Duração dos contratos administrativos Novos paradigmas

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Duração dos contratos administrativos Novos paradigmas"

Transcrição

1 Duração dos contratos administrativos Novos paradigmas JACOBY FERNANDES, Jorge Ulisses Resumo: Tendo em vista as recentes alterações da Lei de Licitações e Contratos no âmbito da duração dos contratos administrativos, é interessante explicar como tais alterações vêm trazendo dinamização à periodicidade da licitação, e como tais paradigmas trazem ao vislumbre novas conclusões a respeito da duração do contrato e a alguns casos específicos. Para ilustrar o contexto, adiante, serão expendidas breves considerações sobre os limites subjetivos e objetivos da norma e os casos de prorrogação contratual. Primeiramente, verificar se á a necessidade da especificação do objeto, bem como sua quantidade e destinação e, principalmente, a disponibilidade de crédito orçamentário por parte da Administração (salvo exceções especificadas). Em seguida, esclarece se a expressão serviço contínuo e as constantes dúvidas relacionadas ao tema, bem como suas exceções. Além disso, traz se à discussão a questão do aluguel de equipamentos versus utilização de programa de informática e a diferença de tratamento entre eles, bem como outras situações peculiares e o procedimento recomendado em cada caso. E, por fim, breve entendimento a respeito de fornecimentos contínuos. Palavras chave: Lei de Licitações e Contratos. Duração dos contratos administrativos. Prorrogação do contrato. Serviços contínuos. Sumário: 1 A regra geral limites subjetivos 2 Limites subjetivos 3 A regra geral vigência do respectivo crédito 3.1 Execução à conta do mesmo crédito, mas além da vigência inicial 3.2 Contratos de trato sucessivo inferior a um ano 4 Objeto do contrato inserido no PPA 5 Prestação de serviços a serem executados de forma contínua 5.1 Período de vigência 5.2 Prorrogação excepcional dos contratos de serviços contínuos 6 Aluguel de equipamentos e a utilização de programa de informática 7 Contratos de locação de imóvel 8 Outros contratos típicos de direito privado 9 Vigência de até 120 meses hipóteses dos inc. IX, XIX, XXVIII e XXXI do art Fornecimento contínuo 11 Conclusão A Lei de Licitações e Contratos alterou profundamente o tema da duração dos contratos administrativos, dinamizando a periodicidade da realização das licitações. Além de estabelecer a regular frequência do certame seletivo, dispôs na sua parte repressiva constituir crime 1 a prorrogação dos contratos fora das restritas hipóteses que elencou no art. 57 do normativo em epígrafe. Adiante serão expendidas breves considerações sobre o assunto, notadamente sobre os limites subjetivos e objetivos da norma e sobre os casos de prorrogação elencados nos incisos do precitado dispositivo incluindo o recente inciso V. Não serão abordadas as hipóteses de prorrogação referidas no 1º do mesmo artigo, que tratam de fatos supervenientes e externos ao ajuste, justificadores, para o legislador, da ampliação do prazo de vigência dos contratos.

2 1 A regra geral limites subjetivos No caput do art. 57 da Lei nº 8.666/1993, foi estabelecida a regra geral de prazos dos contratos administrativos, vinculando a vigência dos mesmos à dos respectivos créditos orçamentários. A regra é corolário do princípio constitucional inserido no art. 167 da Constituição Federal/1988, detalhada em caráter didático nos arts. 7º, 2º, II e III, e 14 da Lei nº 8.666/1993. Segundo essas normas, antes de iniciar o processo licitatório, a Administração deve saber com objetividade o que irá contratar, quanto, aproximadamente, custará e se a lei orçamentária que traduz em quantitativos numéricos as prioridades na aplicação de recursos definidos pelo povo através dos seus legítimos representantes autoriza a realização de despesa. 2 Limites subjetivos Entre outras questões, o que ocupa a inteligência dos juristas pátrios diz respeito às pessoas jurídicas que estariam submetidas ao império desse dispositivo, considerando, especialmente, que a expressão vigência dos créditos orçamentários estaria ligada às pessoas jurídicas de direito público interno e órgãos dos poderes. Os que se alinham à impossibilidade de a norma do caput abranger as empresas públicas e as sociedades de economia mista aduzem que aquela expressão crédito orçamentário não se ajusta a tais entidades e ainda avocam a incompatibilidade da mesma ao prescrito nos arts. 165, 5º, II, e 173, 1º, III, da Constituição Federal. Essas considerações merecem atenta reflexão. Preliminarmente é importante obtemperar que só a ausência de adequada compreensão dos princípios do Direito Financeiro poderia tornar estranha a noção de vigência de crédito orçamentário à órbita das empresas públicas e sociedades de economia mista. Efetivamente, mesmo antes da Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964, o Estado brasileiro vem se ocupando em conhecer e controlar o fluxo de receitas e despesas desses entes aos quais assegurou autonomia administrativa e financeira. Tanto assim o é que, v. g., no art. 99, do precipitado diploma, foi estabelecido que os serviços públicos industriais, ainda que não organizados como empresa pública ou autárquica ou seja, mesmo que assumam outras formas em direito admitidas manterão contabilidade especial para determinação dos custos, ingressos e resultados, sem prejuízo da escrituração patrimonial e financeira comum. Também para assegurar o controle e a obrigatoriedade da existência de orçamento, o art. 107 da mesma lei exigiu que os orçamentos das entidades autárquicas ou paraestatais fossem aprovados por Decreto do Poder Executivo, vinculando se, conforme o caso, na forma do art. 108, ao orçamento da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, constituindo complemento do orçamento dessas entidades, sujeitos também à publicação, pela força vinculativa do art Portanto, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, ainda quando explorem atividade econômico industrial, submetem se ao regime da Lei nº 4.320/1964, assegurado o atendimento das respectivas peculiaridades, por ressalva expressa no art Entre as peculiaridades está, sem laivo de dúvida, a possibilidade de alterar o orçamento sem exigência do processo legislativo, que, acatadas as exceções do art. 44 da mesma Lei, normalmente se impõem como forma essencial à alteração da lei ânua.

3 3 A regra geral vigência do respectivo crédito Para que seja iniciado o processo licitatório e também para o ajuste de contrato válido é imprescindível a existência de crédito orçamentário. Aos contratos de execução instantânea, ou prestação única, o requisito precitado é de fácil equacionamento. Dúvidas poderiam ser suscitadas se o contrato é firmado em mês de um ano e a prestação expressão que aqui se emprega com o sentido de adimplemento ocorre no exercício seguinte. A rigor tal hipótese não está autorizada pela lei, vez que a expressão duração do contrato tem como termo inicial a data do ajuste e, final, a data do adimplemento da obrigação reconhecida pela Administração. Logo, não poderia haver contratação em um ano com a previsão para entrega no ano seguinte. 3.1 Execução à conta do mesmo crédito, mas além da vigência inicial A própria Lei prevê exceção à regra geral exposta: ocorre com alguma frequência e diz respeito à execução intempestiva do contrato de prestação única que, ajustado em um ano, vem a ser realizado em outro exercício financeiro, por fatores inicialmente não aventados, mas permitidos nos incisos do 1º do mesmo art. 57. Nessa hipótese, deve se ter em linha de consideração que pertencem ao exercício financeiro as despesas nele empenhadas, as quais, se não liquidadas e pagas no mesmo exercício, são inscritas em restos a pagar e poderão ser pagos à conta de dotação específica, consignada no orçamento, discriminada por elementos, obedecida a ordem cronológica de exigibilidade, conforme se extrai do disposto nos arts. 35 a 37 da Lei nº 4.320/1964, sendo esse último entendido com a derrogação do art. 5º da Lei nº 8.666/ Contratos de trato sucessivo inferior a um ano Vem a propósito referir, agora, a questão do contrato de execução continuada, também denominados por De Plácido e Silva como contrato sucessivo. A regra geral, como exposto, é que a duração dos contratos fica adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários, os quais, ordinariamente, vigem por doze meses e se expiram ao término do exercício, em 31 de dezembro. A lei, no caput do art. 57, abrangeu, na regra geral, inclusive os contratos sucessivos que tenham duração igual ou inferior a doze meses, no mesmo exercício financeiro, pois é regra do direito financeiro que o orçamento autoriza a realização da despesa por um ano, regra geral que abrange inclusive os créditos adicionais, conforme exsurge do art. 45 da Lei nº 4.320/1964. Reconheceu, porém, o legislador a legitimidade para o contrato ser prorrogado, em algumas restritas hipóteses que elencou. É por isso que após a vigência da Lei nº 8.666/1993, ressalvadas as exceções nela previstas, v.g.,

4 pode se afirmar que como regra geral, os contratos administrativos regulados por esse diploma vigem até o último dia do exercício financeiro, ou seja, até 31 de dezembro. 4 Objeto do contrato inserido no PPA A Constituição Federal, de 5 de outubro de 1988, aponta o PPA (Plano Plurianual) como instrumento do orçamento da União, repetindo a Carta política de 1967, para em seguida indicar que seu escopo é estabelecer a expressão financeira dos programas setoriais e regionais para aplicação das despesas de capital e para as relativas aos programas de duração continuada. Essa expressão duração continuada está em plena consonância com a ideia de contrato sucessivo ou contrato de trato sucessivo, anteriormente referida. Para os contratos cujos produtos estejam elencados no Plano Plurianual, poderá haver prorrogação do ajuste, seja para atender aos programas de duração continuada, seja para realizar obras, compras ou serviços relativos às despesas de capital, previstas naquele diploma legal. Insuficiente, porém, que o produto final, objeto do contrato, esteja previsto no Plano Plurianual. Deve, igualmente, ocorrer satisfação simultânea de outros requisitos para que se prorrogue o ajuste: 1º) haver dotação orçamentária não se deve dissociar a regra do inciso I da insculpida no respectivo caput. Embora a lei orçamentária anual esteja compelida a sufragar as metas do Plano Plurianual é possível que, no caso concreto, embora infrequentes vezes, o objeto do contrato não esteja previsto ou tenha sido insuficientemente dotado. A ausência de planejamento eficaz ou sua inexecução são características que se fazem presentes em países em fase de desenvolvimento. Inexistindo previsão de crédito orçamentário na lei anual, ainda que consagrado o objeto no Plano Plurianual, não pode ter vigência o contrato; 2º) previsão no ato convocatório a possibilidade de prorrogação do contrato deve estar expressamente prevista no ato convocatório por constituir elemento decisivo ao recrutamento dos licitantes interessados em participar do certame. A prorrogação em qualquer caso dos incisos, mesmo naqueles outros em que não há expressa referência à previsão no ato convocatório, só pode ocorrer se tiver sido prevista. É que, como dito, constitui elemento essencial ao recrutamento, garantidor do princípio da isonomia entre licitantes, muito embora a prorrogação não seja direito do contrato; 3º) interesse da Administração de igual modo os contratos administrativos são ajustados e continuados enquanto interessarem à Administração, como é próprio da sua natureza, em face da potencial incidência das cláusulas exorbitantes. Não se trata de poder discricionário amplo, mas que se exerce, apenas, para a satisfação do interesse público. Consectário direto desse requisito essencial à prorrogação, aliás a qualquer prorrogação, é que ainda quando o produto esteja previsto no Plano Plurianual e mesmo que tenha havido previsão editalícia, a possibilidade de prorrogação sujeita se ao interesse público. Note se que a questão é muito complexa, pois a Lei é soberana e está acima da vontade da Administração para decidir o interesse público. Portanto,

5 somente uma hipótese pode existir para que o interesse público externado pelo gestor público se sobreponha ao interesse público definido no PPA: fatos supervenientes. É possível que, nesses termos, o contrato vigore por muitos anos, inclusive além do prazo de vigência de uma Lei do Plano Plurianual, bastando que as leis dessa natureza continuem prevendo programas com o objeto do contrato, satisfeitos, ainda, os demais requisitos em tela. De qualquer modo, porém, sempre o ajuste vigerá por doze meses, expirando se em 31 de dezembro, se não for prorrogado anualmente. 5 Prestação de serviços a serem executados de forma contínua Os serviços contínuos, tratados no art. 57, inciso II, da Lei nº 8.666/1993, podem ser prorrogados em até sessenta meses. A expressão serviços contínuos não traria maiores confusões, não fosse o fato de que maus intérpretes pretenderam atribuir lhe sinonímia a serviços essenciais; felizmente, prevaleceu o entendimento coerente com o preciso sentido do termo, ou seja, aplicam se as prescrições do art. 57, II, referido, aos serviços, cuja execução se protrai no tempo. Verifica se que mesmo após esse entendimento normas ainda repetem essa exigência da essencialidade, sem amparo em lei, dificultando a aplicação da norma. Desse modo, pode ocorrer que o objeto do contrato seja, por exemplo, conservação e limpeza, vigilância, manutenção de rede, etc. serviços notoriamente contínuos. A manutenção de um jardim não é essencial, mas também é executada de forma contínua e não há porque não se enquadrar nesse inciso. Depois de muito debate sobre o tema, o TCU decidiu que o conceito de serviço contínuo deve ser adaptado a cada órgão ou entidade. Assim deliberou ordenar que, com fundamento no art. 115 da Lei nº 8.666/1993, cada unidade baixe norma identificando seus serviços contínuos. Conforme Manual Básico de Licitações e Contratos do Tribunal de Contas da União: 2 A Administração deve definir em processo próprio quais são seus serviços contínuos, pois o que é contínuo para determinado órgão ou entidade pode não ser para outros. São exemplos de serviços de natureza contínua: vigilância, limpeza e conservação, manutenção elétrica e manutenção de elevadores. A propósito esse Manual apresenta algumas importantes recomendações bem práticas:

6 O prazo de contrato para prestação de serviços contínuos pode ser estabelecido para um determinado período e prorrogado, por iguais e sucessivos períodos, a fim de obter preços e condições mais vantajosos para a Administração, até o limite de sessenta meses, desde que: o edital e o contrato estabeleçam expressamente a condição de prorrogação; a prorrogação não altere o objeto e o escopo do contrato; o preço contratado esteja em conformidade com o de mercado e, portanto, vantajoso para o contratante; a vantajosidade da prorrogação esteja devidamente justificada nos autos do processo administrativo. 5.1 Período de vigência Dúvidas ainda surgem se o prazo deve ou coincidir com o ano civil, vez que é possível firmar contratos com vigência somente até e ir prorrogando os como firmar direto por doze meses, ou outros períodos, e, de igual modo, aplicar se a regra da prorrogação. A jurisprudência veio admitir a validade de todas essas teses. 5.2 Prorrogação excepcional dos contratos de serviços contínuos Além dos sessenta meses pode o contrato ser prorrogado. Dispõe o art. 57, em parágrafo específico: 4º Em caráter excepcional, devidamente justificado e mediante autorização da autoridade superior, o prazo de que trata o inciso II do caput deste artigo poderá ser prorrogado por até doze meses. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998). Como se observa existem apenas dois requisitos: 1º) caráter excepcional, devidamente justificado; 2º) autorização da autoridade superior. O primeiro refere se à necessidade da motivação da excepcionalidade, que deverá ser devidamente justificada. O segundo requisito é que a prorrogação tenha aprovação da autoridade superior. Como regra geral, os contratos são assinados pelo ordenador de despesas, ou por autoridade de determinado nível hierárquico. A norma exige a atuação do superior hierárquico, retirando das mãos do gestor

7 ordinário e daquele que assinou o contrato original a competência para prorrogá la. É uma regra de endocontrole ou controle interno dos atos. Tem se nesse cenário que o contrato pode ser prorrogado se, e somente se: a) for satisfeito o termo limite da prorrogação de até um ano; b) os dois requisitos caráter excepcional, devidamente justificado, e autorização da autoridade superior. Outra condição vem sendo erigida pela jurisprudência e parece absolutamente acertada: a condição a proposta vencedora da licitação continuar se mostrando mais vantajosa. Por ser excepcional essa prorrogação não estará prevista no edital. 6 Aluguel de equipamentos e a utilização de programa de informática O inciso IV concede tratamento diferenciado ao aluguel de equipamentos e a utilização de programa de informática. A doutrina antes era uniforme no sentido de que o aluguel referido, era apenas no âmbito da informática. Mais tarde veio a firmar se o entendimento de que todos os produtos utilizados por aluguel, independentemente de serem ou não de informática, podem merecer esse tratamento; continua inequívoco que a mesma norma abrange os programas de informática. Com isso a interpretação tornou se mais abrangente e, na maioria dos casos, possibilitou melhorar a equação do empresário que compra produto para ser locado, melhorando a oferta de preços pelo maior tempo para depreciação do bem. É vedada a prorrogação de aluguel de equipamentos e o uso de programas de informática por período superior a 48 meses. 7 Contratos de locação de imóvel Outra peculiar situação é a dos contratos de locação, em que o poder público seja locatário de imóvel. Por força do art. 62, 3º, inc. I, da Lei nº 8.666/1993, não se aplicam a tais ajustes o prazo de vigência contratual do art. 57, da mesma norma. A duração desses contratos reger se á pelas regras da Lei do Inquilinato. 3 8 Outros contratos típicos de direito privado O art. 62, da Lei nº 8.666/1993, ressalva a aplicação do art. 57, de tal modo que as regras desse artigo não se aplicam aos seguintes contratos: a) aos contratos de seguro, de financiamento, de locação em que o Poder Público seja

8 locatário, e aos demais cujo conteúdo seja regido, predominantemente, por norma de direito privado; b) aos contratos em que a Administração for parte como usuária de serviço público. 9 Vigência de até 120 meses hipóteses dos inc. IX, XIX, XXVIII e XXXI do art. 24 A Lei nº , de 2010, acrescentou nova regra de prazo, permitindo contratos pelo prazo de 10 anos, mesmo que oriundo da Lei nº 8.666/1993. Lei nº 8.666/1993 Art. 57. [...] V às hipóteses previstas nos incisos IX, XIX, XXVIII e XXXI do art. 24, cujos contratos poderão ter vigência por até 120 (cento e vinte) meses, caso haja interesse da administração. Tratam essas hipóteses de contratos considerados de estratégia nacional e de tecnologia da informação. Juridicamente a norma somente poderia permitir esse maior elastério aos novos editais, posto que o prazo na regra de convocação é elemento essencial à competitividade e determinante da proposta mais vantajosa. Infelizmente anuncia se a aplicação imediata, contrapondo se as lições elementares de direito intertemporal. 10 Fornecimento contínuo No âmbito do Tribunal de Contas do Distrito Federal 4 foi admitida a equivalência entre serviços contínuos e fornecimentos contínuos. É que muitas vezes não é possível distinguir o que prevalece no objeto: se o serviço ou o produto. Por vezes compras estratégicas efetuadas com prazo maior podem resultar em proposta muito mais vantajosa, como ocorre com o cloro gasoso e até combustíveis. 11 Conclusão As considerações expendidas autorizam sejam adotadas as seguintes conclusões: a) na apreciação dos prazos de vigência dos contratos firmados por órgãos da Administração Direta e Indireta deverão ser observadas as normas estabelecidas no art.

9 57 da Lei nº 8.666/93; b) estão também sujeitas às prescrições desse dispositivo as empresas estatais inclusive que explorem atividade econômica; c) os contratos regidos pela Lei nº 8.666/93 terão a duração dos respectivos créditos, entendendo se como tal o termo final coincidente com o exercício financeiro; d) para os casos de prorrogação previstos nos incisos I, II e IV do art. 57 da precitada lei, exigir se á sempre a existência de dotação orçamentária, previsão no ato convocatório e interesse da Administração; e) para a prestação de serviços ser executada de forma contínua, poderá ser prorrogado o ajuste até o término do exercício financeiro seguinte, ou também ser ajustado por doze meses, independentemente do término do exercício financeiro; há também jurisprudência admitindo períodos maiores de vigência; f) cada órgão deverá baixar norma estabelecendo quais são os serviços que considera como de natureza contínua; g) para aluguel de equipamentos em geral e por produtos de informática, aplica se o que dispõe o inciso IV, art. 57, da Lei nº 8.666/1993. Além desses casos, a lei autoriza, ainda, outras prorrogações do contrato por motivos supervenientes e externos ao ajuste, no respectivo 1º, do art. 57, da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, que devem também ser consideradas. Abstract: In view of the recent modifications in the Brazilian Public Tenders and Contracts Law related to the administrative contracts, it is interesting to explain how these modifications have brought dynamism to the tenders frequency, and how these paradigms bring new conclusions about the contracts duration and some specific cases. To illustrate the context, some brief considerations will be exposed about the standard subjective and objective limits, and the cases of contracts extension. First, we will verify the need of specifying the object as well as its quantity and destination, and especially the availability of credit from the Administration budget (unless otherwise specified exceptions). Next, the expression continuous service will be explained, as well as the constant doubts about this subject and its exceptions. Besides it, the discussion about the renting equipment versus the use of computer program and the difference between them will be raised, as well as other peculiar situations and the recommended procedure to each case. At last, a brief understanding will be brought about the continuous supplies. 1 BRASIL. Lei nº 8.666, de 21 de junho de Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. Diário Oficial da União [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 22 jun.

10 1993. Art. 92. Admitir, possibilitar ou dar causa a qualquer modificação ou vantagem, inclusive prorrogação contratual, em favor do adjudicatário, durante a execução dos contratos celebrados com o Poder Público, sem autorização em lei, no ato convocatório da licitação ou nos respectivos instrumentos contratuais, ou, ainda, pagar fatura com preterição da ordem cronológica de sua exigibilidade, observado o disposto no art. 121 desta Lei: (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) [...]. 2 BRASIL. Tribunal de Contas da União. Manual básico de licitações e contratos, p Disponível em: <http://www.tcu.gov.br> [...]. 3 BRASIL. Lei nº 8.245, de 18 de outubro de Dispõe sobre as locações dos imóveis urbanos e os procedimentos a elas pertinentes. Diário Oficial da União [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 21 de outubro de Como citar este conteúdo na versão digital: Conforme a NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), este texto científico publicado em periódico eletrônico deve ser citado da seguinte forma: FERNANDES, Jorge Ulisses Jacoby. Duração dos contratos administrativos: novos paradigmas. Fórum de Contratação e Gestão Pública FCGP,. Disponível em: <http://www.bidforum.com.br/bid/pdi0006.aspx?pdicntd=72736>. Acesso em: 5 jun Como citar este conteúdo na versão impressa: Conforme a NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), este texto científico publicado em periódico impresso deve ser citado da seguinte forma: FERNANDES, Jorge Ulisses Jacoby. Duração dos contratos administrativos: novos paradigmas. Fórum de Contratação e Gestão Pública FCGP, Belo Horizonte, ano 10, n. 112, p , abr

1. DA POSSIBILIDADE DE PRORROGAÇÃO DE SERVIÇOS DE ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS DECORRENTES DE ATA DE REGISTRO DE PREÇOS

1. DA POSSIBILIDADE DE PRORROGAÇÃO DE SERVIÇOS DE ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS DECORRENTES DE ATA DE REGISTRO DE PREÇOS 1. DA POSSIBILIDADE DE PRORROGAÇÃO DE SERVIÇOS DE ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS DECORRENTES DE ATA DE REGISTRO DE PREÇOS Indaga-se sobre a possibilidade de os contratos decorrentes de ata de registro de preços,

Leia mais

Duração dos Contratos. Vinculação do Contrato. Manutenção das Condições de Habilitação e Qualificação. Foro

Duração dos Contratos. Vinculação do Contrato. Manutenção das Condições de Habilitação e Qualificação. Foro Vinculação do Contrato O contrato fica vinculado, obrigatoriamente, à proposta do contratado e aos termos da licitação realizada, ou aos termos do ato de dispensa ou inexigibilidade de licitação. Manutenção

Leia mais

Contratos. Licitações & Contratos - 3ª Edição

Contratos. Licitações & Contratos - 3ª Edição Contratos 245 Conceito A A Lei de Licitações considera contrato todo e qualquer ajuste celebrado entre órgãos ou entidades da Administração Pública e particulares, por meio do qual se estabelece acordo

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO AUDITORIA INTERNA SECRETARIA DE ORIENTAÇÃO E AVALIAÇÃO PARECER SEORI/AUDIN-MPU Nº 2.898/2014

MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO AUDITORIA INTERNA SECRETARIA DE ORIENTAÇÃO E AVALIAÇÃO PARECER SEORI/AUDIN-MPU Nº 2.898/2014 MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO AUDITORIA INTERNA SECRETARIA DE ORIENTAÇÃO E AVALIAÇÃO PARECER SEORI/AUDIN-MPU Nº 2.898/2014 Referência : Correio eletrônico, de 17/9/2014. Protocolo AUDIN-MPU nº 1693/2014.

Leia mais

CONTRATOS ADMINISTRATIVOS. Formalização, Execução e Rescisão. Direito Administrativo CONTRATOS ADMINISTRATIVOS. Prof.

CONTRATOS ADMINISTRATIVOS. Formalização, Execução e Rescisão. Direito Administrativo CONTRATOS ADMINISTRATIVOS. Prof. Direito Administrativo Prof. Almir Morgado CONTRATOS ADMINISTRATIVOS Formalização, Execução e Rescisão Formalização do Contrato Administrativo Formalizar significa materializar o contrato em documento

Leia mais

Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina

Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina PREGÃO N. 070/201 /2014 PAE N. 24.230 230/201 2014 A empresa MEPAS apresentou impugnação ao edital do Pregão n. 070/2014, cujo objeto consiste no Registro de Preços para eventual aquisição de materiais

Leia mais

Regulamenta o Sistema de Registro de Preços previsto no art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993.

Regulamenta o Sistema de Registro de Preços previsto no art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. DECRETO N.º 7.892, DE 23 DE JANEIRO DE 2013. Regulamenta o Sistema de Registro de Preços previsto no art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que

Leia mais

CONSULTA N. 605/2014 CONSULENTE: UFSC - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA EMENTA: 1. PERGUNTA:

CONSULTA N. 605/2014 CONSULENTE: UFSC - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA EMENTA: 1. PERGUNTA: CONSULTA N. 605/2014 CONSULENTE: UFSC - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA EMENTA: Contrato. Obras e serviços de engenharia. Faturamento em nome de fornecedor/fabricante que não participou da licitação.

Leia mais

DECRETO N 001 A / 2015 De 02 de janeiro de 2015.

DECRETO N 001 A / 2015 De 02 de janeiro de 2015. DECRETO N 001 A / 2015 De 02 de janeiro de 2015. EMENTA: Regulamenta o Sistema de Registro de Preços SRP previsto no art. 15 da Lei nº 8.666/93, no âmbito do Município de Central Bahia. O PREFEITO DO MUNICÍPIO

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 3.931, DE 19 DE SETEMBRO DE 2001. Regulamenta o Sistema de Registro de Preços previsto no art. 15 da Lei nº 8.666, de 21

Leia mais

orçamentária se realize na conformidade dos pressupostos da responsabilidade fiscal.

orçamentária se realize na conformidade dos pressupostos da responsabilidade fiscal. PORTARIA Nº O SECRETÁRIO DO TESOURO NACIONAL, no uso das atribuições que lhe confere a Portaria nº 403, de 2 de dezembro de 2005, do Ministério da Fazenda, e Considerando o disposto no 2º do art. 50 da

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO PARECER N.º 14.239

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO PARECER N.º 14.239 PARECER N.º 14.239 CONTRATO DE LOCAÇÃO EM QUE A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA É LOCATÁRIA. PRORROGAÇÃO. DURAÇÃO DO CONTRATO. REVISÃO DO PARECER 10.391. O presente expediente, proveniente da Secretaria da Justiça

Leia mais

Novas Atitudes. Novos. Estado Gestor

Novas Atitudes. Novos. Estado Gestor Novas Atitudes Paradigmas 1 Procedimentos Estado G t Gestor Instrumentos 2 Sociedade Estado Necessidades Expectativas P i id d Prioridades Recebe a Recebe a pauta Deve se Deve se empenhar para atender

Leia mais

QUESTÕES DE AFO SIMULADO 1 ANALISTA ADMINISTRATIVO DO TRF

QUESTÕES DE AFO SIMULADO 1 ANALISTA ADMINISTRATIVO DO TRF QUESTÕES DE AFO SIMULADO 1 ANALISTA ADMINISTRATIVO DO TRF 01 No momento da elaboração do projeto de lei orçamentária anual deve se atentar para algumas normas contidas nas legislações pertinentes à matéria.

Leia mais

Noções Gerais das Licitações

Noções Gerais das Licitações Noções Gerais das Licitações Material didático destinado à sistematização do conteúdo da disciplina Direito Administrativo I Publicação no semestre 2014.1 do curso de Direito. Autor: Albérico Santos Fonseca

Leia mais

CONTABILIDADE PÚBLICA

CONTABILIDADE PÚBLICA CONTABILIDADE PÚBLICA 1. Conceito: Para Bezerra Filho (2006, p.131), a Contabilidade pública pode ser definida como o ramo da ciência contábil que controla o patrimônio público, evidenciando as variações

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos 1 de 7 07/10/2015 10:08 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 8.538, DE 6 DE OUTUBRO DE 2015 Vigência Regulamenta o tratamento favorecido, diferenciado e simplificado

Leia mais

Decreto nº 8.538, de 6 de outubro de 2015 Decreto nº 6.204, de 5 de setembro de 2007

Decreto nº 8.538, de 6 de outubro de 2015 Decreto nº 6.204, de 5 de setembro de 2007 DECRETO 8.538/2015 COMPARATIVO COM DECRETO 6.204/2007 Outubro/2015 Importante: Pontos acrescidos estão destacados em verde. Pontos suprimidos estão destacados em vermelho. Decreto nº 8.538, de 6 de outubro

Leia mais

NOTA JURÍDICA Nº03/2015 COSEMS GO

NOTA JURÍDICA Nº03/2015 COSEMS GO Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de Goiás Rua 26, nº521, Bairro Santo Antônio CEP: 74.853-070, Goiânia GO Site: http://www.cosemsgo.org.br E-mail: cosemsgoias@gmail.com Fone: (62)

Leia mais

Gabinete do Conselheiro Antônio Carlos Andrada

Gabinete do Conselheiro Antônio Carlos Andrada Fls. PROCESSO: 837554 NATUREZA: CONSULTA CONSULENTE: ITAMAR ANTÔNIO DINIZ (Diretor do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Três Pontas/MG) PROCEDÊNCIA: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE NEPOMUCENO

PREFEITURA MUNICIPAL DE NEPOMUCENO Nepomuceno, 18 de agosto de 2014. MENSAGEM Nº 032/2014 Exmo. Sr. Francisco Ricardo Gattini DD. Presidente da Câmara Municipal de NEPOMUCENO MG Senhor Presidente, Com meus cordiais e respeitosos cumprimentos,

Leia mais

Resposta à Impugnação

Resposta à Impugnação GECOL/SSEAF, 11 de outubro de 2011. Assunto: Contratação de Fábrica de Software Resposta à Impugnação Diante da Impugnação recebida às 16h39 de 10/10/2011, do Edital do Pregão Eletrônico nº 22/2011, esta

Leia mais

As novas exigências para qualificação técnico operacional para licitações de serviços contínuos trazidas pela IN nº 06/2013 do MPOG na prática

As novas exigências para qualificação técnico operacional para licitações de serviços contínuos trazidas pela IN nº 06/2013 do MPOG na prática As novas exigências para qualificação técnico operacional para licitações de serviços contínuos trazidas pela IN nº 06/2013 do MPOG na prática Prof. Flaviana Vieira Paim A Secretaria de Logística e Tecnologia

Leia mais

Como aplicar os avanços da Lei Complementar 123/2006 na área de Compras Governamentais Tema: Compras Governamentais

Como aplicar os avanços da Lei Complementar 123/2006 na área de Compras Governamentais Tema: Compras Governamentais Como aplicar os avanços da Lei Complementar 123/2006 na área de Compras Governamentais Tema: Compras Governamentais Análise realizada em 25/08/2014. Consultores: Maurício Zanin, Maria Aparecida e Mauro

Leia mais

DECRETO Nº. 6.204, DE 5 DE SETEMBRO DE 2007 DOU 06.09.2007

DECRETO Nº. 6.204, DE 5 DE SETEMBRO DE 2007 DOU 06.09.2007 DECRETO Nº. 6.204, DE 5 DE SETEMBRO DE 2007 DOU 06.09.2007 Regulamenta o tratamento favorecido, diferenciado e simplificado para as microempresas e empresas de pequeno porte nas contratações públicas de

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Renovação de Licitação

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Renovação de Licitação 15/10/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Consultoria... 5 4. Conclusão... 8 5. Referências... 8 6. Histórico de alterações... 8 2 1.

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte LEI N o 10.933, DE 11 DE AGOSTO DE 2004. Dispõe sobre o Plano Plurianual para o período 2004/2007. Lei: O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Art.

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 63, DE 1º DE SETEMBRO DE 2010

INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 63, DE 1º DE SETEMBRO DE 2010 INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 63, DE 1º DE SETEMBRO DE 2010 Estabelece normas de organização e de apresentação dos relatórios de gestão e das peças complementares que constituirão os processos de contas

Leia mais

DIÁRIO OFICIAL EDIÇÃO Nº 030224 de 30/06/2004

DIÁRIO OFICIAL EDIÇÃO Nº 030224 de 30/06/2004 DIÁRIO OFICIAL EDIÇÃO Nº 030224 de 30/06/2004 GABINETE DO GOVERNADOR D E C R E T O Nº 1.093, DE 29 DE JUNHO DE 2004 Institui, no âmbito da Administração Pública Estadual, o Sistema de Registro de Preços

Leia mais

DECRETO Nº 6.555, DE 8 DE SETEMBRO DE 2008.

DECRETO Nº 6.555, DE 8 DE SETEMBRO DE 2008. DECRETO Nº 6.555, DE 8 DE SETEMBRO DE 2008. Dispõe sobre as ações de comunicação do Poder Executivo Federal e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL (LRF) Atualizado até 13/10/2015 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) tem como base alguns princípios,

Leia mais

Convênios, contrato de repasse e termo de cooperação. Considerações iniciais acerca do convênio

Convênios, contrato de repasse e termo de cooperação. Considerações iniciais acerca do convênio Convênios, contrato de repasse e termo de cooperação Gustavo Justino de Oliveira* Considerações iniciais acerca do convênio Nos termos do artigo 1.º, 1.º, inciso I, do Decreto 6.170/2007, considera- -se

Leia mais

Contratação de Serviços de TI. Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti

Contratação de Serviços de TI. Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti Contratação de Serviços de TI Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti O antigo modelo de contratação de serviços de TI 2 O Modelo antigo de contratação de serviços de TI Consiste na reunião de todos

Leia mais

FORMAÇÃO DE CONSÓRCIO ESCOLHA DE PARCEIRO POR EMPRESA ESTADUAL DESNECESSIDADE DE LICITAÇÃO

FORMAÇÃO DE CONSÓRCIO ESCOLHA DE PARCEIRO POR EMPRESA ESTADUAL DESNECESSIDADE DE LICITAÇÃO Número 12 março de 2002 Salvador Bahia Brasil FORMAÇÃO DE CONSÓRCIO ESCOLHA DE PARCEIRO POR EMPRESA ESTADUAL DESNECESSIDADE DE LICITAÇÃO Prof. Antônio Carlos Cintra do Amaral Advogado em São Paulo. Consultor

Leia mais

LEI Nº- 12.349, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2010. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

LEI Nº- 12.349, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2010. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº- 12.349, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2010 O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A Altera as Leis nos 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.958, de 20 de dezembro de 1994, e 10.973, de 2 de dezembro de 2004;

Leia mais

PARECER HOMOLOGADO(*) (*) Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União de 28/05/2008

PARECER HOMOLOGADO(*) (*) Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União de 28/05/2008 PARECER HOMOLOGADO(*) (*) Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União de 28/05/2008 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO INTERESSADA: Confederação Nacional dos Trabalhadores

Leia mais

Turma TCMRJ Técnico de Controle Externo 123 Módulo 1 4

Turma TCMRJ Técnico de Controle Externo 123 Módulo 1 4 Turma TCMRJ Técnico de Controle Externo 123 Módulo 1 4 Banca: SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO/RJ Edital SMA Nº 84/2010 (data da publicação: 27/09/2010) Carga horária (aulas presenciais): 126 horas

Leia mais

Nota Técnica n. 001/2015/GECOG Vitória, 13 de janeiro de 2015. Registro de Passivos sem Suporte Orçamentário.

Nota Técnica n. 001/2015/GECOG Vitória, 13 de janeiro de 2015. Registro de Passivos sem Suporte Orçamentário. Técnica n. 001/2015/GECOG Vitória, 13 de janeiro de 2015. Assunto: Registro de Passivos sem Suporte Orçamentário. 1 Trata-se de orientação acerca do reconhecimento contábil de obrigações sem suporte orçamentário

Leia mais

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Secretaria de Comunicação Social Secretaria de Gestão, Controle e Normas Departamento de Normas

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Secretaria de Comunicação Social Secretaria de Gestão, Controle e Normas Departamento de Normas PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Secretaria de Comunicação Social Secretaria de Gestão, Controle e Normas Departamento de Normas NOTA TÉCNICA Nº 03/2011/DENOR/SGCN/SECOM-PR Brasília, 09 de maio de 2011. Referência:

Leia mais

CONVÊNIOS E CONSÓRCIOS

CONVÊNIOS E CONSÓRCIOS CONVÊNIOS E CONSÓRCIOS 1. LEGISLAÇÃO - Fundamentação Constitucional: Art. 241 da CF/88 - Fundamentação Legal: Art. 116 da Lei 8.666/93, 2. CONCEITO - CONVÊNIO - é o acordo firmado por entidades políticas

Leia mais

LIVRO: LICITAÇÕES E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS EDITORA: GEN MÉTODO EDIÇÃO: 2ªED., 2013 SUMÁRIO

LIVRO: LICITAÇÕES E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS EDITORA: GEN MÉTODO EDIÇÃO: 2ªED., 2013 SUMÁRIO LIVRO: LICITAÇÕES E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS EDITORA: GEN MÉTODO EDIÇÃO: 2ªED., 2013 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... Capítulo I LICITAÇÃO 1.1. Conceito... 1.2. Fontes normativas... 1.3. Competência legislativa...

Leia mais

www.estudodeadministrativo.com.br

www.estudodeadministrativo.com.br DIREITO ADMINISTRATIVO LICITAÇÃO I - CONCEITO - pode-se conceituar licitação como um procedimento administrativo vinculado pelo qual um ente público abre a todos os interessados, que se sujeitem as condições

Leia mais

FUNDO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - FMAS

FUNDO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - FMAS FUNDO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Órgão/Sigla: Natureza Jurídica: Vinculação: Finalidade: FUNDO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - FMAS FUNDO SECRETARIA MUNICIPAL DO TRABALHO, ASSISTÊNCIA SOCIAL E DIREITOS

Leia mais

LICITAÇÃO, CONTRATOS E COMPRAS GOVERNAMENTAIS

LICITAÇÃO, CONTRATOS E COMPRAS GOVERNAMENTAIS LICITAÇÃO, CONTRATOS E COMPRAS GOVERNAMENTAIS CURSO DE GESTÃO PÚBLICA THIAGO MONTEIRO BONATTO Porque a Administração Pública deve estabelecer contratos especiais em suas contratações de serviços e aquisições?

Leia mais

SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - DNIT

SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - DNIT SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - DNIT JULGAMENTO DE IMPUGNAÇÃO FEITO: IMPUGNAÇÃO ADMINISTRATIVA REFERÊNCIA: EDITAL Nº. 435/2015 RAZÕES: JULGAMENTO DE IMPUGNAÇÃO AO EDITAL Nº. 435/2015

Leia mais

Gabinete do Conselheiro Antônio Carlos Andrada

Gabinete do Conselheiro Antônio Carlos Andrada PROCESSO: 742467 NATUREZA: CONSULTA CONSULENTE: ALBERTO PINTO COELHO Presidente da ALMG Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. AUDITOR: EDSON ARGER I - RELATÓRIO Versam os presentes autos sobre

Leia mais

RESPOSTA: No que tange à equipe técnica é importante observar que a licitante interessada, deverá respeitar todos os requisitos exigidos pelo Edital.

RESPOSTA: No que tange à equipe técnica é importante observar que a licitante interessada, deverá respeitar todos os requisitos exigidos pelo Edital. É possível a uma Fundação de Apoio a uma Universidade, participar da Concorrência nº 002/2013, sabendo-se que a execução técnica das atividades de elaboração do Manual de Contabilidade Regulatório será

Leia mais

CONTRATUALIZAÇÃO E CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE

CONTRATUALIZAÇÃO E CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE CONTRATUALIZAÇÃO E CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE 1 DA REGULAÇÃO ASSISTENCIAL A regulação assistencial compreende a função de gestão que tem como foco específico a disponibilização da alternativa assistencial

Leia mais

ASSUNTO: Informações quanto à concessão de benefícios aos trabalhadores contratados nos moldes da Lei nº 8.745/93.

ASSUNTO: Informações quanto à concessão de benefícios aos trabalhadores contratados nos moldes da Lei nº 8.745/93. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Secretaria de Recursos Humanos Departamento de Normas e Procedimentos Judiciais Coordenação-Geral de Elaboração, Sistematização e Aplicação das Normas Nota

Leia mais

Segundo o art. 41 da Lei nº 4.320/64 os créditos adicionais classificam-se em: I - suplementares: os destinados a reforço de dotação orçamentária;

Segundo o art. 41 da Lei nº 4.320/64 os créditos adicionais classificam-se em: I - suplementares: os destinados a reforço de dotação orçamentária; 1 - MECANISMOS RETIFICADORES DO ORÇAMENTO Alipio Reis Firmo Filho www.editoraferreira.com.br 1.1 Conceito de Crédito Adicional O orçamento anual é produto de um processo de planejamento que incorpora as

Leia mais

PARECER Nº 03/2013. C ON S U L T A

PARECER Nº 03/2013. C ON S U L T A PARECER Nº 03/2013. EMENTA: CONSULTA DIVERSA. DOCUMENTAÇÃO PRECÁRIA. PARECER ABSTRATO. RESPEITO AOS PRAZOS DA COMISSÃO DE TRANSMISSÃO DE CARGOS E DE PRESTAÇÃO DE CONTAS. RESOLUÇÃO N. 1311/12 E N. 1060/05

Leia mais

ESTADO DE SANTA CATARINA

ESTADO DE SANTA CATARINA LEI Nº 12.931, de 13 de fevereiro de 2004. Institui o procedimento da descentralização de créditos orçamentários e adota outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA, em exercício, Faço

Leia mais

1.2. Obrigatoriedade de realização de licitação ( CF, art. 37, XXI)

1.2. Obrigatoriedade de realização de licitação ( CF, art. 37, XXI) ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PÚBLICO DISCIPLINA: DIREITO ADMINISTRATIVO PROFESSORA: CLARISSA SAMPAIO SILVA 1) LICITAÇÃO - Previsão constitucional: 1.1. Estabelecimento de normas gerais ( CF, art.22, XXVII)

Leia mais

Concurso - EPPGG 2013. Prof. Leonardo Ferreira Turma EPPGG-2013 Aula 06,07,08,09

Concurso - EPPGG 2013. Prof. Leonardo Ferreira Turma EPPGG-2013 Aula 06,07,08,09 Concurso - EPPGG 2013 Prof. Leonardo Ferreira Turma EPPGG-2013 Aula 06,07,08,09 Ordem ao caos...(p4) Tema 4: 1. Práticas de gestão governamental no Brasil e seus resultados: Gestão de suprimentos e logística

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12.593, DE 18 DE JANEIRO DE 2012. Mensagem de veto Institui o Plano Plurianual da União para o período de 2012 a 2015. A PRESIDENTA

Leia mais

Autoaplicabilidade dos benefícios previstos na LC n. 123/06

Autoaplicabilidade dos benefícios previstos na LC n. 123/06 RELATOR: CONSELHEIRO MAURI TORRES Autoaplicabilidade dos benefícios previstos na LC n. 123/06 DICOM TCEMG EMENTA: CONSULTA ASSOCIAÇÃO MINEIRA DE MUNÍCIPIOS LICITAÇÃO TRATAMENTO DIFERENCIADO PARA MICROEMPRESAS

Leia mais

Relatório Sintético do Levantamento de Auditoria/ 2004

Relatório Sintético do Levantamento de Auditoria/ 2004 Relatório Sintético do Levantamento de Auditoria/ 2004 IDENTIFICAÇÃO DA OBRA Caracterização da obra Processo: 4101/2004-4 Ano Orçamento: 2002 UF: RJ Nome do PT: Manutenção de Serviços Administrativos -

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.350, DE 5 DE OUTUBRO DE 2006. Regulamenta o 5 o do art. 198 da Constituição, dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado

Leia mais

40 questões sobre princípios orçamentários Material compilado pelo Prof: Fernando Aprato para o concurso do TCE-RS 2011.

40 questões sobre princípios orçamentários Material compilado pelo Prof: Fernando Aprato para o concurso do TCE-RS 2011. 1 40 questões sobre princípios orçamentários Material compilado pelo Prof: Fernando Aprato para o concurso do TCE-RS 2011. TRT_22/Técnico_Judiciário_Administrativa/FCC/2010 - E05 9 1. A exclusividade concedida

Leia mais

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DO PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAL E DO PLANO PLURIANUAL

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DO PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAL E DO PLANO PLURIANUAL PROJETO DE LEI Institui o Plano Plurianual da União para o período 2012-2015. O CONGRESSO NACIONAL decreta: CAPÍTULO I DO PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAL E DO PLANO PLURIANUAL Art.1 o Esta lei institui o Plano

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO AUDITORIA INTERNA SECRETARIA DE ORIENTAÇÃO E AVALIAÇÃO PARECER SEORI/AUDIN MPU Nº 698/2014

MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO AUDITORIA INTERNA SECRETARIA DE ORIENTAÇÃO E AVALIAÇÃO PARECER SEORI/AUDIN MPU Nº 698/2014 MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO AUDITORIA INTERNA SECRETARIA DE ORIENTAÇÃO E AVALIAÇÃO PARECER SEORI/AUDIN MPU Nº 698/2014 Referência : Correio eletrônico de 24/2/2014. Protocolo AUDIN-MPU nº 360/2014. Assunto

Leia mais

Estabelece margem de preferência em licitações para produtos manufaturados e serviços nacionais, priorizando bens e serviços produzidos no País.

Estabelece margem de preferência em licitações para produtos manufaturados e serviços nacionais, priorizando bens e serviços produzidos no País. MEDIDA PROVISÓRIA N 495, DE 19 DE JULHO DE 2010 Estabelece margem de preferência em licitações para produtos manufaturados e serviços nacionais, priorizando bens e serviços produzidos no País. Altera as

Leia mais

1. SÍNTESE DO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO

1. SÍNTESE DO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO AO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE SANTA CATARINA Ilma. Sra. Heloisa Helena Bastos Silva Lübke Ref.: PREGÃO ELETRÔNICO 069/2013 JR LIMPEZA E SERVIÇOS ESPECIAIS LTDA - ME, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 10.339.552/0001-82,

Leia mais

Serviço Público Municipal Prefeitura Municipal de Ubatã Estado da Bahia CNPJ: 14.235.253/0001-59 PORTARIA Nº 301 DE 09 DE DEZEMBRO DE 2015.

Serviço Público Municipal Prefeitura Municipal de Ubatã Estado da Bahia CNPJ: 14.235.253/0001-59 PORTARIA Nº 301 DE 09 DE DEZEMBRO DE 2015. PORTARIA Nº 301 DE 09 DE DEZEMBRO DE 2015. Estabelece os procedimentos e as normas a serem adotados pelos órgãos e entidades da administração pública estadual direta e indireta, para o encerramento anual

Leia mais

PLANO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL 2014/2017 FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL

PLANO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL 2014/2017 FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL PLANO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL 2014/2017 FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL Vânia Guareski Souto Assistente Social - Especialista em Gestão Social de Políticas Públicas PPA ASSISTÊNCIA SOCIAL ADMINISTRAÇÃO

Leia mais

CENTRAIS ELÉTRICAS DE RONDÔNIA S.A. - CERON

CENTRAIS ELÉTRICAS DE RONDÔNIA S.A. - CERON Processo: PREGÃO ELETRÔNICO N.º 060/2008 Objeto: Contratação de Empresa Especializada para a Prestação de Serviços de Comunicação de Dados/Voz/lmagens, serviços que englobam a conservação da Intranet baseada

Leia mais

Marcones Libório de Sá Prefeito

Marcones Libório de Sá Prefeito Mensagem n. 010 /2015 Salgueiro, 14 de Setembro de 2015. Senhor Presidente, Senhores (as) Vereadores (as), Considerando os princípios de descentralização e transparência, que tem levado esta administração

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 7.272, DE 25 DE AGOSTO DE 2010. Regulamenta a Lei n o 11.346, de 15 de setembro de 2006, que cria o Sistema Nacional de

Leia mais

MUNICÍPIO DE POMBAL PREFEITURA MUNICIPAL DE POMBAL PROCURADORIA JURÍDICA DO MUNICÍPIO

MUNICÍPIO DE POMBAL PREFEITURA MUNICIPAL DE POMBAL PROCURADORIA JURÍDICA DO MUNICÍPIO Pregão Presencial n 003/2015 Processo n 09.084.054.004/2015 Origem: Comissão Permanente de Licitação Assunto: REGISTRO DE PREÇOS PARA LOCAÇÃO DE VEÍCULOS PARA ATENDER AS NECESIDADES DA SECRETARIA DE AGRICULTURA

Leia mais

MENSAGEM Nº. Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal,

MENSAGEM Nº. Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal, MENSAGEM Nº Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal, Submeto à apreciação dessa egrégia Casa Legislativa o Projeto de Lei do Plano Plurianual 2014-2017 PPA 2014-2017, nos termos do 1º, art.

Leia mais

APRESENTAÇÃO DE BALANÇO PATRIMONIAL POR MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE NAS LICITAÇÕES.

APRESENTAÇÃO DE BALANÇO PATRIMONIAL POR MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE NAS LICITAÇÕES. APRESENTAÇÃO DE BALANÇO PATRIMONIAL POR MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE NAS LICITAÇÕES. Renata Lopes de Castro Bonavolontá Advogada especialista em Direito Público pela ESMP/SP. Advogada do Escritório

Leia mais

O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo

O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo Contextualização Sumário - O Controle na Administração Pública - O Controle Externo - O Controle Interno O Controle Interno do Poder Executivo do Estado

Leia mais

Dispensa de licitação

Dispensa de licitação Dispensa de licitação Introdução A CR/88 obriga em seu art. 37, XXI que a contratação de obras, serviços, compras e alienações, bem como a concessão e a permissão de serviços públicos pela Administração

Leia mais

SECRETARIA DE SAÚDE SECRETARIA EXECUTIVA DE COORDENAÇÃO GERAL DIRETORIA GERAL DE PLANEJAMENTO - GERÊNCIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA

SECRETARIA DE SAÚDE SECRETARIA EXECUTIVA DE COORDENAÇÃO GERAL DIRETORIA GERAL DE PLANEJAMENTO - GERÊNCIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA NOTA TÉCNICA 01/13 PLANO MUNICIPAL DE SAÚDE ORIENTAÇÕES GERAIS 2014/2017 Introdução: O planejamento em saúde configura-se como responsabilidade dos entes públicos, assegurada pela Constituição Federal

Leia mais

Decreto Nº 9.826, de 26 outubro de 2012. A PREFEITA DO MUNICÍPIO DE NATAL, no uso de suas atribuições constitucionais e legais,

Decreto Nº 9.826, de 26 outubro de 2012. A PREFEITA DO MUNICÍPIO DE NATAL, no uso de suas atribuições constitucionais e legais, Decreto Nº 9.826, de 26 outubro de 2012 Dispõe sobre procedimentos e prazos relativos ao encerramento do exercício de 2012 e dá outras providências. A PREFEITA DO MUNICÍPIO DE NATAL, no uso de suas atribuições

Leia mais

ESTADO DO PARÁ TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS GABINETE DA CONSELHEIRA MARA LÚCIA

ESTADO DO PARÁ TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS GABINETE DA CONSELHEIRA MARA LÚCIA 20 Processo n.º: 201506614-00 Assunto: Consulta Órgão: Prefeitura Municipal de Canaã dos Carajás Interessado: Jeová Gonçalves de Andrade Exercício: 2015 RELATÓRIO JEOVÁ GONÇALVES DE ANDRADE, Prefeito do

Leia mais

Gestão e Fiscalização de Contratos Administrativos

Gestão e Fiscalização de Contratos Administrativos Gestão e Fiscalização de Contratos Administrativos Módulo1 Considerações Gerais Brasília, 2014 Elaborado em: 2013. Fundação Escola Nacional de Administração Pública Presidente Paulo Sergio de Carvalho

Leia mais

SERVIÇOS DE RESPONSABILIDADE DE PRESTADORAS DE STFC (SERVIÇO TELEFÔNICO FIXO COMUTADO). INCLUSÃO

SERVIÇOS DE RESPONSABILIDADE DE PRESTADORAS DE STFC (SERVIÇO TELEFÔNICO FIXO COMUTADO). INCLUSÃO São Paulo, 01 de julho de 2013. Respostas às Impugnações de Edital de Licitação. Interessadas: VIVO S/A e CLARO S/A Referente: Respostas às Impugnações oferecidas ao PROCESSO ADMINISTRATIVO N.º 031/2013

Leia mais

PLANEJAMENTO E GESTÃO PÚBLICA. Auditor Substituto de Conselheiro Omar P. Dias

PLANEJAMENTO E GESTÃO PÚBLICA. Auditor Substituto de Conselheiro Omar P. Dias PLANEJAMENTO E GESTÃO PÚBLICA Auditor Substituto de Conselheiro Omar P. Dias A ARTE DE GOVERNAR (segundo Matus) PROJETO DE GOVERNO SABER ARTICULAR GOVERNABILIDADE GOVERNANÇA Plano de Governo: Base do Planejamento

Leia mais

OBRAS PÚBLICAS: QUESTÕES PRÁTICAS DA LICITAÇÃO AO RECEBIMENTO

OBRAS PÚBLICAS: QUESTÕES PRÁTICAS DA LICITAÇÃO AO RECEBIMENTO FECAM Escola de Gestão Pública Municipal OBRAS PÚBLICAS: QUESTÕES PRÁTICAS DA LICITAÇÃO AO RECEBIMENTO Módulo II Chapecó, março/2012 1 Aspectos Legais da Licitação de Obras Denise Regina Struecker Auditora

Leia mais

AS PECULIARIDADES DO SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS NO TOCANTE À LICITAÇÃO EM MENÇÃO AO NOVO DECRETO Nº 7.892, DE 23 DE JANEIRO DE 2013

AS PECULIARIDADES DO SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS NO TOCANTE À LICITAÇÃO EM MENÇÃO AO NOVO DECRETO Nº 7.892, DE 23 DE JANEIRO DE 2013 AS PECULIARIDADES DO SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS NO TOCANTE À LICITAÇÃO EM MENÇÃO AO NOVO DECRETO Nº 7.892, DE 23 DE JANEIRO DE 2013 ANNA CAROLINA AZEVEDO BEZERRA 1 JOÃO MARCELO DOS SANTOS SILVA 2 RESUMO

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO AUDITORIA INTERNA SECRETARIA DE ORIENTAÇÃO E AVALIAÇÃO PARECER CORAG/SEORI/AUDIN-MPU Nº 0819/2014

MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO AUDITORIA INTERNA SECRETARIA DE ORIENTAÇÃO E AVALIAÇÃO PARECER CORAG/SEORI/AUDIN-MPU Nº 0819/2014 MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO AUDITORIA INTERNA SECRETARIA DE ORIENTAÇÃO E AVALIAÇÃO PARECER CORAG/SEORI/AUDIN-MPU Nº 0819/2014 Referência : Correio eletrônico de 13/3/2014. Protocolo AUDIN-MPU nº 453/2014.

Leia mais

Lei de Licitações e Contratos Administrativos

Lei de Licitações e Contratos Administrativos Lei de Licitações e Contratos Administrativos Incluindo legislação complementar correlata. Organizadores Juliano José Lopes Julieta Mendes Lopes Vareschini 7ª Edição EDITORA JML Editada e distribuída em

Leia mais

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS CAPÍTULO II DA FINALIDADE, VINCULAÇÃO E SEDE

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS CAPÍTULO II DA FINALIDADE, VINCULAÇÃO E SEDE LEI N. 2.031, DE 26 DE NOVEMBRO DE 2008 Institui o Serviço Social de Saúde do Acre, paraestatal de direito privado, na forma que especifica. O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE seguinte Lei: FAÇO SABER que

Leia mais

PARECER Nº 002/2009/JURÍDICO/CNM INTERESSADOS: MUNICÍPIOS BRASILEIROS ASSUNTO: LICITAÇÃO DE GESTÃO DE FOLHA DE PAGAMENTO E ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA

PARECER Nº 002/2009/JURÍDICO/CNM INTERESSADOS: MUNICÍPIOS BRASILEIROS ASSUNTO: LICITAÇÃO DE GESTÃO DE FOLHA DE PAGAMENTO E ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA PARECER Nº 002/2009/JURÍDICO/CNM INTERESSADOS: MUNICÍPIOS BRASILEIROS ASSUNTO: LICITAÇÃO DE GESTÃO DE FOLHA DE PAGAMENTO E ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA DA CONSULTA: Trata-se de consulta formulada por diversos

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 542, DE 13 DE JANEIRO DE 2015

RESOLUÇÃO Nº 542, DE 13 DE JANEIRO DE 2015 Publicada no DJE/STF, n.10, p. 1-3 em 16/01/2015 RESOLUÇÃO Nº 542, DE 13 DE JANEIRO DE 2015 Dispõe sobre as prerrogativas, as responsabilidades, a competência e a atuação da Secretaria de Controle Interno

Leia mais

Sra. Procuradora-Geral:

Sra. Procuradora-Geral: PARECER Nº 13.746 DOAÇÃO DE BEM IMÓVEL, ONDE IMPLANTADA ESCOLA MUNICIPAL, AO MUNICÍPIO DE CAPIVARI. VIABILIDADE, DESDE QUE PRESENTE INTERESSE PÚBLICO DEVIDAMENTE JUSTIFICADO, FEITA PRÉVIA AVALIAÇÃO DO

Leia mais

O Marco Regulatório do Terceiro Setor Aplicação da Lei Federal nº 13.019/2014 no âmbito dos Municípios. Apresentação

O Marco Regulatório do Terceiro Setor Aplicação da Lei Federal nº 13.019/2014 no âmbito dos Municípios. Apresentação Apresentação O terceiro setor é, hoje, grande partícipe na implementação de políticas públicas, notadamente no campo assistencial, no âmbito da Administração Pública. À ação empreendedora de organizações

Leia mais

PEDIDO DE ESCLARECIMENTO Nº 01 PE Nº 03/2013

PEDIDO DE ESCLARECIMENTO Nº 01 PE Nº 03/2013 PEDIDO DE ESCLARECIMENTO Nº 01 PE Nº 03/2013 Considerando o posicionamento enviado pela área técnica desta CGU-PR, segue abaixo a resposta ao Pedido Esclarecimento nº 01 PE nº 03/2013: QUESTIONAMENTO 01:

Leia mais

DECRETO Nº 36.246, DE 02 DE JANEIRO DE 2015.

DECRETO Nº 36.246, DE 02 DE JANEIRO DE 2015. Sistema Integrado de Normas Jurídicas do Distrito Federal SINJ-DF DECRETO Nº 36.246, DE 02 DE JANEIRO DE 2015. Dispõe sobre a racionalização e o controle de despesas públicas no âmbito do Governo do Distrito

Leia mais

LEI Nº 14.868, de 16 de dezembro de 2003 Dispõe sobre o Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas.

LEI Nº 14.868, de 16 de dezembro de 2003 Dispõe sobre o Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas. LEI Nº 14.868, de 16 de dezembro de 2003 Dispõe sobre o Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas. O Povo de Minas Gerais, por seus representantes, decretou e eu, em seu nome, sanciono a seguinte

Leia mais

NOTA TÉCNICA JURÍDICA

NOTA TÉCNICA JURÍDICA 1 NOTA TÉCNICA JURÍDICA Obrigatoriedade de dispensa motivada. Decisão STF RE 589998 Repercussão geral. Aplicação para as sociedades de economia mista e empresas Públicas. Caso do BANCO DO BRASIL e CAIXA

Leia mais

CONTRATOS ADMINISTRATIVOS: PRAZO DE VIGÊNCIA E POSSIBILIDADES DE PRORROGAÇÃO CONTRATUAL

CONTRATOS ADMINISTRATIVOS: PRAZO DE VIGÊNCIA E POSSIBILIDADES DE PRORROGAÇÃO CONTRATUAL CONTRATOS ADMINISTRATIVOS: PRAZO DE VIGÊNCIA E POSSIBILIDADES DE PRORROGAÇÃO CONTRATUAL GENEVIEVE ALINE ZAFFANI GRABLAUSKAS GOMES 1 CLEUSA APARECIDA DA COSTA MAIA 2 RESUMO O presente trabalho tem por objetivo

Leia mais

GESTÃO FINANCEIRA: Como fazer pagamentos em ordem cronológica e a responsabilidade do ordenador da despesa.

GESTÃO FINANCEIRA: Como fazer pagamentos em ordem cronológica e a responsabilidade do ordenador da despesa. GESTÃO FINANCEIRA: Como fazer pagamentos em ordem cronológica e a responsabilidade do ordenador da despesa. Paulo César Flores Contador, Sócio Diretor do IGAM - Instituto Gamma de Assessoria a Órgãos Públicos,

Leia mais

Autarquia. Administração Indireta. Figura sujeita a polemicas doutrinárias e de jurisprudência. Ausente na estrutura do Executivo Federal

Autarquia. Administração Indireta. Figura sujeita a polemicas doutrinárias e de jurisprudência. Ausente na estrutura do Executivo Federal Administração Direta Fundação Publica Direito Público Consórcio Público Direito Público Fundação Publica Direito Privado Empresa Pública Consórcio Público Direito Privado Sociedade Economia Mista Subsidiária

Leia mais

D E C R E T A CAPÍTULO I DO RESPONSÁVEL E DA ABRANGÊNCIA

D E C R E T A CAPÍTULO I DO RESPONSÁVEL E DA ABRANGÊNCIA Imprimir "Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial do Estado." DECRETO Nº 13.869 DE 02 DE ABRIL DE 2012 Estabelece procedimentos a serem adotados pelos órgãos e entidades da Administração

Leia mais

Contabilidade Pública. Aula 1. Apresentação. Aula 1. Conceitos e definições. Bases legais. Contabilidade Pública.

Contabilidade Pública. Aula 1. Apresentação. Aula 1. Conceitos e definições. Bases legais. Contabilidade Pública. Contabilidade Pública Aula 1 Apresentação Prof. Adilson Lombardo Aula 1 Conceitos e definições Bases legais Contabilidade Pública Orçamento Público Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas 16 Normas

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO

MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO Dra. Élida Graziane Pinto Procuradora do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo Pós-doutora em Administração pela EBAPE-FGV Doutora em Direito Administrativo pela UFMG Esforço de aproximação

Leia mais