INSS 1. SEGURIDADE SOCIAL - CONCEITUAÇÃO:

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1 1. SEGURIDADE SOCIAL - CONCEITUAÇÃO: Conforme a Constituição Federal, artigo 194: A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social. SEGURIDADE SOCIAL - ORGANIZAÇÃO A Saúde: é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. A saúde, cujas ações partem do Sistema Único de Saúde, é acessível a todas pessoas, independentemente de classe social (pobre e ricos têm acesso) e não há necessidade de contribuição para Seguridade Social. Analisando-se o conceito de Seguridade Social, percebemos que ela é gênero do sub-grupo: previdência social, assistência social e saúde. Desta forma, podemos esquematizar da seguinte forma: PREVIDÊNCIA SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL ASSISTÊNCIA SOCIAL SAÚDE Entretanto, apesar de comporem a seguridade social, a previdência social, a assistência social e a saúde são administradas e coordenadas por autarquias, órgãos e ministérios diversos. Suas atuações são independentes, mas regidos pelos mesmos princípios da seguridade social. É interessante, agora, fazer uma sucinta diferenciação: A Previdência Social: será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuaria. Sobre ela é que versará nosso estudo. Pode ser dividida em 2 partes: Benefício e Custeio. O Benefício é regido pelo INSS, autarquia vinculada ao Ministério da Previdência Social, que está relacionada com a concessão de benefícios, como, por exemplo: aposentadorias, pensões, salário-maternidade, salário-família, etc. Já o Custeio é regido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, órgão subordinado ao Ministério da Fazenda e responsável pela arrecadação e fiscalização das contribuições sociais como as contribuições previdenciárias sobre a folha de pagamento, o COFINS, a contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL). A Assistência Social: Será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social, e tem por objetivos: I a proteção à família,à maternidade,à infância,à adolescência e à velhice; II - o amparo às crianças e adolescentes carentes; III - a promoção da integração ao mercado de trabalho; IV - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária; V - a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei. Desta forma, notamos que a Assistência Social é devida somente às pessoas necessitadas, que realmente precisam do benefício para sua subsistência, e não é necessária nenhuma contribuição prévia para a Seguridade Social. Esta missão cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) que é o responsável pelas políticas nacionais de desenvolvimento social, de segurança alimentar e nutricional, de assistência social e de renda de cidadania no país. Como exemplos, podemos citar: Fome Zero, Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC-LOAS). 2. FINALIDADE E PRINCÍPIOS BÁSICOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL FINALIDADES: As finalidades da Previdência Social encontramos elencadas na Constituição Federal: Art A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, nos termos da lei, a: cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada; proteção à maternidade, especialmente à gestante; proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário; salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda; pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiro e dependentes, observado o disposto no 2º. 2º Nenhum benefício que substitua o salário de contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado terá valor mensal inferior ao salário mínimo. A Lei , também, dispõe sobre as finalidades da Previdência Social: Art. 1º A Previdência Social, mediante contribuição, tem por fim assegurar aos seus beneficiários meios indispensáveis de manutenção, por motivo de incapacidade, desemprego involuntário, idade avançada, tempo de serviço, encargos familiares e prisão ou morte daqueles de quem dependiam economicamente. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL podemos encontrar elencados no artigo 2º da Lei 8213/91: Art. 2º A Previdência Social rege-se pelos seguintes princípios e objetivos: I - universalidade de participação nos planos previdenciários; II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais; III - seletividade e distributividade na prestação dos benefícios; IV - cálculo dos benefícios considerando-se os salários-decontribuição corrigidos monetariamente; V - irredutibilidade do valor dos benefícios de forma a preservar-lhes o poder aquisitivo; VI - valor da renda mensal dos benefícios substitutos do salário-de-contribuição ou do rendimento do trabalho do segurado não inferior ao do salário mínimo; VII - previdência complementar facultativa, custeada por contribuição adicional; VIII - caráter democrático e descentralizado da gestão administrativa, com a participação do governo e da comunidade, em especial de trabalhadores em atividade, empregadores e aposentados. Parágrafo único. A participação referida no inciso VIII deste artigo será efetivada a nível federal, estadual e municipal. Art. 3º Fica instituído o Conselho Nacional de Previdência Social CNPS, órgão superior de deliberação colegiada, que terá como membros: I - seis representantes do Governo Federal; II - nove representantes da sociedade civil, sendo: a) três representantes dos aposentados e pensionistas; Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 1

2 b) três representantes dos trabalhadores em atividade; c) três representantes dos empregadores Passaremos a tratar sobre estes princípios: I-universalidade de participação nos plano previdenciários Todas as pessoas, em regra, têm o direito de participar do planos previdenciários, inclusive aquelas pessoas que não trabalham, na condição de segurado facultativo. II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais Seguindo-se o princípio da igualdade, deve-se haver um tratamento equânime entre as populações urbanas e rurais. III - seletividade e distributividade na prestação dos benefícios Deve haver uma seletividade séria e consciente, escolhendose criteriosamente, dentro da legalidade, quais as pessoas que realmente têm o direito à prestação dos benefícios. A distributividade diz respeito ao caráter social de distribuição de renda. Procurando, por exemplo, beneficiar pessoas de baixa renda, como é o caso do recebimento do salário-família. IV - cálculo dos benefícios considerando-se os salários-decontribuição corrigidos monetariamente Quando se calcula o valor dos benefícios, os salários-decontribuição utilizados para o cálculo deverão ser corrigidos, com a finalidade de se atualizar o poder de compra da moeda. V - irredutibilidade do valor dos benefícios de forma a preservar-lhes o poder aquisitivo O valor do benefício não pode diminuir, pelo contrário, deve ser preservado, em caráter permanente, o valor real. VI - valor da renda mensal dos benefícios substitutos do salário-de-contribuição ou do rendimento do trabalho do segurado não inferior ao do salário mínimo VII - previdência complementar facultativa, custeada por contribuição adicional VIII - caráter democrático e descentralizado da gestão administrativa, com a participação do governo e da comunidade, em especial de trabalhadores em atividade, empregadores e aposentados. Parágrafo único. A participação referida no inciso VIII deste artigo será efetivada a nível federal, estadual e municipal. A administração deve ser exercida por órgão colegiado, ou seja, com a participação dos diferentes representantes e interessados na gestão da Previdência Social. E é chamada de quadripartite (quatro partes) por haver quatro tipos de representantes, que têm interesse com relação à Previdência Social, são estes: trabalhadores, empregadores, aposentados e governo. No âmbito da Previdência Social, a Lei 8.213/91 em seu artigo 3º instituiu o Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS). Sendo que a gestão quadripartite é assim distribuída: seis representantes do Governo Federal; três representantes dos aposentados e pensionistas; três representantes dos trabalhadores em atividade; três representantes dos empregadores. Questões de Concursos Públicos 1-(Técnico Prev. 2005) A Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinado a assegurar os direitos relativos a: I- Saúde; II educação; III habitação; IV- assistência social; V- previdência social. Estão corretos os itens: IV e V, apenas; I, II e V, apenas; I, IV e V, apenas; II, III e IV, apenas; I, II, III e IV, apenas. 2- (AFPS 2002) À luz da Seguridade Social definida na Constituição Federal, julgue os itens abaixo: I Previdência Social, Saúde e Assistência Social são partes da Seguridade Social. II A saúde exige contribuição prévia. III A Previdência Social exige contribuição prévia. IV A assistência social possui abrangência universal, sendo qualquer pessoa por ela amparada. Todos estão corretos. Somente I está incorreto. II e IV estão incorretos. I e II estão incorretos. III e IV estão incorretos 3- (AFPS 2002) Pedro, menor carente, de 12 anos, e Paulo, empresário bem sucedido, de 21 anos, desejam participar de programas assistenciais (Assistência Social) e de saúde pública (Saúde). De acordo com a situaçãoproblema apresentada acima, é correto afirmar que: a) Pedro e Paulo podem participar da Assistência Social. b) Só Pedro pode participar da Saúde c) Pedro só pode participar da Assistência Social. d) Paulo pode participar da Assistência Social. e) Pedro e Paulo podem participar da Saúde. 4- (Técnico da Receita Federal modificado) A Lei 8.213/91, elenca os princípios básicos da Previdência Social. Entre os quais, está correto: a) valor da renda mensal dos benefícios sempre inferior ao salário mínimo. b) caráter centralizado e monocrático da gestão administrativa. c) a redutibilidade do valor dos benefícios. d) a uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais. e) previdência complementar obrigatória. 5- (Técnico do INSS CESPE 2.008) O Conselho Nacional da Previdência Social é um dos órgãos de deliberação coletiva da estrutura do Ministério da Previdência Social, cuja composição, obrigatoriamente, deve incluir pessoas indicadas pelo governo, pelos empregadores, pelos trabalhadores e pelos aposentados. GABARITO: 1-C 2-C 3-E 4-D 5-C III REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL Capítulo 4 REGIME PREVIDENCIÁRIOS INTRODUÇÃO Agora, passaremos a estudar o Regime Geral da Previdência Social RGPS, em que entraremos nos assuntos específicos da Previdência Social. Porém, é importante conhecer as 2 Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

3 diferenças com outros regimes de previdência, para aí sim, adentrarmos nos assuntos sobre os segurados TIPOS DE REGIMES PREVIDENCIÁRIOS Existem três tipos diferentes de regimes previdenciários, conforme o esquema abaixo: REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - RGPS REGIMES PREVIDENCIÁR IOS REGIMES PRÓPRIOS DA PREVIDÊNCIA REGIME COMPLEMENTAR DE PREVIDÊNCIA A - Regime Geral da Previdência Social: É o regime básico da previdência social, objeto principal de nosso estudo. É, em regra, de filiação obrigatória àqueles que exercem algum tipo de atividade remunerada. A atividade remunerada que esteja coberta por regime próprio de previdência está excluída do regime geral. A organização e administração é feita pelo INSS (benefício) e Secretaria da Receita Federal do Brasil (custeio). B Regimes Próprios da Previdência: Os regimes próprios abrangem os militares e os servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, de Distrito Federal e dos municípios. Entretanto, atualmente, nem todos os municípios possuem o regime próprio. O artigo 40 da Constituição Federal diz: Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. C Regime Complementar (ou Previdência Privada) A Constituição Federal prevê o regime complementar no artigo 202: Art O regime de previdência privada, de caráter complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social, será facultativo, baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado, e regulado por lei complementar. Daí podemos inferir que o regime de previdência privada: É de caráter complementar; É autônomo em relação ao regime geral de previdência social (RGPS). É facultativo. É baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado CONCEITO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) é de caráter contributivo e de filiação obrigatória1, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e a: cobertura de eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada; proteção à maternidade, especialmente à gestante; salário- família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda; e pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiro e dependentes. CAPÍTULO 5 SEGURADOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL Os segurados da Previdência Social dividem-se entre os obrigatórios e os facultativos. OBRIGATÓRIOS SEGURADOS FACULTATIVOS 5.1. SEGURADOS OBRIGATÓRIOS Os segurados obrigatórios são divididos em 5 categorias: empregado, contribuinte individual, empregado doméstico, trabalhador avulso e segurado especial EMPREGADO A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) considera empregado toda pessoa física que prestar serviços de eração, inclusive como diretor empregado. natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário EMPREGADOS CONFORME DECRETO 3.048/99. Conforme Art. 9º do Decreto 3.048/99: São segurados obrigatórios da previdência social as seguintes pessoas físicas: I-como empregado: a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado. Esta é a definição geral de empregado. Uma empresa pode ter diretor não-sócio, ou seja, diretor empregado, neste caso será considerado empregado. b) aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, por prazo não superior a três meses, prorrogável, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviço de outras empresas, na forma da legislação própria2 c) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no País. d) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior com maioria do capital votante pertencente a empresa constituída sob as leis brasileiras, que tenha sede e administração no País e cujo controle efetivo esteja em caráter permanente sob a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas domiciliadas e residentes no País ou de entidade de direito público interno. e) aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular; 1 Exceto se a pessoa exerça atividade que gera filiação a determinado regime próprio de previdência. 2 Lei 6.019/74. Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 3

4 f) o brasileiro civil que trabalha para a União no exterior, em organismos oficiais internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se amparado por regime próprio de previdência social Neste caso ele será considerado empregado contribuinte obrigatório do RGPS por exclusão, ou seja, desde que não esteja amparado por regime próprio da previdência social. Não poderia ser servidor federal de cargo efetivo e nem militar, pois estes já estão amparados por regime próprio. Não importa onde ele é domiciliado ou onde foi contratado. É importante não confundir esta alínea, com a alínea d, inciso V, artigo 9º do Regulamento da Previdência Social3, que trata do contribuinte individual e que não trabalha para União, mas sim, diretamente para o organismo oficial internacional. No presente caso, o brasileiro trabalha para a União no exterior e não diretamente para os organismos oficiais internacionais em funcionamento no Brasil. Neste item f, entende-se por Regime Próprio de Previdência Social aquele garantido pelo organismo oficial internacional ou estrangeiro, independentemente de quais sejam os benefícios assegurados pelo organismo. g) o brasileiro civil que presta serviços à União no exterior, em repartições governamentais brasileiras, lá domiciliado e contratado, inclusive o auxiliar local de que trata a Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, este desde que, em razão de proibição legal, não possa filiar-se ao sistema previdenciário local; Sobre o Auxiliar Local, sabemos, por exemplo, que nos países do Oriente Médio os costumes são diferentes dos nossos; daí a importância do Auxiliar Local para as repartições consulares brasileiras no estrangeiro, no sentido de habituar os servidores aos usos e costumes locais. Os Auxiliares Locais são servidores temporários, de forma que, as relações trabalhistas e previdenciárias concernentes aos auxiliares locais serão regidas pela legislação vigente no país em que estiver sediada a repartição. Entretanto, serão segurados da previdência social brasileira, na qualidade de empregados, os auxiliares locais de nacionalidade brasileira que, em razão de proibição legal, não possam filiar-se ao sistema previdenciário do país de domicílio. Se o auxiliar local for de outra nacionalidade, mesmo não podendo filiar-se à previdência do país de domicílio, este não será filiado ao RGPS brasileiro. Além do auxiliar local há o caso do brasileiro civil que trabalha em consulado brasileiro no exterior. Caso este, domiciliado e contratado no exterior, não possa filiar-se ao sistema previdenciário local será, também, considerado empregado do RGPS. h) o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa, em desacordo com a Lei nº /084; O estágio feito em desacordo com a lei deverá ser considerado nulo e o estagiário considerado empregado para efeitos previdenciários e trabalhistas. i) o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e fundações, ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração 3 O brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social. 4 Atual Lei que trata dos estágios. Revogou a Lei 6.494/77. 4 Atualizada 19/11/2008 j) o servidor do Estado, Distrito Federal ou Município, bem como o das respectivas autarquias e fundações, ocupante de cargo efetivo, desde que, nessa qualidade, não esteja amparado por regime próprio de previdência social Em regra, o servidor ocupante de cargo efetivo dos Estados, Municípios e Distrito Federal está amparado pelo regime próprio de previdência social. Entretanto, pode ocorrer de algum destes entes não possuírem regime próprio. Neste caso, seus servidores deverão ser vinculados ao RGPS. l) o servidor contratado pela União, Estado, Distrito Federal ou Município, bem como pelas respectivas autarquias e fundações, por tempo determinado, para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, nos termos do inciso IX do art. 37 da Constituição Federal m) o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e fundações, ocupante de emprego público n) A alínea n do artigo 9º do RPS foi revogada pelo Decreto nº 3.265, de 29/11/99. o) o escrevente e o auxiliar contratados por titular de serviços notariais e de registro a partir de 21 de novembro de 1994, bem como aquele que optou pelo Regime Geral de Previdência Social, em conformidade com a Lei nº 8.935, de 18 de novembro de 1994 Esta alínea dispõe sobre os funcionários escreventes e auxiliares que trabalham em cartório. p) o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social Mandato eletivo, como diz o próprio nome, é aquele exercido por pessoas eleitas. q) o empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social EMPREGADOS INSTRUÇÃO NORMATIVA SRP 03/2005. A Instrução Normativa da Secretaria da Receita Previdenciária nr. 03 de 2005 elenca outras situações que enquadram o segurado na categoria de empregado e que não estão previstas no Decreto n /99. Listamos abaixo estas situações, previstas no art. 6o da IN SRP 03/2005: o aprendiz, maior de quatorze e menor de vinte e quatro anos, ressalvado o portador de deficiência, ao qual não se aplica o limite máximo de idade, sujeito à formação técnicaprofissional metódica, sob a orientação de entidade qualificada, conforme disposto nos arts. 428 e 433 da Consolidação das Leis do Trabalho, na redação dada pela Lei nº , de 23 de setembro de 2005; O aprendiz é o único caso em que há a possibilidade de filiação ao Regime Geral da Previdência Social com menos de 16 anos. o empregado de conselho, de ordem ou de autarquia de fiscalização do exercício de atividade profissional; o trabalhador contratado no exterior para trabalhar no Brasil em empresa constituída e funcionando em território nacional segundo as leis brasileiras, ainda que com salário estipulado em moeda estrangeira, salvo se amparado pela previdência social de seu país de origem, observado o disposto nos acordos internacionais porventura existentes; o contratado por titular de serventia da justiça, sob o regime da legislação trabalhista, e qualquer pessoa que, habitualmente, lhe presta serviços remunerados, sob sua dependência, sem relação de emprego com o Estado; Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

5 o estagiário que presta serviços em desacordo com a Lei nº 6.494, de 1977, e o atleta não-profissional em formação contratado em desacordo com a Lei nº 9.615, de 1998, com as alterações da Lei nº , de 2003; o médico-residente ou o residente em área profissional da saúde que prestam serviços em desacordo, respectivamente, com a Lei nº 6.932, de 1981, na redação dada pela Lei nº , de 2002, ou com a Lei nº , de 2005; o médico ou o profissional da saúde, plantonista, independentemente da área de atuação, do local de permanência ou da forma de remuneração; o treinador profissional de futebol, independentemente de acordos firmados, nos termos da Lei nº 8.650, de 1993; o agente comunitário de saúde com vínculo direto com o poder público local. EMPREGADO DOMÉSTICO Requisitos: Pessoa Física Serviço de natureza contínua o empregado doméstico cumpre uma carga horária em determinados dias estabelecidos no contrato de trabalho. Mediante remuneração. A pessoa ou família há uma relação de trabalho e subordinação do empregado doméstico com uma família ou uma pessoa física. No âmbito residencial da família o serviço não pode ser prestado em estabelecimento de pessoa jurídica. Em atividade sem fins lucrativos qualquer tipo de atividade lucrativa já descaracteriza a condição de empregado doméstico. Não será considerado empregado doméstico se este prestar serviço, nas condições acima elencadas, mas, para o próprio cônjuge ou companheiro, para pais ou para filhos. TRABALHADOR AVULSO O Trabalhador Avulso, segundo art. 9º, inciso VI do RPS, é definido como: aquele que, sindicalizado ou não, presta serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, com a intermediação obrigatória do órgão gestor de mão-de-obra, nos termos da Lei nº 8.630, de 25 de fevereiro de 1993, ou do sindicato da categoria. Deve haver sempre esta triangulação: Trabalhador Avulso --- OGMO ou Sindicato ---- Tomador do Serviço Consideram-se trabalhadores avulsos5: o trabalhador que exerce atividade portuária de capatazia, estiva, conferência e conserto de carga, vigilância de embarcação e bloco; b) o trabalhador de estiva de mercadorias de qualquer natureza, inclusive carvão e minério; c) o trabalhador em alvarenga (embarcação para carga e descarga de navios); d) o amarrador de embarcação; e) o ensacador de café, cacau, sal e similares; f ) o trabalhador na indústria de extração de sal; g) o carregador de bagagem em porto; h) o prático de barra em porto; i ) o guindasteiro; e j) o classificador, o movimentador e o empacotador de mercadorias em portos. SEGURADO ESPECIAL A Lei 8.212/91, alterada pela Lei /08, conceitua o segurado especial, em seu artigo 12, inciso VII, como: A pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros a título de mútua colaboração, na condição de: a) produtor, seja proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou arrendatário rurais, que explore atividade: 1. agropecuária em área de até 4 (quatro) módulos fiscais; ou 2. de seringueiro ou extrativista vegetal que exerça atividades de extrativismo e faça dessas atividades o principal meio de vida. b) pescador artesanal ou a este assemelhado, que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida; e c) cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 16 (dezesseis) anos de idade ou a este equiparado, do segurado de que tratam as letras a e b acima, que, comprovadamente, trabalhem com o grupo familiar respectivo. No caso de segurado especial produtor rural, este pode ser: Proprietário: é aquele que tem os poderes de usar, gozar e dispor de uma coisa, a princípio de modo absoluto, exclusivo e perpétuo. Usufrutuário: é aquele que tem o direito de usar e fruir da terra durante certo tempo. Ele pode ocupar a terra e retirar seus frutos. Possuidor: é a pessoa que detém de fato a posse da terra, mas não é dono de direito, não possuindo documentação ou registro em cartório. Assentado: é o possuidor de uma terra da União, que está aguardando para receber o título definitivo de propriedade do imóvel, por parte do Governo Federal. Comodatário: é aquele que, através de contrato gratuito recebe a posse da terra para usa-la temporariamente e depois restituí-la. Seria, então, uma pessoa que tomou emprestada a terra de outro. Arrendatário: é aquele que aluga a terra de um proprietário e pagam em dinheiro. Parceiro: é um trabalhador que, mediante um acordo realizado com o proprietário da terra, utiliza a propriedade e divide com este a produção obtida na proporção previamente combinada (um terço, um quarto...). Meeiro: é um trabalhador que, mediante um acordo realizado com o proprietário da terra, utiliza a propriedade e divide ao meio a produção obtida. O termo módulo fiscal foi criado pelo Estatuto da Terra (Lei nº 4.504/1964), em seu artigo 50, que cuida do cálculo do ITR (imposto territorial rural). Módulo fiscal é, portanto, uma forma de catalogação econômica dos imóveis rurais, variando de um Município para outro e de uma propriedade para outra, com base em indicadores econômicos e de produtividade de cada Município (tipo de exploração predominante no Município, renda obtida no tipo de exploração predominante) e indicadores específicos de cada imóvel (área aproveitável do imóvel rural). Por exemplo, na região Norte, um módulo fiscal pode variar de 50 a 100 hectares; no Nordeste, de 15 a 90 hectares; no Centro-Oeste, de 5 a 110 hectares; na região Sul, de 5 a 40 hectares; e na Sudeste, de 5 a 70 hectares. Considera-se pescador artesanal aquele que, individualmente ou em regime de economia familiar, faz da pesca sua profissão habitual ou meio principal de vida, desde que6: I - não utilize embarcação; II - utilize embarcação de até seis toneladas de arqueação bruta, ainda que com auxílio de parceiro; III - na condição, exclusivamente, de parceiro outorgado, utilize embarcação de até dez toneladas de arqueação bruta. 5 Regulamento da Previdência Social, art. 9 o, inciso VI. 6 RPS, art. 9 o, 14. Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 5

6 A legislação entende como regime de economia familiar a atividade em que o trabalho dos membros da família é indispensável à própria subsistência e ao desenvolvimento socioeconômico do núcleo familiar e é exercido em condições de mútua dependência e colaboração, sem a utilização de empregados permanentes. Para serem considerados segurados especiais, o cônjuge ou companheiro e os filhos maiores de 16 (dezesseis) anos ou os a estes equiparados deverão ter participação ativa nas atividades rurais do grupo familiar. O grupo familiar poderá utilizar-se de empregados contratados por prazo determinado ou trabalhador contribuinte individual, em épocas de safra, à razão de no máximo 120 (cento e vinte) pessoas/dia no ano civil, em períodos corridos ou intercalados ou, ainda, por tempo equivalente em horas de trabalho.7 A razão 120 pessoas/dia significa que o segurado especial pode contratar no ano civil 1 trabalhador por 120 dias; ou 2 trabalhadores por 60 dias; ou 3 trabalhadores por 40 dias; assim por diante. Lembrando que o ano civil vai de 01/janeiro a 31/dezembro. Os componentes do grupo familiar que trabalhem junto à atividade produtiva, também são segurados especiais. São eles: o cônjuge ou companheiro o filho maior de 16 anos, ou equiparado a filho maior de 16 anos. Em regra, não se considera segurado especial o membro do grupo familiar que possui outra fonte de rendimento. Entretanto, há algumas exceções a esta regra. A Lei /08 inovou o assunto segurado especial, trazendo exceções, pelo qual este tipo de segurado continuará sendo especial, conforme veremos abaixo. A - Não descaracteriza a condição de segurado especial: I a outorga, por meio de contrato escrito de parceria, meação ou comodato, de até 50% (cinqüenta por cento) de imóvel rural cuja área total não seja superior a 4 (quatro) módulos fiscais, desde que outorgante e outorgado continuem a exercer a respectiva atividade, individualmente ou em regime de economia familiar; II a exploração da atividade turística da propriedade rural, inclusive com hospedagem, por não mais de 120 (cento e vinte) dias ao ano; III a participação em plano de previdência complementar instituído por entidade classista a que seja associado, em razão da condição de trabalhador rural ou de produtor rural em regime de economia familiar; IV ser beneficiário ou fazer parte de grupo familiar que tem algum componente que seja beneficiário de programa assistencial oficial de governo; V a utilização pelo próprio grupo familiar, na exploração da atividade, de processo de beneficiamento ou industrialização artesanal8; e VI a associação em cooperativa agropecuária. Veremos a seguir as situações em que o segurado especial recebe outra fonte de rendimento e mesmo assim, não perde a qualidade de segurado especial: B - Não é segurado especial o membro de grupo familiar que possuir outra fonte de rendimento, exceto se decorrente de9: 7 Art. 12, parágrafo 8 o da Lei 8.212/91. 8 Considera-se processo de beneficiamento ou industrialização artesanal aquele realizado diretamente pelo próprio produtor rural pessoa física, desde que não esteja sujeito à incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados IPI. 9 Lei 8.212/91, art. 12, inciso VII, Atualizada 19/11/2008 I benefício de pensão por morte, auxílio-acidente ou auxílioreclusão, cujo valor não supere o do menor benefício de prestação continuada da Previdência Social; II benefício previdenciário pela participação em plano de previdência complementar; III exercício de atividade remunerada em período de entressafra ou do defeso, não superior a 120 (cento e vinte) dias, corridos ou intercalados, no ano civil; IV exercício de mandato eletivo de dirigente sindical de organização da categoria de trabalhadores rurais; V exercício de mandato de vereador do município onde desenvolve a atividade rural, ou de dirigente de cooperativa rural constituída exclusivamente por segurados especiais; VI parceria ou meação outorgada na forma e condições estabelecidas no inciso I do item A acima; VII atividade artesanal desenvolvida com matéria-prima produzida pelo respectivo grupo familiar, podendo ser utilizada matéria-prima de outra origem, desde que a renda mensal obtida na atividade não exceda ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social; e VIII atividade artística, desde que em valor mensal inferior ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social. O dispositivo abaixo determina qual o momento em que o segurado especial fica excluído desta categoria. C. O segurado especial fica excluído dessa categoria10: I a contar do primeiro dia do mês em que: a) deixar de satisfazer as condições estabelecidas pela legislação previdenciária, sem prejuízo da manutenção da qualidade do segurado, como disposto no art. 15 da Lei no 8.213/1991, ou exceder os 50% da outorga, por meio de contrato escrito de parceria, meação ou comodato de imóvel rural cuja área total não seja superior a 4 (quatro) módulos fiscais, como tratado no item I da letra A acima. b) se enquadrar em qualquer outra categoria de segurado obrigatório do Regime Geral de Previdência Social, ressalvado os casos permitidos pela legislação previdenciária, dispostos no nos itens III, V, VII e VIII da letra B acima; e c) se tornar segurado obrigatório de outro regime previdenciário; II a contar do primeiro dia do mês subseqüente ao da ocorrência, quando o grupo familiar a que pertence exceder o limite de: a) utilização de trabalhadores, à razão de no máximo 120 (cento e vinte) pessoas/dia no ano civil; b) 120 dias em atividade remunerada em período de entressafra ou do defeso conforme estabelecido acima no item III da letra B, acima ; e c) 120 dias de hospedagem a que se refere o item II da letra A, acima. CONTRIBUINTE INDIVIDUAL São segurados obrigatórios da previdência social como CONTRIBUINTE INDIVIDUAL: a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, a qualquer título, em caráter permanente ou temporário, em área superior a 4 (quatro) módulos fiscais; ou, quando em área igual ou inferior a 4 (quatro) módulos fiscais ou atividade pesqueira, com auxílio de empregados ou por intermédio de prepostos11 ; 10 Art. 12, 11 da Lei 8.212/91, incluído pela Lei / Também será contribuinte individual, nas hipóteses em que o segurado especial que fica excluído desta categoria, conforme 10 e 11, do artigo 12, da Lei 8.212/91. Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

7 A pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral - garimpo -, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos, com A seguir, veremos a relação exemplificativa de contribuinte individual, classificado como trabalhador autônomo, conforme o parágrafo 15, do artigo 9º, do RPS: ou sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, I - o condutor autônomo de veículo rodoviário, assim ainda que de forma não contínua. O ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. Desta forma, serão contribuintes individuais: padre, sacerdote, pastor, ou quaisquer assemelhados. d) O brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social. Neste caso, o brasileiro civil trabalha no exterior diretamente para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, como por exemplo o MERCOSUL, e desde que não esteja coberto por regime próprio de previdência social, será contribuinte individual. É importante lembrar que, se o brasileiro trabalha para a considerado aquele que exerce atividade profissional sem vínculo empregatício, quando proprietário, co-proprietário ou promitente comprador de um só veículo; (exemplo: fretista de caminhão, motoboy, taxista) II - aquele que exerce atividade de auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974; (exemplo: o proprietário de táxi cede em regime de colaboração, seu táxi para outro motorista. Este será considerado, também, contribuinte individual.) III - aquele que, pessoalmente, por conta própria e a seu risco, exerce pequena atividade comercial em via pública ou de porta em porta, como comerciante ambulante, nos termos da Lei nº 6.586, de 6 de novembro de 1978; (Exemplo: vendedor de pipoca) União, no exterior, neste mesmo organismo oficial IV - o trabalhador associado a cooperativa que, nessa internacional do qual o Brasil é membro efetivo e desde que qualidade, presta serviços a terceiros; (O trabalhador não esteja coberto por regime próprio de previdência social, conforme visto no item f, ele será considerado empregado e não contribuinte individual. Atente que nesta situação, trabalhando para União ele será empregado e trabalhando diretamente para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo ele será contribuinte individual. associado não tem relação de emprego nem com a cooperativa e muito menos, com o tomador de serviços. Desta forma os cooperados serão contribuintes individuais) V - o membro de conselho fiscal de sociedade por ações; VI - aquele que presta serviço de natureza não contínua, por conta própria, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, sem fins lucrativos; (Exemplo: faxineira diarista) VII - o notário ou tabelião e o oficial de registros ou registrador, e) O titular de firma individual urbana ou rural. Em geral, dedicam-se a negócios rudimentares e marginais, muitas vezes ambulantes, como por exemplo: sacoleiros, pasteleiros em feiras públicas, cozinheiros de doces para restaurantes. f) O diretor não empregado e o membro de conselho de administração na sociedade anônima. g) Todos os sócios, nas sociedades em nome coletivo e de capital e indústria. h) O sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho e o administrador não empregado na sociedade por cotas de responsabilidade limitada, urbana ou rural. i) O associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer titular de cartório, que detêm a delegação do exercício da atividade notarial e de registro, não remunerados pelos cofres públicos, admitidos a partir de 21 de novembro de 1994; (São os casos dos cartorários sem regime próprio de previdência) VIII - aquele que, na condição de pequeno feirante, compra para revenda produtos hortifrutigranjeiros ou assemelhados; IX - a pessoa física que edifica obra de construção civil; (Exemplo: construtor civil, pessoa física, que constrói e vende imóveis). X - o médico-residente ou o residente em área profissional da saúde, contratados, respectivamente, na forma da Lei nº 6.932, de 1981, na redação dada pela Lei nº , de 2002, e da Lei nº , de 2005 A residência médica ou de outra área profissional de saúde (odontologia, fisioterapia, enfermagem) constitui modalidade de ensino de pós-graduação, sob a forma de curso de atividade de direção condominial, desde que recebam especialização funcionando sob a responsabilidade de remuneração. j) Quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego. Esta alínea j abrange um grande leque de trabalhadores ditos autônomos que prestam serviços a uma ou mais empresas sem vínculo empregatício, em caráter eventual; como por exemplo: o eletricista que vai trocar uma instalação elétrica de uma empresa; o advogado, profissional liberal, que defende a empresa em uma causa trabalhista. O artigo 9º, parágrafo 15 do RPS, posto logo a seguir no item l, traz um quadro exemplificativo deste tipo de profissional. l) A pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não. Neste caso, o mesmo trabalhador autônomo, citado no item anterior j, pode prestar serviços a pessoas físicas. Como por exemplo, um eletricista que troca a instalação elétrica de uma residência. instituições de saúde. XI - o pescador que trabalha em regime de parceria, meação ou arrendamento, em embarcação com mais de seis toneladas de arqueação bruta, ressalvado o disposto no inciso III do 14; Em embarcação maior que seis toneladas de arqueação bruta, o pescador será considerado contribuinte individual, e não, como visto anteriormente, segurado especial. XII - o incorporador de que trata o art. 29 da Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de XIII - o bolsista da Fundação Habitacional do Exército contratado em conformidade com a Lei nº 6.855, de 18 de novembro de 1980; XIV - o árbitro e seus auxiliares que atuam em conformidade com a Lei nº 9.615, de 24 de março de XV - o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, quando remunerado; XVI - o interventor, o liquidante, o administrador especial e o diretor fiscal de instituição financeira de que trata o 6º do art Esta alínea recebeu nova redação dada pela Lei nº m) O aposentado de qualquer regime previdenciário nomeado magistrado classista temporário da Justiça do Trabalho, na , de Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 7

8 forma dos incisos II do 1º do art. 111 ou III do art. 115 ou do parágrafo único do art. 116 da Constituição Federal, ou nomeado magistrado da Justiça Eleitoral, na forma dos incisos II do art. 119 ou III do 1º do art. 120 da Constituição Federal. n) O cooperado de cooperativa de produção que, nesta condição, presta serviço à sociedade cooperativa mediante remuneração ajustada ao trabalho executado. o) O segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou semi-aberto, que, nesta condição, preste serviço, dentro ou fora da unidade penal, a uma ou mais empresas, com ou sem intermediação da organização carcerária ou entidade afim, ou que exerce atividade artesanal por conta própria. p) A pessoa física contratada por partido político ou por candidato a cargo eletivo, para, mediante remuneração, prestar serviços em campanhas eleitorais, em razão do disposto no art. 100 da Lei nº 9.504, de SEGURADOS FACULTATIVOS É segurado facultativo o maior de dezesseis anos de idade que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante contribuição, prevista na legislação, desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório da previdência social. Sendo assim, todas as pessoas que não exerçam atividade remunerada, como estudantes, donas-de-casa, desempregados, mas que desejam participar do RGPS, podem fazê-lo como segurado facultativo. É importante salientar que é vedada a filiação ao Regime Geral de Previdência Social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de regime próprio de previdência social. Desta forma, o servidor público de cargo efetivo filiado ao regime próprio de previdência social não poderá filiar-se como segurado facultativo. O Regulamento da Previdência Social apresenta um rol exemplificativo de possíveis segurados facultativos: I - a dona-de-casa; II - o síndico de condomínio, quando não remunerado; III - o estudante; IV - o brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no exterior; V - aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência social; VI - o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, quando não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social; VII - o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa de acordo com a Lei nº 6.494, de 1977; VIII - o bolsista que se dedique em tempo integral a pesquisa, curso de especialização, pós-graduação, mestrado ou doutorado, no Brasil ou no exterior, desde que não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social; IX - o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de previdência social; e X - o brasileiro residente ou domiciliado no exterior, salvo se filiado a regime previdenciário de país com o qual o Brasil mantenha acordo internacional TRABALHADORES EXCLUÍDOS DO REGIME GERAL A regra é que todos os trabalhadores devem ter acesso ao Regime Geral da Previdência Social. Não há na legislação previdenciária qualquer dispositivo que trate diretamente de trabalhadores excluídos do Regime Geral. Entretanto, para saber qual são os trabalhadores excluídos do Regime Geral, deve ser feito o caminho inverso na interpretação da legislação e verificar quais não se enquadram como segurados obrigatórios. É importante saber que todo servidor de cargo efetivo detentor de regime próprio de previdência social e que não exerce, concomitantemente, qualquer outra atividade sujeita ao RGPS, estará excluído deste. E, também, usando-se a lógica, podemos encontrar situações em que o trabalhador que teria algum vínculo com o RGPS, por alguma situação, não atenderá aos requisitos de filiação e inscrição e estará excluído deste Regime. Por exemplo: O não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, amparados pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular. O brasileiro civil que presta serviços à União no exterior, em repartições governamentais brasileiras, lá domiciliado e contratado, inclusive o auxiliar local de que trata a Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, e que possa filiar-se ao sistema previdenciário local. Questões de Concursos Públicos 1 (Analista da Prev Soc CESPE ) Considere a seguinte situação hipotética. O Banco Austral S.A. oferece previdência complementar privada aberta para todos os empregados e dirigentes da empresa por intermédio da Superprev S.A. Nesta situação, os valores das contribuições para a previdência privada efetivamente pagas pelo banco, embora não sejam considerados base de cálculo das contribuições previdenciárias, podem ser deduzidos do recolhimento à previdência social das contribuições a cargo da empresa. 2 (Técnico INSS - CESGRANRIO ) - Antônio Walas, devido a sua notória experiência no mercado financeiro, recebeu proposta para ser diretor-empregado de um grande banco de investimentos, com direito a participação direta nos resultados da empresa. Caso Antônio aceite a proposta, sua inscrição no Regime Geral da Previdência Social será: a) obrigatória, como empregado b) obrigatória, como contribuinte individual c) obrigatória, como segurado especial d) facultativa, por ter deixado de ser segurado obrigatório e) facultativa, como associado eleito para cargo de direção remunerada. 3 (CESPE Téc Previdenciário 2003) Trabalhador avulso é aquele que presta serviços sem vínculo empregatício, de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, com ou sem a intermediação de sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra. 4 (CESPE Téc Previdenciário 2003) O ministro de confissão religiosa é segurado obrigatório da previdência social na qualidade de empregado. 5- (ESAF - Técnico da Receita Federal 2006) Segundo a consolidação administrativa das normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas pela Secretaria da Receita Previdenciária SRP, deve contribuir obrigatoriamente na qualidade de segurado-empregado : ( ) o diretor empregado que seja promovido para cargo de direção de sociedade anônima, mantendo as características inerentes à relação de trabalho? ( ) o trabalhador contratado em tempo certo, por empresa de trabalho temporário? 8 Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

9 ( ) aquele que presta serviços de natureza contínua, mediante remuneração, à pessoa, à família ou à entidade familiar, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos? a) Sim, sim, sim b) Sim, não, não c) Sim, não, sim d) Sim, sim, não e) Não, não, não 6 (ANALISTA- INSS- CESGRANRIO ) É segurado facultativo do Regime Geral da Previdência Social o: a) Ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. b) pescador artesanal que exerça sua atividade individualmente ou em regime de economia familiar. c) prestador de serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego. d) estudante. e) síndico de condomínio, desde que receba remuneração. 7 (AFPS ESAF ) - Não é segurado facultativo da Previdência Social: a) pessoa participante de regime próprio de previdência. b) a dona-de-casa. c) o síndico de condomínio, quando não remunerado. d) aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência social. e) o bolsista que se dedique em tempo integral à pesquisa. GABARITO: E A E E D D A 3- FILIAÇÃO E INSCRIÇÃO AO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL FILIAÇÃO Filiação é o vínculo que se estabelece entre pessoas que contribuem para a previdência social e esta, do qual decorrem direitos e obrigações. (art. 20 do RPS) O artigo 201, caput, da Constituição Federal assim diz: A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória (...). Desta forma, o exercício de atividade remunerada sujeita a filiação obrigatória ao Regime Geral de Previdência Social, conforme vimos no item segurados obrigatórios. Por ser compulsória, no caso dos segurados obrigatórios, a filiação à previdência social decorre automaticamente do exercício de atividade remunerada. Em conseqüência, o início da atividade remunerada já vincula o trabalhador à previdência social, mesmo que o empregador não tenha feito sua inscrição perante o INSS e o recolhimento da contribuição. Todo aquele que exercer, concomitantemente, mais de uma atividade remunerada sujeita ao Regime Geral de Previdência Social será obrigatoriamente filiado em relação a cada uma dessas atividades12. Já no caso do segurado facultativo, por ser um ato voluntário, a filiação se dará após haver pago a primeira contribuição, com sua inscrição já formalizada. 12 Art. 9 o, parágrafo 13 do RPS. Importante saber que, para o segurado facultativo, a primeira contribuição não pode retroagir e não permite-se o pagamento de contribuições relativas a competências anteriores à data da inscrição, ressalvado no caso de recolhimento trimestral. E, também, após a inscrição, o segurado facultativo somente poderá recolher contribuições em atraso quando não tiver ocorrido perda da qualidade de segurado, o que ocorre em seis meses após a cessação das contribuições. INSCRIÇÃO INSCRIÇÃO DO SEGURADO Considera-se inscrição de segurado para os efeitos da previdência social o ato pelo qual o segurado é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social, mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização. Esta é a forma pela qual é alimentado o banco de dados da previdência social, que pode ser usado, por exemplo, para levantamento de informações à fiscalização ou para concessão de benefícios previdenciários. Este banco de dados é chamado de Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Com a implantação do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), todos os segurados serão identificados pelo Número de Identificação do Trabalhador (NIT), que será único, pessoal e intransferível, independentemente de alterações de categoria profissional e formalizado pelo Documento de Cadastramento do Trabalhador. Ao segurado já cadastrado no Programa de Integração Social/Programa de Assistência ao Servidor Público (PIS/PASEP) não caberá novo cadastramento. O RPS (Decreto 3.048/99, com redação dada pelo Decreto 3.265/99) em seu artigo 18, estabelece de que forma se dará a inscrição, a qual apresentamos no quadro que se segue: Segurado Forma de inscrição: Segurado Empregado Avulso Empregado doméstico Contribuinte individual Segurado especial Facultativo pelo preenchimento dos documentos que os habilitem ao exercício da atividade, formalizado pelo contrato de trabalho. pelo cadastramento e registro no sindicato ou órgão gestor de mão-deobra. pela apresentação de documento que comprove a existência de contrato de trabalho. pela apresentação de documento que caracterize a sua condição ou o exercício de atividade profissional, liberal ou não. pela apresentação de documento que comprove o exercício de atividade rural. pela apresentação de documento de identidade e declaração expressa de que não exerce atividade que o enquadre na categoria de Empregado Avulso Empregado doméstico Contribuinte individual Segurado especial Facultativo segurado obrigatório. Para a inscrição do segurado exige-se a idade mínima de 16 (dezesseis) anos. Porém, há uma exceção: na condição de aprendiz, a partir de 14 (quatorze) anos. Presentes os pressupostos da filiação, admite-se a inscrição post mortem do segurado especial. Portanto, quanto ao Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 9

10 segurado especial, este é o único caso em que a inscrição pode ser feita após a sua morte. INSCRIÇÃO DO DEPENDENTE A inscrição do dependente do segurado será promovida, somente, quando do requerimento do benefício a que tiver direito. Questões de Concursos Públicos 1 - (CESPE - Téc do INSS ) A inscrição é o ato pelo qual o segurado é cadastrado no RGPS, por meio de comprovação de dados pessoais e outros elementos. 2- (CESPE - Téc do INSS ) Um adolescente de 4 anos de idade, menor aprendiz, contratado de acordo com a Lei n.o /2000, apesar de ter menos de 16 anos de idade, que é o piso para inscrição na revidência social, é segurado empregado do regime geral GABARITO C C 4- EMPRESA E EMPREGADOR DOMÉSTICO: CONCEITO PREVIDENCIÁRIO EMPRESA Considera-se empresa a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração pública direta, indireta e fundacional. Veremos a seguir, quais são as pessoas equiparadas a empresa, para os efeitos da, conforme artigo 12 do RPS: I - O contribuinte individual, em relação a segurado que lhe presta serviço. II - A cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras. III - O operador portuário e o órgão gestor de mão-de-obra de que trata a Lei nº 8.630, de IV - O proprietário ou dono de obra de construção civil, quando pessoa física, em relação a segurado que lhe presta serviço EMPREGADOR DOMÉSTICO Empregador doméstico é aquele que admite a seu serviço, mediante remuneração, sem finalidade lucrativa, empregado doméstico. FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL CUSTEIO. 5 Financiamento da Seguridade Social 5.1. INTRODUÇÃO Iniciaremos o estudo do custeio da seguridade social. Em especial trataremos sobre o custeio das contribuições previdenciárias, objeto do Direito Previdenciário REGIMES DE FINANCIAMENTO PREVIDENCIÁRIO Existem, basicamente, três técnicas de financiamento dos gastos previdenciários, sendo que, estas podem sofrer variações. Estudaremos os regimes de: A-Repartição Simples B-Capitalização C-Repartição de Capitais de Cobertura A-Regime de Repartição Simples (benefício definido) Este regime vem a cumprir o princípio da solidariedade em que os atuais trabalhadores contribuem para os aposentados e pensionistas de hoje. Este regime é muito influenciado pela taxa de sobrevida (expectativa de vida) e proporção entre quantidade de trabalhadores e aposentados. O fator previdenciário tende a minimizar o impacto causado por estas variáveis. Este regime, em regra, está vinculado ao sistema de benefício definido. No RGPS a metodologia de cálculo é previamente definido em lei. Segundo Ibrahim13: Na sistemática do benefício definido, o valor a ser pago ao beneficiário já é previamente estabelecido ou, ao menos, o método de quantificação do mesmo, independentemente das reservas formadas e da variação de rentabilidade do capital. O sistema de benefício definido é fundamental para a concessão de benefícios não-programados, isto é, prestações previdenciárias oriundas de eventos imprevistos, como doenças ou invalidez. Nestas situações, com muita freqüência, o segurado não teve tempo de perfazer contribuições suficientes para o sustento do seu benefício, e aí a lógica do seguro coletivo atua: a solidariedade entre trabalhadores impõe a todos o custeio do referido benefício. B- Regime de Capitalização (contribuição definida) Utilizado nas previdências privadas, funciona como uma aplicação financeira, uma poupança a longo prazo. As contribuições arrecadadas são investidas em aplicações financeiras escolhidas pelos administradores dos fundos previdenciários. As futuras aposentadorias irão variar, conforme a taxa de juros obtidas por estes administradores. Este regime, em regra, está vinculado ao sistema de contribuição definida. No regime complementar sabe-se o quanto a recolher, mas, não se sabe o valor do benefício a receber, pois vai depender dos rendimentos auferidos nas aplicações financeiras. C - Regime de Repartição de Capitais de Cobertura É um regime que mistura o regime de repartição simples e o de capitalização. As contribuições arrecadadas servem para pagar os atuais benefícios e para a formação de reservas que garantam o equilíbrio atuarial projetado em prazos futuros. Observação: Estes regimes de financiamento previdenciário podem ter várias combinações. Uma delas é o regime de Capitalização Virtual, utilizado na aposentadoria por tempo de contribuição, devido à aplicação obrigatória do fator previdenciário. Resumindo, o valor a ser pago neste tipo de aposentadoria vai variar de acordo com a idade, tempo de contribuição e expectativa de sobrevida para cada segurado Orçamento da Seguridade Social O Regulamento da Previdência Social em seu art. 195 trata do orçamento da seguridade social: Art No âmbito federal, o orçamento da seguridade social é composto de receitas provenientes: I - da União; II - das contribuições sociais; e III - de outras fontes Contribuição da União. Esta não é uma contribuição social. A contribuição da União é constituída de recursos adicionais do Orçamento Fiscal, fixados obrigatoriamente na Lei Orçamentária anual.14 A União é responsável pela cobertura de eventuais insuficiências financeiras da seguridade social, quando decorrentes do pagamento de benefícios de prestação continuada da previdência social, na forma da Lei Orçamentária anual. Para pagamento dos encargos previdenciários da União poderão contribuir os recursos das empresas, incidentes sobre 13 Ibrahim, Fábio Zambitte. Curso de Direito Previdenciário. P Art. 196 do RPS. 10 Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

11 a receita ou o faturamento e o lucro, na forma da Lei Orçamentária anual, assegurada a destinação de recursos para as ações de saúde e assistência social Contribuições Sociais Conforme o RPS, constituem contribuições sociais15: I - as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga, devida ou creditada aos segurados e demais pessoas físicas a seu serviço, mesmo sem vínculo empregatício; II - as dos empregadores domésticos, incidentes sobre o salário-de-contribuição dos empregados domésticos a seu serviço; III - as dos trabalhadores, incidentes sobre seu salário-decontribuição; IV - as das associações desportivas que mantêm equipe de futebol profissional, incidentes sobre a receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional em qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos desportivos; V - as incidentes sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural; VI - as das empresas, incidentes sobre a receita ou o faturamento e o lucro; e VII - as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos. E conforme o artigo 195 da Constituição Federal, a seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício. b) a receita ou o faturamento. Esta contribuição é o PIS/PASEP e COFINS. c) o lucro. Esta é a CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido). II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201 da Constituição Federal; III - sobre a receita de concursos de prognósticos. Concursos de prognósticos são as loterias, corrida de cavalo. IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. A Lei /04 instituiu o PIS/PASEP-importação e o COFINS-importação. Além destas contribuições citadas, veremos mais adiante, receitas consideradas de outras fontes. 6. CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS O inciso II do artigo 195 da Constituição Federal prevê a contribuição social do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art Para melhor compreensão deste item, como há 3 formas distintas de cálculo, dividiremos as categorias dos segurados nos seguintes grupos: 1º - Empregado, Empregado Doméstico e Trabalhador Avulso. 2º - Contribuinte Individual e Segurado Facultativo. 3º - Segurado Especial Contribuição do Empregado, Empregado Doméstico e Trabalhador Avulso. A tabela atualizada pela Portaria n. 77, de 12 de março de 2008 é a seguinte: 1. Segurados empregados, inclusive domésticos e trabalhadores avulsos Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, para pagamento de remuneração partir de 1º de março de 2008 Alíquota para fin de recolhiment ao INSS (%) até R$ 911,70 8,00 Salário-de-contribuição (R$) de R$ 911,71 a R$ 1.519,50 9,00 de R$ 1.519,51 até R$ 3.038,99 11,00 Portaria n 77, de 12 de março de 2008 Esta tabela possui atualizações periódicas quando ocorre o aumento do salário-mínimo. Para se obter o valor da contribuição previdenciária devida, basta multiplicar o salário-de-contribuição pela alíquota correspondente. A definição do salário-de-contribuição encontramos nos incisos I e II, do artigo 214, do Decreto n /99 Regulamento da Previdência: Entende-se por salário-de-contribuição: I - para o empregado e o trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira Profissional e/ou na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observados os limites mínimo e máximo. E quais são os limites mínimo e máximo? O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde, para os segurados empregado, inclusive o doméstico, e trabalhador avulso, ao piso salarial legal ou normativo da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. O valor do limite máximo do salário-de-contribuição será publicado mediante portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social, sempre que ocorrer alteração do valor dos benefícios. Desta forma, o limite máximo, conhecido como Teto da Previdência Social, corresponde ao valor máximo da tabela da previdência, que, hoje, vale R$ 3.038,99. O segurado empregado, inclusive o doméstico, que possuir mais de um vínculo, deverá comunicar a todos os seus empregadores, mensalmente, a remuneração recebida até o limite máximo do salário de contribuição, envolvendo todos os vínculos, a fim de que o empregador possa apurar corretamente o salário de contribuição sobre o qual deverá incidir a contribuição social previdenciária do segurado, bem como a alíquota a ser aplicada. Aplicam-se, no que couber, estas disposições ao trabalhador avulso que, 15 Art. 195, parágrafo único do RPS Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 11

12 concomitantemente, exercer atividade de segurado empregado.16 Quanto ao prazo para recolhimento (pagamento) das contribuições, para as empresas17 será até o dia 10 (dez) do mês seguinte ao da competência e para o empregador doméstico, até o dia 15 (quinze) do mês seguinte ao da competência. Por exemplo, sobre o salário de um empregado referente ao mês de setembro/200718, deve ser paga a contribuição previdenciária até dia 10/outubro/ CONTRIBUIÇÃO DO CONTRIBUINTE INDIVIDUAL E SEGURADO FACULTATIVO. Em regra, a alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo é de 20% aplicada sobre o respectivo salário-de-contribuição, observado os limites mínimo (salário mínimo) e máximo (R$ 3.038,99 corresponde ao teto dos valores da tabela). E em determinados casos, como veremos mais adiante, a alíquota poderá ser de 11%. Sabermos que o recolhimento dos contribuintes individuais e facultativos são bem parecidos, entretanto, existem algumas particularidades, sendo assim, dividiremos este item, estudando estes dois tipos de segurados, separadamente Contribuição do Segurado Facultativo Vimos que a alíquota do segurado facultativo é 20% sobre o salário-de-contribuição. O salário-de-contribuição é o valor por ele declarado, observado os limites mínimo e máximo. O próprio segurado facultativo é responsável pelo recolhimento. Devendo recolher, em regra, até o dia 15 do mês seguinte ao da competência. A partir de abril de 2007, passou a vigorar o Plano Simplificado de Inclusão Previdenciária com objetivo de beneficiar os contribuintes que têm dificuldade para recolher 20% sobre o salário de contribuição, mesmo que esse salário seja o mínimo. Desta forma, o segurado facultativo pode optar por recolher 11%, porém, somente sobre o valor mínimo (R$ 415,00). E, também, seus benefícios serão somente sobre o valor mínimo. Sendo que, além do mais, não poderá se aposentar, nestas condições, por tempo de contribuição. Neste caso, a aposentadoria será por idade. A vantagem é que os valores das contribuições diminuem consideravelmente: Caso o contribuinte que aderiu ao Plano de Simplificado de Inclusão Previdenciária queira, no futuro, se aposentar por tempo de contribuição, este deverá complementar a contribuição mensal mediante o recolhimento de mais nove por cento, acrescido de juros. Há a possibilidade de o segurado facultativo recolher trimestralmente, mas desde que o valor do salário-decontribuição seja o valor mínimo Contribuição do Contribuinte Individual Com a finalidade de Contribuição, o recolhimento do contribuinte individual poderá dar-se, basicamente, por meio de duas alíquotas diferentes, conforme a relação de prestação de serviços que este tem com terceiros. Recolhe-se 20% ou 16 Art. 78, Instrução Normativa SRP 03, de 14/07/ Este prazo que era até o dia 2 do mês seguinte ao da competência, foi alterado, recentemente, para até dia 10 do mês seguinte ao da competência, por força da MP 351/2007, convertida em lei pela Lei , de 15/06/ Neste exemplo, a competência é setembro/ Atualizada 19/11/ % sobre o salário-de-contribuição, conforme a situação em que se enquadra. Na verdade, a regra é de 20%, sendo que situações em que a contribuição for de 11%, será proveniente de uma dedução concedida pela Lei19, nos casos em que há recolhimento da parte patronal20, ou nos casos em que se enquadra no Plano Simplificado de Inclusão Previdenciária, que veremos mais a diante. O salário-de-contribuição, para o Contribuinte Individual é a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observados os limites mínimo e máximo. O limite máximo, hoje, vale R$ 3.038,99. O limite mínimo é o valor do salário mínimo. Se o contribuinte individual não atingir o valor mínimo recebidos nos serviços prestados, ele deverá, por conta própria, complementar os recolhimentos com alíquota de 20% sobre a diferença que faltar, até atingir o salário-de-contribuição no valor, hoje, de R$ 415,00 (salário mínimo). No mês em que não for paga nem creditada remuneração, ou não houver retribuição financeira pela prestação de serviço, os segurados contribuintes individuais poderão, por ato volitivo, contribuir para a Previdência Social na qualidade de segurados facultativos.21 Sob o ponto de vista contributivo, o Contribuinte Individual pode relacionar-se com terceiros de quatro formas: A- com empresa(s). B- com o produtor rural pessoa física, com missão diplomática, com repartição consular e com outro contribuinte individual equiparado a empresa. C- com cooperativa de trabalho (cooperado de trabalho). D- com pessoa física. A seguir, passaremos a explicá-las: A- Relação do Contribuinte Individual com empresa(s). Neste o caso temos dois tipos de Contribuintes Individuais: 1o Sócio que administra. 2o Aquele que presta serviços para uma ou várias empresas. Nestes dois casos, a empresa fica obrigada a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte individual a seu serviço, descontando-a da respectiva remuneração, e a recolher o valor arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo até o dia 10 do mês seguinte ao da competência. Em princípio, a alíquota é de 20%, mas a Lei 8.212/91, art. 30, parágrafo 4o, concede uma dedução nesta, conforme veremos: Na hipótese de o contribuinte individual prestar serviço a uma ou mais empresas, poderá deduzir, da sua contribuição mensal, quarenta e cinco por cento da contribuição da empresa, efetivamente recolhida ou declarada, incidente sobre a remuneração que esta lhe tenha pago ou creditado, limitada a dedução a nove por cento do respectivo salário-decontribuição. Então, teoricamente o recolhimento do contribuinte individual que presta serviços a empresa é de 20% com dedução limitada a 9% do salário-de-contribuição, mas, na prática, em regra, o resultado será uma contribuição com alíquota correspondente a 11%. Já no caso de o contribuinte individual prestar serviços para uma entidade beneficente de assistência social isenta22 das 19 Mesmo assim, a alíquota é de 20%. Neste caso, a alíquota de 11% é o resultado do desconto dado pela Lei 8.212/91, art. 30, parágrafo 4 o. 20 Da parte da empresa. 21 Art. 9 o, 2 da IN SRP 03/ O termo correto seria imune. Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

13 contribuições sociais patronais, não há que se falar em dedução, já que esta, por força da Constituição Federal, nada recolhe em seu nome. Entretanto, esta entidade é obrigada a efetuar o desconto e o recolhimento em nome do contribuinte individual23. Sendo assim, como não há dedução, a alíquota será de 20% sobre o salário-de-contribuição. Para facilitar, o próprio Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, art.216, parágrafo 26, assim diz: A alíquota de contribuição a ser descontada pela empresa da remuneração paga, devida ou creditada ao contribuinte individual a seu serviço, observado o limite máximo do saláriode-contribuição, é de onze por cento no caso das empresas em geral e de vinte por cento quando se tratar de entidade beneficente de assistência social isenta das contribuições sociais patronais. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de 2003) O Regulamento da Previdência Social, art. 216, parágrafos 28 e 29, diz: 28. Cabe ao próprio contribuinte individual que prestar serviços, no mesmo mês, a mais de uma empresa, cuja soma das remunerações superar o limite mensal do salário-decontribuição, comprovar às que sucederem à primeira o valor ou valores sobre os quais já tenha incidido o desconto da contribuição, de forma a se observar o limite máximo do salário-de-contribuição. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de 2003) 29. Na hipótese do 28, o Instituto Nacional do Seguro Social poderá facultar ao contribuinte individual que prestar, regularmente, serviços a uma ou mais empresas, cuja soma das remunerações seja igual ou superior ao limite mensal do salário-de-contribuição, indicar qual ou quais empresas e sobre qual valor deverá proceder o desconto da contribuição, de forma a respeitar o limite máximo, e dispensar as demais dessa providência, bem como atribuir ao próprio contribuinte individual a responsabilidade de complementar a respectiva contribuição até o limite máximo, na hipótese de, por qualquer razão, deixar de receber remuneração ou receber remuneração inferior às indicadas para o desconto. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de 2003) O contribuinte individual que prestar serviços a mais de uma empresa ou, concomitantemente, exercer atividade como segurado empregado, empregado doméstico ou trabalhador avulso, quando o total das remunerações recebidas no mês for superior ao limite máximo do salário de contribuição deverá, para efeito de controle do limite, informar o fato à empresa em que isto ocorrer. B. Relação do Contribuinte Individual com o produtor rural pessoa física, com missão diplomática, com repartição consular e com outro contribuinte individual equiparado a empresa. Veremos que estas pessoas (produtor rural pessoa física, missão diplomática, repartição consular e outro contribuinte individual equiparado a empresa) têm a obrigação de recolher a parte patronal (20%), mas não têm a obrigação de descontar e recolher a parte do segurado, como ocorre nas demais empresas. Desta forma, cabe ao contribuinte individual recolher a própria contribuição, sendo a alíquota, neste caso, de 20%, havendo, também, a possibilidade de dedução para 11%, caso tenha havido o efetivo recolhimento patronal (por parte dessas equiparadas a empresa). Assim sendo, o contribuinte individual poderá contribuir com 11% se houver como comprovar que houve o recolhimento da cota patronal (20%) pelos tomadores, nesta condição. Sendo assim, haverá uma dedução, semelhante a que vimos no item anterior, e o contribuinte individual pagará 11%. C - Relação do Contribuinte Individual cooperado de trabalho com Cooperativa de Trabalho. A Cooperativa de Trabalho é equiparada a empresa, de modo que ela é obrigada a descontar 11% do valor da quota distribuída ao cooperado por serviços por ele prestados, por seu intermédio, a empresas e 20% em relação aos serviços prestados a pessoas físicas e recolher o produto dessa arrecadação no dia 15 (quinze) do mês seguinte ao da competência a que se referir, prorrogando-se o vencimento para o dia útil subseqüente quando não houver expediente bancário no dia 15 (quinze)24. D Relação do Contribuinte Individual com Pessoa Física. Neste caso, o próprio contribuinte individual tem a responsabilidade pela contribuição de 20% sobre os valores recebidos em suas prestações de serviços a pessoas físicas. Este contribuinte individual, que trabalha por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado, poderá optar pela inclusão ao Plano Simplificado de Inclusão Previdenciária. Como já vimos, ele pode recolher 11%, porém, somente sobre o valor mínimo (R$ 415,00). E, também, seus benefícios serão somente sobre o valor mínimo. Sendo que, além do mais, não poderá se aposentar, nestas condições, por tempo de contribuição. Neste caso, a aposentadoria será por idade. Se este contribuinte individual presta serviços e recebe até um salário mínimo, ele poderá optar pelo recolhimento trimestral CONTRIBUIÇÃO DO SEGURADO ESPECIAL. A base de cálculo será a receita bruta proveniente da comercialização de sua produção. Em virtude disso, nos meses em que não há vendas, geralmente no período entre safras, não há necessidade de contribuição, mas, mesmo assim, continuará coberto, protegido pela Previdência Social. A alíquota será, conforme art. 25, inc. I e II, da Lei 8.212/91: I - 2% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. II - 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento das prestações por acidente do trabalho. Desta forma, o segurado especial deverá contribuir com o total de 2,1% sobre a comercialização de sua produção.25 Contribuindo desta forma, independentemente do volume de comercialização de sua produção, o segurado especial receberá seus benefícios calculados sobre o valor mínimo (salário mínimo). Mas, caso ele desejar um benefício com valores maiores, existe a faculdade de recolher como se contribuinte individual fosse. Entretanto, ele continuará sendo segurado especial, apenas recolherá como se fosse 24 RPS, com redação dada pelo Decreto 4.729/03, art. 216, parágrafo Além disso, será acrescido de 0,2% correspondente à contribuição devida ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Entretanto, esta contribuição, assim como outras relacionadas a terceiros (Sesc, Sesi, Sebrae, etc.), não constitui contribuição para seguridade social, cabendo à Receita Federal a sua fiscalização. Por esta razão, as 23 Também desconta e recolhe em nome dos seus contribuições para terceiros não serão objeto de nosso empregados. estudo. Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 13

14 contribuinte individual, com a expectativa de, no futuro, gozar de benefícios com valores superiores ao salário mínimo. O art. 25, parágrafos 3o, 10 e 11, da Lei 8.212/91, traz o que integra a base de cálculo da contribuição do segurado especial: 3º Integram a produção, para os efeitos deste artigo, os produtos de origem animal ou vegetal, em estado natural ou submetidos a processos de beneficiamento ou industrialização rudimentar, assim compreendidos, entre outros, os processos de lavagem, limpeza, descaroçamento, pilagem, descascamento, lenhamento, pasteurização, resfriamento, secagem, fermentação, embalagem, cristalização, fundição, carvoejamento, cozimento, destilação, moagem, torrefação, bem como os subprodutos e os resíduos obtidos através desses processos 11 Considera-se processo de beneficiamento ou industrialização artesanal aquele realizado diretamente pelo próprio produtor rural pessoa física, desde que não esteja sujeito à incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados IPI Integra a receita bruta de que trata este artigo, além dos valores decorrentes da comercialização da produção relativa aos produtos a que se refere o 3o deste artigo, a receita proveniente: I da comercialização da produção obtida em razão de contrato de parceria ou meação de parte do imóvel rural; II da comercialização de artigos de artesanato de que trata o inciso VII do 10 do art. 12 desta Lei; Obs.: inciso VII do 10 do art. 12 da Lei 8.212/91: atividade artesanal desenvolvida com matéria-prima produzida pelo respectivo grupo familiar, podendo ser utilizada matéria-prima de outra origem, desde que a renda mensal obtida na atividade não exceda ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social. III de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel rural, desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio imóvel, inclusive hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem como taxa de visitação e serviços especiais; IV do valor de mercado da produção rural dada em pagamento ou que tiver sido trocada por outra, qualquer que seja o motivo ou finalidade; e V de atividade artística de que trata o inciso VIII do 10 do art. 12 desta Lei. Obs.: Inciso VIII do 10 do art. 12 da Lei 8.212/91: atividade artística, desde que em valor mensal inferior ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social. A contribuição do Segurado Especial será recolhida: I - pela empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa, que ficam sub-rogadas no cumprimento das obrigações do segurado especial, exceto nos casos do inciso III; a outro segurado especial.também, o próprio segurado especial será obrigado a recolher, diretamente, a contribuição incidente sobre a receita bruta proveniente27: a) da comercialização de artigos de artesanato elaborados com matéria-prima produzida pelo respectivo grupo familiar; b) de comercialização de artesanato ou do exercício de atividade artística, conforme explicado anteriormente; e c) de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel rural, desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio imóvel, inclusive hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem como taxa de visitação e serviços especiais. O segurado especial é obrigado a arrecadar a contribuição de trabalhadores a seu serviço e a recolhê-la até o dia 10 do mês seguinte ao da competência. Isto, porque, como vimos, a Lei /08 concedeu a este segurado a possibilidade de contratação de trabalhadores.28 O art. 30, parágrafos 7o, 8o e 9o, da Lei 8.212/91, incluído pela Lei /08, traz regras quanto à comercialização da produção rural do segurado especial: 7o A empresa ou cooperativa adquirente, consumidora ou consignatária da produção fica obrigada a fornecer ao segurado especial cópia do documento fiscal de entrada da mercadoria, para fins de comprovação da operação e da respectiva contribuição previdenciária. 8o Quando o grupo familiar a que o segurado especial estiver vinculado não tiver obtido, no ano, por qualquer motivo, receita proveniente de comercialização de produção deverá comunicar a ocorrência à Previdência Social, na forma do regulamento. 9o Quando o segurado especial tiver comercializado sua produção do ano anterior exclusivamente com empresa adquirente, consignatária ou cooperativa, tal fato deverá ser comunicado à Previdência Social pelo respectivo grupo familiar PLANO SIMPLIFICADO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL Previsão Constitucional: Art Lei disporá sobre sistema especial de inclusão previdenciária para atender a trabalhadores de baixa renda e àqueles sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencentes a famílias de baixa renda, garantindo-lhes acesso a benefícios de valor igual a um salário-mínimo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005) 13. O sistema especial de inclusão previdenciária de que trata o 12 deste artigo terá alíquotas e carências inferiores às vigentes para os demais segurados do regime geral de previdência social. Decreto 3.048/99 Art. 199-A A partir da competência em que o segurado fizer a opção pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, é de onze por cento, sobre o valor correspondente ao limite mínimo mensal do salário-de-contribuição, a alíquota de contribuição: I - do segurado contribuinte individual, que trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado; II - do segurado facultativo; 1o O segurado que tenha contribuído na forma do caput e pretenda contar o tempo de contribuição correspondente, para fins de obtenção da aposentadoria por tempo de contribuição ou de contagem recíproca do tempo de contribuição, deverá complementar a contribuição mensal mediante o recolhimento II - pela pessoa física não produtor rural, que fica sub-rogada no cumprimento das obrigações do segurado especial, quando adquire produção para venda, no varejo, a consumidor pessoa física; III - pelo próprio segurado especial, caso comercializem sua produção com adquirente domiciliado no exterior, diretamente, no varejo, a consumidor pessoa física, a outro produtor rural pessoa física ou a outro segurado especial. Sendo assim, existem exceções em que o próprio segurado especial será responsável por seu recolhimento, quando comercializar:sua produção no exterior;diretamente, no varejo, ao consumidor pessoa física;a produtor rural pessoa física; 27 Art. 30, inc XII, da Lei 8.212/91, incluído pela Lei / Incluído pela Lei / Conforme art. 12, 8 o, da Lei 8.212/ Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

15 de mais nove por cento, acrescido de juros de que trata o disposto no art Questões de Concursos Públicos (ANALISTA INSS modificado) Com base na seguinte situação hipotética, assinale a alternativa correta das questões 1 e 2. Joaquina, dona de casa, segurada facultativa da previdência social, emprega, em sua residência, Maria, como empregada doméstica. Após conhecer os dotes culinários de Maria, Joaquina passou a utilizar-se dos seus serviços para preparar biscoitos e doces que são vendidos em uma feira. 1. (ANALISTA INSS modificado) a) Joaquina poderá continuar a recolher, no percentual de 20% sobre seu salário-de-contribuição, à previdência social, como segurada facultativa. b) Joaquina deverá recolher, no percentual de 11% sobre suas vendas, à previdência social, como segurada facultativa. c) Joaquina deverá recolher, no percentual de 20% sobre seu salário-de-contribuição, à previdência social, como contribuinte individual. d) Joaquina deverá recolher, no percentual de 2,1% sobre a comercialização bruta de seus produtos, à previdência social, como segurada especial. e) Joaquina deverá recolher, no percentual de 11% sobre seu salário-de-contribuição, à previdência social, como trabalhadora avulsa. 8. (INSS Analista CESPE 2003) Uma professora do ensino fundamental de âmbito municipal, que esteja amparada por regime próprio de previdência e ministre aulas particulares em sua residência, estará dispensada de recolher contribuições ao INSS quanto à remuneração que receba proveniente da atividade de professora particular. 9.(Auditor Fiscal da Previdência Social CESPE/UNB 2003) Considere a seguinte situação hipotética. No mês de fevereiro de 2003, Lauro, autônomo, exercendo por conta própria atividade econômica, realizou diversos reparos nas instalações elétricas da Santa Casa de Misericórdia, entidade beneficente de assistência social e isenta das contribuições sociais patronais, prestando serviços, nessa competência, apenas à Santa Casa e recebendo R$ 1.000,00 pelo trabalho. Nessa situação, a entidade beneficente estará obrigada a descontar, do total pago a Lauro, o equivalente a 11 % de sua remuneração, bem como a efetuar o repasse em favor da previdência social. GABARITO: 1-C 2-A 3-E 4-C 5-E 6-E 7-C 8-E 9-E 2. (ANALISTA INSS modificado) - Em razão das atividades desenvolvidas, as contribuições relativas à remuneração de Maria devem ser recolhidas como: a) segurada empregada. b) empregada doméstica. c) contribuinte individual d) trabalhadora avulsa e) segurada especial A Associação para Ajuda Juvenil (AAJ) sociedade civil que presta serviços a seus sócios, sem finalidade lucrativa remunera, pelos serviços prestados como empregados, uma atendente, um digitador, um zelador e uma cozinheira e, eventualmente, utiliza-se dos serviços de uma faxineira. Em face dessa situação hipotética, julgue os itens de 6 a 9, relativos à AAJ do ponto de vista da previdência social. 3 (INSS TÉC CESPE 2003) Não é empresa, pois não possui fins lucrativos. 4 (INSS TÉC CESPE 2003) Deverá descontar contribuições da remuneração da atendente e do digitador como segurados empregados. 5 (INSS TÉC CESPE 2003) Está obrigada a calcular e recolher as contribuições do zelador e da cozinheira na categoria de empregados domésticos, em razão da ausência da finalidade lucrativa. 6 Não possui obrigações previdenciárias em relação à faxineira,pois não está configurada a existência, entre esta e a AAJ, de vínculo empregatício. 7 CONTRIBUIÇOES PATRONAIS 7.1. CONTRIBUIÇÃO DO EMPREGADOR DOMÉSTICO. A contribuição do empregador doméstico (a patronal) é de 12% (doze por cento) do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço.29 Nota-se que esta alíquota é fixa, sem aplicação de nenhuma tabela. E nota-se, também, que a base de cálculo é o salário-de-contribuição, ou seja, diferentemente das empresas, existe um teto máximo no pagamento da quota patronal, que é, atualmente, R$ 3.038,99. O empregador doméstico é responsável pelo pagamento tanto da quota patronal, como pelo desconto e recolhimento da parte do empregado doméstico. Ambas as contribuições devem ser recolhidas na mesma guia (GPS), até o dia 15 do mês seguinte ao da competência e caso não haja expediente bancário, o prazo será prorrogado para o próximo dia útil CONTRIBUIÇÃO DA EMPRESA A contribuição da empresa está prevista no art. 195, I, a, da Constituição Federal: Art A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício. Em regra, a alíquota da contribuição patronal é 20% e o recolhimento deve ser feito até dia 10 do mês seguinte ao da competência. 7 (INSS TÉC CESPE 2003) Um contribuinte individual da previdência social, sócio-gerente de uma sociedade limitada, poderá, na competência em que não auferir remuneração, contribuir como facultativo. 29 Lei 8.212/91, art. 24. Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 15

16 Ao contrário das contribuições dos segurados, não há valor máximo (teto) a recolher por parte da empresa. Podemos, didaticamente, dividir as contribuições das empresas em: Incidentes sobre remunerações de contribuintes individuais. Incidentes sobre remunerações de empregados e segurados avulsos. Substitutivas, em relação à parte patronal da regra geral de custeio Contribuições das empresas incidentes sobre remunerações de contribuintes individuais. A cota patronal da empresa que toma serviço de contribuinte individual, da mesma forma que dos empregados, é de 20%. Lembrando que, neste caso, a empresa é responsável pelo desconto e recolhimento de 11% do contribuinte individual30. O inciso II do art. 201 do RPS trata do recolhimento patronal incidente sobre remunerações do contribuinte individual: Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: III - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços. O fato gerador ocorre quando a remuneração é paga ou creditada ao contribuinte individual, a qualquer título. O termo a qualquer título quer dizer que não importa de que forma é paga ou qual a denominação utilizada para a remuneração recebida pelo contribuinte individual. O segurado contribuinte individual empresário, recebe, em regra, uma remuneração para exercer sua função. Este pagamento é chamado de pró-labore. Entretanto, não havendo comprovação dos valores pagos ou creditados aos segurados empresários, sócios, diretores de empresas, diretores de cooperativas quando remunerados (de que tratam as alíneas e a i do inciso V do art. 9o), em face de recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a contribuição da empresa referente a esses segurados será de 20% (vinte por cento), sendo aferida sobre31: I - o salário-de-contribuição do segurado nessa condição; II - a maior remuneração paga a empregados da empresa; ou III - o salário mínimo, caso não ocorra nenhuma das hipóteses anteriores. Já, no caso de sociedade civil de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissões legalmente regulamentadas, (como por exemplo o dentista, advogado, médico) a contribuição da empresa referente aos segurados contribuintes individuais (que se referem as alíneas g a i do inciso V do art. 9º, observado o disposto no art. 225 do RPS e legislação específica) será de vinte por cento sobre32: I - a remuneração paga ou creditada aos sócios em decorrência de seu trabalho, de acordo com a escrituração contábil da empresa; ou II - os valores totais pagos ou creditados aos sócios, ainda que a título de antecipação de lucro da pessoa jurídica, quando não houver discriminação entre a remuneração decorrente do trabalho e a proveniente do capital social ou tratar-se de 30 O percentual aplicado é de 11%, pois houve redução de 9 pontos percentuais, da alíquota do contribuinte individual de 20%. 31 Art. 201, parágrafo 9 o do RPS. 32 Art. 201, parágrafo 5 o do RPS. adiantamento de resultado ainda não apurado por meio de demonstração de resultado do exercício. Desta forma, evita-se a sonegação que poderia ocorrer se o empresário recebesse sua remuneração (pró-labore) disfarçada de antecipação de lucros, sem que haja a previsão deste. A remuneração paga ou creditada a condutor autônomo de veículo rodoviário, ou ao auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974, pelo frete, carreto ou transporte de passageiros, realizado por conta própria, corresponde a vinte por cento do rendimento bruto Cooperativas de Trabalho A Contribuição de 15% sobre o Valor Bruto da Nota Fiscal ou Fatura de Serviços. Cooperativas de trabalho são aquelas que, construídas entre trabalhadores de uma determinada profissão ou ofício, ou de ofícios variados de uma mesma classe, têm como finalidade primordial melhorar o salário e as condições de trabalho pessoal de seus associados e, dispensando a intervenção de um patrão ou empresário, se propõem a prestar serviços de cessão de mão-de-obra, através de contratos de obras, tarefas, trabalhos ou serviços públicos e particulares; coletivamente por todos ou por grupo de alguns. A relação jurídica estabelecida entre o associado e a sociedade cooperativa é de natureza civil, portanto, não há a caracterização da relação de emprego, assim, fica evidenciada a condição de sócio. As cooperativas equiparam-se a empresa quando da relação com seus empregados para os fins da legislação trabalhista e previdenciária.34 Na esfera legal há o Enunciado 331 do TST, que regulamenta a terceirização nas atividades-meio, desde que ausentes os pressupostos de subordinação e de pessoalidade, vedando, ainda, a terceirização de atividades-fim35 na forma da prestação de serviços. Como, por exemplo, num banco comercial, admite-se terceirização por meio de cooperativas de serviços de vigilância e de serviços de conservação e limpeza. A contribuição a cargo da empresa, destinada à seguridade social, é de 15% (quinze por cento) sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhes são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho.36 Vimos que a remuneração paga ou creditada a condutor autônomo de veículo rodoviário, pelo frete, carreto ou transporte de passageiros, realizado por conta própria, corresponde a vinte por cento do rendimento bruto. Da mesma forma os cooperados, que prestam serviços de transporte rodoviário de carga ou passageiro, têm seus gastos de combustível e manutenção de seus veículos, de modo que a base de cálculo é reduzida em até 20% do valor da nota fiscal ou fatura. O valor da alíquota que a empresa utilizará para os cálculos será o mesmo de 15%, a única coisa que muda é que antes de realizar este cálculo, a empresa deverá reduzir a 33 Art. 201, parágrafo 4 o do RPS. 34 Conforme art. 90 da Lei nº 5.764/71 e do art. 442, parágrafo único da CLT 35 Atividades-fim são aquelas inerentes à própria atuação da empresa. Por exemplo, numa escola, quem exerce a atividade-fim é o professor. Já, o pessoal da limpeza exerce atividade-meio, que não é inerente aos objetivos sociais desta empresa. 36 Art. 22, inc IV, da Lei 8.212/ Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

17 base de cálculo para até 20% do valor da nota fiscal ou fatura.37 Aposentadoria Especial do Cooperado de Trabalho. Segundo o artigo 1o, parágrafo 1o da Lei /03 diz: Será devida contribuição adicional de nove, sete ou cinco pontos percentuais, a cargo da empresa tomadora de serviços de cooperado filiado a cooperativa de trabalho, incidente sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, conforme a atividade exercida pelo cooperado permita a concessão de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição, respectivamente Adicional das Cooperativas de Produção para Aposentadoria Especial. Considera-se cooperativa de produção aquela em que seus associados contribuem com serviços laborativos ou profissionais para a produção em comum de bens, quando a cooperativa detenha por qualquer forma os meios de produção38. A cooperativa de produção equipara-se a empresa, devendo recolher os 20%, (cota patronal), sobre a remuneração paga ou creditada aos cooperados (que são contribuintes individuais), como toda empresa o faz. Entretanto, será devida contribuição adicional de doze, nove ou seis pontos percentuais, a cargo da cooperativa de produção, incidente sobre a remuneração paga, devida ou creditada ao cooperado filiado, na hipótese de exercício de atividade que autorize a concessão de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição, respectivamente Contribuições das Empresas Incidentes Sobre Remunerações de EMPREGADOS E TRABALHADORES AVULSOS. Conforme o art 201 do RPS: A contribuição a cargo da empresa, destinada à seguridade social, é de 20% (vinte por cento) sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados empregado e trabalhador avulso, além das contribuições previstas nos arts. 202 (Gilrat)e 204 (Cofins e CSLL). A regra é esta, a empresa arrecadará 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregado e trabalhador avulso Contribuição decorrente do: Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho GILRAT. O Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho GILRAT, também, é chamado por alguns autores como Seguro de Acidentes no Trabalho SAT. Porém, o termo técnico atual que está presente na Lei 8.212/91 é o Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho GILRAT. 37 Art. 201, parágrafo 20 do RPS: A contribuição da empresa, relativamente aos serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho na atividade de transporte rodoviário de carga ou passageiro, é de 15% (quinze por cento) sobre a parcela correspondente ao valor dos serviços prestados pelos cooperados, que não será inferior a 20% (vinte por cento) do valor da nota fiscal ou fatura. 38 Conceito dado pela Lei /03, art. 1 o, parágrafo 3 o. O termo utilizado na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP - é RAT Risco Ambiental do Trabalho. Segundo o inciso II, art. 22 da Lei 8.212/91, para financiar a aposentadoria especial e os benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT), as empresas deverão recolher sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos: a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho seja considerado leve; b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado médio; c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado grave. Considera-se preponderante a atividade que ocupa, na empresa, o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos. A atividade econômica preponderante da empresa e os respectivos riscos de acidentes do trabalho compõem a Relação de Atividades Preponderantes e correspondentes Graus de Risco, prevista no Anexo V do RPS. É de responsabilidade da empresa realizar o enquadramento na atividade preponderante, cabendo à Secretaria da Receita Federal do Brasil revê-lo a qualquer tempo. Verificado erro no auto-enquadramento, a Secretaria da Receita Federal do Brasil adotará as medidas necessárias à sua correção, orientará o responsável pela empresa em caso de recolhimento indevido e procederá à notificação dos valores devidos. A empresa informará mensalmente, por meio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social - GFIP, a alíquota correspondente ao seu grau de risco, a respectiva atividade preponderante e a atividade do estabelecimento. Desta forma, a empresa deverá se auto-enquadrar e informar mensalmente, através de GFIP, qual o percentual a recolher (1, 2 ou 3%), levando em conta o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos39. Por este critério, haverá, então, uma única alíquota para todos os empregados da empresa, independentemente da atividade exercida. A fim de estimular investimentos destinados a diminuir os riscos ambientais no trabalho, poderá ser alterado o enquadramento de empresa que demonstre a melhoria das condições do trabalho, com redução dos agravos à saúde do trabalhador, obtida através de investimentos em prevenção e em sistemas gerenciais de risco. A alteração do enquadramento estará condicionada à inexistência de débitos em relação às contribuições previdenciárias. Assim, as alíquotas (de 1, 2 ou 3%) poderão ser reduzidas em até cinqüenta por cento ou aumentadas em até cem por cento, em razão do desempenho da empresa em relação à sua respectiva atividade, aferido pelo Fator Acidentário de Prevenção FAP. Isto visa estimular as empresas a implementar programas preventivos e proporcionar maior segurança no ambiente de trabalho, reduzindo-se os riscos de acidentes no trabalho. 39 Sobre a prestação de serviços do contribuinte individual não há esta contribuição. Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 17

18 O FAP consiste num multiplicador variável num intervalo contínuo de cinqüenta centésimos (0,50) a dois inteiros (2,00), desprezando-se as demais casas decimais, a ser aplicado à respectiva alíquota. O Ministério da Previdência Social publicará anualmente, no Diário Oficial da União, sempre no mesmo mês, os índices de freqüência, gravidade e custo, por atividade econômica, e disponibilizará, na Internet, o FAP por empresa, com as informações que possibilitem a esta verificar a correção dos dados utilizados na apuração do seu desempenho. O FAP produzirá efeitos tributários a partir do primeiro dia do quarto mês subseqüente ao de sua divulgação. As alíquotas constantes de 1%, 2% ou 3% serão acrescidas de 12, 9 ou 6 pontos percentuais, respectivamente, se a atividade exercida pelo segurado a serviço da empresa ensejar a concessão de aposentadoria especial após 15, 20 ou 25 anos de contribuição. Este acréscimo incide exclusivamente sobre a remuneração do segurado sujeito às condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física Contribuições SUBSTITUTIVAS das Empresas, em relação à parte patronal da regra geral de custeio. As contribuições sociais, referentes à parte patronal da regra geral de custeio, são obrigatoriamente substituídas em situações especiais previstas em lei Contribuição Substitutiva do Clube de Futebol Profissional. Esta modalidade de contribuição aplica-se somente à associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional e que se organize na forma da Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998, que ficou conhecida como Lei Pelé, caso contrário, as demais associações desportivas recolhem como qualquer outra empresa, como estudado anteriormente. Assim, esta Associação que mantém equipe de Futebol Profissional recolhe 5% da receita bruta, decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional em qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos desportivos. Esta contribuição substitui, APENAS, a contribuição patronal sobre trabalhadores empregados e avulsos (20%) e o GILRAT (Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho 1, 2, ou 3%)40. Porém, não substitui as demais contribuições patronais, como a incidente sobre os contribuintes individuais (20%), sobre notas fiscais ou faturas das cooperativas de trabalho (15%) e, muito menos, as contribuições descontadas dos segurados empregados e avulsos. Caberá à entidade promotora do espetáculo a responsabilidade de efetuar o desconto de cinco por cento da receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos e o respectivo recolhimento no prazo de até dois dias úteis após a realização do evento. Caberá à associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional informar à entidade promotora do espetáculo desportivo todas as receitas auferidas no evento, discriminando-as detalhadamente. No caso de a associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional receber recursos de empresa ou entidade, a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos, esta última ficará com a responsabilidade de reter e recolher o percentual de 5% da receita bruta decorrente do evento, inadmitida qualquer dedução Contribuição Substitutiva do Produtor Rural. Esta modalidade diferenciada de contribuição é importante para o produtor rural, pois incide sobre a comercialização de seus produtos. Isto respeita os períodos entre safra, período em que não há entrada de receitas, os quais trariam muitas dificuldades no recolhimento das contribuições previdenciárias patronais, caso o recolhimento fosse feito da forma convencional. Produtor Rural é a pessoa física ou jurídica, proprietária ou não, que desenvolve, em área urbana ou rural, a atividade agropecuária, pesqueira ou silvicultural, bem como a extração de produtos primários, vegetais ou animais, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos. Estudamos o segurado especial, que é um produtor rural. Vimos que o segurado especial não tem empregados permanentes, pois caso os tenha, será considerado produtor rural pessoa física. De modo que, neste capítulo, NÃO trataremos do segurado especial. Passaremos, então a estudar a contribuição substitutiva de três espécies de produtores rurais: A Produtor Rural Pessoa Física; B Produtor Rural Pessoa Jurídica; C Agroindústria. As contribuições a serem substituídas, semelhantemente aos clubes de futebol profissional, são referentes a APENAS, a contribuição patronal sobre a remuneração dos trabalhadores empregados e avulsos (20%) e o GILRAT (Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho 1, 2, ou 3%)41. Porém, não substitui as demais contribuições patronais, como a incidente sobre os contribuintes individuais (20%), sobre notas fiscais ou faturas das cooperativas de trabalho (15%) e, muito menos, as contribuições descontadas dos segurados empregados, avulsos ou contribuintes individuais Produtor Rural Pessoa Física É a pessoa física, proprietária ou não, que explora a atividade agropecuária ou pesqueira, em área urbana ou rural, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos e com auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de forma não contínua. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição patronal sobre a remuneração dos trabalhadores empregados (20%) e o GILRAT (Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho 1, 2, ou 3%), é de: I - 2% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção; II - 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento das prestações por acidente do trabalho. Desta forma, esta contribuição substitutiva será de 2,1% sobre a comercialização de sua produção rural.42 Equipara-se ao empregador rural pessoa física o consórcio simplificado de produtores rurais, formado pela união de produtores rurais pessoas físicas, que outorgar a um deles poderes para contratar, gerir e demitir trabalhadores para prestação de serviços, exclusivamente, aos seus integrantes, 41 Conhecido como Seguro de Acidente de Trabalho. 42 Nota-se que a alíquota de 2,1% é semelhante ao segurado especial, mas esta contribuição nada tem a ver 40 Conhecido como Seguro de Acidente de Trabalho. com este tipo de segurado. 18 Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

19 mediante documento registrado em cartório de títulos e documentos. O art. 25, parágrafos 3o, 10 e 11, da Lei 8.212/91, traz o que integra a base de cálculo da contribuição do produtor rural pessoa física, que é idêntico ao segurado especial: 3º Integram a produção, para os efeitos deste artigo, os produtos de origem animal ou vegetal, em estado natural ou submetidos a processos de beneficiamento ou industrialização rudimentar, assim compreendidos, entre outros, os processos de lavagem, limpeza, descaroçamento, pilagem, descascamento, lenhamento, pasteurização, resfriamento, secagem, fermentação, embalagem, cristalização, fundição, carvoejamento, cozimento, destilação, moagem, torrefação, bem como os subprodutos e os resíduos obtidos através desses processos 11 Considera-se processo de beneficiamento ou industrialização artesanal aquele realizado diretamente pelo próprio produtor rural pessoa física, desde que não esteja sujeito à incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados IPI Integra a receita bruta de que trata este artigo, além dos valores decorrentes da comercialização da produção relativa aos produtos a que se refere o 3o deste artigo, a receita proveniente: I da comercialização da produção obtida em razão de contrato de parceria ou meação de parte do imóvel rural; II da comercialização de artigos de artesanato de que trata o inciso VII do 10 do art. 12 desta Lei; Obs.: inciso VII do 10 do art. 12 da Lei 8.212/91: atividade artesanal desenvolvida com matéria-prima produzida pelo respectivo grupo familiar, podendo ser utilizada matéria-prima de outra origem, desde que a renda mensal obtida na atividade não exceda ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social. III de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel rural, desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio imóvel, inclusive hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem como taxa de visitação e serviços especiais; IV do valor de mercado da produção rural dada em pagamento ou que tiver sido trocada por outra, qualquer que seja o motivo ou finalidade; e V de atividade artística de que trata o inciso VIII do 10 do art. 12 desta Lei. Obs.: Inciso VIII do 10 do art. 12 da Lei 8.212/91: atividade artística, desde que em valor mensal inferior ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social. O responsável pelo recolhimento da contribuição do produtor rural pessoa física, a exemplo do segurado especial, é, em regra, a pessoa jurídica que adquire sua produção. Por exemplo: o restaurante, a indústria alimentícia, o mercadinho. São as empresas adquirentes que têm a responsabilidade do recolhimento à previdência. Desta forma, a contribuição do Produtor Rural Pessoa Física, da mesma forma que o segurado especial, será recolhida: I - pela empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa, que ficam sub-rogadas no cumprimento das obrigações do segurado especial, exceto nos casos do inciso III; II - pela pessoa física não produtor rural, que fica sub-rogada no cumprimento das obrigações do produtor rural pessoa física, quando adquire produção para venda, no varejo, a consumidor pessoa física; ou III - pelo próprio produtor rural pessoa física, caso comercializem sua produção com adquirente domiciliado no exterior, diretamente, no varejo, a consumidor pessoa física, a outro produtor rural pessoa física ou a outro segurado especial. Também, o próprio produtor rural pessoa física será obrigado a recolher, diretamente, a contribuição incidente sobre a receita bruta proveniente44: a) da comercialização de artigos de artesanato elaborados com matéria-prima produzida pelo respectivo grupo familiar; b) de comercialização de artesanato ou do exercício de atividade artística; e c) de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel rural, desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio imóvel, inclusive hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem como taxa de visitação e serviços especiais. O produtor rural pessoa física poderá realizar contratação de trabalhador rural por pequeno prazo para o exercício de atividades de natureza temporária.45 A contratação de trabalhador rural por pequeno prazo não poderá exceder 2 meses dentro do período de 1 (um) ano. Caso isto ocorra, esta relação de trabalho fica convertida em contrato de trabalho por prazo indeterminado, observando-se os termos da legislação aplicável. A contribuição do segurado trabalhador rural contratado para prestar serviço na forma deste artigo é de 8% (oito por cento) sobre o respectivo salário-de-contribuição. Neste caso, não segue a regra da aplicação das alíquotas de 8%, 9% ou 11%. A alíquota será única de 8% para este tipo de empregado. Produtor Rural Pessoa Jurídica. É a empresa legalmente constituída que se dedica à atividade agropecuária, pesqueira ou silvicultural, em área urbana ou rural, bem como a extração de produtos primários, vegetais ou animais. Conforme o art. 25 da Lei 8870/94, com redação dada pela Lei /01, a contribuição devida à seguridade social pelo empregador, pessoa jurídica, que se dedique à produção rural, em substituição à contribuição patronal sobre a remuneração dos trabalhadores empregados e avulsos(20%) e o GILRAT (Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho 1, 2, ou 3%), é de: I - dois e meio por cento da receita bruta proveniente da comercialização de sua produção; II - um décimo por cento da receita bruta proveniente da comercialização de sua produção, para o financiamento da complementação das prestações por acidente de trabalho. Desta forma, esta contribuição substitutiva será de 2,6% sobre a comercialização de sua produção rural. A responsabilidade pelo recolhimento desta contribuição social é do próprio Produtor Rural Pessoa Jurídica, não havendo, neste caso, a sub-rogação, como ocorre com o Produtor Rural Pessoa Física Agroindústria É o produtor rural pessoa jurídica, cuja atividade econômica é a industrialização de produção própria ou a industrialização de produção própria e adquirida de terceiros, desenvolvendo duas atividades em um mesmo empreendimento econômico com departamentos, divisões ou setores rural e industrial distintos. A contribuição devida pela agroindústria, definida, para os efeitos desta Lei, como sendo o produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a industrialização de produção 44 Art. 30, inc XII, da Lei 8.212/91, incluído pela Lei / Art. 14-A da Lei 5.889/73 alterada recentemente 43 Incluído pela Lei /08. pela Lei /08. Atualizada 19/11/2008 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 19

20 própria ou de produção própria e adquirida de terceiros, incidente sobre o valor da receita bruta proveniente da comercialização da produção, em substituição à contribuição patronal sobre a remuneração dos trabalhadores empregados (20%) e o GILRAT (Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho 1, 2, ou 3%), é de: I 2,5% destinados à Seguridade Social; II 0,1% para o financiamento do benefício aposentadoria especial e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade para o trabalho decorrente dos riscos ambientais da atividade (GILRAT). Desta forma, esta contribuição substitutiva será de 2,6% sobre a comercialização de sua produção rural. Esta forma de contribuição substitutiva não se aplica às operações relativas à prestação de serviços a terceiros, cujas contribuições previdenciárias continuam sendo devidas na forma estabelecida pela regra geral de recolhimento patronal46. Esta modalidade de contribuição não se aplica às sociedades cooperativas e às agroindústrias de piscicultura, carcinicultura, suinocultura e avicultura. Não se aplica, também, este regime substitutivo à pessoa jurídica que, relativamente à atividade rural, se dedique apenas ao florestamento e reflorestamento como fonte de matéria-prima para industrialização própria mediante a utilização de processo industrial que modifique a natureza química da madeira ou a transforme em pasta celulósica. Questões de Concursos Públicos 1. (Procurador da Fazenda Nacional ESAF 2007) Na organização do Regime Geral da Previdência Social, o custeio é parte intimamente relacionada à tributação. As contribuições sociais, espécie do gênero tributo, são detalhadas na legislação federal previdenciária. Nesse sentido, analise a situação-problema abaixo e assinale a assertiva correta. Carlos, advogado autônomo, que possui escritório no qual trabalham uma secretária e um office boy, nega-se a pagar a contribuição previdenciária da empresa incidente sobre a folha de salários mensal. a) A posição assumida por Carlos encontra-se amparada pela Lei n /91, uma vez que Carlos é advogado pessoa física. b) Carlos deve contribuir como trabalhador e empresa. c) Carlos contribui somente sobre os valores auferidos com o seu trabalho de contribuinte individual autônomo. d) Perante a Previdência, Carlos contribui como trabalhador e não como empresa. e) Carlos é empregador, mas não é empresa perante o fisco previdenciário. 2. (AFPS modificado) O empregador doméstico não está obrigado a efetuar o desconto e subseqüente recolhimento da contribuição devida pelo empregado doméstico, que deverá ser recolhida pelo próprio trabalhador. Está obrigado, contudo, a recolher a contribuição social a seu cargo, equivalente a 12% do salário-de-contribuição do empregado doméstico, até o dia 15 do mês seguinte ao da competência. Assinale a resposta certa: a) Correta a assertiva b) Incorreta a assertiva, pois o empregador deverá recolher, a seu cargo, 20% do salário-de-contribuição do empregado doméstico c) Incorreta a assertiva, pois o empregador deve recolher, juntamente com a cota do empregador, que será de 12% do salário-de-contribuição do empregado doméstico, também, a contribuição devida pelo empregado d) Incorreta a assertiva, pois o empregador não tem responsabilidade alguma para com o recolhimento do empregado doméstico, por ser este, um contribuinte individual que presta serviços de natureza autônoma a uma família, sem objetivo de lucro e) Incorreta a assertiva, pois, ao empregador, cabe apenas o desconto da contribuição social devida pelo empregado doméstico GABARITO 1-B 2-C 8 SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO 8.1. Salário-de-Contribuição para o Contribuinte Individual. Conforme art. 28, inc. II, da Lei 8.212/91: Entende-se por salário-de-contribuição para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo47. O salário-de-contribuição para o segurado contribuinte individual será todo valor auferido por ele, observado o limite máximo. Não há que se falar em parcelas integrantes ou não integrantes, pois, em regra, tudo o que receber das empresas, a qualquer título, inclusive sob a forma de utilidades (por exemplo, alimentação), será considerado salário-decontribuição, uma vez que este segurado deve arcar com seus riscos profissionais e econômicos Salário-de-Contribuição para o Empregado Doméstico. Entende-se por salário-de-contribuição para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração.48 O empregador doméstico é quem tem a obrigação dos recolhimentos deste segurado Salário-de-Contribuição para o Segurado Facultativo Entende-se por salário-de-contribuição para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observado o limite mínimo (de um salário mínimo) e o máximo (hoje de R$ 3.038,99). O segurado facultativo é quem escolhe quanto contribuir dentro da faixa dos valores mínimo e máximo Salário-de-Contribuição para o Segurado Empregado e o Avulso. Conforme art. 28, inc. I, da Lei 8.212/91: Entende-se por salário-de-contribuição para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. O termo remuneração é mais amplo que salário. Salário é a parte fixa da remuneração em decorrência do contrato de trabalho. Já, remuneração constitui o salário, que é a parte fixa, mais gorjetas, gratificação pelas vendas, adicional de 47 R$ 3.038,99 46 Art. 22-A, parágrafo 2 o da Lei 8212/ Art. 28, inc. 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