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1 GOVERNO DAPARAIBA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE COMISSÃO INTERGESTORES BIPARTITE Resolução n Q 174/11 João Pessoa, 14 de outubro de 2011 o Presidente da Comissão Intergestores Bipartite no uso de suas atribuições legais e, Considerando o Plano de Enfrentamento da Epidemia de AIDS e das DST entre população de Gays, HSHe Travestis, criado em março de 2008, pelo Governo Federal. Considerando que o plano traça diretrizes de combate às vulnerabilidades sofridas por esse segmento por meio de agendas afirmativas com o estado e os municípios. Considerando que as ações específicas de prevenção serão realizadas diretamente nos municípios junto a gays e outros HSH, por meio da gestão municipal e da atuação de organizações da sociedade civil, pioneiras no trabalho de educação entre pares e responsáveis por uma parte significativa da atual cobertura junto a esse grupo. Considerando que o cumprimento do Plano está associado a uma agenda destinada a ampliar o diálogo e a estruturação de ações nos níveis estaduais e municipais, e Considerando a decisão da plenária da CIB-PB, na 9ª Assembléia Ordinária do dia 13 de outubro de Resolve: Art. 1 Q Aprovar o Plano Estadual de Enfrentamento população de Gays, HSH e Travestis, conforme anexo I desta resolução. da Epidemia de AIOS e das OSTentre Art. 2 Q - Esta resolução entrará em vigor n:y1"bit:l de sua publicação. WALDSON DIAS DE SOUZA Presidente da CIB/PB

2 ST AIDS HEPATITES VIRAIS MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DEPARTAMENTO DE DST, AIOS E HEPATITES VIRAIS ANEXO I DA RESOLUÇÃO CIB/PB N 174/11 PLANO DE ENFRENTAMENTO DA EPIDEMIA DE AIDS E DAS DST ENTRE POPULAÇÃO DE GAYS, HSH E TRAVESTIS PARAíBA

3 Objetivo 1 - Garantir prioridade nas esferas de gestão Estadual e Municipais para ações de enfrentamento do HIV/DST voltadas aos gays, outros HSH e Travestis do ponto de vista técnico, político e financeiro. ATIVIDADES Produções de documentos, de Dezembro/2011 Garantir a alocação de linhas de cuidados (protocolos, recursos para execução de fluxos, referencia e ações em 100% dos PAM contrarreferência), referenciais estaduais e municipais para para a execução o de atividades a redução de Estudar e revisar a PPI com a vulnerabilidades que atingem finalidade de criar instrumentos que os gays, outros HSH e possibilitem a inserção de ações travestis, transsexuais voltadas para Gays, HSH e vinculados aos Planos de Travestis Saúde, considerando a Articular junto aos gestores(as) a magnitude e especificidade inserção no Plano Estadual de da epidemia nestes Saúde/Municipais e nos segmentos instrumentos - PPI, e POR, ações e atividades que garantam atenção integral á saúde, ao público Gay, Travestis e outros HSH Disseminar o Plano Estadual Encaminhar para apreciação e 2011 de Enfrentamento da aprovação nas instâncias Epidemia de AIOS e DST colegiadas - CMS/CES entre Gays, outros HSH e Incluir na pauta dos eventos/agenda Travestis para os 223 de trabalho Estadual/Municipais municipios /ONGs a divulgação do plano Acesso do documento a todos: lançamento oficial do Plano nas sedes das quatro reuniões Macro Regionais de Saúde Ter equipes capacitadas Realizar atividades de qualificação. Dezembro/2011 para atender as demandas para o enfrentamento das Intersetorialidade DST/AIDS entre gays, outros HSH e travestis nos Programas Estadual e nos 223 municípios

4 Objetivo 2 - Contribuir para a redução das vulnerabilidades às DST/AIDS associadas às expressões da homofobia/transfobia institucional, social e individual. Realizar ações no Estado nas áreas de saúde e educação que contribuam para a redução das vulnerabilidades às DST/AIDS associadas à homofobia 1 transfobia institucional. Dar visibilidade pública às situações de violação de direitos associadas à vulnerabilidade às DST/AIDS. ATIVIDADES Oficurso nas GRS Promover junto aos meios de comunicação de massa a veiculação de mensagens qualificadas de promoção dos direitos de cidadania dos gays,travestis e outros HSH. Desenvolver pelo menos uma campanha anual de comunicação para redução da vulnerabilidade, dar visibilidade à gravidade da epidemia entre gays, travestis e outros HSH e estimular o diagnóstico e tratamento das DST, hepatites e Alds

5 Objetivo 3 - Promover políticas e ações intersetoriais para enfrentamento das DST/AIDS que garantam a inclusão das distintas realidades vivenciadas por gays, Travestis e outros HSH. Realizar ações Estadual/Municipais nas áreas de saúde e educação que contribuam para a redução das vulnerabilidades às DST/AIDS associadas à homofobia/transfobia institucional. Garantir acesso universal a prevenção e assistência das DST/HIV/AIDS para gays Travestis e outros HSH no Sistema Penitenciário do Estado Desenvolver ações para G, T e outros HSH nas unidades de medidas socio educativas e de assistência social Garantir a prevenção com a distribuição mensal de insumos nas instituições de longa permanência da pessoa idosa (ILPI) e casas de acolhida/passagem e entre pessoas idosas travestis, qavs e outros HSH ATIVIDADES Criar mecanismos que estabeleçam pactuação para inclusão de ações sobre as vulnerabilidades de Gays, Travestis e outros HSH às DST/AIDS, em 100% das escolas integradas no Programa Saúde na Escola. Formação de Profissionais da saúde e educação Realizar capacitação permanente envolvendo as Equipes do PSP - Programa de saúde nos Presídios, visando a humanização nos atendimentos ambulatoriais no Sistema Penitenciário. Garantir insumos de prevenção (preservativos, gel e material educativo) Ações de prevenção e discussão sobre diversidade LGBT e vulnerabilidades junto à equipe multiprofissional e monitores adolescentes em regime de medidas socioeducativas: semi-liberdade, internação provisória e de medida restrita; Ações de prevenção e discussão sobre LGBT e vulnerabilidade junto a adolescentes nos programas sociais Realizar formação continuada junto às equipes dos CRAS e CREAS sobre vulnerabilidade. 2011

6 Objetivo 4 - Promover a prevenção positiva, a saúde integral e universal e a garantia dos DDHH para gays, travestis e outros HSH vivendo com HIV/AIDS. Implantar em todos os serviços que atendem pessoas vivendo com HIV e AIOS, a prevenção positiva e práticas de respeito à gays, travestis e outros HSH. Desenvolver e implantar estratégias de enfrentamento do estigma associado à soropositividade no universo social e cultural de qays, travestis e outros HSH Objetivo 5 - Garantir o acesso integral e universal à prevenção das DST/AIDS travestis e outros HSH. para gays, Atender a demanda estadual de preservativos, matérias de prevenção e kit de redução de danos para ações de prevenção do HIV/AIDS para gays e outros HSH. Produção e divulgação de um material informativo referencial sobre especificidades e contextos de vulnerabilidade associados à epidemia do HIV/AI OS e agravos à saúde das travestis, qays, Ampliar a aquisição de saches de gel lubrificante de 300 mil para 1 milhão de unidades. Objetivo 6 - Qualificar e efetivar o monitoramento, avaliação e controle social das política de enfrentamento das DST/AIDS para gays, travestis e outros HSH ATIVIDADES Elaboração de um plano de Reuniões dos grupos de monitoramento e avaliação trabalhos da política de enfrentamento Instrumentos de das DST/AIDS para gays, monitoramentos travestis e outros HSH em Pesquisa epidemiológica todas as esferas de governo.

7 TRAVESTIS Objetivo 1 - Ampliar a abrangência geográfica e a qualidade das ações de prevenção, assistência e tratamento do HIV, das DST e hepatites para travestis, considerando novas tecnologias de educação em saúde, demandas e especificidades desse grupo populacional. ATIVIDADES Ampliar a qualidade do Promoção da discussão e da acolhimento,assistência e inclusão das especificidades de tratamento dasdst/hiv/aids saúde das travestis/trans nas e hepatites para travestis. ações de assistência e tratamento de travestis que vivem com HIV/AIDS. Ampliar a participação das travestis na realização de testagem voluntária e aconselhamento para diagnóstico do HIV. Ampliar quantitativa mente e qualitativamente as ações de prevenção das DST/HIV/AIDS direcionadas às travestis, bem como o seu acesso aos insumos de prevenção.

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