PLANO ESTRATÉGICO CAIC NOVO MODELO DE AÇÃO (Versão reduzida)

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1 PLANO ESTRATÉGICO CAIC NOVO MODELO DE AÇÃO (Versão reduzida)

2 Página 1 Índice ENQUADRAMENTO... 2 Competências da CAIC... 2 Composição da CAIC... 2 Núcleo Técnico de Apoio... 3 Grupos Técnicos de Trabalho... 3 NOVO MODELO DE AÇÃO DA CAIC Anexo I... 12

3 Página 2 ENQUADRAMENTO A Comissão de Acompanhamento da Informatização Clínica (CAIC) é uma entidade, criada pelo Despacho nº 9725/2013 (Anexo I), que funciona no âmbito da SPMS Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, EPE. A CAIC, que surge em sequência da extinta CIC (Comissão para a Informatização Clínica), tem por função colaborar na apresentação de propostas destinadas à definição da estratégia de informatização clínica do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Competências da CAIC De acordo com a alínea 2 do Despacho acima identificado, compete à CAIC: Colaborar no plano estratégico de informatização clínica do SNS, através da apresentação de propostas. Acompanhar a implementação do plano. Assegurar a participação e articulação necessária das diversas entidades intervenientes, no âmbito dos processos de informatização a desenvolver. Colaborar e participar, em articulação com a entidade portuguesa responsável, nos projetos internacionais na área da informatização clínica. Assegurar a operacionalização de modelos de colaboração e interação, no âmbito do sistema de saúde nacional e internacional, na área de partilha de dados clínicos. Composição da CAIC A CAIC é composta pelos seguintes elementos: Presidente do Conselho de Administração da SPMS, EPE, com funções de coordenação Professor Henrique Martins Representante da Direção-Geral da Saúde (DGS) Representante da Administração Central do Sistema de Saúde, IP (ACSS) Representante da SPMS, EPE Drª Luísa Couceiro

4 Página 3 Núcleo Técnico de Apoio O Núcleo Técnico de Apoio reúne com frequência bimensal e é composto por profissionais das áreas dos sistemas de informação, a serem nomeados pelas seguintes entidades: Direção-Geral da Saúde; SPMS, EPE; Administrações Regionais de Saúde; Três unidades hospitalares propostas pelo coordenador da CAIC Grupos Técnicos de Trabalho De acordo com a alínea 5 do Despacho de criação da CAIC, foram definidos como Grupos de Trabalho a funcionar no âmbito da CAIC: A. Grupo de Trabalho da Telemedicina; B. Grupo de Trabalho para a Informatização da Urgência Hospitalar; C. Grupo de Trabalho para a Informatização em Medicina Intensiva; D. Grupo de Trabalho de Informática para o Utente; E. Grupo de Trabalho sobre Segurança de Dados Clínicos; F. Grupo de Trabalho para Registos de Enfermagem; G. Grupo de Trabalho para Interoperabilidade Semântica;

5 Página 4 NOVO MODELO DE AÇÃO DA CAIC Após o levantamento e avaliação da atividade dos grupos constituintes da CAIC (Comissão de Acompanhamento da Informatização Clínica) durante 2013 e 2014, procedeu-se a uma apreciação e reestruturação de alguns grupos de trabalho. Assim: GT da Telemedicina mantém a atividade nos moldes atuais, sendo promovida a inclusão das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores; GT para a Informatização da Urgência Hospitalar O Despacho nº11226/2014 do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, de 5 de setembro de 2014, relativo à informatização clínica do Serviço de Urgência determina a atuação conjunta das ARS, DGS, ACSS, INEM e SPMS nesta matéria, pelo que será neste enquadramento que a atividade se deverá desenvolver; GT para a Informatização em Medicina Intensiva é criado o GT de Medicina Intensiva e Anestesiologia, integrando no grupo anteriormente criado esta última especialidade e abrangendo as atividades realizadas na UCI e nos Blocos Operatórios, em alinhamento com a vontade do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde para reforço da articulação SPMS INEM UCI na partilha de informação clinica e de vagas. GT de Informática para o Utente O modelo de envolvimento dos utentes ainda não está totalmente clarificado, havendo um grupo de trabalho nomeado pelo Ministro da Saúde - Grupo Técnico para a Informação no Sistema na Saúde que se encontra a trabalhar nesta matéria. Aguardam-se as recomendações decorrentes do relatório efetuado pelo referido grupo, cuja missão é apresentar uma proposta de desenvolvimento e integração de sistemas de informação e comunicação, ao nível dos macros processos-chave e dos respetivos processos de suporte, que relacionem o cidadão com o Sistema de Saúde. Assim, foi entendido não fechar aqui o modelo e revisão deste grupo. GT Segurança de Dados Clínicos atendendo ao Plano Estratégico da SPMS e ao reforço de investimento no âmbito do PRITIC vão ser em 2015 densificadas iniciativas de segurança, com uma abrangência maior em termos de sistemas locais e centrais, pelo que a CAIC passa a incorporar o feedback deste trabalho, que possivelmente se desenvolverá num grupo de trabalho sobre segurança no SNS/Ministério da Saúde. Está em curso um trabalho conjunto entre a SPMS e o Centro Nacional de Cibersegurança para análise e sugestão de propostas

6 Página 5 de ação, bem como uma avaliação externa à política de segurança da SPMS que foi aprovada após a criação da CAIC. GT para Registos de Enfermagem O âmbito deste grupo passa a ser mais alargado e constituído também por outros profissionais de saúde, nomeadamente Psicólogos, Fisioterapeutas, Nutricionistas, entre outros. GT para a Interoperabilidade Semântica foi criado a partir de janeiro de 2015 no âmbito do Contrato Programa com a ACSS o Centro de Terminologias Clínicas para a Saúde, que ficará também responsável pelo desenvolvimento de atividades relacionadas com a interoperabilidade semântica, reportando à CAIC através do seu representante. Para além das alterações realizadas nos grupos inicialmente criados, foi, ainda, constituído um novo. GT de Homogeneização dos Registos Médicos constituído por Médicos de diferentes especialidades, de cuidados de saúde primários e hospitalares cujo objetivo é procurar homogeneizar processos de registo entre os vários níveis de cuidados, com vista ao Processo Clínico Eletrónico Único transinstitucional, ao mesmo tempo que são discutidas necessidades e questões inerentes às diferentes especialidades.

7 Página 6 Em suma, as alterações efetuadas nos Grupos de Trabalho sintetizam-se em: De acordo com as alterações acima mencionadas, apresenta-se de seguida o novo modelo de atuação dos grupos no âmbito da CAIC.

8 Página 7 Para além dos grupos de trabalho formalmente constituídos pelo Despacho nº9725/2013, na reunião geral da CAIC, realizada em dezembro de 2013 foi, ainda, determinado o acompanhamento da prescrição eletrónica e a eventual criação de um grupo de trabalho. Durante 2014 houve atividade realizada neste âmbito, nomeadamente no grupo de trabalho PEMH e na Comissão de Acompanhamento do Processo de Faturação.

9 Página 8 O grupo PEMH foi constituído com o objetivo de definir normas de prescrição e dispensa de medicamentos em ambulatório Hospitalar no âmbito do Despacho nº 13382/2012, de 4 de outubro (Anexo IX). Este grupo nunca foi formalizado mas desenvolvera-se mensalmente reuniões entre a SPMS, ACSS, INFARMED, Ordem dos Farmacêuticos e alguns Hospitais para discutir esta problemática. A Ordem dos Médicos foi convidada a participar, tendo declinado o convite, remetendo o para a DGS. Como resultado destes encontros entre instituições, foi apresentado um relatório sobre Normas de prescrição e dispensa de medicamentos e produtos de saúde dispensados em ambulatório hospitalar (Anexo x), destinadas a todos os profissionais envolvidos no processo de prescrição e dispensa de medicamentos e produtos de saúde a doentes em regime de ambulatório pelos serviços farmacêuticos hospitalares. Os objetivos pretendidos com a elaboração destas normas de prescrição e dispensa são: 1. Garantir a equidade no acesso aos medicamentos e produtos de saúde; 2. Uniformizar os critérios aplicáveis à prescrição de medicamentos e produtos de saúde dispensados em regime de ambulatório nos Hospitais do SNS com vista à desmaterialização da receita; 3. Centralizar os dados da prescrição e dispensa proporcionando os mecanismos necessários à adequada gestão e monitorização deste setor pelas entidades do Ministério da Saúde; 4. Uniformizar o registo eletrónico da dispensa pelos serviços farmacêuticos dos Hospitais SNS; 5. Preparar os repositórios de dados sobre a prescrição e dispensa em farmácia de ambulatório para, numa segunda fase: i) Monitorizar a taxa de adesão do doente à medicação utilizando critérios uniformes e baseados na evidência; ii) Registar uniformemente as intervenções farmacêuticas decorrentes do ato de dispensa/consulta farmacêutica permitindo a geração de dados nacionais necessários à análise deste setor. Encontra-se em fase de elaboração as normas técnicas. A Comissão de Acompanhamento do Processo de Faturação foi criada pela Portaria n.º 24/2014, de 31 de janeiro, que procedeu à alteração da Portaria n.º 193/2011, de 13 de maio. Esta Comissão, composta por elementos da ACSS, INFARMED, SPMS, Associação Nacional de Farmácias, ARS, Associação de Farmácias de Portugal, tem reunido mensalmente com o principal objetivo a discussão de questões relacionadas com o processo de faturação e elaboração de recomendações para a solução das mesmas.

10 Página 9 Em pretende-se que esta área de trabalho seja, a nível local, uma prioridade das Comissões de Informatização Clínica e, a nível central, se continue a desenvolver esforços conjuntos entre a SPMS ACSS INFARMED sobre a área da prescrição hospitalar. Em torno destes grupos desenvolveram-se atividades que se densificam em duas áreas transversais de preocupação: Segurança e Privacidade e Interoperabilidade Técnica e Semântica. O conhecimento, regras e princípios destas áreas, as recomendações emanadas pelos grupos de trabalho devem permitir a elaboração de Normas Técnicas de Software de Processo Clínico Eletrónico. Estas normas compilam um conjunto de regras e orientações, de cariz prático, essenciais ao desenvolvimento de Processo Clínico Eletrónico, incorporando as necessidades e processos identificados pelos grupos de trabalho. São posteriormente divulgadas pelo mercado de SW bem como pelas equipas internas da SPMS envolvidas no desenvolvimento e manutenção. Pretende-se, ainda, dinamizar as Comissões de Informatização Clínica nas Unidades de Saúde, através de mecanismos bilaterais de feedback periódico. Em algumas instituições, estas Comissões que funcionam informalmente, no âmbito do Despacho nº2784/2013, de 20 de fevereiro, que determina a criação de grupos de auditoria para acompanhamento da implementação dos registos eletrónicos em determinadas áreas, tais como notas de alta médica e de enfermagem, notas de transferência das unidades de cuidados intensivos, MCDT, análises laboratoriais, imagiologia e traçado eletrocardiográfico. Estas auditorias deveriam ocorrer trimestralmente bem como auditorias mensais à documentação de alergias e reações adversas. Às CIC de cada organização compete uma ação local de gestão da mudança com vista à informatização através: Definição de estratégia de implementação; Promoção de boas práticas de Registo Clínico; Articulação com as iniciativas de promoção da Telemedicina identificados nos planos regionais para o desenvolvimento das teleconsultas em todas as especialidades prioritárias previstas no Despacho nº3571/2013 (Anexo II); Ajudar os Grupos de Trabalho na identificação de questões concretas a analisar.

11 Página 10 Neste âmbito, à CAIC cabe focalizar-se numa estratégia de ação nacional de partilha de boas práticas e benchmarking bem como estabelecer a ligação entre os Grupos de Trabalho e as CIC locais e assegurar: Definição de métricas alinhadas com a estratégia nacional para a informatização clinica Monitorização de resultados Formação nas áreas de ehealth Criação de competências de implementação e gestão da mudança Os indicadores que devem ser monitorizados periodicamente terão que ter em consideração as normas legais publicadas - indicadores transversais legalmente definidos bem como indicadores que dependem dos dados centrais (SI.VIDA, CRS, etc.) e de aplicações específicas existentes em determinados hospitais ou grupos de hospitais (ex. da aplicação desenvolvida na ARS Norte para monitorização das cesarianas). Ainda que não seja determinado um modelo único de constituição das CIC, para maior adaptabilidade sugere-se que integre estas Comissões locais uma equipa multidisciplinar, constituída por profissionais de diversas áreas, nomeadamente de imagiologia, laboratório, enfermeiros, farmacêuticos, assistentes sociais, gestão de doentes, TIC e administração. Os grupos de trabalho devem elaborar trimestralmente relatórios com as atividades desenvolvidas e recomendações e reportar à CAIC. Depois de consolidada a informação deverá ser remetida para as Comissões de Informatização Clínica para implementação. O relatório deve obedecer ao template disponibilizado pela SPMS e incluir a seguinte informação: Reuniões realizadas e pequena súmula Atividades desenvolvidas Próximos passos Monitorização de indicadores (quando possível a extração trimestral) A SPMS elaborará uma brochura eletrónica com periodicidade bimestral, a publicar no sub-site da CAIC integrado no site da SPMS, e a divulgar pelas Comissões de Informatização Clínica dos Hospitais, com os aspetos mais relevantes da atividade dos grupos de trabalho.

12 Página 11 Para além dos profissionais de saúde a atuarem no território continental, pretende-se, ainda, integrar profissionais das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores nas Assembleias Gerais e nos Grupos de Trabalho uma vez que estas regiões utilizam cada vez mais os sistemas de informação clínicos interoperáveis com os sistemas do SNS e é crítica a partilha de standards e boas práticas que garantam, acima de tudo, a partilha de informação clinica sobre cidadãos cujos cuidados de saúde e necessidades não respeitam barreiras geográficas nem organizacionais.

13 Página 12 Anexo I

14 Página 13

15 Página 14

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