Superior Tribunal de Justiça

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1 RECURSO ESPECIAL Nº MG (2004/ ) RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON RECORRENTE : NET BELO HORIZONTE LTDA ADVOGADO : MARCELO BRAGA RIOS E OUTROS RECORRENTE : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROCURADOR : ADRIANA MARIA DE BARROS FATTINI E OUTROS RECORRIDO : ESTADO DE MINAS GERAIS PROCURADOR : GLEIDE LARA MEIRELLES SANTANA E OUTROS EMENTA TRIBUTÁRIO ICMS E ISS TV A CABO SERVIÇOS DE ADESÃO, DE HABILITAÇÃO, DE INSTALAÇÃO DE PONTO EXTRA, DE MUDANÇA DE SELEÇÃO DE CANAIS, DE INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTO E DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA NÃO-INCLUSÃO NO CONCEITO DE SERVIÇO DE TELECOMUNICAÇÕES PREVISTO NA LEI 8.977/95 INCIDÊNCIA DO ISS. 1. Segundo a Lei 8.977/95 e o Decreto 2.206/97, o serviço de TV a Cabo é o serviço de telecomunicações que consiste na distribuição de sinais de vídeo e/ou áudio, a assinantes, mediante transporte por meios físicos. 2. Incluem-se nesses serviços os de "interação necessária à escolha da programação e outros usos pertinentes ao serviço, que inclui a aquisição de programas pagos individualmente", a qual deve ser compreendida como sendo todo "processo de troca de sinalização, informação ou comando entre o terminal do assinante e o cabeçal", o qual ocorre eletronicamente, por meio do sistema de envio de sinais de áudio e/ou vídeo, sem haja a necessidade de intervenção direta ou pessoal de interlocutores contratados pela empresa prestadora, externa ao sistema. 3. A jurisprudência desta Corte pacificou entendimento no sentido de não incidir o ICMS sobre o serviço de habilitação do telefone móvel celular. 4. A uniformização deu-se a partir da interpretação do disposto no art. 2º, III, da LC 87/96, o qual só contempla o ICMS sobre os serviços de comunicação stricto sensu, não sendo possível, pela tipicidade fechada do direito tributário, estender-se aos serviços meramente acessórios ou preparatórios à comunicação. 5. Aplicação analógica da jurisprudência relativa ao serviço de habilitação do telefone móvel celular à hipótese dos autos, que também envolve a prestação de serviços acessórios ou preparatórios ao de comunicação via TV a Cabo. 6. Incidência do ISS sobre os serviços de assistência técnica, de adesão, de instalação de equipamentos e de ponto extra, mudança na seleção de canais e habilitação de decodificador, nos termos do Item 21 da Lista de Serviços anexa ao DL 406/ Recurso especial da FAZENDA MUNICIPAL parcialmente conhecido e, no mérito, provido. 8. Recurso especial da empresa conhecido e provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 06/03/2006 Página 1 de 10

2 acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça "A Turma, por unanimidade, conheceu parcialmente do recurso da Fazenda Nacional e, nessa parte, deu-lhe provimento e deu provimento ao recurso da empresa, nos termos do voto da Sra. Ministra-Relatora." Os Srs. Ministros João Otávio de Noronha e Castro Meira votaram com a Sra. Ministra Relatora. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Francisco Peçanha Martins. Brasília-DF, 07 de fevereiro de 2006 (Data do Julgamento) MINISTRA ELIANA CALMON Relatora Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 06/03/2006 Página 2 de 10

3 RECURSO ESPECIAL Nº MG (2004/ ) RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON RECORRENTE : NET BELO HORIZONTE LTDA ADVOGADO : MARCELO BRAGA RIOS E OUTROS RECORRENTE : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROCURADOR : ADRIANA MARIA DE BARROS FATTINI E OUTROS RECORRIDO : ESTADO DE MINAS GERAIS PROCURADOR : GLEIDE LARA MEIRELLES SANTANA E OUTROS RELATÓRIO A EXMA. SRA. MINISTRA ELIANA CALMON (Relator): Trata-se de recursos especiais interpostos com fulcro nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que confirmou sentença entendendo que o serviço de televisão por assinatura é uma modalidade de telecomunicações que se insere na regra do art. 2º, III, da LC 87/96, configurando-se como serviço tributável pelo ICMS. Inconformada, alega a FAZENDA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DO BELO HORIZONTE, além de dissídio jurisprudencial, violação do DL 406/68, sustentando que os serviços prestados para a instalação de equipamentos de TV à Cabo, a assistência técnica essencial à manutenção de tais serviços, bem como as taxas de adesão, de habilitação de equipamentos, de instalação de ponto extra e de mudança de seleção de canais, não são serviços de comunicação nem atividade-meio para a prestação desses serviços, estando sujeitos unicamente à incidência de ISSQN, conforme o item 21 da Lista de Serviços anexa ao DL 406/68. A NET BELO HORIZONTE LTDA, por sua vez, alega violação do art. 2º, III, da LC 87/96 e ao item 21 da lista de serviços do DL 406/68, defendendo a tese de que deve incidir ISS e não ICMS sobre os serviços de instalação e assistência técnica de equipamentos, por não serem serviços de telecomunicação. Traz, como paradigma do dissídio, acórdão do STF que analisou situação semelhante em relação aos serviços de telecomunicação, relativamente às atividades paralelas de locação de aparelhos, mesas, terminais, colocação e retirada de troncos. Apresentadas contra-razões pela Fazenda Estadual, subiram os autos. É o relatório. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 06/03/2006 Página 3 de 10

4 RECURSO ESPECIAL Nº MG (2004/ ) RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON RECORRENTE : NET BELO HORIZONTE LTDA ADVOGADO : MARCELO BRAGA RIOS E OUTROS RECORRENTE : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROCURADOR : ADRIANA MARIA DE BARROS FATTINI E OUTROS RECORRIDO : ESTADO DE MINAS GERAIS PROCURADOR : GLEIDE LARA MEIRELLES SANTANA E OUTROS VOTO A EXMA. SRA. MINISTRA ELIANA CALMON (Relator): Preliminarmente, não conheço do recurso especial da FAZENDA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE pela alínea "a" do permissivo constitucional, uma vez que a recorrente não indicou qual dispositivo de lei federal teria sido violado, sendo, portanto, deficiente a fundamentação recursal nesse ponto. Incide o óbice da Súmula 284/STF. No mérito, prequestionadas teses em torno dos artigos indicados pela recorrente NET BELO HORIZONTE LTDA. e demonstrado o dissídio jurisprudencial de ambos os recursos especiais, analiso-os em conjunto, por versarem sobre a mesma matéria. O tema que temos para julgamento diz respeito a questionamento quanto à não-incidência do imposto estadual - ICMS -, mas do tributo municipal - ISS - sobre os seguintes serviços prestados por empresa do ramo de TV a Cabo, em relação a cada qual corresponde uma contraprestação pecuniária por ela exigida: a) taxa de adesão, correspondente ao compromisso assumido em garantia do acesso ao serviços de TV a Cabo; (alegação constante do recurso da FAZENDA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE) b) taxa de habilitação do equipamento decodificador, correspondente ao processo realizado, de forma remota, da própria sede da empresa, no equipamento que se comunica com o aparelho instalado na residência ou estabelecimento do cliente e permite o início do acesso aos canais; (alegação constante do recurso da FAZENDA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE) c) taxa de instalação de ponto extra, para a disponibilização da programação em pontos adicionais para recepção dos sinais em mais de um aparelho de TV; (alegação constante do recurso da FAZENDA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE) d) taxa de mudança de seleção de canais: valor pago para alteração dos canais inicialmente selecionados pelo usuário (com "up/down grade"); (alegação constante do recurso Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 06/03/2006 Página 4 de 10

5 da FAZENDA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE) e) taxa de instalação de equipamentos: havendo necessidade de natureza técnica ou mediante solicitação do assinante, a empresa procede à instalação de equipamentos conversores ou decodificadores na residência ou estabelecimento do cliente, cobrando pela visita do técnico; (alegação constante dos recursos da FAZENDA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE e da NET BELO HORIZONTE LTDA.) f) taxa de assistência técnica: abrange diversos serviços especializados prestados de forma auxiliar ao cliente, tais como: transferência de cidade, reconexão, troca de equipamento/controle remoto danificado, visita extra, desligamento/religação, transferência de titularidade, mudança de ponto dentro da residência/estabelecimento, reparo de instalação, visita improdutiva, reconexão em virtude de mudança de endereço, visita especial e instalação de ponto adicional Vírtua. (alegação constante dos recursos da FAZENDA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE e da NET BELO HORIZONTE LTDA.) Na lide contendem o contribuinte, NET BELO HORIZONTE LTDA, no polo ativo da demanda, pretendendo pagar ISS sobre os serviços de assistência técnica e de instalação de equipamentos e, no polo passivo, a FAZENDA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE - interessada na cobrança do ISS sobre os mesmos indicados pela autora acrescido do imposto incidente sobre os demais serviços acima listados, aduzindo que não se trata de serviços de telecomunicações - e a FAZENDA ESTADUAL DE MINAS GERAIS - que pretende a cobrança do ICMS sobre os todos serviços, sob o argumento que se englobam no conceito de serviço de telecomunicação. As operadoras de TV a Cabo prestam serviço de comunicação, propriamente dito, de transmissão de sinal de imagens e/ou áudio por via satélite ou por via de cabos. A Lei 8.977, de 6/11/95, ao dispor sobre o Serviço de TV a Cabo, estabeleceu: Art. 2º O Serviço de TV a Cabo é o serviço de telecomunicações que consiste na distribuição de sinais de vídeo e/ou áudio, a assinantes, mediante transporte por meios físicos. Parágrafo único. Incluem-se neste serviço a interação necessária à escolha de programação e outras aplicações pertinentes ao serviço, cujas condições serão definidas por regulamento do Poder Executivo. abril de 1997: Ao regulamentar a Lei 8.977/95, assim estabeleceu o Decreto 2.206, de 14 de Art 2º O Serviço de TV a Cabo é o serviço de telecomunicações, não Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 06/03/2006 Página 5 de 10

6 aberto a correspondência pública, que consiste na distribuição de sinais de vídeo e/ou áudio a assinantes, mediante transporte por meios físicos. 1º Os sinais referidos neste artigo compreendem programas de vídeo e/ou áudio similares aos oferecidos por emissoras de radiodifusão, bem como de conteúdo especializado e que atendam a interesses específicos, contendo informações meteorológicas, bancárias, financeiras, culturais, de preços e outras que possam ser oferecidas aos assinantes do Serviço. Incluem-se neste Serviço a interação necessária à escolha da programação e outros usos pertinentes ao Serviço, tais como aquisição de programas pagos individualmente, tanto em horário previamente programado pela operadora como em horário escolhido pelo assinante. Aplicações não compreendidas neste parágrafo constituem outros serviços de telecomunicações, podendo ser prestados, mediante outorga específica, em conformidade com a regulamentação aplicável. 2º Como interação deve ser compreendido todo processo de troca de sinalização, informação ou comando entre o terminal do assinante e o cabeçal. (grifo nosso) Da análise dos seis serviços questionados no presente recurso especial, verifico que nenhum deles se enquadra nos conceitos fornecidos pela Lei 8.977/95 e pelo Decreto 2.206/97, para que seja considerado incluído no serviço de TV a Cabo. Isso porque, segundo o mencionado decreto, a "interação necessária à escolha da programação e outros usos pertinentes ao serviço, que inclui a aquisição de programas pagos individualmente", deve ser compreendida como sendo todo "processo de troca de sinalização, informação ou comando entre o terminal do assinante e o cabeçal", que ocorre eletronicamente, por meio do sistema de envio de sinais de áudio e/ou vídeo, sem haja a necessidade de intervenção direta ou pessoal de interlocutores contratados pela empresa prestadora, externa ao sistema. Assim, qualquer serviço que exija a interferência física ou remota (via contato telefônico ou via , por exemplo) de empregados da prestadora que se dê fora do sistema de distribuição de sinais de vídeo e/ou áudio, a assinantes, mediante transporte por meios físicos, não deve ser enquadrado no conceito de serviço de TV a Cabo, não sendo, portanto, serviço de telecomunicação strictu sensu. Nesse ponto, entendo que a questão encontra elevado grau de semelhança com situação já decidida e uniformizada pela Primeira Seção desta Corte Superior referente à não-incidência do ICMS sobre os serviços acessórios ou preparatórios aos serviços de comunicação prestados através da telefonia celular. A propósito, manifestei-me pela primeira vez sobre a questão como relatora do Recurso Especial /DF, julgado na Sessão de 19/04/2005, acórdão publicado no DJ de 23/05/2005, expressando o seguinte entendimento: Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 06/03/2006 Página 6 de 10

7 Superados os óbices, temos para apreciação a seguinte tese: a "habilitação" de serviço móvel celular constitui fato gerador do ICMS? Esta é a primeira oportunidade em que irei me pronunciar sobre o tema, como relatora, visto que esta Turma, nas duas primeiras oportunidades em que veio à baila a tese jurídica abstraída neste especial, não conseguiu chegar ao mérito. Assim ocorreu quando do julgamento do Recurso Especial /DF, relatado pelo Ministro Paulo Medina, em sede de agravo regimental, o qual acabou por não conhecer do recurso, em data de junho de Também no Recurso Especial /DF, de minha relatoria, neguei provimento ao especial, no qual só se alegava infringência ao art. 535 do CPC. Posteriormente esta Segunda Turma, pelo voto do Ministro Castro Meira, no Recurso Ordinário em Mandado de Segurança /RO, entendeu que a habilitação do telefone móvel celular amolda-se no conceito de serviço de telecomunicação, ditada pelo artigo 60 e 1º da Lei Geral das Telecomunicações - Lei 9.472/97, de modo a estar compatibilizada com o disposto no artigo 2º, inciso III, da Lei Complementar 87/96. Daí a conclusão: incide o ICMS sobre a habilitação de telefone móvel celular. Esse julgamento deu-se em 07 de agosto de Todos os componentes da Turma, presentes, acompanharam o relator, estando ausente apenas o Ministro Peçanha Martins. Em 13 de dezembro de 2004, o Ministro Francisco Falcão levou para julgamento na Primeira Seção o Recurso em Mandado de Segurança /MT, versando sobre o tema, a fim de alinhar posições e a Seção, à unanimidade, acompanhou o voto do relator que se colocou em posição divergente, ou seja, concluiu pela não-incidência do ICMS sobre a habilitação do telefone móvel celular. A ementa do julgado ficou ementada de forma explicativa e que bem expõe a tese consagrada: TRIBUTÁRIO. ICMS. INCIDÊNCIA SOBRE A HABILITAÇÃO DE TELEFONES CELULARES. IMPOSSIBILIDADE. ATIVIDADE QUE NÃO SE CONSTITUI EM SERVIÇO DE TELECOMUNICAÇÕES. ANALOGIA EXTENSIVA. EXIGÊNCIA DE TRIBUTO SOBRE FATO GERADOR NÃO PREVISTO EM LEI. PROIBIÇÃO. ART. 108, 1º, DO CTN. I - No ato de habilitação de aparelho móvel celular inocorre qualquer serviço efetivo de telecomunicação, senão de disponibilização do serviço, de modo a assegurar ao usuário a possibilidade de fruição do serviço de telecomunicações. II - O ICMS incide, tão somente, na atividade final, que é o serviço de telecomunicação propriamente dito, e não sobre o ato de habilitação do telefone celular, que se afigura como atividade meramente intermediária. III - O Convênio ICMS nº 69/98, ao determinar a incidência do ICMS sobre a habilitação de aparelho móvel celular, empreendeu verdadeira analogia extensiva do âmbito material de incidência do tributo, em flagrante violação ao art. 108, 1º do CTN. IV - Recurso Ordinário provido. (RMS /MT, rel. Ministro Francisco Falcão, Primeira Seção, unânime, julgado em 13/12/2004). Logo depois, no dia seguinte, precisamente, a Primeira Turma voltou a pronunciar-se pelo voto condutor do Ministro Teori Zavascki, sedimentando a tese da não-incidência, quando do julgamento do Recurso Especial /RR. Assim sendo, entendo que a questão em debate encontra-se pacificada, de forma a não mais gerar controvérsia, no que diz respeito ao tema à luz da Lei Complementar 87/96 e da Lei 9.472/97. No que diz respeito à aplicação retroativa do Convênio ICMS 69/98, entendeu o Tribunal que o diploma não instituiu novo fato gerador ou nova base de Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 06/03/2006 Página 7 de 10

8 cálculo, apenas consolidou a posição de que o ato da habilitação do telefone celular configura fato gerador do ICMS, incluindo-se, portanto, em sua base de cálculo os valores cobrados a esse título. Segundo entendimento da Seção, a cláusula primeira do Convênio 69/98 diz que os signatários firmaram entendimento no sentido de incluir na base de cálculo do ICMS, devido e cobrado nas prestações de serviço de comunicação, os valores cobrados pelo acesso, adesão, ativação, habilitação, disponibilidade, assinatura e utilização dos serviços, como também os serviços suplementares e de facilidades adicionais, aplicados ao processo de comunicação, independentemente da denominação. Entretanto, a Lei 87/96 fez incidir o ICMS apenas sobre os serviços de comunicação, em cujo conceito se insiram os de telecomunicações, o que resulta na só incidência sobre os serviços de comunicação stricto sensu, o que não permite, pela tipicidade fechada do direito tributário, estende-lo a serviços de preparação como é o serviço de habilitação. Em conclusão, deixou de existir a hipótese de incidência constante da cláusula primeira do Convênio 69/98, porque os serviços ali mencionados são apenas meios de viabilidade de acesso aos serviços de comunicação. Portanto, restou afirmado pelo STJ, em interpretação ao art. 2º, III, da LC 87/96, que a lei só contempla o ICMS sobre os serviços de comunicação strictu sensu, não sendo possível, pela tipicidade fechada do direito tributário, estender-se a outros serviços meramente acessórios ou preparatórios àqueles. Tal interpretação pode e deve se estender, por analogia, à hipótese dos autos, uma vez que aos serviços prestados pelas operadoras de TV a Cabo - sobre os quais incide o ICMS - agregam-se outros serviços acessórios, como os de assistência técnica, de adesão, de instalação de equipamentos, mudança na seleção de canais, habilitação de codificador e de ponto extra, que não se confundem com os de telecomunicação propriamente dito e sobre os quais deve incidir o imposto municipal - ISS, na forma do Decreto-lei 406/68, item 21 da Lista de Serviços - "Assistência Técnica". Nesse sentido, encontrei apenas um precedente da Primeira Turma, da relatoria do Ministro Teori Albino Zavascki, no REsp /PR, assim ementado: TRIBUTÁRIO. ICMS. TELEVISÃO A CABO. LEI COMPLEMENTAR 87/96, ART. 2º, II. LEI 8.977/95, ARTS. 2º E 5º. INCIDÊNCIA. TAXA DE ADESÃO. NÃO-INCIDÊNCIA. 1. O art. 2º, III, da Lei Complementar 87/96 dispõe que o ICMS incide sobre "(...) III - prestações onerosas de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza". 2. O serviço de TV a cabo consiste, por expressa disposição normativa (Lei 8.977/95, artigos 2º e 5º), em serviço de comunicação (da espécie de "telecomunicação"), prestado por operadora, que, utilizando um conjunto de equipamentos, instalações e redes, de sua propriedade ou não, viabiliza a recepção, o processamento, a geração e a distribuição aos assinantes de programação e de sinais próprios ou de terceiros. A prestação onerosa desse serviço caracteriza hipótese de Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 06/03/2006 Página 8 de 10

9 incidência do ICMS. 3. Apreciando a questão relativa à legitimidade da cobrança do ICMS sobre o procedimento de habilitação de telefonia móvel celular, ambas as Turmas integrantes da 1ª Seção firmaram entendimento no sentido da inexigibilidade do tributo, à consideração de que a atividade de habilitação não se incluía na descrição de serviço de telecomunicação constante do art. 2º, III, da Lei Complementar 87/96, por corresponder a "procedimento tipicamente protocolar, (...) cuja finalidade prende-se ao aspecto preparatório e estrutural da prestação do serviço", serviços "meramente acessórios ou preparatórios à comunicação propriamente dita", "meios de viabilidade ou de acesso aos serviços de comunicação" (RESP /MG, 1ª Turma, Min. Humberto Gomes de Barros, DJ de e do EDcl no AgRg no RESP /DF, 2ª Turma, Min. Castro Meira, DJ de ). 4. Adotando-se a linha de orientação traçada nesses julgados, e diante do caráter igualmente acessório ou preparatório à prestação do serviço de telecomunicação propriamente dito de que se revestem as atividades remuneradas pela taxa de adesão da televisão a cabo, deve ser reconhecida a inexigibilidade do ICMS sobre esses valores. 5. Recursos especiais a que se nega provimento. (REsp /PR, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em , DJ p. 218) Com essas considerações, conheço em parte do recurso especial da FAZENDA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE e integralmente do recurso da empresa NET BELO HORIZONTE LTDA, e, no mérito, dou-lhes provimento. Com fulcro no art. 20, 4º c/c 21, caput, do CPC, considerando o montante dos pedidos iniciais e o resultado da demanda, distribuo recíproca e proporcionalmente os honorários advocatícios da seguinte forma: - a FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS pagará honorários advocatícios no valor de R$ 1.000,00 à autora e de R$ 1.500,00 para a FAZENDA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE; - a FAZENDA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE pagará honorários advocatícios no valor de R$ 500,00 à FAZENDA DO ESTADO DE MINAS GERAIS de R$ 1.000,00 à autora; e - a autora pagará honorários no valor de R$ 500,00 à FAZENDA DO ESTADO DE MINAS GERAIS e de R$ 1.500,00 à FAZENDA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE. É o voto. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 06/03/2006 Página 9 de 10

10 CERTIDÃO DE JULGAMENTO SEGUNDA TURMA Número Registro: 2004/ REsp / MG Números Origem: PAUTA: 07/02/2006 JULGADO: 07/02/2006 Relatora Exma. Sra. Ministra ELIANA CALMON Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA Subprocuradora-Geral da República Exma. Sra. Dra. DULCINÉA MOREIRA DE BARROS Secretária Bela. VALÉRIA ALVIM DUSI AUTUAÇÃO RECORRENTE : NET BELO HORIZONTE LTDA ADVOGADO : MARCELO BRAGA RIOS E OUTROS RECORRENTE : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROCURADOR : ADRIANA MARIA DE BARROS FATTINI E OUTROS RECORRIDO : ESTADO DE MINAS GERAIS PROCURADOR : GLEIDE LARA MEIRELLES SANTANA E OUTROS ASSUNTO: Tributário - ICMS - Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços CERTIDÃO Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão: "A Turma, por unanimidade, conheceu parcialmente do recurso da Fazenda Nacional e, nessa parte, deu-lhe provimento e deu provimento ao recurso da empresa, nos termos do voto da Sra. Ministra-Relatora." Os Srs. Ministros João Otávio de Noronha e Castro Meira votaram com a Sra. Ministra Relatora. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Francisco Peçanha Martins. Brasília, 07 de fevereiro de 2006 VALÉRIA ALVIM DUSI Secretária Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 06/03/2006 Página 10 de 10

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