EDITORIAL EXPEDIENTE

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2 Fundado em 18 de outubro de 1971 pelo educador Dr. Romeu Ritter dos Reis Reitor Flávio Romeu D Almeida Reis Vice-Reitora Hélvia Lúcia Krüger dos Reis Pró-Reitora de Ensino Laura Coradini Frantz Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão Sidnei Renato Silveira Diretora Administrativa Ivelone Nagel Reis Campus Porto Alegre Rua Orfanotrófio, 555 Alto Teresópolis Porto Alegre RS Fone: (51) Campus Canoas Rua Santos Dumont, 888 Niterói Caixa Postal Canoas RS Fone: (51) EDITORIAL EXPEDIENTE Pluralidades As inúmeras transformações sociais pelas quais o mundo passou no século XX e vem passando neste início de século XXI vêm forçando todos a repensarem suas teorias. Ideias antes levadas como dogmas absolutos acabam caindo por terra frente aos novos parâmetros de gerações e de gêneros, novos comportamentos, atitudes, ações. O Direito, especificamente, vem se adaptando a fórceps a novos arranjos familiares. As chamadas famílias plurais viraram o grande desafio das políticas sociais na contemporaneidade. Em dia com os temas atuais, o UniRitter promoveu, em parceria com o IBDFAM, em setembro, o II Seminário de Direito de Família. Especialistas no assunto expuseram e debateram tópicos como famílias reconstituídas e responsabilidade parental, o Direito Homoafetivo, a filiação socioafetiva e a anencefalia e a discussão nos tribunais. Sim, são temas cabeludos, mas que estão por aí, circulando e acontecendo em meio ao cotidiano da população e que estão cada vez mais perto de nós. Tanto que resolvemos dedicar a capa desta edição da Conexão a eles. Órgão Informativo do Centro Universitário Ritter dos Reis Circulação Bimestral - Distribuição gratuita Tiragem: exemplares - ISSN Gerente de Comunicação e Marketing Cláudia Mallmann Editora Responsável Andréa Lopes - MTb 7858 Edição e Redação Andréa Lopes, Evelise Morais e Sabrina Ortácio Capa Arte de Fernando Bragança sobre fotos de Evelise Morais Editoração Fernando Bragança Revisão Rosana Pereira Gaston Impressão Gráfica Odisséia Ltda. Av. França, Porto Alegre/RS Fone: (51) Já na área da Administração, o MBA, que foi coqueluche entre os formados há alguns anos, vem sendo, ultimamente, apedrejado por alguns especialistas. Na seção Opinião, o professor Paulo Meira, que é coordenador do curso de especialização no UniRitter, defende as três letrinhas mágicas. Pluralidade também se viu no workshop internacional O Muro e a Copa, promovido pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, que reuniu estudantes do UniRitter e do Exterior em um passeio pela orla do Guaíba. Divididos em grupos, todos criaram projetos bárbaros para, literalmente, transpor o muro que separa Porto Alegre do lago. E na seção Entrevista desta edição, as palavras e ideias de uma das grandes figuras do pensamento gaúcho, o psicanalista José Outeiral. Para ler e refletir. Boa leitura! É permitida a reprodução parcial ou total de matérias aqui publicadas, desde que conservada a forma e citados a fonte e o autor. As matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores. Fale Conosco: Andréa Lopes Editora Responsável 2

3 Í N D I C E 6 4 Palavra da Reitoria Opinião Prof. Paulo Meira fala sobre o MBA em Marketing Luiza Campana, o Prêmio Opera Prima e outros egressos de sucesso 12 8 O polêmico Muro da Mauá é tema de workshop internacional 12 Capa Famílias Plurais Como a justiça vem lidando com situações de conflito geradas por núcleos familiares cada vez mais diversificados Entrevista José Outeiral, psiquiatra e psicoterapeuta Pelo UniRitter Instituição tem nova Pró-Reitora de Ensino Perfil Pedro Portella, bacharel em Sistemas de Informação 23 Traço Livre 3

4 Novo semestre, novos espaços, novas lideranças, novas atitudes No começo deste segundo semestre de 2009, vivemos momentos atípicos. A disseminação do vírus Influenza H1N1, ocasionando a Gripe A, fez com que os brasileiros repensassem seus hábitos, suas atitudes, seu cotidiano. Preocupados com a saúde de nossos alunos, professores e funcionários, o UniRitter decidiu adiar em duas semanas o reinício das aulas. Hoje vemos que tomamos a atitude correta, junto à distribuição da cartilha com as formas de prevenção à gripe e da disposição do álcool gel pelos corredores da Instituição. Também fizemos um trabalho de conscientização junto à equipe de higienização, que passou por um treinamento específico e foi orientada a redobrar o cuidado com os procedimentos de limpeza e manutenção, das maçanetas das portas às cadeiras e mesas das salas de aula. Em agosto, também abrimos as portas de salas do novo Prédio C do campus Porto Alegre para turmas do curso de Direito. Há algum tempo queríamos disponibilizar aos nossos acadêmicos melhores condições físicas, que trouxessem mais conforto e segurança para o melhor desempenho de suas atividades. Em 2010 inauguraremos o prédio, disponibilizando à comunidade acadêmica mais m 2 de área construída, incluindo as novas salas, novos laboratórios, novas áreas de convivência e novos auditórios. No campus Canoas, também um novo prédio está em construção, que suprirá as demandas de crescimento daquela unidade da Instituição. A subestação com dois pavimentos e seis grupos geradores abastecerá o campus com energia própria, acabando com as quedas de luz e diminuindo os gastos com energia. Na sala 104 do 1º andar do Prédio A e na sala 232 do 2º andar do Prédio D, ambos no campus Porto Alegre, instalamos dois novos Laboratórios de Uso Livre. São novos espaços informatizados para o uso dos acadêmicos, a qualquer hora, dentro do horário de funcionamento do campus. E para novas atitudes e espaços, novas lideranças. No começo de setembro, a professora Laura Coradini Frantz, que vinha brilhantemente coordenando a Faculdade de Direito do campus Porto Alegre do UniRitter, passou o bastão da coordenação para a professora Fernanda Barbosa para assumir nossa Pró- Reitoria de Ensino. A ambas as docentes, agradecemos o empenho pelo crescimento e desenvolvimento do Ensino na Instituição e desejamos que Deus as iluminem em suas novas trajetórias. Evelise Morais / UniRitter Flávio D Almeida Reis Reitor do UniRitter 44

5 Três letras que dizem muito em seu currículo A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento. Encontramos já no livro de Provérbios, na Bíblia Sagrada, um conselho aos jovens, de buscar a sabedoria mais que outras coisas. Por óbvio, o conhecimento acadêmico é apenas um componente da sabedoria plena para a vida, mas, no UniRitter, um componente muito importante. Se usado com ética, o conhecimento, como insistia o grande pensador da Administração, Peter Drucker, fará toda a diferença no mundo dos negócios. É com essa tônica que o Uni- Ritter está iniciando sua primeira turma do MBA em Marketing, da Faculdade de Administração da Instituição. MBA, como é sabido, é a sigla para Master in Business Administration (algumas instituições norte-americanas utilizam o título Master of Business Administration ), um grau acadêmico destinado a administradores e executivos na área de gestão de empresas. Trata-se de uma pós-graduação lato sensu, tal como a especialização, com a diferença em que (Provérbios, 4:7) Paulo Ricardo Meira Professor da Faculdade de Administração do UniRitter e Coordenador do MBA em Marketing da Instituição há um foco maior na formação de executivos para a prática de mercado, e por isso, entre as ferramentas pedagógicas, há amplo estudo de casos reais do mercado, aliados à teoria. Assim, o MBA em Marketing do UniRitter está voltado, além da teoria, para as práticas de gestão de marketing no mercado, com foco também na reflexão ética dessa prática profissional. O objetivo é tornar o executivo - ou candidato a executivo - mais preparado e eticamente responsável para o trabalho na área de marketing. Como está expresso na missão da Instituição: Construir e disseminar o conhecimento por meio da Educação Superior, para formar profissionais qualificados e cidadãos éticos, privilegiando o desenvolvimento humano sustentável. No MBA, não poderia ser diferente. Não desejamos apenas pessoas que saibam fazer, mas pessoas que pensam o que fazem, com base em valores éticos de uma boa prática nos negócios. 5Evelise Morais / UniRitter Um contexto inusitado favorece os MBAs no Brasil, em face da crise internacional, conforme matéria no jornal O Estado de São Paulo: com a crise, muitos candidatos a realizar seu MBA no Exterior, passaram a preferi-lo em solo nacional, pelos custos acadêmicos e da própria viagem e sustentação fora do País. Mas não será esse o motivo principal ao final do curso pronto. Temos convicção de que, uma vez concluído o curso, o pós-graduado do UniRitter não terá visto o dinheiro economizado, mas sim o valor agregado. Valor esse em nível pessoal, com a rede de contatos aumentada em sala de aula com os colegas e professores, e em nível profissional, com ferramentas de marketing aprofundadas para o sucesso nos negócios de cada um. Como explicitado no livro de Provérbios, uma vez com o entendimento ampliado, o sucesso é natural, e as três letras mágicas no currículo de nosso aluno dirão muito a respeito dele: alguém que sabe, alguém que faz e alguém que pensa no que faz. 5

6 Estudantes e egressos do UniRitter destacam-se no mercado Texto: Andréa Lopes Fotos: Evelise Morais e Divulgação Novos e futuros profissionais das áreas de Arquitetura, Direito e Design têm seus trabalhos reconhecidos em encontros acadêmicos e concursos pelo País e no Exterior. 6 Luiza Campana, arquiteta

7 Sabe pai com orgulho de filho? É mais ou menos assim que Reitoria, professores e colaboradores do UniRitter se sentem quando algum aluno ou ex-aluno se destaca em sua área de atuação no mercado. Nas últimas semanas, em especial, as notícias foram as melhores: vários deles emplacaram trabalhos e ideias em concursos e encontros acadêmicos de destaque, no país e no Exterior. A função começou com Everton Waszak Porto, egresso da Faculdade de Design, que ganhou o prêmio IDEA/BRASIL 2009 com o case Interface Gráfica para Prontuário Médico Digital, seu trabalho de conclusão no curso de Design Gráfico do UniRitter. O designer ganhou o ouro na categoria Estudante do concurso. O Prêmio IDEA/BRASIL é promovido pela Associação Objeto Brasil e apoiado pela Apex-Brasil. A etapa brasileira antecede a edição do IDEA Awards norte-americano, considerado o Oscar do Design Internacional. A interface gráfica amigável desenvolvida por Everton oferece uma solução segura em prontuários digitais para hospitais e consultórios particulares. O sistema possibilita organização de dados, controle de informações sobre os pacientes e integração entre diferentes departamentos e setores do ambiente hospitalar. A diagramação, a identidade gráfico-visual e o desenho de interação facilitam a usabilidade. A excelência do design, desenvolvido para satisfazer as necessidades do usuário, é resultado de diversas análises e estudos de casos. A maior interatividade com as ferramentas é possível graças à criação de padrões de interação e de necessidade de reaprendizagem. Em sua produção foi utilizada metodologia de Garret (2002), com análises da etapa de preparação na metodologia de Bonsiepe (1984) e Dreyffus (1955), e aplicação de um processo de estudo de interface centrado no usuário. Na área da Arquitetura e Urbanismo, Luiza Campana foi a vencedora na categoria Projetando com PVC do 21º Prêmio Opera Prima, realizado em São Paulo pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil, marco na carreira dos formandos em Arquitetura do País, que destaca os trabalhos de conclusão dos cursos de Arquitetura. Luiza projetou o trabalho Sistema para Abrigos Temporários Emergenciais, que teve orientação de Helena Karpouzas e coorientação de Cláudio Luiz Gomes Araújo, Julio Ramos Collares e Sérgio Moacir Marques. Também no Opera Prima receberam Menção Honrosa o trabalho Centro de Visitantes, de André Luís Polezelo, com orientação da professora Helena Karpouzas e co-orientação de Cláudio Luiz Gomes Araújo, Julio Ramos Collares e Sérgio Moacir Marques; e Estação Mercado - Metrô de Porto Alegre, de Carla Barbosa Deboni, com orientação de Tiago Holzmann da Silva e co-orientação de Cláudio Luiz Gomes Araújo, Julio Ramos Collares e Sérgio Moacir Marques. Acadêmicos de Direito integrantes do Núcleo de Direitos Fundamentais da Instituição, coordenado pelo Prof. Aragon Érico Dasso Júnior, tiveram seus trabalhos aprovados para apresentação no XIV CISO - Encontro de Ciências Sociais do Norte e Nordeste, realizado em Recife. Cláucia Piccoli Faganello, Thaís Recoba Campodonico e Guilherme Cibils mostraram o trabalho As Transições Democráticas em Perspectiva Comparada: um estudo dos casos brasileiro e uruguaio. Já turma formada por Amanda de Lima e Silva, Franceli Pedott Dias e Antônio Paulo Soares mostraram o trabalho As Experiências Democráticas na Bolívia e no Brasil: semelhanças e diferenças. Este mesmo trabalho conquistou, de forma inédita, o prêmio de melhor trabalho escrito no Eixo Temático El Poder Legislativo en el Derecho Constitucional Contemporâneo das VII Jornadas Interuniversitárias de Derechos Humanos da Universidade de Córdoba, Argentina. Em função da premiação, o trabalho será publicado pela Universidad Católica de Córdoba. O UniRitter nunca havia vencido as Jornadas e tal premiação representa um importante estímulo aos trabalhos em Pesquisa e Extensão. Everton Porto, designer 7

8 De polêmica em polêmica, a tentativa de resgatar do isolamento e transformar em área turística a região portuária da Capital gaúcha, separada do resto da cidade por um muro, perdura há décadas. Ao longo dos anos, várias propostas surgiram e deixaram a população de Porto Alegre em cima do muro no que diz respeito ao aproveitamento do espaço junto ao Guaíba. Com a proposta de gerar novos olhares para a região, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do UniRitter e o Programa de Intercâmbio Acadêmico da Instituição promoveram, no final de agosto, o Workshop Internacional FAU UniRitter & Conveniadas - O Muro e a Copa, que reuniu estudantes de Argentina, Brasil e Espanha, no campus Porto Alegre. A Comissão organizadora, composta pelos professores Daniel Pitta, Leonardo Hortencio, Maria Isabel Milanez, Marta Peixoto e Sérgio Marques, orientou os trabalhos dos alunos, divididos em grupos que originaram, cada um, um projeto diferenciado. A temática do evento contemplou as recentes discussões para modificação daquele espaço, confrontando-as com a questão do polêmico Muro da Mauá. A confirmação de Porto Alegre como sede para a Copa do Mundo FIFA de 2014 habilita a cidade a transformações infraestruturais de grande porte, algumas das quais já conhecidas e divulgadas, inserindo o workshop nesse contexto, avalia Marta Peixoto, coordenadora da FAU/UniRitter. Com bloco de papel, lápis e câmera fotográfica na mão, vasculhando ângulos e perspectivas, os cinco grupos de estudantes receberam a missão de propor algo novo para a barreira que divide a opinião dos porto-alegrenses. Para o professor Daniel Pitta, coordenador de Extensão da FAU/ UniRitter, nenhum grupo teve medo de inovar. Seria mais fácil ser conservador com o muro, mas chamou a atenção as diferentes ideias, observa. Para ele, o olhar estrangeiro sobre nossas questões urbanas é sempre importante, e nesse aspecto destaca-se o fato de que as equipes de Buenos Aires e Barcelona, por exemplo, sejam oriundas de cidades que souberam explorar suas relações com a água. O professor conta que, para os paulistas, Porto Alegre foi uma agradável surpresa de um Brasil que ainda não conheciam. Já a delegação de Córdoba encontrou uma cidade mais ou menos do mesmo porte daquela em que vivem, trazendo a vivência de alunos de uma escola estatal. Cada equipe apresentou um projeto para melhorar o uso do espaço entre o Cais e o muro da Mauá. A beleza da região e a falta de integração da Capital com sua orla chamaram a atenção, principalmente dos estrangeiros. A manipulação da altura do muro esteve presente na maioria das propostas apresentadas. Uns mantiveram o paredão de concreto, sugerindo novos desenhos. Outros o dispensaram. Mudar essa barreira de lugar e torná-la um local de lazer nos pareceu um bom começo, disse Karin Hofert, professora da Universitat Politècnica de Catalunya (Barcelona/Espanha), responsável pelo Grupo 5. Para Karin Hofert, a Capital gaúcha tem uma arquitetura muito conservadora. Fizemos um projeto arquitetônico para causar impacto, destaca. O grupo projetou um novo muro de três metros de altura sobre o qual existiria uma passarela ondulada que, em alguns pontos, avançaria sobre o Guaíba. A professora acrescenta que os acessos principais seriam em pontos na altura da Praça da Alfândega e da Casa de Cultura Mario Quintana. Com largura variável entre 15 e 20 metros, o local abrigaria bares, cafés, atividades culturais e uma ciclovia, permitindo que Fotomontagem: Daniel Pitta Propostas para sai Estudantes de Arquitetura e Urbanismo de três países participaram do workshop internacional O Muro e a Copa, realizado no UniRitter. 8

9 a cidade fosse vista de diferentes ângulos. A passarela proposta pelos alunos atravessaria a Usina do Gasômetro e terminaria com um grande espiral contornando a chaminé da usina, formando assim um grande mirante. O aluno Everton Bonorino, do 3º ciclo da FAU/ UniRitter, destaca que o grupo pensou numa obra moderna, sem deixar de lado a proteção eficaz. A estudante Marianela Chiani, da Universidad Nacional de Córdoba (Argentina), analisou até que ponto o muro é realmente eficaz. E as outras intervenções de infraestruturas como os sistemas hídricos controlariam as inundações em outros pontos da cidade?, questionou a aluna, integrante do Grupo 3. Os alunos Gustavo Sbardelotto e Renata Beck, do 3º ciclo da FAU/UniRitter, integrantes do Grupo 1, lembraram que, para casos de enchentes, além do muro, Porto Alegre também tem barreiras em grandes avenidas, como exemplo a Beira Rio, que é um imenso dique, e a Free Way. O professor Mario Camboni, da Universidad de Palermo (Buenos Aires), responsável pelo Grupo 1, conta que o projeto proposto por eles trabalhou com a orla verde em troca do muro. Na beira do rio, seria construído um deque elevado e, na borda do Cais, uma parede para proteção medindo 1,50m, altura adequada para casos de enchentes. Aumentamos a Avenida Mauá com espaço para caminhadas, canteiros e nos finais de semana mais uma pista da rua poderia ser utilizada pelos pedestres, explica Camboni. Nomeado de Interpenetraciones, o trabalho do Grupo 2, coordenado pela professora Maria Isabel Milanez, transformou o muro em uma praça linear em desnível, com 6m de largura. Com esta proposta conseguimos despolarizar o problema de ter ou não a barreira, pois convertemos o muro em passarelas, com patamares e caminhos diferentes, desde o Mercado Público até a Usina do Gasômetro, explica a professora. Para a aluna Maria Cristina Cid, da Universidad Nacional de Córdoba, integrante do Grupo 2, o projeto criaria uma visão agradável para quem passa pela Mauá. Conseguimos enfrentar a obviedade, comemora a aluna. A professora Mônica Bertolino, da Universidad Nacional de Córdoba, é a favor da remoção do muro. Ela acredita que não se pode comprovar sua eficácia. No lugar dele, o projeto do Grupo 3 planejou erguer uma marquise com vários pontos de apoio destinada a eventos culturais, como apresentações teatrais e projeções de filmes, que daria acesso aos armazéns. Mas o projeto também propõe uma proteção disfarçada no formato de bancos, que seriam construídos com 1m de altura na beira do rio. O Grupo 3 ainda planejou a criação de novas atividades para ocupar as edificações junto à orla, além de piscinas públicas. A estudante Marianela Chiani, de Córdoba, não acredita em inundações como a de 1941, devido aos atuais sistemas de contenção instalados na cidade. O Grupo 4 também propôs a retirada do muro. O professor Silvio Sant Anna, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, explica que a ideia de sua equipe foi destacar a frente dos armazéns para a Avenida Mauá, já que eles não têm mais utilidade como Cais. Nos fundos dos armazéns, seriam criados anexos em formato de deques elevados, com aberturas para a beira do rio, feitos em um nível que protegeria a cidade das inundações. Cecília Obiol, da Universitat Politècnica da Catalunya, comenta que neste espaço haveria cafés e bares com grandes janelas fixas que poderiam ser vedadas no caso de cheias. r de cima do muro Texto: Sabrina Ortácio Fotos: Evelise Morais 9

10 Vice-Prefeito José Fortunati participou da abertura Anunciando as principais mudanças estruturais que a Capital gaúcha sofrerá nos próximos anos, o Vice-Prefeito de Porto Alegre e Secretário Extraordinário da Copa 2014, José Fortunati, deu início à palestra de abertura do Workshop Internacional FAU UniRitter & Conveniadas - O Muro e a Copa, realizada no campus Porto Alegre do UniRitter. De acordo com o vice-prefeito, as ações elencadas pela Prefeitura, que envolvem projetos de diversos agentes públicos e privados, representariam um investimento de cerca de R$ 6 bilhões. Este é o momento de projetarmos e relacionarmos todas as iniciativas que julgamos importantes para que a cidade e o Estado estejam preparados para receber os jogos do Mundial, atendendo ao caderno de encargos da FIFA, enfatizou Fortunati. O secretário destacou a importância do olhar externo de estudantes de arquitetura para o muro. Para muitos, seria muito fácil implodir o muro e pronto, mas esta questão é muito mais complexa, o muro é importante para a cidade também por questões de segurança contra as enchentes. Para quem não conhece a história da Capital, tivemos grandes inundações no centro de Porto Alegre que afetaram a cidade nos anos de 1873, 1928, 1936, 1941 e 1967, disse Fortunati, destacando que na principal delas, a de 1941, o nível da água alcançou quase 5 metros. Mais de 70 mil pessoas ficaram desabrigadas - cerca de 25% da população total da época. Além disso, a cidade ficou sem abastecimento de água potável e sem energia elétrica por cerca de um mês e o único meio de transporte utilizável nas regiões baixas do município era o barco. O vice-prefeito informou que o projeto Cais Mauá, que prevê a criação de lojas, bares e restaurantes na área, está em tramitação na Câmara. O projeto aprovado defende a redução do muro dos atuais 3m para 1,50m. Para Fortunati, a solução não é simples. Vamos insistir para que o edital do governo do Estado, que selecionará o empreendedor, exija uma análise do atual sistema de proteção de cheias. Somente um estudo poderá definir a redução do muro com segurança para a cidade, afirmou o político. Na avaliação do professor Daniel Pitta, para a ampliação dos limites da academia, foi muito importante que um assunto significante para a cidade tenha sido discutido na presença do vice-prefeito e do arquiteto Macchi, ambos ligados diretamente às questões urbanas, cada um trazendo a sua visão específica. Para ele, as relações entre universidade e poder público foram fundamentais para o bom andamento dos trabalhos, trazendo informações essenciais para as propostas. O fato de termos escolhido um problema real e que está na ordem do dia teve boa repercussão dentro e fora da Instituição, destacou Pitta, afirmando ainda que a oportunidade que os alunos tiveram de questionar o vice-prefeito foi importantíssima, gerando uma troca muito rica naquele momento. Fotos croquis: Daniel Pitta 10

11 1 2 3 Grupo 1: O verde toma o lugar do muro. Na beira do rio, seria construído um deque elevado e, na borda do Cais, uma parede para proteção medindo 1,50m, altura adequada para casos de enchentes. Grupo 2: Muro ganha outra identidade e se converte em passarelas, com patamares e caminhos diferentes, desde o Mercado Público até a Usina do Gasômetro. Grupo 3: Vista aérea do desenho mostra a orla com o Gasômetro no centro. No lugar do muro, ergue-se uma marquise destinada a eventos culturais. Proteção para as cheias estaria disfarçada no formato de bancos construídos com 1m de altura na beira do rio. O local teria piscinas públicas. 4 Grupo 4: Cais visto de perfil com a Mauá à direita. Nos fundos dos armazéns, seriam criados anexos em formato de deques elevados, com aberturas para a beira do rio, feitos em um nível que protegeria a cidade das inundações. Grupo 5: Construção de novo muro de três metros de altura, em formato de passarela ondulada que, em alguns pontos, avançaria sobre o Guaíba. A passarela atravessaria a Usina do Gasômetro formando um grande mirante em formato de espiral na chaminé da usina. 5 11

12 Famílias Plurais Como a justiça vem lidando com situações de conflito geradas por núcleos familiares cada vez mais diversificados. Texto: Sabrina Ortácio Fotos: Evelise Morais A té bem pouco tempo atrás, coisa de vinte anos, o casamento era considerado o único marco identificador da família em termos legais. Foi a Constituição Federal de 1988 que representou um grande passo no sentido de pluralizar o conceito de família, reconhecendo a existência da União Estável (um homem e uma mulher vivendo como se fossem casados, sem o documento assinado) e da Família Monoparental (família com o pai ou a mãe como cabeça do grupo). Dessas novas situações expostas pela Constituição de 88 surge o termo famílias plurais, tema do II Seminário UniRitter/IBDFAM de Direito de Família, realizado no Centro Universitário, no final de setembro. O assunto famílias plurais é de suma importância em razão do tema que aborda e da polêmica que cria, teoriza Claudia Gay Barbedo, professora da Faculdade de Direito do UniRitter e Coordenadora do Núcleo de Direito de Família e Sucessões da Instituição. Para ela, a discussão que envolve a temática repousa em o ordenamento jurídico aceitar ou não a inclusão de outras formas de constituição de família, além das três referidas acima, legalmente previstas casamento, união estável e família monoparental. A pessoa de visão legalista, centrada na legislação, vai dizer que a lei prevê apenas essas três formas de constituição de família. Os de visão moderna vão dizer que estes três tipos de entidades familiares são meramente exemplificativos, não taxativos, especifica a professora. Para Claudia, família plural pode designar tanto uma família formada por irmãos cujos pais são falecidos, denominada 12

13 também de anaparental, como uma formada por pessoas do mesmo sexo cuja relação assemelha-se à união estável, denominada união homoafetiva. Pode-se dizer que a ordem constitucional é de inclusão e não de exclusão. Portanto, deve aceitar outras formas de constituição de família, além das legalmente previstas, avalia. A professora do UniRitter destaca que a legislação brasileira não proíbe a constituição de outras formas de família, mas apenas deixa de regulamentá-las, provocando lacunas na lei, que deixa de responder adequadamente às demandas postas pela sociedade, a exemplo da união homoafetiva. Por isso que, na falta de previsão legal, o caminho a ser trilhado é o de considerar semelhantes, para fins de direito, a união entre pessoas do mesmo sexo e a união estável entre heterossexuais, exemplifica Claudia. A ordem constitucional preceitua a inclusão, complementa. Na opinião de Maria Berenice Dias, advogada especialista em Direito Homoafetivo, desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça do RS, vice-presidente nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família IBDFAM e uma das palestrantes do evento do UniRitter, a realidade da família adquiriu dimensão tamanha que o amor passou a ter relevância e acabou ingressando no ordenamento jurídico. Com a evolução dos costumes e a quebra de inúmeros preconceitos e tabus, não mais foi possível deixar de ver o surgimento de novos relacionamentos, muitas vezes formados de vínculos oficializados desfeitos. Esses novos núcleos, sem nome e sem lei, foram ao Judiciário em busca de reconhecimento, explica a advogada. Maria Berenice observa que, no princípio, confundindo-se amor com lavor, as relações chamadas concubinárias foram vistas como verdadeiros vínculos empregatícios. Um verdadeiro negócio jurídico, segundo o Art. 981 do CC, uma combinação de esforços ou recursos para conseguir fins comuns. Ela lembra que hoje, com a evolução da engenharia genética, a reprodução não mais depende da ocorrência de contato sexual, forçando necessariamente a busca de novos conceitos familiares. A identificação da presença de um vínculo amoroso, o enlaçamento de vidas, é o que basta para que se reconheça a existência de uma família, afirma a desembargadora. Você é responsável por aquilo que cativa, completa, citando Saint Exupéry. Se basta o afeto para se ver uma família, nenhum limite há para seu reconhecimento. É desnecessária a presença de qualquer outro requisito ou pressuposto para sua identificação. Essa nova concepção tem levado cada vez mais a sociedade a conviver com os mais variados tipos e espécies de relacionamentos, mesmo que não mais correspondam ao modelo tido como oficial, observa. Para Maria Berenice, é no comprometimento mútuo que se encontra a causa do Direito de Família, surgindo encargos e obrigações, além da concessão de direitos e prerrogativas para quem passa a compartilhar uma vida afetiva. 13

14 Adoção, partilha,lei Maria da Penha... Adoção de crianças por casais homossexuais A resistência em relação à adoção de crianças por casais homossexuais se dá em nome da preservação do menor, pois há medo de que a criança seja alvo da repulsa no ambiente escolar, fique comprometida psicologicamente ou ainda lhe faltem referências definidas que lhe sirvam de modelo. Contudo, crianças vivem com parceiros do mesmo sexo, quer por serem concebidas de forma assistida, quer por serem filhos de apenas um deles. Portanto, havendo a convivência familiar, a negativa da adoção veda a possibilidade do surgimento de um vínculo jurídico do filho com quem desempenha o papel de pai, o que só traz prejuízos. Se ocorrer a separação, não haverá direito a alimentos, nem sequer garantido o direito de visitas. A partilha da herança Um problema sucessório que atualmente merece destaque é o caso de um sujeito que era casado, que estava separado de fato de seu cônjuge há um ano e meio, e após a separação de fato já havia constituído nova família com outra pessoa. Se ele morrer, quem será seu herdeiro? Seu cônjuge, seu companheiro ou ambos? Eu particularmente defendo que o direito hereditário deve ser atribuído a quem vivia com o falecido na época da sua morte, pois considero um absurdo conceder direitos hereditários depois da separação de fato. Jamil Andraus Hanna Bannura Professor de Direito de Família e Sucessões da UFRGS A paternidade assumida As situações mais comuns são aquelas em que o alimentante é registrado por um pai afetivo e busca os alimentos de seu pai biológico. O direito sucessório é do filho que quer a herança do pai biológico, embora tenha sido registrado e criado por um pai afetivo. A maior limitação do Código Civil de 2002 é não reconhecer a presunção de paternidade na união estável, como acontece na presunção da filiação, permitindo que a esposa registre os filhos do casamento. Na união estável, a paternidade depende do reconhecimento espontâneo do companheiro e isto é um retrocesso e uma discriminação do Código Civil. Rolf Madaleno Professor de graduação e pós-graduação na PUCRS Maria Berenice Dias Advogada especialista em Direito Homoafetivo 14

15 Durante o II Seminário de Direito de Família UniRitter/IBDFAM, alguns temas polêmicos foram postos em debate por alguns dos juristas mais aclamados em suas áreas de atuação. Confira algumas de suas ideias: A Lei Maria da Penha Os casos mais comuns são os de violência doméstica e giram em torno dos crimes de ameaça e de lesão corporal. Em geral, o que se observa é uma resistência injustificada dos juízes criminais do interior do Estado em aplicarem os preceitos de ordem cível presentes na Lei, dando seguimento, com isso, a velhas práticas que essa Lei procurou soterrar com sua criação. O objetivo geral da Lei é deixar acessíveis os mecanismos de defesa à mulher, mas a população só acredita que eles digam respeito a uma maior punição do agressor, ao invés de também prever facilitadores para os problemas encontrados em seus lares. Mauro Andrade Promotor de Justiça e professor da Escola do Ministério Público As famílias reconstituídas São aquelas famílias compostas por um pai ou mãe divorciado(a), separado(a) ou solteiro(a) com seus filhos. Juntam-se duas estruturas anteriores para compor uma terceira, que é uma nova família. Não há no Brasil nenhuma regulamentação para as famílias reconstituídas. Surgem situações em que o padrasto termina por prover as necessidades de seu enteado mas, para viajar com ele ao Exterior, precisa da autorização do pai. Lamentavelmente, nosso sistema legislativo é retrospectivo e não prospectivo. Somente depois de muito acontecer situações sem solução é que se criam as leis. Maria Aracy Menezes da Costa Juíza de Direito aposentada e professora da PUCRS Filiação socioafetiva A afetividade é uma categoria jurídica entendida como um processo contínuo de convivência e estabilidade familiar. Um pai e um filho podem até se odiar, mas eles têm o dever jurídico da afetividade. Ser pai ou mãe não significa ser a pessoa que gerou, mas ser a pessoa que desempenha tal função. Os pais são aqueles que amam e dedicam a sua vida a uma criança ou adolescente, cujo vínculo nem a lei e nem o sangue garantem. Por isso o critério biológico tornou-se insuficiente, sendo necessário o reconhecimento da chamada paternidade socioafetiva, que não implica no desprezo do liame genético, presente na maior parte das relações familiares, mas demonstra a necessidade de se inserir a filiação socioafetiva. Paulo Lôbo Membro do Conselho Nacional de Justiça e Diretor nacional do IBDFAM 15

16 16 A função da escola é criar condições para que o aluno coloque seu potencial de aprendizado em ação.

17 Ele é um dos mais aclamados psiquiatras e psicoterapeutas de grupo do País, mas revela que gostaria de ser cineasta já produziu documentários sobre as artistas plásticas Camile Claudel e Frida Kahlo, esta bem representada em uma ilustração presenteada pelo brasileiro Romero Britto, posta em destaque em uma das paredes de seu consultório, localizado no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Contudo, é como especialista em crianças e adolescentes que José Outeiral é conhecido mundo afora. O médico esteve no UniRitter participando do XII Seminário de Pedagogia Universitária da Instituição. Nesta conversa com a Conexão, Outeiral fala sobre questões pontuais que instigam pais e professores, que têm aprendido a conviver com as novas facetas da infância e da adolescência. Texto: Andréa Lopes Fotos: Evelise Morais 17

18 Vamos começar determinando: que períodos da vida são abrangidos pela infância e pela adolescência? A adolescência é, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o período compreendido entre 10 e 20 anos. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) considera a adolescência como compreendida entre os 12 e 18 anos. Estes períodos, entretanto, foram definidos pela OMS há mais de 40 anos e pelo ECA há mais de 18. De lá para cá, transformações importantes ocorreram. É interessante referir que o conceito de infância, como período de desenvolvimento com necessidades e direitos específicos, é fruto da Modernidade e, em especial, do Iluminismo, não tendo muito mais de duzentos anos de vigência. Já a adolescência, como período de desenvolvimento e como fenômeno cultural, é bastante recente, tendo surgido no mundo ocidental, como sugerem vários autores, entre o final da Primeira Grande Guerra (1918) e o início da Segunda Grande Guerra (1939). Neste período ocorreu um grande fluxo migratório para os grandes centros urbanos e o ingresso das mulheres no mercado de trabalho, nas funções deixadas pelos homens que foram para o front e morreram aos milhões. Estes fatores e inúmeros outros criaram as condições propícias para o surgimento do adolescer. Evidentemente existiram adolescentes antes deste tempo, mas eram situações isoladas e não como fenômeno da cultura. Álvares de Azevedo, por exemplo, na São Paulo da metade do século 19, escreveu, tendo morrido aos 21 anos, uma prosa poética francamente adolescente, num exacerbado romantismo. A primeira vez que no cinema norte-americano o adolescente é apresentado como contestador, agressivo e se indispondo com os pais foi em 1955, no filme Juventude Transviada, estrelado por James Dean. O tempo da infância e da adolescência vem sofrendo ampliações e retardos, não? Cada vez mais há crianças se transformando em adultos mais cedo, adolescentes retardando a chegada à fase adulta... Sim, hoje crianças de 7, 8 ou 9 anos adolescem, com a adolescência invadindo e trazendo sua turbulência aos anos da infância. É o que denominamos a desinvenção da infância: se a Modernidade criou o conceito de infância, a Pós-modernidade ou, como prefiro, a Cultura Contemporânea (ou a alta Modernidade) encurta, aborta a infância. Isso acontece através de inúmeras formas como a erotização precoce das crianças, a transformação delas em grandes consumidores de alimentos, roupas, brinquedos e medicações. O brincar, que vem do latim vinculum, vínculo, está também sendo desinventado. O importante é comprar o brinquedo e não o brincar. Comprado o brinquedo há um tédio do qual se escapa comprando outro brinquedo. O tédio, patologia contemporânea, se resolve pela criatividade ou pela violência. Os jovens que queimaram, em Brasília, o índio Galdino, estavam profundamente entediados, sem saber mais o que fazer... Agora, a adolescência também envolve e invade o mundo adulto. Temos, já em dicionário, a palavra adultescente (adulto+adolescente), dando conta de que no mundo ocidental, urbano e contemporâneo é desejo de muitos adultos ser, ou ao menos parecer, neste mundo fake, do simulacro e do pastiche, um adolescente. Temos também os kidadults, os adultos-crianças, que abrem mão tão completamente de suas funções de adultos que passam a agir, e mesmo a se vestir, como crianças. O IBAMA deveria decretar, assim como o fez com o tamanduá-bandeira, a ararinha-azul, o tatu-canastra, o boto-rosa e outros tantos animais, os adultos uma espécie em extinção na contemporaneidade. Existem famílias e salas de aula onde só encontramos adolescentes. Encontramos filhos que cuidam dos pais e mães que, além de usarem as roupas das filhas, confidenciam amores. Em que medida a relação de crianças e adolescentes com seus professores, na escola, sofre mudanças em função dessas alterações de comportamento? Sofre muitas, sem dúvida, pois os adultos na família, na escola e na sociedade são fundamentais para as identificações saudáveis e estruturantes na infância e na adolescência. Se os adultos não estão presentes e se comportam como crianças e adolescentes, faltará uma referência para os adolescentes se identificarem e ingressarem no mundo adulto. O que existe é uma falsa maturidade: na verdade são crianças e adolescentes sofridos e desamparados. Sabemos, pelos indicadores sociais do IBGE, que o homicídio é a primeira causa de morte entre nossos jovens. A segunda causa, acidentes. A terceira, suicídios. Somente depois temos as mortes por causas orgânicas. Sobram adultos que oferecem identificações patológicas. Que dilemas vêm afetando os professores, hoje, em relação a seus alunos nas escolas? Vários, mas vou apontar para um deles: a falta de autoridade. A autoridade parte do reconhecimento pelo aluno (filho, estudante, cidadão) de que o professor tem atitudes e conhecimentos que valem a pena serem partilhados. Assim, temos o professor autor - o que lhe confere autoridade e, quando isso não acontece, temos o autoritarismo, que é o oposto da autoridade. O 18

19 autoritarismo se exerce pela violência ou pelo abandono. Falta, sim, autoridade na escola. Ser um exemplo para identificações estruturantes é fundamental na atitude do professor. Uma outra questão é a transferência de sentimentos, afetos e fantasias que os alunos dirigem aos professores. Se na década de 60 estes eram chamados de tios (e Paulo Freire criticava isto), hoje eles são chamados, em atos falhos, de pai, mãe... Professores têm me contado isso. Os pais não têm passado para os ombros dos professores e da escola a responsabilidade pela educação de seus filhos? Como acontece na sociedade com as firmas e fábricas em que tarefas são terceirizadas, os pais terceirizam cuidados parentais para as escolas - sobretudo aspectos éticos e morais e educação sexual. E as escolas, às vezes, assumem este papel... Na verdade, as famílias estão desorientadas e perplexas, sem saber como agir, e as escolas são, de certa forma, o lugar onde elas imaginam encontrar ajuda. Onde mais seria? Uma dificuldade acontece quando determinada escola, motivada por diversos fatores, assume esta tarefa que é, em essência, da família. A escola não pode usurpar o papel da família. Entretanto, hoje, não tenho a menor dúvida de que a escola é, depois da família, é certo, a última oportunidade que muitas crianças e adolescentes terão de encontrar um ambiente favorável ao seu desenvolvimento. Colocar limites é, muitas vezes, uma atitude encarada como repressão. Colocar limites é importante? Limite é fundamental para o desenvolvimento sadio de crianças e adolescentes. Limite é a criação de um tempo e de um espaço protegido onde eles possam, como é natural, explorar seus limites e transgredir, em segurança para si e para os outros. Fala-se em escola inclusiva, possibilitando que alunos, por exemplo, com síndrome de down possam conviver na mesma sala com alunos sem dificuldades de aprendizado, passando, todos, a aprenderem a lidar com as diferenças. Essa sistemática funciona? Acho a inclusão essencial dentro de um projeto solidário de educação, mas desde que haja estrutura e formação para tal. Quando não existe apoio e a inclusão é feita por pena, de forma piegas, estaremos reforçando a exclusão. A questão das drogas. Hoje a bola da vez é o crack. Mas há o cigarro, o álcool... As drogas são um grande problema médico e social que envolve toda a sociedade. Não só as drogas ilícitas mas também as lícitas, como álcool e o fumo, além das medicações autoprescritas, que devem ser entendidas em seus contextos. Mas não sou muito favorável a combater uma droga, como está acontecendo com o crack, ainda que reconheça seus efeitos tremendamente destrutivos. Não podemos esquecer da cocaína, das drogas alucinógenas e mesmo da maconha, assim como o abuso de álcool. E a questão da medicação no tratamento de distúrbios de aprendizagem? As medicações representam um grande avanço para a medicina e para o atendimento de doentes. A medicalização da vida, entretanto, articulada pela sociedade de consumo e pela indústria farmacêutica, deve passar por um forte crivo ético e científico. Aquela criança, por exemplo, que anda desatenta e agitada pela sala de aula, não necessita, na maioria das vezes, do diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e de ingerir medicamentos. Ela pode sofrer, sim, de déficit de atenção, mas de cuidados parentais e dos adultos em geral... Qualquer estudante de psiquiatria ou psicologia sabe que a função psíquica atenção se altera sempre que alguém esteja com sofrimento psíquico. Todos sabemos disso, pois, por exemplo, em momentos de nossas vidas em que estivemos tristes ficamos com dificuldade de focar a atenção nas mais variadas situações. Qual a função da escola? Educar colocar para fora o potencial do indivíduo ou ensinar colocar signos para dentro? Ou ambos? Ou nenhum destes? A função da escola é criar condições para que o aluno possa colocar seu potencial de aprendizado em ação, para fora, e não enfiar conhecimentos. O senhor concorda com Freud, que dizia que Educar, ao lado de Governar e Psicanalisar, é uma profissão impossível? Impossível, sim, mas no sentido que nunca estará totalmente completa. Sempre será um desafio que exigirá criatividade e disposição para a tarefa. 19

20 UniRitter entrega novo Grêmio Estudantil do Colégio Santa Inês Foto: Evelise Morais / UniRitter Foto: Evelise Morais / UniRitter Auditório San Thiago Dantas, no campus Canoas, vira tribunal Os professores Cláudia Ernst Pereira Rohden e Cristiano Heineck Schmitt, do Direito/Canoas, promoveram uma Sessão de Julgamento no Auditório San Thiago Dantas (foto). Os acadêmicos puderam acompanhar, na ocasião, a 19 a Sessão de Julgamento da 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Participaram do julgamento os Desembargadores Sejalmo Sebastião de Paula Nery, Dorval Bráulio Marques e José Luiz Reis de Azambuja, além do Procurador de Justiça Paulo Roberto Tesheiner e a Secretária Substituta de Câmara Janice Belmira Ferreira Rosetti. Na ocasião, foram julgados diversos casos relacionados ao Direito do Consumidor, como usucapião por bens imóveis, alienação fiduciária e arrendamento mercantil. A proposta do encontro foi trazer a realidade jurídica para dentro da academia, estimulando nos alunos o interesse pelo tema. Vencedores do concurso Meu Grêmio de Cara Nova, os alunos do Colégio Santa Inês, de Porto Alegre, receberam com festa a nova sede do GESI Grêmio Estudantil Santa Inês (foto). O concurso, promovido pelo UniRitter em parceria com o suplemento Kzuka do Jornal Zero Hora e agência Paim Comunicação, mobilizou diversas escolas da Capital. O prêmio foi a reforma de 8 mil reais para a melhor resposta para a seguinte pergunta: Por que o grêmio do meu colégio merece uma reforma completa do UniRitter? A escolha da grande vencedora foi realizada através de votação popular no hotsite, que chegou a 11 mil votos. UniRitter tem nova Pró-Reitora de Ensino A professora Laura Coradini Frantz, da Faculdade de Direito/Porto Alegre, assumiu a Pró-Reitoria de Ensino do UniRitter. Laura é mestre em Direito Privado e doutoranda em Direito Privado pela UFRGS, onde já atuou como professora substituta. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Civil. No UniRitter, além de Coordenadora da Faculdade de Direito/Porto Alegre, Laura atuou como Coordenadora Setorial de Ensino. Hoje leciona a disciplina de Teoria Geral das Obrigações na Faculdade de Direito do UniRitter. Sobre a nova função ela disse: assumir a Pró-Reitoria de Ensino constitui-se em uma grande alegria e, ao mesmo tempo, em um enorme desafio. Nosso trabalho será pautado por uma atuação conjunta com as Coordenações de curso de ambos os campi, com a ProPEx e com a Reitoria, com o objetivo principal de agregar pessoas e ideias para a manutenção da qualidade dos cursos já existentes e para a implementação de novos cursos já previstos em nosso Projeto de Desenvolvimento Institucional. Em seu lugar na Coordenação do Direito assumiu a professora Fernanda Nunes Barbosa. Foto: Evelise Morais / UniRitter Foto: Andréa Lopes / UniRitter 20

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