REGIMES PREVIDENCIÁRIOS. Prof. Me. Danilo Ripoli

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1 REGIMES PREVIDENCIÁRIOS parte 2 Prof. Me. Danilo Ripoli

2 O PLANO DE BENEFÍCIOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL No PBPS estão todas as normas que regem a relação jurídica entre segurados, dependentes e previdência social, sob o prisma dos benefícios e serviços que lhes são garantidos. OPBPSfoiintroduzidopelaLeinº.8.213/91. FINALIDADES E PRINCÍPIOS BÁSICOS: Previdência Social: tem a competência para assegurar aos seus beneficiários, mediante contribuição, meios indispensáveis de

3 manutenção, por motivo de incapacidade, desemprego involuntário, idade avançada, tempo de serviço, encargos familiares e prisão ou morte daqueles de quem dependiam economicamente. COBERTURA DO PLANO DE BENEFÍCIOS: As contingências cobertas pelo plano de benefícios são as enumeradas no art. 1º da Lei n /91: incapacidade, desemprego involuntário, idade avançada, tempo de serviço, encargos familiares e prisão ou morte daqueles de quem dependiam economicamente.

4 PRESTAÇÕES SEGURADOS DEPENDENTES SEGURADOS E DEP. Ap. por invalidez Pensão por morte Serviço social Ap. por idade Auxílio-reclusão Reabilitação profissional Ap.por tempo de contribuição Ap. especial Auxílio-doença Salário-família Saláriomaternidade Auxílio-Acidente

5 OS BENEFICIÁRIOS: segurados e dependentes A cobertura previdenciária se destina aos segurados e aos dependentes. SEGURADO: A relação jurídica com a previdência socialseiniciacomoseuingressonosistemaese estenderá enquanto estiver filiado. DEPENDENTE: A relação jurídica com a previdência só se formaliza quando não houver mais a possibilidade de se instalar a relação jurídica com o segurado. Impossível cobertura concomitante para segurado e dependente. :

6 OS SEGURADOS Segurados são sempre pessoas físicas, isto é, que contribuem para o regime previdenciário e, por isso, terão direito a prestações benefícios ou serviços de natureza previdenciária. Segurados obrigatório: Art. 11 da Lei 8.213/91. Segurados facultativos: Art. 13 da Lei 8.213/91.

7 Aquisição da qualidade de segurado: filiação e inscrição Filiação é o vínculo que se estabelece entre o segurado e a Previdência Social, constituindo uma relação jurídica da qual decorrem direitos e obrigações para ambas as partes. Para os trabalhadores celetista, a simples anotaçãonactpsjáostornafiliadosaorgps. Outros casos, como dos segurados contribuintes individuais e os facultativos, demandam um ato formal de filiação, denominado inscrição. Segurado especial(rural): disciplina específica.

8 SEGURADOS OBRIGATÓRIOS Art. 11 do PBPS: abrange todos os que exercem atividade remunerada, de natureza urbana ou rural, com ou sem vínculo empregatício: empregado, empregado doméstico, contribuinte individual, trabalhador avulso e segurado especial. A) o exercício de atividade remunerada sujeita a filiação obrigatória ao RGPS; B) o exercício de atividades concomitantes:

9 exercendo o segurado, de forma concomitante, mais de uma atividade remunerada sujeita ao RGPS, está sujeito a filiação obrigatória em cada uma delas, isto é, pagará contribuição previdenciária em todas as atividades. C) exercício de atividade por aposentado do RGPS: se o aposentado exercer ou voltar a exercer atividade abrangida pelo RGPS, será segurado obrigatório em relação a essa atividade, e, por isso, pagará a contribuição previdenciária respectiva.

10 D) dirigente sindical: manterá o mesmo enquadramento no RGPS que tinha antes da investidura. E) servidor civil ocupante de cargo efetivo ou o militar da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, bem como das respectivas autarquias e fundações: são excluídos do RGPS, desde que amparados por regime próprio de previdência social. F) regime próprio de previdência social: é aquele que assegura pelo menos as aposentadorias e pensãopormorteprevistasnoart.40dacf

11 SEGURADO EMPREGADO Restringe-se aqueles que tem relação de emprego(urbano e rural). Rol: A) Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante contribuição, inclusive como diretor empregado.

12 B) Aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, definida em legislação específica, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente, ou a acréscimo extraordinário de serviços de outras empresas. C) O brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em sucursal ou agência de empresa nacional no exterior.

13 D) Aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a ela subordinados, ou a membros dessas missões ou repartições, excluídos o não brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado por legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular.

14 E)ObrasileirocivilquetrabalhaparaaUnião, no exterior, em organismos oficiais brasileiros ou internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se segurado na forma da legislação vigente do país de domicílio. F) O brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior, cuja maioria do capital votante pertença a empresa brasileira de capital nacional.

15 G) O servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais. Assim como já ocorrera com a vigência da EC n. 20/98, os servidores titulares de cargos em comissão que, contudo, não eram titulares de cargos efetivos, ficaram excluídos do regime próprio de previdência dos servidores públicos.

16 Foram incluídos no rol dos segurados obrigatórios, como empregados, os ocupantes dos cargos de Ministro de Estado, de Secretário Estadual, Distrital ou Municipal, sem vínculo efetivo com a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, suas autarquias, ainda que em regime especial, e fundações. A existência de vínculo efetivo com esses entes públicos inclui essas pessoas no regime próprio da previdência dos servidores públicos ou no próprio regime geral.

17 H) O exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência. I) O empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social. Outros segurados obrigatórios na qualidade de empregado: a) o bolsista e o estagiário que prestam serviço a empresa em desacordo com a Lei nº /08, pois nes-

18 te caso, existe verdadeira relação de emprego. (...) O desempenho de estágio, mantido por meio de convênio firmado entre Órgão Público e Universidade, não configura vínculo empregatício, sendo incabível o cômputo desse período para fins de aposentação, nos termos do art. 4º da Lei 6.494/77 (...) (REsp /PB, DJ, , p. 281, Rel. Min. Gilson Dipp).

19 b) o escrevente e o auxiliar contratados por titular de serviços notariais e de registro a partir de 21 de novembro de 1994, bem comoaquelequeoptoupeloregimegeralde Previdência Social, em conformidade com a Lei n , de (antes desta lei, eram considerados servidores públicos).

20 SEGURADO EMPREGADO DOMÉSTICO Empregado doméstico: aquele que presta serviço de natureza contínua a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividades sem fins lucrativos. Empregador: pessoa física. Os diaristas são contribuintes individuais. Contribuinte individual é aquele que presta serviço de natureza não contínua, por conta própria, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, sem fins lucrativos.

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