COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO INSTRUMENTO DE CONHECIMENTO, REFLEXÃO E DECISÃO

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1 COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO INSTRUMENTO DE CONHECIMENTO, REFLEXÃO E DECISÃO ALBUQUERQUE, Rosa 1 NEGREIROS, Gláucia 2 VASCONCELOS, Maria Auxiliadora Marques 3 Introdução No ano de 2004 o Governo Federal regulamentou o artigo 9º, incisos VI, VIII e IX da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/1996). Para tal regulamentação foi instituído, através da Lei , de 14 de abril daquele ano, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Ato contínuo, no mesmo ano, o Ministério da Educação, através da Portaria MEC nº. 2051, regulamentou como seriam os procedimentos de avaliação do SINAES. Essa portaria, em relação à CPA, determina que: Art. 7o As Comissões Próprias de Avaliação (CPAs), previstas no Art. 11 da Lei no , de 14 de abril de 2004, e constituídas no âmbito de cada instituição de educação superior, terão por atribuição a coordenação dos processos internos de avaliação da instituição, de sistematização e de prestação das informações solicitadas pelo INEP. 1º. As CPAs atuarão com autonomia em relação a conselhos e demais órgãos colegiados existentes na instituição de educação superior. Com o objetivo de coordenar e articular o processo interno de avaliação da Instituição, bem como sistematizar e disponibilizar informações e dados foi instituída pelas Faculdades ICE uma comissão de Auto-avaliação composta por segmentos envolvidos nas áreas de administração e ensino. Assim, a Comissão Própria de Avaliação, ao ser instituído passa ser instrumento de gestão para uma contínua melhoria nas diferentes dimensões 1 Docente do Curso de Administração das Faculdades ICE e membro da CPA. 2 Coordenadora do Curso de Pedagogia das Faculdades ICE e membro da CPA. 3 Docente do curso de Pedagogia das Faculdades ICE e membro da CPA.

2 em que as Faculdades Integradas ICE atua, tanto do ponto de vista institucional quanto acadêmico e administrativo. Ao final do processo de auto-avaliação, a C.P. A prestará contas de suas atividades aos órgãos colegiados apresentando relatórios, pareceres e, eventualmente, recomendações. Segundo Juliatto (1991, p.132): A Instituição que se auto-avalia irá criar mecanismos explícitos e adaptados à suas condições para verificar o grau de efetividade no alcance dos seus propósitos. Neste sentido, procura orientar a gestão institucional, em suas dimensões política, acadêmica e administrativa, para promover os ajustes necessários à elevação do seu padrão de qualidade, como também criar instrumentos de avaliação institucional referentes à: a) Pessoal técnico e docente; b) Disciplinas; c) Currículo e programas; d) Alunos; e) Setores administrativos; Assim, oportuniza também: Converter a avaliação em instrumento de superação individual e coletiva de limitações; Manter um processo contínuo, evolutivo e flexível; Reforçar o compromisso da IES com a excelência do saber; Promover o autoconhecimento da Instituição; Gerar informações a comunidade sobre os serviços prestados. Objetivo Além de cumprir uma exigência legal, a Avaliação Institucional é presença obrigatória em toda e qualquer atividade humana, sobretudo, na educação. A Comissão Própria de Avaliação integrada ao SINAES Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior tem como objetivo provocar a disseminação da prática cotidiana da avaliação, orientada pelos princípios

3 fundados no rigor ético e político, como também à produção de conhecimentos novos sobre a realidade. Assim, a CPA tem o objetivo de conduzir os processos internos da avaliação das Faculdades Integradas ICE sistematizar os processos e prestar informações ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas INEP, observadas as orientações gerais indicadas pelo SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). Nesta perspectiva, também avaliar as políticas, objetivos e metas institucionais previstas para as grandes áreas administrativas e acadêmicas das Faculdades ICE, objetivando o autoconhecimento institucional, mediante a execução do Programa de Avaliação das Instituições de Educação Superior (AVALIES), contribuindo para o alcance dos objetivos e metas previstos no seu PDI. Metodologia A avaliação institucional tem caráter de globalidade e de processo permanente, e assim pretende ser um ponto de referência de como medir, analisar e julgar a eficácia das Faculdades ICE como Instituição de Ensino Superior. Neste sentido, contempla o processo de envolvimento e participação, globalidade e gradualidade. Ações Avaliativas As ações devem constituir prática essencial do processo, e destaca no contexto, a sensibilização que antecede as atividades, e, portanto, são ações dinâmicas que proporciona a interação e participação coletiva. Desta forma a sensibilização ocorre com base em estratégias permanentes que contemplam algumas etapas, respectivamente: Etapa 1: Sensibilização da comunidade; Etapa 2: Levantamento de dados e informações através de formulários e grupos focais e elaboração de relatórios; Etapa 3: Elaboração do relatório final e apresentação. As Competências da CPA, a Missão e o Plano de Desenvolvimento Institucional PDI

4 Através da avaliação a Instituição aprecia, questiona e acompanha o seu próprio trabalho, definido prioridades de desenvolvimento, tendo condições de avançar numa linha qualitativa, buscando o seu compromisso científico e social. Para isso destaca-se: A política para o ensino, à pesquisa e pós-graduação; A responsabilidade social da Instituição; A comunicação com a sociedade; As políticas de pessoal; Organização e gestão da Instituição; Infra-estrutura física; Planejamento e avaliação; Políticas de atendimento aos estudantes. A Importância da Avaliação Institucional no Ensino Superior A Avaliação Institucional divide-se em duas modalidades: 1º. Auto-avaliação: Coordenada pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) de cada instituição e orientada pelas diretrizes e pelo roteiro da auto-avaliação institucional da CONAES. 2º. Avaliação externa: Realizada por comissões designadas pelo INEP, a avaliação externa tem como referência os padrões de qualidade para a educação superior expressos nos instrumentos de avaliação e os relatórios das auto-avaliações. Mas, os processos avaliativos devem constituir um sistema que permita a integração das diversas dimensões da realidade avaliada, assegurando as coerências conceitual, epistemológica e prática, bem como o alcance dos objetivos dos diversos instrumentos e modalidades. No entanto, o processo de avaliação, em particular a do ensino superior, centra-se nos resultados efetivos de estimar, valorar e julgar as conquistas ou ganhos, sobretudo sobre o desempenho acadêmico. Entretanto, vale ressaltar que é importante que a Instituição ICE se autoavalie para melhor conhecer suas ações e os resultados junto à comunidade, principalmente aos alunos.

5 Por isso, a avaliação institucional orienta a gestão em suas dimensões políticas, acadêmicas e administrativas, promovendo uma auto-reflexão e a oportunidade de ajustes necessários à elevação de seu padrão de qualidade, mapeando seus pontos fortes e fracos. Ela procura ainda identificar as potencialidades e fragilidades das Faculdades ICE, além de propor alternativas para a melhoria de qualidade da Instituição. Considerações Finais No momento atual, a avaliação é necessária em todo o contexto, entretanto, é necessário que as Faculdades ICE busquem desenvolver ações permanentes de avaliação tendo como referência o conhecimento das opiniões e dos juízos de diferentes setores administrativos e acadêmicos que estão inseridos no processo. Por isso, a participação nos processos avaliativos da CPA proporciona uma visão ampla sobre a qualidade dos serviços prestados pelas Faculdades ICE. Dessa forma, a CPA comprometida com a melhoria permanente da qualidade da educação superior das Faculdades ICE, poderá se tornar um recurso dinâmico e de realimentação para a própria avaliação institucional, e principalmente para a própria melhoria das Faculdades Integradas ICE. Portanto, a auto avaliação deve ser um processo de reflexão visando ao aprimoramento da qualidade de ensino, da pesquisa, da extensão e da gestão administrativa. E, deve ser um procedimento indispensável, em função das políticas educacionais propostas. Referências Bibliográficas ARRUDA, J.R. C. Políticas e indicadores na educação superior. Rio de Janeiro: Quallitymark/Dunya, BUENO, Jayme; SERMANN, Lucia Izabel C; SCHERNER, Maria Luiza Trevisan. (Orgs.) Avaliação Institucional Fundamentação teórica, contexto institucional e perfil do aluno. Curitiba: Champagnat, 2003.

6 DEMO, Pedro. Educação e qualidade. 2 ed. Campinas, SP: Papirus, JULIATTO, C.I. A busca da excelência acadêmica nas instituições de ensino superior por meio da avaliação. In: Revista Iglu (1) out

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