o então devoto e o santo padroeiro, ou seja, seu santo de devoção. Compartilhamos com o autor que a participação na Congada se dá devido a uma relação contratual entre o devoto e o santo, muitas vezes a um voto feito ao santo, que faz com que o brincador seja um congueiro pelo resto da vida. O devoto acredita, assim, ser amparado e auxiliado pessoalmente pelo seu santo de devoção. Nesta relação contratual entre devoto e santo, todo o festejo relacionado à Congada é percebido como eficaz ritualmente. A dança atualiza o compromisso da promessa, é condição para o alcance do milagre, da graça, como dizem alguns devotos. Dessa maneira, a promessa também é cumprida por meio da participação deste congueiro/devoto na Congada. As Congadas fazem parte do universo do chamado catolicismo popular, que acontece na rua, de modo autônomo, sem interferência direta da igreja católica. Portanto, conflitos não podem ser descartados nas relações estabelecidos entre o poder religioso e as celebrações da Congada, sobretudo no âmbito étnico social. Brandão observou conflitos desta natureza motivados pela presença de elementos religiosos de influência africana no festejo, bem como, por discriminação racial, presente tanto no discurso, quanto nas ações de parte da população na localidade obser-

7 vada. Nos dias atuais as Congadas não estão excluídas destas relações de poder, desse modo, estudos aprofundados sobre esta expressão podem revelar estas contradições e conflitos. Para a elaboração do site e deste dossiê, a equipe do projeto De Sambas e Congadas realizou pesquisa de campo com três grupos de Congada, das cidades de Guaratinguetá, Cunha e Ilhabela. As organizações das duas primeiras localidades foram observadas no contexto da festa dedicada a São Benedito no mês de abril em Guaratinguetá. Já a última Congada foi pesquisada em Ilhabela, no centro na cidade (na vila) no mês de maio na festa de São Benedito, celebração que tem duração de três dias, com estrutura de funcionamento complexa. As três organizações pesquisadas são formadas por devotos de São Benedito, tido como padroeiro dos cozinheiros, exemplo de humildade, pois, em vida, abdicou de todo conforto material. O santo, também considerado protetor dos negros e dos pobres, no período do Brasil colônia era significado como uma espécie de Deus dos negros na condição de escravos (SANTOS et al, 2009). Com a intenção de abordar os saberes e fazeres que permeiam as Congadas destas localidades, a próxima parte deste dossiê apresentará os resultados da pesquisa realizada com a Congada e Moçambique Vermelho e Branco de Guaratinguetá, a Congada de São Benedito de Cunha e a Congada de Ilhabela. ~ 92 ~ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A Festa do Santo de Preto. Rio de Janeiro: FUNARTE/Instituto Nacional do Folclore; Goiânia: Universidade Federal de Goiás, CORRÊA, Iracema França Lopes. A Congada de Ilhabela na festa de São Benedito. São Paulo, Escola de Folclore, Ed. Livramento, DIAS, Paulo. A outra festa negra. In: (org) JANCSÓ, István.;KANTOR, Iris. Cultura e sociabilidade na América portuguesa. São Paulo: Edusp, Disponível em: Acesso em 15/03/ São Paulo corpo e alma. (prefácio) Marcos Mendonça; (apresentação) Alberto T. Ikeda; (fotografias) Andrea de Valentim. São Paulo: Associação Cultural Cachuera!, SANTOS, Luiz Carlos; SANTOS, Moacir José dos; MURADE, José Felício Goussain. Festa de São Benedito: Patrimônio Imaterial e Cultura Popular. In: Folkcom 2009, GT 3. Folkcomunicação Política, Turística e Religiosa Universidade Metodista de São Paulo, Disponível em: www2.metodista. br/unesco/1_folkcom%202009/trabalhos.html. Acesso em 25/04/2011. SOUZA, Marina de Mello e. Reis do Congo no Brasil, séculos XVIII e XIX. In: Revista de História 152, 1º , pp

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9 A congada é um ato religioso de devoção (...) tem que tê respeito, devoção naquilo que estamo fazendo, porque nós saimo com a congada, com a bandeira, mas aquela bandeira tem muito significado pra nós, muita devoção. Agora, tem que tê amor naquilo que você está fazendo. (trecho de relato de Antônio Ribeiro, membro do grupo Vermelho e Branco )

10 ~ 95 ~ A tradição de se festejar São Benedito na cidade de Guaratinguetá vem de longa data. A Irmandade de São Beneditolocal foi fundada no ano de 1757, formada neste período por uma corte, composta por diversos personagens como o rei e a rainha, um juiz e uma juíza de ramalhete, e um juiz e uma juíza de vara. A organização e composição desta Irmandade tiveram influência decisiva na criação e conformação da Irmandade de São Benedito na cidade de Aparecida, a qual foi fundada em 1909 (ver SANTOS et al, 2009). Para elaboração de nossa pesquisa, presenciamos a festa do santo padroeiro no dia vinte e quatro de abril, no domingo de Páscoa. Dessa maneira, a celebração reuniu um total de dez grupos de Congada e Moçambique de diferentes cidades próximas dali, como Cunha e Lorena. Toda a celebração é cuidadosamente organizada ano após ano pela Irmandade de São Benedito de Guaratinguetá. Para tanto, todos os anos são escolhidas diferentes lideranças, cada uma com sua função delimitada, para as quais caberá toda a organização do evento dedicado ao santo. As principais figuras eleitas pelos membros da Irmandade nos dias atuais são o rei e a rainha, responsáveis pela organização geral da festividade. Além delas, são eleitos o guardião da imagem, o alferes da bandeira, o alferes da coroa e o capitão do mastro. Respectivamente, são eles responsáveis pela imagem de São Benedito, pela bandeira, pela coroa e pela confecção do mastro do santo homenageado, que pode chegar a medir até doze metros de altura. Contudo, a organização desta celebração anual antecede em muitos meses o dia da grande festa. A arrecadação de fundos para a realização do festejo fica a cargo do principal casal responsável pela Congada e Moçambique Vermelho e Branco

11 organização: o rei e a rainha. Com esta intenção, são promovidos bingos e jantares, cuja renda é revertida em benefício da festa. Conforme os relatos de pessoas envolvidas com a Irmandade, neste ano, o propósito da festividade esteve centrado em valorizar as origens africanas de São Benedito, considerando a presença marcante das Congadas nesta ocasião. As celebrações que envolvem musicalidade e devoção por meio da presença de Congadas e Moçambiques não compõem a totalidade do festejo. Estas formam uma parte da programação da festa de São Benedito, composta também pela presença da tradicional Cavalaria São Gonçalo, por missas e procissões. Para os dias de festividades também são montadas diversas barracas de comércio de comidas e bebidas para atender os visitantes e devotos. Durante a noite, ocorrem eventos profanos, com a participação de grupos de música sertaneja. No domingo da festa, as Congadas e Moçambiques chegam à cidade de Guaratinguetá pela manhã para acompanhar a missa dedicada ao santo e louvar São Benedito. Após a missa, estes grupos, então, se concentram na praça lateral à igreja do santo padroeiro e seguem em procissão até a escola onde o almoço coletivo é servido. Ao adentrar a escola, cada grupo realiza uma cantoria dedicada a São Benedito, para depois seus membros comporem a fila para pegar, cada um, seu prato de comida. Muito bem organizado, o almoço é servido para todos os integrantes destes grupos culturais e religiosos. Após o farto almoço servido, os grupos seguem até o salão da Irmandade para reverenciar São Benedito. Nesse momento, as organizações, uma por vez, realizam cantorias em frente ~ 96 ~ Josemar a uma imagem do andor do santo. Logo depois todos permanecem em frente à Irmandade, para dar início à procissão com as bandeiras contendo imagens de santos católicos, e o andor de São Benedito até o Campo do Galvão. Todo o percurso é permeado pela musicalidade das Congadas e Moçambiques, os quais realizam saudações religiosas ao santo com o auxílio de suas caixas, chocalhos, violas, sanfonas e bastões. Todos peregrinam por este trajeto até o Campo do Galvão, local em que permanece o mastro com a imagem de São Benedito em seu topo. Também em procissão, de lá o mastro deve ser carregado e levado, apenas por homens, até a igreja de São Benedito. Já em frente à igreja do santo padroeiro, o mastro é levantado, com muita devoção e emoção, finalizando a participação dos grupos de Congada no evento. Na ocasião da festa, a equipe do projeto De Sambas e Congadas pesquisou dois grupos, uma Congada de Guaratinguetá e outra da cidade de Cunha. O grupo local com que tivemos contato foi a Congada e Moçambique Vermelho e Branco, organização relativamente nova, ainda em formação, a qual dá continuidade às ações de um antigo congueiro da cidade chamado Aristeu. O grupo foi fundado em 2006 pelos congueiros Jozemar, seu Oscar e Dona Maria Luiza na cidade de Guaratinguetá. A organização é significada por seus integrantes como um grupo moderno, contemporâneo, que agrega características e influências tanto de elementos próprios da Congada, assim como do Moçambique. Jozemar, mestre do grupo, com 28 anos, que teve seus aprendizados iniciais na Congada com seu Aristeu, nos explica melhor como funciona a organização:

12 ~ 97 ~ Mas a gente tá tentando resgatar a cultura. Eu tenho fé que mais pra frente nós possavoltá um pouco no antigo, né? Que era tradicional o uniforme branco, que era fita cruzada, duas fita, um lado vermelho o outro azul. Esse que era o tradicional Moçambique. Hoje o nosso grupo é um grupo contemporâneo, não é aquele grupo tradição, antigo, família, raiz. Mas eu tenho fé que os meus filhos, os meus netos, com a vontade de Deus, continue esse trabalho nosso. A união de referências diversas em um só grupo deve-se às experiências prévias dos membros do grupo em suas intenções de homenagear São Benedito. Conforme relato de seu Oscar, integrante da bateria da Congada, tocador de surdo, a respeito da junção de elementos e referências culturais: A congada não tem bateria pesada, são mais as caixinha e não tem também bastão. A congada mesmo em si ela é as caixinha pequena e o pessoal só que dança. E o moçambique já tem a bateria pesada, e tem o pessoal que é de linha, e tem o bastão. Na realidade, hoje o pessoal misturou tudo. Sobretudo, o que singulariza o grupo é a presença concomitante da dança com manejo de bastão juntamente com os instrumentos pesados, tanto em dimensões, quanto em projeção sonora, como o surdo. Em sua configuração, a Congada e Moçambique Vermelho e Branco possui uma estrutura com os seguintes membros: mestre, contramestre, capitão, a bateria e o conjunto de dançadores. Conforme entrevista dada por Jozemar, o grupo ainda tenta tornar sólida e constante esta estrutura de funcionamento. No momento do cortejo, mestre e contramestre cantam juntos, ao passo que o capitão transmite os versos cantados aos demais cantadores. Já a bateria representa todo o conjunto instrumental, o qual é formado por instrumentos de percussão, como o pandeiro, o chocalho de metal, o tarol, as caixas e os surdos. O pandeiro, a caixinha e o tarol iniciam a música, e logo depois entram em cena os instrumentos mais pesados, como os surdos. Os dançadores fazem parte do chamado pessoal da linha, também responsáveis pelos bastões percutidos uns nos outros pelos pares de dançadores posicionados uns de frente aos outros, componentes essenciais do instrumental. Para que a música comece, inicialmente o mestre canta um cântico, que depois é iniciado pelos componentes da linha. Assim, a bateria começa a tocar e a dança é iniciada, juntamente com os toques do bastão, que variam de acordo com os ritmos realizados pelo conjunto da bateria. O apito indica quanto o manejo dos bastões deve ser iniciado. As músicas podem ser criadas de improviso de acordo com os acontecimentos no cortejo e o santo homenageado em ocasião das festas que o grupo participa, assim como podem ser entoados cânticos já existentes, compostos pelos próprios congueiros. Sobre as músicas, seu Oscar menciona também o uso de cânticos de mestres de outros grupos que, por vezes, são compartilhados: Que nem o senhor aqui que morreu. Ele era um experiente na congada mesmo, seu Aristeu. Ele era professor. Então, ele adorava passá verso porque ele achava que arguémtava continuando o trabalho dele. Entretanto, seu Oscar menciona que nem sempre é assim, e que a utilização de músicas de outros mestres congueiros deve ocorrer com o consentimento de seus compositores, senão não estarão descartadas as brigas e desentendimentos.

13 A formação etária do grupo é bastante diversa. Há crianças, adolescentes, assim como adultos e idosos. O instrumental é composto por congueiros do gênero masculino, que também marcam presença na dança de bastões juntamente com as mulheres. A vestimenta é composta por camiseta vermelha, calça e sapatos brancos e gorro feito de crochê nas cores vermelha e branca. A bandeira, segurada por duas devotas, segue à frente do grupo durante todo o cortejo, enfeitada nas laterais com flores e fitas coloridas, tendo ao centro pinturas das imagens dos santos homenageados por esta Congada: Nossa Senhora Aparecida, São Benedito e Frei Galvão. É dona Maria Luíza, esposa de seu Oscar, quem confecciona a cada ano a bandeira que representa a Congada em todos os lugares por onde esta passa. Dona Maria Luíza inicialmente participava do grupo levando a bandeira, entretanto, devido a problemas de saúde, teve que abandonar a função e continuar acompanhando o grupo em todas as viagens e cortejos ajudando a cuidar das crianças presentes na Congada, sem, contudo, participar da dança. Uma das grandes preocupações desta organização é a dificuldade de se inserir crianças e jovens na Congada. Os congueiros mencionam como entraves para essa participação a variedade de opções de lazer que os jovens têm nos dias atuais, que suplantam a intenção de se realizar atividades ligadas à religiosidade. Soma-se a este fato a percepção depreciativa que muitos desses jovens têm em relação à Congada. Filha de seu Oscar e dona Maria Luíza, Daniele, treze anos, fala sobre os jovens e crianças do grupo que, muitas vezes ficam acanhados de se apresentarem na cidade de Guaratinguetá devido a percepção errônea em ~ 98 ~ Seu Oscar torno da Congada. A relação simbólica de contrato entre o congueiro e o santo de devoção, mencionada no início deste capítulo, é facilmente encontrada na Congada e Moçambique Vermelho e Branco. Seus integrantes, sobretudo, participam do grupo por devoção aos três santos homenageados por esta Congada. Não podemos esquecer também o fator da sociabilidade, de grande importância para esses congueiros que, por meio do grupo, viajam constantemente para outras cidades em eventos culturais e religiosos. O mestre do grupo, Jozemar, começou a participar dos festejos relacionados à Congada devido a um milagre presenciado por ele, e atribuído a São Benedito. Desde então, o congueiro nunca deixou de reverenciar seu santo de devoção por meio da Congada, por adoração e agradecimento pelas graças recebidas. Como é possível observar nas palavras de Jozemar: Nós estamos aqui pra buscar santidade. Dentro no Moçambique a gente tá buscando isso aí. (...) Eu amo o que eu faço. Eu cheguei a largar de serviço, emprego, pra ficá no Moçambique. Deus nunca me desamparou. Tudo que eu peço pra Deus, a interseção a São Benedito, ele me dá, ele me dá mesmo. Apesar dos traços culturais presentes na Congada, seus membros têm na devoção aos santos o fator primordial que condiciona a participação destes no grupo. Contudo, a organização participa tanto de eventos de cunho religioso, não só relacionados aos santos de devoção, como de encontros culturais. Desse modo, o grupo frequenta eventos de cunho religioso em cidades como

14 Angra dos Reis, Lagoinha, Campos do Jordão e Aparecida. Já no tocante à dimensão cultural, a organização tem presença garantida anualmente no Revelando São Paulo, encontro que celebra a cultura popular paulista, nas cidades de São José dos Campos, São Paulo, Atibaia e Iguape. Em pesquisa de campo, a equipe do projeto De Sambas e Congadas entrevistou quatro congueiros do grupo Vermelho e Branco : seu Antônio, pandeirista, Seu Oscar, dona Maria Luíza, Daniele e Jozemar. Todos eles ressaltaram a relevância do grupo que, mesmo com formação recente, já é componente importantíssimo na vida destes brincantes. Como mestre do grupo, Jozemar sintetiza o pensamento dos congueiros, e não nos deixa esquecer o valor que a Congada tem para quem a celebra: O Brasil tem quinhentos anos, foi formado por negros, brancos, índios (...). O Brasil é da cultura, não pode deixáacabá isso. O moçambique é riqueza, congada é riqueza, capoeira, jongo, samba-lenço. Tudo isso é riqueza do Brasil. ~ 99 ~ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SANTOS, Luiz Carlos; SANTOS, Moacir José dos; MURADE, José Felício Goussain. Festa de São Benedito: Patrimônio Imaterial e Cultura Popular. In: Folkcom 2009, GT 3. Folkcomunicação Política, Turística e Religiosa Universidade Metodista de São Paulo, Disponível em: www2.metodista.br/unesco/1_folkcom% /trabalhos.html. Acesso em 25/04/2011. Daniele

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16 A nossa, lá em Paraty, eles nem fala congada, é marrá-paiá. O marrá-paiá de Cunha chegô! Porque antigamente, no começo das congada, não tinha aquele guizo, né? Aquele guizo que marra na perna. Então, era umas latinha assim, fazia desse zinco, e botava uma arcinha nela, então botava um pouco de chumbo, ou pedrinha dentro e a gente marrava aquela canequinha na perna assim, que era o marrá-paiá. A canequinha chamava paiá, então ficou com o nome marrá-paiá. (trecho de entrevista cedida por Antônio Monteiro, antigo congueiro de Cunha)

17 ~ 102 ~ O antigo marrá-paiá de Cunha é nos dias atuais conhecido como a Congada de São Benedito, organização com aproximadamente cento e trinta anos de fundação. O grupo, que tem como um de seus líderes seu José Bideco, é a mesma organização que compõe também uma Folia de Reis e uma Folia do Divino, ambas criadas no mesmo período de fundação da Congada. A gênese deste grupo está centrada na família de seu José Bideco, congueiro devoto de São Benedito. Seu bisavô, avô e pai eram envolvidos com a celebração da Congada na cidade de Cunha. Seu José ainda guarda recordações da Congada realizada no ambiente rural, nas roças, nos arredores da localidade, festejada de modo muito diverso do que acontece contemporaneamente. Na roça, a prática da Congada estava relacionada aos Santos Juninos: Santo Antônio, São Pedro e São João. Desse modo, onde estivessem ocorrendo festas juninas, a Congada lá estava com sua presença marcante. A própria configuração instrumental do grupo também era diferente, não se usava o guiso de bronze, o chamado paiá, mas antes, uma latinha, o número de instrumentos musicais também era menor. Nesta época, a presença de negros no grupo era muito maior, visto que muitos descendentes diretos de escravos que trabalharam nas lavouras da região participavam da Congada. Seu José Bideco começou a participar da Congada aos oito anos de idade, por influência de seus familiares, como menciona o congueiro em seu relato: Meu bisavô tocava, eu nem conheci. Meu avô tocava, meu pai tocava. Meu pai era mestre, meu avô era reis. Toda a família de seu José Bideco era composta por devotos de São Benedito, os quais constantemente faziam e cumpriam promessas ao santo de proteção, de modo que a Congada estava também inserida nestes votos. Ao entrar no grupo, seu José parti-

18 cipou no manejo do bastão, com o paiá preso nas pernas. Quando pequeno, seu José acompanhava o pai nas andanças com a Congada, e, quando adulto, estabeleceu o compromisso de continuar com as ações do grupo em Cunha. Nas palavras do congueiro: Meu pai, antes dele morrê... ele morreu naquela rua ali embaixo, coitado. Falou: meu fio, não larga não meu fio, seu pai tá ruim, seu pai num vai aguentá. Até na véspera que ele tava bem ruim memo, tinha um trato. Meu pai, eu num vô, pai. Não meu fio, pode ir, seu pai tá ruim e eu quero que você continue. Aí cativô mais eu. Quando o pai fala isso pro fio, o fio tem que cativá. Desde o falecimento de seu pai, seu José Bideco, sessenta e oito anos, é um dos líderes da Congada de Cunha, organização com aproximadamente trinta e cinco integrantes nos dias atuais. O congueiro hoje cumpre a função de ajudante do mestre, auxiliando-o no momento da cantoria. Toca acordeon no momento do cortejo, embora também saiba tocar viola, violão e cavaquinho. A Congada de São Benedito encanta por toda sua organização, minuciosamente pensada. As vestimentas brancas, calças e camisas, as faixas vermelhas que se cruzam nos peitos dos congueiros, o paiá preso nas pernas dos dançadores, assim como o chapéu com flores pintadas à mão, formam um conjunto estético harmonioso, completado com a presença da música. A bandeira com a imagem de São Benedito segue à frente dos congueiros durante todo o cortejo. Logo atrás, vem o grupo organizado de acordo com uma estrutura preestabelecida, composta pelos ~ 103 ~ seguintes membros: mestre, ajudante do mestre, capitão, o general, o reis, assim mesmo chamado no plural, e os demais tocadores e congueiros. A função do mestre é cantar os primeiros versos que, posteriormente, serão repetidos pelos demais congueiros. O ajudante do mestre contribui repassando a letra da música entoada para os integrantes do grupo. Já o capitão e o general devem cuidar da organização da Congada, tomar conta das filas de congueiros, que são duas, dispostas uma em frente à outra, zelando para que estas não fiquem tortas ou desordenadas. O reis é encarregado de comandar a bandeira e ficar à frente do grupo com ela. O capitão e o general ficam na ponta da fila, onde estão os congueiros novos, sem muita experiência. É o capitão quem apita quando é necessária a atenção dos congueiros. O instrumental do grupo é composto por instrumentos como a viola, o violão, pandeiro, acordeon, surdos e caixas. Os paiás e bastões manejados no momento da dança são também incorporados aos instrumentos musicais. Esta função de dançador exige grande desenvoltura e seu José bideco preparo físico dos conguei-

19 ~ 104 ~ ros, considerando o esforço contínuo nas funções concomitantes de dançar manejando os bastões e bater os pés com o paiá no ritmo de cada música entoada. Não há restrições quanto à participação na Congada, há pessoas de diversas faixas etárias, jovens, adultos, idosos, assim como mulheres. As músicas cantadas no momento do cortejo são quase que exclusivamente feitas de improviso, de acordo com fatos ocorridos no momento do cortejo, ou em reverência ao santo homenageado. A maioria das letras é improvisada pelo mestre, quem deve ter profundos conhecimentos sobre as santidades de devoção da Congada, assim como os saberes que envolvem a criação de letras conforme o que o contexto pede. Seu José Bideco cantou um dos versos entoados nestas ocasiões: Não me deixe não, não me deixe não Ai, meu São Benedito não me deixe não Quando eu deixá este mundo Que é cheio de ilusão Eu quero morá com Deus Pra já vim a sarvação Não me deixe não, não me deixe não Ai, meu São Benedito não me deixe não. Outro integrante antigo do grupo é seu Antônio Monteiro, com oitenta anos nos dias atuais. Seu Antônio começou a participar do grupo com vinte anos de idade na cidade de Cunha, e já assumiu praticamente todas as funções possíveis na manifestação. Já foi reis, capitão, general e também presidente, ou seja, o responsável geral pela Congada, além de já ter sido tocador de surdo. Nos dias atuais, o antigo congueiro acompanha o cortejo sem participar no instrumental e dança. Também viaja junto com o grupo para todas as festas para as quais este é convidado em diversas cidades. Também participava de mutirões nas roças nos arredores de Cunha, trabalhos festivos em que o canto improvisado tinha presença marcante. Seu Antônio relembra estas ocasiões, do traba-

20 ~ 105 ~ lho durante o dia, a limpeza da roça, o roçado do pasto e, durante a noite, da festa, momento em que se dançava a chiba e o jongo. Seu Antônio acompanha a Congada de São Benedito, sobretudo, por gostar das cantorias e pela sociabilidade que os momentos de devoção proporcionam. Entretanto, o fato de não participar do grupo nos dias atuais não anula seus conhecimentos sobre a manifestação e a contribuição que é capaz de oferecer ao grupo. Indagado sobre o que é ser um bom congueiro, seu Antônio nos explica: Prá ser bom, ele tem que sabê batê bem o bastão, tem que sabê dançá, pegá o compasso certinho, que, aquele guiso que eles marra na perna, eles têm que pegá o compasso da batida do bastão. Conforme eles bate o bastão, eles dança e entoa com o bastão, o guizo, né? Devoção e festa são dois elementos que caminham juntos na Congada de São Benedito. A dança e o canto são significados como reza e reverência ao santo de devoção para os congueiros. Alguns destes participam do grupo por razões religiosas, como menciona seu Jozé Bideco: Eu tenho como religião mesmo, até na Congada eu converso, brinco com meus irmãos, mas tenho respeito pela bandeira, a gente respeita a bandeira, a bandeira de São Benedito (...). Entretanto, as constantes viagens proporcionam momentos importantes de sociabilidade e convívio entre devotos e congueiros que compartilham o modo de ver a vida e suas diferentes dimensões. Todas as atividades do grupo e gastos são arcados com recursos dos próprios congueiros, o que reforça a importância da Congada para seus participantes. Ao contrário do que acontecia antigamente, quando a Congada era festejada no ambiente rural, sobretudo nas festas juninas, nos dias atuais o grupo cumpre sua devoção em festas dedicadas aos santos católicos em diferentes cidades e estados, como Minas Gerais e Rio de Janeiro. No geral, a Congada participa de cortejos simples em eventos com a presença de outros grupos. A equipe do projeto De Sambas e Congadas observou a Congada de São Benedito de Cunha na cidade de Guaratinguetá, em festa dedicada ao santo padroeiro deste grupo. Conhecemos os congueiros nesta cidade e, posteriormente, viajamos a Cunha para entrevistarmos seu José Ferraz da Silva, cujo apelido é José Bideco, e seu Antônio Monteiro, no seu sítio nos arredores da cidade. A Congada de Cunha, que impressiona pela riqueza de detalhes e organização, parte do patrimônio imaterial da cidade, é referência viva para seus congueiros, que, com certeza, darão continuidade aos meneios entre guizos e manejos de bastões, como bem afirma o mestre Zé Bideco: Eu nasci aqui em Cunha, tenho sessenta e oito ano. Meu pai viveu setenta e quatro, morava aqui. Meu bisavô morava aqui. Então, nasceu aqui em Cunha mesmo. (...) Os cansado vai parando e vai ficando os mais novo.

21

22 Hoje é o nosso dia. (...) não tem prefeito, não tem padre, não tem juiz, nem delegado no dia de hoje. Hoje a cidade tá em festa e a cidade hoje é de São Benedito. A cidade hoje é dos congueiros. (trecho de entrevista cedida por Dino, integrante da Congada de Ilhabela)

23 ~ 108 ~ As embaixadas e bailes relacionados ao rei Congo atravessaram séculos na cidade de Ilhabela, com suas cores, cantos e espadas. Tanto, que a Congada de São Benedito completa, no período atual, aproximadamente duzentos e cinquenta anos de tradição. De modo diverso as duas organizações abordadas neste capítulo, de Guaratinguetá e Cunha, a Congada de Ilhabela é celebrada em uma festa de três dias em homenagem a São Benedito. Ao invés de simples cortejo, a organização de Ilhabela realiza três bailes diferentes nos dias de festa com encenações de embaixadas e guerra, permeadas por falas e músicas, entre o rei do Congo e o embaixador pagão, o primeiro representando os cristão e o segundo, os mouros. A equipe do projeto De Sambas e Congadas esteve em Ilhabela nos dias treze, quatorze e quinze de maio, os três dias da Festa de São Benedito, palco da atuação da Congada. A cidade litorânea contextualiza e ambientaliza toda a celebração desta expressão cultural que, antigamente, era praticada, sobretudo, por pescadores da própria cidade de Ilhabela. O período em que a Festa de São Benedito seria realizada estava condicionado ao ofício destes trabalhadores que, esperavam terminar o período de pesca de sardinha para iniciar as festividades dedicadas ao santo de devoção. A festa era, e ainda é, realizada no mês de maio, sem dia fixo, na lua cheia, no chamado claro, momento no qual já foram finalizadas as atividades pesqueiras (CORRÊA, 1981). Iracema Corrêa (1981) em seu estudo sobre a Congada local menciona que a presença de ne-

24 gros trazidos para o trabalho escravo nas lavouras comerciais, assim como contrabando no período posterior à proibição do tráfico negreiro, foi decisiva para a formação da Congada em Ilhabela. Devido à grande devoção por parte de todos os envolvidos com esta expressão cultural, nos dias de festa Deus está no céu e São Benedito na terra, homenageado e reverenciado. Os preparativos para a grande festa são iniciados na cidade com antecedência de um mês e envolve toda a população local. Todos os alimentos oferecidos à população nos dias de festa são provenientes de doações, sobretudo de moradores e comerciantes locais. A prefeitura também contribui com os preparativos da festa, assim como cede uma escola para a realização da tradicional Ucharia. Alcedino José da Cruz, o Dino, soldado do embaixador na Congada, ilustra bem o que esta celebração significa para os congueiros. Em suas palavras: É difícil explicar o que é a Congada, né? A Congada, na verdade, é uma união do povo de Ilhabela, posso dizê isso. Porque, se num tiver igreja, num tem Congada. Se num tiver a levantação do mastro, não tem Congada. Se num tiver Ucharia, não tem Congada. Então, é um grupo. A Congada é a devoção dos congueiros com São Benedito e, como São Benedito é da igreja católica, a Congada é isso. É uma união de igreja, povo, é Ilhabela, a Congada é Ilhabela. Dino começou a participar do grupo com cinco anos de idade, por influência de seus avós, mãe e tios, familiares envolvidos com a prática da Congada local. Hoje o congueiro cumpre a função de soldado do embaixador, entretanto, já foi outrora ~ 109 ~ soldado, até os dezoito anos, permaneceu cinco anos como príncipe e, posteriormente, foi embaixador durante quatorze anos consecutivos. Há dois anos Dino abandonou este posto, devido a um problema de coluna que o impede de realizar os esforços que o cargo demanda. Com cinquenta e um anos, Dino completa quarenta e seis anos na Congada de Ilhabela. A trajetória deste congueiro ilustra muito bem a composição da Congada local, que comporta integrantes de diferentes faixas etárias, desde crianças aprendizes, até idosos com histórias parecidas com a de Dino. A festa de São Benedito é composta por diversas atividades religiosas festivas e de entretenimento, apresentações musicais durante a noite. A festa é iniciada na sexta-feira com o levantamento do mastro do santo homenageado, seguido de apresentação da Congada Mirim, formada por trinta crianças. Logo depois, há a distribuição do bolo de São Benedito e da concertada, bebida elaborada com pinga, cravo, canela e açúcar. Já no sábado pela manhã ocorre a Meia Lua, pequena procissão em que congueiros caminham ao som da marimba e dos atabaques, carregando o andor de São Benedito, com coreografia própria. Após a Meia Lua ocorrem dois bailes das ruas da Vila, no centro da cidade. Aproximadamente ao meio dia e meia ocorre a Ucharia, almoço servido a toda a população presente na localidade nos dias de festa. Já às duas e meia da tarde a Congada realiza três bailes completos. No domingo, dia de encerramento da festa de São Benedito, ocorre a Meia Lua às oito e meia da manhã. Às nove horas ocorre a Missa dos Congos na Igreja Matriz Nossa Senhora D Ajuda e Bom Sucesso. Já por volta das dez e meia são iniciados dois bailes. Na hora do almoço ocorre a Ucharia, sendo que no início da tarde é iniciado o primeiro dos três bailes que encerrarão a festa de São Benedito. Após o último baile é realizada uma procissão com o andor de São Benedito junto com queima de fogos. Conforme nos explica Corrêa (1981), a Congada de Ilhabela simboliza a luta de dois grupos que se desentendem pelo fato ambos reivindicarem para si o direito de festejar São Benedito. Dino também ressalta que a Congada representa uma guerra entre pai e filho, já que o embaixador é filho do rei, fato revelado do último baile. Sem que este fato seja desvendado, o embaixador tenta tomar o reinado do rei. Devido à complexidade desta congada, são diversos os personagens presentes no momento do folguedo. Iracema Corrêa, em pesquisa realizada sobre a Congada em Ilha-

25 ~ 110 ~ bela, confirma a influência do livro Carlos Magno e os Doze Pares de França, e do complexo mouro cristão, conforme foi mencionado no início deste capítulo, nessa celebração. O grupo do rei, que representa os cristãos, é todo vestido com indumentária preponderantemente azul. São estes o príncipe, o secretário, o cacique e os soldados. O grupo do embaixador, todo com vestimentas vermelhas, representando os mouros, também mantém o cacique, o príncipe, o secretário e um grupo de soldados. A celebração é composta por dramatizações com partes ora faladas, ora cantadas, e também pela dança e o choque entre espadas. Sobre a representação, Corrêa (1981, p. 40) nos explica a sua organização: Os congos ou congueiros, para a representação, são divididos em dois grupos: o dos Congos de Cima, que compreendem os Fidalgos ou Vassalos do Rei, considerados cristãos e que simbolizam de forma confusa, os Pares de França com seu Rei; e o dos Congos de Baixo, ou Congos do Embaixador, que são os não batizados, pagãos, mouros ou infiéis (...) os novatos começam sendo Congo de Baixo, não havendo número fixo para estes, podendo entrar à vontade. Quando toda a encenação tem início, estão sentados o rei e a rainha, como os instrumentistas ao fundo, um tocador de marimba e dois tocadores de atabaques. As figuras principais da Congada

26 são o rei e o embaixador, a presença da rainha é apenas decorativa. O rei, chamado também como reis nas falas dos congueiros é principal personagem da Congada. Corrêa menciona que este cargo é vitalício, transmitido por meio de herança familiar. Já a rainha é uma personagem ilustrativa, não tem nenhuma fala, permanece sentada ao lado do rei durante toda a encenação, e é escolhida anualmente dentre jovens que tenham promessas para cumprir. A rainha deve ter entre doze e quatorze anos e deve ser virgem. A figura do embaixador representa um dos filhos do rei, o qual saiu de casa ainda pequeno e foi criado e educado por pagãos. As vestimentas utilizadas no momento da celebração são ricas em detalhes, com o uso de capas e chapéus minuciosamente ornamentados e diversos entre si. O que diferencia os bailes encenados e cantados são elementos como o canto e o texto. Como bem explica Dino a respeito dos três bailes realizados: O primeiro baile tem uma guerra só. O segundo são duas guerras e o terceiro uma também. Só que o terceiro baile, o secretário do rei, ele vai comunicá que o embaixador é filho dele. Até então ele não sabia. (...) Se você não conseguir assistir os três bailes, você não entende a Congada. E, principalmente o último baile de domingo que é onde o embaixador pede perdão ao rei e se apresenta realmente como filho dele. Como exemplo, transcrevemos a seguir algumas embaixadas transcritas por Iracema Corrêa (1981, p ), falas dos soldados do rei, direcionadas ao soberano do Congo no início da encenação: ~ 111 ~ Rei e embaixador da congada 1 Soberano Rei do Congo O Cacique lá de baixo Uma nova veio dá O Embaixador de Luana (Luanda) Contra nós vai guerreá E diz que tem certeza Vencê nosso império reá. 2 Soberano Rei de Congo Mas que nos pés de Jesus Cristo, Navio plantado na areia A gente do Embaixador Tudo aquilo é fantasia Sendo ele fantasia Nós teremos um vencedor Pela voz do secretário Ele intimida o Embaixador 3 Soberano Rei de Congo Brilha ouro e brilha a prata Brilha a flor de maravilha Também brilha Santana Com sua filha Maria (...) 4 Soberano Rei de Congo São Benedito lá no céu É um santo verdadeiro No reino de sua glória De Deus foi ele (grande) cozinheiro Sendo ele cozinheiro Porque foi merecedor Dos pães que dava pros pobres

27 Na cesta tornou-se em flor Asflores eram brilhantes Mais lindas que a luz do sol Mas brilha São Benedito No seu império maior. Os instrumentos musicais utilizados no festejo são uma marimba e dois atabaques. No ano de 1981, Iracema Corrêa observou a presença de uma viola também. A marimba, que na época pesquisada pela autora tinha cento e cinquenta anos, permanece sempre disposta entre os dois atabaques. Instrumento de origem banto-africana, a marimba de arco utilizada em Ilhabela possui seis teclas de madeira, presas em outra madeira em baixo destas com uma corda de couro. E por baixo de cada tabuleta de madeira há uma cabaça cortada um pouco acima de sua metade. De acordo com pesquisa feita por Corrêa, as madeiras utilizadas para a elaboração da marimba eram o ipê, canela preta e a peroba, por exemplo. No momento da Meia Lua o instrumento é percutido pelo tocador em pé, porém em todos os outros atos da celebração o tocador permanece sentado. Assim, uma tira de tecido é amarrada nas laterais no instrumento, a qual ficará presa ao pescoço do tocador. Já os atabaques são pintados com as cores azul, vermelha e branca, e possuem uma alça, a qual facilita que os tocadores toquem os instrumentos de pé, quando necessário. Homens e mulheres participam ativamente da Congada em Ilhabela, entretanto, com funções diferenciadas na grande festa dedicada a São Benedito. Enquanto os homens participam como congueiros, as mulheres contribuem com a Ucharia, termo que significa despensa da casa real, de ~ 112 ~ acordo com Iracema Corrêa. A Ucharia consiste no almoço gratuito oferecido a toda a comunidade presente na festa de São Benedito, para os congueiros, seus familiares, acompanhantes ou apenas visitantes. Todo o alimento preparado na Ucharia é proveniente de doações da comunidade, de comerciantes e da própria prefeitura local. Dino menciona algumas mudanças que ocorreram na celebração da Congada em Ilhabela. Uma das maiores modificações foi o aumento do alcance do festejo, que impulsionou a participação de toda cidade nas atividades da congada. O congueiro relembra que no passado existia o festeiro da igreja e o festeiro de rua, chamado como festeiro de São Benedito, este último responsável pela Ucharia. Eram selecionados casais que ficavam responsáveis pelo oferecimento do café da manhã de sexta-feira também. Nos dias atuais, a festa é realizada com doações de toda a comunidade de Ilhabela. Como

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