A COMEÇAR POR... FORMAÇÃO CONTÍNUA

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2 Página 2 Newsletter A COMEÇAR POR... FORMAÇÃO CONTÍNUA Na semana transacta a SERVASSISTE e o CECOA conjugaram esforços para iniciar a concretização do objectivo definido para os nossos colaboradores para o ano de 2011: garantir que os cerca de 15% sem formação académica ao nível do 9º ano, as adquiram através de um projecto de requalificação pessoal consistente e de comprovada eficácia. Para a SERVASSISTE a bondade desta medida é óbvia: pretende-se que todos quantos trabalham na empresa tenham o espírito de aprendizagem contínua, que os torne aptos a corresponderem aos novos métodos de trabalho e às novas tecnologias, que se estão afirmar neste tipo de actividade. A flexibilidade, a polivalência e a antecipação dos requisitos futuros para exercer este tipo de profissão obrigará a que todos se esforcem por conhecerem sempre mais e possam, eles próprios, contribuir para fazer da SERVASSISTE uma organização apostada na inovação e na competência pluridisciplinar. Esta requalificação não é, pois, em si uma meta que se esgotará no objectivo em causa. O que ela constitui é um ponto de partida para todos os colaboradores da empresa. Eles próprios estão conscientes em como a sua empregabilidade depende do seu empenho em alcançarem tal objectivo. E isso foi visível na sessão, que congregou na sessão de esclarecimento do dia 2 de Março. Um deles, o Paulo Pires, confirmava que vira um anúncio para trabalhos pouco especializados num hipermercado e o requisito académico ali exigido era o 12º ano de escolaridade. Por isso mesmo, os nossos colaboradores agora envolvidos neste projecto, muitos dos quais ainda distantes do dia em que possam vir a almejar uma incerta reforma, irão ver esta oportunidade facultada pela empresa como algo a não desperdiçar. Porque é o seu futuro pessoal, que aqui está em causa. E, para a SERVASSISTE, esta intenção em garantir que os seus colaboradores sejam cada vez mais competentes na interpretação de todos os problemas com que se confrontam profissionalmente em cada dia, será a via para maior produtividade e competitividade num mercado aonde só irão sobreviver os que melhores soluções encontrarão para ultrapassar a difícil conjuntura em que vivemos.

3 Número 209 Página 3 A MANUTENÇÃO É MUITO MAIS DO QUE MUITOS IMAGINAM Há quem imagine - erradamente, claro! - que a actividade da Manutenção de Edifícios passa quase exclusivamente por substituir umas lâmpadas, limpar uns filtros de ar condicionado e ir fazendo uns desentupimentos em urinóis e em casas de banho. A imagem dos técnicos de Manutenção tem estado progressivamente a mudar, mas ainda subsistem preconceitos que urgem superar. Através de um conjunto de nove fotografias sobre algumas das actividades da SERVASSISTE na semana transacta pretendemos demonstrar que ser técnico de Manutenção é, sobretudo, identificar um problema, encontrar-lhe a solução mais adequada e executá-la com eficácia. Passemos então ás imagens: na nº1 temos uma caleira exterior a um edifício, cujas pedras da calçada circundantes estavam já deterioradas e cuja grelha se oxidara e desnivelara em relação ao pavimento. A solução passou por montar grelhas novas e reparar o pavi

4 Página 4 mento. Ao mesmo edifício correspondem as fotografias nº 2 e 3, por onde passaram a verificar-se infiltrações com incidência nos espaços situados no piso abaixo. Essas infiltrações verificavam-se entre as juntas de ligação das pedras ou entre os vidros e as faces aonde eles tinham sido implantados. À correcta e rigorosa identificação da origem dessas infiltrações - tendo em conta a prática há muito comprovada em como a entrada de águas ocorre muitas vezes a alguma distância do sítio por onde ela acaba por derramar - seguiu-se a minimização do problema com a aplicação de materiais isolantes. Passando para outro edifício, a equipa de Manutenção foi mandatada pelo respectivo gestor a remover setas de pavimento, que indiciavam caminhos de passagem de viaturas nos parques e a pintura de novos lugares de estacionamento e de trânsito de peões. O resultado desse trabalho surge nas imagens 4 e 5 e possibilitou um maior nível de oferta de estacionamento para quantos trabalham nesse edifício. Newsletter 4 5 Diferente foi o trabalho reportado na imagem 6, embora executado igualmente no mesmo edifício. Estamos na casa do lixo por onde transitava anteriormente uma conduta de extracção, que servia um espaço de restauração adjacente. 6

5 Número 209 Página 5 Com a eliminação dessa função, essa conduta ocupava espaço, atravessava paredes e ameaçava degradar-se sem préstimo. A solução foi a remoção de quase todo o seu traçado, deixando apenas a curva ali mostrada e que tem como objectivo a extracção de cheiros de tal espaço. Quanto às paredes, depois de rebocadas e pintadas, nem sequer se imagina terem sido em tempos cruzadas por condutas Passemos, enfim, a um terceiro edifício, aonde se andaram a reparar e a pintar as protecções destinadas ao parqueamento dos carrinhos do hipermercado (nº 7 e 8). 7 Devidamente desmontados para reparação na oficina da equipa, eles retomaram o seu aspecto original, já sem as mazelas suscitadas por muitos embates entretanto sofridos. Para concluir reportemos o trabalho de reposicionamento das cortinas de ar montadas nas portas de passagem do interior de um food court para a esplanada exterior, que estavam demasiado elevados para assegurarem a sua função de segregação eficaz de condições de temperatura e de humidade interiores. Conjugando trabalhos de soldadura, de serralharia e de electricidade, o resultado foi o desejado. Temos, pois, exemplos eloquentes quanto à diversidade dos trabalhos contemplados na Manutenção dos Edifícios. 8 9

6 TEMA DE CAPA Página 6 A MANUTENÇÃO DE EDIFICIOS ESTÁ A MUDAR Newsletter A velocidade a que o mundo está a mudar desde que o século verdadeiramente se iniciou - com a queda do Muro de Berlim em não cessa de surpreender. E de exigir uma grande capacidade de resiliência a todos quantos lideram processos de organização nas suas empresas. As Equipas de Manutenção Imobiliária não escapam a tal conjuntura. Longe vão os tempos em que elas podiam imitar o que de pior se associa à imagem do funcionário público, que entra e sai às horas certas e desenvolve lentamente um conjunto de tarefas sem grande valor aparente. No caso das Equipas de Manutenção, que costumavam ser muito mais dilatadas do que o são actualmente, essas tarefas pressupunham a substituição das lâmpadas que se iam fundindo, a limpeza dos filtros de ar condicionado, a abertura de uma ou outra máquina aonde invariavelmente se substituíam as correias e os rolamentos, estivessem eles ou não em fim de vida útil, a reparação de anomalias nas instalações de águas e esgotos e a pintura de paredes e tectos, que fossem apresentando sinais de alguma degradação. Os materiais costumavam ser de pior qualidade do que são os actuais, não tendo ainda por objectivo ampliar ao máximo a periodicidade entre intervenções nos equipamentos ou superfícies. Ao se enfatizar a importância da Manutenção Preventiva o que se pretendeu foi racionalizar práticas, que ainda obedeciam em muito às perspectivas empíricas dos responsáveis por cada empreendimento. Estipulavam-se intervalos de tempo ou número de horas de trabalho, que fundamentassem intervenções em vez de as deixar ao livre arbítrio do decisor, evitando assim que equipamentos fossem esquecidos injustificadamente e outros merecessem

7 Número 209 Página 7 atenções excessivas. Embora a Indústria já estivesse há décadas a cumprir esses pressupostos, o mesmo não sucedeu no sector da Manutenção Imobiliária, aonde ainda hoje - numa época em que as preocupações legais com a racionalização dos consumos energéticos o desaconselhariam - encontramos, amiúde, potenciais Clientes a requererem propostas para os seus Edifícios com vinte ou trinta anos, que denunciam um estado de nunca aí se ter cuidado de fazer mais do que a (dispendiosa) reparação do que se ia avariando. Mas, se desde aquela data, que começámos por considerar de fronteira entre duas posturas, muito mudou, a crise financeira de 2008, com a subsequente crise económica em que estamos a (sobre)viver, ainda mais acentuou a necessidade de antecipação às mudanças e à criação de condições para manter a qualidade da manutenção dos edifícios com uma racionalização ainda mais exigente a nível de custos. Sem esquecer que a legislação a cumprir se tornou muito mais rigorosa quanto aos padrões a respeitar, quer nos consumos de energia, quer na qualidade do ar interior de tais espaços. Nesse sentido, quem se dedica à actividade da Manutenção de Edifícios é obrigado a tomar medidas concretas em sete vertentes distintas do seu quotidiano: Uma redução das suas Equipas ao mínimo denominador comum desses três eixos fundamentais de condicionamento da sua actividade (qualidade, custos, requisitos legais); Uma polivalência o mais alargada possível dessas Equipas, capazes de resolver o mais amplamente possível as anomalias identificadas das diversas especialidades; Relacionada com a anterior, a criação de uma cultura de constante aprendizagem e formação, que melhore substantivamente as capacidades e competências dos seus colaboradores. Uma mobilidade ilimitada das Equipas que por serem constituídas por colaborado-

8 TEMA DE CAPA Págin Newsletter res de características distintas, deverão ser direccionados a cada momento para os locais e equipamentos para os quais possuam maiores probabilidades de produzirem resultados eficazes. Uma supervisão de toda a actividade da Manutenção, dotada de ferramenta adequada a nível informático, que faça o tratamento não só dos planeamentos e do histórico, mas sobretudo da análise de parâmetros de medição e de monitorização contínua, que permitam uma intervenção atempada e devidamente justificada em cada equipamento. Uma selecção criteriosa de fornecedores de materiais e sobressalentes, que facilitem a mais criteriosa gestão de stocks, tanto quanto possível disponibilizados numa lógica de just in time. Uma selecção criteriosa de parceiros especializados em determinados serviços, que não justificam a integração dentro do painel de actividades quotidianas das Equipas, mas que tragam valor acrescentado a uma diversidade de oferta o mais alargada possível. É o caso de serviços de desinfecções e desinfestações, de tratamentos de esgotos, de reciclagem de resíduos ambientais, etc. O que está em causa já não é uma Manutenção Preventiva Sistemática, mas uma Manutenção Condicionada por aquilo que se meça a cada momento. O que transforma a actividade da Manutenção em mais do que uma mera sucessão de rotinas a cumprir para se tornar numa contínua interpretação de variáveis pelas quais se racionalizam ao máximo as intervenções e os seus custos. Deixa, pois, de ser uma actividade aonde perdem importância as tradicionais ferramentas manuais em favor das que possibilitam a interpretação da evolução de temperaturas, de pressões, de consumos e outras variáveis, que acabam por ser as verdadeiramente essenciais para o cumprimento dos tais três eixos fundamentais da apreciação futura do seu desempenho.

9 Número 209 Página 9 RECICLAGEM DAS ÁGUAS PLUVIAIS O custo da água potável é cada vez mais significativo na gestão de edifícios. Sujeitos a redes públicas de distribuição de água, os gestores só podem actuar pelo lado da contenção dos consumos e, quanto muito, pela reciclagem pontual de águas de piscinas ou de furos hertzianos. E, no entanto, a reciclagem será uma realidade cada vez mais pertinente no futuro próximo, porquanto, apesar de 2/3 do planeta ser constituído por água, ela é um bem escasso. Um bom exemplo dessa reciclagem, que convém, ter presente é a experiência em curso na cidade sul-australiana de Salisbury. Aí, tendo em conta índices de pluviosidade muito semelhantes aos portugueses, o município da cidade decidiu aproveitar a água da chuva para a sua distribuição pela rede pública, conseguindo por essa vida, alcançar 30% do consumo. Esse projecto piloto assegura que as aguas que escorrem de tectos, ruas e passeios da cidade são recuperadas e conduzidas para um lago aonde os juncos servem de filtros. A reciclagem dessas águas fundamentar-se-á nas capacidades de depuração da natureza: elas são injectadas e armazenadas num aquífero a 160 metros de profundidade, aonde fica a ser purificada por decantação durante alguns meses antes de ser bombeada. As análises mostram que a qualidade dessa água melhora significativamente durante esse processo de tratamento. Algumas acções complementares eliminam qualquer risco para a saúde. No entanto, para que esta reciclagem tenha sucesso ainda há que vencer o preconceito: em 2006 os habitantes de Toowoomba, no norte da Austrália, rejeitaram em referendo virem a beber águas recicladas.

10 Página 10 Newsletter A ILUMINAÇÃO PÚBLICA: UMA FONTE DE POLUIÇÃO! Já se sabia que a poluição atmosférica impedia a observação do céu, que perturbava a fauna e a flora e que constitui um desperdício energético. Mas que afecte a capacidade de auto-limpeza do ar ficou-se a saber pelo trabalho científico do químico Harald Stark, do National Oceanic and Atmospheric Administration em Los Angeles. O que conclui esse estudo é a destruição das moléculas purificadoras do ar, existentes à noite na atmosfera, pela intensa iluminação artificial. Pior ainda: é a transformação desses óxidos de azoto em agentes poluidores. A proposta subsequente é a importância em reduzir significativamente a iluminação nocturna se queremos reduzir os índices de poluição atmosférica. Stark demonstra que a luz das iluminarias destrói os compostos químicos necessários à limpeza natural da atmosfera. As vítimas da nossa fobia da escuridão são os óxidos de azoto que costumam neutralizar os compostos orgânicos voláteis (COV), importante família de poluentes causados pela actividade humana. As luzes da cidade de Los Angeles são 25 mil vezes mais fracas do que a do Sol, mas 25 vezes mais intensas que a da Lua. Suficiente para destruírem 5% desses óxidos. Ademais, essas luzes transformam tais radicais de nitratos em dióxido de azoto, um gás precursor do ozono, que constitui um importante poluidor urbano. A iluminação nocturna facilita assim a produção de ozono, que assim aumenta 7%. Uma das soluções passa por privilegiar equipamentos que apenas iluminem os pavimentos. Outra alternativa será mudar a iluminação para uma luz vermelha, a única cor do espectro de cores, que não destrói os nitratos radicais. O que aqui está em causa é um conhecimento científico, que poderá vir a condicionar seriamente a forma como hoje encaramos a iluminação exterior dos edifícios públicos e privados...

11 Número 209 Página 11 O QUE É UM NÚMERO? (1) A utilização de números na medição e monitorização de variáveis relacionadas com a Manutenção constitui um requisito fundamental da actividade dos nossos técnicos. Por isso mesmo iremos dedicar atenção especial aos números durante alguns números, partindo de uma abordagem simples para o que eles têm de mais complicado... Com apenas algumas raras excepções todas as civilizações dispõem de palavras para contarem os objectos: «dois», «três», «quatro», etc. Os Sumérios utilizavam símbolos diferentes para contarem objectos de diferentes natureza, mas o desenvolvimento de operações elementares (adição, subtracção, etc.) pôs em evidência a analogia entre o problema de juntar três bois a outros quatro dos de juntar três carneiros a outros quatro. Seja com bois, seja com carneiros, a operação é idêntica. Cerca de 3000 a.c. a noção de número dissociou-se da de colecção. Os números úteis na vida quotidiana ultrapassam raramente alguns milhares. Por exemplo a palavra «milhão» não data senão do Renascimento. No entanto, os Gregos, os Indianos e os Maias especulavam já sobre os números maiores. Arquimedes, por exemplo, tentou calcular o número de grãos de areia necessário para preencher o Universo). A existência destes grandes números provém da propriedade fundamental dos números inteiros: depois de cada um deles, existe sempre um outro (o seu «sucessor»). Esta propriedade está na base dos axiomas propostos no século XIX por Giuseppe Peano para racionalizar a utilização dos números: Existe um número chamado zero. Cada número tem um sucessor. Dois números distintos não têm o mesmo sucessor. 0 não é o sucessor de nenhum número. Se um conjunto contiver 0 e o sucessor de n, acaba por conter todos os números inteiros. Na perspectiva dos axiomas de Peano, os números inteiros são vistos como objectos primitivos, ou seja, objectos sem definição cujo comportamento é regido por axiomas. Nessa lógica, podem escolher-se outros objectos primitivos, por exemplo os conjuntos ou as funções, e definir os números a partir destes objectos.

12 OS NOSSOS TRUNFOS: FLÁVIO BRAGA A SERVASSISTE utiliza diversas metodologias de avaliação dos seus colaboradores, conhecendo bem quais são as suas potencialidades e limitações, ou seja aonde eles poderão demonstrar maior potencial de desempenho e de evolução nas suas competências ou em que aspectos da sua formação importará investir. No entanto, há uma metodologia infalível quanto à validação das nossas próprias opiniões: é quando elas são reflectidas pelos próprios Clientes. Ora, no que diz respeito ao FLÁVIO BRA- GA, sucedeu que, semanas atrás, durante uma reunião de balanço com uma das mais significativas marcas que constam do nosso portfolio de Clientes, ouvimos o respectivo Director nacional fazer o seguinte comentário: - Os meus colaboradores no Norte do país referem-me que vocês têm um colaborador muito bom, inexcedível em simpatia e em vontade de resolver os problemas das nossas lojas. Um tal Flávio! Esta constatação veio ao encontro do que temos verificado ser a postura constante do Flávio, quando a SERVASSISTE necessita que ele prescinda de sábados, domingos, feriados, para acorrer a solicitações urgentes dos nossos Clientes. Haja uma chamada para o Call Center, às horas mais diversas, e logo contamos com a sua disponibilidade para ir «apagar mais um fogo». Ele é a personificação daqueles raros colaboradores, que mais do que serem bons, ou muito bons, porque o demonstram muitas vezes, conseguem alcançar o patamar dos imprescindíveis, ou seja, daqueles com quem se pode SEMPRE contar... ESTA NEWSLETTER É UMA PUBLICAÇÃO SEMANAL DA RESPONSABILIDADE DA COMISSÃO DA QUALIDADE DA SERVASSISTE.

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