O CONTO DE FADAS E A ARTE DE REPRESENTAR

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O CONTO DE FADAS E A ARTE DE REPRESENTAR"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO O CONTO DE FADAS E A ARTE DE REPRESENTAR Dois olhares: o do imaginário simbólico e o real da criança DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM LITERATURA PORTUGUESA ESPECIALIZAÇÃO EM LITERATURA INFANTO-JUVENIL Maria Aires Dias VILA REAL, 2010

2 UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO O CONTO DE FADAS E A ARTE DE REPRESENTAR Dois olhares: o do imaginário simbólico e o real da criança Maria Aires Dias Trabalho realizado sob orientação da Professora Doutora Maria José dos Santos Cunha Dissertação apresentada na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro para obtenção do grau de Mestre em Literatura Portuguesa, especialização em Literatura Infanto-Juvenil. VILA REAL, 2010

3 À minha filha, a minha princesa.

4 AGRADECIMENTOS Quero agradecer a todos aqueles que contribuíram, de forma presente ou indirecta, para a realização deste trabalho. Assim, as minhas primeiras palavras vão para a Professora Doutora Maria José dos Santos Cunha, pela paciência, sabedoria, encorajamento nos momentos difíceis, dedicação e orientação com que nos acompanhou ao longo deste trabalho. Aos professores do Mestrado com quem tive o prazer de trabalhar e por todos os seus ensinamentos, que conduziram à realização deste sonho. Ao meu pai, pela força que me deu. Ao meu marido, Luís, pela paciência, compreensão e pelas horas compartilhadas na realização deste trabalho. Obrigada. À minha filha, ao meu irmão, e ao Bruno a minha gratidão, pelos momentos da minha ausência que aceitaram sempre com uma palavra de incentivo. Às amigas Cristina e Fatinha, companheiras de viagens, pela amizade e palavras de coragem. Obrigada por acreditarem em mim.

5 RESUMO A hora de dormir assumia no passado um momento de intimidade e de partilha entre pais/avós e filhos, no qual o conto de fadas e ou as histórias de encantar tinham um papel de destaque. Recordar estes momentos traz à memória de muitos de nós boas e gratas recordações dos contos nossos preferidos, que noite após noite, nos eram repetidos pela voz doce dos avós e ou dos pais, até o sono chegar. Foi pois a vontade de podermos de alguma forma contribuir para o reatar desta tradição tão benéfica para as crianças, que nos motivou a implicar neste trabalho de investigação intitulado O conto de fadas e a arte de representar. Dois olhares da criança: o do imaginário simbólico e o real, como forma de conseguirmos respostas para a nossa questão inicial que formulámos da seguinte forma: Qual a importância do conto de fadas e ou historias de encantar na formação da criança e no seu percurso de vida, na perspectiva da própria criança, dos pais e dos professores, cientes de que de acordo com as hipóteses por nós formuladas O conto de fadas e ou histórias de encantar possibilitam melhorar o desenvolvimento e formação da personalidade da criança e o conto de fadas ajuda a criança a alcançar a sua individualidade e identidade. Os objectivos que nos movem vão no sentido de através do conto de fadas e da arte de representar se conseguir uma melhor formação da criança. O término do estudo possibilitou-nos concluir que é importante manter a tradição de contar e ler histórias, nomeadamente contos de fadas não apenas pelos momentos de prazer e entretenimento que proporcionam às crianças mas também pela forma como enriquecem o seu imaginário e as levam a adquirir modelos, normas de conduta e valores que as acompanham pela vida fora.

6 ABSTRACT Sleeping time in the past was assumed as a moment of intimacy and share among parents/grandparents and children on which the fairy-tale and/or the enchanting stories had a prominent role. Remembering these moments bring back to the memory of many of us good and gratful memories of our favourite tales that night after night our grandparents and/or parents repeated to us with a sweet tone before bedtime. Because of that determination of giving some contribution for the maintaining of this tradition so benefitial to children we were motivated to include on this search work intittled "The fairy-tale and the performance art. Two looks of the child: the representative imaginary and the real" as a way to reach answers for our initial question which we formulated the following way: "What`s the importance of the fairy-tale and/or enchanting stories in the formation of a child and in her life course on her own point of view, on her parents and teachers", conscious that according to the assumptions formulated by us "The fairy-tale and/or enchanting stories enable to improve the development and the formation of child`s personality" and "the fairy-tale helps the child to achieve her personality and identity". The purposes which move us go in the way that through the fairy-tale and performance art we can achieve a better development of the child. The landmark of the study gave us the possibility to conclude that`s important to keep the tradition of telling and reading stories, namelly fairy-tales not only for the moments of pleasure and entertainment they offer to children but also for the way they enrich their imaginarium taking them to acquire models, behaviour norms and values which go with them along their life.

7 INDICE Introdução. 8 Parte I 9 Capitulo 1 - As origens da Literatura Infanto-Juvenil A Literatura Infanto-Juvenil e sua evolução O Conto de Fadas e a Arte de Representar O Conto de Fadas e a Arte de Representar dois Olhares da Criança: o do seu imaginário simbólico e o real A Importância do Conto de Fadas na Formação da Criança 23 Capítulo 2 - O Fascínio de Representar/Dramatizar Representar/Dramatizar Contos de Fadas e o que isso Representa para o Imaginário Simbólico e Real da Criança O Fascínio da Representação na Criança O Saber Contar Contos de Fadas e ou Histórias de Encantar Uma breve abordagem psicanalítica do conto de fadas A Fada Oriana de Sophia de Mello Breyner Andresen O Papel do professor na Formação de Cidadãos Críticos 46 Parte II.. 55 Capitulo 3 Técnicas expressivas A criança, o teatro e a expressão dramática 55 2 O imaginário e o real na representação O interesse e a imaginação da criança pela Expressão Dramática.. 58 Capitulo 4 Metodologia Levantamento do estudo, questão inicial e hipótese Objectivos a alcançar Instrumento de recolha de dados. 62

8 4 Constituição da amostra.. 63 Capitulo 5 Apresentação e interpretação dos resultados resultantes dos instrumentos de recolha de dados Caracterização do contexto de análise Apresentação e análise dos dados recolhidos Reflexão sobre os resultados conseguidos.. 97 Conclusão. 100 Bibliografia Apêndices Questionário a crianças do 1º ciclo do Ensino Básico Questionário aos pais dos alunos do 1º ciclo do Ensino Básico Questionário a professores do 1º ciclo do Ensino Básico.. 112

9 INTRODUÇÃO Uma incursão pela literatura de encantar é, sem dúvida, uma viagem por um universo fantástico, uma vez que é dotada de poder e magia apropriada à arte de representar. No âmbito dessa literatura, os contos que ainda hoje permanecem vivos, continuam a ter um papel relevante no mundo da representação, o que nos motivou a levar por diante este trabalho como forma de abordar a importância do conto de fadas na formação da criança e o papel que a representação de muitos desses contos tem, de uma forma simbólica ou realista, no imaginário dos mais pequenos. Na generalidade das famílias, a hora de dormir assumia no passado um momento de intimidade e de partilha entre pais/avós e filhos, no qual o conto de fadas e ou as histórias de encantar tinham um papel de destaque. Recordar estes momentos traz à memória de muitos de nós boas e gratas recordações dos contos nossos preferidos, que noite após noite, nos eram repetidos pela voz doce dos avós e ou dos pais, até o sono chegar. Mas será que as crianças de hoje vão poder recordar momentos de encantar idênticos daqui a alguns anos? É obvio que a maior parte das famílias, com a vida agitada que entretanto se instalou, foi perdendo este hábito de contar histórias aos mais pequenos, tornando-se importante recuperarmos estes momentos familiares, que davam prazer, entretinham e ensinavam a criança, levando a que através das histórias adquirissem modelos, normas de conduta e percursos de vida, já que a linguagem, a mensagem e os valores que cada história transmite, são relevantes para a formação da criança que vê as histórias através de dois olhares o do seu imaginário e o real. Foi pois a vontade de podermos de alguma forma contribuir para o reatar desta tradição tão benéfica para as crianças, que nos motivou a implicar neste trabalho de investigação intitulado O conto de fadas e a arte de representar. Dois olhares da criança: o do imaginário simbólico e o real, como forma de conseguirmos respostas para a nossa questão inicial que formulámos da seguinte forma: Qual a importância do conto de fadas e ou historias de encantar na formação da criança e no seu percurso de vida, na perspectiva da própria criança, dos pais e dos professores, cientes de que de acordo com as hipóteses por nós formuladas O conto de fadas e ou histórias de encantar possibilitam melhorar o desenvolvimento e formação da personalidade da criança e o conto de fadas ajuda a criança a alcançar a sua individualidade e 8

10 identidade. Os objectivos que nos movem vão no sentido de através do conto de fadas e da arte de representar se conseguir uma melhor formação da criança. O estudo incidirá sobre alguns aspectos essenciais. Assim o trabalho está dividido em duas partes que abrangem um total de cinco capítulos. No primeiro desses capítulos debruçamo-nos sobre as origens da literatura infanto-juvenil; no segundo tratamos do fascínio de representar/dramatizar; no terceiro capítulo tratamos das técnicas expressivas, no quarto referimo-nos à metodologia adoptada; no quinto e último fazemos a apresentação e interpretação dos resultados seguindo-se a conclusão do trabalho. PARTE I CAPÍTULO 1 - AS ORIGENS DA LITERATURA INFANTO- JUVENIL 1. A LITERATURA INFANTO-JUVENIL E A SUA EVOLUÇÃO A delimitação das origens da manifestação da literatura infantil enquanto tal, não é consensual. No período que decorre da idade média até finais do séc. XVIII, não se pode falar ainda da sua existência. Na sua origem, a literatura infantil misturou-se com a literatura tradicional de transmissão oral que, durante muito tempo, funcionou como veículo de conhecimentos e crenças de uma comunidade, reflectiu os mais variados sentimentos de um povo, os seus hábitos, usos, costumes, vícios e transmitiu valores estéticos, pedagógicos, linguísticos e históricos, para além de outros. As experiências vividas eram guardadas pelo homem na memória porém quando a memória falhava, o homem antigo procurava suprimir essa falha através da imaginação, recheada de seres mágicos e de encantar. Com o tempo o homem teve necessidade de explicar a si próprio o mundo e os fenómenos que admirava e, como forma de transmitir as suas experiências às gerações seguintes de uma forma sucinta e clara, surge então a narração criadora e o primeiro estágio da arte de narrar é o mito, intimamente associado ao sobrenatural e à superstição, exaltando as forças da natureza como o vento, o fogo, a água, frio, calor. Para explicar os factores naturais que o homem desconhece nasce a lenda, uma história das primeiras lutas do homem, do seu desconhecimento e da sua constante preocupação no entendimento do mistério que o 9

11 rodeia, como o céu, a terra, o mar, as migrações dos povos e dos animais e mesmo factores decorrentes no seu dia-a-dia. Se o mito é sempre trágico, a lenda possui um final maravilhoso, personagens sobrenaturais e está marcada por um profundo sentido de fatalidade que conta o esforço do homem para construir a sua arte, a sua cultura fixando a presença do destino e da providência nas suas explicações. Também as histórias dos contos de fadas não foram imaginadas, nasceram de factos reais guardados pelas memórias dos povos. A literatura infantil, uma literatura escrita que se perpetua através de suportes materiais nutre-se dessas grandes narrativas míticas que são as fábulas, os mitos, as lendas, os contos de fadas e outros, em que o maravilhoso e o imaginário predominam, o que faz dela fonte privilegiada para os relatos ficcionais. Pode-se, por conseguinte, afirmar, sem medo de cair no exagero, que foi exactamente na literatura tradicional que a literatura infantil encontrou, desde sempre, a sua principal fonte de inspiração e o seu modelo mais elementar. De entre as diferentes manifestações da literatura tradicional de transmissão oral, as histórias que o homem conseguiu passar de geração em geração são a contribuição mais profunda na literatura infantil. Mimoso e Couto referem a propósito que: Há toda uma tradição que remonta aos Hebreus, Árabes, Egípcios, Gregos de fábulas, parábolas, contos fantásticos, vidas de Santos, vida dos deuses, a que as crianças tinham acesso, mas que não eram destinados apenas às crianças, mas a toda a família. O custo do livro e a enorme taxa de analfabetismo reduziam muito o contacto com a literatura escrita. Eventualmente, as crianças ouviriam ler alguns excertos de obras de literatura de cordel, dos textos sagrados, de almanaques ou gazetas, mas, mesmo assim, pelo menos estes últimos só se tornaram correntes no século XIX (2002:142). No século XVIII, a criança passa a ser considerada um ser diferente do adulto e começa então a delinear-se, embora de forma ténue, a literatura infantil propriamente dita, que só consegue emancipar-se verdadeiramente no nosso país pelas mãos da geração de 70. O século XIX foi um marco no nascimento da literatura infantil escrita, ou melhor, da literatura que é destinada à criança. Com a revolução industrial toda a literatura se difunde. Grandes transformações sociais ocorrem, a família tradicional transforma a sua vida em parte devido à procura de melhores condições de trabalho. 10

12 Verifica-se um crescimento demográfico e consequente aumento cultural da população, com um público interessado na literatura da época. No dizer de Marques (1976: 51), na realidade, um dos aspectos mais importantes do Portugal oitocentista foi o seu surto cultural. Porém, a ascensão e implantação da literatura infantil foi morosa e só a partir da segunda metade do século XIX há uma consciência do que é a literatura infantil, começando-se então a escrever para um público-alvo específico, não se podendo até aí falar de literatura infantil, porque apesar de haver literatura que suscitava o interesse das crianças, ela não lhe era destinada. A criança passa a ser o centro das atenções como destinatário da literatura, mas escrever para crianças é uma tarefa que requer muita mais responsabilidade do que escrever para adultos, na medida em que exige uma relação de quem escreve com o público a quem a literatura se destina, ou seja a criança. Assim, muitos autores que escrevem para crianças passam a recorrer aos contos tradicionais e a partir deles ou de outros contos, escrevem novos e modernos contos para crianças. É por isso que actualmente existem muitos contos de fadas modernos adaptados dos contos tradicionais. No entanto, a criança adapta-se perfeitamente a estas novas histórias. O enredo corresponde ao seu mundo e isso facilita que a criança se envolva na magia e fantasia dos contos e faz com que ela se adapte perfeitamente a estas novas histórias, o que não aconteceria se fosse de outra forma, pois a criança perderia todo o interesse por estes contos. É que como salienta Traça, Quando um conto resiste ao tempo, reúne através de diversas épocas o sufrágio de crianças e adultos, não é por veicular uma moral adulta, conformista, estabelecida, recomendada. Na maior parte dos casos, não é pura evasão conduz-nos ao âmago da vida e dos grandes problemas do homem. E este poder de catarse não reside só nos contos mais antigos, como insinua Bruno Bettelheim, mas também existe nos contos modernos que falam da guerra, do racismo, da exploração do homem pelo homem, das relações familiares, das relações de amizade, duma maneira intemporal. Porventura, tratar-se-á de um intemporal moderno (1992: 47). No século XX, há uma continuidade e um aprofundar do interesse na literatura infantil. A partir da década de 70 a cultura e literatura portuguesas são marcadas por um enriquecimento no domínio das obras infantis. A preocupação na adequação das obras às diversas idades das crianças, sendo de salientar a publicação de contos tradicionais, talvez numa tentativa de retomar a tradição. Autores como Adolfo Coelho, Guerra 11

13 Junqueiro, foram alguns dos proeminentes escritores cuja vertente direccionou para o imaginário infantil com contos infantis. Após o 25 de Abril de 1974 o livro infantil em Portugal adquire um valor primordial no desenvolvimento do imaginário infantil, proporcionando novas perspectivas para a leitura infantil. Surgem mais bibliotecas, com salas para crianças e jovens que por vezes interagem com as escolas. Com o decorrer do tempo as editoras alargam as suas capacidades de oferta de leitura para crianças e é cada vez mais evidente o recurso a obras traduzidas. No que respeita às obras literárias infantis a diversidade é bastante evidente nomeadamente no que diz respeito a livros de diversos formatos, livros com música, livros de desmontagem, livros plastificados adequados a actividades na água e variadíssimos contos de fadas. Relativamente ao conto juvenil, à poesia, ao texto dramático, a literatura para crianças tem vindo a evoluir no sentido de serem produzidas mais obras direccionadas ao público mais jovem. Já nos anos 80, nomes como Maria Alberta Meneres, Matilde Rosa Araújo entre outros, consagram-se como autores infantis, embora tenham iniciado a sua actividade literária em anos anteriores. Hoje pode dizer-se que o sector se mantém em constante evolução, com influência de obras que retomam temas do maravilhoso popular, que analisam o fantástico, que fazem uso de todas as potencialidades da linguagem e que levam ao debate interior. Sem possuir, em princípio, uma identidade própria no que diz respeito à sua composição estrutural, a literatura infantil surge, como sugerimos, no rastro das modalidades genéricas das narrativas tradicionais. Muitas vezes confunde-se com elas e, quase sempre, inspira-se nelas para a partir daí adquirir autonomia e atingir a sua maturidade. Porém, se a literatura infantil tem origem na idade oral do mito o livro infantil surgiu somente quando despertou a preocupação com a criança. O ideal da literatura infanto-juvenil no dizer de Goés (1991:22), ( ) é deleitar, entreter, instruir e educar as crianças, e melhor ainda se as quatro coisas de uma vez. Repetindo: educar, instruir e distrair sendo que a mais importante é a terceira. O prazer deve envolver tudo o mais. Se não houver arte que produza o prazer, a obra não será literária e, sim, didáctica. 12

14 O livro infantil ocupa ainda um lugar privilegiado sendo ponto de encontro entre duas artes, a da palavra e a da forma o texto e a sua ilustração. O texto revela a imagem e a imagem revela o texto, aumentando assim a eficácia do livro. 2. O CONTO DE FADAS E A ARTE DE REPRESENTAR Desde sempre o homem sentiu a presença de forças e poderes superiores que não consegue explicar, conhecer ou compreender. E porque o desconhecido exerce grande poder sobre o ser humano, este vive numa permanente ânsia de sabedoria e controle da própria vida. A literatura é a expressão que melhor reflecte este aspecto da vida humana, com destaque para as narrativas maravilhosas herdadas dos povos da antiguidade e que assumem um papel de relevo no darmos valor à vida. As narrativas populares maravilhosas assumem duas formas importantes: os contos de fadas e os contos maravilhosos. Os contos de fadas desenvolvem-se dentro da magia e, com ou sem a presença de fadas contam com personagens maravilhosas, tais como reis e rainhas, príncipes e princesas, fadas, génios, bruxas, gigantes, anões e outros. O conto, enquanto história é uma sucessão de acontecimentos transformadores de uma situação inicial numa nova situação. Para que suceda uma modificação, é necessário que um acontecimento provoque um desequilíbrio no estado inicial, e prepare uma alteração que terminará num equilíbrio. Os lugares onde decorre a acção têm um carácter mágico e simbólico, sendo somente sublinhados os traços funcionais do espaço, ou seja, o quadro que faz parte da própria acção. Por vezes, ocorrem transformações e o tempo e o espaço, situam-se fora da realidade conhecida. Os contos de fadas têm como eixo gerador uma problemática existencial e a realização essencial do herói ou da heroína. Os contos maravilhosos, por seu lado, não contam com a presença de fadas mas, porque se desenvolvem num quotidiano mágico, contam com a presença de génios, duendes, animais falantes e objectos mágicos. Têm como eixo gerador estes contos, uma problemática social e neles, o tempo e o espaço, são reconhecíveis e familiares. Dado que a visão mágica do mundo deixou de ser privativa das crianças, para ser assumida pelos adultos (Coelho, 1991: 9), nos nossos dias, verifica-se a coexistência entre o pensamento racional e o pensamento mágico. 13

15 35), Os contos maravilhosos de fadas, são contos que na opinião de Parafita (2001: ( ) respeitam os conteúdos narrativos nem sempre homogéneos e neles cabem personagens de vasta latitude semiológica ( ). É uma narrativa de conteúdo maravilhoso, independentemente das condições do mundo real, com as suas categorias de tempo, espaço e causalidade, e das exigências de credibilidade. Os contos de fadas pertencem ao universo do maravilhoso e de acordo com Coelho têm como eixo gerador uma problemática existencial ou seja, a realização pessoal do herói ou heroína que, em geral, está visceralmente ligada à união homemmulher (1987: 13). As personagens em geral são poucas, às vezes crianças e outras jovens em idade de casar, provenientes de uma humilde cabana ou de um luxuoso palácio encantado. As origens das personagens, as características que as distinguem, o seu modo de actuar são exagerados, por vezes até demasiado ou seja, ou são demasiado boas ou perversas, belas ou horrendas, medrosas ou valentes, podem ser princesas ou bruxas, gigantes, anões, reis disfarçados de mendigos ou mendigos transformados em reis e cavaleiros. No que respeita às personagens secundárias predominam os pais, a avó, a madrasta e até as cortes dos reis e os trabalhadores como exemplificação e referência à sociedade sofredora e trabalhadora. Isto porque na opinião de Traça os contos populares foram actos simbólicos através dos quais os camponeses enunciaram, as suas aspirações, projectaram a possibilidade de um conjunto de meios imaginários que lhes permitisse esperar uma metamorfose nas suas vidas (1992: 46). Os animais fazem também parte destes contos, mas são dotados de alma e os diversos objectos que entram nos contos de fadas como espelhos, varinhas, vassouras e lanterna são em geral animados. As qualidades físicas ou morais revelam-se bastante nítidas em cada personagem que personifica a bondade, a maldade, a beleza, a covardia, a coragem, a modéstia, ou o orgulho. Essas qualidades são realçadas na trama que preenche os actos, e no final dos quais triunfa a bondade sobre a maldade e o belo sobre o feio. Os contos de fadas são sem dúvida uma das melhores recordações do tempo em que fomos criança, sobretudo para quem teve avós e mães que dedicavam uma parte do seu tempo a contar-lhos. Ouvi-los era como fazer uma viagem por um universo fantástico, onde o poder e a magia fascinavam de tal forma que apesar de se ouvir o 14

16 mesmo conto, inúmeras vezes, este continuava a fascinar-nos ao ponto de o sabermos dizer de cor. O enredo dos contos de fadas exige que o herói ultrapasse provas e obstáculos, para assim se sentir realizado, como um verdadeiro ritual iniciático, para que o herói alcance a sua auto-realização existencial, seja pelo encontro do verdadeiro eu, seja pelo encontro da princesa, que encarna o ideal a ser alcançado (Coelho, 1987: 13). Os contos de fadas são fundamentais para que a criança possa crescer em equilíbrio e hoje em dia alguns estudiosos vêm reconhecendo a sua importância formativa na personalidade dos mais novos, na medida em que lhes garantem um feedback de saberes e lembranças de uma infância vivida e sonhada. Traça afirma que o conto parece encarregado pela tradição oral de que saiu, de uma missão educativa da maior importância, que consiste em ensinar à criança que é preciso passar de uma idade a outra, de um estado a outro, através de metamorfoses dolorosas (1992: 88). Com estas narrativas de encantar, a criança pode estabelecer melhor a fronteira do Bem e do Mal, do Moral e do Imoral, do Bom e do Mau, do Bonito e do Feio e a violência, o sofrimento e a morte que por vezes marcam a sua presença nestes contos, não a incomodam nem atormentam, até porque como refere Costa (1997: 170). Esta violência que aparece nos contos de fadas, escutados ou lidos, não é a que perturba a sua tranquilidade, bem pelo contrário pois lhe é indispensável, ( ), para que possa crescer em equilíbrio. Exactamente porque o conto contém mensagens secretas, ( ), dialoga com a criança a um nível que não entendemos completamente, que não conseguimos justificar, nem ela claro, mas é um diálogo conseguido. É um diálogo que a atinge na sua interioridade e que lhe permite proceder à arrumação da casa em desordem. No seu percurso de vida, a criança adquire vivências e experiências que a fazem evoluir como ser humano e adquirir a maturidade que lhe permite dar um sentido à vida. No entanto, para que ela consiga isso são necessárias experiências de crescimento, conseguidas passo a passo, sendo a literatura infantil um caminho valioso de informação para o seu crescimento, na medida em que através dos contos de fadas, a criança, aprende a ultrapassar conflitos, a construir mecanismos de defesa e a formar a sua personalidade. Assim, a criança que tem o privilégio de crescer com os contos de fadas, de viver a magia das suas personagens preferidas e muitas vezes ser a referência do herói ou heroína aprende a superar obstáculos, porque estes contos enriquecem a sua 15

17 vida interior e ajudam-na a confrontar-se como refere Bettelheim (1998: 16) com as exigências básicas do homem, que fazem parte intrínseca da existência humana. O conto de fadas fala às crianças na linguagem de símbolos, representa conteúdos inconscientes e as situações improváveis, que são apresentadas à criança como comuns, ou seja como algo que poderia suceder a qualquer um de nós. O final de contos de fadas é sempre feliz transmitindo um consolo final. Traça escreve que na maior parte dos contos, a satisfação dos desejos é um programa de sobrevivência, não uma evasão no imaginário, as raízes no mundo real são palpáveis (1992: 44). Na sociedade antiga a criança não era vista como elemento importante no seio familiar, e não se dava valor à infância. A literatura era para o adulto não havendo espaço para a criança. Nos nossos dias porém, verificamos que a literatura infantil é recheada de grande valor cultural antigo e adapta os contos de fadas ao quotidiano da criança e do homem em geral. É importante referir que a figura central do conto de fadas é a fada, assim como outros seres que pertencem ao mundo feérico. A fada está quase sempre presente nestes contos ou pela sua beleza e bondade ou pelas suas intervenções maléficas. Características de um mundo não natural, referidas ao longo das histórias, surgem a varinha do condão, o cavalo branco ou outro animal, por exemplo a corsa. A beleza, o palácio, as jóias, a cor branca, quase sempre marcas do mundo feérico também fazem parte. A fada que tem o dom de se metamorfosear e assumir formas diversas, detém um poder quase ilimitado. Costa afirma mesmo que a fada É um ser sobrenatural, oriundo de um outro espaço, de um mundo outro, possuidora de grande poder que utiliza como lhe apraz. A sua presença junto dos mortais surge quando ela assim o decide e os privilegiados são escolhidos segundo o seu critério. A fada define-se ainda pela excepcionalidade dos dons concedidos, que deixam marcas que interferem em todo o percurso do herói. Estas marcas são sobretudo de natureza positiva mas também podem ocorrer intervenções maléficas que raramente vêm a concretizar-se (1997: 26). É este maravilhoso, esta universalidade que permite à criança dialogar com o mundo povoado de seres feéricos. No entanto, há uma clivagem entre o bem e o mal, que acaba com o desenrolar da história, com o bem a vencer o mal, levando a que a criança queira muitas vezes ser parecida com uma ou outra personagem, que elegeu como o seu herói ou heroína, personagem que triunfa perante o mal e, deste modo, a 16

18 regra é facilmente interiorizada pela criança. Esta cultura popular antiga, que tanto agrada a todas as gerações fez e faz parte da infância de todos nós e a todos possibilita enquanto crianças, um despertar de emoções, viagens pelo mundo de encantar, e o verem estes contos através de dois olhares, o do imaginário simbólico e o real. O simples começo dos contos de fadas: Era uma vez, Há muitos anos, Naquele tempo, Num reino distante, em que toda a narrativa é envolvida por acontecimentos mágicos de encantar e, deixa a criança envolvida num ambiente mágico. Sobre a relação da criança com o conto de fadas. Bettelheim defende que o conto de fadas faz sair a criança do mundo real permitindo-lhe enfrentar problemas psicológicos profundamente enraizados e incidentes causadores de ansiedade a fim de realizar a sua autonomia (in Traça, 1992: 46). Depois dos pais, avós, de toda a herança cultural passada de geração em geração, também a literatura infantil é uma ajuda preciosa, indispensável no desenvolvimento intelectual e emocional da criança e a que melhor informação contém para ela, não fossem as personagens dos contos de fadas elementos centrais das narrativas nas quais a criança se revê quando elege o seu herói ou heroína preferida. De igual forma, o final feliz do conto de fadas e viveram felizes para sempre é importante para a criança, na medida em que o bem é sempre compensado e está ao alcance de qualquer um, apesar dos obstáculos e das provas difíceis a que tiveram de se submeter. É que como refere Traça (1992: 32) se as personagens centrais vivem felizes para sempre, é porque se desenvolveram como seres humanos num grau tal, que merecem a felicidade que recebem. Um pai ou uma mãe, um avô ou uma avó, ao contar uma história de fadas a uma criança está a demonstrar-lhe que tem em atenção as suas experiencias interiores, personalizadas através desses contos. Estes contos frutíferos que a criança considera reais, levam-na a sentir-se real e importante como filho, que foi ouvido e compreendido pelo pai, mãe, avô ou avó. É que segundo Bettelheim (1998: 197). O conto de fadas comunica à criança um entendimento intuitivo, subconsciente da sua própria natureza e daquilo que o seu futuro lhe reserva se ela desenvolver as suas potencialidades positivas. Ela pressente através dos contos de fadas que ser humano neste mundo significa ter de aceitar reptos difíceis, mas também achar aventuras maravilhosas. 17

19 Os contos de fadas orientam a criança no sentido de transcenderem a sua dependência imatura dos pais e começarem a apreciar o apoio dos seus companheiros dentro da mesma idade. O estabelecimento de laços de confiança com outras crianças da mesma idade vem substituir um pouco a confiança cega que a criança, embora já em idade escolar, possui no pai e na mãe e que a impede de acreditar que um dia será capaz de caminhar sozinha no mundo. Com os contos de fadas a criança aprende a confiar nela própria e nas suas capacidades de poder dominar e contornar os seus receios e com essa experiência, aprende muito e os seus conhecimentos valorizam-se bastante. O conto de fadas mostra à criança uma realidade para ela agora desconhecida, mas que irá descobrir ao longo do seu processo de crescimento, pois à medida que a criança vai crescendo descobre novos aspectos nos contos que ela já conhecia, o que é revelador de que ela amadureceu a sua compreensão. O conto de fadas constitui por conseguinte um estímulo valioso para a fantasia e sabemos que o desenvolvimento da imaginação e da criatividade se tem revelado um factor importante no desenvolvimento da criança, sendo fundamental no entanto que a criança saiba situar-se entre a fantasia e a realidade. A fantasia dá à criança um conhecimento maior e mais profundo dos seus processos de interiorização, tornando-a mais capaz de captar o mundo exterior e Bettelheim acrescenta as experiências e as reacções de uma criança são extremamente importantes e em grande parte inconscientes, devendo permanecer assim até que ela chegue a uma idade em que uma compreensão mais madura seja possível (1998: 28). Não admira portanto que Meneres afirme que, Hoje em dia sabemos como são fundamentais para as crianças as histórias de Fadas: esses enredos em que a realidade e a imaginação convergem para um ponto de entendimento - talvez para a constatação de que o bom e o bonito, ao lado do mau e do feio, são nomes de seres ou de objectos convivendo lado a lado, inevitavelmente. Como na própria vida (1997: 11). É por todas as razões apresentadas que os contos de fadas têm permanecido através dos tempos, passado de geração em geração com o mesmo sabor e encanto e continuam a ser vistos pela criança enfeitiçada através de dois olhares, o do seu imaginário simbólico e o olhar da realidade. Actualmente o conto de fadas é orientado para o futuro e conduz e orienta a criança no sentido de renunciar aos seus desejos de dependência infantil e realizar uma existência mais independente, por isso se torna 18

20 importante fornecer à criança moderna imagens de heróis que se lançam no mundo sozinhos seguindo em frente, com confiança interior. É que as crianças de hoje sentemse isoladas com frequência, já não crescem na segurança da família ou de uma comunidade, por isso o herói dos contos de fadas, tal como elas, faz percursos solitários por algum tempo. Por outro lado a vida da criança é feita de representações. É como um conto de fadas real em que a criança/homem é a personagem principal. À nascença e, desde os primeiros minutos de vida a criança inicia-se na arte de representar: chora, manipula os braços e as pernas como demonstração de prazer pelo leite, pelo colo da mãe ou mesmo pela carência destes alimentos ou afectos. O percurso de vida da criança é tal como a de um adulto uma representação constante, daí que tenha necessidade de por vezes exteriorizar o que lhe vai no íntimo, usando o corpo para tal, bem como para transmitir as suas necessidades básicas. Todos os movimentos que faz, o choro, o rir, o falar, o ler, o estar contente, o estar doente, o estar molhado, estar com fome ou frio, são uma representação das suas emoções, dos seus sentimentos, das suas atitudes. Todas estas manifestações de comportamentos, sejam através do corpo ou da voz, são já formas da criança representar. Contudo essas manifestações podem ser expressas através de muitas outras formas como a música, a dança ou a plástica, um todo formal de representação, em que a criança se manifesta, por vezes, sem necessidade de técnicas específicas, mas apenas com a ajuda da sua capacidade espontânea, simbólica e criativa. Isto porque para ela a arte de representar é uma forma de expressão simbólica, que ela demonstra como já referimos, através do corpo e da voz, das suas sensações, emoções, conflitos, prazeres, medos, sonhos, e tudo o que faz parte do seu mundo simbólico e real e o conto de fadas é indispensável para o seu desenvolvimento intelectual, emocional e formação da personalidade já que oferece à criança universos dominados pela fantasia, mas se situa também num domínio próximo da realidade, articulando de forma prática estas duas vertentes. 3. O CONTO DE FADAS E A ARTE DE REPRESENTAR DOIS OLHARES DA CRIANÇA: O DO SEU IMAGINÁRIO SIMBÓLICO E O REAL As diversas formas de narrar pertencem ao vasto mundo de narrativas nascidas entre os povos da antiguidade e que ao longo dos tempos se foram espalhando por todo 19

Projetos. Outubro 2012

Projetos. Outubro 2012 Projetos Outubro 2012 Assunto de gente grande para gente pequena. No mês de outubro os brasileiros foram às urnas para eleger prefeitos e vereadores e a Turma da Lagoa não poderia ficar fora deste grande

Leia mais

LEITURA E LITERATURA NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA

LEITURA E LITERATURA NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA LEITURA E LITERATURA NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA Suellen Lopes 1 Graduação Universidade Estadual de Londrina su.ellen23@hotmail.com Rovilson José da Silva 2 Universidade Estadual de Londrina rovilson@uel.br

Leia mais

PROJECTOS NACIONAIS A IMPLEMENTAR NO TRIÉNIO 2013-2015

PROJECTOS NACIONAIS A IMPLEMENTAR NO TRIÉNIO 2013-2015 PROJECTOS NACIONAIS A IMPLEMENTAR NO TRIÉNIO 2013-2015 1/10 PROJECTO 1 - Curso de Preparação para a Parentalidade Adoptiva Depois de tudo te amarei Como se fosse sempre antes Como se de tanto esperar Sem

Leia mais

NARRATIVAS E PRÁTICAS DE LEITURA NA CRECHE: RELATOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA BEBÊS. Uma experiência com mães.

NARRATIVAS E PRÁTICAS DE LEITURA NA CRECHE: RELATOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA BEBÊS. Uma experiência com mães. NARRATIVAS E PRÁTICAS DE LEITURA NA CRECHE: RELATOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA BEBÊS. Uma experiência com mães. Autores: DILMA ANTUNES SILVA 1 ; MARCELO NASCIMENTO 2. Modalidade: Relato de experiência.

Leia mais

A Arte e as Crianças

A Arte e as Crianças A Arte e as Crianças A criança pequena consegue exteriorizar espontaneamente a sua personalidade e as suas experiências inter-individuais, graças aos diversos meios de expressão que estão à sua disposição.

Leia mais

PROJETO ERA UMA VEZ...

PROJETO ERA UMA VEZ... PROJETO ERA UMA VEZ... TEMA: Contos de Fada PÚBLICO ALVO: Alunos da Educação Infantil (Creche I à Pré II) JUSTIFICATIVA O subprojeto Letramento e Educação Infantil, implantado na EMEI Sementinha, trabalha

Leia mais

COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE

COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE Literatura Infantil aspectos a serem desenvolvidos A natureza da Literatura Infanto-Juvenil está na Literatura e esta é uma manifestação artística. Assim,

Leia mais

A causa fundamental na mudança da personalidade

A causa fundamental na mudança da personalidade Psicólogo : Chang Kin Man Há dias atrás, fui ao casamento de um velho amigo meu. Durante o jantar, para além de termos podido apreciar as iguarias, ainda pudemos compartilhar a felicidade dos noivos, de

Leia mais

ÁREAS DE CONTEÚDO: O QUE SÃO? COMO SE DEFINEM?

ÁREAS DE CONTEÚDO: O QUE SÃO? COMO SE DEFINEM? ÁREAS DE CONTEÚDO: O QUE SÃO? COMO SE DEFINEM? As Áreas de Conteúdo são áreas em que se manifesta o desenvolvimento humano ao longo da vida e são comuns a todos os graus de ensino. Na educação pré-escolar

Leia mais

O que é brincar e como se diferencia das outras actividades?

O que é brincar e como se diferencia das outras actividades? i dos Pais Temas O Brincar Todas as crianças são únicas e diferentes das outras, sendo que as suas diferenças individuais parecem estar diretamente associadas com a sua maneira de brincar e a imaginação

Leia mais

Comunicação A INFLUÊNCIA DA CONTAÇÃO DA HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Comunicação A INFLUÊNCIA DA CONTAÇÃO DA HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Comunicação A INFLUÊNCIA DA CONTAÇÃO DA HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL MENDONÇA, Magda Letícia Bezerra 1 Palavras-chave: Histórias, Educação infantil A presente apresentação refere-se a parte do trabalho

Leia mais

ANÁLISE DO CONTO DE FADAS ENCANTADA

ANÁLISE DO CONTO DE FADAS ENCANTADA ANÁLISE DO CONTO DE FADAS ENCANTADA Andréa Nunes Ribeiro Marília Felix de Oliveira Lopes RESUMO: Este trabalho científico tem como objetivo analisar os contos de fadas e a conversão do in Magic para o

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA, SANTIAGO DO CACÉM GRUPO DISCIPLNAR: EMRC PLANIFICAÇÕES 8º Ano ANO 2008/2009 1/7

ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA, SANTIAGO DO CACÉM GRUPO DISCIPLNAR: EMRC PLANIFICAÇÕES 8º Ano ANO 2008/2009 1/7 8º Ano ANO 2008/2009 1/7 Módulo 1- O GOSTO PELA AVENTURA Tema 1 - A atracção ao desconhecido Experiência de aventuro. (Situações que exprimem experiências de aventura como a condução de veículos, iniciação

Leia mais

METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos)

METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos) METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos) 1. CONHECIMENTO DO MUNDO Revelar curiosidade e desejo de saber; Explorar situações de descoberta e exploração do mundo físico; Compreender mundo exterior mais próximo e do

Leia mais

FACESI EM REVISTA Ano 3 Volume 3, N. 2 2011 - - ISSN 2177-6636

FACESI EM REVISTA Ano 3 Volume 3, N. 2 2011 - - ISSN 2177-6636 A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER NO UNIVERSO INFANTIL Ana Maria Martins anna_1280@hotmail.com Karen de Abreu Anchieta karenaanchieta@bol.com.br Resumo A importância do ato de ler no cotidiano infantil é de

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DOS CONTOS DE FADAS PARA A CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A IMPORTÂNCIA DOS CONTOS DE FADAS PARA A CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL A IMPORTÂNCIA DOS CONTOS DE FADAS PARA A CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO DAS CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Fernanda Maria Sousa Martins; Valdiêgo José Monteiro Tavares; Larissa Mabrine Dias da Silva; Professor

Leia mais

200 educação, ciência e tecnologia

200 educação, ciência e tecnologia 200 A LÍNGUA FRANCESA NO JARDIM DE INFÂNCIA E NO 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO * A Área Científica de Francês promoveu, no âmbito da Semana Cultural da Escola Superior de Educação de Viseu, que decorreu de

Leia mais

UM JEITO DE AMAR A VIDA

UM JEITO DE AMAR A VIDA UM JEITO DE AMAR A VIDA Maria do Carmo Chaves CONSCIÊNCIA DO MUNDO FICHA TÉCNICA EDIÇÃO: Vírgula (Chancela Sítio do Livro) TÍTULO: Um jeito de amar a vida AUTORA: Maria do Carmo Chaves (escreve de acordo

Leia mais

Domínio da linguagem oral e abordagem à escrita

Domínio da linguagem oral e abordagem à escrita I n t e r v e n ç ã o E d u c a t i v a O acompanhamento musical do canto e da dança permite enriquecer e diversificar a expressão musical. Este acompanhamento pode ser realizado pelas crianças, pelo educador

Leia mais

O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 0 O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Renato da Guia Oliveira 2 FICHA CATALOGRÁFICA OLIVEIRA. Renato da Guia. O Papel da Contação

Leia mais

ERA UMA VEZ: A INFLUÊNCIA DOS CONTOS DE FADAS NA INFÂNCIA

ERA UMA VEZ: A INFLUÊNCIA DOS CONTOS DE FADAS NA INFÂNCIA ERA UMA VEZ: A INFLUÊNCIA DOS CONTOS DE FADAS NA INFÂNCIA Prof. Luana Leão Cury, Prof. Tiago Aquino da Costa e Silva, Prof. Kaoê Giro Ferraz Gonçalves FMU Faculdades Metropolitanas Unidas/SP Prof. Alipio

Leia mais

Sentimentos e emoções Quem vê cara não vê coração

Sentimentos e emoções Quem vê cara não vê coração Material pelo Ético Sistema de Ensino Elaborado para Educação Infantil Publicado em 2011 Projetos temáticos EDUCAÇÃO INFANTIL Data: / / Nível: Escola: Nome: Sentimentos e emoções Quem vê cara não vê coração

Leia mais

A leitura, um bem essencial

A leitura, um bem essencial A leitura, um bem essencial A leitura, um bem essencial A leitura é uma competência básica que todas as pessoas devem adquirir para conseguirem lidar de forma natural com a palavra escrita. Mas aprender

Leia mais

Fundamentação do Projeto

Fundamentação do Projeto Fundamentação do Projeto Todos os alunos que têm uma alta dedicação à leitura alcançam pontuações de aptidão para a leitura que, em média, estão significativamente acima da média dos países membros da

Leia mais

Roteiro para ser feliz no amor

Roteiro para ser feliz no amor Flavio Gikovate Roteiro para ser feliz no amor 1.O amor é um sentimento que faz parte da "felicidade democrática", aquela que é acessível a todos nós. É democrática a felicidade que deriva de nos sentirmos

Leia mais

100 FRASES para um dia mais feliz. de Ana Flávia Miziara

100 FRASES para um dia mais feliz. de Ana Flávia Miziara 100 FRASES para um dia mais feliz de Ana Flávia Miziara Você está alegre? A vida está sorrindo para você? Você se lembrou de sorrir hoje? Lembre-se que a alegria é a fartura da vida e da mente. A vida

Leia mais

METODOLOGIA DA EDUCAÇÃO MORAL E RELIGIOSA CATÓLICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

METODOLOGIA DA EDUCAÇÃO MORAL E RELIGIOSA CATÓLICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA METODOLOGIA DA EDUCAÇÃO MORAL E RELIGIOSA CATÓLICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA Só é educativa a relação que faz crescera educando para uma maior autonomia (Aires Gameiro) Porque não lançar-se à tarefa de ajudar

Leia mais

A tecnologia e a ética

A tecnologia e a ética Escola Secundária de Oliveira do Douro A tecnologia e a ética Eutanásia João Manuel Monteiro dos Santos Nº11 11ºC Trabalho para a disciplina de Filosofia Oliveira do Douro, 14 de Maio de 2007 Sumário B

Leia mais

Ser um Treinador de Sucesso com Crianças

Ser um Treinador de Sucesso com Crianças APEF Ser um Treinador de Sucesso com Crianças Pedro Teques Departamento de Psicologia e Comunicação da APEF Direcção de Contacto: Pedro Teques, Departamento de Psicologia e Comunicação, Associação Portuguesa

Leia mais

Um percurso formativo Fátima Fonseca (*)

Um percurso formativo Fátima Fonseca (*) 1 Um percurso formativo Fátima Fonseca (*) Este trabalho prende-se com o estudo que fizemos na formação na área das Competências Interpessoais, sendo que o grande objectivo é o de sermos capazes, nas nossas

Leia mais

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES Introdução ao tema A importância da mitologia grega para a civilização ocidental é tão grande que, mesmo depois de séculos, ela continua presente no nosso imaginário. Muitas

Leia mais

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2012 Boa noite, A todos os Portugueses desejo um Bom Ano Novo, feito de paz e de esperança. O ano que

Leia mais

Portaria nº 17/99, de 22 de Abril JORNAL OFICIAL Nº 16 I SÉRIE 22-4-1999 PAG. 371

Portaria nº 17/99, de 22 de Abril JORNAL OFICIAL Nº 16 I SÉRIE 22-4-1999 PAG. 371 Portaria nº 17/99, de 22 de Abril JORNAL OFICIAL Nº 16 I SÉRIE 22-4-1999 PAG. 371 Considerando que a Portaria 100/97, de 18 de Dezembro, determina que no âmbito da educação Extra-Escolar podem ser criados

Leia mais

TÉCNICAS TEATRAIS E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS:UMA BOA PARCERIA.

TÉCNICAS TEATRAIS E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS:UMA BOA PARCERIA. TÉCNICAS TEATRAIS E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS:UMA BOA PARCERIA. VALÉRIA SANTOS DA SILVA (UNESP). Resumo Muito se tem falado na disseminação da hora do conto nas escolas brasileiras, e, também, de que a leitura

Leia mais

As Crianças, a Guerra e os Meios de Comunicação

As Crianças, a Guerra e os Meios de Comunicação As Crianças, a Guerra e os Meios de Comunicação Sara Pereira Instituto de Estudos da Criança Universidade do Minho Maio de 2003 No mundo de hoje, pais, professores e outros agentes educativos enfrentam

Leia mais

Xixi na Cama. Cara Professora, Caro Professor,

Xixi na Cama. Cara Professora, Caro Professor, Xixi na Cama Cara Professora, Caro Professor, Estamos oferecendo a você e a seus alunos mais um livro da coleção Revoluções: Xixi na Cama, do autor mineiro Drummond Amorim. Junto com a obra, estamos também

Leia mais

ÍNDICE APRESENTAÇÃO... 11 PRIMEIRA PARTE A RELAÇÃO CONSIGO MESMO. 1. AUTOCONHECIMENTO... 15 1.1 Processos... 16 1.2 Dificuldades...

ÍNDICE APRESENTAÇÃO... 11 PRIMEIRA PARTE A RELAÇÃO CONSIGO MESMO. 1. AUTOCONHECIMENTO... 15 1.1 Processos... 16 1.2 Dificuldades... ÍNDICE APRESENTAÇÃO... 11 PRIMEIRA PARTE A RELAÇÃO CONSIGO MESMO 1. AUTOCONHECIMENTO... 15 1.1 Processos... 16 1.2 Dificuldades... 19 2. AUTOESTIMA... 23 2.1 Autoaceitação... 24 2.2 Apreço por si... 26

Leia mais

EUNEDS INTRODUÇÃO FINALIDADE E OBJECTIVOS

EUNEDS INTRODUÇÃO FINALIDADE E OBJECTIVOS EUNEDS INTRODUÇÃO O mandato para desenvolver uma Estratégia para a Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) decorre da declaração apresentada pelos ministros do ambiente da CEE/ONU na 5ª Conferência

Leia mais

A Cobronça, a Princesa e a Surpresa

A Cobronça, a Princesa e a Surpresa elaboração: PROF. DR. JOSÉ NICOLAU GREGORIN FILHO A Cobronça, a Princesa e a Surpresa escrito por & ilustrado por Celso Linck Fê Os Projetos de Leitura: concepção Buscando o oferecimento de subsídios práticos

Leia mais

Principais conclusões do Encontro de Voluntariado Universitário da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra 1

Principais conclusões do Encontro de Voluntariado Universitário da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra 1 Principais conclusões do Encontro de Voluntariado Universitário da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra 1 Dos contributos dos diferentes intervenientes do evento

Leia mais

A música e crianças com NEE A Educação Especial e a Educação Musical

A música e crianças com NEE A Educação Especial e a Educação Musical A música e crianças com NEE O termo Necessidades Educativas Especiais resulta da evolução dos princípios de integração e inclusão, referindo-se às condições específicas de qualquer criança ou jovem que

Leia mais

Atividades Pedagógicas. Agosto 2014

Atividades Pedagógicas. Agosto 2014 Atividades Pedagógicas Agosto 2014 EM DESTAQUE Acompanhe aqui um pouco do dia-a-dia de nossos alunos em busca de novos aprendizados. ATIVIDADES DE SALA DE AULA GRUPO II A GRUPO II B GRUPO II C GRUPO II

Leia mais

Já imaginou a monotonia da vida e dos negócios sem as cores?

Já imaginou a monotonia da vida e dos negócios sem as cores? AS CORES E OS NEGÓCIOS Já imaginou a monotonia da vida e dos negócios sem as cores? Conhecer o significado das cores, na vida e nos negócios, aumenta as suas possibilidades de êxito. Aproveite. Sabia,

Leia mais

6 Dinâmicas de Grupo para o Dia das Mães

6 Dinâmicas de Grupo para o Dia das Mães Disponível no site Esoterikha.com: http://bit.ly/dinamicasdiadasmaes 6 Dinâmicas de Grupo para o Dia das Mães Apresentamos uma seleção com 6 dinâmicas de grupo para o Dia das Mães, são atividades que podem

Leia mais

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 TÍTULO DO PROGRAMA Balinha e Dentinho. 2 EPISÓDIO TRABALHADO Conhecendo o Rosquinha. 3 SINOPSE DO EPISÓDIO ESPECÍFICO Balinha e Dentinho encontram um cachorro perdido

Leia mais

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Pensar na realidade é pensar em transformações sociais. Atualmente, temos observado os avanços com relação à

Leia mais

TRANQUILIDADE FAMILIAR. www.viveresaber.com.br

TRANQUILIDADE FAMILIAR. www.viveresaber.com.br TRANQUILIDADE FAMILIAR www.viveresaber.com.br OFERECIDO POR: www.viveresaber.com.br Desenvolvido por: ADELINO CRUZ Consultor, Palestrante e Diretor da Viver e Saber; Bacharel em Comunicação Social; Foi

Leia mais

Promoção de Experiências Positivas Crianças e Jovens PEP-CJ Apresentação geral dos módulos

Promoção de Experiências Positivas Crianças e Jovens PEP-CJ Apresentação geral dos módulos Positivas Crianças e Jovens PEP-CJ Apresentação geral dos módulos Universidade do Minho Escola de Psicologia rgomes@psi.uminho.pt www.psi.uminho.pt/ www.ardh-gi.com Esta apresentação não substitui a leitura

Leia mais

TESTEMUNHAS. atores e destinatários do projeto catequese/família

TESTEMUNHAS. atores e destinatários do projeto catequese/família TESTEMUNHAS atores e destinatários do projeto catequese/família Os testemunhos partilhados foram recolhidos a partir de um pequeno questionário realizado, no mês de maio de 2012, junto das famílias dos

Leia mais

COMPETÊNCIAS CHAVE PARA O EMPREENDEDORISMO

COMPETÊNCIAS CHAVE PARA O EMPREENDEDORISMO COMPETÊNCIAS CHAVE PARA O EMPREENDEDORISMO DEFINIÇÕES OPERACIONAIS E INDICADORES COMPORTAMENTAIS Pag. 1 Elaborada por Central Business Abril 2006 para o ABRIL/2006 2 COMPETÊNCIAS CHAVE PARA O EMPREENDEDORISMO

Leia mais

Programa de Filosofia nos 6 e 7 anos

Programa de Filosofia nos 6 e 7 anos Escolas Europeias Bureau du Secrétaire général du Conseil Supérieur Unité pédagogique Referência: 1998-D-12-2 Orig.: FR Versão: PT Programa de Filosofia nos 6 e 7 anos Aprovado pelo Conselho Superior de

Leia mais

Os Descobrimentos, a comunicação a nível global e a Conquista do Espaço

Os Descobrimentos, a comunicação a nível global e a Conquista do Espaço Os Descobrimentos, a comunicação a nível global e a Conquista do Espaço Este ponto é aqui. É a nossa casa. Somos nós, numa imagem tirada a partir de 6 mil milhões de quilómetros da Terra pela sonda Voyager

Leia mais

MENSAGEM DE ANO NOVO. Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2008

MENSAGEM DE ANO NOVO. Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2008 MENSAGEM DE ANO NOVO Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2008 Portugueses No primeiro dia deste Novo Ano, quero dirigir a todos uma saudação amiga e votos de boa saúde e prosperidade. Penso especialmente

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÃO DEPARTAMENTO CIÊNCIA DAINFORMAÇÃO CURSO DE BIBLIOTECONOMIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÃO DEPARTAMENTO CIÊNCIA DAINFORMAÇÃO CURSO DE BIBLIOTECONOMIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÃO DEPARTAMENTO CIÊNCIA DAINFORMAÇÃO CURSO DE BIBLIOTECONOMIA A LITERATURA INFANTIL COMO INSTRUMENTO DE FORMAÇÃO DE LEITORES NA BIBLIOTECA

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

O JOGO, BRINQUEDO E A BRINCADEIRA NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

O JOGO, BRINQUEDO E A BRINCADEIRA NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL O JOGO, BRINQUEDO E A BRINCADEIRA NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Resumo Ana Paula Antonello 1 - UNOCHAPECÓ Grupo de Trabalho - Didática: Teorias, Metodologias e Práticas Agência Financiadora: não contou com

Leia mais

Fit für die Schule. Fit für die Schule. Was kleine Kinder von ihren Eltern brauchen

Fit für die Schule. Fit für die Schule. Was kleine Kinder von ihren Eltern brauchen Was kleine Kinder von ihren Eltern brauchen Erziehungsberatung Erziehungsdirektion des Kanton Bern Sulgeneckstrasse 70 3005 Bern Telefon 031 633 85 11 www.erz.be.ch/fit-fuer-die-schule Prezados Pais O

Leia mais

Programa da Rede Social CLAS Mesão Frio. Plano de Acção. O Plano de Acção do CLAS de Mesão Frio é a componente do Plano de

Programa da Rede Social CLAS Mesão Frio. Plano de Acção. O Plano de Acção do CLAS de Mesão Frio é a componente do Plano de O do CLAS de Mesão Frio é a componente do Plano de Desenvolvimento Social, onde estão definidos alguns Projectos (com o desejo de uma projecção num futuro próximo), a serem desenvolvidos para se concretizarem

Leia mais

O Caminho d Os 12 Passos em Companhia de Hércules é o titulo da palestra que nosso pai fez para apresentar, hoje neste 10 Encontro com os Veteranos.

O Caminho d Os 12 Passos em Companhia de Hércules é o titulo da palestra que nosso pai fez para apresentar, hoje neste 10 Encontro com os Veteranos. O Caminho d Os 12 Passos em Companhia de Hércules é o titulo da palestra que nosso pai fez para apresentar, hoje neste 10 Encontro com os Veteranos. É uma honra ter a oportunidade de acompanhá-lo no desenvolvimento

Leia mais

Exma. Sra. Presidente do Conselho Geral Transitório Exmos. Srs. Conselheiros Exmos. Srs. Professores Exmos. Srs. Funcionários Caros amigos e amigas

Exma. Sra. Presidente do Conselho Geral Transitório Exmos. Srs. Conselheiros Exmos. Srs. Professores Exmos. Srs. Funcionários Caros amigos e amigas Exma. Sra. Presidente do Conselho Geral Transitório Exmos. Srs. Conselheiros Exmos. Srs. Professores Exmos. Srs. Funcionários Caros amigos e amigas Em primeiro lugar gostaria de expressar o meu agradecimento

Leia mais

Celia Regina Lopes Feitoza

Celia Regina Lopes Feitoza Celia Regina Lopes Feitoza Se quiser falar ao coração do homem, há que se contar uma história. Dessas que não faltam animais, ou deuses e muita fantasia. Porque é assim, suave e docemente que se despertam

Leia mais

METAS DE APRENDIZAGEM (4 anos)

METAS DE APRENDIZAGEM (4 anos) METAS DE APRENDIZAGEM (4 anos) 1. CONHECIMENTO DO MUNDO Expressar curiosidade e desejo de saber; Reconhecer aspetos do mundo exterior mais próximo; Perceber a utilidade de usar os materiais do seu quotidiano;

Leia mais

Perturbação da Ansiedade de Separação

Perturbação da Ansiedade de Separação Bibliografia e Recursos úteis (1996). DSM-IV Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais. Lisboa: Climepsi Editores. Perturbação da Ansiedade de Separação Kendall, P. C. (2011). Child

Leia mais

Pequenas, mas com vontades próprias, as. crianças expressam as suas emoções de. formas muito distintas ao longo das várias fases

Pequenas, mas com vontades próprias, as. crianças expressam as suas emoções de. formas muito distintas ao longo das várias fases Newsletter N.º 19 Janeiro/Fevereiro 11 5 Pequenas, mas com vontades próprias, as crianças expressam as suas emoções de formas muito distintas ao longo das várias fases da infância. Mas é entre os 2 e os

Leia mais

Mobilizar para a saúde ambiental... 12 A mudança leva tempo... 13 Actividades para aprender e mobilizar... 14 As mulheres precisam de uma voz...

Mobilizar para a saúde ambiental... 12 A mudança leva tempo... 13 Actividades para aprender e mobilizar... 14 As mulheres precisam de uma voz... Mobilizar para a saúde ambiental........................... 12 A mudança leva tempo................................... 13 Actividades para aprender e mobilizar........................ 14 As mulheres precisam

Leia mais

VIAGEM BIOGRÁFICA AO SEU MUNDO INTERIOR. Por VIVIANE RIBEIRO

VIAGEM BIOGRÁFICA AO SEU MUNDO INTERIOR. Por VIVIANE RIBEIRO VIAGEM BIOGRÁFICA AO SEU MUNDO INTERIOR Por VIVIANE RIBEIRO VIAGEM BIOGRÁFICA AO SEU MUNDO INTERIOR Por VIVIANE RIBEIRO SUMÁRIO SUMÁRIO Introdução... 04 Boas-vindas e bases dos exercícios Preparativos...

Leia mais

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido 1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido No estudo da Comunicação, a publicidade deve figurar como um dos campos de maior interesse para pesquisadores e críticos das Ciências Sociais e Humanas.

Leia mais

A Visão. Uma Introdução

A Visão. Uma Introdução 1 A Visão Uma Introdução Muitas pessoas sabem, já desde a infância ou juventude, o que querem ser na vida quando forem adultos, como, por exemplo, médico(a), enfermeiro (a), músico (a), advogado (a), ou

Leia mais

PROGRAMAS DE INCENTIVOS: DINHEIRO OU ESPÉCIE?

PROGRAMAS DE INCENTIVOS: DINHEIRO OU ESPÉCIE? Rafael Mahave Tradução e adaptação de Amândio da Fonseca Ninguém duvida da utilidade dos incentivos para se atingirem objectivos, quer no âmbito profissional quer empresarial. E quando falamos de objectivos

Leia mais

PROJETO DE LEITURA SUGESTÕES DE ATIVIDADES

PROJETO DE LEITURA SUGESTÕES DE ATIVIDADES PROJETO DE LEITURA URASHIMA TARO LÚCIA HIRATSUKA PARTE 1 PRÉ-LEITURA ATIVIDADES ANTERIORES À LEITURA INTENÇÃO: ATIVAÇÃO DO CONHECIMENTO PRÉVIO Atividade 1 SUGESTÕES DE ATIVIDADES Cada povo tem suas narrativas

Leia mais

A vida em grupo é uma exigência da natureza humana. É na presença do outro que a pessoa forma a sua identidade. Lev Vygotsky

A vida em grupo é uma exigência da natureza humana. É na presença do outro que a pessoa forma a sua identidade. Lev Vygotsky A vida em grupo é uma exigência da natureza humana É na presença do outro que a pessoa forma a sua identidade. Lev Vygotsky No processo de socialização a criança aprende as regras básicas, os valores e

Leia mais

Áreas de Desenvolvimento Pessoal

Áreas de Desenvolvimento Pessoal Renovação do Programa para Jovens (Aprovado na XLII Conferência Nacional) Áreas de Desenvolvimento Pessoal: A XLII Conferência Nacional da AEP, no âmbito do processo em curso de renovação do Programa para

Leia mais

EXTERNATO JOÃO ALBERTO FARIA Arruda Dos Vinhos PLANO DE ACTIVIDADES CENTRO DE RECURSOS

EXTERNATO JOÃO ALBERTO FARIA Arruda Dos Vinhos PLANO DE ACTIVIDADES CENTRO DE RECURSOS EXTERNATO JOÃO ALBERTO FARIA Arruda Dos Vinhos PLANO DE ACTIVIDADES CENTRO DE RECURSOS 2006 / 2009 Setembro 2006 PROJECTO DE TRABALHO DO CENTRO DE RECURSOS - 2006/09 PLANO NACIONAL DE LEITURA Identificação

Leia mais

Descubra os Anjos em Família

Descubra os Anjos em Família María Elvira Pombo Marchand Descubra os Anjos em Família Manual para que pais e filhos vivam juntos a espiritualidade Tradução Maria Mateus Para o meu marido, Daniel, por ser o meu companheiro de vida

Leia mais

CONTOS DE FADAS: HISTÓRIAS PARA CRIANÇAS OU METÁFORAS DA VIDA HUMANA?

CONTOS DE FADAS: HISTÓRIAS PARA CRIANÇAS OU METÁFORAS DA VIDA HUMANA? 1 CONTOS DE FADAS: HISTÓRIAS PARA CRIANÇAS OU METÁFORAS DA VIDA HUMANA? Vera Lúcia Soares Chvatal 1 Contos de fadas, lendas, fábulas, mitos... Temas que fascinam e estimulam a nossa fantasia, mexem com

Leia mais

Prefácio... 9. A mulher do pai... 14. A mulher do pai faz parte da família?... 17. A mulher do pai é parente?... 29. Visita ou da casa?...

Prefácio... 9. A mulher do pai... 14. A mulher do pai faz parte da família?... 17. A mulher do pai é parente?... 29. Visita ou da casa?... Sumário Prefácio... 9 A mulher do pai... 14 A mulher do pai faz parte da família?... 17 A mulher do pai é parente?... 29 Visita ou da casa?... 37 A mulher do pai é madrasta?... 43 Relação civilizada?...

Leia mais

3ª FASE Prof.a Carolina Oliveira

3ª FASE Prof.a Carolina Oliveira 3ª FASE Prof.a Carolina Oliveira CONTEÚDOS E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA DINÂMICA LOCAL INTERATIVA 4º Bimestre Atividade Avaliativa de Ens. Religioso Aula 172 Conteúdo Contar histórias

Leia mais

DESENVOLVENDO PESSOAS ATRAVÉS DO MENTORING ORGANIZACIONAL

DESENVOLVENDO PESSOAS ATRAVÉS DO MENTORING ORGANIZACIONAL DESENVOLVENDO PESSOAS ATRAVÉS DO MENTORING ORGANIZACIONAL Paulo Erlich* O Mentoring (Mentoria) vem sendo reconhecido mundialmente como um dos melhores métodos para desenvolvimento do indivíduo em diversas

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO SALA CURIOSOS

PROJETO PEDAGÓGICO SALA CURIOSOS PROJETO PEDAGÓGICO SALA CURIOSOS Ano letivo 2012/2013 PROJETO PEDAGÓGICO SALA DOS CURIOSOS INDICE 1- Caracterização do grupo 2- Tema do projeto pedagógico da sala dos Curiosos: A Brincar vamos descobrir

Leia mais

Mordidas e agressões na escola

Mordidas e agressões na escola Mordidas e agressões na escola É muito comum que nas escolas de educação infantil, mais especificamente nas turmas de maternal, de crianças com aproximadamente dois anos de idade; aconteçam as mordidas

Leia mais

2ª Etapa: Propor a redação de um conto de mistério utilizando os recursos identificados na primeira etapa da atividade.

2ª Etapa: Propor a redação de um conto de mistério utilizando os recursos identificados na primeira etapa da atividade. DRÁCULA Introdução ao tema Certamente, muitas das histórias que atraem a atenção dos jovens leitores são as narrativas de terror e mistério. Monstros, fantasmas e outras criaturas sobrenaturais sempre

Leia mais

Caro programador: Polichinelo sensibiliza para a diferença, para o respeito pelo outro. Uma peça de teatro que estimula a imaginação e a criatividade

Caro programador: Polichinelo sensibiliza para a diferença, para o respeito pelo outro. Uma peça de teatro que estimula a imaginação e a criatividade Caro programador: Polichinelo sensibiliza para a diferença, para o respeito pelo outro. Uma peça de teatro que estimula a imaginação e a criatividade com a criação de um mundo de magia e fantasia. Sinopse

Leia mais

CAPÍTULO IV Apresentação, interpretação e análise de dados

CAPÍTULO IV Apresentação, interpretação e análise de dados CAPÍTULO IV Apresentação, interpretação e análise de dados Introdução Tendo explicado e descrito os instrumentos e procedimentos metodológicos utilizados para a realização deste estudo, neste capítulo,

Leia mais

A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo

A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo A ARTE DE BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL Maria Elany Nogueira da Silva Estudante de Pedagogia pela FECLESC / UECE Resumo Este presente artigo pretende refletir idéias sobre o brincar na Educação Infantil,

Leia mais

* Tempo = 45minutos Grupo 300 Página 1 de 8

* Tempo = 45minutos Grupo 300 Página 1 de 8 Conteúdos Objectivos/Competências a desenvolver Tempo* Estratégias Recursos Avaliação Apresentação: Turma e professor Programa Critérios de avaliação Normas de funcionamento Conhecer os elementos que constituem

Leia mais

A Literacia Mediática Aplicada às Artes

A Literacia Mediática Aplicada às Artes A Literacia Mediática Aplicada às Artes Ivan Gouveia Mestrado em Ensino Universidade Évora Resumo: A questão da promoção da literacia, mais recentemente da literacia mediática, tem-se constituído como

Leia mais

5572 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 201 30 de Agosto de 2001

5572 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 201 30 de Agosto de 2001 5572 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 201 30 de Agosto de 2001 2 No âmbito do disposto no número anterior, o professor: a) Reflecte sobre as suas práticas, apoiando-se na experiência, na investigação

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DE CONTAR HISTÓRIA NO DESENVOLVIMENTO DOS PROCESSOS MENTAIS

A IMPORTÂNCIA DE CONTAR HISTÓRIA NO DESENVOLVIMENTO DOS PROCESSOS MENTAIS A IMPORTÂNCIA DE CONTAR HISTÓRIA NO DESENVOLVIMENTO DOS PROCESSOS MENTAIS LAMERA, Iraci Cristina; iracicristinalp@yahoo.com.br Faculdade São Francisco de Assis RESUMO Os estímulos postos à criança enfatizam

Leia mais

Planificação Anual Educação para a Cidadania

Planificação Anual Educação para a Cidadania Agrupamento de Escolas de Monforte Ano letivo - 2014-2015 Planificação Anual Educação para a Cidadania Departamento do 1º Ciclo Introdução Rua Professor Dr. Rosado Correia A escola ocupará sempre um papel

Leia mais

Nesse E-Book você vai aprender a lidar com aquelas situações chatas da nossa vida como psicólogos iniciantes em que tudo parece dar errado!

Nesse E-Book você vai aprender a lidar com aquelas situações chatas da nossa vida como psicólogos iniciantes em que tudo parece dar errado! Nesse E-Book você vai aprender a lidar com aquelas situações chatas da nossa vida como psicólogos iniciantes em que tudo parece dar errado! Aqueles primeiros momentos em que tudo que fazemos na clínica

Leia mais

Transcrição de Entrevista n º 24

Transcrição de Entrevista n º 24 Transcrição de Entrevista n º 24 E Entrevistador E24 Entrevistado 24 Sexo Feminino Idade 47 anos Área de Formação Engenharia Sistemas Decisionais E - Acredita que a educação de uma criança é diferente

Leia mais

Literatura de Monteiro Lobato

Literatura de Monteiro Lobato Literatura de Monteiro Lobato Cléa Coitinho Escosteguy ULBRA Trabalhar com as obras de Monteiro Lobato é fazer emergir a fantasia e a criatividade, já tão esquecidas. Não há, com certeza, na ficção de

Leia mais

A influência do contexto social na obra Chapeuzinho Vermelho

A influência do contexto social na obra Chapeuzinho Vermelho A influência do contexto social na obra Chapeuzinho Vermelho Guilherme Argenta Souza Ceres Helena Ziegler Bevilaqua UFSM A obra Chapeuzinho Vermelho é um clássico da literatura universal, apreciada por

Leia mais

Escola Secundária com 3º CEB de Coruche EDUCAÇÃO SEXUAL

Escola Secundária com 3º CEB de Coruche EDUCAÇÃO SEXUAL Escola Secundária com 3º CEB de Coruche 0 EDUCAÇÃO SEXUAL INTRODUÇÃO A Educação da sexualidade é uma educação moral porque o ser humano é moral. É, também, uma educação das atitudes uma vez que, com base

Leia mais

LEITURA DA ENTREVISTA 2. E Boa tarde. Desde já quero agradecer-lhe a sua disponibilidade para colaborar neste

LEITURA DA ENTREVISTA 2. E Boa tarde. Desde já quero agradecer-lhe a sua disponibilidade para colaborar neste LEITURA DA ENTREVISTA 2 E Boa tarde. Desde já quero agradecer-lhe a sua disponibilidade para colaborar neste trabalho que estou a desenvolver. Como lhe foi explicado inicialmente, esta entrevista está

Leia mais

CONSULTORIA POSITIVA

CONSULTORIA POSITIVA O consultor é uma pessoa que, pela sua habilidade, postura e posição, tem o poder de influenciar as pessoas, grupos e organizações, mas não tem o poder directo para produzir mudanças ou programas de implementação.

Leia mais

BIOGRAFIA HUMANA. Terceiro espelho: A Infância e fase da Autoconsciência. Alma da Consciência: 0-7 Infância / 35-42 Maturidade.

BIOGRAFIA HUMANA. Terceiro espelho: A Infância e fase da Autoconsciência. Alma da Consciência: 0-7 Infância / 35-42 Maturidade. BIOGRAFIA HUMANA Terceiro espelho: A Infância e fase da Autoconsciência Alma da Consciência: 0-7 Infância / 35-42 Maturidade Edna Andrade Nascemos totalmente desamparados, totalmente dependentes e indefesos.

Leia mais

Casa do Povo de Óbidos - Creche e Jardim de Infância Ano lectivo de 2011/2012 1

Casa do Povo de Óbidos - Creche e Jardim de Infância Ano lectivo de 2011/2012 1 PROJECTO DE VALÊNCIA DE CRECHE Ano lectivo de 2011/2012 1 Índice 1-INTRODUÇÃO... 1 2-PRINCÍPIOS GERAIS E OBJECTIVOS PEDAGÓGICOS DA CRECHE... 2 3-ÁREAS DE CONTEÚDO... 4 3.1 - ÁREA DE FORMAÇÃO PESSOAL E

Leia mais