ENADE COMENTADO 2007 Serviço Social

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2 ENADE COMENTADO 2007 Serviço Social

3 Chanceler Dom Dadeus Grings Reitor Joaquim Clotet Vice-Reitor Evilázio Teixeira Conselho Editorial Ana Maria Lisboa de Mello Elaine Turk Faria Érico João Hammes Gilberto Keller de Andrade Helenita Rosa Franco Jane Rita Caetano da Silveira Jerônimo Carlos Santos Braga Jorge Campos da Costa Jorge Luis Nicolas Audy Presidente José Antônio Poli de Figueiredo Jurandir Malerba Lauro Kopper Filho Luciano Klöckner Maria Lúcia Tiellet Nunes Marília Costa Morosini Marlise Araújo dos Santos Renato Tetelbom Stein René Ernaini Gertz Ruth Maria Chittó Gauer EDIPUCRS Jerônimo Carlos Santos Braga Diretor Jorge Campos da Costa Editor-chefe

4 Gleny Terezinha Duro Guimarães Francisco Arseli Kern (organizadores) ENADE COMENTADO 2007 Serviço Social Porto Alegre 2010

5 EDIPUCRS, 2010 CAPA Vinícius Xavier PREPARAÇÃO DE ORIGINAIS Gleny Terezinha Duro Guimarães e Francisco Arseli Kern REVISÃO DE TEXTO Rafael Saraiva EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Gabriela Viale Pereira e Laura Guerra Questões retiradas da prova do ENADE 2007 do Serviço Social EDIPUCRS Editora Universitária da PUCRS Av. Ipiranga, 6681 Prédio 33 Caixa Postal 1429 CEP Porto Alegre RS Brasil Fone/fax: (51) Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) E56 ENADE comentado 2007 : serviço social [recurso eletrônico] / organizadores, Gleny Terezinha Duro Guimarães, Francisco Arseli Kern. Dados eletrônicos. Porto Alegre : EDIPUCRS, p. Sistema requerido: Adobe Acrobat Reade Modo de Acesso: <http://www.pucrs.br/edipucrs/> ISBN (on-line) 1. Ensino Superior Brasil Avaliação. 2. Exame Nacional de Desempenho de Estudantes. 3. Serviço Social Ensino Superior. I. Guimarães, Gleny Terezinha Duro. II. Kern, Francisco Arseli. CDD Ficha Catalográfica elaborada pelo Setor de Tratamento da Informação da BC-PUCRS.

6 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 7 Beatriz Gershenson Aguinsky COMPONENTE ESPECÍFICO - QUESTÕES OBJETIVAS QUESTÃO Maria Beatriz Marazita QUESTÃO Jane Cruz Prates QUESTÃO Maria Palma Wolff QUESTÃO Idilia Fernandes QUESTÃO Márcia Salete Arruda Faustini QUESTÃO Dolores Sanches Wünsch QUESTÃO Maria Palma Wolff QUESTÃO Leonia Capaverde Bulla QUESTÃO Inês Amaro da Silva QUESTÃO Ana Lúcia Suárez Maciel QUESTÃO Dolores Sanches Wünsch QUESTÃO Idilia Fernandes QUESTÃO Esalba Maria Silveira QUESTÃO Maria Isabel Barros Bellini QUESTÃO Idilia Fernandes QUESTÃO Ana Lúcia Suárez Maciel e Leonia Capaverde Bulla

7 QUESTÃO Ana Lúcia Suárez Maciel e Inês Amaro da Silva QUESTÃO Patricia Krieger Grossi QUESTÃO Esalba Maria Silveira QUESTÃO Márcia Salete Arruda Faustini e Francisco Arseli kern QUESTÃO Patricia Krieger Grossi QUESTÃO Jane Cruz Prates QUESTÃO Patricia Krieger Grossi QUESTÃO Gleny Terezinha Duro Guimarães e Anelise Gronitzki Adam QUESTÃO Gleny Terezinha Duro Guimarães e Anelise Gronitzki Adam QUESTÃO Alzira Maria Baptista Lewgoy QUESTÃO Alzira Maria Baptista Lewgoy COMPONENTE ESPECÍFICO - QUESTÕES DISCURSIVAS QUESTÃO Maria Beatriz Marazita QUESTÃO Maria Palma Wolff QUESTÃO Maria Isabel Barros Bellini LISTA DE CONTRIBUINTES

8 APRESENTAÇÃO Um dos maiores desafios que se coloca para todos aqueles que dão vida a dinâmicas e processos constitutivos da Educação Superior é a busca permanente por mecanismos de construção de conhecimentos e aprendizagem que, de fato, decorram de processos avaliativos. Como aprender sem avaliar? Como avaliar sem perder de vista os processos formativos que deveriam ser intrínsecos a toda avaliação no âmbito educativo? E como agregar valor a estratégias avaliativas sejam elas externas ou internas às Universidades de modo a resistir a lógicas binárias e retrógradas que insistem em povoar a cultura das práticas avaliativas, quando associadas meramente a resultados per se, burocraticamente orientadas a formas de premiação ou punição nas mais variadas dimensões da educação? O enfrentamento desse desafio exige esforços intencionais de gestores, professores e alunos, para que processos avaliativos não apenas estejam incorporados ao cotidiano da vida universitária, mas que sejam conhecidos e apropriados por todos, servindo a propósitos elevados: o compartilhamento de saberes a serviço de patamares de qualidade na formação superior. Com esse propósito, a Faculdade de Serviço Social (FSS) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) associa-se à iniciativa da Pró- Reitoria de Graduação, através da EDIPUCRS, lançando o ENADE 2007 Comentado: Serviço Social, na forma de e-book. O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) é parte integrante do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), responsável pela avaliação externa de Instituições de Ensino Superior e de Cursos. É objetivo do ENADE de aferir o rendimento dos estudantes dos cursos de graduação das Instituições de Ensino Superior. Por essa razão, costuma-se associálo tão somente a uma prova. No entanto, o ENADE articula quatro instrumentos distintos: uma prova, um questionário de impressões sobre a prova, um questionário socioeconômico todos a serem respondidos pelos estudantes e um questionário destinado ao(a) coordenador(a) do(a) curso/habilitação. Por força de disposições legais do SINAES, o ENADE é componente curricular obrigatório, ficando a colação de grau do estudante condicionada à comprovação de sua participação no Exame. ENADE Comentado 2007: Serviço Social 7

9 A prova aplicada na área de Serviço Social apresenta 40 questões, sendo 10 questões de formação geral, comuns a todos os cursos da área da saúde, e 30 questões de componente específico. Assim, tendo por base as questões do componente específico do ENADE 2007, aplicada em todo o território nacional aos estudantes de Serviço Social, a presente publicação reúne a contribuição de docentes da FSS/PUCRS, que responderam às questões do ENADE de modo comentado. O conjunto das questões e das respostas apresentadas na forma de e- book, certamente será uma oportuna fonte de consulta e estudos de temas contemporâneos da área para os estudantes e também como material didático para o trabalho em sala de aula. Agradeço aos Professores Francisco Arseli Kern e Gleny Terezinha Duro Guimarães que organizaram o ENADE 2007 Comentado: Serviço Social. Agradeço especialmente aos docentes da FSS que se dedicaram às respostas comentadas às questões do ENADE, cujo produto do zeloso trabalho, ao tornar-se público, revigora a certeza do quanto a avaliação formativa é fecunda para o aprimoramento constante da formação de qualidade em Serviço Social. Beatriz Gershenson Aguinsky Diretora da Faculdade de Serviço Social da PUCRS 8 Gleny Terezinha Duro Guimarães, Francisco Arseli Kern (Orgs.)

10 COMPONENTE ESPECÍFICO QUESTÕES OBJETIVAS

11 QUESTÃO 11 Corrente importante de estudiosos da profissão considera que a análise do papel do Serviço Social na reprodução das relações sociais deve partir do suposto de que a apreensão do significado histórico da profissão só é possível com a sua inserção na sociedade, pois o Serviço Social se afirma como instituição peculiar na e a partir da divisão social do trabalho. Esta concepção identifica, como princípio que rege a estruturação das relações sociais na sociedade, (A) a solidariedade. (B) a contradição de classes. (C) a ideologia. (D) a intersubjetividade. (E) o saber/poder. Gabarito: Questão B Tipo de questão: Escolha simples, com indicação da alternativa correta. Conteúdo avaliado: O Serviço Social no processo de reprodução das relações sociais Autora: Maria Beatriz Marazita Comentário: A questão correta é a B Desde os anos 80, a análise do significado social da profissão está centrada no processo de reprodução das relações sociais, sustentando que a questão social é indissociável das relações socais capitalistas, nos marcos da expansão monopolista e de seu enfrentamento pelo Estado. (Iamamoto, 2001: 27). A questão social encontra-se a base da profissionalização do Serviço Social (Iamamoto, 1992; Netto, 1992). Ela tem sido analisada como elemento fundante do exercício profissional na sociedade em suas múltiplas expressões: A profissionalização da profissão pressupõe a expansão da produção e de relações sociais capitalistas, impulsionadas pela industrialização e urbanização, que trazem, no seu verso, a Questão Social (Iamamoto, 2008:171). A obra Relações Sociais e O Serviço Social no Brasil de Iamamoto e Carvalho, publicada em 1982, apresenta a análise da profissão de Serviço Social no 10 Gleny Terezinha Duro Guimarães, Francisco Arseli Kern (Orgs.)

12 processo de produção e reprodução das relações sociais e a tese de que a profissão afirma-se como uma especialização do trabalho coletivo no quadro do desenvolvimento industrial e da expansão urbana. Processos esses apreendidos sob o ângulo das classes sociais a constituição e expansão do proletariado e da burguesia industrial e as modificações verificadas na composição dos grupos e frações de classes que compartilham o poder do Estado em conjunturas históricas determinadas (Iamamoto, 2008:167). Os processos sociais que a questão social traduz estão no centro dos estudos de Marx sobre a sociedade capitalista. Nessa tradição intelectual o regime capitalista de produção é tanto um processo de produção das condições materiais da vida humana quanto um processo que se desenvolve sob relações sociais históricoeconômica: sua dinâmica produz e reproduz as condições materiais de existência; as relações socais contraditórias e as formas sociais através das quais se expressam. Indissociável relação entre a produção dos bens materiais e a forma econômica social em que é realizada, isto é, a totalidade das relações entre os homens em uma sociedade historicamente particular, regulada pelo desenvolvimento das forças produtivas do trabalho social (Iamamoto, 2008:281). Essa é a forma clássica de compreender as relações sociais do trabalho em que sua dinâmica produz e reproduz seus expoentes: suas condições materiais de existência e as relações sociais contraditórias e as formas sociais através das quais se expressam. Essa análise tem uma dupla dimensão: a existência material das condições de trabalho e a forma social pela qual se realiza: a natureza do valor de troca e os fetichismos que a acompanham. Historicamente a Questão Social tem a ver com o surgimento da classe operária e seu ingresso no cenário político por meio das lutas em prol de direitos trabalhistas. Foram as lutas sociais que romperam o domínio privado nas relações entre capital e trabalho, extrapolando a questão social para a esfera pública, exigindo a interferência do estado para o reconhecimento e a legalização de direitos e deveres dos sujeitos sociais envolvidos (Iamamoto, 2001;17). Assim, o Estado afirma o caráter público da questão social, administrando suas refrações que assumem um caráter massivo, e reforça a aparência da ENADE Comentado 2007: Serviço Social 11

13 natureza privada de suas manifestações individuais, tidas como problema do indivíduo isolado (Netto, 2001:44). A alternativa A está incorreta porque o princípio da solidariedade, como diretriz ordenadora das relações sociais obscurece a coisificação das relações que se estabelece no universo da mercadoria, realçando as relações pessoais, solidárias, personalizadas. Analisar a sociedade a partir desse princípio é negar a sociedade capitalista e sua forma de produção e reprodução da vida material. A alternativa C está incorreta porque, segundo Thompson (1995), o conceito de ideologia é ambíguo e apresenta uma multiplicidade de significados e nuances diferentes devido o longo caminho percorrido desde que foi introduzido nas línguas europeias, há dois séculos. Na teoria social e política das duas últimas décadas houve duas respostas comuns à herança ambígua do conceito de ideologia. Uma define ideologia como sistemas de pensamento, sistemas de crenças, ou sistemas simbólicos, que se referem à ação social ou à prática política. A outra resposta aponta para o abandono do conceito. O conceito seria muito controvertido e contestado, demasiado marcado por uma história em que ele foi usado e abusado de diferentes modos, a tal ponto que ele não se prestaria mais, hoje em dia, para fins de análise social e política (Thompson,1995:16). A alternativa D está incorreta uma vez que a intersubjetividade não abrange a totalidade das relações entre os Homens em uma sociedade capitalista, regulada pelo desenvolvimento das forças produtivas do trabalho. A intersubjetividade remete a um sistema de valores e crenças, uma proliferação de divisões entre indivíduos e grupos, uma falta de consenso, atitudes opostas. A alternativa E está incorreta porque o saber/poder, remete a tese da correlação de forças que apresenta como eixo central de sua abordagem a relação do Serviço Social com a política, com o pensamento gramsciano, introduzindo noções de hegemonia e intelectual. Segundo Iamamoto (2008), nessa acepção o objeto de trabalho do assistente social é uma questão disputada, um objeto de luta formado pelas relações de força, de poder e de saber para a conquista pelas classes subalternas de lugares, recursos, normas e espaços ocupados pelas classes dominantes (Iamamoto, 2008:295). 12 Gleny Terezinha Duro Guimarães, Francisco Arseli Kern (Orgs.)

14 Referências IAMAMOTO, Marilda Villela. Renovação e Conservadorismo no serviço social. Ensaios Críticos. São Paulo: Cortez, A Questão Social no Capitalismo. In: TEMPORALIS. Revista da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa. ABEPSS. Ano II, nº3, janeiro a junho de Serviço Social em Tempo de Capital Fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. 2ª ed. São Paulo: Cortez, ; CARVALHO, Raul de. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil. Esboço de uma interpretação histórico-metodológico. São Paulo: Cortez, NETTO, José Paulo. Cinco Notas a Propósito da Questão Social. In: TEMPORALIS. Revista da Associação Brasileira de Ensino em Serviço Social ABEPSS. Ano II, nº3, janeiro a junho de ENADE Comentado 2007: Serviço Social 13

15 QUESTÃO 12 Analise as afirmativas a seguir. Na expansão monopolista, as funções políticas do Estado burguês articulam-se organicamente com as suas funções econômicas. PORQUE O Estado condensa os interesses comuns de toda a sociedade. A esse respeito é possível concluir que (A) as duas afirmativas são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. (B) as duas afirmativas são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira. (C) a primeira afirmativa é verdadeira, e a segunda é falsa. (D) a primeira afirmativa é falsa, e a segunda é verdadeira. (E) as duas afirmativas são falsas. Gabarito: Questão C Tipo de questão: Escolha associada com indicação da resposta correta Conteúdos avaliados: Função política e econômica do Estado Autora: Jane Cruz Prates Comentário: O Estado tem papel fundamental na expansão monopolista, na medida em que além de proporcionar as condições estruturais para viabilizar esse processo, seja do ponto de vista da infraestrutura (prioridade na construção de portos, estradas, incentivos fiscais e auxílios econômicos), seja via superestrutura, a partir de uma cultura que promulga os valores capitalistas associados ao consumo e a mercantilização que capilarizam-se em todas as esferas da vida social ou ainda via legislação que protege os proprietários dos meios de produção. Contudo, é permeado pela luta de classes atendendo a demandas populares quando essas conformam-se como expressão da questão social. Ou seja, quando essas reivindicações coletivas têm poder de pressão e pautam a implementação de direitos e políticas públicas que as materializem. O Estado aporta, portanto, também as condições políticas para viabilizar esse processo na medida em que não podem ser dicotomizadas dos aspectos econômicos, pois se articulam organicamente. O desenvolvimento do capitalismo é impensável sem a ajuda do 14 Gleny Terezinha Duro Guimarães, Francisco Arseli Kern (Orgs.)

16 Estado como mediador, o que não significa dizer que ele não é atravessado por contradições, como resultado da luta de classes e interesses antagônicos em disputa, embora seja preciso reconhecer que hegemonicamente atende aos interesses da classe dominante. Conforme Iamamoto (2004, p. 132), a expansão monopolista aprofunda as disparidades econômicas, sociais e regionais, na medida em que favorece a concentração social, regional e racial de renda, prestígio e poder. Para tanto, o Estado assume papel decisivo, unificando os interesses das frações da classe burguesa e como elemento que irradia sua ideologia, valores e interesses para toda a sociedade (cultura burguesa passada como cultura geral). Há diferentes formas de interpretar o papel do Estado. Numa primeira perspectiva é simplesmente considerado um aparelho de dominação de uma classe sobre a outra, contudo, em razão do reconhecimento da contradição, se pode afirmar que ele é permeado pelos diferentes interesses da sociedade, mesmo que em níveis diferenciados e deve, portanto, condensar os interesses coletivos. Pereira considera como condições fundamentais à explicitação da questão social a problematização da relação entre estrutura e sujeitos, entre necessidades e agentes com poder de pressão para dar visibilidade às formas diversas de opressão, mas, ressalta que é fundamental a presença de um Estado e uma superestrutura (leis, ensino, comunicação) que regule e garanta direitos. Contudo, é exatamente isso que está sendo desmantelado. Questão social, diz a autora, não é sinônimo de contradição entre capital e trabalho [...], mas de embate político determinado por essas contradições (Pereira, 2004, p ). Logo, com relação às alternativas de resposta apontadas na questão 12, a primeira afirma serem ambas verdadeiras e a segunda justifica a primeira. Em que pese o fato da primeira parte da afirmativa estar correta, a segunda não justifica a primeira, ao contrário a condensação de interesses, em princípio, deveria se contrapor a esse processo de expansão, na medida em que a grande maioria da população se vê alijada dos benefícios que proporciona a grupos privados. A alternativa B é a correta, considerando a segunda concepção de Estado apontada por nós. Nessa alternativa de resposta há a afirmação de que ambas são verdadeiras, embora a segunda não justifique a primeira. ENADE Comentado 2007: Serviço Social 15

17 A alternativa C considera a primeira resposta verdadeira e a segunda falsa, essa afirmativa só poderia ser considerada correta caso a concepção de Estado utilizada não levasse em conta a contradição, como explicitado anteriormente. Por fim, as alternativas D e E consideram a primeira assertiva falsa ou ambas as afirmações falsas, estão, portanto, incorretas. Referências IAMAMOTO, Marilda. A questão social no capitalismo. In: Revista Temporalis, nº. 3. Brasília: ABEPSS, p PEREIRA, Potyara. Questão social, Serviço Social e Direitos de Cidadania. In: Revista Temporalis, nº. 3. Brasília: ABEPSS, p Gleny Terezinha Duro Guimarães, Francisco Arseli Kern (Orgs.)

18 QUESTÃO 13 É hoje consensual que, no Brasil, o Serviço Social se origina no seio do movimento católico, mas seu processo de profissionalização e legitimação está vinculado à expansão das grandes instituições assistenciais em um período histórico marcado pelo aprofundamento do corporativismo do Estado e por uma política econômica industrializante. A expansão do proletariado urbano cria a necessidade política de controlar e absorver este contingente. O Estado, incorporando parte das reivindicações populares, amplia a base legal da cidadania, mediante uma intensa legislação social e sindical. Este período da história brasileira refere-se (A) à República Velha ( ). (B) à Segunda República ( ). (C) ao Estado Novo ( ). (D) à Quarta República ( ). (E) à transição democrática ( ). Gabarito: Questão C Tipo de questão: Escolha simples com indicação da resposta correta Conteúdos avaliados: Desenvolvimento econômico e social brasileiro, institucionalização do Serviço Social, política social e legislação social no Brasil. Autora: Maria Palma Wolff Comentário: No contexto histórico brasileiro é apenas um ano antes da Proclamação da República que se registra a criação da primeira legislação social, com a criação de uma caixa de socorro para a burocracia pública. Tal concepção de proteção social, como direitos coorporativos, perdurará até os anos 60 do século XX. (BEHRING E BOSCHETTI 2007). Com a Proclamação da República em 1889 e a instalação da República Velha ( ), outras legislações, abrangendo categorias específicas de trabalhadores urbanos, foram sendo implantadas, entre as quais se destaca a Lei Eloy Chaves, que em 1923 cria a Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários. No entanto, ainda que fosse registrado um crescente processo de ENADE Comentado 2007: Serviço Social 17

19 industrialização as iniciativas da época não representaram um rompimento com as características agrário-exportadora, oligárquica e rural da economia e da política brasileira. Assim, ainda que seja registrado a implantação de legislações e a expansão do proletariado no período mencionado, as reivindicações protagonizadas citando-se em especial a greve geral de 1917 não se traduziram em intensa legislação social e na expansão da cidadania (FEE 1983). O controle desses movimentos era dado por uma intervenção repressiva, ou seja, a resolução dos conflitos que emergiam da relação capital e trabalho eram tratados como casos de polícia e não alvo de estratégias políticas no âmbito do Estado, estando, portanto, incorreta a alternativa A. O segundo período, referido pela alternativa B, referente à Segunda República ( ) é caracterizado pela crise do poder oligárquico e pelo aumento da importância da indústria e do comércio na economia, fato que contribuiu para o surgimento de medidas de promoção e controle da massa trabalhadora. Com a Revolução de 30 inicia-se um processo de centralização que reduziu a autonomia dos estados e aumentou a intervenção na sociedade; os movimentos do proletariado urbano, que possuía uma forte organização sindical, foram contrapostos com medidas de atrelamento ao Estado e de controle da massa trabalhadora através de uma significativa incorporação das políticas sociais. Foram criados inúmeros institutos de pensões e aposentadorias (bancários, comerciários, industriários) cuja separação por ramo de produção também significou um elemento de controle dos trabalhadores já que dificultava a união em torno de reivindicações comuns. Outro aspecto a destacar é a orientação dessa política para as populações urbanas, denotando interesse na promoção da industrialização sem que, no entanto, fossem atingidos os interesses da oligarquia rural. Isso porque, a despeito do enfraquecimento político e econômico, a mesma continuava a deter influência na correlação de forças do cenário político brasileiro. (FEE, 1983). Uma medida importante desse período foi a criação em 1930 do Ministério do Trabalho, da Indústria e do Comércio e do Ministério da Saúde Pública e Educação. É destaque ainda, a Constituição Federal de 1934 que incorporou ao seu texto a previdência social através da assistência médica e sanitária ao trabalhador e à gestante e da previdência, mediante contribuição paritária da União, do empregador 18 Gleny Terezinha Duro Guimarães, Francisco Arseli Kern (Orgs.)

20 e do empregado. Esse texto legal atribui pela primeira vez ao Estado a obrigatoriedade de assegurar o amparo dos desvalidos. No entanto, a despeito de tal previsão, nenhuma medida concreta foi tomada nesse período, o que só iria acontecer com a vigência do Estado Novo (IAMAMOTO E CARVALHO, 1985). Esse momento histórico marca o surgimento do Serviço Social no Brasil, processo desencadeado a partir de diversas ações desenvolvidas pela Igreja Católica no campo social em busca da reforma social e a restauração dos valores cristãos. A primeira escola de Serviço Social foi criada em São Paulo, em 1936, após a participação de representantes brasileiros em cursos da École Catholique de Service Social, na Bélgica. (AGUIAR 1985) Assim, apesar desse período ( ) ter representado avanços no ordenamento da política econômica industrializante, a oligarquia agrária continuava mantendo influência na vida política e econômica brasileira. Nos anos mencionados ocorreu a organização das bases da política social e não sua consolidação. Da mesma forma, era incipiente o processo de profissionalização do Serviço Social, bem como da criação de grandes instituições sociais, sendo a opção B incorreta. Foi no período do Estado Novo ( ), mencionado na alternativa C, que o conjunto de medidas políticas, econômicas e sociais, levou à constituição definitiva da sociedade urbano-industrial, consolidando medidas adotadas anteriormente. A Constituição Federal de 1937 representou retrocessos em relação às conquistas democráticas da Carta de 1934; entre as medidas adotadas estava a intervenção nos estados e a proibição da organização sindical independente. Assim, o Estado assume um caráter marcadamente autoritário, tendo praticamente eliminado a oposição operária e atrelado os sindicatos à estrutura governamental. (FEE 1983). Entre as principais medidas do período está a instituição, em 1940, do salário mínimo para uma jornada de 200 horas mensais. Foi fixado de forma diferenciada para cada uma das regiões brasileiras, percentuais para a alimentação, vestuário, habitação, higiene e transporte; em 1943 foi instituída a Consolidação das Leis do Trabalho CLT. No âmbito da previdência social verificou-se uma ampliação das instituições de aposentadorias de pensões e assim da cobertura até então fornecida aos trabalhadores. Esse fato expressava interesse do governo em ampliar seu ENADE Comentado 2007: Serviço Social 19

21 espectro de controle, mas contraditoriamente, permitiu também a ampliação do acesso dos trabalhadores a esses serviços. Outro destaque foi a criação do Serviço Nacional da Indústria (SENAI), em 1942, e o Conselho Nacional de Serviço Social, junto ao Ministério da Educação e Saúde, em 1938, com funções de consultivas no campo das políticas sociais. Embora tenha sido um organismo de pouca efetividade, esse Conselho expressou a intenção de organização e de centralização de uma política assistencial no país. (IAMANOTO E CARVALHO, 1985). Tal papel será efetivamente exercido pela Legião Brasileira de Assistência LBA criada, em 1942, pela primeira dama Darcy Vargas. Embora a proposta inicial dessa Instituição tenha sido fornecer amparo às famílias dos praças que combatiam na II Guerra Mundial, posteriormente vai se configurar como instituição articuladora da assistência social no Brasil, com uma forte rede de instituições privadas conveniadas, mas sem perder essa marca assistencialista, fortemente seletiva e de primeiro-damismo. (BEHRING E BOSCHETTI, 2007, p. 108). É nesse período que se consolida a instiuicionalização do Serviço Social no Brasil; no Rio de Janeiro é criado o Instituto de Educação Familiar Social, em 1937, e em seguida outras escolas de Serviço Social são criadas no Brasil. Ao mesmo tempo em que o surgimento do Serviço Social no Brasil é definido com uma estreita vinculação com a Igreja Católica, inúmeras professoras das Escolas de Serviço Social realizaram, no início da década de 40, programas de estudos em universidades norte-americanas com bolsas do governo dos Estados Unidos, marcando a introdução do funcionalismo na formação e no exercício profissional do Serviço Social brasileiro. Dessa forma, a opção C está correta, ter sido no período do Estado Novo ( ) que ocorreu a efetiva consolidação da industrialização no Brasil, a ampliação da legislação social, a criação de grandes instituições assistenciais e a institucionalização da profissão de Serviço Social. A opção D está incorreta. Ela menciona a Quarta República ( ) período marcado por uma grande disputa de projetos nacionais e intensificação da luta de classes, com uma lenta expansão de direitos, mantendo o formato corporativista anterior. Assim, também a transição democrática ( ), referida 20 Gleny Terezinha Duro Guimarães, Francisco Arseli Kern (Orgs.)

22 na letra E, expressou uma grande arena de lutas e de esperança para a população brasileira (BEHRING E BOSCHETTI, 2007) o que não traduz as condições mencionadas no enunciado da questão, ou seja, também a opção E está incorreta. Referências AGUIAR, Antônio Geraldo de. Serviço Social e Filosofia. São Paulo: Cortez, BEHRING, Elaine R. e BOSCHETTI, Ivanete. Política Social: fundamentos e história. São Paulo: Cortez, FEE Fundação de Economia e Estatística. A Política social brasileira Porto Alegre: FEE, IAMANOTO, Marilda Vilela e CARVALHO, Raul. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil. São Paulo: Cortez, ENADE Comentado 2007: Serviço Social 21

23 QUESTÃO 14 Analise as afirmativas que se seguem, relativas às particularidades históricas da sociedade brasileira. I Durante a República Velha, desenvolveu-se a indústria pesada no país. II A chamada Revolução de 1930 é um marco na revolução burguesa no Brasil. III A questão social resulta, no Brasil, do fim da República Velha. IV No Brasil, o desenvolvimento capitalista coincidiu com a expansão da democracia. V A modernização capitalista, no Brasil, não rompeu com a dependência econômica do país. Estão corretas, apenas, as afirmativas (A) I e IV. (B) I e V. (C) II e III. (D) II e V. (E) III e V. Gabarito: Questão D Tipo de questão: Escolha combinada Conteúdos avaliados: Particularidades históricas da sociedade brasileira Autora: Idilia Fernandes Comentário: A questão D é a correta, considerando que a opção II a chamada Revolução de 1930 é um marco na revolução burguesa no Brasil, pois a partir dela a estrutura do Estado brasileiro modifica-se profundamente depois de 1930, tornando-se mais ajustada às necessidades econômicas e sociais do país, em contraponto as políticas oligarquicas do período anterior. Da mesma forma está correta a afirmação V, demonstrando que A modernização capitalista, no Brasil, não rompeu com a dependência econômica do país. Essa modernização se deu no limite do ajuste necessário as novas demandas produtivas dos países desenvolvidos, mantendo-se como regra a relação de fornecedor de matérias-primas ou produtos cada vez mais qualificados e demandados pelas economias centrais capitalistas. 22 Gleny Terezinha Duro Guimarães, Francisco Arseli Kern (Orgs.)

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