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1 FisioterapiaB r a s i l Ano 13 - n o 1 P h y s i c a l T h e r a p y B r a z i l Janeiro / Fevereiro de 2012 ISSN Temporomandibular Deslocamentos do disco articular Disfunção temporomandibular em respirador bucal pré-escolar Cardiorrespiratório Capacidade funcional e tuberculose pulmonar Bronquiolite viral aguda em lactentes Urbanismo Deslocamentos de deficientes visuais em Belém Neurologia Mobilização neural e hérnia de disco lombar Estabilização central e incontinência urinária Atendimento Uso do cão durante as sessões de fisioterapia 13 anos

2 Fisioterapia Brasil P h y s i c a l T h e r a p y B r a z i l (vol. 13, nº 1 janeiro/fevereiro ~80) EDITORIAL Sobre algumas tendências acadêmicas e literárias atuais, Marco Antonio Guimarães da Silva... 3 ARTIGOS ORIGINAIS Avaliação da capacidade funcional em pacientes com tuberculose pulmonar, Carla Laine Silva Santos, Fabiane Costa Santos, Mansueto Gomes Neto, Gleyze Maria Prazeres da Silva, Larissa Hausner de Morais, Marcelo de Araújo Nazaré... 4 Relação entre o uso do calçado de salto alto e o encurtamento da musculatura posterior de membro inferior e tronco, Lorena de Lima Alves, Luciana Naomi Kato, Levy Aniceto Santana... 9 Efeito da mobilização neural na melhora da dor e incapacidade funcional da hérnia subaguda de disco lombar, Eduardo Monnerat, Paulo Cesar Nunes-Júnior, André Luis dos Santos Silva, Luis Guilherme Barbosa, João Santos Pereira Motivação na universidade: um estudo com estudantes de fisioterapia, Lígia Maria da Costa Canella Tropiano, Priscilla Ludovico da Silva, Rodrigo Quadro Altieri Martinez, Raquel Caetano Teixeira da Silva, Vanessa Madaschi, Giuliano Michel Mussi, João Roberto de Souza-Silva, Silvana Maria Blascovi-Assis Deslocamento de deficientes visuais em vias públicas da região metropolitana de Belém/PA, Paulo Eduardo Santos Avila, Benedito Coutinho Neto Destacando tratamentos aplicados em lactentes com bronquiolite viral aguda: uma análise retrospectiva, Dirceu Costa, Évelim Leal de Freitas Dantas Gomes, Kadma Damasceno Soares Monteiro, Denise Rolim Leal de Medeiros A percepção de idosas institucionalizadas sobre o uso do cão durante o atendimento fisioterapêutico, Felipe Dotto, Francine Ferraz Fernandes, Andriele Gasparetto, Paulo Adão de Medeiros Efeito da terapia por radiofrequência monopolar sobre a dor e capacidade funcional de mulheres com fibromialgia, Fabiana dos Santos Ferreira, Carla Roberta Nunes Polachini, Jones Eduardo Agne, Aline Paula Miozzo, Franciele Plachi, Marluci Giovelli Rossato RELATOS DE CASO Exercícios baseados na estabilização central no tratamento da incontinência urinária de esforço feminina, Bruna Figueirôa Correia de Araújo, Valéria Conceição Passos de Carvalho Análise dos efeitos da eletrolipólise no tratamento do fibro edema gelóide por meio da biofotogrametria computadorizada, Maria das Graças Cândido Valls, Elaine Soffiatti Queiroz, Cristiane Helita Zorel Meneghetti, Helena Hanna Khalil Dib Giusti Terapia manual na restauração da amplitude articular do ombro em mulher mastectomizada, Juliana Furtado Martins, Thiago Brasileiro de Vasconcelos, Leila Beuttemüller Cavalcanti Soares, Kátia Virginia Viana Cardoso, Maria de Fátima Arcanjo da Ponte Moreira, Raimundo Hermelinda Maia Macena, Teresa Maria da Silva Câmara, Cristiano Teles de Sousa, Vasco Pinheiro Diógenes Bastos REVISÕES Diabetes na gestação e incontinência urinária: uma associação pouco reconhecida, Gabriela Marini, Fernanda Piculo, Angélica Mércia Pascon Barbosa, Débora Cristina Damasceno, Iracema de Mattos Paranhos Calderon, Selma Maria Michelin Matheus, Rodrigo de Aquino Castro, Marilza Vieira Cunha Rudge A abordagem fisioterapêutica na disfunção da articulação temporomandibular em portadores da síndrome do respirador bucal na idade pré-escolar, Jacyara Souto de Menezes Oliveira, Nilva Pereira da Silva, Núbia Pereira da Silva, Analizia Pena da Silva NORMAS DE PUBLICAÇÃO...75 EVENTOS...77

3 2 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de 2012 Fisioterapia Brasil Editor Marco Antônio Guimarães da Silva (UFRRJ Rio de Janeiro) Conselho científico Abrahão Fontes Baptista (Universidade Federal da Bahia BA) Anamaria Siriani de Oliveira (USP Ribeirão Preto) Dirceu Costa (Uninove São Paulo) Elaine Guirro (Unimep São Paulo) Espiridião Elias Aquim (Universidade Tuiuti Paraná) Fátima Aparecida Caromano (USP São Paulo) Guillermo Scaglione (Universidade de Buenos Aires UBA Argentina) Hugo Izarn (Universidade Nacional Gral de San Martin Argentina) Jamilson Brasileiro (UFRN) João Carlos Ferrari Corrêa (Uninove São Paulo) Jones Eduardo Agne (Universidade Federal de Santa Maria Rio Grande do Sul) José Alexandre Bachur (Universidade Católica de Petrópolis RJ, Universidade de Franca -SP) José Rubens Rebelatto (UFSCAR São Paulo) Lisiane Tuon (Universidade do Extreme Sul Catarinense UNESC) Marcus Vinícius de Mello Pinto (Universidade Católica de Petrópolis RJ) Margareta Nordin (Universidade de New-York NYU Estados Unidos) Mario Antônio Baraúna (Universidade do Triângulo Mineiro UNIT Minas Gerais) Mario Bernardo Filho (UERJ RJ) Neide Gomes Lucena (UFPB) Nivaldo Antonio Parizotto (UFSCAR São Paulo) Norberto Peña (Universidade Federal da Bahia UFBA Bahia) Roberto Sotto (Universidade de Buenos Aires UBA Argentina) Victor Hugo Bastos (UFPI Piauí) Grupo de assessores Antonio Coppi Navarro (Gama Filho São Paulo) Antonio Neme Khoury (HGI Rio de Janeiro) Carlos Bruno Reis Pinheiro (Rio de Janeiro) João Santos Pereira (UERJ Rio de Janeiro) José Roberto Prado Junior (Rio de Janeiro) Lisiane Fabris (UNESC Santa Catarina) Jorge Tamaki (PUC Paraná) Marisa Moraes Regenga (São Paulo) Luci Fabiane Scheffer Moraes (Univ. do Sul de Santa Catarina) Philippe E. Souchard (Instituto Philippe Souchard) Solange Canavarro Ferreira (HFAG Rio de Janeiro) Revista Indexada na LILACS - Literatura Latinoamericana e do Caribe em Ciências da Saúde, CINAHL, LATINDEX Abreviação para citação: Fisioter Bras Atlântica Editora e Shalon Representações Praça Ramos de Azevedo, 206/1910 Centro São Paulo SP Atendimento (11) / Assinatura 1 ano (6 edições ao ano): R$ 240,00 Diretor Antonio Carlos Mello Editor executivo Dr. Jean-Louis Peytavin Editor assistente Guillermina Arias Direção de arte Cristiana Ribas Todo o material a ser publicado deve ser enviado para o seguinte endereço de I.P. (Informação publicitária): As informações são de responsabilidade dos anunciantes. ATMC - Atlântica Editora Ltda - Nenhuma parte dessa publicação pode ser reproduzida, arquivada ou distribuída por qualquer meio, eletrônico, mecânico, fotocópia ou outro, sem a permissão escrita do proprietário do copyright, Atlântica Editora. O editor não assume qualquer responsabilidade por eventual prejuízo a pessoas ou propriedades ligado à confiabilidade dos produtos, métodos, instruções ou idéias expostos no material publicado. Apesar de todo o material publicitário estar em conformidade com os padrões de ética da saúde, sua inserção na revista não é uma garantia ou endosso da qualidade ou do valor do produto ou das asserções de seu fabricante.

4 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de Editorial Sobre algumas tendências acadêmicas e literárias atuais Marco Antonio Guimarães da Silva Na área cientifica observa-se, com uma certa frequência, a participação de vários autores na elaboração de um artigo cientifico. Ainda que não seja regra, em algumas situações, o autor principal do artigo inclui nomes de colegas que efectivamente não participaram do trabalho, seja para que as absurdas metas de produção cientifica da Capes sejam alcançadas, seja por simples espirito de camaradagem. Nessas situações, o barco é tocado da seguinte forma: hoje incluo você no meu trabalho, amanhã entro no seu. Ressalte-se que, como disse acima, felizmente isso não é a regra, e a maioria dos trabalhos realizados em equipes contam com a participação de todos os pesquisadores ali citados. Mas, se na área acadêmica é possível se escrever a quatro, oito, dezesseis e às vezes a 32 mãos, como seria no campo da literatura escrever a quatro mãos? Seria possível fazê-lo no campo ficcional? Embora soubesse que vários autores haviam dividido a autoria de livros no campo literário, julgava que eu não seria capaz de levar adiante uma obra de ficção com mais alguém. Essa impressão me levou a recusar um primeiro convite feito por Manuel Rui, escritor angolano já consagrado, que carrega em seu currículo, alem vários livros escritos, o fato de ter participado da revolução de Angola e posteriormente ter sido ministro naquele país. O convite me foi feito logo após a resenha que o autor angolano em questão fez do meu primeiro romance, «De escritores, fantasmas e mortos» (pode ser lida em bloco de notas do site Agora após o lançamento do segundo romance o convite foi refeito e, convencido pela opinião de minha mulher, resolvi aceitar o desafio. Espero poder levar até o fim essa ousada empreitada. Uma segunda questão, envolvendo comparações entre as áreas acadêmicas e literárias é a forma como as obras ambas as áreas se fazem representar nas feiras de livros. Embora se possa observar editoras, principalmente universitárias e de instituições de pesquisas, apresentando livros de cunho cientifico, é muito raro a promoção de debates com os autores-cientistas da área de saude. Dirão alguns: o público que frequenta tais feiras ou salões não estaria interessado em tais debates. Será que em uma feira de livros como a do Rio de Janeiro ou em um Salão de Livros de Paris, que conseguem atrair pessoas por dia, não haveria pelo menos 50 pessoas para assistir um debate de uma produção da área cientifica? Fica aqui a sugestão, caso algum leitor tenha poder decisório sobre tais feiras. *Professor Associado da UFRRJ e de Doutorado no exterior.

5 4 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de 2012 Artigo original Avaliação da capacidade funcional em pacientes com tuberculose pulmonar Assessment of functional capacity in patients with pulmonary tuberculosis Carla Laine Silva Santos, Ft.*, Fabiane Costa Santos, Ft.**, Mansueto Gomes Neto, Ft.***, Gleyze Maria Prazeres da Silva****, Larissa Hausner de Morais, Ft. Esp.*****, Marcelo de Araújo Nazaré, Ft. Esp.****** *Pós-graduanda em Reabilitação Neurofuncional pela Faculdade Social, **Coordenadora do Serviço de Fisioterapia do Hospital Especializado Octávio Mangabeira (SESAB), professora de pós-graduação na Faculdade Social da Bahia, Faculdade de Tecnologia e Ciências e professora mediadora do Curso de Especialização em Gestão de Sistemas de Saúde para Auditores do SUS pela Escola Estadual de Saúde Pública, ***Professor da UFBA e FSBA, ****Pós-graduanda em Reabilitação Neurofuncional pela Faculdade Social, *****Hospital Português e Hospital Especializado Octávio Mangabeira, ******Hospital Aliança e Hospital Especializado Octávio Mangabeira Resumo Introdução: A cada ano são registrados mais de 8 milhões de novos casos de tuberculose pulmonar (TB) em todo o mundo, correspondendo a 2,7 milhões de óbitos e uma diversidade de complicações decorrentes da doença. Objetivo: Avaliar a capacidade funcional de pacientes com TB por meio do teste de caminhada de seis minutos (TC6). Métodos: Foram avaliados 20 pacientes adultos, recrutados por conveniência das enfermarias de um hospital público especializado em Salvador/BA, com diagnóstico de TB, estáveis e que não apresentassem outra doença pulmonar e/ou problemas musculoesqueléticos e neuromusculares que pudessem impedir a realização do TC6. Os pacientes com déficit de compreensão foram excluídos. Utilizou-se o teste Kolmogorov-Simirnov para avaliação da distribuição dos dados, e como os dados foram paramétricos, o teste t de student foi utilizado para comparar a distância percorrida e prevista no TC6. O nível de significância estabelecido foi de 5% e a análise foi realizada através do software SPSS. Resultados: Observou- -se redução da capacidade funcional dos pacientes através do teste t student pareado para a distância percorrida e a distância prevista de acordo com equação de predição de Enright e Sherrill (387,26/689; p < 0,001). Na comparação dos que abandonaram o tratamento e os que não abandonaram não houve diferença significativa em relação à distância caminhada (352/404, p = 0,3). A idade inferior a 38 anos foi um fator significativo na redução da capacidade funcional. Conclusão: Os indivíduos com TB apresentaram diminuição da capacidade funcional, sendo a idade um fator relacionado a essa diminuição. Palavras-chave: tuberculose pulmonar, teste de caminhada de seis minutos, capacidade funcional. Abstract Introduction: More than 8 million new pulmonary tuberculosis (PT) cases are registered around the world every year. This corresponds to 2.7 million of deaths and a diversity of disease complicating. Objective: Evaluating PT patients functional capacity by a six-minute walk test (6WT). Methods: Adult patients diagnosed with TB were recruited by a PT specialized public hospital in Salvador, Bahia. Those patients should not present any other lung disease or skeletal muscle system complication which might prevent from developing the 6WT test. Patients with deficit of understanding were excluded. The Kolmogorov-Simirnov test was used for statistical data. Parametric data was used and a specific test was applied in order to compare the information achieved. A 5% level of significance has been determined by software SPSS analysis. Results: A reduction in functional ability was observed by comparing the length expected and covered as reported by Enrihgt and Sherrill (387.26/689; p < 0.001). No difference was observed by comparing those who left the treatment and those who did not leave it. Patients < 38 years old had a significant reduction of functional capacity. Conclusion: Patients with PT presented functional capacity diminution, especially when age is < 38 years old. Key-words: tuberculosis, six-minute walk test (6WT), functional capacity. Recebido em 17 de março de 2011; aceito em 19 de dezembro de Endereço para correspondência: Fabiane Costa Santos, Alameda Praia do Flamengo, 1686, casa 3, Salvador BA, Tel: (71) ,

6 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de Introdução A tuberculose pulmonar (TB) é uma doença que acomete o mundo há milhares de anos [1,2]. Tem caráter infecto- -contagioso de evolução crônica e ainda é considerada um problema sério de saúde pública e uma importante causa de morbimortalidade, necessitando de atenciosas ações [3-5]. São registrados a cada ano mais de oito milhões de novos casos de TB em todo o mundo, correspondendo a 2,7 milhões de óbitos, sendo 98% nos países em desenvolvimento [6]. A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica os países com alta carga de TB pelo número absoluto de novos casos da doença. No Brasil, são identificados aproximadamente casos por ano, colocando o país, em 2009, no 15º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos no mundo [6]. A TB leva a uma série de consequências danosas para o paciente. Dentre estas, a presença de lesões pulmonares extensas pode ser um fator preditor de invalidez permanente por conta da insuficiência respiratória secundária a destruição tecidual, cor pulmonar e predisposição a infecções oportunistas, o que acarreta em prejuízos na capacidade funcional e na qualidade de vida do paciente, além de se tornar um dos fatores de risco implicados na mortalidade pela doença [7]. A capacidade funcional é definida como a ausência de dificuldades no desempenho de gestos específicos e de certas atividades da vida cotidiana, que engloba todas as funções do corpo e a capacidade do indivíduo em realizar tarefas relevantes da sua rotina. Uma das maneiras de avaliá-la é por meio dos testes de capacidade de exercício [8]. Dentre estes, pode-se destacar o teste de caminhada de seis minutos (TC6), que avalia a aptidão física em indivíduos pouco condicionados fisicamente ou que não conseguem realizar, por motivos variados, o teste ergométrico. É um teste facilmente aplicável, bem tolerado, que consegue refletir atividades de vida diária e permite ao paciente realizar pausas e determinar sua própria velocidade [9-11]. É considerado uma forma prática, de baixo custo, que tem os seguintes objetivos: avaliar a capacidade aeróbica para a prática de esportes e outras atividades; avaliar o estado funcional do sistema cardiovascular e/ou respiratório na saúde e doença e avaliar programas de prevenção, terapêuticos e de reabilitação [9,12]. A TB ainda se mantém como uma das infecções crônicas de maior índice de morbimortalidade, porém há uma lacuna de estudos que abordam a capacidade funcional dos pacientes acometidos pela doença [13]. O que existem são iniciativas isoladas que avaliam o prejuízo da TB em estruturas anatômicas. Porém sabe-se que essas alterações causadas podem, ao longo do tempo, trazer diminuição das capacidades e volumes pulmonares, além de disfunções musculoesqueléticas, com repercussões negativas tanto no condicionamento do paciente como no seu desempenho em atividades de vida diárias [7]. Um melhor entendimento das limitações funcionais que acometem os pacientes com TB pode ser útil no desenvolvimento de programas de reabilitação adequados nesta população, bem como na quantificação do nível de deficiência. Levando em consideração os comprometimentos decorrentes da doença em questão, o presente estudo foi realizado com o objetivo de avaliar a capacidade funcional de pacientes com TB através do TC6. Material e métodos O estudo foi do tipo quantitativo, analítico de caráter temporal transversal, realizado nas enfermarias de um Hospital Especializado, na cidade de Salvador/BA, onde foi recrutada uma amostra não probabilística constituída de pacientes acima de 18 anos, do sexo masculino, com diagnóstico de TB por médico especialista, estáveis, que não apresentassem outra doença pulmonar, problemas musculoesqueléticos e/ ou neuromusculares que pudessem levar a diminuição da capacidade funcional. Foram excluídos indivíduos que apresentassem déficit de compreensão. Todos os indivíduos receberam esclarecimentos sobre os procedimentos e objetivos do estudo e concordaram em assinar um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) elaborado com base na Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Tecnologia e Ciências e os pacientes foram informados sobre os objetivos, metodologia e riscos do estudo. Após concordarem em participar da pesquisa e assinarem o TCLE foram submetidos ao TC6 de acordo com as diretrizes estabelecidas pela American Thoracic Society (ATS) [14]. Antes de realizar o teste, os pacientes responderam a uma ficha de avaliação elaborada pelo próprio pesquisador, onde constavam questões relacionadas às características antropométricas como idade, peso e altura além do tempo de diagnóstico, de tratamento e se já tinham abandonado ou não o tratamento. Os testes foram realizados em um terreno plano de 30 metros de comprimento, sempre pelo mesmo examinador previamente treinado. Os equipamentos necessários para a realização do teste foram cronômetro Polar, trena Standard 8m, oxímetro de pulso portátil de dedo Clip Onix, monitor de frequência cardíaca Junsd, esfigmomanômetro BD, estetoscópio BD e balança APA WT-02. Os dados vitais como frequência respiratória, frequência cardíaca, pressão arterial e saturação de oxigênio e sensação de dispneia (escala de Borg) foram verificados antes, durante e ao final do teste. Foi solicitado ao paciente que caminhasse de um extremo a outro da pista, com a maior velocidade possível, durante os seis minutos, sendo incentivados com frases padronizadas a cada minuto [13]. Os sujeitos foram orientados a interromper o teste caso apresentassem dores em membros inferiores, taquicardia, dor torácica, dispneia intolerável, sudorese, palidez, tonturas, câimbras ou qualquer outro sintoma de desconforto. O cronô-

7 6 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de 2012 metro permaneceu ligado a todo o momento e o paciente foi instruído a continuar o teste até o término do sexto minuto. Caso ocorresse dessaturação para níveis abaixo de 88% ou se fosse atingido 90% da frequência cardíaca máxima, o teste seria interrompido. Para o cálculo da distância prevista utilizou-se a equação de Enright e Sherrill [(7,57 x altura cm) (5,02 x idade) (1,76 x peso kg) 309 m] [13], tendo conhecimento quanto à altura, à idade e ao peso dos indivíduos avaliados. Após os dados serem tabulados, os pacientes foram divididos em dois grupos (Grupo 1 e 2) em relação à idade para que pudessem ser comparados posteriormente em relação à distância caminhada e prevista e tempo de diagnóstico e distância caminhada. Foi realizada estatística descritiva para análise dos dados demográficos e clínicos. Os dados de variáveis contínuas foram avaliados como medidas de tendência central e dispersão e expressos como medias e desvio-padrão e os dados de variáveis dicotômicas ou categóricas foram avaliados como medidas de frequência e expressos como percentagens. Para análise da distribuição dos dados foi utilizado o teste Kolmogorov-Smirnov. Como os dados foram distribuídos de forma paramétrica, o teste t de student pareado foi utilizado para comparação da variável capacidade funcional comparando os valores previstos com o obtido pelo TC6. A comparação da CF entre os pacientes que abandonaram o tratamento e os que não abandonaram foi realizada através do teste t para amostras independentes. A análise foi realizada com uso do software SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) for Windows (versão 14.0) e foi estabelecido um nível de significância de 5%. Resultados O estudo foi realizado no período de outubro e novembro de 2009, no qual foram recrutados vinte e sete pacientes do sexo masculino, com diagnóstico de TB. Destes, 4 pacientes se recusaram a participar do estudo, um apresentava déficit de compreensão, um apresentava-se desorientado e um foi excluído por não preencher o critério de idade. Uma amostra final de 20 pacientes foi avaliada, na qual a mediana da idade foi de 39 anos. O peso variou de 43 a 71 kg e o tempo de tratamento de 7 a 150 dias. A Tabela I demonstra as características antropométricas dos indivíduos avaliados, como etnia, peso e altura, além do tempo de diagnóstico, tempo de tratamento e abandono ou não do tratamento. A tabela II descreve os resultados da avaliação da CF mostrando a diferença em relação à distância caminhada e prevista dos indivíduos que participaram do estudo. Não foi observada diferença estatística quando comparada a distância caminhada do grupo que abandonou o tratamento com o que não abandonou (p = 0,3). Analisando os 20 indivíduos que participaram do estudo e separando-os em grupos de diferentes faixas etárias (grupo 1 < 38 anos, n = 10, grupo 2 > 38 anos, n = 10), encontrou- -se diferença significativa entre eles (p = 0,004). A tabela III mostra que a distância caminhada pelo grupo 1 (449 ± 89 m) foi maior que a do grupo 2 (305 ± 102 m). As distâncias máximas e mínimas caminhadas foram respectivamente de 300 metros e 556 m no grupo 1 e 120 m e 452 m no grupo 2. Tabela I - Dados demográficos. Dados demográficos N = 20 Média ± DP Frequência % Etnia Negro Pardo Peso 53,3 ± 7,4 - - Altura 1,68 ± 0,0 - - Tempo diagnóstico* 6,8 ± 10,8 - - Tempo tratamento** 41,9 ± 38,9 - - Abandono de tratamento Sim 6 30 Não *Tempo diagnóstico avaliado em meses; **Tempo tratamento avaliado em dias. Tabela II - Comparação entre distância caminhada e distância prevista em pacientes que abandonaram e não abandonaram o tratamento. Média ± DP Valor de p Distância caminhada (m) 387 ± 122 Distância prevista (m) 689 ± 78 p = 0,000 Abandono de tratamento Sim 352 ± 112 Não 404 ± 127 p = 0,387 Teste t student. Tabela III - Comparação entre caminhada e idade. Idade Grupos Distância percorrida Média ± DP Valor de p < 38 anos Grupo 1 449,40 ± 89,36 > 38 anos Grupo 2 305,00 ± 102,77 0,004 Tempo de diagnóstico Até 1 mês Grupo 1 405,40 ± 151,46 > 1 mês Grupo 2 380,50 ± 98,98 0,529 Em relação ao tempo de diagnóstico, quando comparada à distância caminhada, foi possível agrupar os pacientes (grupo 1 < 1 mês e grupo 2 > 1 mês) e não foi encontrada diferença estatística entre eles (p = 0,52). Discussão O TC6 é um importante teste submáximo de avaliação da capacidade física de indivíduos com limitação funcional e é útil para quantificar a gravidade dessa limitação e os resultados de algum tratamento proposto [9,12,15]. Tem se mostrado importante também para avaliar a capacidade funcional ou

8 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de habilidade de realizar atividades de vida diária (AVD), através da análise dinâmica e manejo clínico de indivíduos com doenças cardiopulmonares crônicas graves [12,16]. Os indivíduos com TB deste estudo apresentaram redução da capacidade funcional quando analisada a distância caminhada e a distância prevista através do TC6. Essa redução pode estar relacionada às alterações estruturais anatômicas e funcionais provenientes da TB [15]. A média da distância caminhada no presente estudo foi de 387 m, muito menor do que a encontrada em estudo realizado para avaliar aplicabilidade do TC6 em indivíduos brasileiros saudáveis, onde a população masculina obteve uma distância prevista de 571,45 m e o mesmo foi realizado em uma distância de 535,83 m [17]. Esta média foi menor também quando comparada à média de pacientes nigerianos encontrada no estudo de Adedoyin et al. [16] que foi de 504 m. Já Ando et al. encontrou uma média de 342 m em pacientes americanos [18]. De acordo com dados da OMS, no controle global da TB, em 2008, as principais sequelas da doença são alterações estruturais pouco reversíveis ou até mesmo irreversíveis [15]. Elas incluem fibrose parenquimatosa; alterações arquiteturais com perda de volumes pulmonares; bronquiectasias; acometimento pleural; enfisema e lesões cavitárias residuais [19-22]. Além destas, as alterações ventilatórias também podem ser encontradas, levando a diferentes níveis de gravidade de redução da funcionalidade. De acordo com Cunha, as distribuições médias dos padrões ventilatórios de pacientes com sequelas de TB são: padrão restritivo 17-36%, padrão obstrutivo 15-48%, padrão misto 13-34% e espirometria normal 8-47% [19,23]. Em consequência, ocorre também má ventilação, diminuição das trocas gasosas, levando a dispneia progressiva, descondicionamento e um declínio global no estado funcional [24]. Em vista das repercussões ocorridas, tem-se utilizado o TC6 como um dos testes funcionais na avaliação e reavaliação da tolerância ao esforço físico em indivíduos com comprometimentos respiratórios graves como na DPOC [12], porém são poucos os estudos identificados na literatura em pacientes com tuberculose pulmonar [16,24]. Alguns estudos demonstram que essas transformações estruturais ocorridas ao longo do tempo em pacientes com TB podem comprometer as funções do indivíduo [19, 23,25]. Observou-se no presente estudo que quanto maior o número de episódios de TB mais acentuadas são as perdas funcionais. E estas são maiores nos seis primeiros meses após o tratamento e se estabilizam após meses [19,25]. Observou-se ainda que quando comparados pacientes antes e após o tratamento para TB, houve uma melhora da função pulmonar em 54% dos casos após o tratamento, evidenciando a importância da intervenção para a diminuição da morbidade e/ou limitação futura [19]. Outro fator importante para diminuição de morbidades decorrentes da TB é a continuidade do tratamento. No presente estudo, aproximadamente um terço dos pacientes (30%) abandonaram o tratamento, porém outros estudos revelam uma taxa de má adesão ainda maior. Ribeiro et al. analisaram 62 pacientes e aproximadamente 61,2% abandonaram o tratamento [26,27]. Verificou-se ainda que o abandono aconteceu principalmente no sexo masculino. No presente estudo não foi possível fazer essa comparação, pois as mulheres não foram incluídas na análise. Mesmo sabendo dos benefícios ocasionados pela continuidade do tratamento e das consequências trazidas pela má adesão, a faixa de abandono ainda é muito alta. Muitos autores discutem sobre o tema, demonstrando que são necessárias mais políticas públicas voltadas para preparação de profissionais da área de saúde com o intuito de tentar conscientizar a população alvo sobre a importância em aderir ao tratamento [28]. No que se refere à idade, neste estudo pôde-se observar uma menor distância caminhada para os indivíduos mais velhos. Pires et al. avaliaram 122 indivíduos saudáveis subdivididos em dois grupos, com pacientes com idade entre 20 e 40 anos e pacientes com idade entre 40 e 60 anos [9] e perceberam menor performance nos indivíduos com idade mais avançada. Da mesma forma, o estudo de Troosters et al. submeteu ao TC6 indivíduos saudáveis com idade entre 50 e 85 anos e apresentou achados semelhantes quando relacionou idade e performance dos indivíduos [29]. Isso provavelmente pode ser explicado pela diminuição da força global e função pulmonar por ação fisiológica do envelhecimento [29]. Em relação ao tempo de diagnóstico, foi observada uma variação de 1 a 36 meses nos indivíduos do estudo. Sabe-se que este constitui um fator importante no curso da doença e pode comprometer o resultado do tratamento quanto mais demorada for a detecção da TB, em função das consequências negativas que podem surgir [4,5,7]. Embora alguns estudos demonstrem que um diagnóstico precoce favorece um tratamento mais rápido e, consequentemente, consegue diminuir a quantidade e extensão das lesões teciduais que a TB pode provocar [9,17], no presente estudo não foi detectada influência do tempo de diagnóstico de até um mês ou maior que um mês em relação à distância caminhada. Assim, não houve influência na capacidade funcional dos sujeitos avaliados. As principais limitações desta pesquisa foram o número reduzido da amostra, a utilização apenas do gênero masculino e a escassa produção bibiográfica sobre capacidade funcional em indivíduos com TB, o que dificultou comparações com outros achados. Conclusão Os pacientes com TB deste estudo apresentaram diminuição da capacidade funcional depois de submetidos ao TC6, que é um teste reprodutível e sensível ao avaliar a CF em pacientes com TB. Estes resultados foram obtidos a partir da análise da distância caminhada e prevista de acordo com a fórmula de Enright e Sherrill e percebeu-se que a idade foi

9 8 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de 2012 um fator importante quando relacionado a esta diminuição. Novos estudos se fazem necessários, com utilização de maiores amostras e comparação entre os gêneros para que possam ser mais bem esclarecidos os verdadeiros prejuízos na capacidade funcional de pacientes com tuberculose pulmonar. Referências 1. Silva FC. Tuberculose Pulmonar [monografia]. São Paulo; Curso de Especialização de Fisioterapia Respiratória em UTI e VM com ênfase em Clínica Médica. [citado 2011 Out 12]. Disponível em URL: capscursos.com.br/docs/ tuberculosepulmonar.pdf 2. Gava MV, Picanço PSA. Fisioterapia na Tuberculose. São Paulo: Manole; p. 3. Castelo Filho A, Kritski AL, Barreto AW, Lemos ACM, Ruffino- -Netto A, Guimarães CA et al. II Consenso Brasileiro de Tuberculose: Diretrizes Brasileiras para Tuberculose J Bras Pneumol.2004;30(Supl1): Pereira JC, Pereira RRM, Gerecht AS. Tuberculose dissiminada- -caso clínico e discussão. 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Diferentes padronizações do teste de caminhada de seis minutos como método para mensuração da capacidade de exercício de idosos com e sem cardiopatia clinicamente evidente. Arq Bras Cardiol 2006;86(3); Machado NC, Natali V, Squassoni SD, Santana VTSS, Baldin AC, Selestrin CC. Estudo comparativo entre os resultados do teste de caminhada de seis minutos e do teste do degrau de seis minutos em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica. Arq Med ABC 2007;32(2): Marino DM, Marrara KT, Lorenzo VAPD, Jamami M. Teste de caminhada de seis minutos na doença pulmonar obstrutiva crônica com diferentes graus de obstrução. Rev Bras Med Esporte 2007;13(2); Enright PL, Sherrill DL. Reference equations for the six- -minute walk in healthy adults. Am J Respir Crit Care Med 1998;158: ATS Statement: Guideline for the six-minute walk test. Am J Respir Critic Care Med 2002;166: Vilaró J, Resquesti VR, Fregonezi GAF. 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10 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de Artigo original Relação entre o uso do calçado de salto alto e o encurtamento da musculatura posterior de membro inferior e tronco Relationship between high heeled footwear use and muscle shortening of trunk and lower limb Lorena de Lima Alves, Ft.*, Luciana Naomi Kato, M.Sc.*, Levy Aniceto Santana** *Universidade Católica de Brasília UCB, **Docente do Curso de Fisioterapia da Universidade Católica de Brasília UCB Resumo Objetivo: Identificar a relação entre o uso do salto alto e o encurtamento da musculatura posterior de membros inferiores e tronco. Métodos: Foi realizado um estudo transversal com uma amostra por conveniência que incluiu 50 mulheres divididas em 2 grupos. Grupo 1: mulheres que usavam apenas calçado sem salto ou de até 3 cm e no grupo 2 mulheres que usam salto alto 10 cm. Resultados: A análise estatística mostrou maior encurtamento muscular no grupo das mulheres que usavam calçados de salto alto com diferença estatisticamente significativa [t(48) = 2,92; p = 0,005] e correlação negativa fraca e sem significância estatística (r = -0,340; p = 0,096) com o tempo de uso do mesmo. Conclusão: As mulheres que utilizavam calçados de salto alto apresentaram maior tendência ao encurtamento da musculatura posterior de membros inferiores e tronco quando comparadas às mulheres que utilizavam preferencialmente calçados sem saltos. Palavras-chave: marcha, membros inferiores, flexibilidade. Abstract Objective: To assess the relationship between using high heels and shortening of the posterior muscles of the lower limbs and trunk through the test bank Wells. Methods: Was conducted a cross-sectional study with a convenience sample that included 50 women divided into 2 groups. Group 1: women wearing only shoes without heels or 3 cm and in group 2 women using high heel 10 cm. Results: Statistical analysis showed greater muscle shortening in the group of women who wore high-heeled shoes with a statistically significant difference [t (48) = 2.92, p = 0.005] and a weak negative correlation and no statistical significance (r = , p = 0.096) with duration of use of it. Conclusion: Women who used high-heeled shoes were more likely to shortening of the posterior muscles of the legs and torso when compared to women who used preferably shoes without heels. Key-words: gait, lower extremity, flexibility. Recebido em 26 de julho de 2011; aceito em 26 de dezembro de Endereço para correspondência: Levy Aniceto Santana, QS 07 Lote 1 Águas Claras, Taguatinga DF, Tel: (61) ,

11 10 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de 2012 Introdução A marcha humana está entre os atos motores mais espontâneos na qual a sequência de eventos é repetida ciclo após ciclo e alterações nos padrões normais da marcha podem vir a prejudicar a eficiência do deslocamento e até causar danos ao aparelho locomotor [1]. Durante uma marcha normal o peso recebido pelo pé é distribuído entre o calcâneo (60%), médio pé (8%) e ante-pé (32%), principalmente a cabeça do quinto e primeiro metatarso [2]. O ciclo da marcha é dividido em fase de apoio, na qual estão ativos os músculos extensores e abdutores do quadril, os flexores de tronco e os flexores plantares e na fase de balanço quando estão ativos os flexores e abdutores do quadril, o reto abdominal e os dorsiflexores [3]. A marcha além de ter um objetivo funcional tem que ser também segura e estética sendo que o último é considerado como a mais importante para muitas pessoas. Desde o reinado de Luís XV na França, as mulheres começaram a utilizar sapatos de salto alto por ser um símbolo de riqueza e elegância. O salto alto é visto como um padrão estético feminino e tem sido usado de forma negligente pela grande maioria das mulheres, que ignoram as consequências que podem ser causadas no sistema musculoesquelético pelo uso excessivo desse acessório [4]. No século XXI, por uma questão profissional e social as mulheres tendem a permanecer longos períodos com o sapato de salto alto. As variações da forma, consistência e material usado na fabricação do calçado, principalmente a altura do salto, podem ter influencia na saúde da mulher, ocasionando compensações como encurtamento muscular, dores na coluna lombar e na região dos pés, fadiga, cansaço e aumento do volume da perna [5,6]. A contração dos músculos da panturrilha durante a marcha tem como objetivo elevar o corpo na ponta dos pés, impulsionando-o para frente e o salto alto limita esse movimento de forma radical, mantendo o músculo encurtado [7]. Lunes et al. [2] relataram que alterações na distribuição das pressões plantares, encurtamentos na musculatura posterior de membro inferior e instabilidade do tornozelo podem estar relacionadas ao deslocamento anterior do tronco causado pela elevação do calcanhar através do calçado de salto alto. Em recente revisão bibliográfica não foram encontrados estudos contendo informações associadas à avaliação da musculatura de membro inferior e tronco, relacionado ao uso do calçado de salto alto. Além disso, há controvérsias sobre os efeitos do uso demasiado do calçado de salto alto, pois alguns estudos [8,9] afirmam efeitos benéficos como melhora no bombeamento sanguíneo pela diminuição da pressão venosa das pernas, e acreditam que o tempo de uso do calçado e a altura do salto alto não vão interferir de forma significativa nos padrões da marcha, não sendo capazes de gerar alterações musculoesqueléticas. Enquanto outros estudos [2,6,10-13] afirmam o contrário enfatizando que pode causar diminuição do recrutamento de unidades motoras e da atividade muscular do gastrocnêmio, sobrecarga na região do ante-pé, alterações no equilíbrio devido a alterações posturais do centro de gravidade corporal e instabilidade do tornozelo. Um dos agravantes da moda atual do salto alto é sua presença cada vez mais precoce e frequente na rotina das mulheres. A identificação das compensações mais prevalentes e dos grupos musculares mais propensos a encurtamentos em mulheres que têm o hábito de usar salto alto regularmente permite a obtenção de maior segurança e confiabilidade nas propostas de intervenções terapêuticas. A prevenção das consequências negativas constitui a condição mais eficiente nos efeitos biomecânicos da marcha com salto alto, proporcionando melhor qualidade de vida e maior funcionalidade [5]. O objetivo deste estudo foi identificar a relação entre o uso do calçado salto alto e o encurtamento da musculatura posterior de membros inferiores e tronco. Materiais e métodos Foi realizado um estudo transversal no período de 14 de abril a 12 de maio de 2011 na Universidade Católica de Brasília (UCB) com uma amostra que incluiu 50 mulheres alocadas em dois grupos: Grupo 1 com média de idade de 22,0 ± 3,7 anos e média de Índice de Massa Corporal (IMC) de 20,5 ± 2,2 kg/cm² e Grupo 2 com média de idade de 23,3 ± 2,2 anos e média de IMC de 21,0 ± 2,2 Kg/cm² selecionadas entre as estudantes da UCB do período noturno. Os critérios de inclusão comum para os dois grupos correspondiam a mulheres eutróficas com idade entre 18 e 35 anos e que estudavam na UCB. A amostra foi dividida em dois grupos. No grupo 1 mulheres que usavam apenas calçado sem salto ou de até 3 cm durante toda a semana e um calçado com salto de até 8 cm apenas para eventos sociais esporadicamente nos finais de semana. E no grupo 2 mulheres que usam salto alto igual ou maior que 10 cm, por no mínimo 35 horas semanais. Foram excluídas do estudo as mulheres que praticavam atividade física ou algum tipo de alongamento, as que relatavam qualquer alteração ortopédica ou neurológica, grávidas no momento da coleta de dados. Todas as voluntárias participantes receberam informações sobre o objetivo e o procedimento do estudo e assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido no momento da coleta, conforme a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, concordando em participar da pesquisa. O protocolo experimental do presente trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa CEP da UCB sob o Nº. CEP/ UCB 007/2011. As mulheres foram abordadas no hall de entrada do bloco central do campus de Taguatinga da UCB e encaminhadas para a sala F17 da Clínica Escola de Fisioterapia onde foram aferidas a estatura e a massa corporal utilizando a Balança Antropométrica Mecânica Filizola modelo 31 com precisão de 0,05 cm para estatura e 100 gramas para massa. A flexibilidade da musculatura posterior de membro inferior e tronco

12 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de foi aferida pelo teste de sentar e alcançar por meio do banco de Wells Sanny e durante esse aferição as voluntárias sentaram-se em um colchonete com medida de 100,0 x 60,0 x 3,0 cm, com enchimento de espuma D23, com os pés encostados embaixo do banco, com as pernas estendidas, os pés descalços e um pouco afastados, com as mãos sobrepostas e deslizaram sobre o banco o máximo de distância conseguido pela pessoa avaliada em três tentativas de flexão do tronco, mantendo os joelhos, cotovelos e punhos em extensão máxima. Foram realizadas três aferições no teste do banco de Wells para a obtenção da medida máxima alcançada pela voluntária em centímetros, segundo utilizado por outros estudos [14-16]. As medidas foram realizadas sempre pelo mesmo avaliador. A análise estatística dos dados foi realizada pelo software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS 19,0) no qual foram calculadas as médias e desvios-padrões, correlação de Pearson entre o tempo de uso do salto alto e a medida aferida pelo banco de Wells e o teste t para amostras independentes para verificar as diferenças entre as medidas aferidas pelo banco de Wells entre os grupos com nível de significância de 0,05. Resultados e discussão No grupo das voluntárias com salto alto (grupo 2), todas utilizavam calçado com o salto do tipo agulha, em média, por 42,1 ± 14,1 horas semanais e 14 (56,0%) relataram sentir dor, nas regiões do joelho, coluna e ante-pé. A maior prevalência de dor no ante-pé em usuárias de salto alto descrita neste estudo é concordante com os resultados descritos por Santos et al. [17] e Pegoretti et al. [18] sendo justificado pela sobrecarga causada pela excessiva elevação do calcanhar, gerando um aumento na pressão plantar sobre os metatarsos e consequente aumento da tensão nos membros inferiores. A dor no joelho e coluna relatada pelas usuárias de salto também já tinha sido descrita por outros autores [11,19,20] e se deve porque, com o uso do calçado de salto alto, ocorre flexão plantar de tornozelo proporcionalmente a altura do salto e uma limitação na pronação da articulação subtalar. Essas posições tendem a mudar a posição do centro de gravidade fazendo com que a pessoa realize uma anteroversão pélvica, a fim de manter o equilíbrio, resultando em hiperlordose lombar e o aparecimento de dores nessas regiões. Segundo Otacílio et al. [1], o uso do calçado de salto alto causa desconforto e dores em alguma região na maioria de seus usuários, independente da frequência de uso e do tipo de calçado. Esse fato pode estar relacionado às características do material no qual o calçado de salto alto é confeccionado. Das voluntárias do grupo que não usavam calçado com salto alto (grupo 1), 9 (36,0%) relataram sentir dor na região do calcanhar e esse achado já tinha sido descrito por Santos et al. [4] sendo explicado porque nesse caso o centro de gravidade é levemente posteriorizado e a descarga de peso ocorre principalmente na região do retropé, sobrecarregando os calcanhares. A Figura 1 apresenta os valores médios e desvio padrão das medidas aferidas pelo banco de Wells nos dois grupos. A análise do teste t encontrou diferença estatisticamente significativa [t(48) = 2,92; p = 0,005] entre as médias das medidas dos grupos sendo os valores médios obtidos no grupo 1 (302,4 ± 53,9 cm) maiores que no grupo 2 (237,5 ± 97,1 cm). Ao se correlacionar o tempo de uso do salto alto com a medida do encurtamento aferida pelo banco de Wells no grupo 2 (Figura 2), observou-se uma correlação negativa fraca e sem significância estatística (r = - 0,340; p = 0,096) o que significa dizer que há uma tendência para quanto maior o tempo de uso do calçado de salto alto menor o alcance horizontal no teste do banco Wells, ou seja, mais encurtada estava a musculatura posterior de membros inferiores e tronco. Figura 1- Gráfico comparativo da média e desvio padrão do grupo 1 e grupo 2 do Banco de Wells. média do banco de WELLS (em cm) 302,48 Grupo sem salto 237,52 Grupo com salto Esses achados são concordantes com os descritos por Lunes et al. [2], Santos et al. [4] e Bertoncello et al. [11] e são justificados devido ao fato de que o realinhamento do eixo de gravidade altera os padrões de força muscular dos membros inferiores. O uso de salto gera desequilíbrio muscular, o que afeta o funcionamento de toda a cadeia cinética do membro inferior. Em relação ao uso do calçado de salto alto quanto maior o tempo semanal de uso ocorrerá possivelmente maiores alterações de tecidos moles e rígidos a fim de manter o equilíbrio da usuária. E o uso demasiado desses calçados, geralmente, causa encurtamento. Figura 2 - Gráfico de correlação de Pearson entre Banco Wells e tempo de uso do salto por semana Tempo de uso do salto por semana (em horas) média do banco de WELLS (cm)

13 12 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de 2012 O banco de Wells, apesar de ser um dos instrumentos mais utilizados para aferir o encurtamento da musculatura posterior de membros inferiores e tronco, é considerado um teste indireto e linear. Os testes lineares apresentam como pontos fracos a incapacidade de avaliar isoladamente cada segmento ou musculatura dando uma visão global da flexibilidade do indivíduo e a provável interferência das dimensões antropométricas sobre os resultados dos testes. O desconforto gerado durante o teste relatado pelas voluntárias e o receio de realizá-lo acabava por limitar seu alcance horizontal [14,15]. É importante ressaltar que este estudo foi transversal e realizado com voluntárias jovens. Sugere-se que outros estudos investiguem essa questão em mulheres que usam salto alto há mais tempo, que exerçam outras atividades ocupacionais que permaneçam maior tempo em pé, pois elas tendem a desenvolver encurtamentos adaptativos a condição do uso de calçado em situação em que mantém o corpo durante as atividades profissionais. A utilização de outros instrumentos como flexímetro e goniômetro para aferição dos encurtamentos devem ser considerados e também a realização de estudos prospectivos para a confirmação desses achados. Conclusão Os resultados deste estudo mostraram que as mulheres que utilizavam calçados de salto alto com altura 10 cm durante 35 horas ou mais por semana apresentaram maior encurtamento da musculatura posterior de membros inferiores e tronco quando comparadas às mulheres que utilizavam preferencialmente calçados sem saltos. Referências 1. Otacílio J, Santos AMC, Nazario PF, Avila AOV. Frequência de uso do calçado de salto alto e dores nos pés em mulheres [online]. [citado 2011 Maio 5 ]. Disponível em URL: www2.rc.unesp.br/eventos/educacao_fisica/biomecanica Lunes DH, Monte-Raso W, Santo CBA. A influência postural do salto alto em mulheres adultas: análise por biofotogrametria computadorizada. Rev Bras Fisioter 2008;12(6): Perry J. Análise da marcha volume 1. São Paulo: Manole; Santos CL, Noronha DO, Gomes CA, Fernandes PR, Filho JF. Repercussões biomecânicas do uso de salto alto na cinemática da marcha: um estudo retrospectivo de 1990 a Revista de Educação Física 2008;143: Moraes GFS, Antunes AP, Rezende ES. Uso de diferentes tipos de calçados não interfere na postura ortostática de mulheres hígidas. Fisioter Mov 2010;23(4): Tedeschi WF, Piccinato CE, Moriya T. Influência da altura do salto de sapatos na função venosa da mulher jovem. J Vasc Bras 2007;6(4): Salter RB. Distúrbios e lesões do sistema musculoesquelético. 3a ed. Rio de Janeiro: Medsi; Potério FJ. Não desça do salto alto. Revista Seleções 2004 Jan; Casarin CAS. A influência do calçado de salto alto sobre a lordose lombar associada aos músculos lombares e gastrocnêmio. [Dissertação]. Piracicaba: Curso de Odontologia de Piracicaba; Silva J, Simonetti IAG, Sanches H. Eletromiografia do músculo gastrocnêmio de mulheres, com diferentes alturas de calçados. Pesp On 2007;1(3): Bertoncello D, Sá CSC, Calapodópulo AH, Lemos VL. Equilíbrio e retração muscular em jovens estudantes usuárias de calçado de salto alto. Fisioter Pesq 2009;16(2): Hwang SJ, Choi HS, Choi HH, Kim HS, Kim YH. The evaluation of the lower extremity joint moments and muscle force during various high-heel walking. J Key Eng Mat 2006;326: Gefen A, Megido-Ravid M, Itzchak Y and Arcan M. Analysis of muscular fatigue and foot stability during high-heeled gait. Gait & Posture 2002;15: Rosa HL, Lima JRP. Correlação entre flexibilidade e lombalgia em praticantes de Pilates. R Min Educ Fís Viçosa 2009;17(1): Cruz IRD, Silva RG, Dantas CAR, Junior EPF, Nagem MP. Comparação dos níveis de flexibilidade dos acadêmicos do curso da educação física da FAVANORTE. R Min Educ Fís Viçosa 2010;5: Araujo JD, Silva RR, Junior LCC, Lima WP. A influência do fortalecimento e alongamento muscular no desequilíbrio entre músculos flexores e extensores do joelho em atletas de futebol de campo. Braz J Bio 2009;3(4): Santos JOL, Nazario PF, Avila AOV. Uso de calçado de salto alto e o desconforto nos pés de mulheres. Tecn 2007;228: Pegoretti C, Brenzikofer R, Wittig DS. A influência do aumento da altura do salto dos calçados na lordose lombar. Rev Ciênc Méd 2005;14(5): Penzzan PAO, Sacco LCN, João SMA. Postura do pé e classificação do arco plantar de adolescentes usuárias e não usuárias de calçados de salto alto. Rev Bras Fisioter 2009;13(5): Lee CM, Jeong JH, Freivalds A. Biomechanical effects of wearing high-heeled shoes. J In Ergo 2001;28;326.

14 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de Artigo original Efeito da mobilização neural na melhora da dor e incapacidade funcional da hérnia de disco lombar subaguda Effect of neural mobilization on pain relief and improvement of functional incapacity of subacute lumbar disc herniation Eduardo Monnerat, Ft., M.Sc.*, Paulo Cesar Nunes-Júnior, Ft., Esp.**, André Luis dos Santos Silva, Ft., D.Sc.***, Luis Guilherme Barbosa, Ft., D.Sc.****, João Santos Pereira, D.Sc.***** *Programa Stricto Sensu em Motricidade Humana (UCB-RJ), **Pós-Graduado em Anatomia Humana e Biomecânica (UCB-RJ), Especialista em Osteopatia (UNIGRANRIO), ***Engenharia de Produção (UFRJ), ****Universidad de Buenos Aires, *****Programa Stricto Sensu em Motricidade Humana (UCB-RJ) Resumo A Mobilização Neural é um recurso terapêutico para as diversas disfunções do tecido neural e do sistema musculoesquelético. No entanto, é uma técnica ainda pouco conhecida e explorada pelos profissionais da área da saúde no Brasil. Diante disto resolveu-se realizar este estudo com intuito de avaliar sua eficiência na hérnia de disco lombar em relação à fisioterapia convencional. Participaram do estudo 30 indivíduos com hérnia de disco lombar unilateral, voluntários, selecionados por conveniência, independente de sexo, idade, tempo de acometimento, etnia e atividade profissional, desde que preenchessem os critérios de inclusão e exclusão, que foram divididos em grupo experimental (EXP) e controle (CONT), com 15 participantes em cada, que receberam tratamentos distintos. O grupo CONT recebeu tratamento fisioterápico convencional enquanto o grupo EXP foi submetido ao tratamento de Mobilização Neural. A duração do programa foi de quatro semanas, com três sessões semanais. Ao se avaliar o efeito terapêutico em relação à dor e a incapacidade funcional, não se observou diferença estatisticamente significativa no grupo controle (CONT) na comparação intra-grupo (pré x pós). Já no grupo experimental (EXP), esta mesma comparação, pré e pós-tratamento, mostrou diferença estatisticamente significativa em relação à dor e a capacidade funcional, pelo teste de Kruskal Wallis (p = 0,0001). Quando se realizou a comparação inter-grupos ( pós-exp x pós-cont), encontrou-se um intervalo de confiança (IC) favorável ao grupo EXP (IC: -46,48/-5,79). Os resultados deste estudo evidenciaram resposta terapêutica satisfatória para regressão da sintomatologia dolorosa e incapacidade funcional, utilizando-se a técnica de Mobilização Neural na hérnia de disco lombar, unilateral, póstero-lateral, subaguda em curto período de tempo. Palavras-chave: Mobilização Neural, hérnia de disco lombar, incapacidade funcional. Abstract The Neural Mobilization is a therapeutic resource in many neural tissue and musculoskeletal system dysfunctions. Nevertheless, this technique remains underexploited by the health professionals in Brazil. Thirty individuals with unilateral lumbar disc herniation were selected by convenience, regardless of gender, age, duration of symptoms, ethnical group and professional activity, since they satisfy the inclusion and exclusion criteria. This sample was divided into two groups: experimental (EXP) and control (CONT), with 15 participants each group, who received different treatments. The group CONT received conventional physical therapy treatment while the EXP group was submitted to the neural mobilization treatment. The individuals were treated for 4 weeks, with 3 weekly sessions. The control group (CONT), after using the conventional physical therapy techniques, did not show a statistically significant difference in comparison to the intragroup (pretreatment x post- -treatment). On the other hand, the experimental group (EXP) showed a statistically significant difference in relation to pain and the functional capacity using the Kruskal Wallis test (p = ). When the results in the pre and post-treatment were compared intragroup post-exp x post-cont, the confidence interval (IC) was in favor of group EXP (IC: /-5.79). The results, in this study, showed a good therapeutic response, with regression of the painful symptomatology and functional incapacity, using Neural Mobilization technique, in individuals with unilateral, posterolateral, subacute lumbar disc herniation, in a short period. Key-words: neural mobilization, lumbar disc herniation, functional incapacity. Recebido em 26 de julho de 2011; aceito em 17 de outubro de Endereço para correspondência: Paulo Cesar Nunes Junior, Rua Mearim, 307/301, Rio de Janeiro RJ, Tel: (21) ,

15 14 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de 2012 Introdução A dor lombar constitui uma causa frequente de morbidade e incapacidade funcional, sendo a Hérnia de Disco (HD) uma das principais causas de dor nesta região. Realizam-se nos Estados Unidos mais de 200 mil cirurgias por ano, correspondendo a cerca de 2% da população adulta desse país [1,2]. Na Suécia 0,6% da população tem sido submetida à intervenção cirúrgica. Estima-se o acometimento de 2 a 3% da população mundial, com prevalência de 48% em homens e de 2,5% em mulheres acima de 35 anos [3]. Sua frequência é maior em indivíduos entre 30 e 50 anos, embora possa ser encontrada em adolescente e pessoas idosas e mais raramente em crianças [4]. A topografia mais frequente de HD na coluna lombar é entre L4-L5 e L5 S1 [1]. O resultado desta situação é um elevado custo financeiro, decorrente da assistência dos profissionais da área da saúde, redução da produtividade, absenteísmo e afastamento temporário ou definitivo do trabalho, provocando grandes problemas socioeconômicos. A HD é considerada uma disfunção extremamente comum, causadora de séria inabilidade, constituindo um problema de saúde pública mundial [5]. Diversos fatores ambientais têm sido sugeridos como fatores para o risco para HD, tais como hábito de carregar peso, alterações posturais, dirigir, fumar, além de fatores genéticos, antropológicos e do envelhecimento, associados a fatores emocionais influenciando a intensidade da dor [6]. A terapia conservadora tradicional tem sido a preferida como a primeira escolha, cujos objetivos são o alívio da dor, o aumento da capacidade funcional e o retardo da progressão da doença [3]. Em 2010, Machado e Bigolin publicaram um estudo no qual chegaram à conclusão que, após 20 sessões, a técnica de Mobilização Neural foi capaz de reduzir de forma significativa, a sintomatologia dolorosa em indivíduos com lombalgia crônica, quando comparada a um programa de alongamento muscular [7]. Em um estudo de caso ficou demonstrada a importância da técnica de Mobilização Neural na sintomatologia dolorosa, ao se evidenciar a redução das dores nos pés e braços, após 4 semanas de aplicação da técnica, em indivíduo com seringomielia [8]. Outro estudo mostrou melhora da cervicobraquialgia, com aumento da mobilidade articular da coluna cervical e do ombro, assim como redução da dor [9]. Na câimbra do escrivão a técnica de Mobilização Neural reduziu a dor no nervo mediano, melhorando a coordenação motora [10]. A técnica de Mobilização Neural pode ser associada a outras técnicas reabilitatórias, como na recuperação de indivíduos com acidente vascular encefálico [11]. Na busca de melhores resultados e respostas relativas a mecanismos que ocasionam os sinais e sintomas encontrados na HD, muitos fisioterapeutas dirigiram sua atenção para o tecido nervoso, onde o terapeuta jamais deve desconsiderar que a fáscia, as articulações e os músculos estão conectados ao sistema nervoso e possuem uma fisiologia e mecânica complexas [12]. Embora a técnica de Mobilização Neural não seja amplamente conhecida, essa ideia de aplicar um tratamento mecânico para o tecido neural não é nova. Princípios e métodos do alongamento neural já existiam desde 1800 e progressivamente foram se aperfeiçoando tanto na teoria quanto na aplicação clínica [13]. No entanto, o alongamento do nervo poderá irritar e ocasionar dor [14]. Quando ocorre um alongamento neural os vasos sanguíneos são estrangulados comprometendo assim o fluxo intraneural deteriorando a função nervosa. Se este alongamento for apenas levemente além dos limites de proteção, por apenas um breve período, a função nervosa tende rapidamente a voltar ao normal. No entanto, se a tensão sobre o nervo for severa ou sustentada por longo período de tempo, as alterações na função nervosa serão permanentes [12]. Em uma disfunção do tecido neural, é comum que a microcirculação no nervo esteja anormal e, portanto, um alongamento mínimo poderá comprometer o fluxo circulatório e reduzir a função nervosa. Por estas razões é imprudente tratar o tronco nervoso danificado ou comprimido com técnicas de alongamento [15]. No contexto da fisioterapia, a Mobilização Neural tem apresentado grande desenvolvimento, particularmente nos últimos 35 anos. Grieve, em 1970, comentou pela primeira vez na literatura fisioterápica a noção de sensibilização dos tecidos neurais como fator-chave na produção de sintomas dolorosos [8]. As possibilidades dos tecidos neurais inflamados podem ocasionar testes neurodinâmicos anormais, não necessariamente devido à compressão pela HD [12]. Diante do exposto realizou-se este estudo, com a finalidade de mostrar maior eficácia e eficiência do tratamento com as técnicas de Mobilização Neural em pacientes portadores de hérnia de disco lombar (HDL). Material e métodos Sujeitos Esta pesquisa analítica, descritiva e comparativa, foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade Castelo Branco/ RJ pelo parecer nº 0077/2007. Participaram deste estudo 30 indivíduos, voluntários, independente de sexo, idade, tempo de acometimento, etnia e atividade profissional, por conveniência, com hérnia de disco lombar em fase sintomática subaguda póstero-lateral e unilateral, os quais foram atendidos na clínica de Fisioterapia Bom Pastor, no período de outubro de 2008 a julho de 2009, desde que preenchessem os critérios de inclusão e exclusão. A amostra selecionada foi dividida, aleatoriamente, em dois grupos: experimental (EXP) e controle (CONT), com 15 participantes em cada, que receberam tratamentos distintos. O grupo CONT recebeu tratamento fisioterápico convencional enquanto o grupo EXP foi submetido ao tratamento de Mobilização Neural. Como critérios de inclusão foram estabelecidos: diagnóstico clínico de hérnia de disco lombar póstero-lateral e

16 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de unilateral em fase sintomática subaguda, confirmado por Ressonância Magnética Nuclear, disponibilidade de tempo do paciente para seguir o programa e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Dos critérios de exclusão consideraram-se: realização de outro tipo de tratamento reabilitatório para HDL durante a terapêutica da reabilitação neural, existência de morbidades associadas, tais como hérnia de Schmorl, síndrome do piriforme, espondilolistese, traumatismo lombar e tumores medulares, entre outros, assim como osteoartrose severa nas articulações da coluna lombar, cirurgia prévia de HDL, distúrbios psíquicos graves, utilização de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios ou relaxantes musculares durante o tratamento. Procedimento experimental Inicialmente cada participante foi submetido à avaliação através de anamnese, Escala Analógica de Dor e Incapacidade Funcional [16]. Os indivíduos selecionados foram tratados de acordo com o grupo que pertencessem, sendo o grupo CONT submetido à fisioterapia convencional, enquanto para o grupo EXP utilizou-se a técnica de Mobilização Neural. O estudo foi realizado durante quatro semanas, realizando-se três atendimentos por semana, contabilizando um total de doze atendimentos. O tempo de tratamento foi padronizado para ambos os grupos. O grupo CONT realizou sessões individuais durante quatro semanas, por 40 minutos 3 vezes por semana. O grupo EXP realizou o tratamento de reabilitação, também em sessões individuais, durante 10 minutos, em 3 sessões semanais por 4 semanas. Ambos os grupos foram tratados sob uma maca de madeira do Instituto São Paulo de Fisioterapia (ISP) (comprimento 1,93 m, largura 0,18 m, espessura 0,65 m e 30,0 kg). Foi utilizado para os indivíduos do grupo CONT para suporte e conforto dos membros inferiores uma cunha de alta densidade (Ortobom ) enquanto permaneciam deitados. Os protocolos de tratamento utilizados foram submeter o grupo CONT à eletroterapia através da Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS - LDA ) e a diatermia através do aparelho de ondas curtas. As placas do TENS foram posicionadas sobre as raízes nervosas espinhais próximas dos processos espinhosos das vértebras lombares. Essa onda foi administrada aos voluntários através de um único canal contendo dois eletrodos de material a base de borracha carbonada, umedecida com gel do (ISP ) (com corante azul) de acoplamento e conectadas a pele através de esparadrapos (Cremer ). O TENS foi aplicado com uma forma de onda balanceada, assimétrica, bifásica, gerando uma estimulação elétrica da alta frequência (100 Hz), duração de 50 ms e uma intensidade de estimulação confortável (expressa pelos indivíduos), durante 20 minutos. A diatermia foi aplicada através do aparelho de ondas curtas continuo (Ibramed ), durante 20 minutos. Os eletrodos utilizados no estudo eram placas capacitivas flexíveis revestidas com feltro, que foram posicionadas na coluna lombar dos indivíduos. A técnica selecionada foi a Co-planar (mesmo plano). O calor utilizado foi o médio (sensação clara e agradável de calor). O protocolo utilizado no grupo EXP foi a realização de movimentos acessórios passivos através de uma pressão póstero-anterior (PA) acrescentando-se uma inclinação cranial (Figura 1). O indivíduo permaneceu em decúbito ventral com 2 pequenos travesseiros da marca Paropas Chamego Soft, (70% algodão, 30% poliéster, com 10 cm de altura, 0,38 de largura e 0,58 m de comprimento) sob o abdome e os membros inferiores, com o tronco inclinado para o lado contra lateral à dor. Realizaram-se movimentos acessórios póstero-anterior (PA) central no nível afetado, com a pressão no sentido cranial, com 4 repetições de 30 segundos de oscilação. Assim que os sintoma(s) ao longo das sessões foram diminuindo do(s) membro(s) inferior(es) e foram se centralizando na coluna, a progressão foi sair do posicionamento de inclinação lateral evoluindo o tronco para uma posição de linha média. Prosseguindo o protocolo, foi aplicada pelo autor deste estudo a técnica de inclinação lateral (Figura 2). O indivíduo ficou em decúbito lateral com o lado dolorido para baixo, o terapeuta com uma das mãos lateralmente a ele, estabilizou o processo espinhoso afetado (lateralmente a ele), e a outra mão, lateral no quadril, realizava o movimento oscilatório de flexão lateral do quadril para a progressão. Foram realizadas 4 sessões de 30 segundos de oscilação. As técnicas 1 e 2 eram realizadas de forma alternada com intervalo de 1 minuto entre as repetições e mantidas até o final de tratamento [17]. Figura 1 - Técnica com movimento acessório passivo. Os resultados obtidos após as quatro semanas de tratamento nos dois grupos, utilizando-se a Escala Analógica de Dor e Incapacidade Funcional, foram comparados entre si.

17 16 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de 2012 Figura 2 - Técnica de inclinação lateral. Gráfico 1 - Baseado na média do Rank encontrado no teste de Kruskal Wallis. Tratamento estatístico Foi utilizada estatística descritiva com média, erro-padrão, mediana, desvio-padrão, mínimo e máximo. A normalidade da amostra foi avaliada pelo teste de Shapiro-Wilk. Para a análise das variáveis respostas foi utilizado o teste de Kruskal Wallis seguido das comparações múltiplas pelo intervalo de confiança. Adotou-se o nível de p < 0,05 para a significância estatística. Para a avaliação dos resultados foi utilizado pacote estatístico SPSS versão Resultados Através do pré e do pós-teste do grupo experimental e do grupo controle, realizou-se a análise da amostra através da estatística descritiva, média, mediana, desvio padrão, mínimo, máximo, e os valores de p através do teste de Shapiro Wilk (SW) (Tabela I). O grupo experimental obteve uma distribuição não- -normal dos dados pelo teste de Shapiro Wilk. Como a escala utilizada é ordinal, optou-se utilizar estatística não- -paramétrica de Kruskal Wallis (Gráfico 1), que revelou diferença significativa (p = 0,0001). O intervalo de confiança (IC) identificou esta diferença nos momentos (Gráfico 2). Pré-teste x pós-teste do GE (IC: 1,96/42,64); Pós-teste GE x pós-teste GC, a favor do grupo GE (IC: -46,48/ -5,79). No Pré- teste GE x Pré-teste GC, não houve diferença (IC: 27,34/ 13,34). No Pré-teste x Pós-teste do GC, não houve diferença (IC: 17,17/ 23,5). A Tabela II e a Tabela III apresentam o gênero, a idade, o somatório antes e depois e o percentual de melhora de ambos os grupos. Média do Rank Média do nível de dor ,5 2 1,5 1 0,5 0 * # pré-teste pós-teste pré-teste GE GE GC Análise da dor por grupo * # Grupo experimental pré-teste pós-teste GC Gráfico 2 - Baseado na média e desvio padrão do nível de dor. Grupo Controle pós-teste Tabela II - Percentual de melhora do grupo CONT após o tratamento através da fisioterapia convencional (n = 15). Gênero Idade Somatório antes do tratamento Somatório depois do tratamento Melhora (%) Feminino % Feminino Feminino % Feminino Feminino Feminino Feminino % Feminino Feminino Masculino % Masculino % Masculino Masculino % Masculino Masculino % Tabela I - Análise estatística dos resultados obtidos após a aplicação da escala funcional para os grupos estudados (n = 30). Média Erro-padrão Mediana Desvio-padrão Mínimo Máximo SW- p-valor GE pré-teste 1,40 0,20 1,11 0,77 0,48 2,96 0,032* pós-teste 0,50 0,10 0,40 0,38 0,00 1,33 GC pré-teste 1,53 0,12 1,51 0,45 0,85 2,44 0,623 pós-teste 1,43 0,12 1,40 0,45 0,77 2,48 GE= grupo experimental; GC= grupo controle; * significativo, p < 0,05

18 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de Tabela III - Percentual de melhora do grupo EXP após o tratamento através da técnica de Mobilização Neural (n = 15). Gênero Idade Somatório total antes do tratamento Melhora (%) Somatório total depois do tratamento Masculino % Masculino % Masculino % Masculino % Feminino % Feminino % Feminino % Feminino % Feminino % Feminino % Feminino % Feminino % Feminino % Masculino % Masculino % Discussão Nos últimos anos, estudos procuram avaliar os resultados da técnica de Mobilização Neural em diversos segmentos e disfunções do corpo humano. No presente estudo participaram 30 indivíduos com HDL unilateral, póstero-lateral, em fase subaguda com diferentes profissões, com idade entre 26 e 78 anos, média 46,4 ± 17,67 anos, predominando a etnia branca e o sexo feminino. Em relação à profissão, as mulheres classificadas como do lar predominaram como as mais acometidas pela disfunção (23,33%). Devido ao maior número de mulheres com atividade do lar na amostra, não foi possível correlacionar os resultados obtidos com a atividade profissional e os fatores de risco, neste estudo. Toscano [2] esclarece que o sedentarismo, as alterações posturais, a execução inadequada de exercícios, o tipo de ocupação, os traumas mecânicos, as características psicossociais e comportamentais, os aspectos morfológicos (estrutura, idade, peso, obesidade) e o tipo de atividade física são fatores predisponentes para dores na coluna lombar. De acordo com Herbert e Xavier [1], as doenças metabólicas (Paget, osteomalácia, osteoporose, hiperparatireoidismo) e a dor miofascial, também podem ser possíveis causas para dores na coluna lombar. Polito et al. [18] demonstraram que indivíduos de ambos os gêneros com sintomas dolorosos na coluna lombar apresentaram alterações da flexibilidade, observando-se hipermobilidade nos movimentos de flexão do quadril e hipomobilidade na flexão de tronco. Em outro estudo Mancin et al. [19] selecionaram 30 indivíduos do gênero feminino, sedentárias e praticantes de atividade física, entre 20 e 50 anos de idade. As variáveis avaliadas pelo estudo foram capacidade funcional, limitação por aspecto físico, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspecto social, limitação por aspectos emocionais e saúde mental. As voluntárias foram divididas em grupos por faixa etária, 21 a 30 anos, 31 a 40 anos, 41 a 50 anos, sendo utilizado como instrumento de avaliação o questionário SF- 36 The Medical Outcomes. Ao final do estudo, encontrou-se: capacidade funcional, 16% maior nas ativas; limitação por aspectos físicos, 19% maior nas sedentárias; dor, 33% maior nas sedentárias; estado geral de saúde, 24% melhor nas ativas; vitalidade, 30% maior nas ativas; aspecto social, 28% maior nas ativas; limitação por aspectos emocionais, 39% maior nas sedentárias; e a saúde mental, 28% maior nas ativas. O grupo controle (CONT), após emprego de técnicas da fisioterapia convencional, não mostrou melhora significativa em relação à sintomatologia dolorosa e capacidade funcional, ao se comparar os resultados intra-grupo (pré x pós) e inter- -grupo ( pós CONT x pós EXP). Este resultado pode ser devido, provavelmente, ao tempo reduzido de realização do programa (12 atendimentos) para esses indivíduos com HDL subaguda, padronizada quando no protocolo estabelecido neste estudo. Utilizou-se nesta pesquisa um tempo médio de tratamento fundamentado em estudos anteriores de técnicas de Mobilização Neural e fisioterapia convencional [9,20]. Se individualizarmos a conduta terapêutica, talvez alguns participantes necessitassem de um período maior de tratamento de fisioterapia convencional. Para esta mesma disfunção, 12 sessões utilizando a técnica de Mobilização Neural foram suficientes para redução da sintomatologia dolorosa e melhora da capacidade funcional. Conforme apresenta a tabela II, dos 15 indivíduos tratados através da fisioterapia convencional, em 7 deles (46,66%) não ocorreu mudança na sintomatologia dolorosa e capacidade funcional após as 12 sessões, sendo 4 do gênero masculino (57,14%) e 3 do feminino (42,85%). Estudo de Calonego e Rebelatto [21], comparando a fisioterapia convencional ao método Maitland no tratamento de indivíduos com lombalgia aguda, demonstrou melhora da sintomatologia dolorosa e aumento do arco de movimento em ambos os grupos. Entretanto os indivíduos tratados com a mobilização vertebral, através do método Maitland, obtiveram resultados satisfatórios em tempo menor de tratamento que os submetidos ao tratamento convencional. Os recursos utilizados na fisioterapia convencional foram o ultrassom pulsátil a 0,8 w/cm² (0,16 w/cm² de dose SATA) e a Estimulação Elétrica Transcutânea (TENS) burst. Neste estudo foram realizadas dez sessões de tratamento para ambos os grupos. No grupo experimental (EXP), os resultados obtidos mostraram melhora significativa da sintomatologia dolorosa e da capacidade funcional em indivíduos com HDL subaguda em relação à dor e incapacidade funcional, tratados através da técnica de Mobilização Neural, evidenciado através da análise estatística ao se compararem os resultados pré e pós-tratamento (intra-grupo) e com o grupo controle (inter-grupo).

19 18 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de 2012 Estudos demonstraram que a utilização de quatro semanas de tratamento em distintos distúrbios, com variação do número de sessões foram suficientes para obtenção de resultados satisfatórios. Assim, Cowell e Phillips [9], em indivíduo com cervicobraquialgia, realizaram 10 sessões através da técnica de Mobilização Neural ao longo de 4 semanas. Guelfi [8], em indivíduo com seringomielia empregou 9 sessões da técnica para membros superiores e 6 sessões para membros inferiores durante 4 semanas. Na câimbra do escrivão Santos [10] realizou quinze sessões, 3 vezes por semana da técnica de Mobilização Neural. Conforme mostra a tabela III, dos indivíduos do grupo EXP, 10 (66,66%) tiveram melhora da sintomatologia dolorosa e da capacidade funcional em mais de 50%, os demais participantes deste grupo também obtiveram melhora, no entanto, inferior a 50%. Dos indivíduos que obtiveram melhora de mais de 50%, 6 eram do gênero feminino (60%) e 4 do gênero masculino (40%). Esses indivíduos apresentaram melhora considerável em percentual da escala maior que 50%. Embora 6 destes participantes fossem adultos jovens com menos de 40 anos de idade e se esperasse uma resposta terapêutica mais efetiva, tal fato ocorreu em uma participante de 78 anos, do lar, que teve melhora total dos sintomas após a abordagem terapêutica. Cowell e Phillips [9], em estudo de caso com participação de um indivíduo, feminino, 44 anos, com cervicobraquialgia unilateral verificou melhora significativa da sintomatologia dolorosa e aumento de arco de movimento das articulações da coluna cervical e ombro esquerdo. O trabalho realizado por Smaniotto e Fonteque [22], com 10 indivíduos sem disfunção aparente, voluntários, entre 23 e 44 anos, evidenciou aumento do arco de movimento para flexão do quadril em todos os participantes da pesquisa. Na mensuração pré-mobilização Neural os indivíduos mais jovens (n = 6) com idade entre 25 e 26 anos de idade, tiveram em média 60,5 graus de flexão de quadril. Após 10 sessões utilizando-se a técnica de Mobilização Neural, a média foi para 80,66 graus. Na mensuração pré-mobilização Neural os indivíduos mais velhos (n = 4), com idade entre 48 e 65 anos de idade, tiveram 37 graus de flexão de quadril. Após 10 sessões utilizando-se a técnica de Mobilização Neural, a média foi para 53 graus. Em estudo realizado por Macedo e Briganó [23], a amostra foi composta por 40 indivíduos com lombalgia funcional crônica, 28 eram do gênero feminino e 12 do masculino; as idades variaram entre 17 e 64 anos, com média de 40,5 anos. Após 30 sessões (três vezes por semana) a terapia manual associada à cinesioterapia mostrou-se eficiente na redução da dor e melhora da qualidade de vida. Neste estudo foi utilizada a escala analógica visual (EVA), para mensuração da dor, e o questionário SF- 36 (Medical Outcomes Study 36 Item Short-Form Health Survey) foi utilizado para avaliar a qualidade de vida. A incapacidade funcional relacionada à dor lombar foi estabelecida pelo questionário Oswestry Low Back Pain Disability Questionnaire (Oswestry). O estudo de Macedo et al. [24], empregando a cinesioterapia associada a terapia manual na dor lombar acompanhada de depressão, com avaliação pela Escala Numérica de Dor e a Beck Depression Inventory, respectivamente, mostrou redução na intensidade da dor e melhora da depressão em todos os participantes. Santos e Domingues [25] demonstraram em seus estudos que a técnica de Mobilização Neural, após 8 sessões, foi eficaz para a melhora do alongamento da musculatura do isquiotibiais e, consequentemente, para o ganho de arco de movimento da articulação do quadril, em dez voluntárias do sexo feminino. Neste trabalho foi utilizado o Teste de Elevação da Perna Estendida (SLR) e um goniômetro, para avaliação da amplitude de movimento em flexão da articulação do quadril. Conclusão Este estudo demonstrou que a técnica de Mobilização Neural é eficaz no tratamento da HDL unilateral, póstero- -lateral, em fase subaguda por apresentar boa resposta terapêutica na diminuição dos sintomas dolorosos e incapacidade funcional em curto período de tempo, quando comparada à fisioterapia convencional. Pode-se observar, também, que a técnica de Mobilização Neural apresentou resultados mais satisfatórios em indivíduos com idade avançada, em comparação à fisioterapia convencional. Todavia este estudo não se pode extrapolar para a população de modo geral devido ao reduzido tamanho da amostra. Pesquisas com maior número de participantes devem ser realizadas para comprovação destes resultados. Estudos comparativos com outras técnicas fisioterápicas e em indivíduos em fase crônica da HDL também podem ser apresentados. Referências 1. Herbert S, Xavier R. Ortopedia e traumatologia: princípios e prática. 3a ed. São Paulo: Artmed; Toscano JJO, Egypto EP. A influência do sedentarismo na prevalência da lombalgia. Rev Bras Med Esporte 2001;7(4): Negrelli WF. Hérnia discal: procedimentos de tratamento. Acta Ortop Bras 2001;7(4): Garrido E. Lumbar disc herniation in the pediatric patient. Neurosurg Clin N Am 1993;4(2): Long DM, Bendebba M, Torgerson WS, Boyd RJ, Dawson EG, Hardy RW et al. Persistent back pain sciatica in the United State: patient characteristic. J Spinal Disord 1996;9: Turek SL. Ortopedia: Princípios e sua aplicação. 3a ed. São Paulo: Manole; Machado GF, Bigolin SE. Estudo comparativo de casos entre a mobilização neural e um programa de alongamento muscular em lombálgicos crônicos. Fisioter Mov 2010;23(4): Guelfi MD. 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20 Fisioterapia Brasil - Volume 13 - Número 1 - janeiro/fevereiro de Cowell M, Phillips DR. Effectiveness of manipulative physioterapy for the treatment of a neurogenic cervicobrachial pain syndrome: a single case study experimental design. Man Ther 2002;7(1): Santos V. A influência da mobilização do sistema nervoso na câimbra do escrivão. Ter Man 2004;2(1): Zamberlan LA, Kerppers II. Mobilização Neural como um recurso fisioterapêutico na reabilitação de pacientes com acidente vascular encefálico revisão. Salus 2007;1(2): Butler DS. Mobilização do sistema nervoso. 1a ed. São Paulo: Manole; Kostopoulos D. Treatment of carpal tunnel syndrome: a review of the non-surgical approaches with emphasis in neural mobilization. J Bodyw Mov Ther 2004;8(2): Shacklock M. Neurodinâmica clínica. 1a ed. Rio de Janeiro: Elsevier; Hall TM, Elvey RL. Nerve trunk pain: physical diagnosis and treatment. Man Ther 1999;4(2): Monnerat E, Pereira JS. Validação e confiabilidade de um questionário para lombalgia. Fit Perf J 2009;8(1): Hall TM, Elvey RL. Evaluation and treatment of neural tissue pain disorders. 3a ed. Philadelphia: Churchill Livingstone; p Polito MD, Maranhão Neto GA, Lira VA. Componentes da aptidão física e sua influência sobre a prevalência da lombalgia. Rev Ciênc Mov 2003;11(2): Mancin MB, Bonvicine C, Gonçalves C, Ingraci MA. Análise de influência do sedentarismo sobre a qualidade de vida em pacientes portadores de dor lombar crônica. Revista Conscientiae 2008;7(4): Santos KGL, Silva MAG, Pereira JS. Prevalência de lombalgia em praticantes de exercícios contra a resistência. Fisioter Bras 2004;5(1): Calonego CA, Rebelatto JR. Comparação entre a aplicação do método Maitland e a fisioterapia convencional no tratamento da lombalgia aguda. Rev Bras Fisioter 2002;6(2): Smaniotto ICG, Fonteque MA. A influência da mobilização neural do sistema nervoso na amplitude de movimento da flexão do quadril. Ter Man 2004;2(4): Macedo CSG, Briganó JU. Terapia manual e cinesioterapia na dor, incapacidade e qualidade de vida de indivíduos com lombalgia. Espaço para Saúde 2009;10(2): Macedo CSG, Sassaki AT, Ceranto CP. Influência da fisioterapia na dor e depressão de indivíduos com lombalgia. Reabilitar 2005;7(28): Santos CF, Domingues CA. Avaliação pré e pós-mobilização neural para ganho de ADM em flexão de quadril por meio do alongamento dos isquiotibiais. Conscientiae Saúde 2008;7(4):

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