CONSTITUIÇÕES DA ORDEM DOS FRADES MENORES CAPUCHINHOS

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1 CONSTITUIÇÕES DA ORDEM DOS FRADES MENORES CAPUCHINHOS Edição da Conferência dos Capuchinhos do Brasil Centro Franciscano de Espiritualidade PIRACICABA 2003

2 CONGREGAÇÃO PARA OS RELIGIOSOS E INSTITUTOS SECULARES Prot. n. C. 37-1/83 DECRETO O Ministro Geral, em nome do Capítulo, apresenta o texto das Constituições dos Frades Menores Capuchinhos, cuidadosamente revisado no Capítulo Geral de 1982 de acordo com os desejos do Concílio Vaticano II e as normas do Direito Canônico (cf. can. 587, 2), para receber a aprovação definitiva. Os membros da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos se propõem-se levar sua vida segundo a forma do santo Evangelho e a mentalidade e propostas do Fundador São Francisco de Assis, de acordo com as louváveis tradições que constituem o patrimônio inestimável da Ordem. Por essa mesma razão, firmados antes de tudo no espírito de oração, procuram viver a forma da fraternidade evangélica. Unidos a todos numa vida fraterna em espírito de minoridade franciscana, esforçam-se por propor-lhes a vida religiosa principalmente por uma constante divulgação da Palavra de Deus, pela pregação popular e a evangelização missionária, pela assistência aos pobres e doentes, pelo cuidado e promoção do sacramento da reconciliação. Firmados nas normas da Santa Regra e destas Constituições, recordem sempre os seus membros que a ação apostólica deve proceder de uma íntima união com Deus e precisa ser sempre exercida em nome e por mandato da Igreja e em comunhão com ela, para produzir verdadeiros frutos de santidade por toda parte, perseverando constantemente na imitação do Seráfico Pai. A Congregação para os religiosos e institutos seculares, apoiada nas advertências de muitos Consultores e levando em conta o voto favorável do Congresso, aprova e confirma em força do presente decreto as Constituições da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, com as mudanças propostas pelo mesmo Congresso de acordo com o exemplar em língua latina que está conservado no Arquivo do Dicastério. Observe-se tudo que de direito se deve observar. Sem que nada de contrário seja obstáculo. Dado em Roma, no dia 25 de dezembro, Natal do Senhor de Vicente Fagiolo Arcebispo, Secretário Fr. Jerônimo M. Card. HAMER, O.P. Prefeito 2 Constituições OFMCap (2003)

3 PROÊMIO Frei Francisco de Assis, instruído por inspiração divina e aceso em amor ardente para com Cristo, escolheu a forma de fraternidade evangélica na pobreza e minoridade para si mesmo e para seus frades, e a propôs em palavras simples na Regra. Essa Regra e forma de vida dos frades menores, aprovada de viva voz por Inocêncio III, foi confirmada por Honório III no dia 29 de novembro de 1223 pela Bula "Solet Annuere". Próximo da morte, o Santo Fundador deixou a seus frades presentes e futuros o seu Testamento como uma lembrança, admoestação e exortação "para observarmos mais catolicamente a Regra que prometemos ao Senhor". Com o correr do tempo, seus discípulos tiveram que adaptar sua vida, atividade e legislação às diversas exigências dos tempos, o que foi feito pelos Capítulos Gerais através das Constituições. Clemente VII aprovou no dia 3 de julho de 1528 a Ordem dos Irmãos Menores Capuchinhos com a Bula "Religionis Zelus". O que ela queria, desde o início, era observar fiel, simples e puramente o patrimônio espiritual do Fundador São Francisco, de acordo com a Regra e o Testamento, sob o magistério da Igreja, transmitindo-o também para as gerações seguintes dos frades. Para estabelecer essa fiel observância, o Capítulo da Ordem celebrado em 1536 publicou as Constituições, que depois foram algumas vezes emendadas, quando foi necessário: tanto para se ajustarem às novas condições dos tempos quanto, principalmente, para se conformarem às novas prescrições da Igreja. Foi o que aconteceu, por exemplo, depois do Sacrossanto Concílio de Trento, depois que foram feitas inovações de algumas leis eclesiásticas no correr do tempo, e depois da promulgação do Código do Direito Canônico, no início deste século. Mas as nossas Constituições sempre mantiveram o propósito espiritual e a intenção franciscana fundamental. Outro acontecimento da maior importância para o devido ajustamento da vida e da legislação dos Religiosos foi o Concílio Vaticano II, principalmente pela Constituição dogmática "Lumen Gentium" e do Decreto "Perfectae Caritatis". Pela carta apostólica "Ecclesiae Sanctae", motu proprio de 6 de agosto de 1966, Paulo VI mandou que todos os Institutos religiosos revisassem sua legislação. Os critérios para esse reestudo das Constituições encontram-se no texto do Concílio Vaticano II e em outros documentos posteriores da Igreja, e são principalmente a contínua volta às fontes de toda vida cristã e à inspiração primigênia dos Institutos, levando em conta os sinais dos tempos, com a devida união entre os elementos espirituais e os jurídicos, para que as Constituições não sejam um mero texto jurídico ou simplesmente exortativo. Nosso Capítulo especial de 1968 refez devidamente as Constituições, que depois foram promulgadas "ad experimentum". Nos Capítulos de 1970 e 1974 elas foram mais uma vez um pouco reformuladas. Mas no Capítulo Geral de 1982, de acordo com a norma da "Ecclesiae Sanctae", no.s 6 e 8, e conforme a vontade da Congregação para os Religiosos e Institutos Seculares, notificada por carta do dia 15 de novembro de 1979, foram refeitas de novo, para que pudesse ser pedida a aprovação definitiva pela autoridade da Santa Sé. Constituições OFMCap (2003) 3

4 O mesmo Capítulo Geral, prevendo o novo Código do Direito Canônico, e obedecendo à proposta feita no dia 4 de agosto de 1981 pela Congregação para os Religiosos e Institutos Seculares, constituiu uma Comissão Capitular com a missão de redigir o texto quanto ao modo de dizer e para torná-lo concorde e adaptado às prescrições do Código de Direito Canônico. O Definitório Geral, cumprindo o mandato do Capítulo Geral e tendo obtido oportunamente uma faculdade da Santa Sé por carta do dia 12 de novembro de 1982, cuidou de editar o texto das Constituições definitivamente refeito. Esse texto esteve em vigor e teve validade desde o dia 25 de março de 1983, Festa da Anunciação do Senhor, quando a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e para as Sociedades de Vida Apostólica aprovou devidamente as mesmas Constituições. Como o Código de Direito Canônico tinha sido promulgado no dia 25 de janeiro de 1983, o texto das Constituições tinha que ser ajustado em algumas partes. Por esse motivo a Congregação concedeu aos Superiores Gerais e aos seus Conselhos a faculdade de editar normas provisórias sobre as matérias que, exigidas pelo novo Código, ainda não tinham sido inseridas no texto das Constituições, normas, aliás, que deviam ser apresentadas no próximo Capítulo Geral. Nesse meio tempo, o texto das Constituições, cuidadosamente refeito, foi transmitido à Congregação, que concedeu sua aprovação no dia 25 de dezembro de O Capítulo Geral de 1988 examinou atentamente e aprovou as propostas preparadas pelo Definitório Geral e que ainda não tinham sido inseridas no texto das Constituições. E elas foram aprovadas pela referida Congregação por carta do dia 7 de fevereiro de Finalmente, nos Capítulos gerais realizados em 1994 e 2000, foram acrescentadas algumas mudanças que, depois, foram devidamente aprovadas pela Congregação (cfr. Carta do dia 27 de outubro de 1994 e de 29 de novembro de 2000). Portanto, o presente texto das Constituições, redigido em latim e definitivamente aprovado pela Santa Sé, deve ser tido por autêntico, e todas as traduções em vernáculo devem ajustar-se a ele. Esse texto é o que segue. Roma, 1 de janeiro de Constituições OFMCap (2003)

5 Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo começam as CONSTITUIÇÕES DA ORDEM DOS FRADES MENORES CAPUCHINHOS CAPÍTULO I A vida dos frades menores capuchinhos Artigo I Nossa vida segundo o Evangelho 1. 1 O Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é, em todo tempo, o princípio de toda a vida para a Igreja e o anúncio da salvação para todo o mundo. 2 Pois é por meio dele que, levada pelo Espírito Santo, a Igreja conhece Cristo e recebe na fé seus atos e palavras, que são espírito e vida para os que crêem. 3 São Francisco, fundador da nossa fraternidade, desde o início de sua conversão, aceitou o Evangelho como sua forma de viver e de agir. 4 Por isso estabeleceu expressamente, no começo e no fim da Regra, que ele fosse observado, e no Testamento afirmou ter-lhe sido revelado que deveria viver segundo a forma do santo Evangelho. 5 Cuidemos pois, nós que somos seus filhos, de progredir cada vez mais na compreensão do Evangelho. 6 Sigamos o Evangelho como lei suprema em todas as circunstâncias da vida, leiamos assiduamente as palavras da salvação e, como a bem-aventurada Virgem Maria, confrontemo-las no coração, para que, formando nossa vida cada vez mais de acordo com o Evangelho, tudo nos leve a crescer em Cristo São Francisco, verdadeiro discípulo de Cristo e insigne exemplo de vida cristã, ensinou os seus a seguirem com alegria os passos de Jesus Cristo pobre e humilde, para que, por meio dele, fôssemos levados ao Pai no Espírito Santo. 2 Abrasados no amor de Cristo, para mais nos conformarmos com ele, contemplemo-lo no esvaziamento da encarnação e da cruz, e, celebrando a Eucaristia com alegria comunitária, tomemos parte no mistério pascal, saboreando desde já a glória da ressurreição, até que ele venha. 3 Observemos com entusiasmo os conselhos evangélicos, sobretudo aqueles que prometemos: a castidade consagrada a Deus, a pobreza que é nosso caminho especial de salvação, e a obediência caritativa São Francisco, depois que ouviu as palavras da missão dos apóstolos, deu início à fraternidade da Ordem dos Menores, para dar testemunho do Reino de Deus pela comunhão de vida, pregando a penitência e a paz, pelo exemplo e pela palavra. 2 Para Constituições OFMCap (2003) 5

6 aprender a forma de verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, que nele admiravelmente se manifestou, esforcemo-nos por imitá-lo, por cultivar diligentemente seu patrimônio espiritual em nossa vida e em nossas ações, comunicando tudo isso a todos os homens de qualquer tempo. 3 Para isso, leiamos com freqüência a vida e os escritos tanto do próprio São Francisco como de seus filhos, principalmente dos capuchinhos que se destacaram pela santidade, pela atividade apostólica e pela ciência, e também outros livros em que se manifesta seu espírito Como Irmãos Menores Capuchinhos, devemos conhecer a índole e a finalidade de nossa Fraternidade, para que nossa vida, devidamente ajustada aos tempos, inspire-se na sã tradição de nossos irmãos. 2 Em primeiro lugar, devemos imitá-los na volta à inspiração primitiva, isto é, à vida e Regra de nosso Pai São Francisco, mediante a conversão do coração, de modo que nossa Ordem possa renovar-se constantemente. 3 Seguindo seus passos, procuremos reservar a melhor parte à vida de oração, principalmente contemplativa, cultivar a pobreza radical tanto pessoal como comunitária, juntamente com o espírito de minoridade, e também apresentar austeridade de vida e alegre penitência, no amor da cruz do Senhor, esforçando-nos para que, à luz dos sinais dos tempos, sejam descobertas novas formas de levar esta nossa vida, com a aprovação dos legítimos superiores. 4 Praticando entre nós mesmos a espontaneidade fraterna, vivamos alegremente no meio dos pobres, dos fracos e dos enfermos, partilhando sua vida e mantendo nossa abertura característica em relação ao povo. 5 Promovamos o dinamismo apostólico, que deve ser cumprido em espírito de serviço, nas suas várias formas e antes de tudo por meio da evangelização A Regra de São Francisco procede do Evangelho e impulsiona para a vida evangélica. 2 Procuremos compreendê-la de maneira espiritual, de acordo com a admoestação que nos faz o próprio Fundador no Testamento, e conforme o espírito, a intenção evangélica e os exemplos de santidade dos primeiros frades capuchinhos, tratemos de observá-la simples e puramente, com santa operação. 3 Os superiores, junto das fraternidades, tomem a peito promover o conhecimento, o amor e a observância da Regra. 4 Para que a Regra e as intenções do Pai legislador possam ser observadas em toda parte, cuidem os superiores maiores que, de acordo com as diversas regiões, culturas e as necessidades dos tempos e dos lugares, sejam procuradas formas mais aptas, mesmo pluriformes, para a vida e o apostolado dos frades. 5 Pois a verdadeira pluriformidade é aquela que, mantendo sempre a unidade do mesmo espírito genuíno, apóia-se na comunhão fraterna e na obediência aos superiores; o que faz com que se dê uma evangélica liberdade de ação, principalmente no que diz respeito à renovação de nossa vida, para que não se extinga o espírito O seráfico Pai ditou o Testamento quando, perto da morte e ornado com os sagrados estigmas, cheio de Espírito Santo, desejava mais ardentemente nossa salvação. 2 Nele expressa sua última vontade e transmite a preciosa herança de seu espírito. 3 Ele nos foi dado para observarmos cada dia mais perfeitamente, de acordo com o sentimento da Igreja, a Regra que professamos. 4 Por isso mesmo, de acordo com a tradição da Ordem, 6 Constituições OFMCap (2003)

7 aceitamos o Testamento como a primeira exposição espiritual da Regra e como uma inspiração eminente para nossa vida A finalidade das Constituições é dar-nos uma ajuda, nas novas circunstâncias de nossa vida, para uma observância melhor e mais perfeita da Regra. 2 Nelas encontramos um subsídio seguro de renovação espiritual em Cristo e um auxílio válido para aperfeiçoar a consagração da vida em que cada um dos irmãos se entregou totalmente a Deus. 3 Estando obrigados a elas em virtude de nossa profissão, observemo-las não como servos mas como filhos, ansiando acima de tudo pelo amor de Deus e prestando ouvidos ao Espírito Santo que nos instrui, devotados à glória de Deus e à salvação do próximo. 4 Todos os irmãos são firmemente admoestados a estudar pessoalmente a Regra, o Testamento e as Constituições, e a se imbuírem de seu espírito mais profundo. Artigo II Nossa vida na Igreja 8. 1 A Igreja, instrumento da salvação e da união com Deus e entre os homens, revela-se peregrinando no mundo como Povo de Deus que, constituído por Cristo na comunhão de vida, de caridade e de verdade, é enriquecido pelo Espírito Santo com a multidão de dons e carismas úteis para a renovação e mais ampla edificação dela mesma. 2 Foi nessa Igreja, dotada de tão grande variedade de carismas, que São Francisco iniciou e deu forma à fraternidade religiosa, por inspiração do Espírito Santo. A Igreja a aprovou com sua autoridade hierárquica e a protege maternalmente, para que o sinal do Cristo pobre, humilde e entregue ao serviço dos homens, principalmente dos pobres, brilhe mais claramente em sua face. 3 Da mesma forma também a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos foi acolhida pela Igreja em força da Bula Religionis Zelus, promulgada pelo Papa Clemente VII no dia 3 de julho de Por isso devemos amar muito a Igreja, meditar em seu mistério e participar ativamente em sua vida e iniciativas A exemplo de São Francisco, homem católico e todo apostólico, prestemos obediência fiel ao Espírito de Cristo que vive na Igreja. 2 Sejamos obedientes e reverentes também ao Sumo Pontífice, a quem os religiosos estão submetidos como supremo superior também em força do voto de obediência, bem como ao Colégio dos Bispos, que juntamente com ele é sinal visível da unidade e da apostolicidade da Igreja. 3 Onde estivermos, colaboremos para o bem da Igreja local com nossa presença fraterna e profética, contribuindo para o seu crescimento e desenvolvimento. 4 Sob a orientação do Bispo diocesano, prestemos nosso serviço apostólico ao povo de Deus e a toda a comunidade humana, de acordo com o nosso carisma. 5 Respeitemos como convém aos presbíteros e a todos os outros que nos administram o espírito e a vida, e colaboremos assiduamente com eles Amemos e obedeçamos generosamente ao ministro geral, que foi constituído para o serviço e a utilidade de toda a fraternidade, como sucessor do santo Fundador e vínculo vivo de união com a autoridade eclesiástica e entre nós mesmos. 2 Tributemos também afeto e uma obediência ativa e responsável aos outros ministros da fraternidade, que nos Constituições OFMCap (2003) 7

8 foram dados pelo Senhor como pastores e são os depositários da confiança dos frades, para nos prendermos mais forte e seguramente ao serviço da Igreja em espírito de fé e de amor a Cristo São Francisco aprendeu na adoração ao Pai sumamente bom o amor pela fraternidade universal, que o levava a ver a imagem do Cristo primogênito e salvador em toda criatura. 2 Como filhos desse Pai, devemos sentir-nos irmãos de todos os homens sem discriminação e, aproximando-nos fraternalmente de toda criatura, elevemos continuamente o louvor da criação a Deus, de quem procede tudo que é bom. 3 Reunidos pelo Espírito Santo na mesma vocação, devemos fomentar sempre, pela oração comum e pela nossa atividade, o sentido da fraternidade em toda a Ordem e principalmente em nossas comunidades provinciais e locais. Cultivemos esse mesmo sentimento para com todos os irmãos e irmãs, tanto religiosos como seculares, que constituem conosco a única família franciscana. 4 Esta nossa fraternidade evangélica, qual modelo e fermento de vida social, convida os homens a fomentar entre si os laços fraternos e a unir as forças para a melhor evolução da pessoa e para o autêntico progresso da sociedade humana. 5 Nossa vida fraterna tem uma importância especial e adquire maior eficácia de testemunho no processo de uma sadia socialização e associação, mediante a qual Deus nos conclama a nos dedicarmos à concretização e promoção da fraternidade na justiça e na paz O Filho de Deus, quando tomou a forma de servo, não veio para ser servido mas para servir e dar a vida pela salvação de todos. 2 Desejando conformar-nos à sua imagem, não tenhamos a presunção de ser os maiores, mas dediquemo-nos como menores ao serviço de todos, principalmente daqueles que sofrem miséria e privações, e mesmo daqueles que nos perseguem. 3 Por isso vamos viver de boa vontade a nossa vida fraterna no meio dos pobres, partilhando com grande amor seus sofrimentos e humildade. 4 Socorrendo suas necessidades materiais e espirituais, trabalhemos por sua promoção humana e cristã com nossa vida, nosso trabalho e nossas palavras. 5 Agindo assim, manifestamos o espírito de nossa fraternidade e ao mesmo tempo nos fazemos fermento de justiça, de união e de paz Para cumprirmos com fruto nossa vocação evangélica na Igreja e no mundo, esforcemo-nos por levar com fidelidade a vida apostólica que em si já abrange a contemplação e a ação, como o próprio Jesus, que viveu incessantemente na oração e nas obras de salvação. 2 Professando essa vida do Mestre, os apóstolos, enviados pelo Senhor a todo o mundo, insistiam na oração e no ministério da palavra. 3 São Francisco, embora tivesse predileção pelos lugares solitários, seguindo os passos do Senhor e dos apóstolos, escolheu uma forma de vida que já une intimamente a oração e o anúncio da salvação. 4 Por isso, entreguemo-nos com insistência ao louvor de Deus e à meditação da palavra, para nos abrasarmos cada vez mais e levar os homens com alegria ao amor de Deus através de nossa atividade. 5 Desse modo, toda a nossa vida de oração será imbuída de espírito apostólico, e toda a ação apostólica será penetrada pelo espírito de oração. 8 Constituições OFMCap (2003)

9 CAPÍTULO II Os que querem abraçar nossa vida e a formação dos frades Artigo I A vocação para nossa vida Deus, em sua bondade, chama todos os fiéis na Igreja para a perfeição da caridade em diversos estados de vida, promovendo assim a santidade de cada um e a salvação do mundo. 2 A essa vocação cada um deve dar uma resposta de amor com a maior liberdade, conciliando a liberdade da pessoa humana com a vontade de Deus. 3 Alegremo-nos com gratidão pela graça especial da vocação que nos foi concedida por Deus. 4 Correspondendo a essa vocação capuchinha, demos um testemunho público e social da vida de Cristo, que já é presente e é eterna; seguimos o Cristo pobre e humilde; difundimos o seu anúncio por toda parte, a todos os homens, principalmente aos pobres. 5 Assim, numa fraternidade de peregrinos, que fazem penitência de coração e de fato, servindo a todos os homens em espírito de minoridade e alegria, dedicamo-nos à missão salvadora da Igreja A solicitude pelas vocações nasce principalmente da consciência dos frades de que estão vivendo e apresentando aos outros uma maneira de viver que é riquíssima em valores humanos e evangélicos. Abraçando essa vida, os candidatos prestam um verdadeiro serviço a Deus e aos homens e desenvolvem a própria personalidade. Para podermos dar um testemunho claro dessa nossa vida, precisamos renovar-nos continuamente. 2 Todos os frades devem dar sua colaboração ativa para fomentar as vocações, pelo desejo de cumprir o plano de Deus de acordo com o nosso carisma. 3 Lembrando-nos da solicitude de São Francisco diante do crescimento da fraternidade primitiva, todos os frades com os ministros à frente, e todas as fraternidades, principalmente pelo exemplo de vida, pela oração e pela palavra, empenhem-se num cuidado constante por descobrir e fomentar vocações autênticas. 4 Dessa maneira cooperamos com Deus, que chama e escolhe os que quer, e colaboramos para o crescimento da Igreja Sejam promovidas com aplicação maneiras diversificadas de pastoral vocacional, principalmente nos ambientes mais próximos ao espírito de nossa Ordem. 2 Os resultados são melhores onde há frades especialmente destinados à promoção e coordenação da animação vocacional. Mas todos os frades devem colaborar como sinal da fecundidade da vida franciscana. 3 Ajuda muito a promoção das vocações dar aos jovens oportunidade de participar de alguma maneira de nossa vida fraterna. Mas o melhor é fazer isso em casas adequadas, em que se dê ao mesmo tempo um apoio para a reflexão pessoal. 4 Para preparar bem e cultivar convenientemente as vocações para a vida religiosa, os ministros provinciais, com o consentimento do definitório e, se for oportuno, com o conselho do Capitulo Provincial, erijam institutos especiais, de acordo com as necessidades das regiões e dos tempos. 5 Sejam eles organizados de tal forma que, segundo as normas da sã Constituições OFMCap (2003) 9

10 pedagogia, unindo a formação científica com a humana, os alunos levem uma vida cristã em contato com a sociedade e com sua família, de maneira conveniente à sua idade, inteligência e grau de desenvolvimento, para poder descobrir e cultivar a vocação ao estado religioso a partir dela. 6 Os estudos a serem feitos pelos alunos sejam de tal forma organizados que possam ser completados em outros lugares sem dificuldade. Artigo II A admissão em nossa vida São Francisco, preocupado com a autenticidade da vida, prevendo que sua Fraternidade viria a ser uma grande multidão, temia também a quantidade de frades inúteis. 2 Por isso, como a fraternidade deve crescer sempre mais na virtude, na perfeição da caridade e no espírito do que em número, sejam seriamente examinados e selecionados os que quiserem abraçar nossa vida. 3 Os ministros provinciais investiguem diligentemente se os que vão ser admitidos à nossa vida possuem os requisitos do direito comum para sua válida e lícita admissão. Observem especialmente o seguinte: a) Os candidatos devem ser idôneos por natureza para a convivência fraterna de nossa vida evangélica; b) tenha sido comprovado que eles gozam da necessária saúde física e psíquica para levar nossa vida; c) Os candidatos devem ter demonstrado pela própria vida que crêem firmemente no que a Santa Mãe Igreja crê e professa e devem ser dotados de senso católico; d) conste que eles tenham boa fama, principalmente entre as pessoas de suas relações; e) possuam a devida maturidade e fervorosa vontade, e tenha ficado bem claro que estão entrando na Ordem unicamente para servir com sinceridade a Deus e à salvação dos homens, de acordo com a Regra e a maneira de viver de São Francisco, e de acordo com as nossas Constituições; f) sejam instruídos conforme as exigências de cada região e haja esperança de que vão poder cumprir frutuosamente suas obrigações; g) principalmente no caso de vocações adultas e dos que já tiveram alguma experiência de vida religiosa, juntem-se todas as informações úteis sobre sua vida passada; h) sejam observadas as prescrições do direito universal quando se tratar de receber clérigos seculares ou candidatos já admitidos em um instituto de vida consagrada, numa sociedade de vida apostólica ou no seminário, ou de readmitir algum candidato Cristo, nosso sapientíssimo Mestre, respondendo ao adolescente desejoso de conseguir a vida eterna, disse que, se quisesse ser perfeito, devia primeiro vender todos os bens e distribuí-los aos pobres. 2 Seu imitador São Francisco não só ensinou e pôs em prática a mesma coisa em si e nos que recebeu, mas ordenou na Regra que assim se fizesse. 3 Por isso, cuidem os ministros provinciais de propor e explicar essas palavras do Santo Evangelho aos candidatos que vêm à Ordem impelidos pelo amor a Cristo para que, a seu 10 Constituições OFMCap (2003)

11 tempo, antes da profissão perpétua, renunciem a seus bens, em favor principalmente dos pobres. 4 Os candidatos preparem-se interiormente para a renúncia de bens que vão fazer e se disponham ao serviço de todos, sobretudo dos pobres. 5 Mas os frades, de acordo com a Regra, evitem toda ocasião de se imiscuir nesses assuntos. 6 Além disso, estejam prontos os candidatos a entregar a toda a fraternidade as forças da inteligência e da vontade, bem como os dons da natureza e da graça, para dar conta dos encargos que vierem a receber no serviço do povo de Deus Em cada província, admitir ao postulantado, ao noviciado e à profissão compete, além do ministro geral, ao ministro provincial, que pode delegar essa faculdade, mesmo de forma habitual, ao vigário provincial, ao vice-provincial e ao superior regular. 2 Tais superiores, antes de admitir os candidatos ao noviciado, consultem o próprio Conselho ou três ou quatro frades nomeados por esse Conselho; mas para poderem admitir à primeira profissão e à profissão perpétua, precisam do consentimento do seu Conselho. 3 Se for o caso, consultem também os que têm competência especial no assunto Compete ao mestre de noviços presidir o ato ou rito de recepção dos noviços, com o qual tem início o noviciado, a não ser que o ministro provincial tenha determinado outra coisa. 2 Mas é o próprio ministro provincial quem recebe em nome da Igreja os votos dos profitentes; mas pode delegar para isso outro frade da Ordem. 3 Sejam observadas as prescrições litúrgicas na recepção ao noviciado e no ato da profissão. 4 Ordinariamente, a profissão religiosa deverá ser feita dentro da Missa, usando-se a fórmula seguinte, aprovada pela Santa Sé para as famílias franciscanas: Para louvor e glória da Santíssima Trindade, eu, Frei..., levado por inspiração divina para seguir mais de perto o Evangelho e os vestígios de nosso Senhor Jesus Cristo, diante dos frades presentes, em tuas mãos, Frei... com fé firme e vontade decidida: faço voto a Deus Pai santo e onipotente de viver por todo o tempo da minha vida (ou: por... anos) em obediência, sem nada de próprio e em castidade, e ao mesmo tempo professo a vida e a Regra dos Frades Menores confirmada pelo Papa Honório prometendo observá-la fielmente segundo as Constituições da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Confio-me, portanto, com todo amor a esta Fraternidade para que, com a ação eficaz do Espírito Santo, guiado pelo exemplo de Maria Imaculada pela intercessão de nosso Pai Francisco e de todos os santos, sustentado pelo vosso fraterno auxílio, possa tender constantemente à perfeita caridade no serviço de Deus, da Igreja e dos homens" A razão de ser e a finalidade dos três conselhos evangélicos, que se prometem com voto na profissão consiste em unir-nos a Cristo com o coração libertado pela graça, em uma vida casta, pobre e obediente, por causa do Reino dos Céus e seguindo os passos de São Francisco. 2 O conselho evangélico da castidade pelo Reino dos céus, que é um sinal do mundo futuro e fonte de uma mais abundante fecundidade em coração indiviso, exige a obrigação da continência perfeita no celibato. 3 O conselho evangélico da pobreza por imitação de Cristo, que sendo rico se fez necessitado, além de uma vida pobre espiritualmente e de fato, exige a dependência dos superiores no uso e disposição dos bens e, antes da profissão perpétua, também a renúncia voluntária da capacidade de adquirir e Constituições OFMCap (2003) 11

12 possuir, em forma válida, possivelmente, também no direito civil. 4 O conselho evangélico da obediência, prometido por espírito de fé e de amor no seguimento de Cristo obediente até a morte, obriga à submissão da vontade por amor de Deus aos legítimos superiores em todas as coisas que não forem contra a consciência e a Regra, sempre que mandarem de acordo com as nossas Constituições. Artigo III A formação em geral Formação é a promoção dos frades e das fraternidades para que nossa vida seja cada dia mais conforme com o Santo Evangelho e com o espírito franciscano, de acordo com as exigências dos lugares e dos tempos. Tal formação deve ser contínua, devendo prolongarse por toda a vida quer quanto aos valores humanos quer quanto à vida evangélica e religiosa. 2 Nossa formação integral visa a pessoa inteira, principalmente nos aspectos psíquico, religioso, cultural e também profissional ou técnico. Mas compreende duas fases: a formação inicial e a formação permanente Toda formação é, antes de tudo, obra do Espírito Santo, que vivifica a partir de dentro tanto os formadores como os formandos. 2 A formação ativa requer a colaboração dos formandos, que são os principais agentes e responsáveis do próprio desenvolvimento. 3 Todo frade é, ao mesmo tempo e durante toda a vida, formando e formador, porque sempre tem o que aprender e o que ensinar, em relação a todos; este princípio deve constar como programa de formação e deve ser posto em prática. 4 Viver como irmãos menores uns para com os outros é a parte fundamental da vocação franciscana. Por isso a vida fraterna deve ser sempre e em toda parte uma exigência fundamental no processo da formação. 5 Para que cada uma das fraternidades, sobretudo as que são especificamente formativas, possam satisfazer essa função primária, é preciso que recebam inspiração e estímulo da fraternidade primordial, que é a fraternidade provincial. 6 Ainda que todos os frades sejam formadores, são necessários alguns frades dotados de responsabilidade maior e que tenham sido designados para isso. E os primeiros entre eles devem ser o ministro provincial e os guardiães, que são os animadores e coordenadores do processo de formação dos frades. Mas depois contam-se também os formadores qualificados, que assumem esse encargo específico em nome da fraternidade A Ordem deve poder contar com os meios de formação correspondentes às exigências do seu carisma específico. 2 Como se deve dar uma atenção especial aos frades que estão no período de formação inicial, cada circunscrição deve providenciar as estruturas de formação adequadas. 3 O processo de formação exige acima de tudo um grupo de frades responsáveis, que trabalhem com critérios coerentes durante toda a caminhada formativa. Tenha esse grupo o devido auxílio de toda a fraternidade. 4 Dada a importância do secretariado e dos centros de formação, deve haver um grande empenho em promovê-los e em torná-los eficientes. 5 O secretariado geral de formação deve estar à disposição tanto dos superiores gerais como dos superiores das diversas circunscrições, oferecendo-lhes auxílio e informações para que eles possam promover tudo que diz 12 Constituições OFMCap (2003)

13 respeito à formação. 6 De igual modo haja em todas as províncias um conselho de formação e, nos centros de formação, um frade com a responsabilidade especial de promover o que se refere à formação. 7 Cada província ou grupo de províncias, conforme a situação das regiões, tenham seu próprio estatuto de formação, no qual constem as metas, programas e métodos de todo o processo de formação dos frades. Artigo IV Iniciação em nossa vida A formação inicial para nossa vida requer as necessárias experiências e conhecimentos pelos quais os candidatos, sob a orientação dos formadores, possam ser progressivamente introduzidos na vida franciscana evangélica. 2 A formação dos candidatos no tempo de iniciação, unindo harmonicamente os elementos humanos e espirituais, deve ser absolutamente sólida, íntegra e sabiamente adaptada às necessidades dos tempos e dos lugares. 3 Sejam usados os meios aptos de uma educação ativa, e principalmente a prática de trabalhos e de funções que levem os candidatos a adquirir gradualmente o domínio de si, e a maturidade psíquica e afetiva. 4 Tendo em conta seu temperamento particular e também a graça, sejam iniciados em uma vida espiritual nutrida pela leitura da palavra de Deus, animada pela participação litúrgica e também pela reflexão pessoal e pela oração, para serem cada vez mais atraídos por Cristo, que é o caminho, a verdade e a vida. 5 Os frades em iniciação adquiram sério conhecimento e uso do espírito franciscano pelo estudo tanto da vida de São Francisco e de sua mentalidade quanto à observância da Regra, como da história e das sãs tradições de nossa Ordem, e mais ainda pela assimilação interna e prática da vida a que foram chamados. 6 Cultivem principalmente a vida fraterna, na comunidade e com as outras pessoas, cujas necessidades estejam prontos a socorrer, para que aprendam a viver cada dia mais perfeitamente uma colaboração ativa com a Igreja. A formação inicial especializada dos frades deve ser organizada de acordo com os diversos ofícios que vão exercer e conforme as situações e os estatutos especiais das circunscrições. 7 Todos os períodos de iniciação devem ser feitos em fraternidades especialmente idôneas para viver a nossa vida e para transmitir a formação, e designadas para esse fim pelo ministro provincial com consentimento do definitório. Mas o ministro provincial, com consentimento do definitório, pode permitir que o período de postulantado possa ser feito fora de nossas fraternidades. 8 A ereção, mudança e supressão da casa do noviciado cabem ao ministro geral com o consentimento do definitório e devem ser feitas por decreto escrito. 9 Em casos particulares e a titulo de exceção, a mesma autoridade pode conceder que o candidato faça o noviciado em outra casa da Ordem, sob a direção de um religioso experimentado, que faça as vezes de mestre de noviços. 10 O Superior maior pode permitir que um grupo de noviços viva por alguns tempos determinados em outra casa da Ordem por ele designada Todo frade que é dado por Deus à fraternidade traz-lhe alegria e também é um estímulo para que nos renovemos no espírito de nossa vocação. 2 Por isso o trabalho da formação cabe a toda a fraternidade a que pertencem os candidatos. 3 Mas a sua Constituições OFMCap (2003) 13

14 orientação seja confiada pelo ministro provincial, com consentimento do definitório, na forma e limites que ele vier a determinar, a frades que tenham experiência da vida espiritual, fraterna e pastoral, de doutrina, prudência, discernimento dos espíritos e conhecimento das consciências. 4 Os mestres, tanto dos postulantes como dos noviços e dos professos, devem estar livres de todos os cargos que possam impedir o cuidado e a orientação dos candidatos. 5 Onde razões especiais o aconselharem, podem juntar-se a eles auxiliares, principalmente para o que diz respeito ao cuidado da vida espiritual e ao foro interno O tempo da formação inicial começa no dia em que alguém, admitido pelo ministro provincial, ingressa na fraternidade, e vai até a profissão perpétua. Deve ser orientado de acordo com as normas do direito comum e do nosso direito próprio. Lavre-se um documento desse ingresso. 2 A partir desse dia, quanto à formação, vida e trabalho, o candidato deve ser considerado gradualmente como um membro da fraternidade na forma a ser determinada pelo ministro provincial com o consentimento do definitório. 3 A formação inicial, como inserção em nossa fraternidade, compreende o postulantado, o noviciado e o pós-noviciado O postulantado é o período de formação inicial em que se assume a opção por nossa vida. O tempo e as diversas maneiras de fazer esse primeiro período devem ser determinados pelo ministro provincial com o consentimento do definitório. Durante esse período, o candidato conhece nossa vida, ao mesmo tempo em que a fraternidade, por sua parte conhece melhor o candidato e pode discernir sua vocação. 2 A formação dos postulantes tem como objetivo principal o aperfeiçoamento da catequese da fé e compreende a introdução à liturgia, o método de oração, a instrução franciscana e uma primeira experiência de trabalho apostólico. Também deve ser provada e cultivada a maturidade humana, principalmente afetiva, e também a capacidade de discernir evangelicamente os sinais dos tempos O noviciado é o período de uma iniciação mais intensa e de uma experiência mais profunda da vida evangélica franciscano-capuchinha em suas exigências fundamentais, e supõe uma opção livre e madura pela vida religiosa. 2 A direção dos noviços, sob a autoridade dos superiores maiores, é reservada só ao mestre de noviços, que deve ser um frade da Ordem, de votos perpétuos. 3 A formação do noviço fundamenta-se nos valores de nossa vida consagrada, conhecidos e vividos à luz do exemplo de Cristo, das intuições evangélicas de São Francisco, das sãs tradições da Ordem. 4 O ritmo do noviciado deve corresponder aos aspectos fundamentais da nossa vida religiosa, sobretudo mediante uma especial experiência de fé, de oração contemplativa, de vida fraterna, de contato com os pobres e de trabalho. 5 Para ser válido, o noviciado deve compreender doze meses passados na própria comunidade do noviciado; seu início e maneira de ser devem ser determinados pelo ministro provincial com consentimento do definitório. 6 Uma ausência da casa do noviciado que ultrapasse três meses, contínuos ou intercalados, torna inválido o noviciado. Uma ausência de mais de quinze dias tem que ser compensada. Além disso, sejam observadas com seriedade as outras prescrições do direito universal sobre o 14 Constituições OFMCap (2003)

15 noviciado. 7 Faça-se um documento do início do noviciado, com o qual começa a vida em nossa Ordem O pós-noviciado é um período em que os frades, seguindo um crescente amadurecimento, preparam-se para assumir pela profissão perpétua a opção definitiva por nossa vida evangélica. 2 Como a vida fraterna evangélica tem o primeiro lugar em nossa vocação, deve ter prioridade também no tempo de pós-noviciado. Por isso, dê-se a todos os frades a mesma formação religiosa, em tempo e modo determinados pelo ministro provincial com consentimento do definitório. 3 De acordo com as próprias inclinações e graças, dediquem-se os frades a um estudo mais profundo da Sagrada Escritura, da teologia espiritual, da liturgia, da história e da espiritualidade da Ordem, e exerçam apostolado de diversas formas e também trabalhos domésticos. Tal formação, porém, deve ser feita sempre em função da vida e do amadurecimento contínuo das pessoas. Artigo V A profissão de nossa vida Pensemos, com freqüência, na grande graça da profissão religiosa. 2 Por meio dela, por um título novo e especial, abraçamos uma vida de glória a Deus e de serviço, que nos leva à perfeição da caridade e, consagrados com maior firmeza e intimidade ao serviço divino, representamos Cristo unido à Igreja, sua esposa por um vínculo indissolúvel. 3 Para aproveitarmos melhor o fruto da graça batismal nessa consagração, obrigamo-nos a cumprir os conselhos evangélicos de acordo com a Regra e as Constituições. 4 Dessa maneira pretendemos livrar-nos dos obstáculos que poderiam impedir a caridade perfeita, a liberdade espiritual e a perfeição do culto divino. 5 Pela profissão, afinal, enquanto gozamos de um dom especial na vida da Igreja, colaboramos em sua missão salvadora com o nosso testemunho. 6 Por isso exortamos os frades a se prepararem para ela com grande diligência por exercícios espirituais, por uma intensa vida sacramental, principalmente eucarística, e fervorosa oração. E façam isso de maneira mais intensa e peculiar antes da profissão perpétua Terminado o noviciado e comprovada a idoneidade do noviço, faz-se a profissão temporária dos votos por um tempo que deve ser determinado pelo ministro provincial com o noviço; tal profissão deve ser renovada espontaneamente até a profissão perpétua. Se houver dúvida quanto à idoneidade, o tempo de provação pode ser prorrogado pelo ministro provincial, mas não por mais de seis meses. Se não for julgado idôneo, o noviço seja demitido. 2 Em princípio, o tempo dessa profissão não deve ser nem mais breve do que um triênio nem mais longo do que um sexênio; e pode ser prorrogado, mas de maneira que todo o tempo em que o frade fica ligado pela profissão temporária não exceda nove anos. 3 A profissão perpétua, se o frade for julgado idôneo e o pedir espontaneamente, será emitida no tempo determinado pelo ministro provincial depois de ter ouvido o próprio profitente, salva a integridade dos três anos de profissão temporária e nunca antes dos vinte e um anos de idade completos. Por ela o candidato é Constituições OFMCap (2003) 15

16 definitivamente incorporado à Fraternidade, com todos os direitos e obrigações, de acordo com as Constituições. 4 Terminado o tempo da profissão, o frade pode ir embora e, se houver causas justas, pode ser excluído da profissão subseqüente pelo superior maior competente, ouvido o seu conselho. 5 Sejam observadas as outras determinações do direito universal a respeito da profissão, especialmente quanto à disposição dos próprios bens antes da profissão temporária e perpétua Na cerimônia da primeira profissão faz-se a entrega do hábito religioso, mesmo que já se tenham recebido antes as vestes da provação. Lembremo-nos de que as roupas que vestimos devem ser sinal tanto de nossa consagração a Deus como de nossa minoridade e de nossa fraternidade. 2 Revestidos do Cristo manso e humilde, não sejamos menores de mentira mas verdadeiros, de coração, de boca e de ação. 3 Os sinais de humildade que os frades usam externamente pouco adiantam para a salvação das almas se eles mesmos não estiverem animados pelo espírito de humildade. 4 Por isso, a exemplo de São Francisco, lutemos para ser bons com todas as nossas forças, e não só para o parecermos, sendo os mesmos no que dizemos e no que vivemos, por dentro e por fora e, como nos admoesta a Regra, julgando-nos menores do que todos, sejamos os primeiros a honrar os outros. 5 Nosso hábito, de acordo com a Regra e a tradição da Ordem, consta de uma túnica com capuz, de cor castanha, do cordão e das sandálias, ou, quando houver causa justa, dos sapatos. 6 Como sinal de sua consagração e dando testemunho de pobreza, os frades usem o hábito da Ordem. A norma de pluriformidade vale também para o costume de usar barba A fraternidade local, nas ocasiões estabelecidas pelo ministro provincial com o conselho do definitório, após uma informação prévia do mestre, faça um debate e uma reflexão comum sobre a idoneidade dos candidatos e também sobre sua maneira de agir com os candidatos. 2 Durante o noviciado e antes da profissão perpétua, os frades perpetuamente professos, que tiverem morado por quatro meses na respectiva fraternidade, manifestem seu julgamento também através do voto consultivo, da maneira que for determinada pelo ministro provincial. 3 Não se deve deixar de ouvir a opinião dos frades de votos temporários, embora não dêem votos. 4 Envie-se um relatório de cada uma dessas reuniões ao ministro provincial, bem como o resultado das votações, se tiverem sido feitas Ordena-se também que seja lavrado um documento da profissão temporária ou perpétua, dando a idade e outras indicações necessárias, assinado pelo próprio profitente, por quem recebeu a profissão e por duas testemunhas. 2 E esse documento, com os outros prescritos pela Igreja, seja diligentemente conservado no arquivo provincial; seja também anotado pelo ministro provincial no registro das profissões, que deve existir no arquivo. 3 Tratando-se da profissão perpétua, o ministro provincial deve fazer uma comunicação ao pároco de batismo do profitente O ministro provincial e também, por mandato especial, aqueles de que se falou no número 19, podem demitir o postulante ou noviço que julgarem não idôneo para nossa 16 Constituições OFMCap (2003)

17 vida. 2 Por motivo grave, que não admita demoras, têm a mesma faculdade o mestre de noviços e o diretor de postulantes, mas precisam do consentimento do Conselho da fraternidade. Informe-se imediatamente o ministro provincial. 3 O ministro geral, com o consentimento de seu definitório, pode conceder ao frade de votos temporários, que o pedir por causa grave, a licença para ir embora; o que, pelo próprio direito, implica a dispensa dos votos e de todas as obrigações provenientes da profissão. 4 Nas outras coisas que dizem respeito à passagem para um outro instituto de vida consagrada ou para uma sociedade de vida apostólica, à saída da Ordem ou à demissão de um frade, tanto depois dos votos temporários como depois dos perpétuos, observem-se as prescrições do direito da Igreja universal. Artigo VI A formação especializada Escreve São Francisco no Testamento: Os que não sabem trabalhar, aprendam. 2 Essa advertência tem para nós um sentido sempre renovado e cada vez mais urgente. Pois não se pode dar conta do trabalho convenientemente sem ter adquirido uma formação especializada e adequada. 3 É dever da Ordem ajudar todos os frades a desenvolverem sua graça especial de trabalhar. Pois é trabalhando que os frades se animam uns aos outros na vocação e fazem crescer a harmonia da vida fraterna. 4 Cada frade seja formado de acordo com seus dons para os diversos encargos. Por isso, aprendam uns artes e ofícios, enquanto outros se dediquem a estudos pastorais ou científicos, principalmente sagrados Mas todos os frades, servindo ao Senhor na minoridade, lembrem-se que, acima de tudo, devem desejar ter o espírito do Senhor e sua santa operação. 2 Cuidem por isso os frades que, tornando-se hábeis em suas mãos e solidamente instruídos em suas mentes, façam-se ao mesmo tempo competentes e santos na graça especial do trabalho. 3 Entreguem-se à formação especializada com espírito de abnegação e disciplina, na medida de suas capacidades, para contribuírem com o desenvolvimento pessoal e cultural para o bem comum da Ordem, da Igreja e da sociedade humana. 4 Os estudos, iluminados e vivificados pelo amor de Cristo, devem estar absolutamente de acordo com a índole de nossa vida. 5 Por isso, nos estudos que fizerem, cultivem os frades o coração e a inteligência, de maneira a progredir na vocação segundo o pensa-mento de São Francisco; de fato, a formação para qualquer tipo de trabalho é parte integrante de nossa vida religiosa Os frades chamados às ordens sacras devem ser formados segundo as normas da Igreja, levando em consideração a índole própria de nossa Ordem. Mas, para a recepção das ordens sacras, necessitam do consentimento do ministro provincial e de seu definitório. 2 Cada província providencie com o mesmo cuidado a formação intelectual, apostólica e técnica dos outros frades, de acordo com as atribuições de cada um. 3 A formação nas disciplinas filosóficas e teológicas, principalmente de acordo com a doutrina franciscana, deve contribuir harmonicamente para abrir gradualmente o mistério de Cristo em suas mentes. 4 A solicitude pastoral, em nossa Ordem apostólica, deve penetrar de tal Constituições OFMCap (2003) 17

18 maneira toda a formação, que todos os frades, de acordo com a capacidade de cada um, possam anunciar por palavras e atos o Reino de Deus, como discípulos e profetas de nosso Senhor Jesus Cristo, levando em conta as necessidades pastorais das regiões e o dever missionário e ecumênico da Igreja. 5 Os ministros provinciais, com o consentimento do definitório, erijam nas províncias os centros para dar a devida formação especializada aos frades; ou então providenciem de outra maneira, sobretudo por colaboração entre as províncias ou entre as famílias franciscanas, na medida em que as circunstâncias locais o permitirem. 6 Quando os frades em período de formação inicial, por circunstâncias e exigências da região e da província, freqüentarem centros de educação fora da Ordem, a formação religiosa franciscano-capuchinha deve ser suprida sempre e com muito cuidado. 7 Cuidem os ministros provinciais que os frades aptos sejam preparados em institutos, faculdades ou universidades de maneira especial nas ciências sagradas, e também em outras ciências, artes e ofícios, como parecer oportuno para o serviço da Igreja e da Ordem Os formadores devem ser conscientes de que os frades formandos são os agentes principais da formação a adquirir e que essa responsabilidade cabe principalmente a eles, em colaboração confiante com os formadores. 2 No método de ensino, nos diálogos com os alunos, nos exercícios práticos, cuidem os formadores que os frades em formação adquiram uma cultura viva e coerente. 3 Sejam diligentemente cuidadosos ao preparar e ao dar as aulas, sob a orientação do magistério da Igreja. Esforcem-se pelo progresso de suas matérias e adaptem suas lições aos princípios doutrinais da Igreja. 4 Recomenda-se, finalmente, que se empenhem em escrever e publicar pesquisas e trabalhos científicos, especialmente sobre temas franciscanos. Os Institutos Franciscanos mantidos pela Ordem podem fornecer subsídios a eles e aos outros frades para essa finalidade. 5 Além da biblioteca central ou regional, que muito se recomenda, haja em todas as nossas casas uma biblioteca comum, provida convenientemente para as necessidades de cada uma das fraternidades. Onde for possível, seja permitido o acesso mesmo de pessoas estranhas às nossas bibliotecas, tomando-se as devidas cautelas. Artigo VII A formação permanente Formação permanente é o processo de renovação pessoal e comunitária e de coerente ajustamento das estruturas, pelo qual tornamo-nos capazes de viver sempre a nossa vocação segundo o Evangelho nas situações concretas de cada dia. 2 Embora envolva a pessoa inteira de modo unitário, a formação permanente tem duplo aspecto: é uma conversão espiritual por uma contínua volta às fontes da vida cristã e ao espírito primigênio da Ordem com sua adaptação ao tempo; e é também uma renovação cultural e profissional por uma adaptação, por assim dizer, técnica às condições dos tempos. Tudo isso concorre para uma fidelidade maior a nossa vocação O frade que concluiu o tempo de formação inicial não pode julgar-se instruído por toda a vida. Por isso, a formação permanente é destinada a todos os frades. 2 É fora de dúvida que, acima de tudo, todos os frades têm o dever e o direito de dedicar-se à própria 18 Constituições OFMCap (2003)

19 formação permanente, porque a formação permanente não é senão a contínua realização de nossa vocação. 3 E ao mesmo tempo tal formação deve ser vista como obrigação ordinária e pastoral de todos os superiores Em cada província devem ser promulgadas normas especiais a respeito da formação permanente, de acordo com os diversos lugares e as condições de pessoas e tempos. 2 O programa seja orgânico, dinâmico e completo, devendo abranger toda a vida religiosa à luz do Evangelho e do espírito de fraternidade. 3 O sistema de vida cotidiana favorece bastante a formação permanente. De fato, a primeira escola de formação é a experiência diária da vida religiosa, no ritmo normal da oração, reflexão, convivência e trabalho. 4 Além disso, recomendam-se vivamente os meios ou subsídios extraordinários, como as iniciativas novas ou renovadas de formação permanente que já existem no âmbito das diversas províncias ou regiões, ou das Conferências dos Superiores Maiores, a partir das fraternidades locais ou provinciais. 5 Nosso Colégio Internacional de Roma é recomendado para fomentar o espírito de fraternidade em toda a Ordem, para cuidar da formação e para promover a cultura franciscana Cada um dos frades cuide diligentemente de prosseguir com dignidade na vocação franciscano-capuchinha, a que foi chamado por Deus. 2 Por isso, esforcemo-nos por conservar e confirmar o dom da vocação religiosa e da perseverança, para nós mesmos e para os outros, por uma colaboração fiel, uma vigilância prudente e uma oração constante. 3 Tomemos cuidado, também, irmãos, para não cairmos na apostasia do coração, que acontece quando alguém, por tibieza, sob um aspecto religioso exterior, leva um coração mundano e se afasta do espírito e do afeto por sua vocação, seguindo o espírito de soberba e prazer deste mundo. Lembrando-nos do que disse o apóstolo: não vos conformeis com este século, fujamos de tudo que cheirar a pecado e debilitar a vida religiosa. 4 Esforcemo-nos portanto para que, tendo deixado o mundo, nada mais desejemos, nada mais queiramos, nada mais nos dê prazer a não ser seguir o espírito do Senhor e sua santa operação, querendo agradar-lhe sempre, para sermos verdadeiramente irmãos e pobres, mansos, sedentos de santidade, misericordiosos, puros de coração, de maneira que o mundo venha a descobrir em nós a paz e a bondade de Deus. Constituições OFMCap (2003) 19

20 CAPÍTULO III A vida de oração dos frades A oração a Deus, como respiração de amor, começa pela moção do Espírito Santo pela qual o homem interior atende à voz de Deus que fala em seu coração. 2 Porque Deus, que nos amou primeiro, fala de muitos modos: em todas as criaturas, nos sinais dos tempos, na vida dos homens, em nosso coração e principalmente mediante seu Verbo na história da salvação. 3 Na oração, respondendo a Deus que nos fala, atingimos a plenitude tanto quanto saímos do amor próprio e passamos para a comunhão com Deus e com os homens em Cristo Deus-Homem. 4 Pois o próprio Cristo é nossa vida, oração e ação. 5 Por isso mantemos verdadeiramente um colóquio filial com o Pai, quando vivemos Cristo e oramos em seu Espírito, que clama em nosso coração: Abbá, Pai! 6 Consagrados de maneira mais íntima ao serviço divino pelos conselhos evangélicos, procuremos continuar fiel e constantemente essa vida de oração com liberdade de espírito. 7 Cultivemos, portanto, o espírito da santa oração e devoção, ao qual todas as outras coisas temporais devem servir, para nos tornarmos verdadeiros seguidores de São Francisco, que mais parecia a própria oração que um homem a orar. 8 Desejando acima de tudo ter o Espírito do Senhor e sua santa operação, orando sempre a Deus com coração puro, demos aos homens de hoje um testemunho de oração autêntica, para que todos vejam e sintam em nosso rosto e na vida de nossas fraternidades a bondade e a benignidade de Deus presente no mundo Seja a oração a manifestação peculiar de nossa vocação de frades menores. 2 Oramos verdadeiramente como irmãos quando nos reunimos em nome de Cristo, em mútuo afeto, de modo que o Senhor esteja realmente no meio de nós. 3 E oramos verdadeiramente como menores, quando vivemos com Cristo pobre e humilde, apresentando ao Pai o clamor dos pobres e participando efetivamente de sua condição de vida. 4 Como nos ensinaram os profetas, os salmistas e o próprio Cristo, não fuja nossa oração da realidade mas, a exemplo de São Francisco, que encontrou o Senhor em um leproso, encarne-se cada dia mais nas situações da vida, nos acontecimentos da história, na religiosidade popular e na cultura própria de cada região. 5 Assim a oração e a ação, inspiradas por um só e o mesmo Espírito do Senhor, não se oporão uma à outra mas se complementarão. 6 A oração franciscana é afetiva, isto é, oração do coração, que nos leva à experiência íntima de Deus. Quando contemplamos Deus sumo Bem, do qual procede tudo que é bom, devem brotar de nossos corações a adoração, a ação de graças, a admiração e o louvor. 7 Sabendo ver Cristo em todas as criaturas, vamos pelo mundo anunciando a paz e a penitência, convidando todos a louvar a Deus, como testemunhas de seu amor Consagrados ao serviço de Deus pelo batismo e pela profissão religiosa, demos o maior valor à sagrada liturgia, que é o exercício da função sacerdotal de Jesus Cristo, o ponto alto de toda a ação da Igreja e a fonte da vida cristã, e procuremos alimentar com ela a vida pessoal e fraterna, abrindo aos fiéis os seus tesouros. 2 Por isso, demos a maior importância ao mistério da Eucaristia e ao Ofício Divino que, para São Francisco, deviam dar a forma a toda a fraternidade. 3 Contribuirá muito para essa finalidade designar nas 20 Constituições OFMCap (2003)

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