SOFTWARE LIVRE NA EDUCAÇÃO

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO INSTITUTO DE COMPUTAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO SOFTWARE LIVRE NA EDUCAÇÃO DANILO DOMINGOS XAVIER CUIABÁ MT 2011 UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL

2 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO INSTITUTO DE COMPUTAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO SOFTWARE LIVRE NA EDUCAÇÃO DANILO DOMINGOS XAVIER Orientador: Prof. DR. MAURICIO FERNANDO LIMA PEREIRA Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Informática na Educação Modalidade a Distância do Instituto de Computação da Universidade Federal de Mato Grosso, em parceria com a Universidade Aberta do Brasil, como requisito para conclusão do Curso de Pós-graduação Lato Sensu em Informática na Educação. CUIABÁ MT 2011 UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL

3 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO INSTITUTO DE COMPUTAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO CERTIFICADO DE APROVAÇÃO TÍTULO: SOFTWARE LIVRE NA EDUCAÇÃO AUTOR: DANILO DOMINGOS XAVIER Aprovada em 10/06/2011 Prof. Dr. Mauricio Fernando Lima Pereira IC/UFMT (Orientador) Prof. MSc. Nielsen Cassiano Simões IC/UFMT Prof. MSc. Roberto Benedito de Oliveira Pereira IC/UFMT

4 DEDICATÓRIA A todos meus familiares, colegas da especialização e do trabalho e aos meus amigos.

5 AGRADECIMENTOS Primeiramente agradeço a Deus que ao longo de minha vida tem me dado força, saúde e sabedoria; A minha família, sempre presente em todos os momentos; A todos os professores que tem me guiado neste longo caminho da educação. Em especial ao meu orientador Prof. Dr. Mauricio Fernando Lima Pereira.

6 RESUMO Os softwares livres no âmbito educacional tornaram-se ferramentas importantes no combate à exclusão social, uma vez que propiciam a redução de custos na elaboração de laboratórios e de projetos voltados para educação e inclusão digital. Em geral, eles apresentam uma boa qualidade e funcionam em máquinas com configurações de hardware mais antigas, o que ajuda a reduzir os custos. Este trabalho explora este aspecto de baixo custo e tenta demostrar unindo a liberdade do software livre com o talento de educadores e as novas ferramentas de auxílio ao processo educacional podese tornar as aulas atrativas para os alunos e dessa maneira melhorar a qualidade do ensino público. Para mostrar estas possibilidades, este trabalho apresenta um levantamento histórico e conjunto de definições sobre o software livre, realiza um estudo comparativo entre software livre e software proprietário. Ao final um estudo de caso de software livre para área educacional é realizado com uma análise da distribuição Linux denominada Kelix, desenvolvida pela Universidade de Passo Fundo para fins educacionais. O estudo mostrou as vantagens desta distribuição ao estimular a inclusão digital de crianças carentes na cidade de Alto Araguaia MT em um projeto desenvolvido por professores e técnicos da UNEMAT. Palavras-chave: Informática na educação, Software Livre, Inclusão Digital, Kelix.

7 SUMÁRIO DEDICATÓRIA...4 AGRADECIMENTOS...5 RESUMO...6 SUMÁRIO...7 LISTA DE FIGURAS...8 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS INTRODUÇÃO SOFTWARE LIVRE Histórico e definições do software livre Questões legais de softwares Tipos de softwares Softwares Livre Software Livre versus Software Licenciado Migrando Para o Software Livre SOFTWARE LIVRE NA EDUCAÇÃO Perspectivas do SL no ambiente educacional Ganhos com a utilização do software livre Novos paradigmas Proposta KELIX Análises da Ferramenta Kelix Projeto Formando Cidadão CONCLUSÕES...39 REFERÊNCIAS...41

8 LISTA DE FIGURAS Figura 3.1 Painel Principal do Kelix Figura 3.2 Painel do Frozen Bubble Figura 3.3 Painel do Gtans Figura 3.4 Painel do Lmemory Figura 3.5 Painel do Mathwar... 37

9 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS SL S.O. ME XP GPL BSD GNU ONG ITI UNEMAT Software Livre Sistema Operacional Millennium Edition Experience General Public License Berkeley Software Distribution General Public License Organização não Governamental International Technology Institute Universidade do Estado de Mato Grosso

10 1 INTRODUÇÃO Ao longo de sua existência a humanidade tem buscado a evolução, essencial para sua sobrevivência desde a época dos H. Habilis 1. A evolução não parou, continua e a maior e mais evidente prova são os avanços tecnológicos a cada instante em ritmo mais acelerado. Se na época de nossos ancestrais, a evolução foi marcada pela construção de novas armas para a caça, hoje a evolução ocorre através do acesso à informação. Antes, quem tinha a melhor arma sobrevivia, hoje, é o rápido acesso a informação e aos meios de comunicação que determinam o sobrevivente. Os meios tecnológicos se fazem necessários a toda a humanidade, que tem buscado incansavelmente o acesso e o conhecimento dessas novas tecnologias, alterando o meio em que vivem e suas formas de vida. Estamos vivendo um período revolucionário que vai além dos computadores e das inovações na área de telecomunicações. As mudanças estão ocorrendo nas áreas econômicas, sociais, culturais, políticas, religiosas, institucionais e até mesmo filosóficas. Uma nova civilização está nascendo, que envolve uma nova maneira de viver. (TAJRA, 2001, p. 20) A quebra de paradigmas sociais, causados pelas mudanças, consequentes de um momento tratado como era do conhecimento (MIGUEL, 2003, p. 218), tem atingido também o ambiente educacional, que busca formas de integrar homens e mulheres em uma nova formação social, preparada para o presente momento. Houve a necessidade de uma reestruturação dos meios educacionais, buscando dar aos mesmos maiores qualidade e inserção ao meio tecnológico. Para tal fato se tornar possível foi inserido no meio educacional o computador. Com a utilização do computador, a educação ocasionou um novo impulso de qualidade vista por muitos como uma revolução no meio educacional, atendendo a necessidade de utilizar novas ferramentas tecnológicas no ensino. Todavia, por estar fora da realidade financeira de muitas escolas, o computador acabou tendo seu uso 1 Primeira espécie do gênero Homo, viveu entre cerca de 2,4 a 1,5 milhões de anos atrás, evoluiu no sul e leste da África.

11 limitado, e nem todos puderam ter acesso a este meio, surgindo uma categoria que acabou denominada como excluídos digitais. O software livre se apresenta como uma solução eficiente para este fato. Além de ele possui ferramentas de alta qualidade, capazes de funcionar em máquinas com uma configuração de hardware menos robusta, também proporcionam ao usuário uma maior liberdade, visto que ele tem acesso ao código-fonte e pode modificá-lo para que o software atenda às suas necessidades e particularidades. Ainda se pode obtê-lo e utilizálo com custo acessível às escolas. Essas são algumas das formas com que o software livre tem contribuído no meio educacional. Sem contar a oportunidade de promover a inclusão digital e liberdade que este tem por natureza e que é sua essência. O software livre passa uma nova filosofia, a filosofia de ser realmente livre e de cooperação do conhecimento, onde o ser é possibilitado de melhorar ou dar continuidade a trabalhos realizados por terceiros. As vantagens e qualidades do software livre não param por ai, elas vão muito além. É uma proposta interessante para escolas que almejam software de alta qualidade a um custo acessível. Tendo em vista tal situação a proposta deste trabalho é apresentar e levantar questões voltadas para o processo educacional tendo como ferramenta o computador na sala de aula, com a utilização de software livre. Será apresentando levantamento histórico e conjunto de definições sobre o software livre. No segundo capitulo será exposto estudo comparativo entre software livre e software proprietário e o processo de migração para o software livre. No terceiro capítulo serão expostas às vantagens do uso do software livre no meio educacional. No quarto capítulo serão destacados alguns softwares educacionais e apresentadas suas vantagens para educação.

12 2 SOFTWARE LIVRE Para se discutir acerca do software faz se necessário saber a sua definição, e ter conhecimento de que, ao referir-se a software e a programa trata-se de certa forma da mesma coisa, ambos têm basicamente o mesmo significado. Software é uma sentença escrita em uma linguagem computável, para a qual existe uma máquina (computável) capaz de interpretá-la. A sentença (o software) é composta por uma sequência de instruções (comandos) e declarações de dados, armazenável em meio digital. Ao interpretar o software, a máquina computável é direcionada à realização de tarefas especificamente planejadas, para as quais o software foi projetado. (FERNANDES 2, 2002). Segundo Fernandes, software também pode ser entendido como, qualquer programa desenvolvido para funcionar em computador, de forma lógica, ou melhor, não é algo físico, mas pode ser armazenado em mídias magnéticas, ópticas ou eletrônicas para ser copiado e transportado. O software é quem irá fazer com que o hardware (teclado, mouse, memória, impressora, scanner, monitor e outros) funcione. São armazenados em linguagem de máquina, ou seja, uma linguagem que só os computadores entendem, compostas por bits: 0 s e 1 s. Para o desenvolvimento de softwares, em geral, são utilizadas linguagens de programação de alto nível que se utilizam de palavras chaves e estruturas de dados, como por exemplo as linguagens de programação C/C++, Java, Clipper, dentre outras, que tornam o programa um conjunto ordenado de instruções denominado código-fonte. Os softwares são correspondentes aos Sistemas Operacionais (S.O) (Linux, Windows, Mac OS, etc.). Isto é, cada software ou aplicativo que se deseja instalar/utilizar em um computador deve ser compatível com o sistema operacional utilizado no computador. 2 Disponível em: <http://www.dimap.ufrn.br/~jorge/textos/introdutorios/oqueehsoftware.html>. Acessado em: 07/03/2007.

13 e Tanenbaum 3 (2007) Há duas formas de conceituar um sistema operacional segundo Silberschatz (i) pela perspectiva do usuário (visão "top-down"), é uma abstração do hardware, fazendo o papel de intermediário entre o aplicativo (programa) e os componentes físicos do computador (hardware); (ii) numa visão "bottomup", de baixo para cima, é um gerenciador de recursos, i.e., controla quais aplicações (processos) podem ser executadas, quando, que recursos (memória, disco, periféricos) podem ser utilizados. (SILBERSCHATZ e TANENBAUM, 2007). Resumindo, o Sistema Operacional é um tipo de software que faz com que haja uma comunicação entre o hardware (parte física) e aplicativos (parte lógica) do computador. No entanto é necessário um sistema operacional para que os programas consigam se comunicar com os dispositivos (teclado, mouse, scanner e etc.) que serão utilizados no computador durante a execução de um software. Por exemplo, ao se apertar a tecla enter durante a execução de um editor de texto qualquer, é necessário que haja uma comunicação entre teclado e S.O, para que a informação de que foi apertado a tecla enter chegue ao editor de texto. São alguns exemplos de S.O: Windows (95, 98, ME, Server, XP, Vista), Linux (Suse, Debian, Kurumim, Ubuntu, Mandrake, etc), OS/2 e outros. 2.1 HISTÓRICO E DEFINIÇÕES DO SOFTWARE LIVRE Antes dos softwares serem vistos como produtos comerciais, era muito comum o compartilhamento de código-fonte entre os programadores, de forma que todos podiam modificar o programa e, por sua vez, partilhar essas alterações. Estes atos eram bastante comuns entre as Universidades dos Estados Unidos, nas décadas de 60 e 70, cujo espírito se assemelhava bastante aos costumes e cultura Hacker 4, Cartilha de Software Livre 5 (2004, p ). Com o passar do tempo o computador passa a ser visto como produto comercial, e os softwares também. Como estratégia comercial, algumas empresas começaram a não divulgar o código-fonte de seus programas, entregando apenas o 3 Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/sistema_operativo>. Acessado em: 06/02/2007 Origem Wikipédia, a enciclopédia livre. 4 Hacker, Pessoas que estudam, alteram e constroem software e hardware de computador seja melhorando ou apenas adaptando novas funcionalidades. 5 Disponível em: <www.igc.usp.br/pessoais/guano/downloads/cartilha_v.1.1.pdf> -. Acessado em: 16/03/2007.

14 software em linguagem de máquina para os usuários, possibilitando assim o uso do software, mas impedindo que o mesmo pudesse ser estudado ou modificado, como forma de proteção do software contra outras empresas concorrentes. Essa medida ou estratégia era de certa forma boa para as empresas, pois assim protegiam seus softwares. Para se proteger e preservar os segredos contidos no código-fonte, diversos artifícios eram utilizados como: os programadores assinavam termos de compromisso de não divulgação dos segredos da programação; os softwares vendidos possuíam licenças que impunham diversas restrições, que além de impossibilitados de modificar os programas, não se permitiam que os programas adquiridos fossem copiados e nem que fossem distribuídas cópias, alguns programas só podiam ser utilizados para fins específicos e, em alguns casos, os programas adquiridos só podiam ser utilizados em um único computador. Com a restrição do conhecimento humano através das licenças que cercavam os softwares proprietários, as indústrias desses softwares associaram o ato de compartilhar softwares proprietários ao ato denominado pirataria, como é citado por Heckert 6 (2005). 2.2 QUESTÕES LEGAIS DE SOFTWARES As questões legais relativas aos softwares passaram a ser pouco discutidas por profissionais da área de informática, cedendo lugar a outros assuntos, em maior evidência no momento. Com o passar dos anos e devido à grande ascensão dos softwares em geral, os softwares livres passaram a ter maior destaque na área de informática, o que proporcionou a volta de suas licenças novamente à discussão, principalmente sobre a dúvida de o que pode e o que não pode ser feito. Estas leis devem ser novamente abordadas com cautela e, além disso, devem ter uma disseminação maior entre os usuários, para que os mesmos tenham maior conhecimento, evitando ilegalidades impostas pelos direitos reservados aos softwares e ao seu autor ou proprietário. A Lei nº de 19 de Fevereiro de 1998, decretada pelo Congresso Nacional, hoje a maior referência e base para tal assunto, traz uma definição interessante de programa de computador, no Capítulo I, Art. 1º. 6 Disponível em: <http://twiki.im.ufba.br/bin/view/psl/historicosl> Acessado em: 19/03/2007.

15 Art. 1º Programa de computador é a expressão de um conjunto organizado de instruções em linguagem natural ou codificada, contida em suporte físico de qualquer natureza, de emprego necessário em máquinas automáticas de tratamento da informação, dispositivos, instrumentos ou equipamentos periféricos, baseados em técnica digital ou análoga, para fazê-los funcionar de modo e para fins determinados. (Brasil 7, 1998). Esta definição condiz com a definição de programa/software citada anteriormente. Esta Lei, também designada como Lei de Software, dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programa de computador e sua comercialização no País entre outros assuntos. Segundo a Lei de Software, o uso de programa de computador deverá ser feito mediante contrato de licença. As licenças foram criadas como forma de proteger o software contra cópia e modificações, já que este é considerado um produto de venda e seus direitos autorais são protegidos por lei. O desrespeito ou violação dos direitos de autor de programa de computador pode resultar em detenção de seis meses a dois anos ou multa, e em alguns casos pode chegar a quatro anos de reclusão e multa. É necessário que os usuários se atentem a este fato e se regularizem de acordo com a legislação de software. Segundo Costa (2003), a Lei de Software é sujeita a algumas críticas, pois o enquadramento jurídico não pode deixar de considerar as peculiaridades do software. A equiparação dos softwares com os direitos autorais tradicionais conflita com a essência de uns e outros. Essa equiparação por vezes determina a criação de normas absolutamente ridículas, como estender a proteção por cinquenta anos sobre algo que se tornam obsoletos em cinco. (COSTA 8, 2003). E ainda segundo Costa, deve-se questionar se os termos das licenças dos softwares não entram em contradição com a legislação brasileira, já que grande parte dos softwares utilizados no Brasil é desenvolvido em outros países. O que se deve indagar é se os termos destas licenças afrontam a lei brasileira. (COSTA, 2003). Outro assunto que deve ser atentado é o fato de o software livre também precisar ser registrado sob uma licença como qualquer obra, garantindo-se os direitos do autor, 7 BRASIL, Lei 9609 de19 de Fevereiro de Dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programa de computador, sua comercialização no País, e dá outras providências. Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/l9609.htm>. Acesso em 20/06/ Disponível em: <http://www.comciencia.br/200406/reportagens/06.shtml>. Acessado em: 02/04/2007.

16 de forma que não impeça o acesso ao conhecimento. Então foi criada a Fundação do Software Livre, para tratar dos aspectos jurídicos e organizacionais, criada por Richard Stallman. Quando Richard Stallman iniciou o Projeto GNU, ele criou uma licença para proteger seus objetivos, pois qualquer pessoa que tivesse acesso ao código-fonte de um software livre poderia modificá-lo e registrá-lo como software proprietário, assim fazendo com que o software deixa-se de ser livre. A licença criada por Stallman recebeu o nome de copyleft, um trocadilho a copyright, que é a licença geralmente usada pelos softwares proprietários para defenderem os direitos autorais contra cópias, distribuições e o acesso ao código-fonte de seus softwares, (Costa, 2003). O Copyleft surgiu como uma alternativa para os que pretendem resgatar o conceito de conhecimento como bem público. Nela está garantido o reconhecimento do autor, mas permitindo que várias outras pessoas possam melhorar, copiar e redistribuir cópias. Não restringindo o conhecimento humano às licenças. As escolas hoje podem estudar o código fonte de programas e os acadêmicos podem desenvolver ou melhorar softwares, permitindo que a inclusão digital se torne uma realidade através do software livre. Tudo isso porque o conhecimento humano não é mais restrito às licenças. Software livre não é só liberdade, é também oportunidade. (Costa, 2003). Atualmente existem vários tipos de licenças para o software livre que garantem, de uma forma geral, os princípios de liberdade. Os dois tipos mais utilizados foram às criadas pela Free Software Foundation, e são: GPL GNU (Licença Publica Geral) - Que trata dos programas de computador. FDL GNU (Documentação Livre) Que trata dos documentos (textos). Licenças GPL, ou seja, Licença Pública Geral é o tipo de licença que acompanha os pacotes distribuídos pelo projeto GNU, a GPL impede que os softwares se tornem proprietários, ou seja, ela impede que ao se modificar um software ele seja licenciado de forma proprietária, a GPL tem por base a legislação internacional de Copyright, Hexsel, (2002 p. 39). Licenças BSD, são licenças com poucas restrições quanto à distribuição, alteração e uso do software assim registrado, pois estas permitem que os software sejam vendidos e não é obrigatório o acesso ao código fonte do software. Este é um tipo de software que tenta garantir o reconhecimento do autor, mas que permitem que as alterações realizadas nos softwares os tornem proprietárias, ou seja, deixem de ser livres, Hexsel, (2002 p. 45).

17 Debian, este tipo de licença tem como principal exigência a publicação do código fonte do programa, além disso, estipula alguns critérios a serem cumpridos. Para listar esses critérios usaremos uma listagem feita por Roberto Hexsel em seu artigo O que é software livre. Estes critérios são: (a) a redistribuição deve ser livre; (b) o código fonte deve ser incluído e deve poder ser redistribuído; (c) trabalhos derivados devem poder ser redistribuídos sob a mesma licença do original; (d) pode haver restrições quanto à redistribuição do código fonte, se o original foi modificado; (e) a licença não pode discriminar contra qualquer pessoa ou grupo de pessoas, nem quanto a formas de utilização do software; (f) os direitos outorgados não podem depender da distribuição onde o software se encontra; e (g) a licença não pode 'contaminar' outro software. (HEXSEL, 2002 p. 10). Licenças Open Source, como cita Hexsel (2002 p. 44), derivam das licenças Debian e têm as mesmas menções. 2.3 TIPOS DE SOFTWARES Ao instalar um software em um computador é interessante ter conhecimento da natureza do software, ou seja, conhecer o tipo do software, ao qual irá fazer uso, para evitar agir de forma ilegal, infringindo licenças nas quais são baseados. Software Livre permite ao usuário usá-lo para qualquer princípio; modificá-lo para que adeque as suas necessidades; distribuí-lo de forma gratuita ou não e estudá-lo, pois este permite acesso ao seu código-fonte. Software Proprietário são os tipos em que seu desenvolvedor proíbe a cópia, redistribuição ou modificação do software, essa proibição é feita através de licenças, ou seja, para copiar redistribuir ou modificar o software deve-se solicitar a permissão do proprietário, segundo Hexsel (2002 p. 11). Software Comercial, como cita Hexsel (2002 p. 11), são softwares desenvolvidos com o objetivo de obter lucros na sua utilização, há uma diferença entre software comercial e software proprietário a maioria do software comercial são proprietários, mas também existe software livre comercial. Software semi-livre, são softwares que não são livres, mas que assim como os softwares livres permitem usá-lo distribuí-lo, modificá-lo e copiá-lo desde que seja feita de forma que não sejam almejados lucros, (Hexsel 2002 p. 06). Softwares em Domínio Público são aqueles em que são adicionadas algumas restrições com autorização do autor em sua redistribuição.

18 Shareware são softwares que geralmente não tem seu código fonte disponibilizado, mas que podem ser redistribuídos sem nenhum problema, porém para serem utilizados por completo é necessário o pagamento de licença. Freeware, assim como os softwares shareware os freewares não disponibilizam seu código fonte por isso não podem ser modificados, mas podem ser redistribuídos e utilizados. 2.4 SOFTWARES LIVRE Software livre é o nome de uma categoria de software; também é o nome de um movimento. (STALLMAN 9, 2003). Segundo Adami 10 (2004, p. 11), o conceito Software Livre surgiu a partir de um fato ocorrido com Richard Stallman, que trabalhava no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), quando em um dado momento precisou corrigir o driver de uma impressora que não funcionava devidamente. Stallman entrou em contato com o fabricante e solicitou o código-fonte para fazer as correções necessárias. O fabricante se negou a liberar o código-fonte alegando se tratar de um software comercial, e que não podiam o disponibilizar. Foi a partir deste momento que Stallman começou a pensar formas para que o código-fonte fosse disponibilizado junto aos programas, surgindo assim o conceito de software livre. Como cita Branco 11 (2006), o termo software livre se origina do inglês Free Software, fato que pode causar certa confusão, pois a palavra free tanto pode ser entendida como se referindo a questão de liberdade como à de gratuidade. Também pode ser usado o termo Open Source, que significa fonte aberta, que realmente condiz com o termo software livre, que não tem nada a ver com freeware, ou seja, software livre não é software gratuito. É importante ressaltar que, quando refere a software livre (SL), trata-se de uma questão de liberdade e não de gratuidade ( software grátis ), como é visto e entendido por vários usuários. Nada impede que um software livre seja comercializado, pois software livre não significa software não comercial, nada impede a cobrança pela 9 Disponível em: <http://www.geocities.com/collegepark/union/3590/what_gnu.html>. Acessado em: 11/03/ Disponível em: <www.rau-tu.unicamp.br/nou-rau/softwarelivre/document/?down=141 ->. Acessado em: 12/03/ Disponível em: <http://www.vecam.org/article710.html>. Acessado em: 09/05/2007.

19 distribuição do software, sendo também permitido copiar e modificá-lo sem ter que pedir autorização a ninguém. O software livre se refere à liberdade proporcionada aos usuários em distribuir, executar, copiar, modificar, estudar e melhorar o programa. Este tipo de software proporciona ao usuário quatro tipo de liberdade que são publicadas pela Free Software Foundation. A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0). A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade. A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2). A liberdade de aperfeiçoar o programa e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao códigofonte é um pré-requisito para esta liberdade. (AUGUSTO 12, 2006) Conforme a General Public Licence (GPL), para que um programa possa de fato ser enquadrado software livre deve atender a estas quatro liberdades. Como cita Bacic 13 (2003, p. 12), Stallman começou o projeto GNU criando um editor de texto (Emacs) e posteriormente um compilador (gcc), necessários para poder gerar o código executável. Com a criação da Fundação Software Livre, que tinha como objetivo a manutenção e o desenvolvimento do projeto GNU e que era mantida através de vendas de CD-ROM com software livre e doações, essa fundação criou vários software livres. Mas para se tornar um sistema operacional completo ainda faltava um Kernel, que controla todo o hardware do computador. Ele pode ser visto como uma interface entre os programas e todo o hardware. Cabe ao kernel as tarefas de permitir que todos os programas sejam executados pela CPU e permitir que estes consigam compartilhar a memória do computador. 12 Disponível em: <http://br-linux.org/linux/faq-softwarelivre>. Acessado em: 15/04/ Disponível em: <http:// /search?q=cache:uiahblogjryj:www.rau-tu.unicamp.br/nourau/softwarelivre/document/%3fdown%3d107+stallman+come%c3%a7ou+o+projeto+gnu+crian do+um+editor+de+texto+(emacs)+e+posteriormente+um+compilador+(gcc)&hl=pt- PT&ct=clnk&cd=4&client=iceweasel-a>. Acessado em: 25/04/2007.

20 Com o passar dos anos um acadêmico do Departamento de Ciências da Computação de Helsink na Finlândia, chamado Linus Torvalds, criou um Kernel compatível ao UNIX compilado 14 com o gcc, programa desenvolvido por Stallman. O Kernel foi batizado com o nome de Linux em homenagem ao seu criador Linus, que disponibilizou o código-fonte de seu Kernel na Internet com o propósito de que, programadores ajudassem a melhorar o programa por ele desenvolvido. No ano de 1992, o Kernel Linux foi integrado ao projeto GNU, se tornando um Sistema Operacional completo (GNU/Linux), que se popularizou com o Linux Linux Os softwares livres ganharam muita importância se espalhando por todo o mundo e deixando de ser apenas objeto de estudo em universidades. O Linux é o mais conhecido dentre os softwares livres, criado por Linus Torvalds, que também foi o fundador da comunidade Linux. Linus quis criar um sistema que atendesse suas necessidades e que também atendesse a terceiros, procurando criar um sistema seguro e robusto, e não o guardou pra si só ele o difundiu e hoje é um sistema altamente utilizado não só por usuários domésticos, mas também por empresas que podem adequá-lo para atender melhor suas necessidades, e também escolas e profissionais de informática que podem estudá-lo, vale lembrar que isso só é possível por o Linux ter seu código-fonte aberto, ou seja, por ser um software livre. Como foi citado anteriormente sobre a comunidade Linux, esta comunidade possui um número enorme de programadores e colaboradores por todas as partes do mundo e todos trabalham com o objetivo de ter um sistema operacional cada vez mais robusto, dinâmico, confiante e que possa estar ao alcance de todos. A partir do Linux criado por Linus Torvalds surgiram várias outras versões criadas e modificadas por empresas e usuários, exemplos dessas versões são: Debian, Conectiva, Suse, Kurumim e outras várias versões criadas para melhor atender as mais variadas necessidades e particularidades dos usuários e para corrigir alguns problemas de versões anteriores do software. O conceito de software livre não se aplica somente ao Linux, mais sim a qualquer software, independente de sua plataforma, desde que tenha seu código-fonte aberto e que se enquadre nas quatro liberdades citadas anteriormente. Um exemplo que 14 Ato de transformar o código-fonte de um programa em linguagem binária.

21 pode ser citado é o Gimp, um software editor de imagens que pode rodar tanto na plataforma Windows como na plataforma Linux. 2.5 SOFTWARE LIVRE VERSUS SOFTWARE LICENCIADO Nos últimos anos softwares livres têm representado uma expressão de liberdade e a abolição da escravatura do monopólio que as grandes empresas empunham nos seus softwares através das licenças de uso e outras formas que inibiam a liberdade do usuário. O Software Livre nasceu para trazer a liberdade, como cita Mello (2003, p.320). Há duas formas de ver a vida que podem predefini-las como positivas e negativas, observar apenas coisas boas ou vivermos sempre procurando por algo a mais. (...) O Software Livre representa essa visão positiva da vida, em que se procura o lado bom das coisas, o ser humano redime-se de seu egoísmo e de sua descrença, a humanidade recupera o valor ético e reconfortante da palavra solidariedade (...). (MELLO, 2003, p.320). Dizer que o software livre nasceu do princípio de que, todos os homens possuem direito a informação, que nesse novo mundo globalizado, representa poder monetário que é obtido através da manipulação da informação obtida. (MELLO, 2003, p. 321). Como é perceptível Software Livre tem um conceito amplo que vai além de softwares de alta qualidade e custo acessível, ele tem em sua origem toda uma atenção voltada à sociedade, seus benefícios como, bom desempenho, alta segurança, uma grande comunidade de desenvolvedores prontos a desenvolver novas versões e corrigilas se necessário, suporte técnico entre vários outros são apenas benefícios há mais que o Software Livre oferece, como cita Mello (2003, p.328). (...) O software Livre tem um custo baixo e, toda via, é de alta qualidade tecnológica. Pois o trabalho conjunto de milhares de técnicos possui uma vantagem decisiva sobre pequenos grupos de técnicos trabalhando em um produto: tal produto evolui em uma velocidade enorme (...). (PINHEIRO, 2003, p. 277). O Software Livre, não visa lucro, apesar de não ter nada que o impeça de tal, o que é cobrado é apenas uma contribuição para que ele possa ser desenvolvido, isso quando cobrado. É possível adquirir um Software Livre gastando apenas com o frete e o CD que será utilizado para gravá-lo. Muitas vezes nem isso, através de download da Internet, pode-se instalá-lo no computador sem nenhum custo. Não está na natureza

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