MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL EXCERTOS RELATIVOS AOS ATOS DO MPF DIÁRIO DE JUSTIÇA MARÇO DE 2010 E Ç Ã O

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1 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL EXCERTOS RELATIVOS AOS ATOS DO MPF DIÁRIO DE JUSTIÇA MARÇO DE 2010 S U E Ç Ã O

2 16 ISSN Nº 39, segunda-feira, 1 de março de 2010 Art. 2º O Boletim Eletrônico será editado pela Assessoria de Comunicação do Conselho Nacional do Ministério Público, com periodicidade mínima mensal e remetida diretamente aos endereços eletrônicos de todos os membros e servidores das diversas Unidades do Ministério Público da União e dos Estados. Art. 3º A edição do Boletim Eletrônico deverá zelar pela prestação das notícias de forma clara e objetiva, mantendo sempre a fidedignidade com o ato ou decisão de onde emane, de modo a evitar interpretações distorcidas. Art. 4º Cada Unidade do Ministério Público Público da União e dos Estados deverá remeter à Secretaria Geral do CNMP, no prazo de 15 (quinze) dias, as listas com os endereços eletrônicos de todos os seus membros e servidores, bem como determinará ao setor responsável pela tecnologia de informação da respectiva instituição que os filtros anti-spam da rede de informática sejam liberados para recebimento das edições do Boletim Eletrônico. Parágrafo único. Ficam responsáveis as unidades do Ministério Público da União e dos Estados pela manutenção da fidedignidade dos endereços eletrônicos dos membros e servidores, devendo encaminhar, também no prazo de 15 (quinze) dias, as alterações neles ocorridas. Art. 5º Esta resolução entrará em vigor na data da sua publicação. Brasília, 26 de janeiro de ROBERTO MONTEIRO GURGEL Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público S E C R E TA R I A - G E R A L CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO Sessão de Distribuição Automática de Processos Sessão: 542 Data:23/02/2010 Hora:12:26 RELATÓRIO DE PROCESSOS DISTRIBUÍDOS Processo : / Tipo Proc: Pedido de providências - PP Origem : Gaspar/SC Relator : Sérgio Feltrin Processo : / Tipo Proc: Recurso interno - REC Origem : Ceará Relator : Cláudio Barros Silva Processo : / Tipo Proc: Representação por Inércia ou por Excesso de Prazo - RIEP Origem : Carolina/MA Relator : Claudia Maria de Freitas Chagas DANIELA NUNES FARIAS - Coordenadora Processual COPROC/SG/CNM. Ministério Público da União MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL CONSELHO SUPERIOR CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 2ª Sessão Ordinária de 2010 Data : (terça-feira) Hora : 9 horas Local : Plenário do Conselho Superior do MPF PAUTA DESTA SESSÃO 1) Processo nº : / Interessado(a) : Procuradoria da República no Estado do Amazonas Assunto : Indicação. Conselho Penitenciário do Estado do Amazonas. Origem : Amazonas Relator(a) : Cons. Maria Caetana 2) Processo nº : / Interessado(a) : Ministério Público Federal Assunto : Convocação de Procurador Regional para substituição de Subprocurador-Geral da República. Origem : Distrito Federal 3) Processo nº : / Interessado(a) : Procuradoria da República no Estado do Amapá Assunto : Indicação. Conselho Penitenciário do Estado do Amapá. Origem : Amapá Relator(a) : Cons. Deborah Duprat 4) Processo nº : / Interessado(a) : Procuradoria da República no Município de São João de Meriti/RJ Assunto : Dificuldades enfrentadas pelos membros do MPF nas Subseções Judiciárias da Baixada Fluminense (São João de Meriti, Duque de Caxias e Nova Iguaçu-RJ). Origem : Rio de Janeiro Relator(a) : Cons. João Francisco Sobrinho 5) Processo nº : / Interessado(a) : Dr. Nilo Marcelo de Almeida Camargo Assunto : Afastamento do País. Relatório de atividades. Origem : Rio Grande do Sul Relator(a) : Cons. Maria Caetana 6) Processo nº : / Interessado(a) : Dr. Eduardo Morato Fonseca Assunto : Afastamento do País. Relatório de atividades. Origem : Minas Gerais Relator(a) : Cons. Aurélio Rios 7) Processo nº : / Interessado(a) : Dr. Sidney Pessoa Madruga Assunto : Recurso/Procedimento Preliminar CGMPF nº / Origem : Bahia Relator(a) : Cons. João Francisco Sobrinho 8) Processo nº : / Interessado(a) : Corregedoria do Ministério Público Federal Assunto : Estágio Probatório. Relatório Final. Origem : Distrito Federal Relator(a) : Cons. Maria Caetana 9) Processo nº : / CGMPF nº : / Relator(a) : Cons. Eugênio Aragão 10) Processo nº : / Interessado(a) : Dr. Daniel Ricken Assunto : Afastamento. Origem : Santa Catarina Relator(a) : Cons. Deborah Duprat 11 ) Processo nº : / Interessado(a) : Dr. Sérgio Cruz Arenhart Assunto : Afastamento. Origem : Paraná Relator(a) : Cons. José Flaubert 12) Processo nº : / Interessado(a) : Procuradoria da República no Estado de Mato Grosso Assunto : Indicação. Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Estado do Mato Grosso. Origem : Mato Grosso Relator(a) : Cons. Maria Caetana 13) Processo nº : / Interessado(a) : Procuradoria da República no Estado de Goiás Assunto : Indicação. Programa Estadual de Proteção a Testemunhas - PROVITA/GO. Origem : Goiás Relator(a) : Cons. Aurélio Rios 14) Processo nº : / Interessado(a) : Dra. Andréa Walmsley Soares Carneiro Assunto : Designação provisória. Origem : Pernambuco Relator(a) : Cons. Alcides Martins PROCESSOS QUE PERMANECEM EM PAUTA Incluídos na pauta do dia ) Processo nº : / Interessado(a) : Ministério Público Federal Assunto : Tramitação de Inquéritos no âmbito do MPF. Resolução CJF nº 63, de Anteprojeto de Resolução nº 21. Redação final. Relator(a) : Cons. Aurélio Rios 16) Processo nº : / Interessado(a) : 5ª Câmara de Coordenação e Revisão Assunto : Relatório de Atividades. Exercício de Origem : Distrito Federal Relator(a) : Cons. Aurélio Rios PROCESSOS COM VISTA Pedido de vista no dia ) Processo nº : / Interessado(a) : Drs. Mário Luiz Bonsaglia e Mônica Nicida Garcia Assunto : Competência do Membro do MPF em situação ressalvada pelo artigo 29, 3º, do ADCT. Exercício da advocacia em processo eleitoral. Elaboração de peças em colidência com a manifestação do MPF. Origem : São Paulo Relator(a) : Cons. Maria Caetana Vi s t a : Cons. Roberto Gurgel Pedido de vista no dia ) Processo nº : / Interessado(a) : Dr. Moacir Guimarães Morais Filho Assunto : Resolução CSMPF nº 50. Alteração do art. 2º. Origem : Brasília Relator(a) : Cons. Delza Curvello Vi s t a : Cons. Deborah Duprat Pedidos de vista no dia ) Processo nº : / Interessado(a) : Ministério Público Federal Assunto : Instauração e tramitação do Inquérito Civil Público. Resolução CSMPF nº 87. Alteração. Origem : Distrito Federal Relator(a) : Cons. Rodrigo Janot Vi s t a : Cons. Aurélio Rios 20) Processo nº : / Interessado(a) : Ministério Público Federal Assunto : Procedimento Investigatório Criminal. Art. 129, I e IV, CF. Resolução CSMPF nº 77. Alteração. Origem : Distrito Federal Relator(a) : Cons. Moacir Morais Filho Vi s t a : Cons. Aurélio Rios Pedidos de vista no dia ) Processo nº : / Interessado(a) : 5ª Câmara de Coordenação e Revisão Assunto : Anteprojeto de Resolução nº 17. Criação de Núcleos Operacionais do Patrimônio Público e Social no âmbito das Procuradorias Regionais da República, em apoio às atribuições da 5ª CCR. Regulamentação. Origem : Distrito Federal Relator(a) : Cons. Rodrigo Janot Vi s t a : Cons. Maria Caetana 22) Processo nº : / Interessado(a) : 5ª Câmara de Coordenação e Revisão Assunto : Anteprojeto de Resolução nº 18. Regulamenta a criação de Força-Tarefa. Origem : Distrito Federal Relator(a) : Cons. Gilda Carvalho Vi s t a Cons. Eugênio Aragão Pedido de vista no dia ) Processo nº : / Interessado(a) : Dr. Leonardo Luiz de Figueiredo Costa Assunto : Exercício da advocacia e da atividade político-partidária. EC nº 45/2004. Origem : Rio de Janeiro Relator(a) : Cons. Ela Wiecko Vi s t a : Cons. Alcides Martins Pedidos de vista no dia ) Processo nº : /97-57 Interessado(a) : Ministério Público Federal Assunto : Distribuição de feitos. Designações. Anteprojetos de Resolução nos 13 e 15. Origem : São Paulo Relator(a) : Cons. Rodrigo Janot Vista Conjunta : Cons. Gilda Carvalho : Cons. Maria Caetana 25) Interessado(a) : Dr. Manoel do Socorro Tavares Pastana Assunto : Representação. Vi s t a : Cons. Alcides Martins Brasília, 23 de fevereiro de ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS Procurador-Geral da República Presidente do CSMPF SEGUNDA CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO ATA DA 482ª SESSÃO Local e data: Brasília (DF), 06 de novembro de Início e término: Das 09h30min às 12h30min e das 14h30min às 18h45min. Aos seis dias do mês de novembro do ano 2009, em sessão realizada na Sala de Reuniões, presentes os seguintes membros titulares: Dr. Wagner Gonçalves, Coordenador, Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães; também presentes os seguintes suplentes: Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge, Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos e Dr. Mario Luiz Bonsaglia, a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF deliberou sobre os seguintes temas: COMUNICAÇÕES, REGISTROS E DELIBERAÇÕES DIVERSAS I - Aprovou-se as Atas das 480ª e 481ª Sessões. II - O Dr. Wagner comunicou que a proposta do GTPEC/2ª CCR de criação do NUCRIM na PGR/STJ, com Coordenador Criminal, foi rejeitada pelo Conselho Superior do MPF, na 9ª Sessão Ordinária, de 03 de novembro de A proposta poderá ser reapresentada ao CSMPF. A 2ª Câmara lamenta a decisão do Conselho. III - Registra-se o recebimento do Ofício nº 22/2009, do Procurador Regional da República da 1ª Região Dr. Paulo Roberto de Alencar Araripe Furtado, encaminhando o relatório do Seminário Drogas, Redução de Danos, Legislação e Intersetorialidade, promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, no dia 20 de outubro de O trabalho recebeu elogios de todos membros presentes pelo notável esmero com que foi elaborado. pelo código

3 Nº 39, segunda-feira, 1 de março de 2010 ISSN IV - A Dra. Raquel ressaltou a necessidade da reestruturação da 2ª CCR, com ampliação de sua área física e de seu quadro de servidores, para atender a crescente demanda de processos no exercício de sua função revisional, bem como para possibilitar a melhor coordenação da área criminal do MPF. Deliberou-se marcar audiência com o Exmo. Procurador Geral da República para reunião em que serão expostas as dificuldades enfrentadas justificadoras da reestruturação pretendida. V - Tendo em vista a Portaria PGR/MPF nº 478/2009, que estipula o funcionamento das unidades do MPF entre 21 de dezembro de 2009 e 6 de janeiro de 2010, deliberou-se que, nesse período, a 2ª Câmara trabalhará em regime de plantão, das 14 às 18 horas, com 1 servidor da área administrativa e outro da área jurídica, para assegurar a identificação e o exame dos casos urgentes. VI - Marcadas as próximas sessões para os dias 19/11/2009, às 15 horas e 26/11/2009, às 09h30min. PROCESSOS 001. Processo : / Voto: 1168/2009 Relator : Julieta E. F. C. de Albuquerque Designado Ementa : Voto-vista: Procedimento administrativo. Conflito negativo de atribuição. Decisão da Câmara pela atribuição do suscitado para oficiar nos autos do incidente de restituição de coisas apreendidas. Interposição de Embargos de Declaração. Julgamento do incidente. Perda do objeto. Não-conhecimento. Trata-se de Embargos de Declaração com efeitos infringentes opostos por meio do qual o Embargante pretende obter a declaração de que não possuí atribuição para funcionar nos autos de procedimento incidental de restituição de coisas apreendidas. Após pesquisa realizada no sítio do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, verificou-se que o incidente de restituição de coisas apreendidas foi julgado improcedente em 12 de agosto de 2008, com decisão transitada em 09 de setembro de Voto pelo não-conhecimento em razão da perda do objeto. Decisão : Acolhido por maioria o voto-vista do Dr. Wagner Gonçalves. Vencida a Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1169/2009 Relator : Mario Luiz Bonsaglia Designado Ementa : Voto-vista. Inquérito policial. Possível crime de contrabando. Proprietária da embarcação. Ausência de indícios de autoria. Responsabilidade penal objetiva. Impossibilidade. Insistência no Trata-se de inquérito policial instaurado a partir de representação fiscal para fins penais com o escopo de apurar a responsabilidade penal da proprietária da embarcação utilizada para contrabando de gasolina. Não se pode atribuir responsabilidade criminal à representada pelo simples fato de ser possivelmente a proprietária da embarcação que foi utilizada na prática dos delitos investigados, sem que haja indícios suficientes para tanto. Tal imputação equivaleria à afirmação de que no Brasil admite-se a responsabilização penal objetiva, independentemente do dolo e da culpa. No caso dos autos, não há sequer indícios de que a representada tinha conhecimento da prática ilícita dos tripulantes da embarcação, estes sim, foram indiciados nos autos de outro IPL instaurado a partir do auto de prisão em flagrante delito. Voto pela insistência no pedido de arquivamento, contudo, por motivo diverso. Decisão : Acolhido por maioria o voto-vista do Dr. Wagner Gonçalves. Vencida a Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. F. Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 1170/2009 Relator (a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Designado Ementa : Inquérito policial. Art. 28 do CPP. Operação não autorizada do serviço de radiodifusão. Art. 70 da Lei nº 4.117/62. MPF. Oferecimento de proposta de transação penal. Discordância do magistrado por entender que o fato se subsume ao art. 183 da Lei 9.472/97. Insistência no oferecimento da proposta. Art. 76 da Lei 9.099/95. O agente que opera emissora de rádio, ainda que de baixa potência ou para fins comunitários, sem a devida autorização do poder público, comete o crime descrito no art. 70, da Lei nº 4.117/62, primeira figura, punido com pena máxima de dois anos de detenção, cuja competência para o processo e julgamento é do Juizado Especial Criminal Federal, nos termos do art. 2º, parágrafo único, da Lei nº /01. Voto pela insistência na proposta de transação penal nos termos postos pelo oficiante. Decisão : Acolhido por maioria o voto do Relator designado. Vencida a Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1171/2009 Relato(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Designado Ementa : Inquérito policial. Emissora de radiodifusão sonora. Funcionamento sem autorização. Crime previsto no art. 70 da Lei n.º 4.117/62. Prescrição da pretensão punitiva estatal. Arquivamento. Homologação. Agente que opera emissora de rádio, sem a devida autorização do poder público, não havendo notícia de dano efetivo a terceiros, comete o crime descrito no art. 70 da Lei n.º 4.117/62, primeira figura, punido com pena máxima de dois anos de detenção, cuja competência para o processo e julgamento é do Juizado Especial Criminal Federal, nos termos do art. 2º, parágrafo único, da Lei n.º /01. Não obstante a existência de indícios de materialidade e autoria delitivas do fato sob análise, este ocorreu em 06 de novembro de Logo, ultrapassado o lapso temporal previsto no art. 109, inciso V, do Código Penal (04 anos), extinta está a punibilidade pela prescrição. Voto pela insistência no pedido de Decisão : Acolhido por maioria o voto do Relator designado. Vencida a Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1172/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime de falsificação de documento público. Inserção de dados falsos em CTPS para o fim de comprovação de tempo de contribuição. Art. 297, 3º, II do Código Penal. Enunciado nº 27 desta 2ª Câmara. Não homologação do declínio de atribuições. Procedimento administrativo instaurado para apurar a concessão irregular de benefício previdenciário, em que foi constatada eventual ocorrência de falsa anotação em CTPS. O Il., verificando não ter ocorrido lesão ao ente federal, declinou de sua atribuição para atuar no feito. A conduta em tese praticada, inserção de informações falsas em CTPS, subsume-se ao tipo autônomo do art. 297, 3º, inciso II, do Código Penal, cuja configuração independe da concretização de resultado lesivo. Nos termos do Enunciado n.º 27 desta 2ª CCR, compete à Justiça Federal o processo e julgamento do feito, visto que afeta diretamente interesse de autarquia federal. Voto pela não homologação do declínio de atribuições e pela designação de outro membro do Parquet Federal para dar continuidade à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1173/2009 Ementa : Inquérito policial. Suposto crime de falsificação de documento particular. Art. 298 do CP. Guia de recolhimento do FGTS e informações à previdência social - GFIP com autenticação falsa apresentada perante a Caixa Econômica federal. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Não homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou, entre os casos de necessária intervenção judicial, as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. In casu, a apresentação da guia de recolhimento do FGTS com autenticação falsa foi apresentada perante empresa pública federal, o que atrai a competência da Justiça Federal para processar e julgar a ação delituosa, nos termos do art. 109, inciso IV, da Constituição Federal, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal para atuar no caso. Pela não homologação do declínio de atribuições e pela designação de outro Membro do MPF para prosseguir na persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1174/2009 Ementa : Inquérito policial. Art. 28, CPP. Exploração de serviço de telecomunicação sem a devida autorização. Delito tipificado no art. 70 da Lei nº 4.117/62. Crime formal e de perigo abstrato. Continuidade da persecução penal. A instalação e/ou exploração de sistema de telecomunicações sem a devida autorização da autoridade competente configura o crime previsto no art. 70 da Lei 4.117/62, cuja consumação se dá no momento em que o agente instala ou utiliza-se de telecomunicação sem observância da legislação e normas regulamentares, posto ser crime formal. Ademais, o legislador presume a periculosidade da situação, mesmo que efetivamente nenhuma periculosidade tenha concretamente derivado a algum bem jurídico, bastando a realização da ação, sendo inerente a esta, motivo pelo qual o delito em comento é de perigo abstrato. Voto pela designação de outro Membro do MPF para dar prosseguimento à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1175/2009 Ementa : Inquérito policial. Art. 28 do CPP. Radiodifusão. Crime previsto no art. 70 da Lei nº 4.117/62. Delito formal. Insistência no pedido de arquivamento, entretanto, por fundamento diverso. Prescrição. O P a r- quet Federal requereu o arquivamento do procedimento em razão da ausência de dano ao sistema de telecomunicações. O agente que opera emissora de rádio, ainda que de baixa potência ou para fins comunitários, sem a devida autorização do poder público, comete o crime descrito no art. 70, da Lei nº 4.117/62, primeira figura, punido com pena máxima de dois anos de detenção, cuja competência para o processo e julgamento é do Juizado Especial Criminal Federal, nos termos do art. 2º, parágrafo único, da Lei nº /01. Não obstante a existência de indícios de materialidade e autoria delitiva no caso em análise, ultrapassado o prazo previsto no art. 109, V, do Código Penal, extinta está a punibilidade pela prescrição. Voto pela insistência no pedido de Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1176/ Processo : / Voto: 1177/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Justiça eleitoral. Art. 28 do CPP. Crime de falsidade ideológica eleitoral. Caracterização. Presentes indícios de autoria e materialidade. Continuidade da persecução penal. Trata-se de apuração de crime de falsidade ideológica eleitoral, por ter o investigado oferecido, perante a Justiça Eleitoral, declaração de bens falsa ou diversa da que deveria constar, bem como por ter omitido informações. O Promotor Eleitoral requereu o arquivamento, por entender que a declaração prestada não configura o delito de falsidade ideológica eleitoral e, portanto, trata-se de conduta atípica. Discordância do Magistrado, que considerou presentes os requisitos necessários para o oferecimento da denúncia. A existência de indícios de autoria e materialidade delitiva justifica o prosseguimento do feito. Pela designação de outro Promotor Eleitoral, para dar continuidade à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1178/2009 Ementa : Inquérito policial. Comercialização de DVD's falsificados. Artigo 184, 2º, CP. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou, entre os casos de necessária intervenção judicial, as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. In casu, o laudo de exame merceológico não trouxe elementos que demonstrem a procedência estrangeira dos produtos, o que afasta a transnacionalidade necessária para fixar a atribuição do Ministério Público Federal para a persecução penal. Homologação do declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1179/2009 Ementa : Representação criminal. Violação de comunicação telefônica (art. 151, 1º, inc. II, do Código Penal). Requisição em juízo de instauração de inquérito policial. Exaurimento do objeto. Arquivamento. Homologação. Trata-se de Representação Criminal, instaurada a partir de denúncia de Deputado Federal pelo Estado do Maranhão, dando conta de suposto crime de violação de comunicação telefônica (art. 151, 1º, inc. II, do Código Penal), em virtude de divulgação, nos dias 23 e 24 de julho de 2009, por intermédio de jornal do Estado de São Paulo, de trechos de conversas telefônicas interceptadas mediante autorização judicial, em processo sigiloso em trâmite perante a 1ª Vara Federal Criminal em São Luís-MA. Tendo-se verificado a adoção da medida cabível, isto é, a requisição, via juízo, de instauração de Inquérito Policial encaminhada à Diretoria Geral da Polícia Federal em Brasília-DF, pelo Ministério Público Federal, para apuração dos fatos supostamente delituosos, encontra-se exaurido o objeto do presente feito. Pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuqerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1180/2009 EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL pelo código

4 18 ISSN Nº 39, segunda-feira, 1 de março de 2010 Ementa : Peças informativas. Possível crime contra as relações de consumo (art. 7º, II e IX, da Lei nº 8.137/90). Armazenamento de botijões de gás em mau estado de conservação. Inexistência de prejuízos à União. Declínio de atribuição para a Justiça Estadual. Não se amolda ao art.109, IV, da Constituição da República, a conduta ilícita descrita nos autos, não ocorrendo, portanto, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas. Assim, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Homologação do declínio de atribuição ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1181/2009 Ementa : Procedimento administrativo cível/criminal. Crime de responsabilidade. Irregularidades na prestação de contas e na execução de convênio firmado entre o FNDE e município. Inexistência de ilícito envolvendo recursos federais. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Pela homologação do declínio de atribuição ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1182/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime ambiental. Degradação ambiental no curso d'água natural, nascente e topo do morro, causada pelo aterramento de córrego e nascentes, corte de árvores arbustivas, retirada de vegetação rasteira em taludes acentuados, depósito de rejeitos tóxicos no solo e na água em área de preservação permanente. Área não pertencente à União. Declinio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Pela homologação do declínio de atribuição ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1183/2009 Ementa : Peças de informação. Destruir 164,82 hectares de floresta nativa sem autorização do órgão ambiental. Possível crime ambiental descrito no art. 50 da Lei 9.605/98 ocorrido em área de domínio do Estado do Pará (ITERPA). Declinio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Considerando que o fato sub examine não atingiu Área de Conservação Federal, Área de Segurança Nacional (faixa de fronteira), terras indígenas, inexiste prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, ficando afastada a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV, da CF/1988. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1184/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Crime ambiental. Artigo 60 da Lei nº 9.605/98. Funcionamento de serraria sem licença do órgão competente. Ausência de indícios de prejuízos a bem, serviços ou interesse da união, de suas entidades autárquicas ou empresas públicas. Atribuição do Ministério Público Estadual. O Exmo. oficiante promoveu o arquivamento do presente feito ao argumento de extinção de punibilidade da conduta em razão de prescrição da pretensão punitiva. In casu, porém, não há indício de que o funcionamento de serraria sem licença do órgão competente tenha acarretado prejuízo a bem, serviço ou interesse direto e específico da União, de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, o que, nos termos do inciso IV do artigo 109 da Constituição da República, afasta a competência da Justiça Federal para julgar a causa e, em conseqüência, a apreciação do fato refoge às atribuições do Ministério Público Federal. Voto pela não-homologação do arquivamento e pela remessa dos autos para o Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1185/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Suposta omissão de autoridade administrativa em responder requisições formuladas por Procurador da República. Art. 10 da Lei nº 7.347/85. Ex-coordenador da FNAS. Mandato exercido sob outra titularidade. Arquivamento. Homologação. Quanto à apuração de possível prática de crime previsto no artigo 10, da Lei nº 7.347/85, por parte do (ex) Coordenador-Geral do Fundo Nacional de Assistência Social, não prospero, uma vez que este foi ocupante do Cargo apenas no período de 19/05/04 a 03/06/2005, sendo que a maioria dos ofícios reiterados e as omissões aconteceram sob outra titularidade (fl. 67). Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães e a Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Processo : / Voto: 1186/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime ambiental. Transporte de madeira em toras em desacordo com a licença concedida. Art. 46, parágrafo único, da Lei 9.605/98. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Segundo a jurisprudência do STJ, a intervenção do IBAMA na repressão a práticas ilícitas que configuram crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da referida atribuição. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1187/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Notitia criminis. Possível crime tipificado no art. 19, da Lei 7.492/86. Declinação no âmbito do MPF. Não-conhecimento da remessa. Nos termos do Enunciado nº 25 deste Colegiado, não se sujeita à revisão da 2ª Câmara o declínio de atribuição de um órgão para outro no âmbito do próprio Ministério Público Federal. Não-conhecimento da remessa. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1188/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Fazer funcionar 14 fornos para produção de carvão vegetal, sem licença do órgão ambiental competente. Possível crime ambiental descrito no art. 60 da Lei nº 9.605/98. MPF: declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Considerando que o fato sub examine não atingiu Área de Conservação Federal, Área de Segurança Nacional (faixa de fronteira), terras indígenas, inexiste prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, ficando afastada a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV, da CF/1988. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1189/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Transporte de madeira, sem autorização do órgão competente. Crime ambiental. Declinio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Não há indício de que o transporte de madeira, sem a devida autorização do órgão competente, por si só, acarrete prejuízo a bem, serviço ou interesse direto e específico da União, de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, o que, nos termos do inciso IV do artigo 109 da Constituição da República, afasta a competência da Justiça Federal para julgar a causa e, em conseqüência, a apreciação do fato refoge às atribuições do Ministério Público Federal. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1190/2009 Ementa : Inquérito policial. Uso indevido de CPF de terceiro perante a junta comercial para constituição de firma individual. Art. 171, CP. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou entre os casos de necessária intervenção judicial as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. Segundo recente acórdão do Superior Tribunal de Justiça, o uso de documento falso perante a Junta Comercial, por si só, não é hábil a atrair a competência da Justiça Federal, uma vez que, a princípio, não acarreta prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autarquias ou empresas públicas. Homologação do declínio de atribuições. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1191/2009 Ementa : Peças informativas. Falsificação de autenticação mecânica em guia de recolhimento, sem que fossem introduzidas no sistema de computação da Receita Federal. Ausência de lesão a bens, serviços e interesses da União. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Homologação. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV, da CF/1988. Precedentes do STF e do STJ. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1192/2009 Ementa : Peças de informação. Suposta adulteração de combustível. Comercialização de combustível fora das especificações da Agência Nacional de Petróleo. Crime contra a ordem econômica. Art. 1º, i, Lei nº 8.176/91. Declinio de atribuições. Homologação. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção da ANP na fiscalização e repressão a práticas ilícitas que configuram crime contra a ordem econômica não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Precedentes do STF: - Primeira Turma (RE SP, Relator Ministro Sepúlveda Pertence) e Segunda Turma (RE SP, Relator Ministro Cezar Peluso). Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1193/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Armazenamento de gás liquefeito de petróleo (GLP) fora das especificações da ANP contidas em lei. Crime contra a ordem econômica previsto no art. 1º, inciso I, da Lei nº 8.176/91. MPF: declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Quando se trata de comercialização de combustível (gás GLP) em desacordo com as normas de segurança estabelecidas em lei, configurando um crime contra a ordem econômica, a competência é da Justiça Estadual, visto inexistir, como no caso em questão, interesse direto e específico da União. Aplicação do art. 109, inciso IV, da CF/1988. Precedentes do STJ e STF. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1194/2009 Ementa : Inquérito policial. Crime contra o Sistema Financeiro Nacional. Art. 19 da Lei nº /86. Verba proveniente do fundo de participação dos municípios. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou, entre os casos de necessária intervenção judicial, as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. In casu, não há falar em crime contra o sistema financeiro nacional, mas de desvio de verba proveniente do Fundo de Participação dos Municípios, uma vez que houve a quitação de empréstimo contraído pela Municipalidade com dinheiro proveniente do FPM, o que pode caracterizar possível desvio de verba pública municipal. "Compete à Justiça Estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal" - Súmula nº. 209 do Superior Tribunal de Justiça. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1195/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime ambiental. Venda de madeira em toras sem licença válida outorgada pela autoridade competente. Art. 46, parágrafo único, da Lei 9.605/98. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção do IBAMA na repressão a práticas ilícitas que configuram crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da referida atribuição. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1196/2009 pelo código

5 Nº 39, segunda-feira, 1 de março de 2010 ISSN Ementa : Procedimento administrativo. Supostos crimes de furto e dano contra patrimônio de particular. Artigos 155 e 163, ambos do Código Penal. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Homologação. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1197/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Crime ambiental. Transporte de peixes provenientes de pesca proibida. Art. 34 da Lei nº 9.605/98. Não foi possível determinar em que rio ocorreu a pesca. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Homologação. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção do IBAMA na repressão a práticas ilícitas que configuram crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da referida atribuição. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1198/2009 Ementa : Procedimento investigatório criminal. Contravenção penal. Exercício irregular de profissão. Art. 47, do Dec-Lei nº /41. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. As contravenções penais, ainda que praticadas em detrimento de bem, serviço ou interesse da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se incluem no rol de competências da Justiça Federal, motivo pelo qual fica afastada a atribuição do Ministério Público Federal para a persecução penal (art. 109, IV, da CF e Súmula 38 do STJ). Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1199/2009 Ementa : Peças de informação. Manter em cativeiro espécime da fauna silvestre (um papagaio amazona aestiva), sem autorização do IBAMA. Suposto crime ambiental (art. 29, 1º, inc. III, da Lei 9.605/98). Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Não se tratando de espécie da fauna brasileira ameaçada de extinção, nem ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV, da CF/1988. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1200/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Revenda de botijões de gás em desacordo com as normas estabelecidas em lei. Crime contra a ordem econômica previsto no art. 1º, inciso I, da Lei nº 8.176/91. MPF: declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Quando se trata de comercialização de combustível (gás GLP) em desacordo com as normas estabelecidas em lei, crime contra a ordem econômica, a competência é da Justiça Estadual, visto inexistir, como no caso em questão, interesse direto e específico da União. Aplicação do art. 109, inciso IV, da CF/1988. Precedentes do STJ e STF. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1201/2009 Ementa : Inquérito policial. Supostos crimes de ameaça entre moradores remanescentes de quilombos e particulares. Ofensa indireta a bem, serviço ou interesse da União. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou entre os casos de necessária intervenção judicial as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. In casu, o fato investigado consiste no conflito entre moradores remanescentes de quilombos e particulares, decorrente de processo de regularização de terras junto ao INCRA, não havendo outras circunstâncias que possam determinar a competência da Justiça Federal para o processo e julgamento do feito. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1202/2009 Ementa : Peças informativas. Pagamento de tributos federais com a emissão de cheques sem fundos. Art. 171, 2º, VI c/c 3º do CP. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Rejeição do declínio. Prosseguimento da persecução penal. O crime praticado pelo investigado teve como fim específico o pagamento de tributo gerido pela Receita Federal. Ofensa direta e específica a órgão do Ministério da Fazenda, pertencente à estrutura da União, o que atrai a competência para processar e julgar o feito à Justiça Federal. Voto pela designação de outro membro do Parquet Federal para dar prosseguimento à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3620/2009 Relator : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Peças informativas. Crime de falsificação de documento público. Indícios da prática do delito dos art º do CP. Competência federal. Não homologação do declínio de atribuições. Enunciados 26 e 27 desta 2ª CCR. A omissão de registro de vínculo empregatício em Carteira de Trabalho e Previdência Social subsume-se ao tipo do art. 297, 4º, do Código Penal (Enunciado nº 26 desta 2ª CCR). O processo e julgamento dos crimes previstos nos 3º e 4º do art. 297 do Código Penal competem à Justiça Federal, por ofenderem a Previdência Social (Enunciado nº 27 desta 2ª CCR). Voto pela não homologação do declínio de atribuições e designação de outro Membro do Ministério Público Federal para dar prosseguimento à persecução criminal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: Voto: 3822/2009 Relator : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Inquérito policial. Indícios de falsificação em autenticação de firma e selo de documentos destinados a inscrição no CNPJ. Suposto crime descrito no art. 296 do CP. MPF: declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Rejeição do declínio. Prosseguimento da persecução penal pelo MPF. Trata-se de Inquérito Policial onde se apura a falsidade no reconhecimento de firma e autenticação presentes em documentos apresentados junto à Receita Federal, para inscrição no CNPJ. O membro ministerial oficiante promoveu o declínio de suas atribuições por entender que inexiste, na espécie, circunstância reveladora de uma das hipóteses descritas no art. 109, inciso IV, da CF/1988. In casu, porém, embora se trate de crime contra a fé pública, o que revela, em princípio, interesse genérico e indireto da união, tal foi cometido especificamente em detrimento de serviço público federal, na espécie, diretamente contra órgão do Ministério da Fazenda pertencente à estrutura da União Federal, razão pela qual sua cognição e julgamento mantém-se sob a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, a atribuição para atuar no caso é do Ministério Público Federal. Inteligência do art. 109, inc. IV, da CF/1988. Pela não-homologação do declínio de atribuições e designação de outro membro do P a rq u e t Federal para dar prosseguimento à persecução penal. Decisão : Acolhido por maioria o voto da Relatora. Vencido o Dr. Wagner Gonçalves. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: Voto: 3823/2009 Relator : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL Ementa Decisão : Inquérito policial. Agentes que praticam grave ameaça para obter vantagem indevida, mediante afirmação falsa de que são policiais federais. MPF: declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual, em razão do crime de extorsão. Magistrado: rejeição do declínio, ante ocorrência do delito de usurpação de função pública. Homologação do declínio. In casu, os agentes não ostentavam quaisquer sinais característicos de quem se faz passar por agente da Polícia Federal, eis que os mesmos não trajavam colete ou qualquer uniforme desta, não portavam documentos como que buscando simular o exercício usurpado de função pública, nem tampouco o veículo utilizado na atividade criminosa ostentava qualquer sinal ou símbolo característico da Polícia Federal. Saliente-se, ainda, que a vítima só foi algemada quando prestes a ser libertada do veículo, não caracterizando tal ato como sendo próprio da Polícia Federal, mas tão-somente mero ardil ou fraude para tornar crível a ameaça. Por considerar que a conduta sub examine amolda-se apenas ao tipo do art. 158 do Código Penal, da qual não decorreu qualquer prejuízo, de forma direta e específica, a bens, serviços ou interesse da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, voto pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo 040. Processo 041. Processo 042. Processo 043. Processo 044. Processo 045. Processo 046. Processo 047. Processo 048. Processo 049. Processo 050. Processo 051. Processo : / : / : / : / : / : / : / : / : / : / : / : / : / Vo t o : 3824 / 2009 Vo t o : 3825 / 2009 Vo t o : 3826 / 2009 Vo t o : 3827 / 2009 Vo t o : 3828 / 2009 Vo t o : 3829 / 2009 Vo t o : 3830 / 2009 Vo t o : 3831 / 2009 Vo t o : 3832 / 2009 Vo t o : 3833 / 2009 Vo t o : 3834 / 2009 Vo t o : 3835 / 2009 Vo t o : 3836 / 2009 Relator : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Homologação de declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Voto: Voto: 3837/2009 Relator : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Procedimento administrativo. Ex-prefeito. Ausência de prestação de contas. Crime de responsabilidade (art. 1º, III e VII, do DL 201/67). Prescrição. Arquivamento. Designação de outro membro do MPF para dar prosseguimento à persecução penal, ante a possível prática de crime de peculato (art. 312 do CP). A Il. Procuradora da República oficiante promoveu o arquivamento do feito, em razão da ocorrência da prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de responsabilidade, já que o fato supostamente delituoso teria ocorrido há mais de nove anos. De acordo com o TCU, não houve a comprovação da aplicação dos recursos públicos federais repassados ao Município, razão pela qual as contas foram julgadas irregulares e o ex-prefeito considerado em débito (mais de R$ ,00 à época). Voto pela designação de outro membro do MPF para dar prosseguimento à persecução penal, a fim de se apurar eventual ocorrência de crime de peculato, para o qual a pena de reclusão varia de 02 (dois) a 12 (doze) anos, prescrevendo em 16 anos (art. 109, II, CP). Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3838/2009 Relator : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Procedimento administrativo. Apuração de responsabilidade de gerentes de banco em irregularidades nos cadastros de contas correntes de réus condenados em ação penal. Declínio de atribuições ao MP Estadual. Não homologação. Designação de outro membro do P a rq u e t federal. Havendo lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional, compete à Justiça Federal processar e julgar o feito, ainda que se trate de capital oriundo de tráfico interestadual de entorpecentes. Voto pela não homologação do declínio de atribuições e pela designação de outro Membro do Ministério Público Federal na PR/MT para prosseguir na persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: Voto: 3839/2009 Relator : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque pelo código

6 20 ISSN Nº 39, segunda-feira, 1 de março de 2010 Ementa : Procedimento administrativo. Justiça Eleitoral. Art. 28 do CPP. Crime de falsidade ideológica eleitoral. Caracterização. Presentes indícios de autoria e materialidade. Continuidade da persecução penal. Trata-se de apuração de crime de falsidade ideológica eleitoral, por ter o investigado apresentado, perante a Justiça Eleitoral, declaração de bens falsa ou diversa da que deveria constar, bem como por ter omitido informações. O Promotor Eleitoral requereu o arquivamento por entender que a declaração prestada não configura o delito de falsidade ideológica eleitoral e, portanto, trata-se de conduta atípica. Discordância do Magistrado, que considerou presentes os requisitos necessários para o oferecimento da denúncia. A existência de indícios de autoria e materialidade delitiva justifica o prosseguimento do feito. Voto pela designação de outro membro do Promotor Eleitoral, para dar continuidade à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3840/2009 Relator : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Procedimento administrativo. Justiça Eleitoral. Art. 28 do CPP. Crime de falsidade ideológica eleitoral. Caracterização. Presentes indícios de autoria e materialidade. Continuidade da persecução penal. Trata-se de apuração de crime de falsidade ideológica eleitoral, por ter o investigado apresentado, perante a Justiça Eleitoral, declaração de bens falsa ou diversa da que deveria constar, bem como por ter omitido informações. O Promotor Eleitoral requereu o arquivamento por entender que a declaração prestada não configura o delito de falsidade ideológica eleitoral e, portanto, trata-se de conduta atípica. Discordância do Magistrado, que considerou presentes os requisitos necessários para o oferecimento da denúncia. A existência de indícios de autoria e materialidade delitiva justifica o prosseguimento do feito. Voto pela designação de outro membro do Promotor Eleitoral, para dar continuidade à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3841/2009 Relator : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Peças de informação. Suposto crime de sonegação de contribuição previdenciária (art. 337-A do CP). Presidente da câmara de vereadores. Designação de outro membro do MPF para dar prosseguimento à persecução criminal. Cuida-se de peças de informação instauradas a partir de representação fiscal para fins penais, a fim de apurar suposto delito de sonegação de contribuição previdenciária perpetrado, em tese, por presidente de câmara de vereadores. O Il. oficiante determinou o arquivamento do feito ao argumento de que o art. 41 da Lei 8.213/91 encontra-se revogado, e, assim, não mais existiria a responsabilidade pessoal do referido agente público. O dispositivo em questão, no entanto, previa a responsabilização pessoal do dirigente de órgão ou entidade da administração pública apenas pela multa aplicada por violação aos dispositivos daquele diploma legal. Não significa que não possa sê-lo na esfera criminal. Ademais, tanto prefeito municipal quanto vereador podem ser sujeitos ativos do crime de sonegação de contribuição previdenciária, crime comum que pode, pois, ser cometido por qualquer pessoa, seja agente público ou não. Precedentes desta 2ª Câmara e do STJ. Pela designação de outro membro do MPF para dar prosseguimento à persecução criminal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3842/2009 Relator : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Procedimento administrativo. Art. 28 do CPP. Crime contra a ordem tributária. art. 1º da Lei nº 8.137/90. Parcelamento do débito. Sobrestamento. O parcelamento do débito fiscal apenas suspende a pretensão punitiva do Estado, não extinguindo a punibilidade antes do total cumprimento da obrigação assumida pelo contribuinte. Redação dada pela Lei /03. "A suspensão da pretensão punitiva com base no parcelamento do débito tributário através dos programas denominados REFIS e PAES não é causa para arquivamento do procedimento investigatório criminal ou do inquérito policial; mas sim, para sobrestamento da investigação, com comunicação à Câmara, independentemente de remessa dos autos, devendo estes permanecerem acautelados, para eventual prosseguimento da persecução penal, na hipótese de descumprimento do acordo, ou arquivamento formal, na hipótese de cumprimento do mesmo" (Enunciado nº 19, 2ª CCR/MPF). Voto pela designação de outro membro do Parquet Federal para acompanhar o pagamento integral do parcelamento e, em caso de descumprimento, prosseguir na persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3843/2009 Relator : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Procedimento administrativo. Crime de responsabilidade. Exprefeito. Art. 1º, VII, do Decreto-Lei 201/67. Ausência de prestação de contas dos recursos públicos repassados ao município. Prescrição da pretensão punitiva estatal. Arquivamento. Considerando que o fato delituoso ocorreu em 2000 e que a pena máxima prevista em abstrato para o delito em questão é de 3 anos de detenção, há de ser reconhecida a prescrição da pretensão punitiva estatal, pelo decurso do prazo estabelecido no art. 109, inciso IV, do Código Penal. Pela Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3844/2009 Relator : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Procedimento administrativo. Possível desvio na aplicação de recursos públicos oriundos da antiga SUDAM. Paralisação das atividades da empresa beneficiada. Última liberação de verbas realizada em set/1992. Prescrição da pretensão punitiva estatal. Arquivamento. Considerando que o suposto fato delituoso teria ocorrido em setembro de 1992, há de ser reconhecida a prescrição da pretensão punitiva estatal para os tipos aplicáveis à espécie. Pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3845/2009 Relator : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Procedimento administrativo. Exploração de máquinas caçaníqueis em estabelecimento comercial. Ausência de materialidade. Arquivamento. Homologação. Trata-se de procedimento instaurado para apurar a exploração de máquinas caçaníqueis em estabelecimento comercial. Segundo consta dos autos, o estabelecimento não mais explora atividades de bingo com máquinas eletrônicas programáveis (caça- níquel) desde o ano de Ausência de materialidade delitiva. Pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3846/2009 Relator : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime de responsabilidade e peculato. Ex-prefeito municipal. Decreto-Lei 201/67 e art. 312 do CP. Prescrição da pretensão punitiva estatal. Homologação do Considerando que o fato delituoso ocorreu em 1992 e que a pena máxima prevista em abstrato para o crime de responsabilidade e de peculato é de 12 anos de reclusão, há de ser reconhecida a prescrição da pretensão punitiva estatal, pelo decurso do prazo estabelecido no art. 109, inciso II, do Código Penal. Pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3847/2009 Relator : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Procedimento investigatório criminal. Suposto crime de prevaricação. Atipicidade da conduta. Arquivamento. Homologação. Trata-se de Procedimento Investigatório Criminal instaurado com a finalidade de apurar suposta conduta irregular atribuída a servidor público federal, que configuraria, em tese, o crime descrito no art. 319 do CP (prevaricação). Após processo disciplinar administrativo, que culminou na aplicação de sanções ao servidor da PRT 14ª Região, foi remetida cópia integral do processo ao MPF para eventual persecução criminal. A mera negligência, desídia, indolência, desleixo ou preguiça de funcionário público no exercício de suas atividades, por si só, não caracteriza o crime do artigo 319 do CP, cabendo apenas a responsabilização na esfera administrativa. Pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 0935/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Inquérito policial. Art. 28 do CPP. Arquivamento indireto. Pedido de declinação de competência. Falsidade ideológica. Junta comercial. Ausência de interesse da União. Competência da Justiça Estadual. Possível crime de falsidade ideológica (art. 299 do CP) consistente na utilização indevida de documentos de terceiro para abertura de firma individual registrada perante Junta Comercial. O membro do MPF requereu ao Juízo Federal que declinasse da competência em favor da Justiça Estadual em razão de não vislumbrar qualquer ofensa a bens, serviços ou interesse da União. Discordância do Magistrado por entender que a Junta Comercial é órgão subordinado ao Departamento Nacional de Registros de Comércio (DNRC), autarquia federal, o que atrai a competência da Justiça Federal para processar e julgar o feito. A hipótese se resume tão somente ao registro contratual da empresa, em tese falsa, feito perante a Junta Comercial do Estado, não ocorrendo prejuízos à União, o que afasta a competência da Justiça Federal para apreciar e julgar o feito. Precedentes do STJ. Voto pela insistência no pedido de declinação da competência em favor da Justiça Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0936/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Inquérito policial. Alteração em data de relatório médico, visando prorrogação de auxílio-doença perante INSS. Supostos crimes dos arts. 171, 3º e 301, 1º, ambos do CP. Falsificação grosseira e ausência de potencialidade lesiva à fé pública. Arquivamento. Homologação. Inquérito Policial que apura conduta de investigada que apresentou perante o INSS, no dia 25/07/2007, relatório médico com alteração grosseira na data de elaboração, com o intuito de fazer prova de sua incapacidade laboral, com vistas à prorrogação de benefício de Auxílio-doença, o qual cessou desde o dia 03/08/2007, eis que os servidores do INSS detectaram icto oculi a aludida falsificação. Supostos crimes de estelionato previdenciário e falsificação material de atestado ou certidão (arts. 171, 3º, e 301, 1º, ambos do CP).In casu, tratando-se de falsificação grosseira e ausente a potencialidade lesiva à fé pública, a conduta mostra-se atípica. Não há falar-se sequer em tentativa de estelionato uma vez que o falsum empregado revelou-se meio absolutamente inidôneo para o fim proposto. Assim sendo, voto pela insistência no pedido de Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0937/2009 Relator : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Inquérito policial. Art. 28 do CPP. Violação de direito autoral. Apreensão de diversos CDs e DVDs gravados de origem estrangeira. Pedido de declínio de competência em favor da Justiça Estadual. Discordância do magistrado. Insistência na declinação.trata-se de Inquérito Policial instaurado em razão de Auto de Prisão em flagrante, para apurar a suposta prática dos crimes de descaminho e violação de direito autoral, haja vista a apreensão de CD/DVDs. O il. oficiante requereu ao MM. Juízo Federal a remessa dos autos à Justiça Estadual por entender que a conduta descrita nos autos somente se amolda ao tipo previsto no art. 184, 2º, do CP. Divergência do Magistrado que entendeu haver indícios de que os CD/DVDs teriam sido adquiridos em território estrangeiro. Em razão do princípio da especialidade, o crime de violação de direito autoral (art. 184, 2º, do CP) prevalece sobre o delito de descaminho (art. 334, do CP), independentemente da origem do fonograma ou videofonograma reproduzido com violação ao direito do autor. Precedentes do STJ. Este Colegiado já se posicionou no sentido de que, em regra, a competência para processar e julgar o crime de violação de direitos autorais é da Justiça Estadual, tendo em vista que ofende interesses do particular, autor das obras ilegalmente reproduzidas. Voto pela insistência no pedido de declinação de competência para a Justiça Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0938/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Procedimento administrativo. Corte não autorizado de árvore em área de domínio de entidade federal. Art. 50-A da Lei 9.605/98. MPF. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Não-homologação. A Procuradora do República oficiante declinou de suas atribuições em favor do Ministério Público estadual por entender que o corte da árvore não se deu em área de uso restrito, como APP ou unidade de conservação. In casu, porém, há nos autos elementos de informação indicando que o crime ambiental foi praticado em área de domínio de autarquia federal, o que atrai a competência da Justiça Federal e, em consequência, a atribuição do Ministério Público Federal para a persecução penal. Aplicação do art. 109, IV, da Constituição da República. Pela não-homologação do declínio de atribuições. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Voto: 0939/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Inquérito policial. Art. 28 do CPP. Descaminho. Art. 334, 1º, "c", do CP. Desnecessidade da prática de atos fraudulentos. Inquérito Policial instaurado em virtude da apreensão de mercadorias de procedência estrangeira, no valor de R$ ,35, sem documentação comprobatória da regular internação no País. O Membro do MPF requereu o arquivamento do feito por entender inexistentes indícios do uso de expediente fraudulento quando da introdução dos produtos no país. O magistrado indeferiu o pleito por entender estarem presentes indícios suficientes de autoria e materialidade a embasar o oferecimento da denúncia. A simples introdução no território nacional de mercadoria estrangeira sem pagamento dos direitos alfandegários, independentemente de qualquer prática ardilosa visando iludir a fiscalização, tipifica o crime de descaminho. Precedente do STJ. Voto pela designação de outro membro do MPF para o prosseguimento da persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Voto: 0940/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães pelo código

7 Nº 39, segunda-feira, 1 de março de 2010 ISSN Ementa : Inquérito policial. Suposto crime eleitoral (art. 347 do CE). Configuração. Enunciado nº 29 desta 2ª Câmara. Prosseguimento da persecução penal. Procedimento instaurado para apurar possível crime de suposta propaganda eleitoral em programa de rádio em desobediência à decisão judicial (art. 347, CE), bem como conduta vedada a agentes públicos (art. 73, da Lei 9.504). O Promotor Eleitoral oficiante requereu o arquivamento do procedimento em razão de não vislumbrar qualquer infração eleitoral. O Juiz Eleitoral requisitou a complementação da degravação de todo o áudio do programa, vislumbrando, depois, possível crime de desobediência pelas autoridades policiais, por ter sido parcial a primeira degravação e retardada a segunda. Insistência do Promotor Eleitoral no arquivamento dos autos, reafirmando a inexistência de ilícito eleitoral no programa de rádio e que o retardamento do laudo pericial configuraria, em tese, crime de prevaricação, não caracterizada em face da ausência de indícios de que tivesse sido causado para satisfazer, dolosamente, sentimento ou interesse pessoal. Discordância do Magistrado, que negou o arquivamento e determinou o encaminhamento dos autos à Procuradoria Regional Eleitoral que, por sua vez, os remeteu à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão. Enunciado nº 29: compete à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal manifestar-se nas hipóteses em que o Juiz Eleitoral considerar improcedentes as razões invocadas pelo Promotor Eleitoral ao requerer o arquivamento de inquérito policial ou de peças de informação, derrogado o art. 357, 1º do Código Eleitoral pelo art. 62, inc. IV da Lei Complementar nº 75/93. A recusa de cumprimento ou desobediência a diligências, ordens ou instruções da Justiça Eleitoral ou oposição de embargos à sua execução configura, em tese, o crime eleitoral que, por estar tipificado em lei especial, prevalece sobre o do art. 319 do Código Penal. Não evidenciada, de plano, a inexistência de dolo, prevalece, nesta fase, o princípio in dubio pro societate. Voto pela designação de outro Promotor Eleitoral para o prosseguimento da persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Voto: 0941/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Peças de informação. Possível crime ambiental. Mergulho com golfinhos em área da APA de Fernando de Noronha/PE (naufrágio do porto Santo Antônio). Inexistência de danos ambientais. Arquivamento. Homologação. Tendo em vista a inexistência de danos ambientais, voto pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0942/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Procedimento administrativo. Ex-prefeito municipal. Omissão do dever de prestar contas da aplicação de recursos federais. Art. 1º, VII, do Decreto-Lei nº 201/67. Prescrição. Extinção de punibilidade. In casu, o início da contagem do prazo prescricional deu-se com o término do prazo estipulado para a prestação de contas, ou seja, em fevereiro/2001. Verifica-se, no entanto, que a pena máxima cominada ao delito em questão é de 03 (três) anos de detenção, motivo pelo qual há de ser reconhecida a prescrição da pretensão punitiva estatal, haja vista o decurso de mais de 08 anos, nos termos do art. 109, inciso IV, do Código Penal. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0943/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Inquérito civil público. Saque de beneficios previdenciários mesmo após o óbito do titular. Art. 171, 3º, CP. MPF. Expedição de recomendação ao INSS e à Polícia Federal com vistas ao combate de crimes previdenciários. O presente feito foi instaurado a partir de relato da Polícia Federal no sentido de ter dificuldades de identificar a autoria de estelionatos previdenciários, solicitando que o MPF expedisse recomendação ao INSS no sentido de que, constatadas práticas de saques indevidos de benefícios previdenciários após a morte do beneficiário, não cesse imediatamente o pagamento, entrando em contato com a Polícia Federal para perquirir sobre a melhor conduta e análise de possível prisão em flagrante. Foi realizada reunião conjunta com os interessados e expedida a Recomendação 11/2009 para que o INSS, além de proceder nos termos do solicitado pela Polícia Federal, informe a esta a agência bancária e a data prevista para o próximo saque. Posteriormente o MPF foi informado que a Recomendação está sendo acatada e produzindo os efeitos práticos esperados. Homologação do arquivamento que se impõe ante o esgotamento do objeto. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0944/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Procedimento administrativo. Apropriação indébita previdenciária (art. 168-A do CP) e sonegação de contribuição previdenciária (art. 337-A do CP). Ausência de justa causa. Arquivamento. O il. promoveu o arquivamento do feito visto que o "crime de sonegação de contribuição previdenciária, cujos valores devidos foram apurados nas respectivas ações trabalhistas, o juízo laboral atestou que os montantes foram recolhidos. E, quanto às contribuições previdenciárias descontadas dos segurados e, eventualmente, não recolhidas, a autoridade fiscal informou que não foram constatadas divergências entre os valores declarados em GFIP e os recolhimentos efetuados, por meio de GPS". Ante a ausência de justa causa para o prosseguimento do feito, o arquivamento é medida que se impõe. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 0945/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Inquérito policial. Ex-síndico de condomínio edifício. Apresentação de informações falsas ao fisco que resultou em lançamento de obrigação tributária assumida pelos demais condôminos. Art. 299, CP (falsidade ideológica). MPF. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou entre os casos de necessária intervenção judicial as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. Nos termos de deliberação tomada pela maioria dos membros do Conselho Institucional do MPF, em , nos autos nº / , as manifestações de declínio de atribuições para o Ministério Público dos Estados, em matéria penal, devem ser submetidas previamente à apreciação da 2ª Câmara. In casu, verifica-se que os fatos consistiram em que o representado apresentou-se perante o INSS assumindo dívida tributária em nome do condomínio edilício quando já havia renunciado à condição de síndico. Não quitou a dívida. Os condôminos (responsáveis solidários)a assumiram e fizeram acordo de parcelamento, que está sendo regularmente cumprido. Como se vê, a sonegação não foi levada a efeito em detrimento dos cofres públicos da União, mas do patrimônio dos condôminos que assumiram a dívida, o que afasta a competência da Justiça Federal e, consequentemente, a atribuição do MPF para a persecução penal. Aplicação do art. 109, IV, CF. Precedentes do STF. Homologação do declínio de atribuições. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Voto: 0946/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Procedimento administrativo. Possíveis delitos de agiotagem e lavagem de dinheiro perpetrados, em tese, por policial militar do Distrito Federal. Declinio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Nos termos de deliberação tomada pela maioria dos membros do Conselho Institucional do MPF, em , nos autos nº / , as manifestações de declínio de atribuições para o Ministério Público dos Estados, em matéria penal, devem ser submetidas previamente à apreciação da 2ª Câmara. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Pela remessa dos autos ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0947/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Procedimento administrativo. Declinio de atribuições. Conhecimento. Servidor municipal que relata ter sofrido perseguição em função de ter denunciado desvios de verbas do FUNDEB ocorridos em prefeitura. Declinio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Nos termos de deliberação tomada pela maioria dos membros do Conselho Institucional do MPF, em , nos autos nº / , as manifestações de declínio de atribuições para o Ministério Público dos Estados, em matéria penal, devem ser submetidas previamente à apreciação da 2ª Câmara. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Pela remessa dos autos ao Ministério Público do Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0948/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Procedimento administrativo. Representação. Superfaturamento em contrato firmado entre Prefeitura Municipal e entidade privada. Declinio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Nos termos de deliberação tomada pela maioria dos membros do Conselho Institucional do MPF, em , nos autos nº / , as manifestações de declínio de atribuições para o Ministério Público dos Estados, em matéria penal, devem ser submetidas previamente à apreciação da 2ª Câmara. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Pela remessa dos autos ao Ministério Público do Estado de São Paulo. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0949/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Procedimento administrativo. Possível tortura praticada por policiais civis do estado contra preso. Declinio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Nos termos de deliberação tomada pela maioria dos membros do Conselho Institucional do MPF, em , nos autos nº / , as manifestações de declínio de atribuições para o Ministério Público dos Estados, em matéria penal, devem ser submetidas previamente à apreciação da 2ª Câmara. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Pela homologação do declínio de atribuição ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Voto: 0950/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Procedimento administrativo. Utilização de documentos pessoais de reclamada, tais como boletos bancários e comprovantes de depósitos, sem sua autorização ou conhecimento em ação trabalhista. Conflito aparente de normas penais. Suposto furto de documentos e correspondências. Art. 155, CP. Atipicidade. Precedente STJ. Suposta quebra ilegal de sigilo bancário. Art. 10 da LC 105/2001. Sujeito ativo que não é bancário ou servidor. Atipicidade. Suposta violação de correspondência entregue no destino. Art. 151, CP. Desobrigação da União de qualquer exigência. Competência da Justiça Estadual. Precedente STJ. Declinio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Nos termos de deliberação tomada pela maioria dos membros do Conselho Institucional do MPF, em , nos autos nº / , as manifestações de declínio de atribuições para o Ministério Público dos Estados, em matéria penal, devem ser submetidas previamente à apreciação da 2ª Câmara. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Pela remessa dos autos ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves. EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL 079. Processo : / Voto: 0951/2009 Relator : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Procedimento administrativo. Crime ambiental. Art. 46, parágrafo único, da Lei nº 9.605/98. Transporte de madeira sem licença. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Homologação. Trata-se de procedimento instaurado para apurar suposto crime de transportar madeira serrada sem licença válida. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção do IBAMA na repressão a práticas ilícitas que configuram crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves. pelo código

8 22 ISSN Nº 39, segunda-feira, 1 de março de Processo : / Voto: 0057/2009 Relator : Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge Ementa : Representação criminal. Art. 28 do CPP. Crime de apropriação indébita previdenciária. Art. 168-A do Código Penal. Parcelamento do débito. Descumprimento. Prosseguimento da persecução penal. O parcelamento do débito fiscal apenas suspende a pretensão punitiva do Estado, não extinguindo a punibilidade antes do total cumprimento da obrigação assumida pelo contribuinte. Redação dada pela Lei /03 (Enunciado nº 19, 2ª CCR/MPF). No caso dos autos, se o contribuinte se desvinculou do parcelamento acordado, por descumprimento das condições impostas, não há falar sequer em sobrestamento, mas em continuidade do feito. Voto pela designação de outro membro do Parquet Federal para dar prosseguimento à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 0058/2009 Relator : Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge Ementa : Inquérito policial. Art. 28 do CPP. Contrabando de cigarros (art. 334 do CP). Efeito nocivo à saúde humana. Inobservância às regras da Lei n.º 9.532/97. Mercadorias apreendidas avaliadas em R$ 7.340,20. Tributos cujo pagamento fora iludido calculados em R$ ,39. Princípio da insignificância. Inaplicabilidade. Persecução penal. Analisando o valor do crédito tributário, que, segundo cálculos da Receita Federal, corresponde a R$ ,39 (fl. 60), não se aplica o princípio da insignificância à hipótese dos autos, visto que tal quantia supera o valor previsto no art. 20, 2º, da Lei /02 (mil reais). A natureza do produto (cigarros) impõe maior rigor na adoção do princípio da insignificância, em razão do efeito nocivo à saúde e, conseqüentemente, do rígido controle em sua comercialização no território nacional. A comercialização de pacotes com 10 maços de cigarros cada de origem estrangeira, marcas MILL e EIGHT (fl. 21), sem o devido registro na ANVISA, não pode ser considerada insignificante, uma vez que desrespeitadas as normas da Lei nº 9.532/97, que restringem, com rigor, o comércio em questão. Pela designação de outro Membro do Parquet Federal para o prosseguimento da persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 0059/2009 Relator : Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge Ementa : Peças de informação. Omissão de anotação em CTPS e descumprimento de direitos trabalhistas. Indícios da prática dos delitos dos arts. 203 e 297, 4º, do CP. Competência federal. Não homologação do declínio de atribuições. Enunciados 26 e 27 desta 2ª CCR. A omissão de registro de vínculo empregatício em Carteira de Trabalho e Previdência Social subsume-se ao tipo do art. 297, 4º, do Código Penal (Enunciado nº 26 desta 2ª CCR). O processo e julgamento dos crimes previstos nos 3º e 4º do art. 297 do Código Penal competem à Justiça Federal, por ofenderem a Previdência Social (Enunciado nº 27 desta 2ª CCR). Voto pela não homologação do declínio de atribuições e pela designação de outro Membro do Ministério Público Federal para dar prosseguimento à persecução criminal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 0060/2009 Relator : Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge Ementa : Ação penal. Tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico. Prisão em flagrante. Manifestação ministerial pelo arquivamento em relação a dois investigados. Discordância do magistrado. Art. 28 do CPP. Pela não homologação do arquivamento e continuidade da persecução. Trata-se de apuração dos crimes previstos nos arts. 33 "caput", c/c art. 35, "caput" e art. 40, I, todos da Lei /06. A Procuradora da República denunciou dois investigados e requereu o relaxamento da prisão em flagrante e o arquivamento em relação a outros dois investigados por não vislumbrar indícios suficientes de autoria para oferecimento de denúncia. Houve discordância do Juiz, relembrando, em síntese, "que em processo penal vige o princípio da obrigatoriedade, onde o órgão acusatório, estando presentes indícios de autoria e materialidade delitiva deve propor a ação penal". Com efeito, existe indícios de autoria em relação aos dois investigados a qual foi solicitado o arquivamento, conforme interrogatório de uma denunciada, corroborado pelo depoimento de agente da polícia federal que efetuou a prisão em flagrante. Pela não homologação do arquivamento e designação de outro para prosseguir no feito. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 0061/2009 Relator(a) : Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime de peculato. Art. 312, 2º do CP. Ex-coordenador de programa federal. Extravio de 187 talonários de tíquetes alimentação/refeição da Câmara dos Deputados. Prescrição da pretensão punitiva estatal. Arquivamento. Considerando que o fato delituoso ocorreu em 1996 e que a pena máxima prevista em abstrato para o delito em questão é de 1 ano de detenção, há de ser reconhecida a prescrição da pretensão punitiva estatal, pelo decurso do prazo estabelecido no art. 109, inciso IV, do Código Penal. Pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 0062/2009 Relator(a) : Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge Ementa : Procedimento administrativo. Supostas práticas de estupro de parentes. Notícia quanto ao local onde o autor dos delitos se encontra. Existência de apuratório policial já instaurado no âmbito estadual. Declinio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento como promoção de Homologação. O presente feito foi instaurado a partir de notícia apresentada pela mãe e irmã de supostas vítimas de estupro quanto ao local onde o autor dos delitos se esconde, acobertado por terceiros. O declinou de suas atribuições em favor do Ministério Público estadual por não vislumbrar hipótese de atribuição do MPF para a persecução penal e, ato contínuo, encaminhou cópia da notícia ao MP estadual. Ocorre que, como destacado pela noticiante, os crimes supostamente praticados pelo foragido já estão sendo investigados pela Polícia e pelo Ministério Público estadual, motivo pelo qual torna-se desnecessário o MPF declinar de suas atribuições. Assim, conhece-se da manifestação do como Homologação do arquivamento que se impõe em face da aplicação do princípio do ne bis in idem. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 0063/2009 Relator(a) : Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge Ementa : Procedimento administrativo. Venda não autorizada de madeira em tora. Suposto crime ambiental. Art. 46, parágrafo único, da Lei 9.605/98. Declinio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Homologação. In casu, não tendo ocorrido, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Homologação do declínio de atribuições em favor do Ministério Público estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0064/2009 Relator(a) : Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge Ementa : Inquérito policial. Revenda de botijões de gás em desacordo com as normas estabelecidas em lei. Art. 1º, inciso I, da Lei 8.176/91. Declínio de atribuições. Conhecimento. Inexistência de prejuízos à União. Atribuição do Ministério Público Estadual. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou entre os casos de necessária intervenção judicial as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção da ANP na fiscalização e repressão a práticas ilícitas que configuram crime contra a ordem econômica não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Pela homologação do declínio de atribuições ao MP Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0065/2009 Relator(a) : Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge Ementa : Peças informativas criminais. Armazenamento e comercialização de combustível fora das especificações técnicas. Art. 1º da Lei 8.176/91. Declínio de atribuições. Conhecimento. Inexistência de prejuízos à União. Atribuição do Ministério Público Estadual. Peças de informação instauradas a partir de envio, pela Agência Nacional do Petróleo - ANP, de expediente noticiando o armazenamento e a comercialização de "óleo diesel fora da especificação quanto ao ponto de fulgo", fato que configura a prática em tese do crime previsto no artigo 1º da Lei n.º 8.176/91. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção da ANP na fiscalização e repressão a práticas ilícitas que configuram crime contra a ordem econômica não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Pela homologação do declínio de atribuições ao MP Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0066/2009 Relator(a) : Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge Ementa : Notitia criminis. Veiculação de mensagens de apologia ao crime por meio do "site" de relacionamentos "orkut". Art. 287 do CP. Ausência de indícios de repercussão internacional. Competência da Justiça Estadual. Atribuição do Ministério Público Estadual. Nos termos de deliberação tomada pela maioria dos membros do Conselho Institucional do MPF, em , nos autos nº / , as manifestações de declínio de atribuições para o Ministério Público dos Estados, em matéria penal, devem ser submetidas previamente à apreciação da 2ª Câmara. In casu, a suposta conduta ilícita não se amolda ao art. 109, incisos IV e V, da Constituição da República, pois não há indícios da repercussão internacional.homologação do declínio de atribuição ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0067/2009 Relator(a) : Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime ambiental. Transporte de madeira em toras sem a devida autorização. Art. 46, parágrafo único, da Lei 9.605/98. Declinio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Homologação. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção do IBAMA na repressão a práticas ilícitas que configuram crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0068/2009 Relator(a) : Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge Ementa : Representação criminal contra comandante da 11ª Região Militar que estaria protelando o pagamento de despesas médicas de militar do exército. Supostos crimes de abuso de autoridade e prevaricação. Arquivamento quanto ao suposto crime de abuso de autoridade e declínio de atribuições em favor do ministério público militar quanto ao suposto crime de prevaricação. Trata-se de representação criminal enviada ao MPF por Militar do Exército, que encontra-se em tratamento psiquiátrico, em face do Comandante da 11ª Região Militar, noticiando a suposta prática dos crimes de prevaricação e abuso de autoridade, já que o General estaria protelando o pagamento de suas despesas médicas, "com nítido caráter de perseguição". Quanto ao suposto crime de abuso de autoridade, o Membro oficiante promoveu o arquivamento do feito, pois o simples atraso no pagamento de despesas médicas não é suficiente para caracterizar a materialidade delitiva, o que, no máximo, acarretaria o crime de prevaricação, se comprovada a busca de satisfação de interesse pessoal. Considerando que o crime teria sido praticado por militar da ativa contra militar da reserva, e em estabelecimento militar, nos termos do art. 9º, II, do CP Militar, a competência para processar e julgar eventual crime capitulado no art. 319 do Estatuto Penal Militar (prevaricação) seria da Justiça Militar e, consequentemente, a atribuição para a persecução penal seria do Ministério Público Militar. Homologação do declínio de atribuições quanto ao delito de prevaricação e homologação do arquivamento quanto ao abuso de autoridade. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque. pelo código

9 Nº 39, segunda-feira, 1 de março de 2010 ISSN Processo : / Voto: 0069/2009 Relator(a) : Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge Ementa : Procedimento administrativo. Crime ambiental. Artigo 60 da Lei nº 9.605/98. Funcionamento de serraria sem licença do órgão competente. Ausência de indícios de prejuízos a bem, serviços ou interesse da União, de suas entidades autárquicas ou empresas públicas. Atribuição do Ministério público Estadual. O Exmo. oficiante promoveu o arquivamento do presente feito ao argumento de extinção de punibilidade da conduta em razão de prescrição da pretensão punitiva. In casu, porém, não há indício de que o funcionamento de serraria sem licença do órgão competente tenha acarretado prejuízo a bem, serviço ou interesse direto e específico da União, de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, o que, nos termos do inciso IV do artigo 109 da Constituição da República, afasta a competência da Justiça Federal para julgar a causa e, em conseqüência, a apreciação do fato refoge às atribuições do Ministério Público Federal. Voto pela não-homologação do arquivamento e pela remessa dos autos para o Ministério Público estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0070/2009 Relator(a) : Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge Ementa : Inquérito policial. Suposto crime de falsificação. Art. 293, I, do CP. Guia de recolhimento do FGTS e informações à previdência social - GFIP com autenticação falsa apresentada em ação trabalhista. Prejuízo a particulares. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou, entre os casos de necessária intervenção judicial, as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Pela homologação do declínio de atribuições ao MP Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1202/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Representação. Interpretação da Súmula vinculante nº 14/STF. Recomendação nº 74/2009 expedida pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão/CE à Polícia Federal/CE. A comunicação escrita quando da instauração de inquérito policial ao investigado ou a seu advogado, bem como da aplicação de medida de coação ou de garantia patrimonial a qualquer pessoa, certamente prejudicará tanto as diligências em curso, como aquelas a serem deliberadas, violando os princípios da justiça penal eficaz e da busca da verdade real. Os primados do contraditório, da ampla defesa, da justiça penal eficaz, da comunhão das provas, da busca da verdade real e da dignidade da pessoa humana (que protege os cidadãos no âmbito dos processos estatais), foram conciliados na elaboração da Súmula nº 14/STF. O entendimento esposado na recomendação/representação em tela aniquila o princípio da justiça penal eficaz e o sistema acusatório. Pelo não-acolhimento do entendimento firmado na Recomendação nº 74/PRDC/CE à Polícia Federal. Comunicar ao Procurador-Chefe da PR/CE, à Superintendência da Polícia Federal/CE e ao Diretor-Geral da Polícia Federal/DF o inteiro teor da decisão para as providências cabíveis. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1203/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Suposta comercialização de pássaros silvestres de espécie ameaçada de extinção, sem autorização do órgão competente. Art. 29, 1º, III, da Lei nº 9.605/98. Magistrado. Indeferimento de pedido de declinação de competência à Justiça Estadual. Aplicação analógica do art. 28 do CPP. Conhecimento da remessa como declínio de atribuições. Improcedência da manifestação do. Da análise dos arts. 1º e 2º da Resolução nº 063/2009 depreende-se que o magistrado não mais intervém no trâmite do inquérito policial nas hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal entendem não ter atribuição para atuar no feito, motivo pelo qual, deixando de analisar o pronunciamento judicial, conhece-se da presente remessa como declínio de atribuições. Consta na "Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada em Extinção", conforme Portaria IBAMA nº 1.522/89, que o Bicudo Verdadeiro - Oryziborus Maximiliani está relacionado entre as espécies em perigo de extinção, o que atrai a competência da Justiça Federal. Art. 54 da Lei 9.985/2000 e Jurisprudência do STJ. Pela não-homologação do declínio de atribuições e designação de outro membro do Ministério Público Federal para prosseguir na persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1204/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Art 28 do CPP. Suposta prática do crime de corrupção ativa. Presentes indícios de autoria e materialidade do delito. Arquivamento prematuro. Persecução penal. As investigações conduzidas pela Polícia Federal indicaram que o indiciado teria pago propina ao servidor de autarquia federal para obter o cadastramento de uma área, em determinada unidade da Federação. O oficiante requereu o arquivamento sob dois fundamentos: a) falta de prova da configuração do crime de corrupção ativa perpetrado pelo indiciado; e b) pela existência de uma excludente de culpabilidade - inexigibilidade de conduta diversa. O MM Juiz Federal indeferiu o arquivamento, considerando que "em seu relatório, a autoridade policial, além de concluir pela comprovação dos indícios de cometimento de crime de corrupção ativa, ressalta que fora deferida a quebra de sigilo bancário dos investigados, mas nem todos os dados necessários tinham sido disponibilizados, de forma que requerer a " posterior remessa a este Juízo da análise complementar de quebra do sigilo bancário dos investigados ". O crime de corrupção ativa é unissubsistente e formal, aperfeiçoando-se com o simples oferecimento ou promessa de vantagem. Presentes indícios de responsabilidade penal do indiciado pela prática do delito de corrupção ativa. Nesta fase pré-processual vigora o princípio in dubio pro societate. Voto pela designação de outro Membro do Par - quet Federal para prosseguir na persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1205/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Peças informativas. Sonegação de autos judiciais praticada por advogado. Suposto crime do art. 356 do CP. Restituição dos autos antes do oferecimento da denúncia. Irrelevância. Configuração do delito. Designação de outro membro do P a rq u e t Federal para prosseguimento da persecução penal. O Il. Procurador da República oficiante determinou o arquivamento do feito pela ausência de dolo na conduta do investigado, em face da restituição dos autos após intimação judicial. O simples fato de ter havido a devolução dos autos antes do oferecimento da denúncia, porém fora do prazo legal determinado na intimação judicial e sem apresentação de justificativa plausível para o seu retardamento, não tem o condão de eliminar o dolo e, por conseguinte, o cabimento da ação penal. Precedentes do STJ. Voto pela designação de outro membro do Parquet Federal para o prosseguimento da persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1206/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Relator Desig-nado Dr. Wagner Gonçalves Ementa : Inquérito policial. Serviço de radiodifusão sem autorização para funcionamento. Conduta tipificada no artigo 183 da Lei 9472/97, o qual revogou tacitamente o tipo previsto no art. 70 da Lei nº 4.117/62. Precedentes. Fato constatado em 06/11/2003. Prescrição. Art. 109, inc. IV, do CP. Inocorrência. Prosseguimento da persecução penal. Como o fato sob exame ocorreu em 06/11/2003, a pretensão punitiva do Estado não foi fulminada pela prescrição, uma vez que o crime em questão é apenado com 2 a 4 anos de detenção, mas ainda não decorreram 8 (oito) anos desde a data do fato, conforme dispõe o art. 109, inciso IV, do Código Penal. Diante do exposto, voto pela designação de outro membro do P a rq u e t Federal para dar prosseguimento à persecução penal. Decisão : Acolhido por maioria o voto do Relator designado Dr. Wagner Gonçalves. Vencida a Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1207/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Peça informativa. Falso testemunho em processo trabalhista. Suposto crime descrito no art. 342 do CP. Inexistência de potencialidade lesiva da conduta. Arquivamento. Homologação. Para a configuração do crime previsto no art. 342 do Estatuto Repressivo, a falsidade deverá recair sobre fato juridicamente relevante e pertinente ao objeto do processo de que se trate, e ter aptidão para influir no julgamento futuro. Nesta linha, adverte a doutrina pátria que "sem potencialidade lesiva, o falso testemunho será um ato imoral, mas não antijurídico." In casu, tratando-se de testemunhos prestados com mera imprecisão temporal e sem relevância jurídica, fica patente a ausência de potencialidade lesiva na conduta dos investigados. Pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1208/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Art. 28 do CPP. Pesca de espécimes com tamanhos inferiores ao permitido e com uso de petrechos não permitidos. Art. 34, único, incisos I e II, da Lei 9.605/98. Princípio da insignificância. Inaplicabilidade. Autoria e materialidade delitiva. Continuidade da persecução penal. Não se pode ter por insignificante o dano ambiental, haja vista que a lei visa concretizar o direito da coletividade ao meio ambiente equilibrado, considerando-o como um todo. "A complacência no trato de questões ambientais constitui incentivo aos infratores das normas que cuidam da proteção do meio ambiente a persistirem em suas condutas delituosas, gerando, como consequência, a impunidade e desestimulando os Agentes de Fiscalização a cumprirem com suas obrigações." (TRF da 1ª Região, RCCR /TO). Voto pela designação de outro para prosseguir com a persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1209/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Art. 28, CPP. Suposta divulgação de vídeo em comício e na internet com intuito de influenciar eleitores. Possível crime de calúnia eleitoral. Art. 324, caput, do Código Eleitoral. Ausência de suporte probatório mínimo. Insistência no pedido de O Promotor Eleitoral requereu o arquivamento do feito com fundamento em que as supostas irregularidades não restaram suficientemente comprovadas e que os elementos da investigação são frágeis para a propositura da ação penal. O MM. Juiz Eleitoral discordou do Promotor, sustentando que fatos notórios não precisam ser necessariamente comprovados, bastando, para que se comprove a materialidade delitiva, a oitiva do candidato, que teria exibido o vídeo em comício. Ausência de indícios capazes de comprovar a autoria e a materialidade delitiva. Voto pela insistência no pedido de Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1210/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Supostos crimes de uso de documento falso e estelionato. Art. 28 do CPP. Utilização de diploma e currículo escolar falsos do curso de engenharia civil de universidade federal. Artigos 304 c/c 297 do CP. Pena máxima cominada de 6 anos. Conduta perpetrada em Inocorrência de prescrição da pretensão punitiva. Súm. 122 do STJ. Designação de outro membro do MPF para dar continuidade à persecução criminal. O Il. Membro do MPF oficiante requereu o arquivamento do inquérito com base na prescrição da pretensão punitiva, uma vez que a conduta analisada estaria insculpida no tipo penal do art. 301, 1º, do CP, cuja pena máxima comidade é de 2 anos. Quanto ao suposto crime de estelionato, a competência seria da Justiça Estadual, já que o prejuízo teria sido suportado por empresa privada. O MM. Juiz, por sua vez, entendeu que a conduta melhor se enquadraria no art. 304 c/c 297, do CP, cuja pena máxima cominada em abstrato é de 6 anos de reclusão. Como a conduta em tese delituosa teria sido perpetrada em 2003, ainda estaria longe de ser alcançada pela prescrição. No tocante ao suposto estelionato, aplicável a Súmula 122 do STJ: "Compete à Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos crimes conexos de competência federal e estadual, não se aplicando a regra do art. 78, II, "a", do Código de Processo Penal". Por concordar com o exmo. Magistrado, voto pela designação de outro Membro do MPF para dar continuidade à persecução criminal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1211 / 2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Art. 28 do CPP. Violação de direito autoral. Apreensão de diversos dvd's falsificados. Pedido de declínio de competência em favor da Justiça Estadual. Discordância do magistrado. Inexistência de prejuízo a bens, serviços ou interesses da União. Atribuição do Ministério Público Estadual. Trata-se de Inquérito Policial instaurado para apurar a suposta prática do crime de violação de direito autoral, haja vista a apreensão de DVD's gravados. A Il. Procuradora da República oficiante requereu ao MM. Juízo Federal a remessa dos autos à Justiça Estadual por entender que a conduta descrita nos autos se amolda ao tipo previsto no art. 184, 2º, do Código Penal. Divergência do Magistrado que entendeu haver indícios de que os DVDs teriam sido adquiridos em território estrangeiro, ademais segundo laudo pericial houve violação de direitos de artistas estrangeiros. O interesse lesado com a prática da conduta sub examine é o dos artistas, cujas obras foram ilegalmente reproduzidas, havendo ofensa tão-somente aos interesses particulares dos titulares dos direitos autorais envolvidos, resultando assim evidenciada a ausência de prejuízo a bem, serviço ou interesse da União, de suas autarquias ou empresas públicas, a ensejar, in casu, a competência da Justiça Federal para processar e julgar o feito, nos termos do art. 109, inciso IV, da Carta Magna. Voto pela insistência no pedido de declinação de competência para a Justiça Estadual. EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL pelo código

10 24 ISSN Nº 39, segunda-feira, 1 de março de 2010 Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1212/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Relator Desig-nado Dr. Wagner Gonçalves Ementa : Inquérito policial. Serviço de radiodifusão sem autorização para funcionamento. Conduta tipificada no artigo 183 da Lei 9472/97, o qual revogou tacitamente o tipo previsto no art. 70 da Lei nº 4.117/62. Precedentes. Persecução penal. O oficiante, em razão de entender que os fatos se amoldam ao tipo previsto no art. 70 da Lei nº 4.117/62, requereu que fosse designada audiência de transação penal. Discordância do Magistrado ao argumento de que, na hipótese, restou configurado ilícito penal descrito no art. 183 da Lei 9.472/97, não sendo aplicável o rito do Juizado Especial Criminal aos fatos. A instalação ou utilização de aparelhagem de radiotransmissão sem a devida autorização da autoridade competente configura o delito previsto no art. 183 da Lei nº 9.472/97. Precedentes. Voto pela designação de outro membro do P a rq u e t Federal para dar prosseguimento à persecução penal. Decisão : Acolhido por maioria o voto do Relator designado Dr. Wagner Gonçalves. Vencida a Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1213/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Representação contra procurador da república, dirigida à corregedoria geral do ministério público federal. Encaminhamento de cópia à câmara criminal para manifestação. Matéria estranha às atribuições da 2ª câmara de coordenação e revisão. Devolução dos autos à Corregedoria. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1214/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Suposta comercialização de combustível em desacordo com as especificações normativas. Suposto crime contra a ordem econômica. Art. 1º, inciso i, da Lei nº 8.176/91. Declínio de atribuições ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Precedente do STF. Homologação. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção da ANP na fiscalização e repressão a práticas ilícitas que configuram crime contra a ordem econômica não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Homologação do declínio de atribuição em favor do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1215/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Recusar, retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil quando requisitados pelo ministério público (art. 10 da lei 7.347/85). Ausência de elementar do tipo. Homologação do In casu, o caráter de indispensabilidade dos dados técnicos - elementar do tipo penal do art. 10 da Lei 7.347/85, não está presente, tendo em vista que a ação civil foi proposta, independentemente, de sua apresentação ao membro do P a rq u e t. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1216/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime de falso testemunho (art. 342 do CP). Mera divergência entre depoimentos de testemunhas em ação trabalhista. Atipicidade da conduta. Homologação de A mera discrepância entre depoimentos de testemunhas, por si só, não é suficiente para a configuração do crime de falso testemunho, exigindo-se para tanto a existência de potencialidade lesiva nas declarações prestadas pela testemunha, o que não ocorreu no caso dos autos. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1217/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Peça informativa. Relatório de inteligência da PRF. Informações prestadas por ex-integrante de facção criminosa. Ausência de objeto. Arquivamento. Homologação. Procedimento instaurado a partir da determinação do encaminhamento de cópia de autos, por esta Eg. 2ª CCR, às Procuradorias da República situadas no Estados mencionados em dossiê no qual foi informada relação de pessoas supostamente envolvidas com a facção criminosa denominada Primeiro Comando da Capital (PCC). Pela homologação do arquivamento, ante a ausência de objeto. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1218/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Peça de informação. Crime ambiental. Pesca subaquática sem autorização do órgão competente em área interditada. (art. 34 da lei nº /98). Propriedade da União. Lesão ao bem jurídico irrelevante. Homologação. O Il. promoveu o arquivamento do feito em atenção ao princípio da insignificância. É certo que não se pode ter por insignificante qualquer dano ambiental, haja vista que a lei visa concretizar o direito da coletividade ao meio ambiente equilibrado, considerando-o como um todo. In casu, percebe-se que a conduta investigada, embora se subsuma ao tipo penal previsto, em tese, no art. 34 da Lei 9.605/98, não causou nenhum dano significativo ao meio ambiente, mostrandose desproporcional a imposição de pena privativa de liberdade, uma vez que não obstante o desvalor da ação - por ter sido perpetrada conduta, a princípio, relevante -, a lesão ao bem juridicamente tutelado é inexpressiva. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque 111. Processo : / Vo t o : 1219/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime de desacato contra servidor público. Art. 331 do código penal. Abuso de autoridade. art. 3º e 4º da Lei nº 4.898/65. Atipicidade das condutas. Arquivamento. Homologação. Com efeito, não há falar em crime de desacato se a ofensa foi exclusivamente à pessoa da vítima, e não no exercício da função ou em razão dela, elemento indispensável para a configuração do crime em tela (propter oficium). Quanto ao crime de abuso de autoridade, há de ser reconhecida, também, a atipicidade do fato, vez que a conduta da servidora não se subsume aos moldes propostos pela Lei nº 4.989/65. Pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque 112. Processo : / Vo t o : 1220/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Exploração de jogos eletrônicos (máquinas caça-níqueis) em estabelecimento comercial. Ausência de materialidade. Arquivamento. Homologação. Procedimento instaurado para apurar suposta atividade ilícita consistente na exploração de jogos de azar mediante uso de máquinas caça-níqueis em estabelecimento comercial. In casu, verificou-se que o estabelecimento foi vendido e as máquinas que lá existiam não mais foram encontradas, constatando-se a ausência de materialidade delitiva. Pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1221/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Pedido da Polícia Federal ao MPF para autorizar a adoção de outro meio idôneo para transcrição de interceptações telefônicas, diverso da transcrição do inteiro teor. Ausência de fato criminoso. Arquivamento. Homologação. Trata-se de procedimento instaurado em virtude de ofício enviado pela Polícia Federal à PRM de Volta Redonda/RJ com pedido no sentido de autorizar, no que se refere ao IPL nº 121/2005, a transcrição de conversas telefônicas interceptadas por outros meios idôneos, como por exemplo a degravação dos diálogos mais relevantes à investigação, para evitar a transcrição do inteiro teor das conversas interceptadas, a qual praticamente tornaria impossível a execução sob o ponto de vista prático. Requisitadas informações à Polícia Federal em Volta Redonda/RJ sobre eventuais problemas quanto aos meios de transcrição utilizados para provas oriundas de interceptação telefônica, esta informou não ter havido qualquer problema quanto à transcrição de conversas telefônicas interceptadas no referido IPL. Assim sendo, diante da ausência de qualquer fato criminoso, voto pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque 114. Processo : / Vo t o : 1222/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Suposta ilicitude decorrente de movimentações financeiras atípicas. Existência de procedimento investigativo que visa apurar os mesmos fatos. bis in idem. Arquivamento. Homologação do arquivamento que se impõe em face da aplicação do princípio do ne bis in idem. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque 115. Processo : / Vo t o : 1223/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Crime ambiental. Artigo 60 da Lei nº 9.605/98. Construção de quiosque na margem do rio barra do mangue sem licença do órgão competente. Ausência de indícios de prejuízos a bem, serviços ou interesse da união, de suas entidades autárquicas ou empresas públicas. Atribuição do Ministério Público Estadual. O Exmo. oficiante promoveu o arquivamento do presente feito ao argumento de extinção de punibilidade da conduta em razão de prescrição da pretensão punitiva. In casu, porém, não há indício de que a construção de quiosque nas margens do Rio Barra do Mangue tenha acarretado prejuízo a bem, serviço ou interesse direto e específico da União, de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, o que, nos termos do inciso IV do artigo 109 da Constituição da República, afasta a competência da Justiça Federal para julgar a causa e, em consequência, a apreciação do fato refoge às atribuições do Ministério Público Federal. Voto pela não-homologação do arquivamento e pela remessa dos autos para o Ministério Público estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1224/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Peças informativas criminais. Suposto crime de desobediência. Art. 330 do Código Penal. Atipicidade. Arquivamento. Homologação. Trata-se de procedimento instaurado para apurar suposto crime de desobediência praticado em tese por Gerente Geral da Caixa Econômica Federal, que não teria cumprido ordem judicial de bloqueio de determinada quantia a ser depositada em conta à disposição do Juízo. O Membro do MPF oficiante promoveu o arquivamento do feito em razão da inexistência de vontade livre e consciente de desobedecer a ordem legal. Asseverou, ainda, que mesmo que o Gerente da CEF "respondesse de maneira hábil à requisição, que data de 05 de março de 2009, já restaria materialmente impedido de atendê-la, já que o último repasse, do qual seria bloqueado o valor requisitado, foi feito pelo Ministério das Cidades cerca de 7 (sete) meses antes da requisição judicial, no dia 21 de agosto de 2008". Pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque 117. Processo : / Vo t o : 1225/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Importação proibida de máquina caça-níquel. Art. 334 do CP. Prescrição da pretensão punitiva estatal. Arquivamento. Considerando que o suposto fato delituoso ocorreu no ano 2000 e que a pena máxima em abstrato prevista para o delito em comento é de 4 (quatro) anos de reclusão, transcorridos mais de oito anos, há de ser reconhecida a prescrição da pretensão punitiva estatal, pelo decurso do prazo estabelecido no art. 109, inciso IV, do Código Penal. Pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque 118. Processo : / Vo t o : 1226/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Possível prática dos crimes de desobediência e de prevaricação. Não configuração. Homologação do Não se configura o crime de desobediência nas hipóteses em que existe o efetivo cumprimento da ordem, mesmo que tardio. In casu, o investigado informou que "estava buscando, junto ao MEC, a maneira de efetivar o cumprimento da de decisão judicial". Não há falar em configuração do delito de prevaricação, pois este tipo exige o elemento satisfação de interesse ou sentimento pessoal, o que não se cogita no presente caso, uma vez que ficou evidente a impossibilidade técnica do cumprimento imediato da decisão judicial. Homologação do pelo código

11 Nº 39, segunda-feira, 1 de março de 2010 ISSN Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1227/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Crime ambiental. Impedir a regeneração natural de vegetação nativa. Atividade de caráter de subsistência familiar. Arquivamento. homologação. Considerando que a atividade exercida pelo representado tem caráter de subsistência familiar, mostra-se desproporcional a imposição de pena privativa de liberdade. Inteligência do art. 50-A, 1º, da Lei nº 9.605/98. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque 120. Processo : / Vo t o : 1228/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Crime de porte ilegal de arma de fogo (art. 14 da lei nº /03). Declínio de atribuições ao ministério público estadual. Conhecimento. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou, entre os casos de necessária intervenção judicial, as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. "A Lei nº /03 (Estatuto do Desarmamento) não modificou a competência para o processo e julgamento dos crimes de porte ilegal de arma de fogo, que continua da Justiça Estadual" (STJ, CC 44129, DJ 03/11/2004). In casu, não há outras circunstâncias que possam determinar a competência da Justiça Federal para o processo e julgamento do feito. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1229/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Armazenamento não autorizado de madeira em tora. Suposto crime ambiental. Art. 46, parágrafo único, da lei 9.605/98. Declínio de atribuições ao ministério público estadual. Homologação. In casu, não tendo ocorrido, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Homologação do declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1230/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento de investigação criminal. Suposto crime de maus-tratos cometido por capitão do exército contra seu subordinado. Art. 213 do Código Penal Militar. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Militar. Conhecimento. Homologação. In casu, a conduta do Capitão do Exército se amolda, em tese, ao art. 213 do CP Militar, o que, nos termos do art. 124 da Constituição da República, c/c art. 9º, II, do CP Militar, atrai a competência da Justiça Militar e, por consequência a atribuição do Ministério Público Militar para a persecução penal. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Militar em Barreiras/BA. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1231/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Crime ambiental. Transporte de madeira serrada, sem licença válida outorgada por autoridade competente. Art. 46, parágrafo único, da Lei nº 9.605/98. Crime de desobediência. Art. 330 do CP. Prescrição. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou, entre os casos de necessária intervenção judicial, as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção do IBAMA na repressão a práticas ilícitas que configuram crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da competência federal. Ademais, a conexão entre o crime de desobediência e o ambiental não atrai a competência da Justiça Federal no presente feito, uma vez que o primeiro, cuja pena máxima é de 6 (seis) meses de detenção, encontra-se prescrito, nos termos do art. 109, inciso VI, do Código Penal. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1232/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime contra a ordem econômica. Art. 1º, inciso i, da Lei nº 8.176/91. Falta de segurança na instalação e armazenamento de recipientes transportáveis de GLP. Competência. Justiça Estadual. Precedente do STF. Declínio de atribuições ao ministério público estadual. Conhecimento. Homologação. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção da ANP na fiscalização e repressão a práticas ilícitas que configuram crime contra a ordem econômica não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da referida atribuição (STF, ACO 1058, DJe-092, divulgado em ). Homologação do declínio de atribuição ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Voto: 1233/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime ambiental. Transporte de madeira em toras em desacordo com a licença concedida. Art. 46, parágrafo único, da lei 9.605/98. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção do IBAMA na repressão a práticas ilícitas que configuram crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da referida atribuição. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1234/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Possíveis irregularidades fiscais praticadas por determinada empresa. Ausência de indícios de crime tributário de competência da Justiça Federal. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Homologação. Trata-se de procedimento administrativo instaurado, a partir de termo de declarações formuladas por particular e encaminhadas pelo Ministério Público Estadual, para apurar possível fraude fiscal federal. Consta do termo que o declarante foi usado como "laranja" de outrem para abertura de determinada empresa. O membro do Parquet Federal declinou de suas atribuições ao MPE, tendo em vista que realizadas as diligências necessárias e considerando os documentos acostados aos autos, não há indícios de crime de sonegação fiscal de competência federal. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1235/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Suposta prática de crime de estelionato. Art. 171 do CP. Agilização fraudulenta de processo de aposentadoria. Inexistência de crime contra o INSS. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1236/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Suposto crime do art. 13, parágrafo único, Lei /2003. Declínio de atribuições. Conhecimento. Ausência de interesse direto e específico da união. Homologação. Inquérito Policial em que se apura omissão, por parte de gestores de empresa do ramo de vigilância, no dever de registrar ocorrência policial de perda, extravio, furto ou roubo de arma de fogo e de comunicar tal fato à Polícia Federal nas primeiras 24 horas (art. 13, parágrafo único, Lei nº /2003). O fato de a União ter promovido a chamada Campanha do Desarmamento, com realização de referendo popular em outubro de 2005, bem como a iniciativa de processo legislativo que culminou com o Estatuto do Desarmamento, por si só, não constitui interesse específico, particular e direto a atrair a competência da Justiça Federal em matéria de desarmamento. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1237/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Crime ambiental. Transportar 3,78 m³ de madeira serrada (cedro) sem licença válida. Art. 46, parágrafo único, da Lei 9.605/98. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Nos termos de deliberação tomada pela maioria dos membros do Conselho Institucional do MPF, em , nos autos nº / , as manifestações de declínio de atribuições para o Ministério Público dos Estados, em matéria penal, devem ser submetidas previamente à apreciação da 2ª Câmara. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1238/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Acompanhamento da execução de convênio firmado entre a união e município. MPF. Diligências. Não-detecção de irregularidades. O MPF diligenciou junto ao órgão federal concedente obtendo informação no sentido de que foi aprovada a prestação de contas final do referido convênio. Ante a ausência de irregularidades, o feito foi arquivado. Homologação do arquivamento que se impõe ante a não-constatação de materialidade delitiva. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : / /2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimentos Administrativos. Cópia do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar as organizações criminosas do tráfico de armas. Conversão do julgamento em diligência. Cumprimento. Exaurimento do objeto. Arquivamento. Diante das respostas apresentadas pelas Coordenadorias Criminais das Procuradorias da República nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com relação ao levantamento de procedimentos em curso no MPF decorrentes do quadro relatado pela CPI em tela, tem-se que houve o exaurimento dos expedientes, inexistindo quaisquer outras providências a serem adotadas. Pelo Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1240/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento investigatório criminal. Suposto crime de prevaricação. Art. 319 do CP. Atipicidade. Arquivamento. Homologação. Procedimento deflagrado para apurar possível irregularidade na conduta de servidor público federal, consistente em exigir a apresentação de alvará judicial para liberação de recursos devidos a servidora pública federal aposentada. O oficiante determinou o arquivamento do presente feito por verificar que a atuação do servidor decorreu de interpretação errônea do comando de seus superiores, sendo atípica, portanto a conduta investigada. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1241/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Declínio de atribuição entre órgãos do próprio Ministério Público Federal. Não-conhecimento. Nos termos do Enunciado nº 25 deste Colegiado, não se sujeita à revisão da 2ª Câmara o declínio de atribuições de um órgão para outro no âmbito do próprio Ministério Público Federal. Não conhecimento da remessa e envio dos autos à Procuradoria da República no Município de Governador Valadares/MG. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1242/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL pelo código

12 26 ISSN Nº 39, segunda-feira, 1 de março de 2010 Ementa : Peças de informação. Notícia de vários crimes, dentre os quais: Estelionato, falsidade ideológica, lesão corporal, tortura, homicídio e outros, praticados por sargento da PM/RJ contra particulares. MPF. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. conhecimento. Homologação. In casu, não sendo o autor nem a vítima, dos crimes acima citados, servidor ou empregado público federal, nem ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1243/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Suposto crime ambiental (art. 54, 3º da Lei 9.605/98), cometido em propriedade particular. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou, entre os casos de necessária intervenção judicial, as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. Nos termos de deliberação tomada pela maioria dos membros do Conselho Institucional do MPF, em , nos autos nº / , as manifestações de declínio de atribuições para o Ministério Público dos Estados, em matéria penal, devem ser submetidas previamente à apreciação da 2ª Câmara. Homologação do declínio de atribuição ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1244/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime ambiental recebimento de madeira em tora licença válida outorga pela autoridade competente. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção do IBAMA na fiscalização e repressão a práticas ilícitas que configuram crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1245/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Comercialização de combustível fora das especificações da ANP (ponto final de ebulição acima do permitido). Crime contra a ordem econômica previsto no art. 1º, inciso i, da Lei nº 8.176/91. MPF. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Quando se trata de comercialização de combustível fora das especificações da Agência Nacional de Petróleo, crime contra a ordem econômica, a competência é da Justiça Estadual, visto inexistir, como no caso em questão, interesse direto e específico da União. Aplicação do art. 109, inciso IV, da CF/1988. Precedentes do STJ e STF. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1113 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Crime contra a ordem tributária perpetrado, em tese, por magistrado estadual. Competência por prerrogativa de função do Tribunal Regional Federal. Interpretação sistemática da Constituição Federal. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Não homologação. Prosseguimento da persecução penal na esfera federal. O Exmo. Procurador da República oficiante determinou o encaminhamento dos autos ao Procurador- Geral de Justiça do Estado, por considerar que a competência para processar e julgar juiz de direito pela prática de crime comum ou de responsabilidade é do Tribunal de Justiça ao qual se vincule o magistrado. A interpretação sistemática e principiológica da Constituição Federal afasta a competência do Tribunal de Justiça para julgar crime cometido por juiz de direito quando há prejuízo a bens, serviços ou interesses da União. Pela não homologação do declínio de atribuições e remessa dos autos à Procuradoria Regional da República da 5ª Região, órgão competente, in casu, para promover a persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1114 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Declínio de atribuições. Representação criminal. Possíveis crimes praticados por juiz de direito. Inexistência de prejuízo a bens ou interesses da União. Homologação do declínio. O Exmo. oficiante determinou o encaminhamento dos autos ao Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, por considerar que a competência para processar e julgar juiz de direito pela prática de crime comum ou de responsabilidade é do Tribunal de Justiça ao qual se vincule o magistrado. Registrado o ponto de vista do Relator quanto à incompetência do Tribunal de Justiça para julgar crime cometido por juiz de direito em prejuízo a bens, serviços ou interesses da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, tem-se que, no caso concreto, não se verifica tal prejuízo, não se firmando, assim, a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, carecendo o Ministério Público Federal de atribuição para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV, da CF. Pela homologação do declínio de atribuições e remessa dos autos diretamente à Procuradoria-Geral de Justiça do Estado do Piauí, órgão competente, in casu, para adotar as providências cabíveis, bem como envio de cópia integral destes autos ao Conselho Nacional de Justiça. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1115 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime de incêndio. Art. 250 do CP. Utilizar fogo em 10 hectares de pastagem. Arquivamento. Não homologação. Necessidade de novas diligências. Designação de outro membro do MPF para dar prosseguimento à persecução penal. A Exma. Procuradora da República oficiante promoveu o arquivamento do feito por entender que o uso de fogo em áreas de pastagem configura apenas infração ambiental. Entretanto, observa-se que a conduta praticada enquadrase, possivelmente, ao art. 250 do Código Penal, uma vez que pode ter causado dano a patrimônio de outrem. Verifica-se, ainda, a necessidade de adoção de diligências a fim de se apurar quais são os proprietários das terras atingidas. Pela não homologação do arquivamento e designação de outro membro do Ministério Público Federal para dar prosseguimento à persecução penal. Decisão : Após o voto do Relator, pediu vista dos autos o Dr. Wagner Gonçalves. A Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque aguarda para proferir o voto Processo : / Vo t o : 1116 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Representação encaminhada pela 4ª Vara do Trabalho de São José dos Campos/SP. Conciliação. Cheques sem provisão de fundos. Suposto crime de estelionato. Art. 171, 2º, vi, do CP. Declínio de atribuições. Não homologação. Trata-se de procedimento administrativo instaurado a partir de representação feita pelo MM. Juízo da 4ª Vara do Trabalho de São José dos Campos, noticiando suposta emissão de cheques sem suficiente provisão de fundos para pagamento de acordo firmado em audiência trabalhista. A conduta, em tese, subsume-se ao tipo penal previsto no art. 171, 2º, VI, do Código Penal, e, além de prejudicar o particular em favor de quem foram emitidos os cheques, frustra a atuação da Justiça do Trabalho, o que atrai a competência para o processamento e julgamento do feito para a Justiça Federal. Pela não homologação do declínio de atribuições. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1117 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Representação encaminhada pela 77ª Vara do trabalho de São Paulo/SP. Condenação em ação trabalhista. Não pagamento de contribuições previdenciárias, despesas e custas processuais. Cheque sem provisão de fundos. Suposto crime de estelionato. Art. 171, 2º, vi, do CP. Declínio de atribuições. Não homologação. Trata-se de procedimento administrativo instaurado a partir de representação feita pelo MM. Juízo da 77ª Vara do Trabalho de São Paulo, noticiando suposta emissão de cheque sem suficiente provisão de fundos em seu desfavor. A conduta, em tese, subsume-se ao tipo penal previsto no art. 171, 2º, VI, do Código Penal, e tem por vítima direta a Justiça do Trabalho, o que atrai a competência para o processamento e julgamento do feito para a Justiça Federal. Pela não homologação do declínio de atribuições. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1118 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Representação criminal. Crime de sonegação de contribuição previdenciária. Artigo 337-A, do Código Penal. Parcelamento do débito. Sobrestamento. O parcelamento do débito fiscal apenas suspende a pretensão punitiva do Estado, não extinguindo a punibilidade antes do total cumprimento da obrigação assumida pelo contribuinte (Enunciado nº 19 desta 2ª CCR). Voto pela designação de outro membro do Ministério Público Federal para confirmar se há parcelamento em curso e, sendo o caso, acompanhar o pagamento integral do acordo. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1119 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Empregadores. Omissão de anotação de contrato de trabalho em CTPS de empregado. Art. 297, 4º, do CP. Não-homologação do A conduta de omissão de registro de vínculo empregatício em Carteira de Trabalho e Previdência Social subsume-se ao tipo autônomo do art. 297, 4º, do Código Penal, cuja configuração independe da concretização de resultado lesivo, sendo competente a Justiça Federal para o processo e julgamento do feito, visto que afeta diretamente interesse de Autarquia Federal (Enunciados n.º 26 e 27 desta 2ª CCR).Voto pela designação de outro membro do MPF para dar prosseguimento à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1120 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Termo circunstanciado. Art. 28 do CPP. Desatendimento à intimação de autoridade policial para prestar declarações. Direito ao silêncio não se confunde com direito de não-comparecimento. Configuração do crime de desobediência. Art. 330 do CP. Continuidade da persecução penal. Não há no ordenamento pátrio qualquer norma que garanta o direito ao não comparecimento à Delegacia de Polícia quando se é intimado a prestar esclarecimentos para a Autoridade Policial. O que se reconhece é o direito ao silêncio, conforme garantido pela Constituição Federal em seu artigo 5º, LXIII. Precedentes do STJ. Por vislumbrar a ocorrência do crime de desobediência, voto pela designação de outro membro do Ministério Público Federal para prosseguir na persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1121 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Justiça Eleitoral. Art. 28 do CPP. Crime de falsidade ideológica eleitoral. Caracterização. Presentes indícios de autoria e materialidade. Continuidade da persecução penal. Trata-se de apuração de crime de falsidade ideológica eleitoral, por ter o investigado apresentado, perante a Justiça Eleitoral, declaração de bens falsa ou diversa da que deveria constar, bem como por ter omitido informações. O Promotor Eleitoral requereu o arquivamento por entender que a declaração prestada não configura o delito de falsidade ideológica eleitoral e, portanto, trata-se de conduta atípica. Discordância do Magistrado, que considerou presentes os requisitos necessários para o oferecimento da denúncia. A existência de indícios de autoria e materialidade delitiva justifica o prosseguimento do feito. Voto pela designação de outro membro do Ministério Público Eleitoral, para dar continuidade à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1122 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Justiça Eleitoral. Art. 28 do CPP. Crime de falsidade ideológica eleitoral. Caracterização. Presentes indícios de autoria e materialidade. continuidade da persecução penal. Trata-se de apuração de crime de falsidade ideológica eleitoral, por ter o investigado apresentado, perante a pelo código

13 Nº 39, segunda-feira, 1 de março de 2010 ISSN Justiça Eleitoral, declaração de bens falsa ou diversa da que deveria consta r, bem como por ter omitido informações. O Promotor Eleitoral requereu o arquivamento por entender que a declaração prestada não configura o delito de falsidade ideológica eleitoral e, portanto, trata-se de conduta atípica. Discordância do Magistrado, que considerou presentes os requisitos necessários para o oferecimento da denúncia. A existência de indícios de autoria e materialidade delitiva justifica o prosseguimento do feito. Voto pela designação de outro Promotor Eleitoral, para dar continuidade à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1123 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Crime ambiental e de falsidade ideológica. Utilização de ATPF sem informação que nela devia constar. Súmula 122 do STJ. Justiça Federal. Persecução penal. Considerando que a ATPF, apesar de aparentemente verdadeira, continha rasura no campo referente à data de emissão, pode-se cogitar, em tese, que tenha sido utilizada para ludibriar a fiscalização do IBAMA - autarquia federal -, razão pela qual cabe à Justiça Federal conhecer do caso. Tendo em vista, ainda, a conexão entre os delitos objeto do presente procedimento, a competência quanto ao crime ambiental é atraída para a Justiça Federal, conforme disposto na Súmula 122 do STJ. Voto pela designação de outro Procurador da República para dar prosseguimento à persecução penal, atentando-se, outrossim, para o possível envolvimento de servidores públicos federais nos fatos investigados. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1124 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Inquérito policial. Promoção de arquivamento formulada pelo órgão ministerial. Remessa à 2ª CCR para homologação. Conhecimento. Exegese do art. 28 do CPP ex vi o artigo 129, I, da CF e art. 62, IV, LC 75. Efetivação plena do princípio acusatorio. Mérito: ausência de prova da materialidade e de indícios suficientes de autoria de tráfico internacional de drogas. Inviabilidadde do prosseguimento da persecução penal. Homologação do Restituição dos autos à origem, para que o órgão do Ministério Público Federal promova a distribuição dos presentes autos à Justiça Federal, para fins de registro, ciência e publicidade (art. 1º da Resolução CJF nº 63/2009). Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1125 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Notícia-crime enviada por narrando a existência de quadrilha especializada no roubo e revenda de veículos. Declínio de atribuições. Conhecimento. Inexistência de prejuízos a bens, serviços ou interesses da União. Atribuição do ministério público estadual. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inciso IV, da Constituição Federal. Pela remessa dos autos ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1128 / 2009 Relator(a) : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Venda de combustível em desacordo com as normas estabelecidas em lei. Art. 1º, inciso i, da lei nº 8.176/91. Declínio de atribuições em favor do ministério público estadual. Conhecimento. Homologação. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção da ANP na fiscalização e repressão a práticas ilícitas que configuram crime contra a ordem econômica não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Homologação do declínio de atribuições em favor do Ministério Público estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1129 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Comercialização de 73,2 kg de pescado da espécime pacu proveniente de coleta, apanha ou pesca proibida (art. 34, parágrafo único, inc. III, Lei 9.605/98). Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. A conduta sub examine não atingiu espécie da fauna brasileira ameaçada de extinção, não havendo indício de que a pesca tenha ocorrido em rio federal ou mar territorial. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção do IBAMA na repressão a práticas ilícitas que configuram crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Pela remessa dos autos ao Ministério Público do Estado do Pará. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1130 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Declínio de atribuições. Conhecimento. Suposto crime ambiental. Manter em cativeiro pássaro silvestre. Espécie não ameaçada de extinção. Art. 29 da Lei n /98. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção do IBAMA na repressão a práticas ilícitas que configuram crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Homologação do declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual atuante na Comarca de Rio Grande - RS. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1131 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Transportar 1900 estipes de palmito de açaí sem autorização para transporte de produto florestal(atpf). Crime descrito no art. 46, parágrafo único, da Lei 9.605/98. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção do IBAMA na repressão a práticas ilícitas que configuram crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Pela remessa dos autos ao Ministério Público do Estado do Pará. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1134 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Representação criminal. Suposto crime de falsidade ideológica. Art. 299, CP. Ausência de indícios de crime. Arquivamento. Homologação. Procedimento instaurado para apurar possível irregularidade em contagem de tempo de serviço para concessão de aposentadoria por tempo de contribuição. Após nova contagem de tempo de serviço do beneficiário, a irregularidade foi sanada, com a readequação do valor da renda mensal inicial do benefício previdenciário, tendo sido descontado da aposentadoria do segurado o valor de R$ 1.244,07 (mil duzentos e quarenta e quatro reais e sete centavos). O Exmo. Procurador da República oficiante determinou o arquivamento do feito por não vislumbrar, no caso, a prática de crime. Pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1135 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Peças informativas criminais. Introdução de moeda falsa em circulação (art. 289, 1º, do Código Penal). Não conhecimento da falsidade da cédula. Exclusão do dolo. Incidência do artigo 20 do Código Penal (erro de tipo). Arquivamento. Homologação. In casu, militares do 10º Batalhão de Polícia Militar, localizado no Município de Montes Claros-MG, abordaram taxista que estava na posse de uma cédula falsa de R$ 50,00 (cinquenta reais). Não há nos autos elementos que comprovem que referido taxista sabia da falsidade da cédula, a qual foi recebida como pagamento de seus serviços por pessoa cuja identidade lhe era desconhecida. Ante a ausência de prova do elemento subjetivo do tipo penal, tem-se a atipicidade da conduta perpetrada, razão pela qual a homologação do arquivamento é medida que se impõe. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1136 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Peça de informação. Possível crime de moeda falsa. Art 289, 1º, do CP. Ausência de indícios de autoria delitiva. Arquivamento. Homologação. Trata-se de Peça de Informação autuada para apurar a introdução, por pessoa não identificada, de cédula falsa em circulação. O Exmo. oficiante determinou o arquivamento do feito sob o argumento de que não há lastro probatório mínimo para denunciar LEONARDO ANTUNES DIAS. Com efeito, não há nos autos elementos que atestem a presença do elemento subjetivo do tipo penal na conduta do investigado, o qual alegou de modo verossímil desconhecer a falsidade da cédula de R$ 50,00 utilizada pelo mesmo. Pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque. e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1137 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento de acompanhamento de convênio. Inexistência de indícios de crime. Objetivos devidamente executados. contas aprovadas. Arquivamento. Homologação. Procedimento instaurado para acompanhamento de convênio firmado entre o Fundo Nacional de Saúde e o município de Foz do Iguaçu/PR, objetivando a aquisição de equipamentos e materiais para o Sistema Único de Saúde. O Il. Procurador Regional da República determinou o arquivamento do feito ante a inexistência de indícios de crime, já que os objetivos do convênio foram devidamente executados e a prestação de contas foi aprovada. Pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação o Dr. Wagner Gonçalves e a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1138 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento de acompanhamento de convênio firmado entre a diretoria executiva do Fundo Nacional de Saúde e a prefeitura municipal de Ponta Grossa- PR. Objeto: Aquisição de equipamento e material permanente para hospital municipal. Correta e regular aplicação dos recursos. MPF. Arquivamento. Homologação. Após análise dos autos, não foram detectadas quaisquer irregularidades nem dano ao Erário, eis que as contas prestadas foram aprovadas, houve a regular aplicação das verbas federais repassadas e o saldo restante foi restituído à União. Assim, o feito foi arquivado. Homologação do arquivamento que se impõe ante a não-constatação de materialidade delitiva. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1139 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Peças de informação. Desmatamento de 1 (um) hectare de vegetação nativa em área de preservação permanente às marges de açude administrado por entidade federal. Atividade de agricultura de subsistência. Arquivamento. Homologação. Considerando que a atividade exercida pelo representado tem caráter de subsistência, mostra-se desproporcional a imposição de pena privativa de liberdade. Inteligência do art. 50-A, 1º, da Lei nº 9.605/98. Homologação do arquivamento que se impõe em face da ausência de crime. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1140 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Possível crime contra o Sistema Financeiro Nacional. Existência de ação penal em que foram apurados os mesmos fatos. Bis in idem. Homologação do Consta nos autos que a responsabilidade penal dos envolvidos no presente procedimento já foi discutida na Ação Penal nº , tendo esta sido trancada por meio de habeas corpus por falta de justa causa. Homologação do arquivamento que se impõe em face da aplicação do princípio do ne bis in idem. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães. EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL pelo código

14 28 ISSN Nº 39, segunda-feira, 1 de março de Processo : / Vo t o : 1141 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Crime de omissão de anotação de CTPS. Art. 297, 4º, do CP. Atipicidade. Arquivamento. Homologação. No crime de omissão de anotação de CTPS, o bem jurídico precipuamente protegido pela norma penal é o interesse da Previdência Social, pois a falta da anotação devida na carteira de trabalho resulta na ausência de recolhimento de contribuição previdenciária. In casu, "não há como se considerar que a ausência de recolhimento de contribuição previdenciária relativa a três dias de trabalho possa ser significativa ao bem jurídico tutelado"(fl. 45). Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1142 / 2009 Relator(a) : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento investigatório. Notícia-crime apócrifa. Diretora de secretaria de vara federal. Suposta utilização indevida de estagiário na realização de serviços de interesse particular e falsificação de documento com vistas a direcionar a distribuição de processo em face de simulação de endereço do autor de demanda previdenciária. MPF. Realização de diligências. Não-constatação da materialidade delitiva. Homologação do O MPF ouviu os envolvidos e se manifestou no processo em que o documento supostamente falsificado indicativo do endereço do autor foi juntado. O Juízo da ação previdenciária ordenou que o oficial de justiça se dirigisse ao endereço indicado, constatando que não houve qualquer fraude. Quanto à utilização indevida de serviços de estagiário, este declarou que ajudou a diretora de secretaria dirigindo o veículo dela por vontade própria em razão de acidente que a impossibilitou de dirigir e autorizado pelo magistrado, com a condição de compensar as horas não trabalhadas. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1143 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Desmatamento não autorizado de vegetação em gleba de domínio da União. Art. 50 da Lei 9.605/98. Pretensão punitiva. Prescrição. Extinção de punibilidade. Procedimento instaurado para apurar a suposta prática de crime ambiental, em razão do desmatamento de 8 hectares de vegetação, em gleba de domínio da União, sem autorização do órgão ambiental competente. Considerando que a autuação ocorreu em 25/10/2004 e a pena máxima, em abstrato, para o delito em questão é inferior a 01 (um) ano, há de ser reconhecida a prescrição da pretensão punitiva estatal, pelo decurso do prazo estabelecido no art. 109, inciso VI, do Código Penal. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1144 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime de prevaricação. Art. 319 do CP. Impedir fiscalização por órgão da vigilância sanitária estadual em frigorífico. Arquivamento. Homologação. Trata-se de procedimento instaurado para apurar possível crime de prevaricação, tipificado no art. 319 do CP, praticado por agente público federal ao obstaculizar fiscalização de órgão da vigilância sanitária estadual. A fiscalização em estabelecimento vinculado ao Ministério da Agricultura é de atribuição exclusiva da União quanto à sanidade do produto, do manejo do alimento etc. Já a sanidade do trabalhador, que se encontra indiretamente relacionada à sanidade do produto, por expressa previsão constitucional (art. 200, incisos II e VIII, da CF) deve ter ações de segurança e proteção executadas pelo Sistema Único de Saúde, integrado pela União, Estado, DF e Municípios. Sendo a matéria controversa, não era possível exigir-se do fiscal do Ministério da Agricultura pleno entendimento sobre tais atribuições, tendo agido, portanto, ao dificultar a execução da fiscalização pelo órgão estadual, com erro sobre elemento normativo do tipo e sem motivação de interesse pessoal de ostentação de poder, o que afasta a tipicidade da conduta. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1145 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Crime contra a ordem tributária. Art. 1º, inciso I, da Lei nº 8.137/90. Pagamento integral do débito tributário. Extinção da punibilidade. Arquivamento. Homologação. Com a edição da Lei n /2003, extingue-se a punibilidade com a quitação dos tributos e contribuições devidas, incluindo os acessórios (art. 9, 2 ), mesmo após o início da ação penal ou do recebimento da denúncia. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1146 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Crime contra a ordem tributária. Art. 1º, inciso I, da Lei nº 8.137/90. Pagamento integral do débito tributário. Extinção da punibilidade. Arquivamento. Homologação. Com a edição da Lei n /2003, extingue-se a punibilidade com a quitação dos tributos e contribuições devidas, incluindo os acessórios (art. 9, 2 ), mesmo após o início da ação penal ou do recebimento da denúncia. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1147 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Gerente de empresa pública federal, suposto não-atendimento de ordem judicial de verificação de direitos de crédito em conta do réu e bloqueio de valores. Possível crime de desobediência. Art. 330, CP. Atipicidade. Em atendimento de diligência do MPF, o investigado esclareceu que houve equívoco quando da resposta à primeira requisição judicial. Também esclareceu que o novo questionamento foi respondido no sentido de que não havia mais recursos a serem liberados da conta do reclamado. De fato, não se olvida que tenha havido certo atraso no cumprimento da ordem judicial. No entanto, é válido destacar que não há crime de desobediência na modalidade culposa, o que, ante os esclarecimentos quanto à deficiência de recursos humanos e materiais, afasta a possibilidade de continuidade da persecução penal. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1148 / 2009 Relator(a) : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Peças informativas. Frustração de direito assegurado por lei trabalhista. Art. 203 do CP. Inexistência de ofensa à organização geral do trabalho. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Não havendo ofensa à organização do trabalho ou a direito dos trabalhadores coletivamente considerados, compete à Justiça Comum Estadual o processo e julgamento do crime de frustração de direito trabalhista. Pela homologação do declínio de atribuição ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1149 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Possível crime de estelionato em desfavor de particular. Artigo 171, c a- put, do CP. Descontos indevidos de benefício previdenciário, em razão de formalização fraudulenta de empréstimo consignado perante instituição financeira. Ausência de prejuízo aos cofres do INSS. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Homologação. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1150 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Inquérito policial. Revenda de botijões de gás em desacordo com as normas estabelecidas em lei. Crime contra a ordem econômica previsto no Art 1º, inc. I, Lei nº 8176/91. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou, entre os casos de necessária intervenção judicial, as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. Os crimes contra a Ordem Econômica são, em regra, da competência da Justiça Estadual, visto inexistir, como no caso em questão, interesse direto e específico da União. Aplicação do art. 109, inciso IV, da CF/1988. Precedentes do STJ e STF. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1151 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Inquérito policial. Falsificação de documento público e posterior uso do mesmo perante junta comercial do estado. Artigos 293, inciso V e 304 do CP. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou entre os casos de necessária intervenção judicial as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estadosmembros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, o uso de documento falso perante a junta comercial do estado, por si só, não é hábil a atrair a competência da Justiça Federal, uma vez que, a princípio, não acarreta prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autarquias ou empresas públicas. Homologação do declínio de atribuições. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1152 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Representação criminal. Declínio de atribuições. Conhecimento. Contravenção penal (art. 50 da Lei nº 3.688/41). Exploração de jogos de azar. Casas de bingo e máquinas caça-níqueis. Ausência de ofensa ou lesão a bem, serviço ou interesse direto e específico da União, de suas entidades autárquicas ou empresas públicas. Atribuição do Ministério Público Estadual. Não ocorrendo prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Precedentes do STF e do STJ. Tratando-se, como no presente caso, de contravenção penal, prevista no art. 50 do Decreto-Lei nº /1941, há de se reconhecer a competência da Justiça Estadual, conforme Súmula 38 do STJ: "compete à Justiça Estadual Comum, na vigência da Constituição de 1988, o processo por contravenção penal, ainda que praticada em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades". Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1153 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime ambiental. Transporte irregular de pássaros silvestres de espécie não ameaçada de extinção. Art. 29 da Lei n /98. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Homologação. In casu, não tendo ocorrido, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Precedentes do STF e do STJ. Homologação do declínio de atribuições em favor do Ministério Público estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1154 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia pelo código

15 Nº 39, segunda-feira, 1 de março de 2010 ISSN Ementa : Procedimento administrativo. Fundação que deixou de efetuar o repasse de verba referente a plano de auxilio desemprego sobre os salários dos empregados da Companhia Catarinense de Água e Saneamento-CA- SAN. Possível crime de apropriação indébita. Inexistência de repasse de verbas federais. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. A competência da Justiça Federal, in casu, só se justificaria se tivesse ocorrido a complementação ou o repasse de verbas públicas federais à referida fundação, fato que não ocorreu. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1155 / 2009 Relator(a) : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Peças de informação. Suposto crime de estelionato. Art. 171, CP. Descontos indevidos em contracheque de servidor aposentado, em virtude de suposto empréstimo contraído junto à instituição financeira, mas não reconhecido pelo segurado. Competência da Justiça Estadual. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Precedente STJ (CC /SP, Relatora Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA). Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1156 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime ambiental. Transporte de madeira serrada sem a devida autorização. Art. 46 da Lei nº /98. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção do IBAMA na repressão a práticas ilícitas que configuram crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação o Dr. Wagner Gonçalves Processo : / Vo t o : 1157 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Peças de informação. Crime de uso de documento falso (art. 304 c/c 297 do Código Penal). Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Precedente do STJ. Homologação. Segundo recente acórdão do Superior Tribunal de Justiça, o uso de documento falso perante a Junta Comercial, por si só, não é hábil a atrair a competência da Justiça Federal, uma vez que, a princípio, não acarreta prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autarquias ou empresas públicas (CC /BA, DJe 16/03/2009). Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1158 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime ambiental. Transportar pássaro silvestre sem licença do órgão ambiental competente. Espécime não ameaçada de extinção. Atribuição do Ministério Público Estadual. Homologação. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção do IBAMA na fiscalização e repressão a práticas ilícitas que configuram crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1159 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Representação criminal. Suposta falsificação de contracheques, praticada por ex-prefeito, para o fim de obtenção de empréstimos junto a instituição financeira mediante desconto consignado em folha de pagamento. MPF. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. In casu, a conduta sub examine não se amolda a nenhum dos tipos previstos na Lei 7.492/86, além do que a vítima é instituição financeira em cujo capital social a União Federal não tem qualquer participação, razão pela qual conclui-se que não ocorreu, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firmando a competência da Justiça Federal, e, como consequência, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV, da CF/1988. Pela homologação do declínio de atribuições ao MP Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1160 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Peças informativas criminais. Comercialização de combustíveis fora das especificações da ANP. Estabelecidas em lei. Crime contra a ordem econômica previsto no art. 1º, inciso I, da Lei nº 8.176/91. MPF. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Quando se trata de comercialização de combustível em desacordo com as normas estabelecidas em lei, crime contra a ordem econômica, a competência é da Justiça Estadual, visto inexistir, como no caso em questão, interesse direto e específico da União. Aplicação do art. 109, inciso IV, da CF/1988. Precedentes do STJ e STF. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1161 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Peças de informação. Ex-funcionário do Banco do Brasil S/A que efetuou várias fraudes contra correntistas, as quais não se amoldam a nenhum dos tipos previstos na Lei 7.492/86. Sociedade de economia mista. MPF. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Trata-se de procedimento para apurar conduta de ex-funcionário do Banco do Brasil S/A que, valendo-se das atribuições do cargo de caixa executivo, efetuou saques em contas de clientes do aludido banco, sem autorização dos correntistas, concedeu descontos de cheques sem verificação de legitimidade e pluralidade dos recebíveis, de modo a favorecer empresas de sua propriedade, causando assim um prejuízo ao citado banco em torno de R$ ,80. In casu, as condutas sub examine não se amoldam a nenhum dos tipos previstos na Lei 7.492/86, além do que a vítima é sociedade de economia mista, e muito embora seu acionista maior seja a União Federal, não ocorreu, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firmando a competência da Justiça Federal, e, como consequência, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV, da CF/1988. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1162 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Peças de informação. Armazenar madeira serrada oriunda da mata atlântica sem licença outorgada pela autoridade competente. Possível crime ambiental descrito no art. 46, parágrafo único, da Lei 9.605/98. MPF. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Considerando que o fato sub examine não atingiu Área de Conservação Federal, Área de Segurança Nacional (faixa de fronteira), terras indígenas, inexiste prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, ficando afastada a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV, da CF/1988. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1163 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Peças de informação criminal. Suposto crime de estelionato contra particular (Art 171 do CP). MPF. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF/1988. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Vo t o : 1164 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Procedimento administrativo. Pessoa jurídica exploradora do ramo de transporte aéreo de passageiros. Descumprimento de obrigação de pagar quantia certa a que fora condenada no âmbito da justiça comum estadual, que não obteve êxito em localizar valores monetários em instituições financeiras para a execução do julgado. Supostos crimes contra o sistema financeiro, de lavagem de dinheiro e contra a ordem econômica. Ausência de interesse da União. Fatos já levados ao conhecimento do Ministério Público Estadual. Arquivamento. Homologação. O presente feito foi instaurado a partir de notícia-crime apresentada por Juíza de Direito, tendo em vista o estranhamento de uma empresa de grande porte não dispor de valores monetários em seu nome e em nenhuma das instituições financeiras do país, caso constatado após penhora on-line sobre contas bancárias de titulares da empresa executada. Ante a ausência de elementos de informação suficientes a atrair a competência da Justiça Federal, o Ministério Público Federal comunicou o fato ao MP estadual com atribuição para as apurações. De fato, ao menos em princípio, não se justifica a persecução penal no âmbito do MPF. Desta forma, considerando que o Ministério Público do Estado de São Paulo já está realizando diligências no caso em apreço, torna-se desnecessário o declínio de atribuições. Homologação do arquivamento em face do princípio do ne bis in idem. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Vo t o : 1165 / 2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Ementa : Inquérito policial. Crime de ameaça. Art. 147 do Código Penal. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Homologação. Trata-se de inquérito policial instaurado para apurar as ameaças cometidas por autor de reclamação trabalhista contra o gerente do restaurante (reclamado), por tê-lo demitido, o que configuraria, inicialmente, o crime de coação no curso do processo (art. 344 do CP). Apurou-se que não houve favorecimento de interesse próprio em processo judicial, e sim que as possíveis ameças foram motivadas apenas por sentimento de vingança, fatos que melhor se amoldam ao crime de ameaça, previsto no artigo 147, do CP, em prejuízo de particular. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou entre os casos de necessária intervenção judicial as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Homologação do declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque. Nos processos que versam sobre questões pacificadas pelo Colegiado, os votos dos relatores foram remetidos para a Sessão previamente assinados, conforme a seguir descrito: - Dr. Wagner Gonçalves - votos n os 1178 a 1201; - Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque - votos n os 3824 a 3836, e 3843 a 3847; EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL pelo código

16 30 ISSN Nº 39, segunda-feira, 1 de março de Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães - votos n os 941 a 951; - Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge - votos n os 0061 a 0070; - Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos - votos n os 1214 a 1245; e - Dr. Mario Luiz Bonsaglia - votos n os 1125, 1128 a 1131 e 1134 a Brasília-DF, 06 de novembro de WAGNER GONÇALVES Subprocurador-Geral da República Coordenador da 2ª Câmara JULIETA E. FAJARDO CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE Subprocuradora-Geral da República Membro Titular ANA MARIA GUERRERO GUIMARÃES Subprocuradora-Geral da República Membro Titular RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE Subprocuradora-Geral da República Suplente ELIZETA MARIA DE PAIVA RAMOS Procuradora Regional da República Suplente MARIO LUIZ BONSAGLIA Procurador Regional da República Suplente 003. Processo : / Voto: 3849/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Peças de informação. Comercialização de óleo diesel fora das especificações da ANP. Possível crime contra a ordem econômica previsto no art 1º, inc. I, da Lei 8176/91. MPF: declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Quando se trata de comercialização de combustível fora das especificações da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), configurado um crime contra a ordem econômica, a competência é da Justiça Estadual, visto inexistir, como no caso em questão, interesse direto e específico da União. Aplicação do art. 109, inciso IV, da CF/1988. Precedentes do STJ e STF. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3850/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Peças de informação. Suposta adulteração de combustível por posto revendedor. Comercialização de combustível fora das especificações da Agência Nacional de Petróleo. Crime contra a ordem econômica. Art. 1º, inciso I, da Lei nº 8.176/91. Competência. Justiça Estadual. Precedente STF. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. In casu, segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção da ANP na fiscalização e repressão a práticas ilícitas que configuram crime contra a ordem econômica não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Homologação do declínio de atribuições em favor do Ministério Público estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3851/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Inquérito policial. Violação de direito autoral. Comercialização de CD's e DVD's falsificados. Art. 184, 2º do CP. Competência da Justiça Estadual. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou entre os casos de necessária intervenção judicial as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Precedente do STJ (CC , SP, Relator Ministro OG FER- NANDES). Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3852/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Peças de informação. Suposto crime ambiental. Vender madeira serrada, sem licença válida outorgada por autoridade competente. Art. 46, parágrafo único, da Lei nº 9.605/98. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção do IBAMA na repressão a práticas ilícitas que configuram crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da competência federal. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3854/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime de transporte de madeira em tora sem autorização do órgão competente. Art. 46, parágrafo único, Lei 9.605/98. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Homologação. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Precedentes do STF: - Primeira Turma (STF, RE TO, Relator Ministro ILMAR GALVÃO) e Segunda Turma (STF, HC PA, Relator Ministro GIL- MAR MENDES). Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3855/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Peças de informação. Suposta adulteração de combustível. Comercialização de combustível fora das especificações da Agência Nacional de Petróleo. Crime contra a ordem econômica. Art. 1º, I, Lei nº 8.176/91. Declínio de atribuições. Homologação. Peças de informação instauradas a partir de envio, pela Agência Nacional do Petróleo - ANP, de expediente noticiando irregularidades no combustível fornecido por posto revendedor, fato que pode configurar a prática do crime previsto no artigo 1º, inciso I, da Lei n.º 8.176/91. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção da ANP na fiscalização e repressão a práticas ilícitas que configuram crime contra a ordem econômica não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Precedentes do STF: - Primeira Turma (RE SP, Relator Ministro Sepúlveda Pertence) e Segunda Turma (RE SP, Relator Ministro Cezar Peluso). Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3856/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Inquérito policial. Supostos crimes de estelionato e apropração indébita em detrimento do patrimônio de sindicato. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou entre os casos de necessária intervenção judicial as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. In casu, sendo o estelionato e a apropriação indébita crimes comuns e, não tendo sido praticados em detrimento de bens, serviços ou interesses da União ou de suas empresas públicas, não há falar em competência da Justiça Federal. Precedentes do STF. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3857/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Peça informativa. Cidadão contratado para prestar serviços a município. Apresentação, perante a prefeitura, de declaração falsa de conclusão de curso superior em entidade privada de ensino. Declinio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Homologação. In casu, não tendo ocorrido, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Homologação do declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3858/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque ATA DA 483ª SESSÃO Local e data: Brasília (DF), 19 de novembro de Início e término: Das 15h às 16h. Aos dezenove dias do mês de novembro do ano 2009, em sessão realizada na Sala de Reuniões, presentes os seguintes membros titulares: Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque, Coordenadora em exercício, e Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães; também presente o seguinte suplente: Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos, a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF deliberou sobre os seguintes temas: COMUNICAÇÕES, REGISTROS E DELIBERAÇÕES DIVERSAS I - Confirmada a próxima sessão para o dia 26/11/2009, às 09:30 horas. PROCESSOS 001. Processo : / Voto: 3690/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Inquérito policial. Indícios de falsificação de autenticação de firma e de selo para inscrição no CNPJ. Art. 296 do CP. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Rejeição do declínio. Prosseguimento da persecução penal. Embora se trate de crime contra a fé pública, o que revela, em princípio, interesse genérico e indireto da União, tal foi cometido especificamente em detrimento de serviço público federal, na espécie, diretamente contra órgão do Ministério da Fazenda (Receita Federal) pertencente à estrutura da União Federal, razão pela qual seu processamento e julgamento mantém-se sob a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, a atribuição para atuar no caso é do Ministério Público Federal. Inteligência do art. 109, inc. IV, da CF/1988. Precedente do STJ. Voto pela não homologação do declínio de atribuições e pela designação de outro membro do Parquet Federal para dar prosseguimento à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Processo : / Voto: 3848/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Peças de informação. Art. 28, CPP. Transferências eletrônicas fraudulentas de valores de correntista da Caixa Econômica Federal. Furto qualificado (art. 155, 4º, II, do Código Penal). Ausência de justa causa para o prosseguimento da persecução penal. Arquivamento. Não há justa causa para o prosseguimento da persecução penal, tendo em vista que as representações oriundas da Caixa Econômica Federal já foram inseridas no banco de dados da Polícia Federal, conforme Recomendação expedida pelo Ministério Público Federal, para evitar o bis in idem. Voto pela insistência no pedido de Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos. pelo código

17 Nº 39, segunda-feira, 1 de março de 2010 ISSN Ementa : Peça informativa criminal. Comercialização de álcool etílico hidratado fora das especificações da ANP (grau INMETRO abaixo do permitido). Crime contra a ordem econômica previsto no art. 1º, inciso I, da Lei nº 8.176/91. MPF: declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Quando se trata de comercialização de combustível fora das especificações da Agência Nacional de Petróleo, crime contra a ordem econômica, a competência é da Justiça Estadual, visto inexistir, como no caso em questão, interesse direto e específico da União. Aplicação do art. 109, inciso IV, da CF/1988. Precedentes do STJ e STF. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3859/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Procedimento administrativo. Declínio de atribuições. Conhecimento. Suposto crime ambiental. Transporte de madeira serrada em desacordo com a licença outorgada pela autoridade competente (art. 46 da Lei n /98). Ausência de ofensa ou lesão a bem, serviço ou interesse direto e específico da União, de suas entidades autárquicas ou empresas públicas. Atribuição do Ministério Público Estadual. Nos termos de deliberação tomada pela maioria dos membros do Conselho Institucional do MPF, em , nos autos nº / , as manifestações de declínio de atribuições para o Ministério Público dos Estados, em matéria penal, devem ser submetidas previamente à apreciação da 2ª Câmara. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Precedentes do STF e do STJ. Homologação do declínio de atribuição ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3860/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Inquérito policial. Suposta adulteração de combustível por posto revendedor. Comercialização de combustível fora das especificações da Agência Nacional de Petróleo. Crime contra a ordem econômica. Art. 1º, inciso I, da Lei nº 8.176/91. Competência. Justiça estadual. Precedente STF. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou entre os casos de necessária intervenção judicial as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. In casu, segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção da ANP na fiscalização e repressão a práticas ilícitas que configuram crime contra a ordem econômica não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Homologação do declínio de atribuições em favor do Ministério Público estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3861/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Procedimento administrativo. Crime ambiental. Artigos 46 e 60, ambos da Lei nº 9.605/98. Funcionamento de serraria sem licença do órgão competente e armazenamento de madeira sem licença. Ausência de indícios de prejuízos a bem, serviços ou interesse da União, de suas entidades autárquicas ou empresas públicas. Atribuição do Ministério Público Estadual. O Exmo. Procurador da República oficiante promoveu o arquivamento do presente feito ao argumento de extinção de punibilidade da conduta em razão de prescrição da pretensão punitiva. In casu, porém, não há indício de que o funcionamento irregular de serraria e o armazenamento e transporte de madeira, sem licença do órgão competente, tenha acarretado prejuízo a bem, serviço ou interesse direto e específico da União, de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, o que, nos termos do inciso IV do artigo 109 da Constituição da República, afasta a competência da Justiça Federal para julgar a causa, e, em consequência, a apreciação do fato refoge às atribuições do Ministério Público Federal. Voto pela não-homologação do arquivamento e pela remessa dos autos para o Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães e a Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Processo : / Voto: 3862/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime ambiental. Transporte de madeira em toras em desacordo com a licença concedida. Art. 46, parágrafo único, da Lei 9.605/98. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção do IBAMA na repressão a práticas ilícitas que configuram crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da referida atribuição. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 3863/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Procedimento administrativo. Exploração de jogos de azar. Máquinas caça-níqueis em estabelecimento comercial. Ausência de materialidade. Arquivamento. Homologação. Procedimento Administrativo instaurado para apurar a exploração de jogos de azar com a utilização de máquinas caça-níqueis em determinado estabelecimento comercial. Após diligências, não se constatou a existência de qualquer máquina que explorasse jogos de azar no local investigado. Desse modo, o membro do Ministério Público Federal determinou o arquivamento do feito em virtude da ausência de materialidade delitiva. Pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães e a Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Processo : / Voto: 3864/2009 Relatora : Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Ementa : Procedimento administrativo. Supostas irregularidades em autarquia de fiscalização de exercício profissional. Inexistência de elementos que demonstrem a materialidade delitiva. Homologação do O presente feito foi instaurado a partir de notícia-crime apresentada por entidade sindical de segundo grau no sentido de que estaria havendo litigância de má-fé, enriquecimento ilícito, descumprimento de ordem judicial e desvio de função no âmbito dos Conselhos Federal e Regional de fiscalização dos representantes comerciais. O MPF ouviu o representante das entidades noticiadas, que alegou estar atuando com respaldo em normas legais e em decisões judiciais. Satisfeito com as justificativas apresentadas, arquivou o feito. De fato, da leitura da resposta do noticiado depreende-se que a notícia-crime foi apresentada em virtude de animosidade que surgiu em decorrência de intervenção do Conselho Federal no Conselho Regional ao tempo em que o noticiante era presidente do último, tendo sido afastado do cargo em razão de irregularidades constatadas tanto pelo Tribunal de Contas da União quanto pelo Ministério Público Federal. Este ofereceu denúncia contra o noticiante em relação a condutas perpetradas à época em que presidiu o Conselho Regional. No que diz respeito aos demais fatos, há cópias de decisões judiciais que evidenciam a legitimidade das práticas que vem sendo levadas a efeito pela atual diretoria das autarquias corporativas, afastando por completo a veracidade do que afirmado na representação criminal. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães e a Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Processo : / Voto: 0952/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Relatora Designada : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Voto-vencedor. Inquérito policial. Art. 28 do CPP. Radiodifusão. Funcionamento sem autorização. Crime previsto no art. 70 da Lei nº 4.117/62. Ausência de constação da potencialidade lesiva dos equipamentos. Crime formal. Designação de outro membro do MPF para dar prosseguimento à persecução penal no âmbito do juizado especial criminal federal. O oficiante requereu o arquivamento do inquérito com base na ausência de constatação da potencialidade lesiva dos equipamentos de radiodifusão. A Juíza Federal indeferiu o pedido do Parquet, ao entendimento de que "no crime em questão não é exigível a prova do dano, uma vez que se trata de crime formal, bastando, para a sua configuração, a demonstração do potencial lesivo (...)". "A instalação ou utilização de rádio comunitária, ainda que de baixa potência e sem fins lucrativos, sem a devida autorização do Poder Público, configura, em tese, o delito previsto no artigo 70 da Lei 4.117/62 (HC nº 19917/PB, Rel. Min. Vicente Leal, DJ )" (julgado citado no REsp n.º , Rel. Min. FRAN- CISCO FALCÃO, v. u., DJ ). Voto pela designação de outro Membro do MPF para dar prosseguimento à persecução penal no âmbito do Juizado Especial Criminal Federal. Decisão : Acolhido por maioria o voto da Relatora designada. Vencida a Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 0953/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Procedimento administrativo. Ameaças sofridas por indígena e sua família. Inexistência de disputa sobre direitos indígenas. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Súmula 140 do STJ. Conhecimento. Homologação. Nos termos de deliberação tomada pela maioria dos membros do Conselho Institucional do MPF, em , nos autos nº / , as manifestações de declínio de atribuições para o Ministério Público dos Estados, em matéria penal, devem ser submetidas previamente à apreciação da 2ª Câmara. A competência para processar e julgar crime contra indígena é da Justiça Estadual, obediência que se faz ao Enunciado da Súmula n. 140 do STJ: "compete à justiça comum estadual processar e julgar crime em que o indígena figure como autor ou como vítima". Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Processo : / Voto: 0954/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Procedimento administrativo. Justiça Eleitoral. Art. 28 do CPP. Crime de falsidade ideológica eleitoral. Caracterização. Presentes indícios de autoria e materialidade. Continuidade da persecução penal. Trata-se de apuração de crime de falsidade ideológica eleitoral, por ter o investigado apresentado, perante a Justiça Eleitoral, declaração de bens falsa ou diversa da que deveria constar, bem como por ter omitido informações. O Promotor Eleitoral requereu o arquivamento por entender que a declaração prestada não configura o delito de falsidade ideológica eleitoral e, portanto, trata-se de conduta atípica. Discordância do Magistrado, que considerou presentes os requisitos necessários para o oferecimento da denúncia. A existência de indícios de autoria e materialidade delitiva justifica o prosseguimento do feito. Voto pela designação de outro membro do Promotor Eleitoral, para dar continuidade à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Processo : / Voto: 0955/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Procedimento administrativo. Justiça Eleitoral. Art. 28 do CPP. Crime de falsidade ideológica eleitoral. Caracterização. Presentes indícios de autoria e materialidade. Continuidade da persecução penal. Trata-se de apuração de crime de falsidade ideológica eleitoral, por ter o investigado oferecido, perante a Justiça Eleitoral, declaração de bens falsa ou diversa da que deveria constar, bem como por ter omitido informações. O Procurador da República requereu o arquivamento, por entender que a declaração prestada não configura o delito de falsidade ideológica eleitoral e, portanto, trata-se de conduta atípica. Discordância do Magistrado, que considerou presentes os requisitos necessários para o oferecimento da denúncia. A existência de indícios de autoria e materialidade delitiva justifica o prosseguimento do feito. Pela designação de outro membro do Ministério Público Eleitoral, para dar continuidade à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Processo / Voto: 0956/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Procedimento administrativo. Crime de falsidade ideológica eleitoral. Justiça Eleitoral. Art. 28 do CPP. Caracterização. Presentes indícios de autoria e materialidade. continuidade da persecução penal. Trata-se de apuração de crime de falsidade ideológica eleitoral, por ter o investigado oferecido, perante a Justiça Eleitoral, declaração de bens falsa ou diversa da que deveria constar, bem como por ter omitido informações. O Promotor Eleitoral requereu o arquivamento, por entender que a declaração prestada não configura o delito de falsidade ideológica eleitoral e, portanto, trata-se de conduta atípica. Discordância do Magistrado, que considerou presentes os requisitos necessários para o oferecimento da denúncia. A existência de indícios de autoria e materialidade delitiva justifica o prosseguimento do feito. Pela designação de outro membro do Ministério Público Eleitoral, para dar continuidade à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos. EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL pelo código

18 32 ISSN Nº 39, segunda-feira, 1 de março de Processo : / Voto: 0957/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Inquérito policial. Art. 28, CPP. Advogada. Indução de clientes a informar endereços falsos ao Juizado Especial Cível sob o pretexto de agilização do trâmite processual em função da competência territorial com vistas ao ajuizamento de ações contra a União. Crime de falso (art. 299, CP). Não-configuração de fraude processual (Art. 347, CP). Persecução penal. A Procuradora da República oficiante, ao destacar que a investigação foi levada a cabo sob o enfoque de possível estelionato qualificado e/ou falsidade ideológica, requereu o arquivamento do feito por entender que a falsificação dos documentos não causou prejuízo, tampouco se vislumbrou obtenção de vantagem ilícita. O magistrado federal rejeitou o pedido de arquivamento sob o argumento de que há indícios suficientes de materialidade e autoria dos delitos de falsidade ideológica e fraude processual. Não há elementos nos autos que apontem para a falsidade material dos talões de água, energia elétrica e telefone dos parentes ou amigos dos autores das demandas, ficando afastada a configuração do crime de falsidade material, exceto quanto a das clientes, cujo endereço constante da fatura de água/esgoto não foi confirmado. No entanto, há elementos que indicam a adequação das condutas ao tipo de falsidade ideológica. A configuração do crime de fraude processual pressupõe inovação artificiosa do estado de lugar, coisa ou pessoa em processo em curso, o que inexiste no caso em apreço, porquanto a inovação se deu quando ainda não havia processo. Pela designação de outro membro do Ministério Público Federal para dar sequência à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Processo : / Voto: 0958/2009 Relatora : Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Inquérito policial. Declínio de atribuições. Suposta prática de crimes previstos no arts. 241 caput e 241- A, ambos do ECA. Arquivos de imagens pornográficas e sexo explícito envolvendo crianças encontrados em pen drive, DVD's e máquina fotográfica digital. Ausência de provas de divulgação ou publicação por meio da internet. Atribuição do Ministério Público Estadual. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou, entre os casos de necessária intervenção judicial, as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. Considerando que não foram encontrados arquivos apresentados, produzidos, vendidos, fornecidos, divulgados, publicados ou compartilhados por qualquer meio de comunicação, inclusive internet (fl. 203,204), conclui-se que não ocorreu prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, o que, conseqüentemente, afasta a atribuição do Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF/1988 (STJ, CC /SP, DJe 19/12/2008). Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 1246/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Termo circunstanciado. Art. 28 do CPP. Impedir ou dificultar a regeneração natural de vegetação. Art. 48, da Lei 9.605/98. Princípio da insignificância. Inaplicabilidade. Continuidade da persecução penal. Não se pode ter por insignificante o dano ambiental, haja vista que a lei visa concretizar o direito da coletividade ao meio ambiente equilibrado, considerando-o como um todo. "A complacência no trato de questões ambientais constitui incentivo aos infratores das normas que cuidam da proteção do meio ambiente a persistirem em suas condutas delituosas, gerando, como consequencia, a impunidade e desestimulando os Agentes de Fiscalização a cumprirem com suas obrigações." (TRF da 1ª Região, RCCR /TO). Voto pela designação de outro Procurador da República para dar prosseguimento à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 1247/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Não recolhimento de contribuições previdenciárias. Art. 168-A, do CP. Arquivamento por ausência de dolo. Impossibilidade. Indícios de sonegação de contribuição previdenciária. Art. 337-A, do CP. Prosseguimento da persecução penal. Não se exige o elemento volitivo consistente no animus rem sibi habendi para a configuração do tipo inscrito no art. 168-A do Código Penal. Trata-se de crime omissivo próprio, em que o tipo objetivo é realizado pela simples conduta de deixar de recolher as contribuições previdenciárias aos cofres públicos no prazo legal, após a retenção do desconto. Precedentes do E. STF e do C. STJ. Ademais, salvo em situações excepcionais, não há de se perquirir a respeito do dolo na fase inquisitorial, mas apenas na instrução processual, ocasião em que há ampla análise dos fatos, sendo assegurada a ampla defesa e o contraditório. Quanto ao crime do art. 337-A, em consulta à Representação Fiscal para fins penais, constata-se indícios de autoria e materialidade a embasar o prosseguimento do feito. Voto pela designação de outro membro do Ministério Público Federal para o prosseguimento da persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 1248/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Peças informativas. Ausência de anotação em CTPS de empregado, em folha de pagamento e documento contábil de empresa. Indícios dos crimes de sonegação previdênciaria, omissão em CTPS e frustação de direito trabalhista. MPF: declínio de atribuições ao MP Estadual. Conhecimento. Não homologação. Prosseguimento da persecução penal pelo MPF. A omissão de anotação em CTPS e documentos correlatos, subsume-se ao tipo do art. 297, 4º, do Código Penal, cujo processo e julgamento compete à Justiça Federal, por ofender a Previdência Social (Enunciado 27 desta 2ª CCR), e por também restar configurado, em tese, os crimes dos art. 203 e 337-A, ambos do CP, sua persecução penal deve ocorrer no âmbito da Justiça Federal, por aplicação da Súmula 122 do STJ. Voto pela não homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual e pela designação de outro Membro do Ministério Público Federal para dar prosseguimento à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 1249/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Art. 28 do CPP. Possível prática de troca de vantagens por votos. Artigo. Art. 299 do Código Eleitoral. Arquivamento prematuro. Designação de outro Promotor Eleitoral para dar prosseguimento à persecução penal. O Promotor Eleitoral requereu o arquivamento do feito por entender que não se comprovou a prática de ilícitos por parte do candidato ora investigado, e que os pertences encontrados em poder deste não tinham o condão de alterar o resultado do pleito. Prematuro o arquivamento do feito. Os objetos encontrados em poder do investigado podem configurar a "compra de votos", levando-se em consideração que os fatos ocorreram no dia anterior às eleições, ou seja, no auge do período de campanha eleitoral, podendo influenciar a opinião dos eleitores e comprometer a lisura do pleito. Nesta fase pré-processual vigora o princípio "in dubio pro societate", devendo ser exauridas todas as diligências necessárias para melhor esclarecimento dos fatos. Voto pelo envio dos autos ao Procurador Regional Eleitoral para designação de outro Promotor Eleitoral para dar prosseguimento à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 1250/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Relatora De-signada Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Ementa : Inquérito policial. "Rádio-pirata". Enquadramento legal. Crime previsto no art. 183 da Lei nº 9.472/97. Persecução penal. O Parquet Federal requereu o arquivamento do procedimento em razão da ausência de materialidade delitiva, face à atipicidade da conduta. Discordância do Magistrado ao argumento de que a conduta em análise configura o crime previsto no artigo 70 da Lei 4.117/62, delito formal, ou seja, que não depende da constatação da potencialidade lesiva do aparelho, indeferiu o pedido de A instalação ou utilização de aparelhagem de radiotransmissão sem a devida autorização da autoridade competente configura o delito previsto no art. 183 da Lei nº 9.472/97. Para a consumação da conduta típica, basta que o agente instale ou utilize emissora de radiodifusão sonora sem que tenha observado a legislação e normas regulamentares, posto ser crime formal. Voto pela designação de outro representante do MPF para dar prosseguimento à persecução penal. Decisão : Acolhido por maioria o voto da Relatora designada Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães. Vencida a Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 1251/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Art. 28 do CPP. Tráfico internacional de entorpecentes - Art. 33, caput, c/c art. 40, Inciso I, da Lei /06. Presentes indícios da autoria e provada a materialidade. Arquivamento prematuro. Na fase policial, a dúvida se resolve em favor da sociedade - in dubio pro societate. In casu, estão presentes indícios de autoria e provada está a materialidade da conduta. Pela designação de outro Membro do Ministério Público Federal para prosseguimento da persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 1252/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo criminal. Destruição de floresta em área de preservação permanente e construção de edificação impedindo a regeneração natural de mata ciliar, às margens de rio federal. Arts. 38 e 48 da Lei 9.605/98. Ausência de indícios de autoria. Arquivamento. Homologação. A inexistência de elementos que permitam a identificação da autoria, somada à constatação da demolição do acampamento poluidor, implicam no reconhecimento de ausência de justa causa para a persecução penal. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação da Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1253/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Comunicação. Relatório de Controle Externo da Atividade Policial. Ciente. Arquivamento. Cuida-se de Relatório remetido à 2ª CCR/MPF pelo Grupo de Controle Externo da Atividade Policial (GCEAP), produzido no âmbito da Procuradoria da República no Rio Grande do Sul, relativo à inspeção realizada na Delegacia de Polícia Federal de Passo Fundo-RS, no período de 01 a 03/07/2009. Consta do referido relatório informações acerca das medidas adotadas pela DPF de Passo Fundo-RS em virtude de recomendações feitas nas inspeções anteriores, do estado de conservação do armamento, de casos de não instauração de inquérito policial com base em tese jurídica controversa, sem posterior encaminhamento ao MPF para análise, bem como das recomendações dirigidas ao Superintendente Regional, ao Corregedor Regional e ao Delegado-Chefe. Ciente. Nada a prover. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1254/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Infração ambiental. Funcionamento de fornos para produção de carvão vegetal (oriundo de resíduo de serraria) sem licença outorgada pelo órgão competente. IIícito ocorrido em propriedade particular. Art. 60 da Lei 9.605/98. Competência da justiça comum do estado. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Homologação. Não ocorrendo, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firma a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF. Precedentes dos TRF'S: - TRF2, Súmula 40 e - TRF4, RSE , Relator Néfi Cordeiro. Pela homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1255/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Passaportes adulterados. Falsificação grosseira. Possível crime de estelionato. Prejuízo entre particulares. Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou entre os casos de necessária intervenção judicial as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. In casu, sendo a falsificação dos passaportes perceptível prima facie e destituída de imitatio veri, mostrando-se incapaz de enganar o homem comum, o delito em questão, evidenciada a percepção de vantagem indevida, passa a ser o de estelionato (art. 171 do CP) e, não tendo sido praticado em detrimento de bens, serviços ou interesses da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não há falar em competência da Justiça Federal. Precedentes do STF e STJ. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1256/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime ambiental. Transporte de carvão vegetal, sem licença outorgada pela autoridade competente. Declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. Trata-se de procedimento administrativo instaurado para apurar a autorização, pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado, de transporte de carvão vegetal sem o devido licenciamento ambiental, o que gerou a lavratura de diversos autos de infração pelo IBAMA, em razão do transporte irregular da mencionada carga, cometido por várias pessoas. Segundo o entendimento jurisprudencial prevalente, a intervenção do IBAMA na repressão a práticas ilícitas que configuram pelo código

19 Nº 39, segunda-feira, 1 de março de 2010 ISSN crime ambiental não tem o condão de, por si só, atrair a competência da Justiça Federal, e, consequentemente, a atribuição do Ministério Público Federal, não se verificando, no caso, outras circunstâncias que possam ter relevância para a definição da atribuição. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 1257/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Inquérito policial. Subtração de aparelho MP3 pertencente a servidora da justiça federal em seu ambiente de trabalho. Suposto crime de furto (art. 155 do CP). Ausência de relação direta do crime com o exercício da função (Súmula 147 do STJ). Declínio de atribuições em favor do Ministério Público Estadual. Conhecimento. Homologação. O Conselho da Justiça Federal, ao editar a Resolução nº 063/2009, nos arts. 1º e 2º, não elencou, entre os casos de necessária intervenção judicial, as hipóteses em que os membros do Ministério Público Federal declinam de suas atribuições ao Ministério Público dos Estados-membros ou do Distrito Federal para oficiar em inquérito policial. In casu, muito embora a vítima do suposto crime de furto seja servidora pública federal, tal crime não apresenta relação direta com o exercício da função, razão pela qual deve-se aplicar a súmula 147 do STJ para afastar a competência da Justiça Federal, posto que não ocorreu, com a infração penal, prejuízo a bem, serviços ou interesse direto e específico da União, suas entidades autárquicas ou empresas públicas, não se firmando, dessa maneira, a competência da Justiça Federal, e, conseqüentemente, falece atribuição ao Ministério Público Federal para atuar no caso. Inteligência do art. 109, inc. IV da CF/1988. Homologação do declínio de atribuições ao Ministério Público Estadual. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 1258/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Suposto crime de estelionato contra o INSS. Art. 171, 3º, CP. Prescrição da pretensão punitiva. Art. 115 do CP. Beneficiária com idade superior a 70 anos. Extinção da punibilidade. Arquivamento. Homologação. Carece de amparo jurídico, no sistema penal vigente, a denominada prescrição antecipada, que tem como base a hipotética quantidade de pena a ser aplicada, pelo que, antes da sentença condenatória transitada em julgado para a acusação, a prescrição se regula pelo máximo da pena cominada abstratamente ao crime (art. 109 do Código Penal). Considerando que a cessação do recebimento do benefício previdenciário se deu em , há de ser reconhecida a prescrição da pretensão punitiva estatal, pelo decurso do prazo estabelecido no art. 109, inciso III, c/c art. 115, ambos do Código Penal, eis que decorridos mais de seis anos. Homologação do arquivamento, por fundamento diverso. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1259/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Peças informativas. Exploração sexual de crianças e adolescentes e exposição de materiais de conteúdo inadequado em salas de bate-papo da internet. Diligências. Cumprimento das recomendações do MPF. Arquivamento. Homologação. Tendo em vista a possibilidade de que abusos semelhantes estivessem ocorrendo em outras salas de chat, mantidas por outros provedores, o MPF optou por instaurar diversos procedimentos administrativos com escopo de adotar as medidas necessárias para garantir a segurança dos usuários das salas da bate-papo. In casu, o provedor informou sobre a inexistência de salas de chat acessíveis diretamente na home page, a restrição de acesso às salas aos menores de 14 anos, bem como a existência de links destinados à realização de denúncias de abusos e "fale conosco", conforme recomendação MPF/SP nº 41/2008. Voto pela homologação do arquivamento em razão do cumprimento de todas as medidas sugeridas na recomendação do MPF. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação Dra. Julieta E. Fajardo Cacalvanti de Albuquerque e Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1260/2009 Relator(a) : Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos Ementa : Procedimento administrativo. Acompanhamento de convênio firmado entre município e entidade federal. Aplicação correta dos recursos repassados pela União. Arquivamento. Homologação. O MPF diligenciou junto à Prefeitura municipal e obteve documentos que demonstram a ausência de irregularidades na aplicação dos valores recebidos. A quantia não utilizada foi devolvida à União e a prestação de contas foi devidamente encaminhada à entidade federal que efetuou o repasse dos recursos. Homologação do Decisão : Acolhido pela unanimidade o voto da Relatora. Participaram da votação da Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães. Nos processos que versam sobre questões pacificadas pelo Colegiado, os votos dos relatores foram remetidos para a Sessão previamente assinados, conforme a seguir descrito: - Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque - votos n os 3849 a 3852 e 3854 a 3864; - Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães - votos n o 958; e, - Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos - votos n os 1252 a Brasília-DF, 19 de novembro de JULIETA E. FAJARDO CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE Subprocuradora-Geral da República Titular e Coordenadora em exercício ANA MARIA GUERRERO GUIMARÃES Subprocuradora-Geral da República Ti t u l a r ELIZETA MARIA DE PAIVA RAMOS Procuradora Regional da República Suplente ATA DA 484ª SESSÃO Local e data: Brasília (DF), 26 de novembro de Início e término: Das 09h30min às 12h30min e das 14h30min às 16h50min. Aos vinte e seis dias do mês de novembro do ano 2009, em sessão realizada na Sala de Reuniões, presentes os seguintes membros titulares: Dr. Wagner Gonçalves, Coordenador, Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães; também presentes os seguintes suplentes: Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge, Dra. Elizeta Maria de Paiva Ramos e Dr. Mario Luiz Bonsaglia, a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF deliberou sobre os seguintes temas: COMUNICAÇÕES, REGISTROS E DELIBERAÇÕES DIVERSAS I - Foram aprovadas as Atas das 482ª e 483ª Sessões. II - O Dr. Mario Luiz Bonsaglia, tendo em vista que o Plenário do Senado Federal aprovou, ontem, o seu nome para compor o Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP, anunciou seu desligamento da 2ª Câmara, pedindo escusas por não ter trazido a julgamento todos os casos a ele distribuídos. Ressaltou que gostaria de continuar na Câmara pela convivência harmoniosa e pela relevante contribuição deste Colegiado à Instituição, mas encerra sua participação nesta data porque terá que se inteirar dos processos da próxima sessão do CNMP, marcada para o dia 9 de dezembro. O Dr. Wagner cumprimentou o Dr. Mário Bonsaglia por ter sido indicado para compor o CNMP, após uma votação significativa, que o legitima a bem representar o MPF naquele órgão. A par disso, salientou o excelente trabalho desenvolvido pelo Dr. Mário como membro da 2a. Câmara, destacando o seu pensar instigante e cuidadoso, na defesa das atribuições do Ministério Público Federal e da competência da Justiça Federal. Destacou também a sua cordialidade e o profundo espírito público que norteou todas as suas posições. A Dra. Raquel fez dela as palavras do Dr. Wagner e acrescentou que sentirá falta pela cordialidade. A Dra. Ana endossou os elogios afirmando que sua falta será sentida independentemente da pessoa que o substituir. A Dra. Julieta salientou que dificilmente a 2ª Câmara contará com outra pessoa tão combativa como o Dr. Mario, que certamente terá destaque no CNMP. Deseja sucesso. A Dra. Elizeta acrescentou que sentirá falta da habitual cordialidade e da alegria do Dr. Mario, mas tem certeza de que a Instituição e todos os seus integrantes serão maravilhosamente representados pelo Dr. Mario no CNMP. O Dr. Mario agradeceu a todos e disse sentir ter que se desligar da 2ª Câmara, mas a classe precisa de alguém que a represente no C N M P. III - Registra-se a participação dos Drs. Wagner, Raquel e Julieta no 1º Encontro de Procuradores da Área Criminal na PRR 2a. Região. Os participantes evidenciaram a importância do evento, principalmente para a solução de questões particulares, próprias dos Procuradores de 1a. Instância com os Procuradores Regionais da República (2a. Região). Um dos temas mais discutidos, objetivando a um entendimento de consenso, foi quanto ao excelente trabalho desenvolvido pelo "força-tarefa" para coibir as fraudes contra a Previdência Social, no Estado do Rio de Janeiro. Constatou-se que, diante da necessidade de "apenar" mais aqueles que atuaram efetivamente para fraudar a Previdência Social (quadrilhas, atravessadores, servidores do INSS), seria, em princípio, mais adequado, para os beneficiários das fraudes (terceiros, muitas vezes sem instrução ou analfabetos), denunciá-los, mas, ao mesmo tempo, indicar, em petição à parte, sua menor participação com base no art. 29, 1º do CP. Com isso, houve a redução, no entender dos juízes, do quantum da pena, daí decorrendo que todos os processos foram remetidos para a 9a. Vara Federal, que ficou abarrotada de processos (competência para crimes cujos penas sejam inferiores a 1 (um) ano). Entretanto, houve discordância entre os magistrados - tanto da 1a. Instância, quanto Desembargadores Regionais - quanto à atribuição do MPF para oferecer tal "transação" logo no início da ação penal, daí decorrendo duas posições praticamente irreconciliáveis: 1ª) aqueles que entendem que o MPF pode, já no início da ação penal, sem qualquer instrução probatória, apresentar, de logo, a p ro p o s t a ; e 2ª) aqueles que entendem que a proposta de transação penal, para a redução da pena só pode ser feita, no caso, após a instrução criminal. Ambos os lados têm argumentos jurídicos relevantes para a defesa de suas teses, e a 2a. Câmara se encontra com vários inquéritos, que lhe foram remetidos por Juízes Federais do Rio de Janeiro, com espeque no art. 28 do CPP. Foi aventada a hipótese de se convidar colegas para apresentarem seus argumentos perante a 2a. Câmara - questão a ser deliberada oportunamente. De qualquer modo, salientou o Coordenador, após elogiar a realização do Encontro e os temas debatidos, que a Câmara irá se manifestar, sobre o tema, de maneira definitiva, em breve. No referido encontro foram aprovados 26 Enunciados que deverão ser examinados pela 2ª CCR. A Dra. Raquel ressaltou que foi colocado em discussão a deliberação da 2ª CCR sobre a competência do Tribunal Regional Federal para processar e julgar Juiz de Direito. O Dr. Mario, relator no caso, acha fundamental que o TRF assuma a competência e sugere um debate mais amplo sobre o assunto. IV - Noticiou a Dra. Raquel que a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão - PFDC tem recebido relatórios de inspeção dos Auditores-Ficais do Trabalho e que, em razão do Termo de Cooperação Técnica a ser celebrado entre o Ministério Público Federal e o Ministério do Trabalho e Emprego, para a maior eficiência na atuação contra o trabalho escravo, solicitou à Dra. Ruth Beatriz Vasconcelos Vilela, Secretária de Inspeção do Trabalho, que encaminhe os relatórios, também, à 2ª CCR, para que esta construa sua própria base de dados, com informações no âmbito de suas atribuições, que poderá ser unificada, oportunamente, com a base de dados da PFDC. V - A Procuradora Regional da República Dra. Carla Veríssimo de Carli, Coordenadora do Grupo de Trabalho em Lavagem de Dinheiro e Crimes Financeiros - GTLD encaminhou à 2ª CCR o Relatório da 1ª Reunião Plenária do XXI Mandato do Grupo de Ação Financeira Internacional - GAFI, realizada entre 12 e 16 de outubro de 2009, em Paris, França. O documento (Ofício PRR4/GABPRR1-CVC nº 53/2009) será arquivado em pasta própria na Secretaria deste Colegiado para ulteriores consultas acaso necessárias. VI - Registra-se o recebimento da Ata da reunião realizada na PR/RS, em , tendo por objeto a Pesca Predatória Marítima no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul. VII - Destacam-se os julgados que abordam a possibilidade jurídica de a promoção de arquivamento de inquérito policial pelo órgão ministerial ser submetida diretamente à 2ª CCR para homologação: Processos MPF n os / e / VIII - Marcadas as próximas sessões para o dia 10/12/2009 e 15/12/2009, às 14 horas. PROCESSOS 001. Processo : / Voto: 1.204/2009 Relator : Dr. Mario Luiz Bonsaglia Relator Designado : Dr. Wagner Gonçalves Ementa : Voto-vista. Procedimento administrativo. Suposto crime ambiental. Atipicidade. Homologação do Por fogo em pastagens não se confunde com o crime de por fogo em matas ou florestas. Inteligência do art. 41, da Lei 9.605/98. Se os fatos narrados não indicam perigo de dano concreto a pessoas e bens, não se pode falar em crime do art. 250, 1º, II, "h", do Código Penal. Pelo homologação do Decisão : Acolhido por maioria o voto-vista do Dr. Wagner Gonçalves. Vencido o Relator. Participou da votação a Dra. Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque Processo : / Voto: 1.205/2009 Ementa : Inquérito policial. Promoção de arquivamento formulada pelo órgão ministerial. Remessa à 2ª CCR para homologação. Conhecimento. Exegese do art. 28 do CPP ex vi o artigo 129, I, da CF e art. 62, IV, LC 75. Efetivação plena do princípio acusatorio. Mérito: supostos crimes de abuso de autoridade e de ameaça. Prescrição. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1.206/2009 Ementa : Inquérito policial. Art. 28 do CPP. Radiodifusão. Funcionamento sem autorização. Ilícito penal. Crime previsto no art. 70 da Lei nº 4.117/62. Prosseguimento da persecução criminal. O agente que opera emissora de rádio, ainda que de baixa potência ou para fins comunitários, sem a devida autorização do poder público, comete o crime descrito no art. 70 da Lei nº 4.117/62, primeira figura, punido com pena máxima de dois anos de detenção, cuja competência para o processamento é do Juizado Especial Criminal Federal, nos termos do art. 2º, parágrafo único, da Lei nº /01. Voto pela designação de outro membro do Ministério Público Federal para, no Juizado Especial Criminal Federal, dar sequência à persecução criminal. EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL pelo código

20 34 ISSN Nº 39, segunda-feira, 1 de março de 2010 Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1.207/2009 Ementa : Peças informativas. Indícios da prática dos crimes de omissão de dados na CTPS de empregado e sonegação de contribuição previdenciária (arts. 297, 4º e 337-A, do CP). Promoção de declínio para a Justiça Estadual. Não homologação. Competência da Justiça Federal. Designação de outro membro do MPF para prosseguir na persecução penal. Peças informativas autuadas para apurar omissão de dados relativos ao recebimento de comissões na CTPS de empregado, com consequente supressão de contribuições previdenciárias, o que revela o interesse da União no feito. O Procurador da República oficiante promoveu o declínio de atribuição por entender que o interesse tutelado pertence ao trabalhador individualmente considerado. Nos termos do Enunciado n.º 27 desta 2ª CCR, compete à Justiça Federal o processo e julgamento do crime de omissão de dados na CTPS, visto que afeta diretamente interesse da Previdência Social. Voto pela não homologação do declínio de atribuições e pela designação de outro membro do Ministério Público Federal para dar continuidade à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1.208/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Descaminho. Apreensão de mercadorias. Tributos não recolhidos calculados em R$ 748,21. Possibilidade de aplicação do princípio da insignificância. Homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1.209/2009 Ementa : Inquérito policial. Art. 28 do CPP. Crime ambiental (art. 40, 1º, da Lei nº /98). Desmatamento de 2,6589 hectares de mata nativa localizada no PAE Equador. Propriedade da união. Não se pode ter por insignificante o dano ambiental, haja vista que a lei visa concretizar o direito da coletividade ao meio ambiente equilibrado, considerando-o como um todo. "A complacência no trato de questões ambientais constitui incentivo aos infratores das normas que cuidam da proteção do meio ambiente a persistirem em suas condutas delituosas, gerando, como conseqüência, a impunidade e desestimulando os Agentes de Fiscalização a cumprirem com suas obrigações." (TRF da 1ª Região, RCCR /TO). Entretanto, percebe-se que o acusado é pessoa humilde, analfabeta (não sabe ler nem escrever), que não possuía o potencial conhecimento do caráter ilícito do fato no momento da ação. Erro de proibição manifesto. Pela homologação do arquivamento, contudo, por fundamento diverso. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1.210/2009 Ementa : Peça informativa. Suposto abuso de autoridade por parte de delegado de Policia Federal. Notitia criminis. Indícios de autoria e materialidade. Arquivamento prematuro. Persecução penal. Arquivamento do feito sob o argumento de que não há plausibilidade na notícia formulada. Discordância do Magistrado Federal, entendendo que há embasamento fático mais do que suficiente para o cumprimento do art. 5º, inciso II, do CPP. O Termo de Declarações da representante noticia, com riqueza de detalhes e narrativa clara, a ocorrência de fatos concretos de ameaças, tortura, desrespeito à intimidade da inquirida e ofensas à sua honra subjetiva, que, em razão de sua gravidade, desafiam uma investigação mais acurada, ante a presença de indícios minimamente consistentes que permitem a realização de diligências apuratórias, viabilizando, assim, a elucidação do caso de forma segura., em homenagem ao princípio do in dubio pro societate. Pela designação de outro membro do MPF para dar prosseguimento às in- vestigações. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1.211/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Crime de falsidade ideológica eleitoral. Justiça Eleitoral. Art. 28 do CPP. Caracterização. Presentes indícios de autoria e materialidade. Continuidade da persecução penal. Tratase de apuração de crime de falsidade ideológica eleitoral, por ter o investigado oferecido, perante a Justiça Eleitoral, declaração de bens falsa ou diversa da que deveria constar, bem como por ter omitido informações. O Promotor Eleitoral requereu o arquivamento, por entender que a declaração prestada não configura o delito de falsidade ideológica eleitoral e, portanto, trata-se de conduta atípica. Discordância do Magistrado, que considerou presentes os requisitos necessários para o oferecimento da denúncia. A existência de indícios de autoria e materialidade delitiva justifica o prosseguimento do feito. Pela designação de outro membro do Ministério Público Eleitoral, para dar continuidade à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1.212/2009 Ementa : Inquérito policial. Art. 28 do CPP. Radiodifusão. Funcionamento sem autorização. Pedido de arquivamento indeferido pelo magistrado. Ilícito penal descrito no art. 70 da Lei nº 4.117/62. Crime formal e de perigo abstrato. Continuidade da persecução penal. A instalação e/ou exploração de equipamentos de telecomunicações sem a devida autorização da autoridade competente configura o crime previsto no art. 70 da Lei 4.117/62, cuja consumação se dá no momento em que o agente instala ou utiliza-se de telecomunicação sem observância da legislação e normas regulamentares, posto ser crime formal. Ademais, o legislador presume a periculosidade da situação, mesmo que efetivamente nenhuma periculosidade tenha concretamente derivado a algum bem jurídico, bastando a realização da ação, sendo inerente a esta, motivo pelo qual o delito em comento é de perigo abstrato. Voto pela designação de outro Membro do MPF para dar prosseguimento à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1.213/2009 Ementa : Inquérito policial. Estelionato previdenciário. Artigo 171, 3º, do Código Penal. Ausência de dolo. Fase pré-processual. In dubio pro societate. Não-homologação do Trata-se de inquérito policial instaurado para apurar possível crime de estelionato contra o INSS, consistente no recebimento indevido de três prestações de benefício previdenciário, após a morte da pensionista, no montante de R$ ,41. Pedido de arquivamento formulado com fundamento na ausência de dolo. Discordância do magistrado que vislumbrou a existência de indícios suficientes para a continuidade da persecução penal. Havendo indícios de autoria e prova da materialidade delitiva, a promoção de arquivamento, pelo exclusivo argumento de ausência de dolo, não pode ser considerada nesta fase pré-processual, pois, neste momento, vigora o princípio in dubio pro societate. Vo t o pela designação de outro para dar continuidade à persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1.214/2009 Ementa : Peças de informação criminal. Reclamante perante Justiça do Trabalho patrocinado por advogado indicado pela reclamada para o fim de homologar acordo extrajudicial. Suposto crime de patrocínio simultâneo (art. 355, parág. único, CP). Existência de interesse comum e não contraposto entre as partes. Insistência no pedido de In casu, as partes (reclamante e reclamada) possuíam interesse comum e não contraposto, qual seja, homologar judicialmente acordo previamente firmado referente às verbas decorrentes de extinção de contrato de trabalho. Voto pela insistência no pedido de Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1.215/2009 Ementa : Peças de informação. Supostos saques indevidos de valores depositados em conta-corrente de ex-servidor público aposentado após o seu óbito. Imprescindível a realização de novas diligências. Arquivamento prematuro. Trata-se de procedimento administrativo instaurado para apurar saque indevido de valores depositados, por equívoco, em conta-corrente de servidor, após seu óbito, a título de pagamento de aposentadoria. A obviedade de que a retirada do numerário não foi realizada pelo titular do cartão magnético, e presumindo ser este de uso exclusivamente pessoal, não há como atribuir a autoria dos fatos ao titular do benefício de aposentadoria. Contudo, imprescindível a realização de diligências para elucidação da autoria, tais como a oitiva de testemunhas, tendo em vista a ausência de declarações, nos autos, da viúva e de familiares do falecido, pessoas próximas ao de cujus, possivelmente detentoras de seus pertences. In casu, mostra-se prematuro o arquivamento do feito, visto que não se esgotaram as diligências capazes de elucidar o caso. Voto pela designação de outro membro do MPF para dar continuidade à persecutio criminis. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1.216/2009 Ementa : Termo circunstanciado. Desatendimento à intimação de autoridade policial para prestar depoimento. MPF: Suposto exercício do direito ao silêncio (art. 5º, LXIII, CF/1988). Art. 28 do CPP. Direito ao silêncio não se confunde com direito de não-comparecimento. Configuração do crime de desobediência. Art. 330 do CP. Continuidade da persecução penal. Não existe no ordenamento pátrio qualquer norma que garanta o direito ao não comparecimento à Delegacia de Polícia quando se é intimado a prestar esclarecimentos para a Autoridade Policial. O que se reconhece é o direito ao silêncio, conforme garantido pela Constituição Federal de 1988 em seu artigo 5º, inciso LXIII. Precedentes do STJ. Por vislumbrar a ocorrência do crime de desobediência, voto pela designação de outro membro do Ministério Público Federal para prosseguir na persecução penal. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1.217/2009 Ementa : Procedimento administrativo. Conflito negativo de atribuições. Possível crime de evasão de divisas (art. 22 da Lei nº 7.492/86). Contas CC-5. Art. 62, VII, da Lei Complementar nº 75/93. Domicílio do réu. Precedentes do STJ. Atribuição do MPF em Goiás. O Membro do MPF em Goiás remeteu os autos ao MPF no Paraná, alegando ser desta a atribuição para o caso, pois a consumação teria ocorrido em Foz do Iguaçu - PR. Em contrapartida, o MPF no Paraná insistiu na tese da atribuição do MPF em Goiás, tendo em vista o domicílio do investigado ser em Goiás e, ainda, em razão da mudança de entendimento do STJ no CC nº 46960/PR (DJU ). O STJ "tem mitigado, em algumas situações também relacionadas ao caso Banestado, a competência do Juízo Federal do Paraná, em vista do volume de Inquéritos e Ações Penais e da possível dificuldade no processamento em se tratando de investigados residentes em diversas unidades da Federação. Nesses casos, a competência tem sido definida em favor do foro do domicílio do réu, em decorrência dessa peculiaridade e para prestigiar o princípio da celeridade processual" (HC 85951/PR, DJ 23/06/2008). Diante da situação excepcionalíssima e, ainda, em observância às recentes decisões do STJ, impõe-se concluir que a atribuição para o presente feito é do Parquet Federal atuante na Procuradoria da República no Estado de Goias. Voto pela remessa dos autos ao no Estado de Goiás. Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participaram da votação a Dra Julieta E. Fajardo Cavalcanti de Albuquerque e a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1.218/2009 Ementa : Controle externo da atividade policial. Possível suspeição de delegado de Polícia Federal para conduzir inquérito. Art. 107 do CPP. Ausência de óbices legais. Arquivamento. O Procurador Regional da República determinou o arquivamento do procedimento por não vislumbrar óbices legais para a atuação do Delegado no referido processo inquisitório, fazendo remissão ao artigo 107 do CPP, o qual versa sobre a impossibilidade de se opor suspeição às autoridades policiais nos atos do inquérito. Inexiste ilegalidade ou abuso de poder, in casu. Voto pela homologação do Decisão : Acolhido por unanimidade o voto do Relator. Participou da votação a Dra. Ana Maria Guerrero Guimarães Processo : / Voto: 1.219/2009 pelo código

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