O CONTO DE FADAS E A ARTE DE REPRESENTAR

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1 UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO O CONTO DE FADAS E A ARTE DE REPRESENTAR Dois olhares: o do imaginário simbólico e o real da criança DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM LITERATURA PORTUGUESA ESPECIALIZAÇÃO EM LITERATURA INFANTO-JUVENIL Maria Aires Dias VILA REAL, 2010

2 UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO O CONTO DE FADAS E A ARTE DE REPRESENTAR Dois olhares: o do imaginário simbólico e o real da criança Maria Aires Dias Trabalho realizado sob orientação da Professora Doutora Maria José dos Santos Cunha Dissertação apresentada na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro para obtenção do grau de Mestre em Literatura Portuguesa, especialização em Literatura Infanto-Juvenil. VILA REAL, 2010

3 À minha filha, a minha princesa.

4 AGRADECIMENTOS Quero agradecer a todos aqueles que contribuíram, de forma presente ou indirecta, para a realização deste trabalho. Assim, as minhas primeiras palavras vão para a Professora Doutora Maria José dos Santos Cunha, pela paciência, sabedoria, encorajamento nos momentos difíceis, dedicação e orientação com que nos acompanhou ao longo deste trabalho. Aos professores do Mestrado com quem tive o prazer de trabalhar e por todos os seus ensinamentos, que conduziram à realização deste sonho. Ao meu pai, pela força que me deu. Ao meu marido, Luís, pela paciência, compreensão e pelas horas compartilhadas na realização deste trabalho. Obrigada. À minha filha, ao meu irmão, e ao Bruno a minha gratidão, pelos momentos da minha ausência que aceitaram sempre com uma palavra de incentivo. Às amigas Cristina e Fatinha, companheiras de viagens, pela amizade e palavras de coragem. Obrigada por acreditarem em mim.

5 RESUMO A hora de dormir assumia no passado um momento de intimidade e de partilha entre pais/avós e filhos, no qual o conto de fadas e ou as histórias de encantar tinham um papel de destaque. Recordar estes momentos traz à memória de muitos de nós boas e gratas recordações dos contos nossos preferidos, que noite após noite, nos eram repetidos pela voz doce dos avós e ou dos pais, até o sono chegar. Foi pois a vontade de podermos de alguma forma contribuir para o reatar desta tradição tão benéfica para as crianças, que nos motivou a implicar neste trabalho de investigação intitulado O conto de fadas e a arte de representar. Dois olhares da criança: o do imaginário simbólico e o real, como forma de conseguirmos respostas para a nossa questão inicial que formulámos da seguinte forma: Qual a importância do conto de fadas e ou historias de encantar na formação da criança e no seu percurso de vida, na perspectiva da própria criança, dos pais e dos professores, cientes de que de acordo com as hipóteses por nós formuladas O conto de fadas e ou histórias de encantar possibilitam melhorar o desenvolvimento e formação da personalidade da criança e o conto de fadas ajuda a criança a alcançar a sua individualidade e identidade. Os objectivos que nos movem vão no sentido de através do conto de fadas e da arte de representar se conseguir uma melhor formação da criança. O término do estudo possibilitou-nos concluir que é importante manter a tradição de contar e ler histórias, nomeadamente contos de fadas não apenas pelos momentos de prazer e entretenimento que proporcionam às crianças mas também pela forma como enriquecem o seu imaginário e as levam a adquirir modelos, normas de conduta e valores que as acompanham pela vida fora.

6 ABSTRACT Sleeping time in the past was assumed as a moment of intimacy and share among parents/grandparents and children on which the fairy-tale and/or the enchanting stories had a prominent role. Remembering these moments bring back to the memory of many of us good and gratful memories of our favourite tales that night after night our grandparents and/or parents repeated to us with a sweet tone before bedtime. Because of that determination of giving some contribution for the maintaining of this tradition so benefitial to children we were motivated to include on this search work intittled "The fairy-tale and the performance art. Two looks of the child: the representative imaginary and the real" as a way to reach answers for our initial question which we formulated the following way: "What`s the importance of the fairy-tale and/or enchanting stories in the formation of a child and in her life course on her own point of view, on her parents and teachers", conscious that according to the assumptions formulated by us "The fairy-tale and/or enchanting stories enable to improve the development and the formation of child`s personality" and "the fairy-tale helps the child to achieve her personality and identity". The purposes which move us go in the way that through the fairy-tale and performance art we can achieve a better development of the child. The landmark of the study gave us the possibility to conclude that`s important to keep the tradition of telling and reading stories, namelly fairy-tales not only for the moments of pleasure and entertainment they offer to children but also for the way they enrich their imaginarium taking them to acquire models, behaviour norms and values which go with them along their life.

7 INDICE Introdução. 8 Parte I 9 Capitulo 1 - As origens da Literatura Infanto-Juvenil A Literatura Infanto-Juvenil e sua evolução O Conto de Fadas e a Arte de Representar O Conto de Fadas e a Arte de Representar dois Olhares da Criança: o do seu imaginário simbólico e o real A Importância do Conto de Fadas na Formação da Criança 23 Capítulo 2 - O Fascínio de Representar/Dramatizar Representar/Dramatizar Contos de Fadas e o que isso Representa para o Imaginário Simbólico e Real da Criança O Fascínio da Representação na Criança O Saber Contar Contos de Fadas e ou Histórias de Encantar Uma breve abordagem psicanalítica do conto de fadas A Fada Oriana de Sophia de Mello Breyner Andresen O Papel do professor na Formação de Cidadãos Críticos 46 Parte II.. 55 Capitulo 3 Técnicas expressivas A criança, o teatro e a expressão dramática 55 2 O imaginário e o real na representação O interesse e a imaginação da criança pela Expressão Dramática.. 58 Capitulo 4 Metodologia Levantamento do estudo, questão inicial e hipótese Objectivos a alcançar Instrumento de recolha de dados. 62

8 4 Constituição da amostra.. 63 Capitulo 5 Apresentação e interpretação dos resultados resultantes dos instrumentos de recolha de dados Caracterização do contexto de análise Apresentação e análise dos dados recolhidos Reflexão sobre os resultados conseguidos.. 97 Conclusão. 100 Bibliografia Apêndices Questionário a crianças do 1º ciclo do Ensino Básico Questionário aos pais dos alunos do 1º ciclo do Ensino Básico Questionário a professores do 1º ciclo do Ensino Básico.. 112

9 INTRODUÇÃO Uma incursão pela literatura de encantar é, sem dúvida, uma viagem por um universo fantástico, uma vez que é dotada de poder e magia apropriada à arte de representar. No âmbito dessa literatura, os contos que ainda hoje permanecem vivos, continuam a ter um papel relevante no mundo da representação, o que nos motivou a levar por diante este trabalho como forma de abordar a importância do conto de fadas na formação da criança e o papel que a representação de muitos desses contos tem, de uma forma simbólica ou realista, no imaginário dos mais pequenos. Na generalidade das famílias, a hora de dormir assumia no passado um momento de intimidade e de partilha entre pais/avós e filhos, no qual o conto de fadas e ou as histórias de encantar tinham um papel de destaque. Recordar estes momentos traz à memória de muitos de nós boas e gratas recordações dos contos nossos preferidos, que noite após noite, nos eram repetidos pela voz doce dos avós e ou dos pais, até o sono chegar. Mas será que as crianças de hoje vão poder recordar momentos de encantar idênticos daqui a alguns anos? É obvio que a maior parte das famílias, com a vida agitada que entretanto se instalou, foi perdendo este hábito de contar histórias aos mais pequenos, tornando-se importante recuperarmos estes momentos familiares, que davam prazer, entretinham e ensinavam a criança, levando a que através das histórias adquirissem modelos, normas de conduta e percursos de vida, já que a linguagem, a mensagem e os valores que cada história transmite, são relevantes para a formação da criança que vê as histórias através de dois olhares o do seu imaginário e o real. Foi pois a vontade de podermos de alguma forma contribuir para o reatar desta tradição tão benéfica para as crianças, que nos motivou a implicar neste trabalho de investigação intitulado O conto de fadas e a arte de representar. Dois olhares da criança: o do imaginário simbólico e o real, como forma de conseguirmos respostas para a nossa questão inicial que formulámos da seguinte forma: Qual a importância do conto de fadas e ou historias de encantar na formação da criança e no seu percurso de vida, na perspectiva da própria criança, dos pais e dos professores, cientes de que de acordo com as hipóteses por nós formuladas O conto de fadas e ou histórias de encantar possibilitam melhorar o desenvolvimento e formação da personalidade da criança e o conto de fadas ajuda a criança a alcançar a sua individualidade e 8

10 identidade. Os objectivos que nos movem vão no sentido de através do conto de fadas e da arte de representar se conseguir uma melhor formação da criança. O estudo incidirá sobre alguns aspectos essenciais. Assim o trabalho está dividido em duas partes que abrangem um total de cinco capítulos. No primeiro desses capítulos debruçamo-nos sobre as origens da literatura infanto-juvenil; no segundo tratamos do fascínio de representar/dramatizar; no terceiro capítulo tratamos das técnicas expressivas, no quarto referimo-nos à metodologia adoptada; no quinto e último fazemos a apresentação e interpretação dos resultados seguindo-se a conclusão do trabalho. PARTE I CAPÍTULO 1 - AS ORIGENS DA LITERATURA INFANTO- JUVENIL 1. A LITERATURA INFANTO-JUVENIL E A SUA EVOLUÇÃO A delimitação das origens da manifestação da literatura infantil enquanto tal, não é consensual. No período que decorre da idade média até finais do séc. XVIII, não se pode falar ainda da sua existência. Na sua origem, a literatura infantil misturou-se com a literatura tradicional de transmissão oral que, durante muito tempo, funcionou como veículo de conhecimentos e crenças de uma comunidade, reflectiu os mais variados sentimentos de um povo, os seus hábitos, usos, costumes, vícios e transmitiu valores estéticos, pedagógicos, linguísticos e históricos, para além de outros. As experiências vividas eram guardadas pelo homem na memória porém quando a memória falhava, o homem antigo procurava suprimir essa falha através da imaginação, recheada de seres mágicos e de encantar. Com o tempo o homem teve necessidade de explicar a si próprio o mundo e os fenómenos que admirava e, como forma de transmitir as suas experiências às gerações seguintes de uma forma sucinta e clara, surge então a narração criadora e o primeiro estágio da arte de narrar é o mito, intimamente associado ao sobrenatural e à superstição, exaltando as forças da natureza como o vento, o fogo, a água, frio, calor. Para explicar os factores naturais que o homem desconhece nasce a lenda, uma história das primeiras lutas do homem, do seu desconhecimento e da sua constante preocupação no entendimento do mistério que o 9

11 rodeia, como o céu, a terra, o mar, as migrações dos povos e dos animais e mesmo factores decorrentes no seu dia-a-dia. Se o mito é sempre trágico, a lenda possui um final maravilhoso, personagens sobrenaturais e está marcada por um profundo sentido de fatalidade que conta o esforço do homem para construir a sua arte, a sua cultura fixando a presença do destino e da providência nas suas explicações. Também as histórias dos contos de fadas não foram imaginadas, nasceram de factos reais guardados pelas memórias dos povos. A literatura infantil, uma literatura escrita que se perpetua através de suportes materiais nutre-se dessas grandes narrativas míticas que são as fábulas, os mitos, as lendas, os contos de fadas e outros, em que o maravilhoso e o imaginário predominam, o que faz dela fonte privilegiada para os relatos ficcionais. Pode-se, por conseguinte, afirmar, sem medo de cair no exagero, que foi exactamente na literatura tradicional que a literatura infantil encontrou, desde sempre, a sua principal fonte de inspiração e o seu modelo mais elementar. De entre as diferentes manifestações da literatura tradicional de transmissão oral, as histórias que o homem conseguiu passar de geração em geração são a contribuição mais profunda na literatura infantil. Mimoso e Couto referem a propósito que: Há toda uma tradição que remonta aos Hebreus, Árabes, Egípcios, Gregos de fábulas, parábolas, contos fantásticos, vidas de Santos, vida dos deuses, a que as crianças tinham acesso, mas que não eram destinados apenas às crianças, mas a toda a família. O custo do livro e a enorme taxa de analfabetismo reduziam muito o contacto com a literatura escrita. Eventualmente, as crianças ouviriam ler alguns excertos de obras de literatura de cordel, dos textos sagrados, de almanaques ou gazetas, mas, mesmo assim, pelo menos estes últimos só se tornaram correntes no século XIX (2002:142). No século XVIII, a criança passa a ser considerada um ser diferente do adulto e começa então a delinear-se, embora de forma ténue, a literatura infantil propriamente dita, que só consegue emancipar-se verdadeiramente no nosso país pelas mãos da geração de 70. O século XIX foi um marco no nascimento da literatura infantil escrita, ou melhor, da literatura que é destinada à criança. Com a revolução industrial toda a literatura se difunde. Grandes transformações sociais ocorrem, a família tradicional transforma a sua vida em parte devido à procura de melhores condições de trabalho. 10

12 Verifica-se um crescimento demográfico e consequente aumento cultural da população, com um público interessado na literatura da época. No dizer de Marques (1976: 51), na realidade, um dos aspectos mais importantes do Portugal oitocentista foi o seu surto cultural. Porém, a ascensão e implantação da literatura infantil foi morosa e só a partir da segunda metade do século XIX há uma consciência do que é a literatura infantil, começando-se então a escrever para um público-alvo específico, não se podendo até aí falar de literatura infantil, porque apesar de haver literatura que suscitava o interesse das crianças, ela não lhe era destinada. A criança passa a ser o centro das atenções como destinatário da literatura, mas escrever para crianças é uma tarefa que requer muita mais responsabilidade do que escrever para adultos, na medida em que exige uma relação de quem escreve com o público a quem a literatura se destina, ou seja a criança. Assim, muitos autores que escrevem para crianças passam a recorrer aos contos tradicionais e a partir deles ou de outros contos, escrevem novos e modernos contos para crianças. É por isso que actualmente existem muitos contos de fadas modernos adaptados dos contos tradicionais. No entanto, a criança adapta-se perfeitamente a estas novas histórias. O enredo corresponde ao seu mundo e isso facilita que a criança se envolva na magia e fantasia dos contos e faz com que ela se adapte perfeitamente a estas novas histórias, o que não aconteceria se fosse de outra forma, pois a criança perderia todo o interesse por estes contos. É que como salienta Traça, Quando um conto resiste ao tempo, reúne através de diversas épocas o sufrágio de crianças e adultos, não é por veicular uma moral adulta, conformista, estabelecida, recomendada. Na maior parte dos casos, não é pura evasão conduz-nos ao âmago da vida e dos grandes problemas do homem. E este poder de catarse não reside só nos contos mais antigos, como insinua Bruno Bettelheim, mas também existe nos contos modernos que falam da guerra, do racismo, da exploração do homem pelo homem, das relações familiares, das relações de amizade, duma maneira intemporal. Porventura, tratar-se-á de um intemporal moderno (1992: 47). No século XX, há uma continuidade e um aprofundar do interesse na literatura infantil. A partir da década de 70 a cultura e literatura portuguesas são marcadas por um enriquecimento no domínio das obras infantis. A preocupação na adequação das obras às diversas idades das crianças, sendo de salientar a publicação de contos tradicionais, talvez numa tentativa de retomar a tradição. Autores como Adolfo Coelho, Guerra 11

13 Junqueiro, foram alguns dos proeminentes escritores cuja vertente direccionou para o imaginário infantil com contos infantis. Após o 25 de Abril de 1974 o livro infantil em Portugal adquire um valor primordial no desenvolvimento do imaginário infantil, proporcionando novas perspectivas para a leitura infantil. Surgem mais bibliotecas, com salas para crianças e jovens que por vezes interagem com as escolas. Com o decorrer do tempo as editoras alargam as suas capacidades de oferta de leitura para crianças e é cada vez mais evidente o recurso a obras traduzidas. No que respeita às obras literárias infantis a diversidade é bastante evidente nomeadamente no que diz respeito a livros de diversos formatos, livros com música, livros de desmontagem, livros plastificados adequados a actividades na água e variadíssimos contos de fadas. Relativamente ao conto juvenil, à poesia, ao texto dramático, a literatura para crianças tem vindo a evoluir no sentido de serem produzidas mais obras direccionadas ao público mais jovem. Já nos anos 80, nomes como Maria Alberta Meneres, Matilde Rosa Araújo entre outros, consagram-se como autores infantis, embora tenham iniciado a sua actividade literária em anos anteriores. Hoje pode dizer-se que o sector se mantém em constante evolução, com influência de obras que retomam temas do maravilhoso popular, que analisam o fantástico, que fazem uso de todas as potencialidades da linguagem e que levam ao debate interior. Sem possuir, em princípio, uma identidade própria no que diz respeito à sua composição estrutural, a literatura infantil surge, como sugerimos, no rastro das modalidades genéricas das narrativas tradicionais. Muitas vezes confunde-se com elas e, quase sempre, inspira-se nelas para a partir daí adquirir autonomia e atingir a sua maturidade. Porém, se a literatura infantil tem origem na idade oral do mito o livro infantil surgiu somente quando despertou a preocupação com a criança. O ideal da literatura infanto-juvenil no dizer de Goés (1991:22), ( ) é deleitar, entreter, instruir e educar as crianças, e melhor ainda se as quatro coisas de uma vez. Repetindo: educar, instruir e distrair sendo que a mais importante é a terceira. O prazer deve envolver tudo o mais. Se não houver arte que produza o prazer, a obra não será literária e, sim, didáctica. 12

14 O livro infantil ocupa ainda um lugar privilegiado sendo ponto de encontro entre duas artes, a da palavra e a da forma o texto e a sua ilustração. O texto revela a imagem e a imagem revela o texto, aumentando assim a eficácia do livro. 2. O CONTO DE FADAS E A ARTE DE REPRESENTAR Desde sempre o homem sentiu a presença de forças e poderes superiores que não consegue explicar, conhecer ou compreender. E porque o desconhecido exerce grande poder sobre o ser humano, este vive numa permanente ânsia de sabedoria e controle da própria vida. A literatura é a expressão que melhor reflecte este aspecto da vida humana, com destaque para as narrativas maravilhosas herdadas dos povos da antiguidade e que assumem um papel de relevo no darmos valor à vida. As narrativas populares maravilhosas assumem duas formas importantes: os contos de fadas e os contos maravilhosos. Os contos de fadas desenvolvem-se dentro da magia e, com ou sem a presença de fadas contam com personagens maravilhosas, tais como reis e rainhas, príncipes e princesas, fadas, génios, bruxas, gigantes, anões e outros. O conto, enquanto história é uma sucessão de acontecimentos transformadores de uma situação inicial numa nova situação. Para que suceda uma modificação, é necessário que um acontecimento provoque um desequilíbrio no estado inicial, e prepare uma alteração que terminará num equilíbrio. Os lugares onde decorre a acção têm um carácter mágico e simbólico, sendo somente sublinhados os traços funcionais do espaço, ou seja, o quadro que faz parte da própria acção. Por vezes, ocorrem transformações e o tempo e o espaço, situam-se fora da realidade conhecida. Os contos de fadas têm como eixo gerador uma problemática existencial e a realização essencial do herói ou da heroína. Os contos maravilhosos, por seu lado, não contam com a presença de fadas mas, porque se desenvolvem num quotidiano mágico, contam com a presença de génios, duendes, animais falantes e objectos mágicos. Têm como eixo gerador estes contos, uma problemática social e neles, o tempo e o espaço, são reconhecíveis e familiares. Dado que a visão mágica do mundo deixou de ser privativa das crianças, para ser assumida pelos adultos (Coelho, 1991: 9), nos nossos dias, verifica-se a coexistência entre o pensamento racional e o pensamento mágico. 13

15 35), Os contos maravilhosos de fadas, são contos que na opinião de Parafita (2001: ( ) respeitam os conteúdos narrativos nem sempre homogéneos e neles cabem personagens de vasta latitude semiológica ( ). É uma narrativa de conteúdo maravilhoso, independentemente das condições do mundo real, com as suas categorias de tempo, espaço e causalidade, e das exigências de credibilidade. Os contos de fadas pertencem ao universo do maravilhoso e de acordo com Coelho têm como eixo gerador uma problemática existencial ou seja, a realização pessoal do herói ou heroína que, em geral, está visceralmente ligada à união homemmulher (1987: 13). As personagens em geral são poucas, às vezes crianças e outras jovens em idade de casar, provenientes de uma humilde cabana ou de um luxuoso palácio encantado. As origens das personagens, as características que as distinguem, o seu modo de actuar são exagerados, por vezes até demasiado ou seja, ou são demasiado boas ou perversas, belas ou horrendas, medrosas ou valentes, podem ser princesas ou bruxas, gigantes, anões, reis disfarçados de mendigos ou mendigos transformados em reis e cavaleiros. No que respeita às personagens secundárias predominam os pais, a avó, a madrasta e até as cortes dos reis e os trabalhadores como exemplificação e referência à sociedade sofredora e trabalhadora. Isto porque na opinião de Traça os contos populares foram actos simbólicos através dos quais os camponeses enunciaram, as suas aspirações, projectaram a possibilidade de um conjunto de meios imaginários que lhes permitisse esperar uma metamorfose nas suas vidas (1992: 46). Os animais fazem também parte destes contos, mas são dotados de alma e os diversos objectos que entram nos contos de fadas como espelhos, varinhas, vassouras e lanterna são em geral animados. As qualidades físicas ou morais revelam-se bastante nítidas em cada personagem que personifica a bondade, a maldade, a beleza, a covardia, a coragem, a modéstia, ou o orgulho. Essas qualidades são realçadas na trama que preenche os actos, e no final dos quais triunfa a bondade sobre a maldade e o belo sobre o feio. Os contos de fadas são sem dúvida uma das melhores recordações do tempo em que fomos criança, sobretudo para quem teve avós e mães que dedicavam uma parte do seu tempo a contar-lhos. Ouvi-los era como fazer uma viagem por um universo fantástico, onde o poder e a magia fascinavam de tal forma que apesar de se ouvir o 14

16 mesmo conto, inúmeras vezes, este continuava a fascinar-nos ao ponto de o sabermos dizer de cor. O enredo dos contos de fadas exige que o herói ultrapasse provas e obstáculos, para assim se sentir realizado, como um verdadeiro ritual iniciático, para que o herói alcance a sua auto-realização existencial, seja pelo encontro do verdadeiro eu, seja pelo encontro da princesa, que encarna o ideal a ser alcançado (Coelho, 1987: 13). Os contos de fadas são fundamentais para que a criança possa crescer em equilíbrio e hoje em dia alguns estudiosos vêm reconhecendo a sua importância formativa na personalidade dos mais novos, na medida em que lhes garantem um feedback de saberes e lembranças de uma infância vivida e sonhada. Traça afirma que o conto parece encarregado pela tradição oral de que saiu, de uma missão educativa da maior importância, que consiste em ensinar à criança que é preciso passar de uma idade a outra, de um estado a outro, através de metamorfoses dolorosas (1992: 88). Com estas narrativas de encantar, a criança pode estabelecer melhor a fronteira do Bem e do Mal, do Moral e do Imoral, do Bom e do Mau, do Bonito e do Feio e a violência, o sofrimento e a morte que por vezes marcam a sua presença nestes contos, não a incomodam nem atormentam, até porque como refere Costa (1997: 170). Esta violência que aparece nos contos de fadas, escutados ou lidos, não é a que perturba a sua tranquilidade, bem pelo contrário pois lhe é indispensável, ( ), para que possa crescer em equilíbrio. Exactamente porque o conto contém mensagens secretas, ( ), dialoga com a criança a um nível que não entendemos completamente, que não conseguimos justificar, nem ela claro, mas é um diálogo conseguido. É um diálogo que a atinge na sua interioridade e que lhe permite proceder à arrumação da casa em desordem. No seu percurso de vida, a criança adquire vivências e experiências que a fazem evoluir como ser humano e adquirir a maturidade que lhe permite dar um sentido à vida. No entanto, para que ela consiga isso são necessárias experiências de crescimento, conseguidas passo a passo, sendo a literatura infantil um caminho valioso de informação para o seu crescimento, na medida em que através dos contos de fadas, a criança, aprende a ultrapassar conflitos, a construir mecanismos de defesa e a formar a sua personalidade. Assim, a criança que tem o privilégio de crescer com os contos de fadas, de viver a magia das suas personagens preferidas e muitas vezes ser a referência do herói ou heroína aprende a superar obstáculos, porque estes contos enriquecem a sua 15

17 vida interior e ajudam-na a confrontar-se como refere Bettelheim (1998: 16) com as exigências básicas do homem, que fazem parte intrínseca da existência humana. O conto de fadas fala às crianças na linguagem de símbolos, representa conteúdos inconscientes e as situações improváveis, que são apresentadas à criança como comuns, ou seja como algo que poderia suceder a qualquer um de nós. O final de contos de fadas é sempre feliz transmitindo um consolo final. Traça escreve que na maior parte dos contos, a satisfação dos desejos é um programa de sobrevivência, não uma evasão no imaginário, as raízes no mundo real são palpáveis (1992: 44). Na sociedade antiga a criança não era vista como elemento importante no seio familiar, e não se dava valor à infância. A literatura era para o adulto não havendo espaço para a criança. Nos nossos dias porém, verificamos que a literatura infantil é recheada de grande valor cultural antigo e adapta os contos de fadas ao quotidiano da criança e do homem em geral. É importante referir que a figura central do conto de fadas é a fada, assim como outros seres que pertencem ao mundo feérico. A fada está quase sempre presente nestes contos ou pela sua beleza e bondade ou pelas suas intervenções maléficas. Características de um mundo não natural, referidas ao longo das histórias, surgem a varinha do condão, o cavalo branco ou outro animal, por exemplo a corsa. A beleza, o palácio, as jóias, a cor branca, quase sempre marcas do mundo feérico também fazem parte. A fada que tem o dom de se metamorfosear e assumir formas diversas, detém um poder quase ilimitado. Costa afirma mesmo que a fada É um ser sobrenatural, oriundo de um outro espaço, de um mundo outro, possuidora de grande poder que utiliza como lhe apraz. A sua presença junto dos mortais surge quando ela assim o decide e os privilegiados são escolhidos segundo o seu critério. A fada define-se ainda pela excepcionalidade dos dons concedidos, que deixam marcas que interferem em todo o percurso do herói. Estas marcas são sobretudo de natureza positiva mas também podem ocorrer intervenções maléficas que raramente vêm a concretizar-se (1997: 26). É este maravilhoso, esta universalidade que permite à criança dialogar com o mundo povoado de seres feéricos. No entanto, há uma clivagem entre o bem e o mal, que acaba com o desenrolar da história, com o bem a vencer o mal, levando a que a criança queira muitas vezes ser parecida com uma ou outra personagem, que elegeu como o seu herói ou heroína, personagem que triunfa perante o mal e, deste modo, a 16

18 regra é facilmente interiorizada pela criança. Esta cultura popular antiga, que tanto agrada a todas as gerações fez e faz parte da infância de todos nós e a todos possibilita enquanto crianças, um despertar de emoções, viagens pelo mundo de encantar, e o verem estes contos através de dois olhares, o do imaginário simbólico e o real. O simples começo dos contos de fadas: Era uma vez, Há muitos anos, Naquele tempo, Num reino distante, em que toda a narrativa é envolvida por acontecimentos mágicos de encantar e, deixa a criança envolvida num ambiente mágico. Sobre a relação da criança com o conto de fadas. Bettelheim defende que o conto de fadas faz sair a criança do mundo real permitindo-lhe enfrentar problemas psicológicos profundamente enraizados e incidentes causadores de ansiedade a fim de realizar a sua autonomia (in Traça, 1992: 46). Depois dos pais, avós, de toda a herança cultural passada de geração em geração, também a literatura infantil é uma ajuda preciosa, indispensável no desenvolvimento intelectual e emocional da criança e a que melhor informação contém para ela, não fossem as personagens dos contos de fadas elementos centrais das narrativas nas quais a criança se revê quando elege o seu herói ou heroína preferida. De igual forma, o final feliz do conto de fadas e viveram felizes para sempre é importante para a criança, na medida em que o bem é sempre compensado e está ao alcance de qualquer um, apesar dos obstáculos e das provas difíceis a que tiveram de se submeter. É que como refere Traça (1992: 32) se as personagens centrais vivem felizes para sempre, é porque se desenvolveram como seres humanos num grau tal, que merecem a felicidade que recebem. Um pai ou uma mãe, um avô ou uma avó, ao contar uma história de fadas a uma criança está a demonstrar-lhe que tem em atenção as suas experiencias interiores, personalizadas através desses contos. Estes contos frutíferos que a criança considera reais, levam-na a sentir-se real e importante como filho, que foi ouvido e compreendido pelo pai, mãe, avô ou avó. É que segundo Bettelheim (1998: 197). O conto de fadas comunica à criança um entendimento intuitivo, subconsciente da sua própria natureza e daquilo que o seu futuro lhe reserva se ela desenvolver as suas potencialidades positivas. Ela pressente através dos contos de fadas que ser humano neste mundo significa ter de aceitar reptos difíceis, mas também achar aventuras maravilhosas. 17

19 Os contos de fadas orientam a criança no sentido de transcenderem a sua dependência imatura dos pais e começarem a apreciar o apoio dos seus companheiros dentro da mesma idade. O estabelecimento de laços de confiança com outras crianças da mesma idade vem substituir um pouco a confiança cega que a criança, embora já em idade escolar, possui no pai e na mãe e que a impede de acreditar que um dia será capaz de caminhar sozinha no mundo. Com os contos de fadas a criança aprende a confiar nela própria e nas suas capacidades de poder dominar e contornar os seus receios e com essa experiência, aprende muito e os seus conhecimentos valorizam-se bastante. O conto de fadas mostra à criança uma realidade para ela agora desconhecida, mas que irá descobrir ao longo do seu processo de crescimento, pois à medida que a criança vai crescendo descobre novos aspectos nos contos que ela já conhecia, o que é revelador de que ela amadureceu a sua compreensão. O conto de fadas constitui por conseguinte um estímulo valioso para a fantasia e sabemos que o desenvolvimento da imaginação e da criatividade se tem revelado um factor importante no desenvolvimento da criança, sendo fundamental no entanto que a criança saiba situar-se entre a fantasia e a realidade. A fantasia dá à criança um conhecimento maior e mais profundo dos seus processos de interiorização, tornando-a mais capaz de captar o mundo exterior e Bettelheim acrescenta as experiências e as reacções de uma criança são extremamente importantes e em grande parte inconscientes, devendo permanecer assim até que ela chegue a uma idade em que uma compreensão mais madura seja possível (1998: 28). Não admira portanto que Meneres afirme que, Hoje em dia sabemos como são fundamentais para as crianças as histórias de Fadas: esses enredos em que a realidade e a imaginação convergem para um ponto de entendimento - talvez para a constatação de que o bom e o bonito, ao lado do mau e do feio, são nomes de seres ou de objectos convivendo lado a lado, inevitavelmente. Como na própria vida (1997: 11). É por todas as razões apresentadas que os contos de fadas têm permanecido através dos tempos, passado de geração em geração com o mesmo sabor e encanto e continuam a ser vistos pela criança enfeitiçada através de dois olhares, o do seu imaginário simbólico e o olhar da realidade. Actualmente o conto de fadas é orientado para o futuro e conduz e orienta a criança no sentido de renunciar aos seus desejos de dependência infantil e realizar uma existência mais independente, por isso se torna 18

20 importante fornecer à criança moderna imagens de heróis que se lançam no mundo sozinhos seguindo em frente, com confiança interior. É que as crianças de hoje sentemse isoladas com frequência, já não crescem na segurança da família ou de uma comunidade, por isso o herói dos contos de fadas, tal como elas, faz percursos solitários por algum tempo. Por outro lado a vida da criança é feita de representações. É como um conto de fadas real em que a criança/homem é a personagem principal. À nascença e, desde os primeiros minutos de vida a criança inicia-se na arte de representar: chora, manipula os braços e as pernas como demonstração de prazer pelo leite, pelo colo da mãe ou mesmo pela carência destes alimentos ou afectos. O percurso de vida da criança é tal como a de um adulto uma representação constante, daí que tenha necessidade de por vezes exteriorizar o que lhe vai no íntimo, usando o corpo para tal, bem como para transmitir as suas necessidades básicas. Todos os movimentos que faz, o choro, o rir, o falar, o ler, o estar contente, o estar doente, o estar molhado, estar com fome ou frio, são uma representação das suas emoções, dos seus sentimentos, das suas atitudes. Todas estas manifestações de comportamentos, sejam através do corpo ou da voz, são já formas da criança representar. Contudo essas manifestações podem ser expressas através de muitas outras formas como a música, a dança ou a plástica, um todo formal de representação, em que a criança se manifesta, por vezes, sem necessidade de técnicas específicas, mas apenas com a ajuda da sua capacidade espontânea, simbólica e criativa. Isto porque para ela a arte de representar é uma forma de expressão simbólica, que ela demonstra como já referimos, através do corpo e da voz, das suas sensações, emoções, conflitos, prazeres, medos, sonhos, e tudo o que faz parte do seu mundo simbólico e real e o conto de fadas é indispensável para o seu desenvolvimento intelectual, emocional e formação da personalidade já que oferece à criança universos dominados pela fantasia, mas se situa também num domínio próximo da realidade, articulando de forma prática estas duas vertentes. 3. O CONTO DE FADAS E A ARTE DE REPRESENTAR DOIS OLHARES DA CRIANÇA: O DO SEU IMAGINÁRIO SIMBÓLICO E O REAL As diversas formas de narrar pertencem ao vasto mundo de narrativas nascidas entre os povos da antiguidade e que ao longo dos tempos se foram espalhando por todo 19

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