Plano de Habitação de Contagem

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3 Plano de Habitação de Contagem Volume I É com satisfação que a Prefeitura Municipal de Contagem deixa aos futuros gestores as diretrizes de ação da Política Municipal de Habitação expressas nas proposições contidas neste Plano de Habitação. Plano este decorrente dos compromissos assumidos pelo Município junto ao Governo Federal e que constitui a última etapa da adesão do Município ao Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social. O Plano foi elaborado ao longo da gestão em que estive à frente da Prefeitura e sistematiza o que foi executado e os desafios para o próximo decênio, uma vez que as politicas públicas e, em especial a política de habitação, tratam de ações e projetos de longo prazo. Assim, implementar e desenvolver uma cultura de planejamento na administração pública municipal, hoje, vejo como condição para fazer a cidade avançar em um patamar satisfatório de vida à todos os cidadãos. O ato de planejar é a mola propulsora para buscar novos avanços, parcerias e métodos de trabalho que tenham o planejamento participativo como um principio da democracia e um salto de qualidade na forma de administrar uma cidade e torná-la cada vez mais humana e melhor de se viver. A estratégia de ação central do Plano de Habitação, definida amplamente entre Prefeitura, Sociedade Civil e Conselho Municipal de Habitação, cuida de integrar e nivelar as condições sócio urbano ambiental da população das vilas e favelas de Contagem, bem como reduzir o déficit habitacional qualitativo e quantitativo da população de baixa renda. Para que nos próximos 10 ou 15 anos isto seja uma realidade, é necessário prosseguir e ampliar os níveis de investimento no setor habitacional da Prefeitura e ampliar as parcerias como os governos do estado e da união federativa. Recomendo aos futuros governantes da cidade de Contagem investirem na participação da sociedade na busca das soluções para os grandes desafios da questão habitacional. Oportunamente, este Plano, define a realização em 2013 da primeira conferência municipal de habitação no âmbito das estratégias e proposições aqui contidas. Marília Campos Prefeita Municipal Contagem, Dezembro de

4 prefeitura municipal de contagem PLANO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO Elaboração e Realização Prefeitura Municipal de Contagem Prefeita Municipal Marília Aparecida Campos Chefe de Gabinete André Teixeira Coordenação Geral Antonia Puertas Jimenez Coordenação de Política Fundiária Vinicius Henrique Figueiredo Coordenação de Mobilização e Secretaria Técnica Executiva Rodrigo Seixas Coordenação de Comunicação Ivanir Corgosinho Secretaria Administrativa Janete Costa da Silva Sílvia Araújo Consultor Colaborador Sérgio de Azevedo Empresa Contratada: Fundação AVSI Gianfranco Commodaro Diretor CoordenaçãoTécnica Carolina Portugal Gonçalves da Motta Secretaria Técnica Executiva Artur Magnani Figueiredo Técnicos Adriana Ribeiro de Gouveia Carolina Portugal Gonçalves da Motta Felipe Gustavo Conrado Matheus F. Barbosa Bahia Fritzsons Participação Natália Lelis (parte da primeira etapa) e Paula Carvalho Louzada (segunda etapa) Estagiários Bruno Giacomini Nogueira Coelho Victor Fernandes Siqueira 2

5 Plano de Habitação de Contagem Volume I COMPOSIÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO Sociedade Civil Movimento Popular Ângela Maria da Silva / Reginaldo de Souza Pinto Duarte Cláudio Soares Nogueira / Sirley de Jesus Santos Ivo Eustáquio Bruno / Celso Amarante de Sousa Josias Martins / Lourival de Souza Neto João Carlos de Souza Marcelino / Isabel de Paula Souza Sociedade Civil - Entidades André de Sousa Lima Campos / Geraldo Jardim Linhares Júnior Egmar Pereira Panta / Sérgio Mariano da Silva Aldo Geraldo Liberato / Ronaldo Rogério Maciel Adriana Gouveia / Regina Maria da Silva Ednéia Cândida Alcântara Machado Câmara Municipal Vereador Alexsander Chiodi da Silva / Vereador Rogério Braz de Almeida Vereador Ivayr Nunes Soalheiro / Vereador Adenir José Bravo Executivo Municipal Isnard Monteiro Horta (Presidente, Secretário da SMDU) Vinicius Figueiredo Henrique / Gildete Martins (SAHAB) Maria José Filardi Victoriano / Evaldirene Oliveira de Faria (SAHAB) Tânia Maria de Araújo Ferreira / Luciane Mitraud Carvalho (SMDU) Leonardo Borges Castro / André de Castro Meireles (SEMOBS) Maurício Rangel de Souza / Gláucia Lucas Coelho (SMDS) Antonia Puertas Jimenez(Gabinete da Prefeita) João de Deus Vanderley Coelho (SEFAZ) Jorge Abel Herbert de Melo / Dalbo Diaquenes Gonçalves dos Santos (SEPLAN) EQUIPE DE DIREÇÃO DA SAHAB Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano Isnard Monteiro Horta Coordenador de Intervenção em Assentamentos Precários Vinícius Figueiredo Henrique Coordenador de Novos Assentamentos Maria José Filiardi Victoriano Coordenação Executiva do PAC Habitação Claúdia Gontijo Andrade Diretores: Diretoria de Informações Silvânia Aparecida Lopes Teixeira Burato Diretoria de Projetos Habitacionais Aurélia Gimenes Antunes Gomes Diretoria de Aquisição e Locação Habitacional Maria Alice Coelho Paranhos Diretoria de Intervenção Integrada Rógelis Ferreira de Aguiar 3

6 prefeitura municipal de contagem LISTA DE SIGLAS ABC Associação Brasileira de COHABs e Agentes Públicos de Habitação AMABEL Associação de Moradores de Aluguel de Belo Horizonte AMAC Associação dos Moradores de Aluguel de Contagem ANA Agência Nacional de Águas ANSUR Articulação Nacional do Solo Urbano AIS Áreas de Especial Interesse Social AIURB Área de Especial Interesse Urbanístico ARMBH Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte ASMAC Associação dos Catadores de Material Reciclável ASN Aglomerados subnormais BIDU Boletim de Informações e Dados Urbanos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano da Prefeita Municipal de Contagem BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNH Banco Nacional de Habitação BPC Benefício de Prestação Continuada CA Coeficiente de Aproveitamento CADúnico Cadastro único para Programas Sociais CEASA Central de Abastecimento de Minas Gerais SA CEB Comunidades Eclesiais de Base CECON Centro Empresarial de Contagem CEDEPLAR Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas FACE da UFMG CEF Caixa Econômica Federal CEMEI Centro Municipal de Educação Infantil CEMIG Companhia Energética de Minas Gerais CEURB Centro de Estudos Urbanos da UFMG CGAR Comitê Gestor de Áreas de Risco CINCO Centro Industrial de Contagem COHAB Companhia de Habitação COMHAB Conselho Municipal de Habitação CONPARQ Fundação Municipal de Parques e Áreas Verdes de Contagem CONTERRA Companhia Municipal de Habitação COOHABEL Cooperativa Metropolitana de Habitação Popular de Belo Horizonte COPASA Companhia de Água e Saneamento de Minas Gerais CRI Cartório de Registro de Imóveis CUCO Companhia Urbanizadora de Contagem DOC Diário Oficial de Contagem DPR Diagnóstico Participativo Rápido FAR Fundo de Arrendamento Residencial FAS Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social FGTS Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FJP Fundação João Pinheiro FNHIS Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social FNSHDU Fórum Nacional dos Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano FUMHIS Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social HIS Habitação de Interesse Social IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IPTU Imposto Predial e Territorial Urbano ITBI Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis LCE Lei Complementar Estadual MCMV Minha Casa Minha Vida MDB Movimento Democrático Brasileiro (Partido Político) MDF Movimento de Defesa do Favelado MPM Movimento Popular por Moradia NUDEC Núcleo de Defesa Civil OGU Orçamento Geral da União OP Orçamento Participativo PAC Programa de Aceleração do Crescimento PAR Programa de Arrendamento Residencial PDDI Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado PIB Produto Interno Bruto PIIN Plano de Intervenção Integrada PLANHAB Plano Nacional de Habitação PMC Prefeitura Municipal de Contagem PMCMV Programa Minha Casa Minha Vida PMDB Partido do Movimento Democrático Brasileiro PMHIS Plano Municipal de Habitação de Interesse Social PMRF Plano Municipal de Regularização Fundiária PMRR Plano Municipal de Redução de Risco PNAD Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNDU Política Nacional de Desenvolvimento Urbano PNH Política Nacional de Habitação PPA Plano Plurianual de Aplicações PRODEFAC Programa de Desenvolvimento de Comunidades Faveladas de Contagem PRÓ-FAVELA Programa Municipal de Regularização de Favelas de Belo Horizonte PROVILA Programa Municipal de Vilas PSDB Partido da Social Democracia Brasileira PT Partido dos Trabalhadores PTTS Projeto de Trabalho Técnico Social PUC MG Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais REMO Reassentamento Monitorado RMBH Região Metropolitana de Belo Horizonte SAGEURB SecretariaAdjunta de Gestão Urbana SAHAB Secretaria Municipal Adjunta de Habitação de Contagem SBPE Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo SEDUMA Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente SEFAZ Secretaria Municipal de Fazenda SEMOBS Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos SEPLAN Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação Geral SETAS Secretaria Municipal de Trabalho e Ação Social SETOP Secretaria Estadual de Transportes e Obras Públicas SFH Sistema Financeiro de Habitação SIGDAIS Sistema Informativo Geográfico e de Dados das Áreas Especiais de Interesse Social SIMHIS Sistema Municipal de Habitação de Interesse Social SM Salário Mínimo SMDS Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social SMDU Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano SNH Secretaria Nacional de Habitação SNHIS Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social SUDECON Superintendência de Desenvolvimento de Comunidades TEAR Trabalho Educativo nas Áreas de Risco UBS Unidade Básica de Saúde UGC Unidade Gestora de Convênio UFMG Universidade Federal de Minas Gerais UH Unidade Habitacional ZAD Zona Adensável ZEU Zona de Expansão Urbana ZUI Zona de Uso Incômodo 4

7 Plano de Habitação de Contagem Volume I Lista de Gráficos Gráfico 4.1: Composição do PIB municipal - Contagem, Gráfico 4.2: Contribuição percentual do PIB municipal no valor agregado de Minas Gerais - Contagem, Gráfico 4.3: Participação percentual dos maiores PIBs municipais de Minas Gerais Gráfico 4.4: População Total de Contagem 1950 a Gráfico 4.5: Pirâmide etária da população - Contagem, 2000 e Gráfico 4.6: Pirâmide etária da população dos assentamentos precários 1 - Contagem, Gráfico 4.7: População segundo auto declaração de cor/raça - Contagem, Gráfico 4.8: Taxa de alfabetização da população de 10 anos ou mais - Regionais de Contagem, Contagem e Minas Gerais, Gráfico 4.9: Proporção de domicílios particulares permanentes segundo renda domiciliar per capita 1 em Salários Mínimos 2 Contagem e Minas Gerais, Gráfico 4.10: Distribuição percentual das pessoas de 10 anos ou mais por classe de rendimento no trabalho principal (em salários mínimos 1 ), por regionais - Contagem, RMBH e Minas Gerais, Gráfico 6.1: Distribuição percentual de domicílios segundo existência de banheiro ou sanitário e forma de coleta de esgoto - Regionais, Contagem, Minas Gerais e Brasil, Gráfico 6.2: Número de Domicílios particulares permanentes em Assentamentos Precários sem banheiro ou sanitário de uso exclusivo Contagem, Gráfico 6.3: Distribuição percentual de domicílios segundo forma de distribuição de energia elétrica - Contagem, Minas Gerais e Brasil, Gráfico 6.4: Distribuição percentual de domicílios segundo fonte de distribuição de água - Contagem, Minas Gerais e Brasil, Gráfico 6.5: Distribuição percentual de domicílios, segundo forma de coleta de lixo - Regionais, Contagem, Minas Gerais e Brasil, Gráfico 6.6: Número de domicílios particulares permanentes em Assentamentos Precários sem coleta de lixo - Contagem, Gráfico 6.7: Número total de domicílios e número total de construções em Assentamentos Precários - Contagem, Gráfico 6.8: Proporção de residências alugadas em Assentamentos Precários do município de Contagem, Gráfico 6.9: Escolaridade do morador entrevistado (chefe do domicílio ou conjugue) - Contagem, Gráfico 6.10: Percentual de famílias segundo satisfação como o domicilio atual, em relação ao anterior - Contagem, Gráfico 6.11: Distribuição percentual dos domicílios anteriores, segundo material utilizado nas paredes externas destes - Contagem, Gráfico 6.12: Distribuição percentual dos domicílios anteriores segundo a proveniência da água utilizada - Contagem, Gráfico 6.13: Distribuição percentual dos domicílios anteriores, segundo a origem da energia elétrica utilizada - Contagem, Gráfico 6.14: Distribuição percentual dos domicílios anteriores segundo a forma de coleta de lixo Contagem, Gráfico 6.15: Distribuição percentual dos domicílios anteriores, segundo o tipo de escoamento sanitário utilizado - Contagem, Gráfico 6.16: Percentual de moradores segundo percepção de melhoria no acesso aos serviços de distribuição de água no domicilio Gráfico 6.17: Percentual de moradores segundo percepção do acesso aos serviços de energia elétrica no domicilio atual, em relação ao anterior - Contagem, Gráfico 6.18: Percentual de moradores segundo percepção de melhoria no acesso a coleta de lixo no domicílio atual, em relação ao anterior - Contagem, Gráfico 6.19: Percentual de moradores segundo percepção do acesso ao escoamento sanitário, no domicílio atual em relação ao anterior - Contagem, Gráfico 6.20: Percentual de moradores, segundo percepção de acesso aos serviços de saúde no domicílio atual, em relação ao anterior Gráfico 6.21: Percentual de moradores segundo percepção do acesso a serviços de educação no domicílio atual, em relação ao anterior - Contagem, Gráfico 6.22: Percentual de moradores segundo a percepção do acesso à creches no domicílio atual, em relação ao anterior - Contagem, Gráfico 6.23: Percentual de moradores segundo acesso às praças e aos locais de esporte e lazer públicos, no domicílio atual em relação ao anterior - Contagem, Gráfico 6.24: Percentual de moradores segundo percepção do acesso aos serviços de transporte público no domicílio atual, em relação ao anterior - Contagem, Gráfico 6.25: Percentual de moradores segundo percepção da situação da segurança no domicílio atual em relação ao anterior - Contagem, Gráfico 6.26: Percentual de moradores que afirmaram a existência de insetos ou animais transmissores de doenças no domicilio anterior e no atual - Contagem, Gráfico 6.27: Percentual de moradores, segundo satisfação em residir em apartamento - Contagem, Gráfico 6.28: Percentual de moradores que consideram o condomínio organizado - Contagem,

8 prefeitura municipal de contagem Lista de Figuras Figura 4.1: Mapa da localização de Contagem na RMBH Figura 5.1: Mapa da dinâmica metropolitana da RMBH Figura 5.2: Mapa de concentração da atividade imobiliária na RMBH Figura 12.1: Sequência das atividades de Participação Popular Lista de Quadros Quadro 6.1: Conjuntos Habitacionais construídos no âmbito do PAR, regional do empreendimento, número de unidades habitacionais e data de inauguração - Contagem, 2000 a Quadro 6.2: Unidades Habitacionais produzidas no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida, regionais, número de unidades e agentes responsáveis pela construção QUADRO 6.3: AIS1 Vilas, favelas e loteamentos públicos de Contagem QUADRO 6.4: Tipo de localidades em Contagem por região QUADRO 6.5: Loteamentos habitacionais particulares irregulares QUADRO 6.6: Loteamentos habitacionais irregulares em Contagem QUADRO 6.7: Síntese do número de AIS 1 e aglomerados subnormais (ASN) por regiâo e nº de domicílios - SAHAB 2008 e IBGE QUADRO 6.8: Loteamentos públicos irregulares de Contagem SAHAB QUADRO 7.1: Ações de saneamento integrado QUADRO 7.2: PIIN - Plano de intervenção integrada QUADRO 7.3: Urbanização Integrada com Remoção e ReassentamentoTotal QUADRO 7.4: Urbanização Integrada com Remoção Parcial QUADRO 7.5: Regularização Fundiária Plena QUADRO 7.6: Quadro geral de urbanização de vilas e produção habitacional de interesse social QUADRO 7.7: Obras de risco contenção de encostas Quadro 10.1: Metas, Indicadores, Objetivos, Prazos e Responsável: Quadro 10.2: Metas, Indicadores e Prazos Quadro 10.3: Metas, Indicadores e Prazos: Quadro 10.4: Metas, Indicadores e Prazos: Quadro 10.5: Metas, Indicadores e Prazos: QUADRO 11.1: Metas em execução pela SAHAB/ FUMHIS: Lista de Tabelas Tabela 3.1: Déficit Acumulado e as metas do Programa Minha Casa Minha Vida distribuição do déficit por faixa de renda Tabela 4.1: Taxa de crescimento populacional entre 2000 e Contagem, Belo Horizonte, RMBH, Minas Gerais e Brasil.28 Tabela 4.2: Número absoluto, taxa de crescimento, número de incremento populacional, percentual da população por regional e proporção de mulheres e homens em cada regional e na população do município - Contagem, 2000 e TABELA 6.1: Número de domicílios segundo tipologia do IBGE Tabela 6.2: Número de domicílios particulares permanentes, percentual de domicílios particulares permanentes segundo tipo de família e número médio de moradores - Contagem, RMBH e Minas Gerais, Tabela 6.3: População e projeção populacional da população total - Contagem, 2000, 2010, 2015, 2020, 2023 e Tabela 6.4: Número de domicílios e projeção do número de domicílios por renda, local de moradia - Contagem, 2010, 2015 e Projeção Conservadora Tabela 6.5: Número de domicílios e projeção do numero de domicílios por renda, local de moradia Contagem 2010, 2015 e TABELA 6.6: Tabela síntese do acréscimo no número de domicílios, a partir dos dois cenários de projeção Tabela 6.7: Déficit Habitacional Básico e Déficit Qualitativo, total e por assentamentos precários Região Metropolitana de Belo Horizonte, 2000 e 2008; Contagem, 2000, 2008, 2010, 2015 e Tabela 6.8: Síntese da projeção de domicílios, déficit habitacional e inadequação total e em assentamentos precários - Contagem, TABELA 6.9: Número médio de pessoas por domicílio em cada conjunto e em seus domicílios anteriores - Contagem, TABELA 6.10: Número médio de pessoas por dormitório em cada conjunto e em seus domicílios anteriores - Contagem, TABELA 7.1: Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social / despesa empenhada a 2011 (R$) Tabela A.1: Valores totais estimados para os Programas e Ações do Plano de Habitação de Contagem, 2012 a Tabela A.2: Valores anuais estimados para os Programas e Ações do Plano de Habitação de Contagem, 2012 a

9 Plano de Habitação de Contagem Volume I SUMÁRIO INTRODUÇÃO APRESENTAÇÃO METODOLOGIA...14 CAPíTULO I CONTEXTO NACIONAL DA POLÍTICA DE HABITAÇÃO Sistema Nacional de Habitação Programas e Ações Federais O PMCMV dentro do contexto do Plano Nacional de Habitação e da Prefeitura de Contagem CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO ASPECTOS HISTÓRICOS, SOCIOECONÔMICOS, AMBIENTAIS E URBANOS Histórico da Evolução Urbana e Habitacional do Município Aspectos Gerais e Econômicos Aspectos Demográficos e Econômicos da População CONTAGEM E SUA INSERÇÃO NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE Empreendimentos Estruturantes e Sistema Rodoviário na RMBH As Centralidades Metropolitanas Atividade Imobiliária Atual Contagem no Plano Metropolitano...35 CAPíTULO II DIAGNÓSTICO HABITACIONAL A. CARACTERIZAÇÃO DOS DOMICÍLIOS A.1. Projeção populacional e do número de domicílios A.2. Déficit Habitacional Quantitativo e Qualitativo A.3. Produção Habitacional e Mercado Imobiliário (Oferta Habitacional) A.4. Síntese dos domicílios e déficit habitacional B. POLíTICA FUNDIÁRIA

10 prefeitura municipal de contagem 6.B.1. Contexto B.2. Marco legal e ações desenvolvidas B.3 Ações realizadas e em desenvolvimento B.4. Ações necessárias identificadas como inexistentes C. ÁREAS DE ESPECIAL INTERESSE SOCIAL C.1. AIS 1 e Aglomerados Subnormais C.2. AIS 1 e Loteamentos Habitacionais Públicos Irregulares C.3. AIS 2 e principais instrumentos urbanísticos D. EMPREENDIMENTOS HABITACIONAIS OBJETO DE PESQUISA D.1. Descrição dos empreendimentos habitacionais D.2. Perfil socioeconômico e pesquisa de satisfação dos moradores reassentados D.3. Síntese dos dados da pesquisa nos conjuntos habitacionais...90 CAPITULO III SISTEMA MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL DE CONTAGEM Contexto Histórico Contexto da Atual Gestão Desenvolvimento do Sistema Municipal de Habitação de Interesse Social Conselho Municipal de Habitação (COMHAB) Conferência Municipal de Habitação Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FUMHIS) Política Municipal de Habitação de Interesse Social Órgão Gestor da Política e Principais Ações Implementadas CAPiTULO IV ESTRATÉGIAS DE AÇÃO Justificativa da estratégia PRINCÍPIOS E OBJETIVOS Princípios Objetivos Objetivo Geral Objetivos Específicos

11 Plano de Habitação de Contagem Volume I 10. DIRETRIZES Diretriz e metas da Ação Institucional Diretriz e metas da Participação Popular e Controle Social Diretrizes e metas da Política Fundiária Diretriz e metas da Política de Inclusão Social, Urbana e Ambiental Diretriz e metas da Política de Produção Habitacional PROGRAMAS MUNICIPAIS PROGRAMA MUNICIPAL DE PREVENÇÃO E REDUÇÃO DE RISCO PROGRAMA MUNICIPAL DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA PROGRAMA MUNICIPAL DE URBANIZAÇÃO PLENA E INTEGRADA DE VILAS E FAVELAS PROGRAMA MUNICIPAL DE REASSENTAMENTO MONITORADO (REMO) PROGRAMA MUNICIPAL DE BOLSA MORADIA PROGRAMA MUNICIPAL DE MANUTENÇÃO E CONTROLE EM AIS SERVIÇO MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO HABITACIONAL AÇÕES COMPLEMENTARES TRANSVERSAIS Criação do Órgão Gestor da Política de Habitação Participação Popular e Controle Social Demarcação de terras para AIS Parceria com IBGE Implantar Assistência Técnica SISTEMA DE AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DAS AÇÕES DA POLÍTICA DE HABITAÇÃO CONSIDERAÇÕES FINAIS Referências APÊNDICE A. ESTIMATIVAS DE CUSTO DAS AÇÕES E PROGRAMAS

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13 Plano de Habitação de Contagem Volume I INTRODUÇÃO Este documento constitui o Plano Municipal de Habitação de Contagem. Está organizado em quatro capítulos. O primeiro apresenta sucintamente a metodologia de elaboração e a política nacional de habitação. Contextualiza e caracteriza o Município nos aspectos históricos, econômicos, sociais, ambientais, e, no processo de urbanização e inserção da cidade na região metropolitana de Belo Horizonte. A segunda parte trata da elaboração do diagnóstico habitacional e projeção da demanda habitacional até 2023, a avaliação da política fundiária, com uma sistematização das ações e algumas práticas da atual Política Municipal de Habitação, bem como, a elaboração de pesquisa quantitativa em três empreendimentos habitacionais, formando o diagnóstico habitacional e a análise e avaliação que o Plano apresenta da conjuntura em que se desenvolve. O terceiro capitulo do Plano discute e avalia a implantação do Sistema Municipal de Habitação de Interesse Social (SIMHIS) discorrendo sobre ações e programas governamentais nas últimas décadas e a base normativa e institucional. A ênfase fica com a atual gestão administrativa formada por dois mandatos consecutivos. O quarto e, último, capítulo cuida da estratégia de ação. A definição e ampliação das diretrizes, estratégias, linhas de ação e programas que seguem neste Plano são expressão e, também, demanda das intervenções atuais. As novas proposições apresentadas são de caráter complementar e interdependentes às linhas de ação e programas em execução. A estratégia de ação adotada é a confirmação da práxis em desenvolvimento no processo de urbanização integrada de Vilas e Favelas e a demarcação de áreas vazias destinadas a habitação de interesse social. O Plano evita o estabelecimento, definição ou hierarquia de prioridades por considerar ser esta uma questão dependente de rigorosos critérios técnicos e políticos conforme os meios e possibilidades que surgem a cada momento da ação de intervenção na realidade e da gestão administrativa. É necessário esclarecer que a elaboração do diagnóstico habitacional realiza-se antes do IBGE divulgar a totalidade dos dados do Censo Demográfico de Este fato, aliado aos investimentos de urbanização de vilas e favelas e infraestrutura urbana, recentes, bem como parte do aumento populacional gerado pela produção habitacional da iniciativa privada, não foram registrados na totalidade pela pesquisa de dados do referido Censo, interferindo, portanto, nos dados e análise do diagnóstico a que se chegou. O Plano é composto de três volumes, denominados: Cadernos de Habitação. O primeiro caderno trata do Plano propriamente dito, o segundo trata de caracterizar e elaborar um breve diagnóstico dos assentamentos precários existentes e, o terceiro, de circulação interna restrita, trata da identificação e proposta de demarcação de áreas vazias como Áreas de Interesse Social AIS2, destinadas para habitação de interesse social. 11

14 prefeitura municipal de contagem 1. APRESENTAÇÃO A Prefeitura Municipal de Contagem, aliada ao Governo Federal na implantação da Política Municipal de Habitação, ao finalizar a elaboração do Plano Municipal de Habitação, reafirma a determinação de fazer frente a dívida social urbana e ambiental acumulada no processo de inversão da população brasileira do campo para a cidade. Assim, diante dos desafios do crescimento desordenado e descontrolado das cidades brasileiras, realiza esforços junto ao grave problema habitacional que as regiões metropolitanas brasileiras apresentam, principalmente, junto a população de menor renda e, em especial, àquelas famílias que necessitam ter o Estado como propulsor de seu desenvolvimento. Nesse contexto o Plano Municipal de Habitação, apresenta e reforça os princípios da Política Municipal de Habitação, seus objetivos e amplia as diretrizes programáticas. O diagnóstico habitacional aponta o desafio de reduzir o déficit habitacional, sobretudo da população de interesse social, bem como o desafio de suprir os problemas de infraestrutura e risco das moradias. Os desafios decorrentes do diagnóstico passam pela destinação de terra, áreas para a produção habitacional à população de menor renda. Assim este plano dialoga com os programas e demais ações no âmbito da política de habitação em curso na cidade e propõe a demarcação de áreas como AIS 2, estratégia que deve estar aliada à implantação de serviço público permanente de controle do território municipal. As estratégias que o Plano apresenta endossam a prática e os programas em desenvolvimento e a necessária sintonia com a Política Nacional de Habitação e com as estratégias de ação do Ministério das Cidades, que, no âmbito municipal, são determinantes do planejamento a ser promovido e atualizado periodicamente. As proposições do Plano explicitam e levam a reflexão da necessária organização dos poderes públicos, da iniciativa privada e das organizações populares para fazer frente a complexidade da questão habitacional na cidade e na região metropolitana. O grande consenso que se pode aferir e que se diferencia do que já é praticado, é a necessária implantação de ações para fazer frente ao ciclo - loteamento irregular, falta de habitação para a população de menor renda e autoconstrução irregular nas periferias -, fundamentalmente em territórios ocupados que se favelizam por necessidade real de moradia ou por investidores de pequeno porte que promovem a moradia de aluguel irregular e, em áreas de risco. A parte ilegal da cidade avança nas áreas mais frágeis ambientalmente e mais impeditivas que são as áreas de proteção de mananciais, fato que se observa na cidade a partir dos anos 80, principalmente em Vargem das Flores, e, poderá ser agravado na atualidade pelo excessivo impacto no preço da terra gerado pelo Programa Minha Casa Minha Vida. A busca de uma Contagem mais igual, mais democrática passa por uma reforma urbana com centralidade na produção de terra urbanizada e legal para o segmento populacional de menor renda. Portanto, pelo controle do uso e ocupação da terra, para cumprir sua função social. O fato de no contexto deste Plano estar parcialmente incluída a demarcação e a destinação de terras particulares para serem ocupadas e comercializadas como área de interesse social constitui o eixo central e de concretude à Política Municipal de Habitação, bem como as metas e instrumentos de ação que são apresentadas neste Plano. A estratégia central do Plano é a intervenção integrada de urbanização e regularização fundiária das Vilas e Favelas, com ênfase no aproveitamento dos territórios ocupados, na perspectiva do melhor aproveitamento do solo e, aqueles territórios objeto de intervenções urbanísticas, que passam a constituir localidades em condições de regularização fundiária. O processo de intervenção integrada que se desenvolve para urbanizar vilas e favelas, da fase de planejamento participativo até o ciclo de obra e regularização fundiária, deve interagir com as demais políticas públicas que estão presentes no território ou na articulação daquelas que se fazem necessárias. Esta interação deve ser implementada a partir dos planos setoriais que estão em elaboração ou em execução no município. A exemplo o Plano Municipal de Segurança Alimentar, o Plano de Resíduos Sólidos, o Plano de Macro Drenagem, o planejamento de saneamento ambiental, e outros. As ações devem chegar aos territórios dialogando entre si e articuladas para alcançar os melhores resultados e se complementarem umas as outras. Uma questão a ser discutida intersetorialmente, é o tratamento dos restos construtivos gerados pelas ações e projetos dos programas. O volume de entulho construtivo gerado pela construção civil é conhecidamente alto e, associado ao 12

15 Plano de Habitação de Contagem Volume I volume de entulho gerado pela demolição de imóveis nos processos de urbanização de vilas e favelas permite propor a urgência de ser elaborado projeto de criação e instalação de usina de reciclagem em Contagem. A importância da proposta e a recomendação à Prefeitura no sentido de envidar esforços à sua viabilização é a motivação para registrar esta proposta na apresentação deste Plano, embora este não trate do assunto. Ao concluir esta apresentação registra-se que o processo de elaboração do Plano de Habitação contou com a participação ativa dos servidores da Secretaria Municipal Adjunta de Habitação SAHAB. O apoio e participação destes e dos profissionais do Comitê Gestor e dos Administradores Regionais, na Audiência Pública Municipal e nas atividades que a antecederam permitiu, em curto espaço de tempo, envolver os participantes e qualificar as discussões e proposições. Aos funcionários e dirigentes da SAHAB, também, coube a sistematização dos vários programas e ações hoje existentes no município e que serão aqui descritos. Esta estratégia possibilitou que os profissionais da Prefeitura, moradores e lideranças, refletissem sobre o papel desempenhado pela atual política habitacional da Prefeitura, seus avanços e deficiências, bem como os desafios a serem enfrentados para sua expansão. O Plano de Habitação é a expressão do fazer da atual Política Municipal de Habitação constituindo uma ferramenta para organizar e dar efetividade às ações em curso e àquelas identificadas como necessárias a partir dos diagnósticos realizados. O ato de planejar deve ser tido como um exercício cotidiano do fazer, da ação que se pretende implementar. Por outro lado de igual importância temos o planejamento de médio e longo prazo direcionando o presente e articulando o futuro. Portanto, todo plano de ação pela questão intrínseca ao ato de planejar, deve ser sempre avaliado e atualizado, neste caso, torna-se imprescindível fazê-lo quando forem sistematizados e divulgados novos dados, fundamentalmente do déficit habitacional básico e a atualização da produção habitacional, em curso. A atitude de revisitar periodicamente o Plano ajustando as propostas às determinações de cada momento constitui um ato contínuo de planejamento e ação, e certamente contribui com a superação dos problemas e alcance das metas. 13

16 prefeitura municipal de contagem 2. METODOLOGIA A metodologia de elaboração do Plano Municipal de Habitação da Prefeitura de Contagem foi desenvolvida no período de um ano, em três etapas, e, compreendeu momentos distintos e interdependentes, desenvolvidos a partir do estágio em que se encontra o planejamento e execução da implantação da Política Municipal de Habitação, bem como das atividades de escuta no processo participativo deste Plano. A primeira etapa é a proposta metodológica para elaboração do Plano, define as formas de participação, as fontes e métodos de pesquisa, o marco regulatório e bibliográfico, a indicação dos principais atores sociais e agentes institucionais, bem como outros fatores intrínsecos à elaboração das etapas metodológicas do Plano Municipal de Habitação do Município de Contagem. A segunda etapa de elaboração do Plano Municipal de Habitação é o diagnóstico habitacional. Foi realizada em dois momentos pedagógicos: o primeiro focado na participação da sociedade e dos profissionais da Prefeitura, em especial, o Comitê Gestor de cada região administrativa e as equipes da Secretaria Municipal Adjunta de Habitação (SAHAB). Realizou-se no segundo semestre de 2011e proporcionou aprofundar no conhecimento da realidade atual do município e da região metropolitana; o segundo momento reuniu o resultado da escuta, com dados de fonte primária pesquisa quantitativa realizada pela equipe do Plano, os quais foram compilados conjuntamente. A terceira etapa de elaboração do Plano Municipal de Habitação são as estratégias de ação que, no caso da Prefeitura de Contagem, trata de confirmar os programas instituídos, ou que estão sendo implementados pela Política Municipal de Habitação, por meio da SAHAB, bem como apresentar novos programas ou serviços que qualificam e aproximam os serviços urbanos ofertados à população seja da cidade formal ou não. Por outro lado, de igual importância e complementarmente, está a estratégia de demarcação das Áreas de Especial Interesse Social - AIS 2 para assegurar terra à produção de novas unidades habitacionais. O Conselho Municipal de Habitação aprovou que as áreas a serem demarcadas sejam direcionadas para acolher famílias em processo de reassentamento em função da urbanização de Vilas e Favelas e das obras de saneamento ambiental. A metodologia desenvolvida na elaboração do diagnóstico habitacional ficou centrada nas diversas atividades de escuta e participação. Envolveu mais de 600 participantes procedentes de organizações diversas da sociedade, mas fundamentalmente, lideranças das comunidades objeto das ações que estão sendo implantadas pela Política Municipal de Habitação ou que estão em discussão neste plano, bem como funcionários públicos das administrações regionais, das secretarias de habitação, educação, saúde e desenvolvimento social. O processo participativo constituiu um verdadeiro exercício de prática multiprofissional interagindo com a população. As atividades desenvolvidas foram 10 entrevistas, 8 grupos focais com participação de 53 pessoas, 8 oficinas para elaboração dos diagnósticos participativos rápidos, com a participação de 299 pessoas, sempre discutindo as temáticas de Habitação, Infraestrutura e Serviços. As audiências regionais discutiram e aprofundaram a temática habitacional, com a participação de 293 pessoas. Estas antecederam a realização da Audiência Municipal. Na audiência municipal, realizada em 17 de dezembro de 2011, participaram por volta de 160 lideranças quando foram apresentados os principais problemas identificados na etapa de diagnóstico habitacional, foi aprofundada análise da questão habitacional e foram confirmadas e definidas as estratégias de ação programática. O perfil dos participantes foi predominantemente de dirigentes de associações de bairros, participantes de grupos de referência das comunidades objeto de intervenção da Política Municipal de Habitação, e integrantes dos diversos núcleos de defesa civil. A síntese das discussões dos moradores, lideranças e funcionários públicos nas atividades mencionadas de escuta e participação durante os diferentes momentos mencionados serviram de subsídios para a definição das estratégias de ação, programas e atividades, que devem nortear as ações da política habitacional da Prefeitura de Contagem nos próximos 11 anos. O diagnóstico habitacional foi enriquecido com os subsídios trazidos dos diferentes momentos de participação da sociedade e das equipes da Prefeitura e, da análise dos dados das fontes secundárias que o integram, formando um rico processo de participação e elaboração coletiva. Por outro lado, levantar as informações de dados já existentes para fazer o desenho situacional da questão urbana habitacional compreende um aprofundamento da realidade apresentada nas oficinas participativas, prática a ser sempre observada por todos os que se envolvam na implementação do Plano. 14

17 Plano de Habitação de Contagem Volume I Os subsídios colhidos, durante os diferentes momentos de escuta, e o diagnóstico apresentado deverão ser ampliados e aprofundados no meio técnico e nos diferentes espaços onde se realizam as políticas públicas com interface intrínseca na questão habitacional. As estratégias de ação foram ordenadas e sistematizadas em cinco eixos programáticos: ação institucional; participação e controle social; política fundiária; inclusão sócio urbano ambiental e produção habitacional, todas com suas respectivas diretrizes e metas. Os dois primeiros eixos programáticos: - ação institucional; participação popular e controle social - são os eixos estruturadores das ações habitacionais propostas pelo Plano Municipal de Habitação. A proposta de criar um órgão gestor da Política de Habitação exclusivo e de primeiro grau na hierarquia administrativa do município, bem como a realização da primeira conferência municipal de habitação em 2013, no contexto do diagnóstico e estratégias deste Plano, constituem o entendimento de todos os participantes sejam os técnicos da Prefeitura, ou as pessoas que vivenciaram os momentos de participação, bem como do Conselho Municipal de Habitação (20 agosto de 2012), quando da aprovação final do Plano. Os demais eixos programáticos de Política Fundiária e de Política de Inclusão social, urbana, ambiental com a respectiva produção habitacional representam a ampliação e concretização das ações, programas e projetos já existentes e apontam aqueles que são identificados como necessários e inexistentes, dadas as restrições institucionais e técnicas atuais à sua implantação. Ao finalizar a metodologia do Plano de Habitação de Contagem um aspecto relevante é a dificuldade de planejamento integrado entre as políticas urbanas setoriais: de planejamento territorial urbano, de transporte coletivo,de habitação e saneamento, assim como outras questões urbanas não tratadas integrada e isonomicamente, dificultando o confronto de interesses e, com isto, pode levar a que prevaleçam os interesses de maior pressão econômica em detrimento de aspectos ambientais ou da função social da cidade. O maior desafio e grande diferencial que se pode atribuir a este Plano é que seja implantado a partir de um viés de interação programática de planejamento participativo intersetorial em todos os níveis de atuação da Prefeitura. O desafio torna-se grande, uma vez que a cultura e a pratica administrativa é oposta a métodos de concepção e elaboração coletiva, o máximo que se exerce são discussões pontuais e eventuais quando há algum interesse operacional de outra área ou equipe. As práticas de trabalho a partir de equipes multiprofissionais quando existem são fragmentadas. É preciso alcançar processos de elaboração integrados e propostas de ação unificadas. 15

18 prefeitura municipal de contagem CAPíTULO I 3. CONTEXTO NACIONAL DA POLÍTICA DE HABITAÇÃO O processo de urbanização brasileira ocorreu sem ruptura do modelo agroexportador para o modelo urbanoindustrial. O estabelecimento do modelo urbano-industrial sobre a estrutura agrária, baseada em latifúndios e na concentração de renda, repercute sobretudo, no grande êxodo rural que acompanhou o processo de urbanização brasileira. Esse processo representou o salto na população urbana de 31,3% em 1940, para 74,8 em 1991 e 84% em 2010, crescimento que abrangia em sua maior parte as classes populares, que chegavam até as cidades, movidas pelos fluxos migratórios e atraídas pelas perspectivas de trabalho. A partir de tal conjuntura, passa-se a pensar a questão da habitação no Brasil, principalmente os problemas resultantes desse rápido processo de urbanização sem planejamento urbano¹. Em 1964 é criado o Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e o Banco Nacional de Habitação (BNH), com o objetivo de estimular a produção e o financiamento de habitação social como forma de viabilizar o crescimento econômico. O BNH embora fosse, em 1971, uma das maiores instituições financeiras do país, ficando atrás apenas do Banco do Brasil, e a maior instituição mundial voltada especificamente para a questão habitacional, não conseguiu atender ao déficit habitacional da época. As ações do BNH levaram ao atendimento de demanda da classe média e média alta e aos interesses da iniciativa privada, inclusive o alinhamento com o mercado imobiliário. Assim, o principal objetivo é incentivar a indústria da construção civil, aquecendo, com isto, o desenvolvimento de outros setores da economia nacional. O SFH/BNH era um importante mecanismo de indução do desenvolvimento econômico e do financiamento habitacional destinado às diversas classes sociais, porém não desempenhava o papel a que se propunha inicialmente, o de prover moradias às camadas populares, atendendo a superação do déficit habitacional, para estes segmentos. O fim do BNH se deu não apenas pelo fato de seus objetivos terem sidos desviados, assumindo outros papéis e financiamento de outras demandas, o SFH dependia fundamentalmente da arrecadação do FGTS e do SBPE e do grau de adimplência dos mutuários. O SFH/BNH não resistiu à flutuação econômica consequência da grave inflação que atingiu o país na década de 80, que resultou, principalmente, em alto índice de inadimplência. Com isso, o BNH foi perdendo força até que em 1986, é decretado o seu fim, sendo parte de suas funções, posteriormente, incorporadas à Caixa Econômica Federal. A partir de então, a absorção do BNH pela Caixa Econômica Federal acaba por relegar a questão habitacional para o segundo plano, uma vez que este órgão, não tinha tradição e história no assunto e, a príncipio, limita-se ao gerenciamento de parte do passivo do BNH. Temos então, praticamente o fim das tentativas de intervenção governamental com o intuito de prover moradia, e com isso, uma indefinição institucional quanto ao órgão responsável pela política habitacional do país, com sua passagem por vários Ministérios, fundamentalmente nos anos 90. Essas intervenções frustradas do Estado brasileiro na política habitacional tiveram características excludentes, pois acabam voltadas para as classes médias de renda e não atingem a população de menor renda. Quando se voltavam para as camadas populares, ao invés de melhorar as precárias condições sociais, contribuíam para o seu agravamento dado às condições da oferta habitacional: alto preço do financiamento provocando inadimplência, à localização de conjuntos habitacionais isolados da cidade, fora do tecido urbano, longe de centros comerciais e dos postos de trabalho, desprovidos de serviços públicos e de infraestrutura. O SFH ficou enfraquecido com o fim do BNH, que acarretou também, posterior enfraquecimento das COHABs, que eram as principais responsáveis pelo atendimento às demandas do SFH para habitação popular.na década de 80, com o retorno do regime democrático, a grave crise econômica, a alta inflação, a dívida externa impossível de ser paga, cortes nos subsídios e aumento nos impostos fez com que o SFH modificasse os financiamentos com ajustes nos contratos, renegociações e facilitação de quitação das dívidas dos mutuários. Em meados da década de 90, a economia brasileira começa a se estabilizar, com controle da inflação e estabilidade monetária, e começa-se a pensar em novos programas habitacionais. Porém, não se prioriza recurso para viabilizar a execução de programas voltados para a área, principalmente para a baixa renda 1. Em 1994, o governo federal lança 1 AÇÕES E CONTEXTOS DA POLÍTICA NACIONAL DE HABITAÇÃO: DA FUNDAÇÃO DA CASA POPULAR AO PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA. Fernandes, Cássia do Carmo Pires; Silveira, Suely de Fátima Ramos da. Disponível em: <http://www.emapegs.ufv.br/docs/artigo27.pdf> Acessado em: 20 mar

19 Plano de Habitação de Contagem Volume I os Programas Morar Melhor e Habitar-Brasil, mas os recursos a eles destinados não corresponderam às expectativas, devido aos limites determinados pelo Plano Real. Como consequência da redução dos financiamentos pela CEF e demais instituições, a construção civil teve uma atuação pouco significativa, com uma retração de quase 3% ao ano, ao fim dos anos 90, refletindo no aumento do déficit habitacional, que atingiu cerca de 7 milhões de famílias. Com isso, o aumento da população urbana e a falta de moradia, expandiram-se as ocupações irregulares, as favelas e os sem-teto, ampliando as periferias urbanas e as condições sub-humanas de sobrevivência. Tal situação ocorreu devido a deficiência do Estado em agir diante da carência de serviços públicos, dentre eles a moradia 2. Reafirmando o que vem sendo tratado Bonduki (2008) 3 coloca que, entre o BNH e a criação do Ministério das Cidades, o setor habitacional se localizou em diversos ministérios e estruturas políticas, confirmando a descontinuidade e desestruturação no trato da questão habitacional. Um importante marco na política habitacional brasileira foi a aprovação do Estatuto da Cidade em 2001, fruto da persistente mobilização e articulação nacional representada pelo Fórum Nacional de Reforma Urbana. Esta lei regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal de 1988, que tratam da Política Urbana a partir de três eixos: função social da propriedade e da cidade; a gestão democrática da cidade; e o direito à cidade e à cidadania. Foi a partir dai que teve início a regulamentação específica da política urbana e habitacional. O governo Lula, assume o poder com um forte discurso social, onde o combate ao déficit de moradias é um dos temas centrais. Desse modo, uma das medidas iniciais do governo foi a criação, em 2003, do Ministério das Cidades, onde viria a se inserir a Secretaria Nacional de Habitação. A criação do Ministério das Cidades representou também uma iniciativa de retomada de políticas públicas sobre a habitação, como exemplo, no ano de 2003, o Ministério das Cidades convocou a I Conferência Nacional das Cidades. Juntamente à instituição deste ministério, foram adotadas pelo governo uma série de medidas em prol da questão habitacional: redução da taxa de juros, criação e constantes aumentos de subsídios principalmente para aquisição de imóveis novos e para construções, reduções na taxa de juros, dilatação de prazos de financiamentos, simplificação e agilidade dos processos de contratação, aliados a uma forte publicidade exercida nos principais veículos de comunicação e mídia do país. 4 Desse modo, ao retomar o processo de planejamento do setor habitacional e com a finalidade de garantir novas condições institucionais para promover o acesso à moradia digna a todos os segmentos da população, é elaborada, durante o ano de 2004, a nova Política Nacional de Habitação e em 2005 é criado o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social. 3.1 Sistema Nacional de Habitação A Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades coordenou a elaboração do Plano Nacional de Habitação - PlanHab, instrumento para a implementação da nova Política Nacional de Habitação - PNH, previsto na Lei /05, que estruturou o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social SNHIS. O PlanHab é parte de um processo de planejamento de longo prazo para o setor habitacional, que pressupõe revisões periódicas e articulação com outros instrumentos de planejamento orçamentário-financeiro do Governo Federal, como os planos plurianuais, permitindo que suas metas de produção física e de avanços institucionais possam estar associadas ao planejamento dos recursos necessários para sua cobertura e tendo o ano de 2023 como horizonte final para avaliação e elaboração de outras estratégias e propostas. Com ele se pretende ampliar o acesso à moradia digna. O Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social - SNHIS foi instituído pela Lei Federal nº de 16 de junho de 2005 e centraliza todos os programas e projetos destinados à habitação de interesse social, sendo integrado pelos seguintes órgãos e entidades: Ministério das Cidades, Conselho Gestor do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, Caixa Econômica Federal, Conselho das Cidades, Conselhos, Órgãos e Instituições da Administração 2 A POLÍTICA NACIONAL DE HABITAÇÃO E A OFERTA DE MORADIAS. Noal, EdnilsonBolson; Janczura, Rosane. Disponível em: <http://revistaseletronicas.pucrs.br/fass/ojs/ index.php/fass/article/viewfile/7257/6431> Acessado em: 20 mar BONDUKI, N.Política habitacional e inclusão social no Brasil: revisão histórica e novas perspectivas no governo Lula. Revista eletrônica de Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, n.1, p , set Disponível em: <http://www.usjt.br/arq.urb>. Acesso em 14/08/2009. In.:AÇÕES E CONTEXTOS DA POLÍTICA NACIONAL DE HABITAÇÃO: DA FUNDAÇÃO DA CASA POPULAR AO PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA. Fernandes, Cássia do Carmo Pires; Silveira, Suely de Fátima Ramos da. Disponível em: <http:// Acessado em: 20 mar A POLÍTICA NACIONAL DE HABITAÇÃO E A OFERTA DE MORADIAS. Noal, EdnilsonBolson; Janczura, Rosane. Disponível em: <http://revistaseletronicas.pucrs.br/fass/ojs/ index.php/fass/article/viewfile/7257/6431> Acessado em: 20 mar

20 prefeitura municipal de contagem Pública direta e indireta dos Estados, Distrito Federal e Municípios, relacionados às questões urbanas e habitacionais, entidades privadas que desempenham atividades na área habitacional e agentes financeiros autorizados pelo Conselho Monetário Nacional. A Lei nº /05 também instituiu o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social FNHIS, que em 2006 centraliza os recursos orçamentários dos programas de Urbanização de Assentamentos Precários e de Habitação de Interesse Social, inseridos no SNHIS. O Fundo é composto por recursos do Orçamento Geral da União, do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social FAS, dotações, recursos de empréstimos externos e internos, contribuições e doações de pessoas físicas ou jurídicas, entidades e organismos de cooperação nacionais ou internacionais e receitas de operações realizadas com recursos do FNHIS. Esses recursos têm aplicação definida pela Lei, como, por exemplo, a aquisição, construção, conclusão, melhoria, reforma, locação social e arrendamento de unidades habitacionais, a produção de lotes urbanizados para fins habitacionais, a regularização fundiária e urbanística de áreas de interesse social, ou a implantação de saneamento básico, infraestrutura e equipamentos urbanos, complementares aos programas de habitação de interesse social. Para acessar os recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, a adesão do Município ao Sistema Nacional de Habitação é pré-requisito. A forma de adesão ao SNHIS é regulamentada e exige algumas ações por parte do Município, como a criação de um Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social e de um Conselho Gestor do Fundo e a elaboração do Plano Municipal de Habitação de Interesse Social. 3.2 Programas e Ações Federais A política habitacional desfruta hoje de um contexto favorável no que diz respeito à disponibilização de recursos por parte do governo federal e à diversidade de ações e programas em execução. O Sistema Nacional de Habitação trabalha com fontes orçamentárias de recursos destinados a projetos específicos, exigindo, automaticamente, contrapartidas do solicitante, quer seja Estados ou Municípios. Além disso, o sistema procura envolver diversos agentes na implementação dos programas e das ações, favorecendo o caráter múltiplo e diversificado nos direcionamentos da política habitacional nacional, abarcando assim, diferentes esferas de decisão e atuação. O Ministério das Cidades conta, hoje, com quatro Secretarias Nacionais, das quais três, a Secretaria Nacional de Habitação, a Secretaria Nacional de Saneamento e a Secretarias Nacional de Programas Urbanos, possuem programas federais com interface com a questão habitacional, que acabam por abranger serviços, programas e políticas urbanas, além de infraestruturas, sendo a grande maioria coordenados e monitorados pela Secretaria Nacional de Habitação (SNH) O PMCMV dentro do contexto do Plano Nacional de Habitação e da Prefeitura de Contagem No ano de 2009 o governo federal lança o Programa Minha Casa Minha Vida, com a meta de construção de 1 milhão de novas unidades habitacionais para famílias com renda bruta mensal de até R$ 4.600,00. Atualmente, com o programa MCMV 2, essa meta sobe para 2 milhões de novas unidades para famílias com renda bruta mensal de até R$ 5.000,00. Outra alteração no programa é com relação ao valor da renda por faixa e à meta de contratação. Inicialmente a meta para a faixa de renda mais baixa, R$1.395, era de 400 mil unidades habitacionais, hoje, essa mesma faixa subiu para R$1.600, com uma meta de produção habitacional de 860 mil unidades até o ano de Ainda não é possível uma avaliação da efetividade dessa remodelação no programa devido à sua recente implantação, dessa forma a análise que segue se baseia, principalmente, em dados da proposta inicial do programa. É de extrema importância entender como o Programa Minha Casa Minha Vida se articula com o Plano Nacional de Habitação, identificando quais propostas do Plano são atendidas ou não pelo Programa, pois isto interfere nos Planos Habitacionais das cidades. Não há o que se questionar quanto à relevância do Programa para o campo habitacional considerando a construção inicial de 1 milhão de casas, para um déficit inicial (2009) de aproximadamente 7 milhões de unidades. Ainda com o agravante de uma demanda por novas unidades estimada em 27 milhões nos próximos 15 anos. É preciso ter presente também o elevado aporte financeiro inicial levantado pelo PMCMV de R$ 26 bilhões em subsídio, além do que já estava previsto pelo PAC, valor substancial para o habitual recurso orçamentário do setor. Porém, resta saber se o destino destes investimentos é realmente a parcela da população alvo de programas 5 Caixa Econômica Federal. Programa Minha Casa Minha Vida - Recursos FAR. Disponível em: <http://www1.caixa.gov.br/gov/gov_social/municipal/programas_habitacao/ pmcmv/index.asp> Acessado em: 26, mar, Caixa Econômica Federal. Programa Minha Casa Minha Vida - Recursos FAR. Disponível em: <http://www1.caixa.gov.br/gov/ gov_social/municipal/programas_habitacao/pmcmv/index.asp> Acessado em: 26, mar,

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