Activos intangíveis: o grau de adaptação das empresas portuguesas cotadas na Euronext relativamente à IAS 38

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Activos intangíveis: o grau de adaptação das empresas portuguesas cotadas na Euronext relativamente à IAS 38"

Transcrição

1 Contabilidade e Gestão, n.º 2, Activos intangíveis: o grau de adaptação das empresas portuguesas cotadas na Euronext relativamente à IAS 38 Patrícia Gomes Assistente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, Mestranda em Contabilidade e Auditoria Sara Serra Assistente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave Mestranda em Contabilidade e Auditoria Elisabete Ferreira Técnica Oficial de Contas Mestranda em Contabilidade e Auditoria (Recebido em 1 de Fevereiro de 2005; Aceite em 6 de Dezembro de 2005) Resumo A IAS 38 (International Accounting Standard 38), emitida em 1998, e revista em Março de 2004, visa a harmonização no tratamento dos intangíveis de modo a tornar mais claro e uniforme o entendimento sobre estes activos fixos. O estudo e análise dos activos fixos intangíveis tem suscitado o interesse da comunidade académica em geral, devido à problemática do seu reconhecimento, avaliação e divulgação nas demonstrações financeiras. Apesar da importância da IAS 38, várias críticas são colocadas ao seu conteúdo, nomeadamente ao carácter conservador da norma no reconhecimento dos elementos intangíveis como activos. No estudo realizado verificamos que as empresas portuguesas cotadas na Euronext, em 2003, apresentam um reduzido grau de adaptação dos conteúdos da IAS 38, significando uma diminuta sensibilidade ao fenómeno da internacionalização das normas contabilísticas. As empresas de serviços, nomeadamente as do sector financeiro e das telecomunicações são as que apresentam maiores índices de divulgação pelo facto de efectuaram maiores investimentos em tecnologias, novos sistemas de informação e processos de gestão. Os resultados obtidos podem justificar-se por dois factores: o carácter não obrigatório da norma no momento da realização do trabalho (uma vez que esta entrou em vigor desde Janeiro de 2005); o carácter restritivo da norma no reconhecimento dos activos fixos intangíveis. Palavras-chave: Activos intangíveis, IAS 38, reconhecimento, avaliação, divulgação, contabilização. 15

2 Intangible assets: The level of adjustment of the portuguese companies listed in the Euronext, concerning the IAS 38 Abstract The International Accounting Standard 38 (IAS 3), enforced in 1998 and revised in March 2004, aims at harmonising the treatment of intangibles whilst shedding light upon these assets. Intangible assets have been drawing much attention amongst academics and researchers. This interest stems from the need of their recognition, evaluation and financial statements disclosure. Although the IAS 38 is considered of paramount importance, much criticism has been materialised, especially in what regards its conservative approach toward the recognition of the intangible elements as assets. Insofar as the Portuguese companies listed in the Euronext in 2000 are concerned, this study unveils little evidence of their adjustment to the IAS 38. Thence, there is a weak sensitivity to the internationalisation phenomenon of accounting standards. The services companies, namely those within the financial and telecommunications sector framework, seem to be the ones which display higher levels of disclosure due to their larger investments on technology, new information systems and management processes. In light of this, two factors might be pinpointed: the non-compulsory character of the standard throughout the realisation of this study (It was enforced from January of 2005 onwards); and its restrictive character in the recognition of the intangible assets. Key words: Intangible Assets, IAS 38, Recognition, Measurement, Disclosure, Accounting. 16

3 INTRODUÇÃO Actualmente, as empresas não se caracterizam somente por um conjunto de elementos tangíveis, mas passam a contar com um vasto manancial de intangíveis que lhe acrescentam valor e a distinguem da concorrência. Por isso, e porque os elementos intangíveis acabam muitas vezes por constituir uma vantagem competitiva, urge mensurá-los e divulgá-los correctamente e de forma homogénea de modo a que todos os utentes da informação financeira retirem as mesmas ilações e não deturpem o processo de tomada de decisão (Canibaño, Garcia-Ayuso e Rueda, 1999; Lev e Zarowin, 1999; Lev, 2003; Garcia-Ayuso, 2003). Tendo presente todos estes aspectos e considerando que a economia caminha para uma globalização, onde as empresas de todo o mundo tendem a pautar-se pelas mesmas regras, surge a IAS 38 que versa sobre reconhecimento, avaliação e divulgação dos activos intangíveis. Todavia, várias investigações desenvolvidas sobre a área verificaram uma elevada diversidade no tratamento dos activos intangíveis, quer entre os diferentes normativos nacionais, quer entre estes e o conteúdo da IAS 38 (Bean e Jarnagin, 2001; Stolowy e Jeny-Cazavan, 2001) revelando uma grande lacuna no processo de harmonização internacional. Esta elevada divergência conduz a baixos índices de adaptação à IAS 38, tal como aconteceu no estudo desenvolvido. Considerando que a partir de Janeiro de 2005 as empresas portuguesas cotadas na Euronext iniciaram o processo de adopção das IAS, é nosso objectivo neste trabalho analisar o grau de adaptação das referidas empresas, relativamente à IAS 38, no exercício de Em prol de concretizar o nosso objectivo, começamos por efectuar uma revisão da literatura que nos permitiu aprofundar e compreender melhor alguns conceitos presentes na norma. De seguida foi elaborada uma grelha que teve por base os aspectos essenciais da IAS 38 e que permitiu efectuar a recolha dos dados. Por último, procedeu-se ao tratamento e interpretação dos dados de forma a responder à questão de investigação apresentada acima. 1.1 Conceito de activo intangível 1. IAS 38 ACTIVOS INTANGÍVEIS O conceito de activo intangível tem sido alvo de inúmeras definições. O ASB (Accounting Standards Board), por exemplo, no FRS 10 (Financial Reporting Standard 10) Goodwill and Intangible Assets, define activos intangíveis 17

4 como activos fixos de carácter não monetário, identificáveis e controláveis pela empresa através de custódia ou direitos legais (ASB, 1998, 2). O IASB tem uma abordagem muito semelhante ao definir, na IAS 38, um activo intangível como um activo identificável, de carácter não monetário e sem substância física, destinado à produção, oferta de bens ou serviços, arrendamento a terceiros ou para finalidades administrativas (IASB, 2004, 8). Tal como sucedeu na definição de activo, o POC (Plano Oficial de Contabilidade) não dá uma definição de activo intangível. No entanto faz referência ao mesmo na sua conta 43 Imobilizações Incorpóreas que visa registar os imobilizados intangíveis, tais como: despesa de investigação e desenvolvimento, de constituição, arranque e expansão, propriedade industrial, trespasse, entre outros. 1.2 Objectivos e âmbito da IAS 38 A IAS 38 visa regulamentar o tratamento contabilístico dos activos intangíveis que não se encontram especificamente tratados noutras IAS, bem como especificar de que forma estes devem ser mensurados. Para além destes objectivos, a IAS 38 define um conjunto de critérios para o reconhecimento de um activo intangível, o que permite à entidade saber se os imobilizados intangíveis que detém, devem ou não ser considerados como tal. Segundo o IASB, a IAS 38 deve ser aplicada a todas as empresas que detêm activos intangíveis. Todavia, nem todos os activos intangíveis caem no âmbito desta norma, excluindo-se os seguintes elementos: 1) Activos intangíveis que se encontrem abrangidos noutras IAS; 2) Direitos mineiros e custos de exploração, desenvolvimento e extracção de minérios, petróleo, gás natural e demais recursos não renováveis; 3) Activos intangíveis provenientes de empresas de seguros a partir de contratos com detentores de apólices (IASB, 2004, 2 e 3). Há activos intangíveis que contêm quer elementos tangíveis, quer elementos intangíveis, uma vez que se encontram contidos ou contêm uma forma física, como por exemplo um disco compacto (no caso de software informático), documentação legal (no caso de licenças ou patentes) e filmes. Nestes casos urge definir qual o elemento predominante. Se o elemento predominante for o 18

5 tangível utiliza-se a IAS 16 Activos Fixos Tangíveis. Se o elemento predominante for o intangível, então aplica-se a IAS 38 (IASB, 2004, 4). No que respeita ao software, se o funcionamento de uma máquina depender da existência do mesmo, este é considerado parte integrante da respectiva máquina, sendo portanto considerado um activo tangível. Contrariamente, se o software não é parte integrante do hardware correspondente, então, este é classificado como activo intangível. 2. PROBLEMÁTICA DO RECONHECIMENTO E DA AVALIAÇÃO DOS ACTIVOS INTANGÍVEIS A informação contabilística produzida, actualmente, é insuficiente para apoiar os utilizadores na tomada de decisão, uma vez que é um modelo retrospectivo, baseado em informação passada. A utilização do princípio do custo histórico e da prudência e a obtenção do capital da empresa com base na diferença entre duas massas patrimoniais do balanço, são características do modelo retrospectivo que não permitem reflectir o verdadeiro valor da empresa (Lev e Zarowin, 1999 e Hoogendoorn, 2000). O modelo prospectivo é apontado como um modelo mais útil e oportuno às necessidades dos utilizadores, dado que fornece informação prospectiva, baseada em estimativas e previsões. Se o valor de uma empresa, na visão dos accionistas, é o valor actual de um conjunto de cash flows futuros, então é fundamental proporcionar informação dessa natureza. (Hoogendoorn, 2000). Na opinião de Garcia-Ayuso (2003), a melhoria de tal situação passa pela alteração das normas contabilísticas que implicarão a mudança do sistema actual. A gestão deve usar uma linguagem perceptível, pelos vários utilizadores, na divulgação de informação sobre o processo de criação de valor da empresa, bem como sobre a relação existente entre os intangíveis e a potencial capacidade para criar valor no futuro. É neste sentido que os números contabilísticos têm perdido relevância e credibilidade nos mercados financeiros, essencialmente devido à grande importância que os intangíveis têm assumido. Esta descredibilidade acontece devido ao conservadorismo inerente ao modelo contabilístico actual que não considera todos os elementos que acrescentam valor à empresa. O estudo realizado por Cañibano et al. (1999), com base num modelo que compara o valor de mercado e o valor contabilístico das empresas, evidencia a perda 19

6 de relevância da informação contabilística nos últimos anos, sendo que os intangíveis e o seu problema de valorização são um factor determinante para este declínio. 2.1 Problemática do reconhecimento No âmbito da IAS 38, qualquer activo intangível para ser reconhecido como tal deve atender a três requisitos (Cañibano et al., 2004): a) Identificabilidade; b) Controlo por parte da empresa; c) Obtenção de benefícios económicos futuros; Todavia, qualquer activo para ser reconhecido como intangível tem que cumprir adicionalmente dois outros requisitos: d) Probabilidade dos benefícios económicos reverterem para a empresa; e) Mensuração do activo intangível de forma fiável. Caso os elementos intangíveis não cumpram estes requisitos não serão considerados activos intangíveis e, como tal, o custo suportado para os adquirir ou gerar internamente será considerado custo do período em que ocorreu e não activo. Pelos critérios rígidos de reconhecimento percebemos que a IAS 38 vem delimitar o âmbito dos elementos intangíveis capitalizáveis, ou seja, reconhecidos como activos, podendo assim contribuir para um gap ainda maior entre o valor contabilístico e o valor de mercado das empresas (Cañibano et al., 1999; Lev e Zarowin 1999; Bean e Jarnagin, 2001; Lev, 2001; Stolowy e Jeny-Cazavan, 2001; Garcia-Ayuso, 2003). É neste sentido que a IAS 38 é criticada por ser conservadora e controversa à maioria dos normativos nacionais (Cañibano, Garcia-Ayuso e Sanchez, 2000; Lev, 2001 e Stolowy e Jeny-Cazavan, 2001) Identificabilidade Como referimos anteriormente, para que um elemento seja considerado activo intangível deve ser perfeitamente identificável. No entanto, para que tal suceda o activo deve ser separável, o que significa que a empresa deve poder arrendá-lo, vendê-lo, trocá-lo ou resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais (IASB, 2004, 12). 20

7 Convém, todavia, referir que a separabilidade não é determinante para a identificabilidade, desde que a empresa possa ser capaz de identificar um activo de outra forma. Por exemplo, a) Quando a empresa adquire um activo intangível com um grupo de activos e a transacção envolve a transferência de direitos legais, o que permite à mesma identificar o activo intangível; b) Quando a empresa leva a cabo um projecto interno que visa criar direitos legais e a natureza destes direitos permite identificar o activo intangível gerado Controlo O controlo pode ser entendido como a capacidade que a empresa tem para exercer os seus direitos, ou seja, para poder reclamar legalmente direitos ou serviços (Hendriksen,1982, referido por Cañibano et al., 2000). Quando falamos em controlo não estamos a falar exclusivamente de posse ou de propriedade, ou seja, não estamos a utilizar o sentido legal mas sim o económico do termo, o que faz com que o controlo seja interpretado como o direito de usar ou de controlar. De acordo com o parágrafo 13 da IAS 38, a empresa controla um activo quando tem o poder de obter benefícios económicos futuros provenientes desse mesmo activo e quando tem o poder de restringir o acesso de terceiros a esses mesmos benefícios económicos. Esta capacidade de controlo é formalizada por direitos legais e contratuais, embora possam ser reconhecidos activos intangíveis não contemplados por esses mesmos direitos. No entanto, nestes casos é sempre mais difícil provar que a empresa controla o referido activo (Carvalho, 2001). Significa então que a existência de direitos legais é uma condição relevante, mas não essencial, para o reconhecimento do controlo, desde que a empresa seja capaz de controlar os benefícios económicos de uma outra maneira. O conhecimento técnico, a gestão específica, uma quota de mercado ou uma carteira de clientes são exemplos de activos que, à luz do IASB, não podem ser classificados como intangíveis, dado que verificam um controlo incipiente sobre os benefícios económicos futuros, porque não possuem direitos legais ou contratuais associados aos mesmos. Prova-se, então, que 21

8 na ausência de direitos legais é difícil cumprir o requisito do controlo e, consequentemente, a definição de activo intangível. Obviamente que é criticável o elevado rigor da norma no reconhecimento dos activos intangíveis, nomeadamente no que diz respeito ao controlo. A existência de uma carteira de clientes ou o capital humano são elementos que acrescentam valor à empresa. No entanto, no contexto da IAS 38 não são reconhecidos como activo pela falta de controlo dos mesmos Benefícios económicos futuros Para que um activo intangível seja considerado como tal, deve originar benefícios económicos que, por sua vez, deverão ser atribuídos à empresa e exclusivamente a ela, dado que existe um direito específico sobre o mesmo. De acordo com o parágrafo 17 da IAS 38, os benefícios económicos futuros incluem receitas provenientes de bens ou serviços, poupanças de custos, bem como outros benefícios derivados da utilização do activo por parte da empresa. Como já havíamos referido, os benefícios económicos futuros possuem um elevado grau de incerteza, uma vez que resultam de processos exclusivos e porque estão associados a produtos específicos ou a uma vantagem competitiva, excluindo-se por isso a possibilidade de utilizações alternativas. Face ao exposto, torna-se muito difícil determinar com precisão a ocorrência do facto e o valor económico do mesmo (Carvalho, 2001) Probabilidade dos benefícios económicos reverterem para a empresa Quando falamos na probabilidade dos benefícios económicos reverterem para a empresa estamos a falar de benefícios económicos previsíveis que têm uma forte probabilidade de contribuírem, directa ou indirectamente, para o fluxo de caixa ou equivalentes de caixa (IASB, 1989, citado por Carvalho, 2001:27). A probabilidade dos benefícios económicos serem imputados à empresa é aferida através da utilização de pressupostos razoáveis e suportáveis, preferivelmente resultantes de fontes externas, que representam a melhor estimativa da gerência, no que se refere ao conjunto de condições económicas durante a vida útil do activo (IASB, 2004, 14) Medição e avaliação do activo intangível com fiabilidade Os activos intangíveis são de difícil avaliação, uma vez que eles não criam valor por si só e advêm dos direitos de propriedade associados ao activo, 22

9 por isso, só podem ser fielmente mensurados no contexto da organização e tendo em conta a estratégia global da empresa, bem como todos os outros activos tangíveis e intangíveis (Melymuka, 2004). A IAS 38 não enumera taxativamente os elementos que considera activos intangíveis. Contudo, menciona uma lista de intangíveis excluídos do reconhecimento, como: marcas, direitos de publicação, lista de clientes, quotas de mercado, goodwill, despesas de pesquisa, instalação, arranque, formação e publicidade. Para justificar tal posição, a IAS refere que as despesas ocorridas com estes elementos confundem-se com os custos de desenvolvimento do negócio como um todo. Assim, as despesas inerentes aos elementos referidos devem ser reconhecidas como custo no exercício em que ocorrem (Oliveira, 2000). O POC considera como Imobilizado Incorpóreo as despesas de instalação (correspondentes às despesas com a constituição e organização da empresa, assim como as relativas à sua expansão como as despesas com aumento de capital, estudos e projectos), de investigação e desenvolvimento e ainda a propriedade industrial e outros direitos (inclui patentes, marcas, alvarás, licenças, privilégios, concessões e direitos de autor, bem como outros direitos e contratos assimilados). Assim, todos estes elementos são considerados activos à luz do POC, havendo divergência com a IAS 38. Face ao exposto, percebemos as fortes críticas apontadas à IAS 38 (Cañibano et al., 1999 e Lev e Zarowin 1999) pelo facto de não considerar como activo elementos que acrescentam valor à empresa, como a lista de clientes, quotas de mercado, o capital humano, limitando os elementos reconhecidos como activo. O valor da empresa continua a não estar representado nas demonstrações financeiras, não se ultrapassando, desta forma, o problema do actual modelo contabilístico (baseado em informação histórica e passada). Focar-nos-emos agora nas despesas de investigação e desenvolvimento, bem como nas despesas de instalação e arranque, dado que estas têm um tratamento muito distinto do que é preconizado pelo POC. A fase de investigação 1 e as despesas dela resultantes não são consideradas como activo em nenhuma circunstância, uma vez que a empresa não consegue provar que o mesmo existe, ou seja, não é identificável, nem tão pouco é controlado pela empresa, não havendo também fortes probabilidades de virem a gerar benefícios económicos futuros. A fase de desenvolvimento 2 ocorre numa fase mais avançada, por isso, os activos intangíveis resultantes desta fase já podem ser reconhecidos como 23

10 tal. No entanto, é necessário que os mesmos verifiquem os requisitos de viabilidade técnica, financeira e comercial previstos na IAS 38. O Quadro 1 apresenta uma análise comparativa entre a IAS 38, o POC e a DC (Directriz Contabilística) 7/92 no que concerne ao tratamento das despesas de investigação e de desenvolvimento: Quadro n.º 1 Reconhecimento das despesas com investigação e desenvolvimento Normativos Despesas de investigação Despesas de desenvolvimento IAS 38 Custos do exercício Reconhecidas como activo desde que exista: Viabilidade técnica de concluir o activo intangível, de modo a que este possa ser usado ou vendido; Intenção de concluir o referido activo intangível e de o usar ou vender; Capacidade de venda ou de uso do activo intangível; Um mercado para a venda do activo intangível ou output do mesmo, ou então provar a sua utilidade para a empresa; Disponibilidade de adequados recursos técnicos, financeiros e outros para concluir o desenvolvimento do intangível; Capacidade para quantificar com fiabilidade os custos suportados com o activo intangível durante a sua fase de desenvolvimento (IASB, 2004, 57). Se não for possível separar as despesas das duas fases, então o custo total é reconhecido como tal no exercício em causa. POC Reconhecidas como activo Reconhecidas como activo DC 7/92 3 Custos do exercício (só excepcionalmente são reconhecidas como activo) Custos do exercício Como podemos constatar, os referidos normativos têm posições díspares em relação ao reconhecimento das despesas de investigação e desenvolvimento. Perante tal realidade, e sabendo que as directrizes contabilísticas são subsidiárias ao POC (DC 18/97), prevê-se que o tratamento destes elementos, pelas empresas portuguesas, esteja bastante afastado do conteúdo da IAS 38, à semelhança do que se concluiu noutros estudos (Bean e Jarnagin, 2001 e Stolowy e Jeny-Cazavan, 2001). Cumpre também referir que, para além das despesas de investigação e desenvolvimento, as despesas de instalação também têm um tratamento distinto no POC, pois este também as considera activo intangível e, como tal, capitalizáveis, ao contrário da IAS

11 2.2 Problemática da avaliação A problemática da avaliação e da mensuração dos activos intangíveis passa pela medição e atribuição, de forma fiável, destes activos para que se possa saber o verdadeiro valor e desempenho da empresa. A dificuldade na contabilização dos activos fixos intangíveis constitui uma falha fundamental do sistema contabilístico actual no relato da verdadeira performance da empresa, diminuindo assim a sua importância para os utilizadores da informação financeira (Lev e Zarowin 1999; Cañibano et al., 1999 e 2000; Lev, 2001 e Stolowy e Jeny-Cazavan, 2001). Alguns autores falam mesmo da visible ilusion em vez da invisible reality (Alex Batchelor, 1999, citado em Oliveira 2000: 282). Devido a critérios rígidos de reconhecimento e avaliação dos activos fixos intangíveis, como a elevada incerteza sobre a geração de benefícios económicos futuros, e ainda devido às rígidas práticas contabilísticas baseadas no princípio do custo histórico e da prudência, estes não são, na maioria das vezes, relatados nas demonstrações financeiras, aumentando assim a diferença entre o valor de mercado e o valor contabilístico (Cañibano et al., 1999; Lev e Zarowin, 1999; Rodrigues e Oliveira, 2001). Este gap entre o valor de mercado e o valor contabilístico aumenta a irrelevância da informação contabilística para os mercados financeiros (Cañibano et al., 2000). Em empresas tecnológicas e de serviços, onde é habitual a realização de grandes investimentos em novas tecnologias, este gap tende a ser maior. Esta discrepância deve-se, em grande parte, ao goodwill gerado internamente, sob a forma de patentes, marcas, lista de clientes, publicidade, entre outros, que, apesar de acrescentarem valor à empresa, não são considerados como activos, de acordo com a IAS 38. O valor económico que os activos intangíveis assumem para qualquer organização conduz a uma desconfiança, por parte dos utilizadores da informação financeira, relativamente à relevância dos valores contabilísticos. Como refere Brennan (1992), os activos intangíveis são o mais importante activo de médio e longo prazo, tal como as capacidades e conhecimento dos recursos humanos, o desenvolvimento de novas tecnologias, marketing, relação com clientes e fornecedores, imagem de mercado, apesar de, apenas indirectamente, se considerar o seu impacto na performance económica das empresas. A problemática do reconhecimento dos activos intangíveis, já abordada no ponto anterior, acrescida da problemática da avaliação dos mesmos, conduziu a grandes debates e investigações, havendo ainda muitas incertezas no tratamento contabilístico destes elementos. 25

12 Apesar do IASB limitar a visão do valor económico dos activos fixos intangíveis, importa analisar como é que os mesmos são avaliados no âmbito desta norma, para que na terceira parte deste trabalho seja possível efectuar uma comparação com o normativo nacional Avaliação aquando do reconhecimento inicial O Método do Custo Histórico, de Aquisição ou de Produção é o método geral que deve ser utilizado na avaliação dos activos fixos intangíveis, aquando do seu reconhecimento inicial. Apesar do Método do Custo apresentar algumas limitações face ao valor de mercado, ou ao Método do Rendimento Gerado, este é o que a IAS 38 apresenta geralmente. Note-se que o Método do Custo assenta no conceito de utilidade e não de funcionalidade, o que constitui uma visão restrita relativamente aos activos intangíveis, cujo custo suportado pode não ter qualquer relação com a utilidade do mesmo (Carvalho, 2001). O custo de aquisição de um activo inclui o preço de compra e todas as despesas suportadas para colocar o activo em funcionamento (IASB, 2004, 27). Por outro lado, o custo de um activo intangível produzido pela própria empresa inclui a soma de todas as despesas suportadas, desde a data do seu reconhecimento inicial (IASB, 2004, 65). Importa distinguir a valorização dos bens adquiridos externamente ou gerados pela própria empresa, devido à sua natureza específica. Esta distinção apresenta-se no Quadro 2: Quadro n.º 2: Avaliação aquando do reconhecimento inicial Tipo de Activo Caracterização Método Activos intangíveis adquiridos (IASB, 2004, 25 a 47) Aquisição separada - o custo equivale ao preço de compra adicionado de todas as despesas suportadas para colocar o activo em situação de utilização; Aquisição como parte de uma concentração de actividades empresariais - remete para a IFRS 4 3; Aquisição através de subsídio concedido pelo Estado remete para a IAS 20; Aquisição por troca de activos (semelhantes ou não). Se os bens são distintos o custo é o justo valor do bem recebido; se os bens são semelhantes então o custo é o valor contabilístico do bem cedido, ajustado de potenciais perdas. Custo de aquisição Justo valor Justo valor Justo valor (bens distintos) Valor contabilístico (bens semelhantes) Activos intangíveis gerados internamente (IASB, 2004, 51) Fase da pesquisa todos os gastos suportados nesta fase são custos do exercício; Fase de desenvolvimento a partir do momento do reconhecimento como activo, todos os gastos são capitalizáveis no balanço; Custo de produção Custo de produção 26

13 2.2.2 Avaliação após o reconhecimento inicial Após o reconhecimento inicial há necessidade de actualizar o valor dos activos, tendo em conta as amortizações já ocorridas, bem como qualquer perda de imparidade 5. Note-se que este é um conceito ao qual o POC não faz qualquer referência, contabilizando apenas as amortizações acumuladas. A IAS 38 permite a utilização de dois métodos de avaliação dos activos intangíveis após o seu reconhecimento inicial: a) Método do Custo um activo intangível deve ser reconhecido pelo seu custo inicial menos qualquer amortização acumulada ou perdas de imparidade acumuladas (IASB, 2004, 74); b) Método da Reavaliação um activo intangível pode ainda ser contabilizado pelo valor reavaliado (que é o justo valor à data da reavaliação) menos todas as amortizações acumuladas subsequentes e quaisquer perdas de imparidade acumuladas (IASB, 2004, 75). Com a utilização deste critério passa a ser possível a reavaliação dos activos intangíveis, o que é novidade para alguns normativos, como o português e o americano (Bean e Jarnagin, 2001). O Método da Reavaliação só deve ser usado se existir um mercado para o activo intangível em causa, com base no qual seja possível determinar um valor aceitável por duas pessoas, igualmente informadas, e que estejam dispostas a transaccioná-lo. A dificuldade em encontrar um mercado para os activos intangíveis conduz à utilização de um outro método, o denominado Método do Rendimento Gerado (Brockington, 1995, referido por Carvalho, 2001). Este método baseia-se nas expectativas dos cash flows futuros que o activo poderá vir a gerar, tendo estes que ser estimados, quantificados e actualizados a uma taxa de actualização (que tem em conta o custo do capital investido), o que acaba por conferir um elevado grau de incerteza. 3. TRATAMENTO CONTABILÍSTICO E RELATO FINANCEIRO DOS ACTIVOS INTANGÍVEIS 3.1 Amortizações O normativo contabilístico internacional que trata dos activos intangíveis estabelece que à medida que os benefícios económicos futuros associados 27

14 a esses activos são consumidos, ao longo da sua vida útil, o valor contabilístico deve ser reduzido de forma a reflectir esse consumo. Segundo o preconizado na IAS 38, da utilização, funcionamento e obsolescência dos elementos do imobilizado intangível resulta uma depreciação dos respectivos valores que deverá ser evidenciada contabilisticamente, quer se trate de um activo com uma vida útil finita ou indefinida (IASB, 2004, 88). Para a determinação do período de vida útil de um activo intangível concorrem vários factores de índole económica e legal, nomeadamente «o uso esperado do activo pela empresa (...); os ciclos típicos de vida do produto do activo e informação pública nas estimativas de vidas úteis de tipos de activos semelhantes (...); obsolescência técnica, tecnológica ou de outros tipos; estabilidade do sector em que o activo opera e alterações na procura do mercado para os produtos ou serviços produzidos pelo activo; (...) o período de controlo sobre o activo (...).» (IASB, 2004, 90) Activos intangíveis com vida útil finita No caso de se tratar de um activo intangível com um período de vida útil finito, a depreciação que advém da sua utilização «deve ser imputada numa base sistemática durante a melhor estimativa da sua vida útil.» (IASB, 2004, 97). A contabilização da depreciação deve iniciar-se logo que o activo esteja em uso e, para o efeito, permite a utilização de dois métodos de amortização, sendo eles o Método da Linha Recta 6 e o Método da Unidade de Produção.» (IASB, 2004, 97 e 98). O Método da Unidade de Produção merece destaque por parte da IAS, pois permite visualizar o consumo dos benefícios económicos do activo por parte da entidade. Perante a situação de impossibilidade de explicitar com fiabilidade o desgaste do activo, a norma recomenda a implementação do Método da Linha Recta (IASB, 2004, 98). A IAS 38 também se pronuncia acerca do valor residual do activo intangível, o qual deverá igualar-se a zero, excepto nos casos de existir o compromisso de compra do activo no final da sua vida útil, ou no caso de existir um mercado activo que permita calcular o valor residual (IASB, 2004, 100). Ao longo da vida útil do activo podem surgir evidências significativas que contradigam as estimativas e os métodos de amortização inicialmente esta- 28

15 belecidos. Com efeito, o modelo de benefícios económicos futuros que são esperados que fluam para uma empresa provenientes de um activo intangível pode alterar-se, pelo que a IAS 38 estabelece que tanto o período como o método de amortização utilizados devem ser objecto de revisão, pelo menos, no final de cada exercício económico (IASB, 2004, 104 e 106) Activos intangíveis com vida útil infinita De acordo com o parágrafo 107 da IAS 38, um activo intangível cujas evidências apontem para uma vida útil indefinida não deve ser amortizado. Desta forma, a norma remete para a IAS 36 Imparidade de Activos o tratamento contabilístico a conferir a estes activos, o qual se traduz na realização de um teste de imparidade anualmente e sempre que existam evidências da presença de imparidade no activo, de modo a comparar o seu valor recuperável e o seu valor contabilístico. Uma vez que estes activos não são amortizáveis, a IAS 38 obriga à revisão anual dos fundamentos e circunstâncias que apoiaram a avaliação da vida útil indefinida para esses activos intangíveis (IASB, 2004, 109) Período de vida útil segundo o normativo português Atendendo ao exposto acerca das amortizações, é facilmente perceptível que a entrada em vigor da IAS 38 introduzirá alterações significativas em matéria de amortizações face ao instituído no normativo contabilístico português. Com efeito, embora estejam em consonância no que respeita à necessidade de amortizar os activos intangíveis, numa base sistemática, ao longo da sua vida útil, os dois normativos diferem quanto ao período de vida útil atribuído a esses mesmos elementos. O POC, no ponto 5.4.7, estabelece que as despesas de instalação, de investigação e desenvolvimento devem ser amortizadas no período máximo de cinco anos, bem como o trespasse (podendo este período ser alargado em situações devidamente justificadas), contrariamente à IAS 38 que define uma vida útil até 20 anos (prevendo ainda a possibilidade de vidas úteis infinitas). Também o normativo fiscal, mais especificamente o Decreto Regulamentar n.º 2/90, de 12 de Janeiro, com remissão do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, estabelece que as despesas de instalação, de investigação e de desenvolvimento, entendidas como parte integrante do imobilizado incorpóreo, devem ser amortizadas num período máximo de cinco 29

16 anos (art. 17.º, n.º 2, al. a e b). Os elementos da propriedade industrial (patentes, marcas, alvarás, licenças, privilégios, concessões e direitos de autor, bem como outros direitos e contratos semelhantes) adquiridos a título oneroso e utilizadas por um período limitado de tempo devem ser amortizados durante o período efectivo de utilização (art. 17.º, n.º 2, al. c). O trespasse e os elementos da propriedade industrial que não respeitem os requisitos referidos anteriormente não devem ser amortizados, a não ser que se comprove efectivamente a depreciação decorrida (art. 17.º, n.º 3). Assim, em Portugal, no que toca às amortizações seguem-se, essencialmente, critérios fiscais, e não o desgaste efectivo dos bens, segundo critérios económicos e de gestão. 3.2 Reavaliações Após o reconhecimento inicial do activo intangível, a IAS 38 estabelece um tratamento de referência que consiste em contabilizar os elementos intangíveis pelo seu custo de aquisição deduzido das respectivas amortizações acumuladas e das perdas de imparidade acumuladas. Como alternativa a este modo de contabilização, a norma permite contabilizar os elementos do imobilizado imaterial pelos seus valores reavaliados, desde que este tenha sido inicialmente reconhecido pelo seu custo (IASB, 2004, 75 e 78). Desta reavaliação podem resultar quer aumentos, quer diminuições da quantia contabilizada, correspondendo-lhes tratamentos contabilísticos distintos, ou seja: a) Se o valor contabilístico registar um aumento, este deve ser creditado directamente ao capital próprio a título de reservas de reavaliação (IASB, 2004, 85); b) Se o valor contabilístico sofrer uma diminuição, este montante deverá ser reconhecido como um gasto no momento ocorrido (IASB, 2004, 86). Quando um activo intangível é reavaliado, as suas amortizações acumuladas sofrem um ajustamento de modo a reflectir o novo valor atribuído ao activo (Sanz, et al., 2003). Deste modo, qualquer amortização acumulada à data da reavaliação é: a) Reexpressa proporcionalmente à alteração ocorrida na quantia contabilizada após a reavaliação, de modo a conciliar as amortizações acumuladas com a quantia reavaliada; 30

17 b) Eliminada pela diferença entre a quantia bruta contabilizada do activo e a quantia contabilizada após a reavaliação (IASB, 2004, 80). 3.3 Abates e alienações Um elemento do activo intangível deve ser eliminado do balanço «no momento da alienação ou quando não se esperam futuros benefícios económicos do seu uso ou alienação.» (IASB, 2004, 112). Da eliminação ou alienação do activo intangível resultam ganhos ou perdas, cujos montantes devem ser apurados pela diferença entre os proveitos líquidos obtidos na alienação e o valor contabilístico do activo. Os montantes obtidos devem ser reconhecidos na demonstração dos resultados como rendimento ou gasto, dependendo se tratar de um ganho ou de uma perda respectivamente (IASB, 2004, 113). 3.4 Relato financeiro Actualmente, os relatórios financeiros divulgam um reduzido leque de informação acerca dos activos intangíveis. Com efeito, segundo a opinião de Lev (2003), grande parte da informação de âmbito intangível é divulgada de uma forma parcial, inconsistente e confusa, significando elevados custos para as empresas, investidores, accionistas e sociedade em geral. Apesar da reconhecida insuficiência da informação intangível divulgada nas demonstrações financeiras, existe um conjunto de informação acerca dos diferentes tipos de activos intangíveis que são reconhecidos nas mesmas e cuja divulgação é recomendada pela IAS 38, visando a compreensão da informação financeira por parte dos utilizadores. Com efeito, as demonstrações financeiras devem proporcionar informação para cada classe de imobilizados intangíveis 7, com a preocupação de fazer a distinção entre os activos gerados internamente dos restantes, sobre: a) As taxas e os métodos de amortização usados; b) A quantia bruta contabilizada e o montante das amortizações acumuladas no início e fim do período; c) Os itens de cada linha da Demonstração dos Resultados que incluam amortização de activos intangíveis; 31

18 d) A reconciliação da quantia registada no início e no fim do período que evidencie os itens do parágrafo 118. Adicionalmente, a IAS 38 recomenda a divulgação de informação acerca do período de amortização do imobilizado imaterial que seja superior a 20 anos, indicando as razões que estão na base da adopção de um período de vida distinto (IASB, 2004, 122 e Sanz et al., 2003). Para aqueles activos fixos intangíveis, que foram inicialmente reconhecidos pelo seu justo valor, e que foram adquiridos por intermédio de um subsídio do Estado, o presente normativo refere a necessidade de divulgar alguns aspectos, nomeadamente: a) O justo valor atribuído ao activo intangível nestas condições; b) A quantia contabilizada; c) A explicitação do método de mensuração aplicado após o reconhecimento inicial (IASB, 2004, 122). Também os activos intangíveis que se encontrem contabilizados pelo seu valor reavaliado merecem destaque no tipo de informação a divulgar. Com efeito, sobre estes activos deve ser divulgada a data de eficácia da reavaliação, a nova quantia contabilizada, bem como a quantia pela qual estes constariam nas DF se recebessem o tratamento de referência. Note-se que estes itens devem ser mencionados por classes de activos intangíveis. Por fim, é necessário que constem as reservas de reavaliação referentes aos activos intangíveis, quer no início quer no final do período, «com indicação das alterações durante o período e quaisquer restrições na distribuição do saldo a accionistas.» (IASB, 2004, 124) O normativo dos activos intangíveis também se refere à necessidade de divulgar o montante das despesas de investigação e desenvolvimento, cujos montantes foram assumidos e reconhecidos como custo do exercício na Demonstração dos Resultados (IASB, 2004, 126). Por fim, a norma encoraja as organizações, facto que não pressupõe a sua exigência, a descrever: a) Os activos intangíveis que se encontram já totalmente amortizados, mas que ainda permanecem em uso; 32

19 b) Os activos intangíveis controlados pela organização, mas que não são reconhecidos como activo pois não satisfazem os critérios de reconhecimento estabelecidos pela norma (IASB, 2004, 128). O Quadro 3 compara os dois normativos nos aspectos essenciais: Quadro n.º 3: IAS 38 vs POC: análise comparativa Características IAS 38 POC Conceito de activo intangível O activo intangível é um activo identificável, de carácter não monetário e sem substância física destinado à produção, oferta de bens ou serviços, arrendamento a terceiros ou para finalidade administrativas. O imobilizado incorpóreo inclui bens e direitos detidos pela empresa que não pressupõem a sua venda ou transformação no decurso da actividade normal da empresa. Reconhecimento de activos intangíveis Um activo intangível para ser reconhecido como tal tem que respeitar os requisitos de identificabilidade, controlo, existência de benefícios económicos futuros, probabilidade de os benefícios económicos futuros fluírem para a empresa e ser possível atribuir um valor fiável. Nada refere Avaliação inicial A avaliação inicial é feita pelo custo de aquisição ou de produção. Um activo imobilizado incorpóreo deve ser valorizado pelo seu custo de aquisição ou de produção. Avaliação Subsequente Amortizações Vida útil Método do Custo Activo Intangível = Custo Amortizações Acumuladas Perdas Imparidade acumuladas Método de Reavaliação Activo intangível = Justo valor do activo à data da reavaliação Amortizações acumuladas Perdas de imparidade acumuladas A quantia depreciável de um activo intangível deve ser imputada ao bem numa base sistemática e atendendo à sua melhor estimativa da vida útil. Se um activo fixo intangível tem vida útil finita, então esta não deverá ultrapassar os 20 anos. Se um activo intangível tem vida útil infinita então não deve ser amortizado. O valor do intangível é igual ao seu custo de aquisição deduzido das amortizações acumuladas. Nada refere A amortização corresponde ao desgaste do activo imobilizado incorpóreo, a qual deve ser reconhecida como custo numa base sistemática ao longo da sua vida útil. Os activos imobilizados incorpóreos devem ser amortizados num período máximo de cinco anos. Métodos de amortização 1. Método da Linha Recta 2. Método das Unidades Produção 1. Método das Quotas Constantes 33

20 4.1 Desenho da investigação 4. METODOLOGIA A pergunta de investigação formulada neste trabalho é: qual o grau de adaptação das empresas portuguesas cotadas na Euronext relativamente à IAS 38, no exercício de 2003? Para levar a cabo este objectivo foi elaborada uma grelha (ver Apêndice 2) contendo os aspectos fundamentais da IAS 38. Para cada aspecto analisado usamos a seguinte metodologia: Sim (significa que a empresa se adapta à IAS 38); Não (significa que a empresa não se adapta à IAS 38) e Não se Aplica (significa que o aspecto em análise não se aplica na empresa). Para melhor compreensão dos resultados, descrevemos de seguida os principais elementos contidos na grelha de recolha dos dados: a) Reconhecimento: pretendemos verificar se as empresas capitalizam apenas os elementos reconhecidos como activo intangível no âmbito da IAS 38, e se reconhecem como custo os elementos não reconhecidos como tal (como o exemplo da fase de pesquisa, despesas de instalação, formação, publicidade); b) Avaliação: neste aspecto verificamos o método utilizado para avaliar os activos intangíveis, distinguindo os métodos a utilizar na avaliação inicial e na avaliação subsequente. Quando é utilizado o Método de Revalorização, na avaliação subsequente, verificamos se é divulgado um conjunto de informação no âmbito da IAS 38; c) Amortizações: verificamos se a informação relativa às amortizações, nomeadamente o período de vida útil e o método de amortização, estão de acordo com o conteúdo da norma em análise; d) Análise da quantia de activos intangíveis contabilizada: neste aspecto analisamos se é divulgada informação relativa à quantia de activos intangíveis contabilizada, no início e no final do período, nomeadamente sobre adições, abates e alienações, testes de imparidade realizados, aumentos ou diminuições, reconhecimento de perdas de imparidade; e) Outras informações: verificamos ainda se existem activos intangíveis adquiridos por meio de subsídio ou sobre os quais existe alguma restrição, bem como se as despesas com a investigação e desenvolvimento são reconhecidas como custo, no exercício em que ocorrem, quando não é possível separar as duas fases. Analisamos ainda alguns aspectos facultativos como a descrição dos activos fixos intangíveis totalmente amortizados mas ainda em uso pela empresa. 34

MYBRAND MARKETING SESSIONS 02 Conferência - Avaliação de Marcas

MYBRAND MARKETING SESSIONS 02 Conferência - Avaliação de Marcas MYBRAND MARKETING SESSIONS 02 Conferência - Avaliação de Marcas Tema: As Marcas e o Sistema de Normalização Contabilística (SNC) Orador: Pedro Aleixo Dias Senior Partner da BDO Membro da Comissão Executiva

Leia mais

TRATAMENTO CONTABILÍSTICO DE CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS 1

TRATAMENTO CONTABILÍSTICO DE CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS 1 TRATAMENTO CONTABILÍSTICO DE CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS 1 Os procedimentos contabilísticos a adoptar nas operações de concentração de actividades empresariais são definidos nas seguintes

Leia mais

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 12 IMPARIDADE DE ACTIVOS

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 12 IMPARIDADE DE ACTIVOS NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 12 IMPARIDADE DE ACTIVOS Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 36 Imparidade de Activos, adoptada

Leia mais

CPC COOPERATIVA DE POUPANÇA E CRÉDITO, S.C.R.L. Demonstrações Financeiras. 31 de Dezembro de 2008

CPC COOPERATIVA DE POUPANÇA E CRÉDITO, S.C.R.L. Demonstrações Financeiras. 31 de Dezembro de 2008 Demonstrações Financeiras 31 de Dezembro de 2008 4ª MINUTA EXERCÍCIO DE 2008 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 31 DE DEZEMBRO DE 2008 ÍNDICE PÁGINAS RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE 1 2 BALANÇO 3 DEMONSTRAÇÃO

Leia mais

Objectivo 1 e 2. Âmbito 3. Considerações Gerais 4 e 5. Identificação das Demonstrações financeiras 6 a 8. Período de Relato 9.

Objectivo 1 e 2. Âmbito 3. Considerações Gerais 4 e 5. Identificação das Demonstrações financeiras 6 a 8. Período de Relato 9. ÍNDICE (parágrafos) Objectivo 1 e 2 Âmbito 3 Considerações Gerais 4 e 5 Identificação das Demonstrações financeiras 6 a 8 Período de Relato 9 Balanço 10 a 31 Demonstração dos Resultados 32 a 38 Demonstração

Leia mais

Agenda Evolução de mapas legais Obrigado AGENDA Evolução do Normativo Contabilístico Nacional SNC Demonstrações Financeiras A nova terminologia Dificuldades de transição Siglas SNC: Sistema de Normalização

Leia mais

Impostos Diferidos e o SNC

Impostos Diferidos e o SNC Impostos Diferidos e o SNC Na vigência do anterior Plano Oficial de Contabilidade (POC) a Directriz Contabilistica (DC) nº 28, da Comissão de Normalização Contabilística (CNC) veio, em tempo, estabelecer

Leia mais

Contabilização e divulgação das despesas de I & D pelas empresas. Domingos Cravo Comissão Executiva da Comissão de Normalização Contabilística

Contabilização e divulgação das despesas de I & D pelas empresas. Domingos Cravo Comissão Executiva da Comissão de Normalização Contabilística Contabilização e divulgação das despesas de I & D pelas empresas Domingos Cravo Comissão Executiva da Comissão de Normalização Contabilística 1 A necessidade da divulgação das despesas de I & D A natureza

Leia mais

2 - Esta Norma deve ser aplicada na contabilização da imparidade de todos os activos, que não sejam:

2 - Esta Norma deve ser aplicada na contabilização da imparidade de todos os activos, que não sejam: NCRF 12 Imparidade de activos Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 36 - Imparidade de Activos, adoptada pelo texto original do Regulamento

Leia mais

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 6 ACTIVOS INTANGÍVEIS. Objectivo ( 1) 2 Âmbito ( 2 a 7) 2 Definições ( 8 a 17) 4

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 6 ACTIVOS INTANGÍVEIS. Objectivo ( 1) 2 Âmbito ( 2 a 7) 2 Definições ( 8 a 17) 4 NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 6 ACTIVOS INTANGÍVEIS Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 38 Activos Intangíveis, adoptada

Leia mais

1. Activos Fixos Intangíveis (IAS 38) 2. Propriedades de Investimento (IAS 40)

1. Activos Fixos Intangíveis (IAS 38) 2. Propriedades de Investimento (IAS 40) AULA 08 1. Activos Fixos Intangíveis (IAS 38) 2. Propriedades de Investimento (IAS 40) 3. Capital Próprio - Contabilidade Financeira II 2007/ 2008 2º Semestre 1 Activos Fixos Intangíveis Activo intangível:

Leia mais

PÁGINA INTENCIONALMENTE DEIXADA EM BRANCO

PÁGINA INTENCIONALMENTE DEIXADA EM BRANCO 1 Índice Volume II 5 Relatório do Conselho Geral e de Supervisão 12 Parecer do Conselho Geral e de Supervisão incluíndo declaração de conformidade 14 Relatório da Comissão para as Matérias Financeiras

Leia mais

NCRF 6 Activos intangíveis

NCRF 6 Activos intangíveis NCRF 6 Activos intangíveis Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 38 - Activos Intangíveis, adoptada pelo texto original do Regulamento

Leia mais

As recentes alterações das normas contabilísticas no âmbito da concentração de actividades empresariais (SNC e IFRS)

As recentes alterações das normas contabilísticas no âmbito da concentração de actividades empresariais (SNC e IFRS) As recentes alterações das normas contabilísticas no âmbito da concentração de actividades empresariais (SNC e IFRS) Por Carlos António Rosa Lopes O IASB aprovou em 2008 alterações à IFRS 3 sobre concentração

Leia mais

Aequivalência patrimonial é um método

Aequivalência patrimonial é um método 32 Fiscalidade A equivalência patrimonial eosimpostos diferidos A equivalência patrimonial e o método do custo têm particularidades que é conveniente ter em conta. Na aplicação dos métodos de contabilização

Leia mais

------------------------------CONTABILIDADE FINANCEIRA I------------------------------

------------------------------CONTABILIDADE FINANCEIRA I------------------------------ ------------------------------CONTABILIDADE FINANCEIRA I------------------------------ Fluxos empresariais: Tipos de fluxos Perspectiva Quadros demonstrativos contabilísticos Externos: Despesas Receitas

Leia mais

1 Políticas contabilísticas a) Bases de apresentação A F&C Portugal, Gestão de Patrimónios, S.A. ( Sociedade ) é uma sociedade privada constituída a 31 de Outubro de 2001, tendo iniciado a sua actividade

Leia mais

1. Os AFT devem ser contabilisticamente mensurados no reconhecimento inicial pelo seu custo.

1. Os AFT devem ser contabilisticamente mensurados no reconhecimento inicial pelo seu custo. Classificação: 00 0. 0 1. 0 9 GABINETE DO DIRECTOR GERAL Direcção de Serviços do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas Activos Fixos Tangíveis Código do IRC Decreto Regulamentar n.º 25/2009,

Leia mais

NOTAS ANEXAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 2 REFERENCIAL CONTABILÍSTICO DE PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

NOTAS ANEXAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 2 REFERENCIAL CONTABILÍSTICO DE PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ASSOCIAÇÃO POPULAR DE PAÇO DE ARCOS Rua Carlos Bonvalot, Nº 4 Paço de Arcos Contribuinte nº 501 238 840 NOTAS ANEXAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 1 IDENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE:

Leia mais

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 20 RÉDITO

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 20 RÉDITO NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 20 RÉDITO Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 18 Rédito, adoptada pelo Regulamento (CE)

Leia mais

NORMA CONTABILÍSTICA E DE RELATO FINANCEIRO 15 INVESTIMENTOS EM SUBSIDIÁRIAS E CONSOLIDAÇÃO

NORMA CONTABILÍSTICA E DE RELATO FINANCEIRO 15 INVESTIMENTOS EM SUBSIDIÁRIAS E CONSOLIDAÇÃO NORMA CONTABILÍSTICA E DE RELATO FINANCEIRO 15 INVESTIMENTOS EM SUBSIDIÁRIAS E CONSOLIDAÇÃO Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 27 Demonstrações

Leia mais

LAKE FUND SGPS, SA. Demonstrações Financeiras Individuais. Exercício 2014

LAKE FUND SGPS, SA. Demonstrações Financeiras Individuais. Exercício 2014 Exercício 2014 Índice Demonstrações financeiras individuais para o exercício findo em Balanço Individual em 5 Demonstração dos Resultados Individuais em 6 Demonstração dos Fluxos de Caixa Individuais em...7

Leia mais

República, 2.ª série, n.º 173, de 7 de setembro de 2009.

República, 2.ª série, n.º 173, de 7 de setembro de 2009. c) Prestação ou receção de serviços; d) Locações; e) Transferências de pesquisa e desenvolvimento; f) Transferências segundo acordos de licenças; g) Transferências segundo acordos financeiros (incluindo

Leia mais

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 14 CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS. Objectivo ( 1) 1 Âmbito ( 2 a 8) 2

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 14 CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS. Objectivo ( 1) 1 Âmbito ( 2 a 8) 2 NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 14 CONCENTRAÇÕES DE ACTIVIDADES EMPRESARIAIS Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IFRS 3 Concentrações

Leia mais

REGULAÇÃO E COMPOSIÇÃO TARIFÁRIA II. Profº Alex Barborsa

REGULAÇÃO E COMPOSIÇÃO TARIFÁRIA II. Profº Alex Barborsa REGULAÇÃO E COMPOSIÇÃO TARIFÁRIA II Profº Alex Barborsa Natal, 15 de abril de 2014 Ativo intangível IAS 38 CPC 04 Principais Pontos tratados pela IAS 38 1. Natureza; 2. Reconhecimento; 3. Mensuração; 4.

Leia mais

O guia do SNC Getting on the right track

O guia do SNC Getting on the right track O guia do SNC Getting on the right track Audit Setembro 2009 2 Índice 6 Abreviaturas 7 O novo Sistema de Normalização Contabilística 14 Resumo das NCRF e das NI 62 Resumo de Algumas Diferenças entre o

Leia mais

COMPARAÇÃO COM O POC. E-mail address: sneto@iscap.ipp.pt. ÁREA CIENTIFICA: Contabilidade Financeira

COMPARAÇÃO COM O POC. E-mail address: sneto@iscap.ipp.pt. ÁREA CIENTIFICA: Contabilidade Financeira O TRATAMENTO DOS ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS NO SNC PROPOSTO: SUA COMPARAÇÃO COM O POC Ana Maria Bandeira Docente do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto Instituto Superior Politécnico

Leia mais

Nota às demonstrações financeiras relativas ao semestre findo em 30 de Junho de 2010

Nota às demonstrações financeiras relativas ao semestre findo em 30 de Junho de 2010 1. Nota Introdutória Elementos identificativos: Denominação Fortis Lease Instituição Financeira de Crédito, SA NIF 507 426 460 Sede Social Objecto Social A Fortis Lease Portugal Instituição Financeira

Leia mais

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 13 INTERESSES EM EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS E INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 13 INTERESSES EM EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS E INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 13 INTERESSES EM EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS E INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base as Normas Internacionais

Leia mais

31-Dez-2013 31-Dez-2012

31-Dez-2013 31-Dez-2012 FUNDAÇÃO CASA MUSEU MÁRIO BOTAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E ANEXO ÀS CONTAS 31 DE DEZEMBRO DE 2013 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA OS PERÍODOS FFI INDOS EM 31 DE DEZZEMBRO DE 2013 E DE 2012 ACTIVO NÃO CORRENTE

Leia mais

Introdução à Contabilidade 2014/2015. Financeira

Introdução à Contabilidade 2014/2015. Financeira Introdução à Contabilidade 2014/2015 Financeira 2 Sumário 1. O papel da contabilidade nas organizações. 2. A contabilidade externa vs a contabilidade interna. 3. Os diversos utilizadores da contabilidade.

Leia mais

ALTRI, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

ALTRI, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA) 30 de Junho de 2005 ALTRI, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA) Relatório do Conselho de Administração Altri, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) Contas Individuais Rua General Norton de Matos, 68 4050-424

Leia mais

1. O Fluxo de Caixa para á Análise Financeira

1. O Fluxo de Caixa para á Análise Financeira ANÁLISE DE FLUXOS A DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA ESTGV-IPV Mestrado em Finanças Empresariais 1. O Fluxo de Caixa para á Análise Financeira A análise baseada nos fluxos visa ultrapassar algumas das limitações

Leia mais

IAS 38 Ativos Intangíveis Gastos com Pesquisa e Desenvolvimento

IAS 38 Ativos Intangíveis Gastos com Pesquisa e Desenvolvimento Paulo Antônio Pereira IAS 38 Ativos Intangíveis Gastos com Pesquisa e Desenvolvimento Relatório apresentado à disciplina Contabilidade em Moeda Constante e Conversão das Demonstrações Contábeis para Moeda

Leia mais

Fundação Casa Museu Mario Botas

Fundação Casa Museu Mario Botas DEMOSNTRAÇAO DE RESULTADOS 2012 Fundação Casa Museu Mario Botas RENDIMENTOS E GASTOS 31-Dez-2012 31-Dez-2011 Vendas 551,62 Prestação de serviços Subsídios à exploração Ganhos/perdas imputados a subsidiárias

Leia mais

ALVES RIBEIRO - INVESTIMENTOS FINANCEIROS, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 (Montantes em Euros, excepto quando expressamente indicado) 1. NOTA INTRODUTÓRIA

Leia mais

O que é ativo Intangível

O que é ativo Intangível O que é ativo Intangível Bens Intangíveis são aqueles bens que não podem ser tocados ou vistos, porque são incorpóreos (não tem corpo), ou seja, ativo intangível poderia ser definido, em termos práticos,

Leia mais

Impacto fiscal das normas IAS/IFRS Especial ênfase no sector não financeiro e não segurador. Domingos Cravo GETOC ISCA UA Out2007

Impacto fiscal das normas IAS/IFRS Especial ênfase no sector não financeiro e não segurador. Domingos Cravo GETOC ISCA UA Out2007 Impacto fiscal das normas IAS/IFRS Especial ênfase no sector não financeiro e não segurador Domingos Cravo GETOC ISCA UA Out2007 1 2 Plano da Apresentação 1. As IAS/IFRS no ordenamento contabilístico Comunitário

Leia mais

Fundação Denise Lester

Fundação Denise Lester Relatório e Contas 2010 Fundação Denise Lester Fundação Denise Lester 1/14 Balanço ACTIVO Notas Exercício findo a 31/12/2010 Exercício findo a 31/12/2009 Activo não corrente Activos fixos tangíveis 2.291.289,31

Leia mais

1.5. Sede da entidade-mãe Largo Cónego José Maria Gomes 4800-419 Guimarães Portugal.

1.5. Sede da entidade-mãe Largo Cónego José Maria Gomes 4800-419 Guimarães Portugal. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DO PERÍODO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Montantes expressos em euros) 1. IDENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE 1.1. Designação da Entidade Casfig Coordenação de âmbito social

Leia mais

CAPÍTULO II - A CONTABILIZAÇÃO DO IMPOSTO SOBRE OS LUCROS SITUAÇÃO INTERNACIONAL

CAPÍTULO II - A CONTABILIZAÇÃO DO IMPOSTO SOBRE OS LUCROS SITUAÇÃO INTERNACIONAL AGRADECIMENTOS... NOTA PRÉVIA... ABREVIATURAS... RESUMO... PREFÁCIO... INTRODUÇÃO... BREVE ABORDAGEM DA PROBLEMÁTICA E OBJECTIVOS DO ESTUDO... METODOLOGIA... PLANO DA INVESTIGAÇÃO... PARTE I - AS RELAÇÕES

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS INSTITUTO DE CIÊNCIAS GERÊNCIAIS E ECONÔMICAS Ciências Contábeis Contabilidade em moeda constante e conversão de demonstrações contábeis para moeda estrangeira

Leia mais

newsletter Nº 82 NOVEMBRO / 2013

newsletter Nº 82 NOVEMBRO / 2013 newsletter Nº 82 NOVEMBRO / 2013 Assuntos em Destaque Resumo Fiscal/Legal Outubro de 2013 2 Contabilização dos Subsídios do Governo e Divulgação de Apoios do Governo 3 Revisores e Auditores 7 LEGISLAÇÃO

Leia mais

A ESTRUTURA CONCEPTUAL DA CONTABILIDADE E DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (DO POC AO SNC)

A ESTRUTURA CONCEPTUAL DA CONTABILIDADE E DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (DO POC AO SNC) A ESTRUTURA CONCEPTUAL DA CONTABILIDADE E DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (DO POC AO SNC) JOAQUIM CUNHA GUIMARÃES jfcguimaraes@jmmsroc.pt www.jmmsroc.pt CAPÍTULO I A Estrutura Conceptual da Contabilidade

Leia mais

Diário da República, 2.ª série N.º 173 7 de Setembro de 2009 36237

Diário da República, 2.ª série N.º 173 7 de Setembro de 2009 36237 Diário da República, 2.ª série N.º 173 7 de Setembro de 2009 36237 17 Como ponto de partida na determinação de tal estimativa, a entidade deve ter em conta as seguintes taxas: a) O custo médio ponderado

Leia mais

Definições (parágrafo 9) 9 Os termos que se seguem são usados nesta Norma com os significados

Definições (parágrafo 9) 9 Os termos que se seguem são usados nesta Norma com os significados Norma contabilística e de relato financeiro 14 Concentrações de actividades empresariais Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Relato Financeiro IFRS 3

Leia mais

PLANO DE CONTAS PARA AS EMPRESAS DE SEGUROS

PLANO DE CONTAS PARA AS EMPRESAS DE SEGUROS PLANO DE CONTAS PARA AS EMPRESAS DE SEGUROS Índice 1. Introdução 2. Considerações sobre as opções tomadas 3. Disposições gerais 4. Quadro de contas 5. Lista e âmbito das contas 6. Tabelas 7. Contas individuais

Leia mais

Demonstrações Financeiras & Anexo. 31 Dezembro 2012

Demonstrações Financeiras & Anexo. 31 Dezembro 2012 Demonstrações Financeiras & Anexo 31 Dezembro 2012 1 I. Demonstrações Financeiras individuais a) Balanço em 31 de Dezembro de 2012 e 2011 2 b) Demonstração dos resultados por naturezas dos exercícios findos

Leia mais

Noções de Contabilidade

Noções de Contabilidade Noções de Contabilidade 1 1. Noção de Contabilidade A contabilidade é uma técnica utilizada para: registar toda a actividade de uma empresa (anotação sistemática e ordenada da qualidade e quantidade de

Leia mais

O fundo patrimonial é representado por 10 465,64, encontrando-se realizado na totalidade.

O fundo patrimonial é representado por 10 465,64, encontrando-se realizado na totalidade. 01 -IDENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE A ASSOCIACAO ENTRE FAMILIA - BRAGANÇA é uma sociedade Anónima, constituída a 13-08-2009, com sede em RUA EMIDIO NAVARRO TRAS IGREJA, BRAGANCA, 5300-210, BRAGANCA, e tem como

Leia mais

UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA ACTIVOS INTANGÍVEIS NUMA EMPRESA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TRANSIÇÃO DO POC PARA SNC

UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA ACTIVOS INTANGÍVEIS NUMA EMPRESA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TRANSIÇÃO DO POC PARA SNC UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA INSTITUTO SUPERIOR DE ECONOMIA E GESTÃO MESTRADO EM CONTABILIDADE, FISCALIDADE E FINANÇAS EMPRESARIAIS ACTIVOS INTANGÍVEIS NUMA EMPRESA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TRANSIÇÃO

Leia mais

Portaria n.º 104/2011, de 14 de Março, n.º 51 - Série I

Portaria n.º 104/2011, de 14 de Março, n.º 51 - Série I Aprova os modelos para várias demonstrações financeiras para microentidades A O Decreto-Lei n.º 36-A/2011, de 9 de Março, aprovou o regime da normalização contabilística para microentidades, prevendo a

Leia mais

Norma Internacional de Relato Financeiro 2

Norma Internacional de Relato Financeiro 2 Norma Internacional de Relato Financeiro 2 Pagamento com Base em Acções OBJECTIVO 1 O objectivo desta IFRS é especificar o relato financeiro por parte de uma entidade quando esta empreende uma transacção

Leia mais

TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO 5.476.537.589 6.035.355.458

TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO 5.476.537.589 6.035.355.458 DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA A 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E DE 2012 (Montantes expressos em euros) ATIVO Notas 31 dez 2013 31 dez 2012 ATIVOS NÃO CORRENTES: Ativos fixos tangíveis 10 1.827.164.403

Leia mais

ORA newsletter. Resumo Fiscal/Legal Março de 2012 1 Custo Amortizado Enquadramento e Determinação 2 Revisores e Auditores 6

ORA newsletter. Resumo Fiscal/Legal Março de 2012 1 Custo Amortizado Enquadramento e Determinação 2 Revisores e Auditores 6 Assuntos Resumo Fiscal/Legal Março de 2012 1 Custo Amortizado Enquadramento e Determinação 2 Revisores e Auditores 6 LEGISLAÇÃO FISCAL/LEGAL MARÇO DE 2012 Ministério da Solidariedade e da Segurança Social

Leia mais

Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 04. Ativo Intangível

Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 04. Ativo Intangível Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 04 Ativo Intangível Observação: Este sumário, que não faz parte do Pronunciamento, está sendo apresentado apenas para identificação dos principais pontos tratados,

Leia mais

O SNC e os Juízos de Valor uma perspectiva crítica e multidisciplinar. Principais Implicações da adopção do Justo Valor

O SNC e os Juízos de Valor uma perspectiva crítica e multidisciplinar. Principais Implicações da adopção do Justo Valor O SNC e os Juízos de Valor uma crítica e multidisciplinar 16 de Março de 2012 Ana Maria Rodrigues Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) anarodri@fe.uc.pt Principais Implicações da adopção

Leia mais

Unidade IV CONTABILIDADE SOCIETÁRIA. Profa. Divane Silva

Unidade IV CONTABILIDADE SOCIETÁRIA. Profa. Divane Silva Unidade IV CONTABILIDADE SOCIETÁRIA Profa. Divane Silva A disciplina está dividida em 04 Unidades: Unidade I 1. Avaliação de Investimentos Permanentes Unidade II 2. A Técnica da Equivalência Patrimonial

Leia mais

relatório e contas 2012 Volume 2 demonstrações financeiras consolidadas

relatório e contas 2012 Volume 2 demonstrações financeiras consolidadas relatório e contas 2012 Volume 2 demonstrações financeiras consolidadas relatório e contas 2012 Volume 2 demonstrações financeiras consolidadas Índice 01 02 Demonstrações financeiras consolidadas 6 Demonstração

Leia mais

Diário da República, 1.ª série N.º 178 11 de setembro de 2015 7741

Diário da República, 1.ª série N.º 178 11 de setembro de 2015 7741 Diário da República, 1.ª série N.º 178 11 de setembro de 2015 7741 6.3 Contabilização de uma alteração no estatuto de uma entidade de investimento 46 Quanto uma entidade deixar de ser uma entidade de investimento,

Leia mais

BNI Banco de Negócios Internacional, S.A.

BNI Banco de Negócios Internacional, S.A. Balanço Em 31 de Dezembro de 2006 ACTIVO Notas Caixa e disponibilidades no Banco Central 5 204 460 2 547 Disponibilidades sobre instituições de crédito 6 2 847 256 35 474 Créditos sobre clientes 7 75 154

Leia mais

(358C) RELEVÂNCIA DA DIVULGAÇÃO DA INFORMAÇÃO NÃO FINANCEIRA DAS DESPESAS DE I&D NAS ENTIDADES COM VALORES COTADOS EM PORTUGAL

(358C) RELEVÂNCIA DA DIVULGAÇÃO DA INFORMAÇÃO NÃO FINANCEIRA DAS DESPESAS DE I&D NAS ENTIDADES COM VALORES COTADOS EM PORTUGAL (358C) RELEVÂNCIA DA DIVULGAÇÃO DA INFORMAÇÃO NÃO FINANCEIRA DAS DESPESAS DE I&D NAS ENTIDADES COM VALORES COTADOS EM PORTUGAL Vera Lúcia Godinho da Silva Universidade de Aveiro (Portugal) veragodinho@ua.pt

Leia mais

Manual do Revisor Oficial de Contas. Directriz de Revisão/Auditoria 310 ÍNDICE

Manual do Revisor Oficial de Contas. Directriz de Revisão/Auditoria 310 ÍNDICE Directriz de Revisão/Auditoria 310 CONHECIMENTO DO NEGÓCIO Outubro de 1999 ÍNDICE Parágrafos Introdução 1-7 Obtenção do Conhecimento 8-13 Uso do Conhecimento 14-18 Apêndice Matérias a Considerar no Conhecimento

Leia mais

Anexo às Contas Individuais da Sociedade ACCENDO, LDA

Anexo às Contas Individuais da Sociedade ACCENDO, LDA Anexo às Contas Individuais da Sociedade ACCENDO, LDA Exercício de 2011 Notas às Demonstrações Financeiras 31 De Dezembro de 2011 e 2010 1. Identificação da entidade Accendo, Lda, inscrita na conservatória

Leia mais

ANEXO PE, EXERCÍCIO ECONÓMICO DE 2010

ANEXO PE, EXERCÍCIO ECONÓMICO DE 2010 ANEXO PE, EXERCÍCIO ECONÓMICO DE 2010 1 Identificação da entidade 1.1 Designação da entidade APOTEC Associação Portuguesa de Técnicos de Contabilidade 1.2 Sede Rua Rodrigues Sampaio, 50-3º-Esq. 1169-029

Leia mais

IMPARIDADE DE ACTIVOS FINANCEIROS

IMPARIDADE DE ACTIVOS FINANCEIROS BOLETIM INFORMATIVO N.º 3/2010 IMPARIDADE DE ACTIVOS FINANCEIROS ASPECTOS CONTABILÍSTICOS E FISCAIS (Esta informação contém apenas informação geral, não se destina a prestar qualquer serviço de auditoria,

Leia mais

ANEXO. Prestação de Contas 2011

ANEXO. Prestação de Contas 2011 1. IDENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE 1.1. Designação da entidade Fluviário de Mora, E.E.M. NIPC: 507 756 754 1.2. Sede Parque Ecológico do Gameiro - Cabeção 1.3. Natureza da Actividade O Fluviário de Mora, é uma

Leia mais

ANEXO RELATIVO AO ANO DE 2014

ANEXO RELATIVO AO ANO DE 2014 NOTA 1 IDENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE: 1.1. Designação da entidade INSTITUTO PROFISSIONAL DO TERÇO 1.2. Sede PRAÇA MARQUÊS DO POMBAL, 103 4000 391 PORTO 1.3. NIPC 500836256 1.4. - Natureza da actividade CAE

Leia mais

ANEXO AO BALANÇO E DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS. 31 de Dezembro de 2014

ANEXO AO BALANÇO E DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS. 31 de Dezembro de 2014 ANEXO AO BALANÇO E DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS 31 de Dezembro de 2014 1 IDENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE 1.1 Designação da entidade: Mediator Sociedade Corretora de Seguros, S.A. 1.2 - Sede: Avª Fontes Pereira

Leia mais

Relatório de Gestão 2. Balanço 5. Demonstração de Resultados por Naturezas 7. Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados 8

Relatório de Gestão 2. Balanço 5. Demonstração de Resultados por Naturezas 7. Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados 8 ÍNDICE Relatório de Gestão 2 Balanço 5 Demonstração de Resultados por Naturezas 7 Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados 8 Relatório e Parecer do Conselho Fiscal 20 Certificação Legal das Contas

Leia mais

Manual do Revisor Oficial de Contas. Directriz de Revisão/Auditoria 705

Manual do Revisor Oficial de Contas. Directriz de Revisão/Auditoria 705 Directriz de Revisão/Auditoria 705 FUNDOS DE INVESTIMENTO ÍNDICE Agosto de 2006 Parágrafos Introdução 1-3 Objectivo 4-5 Particularidades e Procedimentos de Validação 6-25 Outros Deveres e Competências

Leia mais

ANEXO AO BALANÇO E DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS. 31 de Dezembro de 2012

ANEXO AO BALANÇO E DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS. 31 de Dezembro de 2012 ANEXO AO BALANÇO E DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS 31 de Dezembro de 2012 1 IDENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE 1.1 Designação da entidade: Mediator Sociedade Corretora de Seguros, S.A. 1.2 - Sede: Avª Fontes Pereira

Leia mais

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS GOTE - SOCIEDADE DE MEDIAÇÃO DE SEGUROS, LDA

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS GOTE - SOCIEDADE DE MEDIAÇÃO DE SEGUROS, LDA ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS GOTE - SOCIEDADE DE MEDIAÇÃO DE SEGUROS, LDA ANO : 2011 ÍNDICE 1 - Identificação da entidade 1.1 Dados de identificação 2 - Referencial contabilístico de preparação das

Leia mais

C N INTERPRETAÇÃO TÉCNICA Nº 2. Assunto: RESERVA FISCAL PARA INVESTIMENTO Cumprimento das obrigações contabilísticas I. QUESTÃO

C N INTERPRETAÇÃO TÉCNICA Nº 2. Assunto: RESERVA FISCAL PARA INVESTIMENTO Cumprimento das obrigações contabilísticas I. QUESTÃO C N C C o m i s s ã o d e N o r m a l i z a ç ã o C o n t a b i l í s t i c a INTERPRETAÇÃO TÉCNICA Nº 2 Assunto: RESERVA FISCAL PARA INVESTIMENTO Cumprimento das obrigações contabilísticas I. QUESTÃO

Leia mais

Demonstrações Financeiras

Demonstrações Financeiras Demonstrações Financeiras fevereiro de 2015 Este relatório contém 64 páginas Capital Social 22.375.000 o matricula na CRCL com o número único de matricula e identificação de pessoa coletiva 501 836 926

Leia mais

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO: SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA (SNC) 5ª Edição

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO: SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA (SNC) 5ª Edição CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO: SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA (SNC) 5ª Edição Instituto Politécnico do Cávado e do Ave Escola Superior de Gestão Março de 2009 JUSTIFICAÇÃO DO CURSO No âmbito do processo

Leia mais

CENTRO SÓCIO - CULTURAL E DESPORTIVO SANDE S. CLEMENTE Rua N. Senhora da Saúde nº 91 -S. Clemente de Sande

CENTRO SÓCIO - CULTURAL E DESPORTIVO SANDE S. CLEMENTE Rua N. Senhora da Saúde nº 91 -S. Clemente de Sande CENTRO SÓCIO - CULTURAL E DESPORTIVO SANDE S. CLEMENTE Rua N. Senhora da Saúde nº 91 -S. Clemente de Sande NIPC :501971327 NISS :20007555241 NOTAS PERÍODOS 31-12-2014 31-12- ACTIVO Activo não corrente

Leia mais

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO PARA ENTIDADES SECTOR NÃO LUCRATIVO. 1. Objectivo... 2. 2. Âmbito... 2

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO PARA ENTIDADES SECTOR NÃO LUCRATIVO. 1. Objectivo... 2. 2. Âmbito... 2 INDICE NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO PARA ENTIDADES SECTOR NÃO LUCRATIVO 1. Objectivo... 2 2. Âmbito... 2 3. Considerações gerais sobre reconhecimento... 2 4. Estrutura e conteúdo das demonstrações...

Leia mais

Contabilidade Financeira I

Contabilidade Financeira I Operações de Fim de Exercício Terminado o exercício contabilístico a empresa efectua diversos trabalhos ou operações de fim de exercício contabilístico. Contabilidade Financeira I Operações de Fim de Exercício

Leia mais

IFRS Update Newsletter

IFRS Update Newsletter www.pwc.pt Newsletter 9ª Edição 2º semestre 2015 César A. R. Gonçalves Presidente do Comité Técnico da PwC Portugal Após três exercícios em que a entrada em vigor de novas normas e alterações às existentes

Leia mais

Contabilidade Financeira I

Contabilidade Financeira I Contabilidade Financeira I INVESTIMENTOS É constituído pelos recursos que a empresa detém com carácter de continuidade, não se destinando a ser vendidos ou transformados no decorrer das suas actividades

Leia mais

SONAE, SGPS, SA DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA PARA OS EXERCÍCIO FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010

SONAE, SGPS, SA DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA PARA OS EXERCÍCIO FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 SONAE, SGPS, SA DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA PARA OS EXERCÍCIO FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 (Montantes expressos em euros) ATIVO Notas 31 dezembro 2011 31 dezembro 2010

Leia mais

Relatório de Gestão 2. Balanço 5. Demonstração de Resultados por Naturezas 7. Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados 8

Relatório de Gestão 2. Balanço 5. Demonstração de Resultados por Naturezas 7. Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados 8 ÍNDICE Relatório de Gestão 2 Balanço 5 Demonstração de Resultados por Naturezas 7 Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados 8 Relatório e Parecer do Conselho Fiscal 20 Certificação Legal das Contas

Leia mais

Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro NBC TG32 TRIBUTOS SOBRE O LUCRO

Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro NBC TG32 TRIBUTOS SOBRE O LUCRO Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro NBC TG32 TRIBUTOS SOBRE O LUCRO contato@agmcontadores.com.br 2015 out-2015 2 Objetivo O objetivo deste Pronunciamento é estabelecer o tratamento

Leia mais

NCRF 1 Estrutura e conteúdo das demonstrações financeiras

NCRF 1 Estrutura e conteúdo das demonstrações financeiras NCRF 1 Estrutura e conteúdo das demonstrações financeiras Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 1 - Apresentação de Demonstrações Financeiras,

Leia mais

Contabilidade Financeira I

Contabilidade Financeira I Contabilidade Financeira I e principais demonstrações financeiras A Contabilidade Noção e objecto Relembremos a noção de contabilidade anteriormente apresentada: Reconhecimento ou Expressão Mensuração

Leia mais

PLANO DE CONTAS EMPRESAS DE SEGUROS PARA AS. Aprovado pela Norma Regulamentar n.º 4/2007-R, de 27 de Abril

PLANO DE CONTAS EMPRESAS DE SEGUROS PARA AS. Aprovado pela Norma Regulamentar n.º 4/2007-R, de 27 de Abril PLANO DE CONTAS PARA AS EMPRESAS DE SEGUROS Aprovado pela Norma Regulamentar n.º 4/2007-R, de 27 de Abril Índice 1. Introdução 2. Considerações sobre as opções tomadas 3. Disposições gerais 4. Quadro de

Leia mais

SNC. Contabilidade. SNC vs POC Uma primeira abordagem NOVO SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA REVISORES AUDITORES JUL/SET 2009 INSCREVA-SE EM:

SNC. Contabilidade. SNC vs POC Uma primeira abordagem NOVO SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA REVISORES AUDITORES JUL/SET 2009 INSCREVA-SE EM: (q(((ã ((((((((( ((((r(( (((r((((r(( (((((c(((c((((((((c(((((c((c(((((( (((c((c(( (((czuqzwcuvzt quáàc((((( (cvucwzwc uczàc(c(cvucwzwc ucxá (c (((((c (((c((((((((c(((((c((c(((((( ((((((q((c((c((((((càc((((((çã(c((c(((((c((

Leia mais

! " # $%&' (") *+)( *+)* , " # - %. " / 012 $ )"* *+)( 012+"4 "# *+)( 012 5"5 " 6! ! " '.! " 7 . % "' *+)( $%, % " ## *++* -. - ! $ ." )+#.

!  # $%&' () *+)( *+)* ,  # - %.  / 012 $ )* *+)( 012+4 # *+)( 012 55  6! !  '.!  7 . % ' *+)( $%, %  ## *++* -. - ! $ . )+#. !! " # $%&' (") *+)( *+)*, " # %. " / 012 $ )"* *+)( 3 012+"4 "# *+)( 012 5"5 " 6!! " '.! " 7. % "' *+)(!, $%, % " ## *++*. 7! $." )+#. *+)*!! 28" *+)(. "' $%981!5": *+)(*+);!)5) *++**++

Leia mais

A DIVULGAÇÃO DA INFORMAÇÃO CONSOLIDADA NAS EMPRESAS DO PSI20. Maria Helena Soares Professora Adjunta. Maria Conceição Aleixo Equiparada a Assistente

A DIVULGAÇÃO DA INFORMAÇÃO CONSOLIDADA NAS EMPRESAS DO PSI20. Maria Helena Soares Professora Adjunta. Maria Conceição Aleixo Equiparada a Assistente 135a A DIVULGAÇÃO DA INFORMAÇÃO CONSOLIDADA NAS EMPRESAS DO PSI20 Maria Helena Soares Professora Adjunta Maria Conceição Aleixo Equiparada a Assistente Susana Silva Professora Adjunta Instituto Politécnico

Leia mais

NPC 7 ATIVO IMOBILIZADO. Objetivo

NPC 7 ATIVO IMOBILIZADO. Objetivo NPC 7 ATIVO IMOBILIZADO Objetivo 1 O objetivo deste Pronunciamento é determinar o tratamento contábil para o ativo imobilizado. As principais questões na contabilização do ativo imobilizado são: a) a época

Leia mais

Contabilidade Normas Internacionais Futura Normalização Contabilística. 1 de Março de 2007

Contabilidade Normas Internacionais Futura Normalização Contabilística. 1 de Março de 2007 Contabilidade Normas Internacionais 1 de Março de 2007 O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas (William George Ward) 1. Influência do meio envolvente

Leia mais

Relevância e Fiabilidade do Justo Valor. Autora Nº 14678 : Tânia Andrade Docente: Cristina Góis Disciplina: Relato Financeiro Empresarial 2014/15

Relevância e Fiabilidade do Justo Valor. Autora Nº 14678 : Tânia Andrade Docente: Cristina Góis Disciplina: Relato Financeiro Empresarial 2014/15 Relevância e Fiabilidade do Justo Valor Autora Nº 14678 : Tânia Andrade Docente: Cristina Góis Disciplina: Relato Financeiro Empresarial 2014/15 Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra

Leia mais

NCRF 25 Impostos sobre o rendimento

NCRF 25 Impostos sobre o rendimento NCRF 25 Impostos sobre o rendimento Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 12 - Impostos sobre o Rendimento, adoptada pelo texto original

Leia mais

NCRF 3 Adopção pela primeira vez das normas contabilísticas e de relato financeiro (NCRF)

NCRF 3 Adopção pela primeira vez das normas contabilísticas e de relato financeiro (NCRF) NCRF 3 Adopção pela primeira vez das normas contabilísticas e de relato financeiro (NCRF) Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Relato Financeiro IFRS 1

Leia mais

8.2 NOTAS AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS

8.2 NOTAS AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS 8.2 NOTAS AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS As Demonstrações Financeiras anexas foram elaboradas de acordo com os princípios contabilísticos definidos pelo Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias

Leia mais

CÓDIGOS TRIBUTÁRIOS EDIÇÃO DE BOLSO

CÓDIGOS TRIBUTÁRIOS EDIÇÃO DE BOLSO CÓDIGOS TRIBUTÁRIOS EDIÇÃO DE BOLSO (5.ª Edição) Actualização N.º 5 Códigos Tributários Edição de Bolso 2 TÍTULO: AUTORES: CÓDIGOS TRIBUTÁRIOS EDIÇÃO DE BOLSO Actualização N.º 5 BDJUR EDITOR: EDIÇÕES ALMEDINA,

Leia mais

Efeito do Sistema de Normalização Contabilística

Efeito do Sistema de Normalização Contabilística Efeito do Sistema de Normalização Contabilística - Enquadramento do SNC (Novo Sistema de Normalização Contabilística) - O papel do empresário neste processo - Justo valor Quais os efeitos nas empresas.

Leia mais

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 2 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA. Objectivo ( 1) 2 Âmbito ( 2) 2 Definições ( 3 a 6) 2

NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 2 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA. Objectivo ( 1) 2 Âmbito ( 2) 2 Definições ( 3 a 6) 2 NORMA CONTABILISTICA E DE RELATO FINANCEIRO 2 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA Esta Norma Contabilística e de Relato Financeiro tem por base a Norma Internacional de Contabilidade IAS 7 Demonstrações de

Leia mais