ARBITRAGEM Lei 9.307/96 SOLUÇÃO MODERNA DE CONFLITOS

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2 ARBITRAGEM Lei 9.307/96 SOLUÇÃO MODERNA DE CONFLITOS 2

3 O QUE SE BUSCA COM ESTA APRESENTAÇÃO: a) Desmistificar o instituto da arbitragem; b) Desenvolver um espírito crítico dos contadores em relação ao instituto; c) Avaliar riscos e possibilidades da atuação do contador nas soluções de conflitos. 3

4 A ARBITRAGEM NO BRASIL Lei 9.307/96 segmento de mercado para Contadores Auditores Peritos Consultores As grandes disputas Mineração Construção Civil Comércio Petróleo Distribuição Fornecimento Representação 4

5 DEMANDAS ENTRE CONTADORES E SEUS CLIENTES Serviços Responsabilidade Indenizações A R B I T R A G E M 5

6 O QUE INTERESSA AOS DEMANDANTES Solução que busque a equidade 1. Árbitro com especialização no assunto; 2. Testemunha técnica adequada; 3. Perito independente e imparcial; 4. Sigilo; 5. Justiça com uma solução rápida. 6

7 CONTADORES E A ARBITRAGEM Contratos de prestação de serviços; CFC divulgação; Análise de contratos; Orientações ao cliente; Participação como testemunha técnica. 7

8 BREVE HISTÓRICO DA ARBITRAGEM Idade média - séculos V e XV; Tratado de Tordesilhas 1494; Portugal e Espanha. O árbitro foi o papa 8

9 ALTERNATIVAS DE SOLUÇÃO DE DISPUTAS Arbitragem- Livre vontade e renúncia ao judiciário; Negociação as partes tentam decidir sozinhas o conflito; Conciliação o conciliador propõem soluções; Mediação - o mediador ajuda as partes a obterem uma solução. 9

10 INSTITUIÇÕES DE ARBITRAGEM Em SC 5 entidades No PR 7 entidades Internacionais CCI AAA Euro Câmaras 10

11 NO ÂMBITO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Portaria 1.281/2007 Advocacia Geral da União 11

12 Celeridade; Sigilo; VANTAGENS DA ARBITRAGEM Especialização (árbitro com conhecimento de contabilidade); Livre escolha do árbitro ou árbitros; Economia (tempo e dinheiro). 12

13 DEMANDAS TÍPICAS DA ARBITRAGEM Direitos patrimoniais disponíveis, tais como: 1. Ações quotas; 2. Serviços especializados; 3. Contratos; 4. Acordo de acionistas; 5. Questões ligadas a incorporação cisão, fusão. 13

14 OUTRAS BASES LEGAIS Participação nos lucros de empregados L /00, art. 4; Questões Societárias - L 6.404/76 art. 109 Contratos - CC/02 art. 853; Parcerias Públicas Privadas L /04 art. 11, inc. 3; Concessão de Serviços Públicos L /05 art. 23 A; No texto da Constituição, art. 114, 1º, as partes poderão eleger árbitros. 14

15 LEI COMPLEMENTAR 123 DE 14/12/2006 O art. 75 prevê para as microempresas e pequenas empresas, o norte que as mesmas deverão ser estimuladas a utilizarem da arbitragem em seus litígios. Art. 75. As microempresas e as empresas de pequeno porte deverão ser estimuladas a utilizar os institutos de conciliação prévia, mediação e arbitragem para a solução de seus conflitos. 15

16 ARBITRAGEM NO MERCOSUL Em função do Decreto 4.719/03, o Brasil admite com seus pares no Mercosul, a arbitragem como um dos métodos alternativos para a solução de controvérsias surgidas de contratos comerciais internacionais concluídos entre pessoas de direito privado. 16

17 ESTÃO FORA DA ARBITRAGEM Crimes; Direito de família; Tributos; Salários. 17

18 TIPOS DE ARBITRAGEM De Equidade De Direito 18

19 FATOS NOTÓRIOS DA ARBITRAGEM Não se aplica o Código de Processo Civil; O árbitro decide sobre à sua própria competência; Não se têm instâncias superiores ou recursos; A cláusula arbitral é autônoma em relação aos contratos; Eleita a arbitragem, fica afastado o poder judicial. 19

20 CABE AO ÓRGÃO ARBITRAL a) designar as datas e locais para realização das audiências e demais atos processuais; b) fazer a notificação das partes, testemunhas e peritos, a fim de que compareçam para praticarem os atos pertinentes, propiciando o andamento do processo; c) requerer a efetivação de medidas coercitivas ao judiciário de acordo com a necessidade; 20

21 d) eleger o presidente do tribunal arbitral, em sendo órgão colegiado; e) nomear árbitro impar, desempatador; f) nomear um secretário para o árbitro ou árbitros, se for o caso; g) fixar o procedimento arbitral no silêncio das partes ou quando delegado por elas, determinar o adiantamento das despesas processuais, se achar conveniente, dentre outros. 21

22 ARBITRAGEM INSTITUCIONAL É a administração dos procedimentos da arbitragem, através das regras e regulamentos, criadas por uma instituição arbitral, ou seja, é a hipótese onde se aplica a forma convencionada pela instituição arbitral, para a condução do pleito arbitral. 22

23 ARBITRAGEM AD HOC É aquela forma de arbitragem que se dará somente entre os árbitros e as partes, sem intermédio ou com a aplicação de regras e regulamentos criadas por uma instituição arbitral, ou seja, é a hipótese onde se aplica a forma convencionada pelas partes, sem interferência de uma instituição arbitral. A arbitragem ad hoc é quando os procedimentos para arbitragem são as fixadas pelas partes ou determinadas pelo árbitro; normalmente isto decorre da escolha efetuada livremente pelos litigantes, através do compromisso arbitral que poderá ser firmado na existência de um litígio. 23

24 ÁRBITRO Qualquer pessoa capaz e maior; De confiança das partes; Juiz de fato e de direito; Um ou mais árbitros; Equiparados a funcionário público. 24

25 Regime principiológico Publicidade Impessoalidade CF Art. 37 Eficiência Moralidade Legalidade árbitro Funcionário Público 25

26 NÃO PODEM SER ÁRBITROS Os incapazes; Os analfabetos; Os suspeitos de parcialidade; 26

27 A AUTONOMIA DA ESCOLHA A autonomia funda-se na base das obrigações. É uma vontade livre e soberana, sem a qual o indivíduo não poderia vincular-se a arbitragem. Tendo a arbitragem uma natureza contratual, predomina a autonomia da vontade, que se constitui na essência do instituto. 27

28 CLÁUSULA COMPROMISSÓRIA Cláusula Compromissória Vazia Cláusula Compromissória Cheia 28

29 É POSSÍVEL NA ARBITRAGEM: 1. Afastar inclusive a legislação; 2. Simplesmente apoiar-se nos princípios gerais de direito, nos usos e costumes e nas regras internacionais do comércio (art. 2º, 2º); 3. Pactuar que a arbitragem seja instituída e processada segundo as regras instituídas por alguma entidade especializado no assunto. 29

30 INFORMAÇÕES MÍNIMAS Sede da arbitragem (Brasil ou não, STJ); A lei aplicada ou autorização para a equidade; Idioma da Arbitragem; Regra da Arbitragem (entidade ou definida pelas partes); Responsabilidade, honorários e despesas etc. 30

31 PROVAS NA ARBITRAGEM Testemunhas Confissão Testemunhas técnicas Perícia Presunção E outros meios de provas ( documental) Obtidas com a ajuda da justiça estatal, carta arbitral, pedido de cooperação 31

32 O esclarecimento de uma testemunha técnica muitas vezes é a diferença entre ganhar ou perder uma demanda. 32

33 Perícia contábil Podem os assistentes apresentarem seus pareceres e defesa oral antes do perito do árbitro. Ao perito do árbitro pode ficar restrito apenas as questões divergentes dos assistentes. 33

34 SÃO GARANTIDOS NA O contraditório ARBITRAGEM Igualdade 2º, art. 21 da LA A ampla defesa 34

35 OS PRINCÍPIOS DA ARBITRAGEM 2, ART. 21, SÃO: contraditório; da igualdade das partes; da imparcialidade; do livre convencimento. 35

36 CAPACIDADE POSTULATÓRIA A LA no art. 21, 3º, confere às partes a capacidade postulatória, ou seja, a possibilidade de atuarem por si, sem a necessidade de procurador. A presença do advogado na arbitragem não é obrigatória, mas admissível. 36

37 SENTENÇA ARBITRAL Seis meses Não tem recurso Requisitos da sentença Anulação da sentença Sentenças arbitrais estrangeiras STJ 37

38 REQUISITOS DA SENTENÇA ARBITRAL O art. 31 da Lei de Arbitragem determina que: A sentença arbitral produz, entre as partes e seus sucessores, os mesmos efeitos da sentença proferida pelo órgão do Poder Judiciário e, sendo condenatória, constitui título executivo. E ainda dispõe o art. 18: O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou homologação pelo Poder Judiciário. 38

39 A SENTENÇA ARBITRAL É COMPOSTA DE: 1. Relatório; 2. Fundamentação; 3. Dispositivo. 39

40 UMA SENTENÇA ARBITRAL, ASSIM COMO UMA DO JUÍZO COMUM ESTATAL, PRODUZ EFEITOS QUE SÃO: a) dizer o direito e a obrigação das partes; b) por fim à atividade de disputa; c) constituir título executivo, se condenatória for a sentença; d) sujeitar o devedor à execução. 40

41 CURIOSIDADES O árbitro pode declarar a inconstitucionalidade de uma determinada lei em relação ao caso em concreto; Pode haver condenação por litigância de má-fé; Pode haver ou não honorários de sucumbência. 41

42 Disponível no estande da Juruá. Boa leitura 42

43 RECEBA INFORMAÇÕES E NOVIDADES SOBRE CONTABILIDADE CADASTRE O SEU EM: 43

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