UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE GEOGRAFIA JAMES WILIAN MENEGHINI

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1 UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE GEOGRAFIA JAMES WILIAN MENEGHINI CONTRIBUIÇÃO DO LEVANTAMENTO DAS CARACTERÍSTICAS DO SOLO NO PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE UMA ÁREA DEGRADADA PELA MINERAÇÃO DE CARVÃO A CÉU ABERTO NO MUNICÍPIO DE TREVISO (SC). CRICIÚMA, JUNHO 2010

2 JAMES WILIAN MENEGHINI CONTRIBUIÇÃO DO LEVANTAMENTO DAS CARACTERÍSTICAS DO SOLO NO PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE UMA ÁREA DEGRADADA PELA MINERAÇÃO DE CARVÃO A CÉU ABERTO NO MUNICÍPIO DE TREVISO (SC). Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do Grau de Bacharel no Curso de Geografia da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. Orientadores: Prof. MSc. Marcos Back e Prof.(ª) MSc.Yasmine de Moura da Cunha CRICIÚMA, JUNHO 2010

3 2 JAMES WILIAN MENEGHINI CONTRIBUIÇÃO DO LEVANTAMENTO DAS CARACTERÍSTICAS DO SOLO NO PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE UMA ÁREA DEGRADADA PELA MINERAÇÃO DE CARVÃO A CÉU ABERTO NO MUNICÍPIO DE TREVISO (SC). Trabalho de Conclusão de Curso aprovado pela Banca Examinadora para obtenção do Grau de Bacharel, no Curso de Geografia da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, com Linha de Pesquisa em Monitoramento e Recuperação de Ambientes Degradados. Criciúma, 01 de Junho de BANCA EXAMINADORA Profs. Marcos Back e Yasmine de Moura da Cunha - Mestre - UNESC - Orientadores Prof. Eduardo Preis Esp. Geógrafo - UNESC Prof. Clóvis Savi - Mestre - Geólogo - UNESC

4 3 A minha família que me deu todo apoio para chegar aonde cheguei, e minha namorada que incentivou a estar onde estou.

5 4 AGRADECIMENTOS Gostaria de agradecer às pessoas que me ajudaram a estar aqui neste momento. Aos meus pais em primeiro lugar, que me deram forças e moral durante a caminhada. A minha namorada, Taise Marcon Possamai Della, que me incentivou a voltar a estudar, e fazer o curso que eu gostava, Geografia. Aos meus colegas de graduação que me deram muito apoio nas horas difíceis durante o período da graduação. Aos colegas de trabalho e ao IPAT que me forneceu todo material necessário para a elaboração deste trabalho de conclusão de curso. Aos professores de graduação, Yasmine Moura da Cunha, Edna Lindaura Luiz, Rose Maria Adami, Marcio Sonego e ao meu orientador professor Marcos Back. E a todas as outras pessoas não citadas, que me ajudaram a vencer esta batalha.

6 5 As idéias nada podem realizar. Para realizar as idéias são necessários homens que ponham a funcionar uma força prática. Karl Marx

7 6 RESUMO O presente trabalho aborda a contribuição do levantamento das características do solo no projeto de recuperação de uma área degradada pela mineração de carvão a céu aberto, no município de Treviso (SC). O objetivo deste estudo é mostrar como o levantamento de solos de áreas degradadas pode contribuir para o projeto de recuperação de mineração de carvão no município de Treviso (SC). Para atingir estes objetivos procedeu-se o levantamento do histórico da mineração de carvão, do(s) método(s) de extração de carvão a céu aberto e das modificações na área de estudo em decorrência da mineração de carvão a céu aberto; o levantamento dos aspectos legais e metodológicos envolvidos na recuperação da área de estudo; a descrição das características físicas (geologia, geomorfologia, pedologia, climatologia, hidrografia) no diagnóstico de áreas degradadas; a descrição da influência dos aspectos impactantes da área em estudo, degradada pela mineração de carvão, sobre a comunidade do entorno. A metodologia adotada para alcance dos objetivos do presente trabalho incluiu levantamento bibliográficos e cartográficos; levantamento de leis, decretos, portarias e normas; reconhecimento em campo, acompanhado de registro fotográfico e amostragens de solo. A imagem do Google Earth é georeferenciada no programa Autodesk Map Considerando-se os resultados, conclui-se que o levantamento das características dos solos é essencial para uma recuperação de áreas de carvão mineradas. Palavras-chave: Levantamento de solos, carvão mineral, recuperação de áreas degradadas, Treviso (SC).

8 7 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1: Mapa geral dos Distritos Carboníferos. Fonte: DNPM, Figura 2: Mapa de distribuição do carvão em Santa Catarina. Fonte: AMARAL e VALIATI, 1994 (modificado de LENZ e RAMOS, 1985) Figura 3: Processo produtivo e de degradação nas várias etapas da exploração a céu aberto e subsolo - e beneficiamento do carvão. Fonte: FATMA, 1982 (modificado de The direct use of coal Environmental impact) Figura 4: Método de operação da Drag-Line e Shovel. Fonte: Carbonífera Treviso S.A Figura 5: Vista de antiga cava de extração de carvão a céu aberto, preenchida por água, com vegetação nas laterais, no município de Treviso (SC). Fonte: Autor, março/ Figura 6: Fluxograma apresentando o esquema padrão de beneficiamento do carvão lavação primária. Fonte: modificado de DNPM, Figura 7: Fluxograma apresentando o esquema padrão de beneficiamento do carvão no Lavador de Capivari, Tubarão (SC). Fonte: modificado de DNPM, Figura 8: Seções transversais típicas de pilhas cônicas, constituídas pela mistura de rejeitos e estéreis, com e sem vegetação. Fonte: FATMA, Figura 9: Tabela de recuperação ambiental. Com as variantes de restauração, reabilitação e remediação. Fonte: Sánchez, Figura 10: Imagem de satélite da área estudada com seus rios. Fonte: Programa Google Earth, acessado em 31 de maio de Figura 11, carta de localização Bloco 1, Área III, disponibilizada separadamente em encarte, na escala 1: Figura 12: Drag-Line Marion. Fonte: Arquivo particular de Yasmine de Moura da Cunha Figura 13: Escavadeira Shovel em atividade. Fonte: Arquivo particular de Nadja Zin Alexandre Figura 14: Em primeiro plano observa-se a cava e em segundo plano os depósitos de rejeito, com porções de material estéril. Sobre o estéril vegetação espontânea já desenvolvida. Fonte: Autor, março/

9 8 Figura 15: Observa-se material lixiviado das pilhas de rejeito, com contaminação do entorno. Fonte: Autor, março/ Figura 16: Detalhe da cava; A) Vista da cava com vegetação; B) Saída da cava em direção ao rio Pio; C) Estrada lateral à área de estudo; D) Saída de água contaminada da cava no rio Pio. Fonte: Autor, março/ Figura 17: Vista de pilha de rejeito, com espessura em torno de 3-4 metros, situada na margem esquerda do rio Pio, em contato direto com a drenagem. Fonte: James Wilian Meneghini, maio de Figura 18: Vista da porção SE da área de estudo, de topografia mais plana, com solo recoberto por rejeitos e material estéril. Fonte: Autor, março/ Figura 19: Vista de antiga cava de extração, preenchida por água, com vegetação no entorno em estado avançado de recomposição. Fonte: Autor, março/ Figura 20: Principais camadas de carvão em Santa Catarina. Fonte: modificado de COLUNA WHITE (2010) Figura 21 - carta de localização bloco 1 na área III -, disponibilizada separadamente em encarte, na escala 1: Figura 22: Pode ser observado a vegetação típica de área degradada, representada por maricás, rabo de burro e ao fundo pilha de material estéril e rejeito. Fonte: Autor, março/ Figura 23: Perfil de análise de solo no entorno. Fonte: Autor, março/ Figura 24- carta de localização dos pontos de amostragem Bloco 1 - Área III, disponibilizada separadamente em encarte, na escala 1: Figura 25: Pontos levantados na área de estudo; A) Sondagem com presença de rejeito; B) Sondagem com presença de solo; C) Medida da influência do depósito com a área entorno; D) Levantamento da área pela equipe. Fonte: Autor, março/ Figura 26: Foto tirada a partir da área de estudo. Em primeiro plano, área de pastagem; à direita, paiol de madeira abandonado; em segundo plano, aviário (pouco visível na foto - encoberto pela vegetação) e ao fundo moradia e o telhado do aviário. Fonte: Autor, março/

10 9 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Características Físicas dos Horizontes do Solo Representativos... 56

11 10 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Parâmetros Quimicos dos Horizontes do Solo Representativos... 57

12 11 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental CANMET - Canada Center for Mineral and Energy Tecnology CASAN - Companhia Catarinense de Águas e Saneamento CE Carvão energético CETEM - Centro de Tecnologia Mineral CETESB Companhia Ambiental do Estado de São Paulo CIRAM Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina CM Carvão metalúrgico CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente CONSEMA - Conselho Estadual do Meio Ambiente CPL Carvão pré-lavado CPRM Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais CSN - Companhia Siderúrgica Nacional DNOS - Departamento Nacional de Obras de Saneamento DNPM Departamento Nacional de Produção Mineral ECP - Eng. Consultores Projetistas S.A. EIA - Estudo de Impacto Ambiental EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária EPAGRI - Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina FATMA Fundação do Meio Ambiente GAPLAN - Gabinete de Planejamento GPS Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global) GTA Grupo Técnico de Assessoramento à Execução da Sentença IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IPAT Instituto de Pesquisas Ambientais e Tecnológicas JICA Japan International Cooperation Agency MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia MME - Ministério de Minas e Energia

13 12 NBR Normas Brasileiras NRM - Normas Reguladoras de Mineração PRAD Projeto de Recuperação de Área Degradada PRÓ-VIDA - Programa de recuperação da qualidade ambiental da região carbonífera RIMA - Relatório do Impacto Ambiental ROM Carvão bruto ou run of mine SEMA - Secretaria Estadual do Meio Ambiente SiBCS Sistema Brasileiro de Classificação de Solos SIECESC - Sindicato da Indústria da Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina SUDESUL - Superintendência do Desenvolvimento da Região Sul UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

14 13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO OBJETIVO Geral Específicos FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A mineração de carvão na região carbonífera de Santa Catarina A degradação ambiental pela mineração de carvão a céu aberto A recuperação de áreas degradadas pela mineração de carvão A inter-relação entre o solo e as demais características físicas de áreas degradadas pela mineração METODOLOGIA APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS As modificações na área de estudo em decorrência da mineração de carvão a céu aberto Características físicas (geologia, geomorfologia, climatologia, hidrografia) para identificar os tipos de solo ocorrentes na área de estudo Aspectos legais e metodológicos envolvidos na recuperação da área de estudo A influência dos aspectos impactantes da área em estudo, degradada pela mineração de carvão a céu aberto, sobre a comunidade do entorno CONCLUSÃO REFERÊNCIAS ANEXOS... 77

15 14 1 INTRODUÇÃO A mineração de carvão em Santa Catarina, com produção de carvão expressiva, trouxe benefícios econômicos à região carbonífera do estado, mas resultou na degradação ambiental das áreas mineradas. A recuperação dos passivos ambientais gerados até 1989 é realizada pela Ação Civil Pública n e insere-se na ação de Recuperação Ambiental da Bacia Carbonífera de Santa Catarina. Entre os passivos ambientais estão as áreas de carvão mineradas à céu aberto pela Carbonífera Treviso S.A., cuja recuperação foi definida pelo Ministério Público Federal como de responsabilidade da União, através da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), atual Serviço Geológico do Brasil. O projeto de recuperação de área degradada (PRAD) a ser apresentado pela CPRM encontra-se na fase de diagnóstico da área, em elaboração pelo Instituto de Pesquisas Ambientais e Tecnológicas (IPAT) da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). O presente trabalho aborda a contribuição do levantamento das características do solo no PRAD de uma área degradada pela mineração de carvão a céu aberto na localidade de Rio Pio, no município de Treviso em Santa Catarina. A área de estudo possui 117 hectares e constitui o Bloco 1 - Área III, delimitada pela CPRM para a elaboração de um PRAD (PREGÃO 003, 2009). Para construção do trabalho foram descritos os aspectos históricos da mineração de carvão na região carbonífera, o método de mineração executado na área de estudo pela Carbonífera Treviso S.A. e a degradação resultante. A respeito do termo recuperação ambiental foi feita uma discussão sobre o seu significado e as variantes em torno deste termo. A inter-relação entre o solo e as demais características físicas de áreas degradadas pela mineração também foi abordada. O estudo envolveu a descrição das modificações na área de estudo em decorrência da mineração de carvão a céu aberto; a caracterização física da área, com descrição da geologia e geomorfologia, da sua hidrografia e das

16 15 influências climáticas sobre a mesma. A caracterização da pedologia envolveu a identificação dos substratos ocorrentes na área e dos tipos de solo ocorrentes no entorno da área de estudo. São abordados também os aspectos legais e metodológicos relacionados à recuperação da área em estudo, como a ação civil e a licitação feita pela CPRM, e a metodologia e os procedimentos a serem seguidos para a reabilitação da área, com a elaboração de PRAD. A ênfase foi sobre a metodologia de caracterização do solo nos levantamentos de campo. O presente estudo considerou ainda a influência dos aspectos impactantes da área minerada sobre a comunidade de entorno, envolvendo os seus projetos e a implantação de empreendimentos futuros pela municipalidade visando o desenvolvimento do município de Treviso.

17 16 2 OBJETIVO O objetivo deste estudo é mostrar como o levantamento das características dos solos pode contribuir para o projeto de recuperação de uma área degradada pela mineração de carvão a céu aberto no município de Treviso (SC). 2.1 Geral Determinar como o levantamento das características do solo pode contribuir no projeto de recuperação de uma área degradada pela mineração de carvão a céu aberto no município de Treviso (SC). 2.2 Específicos - Apresentar o histórico da mineração de carvão, o(s) método(s) de extração de carvão a céu aberto e as modificações na área de estudo em decorrência da mineração. - Levantar os aspectos legais e metodológicos envolvidos na recuperação da área de estudo. - Descrever as características físicas (geologia, geomorfologia, pedologia, climatologia, hidrografia) e a inter-relação entre elas para identificar os tipos de solo ocorrentes na área de estudo. - Analisar a influência dos aspectos impactantes da área em estudo, degradada pela mineração de carvão, sobre a comunidade do entorno.

18 17 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA As abordagens sobre o tema levantamento de solos mostra sua importância para uma recuperação de uma área degradada pela mineração de carvão. Envolvem, entre outros aspectos, aqueles relativos à conceituação de recuperação ambiental, mineração de carvão na região carbonífera de Santa Catarina, os aspectos de degradação pela mineração a céu aberto, recuperação de áreas mineradas pela mina de carvão a céu aberto e os levantamentos físicos das áreas mineradas pela mineração a céu aberto. Para compreender o processo de desenvolvimento econômico do sul de Santa Catarina que teve como base à mineração do carvão, seu efeito devastador e as ações para a recuperação das áreas, é necessário entender as peculiaridades de formação do carvão, suas formas de ocorrência na região sul de Santa Catarina e sua influência para a ocupação e desenvolvimento da região. 3.1 A mineração de carvão na região carbonífera de Santa Catarina. Em 1616 Garsonnett utilizou o carvão para fundição. Mas se sabe que pelos anos de 800 já era utilizado o carvão mineral para calefação (DALL ALBA, 1986). No século XII surgem as primeiras organizações para a extração de carvão mineral na Europa. No século XVIII a máquina a vapor provoca a Revolução Industrial, e o carvão torna-se a principal fonte de energia (DALL ALBA, 1986). O surgimento de outra fonte energética substitutiva ao carvão, como o petróleo, dá-se a partir de 1859, com a perfuração do primeiro poço na Pensilvânia (Estados Unidos da América). O uso do petróleo apresenta inúmeras vantagens sobre o carvão, como a produção de duas vezes mais trabalho por unidade de peso que o uso do carvão. Ainda, o petróleo ocupa a metade do espaço ocupado pelo carvão, e este fato, no caso de navios, por

19 18 exemplo, permite economia de espaço e mão-de-obra, resultando em maior capacidade de carga. Além disto, o petróleo permite alimentação mecânica e limpa, com controle automático (HOBSBAWM, 1997). Em relação aos custos, o custo do carvão, menor que o do petróleo, foi ultrapassado rapidamente, com o barateamento do petróleo pelo uso de novas técnicas de refino e de transporte e com descobertas de novos poços. Na perfuração do primeiro poço de petróleo em 1859 a produção foi de dois mil barris e em 1874 a produção chegou a 11 milhões de barris (HOBSBAWM, 1997, p. 73). Dessa forma, a substituição do carvão pelo petróleo ocorreu primeiramente nas marinhas, enquanto nas ferrovias e na indústria ocorreu mais lentamente (HOBSBAWM, 1997). Em 1978, na crise do petróleo, o carvão desponta no mercado, e havia planos para novos tipos de energias (DALL ALBA, 1986). No Brasil a faixa de ocorrência de carvão estende-se do estado de São Paulo, Paraná, Santa Catarina ao Rio Grande do Sul, como mostra a figura 1 a seguir. A bacia carbonífera da Região Sul do Brasil possui 100 quilômetros de comprimento, largura média de 20 quilômetros e estende-se da Serra Geral no estado de Santa Catarina até a Serra do Mar no estado de São Paulo (BELOLLI et al, 2002).

20 19 Figura 1: Mapa geral dos Distritos Carboníferos. Fonte: DNPM, Em Santa Catarina as principais ocorrências de carvão estão localizadas na região Sul do estado (BELOLLI et al, 2002), como mostra a figura 2.

21 20 Figura 2: Mapa de distribuição do carvão em Santa Catarina. Fonte: AMARAL e VALIATI, 1994 (modificado de LENZ e RAMOS, 1985). O carvão foi descoberto em Santa Catarina pelos tropeiros que traziam animais do Rio Grande do Sul para Sorocaba no estado de São Paulo, passando pelo porto de Laguna em Santa Catarina. Estas viagens eram muito cansativas e longas e também dependiam das condições climáticas das regiões pelas quais passavam. Os tropeiros observaram que, no local onde paravam para descansar e fazer as refeições, as pedras de cor negra que eram usadas por eles no fogão campeiro, queimavam e se reduziam a cinzas (BELOLLI et al, 2002). A exploração de carvão em Santa Catarina ocorreu nas cidades de Lauro Muller, Urussanga, Siderópolis, Cocal do Sul, Treviso, Criciúma, Forquilhinha, Içara, Morro da Fumaça e Maracajá, originando grandes centros de mineração de carvão na região Sul do estado (BELOLLI et al, 2002). A mineração de carvão em Santa Catarina pode ser feita de duas maneiras; em subsolo e a céu aberto. A mineração de subsolo pode ser classificada de três formas, mina de encosta, mina de plano inclinado e mina de poço vertical. Na mina de encosta as camadas de carvão estão mais acessíveis para a explotação 1. Na mina de plano inclinado as camadas de 1 Conjunto de operações para a retirada de minério (carvão).

22 21 carvão estão localizadas em pequena profundidade no solo, onde a retirada de carvão é mais acessível pela perfuração de galerias. Já na mina de poço vertical, o carvão está localizado em uma pro3fundidade considerável (GOTHE, 1993). A mineração a céu aberto ocorre quando a camada de carvão situa-se até 30 metros de profundidade. Com o início da exploração de carvão no sul de Santa Catarina outros setores econômicos se desenvolveram, como a Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina e os portos de Imbituba e Laguna (BELOLLI et al, 2002). No período inicial desta mineração de carvão no sul do Estado, de 1895 a 1945, a produção de carvão era destinada para fins energéticos e, a partir de 1945, o fornecimento do carvão do tipo metalúrgico (CM), com maior poder calorífero, era para a produção nacional de aço na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O carvão energético (CE), com menor poder calorífero, era utilizado como combustível no Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, situado no município de Capivari de Baixo (SC) (HISTÓRICO DA MINERAÇÃO DE CARVÃO NO ESTADO DE SANTA CATARINA, 2010). O ano de 1944 marca o início da mineração de carvão a céu aberto no município de Siderópolis, Treviso, Urussanga e Lauro Muller. A remoção do material de cobertura (solo e rocha) era feita por máquinas pesadas, como a Marion Drag-Line, máquina de grande porte que era responsável pela retirada da camada e solo e rocha da área de mineração a céu aberto, e a Shovel, máquina de médio porte que era responsável pela retirada de carvão na mina de céu aberto. Para facilitar os trabalhos de extração as camadas de carvão eram desmontadas por meio de perfuração e explosão (GOTHE, 1993). O consumo de carvão energético aumentou nos anos 1970, pois em função da crise do petróleo e dos subsídios governamentais à produção, consumo e transporte, o carvão substituía o óleo combustível. Com a desregulamentação do setor carbonífero, a partir de 1990, no governo Collor, o setor perdeu o mercado de carvão metalúrgico, o que ocasionou redução no faturamento das empresas, colocando em situação crítica. Em 1997 a situação volta a se estabilizar, em função da ampliação de mercado do carvão energético com a conclusão da usina Jorge Lacerda IV (HISTÓRICO DA MINERAÇÃO DE CARVÃO NO ESTADO DE SANTA CATARINA, 2010).

23 22 Dados de 2008 indicam que a mineração de carvão em Santa Catarina concentra cerca de 46,3% da produção de carvão no Brasil, com 68,3% do faturamento total no país, em função do carvão catarinense ter um poder calorífico superior ao do carvão do Rio Grande do Sul (DNPM, 2008). 3.2 A degradação ambiental pela mineração de carvão a céu aberto A mineração de carvão em Santa Catarina com produção de carvão expressiva, salientada anteriormente, trouxe benefícios econômicos à região carbonífera do estado, mas resultou na degradação ambiental das áreas mineradas, que pôde ser expandida a outras áreas. Degradação da qualidade ambiental é a alteração adversa das características do meio ambiente, conforme artigo 3, inciso II da Lei Nº 6.938/81, que institui a Política Nacional do Meio Ambiente (BRASIL, 1981). Degradação ambiental pode ser definida ainda como prejuízos causados ao meio ambiente resultante da ação do homem; ou como qualquer alteração contrária aos processos, às funções ou componentes ambientais, ou ainda como alteração adversa da qualidade do ambiente (SÁNCHEZ, 2008). A situação de degradação na região carbonífera de Santa Catarina culminou com o Decreto Federal nº /80, que declara a região como a 14ª Área Crítica Nacional para Efeitos de Controle da Poluição e Conservação da Qualidade Ambiental (BRASIL, 1980), com aproximadamente hectares de áreas degradadas pela mineração do carvão, segundo dados da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA, 1998), comprometendo gravemente a qualidade de vida das populações e os ecossistemas ali existentes. Poluição, pela mesma lei que define degradação da qualidade ambiental é considerada como: a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; c) afetem desfavoravelmente a biota; d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos (BRASIL, 1981).

24 23 Sánchez (2008) ressalta que segundo a Lei Nº 6.938/81, no seu artigo 3, inciso III, o termo poluição é igualado à degradação ambiental, mas há processos de degradação ambiental que não estão associados à emissão de poluentes. Ele exemplifica com a situação de alteração da paisagem na área onde se situavam as Sete Quedas, submersas pelo reservatório de Itaipu. Conforme Sánchez (2008), o fato de inúmeras atividades humanas causarem perturbações ambientais que não se reduzem à emissão de poluentes seria uma das razões pelas quais o conceito de poluição foi substituído ou complementado pelo conceito mais abrangente de impacto ambiental. (SÁNCHEZ, 2008, p. 26). Impacto ambiental, definido pelo artigo 1º da Resolução Nº 001/86 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) seria: Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas, biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que afetem diretamente ou indiretamente: a saúde, a segurança, e o bem estar da população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias ambientais; a qualidade dos recursos ambientais (CONAMA, 1986). A partir desta definição, o impacto ambiental pode ter uma conotação positiva impacto ambiental benéfico ou negativa impacto ambiental negativo e a degradação ambiental corresponderia ao impacto ambiental negativo (SÁNCHEZ, 2008). Para a compreensão da degradação ambiental resultante da mineração de carvão a céu aberto faz-se necessária a descrição das etapas envolvidas nesta atividade e dos aspectos de degradação relacionados a cada etapa. Na figura 3 estas etapas estão representadas, desde a extração até o beneficiamento do carvão, a céu aberto e em subsolo, assim como os aspectos de degradação associados a cada uma.

25 24 Figura 3: Processo produtivo e de degradação nas várias etapas da exploração a céu aberto e subsolo - e beneficiamento do carvão. Fonte: FATMA, 1982 (modificado de The direct use of coal Environmental impact). A lavra de carvão a céu aberto consiste na etapa do processo de mineração que inicia com a extração do carvão bruto da mina, denominado run of mine (ROM), até o seu beneficiamento. Como já exposto, na extração de carvão a céu aberto a remoção do material de cobertura era realizada por máquinas pesadas, como Marion Drag- Line e Shovel, cujo método de operação pode ser visto na figura 4, e a camada de carvão exposta era desagregada por perfuração e explosão (GOTHE, 1993).

26 25 Figura 4: Método de operação da Drag-Line e Shovel. Fonte: Carbonífera Treviso S.A. A área minerada tinha o seu capeamento (solo e rochas) removido por uma escavadeira e disposto em pilhas cônicas com inversão de camadas - solo embaixo e no topo material estéril - com isto ocorria o soterramento de solos férteis. O material estéril é constituído pelo solo e por fragmentos de rochas sedimentares, que recobrem a camada de carvão (material de cobertura), como arenito cinza-esbranquiçado, siltito acastanhado a acinzentado e folhelho cinza-escuro da Formação Rio Bonito (SANTOS; LOPES, 2004, p.37). Como resultado da extração a céu aberto formava-se cavas (figura 5), depressões resultantes da ação da escavadeira Marion Powel Schovel modelo 5323, com profundidades que atingiam o lençol freático. A esta água do lençol freático acumulada nas cavas soma-se a água pluvial. E para que as atividades de extração pudessem ter continuidade era realizado o bombeamento das cavas por bombas hidráulicas.

27 26 Figura 5: Vista de antiga cava de extração de carvão a céu aberto, preenchida por água, com vegetação nas laterais, no município de Treviso (SC). Fonte: Autor, março/2010 O carvão ROM era transportado de caminhão desde a área de extração até o local de beneficiamento denominado de primário, efetuado em instalações industriais de propriedade das empresas mineradoras (GOTHE, 1993, p.46). O beneficiamento é necessário, pois o carvão ROM consiste em leitos de carvão intercalados a outros materiais mais densos, rochas sedimentares, como folhelhos, siltitos e arenitos, contendo o mineral pirita (sulfeto de ferro FeS 2 ) disseminado. Este material é denominado rejeito e é composto por fragmentos das rochas sedimentares citadas, com presença de pirita. Seus fragmentos são separados no processo de beneficiamento - lavação do carvão. O rejeito diferencia-se do estéril por conter grande quantidade de pirita (SANTOS; LOPES, 2004, p.37) e por gerar contaminação do solo, da água e do ar (ALEXANDRE, 1995). A contaminação é considerada um caso particular de poluição em que há a introdução no meio ambiente de organismos patogênicos, substâncias tóxicas ou outros elementos, em concentrações que possam afetar a saúde humana. (CETESB, 2001, p.2). Os poluentes ou contaminantes podem ser transportados, propagando-se pelo ar, solo, águas subterrâneas e superficiais, alterando suas características naturais ou qualidades e determinando impactos negativos e/ou riscos sobre os bens a

28 27 proteger, localizados na própria área ou em seus arredores (CETESB, 2001). na figura 6 a seguir. O fluxograma do processo de beneficiamento primário é mostrado Figura 6: Fluxograma apresentando o esquema padrão de beneficiamento do carvão lavação primária. Fonte: modificado de DNPM, Inicialmente o carvão ROM passava por um processo de britagem e, posteriormente por um jig, para separação do carvão (menos denso) dos materiais piritosos mais densos já citados o rejeito. Ao longo do processo de beneficiamento diversos tipos de rejeitos são originados, cada um possuindo diferentes concentrações de enxofre e em função disto, diferente potencial poluidor. Considera-se que os rejeitos oriundos do beneficiamento do carvão podem ser classificados em três tipos: o rejeito piritoso ou primário, denominado R1, retirado na jigagem, que é considerado o resíduo mais poluente do beneficiamento, com aproximadamente 10% de enxofre e uma concentração de carvão em torno de 8% (ALEXANDRE, 1995, p.15); os rejeitos denominados R2 e R3, compostos de siltitos, contendo silicatos e aluminatos (GOTHE, 1993). O material proveniente da jigagem passava por peneiramento, resultando na separação do carvão denominado Carvão Pré-Lavado (CPL) da fração mais fina. A seguir a fração mais fina passava por uma peneira, ou mesa vibratória ou ciclone, associados ou não, que com o auxílio de água, separava os finos provenientes da jigagem em duas partes, os finos do rejeito e os finos de carvão.

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