PARASITOLOGIA CLÍNICA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PARASITOLOGIA CLÍNICA"

Transcrição

1 PARASITOLOGIA CLÍNICA BRASÍLIA-DF.

2 Elaboração Vitor Hugo Balasco Serrão Marco Túlio Alves Julio Cesar Pissuti Damalio 2

3 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO...4 ORGANIZAÇÃO DO CADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA...5 ORGANIZAÇÃO DA DISCIPLINA...7 INTRODUÇÃO...8 UNIDADE I CONCEITOS GERAIS...9 CAPÍTULO 1 RELAÇÃO PARASITA-HOSPEDEIRO...9 CAPÍTULO 2 EPIDEMIOLOGIA...11 CAPÍTULO 3 CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS...13 UNIDADE II PARASITOLOGIA HUMANA...15 CAPÍTULO 4 PROTOZOÁRIOS...15 CAPÍTULO 5 HELMINTOS...49 CAPÍTULO 6 ARTRÓPODES...81 PARA NÃO FINALIZAR...91 REFERÊNCIAS

4 APRESENTAÇÃO Caro aluno, Bem-vindo à disciplina Parasitologia Clínica Este é o nosso Caderno de Estudos, material elaborado com o objetivo de contribuir para a realização e o desenvolvimento de seus estudos, assim como para a ampliação de seus conhecimentos no tocante ao ensino do curso de pósgraduação lato sensu em Análises Clínicas. Para que você se informe sobre o conteúdo a ser estudado nas próximas semanas, conheça os objetivos da disciplina, a organização dos temas e o número de horas de estudo que deve ser dedicado a cada unidade. A carga horária da disciplina é de 60 (sessenta) horas, cabendo a você administrar seu tempo conforme a sua disponibilidade. Mas, lembre-se, há uma data limite para a conclusão do curso, implicando a apresentação, ao seu tutor, das atividades avaliativas indicadas na folha anexa, que contém as respectivas pontuações e prazos determinados. Os conteúdos foram organizados em unidades de estudo, subdivididas em capítulos de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos básicos, com questões para reflexão, que farão parte das atividades avaliativas do curso; serão indicadas também fontes de consulta para aprofundar os estudos com leituras e pesquisas complementares. Desejamos a você um trabalho proveitoso sobre os temas abordados nesta disciplina! Lembre-se de que, apesar de distantes, podemos estar muito próximos. 4

5 ORGANIZAÇÃO DO CADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos básicos, com questões para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam a tornar sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, fontes de consulta, para aprofundar os estudos com leituras e pesquisas complementares. A seguir, uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos Cadernos de Estudos e Pesquisa. Provocação Pensamentos inseridos no Caderno, para provocar a reflexão sobre a prática da disciplina. Para refletir Questões inseridas para estimulá-lo a pensar a respeito do assunto proposto. Registre sua visão sem se preocupar com o conteúdo do texto. O importante é verificar seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. É fundamental que você reflita sobre as questões propostas. Elas são o ponto de partida de nosso trabalho. Textos para leitura complementar Novos textos, trechos de textos referenciais, conceitos de dicionários, exemplos e sugestões, para lhe apresentar novas visões sobre o tema abordado no texto básico. Sintetizando e enriquecendo nossas informações Espaço para você, aluno, fazer uma síntese dos textos e enriquecê-los com sua contribuição pessoal. 5

6 Sugestão de leituras, filmes, sites e pesquisas Aprofundamento das discussões. Praticando Atividades sugeridas, no decorrer das leituras, com o objetivo pedagógico de fortalecer o processo de aprendizagem. Para (não) finalizar Texto, ao final do Caderno, com a intenção de instigá-lo a prosseguir com a reflexão. Referências Bibliografia consultada na elaboração do Caderno. 6

7 ORGANIZAÇÃO DA DISCIPLINA Ementa A disciplina de Parasitologia Clínica tem como objetivo familiarizar os alunos com os conceitos de parasitas, a relação parasita-humanos e evidenciar o conceito de epidemia. Além disso, transmitir os conhecimentos necessários para o diagnóstico clínico e laboratorial dos principais parasitas humanos. A consolidação conceitual de características como: morfologia, patogenia, sintomatologia e profilaxia, além da abordagem de técnicas de laboratório para o diagnóstico. Objetivos Definir os conceitos epidemiológicos relevantes Compreender a relação parasita-humanos; Identificar as características morfológicas, patogênicas e sintomatológicas; Identificar procedimentos e diagnósticos a serem realizados. Prover discussões com relação aos agentes difusores de tais epidemias. UNIDADE I Conceitos Gerais Carga horária: 10 horas Conteúdo Capítulo Relação Parasita-Hospedeiro 1 Epidemiologia 2 Classificação dos seres vivos 3 UNIDADE II Parasitologia Humana Carga horária: 50 horas Conteúdo Capítulo Protozoários 4 Helmintos 5 Artrópodes 6 7

8 INTRODUÇÃO O Caderno de Estudos e Pesquisa Parasitologia Clínica foi elaborado com o objetivo de fornecer ao aluno os subsídios necessários para compreensão e identificação de doenças parasitárias, o que, infelizmente, ainda é um grave problema nacional ocasionado por inúmeros fatores que serão abordados nessa disciplina. A identificação de um sistema Hospedeiro-Parasita, a identificação clínica através de morfologia, os sintomas, a determinação das medidas profiláticas e o tratamento serão discutidos no decorrer dos capítulos. As três principais classes de parasitas humanos serão amplamente discutidas evidenciando as principais espécies e as sutis diferenças entre elas. O aluno será levado a refletir sobre a influência do ambiente socio-econômico ao qual essas parasitemias são comumente relacionadas, além de permitir a reflexão sobre atitudes, não só com relação aos aspectos clínicos, mas muitas vezes psicológicos e sociais de abordagem aos pacientes, assim como a melhor maneira de prosseguir com o tratamento. Por fim, o aluno terá como objetivo na disciplina aprender ferramentas para: identificar, orientar, educar e tratar pacientes com doenças parasitárias, sendo essas endêmicas ou não, de maneira a compreender o ambiente ao qual o pacientes está inserido, não observando somente o ambiente clínico. Ao final do curso a avaliação será feita mediante aos exercícios propostos, levando em consideração fatores técnicos, poder de decisão e análise do contexto individual para cada evento aprendido no decorrer das aulas. A parasitologia objetiva seu próprio fim Prof. Erney P. Camargo (ICB/USP). Sejam bem-vindos.

9 UNIDADE I CONCEITOS GERAIS PARA REFLETIR Parasitas são organismos que vivem em associação com outros dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro. Essa é a definição para a relação parasita e hospedeiro, sendo a parasitologia a ciência que estuda essa tênue relação entre um determinado ser hospedeiro, neste caso o Homem, e outro, parasita. Uma contextualização importante é que Todas as doenças infecciosas e as infestações em animais e em plantas são causadas por seres considerados parasitas. Sendo assim, o estudo das relações entre paciente e infecção não passa de uma análise do tipo Parasita-Hospedeiro. Nesse curso daremos início à caracterização das relações de parasitismo em humanos, as diferentes abordagens técnicas e identificações para cada tipo existente, e que no Brasil, não são poucas. Para compreensão plena dos assuntos discutidos nessa disciplina, o aluno terá que providenciar um bom GLOSSÁRIO das palavras envolvidas nos temas no decorrer do curso. Definições importantes como Epidemias, Cepa, Zoonoses, Vetor, Profilaxia entre outros serão comumente utilizados, e fica a ideia da montagem de um glossário com as palavras a fim de favorecer a compreensão no decorrer das aulas. CAPÍTULO 1 Relação Parasita-Hospedeiro A relação entre organismos é imensa e fundamental para manutenção dos sistemas biológicos como os conhecemos, tão importante que podemos afirmar que nenhum ser vivo é capaz de sobreviver e/ou reproduzir-se independentemente de outros seres vivos. Das possíveis associações entre organismos podemos classificar de maneira direta duas formas: Harmônicas ou Positivas (benefícios ou ausência de prejuízos mútuos) e Desarmônicas ou Negativas (há prejuízo para algum dos participantes da associação). As associações mais corriqueiras são: Competição, Neutralismo, Canibalismo, Predatismo, Parasitismo, Comensalismo, Mutualismo e Simbiose. Portanto, alguns organismos apresentam uma relação não mutuamente benéfica entre os envolvidos, levando-os a prejuízos consideráveis e muitas vezes despercebidos de imediato. Esses organismos são os parasitas. As classificações dos parasitas podem ser as mais diversas possíveis: Ectopoarasitas (vivem externamente ao corpo do hospedeiro), Endoparasitas (vivem internamente ao hospedeiro), Hemoparasitas (tecido hematopoiético), Holoparasitas e Hemiparasitas (extraem seivas de vegetais), Estenoxenos (vivem em vertebrados), Eurixenos (grande variedade de

10 hospedeiros possíveis), Facultativos (parasitando ou vida livre), Obrigatórios (impossível viver sem a presença de um hospedeiro) e Acidental (vivem em hospedeiro que não é o costumeiro). Pode haver uma caracterização em relação aos hospedeiros: Definitivo (abrigam os parasitas durante as fases de maturidade e de atividade sexual), Intermediário (abrigam durante fase larval ou assexuada) e Paratênico e Transporte (intermediários sem desenvolvimento, no entanto, apresentando viabilidade até entrar em contato com hospedeiro definitivo). É possível também classificar os parasitas de acordo com a maneira de coleta de nutrientes do hospedeiro: Espoliativa (absorção de nutrientes e sangue do hospedeiro), Enzimática (destruição de tecidos do hospedeiro por ação enzimática do parasita), Irritativa (causam irritação local sem causar lesões traumáticas), Mecânica (interferência no fluxo alimentar ou de absorção de alimentos do hospedeiro), Tóxica (produção de enzimas e/ou metabólitos tóxicos ao hospedeiro), Traumática (provocam lesões no hospedeiro) e Anóxia (diminuição da taxa de oxigênio pelas hemoglobinas por interferência de parasitas). Para esse curso, o foco será dado na relação HUMANO PARASITA, abrangendo o ambiente no qual a espécie humana interfere, por exemplo, animais domesticados e condições socioeconômicas dos indivíduos. A entrada do parasita no hospedeiro pode ser através de penetração ativa (o parasita tem a capacidade de romper as barreiras do organismo hospedeiro) ou penetração passiva (o parasita adentra por intervenção de vetores ou ingestão/penetração por formas infectantes, normalmente ovos ou cistos). A transferência para o próximo hospedeiro pode ser por meio de: Pele (retirada de sangue por vetores hematófagos), Tecidos (permanecem nos tecidos de seres predados) ou Fezes (eliminação de formas infectantes como ovos ou cistos). No Brasil, por exemplo, existe uma relação interessante entre pequeno número de doenças parasitárias e elevado número de casos dessas doenças. Esse fato levar a crer que problemas endêmicos são as principais causas dessas doenças que são refletidos em alguns fatores como: Espécie do parasita, Idade média da população acometida pela doença, Estado nutricional da população local, Condições sanitárias e Resposta imunológica do hospedeiro. Condição de crescimento exacerbado e desordenado das cidades, baixa condição de vida e higiene das comunidades, falta de educação aos hábitos e costumes das pessoas além dos sistemas ineficientes de abastecimento de água, esgoto, coleta e tratamento dos dejetos, são as principais causa de propagação de agente epidemiológico, sejam vetores ou mesmo os agente causadores das doenças. SUGESTÃO DE LEITURA Esse site faz uma síntese do discutido nesse capítulo. S1. Para compreensão dos vocábulos necessários vale a pena a leitura da referência 1 (NEVES, D. P. Parasitologia Humana. 11ª. ed. São Paulo. Atheneu, 2010).

11 PRATICANDO Considerando os seguintes organismos parasitas humanos: Ascaris lumbricoides (Lombriga), Schistosoma mansoni (agente causador da esquistossomose), Trypanosoma cruzi (agente causador da doença de Chagas) e Pediculus humanus capitis (piolho humano), agrupe-os de acordo com as possíveis classificações apresentadas nesse capítulo. PARA REFLETIR A esquistossome é uma doença endêmica que mata milhares de pessoas anualmente, sobretudo no Brasil e países africanos. Não existe um tratamento eficiente para combater a doença após o contagio, no entanto, a prevenção é extremamente simples. Quais são os empecilhos para não diminuição de casos dessa doença? CAPÍTULO 2 - Epidemiologia Epidemiologia é a ciência que estuda a distribuição de doenças (características fisiológicas e sociais) e seus determinantes (ou fatores de risco) na população humana. O objetivo principal é a prevenção das doenças nos mais diversos grupos populacionais, definidos por área geográfica, faixa etária, determinação ocupacional entre outras classificações. Os estudos epidemiológicos podem ser aplicados, refletindo uma função específica. Algumas especialidades são: Epidemiologia molecular, Genética, Veterinária, Doenças infecciosas e parasitárias, doenças não transmissíveis, Neuroepidemiologia, da Violência, Controle da poluição, Aplicada à administração de serviços de saúde e Infecções hospitalares. Nessa disciplina, vamos focar na Epidemiologia de Doenças Infecciosas e Parasitárias, ou seja, qualquer doença causada por um agente biológico (seja vírus, bactéria ou parasita), em contraste com causa física (consequências ao hospedeiro). A compreensão da relação Agente Vetor Meio Ambiente Hospedeiro são os principais enfoques de estudo da epidemiologia, em especial a relação direta de causa e consequência entre Agente e Hospedeiro (Figura 1). Fig. 1 Tríade epidemiológica de doenças. Extraído de _P/preview.html em

12 SUGESTÃO DE LEITURA Existem inúmeras definições e conceitos que rodeiam a epidemiologia. Os conceitos estão muito bem explicados na referência 1, mas para quem não tem acesso fácil ao livro, existem sites bem explicativos na internet que abrangem esse tema (NEVES, D. P. Parasitologia Humana. 11ª. ed. São Paulo. Atheneu, 2010). Os pontos fundamentais a serem analisados são: Formas de Disseminação Veículo comum: quando o agente etiológico (causador da doença) pode ser transferido por uma única fonte, por exposição única ou continuada; Interpessoal: é disseminado pelo contato entre indivíduos, podendo ser de diferentes maneiras como contatos sanguíneo, sexual, mucosas ou mesmo respiratório; Porta de entrada: entrada direta pelo trato respiratório, gastrointestinal, cutâneo ou geniturinário; Reservatório de agentes: pode ser dividida quando o homem é o único agente infectado (antroponose) ou quando outros animais servem de reservatórios (zoonose). Dinâmica da doença na população Endemia: Presença constante da doença em uma parcela da população de determinada área geográfica, grupo populacional ou classe social (Figura 2); Epidemia: Tem como característica elevação progressiva de casos, inesperada e descontrolada, ultrapassando os níveis endêmicos conhecidos; Pandemia: São epidemias que acontecem em proporções globais, ou pelo menos regiões distantes geograficamente. Fig. 2 Modelo de diferenciação entre endemia e epidemia em função do tempo. Extraído de em

13 Medidas preventivas Primárias: Intervenção no contágio do indivíduo pelo controle dos fatores de risco, agindo preventivamente; Secundárias: Intervenção clínica sobre os indivíduos já acometidos pelo agente patogênico; Terciárias: Intervenção visando à prevenção da incapacidade do indivíduo, normalmente processos de reabilitação, reeducação e readaptação de pacientes com sequelas. PARA REFLETIR Existe uma série de doenças endêmicas presentes nos países subtropicais que causam milhares de mortes por ano. No entanto, não há um esforço das grandes multinacionais para a criação e planejamento de uns medicamentos efetivos para essas infecções parasitárias. Será que isso se deve ao fato de serem doenças de países subdesenvolvidos cuja população não apresenta elevado poder aquisitivo? E como poderíamos mudar esse cenário? PRATICANDO Considerando os seguintes organismos parasitas humanos: Ascaris lumbricoides (Lombriga), Schistosoma mansoni (agente causador da esquistossomose), Trypanosoma cruzi (agente causador da doença de Chagas) e Gripe H1N1, agrupe-os de acordo com as possíveis classificações apresentadas nesse capítulo, elucidando quais são as formas de disseminação. Explique a dinâmica populacional e as prováveis medidas preventivas. Além disso, monte as tríades epidemiológicas para cada uma dessas doenças. CAPÍTULO 3 - Classificação dos seres vivos São inúmeros os seres vivos e, para simplificar, eles foram agrupados com relação às características morfológicas, fisiológicas, estruturais, filogenéticas, entre outros critérios. Os níveis hierárquicos são representados na Figura 3 e seguem sempre a mesma organização: Domínio - Reino Filo Classe Ordem Família Subfamília Tribo Gênero Subgênero Espécie.

14 Fig. 3 Esquerda: Classificação hierárquica dos seres vivos em fluxograma. Direita: Exemplo prático de níveis organizacionais, sequência para o cão doméstico, podendo ser empregado para qualquer outro ser vivo, lembrando que a classificação é Vida seguida de Domínio, no caso do cão, Eukarya (seres eucarióticos, com núcleo envolto por uma membrana, resultando em uma célula com núcleo definido e separado do citoplasma). Extraído de em Os grupos de interesse em parasitologia não são todos. A espécie humana é hospedeira de organismos provenientes do Reino Animalia de cinco filos distintos (Protozoa, Platyhelminthes, Nematoda, Acantocephala e Arthropoda), todos com inúmeras espécies e características únicas. Dentre os possíveis parasitas humanos, pode-se distingui-los pelo modo de transmissão: Transmissão interpessoal por contato ou uso de objetos, Transmissão por água, alimentos, falta de higiene, poeira, Transmissão por solo contaminado por larvas, Transmissão por vetores ou hospedeiros intermediários e Transmissão por mecanismos diversos. Outro aspecto relevante é a nomenclatura das doenças parasitárias. Não há homogeneidade em relação às nomenclaturas ou uso dos sufixos corretos para a determinação adequada. O adotado convencionalmente foi à utilização dos sufixos ose acompanhando o gênero do agente etiológico. PRATICANDO Foi mencionado que somente 5 (cinco) filos do Reino Animalia são parasitas humanos. Identifique pelo menos um organismo pertencente a cada um dos filos mencionados e uma

15 característica morfológica que o identifique como membro desse filo. PROVOCAÇÃO Todos nós ficamos, ao menos uma vez na vida, gripados. Sabe-se que a gripe é causada por contagio viral, e também é sabido que os vírus são parasitas celulares obrigatórios, ou seja, o vírus da gripe é um tipo de parasita humano. Qual seria então a classificação taxonômica de um vírus? Unidade II PARASITOLOGIA HUMANA Nesta unidade daremos início às análises dos organismos parasitas cujo ser humano é o hospedeiro definitivo ou mesmo intermediário. Serão abordados os seguintes tópicos para cada organismo: Morfologia, Meio de reprodução, Nutrição e características diferenciais, Sistemática, Principais ciclos biológicos, Mecanismo de transmissão, Patogenia, Diagnóstico, Profilaxia e Tratamento. CAPÍTULO 4 Protozoários Os protozoários são micro-organismos cuja classificação taxonômica é feita com base em suas estruturas de locomoção e são agrupados em um reino próprio, denominado Reino Protista (junto às algas unicelulares crisófitas, euglenófitas e pirrófitas) (Figura 4). São seres eucariontes (núcleo celular organizado dentro de uma membrana), a maioria é heterótrofa, embora alguns sejam autótrofos, produzem clorofila e com ela fazem a fotossíntese, obtendo seu próprio alimento [Capítulo baseado nas referências apresentadas ou extraído da webpage: S5].

16 Fig. 4 Exemplos de quatro protozoários: um ciliado (Paramecium caudatum), um flagelado (Trypanosoma brucei), um rizópode (Entamoeba histolytica) e um sem organelas locomotoras (Plasmodium vivax). Extraídas de em Morfologia Os protozoários apresentam grandes variações, conforme sue fase evolutiva e meio a que estejam adaptados. Podem ser esféricos, ovais ou mesmo alongados. Alguns são revestidos de cílios, outros possuem flagelos, e existem ainda os que não possuem nenhuma organela locomotora especializada. Dependendo da sua atividade fisiológica, algumas espécies possuem fases bem definidas. Assim, temos: TROFOZOÍTO: é a configuração ativa do protozoário, na qual ele se alimenta e se reproduz, por distintos processos; CISTO: é a configuração de resistência, onde o protozoário possui uma parede resistente que o protegerá quando estiver em meio impróprio ou em fase de latência; GAMETA: é a configuração sexuada, que aparece em algumas espécies de protozoários. Os organismos participantes do Reino Protista possuem uma única célula que, para

17 sobreviver, realiza todas as funções mantenedoras da vida: alimentação, respiração, reprodução, excreção e locomoção. Para cada função existe uma organela própria: - Cinetoplasto: é uma mitocôndria especializada, sendo rica em material genético; - Corpúsculo basal: base de inserção do componente motor dos cí1ios e flagelos; - Reservatório: supõe-se que seja um local de secreção, excreção e ingestão de partículas, pelo processo de pinocitose; - Lisossomo: permite a digestão intracelular de partículas alimentares; - Complexo de Golgiense: síntese de carboidratos e condensação da secreção proteica para o meio extracelular ou para incorporação nas membranas lipídicas do organismo; - Retículo endoplasmático: a) Liso: responsável pela síntese de esteroides; b) Granular ou Rugoso: responsável pela síntese de proteínas em seu lúmen; - Mitocôndria: produção energética da célula; - Microtúbulos: movimentos celulares (contração e distensão) e vias de transporte interno de vesículas; - Flagelos, cílios, membrana ondulante e pseudópodes: locomoção da célula no meio em que se encontra; - Axonema: eixo central do flagelo; - Citóstoma: permite a ingestão de partículas alimentares. Cada organela é mais ou menos semelhante nas várias espécies dentro do reino, entretanto, ocorrem pequenas diferenças que podem ser observadas ao microscópio óptico ou, unicamente, por intermédio de um microscópio eletrônico. Reprodução Encontramos os seguintes tipos de reprodução: ASSEXUADA Divisão binária ou Cissiparidade; Brotamento ou Gemulação; Endogenia: formação de duas ou mais células-filhas por brotamento interno à célula; Esquizogonia: divisão nuclear seguida da divisão do citoplasma, constituindo indivíduos isolados. Esses rompem a membrana celular da célula mãe e continuam a desenvolver-se. Na realidade, existem três tipos de esquizogonia: merogonia (produz merozoítos), gametogonia (produz microgametas) e esporogonia (produz esporozoítos).

18 SEXUADA Conjugação: consiste na união temporária de dois indivíduos, com troca mútua de materiais nucleares; Singamia ou Fecundação: consiste na união de microgameta e macrogameta formando o ovo ou zigoto, que pode dividir-se para fornecer esporozoítos. O processo de formação de gametas recebe o nome de gametogonia. Nutrição e características Quanto ao tipo de alimentação, dividem-se em: Holofíticos ou Autotróficos: são os que, a partir de pigmentos citoplasmáticos, conseguem sintetizar energia a partir da luz solar pelo processo denominado fotossíntese; Holozóicos ou Heterotróficos: ingerem partículas orgânicas, digestão por ação enzimática. Essa ingestão se dá por fagocitose (ingestão de partículas sólidas) ou pinocitose (ingestão de partículas líquidas); Saprozóicos: absorvem substâncias inorgânicas, já decompostas e dissolvidas em meio líquido; Mixotróficos: são capazes de se alimentar por mais de um dos métodos acima descritos. Patogenias Microrganismos de vida livre são presentes em muitos ambientes. No entanto alguns levam vida parasitária causando doenças em animais. Febre, cistos dolorosos e outros efeitos são alguns sintomas em seus hospedeiros. Muitos protozoários causam doenças nos seres humanos e a outros animais vertebrados. Por exemplo: Trypanosoma cruzi, é um protozoário flagelado causador da doença de Chagas. Entre as outras doenças provocadas por protozoários destacam-se a amebíase (pela Entamoeba histolytica), a giardíase (pela Giardia lamblia), a malária (por Plasmódios sp), diferentes tipos de leishmaniose (pelas Leishmania sp) e diversas outras patogenias. LEISHMANIOSES As leishmanioses são causadas por diferentes espécies de protozoários do gênero Leishmania, e transmitidas pela picada de um mosquito da sub-família Phlebotominae. Apresenta três formas clínicas mais frequentes (Figura 5): Leishmaniose cutânea, causadora de feridas na pele; Leishmaniose muco-cutânea, cujas lesões podem levar a destruição parcial ou total

19 das mucosas; Leishmaniose visceral, também chamada calazar, caracterizada por surtos febris irregulares, substancial perda de peso, hepatoesplenomegalia e anemia severa. O não tratamento pode levar a morte na totalidade dos casos. Fig. 5: Da esquerda para direita, exemplos de: Leishmaniose cutânea em braço de paciente [extraído de ]; Leishmaniose mucocutânea na região bucal [extraído de e Leishmaniose visceral em um garoto da região nordeste brasileira [extraído de em Atualmente atingem cerca de 350 milhões de pessoas em 88 países do mundo, sendo 72 considerados países em desenvolvimento (Figura 6). A distribuição segundo o tipo de leishmaniose é: 90% dos casos de Leishmaniose visceral ocorrem em Bangladesh, Brasil, Índia, Nepal e Sudão; 90% dos casos de Leishmaniose muco-cutânea ocorrem na Bolívia, Brasil e Peru; 90% de todos os casos de Leishmaniose cutânea ocorrem no Afeganistão, Brasil, Irã, Peru, Arábia Saudita e Síria.

20 Fig. 6: Distribuição dos casos de Leishmaniose no mundo (em azul), dados mais atualizados da WHO (Organização Mundial da Saúde) de 2003 [extraído de Primer/Diseases/cid/ViewDetails/ItemID/5.aspx] em Agente etiológico As leishmanioses são causadas por parasitas do gênero Leismania. As espécies L. donovani, L. infantum infantum, e L. infantum chagasi podem acarretar leishmaniose visceral, mas, em casos leves, apenas manifestações cutâneas. As espécies L. major, L. tropica, L. aethiopica, L. mexicana, L. braziliensis, L. amazonensis e L. peruviana são as responsáveis pela leishmaniose cutânea ou mucocutânea. Este protozoário tem seu ciclo completado em dois hospedeiros, um vertebrado e um invertebrado (ciclo heteroxeno). Os hospedeiros vertebrados incluem uma grande variedade de mamíferos: Roedores, Edentados (tatu, tamanduá, preguiça), marsupiais (gambá), canídeos e primatas, incluindo o homem. Os hospedeiros invertebrados são pequenos insetos da ordem Diptera, família Psycodidae, sub-família Phlebotominae, gêneros Lutzomyia e Phebotomus. Uma característica morfológica interessante está na diferenciação nas conformações celulares mediante ao hospedeiro (Figura 7): - Amastigotas: de forma oval ou esférica, estas são as formas são encontradas no hospedeiro vertebrado. Não há flagelo livre, mas um rudimento presente na bolsa flagelar;

21 - Promastigotas: formas alongadas, com flagelo livre na região anterior. São encontradas no tubo digestivo do inseto vetor e em meio de cultura; - Paramastigotas: formas ovais ou arredondadas com flagelo livre. São encontradas aderidas ao epitélio do trato digestivo do vetor através de hemidesmossomas. Fig. 7: Da esquerda para direita, exemplos de: Leishmaniose na forma amastigota e forma promastigota [extraído de e forma paramastigota [extraído de em Ciclo No vetor: o inseto pica o vertebrado contaminado e ingere macrófagos contendo as formas amastigotas do parasita. Ao chegarem ao estômago do inseto, essas células se rompem liberando as amastigotas que, por sua vez, passam por processo de divisão binária e, posteriormente, passando à forma promastigotas. Passam por divisão e se multiplicam ainda no sangue ingerido (envolto pela membrana peritrófica). Esta membrana se rompe entre terceiro e quarto dias liberando as células parasitas no hospedeiro. As formas promastigotas permanecem se reproduzindo por cissiparidade, com a possibilidade de duas vertentes distintas, de acordo com a espécie do parasita (Figura 8). As leishmanias do complexo brasiliensis migram para as regiões do piloro e do íleo (seção peripilária). Transformam-se de promastigotas para paramastigotas, aderindo ao epitélio do intestino do inseto. Nas leishmanias do complexo mexicana o mesmo fenômeno ocorre, porém a fixação das paramastigotas se dá no estômago do inseto. Novamente transformandose em promastigotas que migram para a região da faringe. Neste local se transformam para a forma paramastigota e em seguinda se diferenciam empromastigotas infectantes, altamente móveis, que se deslocam para o aparelho bucal do inseto. No vertebrado: O inseto, na sua tentativa de ingestão de sangue, injeta as formas promastigotas no local da picada. Em algumas horas, estes flagelados são interiorizados pelos macrófagos teciduais. Nesse momento, as formas promastigotas se diferenciam na forma amastigota, encontradas em meio sistêmico em 24 horas a partir da fagocitose. As amastigotas

Aula 21 Protozoários parasitas

Aula 21 Protozoários parasitas Aula 21 Protozoários parasitas Os protozoários são seres unicelulares, eucariontes e podem ser parasitas ou de vida livre. As células dos protozoários executam todas as funções vitais que nos grupos animais

Leia mais

Biologia. Setor 1423 Móds. 03 a 06. Prof. Rafa

Biologia. Setor 1423 Móds. 03 a 06. Prof. Rafa Biologia Setor 1423 Móds. 03 a 06 Prof. Rafa PROTISTAS PROTISTAS ALGAS FOTOSSINTETIZANTES PROTOZOÁRIOS PARASITAS Protozoários (Reino Protista) Características: Estrutura Formas de vida Eucariontes Unicelulares

Leia mais

Protozooses. Profº Alan Frederico

Protozooses. Profº Alan Frederico Protozooses Profº Alan Frederico Filo Protozoa Unicelulares, eucariontes, heterótrofos, isolados ou coloniais. Podem ser apresentar um ou mais núcleos por célula. Podem ser anaeróbios ou aeróbios. Podem

Leia mais

PROTOZOOSES. Doenças causadas por protozoários

PROTOZOOSES. Doenças causadas por protozoários PROTOZOOSES Doenças causadas por protozoários DOENÇA DE CHAGAS Agente etiológico: Trypanossoma cruzi Vetor: Triatoma infestans (barbeiro ou chupança). Complicações: Insuficiência e arritimia cardíaca (crônica)

Leia mais

PARASITOLOGIA CLÍNICA

PARASITOLOGIA CLÍNICA PARASITOLOGIA CLÍNICA Brasília-DF. Elaboração Vitor Hugo Balasco Serrão Marco Túlio Alves Julio Cesar Pissuti Damalio 2 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO...4 ORGANIZAÇÃO DO CADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA...5 ORGANIZAÇÃO

Leia mais

27/02/2014. Eucariontes; Unicelulares; Heterótrofos; Digestão: Vacúolos digestivos; Reprodução: Assexuada; Sexuada; PROTOZOÁRIOS E ALGAS

27/02/2014. Eucariontes; Unicelulares; Heterótrofos; Digestão: Vacúolos digestivos; Reprodução: Assexuada; Sexuada; PROTOZOÁRIOS E ALGAS PROTOZOÁRIOS E ALGAS Eucariontes; Unicelulares; Heterótrofos; Digestão: Vacúolos digestivos; Reprodução: Assexuada; Sexuada; Locomoção por meio de pseudópodes; Vida livre ou parasitas; Vacúolo pulsátil

Leia mais

PROTISTAS. Algas e protozoários

PROTISTAS. Algas e protozoários PROTISTAS Algas e protozoários Protozoários Organismos eucariontes, unicelulares, heterótrofos e com capacidade de locomoção. Célula procarionte Célula eucarionte 4 grupos principais: protozoários amebóides

Leia mais

Doença de Chagas ou Tripanossomíase Americana

Doença de Chagas ou Tripanossomíase Americana ou Tripanossomíase Americana Distribuição geográfica: América latina, afetando 12-14 milhões de pessoas. Agente Etiológico: Trypanosoma cruzi Ordem: Kinetoplastida Família: Trypanosomatidae Gênero: Trypanosoma

Leia mais

Biologia 1ª série Reino Protista

Biologia 1ª série Reino Protista Biologia 1ª série Reino Protista Profª Reisila Mendes Reino Protista Características gerais: Eucariontes; Unicelulares e pluricelulares; Autótrofos e Heterótrofos. Algas Protozoários Protozoário primeiro

Leia mais

Projeto de Monitoria: Estudo microscópico de protozoários, helmintos e artrópodes. Aula Prática III: Protozoários Filo Apicomplexa.

Projeto de Monitoria: Estudo microscópico de protozoários, helmintos e artrópodes. Aula Prática III: Protozoários Filo Apicomplexa. UFF Universidade Federal Fluminense. PUNF - Polo Universitário de Nova Friburgo. Curso de Biomedicina. Disciplina: Parasitologia Humana. Professora: Aline CasecaVolotão. Monitora: LorraineHerdyHeggendornn.

Leia mais

PROTOZOOSES. Prof.: Eduardo Borges

PROTOZOOSES. Prof.: Eduardo Borges PROTOZOOSES PROTOZOOSES Prof.: Eduardo Borges Protozooses 1. Amebíase 2. Giardíase 3. Doença de Chagas 4. Leishmaniose 5. Malária 6. Toxoplasmose 7. Tricomoníase 8. Doença do sono 9. Balantidiose 1. Amebíase

Leia mais

Protozoários. Paramecium. Plasmódio. Trichomonas vaginalis. Tripanossomo

Protozoários. Paramecium. Plasmódio. Trichomonas vaginalis. Tripanossomo Protozoários Paramecium Plasmódio Trichomonas vaginalis Tripanossomo Características gerais Eucariontes Unicelulares Heterótrofos Locomoção: cílios, flagelos, pseudópodes ou não possuem nenhuma estrutura

Leia mais

Protozoários. Professor Gustavo Propst Biologia

Protozoários. Professor Gustavo Propst Biologia Protozoários Professor Gustavo Propst Biologia Protozoários Organismos pertencentes ao Reino Protista Seres Eucariontes, heterotróficos, unicelulares ou pluricelulares (formação de colônias rudimentares)

Leia mais

Reino Protista (aula II) Natália A. Paludetto nataliaapaludetto@gmail.com

Reino Protista (aula II) Natália A. Paludetto nataliaapaludetto@gmail.com Reino Protista (aula II) Natália A. Paludetto nataliaapaludetto@gmail.com Reino Protista Relembrando! Eucariontes Autótrofos ou heterótrofos; De vida livre, ou dentro de algum organismo, Parasita, mutualista

Leia mais

REINO PROTISTA PROTOZOÁRIOS. Prof. Airton

REINO PROTISTA PROTOZOÁRIOS. Prof. Airton REINO PROTISTA PROTOZOÁRIOS Prof. Airton Características Gerais: Unicelulares Eucariontes Heterótrofos Geralmente microscópicos Podem viver isolados ou em grupos formando colônias CLASSIFICAÇÃO De acordo

Leia mais

BIOLOGIA. c) Triatoma infestans. d) Taenia solium.

BIOLOGIA. c) Triatoma infestans. d) Taenia solium. BIOLOGIA Prof. Fred & Marchezi 1. (Unesp 2013) Em determinada região do nosso país, o sistema de saúde verificou um crescente número de mortes por problemas cardíacos, sobretudo em pessoas na faixa etária

Leia mais

Primeiros animais/ primitivos; Seres aquáticos: mares, rios, tanques etc...

Primeiros animais/ primitivos; Seres aquáticos: mares, rios, tanques etc... Protozoários Primeiros animais/ primitivos; Seres aquáticos: mares, rios, tanques etc... Estrutura: Realizam as funções vitais: Locomoção e respiração; Obtenção de alimentos; Digestão; Excreção; Reprodução.

Leia mais

NOÇÕES DE PARASITOLOGIA (2) PROF. C. FREDERICO

NOÇÕES DE PARASITOLOGIA (2) PROF. C. FREDERICO NOÇÕES DE PARASITOLOGIA (2) PROF. C. FREDERICO PROTOZOOSES AMEBÍASE ASE AGENTE ETIOLÓGICO GICO: Entamoeba histolytica. CONTÁGIO GIO: Direto (consumo de água e/ou alimentos contaminados com cistos). SINTOMAS:

Leia mais

PARASITOLOGIA 1. PROTOZOOLOGIA 2. HELMINTOLOGIA 3. ENTOMOLOGIA. RIOS Sub-reino ASES TRIPANOSSOMÍASES ASES

PARASITOLOGIA 1. PROTOZOOLOGIA 2. HELMINTOLOGIA 3. ENTOMOLOGIA. RIOS Sub-reino ASES TRIPANOSSOMÍASES ASES PARASITOLOGIA 1. PROTOZOOLOGIA 2. HELMINTOLOGIA 3. ENTOMOLOGIA Prof.: MSc. Ricardo Carvalho 1 PROTOZOÁRIOS RIOS Sub-reino Protozoa 60.000 espécies conhecidas 50% fósseisf Vivos 10.000 espécies são parasitos

Leia mais

PROTOZOÁRIOS PARASITAS INTESTINAIS

PROTOZOÁRIOS PARASITAS INTESTINAIS COLÉGIO JOÃO PAULO I LABORATÓRIO DE BIOLOGIA - 2º ANO PROF. ANDRÉ FRANCO FRANCESCHINI PROTOZOÁRIOS PARASITAS INTESTINAIS AMEBÍASE Agente causador: Entamoeba histolytica. Diagnóstico: E. P. F. exame parasitológico

Leia mais

Amebíase ou Disenteria Amebiana

Amebíase ou Disenteria Amebiana Amebíase ou Disenteria Amebiana Agente causador: Entamoeba histolytica, que vive no interior do intestino grosso, fagocitando partículas de alimento digerido e também atacando a própria mucosa intestinal.

Leia mais

PROTOCTISTAS HETERÓTROFOS PROTISTAS

PROTOCTISTAS HETERÓTROFOS PROTISTAS PROTOCTISTAS HETERÓTROFOS PROTISTAS PROTOZOÁRIOS Protozoários: organismos unicelulares, eucariontes, heterotróficos, aeróbios ou anaeróbios com tamanho entre 2 μm e 1 mm. Hábitat: água doce, salgada e

Leia mais

Aula IV Protozoários Zoopatogênicos

Aula IV Protozoários Zoopatogênicos ZOOLOGIA E PARASITOLOGIA Aula IV Protozoários Zoopatogênicos Professora: Luciana Alves de Sousa Doenças causadas por Protozoários Doença de Chagas Leishmaniose Malária Giardíase Amebíase Toxoplasmose Doença

Leia mais

Doença de Chagas. 4) Número de Aulas: as atividades serão desenvolvidas em três etapas, divididas em aulas a critério do professor.

Doença de Chagas. 4) Número de Aulas: as atividades serão desenvolvidas em três etapas, divididas em aulas a critério do professor. Doença de Chagas Introdução Em 1909 o pesquisador do Instituto Osvaldo Cruz, Carlos Chagas, descobriu uma doença infecciosa no interior de Minas Gerais. Segundo seus estudos, era causada pelo protozoário

Leia mais

PARASITISMO E SAÚDE HUMANA

PARASITISMO E SAÚDE HUMANA PARASITISMO E SAÚDE HUMANA Antes de começar O que é um parasita? O que é um hospedeiro? Qual a diferença entre um ciclo monoxeno e um heteroxeno? Qual a diferença entre endemia, epidemia e pandemia? Endemia

Leia mais

Reino Protoctista Parafilético,

Reino Protoctista Parafilético, Reino Protoctista Parafilético, ou seja, seus principais representantes algas e protozoários - têm ancestralidade distinta. Categoria de conveniência, onde são colocados os seres eucarióticos que não cabem

Leia mais

PROTOZOÁRIOS (protos, primitivo e zoon, animal)

PROTOZOÁRIOS (protos, primitivo e zoon, animal) PROTOZOÁRIOS (protos, primitivo e zoon, animal) PROTOZOÁRIOS: CARACTERÍSTICAS GERAIS Seres microscópicos unicelulares, já foram considerados animais; Ausência de simetria bilateral, radial esférica; Núcleo

Leia mais

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM EXAMES LABORATORIAIS

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM EXAMES LABORATORIAIS GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM EXAMES LABORATORIAIS PARASITOLOGIA HUMANA O que é parasitologia? É a ciência que estuda os parasitas, os seus hospedeiros e relações entre eles. Parasitas são seres vivos que retiram

Leia mais

Representantes: algas e protozoários.

Representantes: algas e protozoários. Representantes: algas e protozoários. Euglena sp (alga) Giardia sp (protozoário) Volvox sp (alga) Do grego protos, primitivo, e zoon, animal. Grupo de organismos unicelulares heterotróficos e eucariontes

Leia mais

P R O PROTOZOÁRIOS TISTAS P R O F E S S O R F E R N A N D O S T U C H I

P R O PROTOZOÁRIOS TISTAS P R O F E S S O R F E R N A N D O S T U C H I PROTOZOÁRIOS PROFESSOR FERNANDO STUCHI PP RR OO TT II SS TT AA SS Reino Protista Primeiro seres vivos Eucariontes Representantes Protozoários (heterótrofos, unicelulares e eucariontes) algas (autótrofos,

Leia mais

OBJETIVOS DA PARASITOLOGIA

OBJETIVOS DA PARASITOLOGIA OBJETIVOS DA PARASITOLOGIA ESTUDAR A MORFOLOGIA E A BIOLOGIA DOS PARASITOS COMO FUNDAMENTO PARA CONHECER PATOGENIA, DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E CONTROLE (PROFILAXIA) DAS DOENÇAS CAUSADAS POR ELES Profa.

Leia mais

Boletim Epidemiológico UHE Santo Antônio do Jari

Boletim Epidemiológico UHE Santo Antônio do Jari Editorial Índice - Editorial - Doença Leishmaniose - Gráfico de Notificações - Doença Malária Este é o segundo número do ano de, com veiculação semestral, referente aos meses de janeiro a junho, contendo

Leia mais

Sua classificação é baseada na estrutura locomotora:

Sua classificação é baseada na estrutura locomotora: Protozoários Organismos unicelulares, eucariontes, heterotróficos e aeróbios (maioria). Podem viver isolados ou em colônias, tendo vida livre, comensais, mutualísticos e parasitas. Reproduzem-se através

Leia mais

Introdução à Parasitologia

Introdução à Parasitologia Parasitologia Médica CBS06625 Carlos Eugênio Silva Aulas teóricas e práticas* Verificações Nota, conceito e aprovação Referências bibliográficas Representação Discente Todas as informações relativas à

Leia mais

PROVA FORMAÇÃO DE AGENTE DE COMBATE A ENDEMIAS Prefeitura Municipal de Ouro Preto 1- Assinale a alternativa que define o que é epidemiologia.

PROVA FORMAÇÃO DE AGENTE DE COMBATE A ENDEMIAS Prefeitura Municipal de Ouro Preto 1- Assinale a alternativa que define o que é epidemiologia. 1- Assinale a alternativa que define o que é epidemiologia. a) Estudo de saúde da população humana e o inter relacionamento com a saúde animal; b) Estudo de saúde em grupos de pacientes hospitalizados;

Leia mais

REINO N O P ROTIST S A

REINO N O P ROTIST S A REINO PROTISTA INTRODUÇÃO O termo protistaderiva do grego e significa primeiros de todos, dando a idéia de que eles teriam sido os primeiros eucariontes a surgir no curso da evolução. Reino protista Os

Leia mais

13/04/2012. Baseia-se em seu tipo de NUTRIÇÃO

13/04/2012. Baseia-se em seu tipo de NUTRIÇÃO 13/04/2012 1) Características gerais dos Protistas Biologia O Reino Protista é chamado atualmente de Protoctista; Todos são eucariotas; Podem ser unicelulares e pluricelulares (mas não formam tecidos verdadeiros)

Leia mais

Reino Protista. São Eucariontes. Formado por Protozoários e algas unicelulares. São Unicelulares. Protozoário Ameba. Protozoário Paramécio

Reino Protista. São Eucariontes. Formado por Protozoários e algas unicelulares. São Unicelulares. Protozoário Ameba. Protozoário Paramécio Reino Protista Formado por Protozoários e algas unicelulares. São Eucariontes. São Unicelulares. Protozoário Ameba Alga Noctitulica sp. Protozoário Paramécio Reino Protista Alimentação reprodução Algas

Leia mais

PROTOZOÁRIOS. Prof. Kauê Costa kaue.costa@ymail.com 2014

PROTOZOÁRIOS. Prof. Kauê Costa kaue.costa@ymail.com 2014 PROTOZOÁRIOS Prof. Kauê Costa kaue.costa@ymail.com 2014 Protozoários Reino Protoctista. Eucariontes unicelulares. Esta única célula executa todas as funções necessárias: locomoção, respiração, excreção

Leia mais

BIOLOGIA - 3 o ANO MÓDULO 28 REINO PROTISTA

BIOLOGIA - 3 o ANO MÓDULO 28 REINO PROTISTA BIOLOGIA - 3 o ANO MÓDULO 28 REINO PROTISTA Corpúsculo basal Membrana ondulante Citoplasma núcleo flagelo Reprodução assexuada em flagelados Parasita Leishmania brasiliensis Transmissor homem Phlebotomus

Leia mais

Reino Protista. Protozoários. rios Microalgas Macroalgas

Reino Protista. Protozoários. rios Microalgas Macroalgas Reino Protista Protozoários rios Microalgas Macroalgas I. Protozoários: rios:. Designação coletiva para unicelulares eucariontes heterótrofos (sem valor taxonômico).. Classificação conforme estrutura locomotora.

Leia mais

COLÉGIO JOÃO PAULO I LABORATÓRIO DE BIOLOGIA - 2º ANO PROF. ANDRÉ FRANCO FRANCESCHINI MALÁRIA

COLÉGIO JOÃO PAULO I LABORATÓRIO DE BIOLOGIA - 2º ANO PROF. ANDRÉ FRANCO FRANCESCHINI MALÁRIA COLÉGIO JOÃO PAULO I LABORATÓRIO DE BIOLOGIA - 2º ANO PROF. ANDRÉ FRANCO FRANCESCHINI MALÁRIA AGENTE CAUSADOR: Plasmodium falciparum, P. vivax e P. malariae. protozoário esporozoário parasita da hemáceas.

Leia mais

LISTA DE EXERCÍCIOS BIOLOGIA PROTISTAS PROFº. LINSMAR

LISTA DE EXERCÍCIOS BIOLOGIA PROTISTAS PROFº. LINSMAR LISTA DE EXERCÍCIOS BIOLOGIA PROTISTAS PROFº. LINSMAR 1- Considere as seguintes afirmações a respeito de medidas profiláticas às doenças parasitárias: I. As verduras que são ingeridas cruas, em saladas,

Leia mais

Trypanosoma cruzi. Doença de Chagas

Trypanosoma cruzi. Doença de Chagas Trypanosoma cruzi Doença de Chagas Descoberta do parasita 1909 por Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas, denominando-o Schizotrypanum cruzi Nos anos seguintes descreveu o quadro clínico da doença e aspectos

Leia mais

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS Doenças Sexualmente Transmissíveis são aquelas que são mais comumente transmitidas através da relação sexual. PRINCIPAIS DOENÇAS SEXUALMENTE

Leia mais

D.S.T. CANCRO MOLE TRICOMO ÍASE CANDIDÍASE HERPES CONDILOMA LI FOGRA ULOMA GONORRÉIA SÍFILIS GRANULOMA AIDS

D.S.T. CANCRO MOLE TRICOMO ÍASE CANDIDÍASE HERPES CONDILOMA LI FOGRA ULOMA GONORRÉIA SÍFILIS GRANULOMA AIDS D.S.T D.S.T. CANCRO MOLE TRICOMO ÍASE CANDIDÍASE HERPES CONDILOMA LI FOGRA ULOMA GONORRÉIA SÍFILIS GRANULOMA AIDS CANCRO MOLE Agente: bactéria Haemophilus ducreyi Transmissão: sexo vaginal, anal ou oral

Leia mais

Exercícios para Recuperação Paralela: (Cecília)

Exercícios para Recuperação Paralela: (Cecília) Exercícios para Recuperação Paralela: (Cecília) 1) Uma determinada moléstia que pode causar lesões nas mucosas, pele e cartilagens é transmitida por um artrópode e causada por um protozoário flagelado.

Leia mais

Nomes: Melissa nº 12 Naraiane nº 13 Priscila nº 16 Vanessa nº 20 Turma 202

Nomes: Melissa nº 12 Naraiane nº 13 Priscila nº 16 Vanessa nº 20 Turma 202 Nomes: Melissa nº 12 Naraiane nº 13 Priscila nº 16 Vanessa nº 20 Turma 202 A doença de chagas é assim denominada em homenagem ao seu descobridor, o médico brasileiro Dr. Carlos Justiniano Ribeiro das Chagas.

Leia mais

Nematóides mais comuns em Seres Humanos e Animais

Nematóides mais comuns em Seres Humanos e Animais Nematóides mais comuns em Seres Humanos e Animais 1- Ascaridíase gênero Ascaris 2- Ancilostomíase gênero Ancylostoma 3- Oxiuríase gênero Enterobius 4- Filaríase gênero Wuchereria Ascaris O gênero Ascaris

Leia mais

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae.

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae. A Equipe Multiprofissional de Saúde Ocupacional da UDESC lembra: Dia 01 de dezembro é dia mundial de prevenção à Aids! Este material foi desenvolvido por alunos do Departamento de Enfermagem da Universidade

Leia mais

Contaminação: água e alimentos contaminados com fezes de pessoas portadoras do vírus.

Contaminação: água e alimentos contaminados com fezes de pessoas portadoras do vírus. SAÚDE AMBIENTAL DOENÇAS CAUSADAS PELA FALTA DE SANEAMENTO BÁSICO HEPATITE A Doença causada por vírus. Contaminação: água e alimentos contaminados com fezes de pessoas portadoras do vírus. Falta de higiene,

Leia mais

Prof. João Carlos. aula 3. botânica e parasitoses

Prof. João Carlos. aula 3. botânica e parasitoses Prof. João Carlos aula 3 botânica e parasitoses Briófitas : musgos Os musgos (verdes) produzem gametas, seus filhos produzem esporos Esporos gametas Pteridófitas: samambaias Ciclo das samambaias O gameta

Leia mais

e) Doença do Sono ou Tripanossomíase Africana:

e) Doença do Sono ou Tripanossomíase Africana: a) Disenteria ou Amebíase: Doenças causadas por Protozoários Parasita Entamoeba histolytica Sintomas Dores abdominais, diarréia, náuseas, etc. Transmissão Água e alimentos contaminados b) Tricomoníase:

Leia mais

Ciências REINO PROTISTA. Professora: Laila Bekai

Ciências REINO PROTISTA. Professora: Laila Bekai Ciências REINO PROTISTA Professora: Laila Bekai 7o ano São unicelulares e pluricelulares São eucariontes possuem um núcleo individualizado, envolvido por uma membrana. Os principais representantes desse

Leia mais

Trichomonas vaginalis. Profª. Me.: Anny C.G. Granzoto

Trichomonas vaginalis. Profª. Me.: Anny C.G. Granzoto Trichomonas vaginalis Profª. Me.: Anny C.G. Granzoto 1 CLASSIFICAÇÃO TAXONÔMICA CARACTERIZADA POR APRESENTAR 3 A 6 FLAGELOS, AXÓSTILO A denominação dos gêneros são feitas pelo número de flagelos livres:

Leia mais

Malária. esporozoita

Malária. esporozoita Malária esporozoita Francisco Bergson Pinheiro Moura Médico Veterinário e-mails: bergson.moura@saude.ce.gov.br bergson.moura.live.com Definição Doença infecciosa febril aguda, cujos agentes etiológicos

Leia mais

CARACTERÍSTICAS: *organismos unicelulares ou multicelulares *eucariontes. * Heterótrofos, digestão intracelular Vida livre ou parasitas.

CARACTERÍSTICAS: *organismos unicelulares ou multicelulares *eucariontes. * Heterótrofos, digestão intracelular Vida livre ou parasitas. REINO PROTISTA CARACTERÍSTICAS: *organismos unicelulares ou multicelulares *eucariontes. * Heterótrofos, digestão intracelular Vida livre ou parasitas. REPRESENTANTES Protozoários como ameba, paramécio,

Leia mais

COCCIDIOSE EM ANIMAIS DOMÉSTICO

COCCIDIOSE EM ANIMAIS DOMÉSTICO Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Instituto de Veterinária Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública COCCIDIOSE EM ANIMAIS DOMÉSTICO Adivaldo Henrique da Fonseca Prof. Titular de Doenças

Leia mais

39 Por que ferver a água antes de beber?

39 Por que ferver a água antes de beber? A U A UL LA Por que ferver a água antes de beber? Todo ano seu Antônio viaja para o litoral com a família e enfrenta sempre os mesmos problemas: congestionamento na estrada, praias lotadas e sujas que,

Leia mais

clorófita plasmódio giárdia plasmódio tripanossomo paramecium diatomáceas

clorófita plasmódio giárdia plasmódio tripanossomo paramecium diatomáceas REINO PROTISTA clorófita plasmódio giárdia plasmódio tripanossomo paramecium diatomáceas REINO PROTISTA Seres eucariontes, unicelulares ou pluricelulares, autótrofos ou heterótrofos. Maioria microscópica;

Leia mais

PROTOZOÁRIOS. Classificação dos Protozoários

PROTOZOÁRIOS. Classificação dos Protozoários PROTOZOÁRIOS Classificação dos Protozoários Protozoários Unicelulares Eucariontes Possuem capacidade de deslocamento Heterótrofos A nutrição é realizada por fagocitose (englobamento de partículas ou predatismo

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO. PARASITOLOGIA ZOOTÉCNICA Introdução ao estudo dos Protozoários

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO. PARASITOLOGIA ZOOTÉCNICA Introdução ao estudo dos Protozoários UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO Campus Universitário de Sinop PARASITOLOGIA ZOOTÉCNICA Introdução ao estudo dos Protozoários Profº. Evaldo Martins Pires SINOP - MT Aula de hoje: Aula 08 Introdução

Leia mais

Doenças negligenciadas ainda matam 1 milhão por ano no mundo

Doenças negligenciadas ainda matam 1 milhão por ano no mundo Doenças negligenciadas ainda matam 1 milhão por ano no mundo Com investimentos crescentes, em torno de R$ 75 milhões ao ano, Brasil lidera a lista dos países em desenvolvimento que mais têm aplicado recursos

Leia mais

COCCIDIOSES EM ANIMAIS DOMÉSTICOS

COCCIDIOSES EM ANIMAIS DOMÉSTICOS Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Instituto de Veterinária Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública COCCIDIOSES EM ANIMAIS DOMÉSTICOS Adivaldo Henrique da Fonseca Prof. Titular de Doenças

Leia mais

Gabarito Caderno de atividades Biologia - Diversidade da Vida Volume 1-2013

Gabarito Caderno de atividades Biologia - Diversidade da Vida Volume 1-2013 Gabarito Caderno de atividades Biologia - Diversidade da Vida Volume 1-2013 1. A origem da vida na Terra 1) A 2) B 3) E 4) E 5) C 6) C 7) C 8) C 9) D 10) C 11) A 12) C 13) C 14) B 15) D 2. A evolução biológica

Leia mais

CARACTERÍSTICAS GERAIS: *organismos unicelulares e pluricelulares *eucariontes. * Heterótrofos,autotróficos, digestão intracelular Vida livre ou

CARACTERÍSTICAS GERAIS: *organismos unicelulares e pluricelulares *eucariontes. * Heterótrofos,autotróficos, digestão intracelular Vida livre ou REINO PROTOCTISTA CARACTERÍSTICAS GERAIS: *organismos unicelulares e pluricelulares *eucariontes. * Heterótrofos,autotróficos, digestão intracelular Vida livre ou parasitas (patogênicos). REPRESENTANTES

Leia mais

Papilomavírus Humano HPV

Papilomavírus Humano HPV Papilomavírus Humano HPV -BIOLOGIA- Alunos: André Aroeira, Antonio Lopes, Carlos Eduardo Rozário, João Marcos Fagundes, João Paulo Sobral e Hélio Gastão Prof.: Fragoso 1º Ano E.M. T. 13 Agente Causador

Leia mais

A doença é causada por protozoários do gênero Plasmodium que são transmitidos por mosquitos fêmeas do gênero Anopheles.

A doença é causada por protozoários do gênero Plasmodium que são transmitidos por mosquitos fêmeas do gênero Anopheles. Aurenice Arruda Dutra das Merces Biomedicina Seminário: Malária INTRODUÇÃO A malária é uma das doenças mais antigas conhecida pelo homem, também é conhecida como paludismo, febre palustre, tremedeira entre

Leia mais

DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS. Prof. Dr. Francisco Soares Santos Filho

DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS. Prof. Dr. Francisco Soares Santos Filho DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS Prof. Dr. Francisco Soares Santos Filho DOENÇA DE CHAGAS Definição: É uma doença transmissível, causado por um parasito do gênero Trypanosoma e transmitida principalmente

Leia mais

PARASITAse alimenta dos tecidos ou fluídos de outro, no caso, o HOSPEDEIRO. Ectoparasitas superfície externa do hospedeiro. Endoparasitas dentro do

PARASITAse alimenta dos tecidos ou fluídos de outro, no caso, o HOSPEDEIRO. Ectoparasitas superfície externa do hospedeiro. Endoparasitas dentro do BA. 07 -Parasitismo: aspectos gerais e protozooses Apostila 1 Página 39 Generalidades PARASITAse alimenta dos tecidos ou fluídos de outro, no caso, o HOSPEDEIRO. Ectoparasitas superfície externa do hospedeiro.

Leia mais

Roteiro de Estudos Biologia para Avaliação Específica 1ª série E.M 1º Bimestre

Roteiro de Estudos Biologia para Avaliação Específica 1ª série E.M 1º Bimestre Roteiro de Estudos Biologia para Avaliação Específica 1ª série E.M 1º Bimestre Olá pessoal! Leia os textos abaixo e isso o auxiliará no estudo para a prova específica! No Mundo das Células! Elas são conhecidas

Leia mais

VÍRUS. Fonte: http://rounielo.blogspot.com.br/2011/05/parte-30-foto-em-3-d-do-virus-da-aids.html

VÍRUS. Fonte: http://rounielo.blogspot.com.br/2011/05/parte-30-foto-em-3-d-do-virus-da-aids.html VÍRUS Fonte: http://rounielo.blogspot.com.br/2011/05/parte-30-foto-em-3-d-do-virus-da-aids.html RESUMO -Os vírus não pertencem a nenhum reino específico, são estudados como um caso à parte. -Os vírus são

Leia mais

A hepatite aguda causa menos danos ao fígado que a hepatite crônica.

A hepatite aguda causa menos danos ao fígado que a hepatite crônica. Hepatites Virais O FÍGADO E SUAS FUNÇÕES. O fígado é o maior órgão do corpo humano, está localizado no lado superior direito do abdômen, protegido pelas costelas (gradio costal). É responsável por aproximadamente

Leia mais

Doença de Chagas do México ao sul da Argentina, 16/18milhões de pessoas afetadas ~ 100milhões em regiões de risco

Doença de Chagas do México ao sul da Argentina, 16/18milhões de pessoas afetadas ~ 100milhões em regiões de risco Flagelados do sangue: Trypanosoma cruzi Doença de Chagas do México ao sul da Argentina, 16/18milhões de pessoas afetadas ~ 100milhões em regiões de risco Flagelados do sangue e dos tecidos: Trypanosomatidae

Leia mais

DSTS - Doenças Sexualmente Transmissíveis. Alunas : Manuella Barros / Anna Morel /Elaine Viduani.

DSTS - Doenças Sexualmente Transmissíveis. Alunas : Manuella Barros / Anna Morel /Elaine Viduani. DSTS - Doenças Sexualmente Transmissíveis Alunas : Manuella Barros / Anna Morel /Elaine Viduani. O que são DSTS? São as doenças sexualmente transmissíveis (DST), são transmitidas, principalmente, por contato

Leia mais

Pesquisa Científica de Parasitologia em Rio dos Cedros-SC

Pesquisa Científica de Parasitologia em Rio dos Cedros-SC Pesquisa Científica de Parasitologia em Rio dos Cedros-SC A pesquisa foi realizada pelo Laboratório Freitag & Weingärtner durante o período de 01/06/2005 a 31/08/2005 na cidade de Rio dos Cedros-SC em

Leia mais

VIROLOGIA HUMANA. Professor: Bruno Aleixo Venturi

VIROLOGIA HUMANA. Professor: Bruno Aleixo Venturi VIROLOGIA HUMANA Professor: Bruno Aleixo Venturi O que são vírus? A palavra vírus tem origem latina e significa "veneno". Provavelmente esse nome foi dado devido às viroses, que são doenças causadas por

Leia mais

Trichomonas vaginalis. Profa Alessandra Barone Prof. Archangelo Fernandes www.profbio.com.br

Trichomonas vaginalis. Profa Alessandra Barone Prof. Archangelo Fernandes www.profbio.com.br Trichomonas vaginalis Profa Alessandra Barone Prof. Archangelo Fernandes www.profbio.com.br Taxonomia Filo: Sarcomastigophora Subfilo: Mastigophora Ordem: Trichomonadida Família: Trichomonadidae Gênero:Trichomonas

Leia mais

A descoberta da célula

A descoberta da célula A descoberta da célula O que são células? As células são a unidade fundamental da vida CITOLOGIA A área da Biologia que estuda a célula, no que diz respeito à sua estrutura e funcionamento. Kytos (célula)

Leia mais

www.drapriscilaalves.com.br [VERMINOSES]

www.drapriscilaalves.com.br [VERMINOSES] [VERMINOSES] 2 Os cães e gatos podem albergar uma grande variedade de vermes (helmintos) que causam danos como perda de peso, crescimento tardio, predisposição a outras doenças, menor absorção e digestão

Leia mais

Conheça as principais DSTs e confira as dicas de prevenção que o Instituto Corpore preparou para você:

Conheça as principais DSTs e confira as dicas de prevenção que o Instituto Corpore preparou para você: Conheça as principais DSTs e confira as dicas de prevenção que o Instituto Corpore preparou para você: CANCRO MOLE Pode ser chamada também de cancro venéreo. Popularmente é conhecida como cavalo. Manifesta-se

Leia mais

Acadêmicos AEMS/ Biomedicina; 2 Docente das Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS

Acadêmicos AEMS/ Biomedicina; 2 Docente das Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS EOSINOFILIA RELACIONADA COM A ENTAMOEBA COLI Dayane Santos de Oliveira. 1 ; Flavia Alves da Conceição¹ Henrique de Oliveira Medeiros¹ Eliana Alvarenga de Brito 2 1; Acadêmicos AEMS/ Biomedicina; 2 Docente

Leia mais

ORGANELAS CITOPLASMÁTICAS. Prof. Emerson

ORGANELAS CITOPLASMÁTICAS. Prof. Emerson ORGANELAS CITOPLASMÁTICAS Prof. Emerson Algumas considerações importantes: Apesar da diversidade, algumas células compartilham ao menos três características: São dotadas de membrana plasmática; Contêm

Leia mais

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 42

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 42 8 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 42 QUESTÃO 17 São funções da vigilância epidemiológica, EXCETO: a) Efetividade das medidas adotadas. b) Divulgação de informações pertinentes. c) Promoção das

Leia mais

NECESSIDADES NÃO ATENDIDAS. Dengue, malária, HIV, tuberculose, Hepatite C, verminoses...

NECESSIDADES NÃO ATENDIDAS. Dengue, malária, HIV, tuberculose, Hepatite C, verminoses... NECESSIDADES NÃO ATENDIDAS Dengue, malária, HIV, tuberculose, Hepatite C, verminoses... Renato Kfouri Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Dengue dengue tem origem espanhola e quer

Leia mais

Ascaris lumbricoides. Fernanda Aparecida Gonçalves da Silva. Nutrição

Ascaris lumbricoides. Fernanda Aparecida Gonçalves da Silva. Nutrição Ascaris lumbricoides Fernanda Aparecida Gonçalves da Silva Nutrição Introdução O A.lumbricoides é encontrado em quase todos os países do globo, estimando-se que 30% da população mundial estejam por ele

Leia mais

CLASSE MASTIGOPHORA. Trypanosoma

CLASSE MASTIGOPHORA. Trypanosoma CLASSE MASTIGOPHORA Trypanosomatidae Trypanosoma Leishmania Divisão do gênero Trypanosoma em duas seções: Seção Salivaria: São aqueles transmitidos através das glândulas salivares (inoculativa), Seção

Leia mais

COLÉGIO SANTA CLARA. Aluno: ano Nº Professor(a): Maria Paula

COLÉGIO SANTA CLARA. Aluno: ano Nº Professor(a): Maria Paula COLÉGIO SANTA CLARA Disciplina:Ciências Ficha nº: Data: / / Trimestre Aluno: ano Nº Professor(a): Maria Paula Como produzir um relatório de aula prática Durante a aula prática, você deve anotar cuidadosamente

Leia mais

Resolução Resolução OBJETIVO 2004

Resolução Resolução OBJETIVO 2004 1 Nas bactérias, a cadeia respiratória encontra-se associada à membrana plasmática e os ácidos nucléicos estão associados ao citoplasma. a) É assim também em um protista, em um animal e em um vegetal?

Leia mais

Aula 4. Atividades. Mapeado o genoma do Schistosoma mansoni, parasito causador da esquistossomose

Aula 4. Atividades. Mapeado o genoma do Schistosoma mansoni, parasito causador da esquistossomose Aula 4 1. Leia a notícia a seguir. Atividades IV. o mapeamento genético do verme pode auxiliar no controle dos problemas ambientais, como a falta de saneamento básico. V. resolverá definitivamente os problemas

Leia mais

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST ÁREA CIÊNCIAS CN

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST ÁREA CIÊNCIAS CN SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST ÁREA CIÊNCIAS CN Título do Podcast Área Segmento Duração Doenças Causadas por Micro-organismos Ciências Ciências da Natureza Ensino Fundamental 4min 53seg Habilidades: H25 Identificar

Leia mais

Uma visão geral da Malária: ocorrência, manifestação, prevenção e principais tratamentos

Uma visão geral da Malária: ocorrência, manifestação, prevenção e principais tratamentos Uma visão geral da Malária: ocorrência, manifestação, prevenção e principais tratamentos Mariana Ratti Doro, bolsista PIBID, IQ-UNICAMP A malária é uma doença infecciosa potencialmente grave causada por

Leia mais

Ano: 7 Turma: 71 e 72

Ano: 7 Turma: 71 e 72 COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE Programa de Recuperação Final 2ª Etapa 2013 Disciplina: Ciências Professor (a): Felipe Cesar Ano: 7 Turma: 71 e 72 Caro aluno, você está recebendo o conteúdo de recuperação.

Leia mais

CITOPLASMA. Características gerais 21/03/2015. Algumas considerações importantes: 1. O CITOPLASMA DAS CÉLULAS PROCARIÓTICAS

CITOPLASMA. Características gerais 21/03/2015. Algumas considerações importantes: 1. O CITOPLASMA DAS CÉLULAS PROCARIÓTICAS CITOPLASMA Algumas considerações importantes: Apesar da diversidade, algumas células compartilham ao menos três características: Biologia e Histologia São dotadas de membrana plasmática; Contêm citoplasma

Leia mais

Reino Animalia 0 (Metazoa) Filo Nematoda. Natália A. Paludetto nataliaapaludetto@gmail.com http://proenem.sites.ufms.br/

Reino Animalia 0 (Metazoa) Filo Nematoda. Natália A. Paludetto nataliaapaludetto@gmail.com http://proenem.sites.ufms.br/ Reino Animalia 0 (Metazoa) Filo Nematoda Natália A. Paludetto nataliaapaludetto@gmail.com http://proenem.sites.ufms.br/ Reino Animalia Filos: 1) Porifera; 2) Cnidaria; 3) Platyhelminthes; 4) Nematoda;

Leia mais

TEMA: VERMINOSES HUMANAS

TEMA: VERMINOSES HUMANAS TEMA: VERMINOSES HUMANAS COLEGIO ESTADUAL MARIO AUGUSTO TEIXIRA DE FREITAS NOME: DEISIANE FELZEMBOURGH N 10 2 ANO TURMA: F VESPERTINO PROFESSORA: CAROLINA INTRODUÇÃO Verminoses é um grupo de doenças causadas

Leia mais

Ecologia da Febre Maculosa

Ecologia da Febre Maculosa Ecologia da Febre Maculosa Depois dos mosquitos, carrapatos hematófagos estão em segundo lugar como fonte de trasmissão de patógenos aos seres humanos, mas estão em primeiro lugar como fonte de transmissão

Leia mais

DATA DE APROVAÇÃO: 23/10/2015

DATA DE APROVAÇÃO: 23/10/2015 1/6 1. INTRODUÇÃO / FINALIDADE DO MÉTODO O Trichomonas vaginalis é um parasita flagelado e é o agente causador da tricomoníase. Existe em apenas em uma única forma (trofozoíto), que é simultaneamente infecciosa

Leia mais

BANCO DE QUESTÕES BIOLOGIA - 3ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ==============================================================================================

BANCO DE QUESTÕES BIOLOGIA - 3ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ============================================================================================== PROFESSOR: Equipe BANCO DE QUESTÕES BIOLOGIA - 3ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ============================================================================================== 01- Uma mulher consulta o médico para

Leia mais