BALANÇO ENERGÉTICO. Sintético

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1 BALANÇO ENERGÉTICO Sintético 2015

2 ÍNDICE NOTA INTRODUTÓRIA... 3 DESTAQUE... 4 BALANÇO ENERGÉTICO... 5 EVOLUÇÃO DO BALANÇO ENERGÉTICO... 6 EVOLUÇÃO POR FORMA DE ENERGIA... 7 CARVÃO... 7 PETRÓLEO E DERIVADOS... 8 GÁS NATURAL... 9 ENERGIA ELÉTRICA BIOMASSA DEPENDÊNCIA ENERGÉTICA CONCEITOS Direção-Geral de Energia e Geologia 2

3 NOTA INTRODUTÓRIA O Balanço Energético Sintético tem por objetivo apresentar, de forma sucinta, a evolução dos principais indicadores energéticos referentes a 2015, que já se encontram disponíveis. A informação desagregada do consumo final, referente aos consumos energéticos por setor económico, será disponibilizada no Balanço Energético anual, previsto para finais de novembro de Os dados desta publicação têm caráter provisório para o ano de 2014 e Direção de Serviços de Planeamento Energético e Estatística Julho de 2016 Direção-Geral de Energia e Geologia 3

4 DESTAQUE Em 2015, o consumo de energia primária subiu 4,9% relativamente a A subida deste consumo deveu-se sobretudo aos consumos de carvão e de gás natural com aumentos de 21,5% e 16,4%, respetivamente. O consumo de energia final em 2015, cresceu 1,4% relativamente a O consumo final de produtos derivados do petróleo subiu 2,2%, quando comparado com o consumo do ano anterior. O consumo final de eletricidade cresceu 1,4%. O aumento de 14,2% no saldo importador dos produtos energéticos, assim como a redução de cerca de 20% da produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis, foi determinante para o aumento da dependência energética, que passou de 72,4% em 2014 para 78,3% em Direção-Geral de Energia e Geologia 4

5 BALANÇO ENERGÉTICO Unidade: tep 2015 Carvão Petróleo Petróleo Não Energético Energético Gás Natural Outros Gases Derivados Energia Elétrica Calor B io massa B io co mb ustí veis Outro s R eno váveis Outro s N ão R eno váveis TOTAL IMPORTAÇÕES Produção Doméstica Variação de Stocks SAÍDAS Exportações Navegação Marítima Internacional Av iação Internacional CONSUMO DE ENERGIA PRIMÁRIA Para Nov as Formas de Energia Produtos de Petróleo Hidrogénio e Petroquímica Eletricidade Cogeração Consumo do Sector Energético Consumo como Matéria-Prima Acertos CONSUMO FINAL Energia Primária 2015 Energia Final 2015 Biomassa 13,1% Outros 1,3% Biomassa 6,6% Outros 1,4% Carvão 14,8% Energia Elétrica 9,7% Energia Elétrica 27,8% Petróleo 53,2% Gás Natural 18,5% Petróleo 42,6% Gás Natural 11,0% Direção-Geral de Energia e Geologia 5

6 EVOLUÇÃO DO BALANÇO ENERGÉTICO Unidade: tep TOTAL IMPORTAÇÕES Produção Doméstica Variação de Stocks SAÍDAS Ex portações Navegação Marítima Internacional Av iação Internacional CONSUMO DE ENERGIA PRIMÁRIA Para Nov as Formas de Energia Produtos de Petróleo Hidrogénio e Petroquímica Eletricidade Cogeração Consumo do Sector Energético Consumo como Matéria-Prima Acertos CONSUMO FINAL Evolução dos Consumos de Energia Primária e Final (ktep) Energia Primária Energia Final O consumo de energia primária em 2015, subiu 4,9% relativamente a 2014, sobretudo devido ao aumento do consumo de carvão e de gás natural. O consumo de energia final aumentou 1,2% relativamente a 2014, devido sobretudo à subida do consumo dos combustíveis rodoviários, gás natural e eletricidade ENERGIA PRIMÁRIA - -3,3% -3,6% -1,3% -3,4% -4,3% -2,8% -0,1% -2,5% 4,9% ENERGIA FINAL - -3,0% -2,1% -2,6% -0,7% -6,8% -5,2% -3,0% 0,0% 1,2% Direção-Geral de Energia e Geologia 6

7 EVOLUÇÃO POR FORMA DE ENERGIA CARVÃO Unidade: tep Carvão IMPORTAÇÕES Produção Doméstica Variação de Stocks SAÍDAS (re) Ex portações Navegação Marítima Internacional Av iação Internacional CONSUMO DE ENERGIA PRIMÁRIA Para Nov as Formas de Energia Produtos de Petróleo Hidrogénio e Petroquímica Eletricidade Cogeração Consumo do Sector Energético Consumo como Matéria-Prima Acertos CONSUMO FINAL Evolução do Consumo de Carvão (ktep) Em 2015, o consumo de energia primária do carvão teve um aumento de 21,5% relativamente ao ano anterior, devido à maior utilização nas centrais térmicas para produção de energia elétrica. É ainda de assinalar a subida no consumo final de 19,2% em relação ao ano anterior ENERGIA PRIMÁRIA - -12,9% -12,4% 13,1% -42,0% 34,1% 31,2% -8,8% 0,9% 21,5% ENERGIA FINAL - 540,4% -57,6% -68,7% 124,6% -59,7% -5,6% 28,7% -49,6% 19,2% Direção-Geral de Energia e Geologia 7

8 PETRÓLEO E DERIVADOS Unidade: tep Petróleo e Derivados IMPORTAÇÕES Produção Doméstica Variação de Stocks SAÍDAS Ex portações Navegação Marítima Internacional Av iação Internacional CONSUMO DE ENERGIA PRIMÁRIA Para Novas Formas de Energia Produtos de Petróleo Hidrogénio e Petroquímica Eletricidade Cogeração Consumo do Sector Energético Consumo como Matéria-Prima Acertos CONSUMO FINAL Evolução do Consumo de Petróleo e Derivados (ktep) Em 2015, o consumo de energia primária de petróleo e derivados apresenta uma subida de 2,8%. O consumo final subiu 2,2%, fundamentalmente devido ao consumo de combustíveis rodoviários, que aumentaram 2,4%, relativamente a O consumo de GPL em 2015 teve uma redução de cerca de 8% relativamente a 2014, fundamentalmente devido à menor utilização na indústria petroquímica. O consumo de asfaltos/ betumes cresceu cerca de 35% ENERGIA PRIMÁRIA - -6,8% -7,3% -6,7% -2,5% -8,1% -10,0% 0,9% -3,1% 2,8% ENERGIA FINAL - -9,0% -2,6% -2,7% -2,3% -8,5% -9,9% -3,4% 1,6% 2,2% Evolução do Consumo na Aviação (ktep) O consumo de Jet na aviação cresceu cerca de 5% de 2014 para A taxa de crescimento média anual nos últimos 5 anos é de 3,2%. Internacional Nacional Nota: A partir de 2007 o critério que determina o consumo da aviação internacional passou a ser o aeroporto de destino, em vez do critério da bandeira. Direção-Geral de Energia e Geologia 8

9 GÁS NATURAL Unidade: tep Gás Natural IMPORTAÇÕES Produção Doméstica Variação de Stocks SAÍDAS Ex portações Navegação Marítima Internacional Av iação Internacional CONSUMO DE ENERGIA PRIMÁRIA Para Nov as Formas de Energia Produtos de Petróleo Hidrogénio e Petroquímica Eletricidade Cogeração Consumo do Sector Energético Consumo como Matéria-Prima Acertos CONSUMO FINAL Evolução do Consumo de Gás Natural (ktep) O aumento de 16,4% no consumo de energia primária de gás natural em 2015, face a 2014, deveu-se sobretudo à maior utilização no setor electroprodutor. O consumo de energia final em 2015, apresenta um crescimento de 2% relativamente a Em 2015, verificou-se uma quebra de 6% no consumo de gás natural em regime de cogeração ENERGIA PRIMÁRIA - 6,3% 8,8% 1,8% 6,5% -0,5% -11,9% -4,6% -7,5% 16,4% ENERGIA FINAL - 7,1% 1,4% -5,0% 9,9% 0,7% 1,7% -1,4% -0,1% 2,0% Direção-Geral de Energia e Geologia 9

10 ENERGIA ELÉTRICA Unidade: tep Energia Elétrica IMPORTAÇÕES Produção Doméstica Variação de Stocks SAÍDAS Exportações Navegação Marítima Internacional Av iação Internacional CONSUMO DE ENERGIA PRIMÁRIA Para Nov as Formas de Energia Produtos de Petróleo Hidrogénio e Petroquímica Eletricidade Cogeração Consumo do Sector Energético Consumo como Matéria-Prima Acertos CONSUMO FINAL Evolução do Consumo de Energia Elétrica (ktep) O consumo de energia elétrica subiu 1,4% de 2014 para A produção doméstica registou uma quebra de de 23,6%, fundamentalmente devido à quebra na produção hídrica. A produção de energia elétrica em centrais térmicas (excluindo cogeração) aumentou 43%. A produção de eletricidade em regime de cogeração desceu 4%. Verificou-se um aumento de 151% no saldo importador ENERGIA PRIMÁRIA - 11,4% 2,3% -4,4% 32,5% -14,6% 3,2% 19,6% -0,3% -18,4% ENERGIA FINAL - 3,3% -1,4% -0,8% 3,9% -3,0% -4,4% -2,2% -0,1% 1,4% Direção-Geral de Energia e Geologia 10

11 BIOMASSA Unidade: tep Biomassa IMPORTAÇÕES Produção Doméstica Variação de Stocks SAÍDAS Ex portações Navegação Marítima Internacional Av iação Internacional CONSUMO DE ENERGIA PRIMÁRIA Para Nov as Formas de Energia Produtos de Petróleo Hidrogénio e Petroquímica Eletricidade Cogeração Consumo do Sector Energético Consumo como Matéria-Prima Acertos CONSUMO FINAL O Inquérito ao Consumo de Energia no Sector Doméstico, efetuado pela DGEG e INE em 2010, originou uma quebra de série no consumo de biomassa (lenhas). O consumo final de biomassa na indústria foi apurado a partir dos inquéritos do CELE (fonte APA), e os inquéritos à produção industrial (fonte INE). Salienta-se o aumento de 3,7% no consumo de biomassa nas centrais termoelétricas dedicadas Evolução do Consumo de Biomassa (ktep) 0 ENERGIA PRIMÁRIA - 3,8% 0,5% 6,3% -6,1% -9,8% 0,2% -2,3% 0,5% 4,1% ENERGIA FINAL - 1,0% 0,1% 0,2% -26,4% -27,4% -0,3% -3,3% 3,0% 1,0% Direção-Geral de Energia e Geologia 11

12 DEPENDÊNCIA ENERGÉTICA A dependência energética é calculada a partir da expressão: [ ] Em que: Imp Exp CEP NMI AI Importações Exportações Consumo de Energia Primária Navegação Marítima Internacional Aviação Internacional Dependência Energética (DE) DE Normalizada (Diretiva 2009/28/CE) 90% A subida da dependência energética, de 2014 para 2015, deveu-se sobretudo ao crescimento das importações de carvão e gás natural, resultante do aumento de consumo no setor eletroprodutor. 85% 80% 75% 70% 65% 60% Dependencia Energética 83,9% 82,5% 83,3% 81,2% 76,1% 79,4% 79,4% 73,7% 72,4% 78,3% Dependencia Energética Normalizada 84,0% 82,2% 82,3% 80,8% 77,7% 79,3% 77,9% 75,0% 73,8% 77,7% Direção-Geral de Energia e Geologia 12

13 CONCEITOS MOVIMENTOS DO BALANÇO ENERGÉTICO Importações Produção Doméstica Variação de Stocks Saídas Exportações Navegação Marítima Internacional Consumo de Energia Primária Para Novas Formas de Energia Produtos de Petróleo Petroquímica Eletricidade Cogeração Consumo do setor energético Consumo como Matéria-Prima Acertos Consumo Final Aviação Internacional Quantidades que fisicamente entraram no território nacional. Energia primária produzida em território nacional. Diferença entre o stock final e o stock inicial. Total das quantidades exportadas, acrescidas dos fornecimentos à navegação marítima internacional. Quantidades que fisicamente saíram do território nacional. Fornecimentos a embarcações civis de transporte com destino a portos internacionais. Excluem-se os fornecimentos a embarcações militares e de pesca, de qualquer bandeira, que são contabilizados no consumo final de energia. Toda a energia utilizada diretamente ou a que é sujeita a transformação para outras formas energéticas. Resulta da soma das importações com a produção doméstica, retirando as saídas e variação de stocks. Consumo de energia primária para produção de outra forma energética. Consumo para produção de derivados do petróleo. Consumo no setor da petroquímica na produção elétrica e cogeração. Consumo de energia primária nas centrais dedicadas à produção de energia elétrica. Consumo de energia primária nas instalações de cogeração (produção simultânea de calor e energia elétrica). Consumo próprio das refinarias e nas centrais dedicadas à produção de energia elétrica. Esta rubrica, no balanço energético sintético, inclui as perdas de transporte e o consumo em bombagem hidroelétrica. Consumo de produtos energéticos derivados do petróleo, que não são utilizados para fins energéticos. Diferença entre o consumo final disponível (calculado) e o consumo final observado. Corresponde ao consumo final observado. Do consumo final exclui-se o consumo para outras formas de energia, o consumo no setor energético e o consumo como matéria-prima. Inclui a aviação internacional. Fornecimentos à aviação civil com destino a aeroportos internacionais. Excluemse os fornecimentos à aviação militar de qualquer bandeira. Direção-Geral de Energia e Geologia 13

14 PRODUTOS DO BALANÇO ENERGÉTICO Carvão Petróleo Energético Petróleo Não Energético Gás Natural Energia Elétrica Calor Biomassa Outros Renováveis Outros Resíduos Corresponde ao carvão mineral. Engloba a hulha, a antracite e o coque de carvão. Engloba o petróleo bruto, componentes e derivados do petróleo suscetíveis de serem utilizados para fins energéticos. O consumo de energia final inclui os biocombustíveis incorporados. Esta quantidade corresponde à biomassa transferida para Produtos de Petróleo do movimento Para Novas Formas de Energia. Inclui todos os derivados de petróleo que não são utilizados para fins energéticos: Lubrificantes, Asfaltos, Parafinas, Solventes e Propileno. Gás de origem fóssil constituído essencialmente por metano. Engloba o gás natural importado por gasoduto e o gás natural liquefeito descarregado de navios. Inclui toda a energia elétrica, independentemente da tecnologia de produção. A produção doméstica corresponde à totalidade da produção a partir de fontes renováveis (hídrica, eólica, geotérmica e fotovoltaica). A energia elétrica produzida em centrais térmicas e de cogeração, é representada com valores negativos, nas linhas Eletricidade e Cogeração do movimento Para Novas Formas de Energia. Considera-se apenas o calor produzido em regime de cogeração. Inclui lenhas, resíduos vegetais, resíduos florestais, briquetes, pellets, resíduos sólidos urbanos, licores sulfitivos, biogás e biocombustíveis. Inclui solar térmico, calor geotérmico e outros resíduos renováveis. Inclui pneus usados e resíduos industriais não renováveis. UNIDADES A unidade utilizada é a tep (tonelada equivalente de petróleo). 1 tep =10 10 cal 1 tep = 41,868 GJ 1 GWh=86 tep SIGLAS APA CELE INE Agência Portuguesa do Ambiente Comércio Europeu de Licenças de Emissão Instituto Nacional de Estatística Direção-Geral de Energia e Geologia 14

BALANÇO ENERGÉTICO. Sintético

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