Apostila de Hardware Professor: Vinicius Cabral

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1 Apostila de Hardware Professor: Vinicius Cabral

2 Conteúdo A História e evolução dos computadores e da computação... 6 Máquina de Pascal... 8 O Advento da programação funcional A Teoria de Boole Máquina de Hollerith Computadores Pré-modernos Computação moderna Primeira Geração ( ) ENIAC Segunda Geração ( ) IBM PDP Terceira geração ( ) Quarta geração (1970 até hoje) Altair Apple, Lisa e Macintosh Microsoft e os processadores Intel Pentium D Pentium Extreme Edition Core 2 Duo Pentium Dual Core Core 2 Quad Core 2 Extreme Quad Core Intel Core i Athlon Turion... 38

3 Placas mães suportadas Qual a vantagem dos multicore? Os atuais Computação de Bolso Os componentes de um computador Introdução Divisão do computador Hardware Software: Processador: Memória RAM: Memórias ROM e RAM Introdução Memória ROM Memória RAM Aspectos do funcionamento das memórias RAM CAS e RAS Temporização e latência das memórias Outros parâmetros Voltagem SPD (Serial Presence Detect) Detecção de erros Tipos de encapsulamento de memória Módulos de Memória Tecnologias de Memórias A memória DDR Frequências da memória DDR Nomenclatura Disco Rígido Conhecendo o disco rígido (HD) Introdução... 72

4 Características e funcionamento dos HDs Componentes de um HD Gravação e leitura de dados Interfaces Tecnologias ATAPI e EIDE Tecnologias DMA e UDMA Capacidade real de armazenamento HDs externos Finalizando Tecnologia SCSI O que é SCSI Como surgiu o SCSI Funcionamento do SCSI Adaptadores Wide SCSI e Narrow SCSI Cabos e conectores Serial ATA (SATA - Serial Advanced Technology Attachment) Serial ATA x Paralell ATA Velocidade do padrão SATA Tecnologias relacionadas ao SATA Conectores e cabos Placa-mãe Placa-mãe - Principais características Placa de vídeo Esquema de cores O padrão VGA O padrão SVGA Memória de vídeo Como a imagem vai para o monitor Drives de Disquete e CD-ROM/DVD Placas adicionais Barramento ISA (Industry Standard Architecture)

5 Barramento PCI (Peripheral Component Interconnect) Barramento PCI-X (Peripheral Component Interconnect Extended) Barramento AGP (Accelerated Graphics Port) Barramento PCI Express Barramentos AMR, CNR e ACR Outros barramentos Monitor Gabinete AT ATX Periféricos gerais Placa de SOM Introdução Características das placas de som Taxa de amostragem Resposta de frequência SNR e THD Sintetizadores e MIDI DSP (Digital Signal Processor) Canais de áudio Conexões O que é bit e Byte Tecnologia FireWire (IEEE 1394) Introdução O que é FireWire? Características do FireWire Funcionamento do FireWire Conectores e cabos FireWire Bibliografia

6 A História e evolução dos computadores e da computação Conheça os principais computadores usados desde a antiguidade até os dias de hoje. Hoje em dia, os computadores estão presentes em nossa vida de uma forma nunca vista anteriormente. Sejam em casa, na escola, faculdade, empresa, ou em qualquer outro lugar, eles estão sempre entre nós. Ao contrário do que parece, a computação não surgiu nos últimos anos ou décadas, mas sim há mais de 7 mil anos atrás. Para começar, vamos falar sobre uma forma de calcular muito simples mas que também foi muito útil nas culturas antigas: o ábaco. Ábaco, a primeira calculadora da história. Muitos povos da antiguidade utilizavam o ábaco para a realização de cálculos do dia-a-dia, principalmente nas áreas de comercio de mercadorias e desenvolvimento de construções civis. Ele pode ser considerado como a primeira máquina desenvolvida para cálculo, pois utilizava um sistema bastante simples, mas também muito eficiente na resolução de problemas matemáticos.

7 É basicamente um conjunto de varetas de forma paralela, que contém pequenas bolas que realizam a contagem. Seu primeiro registro é datado no ano de 5500 a.c., pelos povos que constituíam a Mesopotâmia. Contudo, o ábaco também foi usado posteriormente por muitas outras culturas: Babilônia, Egito, Grécia, Roma, Índia, China, Japão, etc. Cada um destes povos possui uma versão de específica desta máquina, entretanto, preservando a sua essência original. Seu nome Roma antiga era "Calculus", termo de onde a palavra cálculo foi derivada. O fato deste instrumento ter sido difundido entre todas estas culturas se deve principalmente a dois fatores. O contato entre povos distintos é o primeiro deles, o que fez com que o ábaco fosse copiado de um lugar para vários outros no mundo. Por outro lado, a necessidade da representação matemática fez com os sistemas de contagens utilizados no cotidiano fossem implementados de forma mais prática. Sobre as operações matemáticas, ele é bastante útil para a soma e subtração. Já a multiplicação e divisão, o ábaco comum não é muito recomendado, somente algumas versões mais complexas que padrão. Régua de Cálculo Durante vários séculos, o ábaco foi sendo desenvolvido e aperfeiçoado, sendo a principal ferramenta de cálculo por muito tempo. Entretanto, os principais intelectuais da época do renascimento necessitavam descobrir maneiras mais eficientes de efetuar cálculos. Logo, em 1638, depois de Cristo, um padre inglês chamado William Oughtred, criou uma tabela muito interessante para a realização de multiplicações muito grandes. A base de sua invenção foram às pesquisas sobre logaritmos, realizadas pelo escocês John Napier.

8 Até este momento, a multiplicação de números muito grandes era algo muito trabalhoso e demorado de ser realizado. Porém, Napier descobriu várias propriedades matemáticas interessantes e as deu o nome de logaritmos. Após, disso, multiplicar valores se tornou uma tarefa mais simples. O mecanismo do William era consistido de uma régua que já possuía uma boa quantidade de valores pré-calculados, organizados em forma que os resultados fossem acessados automaticamente. Uma espécie de ponteiro indicava o resultado do valor desejado. Máquina de Pascal Apesar da régua de cálculo de William Oughtred ser útil, os valores presentes nela ainda eram pre-definidos, o que não funcionaria para calcular números que não estivessem presentes na tábua. Pouco tempo depois, em 1642, o matemático francês Bleise Pascal desenvolveu o que pode ser chamado da primeira calculadora mecânica da história, a máquina de Pascal.

9 Seu funcionamento era baseado no uso de rodas interligadas, que giravam na realização dos cálculos. A idéia inicial de Pascal era desenvolver uma máquina que realizasse as quatro operações matemáticas básicas, o que não aconteceu na prática, pois ela era capaz apenas de somar e subtrair. Por esse motivo, ela não foi muito bem acolhida na época. Alguns anos após a Máquina de Pascal, em 1672, o alemão Gottfried Leibnitz conseguiu o que pascal não tinha conseguido, criar uma calculadora que efetuava a soma e a divisão, além da raiz quadrada.

10 O Advento da programação funcional. Em todas as máquinas e mecanismos mostrados na parte 1, as operações já estavam previamente programadas, não sendo possível inserir novas funções. Contudo, no ano de 1801, o costureiro Joseph Marie Jacquard desenvolveu um sistema muito interessante nesta área. A indústria de Jaquard atuava no ramo de desenhos em tecidos, tarefa que ocupava muito tempo de trabalho manual. Vendo este problema, Joseph construiu a primeira máquina realmente programável, com o objetivo de recortar os tecidos de forma automática. Tal mecanismo foi chamado como Tear Programável, pois aceitava cartões perfuráveis com entrada do sistema. Desta maneira, Jaquard perfurava o cartão com o desenho desejado, e a máquina o reproduzia no tecido. A partir desse momento, muitos esquemas foram influenciados pelo Tear, incluindo o que vamos explicar logo abaixo.

11 A Máquina de Diferenças e o Engenho Analítico No ano de 1822, foi publicado um artigo científico que prometia revolucionar tudo o que existia até o exato momento, no ramo do cálculo eletrônico. O seu autor, Charles Babbage, afirmou que sua máquina era capaz de calcular funções de diversas naturezas (trigonometria, logaritmos), de forma muito simples. Este projeto possuía o nome de Máquina de Diferenças. Houve um grande boom na época por causa disso, pois as idéias aplicadas no projeto estavam muito a frente do seu tempo. Por causa de limitações técnicas e financeiras, a Máquina de Diferenças só pôde ser implementada muitos anos depois.

12 Após um período, no ano de 1837, Babbage lançou uma nova máquina, chamado de Engenho Analítico (Máquina Analítica). Ela aproveitava todos os conceitos do Tear Programável, como o uso dos cartões. Além disso, instruções e comandos também poderiam ser informados pelos cartões, fazendo uso de registradores primitivos. A precisão chegava a 50 casas decimais. Novamente, ela não pôde ser implementada naquela época, pelo mesmo motivo de limitações técnicas e financeiras. Simplesmente a tecnologia existente não era avançada o suficiente para a execução do projeto. Contudo, a contribuição teórica de Babbage foi tão grande, que muitas de suas idéias são usadas até hoje. A Teoria de Boole. Se Babbage é o avô do computador do ponto de vista de arquitetura de hardware, o matemático George Boole pode ser considerado o pai da lógica moderna. Boole desenvolveu, em 1847, um sistema lógico que reduzia a representação de valores através de dois algarismos: 0 ou 1. Em sua teoria, o número 1 tem significados como: ativo, ligado, existente, verdadeiro. Por outro lado, o O representava o inverso: não ativo, desligado, não existente, falso. Para representar valores intermediários, como mais ou

13 menos ativos, é possível usar dois ou mais algarismos (bits) para a representação. Por exemplo: 00 desligado 01 carga baixa 10 carga moderada 11 carga alta Todo o sistema lógico dos computadores atuais, inclusive o do qual você está usando, usa a teoria de Boole de forma prática. Máquina de Hollerith O conceito de cartões desenvolvidos na máquina de Tear Programável também foi muito útil para a realização do censo de 1890, nos estados unidos. Nessa ocasião, Hermann Hollerith desenvolveu uma máquina que acelerava todo o processo de computação dos dados computados. Ao invés da clássica caneta para marcar X em sim e não para perguntas como sexo, idade, os agentes do censo perfuravam estas opções nos cartões. Uma vez os dados coletados, o processo de computação da informação demorou aproximadamente 1/3 do comum. Foi praticamente uma revolução na maneira de se coletar dados.

14 Aproveitando todo o sucesso ocasionado por sua máquina, Hollerith fundou sua própria empresa, a Tabulation Machine Company, no ano de Após algumas fusões com outras empresas e anos no comando do empreendimento, Hoolerith veio a falecer. Quando um substituto assumiu o seu lugar, em 1916, o nome da empresa foi alterado para Internacional Business Machine, a mundialmente famosa IBM. Computadores Pré-modernos. Na primeira metade do século XX, várias computadores mecânicos foram desenvolvidos, sendo que com o passar do tempo, componentes eletrônicos foram sendo adicionados aos projetos. Em 1931, Vannevar Bush implementou um computador com uma arquitetura binária propriamente dita, usando os bits 0 e 1. A base decimal exigia que a eletricidade assumisse 10 voltagens diferentes, o que era muito difícil de ser controlado. Por isso, Bush fez uso da lógica de Boole, onde somente dois níveis de voltagem já eram suficientes. A segunda guerra mundial foi um grande incentivo no desenvolvimento de computadores, visto que as máquinas cada vez mais estavam se tornando mais úteis em tarefas de desencriptação de mensagens inimigas e criação de novas armas mais inteligentes. Entre os projetos desenvolvidos neste período, o que mais se destacou foi o Mark I, no ano de 1944, criado pela Universidade de Harvard (EUA), e o Colossus, em 1946, criado por Allan Turing.

15 Sendo uma das figuras mais importantes da computação, Allan Turing focou sua pesquisa na descoberta de problemas formais e práticos que poderiam ser resolvidos através de computadores. Para aqueles que apresentavam solução, foi criada a famosa teoria da Máquina de Turing, que através de um número finito de operações, resolvia problemas computacionais de diversas ordens diferentes. A máquina de Turing foi colocada em prática através do Computador Colosssus, citado acima.

16 Computação moderna. A computação moderna pode ser definida pelo uso de computadores digitais, que não utilizam componentes analógicos com base de seu funcionamento. Ela pode ser dividida em várias gerações: Primeira Geração ( ) A primeira geração de computadores modernos tinha com principal característica o uso de válvulas eletrônicas, possuindo dimensões enormes. Eles utilizavam quilômetros de fios, chegando a atingir temperaturas muito elevadas, o que frequentemente causava problemas de funcionamento. Normalmente, todos os programas eram escritos diretamente na linguagem de máquina. Existiram várias máquinas dessa época, contudo, vamos focar no ENIAC, que foi a famosa de todas.

17 ENIAC No ano de 1946, ocorreu uma revolução no mundo da computação, como o lançamento do computador ENIAC (Electrical Numerical Integrator and Calculator), desenvolvido pelos cientistas norte-americanos John Eckert e John Mauchly. Esta máquina era em torno de 1000 vezes mais rápida que qualquer outra que existia na época. A principal inovação nesta máquina é a computação digital, muito superior aos projetos mecânicos-analógicos desenvolvidos até o exato momento. Com o ENIAC, a maioria das operações eram realizadas sem a necessidade de movimentar peças de forma manual, mas sim somente pela entrada de dados no painel de controle. Cada operação podia ser acessada através de configurações padrões de chaves e switches. As dimensões desta máquina são muito grandes, com aproximadamente 25

18 metros de comprimento por 5,50 m de altura. O seu peso total era de 30 toneladas. Esse valor representa algo como um andar inteiro de um prédio. Segunda Geração ( ) Na segunda geração, houve a substituição das válvulas eletrônicas por transistores, o que diminui em muito tamanho do hardware. A tecnologia de circuitos impressos também foi criada, assim evitando que os fios e cabos elétricos ficassem espalhados por todo lugar. É possível dividir os computadores desta geração em duas grandes categorias: supercomputadores e minicomputadores.

19 IBM O IBM 7030, também conhecido por Strech, foi o primeiro supercomputador lançado na segunda geração, desenvolvido pela IBM. Seu tamanho era bem reduzido comparado com máquinas como o ENIAC, podendo ocupar somente uma sala comum. Ele era utilizado por grandes companhias, custando em torno de 13 milhões de dólares na época. Esta máquina executava cálculos na casa dos microssegundos, o que permitia até um milhão de operações por segundo. Desta maneira, um novo patamar de velocidade foi atingido. Comparado com os da primeira geração, os supercomputadores, como o IBM 7030, eram mais confiáveis. Várias linguagens foram desenvolvidas para os computadores de segunda geração, como Fortran, Cobol e Algol. Assim, softwares já poderiam ser criados com mais facilidade Muitos Mainframes (modo como as máquinas dessa época são chamadas) ainda estão em funcionamento em várias empresas no dias de hoje, como na própria IBM.

20 PDP-8 PDP-8 foi um dos mini-computadores mais conhecidos da segunda geração. Basicamente, foi uma versão mais básica do supercomputador, sendo mais atrativo do ponto de vista financeiro (centenas de milhões de dólares). Eram menores do que os supercomputadores, mas mesmo assim ainda ocupavam um bom espaço no cômodo.

21 Terceira geração ( ) Os computadores desta geração foram conhecidos pelo uso de circuitos integrados, ou seja, permitiram que uma mesma placa armazenasse vários circuitos que se comunicavam com hardwares distintos ao mesmo tempo. Desta maneira, as máquinas se tornaram mais velozes, com um número maior de funcionalidades. O preço também diminuiu consideravelmente. Um dos principais exemplos da Terceira geração é o IBM 360/91, lançado em 1967, sendo um grande sucesso em vendas na época. Esta máquina já trabalhava com dispositivos de entrada e saída modernos para a época, como discos e fitas de armazenamento, além da possibilidade de imprimir todos os resultados em papel. O IBM 360/91 foi um dos primeiros a permitir programação da CPU por microcódigo, ou seja, as operações usadas por um processador qualquer

22 poderiam ser gravadas através de softwares, sem a necessidade do projetar todo o circuito de forma manual. No final deste período, houve uma preocupação com a falta de qualidade nos desenvolvimento de softwares, visto que grande parte das empresas estava só focada no hardware. Quarta geração (1970 até hoje). A quarta geração é conhecida pelo advento dos microprocessadores e computadores pessoais, com a redução drástica do tamanho e preço das máquinas. As CPUs atingiram o incrível patamar de bilhões de operações por segundo, permitindo que muitas tarefas fossem implementadas agora. Os circuitos acabaram se tornado ainda mais integrados e menores, o que permitiu o desenvolvimento dos microprocessadores. Quanto mais o tempo foi passando, mais fácil foi comprar um computador pessoal. Nesta era, os softwares e sistemas se tornaram tão importantes quanto o hardware.

23 Altair O Altair 8800, lançado em 1975, revolucionou tudo o que era conhecido como computador até aquela época. Com um tamanho que cabia facilmente em uma mesa e um formato retangular, também era muito mais rápido que os computadores anteriores. O projeto usava o processador 8080 da Intel, fato que propiciou todo esse desempenho. Com todo o boom do Altair, um jovem programador chamado Bill Gates se interessou pela máquina, criando a sua linguagem de programação Altair Basic. O Altair funcionava através de cartões de entradas e saída, sem uma interface gráfica propriamente dita.

24 Apple, Lisa e Macintosh. Vendo o sucesso do Altair, Steve Jobs (fundador da Apple) sentiu que ainda faltava algo no projeto: apesar de suas funcionalidades, este computador não era fácil de ser utilizado por pessoas comuns. Steve sempre foi conhecido por ter um lado artístico apurado, portanto, em sua opinião, um computador deveria representar de maneira gráfica o seu funcionamento, ao contrário de luzes que acendiam e apagavam. Por isso, o Apple I, lançado em 1976, pode ser considerado como o primeiro computador pessoal, pois acompanhava um pequeno monitor gráfico que exibia o que estava acontecendo no PC. Como o sucesso da máquina foi muito grande, em 1979 foi lançado o Apple II, que seguia a mesma idéia. Seguindo na mesma linha, com os computadores Lisa (1983) e Macintosh(1984),

25 foram os primeiros a usarem o Mouse e possuírem a interface gráfica como nós conhecemos hoje em dia, com pastas, menus e área de trabalho. Não é um preciso dizer que esses PC tiveram um sucesso estrondoso, vendendo um número enorme de máquinas. Microsoft e os processadores Intel Paralelamente a Apple, Bill Gates fundou a Microsoft, que também desenvolvia computadores principiais. No começo de sua existência, no final dos anos 70 e até meados dos anos 80, Gates usou as idéias contidas nas outras máquinas para construir a suas próprias. Utilizando processadores 8086 da Intel, o primeiro sistema operacional da Microsof, MS-DOS, estava muito aquém dos desenvolvidos por Steve Jobs. Por esse motivo, Bill Gates acabou criando uma parceria com Jobs, e após algum tempo, copiou toda a tecnologia gráfica do Macintosh para o seu novo sistema operacional, o Windows. Desta forma, em meados dos anos 80, O Machintosh e o Windows se tornaram fortes concorrentes. Com a demissão de Steve Jobs da Apple, a empresa acabou muito enfraquecida. Assim, a Microsoft acabou se tornando a líder do mercado de computadores pessoais. Desta aquela época, vários processadores da Intel foram lançados, acompanhados de várias versões de Windows. Entre os modelos da Intel, podemos citar: 8086, 286, 386, 486, Pentium, Pentium 2, Pentium 3, Pentium 4, Core 2 Duo, i7. A AMD entrou no ramo de processadores em 1993, com o K5, lançando posteriormente k6, k7, Atlhon, Duron, Sempron, entre outros.

26 Todos os computadores pessoais novos que são lançados atualmente são bastante derivados das idéias criadas pela Apple e pela Microsoft. Processadores Intel: Quais as diferenças entre os modelos vendidos atualmente? A fabricante número um de processadores do mundo disponibiliza sete modelos principais de CPUs com múltiplos núcleos. Talvez você já tenha visto nomes como Dual Core, Core2Duo, Core2Quad ou Core i7, no entanto pode ser que você não tenha a mínima idéia das diferenças reais entre eles.

27 A princípio é fácil perceber que um Dual Core possui dois núcleos, mas então o que o Core2Duo traz de diferente? Abaixo você vai conferir descrições sobre cada processador, porém este artigo visa apenas descrever as configurações internas de cada um e mostrar o tipo de tarefa que cada um desses CPUs foi designado, por isso não espere uma tabela comparativa com preços e indicações de qual é o melhor. Pentium D Lembra dos antigos Pentium 4? Pois é, o Pentium D é a junção de dois processadores Pentium 4. Muitos usuários pensam que o Pentium D é um processador de núcleo duplo excelente, porém a história é um pouco diferente. Assim como acontecia com o Pentium 4, tudo se repetiu no Pentium D. A Intel precisava colocar dois núcleos com uma freqüência muito alta para conseguir um bom desempenho. A memória cache dos Pentium D é razoavelmente suficiente, porém como a Intel parou de investir neste tipo de CPU, atualmente os valores de memória e até a própria velocidade destes processadores não proporcionam bons resultados em games e aplicativos pesados. Pentium Extreme Edition Pelo nome não parece, mas os tais Pentium Extreme Edition são processadores de duplo núcleo também. A diferença entre estes e os Pentium D é, basicamente, que o Extreme Edition é um processador com dois Pentium 4 Extreme Edition trabalhando em conjunto. Com um desempenho um pouco melhor, algumas tecnologias a mais que auxiliam no trabalho pesado, este processador ganhou pouca fama, pois logo foi substituído por outros modelos.

28 O Pentium 4 Extreme Edition trabalhava com a tecnologia HT (a qual simulava dois processadores num só), a qual permitia um ganho de até 30% em múltiplas tarefas. Como o Pentium Extreme Edition é uma evolução, ele traz dois núcleos que operam com a tecnologia HT. Sendo assim, os dois núcleos do Pentium Extreme Edition simulam dois núcleos virtuais, de modo que o processador disponibiliza quatro núcleos para o sistema. Core 2 Duo Atualmente os Core 2 Duo estão entre os processadores mais cobiçados para jogos. Se comparado com os antigos processadores de dois núcleos da empresa, os novos Core 2 Duo mostram uma superioridade incrível. O grande motivo da diferença em desempenho é o novo sistema de núcleo da Intel. Os antigos Pentium D trabalhavam com uma linha de processamento idêntica a dos Pentium 4, já os tais Core 2 Duo funcionam com a nova tecnologia Core. Com uma frequência (velocidade) mais baixa, um pouco mais de memória interna,

29 modos mais eficiente de compartilhamento de recursos e alguns outros detalhes, os Core 2 Duo são os processadores mais potentes no ramo dos Dual Core. O Intel Core 2 Duo é indicado para jogos de última geração, edição de imagem e vídeo, programas matemáticos ou de engenharia e tarefas que requisitem alto processamento. Há vários modelos, sendo que os mais fortes não são viáveis para quem procura montar um PC econômico. Pentium Dual Core O Pentium Dual Core surgiu praticamente na mesma época do Core 2 Duo. Tendo a arquitetura (sistema interno de peças) baseada no Core 2 Duo, o Pentium Dual Core trouxe apenas algumas limitações. O tão falado FSB (barramento frontal) tem velocidade menor, a memória interna (cache) do processador é menor e os modelos disponíveis trazem clocks (velocidades) mais baixos. Para o usuário que procura apenas navegar na internet e realizar tarefas simples, este processador pode ser uma excelente escolha, visto que a relação custobenefício dele é uma das melhores quando se fala em processadores Intel de duplo núcleo.

30 Core 2 Quad Descendentes dos Core 2 Duo, os novos Core 2 Quad nada mais são do que processadores com quatro núcleos e um sistema interno muito semelhante aos seus antecessores. Ainda novos no mercado, os Core 2 Quad apresentam desempenho relativamente alto, porém em algumas tarefas eles perdem para os Dual Core. O grande problema nos Quad Core (termo adotado para falar a respeito de qualquer processador de quatro núcleos) é a falta de programas aptos a trabalhar com os quatro núcleos. Além disso, o custo destes processadores ainda não é ideal para os usuários domésticos.

31 Core 2 Extreme Quad Core Apesar da grande performance apresentada pelos Core 2 Quad, a Intel conseguiu criar um processador quase idêntico com maior velocidade. Apresentando dois modelos com a velocidade de clock superior, a Intel criou estes processadores especificamente para gamers e usuários fanáticos por Overclock. A relação custo benefício é péssima, pois custa quase o dobro dos Core 2 Quad e não fornecem o dobro de desempenho. Em jogos há um pequeno ganho de desempenho, mas nada extraordinário que valha realmente a pena. Vale ressaltar que há processadores Core 2 Extreme de dois e quatro núcleos. Ao comprar um Core 2 Extreme é importante averiguar se o processador é de dois ou quatro núcleos, pois enganos acontecem e você pode acabar pagando por um processador Quad Core e levar um Dual Core, muito cuidado!

32 Intel Core i7 A última palavra em tecnologia é o Core i7. A nova linha de processadores da Intel opera com quatro núcleos, velocidade semelhante a dos Core 2 Quad e quantidade de memória cache parecida. As mudanças são diversas, começando pelo suporte de memória DDR3 e abrangendo até o modo de comunicação com os outros itens do PC. O novo Intel Core i7 traz a tecnologia HT, a qual simula múltiplos núcleos e tende a aumentar o desempenho significativamente para aplicações que trabalhem com a divisão de processamento. Segundo o site da Intel, estes novos

33 processadores podem simular até oito núcleos, isso se o sistema operacional for compatível com a tecnologia. Como estes processadores são lançamento, o preço deles é astronômico (dificilmente encontra-se um processador dessa linha por menos de mil reais), sendo indicado apenas para entusiastas e pessoas com muito dinheiro. A performance do Core i7 é sem dúvida superior a qualquer outro processador, no entanto talvez não seja uma boa idéia comprar estes processadores agora, visto que não há programas que exijam tamanho poder de processamento. Processadores AMD: descubra quais os modelos vendidos na atualidade e suas principais aplicações Descubra quais os modelos de processadores AMD da atualidade, incluindo seus principais usos A AMD é bastante conhecida pela grande participação mundial no mercado de processadores, sempre liderando este ramo juntamente com a Intel. Para que seja possível aproveitar todo o potencial dos diversos hardwares disponíveis no mercado, a AMD possui vários processadores distintos, cada um se adaptando de melhor forma à um tipo de maquina específica. Modelos como o Sempron e o Athlon são bastante conhecidos, principalmente por já estarem há anos no mercado. Entretanto, muitos usuários nem sabem da existência do Phenom, Turion e Opteron, modelos de CPUs lançados pela AMD não muito divulgados. Por esse motivo, vamos abordar neste artigo as principais características de cada processador, assim como seus usos mais recomendados. Desta maneira, você

34 ficará por dentro de todas essas tecnologias, compreendendo claramente a utilização de cada uma das CPUs apresentadas aqui. Athlon Dentre todos os processadores fabricados atualmente pela AMD, o Athlon é o mais antigo, estando no mercado deste Junho de Ele pode ser classificado como o modelo padrão deste fabricante, pelo fato de possuir grande parte das tecnologias mais avançadas, mas ainda com um preço acessível. Com o passar dos anos, o athlon foi incorporando todos os recursos de última geração de cada época, sendo uma constante evolução durante todo esse tempo. Como todas as CPUs atuais desenvolvidas pela AMD, o Athon pode trabalhar tanto com 32 quanto 64 bits, de maneira muito eficiente. Por esse motivo, este processador também é conhecido por athlon64. Atualmente, existem versões que utilizam um único núcleo, dois, assim como a tecnologia quad-core (quatro núcleos trabalhando de forma conjunta). Existem várias linhas de produções do Athlon, sendo que cada uma delas mantém uma particularidade comparado com as outras. Por exemplo, podemos começar

35 falando sobre o Athlon 64 X2, a versão mais comercializada desta CPU na atualidade, que trabalha com dois núcleos ao mesmo tempo. É o athlon mais recomendada para o uso comum do dia-a-dia. Já o Athlon 64 FX utiliza todo o potencial da tecnologia quad-core, utilizando o processamento de quatro núcleos ao mesmo tempo. Essa linha de produção é a mais potente do modelo Athlon, recomendada para a execução de aplicações pesadas. Não sendo fabricado mais, o Athlon XP também merece uma menção honrosa no nosso artigo, pois foi comercializado por muito tempo e muitas pessoas ainda o utilizam em seus computadores. Ele trabalhava com somente um núcleo. Caso você necessite comprar uma máquina para propósito geral, mas sem gastar muito dinheiro, o processador AMD Athlon é uma ótima opção, principalmente pelo seu ótimo custo benefício. Sempron O Sempron é basicamente uma versão simplificada do athlon, desenvolvido para mercados de baixo custo. Lançado em Julho de 2004, substituiu a linha de produção do processador Duron, que até aquele momento, era a opção mais

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