Harmonização entre Demanda e Oferta de Cursos Técnicos de Nível médio Orientações às CREs

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1 Departamento Pedagógico Coordenação de Gestão do Ensino Médio e da Educação Profissional CGEMEP Núcleo de Política e Ações Pedagógicas da Educação Profissional - NEP Harmonização entre Demanda e Oferta de Cursos Técnicos de Nível médio Orientações às CREs Escolas da Rede Estadual e Pronatec (Tec, Idiomas, Campo e EJA) 1

2 Objetivos da harmonização entre Demanda e Oferta Desenvolver uma cultura no RS poder público e sociedade - de pensar estrategicamente a Educação Profissional Técnica de Nível Médio; Ampliar as possibilidades de inserção produtiva de qualidade dos egressos; Contribuir para a qualidade social do desenvolvimento das diferentes regiões do RS. 2

3 Em que consiste esta harmonização? Aproximar a oferta de novos cursos às características socioeconômicas, culturais e ambientais das localidades e regiões onde serão implantados; Aproximar ao projeto estratégico de desenvolvimento do Estado; Estar de acordo com valores e princípios humanistas. 3

4 Como realizar a harmonização? Através de diálogos com a sociedade civil organizada, escolas estaduais e suas comunidades, universidades e instituições governamentais e não governamentais: Efetivando leituras e análise da realidade social, econômica, cultural e ambiental das diferentes regiões do estado do RS. Analisando os cursos mais pertinentes para atender as necessidades do desenvolvimento do Estado a curto, médio e longo prazos. 4

5 Oferta de cursos Premissas Na leitura das realidades e possibilidades locais considerar que : A economia é DIVERSA; Os IMPACTOS dos respectivos processos produtivos nas múltiplas dimensões da realidade são DIVERSOS; DESENVOLVIMENTO é diferente de CRESCIMENTO econômico; Uma "vocação" regional deve ser relativizada; Interesse dos alunos; 5

6 Oferta de cursos Premissas Deve-se eleger cursos que preparem técnicos com possibilidades concretas de inserção produtiva; Deve-se formar sujeitos com capacidade de ler e compreender a complexidade do mundo para nele atuar, social e produtivamente, na perspectiva de uma sociedade melhor para todos; Uma proposta para a sociedade deve ser fruto de mobilização e diálogo com a sociedade articulação entre os diferentes atores sociais, políticos e econômicos de modo a ficar claro que o curso interessa ao coletivo e que este está disposto a engajar-se, de forma duradoura, na sua qualidade e manutenção. 6

7 1. Formulação nos Comitês Regionais Pronatec, coordenados pelas CREs 2. Interlocução Local Comitês Regionais Pronatec e Escolas da rede estadual da Região 3. Diálogo Social Ampliado Comitês Regionais Pronatec, Escolas da rede estadual da Região e demais atores locais 7

8 4. Sistematização do processo e formulação de documentos: 4.1 A curto prazo: Necessidade Regional de Cursos Técnicos - Pactuação Pronatec Técnico e Idiomas 4.2 A médio prazo: Justificativa(à Seduc) para a solicitação de novos cursos Rede Estadual de Educação 8

9 1 - Formulação nos Comitês Regionais Pronatec, coordenados pelas CREs 1.1 Levantar informações sobre a realidade local/regional para caracterizá-la a partir de diferentes aspectos. Consultas em dados secundários sobre a geração de valor das diferentes atividades econômicas na região 9

10 Fontes de Pesquisa: Estudos da Fundação de Economia e Estatística/ FEE a partir de dados da Secretaria da Fazenda que analisam a economia dos diferentes COREDES de acordo com as atividades econômicas do Catálogo Nacional de Atividades Econômicas CNAE (disponíveis no NEP) e outros na página da FEE Estudos do IBGE, como o Censo Econômico e IBGE Cidades/ 10

11 Diagnósticos regionais realizados e publicados pelos COREDES Publicações das universidades regionais, estaduais, federais, EMATER, dentre outras possibilidades; Dados produzidos pelas Prefeituras Municipais; 11

12 1.2 Informações das Secretarias de Estado: Desenvolvimento e Promoção do Investimento (APLs e projetos estratégicos de desenvolvimento); Planejamento(consulta popular e projetos estratégicos); Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo; Agricultura; Definição de Cursos Micro e Pequena Empresa e da Economia Solidária; 12

13 1.3. Zoneamento ecológico econômico, quando houver; 1.4. Oferta local e regional de cursos técnicos gratuitos pela rede estadual e demais redes de educação profissional, como Sistema S e Institutos Federais (PRONATEC ou não); 1.5. Instrumentos de monitoramento do Pronatec Tec e Idiomas ( Instrumento de Avaliação Pronatec-Tec/RS e Idiomas 2013, CRE Evolução Pronatec ) 1.6. No caso de Porto Alegre, Observatório do Trabalho 13

14 2. Interlocução Local Comitês Regionais Pronatec e Escolas da rede Estadual da Região Esse passo visa captar as diferentes economias presentes no contexto local/regional, não necessariamente visíveis a partir das macro estatísticas e projetos estratégicos de desenvolvimento, mas ligadas a novos setores, áreas pouco ou não presentes localmente, ou invisíveis do ponto de vista econômico. 14

15 2.1 Diálogo com entidades representativas de classe e de profissionais como associações, sindicatos, conselhos regionais e movimentos sociais. 2.2 Diálogo com universidades regionais, estaduais, federais. 15

16 2.3 Identificação das economias: Produzidas pela agricultura familiar, de base ecológica ou não; Pelos assentamentos da reforma agrária; Pelas comunidades tradicionais como quilombolas e indígenas; Pela economia solidária; 16

17 Geradas por grandes atividades de caráter local, anuais, já consolidadas; Economia criativa. Economia do conhecimento. Novas tecnologias como energias renováveis, microeletrônica, agroecologia, informação e comunicação. 17

18 2.4 Após a análise e sistematização das informações as CREs realizarão exercício inicial apontando possibilidades de cursos. Utilizar como base o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT) do MEC 18

19 3. Diálogo Social Ampliado - Comitês Regionais Pronatec, Escolas da rede estadual da Região e demais atores locais Apresentação do exercício inicial apontando possibilidades de cursos em atividade coletiva (seminário, audiência pública) para novas contribuições. 19

20 O diálogo social ampliado é um debate articulado, presencial, com os diferentes atores locais e regionais com interesse no tema da Educação Profissional. Provavelmente muitos deles foram consultados e participaram das etapas anteriores, mas esse é o momento de apresentar coletivamente e ampliar o debate, oportunizando novas contribuições para a conclusão. 20

21 4. Sistematização do processo e formulação de documentos: 4.1 A curto prazo: Necessidade Regional de Cursos Técnicos - Pactuação Pronatec Técnico e Idiomas 4.2 A médio prazo: Justificativa(à Seduc) para a solicitação de novos cursos Rede Estadual de Educação 21

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