Presidência da República Secretaria de Relações Institucionais Subchefia de Assuntos Federativos

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1 Presidência da República Secretaria de Relações Institucionais Subchefia de Assuntos Federativos Memória da VI Reunião do Pleno Sistema de Assessoramento para Assuntos Federativos - SASF I- 9h00 9h30 - Abertura A reunião foi iniciada, sob a coordenação de Olavo Noleto, Subchefe Adjunto da SAF, justificando a ausência do Subchefe de Assuntos Federativos, Alexandre Padilha, apresentando a pauta dos trabalhos do dia e a iniciativa de pensar as ações federativas no âmbito do território com a escolha da Amazônia Legal, destacando as contribuições dos ministérios na elaboração da Agenda Federativa da região e a apresentação das ofertas: Plano Amazônia Sustentável - PAS e Plano de Aceleração do Crescimento PAC para a região. A mesa foi composta por Casa Civil, Subchefe-Adjunto da Subchefia de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais SAG, Johaness Eck, Subchefe Adjunto da Subchefia de Articulação e Monitoramento - SAM, Maurício Muniz, Ministério do Meio Ambiente, Paulo Sérgio Muçouçah, Ministério da Integração Regional, Júlio Miraguaya. O coordenador esclareceu sobre a possibilidade de lançamento do PAS pelo Presidente da República, no dia 006 de dezembro, no estado do Pará, com a presença dos governadores da região e solicitou aos representantes dos ministérios a sugestão de ações para a região que podem ser lançadas na ocasião. II- 09h30 11h00 -Agenda Federativa da Amazônia Legal A Amazônia Legal Brasileira cobre 5,1 milhões Km² (60% do território nacional), envolvendo nove estados e representando; um terço das florestas tropicais úmidas do planeta; 20% da água doce fluvial e lacustre do mundo; 30% da diversidade biológica mundial e um subsolo com gigantescas reservas minerais. Ofertas: Apresentação do Plano de Amazônia Sustentável - PAS 1

2 O Ministério da Integração Regional representado pelo Coordenador da Coordenação de Planejamento Regional, Júlio Miraguaya, fez a exposição do PAS, esclarecendo que o ministério em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente-MMA coordenam os trabalhos finais de consolidação do PAS. Foi esclarecido que a proposta do PAS surgiu em 2003 por determina do presidente se criou uma Comissão interministerial, sob a coordenação do Ministério da Integração e com a secretaria executiva do Ministério do Meio Ambiente e que ao longo de 2006 foram feitas consultas públicas, as quais foram consolidadas neste. Participaram das consultas do PAS representantes de: órgãos federais presentes na Amazônia; órgãos estaduais; prefeituras municipais; diversos níveis do poder legislativo; entidades sindicais dos trabalhadores; organizações empresariais; movimentos sociais diversos; organizações ambientalistas; comunidade universitária; instituições militares; organizações eclesiásticas. O PAS é um plano estratégico para a Amazônia Brasileira, a partir de um amplo acordo entre o Governo Federal, os governos estaduais, o setor empresarial e a sociedade civil, em torno da necessidade de implementação de um novo modelo de desenvolvimento para a região. O PAS não é um plano operacional, mas um conjunto de orientações e diretrizes para o desenvolvimento da região. Sua concepção estratégica desvenda a falsa dicotomia entre conservação da floresta e desenvolvimento econômico, ressalta a possibilidade de combinar a conservação com a exploração econômica racional e sustentável. Tem como alicerce o ordenamento territorial e fundiário e com pilares as inversões em inovação tecnológica e em infra-estrutura e logística. Além destes aspectos, o Plano contém um breve diagnóstico da região, seus objetivos, estratégias, diretrizes, nova proposta de organização do território com as macro regiões do Arco do Povoamento, Amazônia Central, Amazônia Ocidental e as sub regiões da BR163, Marajó, Sudoeste da Amazônia, Fronteira Ocidental, Araguaia - Tocantins, Arco da Embocadura, Sul Matogrossense Apresentação do PAC - Amazônia. Foram destacadas as principais obras para a região em energia (geração e transmissão), transportes (rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos) saneamento básico e habitação. Apresentação da agenda consolidada da Amazônia legal com informações enviadas pelos ministérios. III - Debate Debate teve seu início com as colocações do Presidente da FUNAI, Márcio Meira, salientando que ¼ das terras da Amazônia Legal são terras indígenas e que, portanto, a FUNAI traz a si as responsabilidades por grande parte deste território. 2

3 Ressaltou ainda a importância do debate referente à Amazônia Legal tendo como ponto de partida as ações do PAC, com investimentos essenciais para a região e do PAS, com o estabelecimento de diretrizes e estratégias para o desenvolvimento da região combinando a conservação com a exploração econômica racional e sustentável. O debate trás a tona um rol de contenciosos resultantes de posições políticas antagônicas, sobre a tomada de decisões quanto às medidas propostas pelo PAS e PAC. O Presidente da FUNAI, em razão da complexidade das questões que envolvem a região e do curto tempo para a discussão, sugeriu um aprofundamento do debate sobre os dois planos e sobre as responsabilidades da União, Estados e Municípios para com os povos indígenas. As terras indígenas são terras da União, a ela cabe a regularização e a atenção aos índios. Algumas políticas, como as de saúde e de educação são de responsabilidade da União e dos municípios, porém os municípios, entes federativos mais próximos da realidade destas comunidades, são frágeis e com carências, além de terem interesses conflitantes aos dos índios e se aliarem, na maioria das vezes, aos interesses econômicos dos distintos grupos que disputam a exploração das terras das comunidades indígenas. Para se avançar no desenvolvimento dos povos indígenas, é fundamental o debate sobre as competências e responsabilidades federativas, uma vez que a atenção a estas comunidades deve partir também dos estados e municípios, além da União. Destacou a total ausência ou fragilidade do Estado na região. Em determinadas áreas da Amazônia Legal o acirramento de conflitos decorrentes da exploração econômica, da disputa por terras, da realização de grandes obras de infra-estrutura, da utilização do trabalho escravo, do desmatamento, do garimpo ilegal e do narcotráfico ganha proporções insustentáveis principalmente na macrorregião do Arco do Povoamento. Alertou sobre a importância de ações para evitar ao agravamento das questões sociais, ambientais e políticas da região com a construção das grandes obras de infra-estrutura do PAC, tomando como bom exemplo a intervenção governamental para a BR163. Por fim, concluiu sobre a necessidade de políticas que promovam o desenvolvimento da região com promoção e proteção do meio ambiente e das populações que lá residem. A Assessora Federativa da Secretaria Especial de Direitos Humanos trouxe ao debate questões referentes ao sub-registro civil na Amazônia Legal, região com auto número de pessoas sem registro e informou o lançamento do programa Registro Civil, previsto para o dia 06 de dezembro, na cidade de Breves, na ilha de Marajó, ocasião onde também serão entregues 13 mil autorizações de uso do solo para a população ribeirinha da ilha, considera importante a participação dos governadores, pois o programa depende da participação deles. Sugeriu que fossem incorporados a Secretaria de Patrimônio da União SPU e o Incra, órgãos envolvidos com a questão do direito de uso do solo e estão com ações concretas para a serem destinadas à população local. 3

4 O representante do Ministério das Relações Exteriores destacou as intempéries que se interpõem no processo de implementação das Zonas de Processamento de Exportação, no âmbito internacional o Brasil tem problemas para implantá-las, em razão das regras da OMC, além das questões de cunho técnico e político. Considera com um grande contencioso. A Assessora Federativa da SEPPIR ressaltou a importância da regularização fundiária das terras das comunidades quilombolas e indígenas e destacou como oferta o PAC Quilombola que pode interagir com o PAS. Ponderou que a Amazônia, por suas peculiaridades, deve ser tratada como tema à parte na elaboração de políticas públicas, bem como na execução dos projetos do PAC. Informou que uma lei aprovada pela Assembléia Legislativa do Amazonas reconhece o mestiço como etnia e como detentor do Direito Amazônico com a prerrogativa de participação em fóruns governamentais. A secretaria considera como contencioso a legislação que reconhece o Mestiço como raça, pois segundo o jurídico do minstério é inconstitucional, não é de competência do município ou do estado legislar sobre o tema e legislações como estas fragmentam a inserção do negro nas políticas públicas. Os participantes do Incra destacaram como questão prioritária e urgente á necessidade de um ordenamento territorial, fundiário e a regularização das terras da Amazônia Legal. No tocante ao PAC na região deve-se estabelecer uma estratégia de ação articulada com os órgãos do Governo Federal para reduzir e enfrentar o impacto das grandes obras de infraestrutura (portos, hidrovias, rodovias e hidroelétricas) sobre as comunidades locais. Será necessário um trabalho para conter a ocupação irregular das terras e da floresta, delimitar os perímetros urbanos, respeitar as populações ribeirinhas, o agricultor familiar e os que sobrevivem do extrativismo para evitar o acirramento das questões sociais, o aumento do desmatamento e a ausência da presença do Estado. Apresentou como oferta os Territórios da Cidadania programa do MDA que propicia a articulação de diferentes ações do governo possibilitando a inclusão social das populações da região, a regularização fundiária, a redução do desmatamento e as especulações e grilagens de terra. Destacaram ainda, que o INCRA destinou cerca de 14 milhões de hectares de terras no Pará para a população de agricultores, apesar das acusações que o órgão vem enfrentando, sobretudo junto ao poder judiciário local. No tocante a Agenda Federativa da Amazônia sugeriu que ela fosse organizada por eixos de inclusão social, econômico, de infraestrutura, rural( ambiental e fundiário). O Assessor Federativo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, destacou a importância do debate sobre a Amazônia Legal, a possibilidade de conhecer o PAS e argumentou sobre as Zonas de Processamento de Exportação é conflituoso de longa data e que existem atualmente no Congresso Nacional 75 Projetos de Lei solicitando a criação de ZPE s, sendo 42 no Senado e 33 na Câmara e ressaltou que não existe legislação sobre o assunto, é necessária a criação de lei e é competência do Presidente da República apresentar proposta de regulamentação do assunto. 4

5 O representante do Ministério do Meio Ambiente, compondo a mesa de coordenação dos trabalhos, ressaltou a carência da presença do Estado na região da Amazônia Legal nas esferas municipal e estadual e federal. Propôs uma articulação mais dinâmica dos entes federativos e um remodelamento nas perspectivas de tratamento da Amazônia: os problemas da região devem ser pensados com base em sua especificidade, característica e necessidades e não apartir de uma ótica de defesa da intervenção internacional e do desenvolvimento para povoá-la e integrá-la, destacou os seguintes aspectos: Deve-se romper o paradigma da Amazônia como terra de ninguém; Deve haver uma maior interação entre o PAC e PAS; PAS não é um projeto regional; é um programa nacional para a Amazônia, uma maneira de integrá-la respeitando as sua peculiaridades e as características naturais de seu ecossistema;. Deve se estabelecer estratégias para articular as ações de cada ministério para a região com base nas diretrizes do PAS; O combate ao desmatamento deve envolver os entes federados e demais órgãos do governo, O PAS deve ser orientador das ações de infra-estrutura do PAC para a região(não o contrário); A preservação ambiental é condição ao desenvolvimento econômico e não entrave ao mesmo e deve motivar as propostas de desenvolvimento, a fim de não incorrer em erros já cometidos anteriormente. Os ministérios integrantes da mesa dos trabalhos do dia encerram destacando a importância do debate sobre a região e sobre a possibilidade de compatibilização dos PAC e do PAS. O PAS contempla um conjunto de propostas, diretrizes e estratégias construídas com a participação da sociedade, dos governos estaduais, municipais e do Governo Federal. O PAC foi criado para fazer com que os empreendimentos já existentes ou em projeto fossem executados, avançassem, com monitoramento permanente para superação de seus obstáculos e viabilização do desenvolvimento. As ações e estratégias utilizadas para implantação da BR163 podem ser pensadas para os grandes empreendimentos do PAC. IV- 12h00-12h30 -Encaminhamentos Sugestão de encaminhamento junto a SAG da Casa Civil para apresentação de propostas relacionados à regularização fundiária; Envio da Agenda Da Amazônia legal com as contribuições finais consolida; O tema da próxima reunião do SASF será sobre as enchentes; Os ministérios deverão elaborar a agenda federativa com suas ofertas, demandas, contenciosos e ambiente político sobre o tema.. 5

6 Sugestão de ações para serem apresentadas pelo presidente para a região na ocasião de lançamento do PAS, no dia 06 de dezembro, no estado do Pará com a presença dos governadores: Lançamento do Programa Registro Civil de Nascimento e Documentação Civil Básica; ( SEDH) Entrega de 13 mil autorizações de uso do solo para as populações ribeirinhas da Ilha de Marajó; ( SPU e INCRA) Assinatura do Decreto de Instituição do Comitê Gestor do Plano Sustentável da Br 163; ( Casa Civil) Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável para o Arquipélago de Marajó(Casa Civil) Ordem de Serviço para início da instalação de linha de transmissão de Tucurí a Portel Breves ( MME/SPU); Decreto de Criação do Zoneamento Ecológico 6

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