TERRA, ÁGUA E TERRITÓRIO: CONFLITOS NA BACIA DO RIO PARAÍBA i

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1 TERRA, ÁGUA E TERRITÓRIO: CONFLITOS NA BACIA DO RIO PARAÍBA i Rodrigo Brito da Silva ii Universidade Federal da Paraíba-UFPB Maria Franco Garcia iii Universidade Federal da Paraíba-UFPB Resumo A luta pela terra e pela água na Paraíba não é um fenômeno recente, ela é concomitante ao processo de formação territorial do próprio estado. Hoje, a concentração de terras e capitais e o acesso a água nas mãos de uma minoria junto à existência de uma grande quantidade de famílias de trabalhadores rurais, sem terras, camponeses e posseiros é a expressão da luta de classes e dos conflitos territoriais no estado. Nos municípios que configuram a Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba essa disputa não é diferente. Neste trabalho apresentamos uma análise dos conflitos no campo nos 85 dos municípios desse território, a partir dos dados fornecidos pelos relatórios anuais da Comissão Pastoral da Terra (CPT), no período de 2002 a 2010, do CENSO Agropecuário de 2009 e da Base de dados do IBGE de Palavras- chave: Bacia hidrográfica. Conflito territorial. Questão agrária. Questão da água. Paraíba. Introdução A pesquisa que apresentamos na continuação nos coloca diante de diferentes formas que os conflitos sociais assumem no território. O recorte dessa manifestação é a Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba, no estado homônimo. Ocupa o segundo lugar em extensão no estado com uma área total de ,83 Km², o que representa 38% do seu território. A bacia está composta pela sub-bacia do Rio Taperoá e dividida em três regiões: Alto Paraíba, Médio Paraíba e Baixo Paraíba. Uma das características deste território é a sua alta densidade demográfica, já que nela estão incluídas as cidades mais populosas do estado, como a própria capital, João Pessoa e Campina Grande, o segundo maior centro urbano. Trata-se de uma bacia estadual que tem toda sua rede de drenagem nos limites político-administrativos do estado. Os 85 (oitenta e cinco) municípios que configuram seu território se localizam nas mesorregiões da Borborema, do Agreste e do Litoral, por isso é considerada uma das mais importantes do Semi-árido nordestino (AESA, 2008). Nossa proposta é compreender a dinâmica das ocupações de terra protagonizas pelos movimentos sociais de trabalhadores rurais; o significado da constituição de 1

2 acampamentos de famílias sem terra em luta pela Reforma Agrária na Bacia; as formas de violência contra os trabalhadores rurais, seja pelo próprio aparelho do Estado por meio de despejos e desocupações, seja pelas milícias armadas a serviço dos grandes proprietários de terras e latifundiários; as relações de trabalho e exploração dos cortadores de cana-de-açúcar nos grandes empreendimentos do agronegócio na Zona da Mata no Baixo Curso do Rio Paraíba e; as tensões e disputas pelo uso e acesso á água na Bacia. Para isso, nos apoiamos no levantamento de dados secundários e na construção de uma base que nos possibilite a criação de um Sistema de Informações Geográficas (SIG) voltado para a análise dos conflitos territoriais na Bacia. Um dos resultados parciais deste trabalho é a produção de mapas temáticos e cartogramas com a espacialização dos conflitos. Segundo a CPT-Nacional (2011) os conflitos por terra e água, desde a perspectiva do trabalho, ou seja, dos trabalhadores rurais e camponeses, são ações de restistencia e enfrentamento pela posse, uso e propriedade da terra e da água e pelo seu acesso. Analisar o impato dos conflitos sobre o território e, nomeadamente, na vida das famílias de trabalhadores e camponeses envolvidos é o desafio final da pesquisa na que está inserido este trabalho. Água, terra e trabalho: dimensões da questão agrária na Bacia do Rio Paraíba Água e terra são elementos vitais. A água, e o seu ciclo, estão intimamente ligados ao nascimento e conservação das diferentes formas de vida que configuram o espaço geográfico, entre elas a vida humana. Todavia, as barreiras físicas, políticoadministrativas e econômico-sociais que impossibilitam o acesso socialmente justo a esse recurso vital, tornam fenômenos de origem natural, tais como as enchentes ou a ocorrência de secas, fatos sociais. Atendendo a essas condições, neste trabalho concordamos com os autores que defendem que a análise da questão da água para uma determinada região, não pode se restringir ao balanço entre a sua oferta e a sua demanda (REBOUÇAS,1997). Deve, no entanto, colocar á luz da leitura crítica as relações que se estabelecem entre os diferentes recursos hídricos presentes nesse território com outros recursos vitais, como a própria terra, e com determinações sociais e históricas que se materializam nesse recorte territorial, todavia tramadas em escalas espaço-temporais outras (SMITH, 2003). 2

3 Da mesma forma a questão da terra ou se preferimos a questão agrária nos remete a uma problemática social em volta de um recurso natural limitado. Mas sobretudo, de uma forma da natureza primeira, ou originária, útil ao desenvolvimento da vida em uma mercadoria com um valor de troca no mercado capitalista de terra. Troca esta que, por ser capitalista, essencialmente é uma troca desigual e injusta, reflexo de uma sociedade organizada em classes desiguais e injustas. Essa constatação leva-nos a refletir sobre a natureza da propriedade privada da terra no Brasil, que tem a sua origem na forma de propriedade histórica do capitalismo. A divisão social do trabalho e a propriedade privada são expressões idênticas para Marx e Engels (2007). A divisão inicia-se na família, com a diferencia de tarefas por gêneros, prossegue na distinção entre agricultura e pastoreio, entre ambas e o comercio, conduzindo á separação entre o campo e a cidade. Todavia, em cada uma das distinções operam novas divisões sociais do trabalho. Quando Marx se refere á divisão do trabalho não se reduz a uma simples divisão de tarefas, senão que chama a atenção sobre a separação entre as condições e os instrumentos de trabalho, ou meios de produção, e o próprio trabalho, ou forças produtivas. Assim as diferentes formas de propriedade que se desenvolveram na historia da humanidade, remetem as diferentes formas de relação entre os meios de produção e as forças produtivas, ou seja, as diferentes formas de divisão social do trabalho. A propriedade privada capitalista é uma dessas formas históricas que realiza uma separação radical entre proprietários dos meios de produção e os despossuídos desses meios, os trabalhadores. A sociedade para Marx (2004) se constitui a partir de condições materiais de produção e da divisão social do trabalho. Assim, mudanças históricas dessas condições de produção ou dessas formas de propriedade, dependem da ação concreta dos homens no tempo. A origem da propriedade privada da terra no Brasil é decorrente do processo de formação territorial colonial, que submeteu á terá sob a lógica da exploração econômica capitalista. Seu marco jurídico foi a Lei de Terras de 1845 que legitimou a compra e venda como forma de acesso à terra. Todavia, no caso brasileiro a constituição da propriedade privada da terra se fundamenta na concepção de que o desenvolvimento e avanço do capitalismo no campo se faz de forma desigual, combinada e contraditória e tem na sua raiz o caráter rentista (MARTINS, J.S: 1994). Isto quer dizer que a concentração privada da terra no Brasil atua como processo de concentração de riqueza e, portanto, de capital. Para este autor, no Brasil: 3

4 (...) o capital transformou-se em proprietário da terra [...] agora e aqui estamos diante de um modelo antidemocrático de desenvolvimento capitalista, apoiado num pacto político, gestado durante a ditadura militar, que casou numa só figura única latifundiários e capitalistas (1994, pág.15) Diante dessas condições, no nosso estudo concordamos com Oliveira, A. U. (2009) quando nos alerta sobre a necessidade de entender os novos mecanismos usados pelo capital para sujeitar a renda da terra aos seus desígnios, sem, necessariamente, ter que se apropriar de forma direta da propriedade da terra. Recapitulando, água e terra são discutidas neste trabalho, nem como recursos naturais nem como apenas recursos econômicos e sim como condições de existência social. Entretanto, reforçamos a idéia de que para entender como ambas se relacionam é necessário colocar em discussão a própria sociedade. Assim, desde o ponto de vista metodológico recusamos as determinações físico ambientais que servem de base para discursos da cultura da seca para a região Nordeste no Brasil, onde se localiza a nossa área de pesquisa, e nos amparamos nas análises que procuram compreender a relação homem natureza a partir da mediação do trabalho. Por ser a forma histórica contemporânea o capitalismo é no seu contexto que a relação social entre o capital e o trabalho é estudada, e esta relação social em relação ao desigual uso e acesso à terra e água das classes envolvidas. Relações sociais que entendemos constituem o motor dos conflitos territoriais em curso já que, se bem que as condições físico-climáticas que predominam no Nordeste, e especificamente na Bacia do Rio Paraíba no seu Alto e Médio curso, podem, relativamente dificultar a vida, não entanto, não podem ser responsabilizadas pelo quadro de pobreza, exclusão, espoliação, exploração e manipulação de um grande número de famílias de trabalhadores do semi-árido paraibano. O semi-árido na Bacia do Rio Paraíba A zona de incidência das secas foi regionaliza por primeira vez pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, SUDENE iv, na década de 1950 e definida como o Polígono das Secas. Tal delimitação foi modificada no decorrer do tempo com o objetivo de incluir municípios que apresentavam características similares e que não foram contemplados, mas que demandavam o mesmo tratamento nas políticas de crédito e benefícios fiscais conferidos ao semi-árido. Para muitos autores a delimitação desse polígono respondeu, na sua origem, a critérios mais políticos do que ecológicos 4

5 (REBOUÇAS, 1997). A última modificação dos municípios do semi-árido foi feita em 2005 pelo Ministério de Integração Nacional (MI), quem assumiu essa atribuição depois da extinção da SUDENE em Essa nova delimitação está representada na Figura 02 (pág.07). Uma das questões que levaram ao MI a modificar esse perímetro ampliando-o foi a constatação da insuficiência do índice pluviométrico como critério exclusivo de seleção de municípios, como tinha sido considerado até o momento v. Segundo o relatório do MI sobre a Nova Delimitação o semi-árido Brasileiro da Secretaria de Políticas e Desenvolvimento Regional (2006): (...) conhecimentos acumulados sobre o clima permitem concluir não ser a falta de chuvas a responsável pela oferta insuficiente de água na região, mas sua má distribuição, associada a uma alta taxa de evapotranspiração, que resultam no fenômeno da seca, a qual periodicamente assola a população da região (grifo nosso). A nova delimitação além dos já existentes passaram a fazer parte 102 novos, o que representa um acréscimo de 8,66% da área total, que passou a ser de ,4 Km2. Entre outros benefícios concedido aos municípios do novo semi-árido está a disposição de crédito com juros de 1% ao ano, com prazo de pagamento de 10 anos e carência de 03, para os pequenos agricultores familiares contemplados pelo Programa Nacional de Assistência à Agricultura Familiar (PRONAF). Na Paraíba dos 223 municípios que compõem o território estadual, desde a antiga delimitação, 170 municípios se encontram no semi-árido, o significa 76,3 % do número de municípios do estado e 86,6% dos Km2 de área total. Desses 170 municípios 61 encontram-se na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba, repartidos entre a Sub-bacia do Taperoá e o Alto e Médio Paraíba. 5

6 Figura 02: Nova delimitação do semi-árido brasileiro, 2005 Fonte: MI, 2006 A importância territorial da região semi-árida na Bacia fica clara na Tabela 01 e no Gráfico 01 a seguir: 6

7 Tabela 01: Municípios da bacia hidrográfica do rio Paraíba segundo a sua localização na região semi-árida e zona da mata MUNICÍPIOS LOCALIZADOS NO SEMIARIDO MUNICÍPIOS LOCALIZADOS NA ZONA DA MATA Alcantil Junco do Seridó Teixeira Araçagi Amparo Lagoa Seca Tenório Bayeux Areial Livramento Umbuzeiro Cabedelo Aroeiras Massaranduba Zabelê Caldas Brandão Assunção Mogeiro TOTAL 61 Cruz do Espirito Santo Barra de Santa Rosa Montadas Gurinhém Barra de Santana Monteiro João Pessoa Barra de São Miguel Natuba Juarez Távora Boa Vista Olivedos Juripiranga Boqueirão Ouro Velho Lucena Cabaceiras Parari Mari Cacimba de Areia Pocinhos Mulungu Cacimbas Prata Pedras de Fogo Camalaú Puxinanã Pilar Campina Grande Queimadas Riachão do Poço Caraúbas Riachão do Bacamarte Santa Rita Caturité Riacho de Santo Antônio Santo André Congo Salgadinho São João do Cariri Coxixola Salgado de São Félix São José dos Cordeiros Cubati Santa Cecília São José dos Ramos Desterro São Domingos do Cariri São Miguel de Taipú Fagundes São João do Tigre Sapé Gado Bravo São Sebastião do Umbuzeiro Serra Redonda Gurjão Seridó Sobrado Ingá Serra Branca TOTAL 24 Itabaiana Soledade 7

8 Grafico 01: Número de municipios da bacía hidrográfica do río paraíba segundo a sua localização na região semi-árida e zona da mata Fonte: MI, 2006 Org.: SILVA, R.B. A Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba recorte territorial de pesquisa A Paraíba é um dos menores estados em extensão territorial do Brasil, todavia está dividido em onze bacias hidrográficas: Rio Paraíba, Rio Abiaí, Rio Gramame, Rio Miriri, Rio Mamanguape, Rio Camaratuba, Rio Guaju, Rio Piranhas, Rio Curimataú, Rio Jacu e Rio Trairi. As cinco últimas são de domínio federal o que significa que a sua gestão não se corresponde com nenhum dos estados por onde passam, que no mínimo são dois (PARAÍBA, 2006). A Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba está dividida, como apontamos anteriormente e podemos observar na Figura 03 a seguir, na sub-bacia do Rio Taperoá e em três regiões hidrográficas: Alto, Médio e Baixo Paraíba. Nesse recorte ocorrem, predominantemente, dois sistemas aqüíferos: o sistema Paraíba-Pernambuco no Baixo curso e o sistema cristalino no Médio e no Alto curso, ambos na região semi-árida do estado. No que se refere á regionalização da gerencia das bacias hidrográficas no estado, o território foi dividido em quatro áreas. A bacia do Rio Paraíba é contemplada, no curso Baixo, pela atuação da Área I, que tem a sua sede em João Pessoa e pela Área II, com sede em Campina Grande, que contempla as ações de gestão das águas no Alto e Médio Paraíba. 8

9 A Agencia Executiva de Gestão de Águas do Estado da Paraíba (AESA), criada em 2005, confere a essas áreas de gerencia as atribuições de administrar o uso, a oferta e a preservação dos recursos hídricos; manter o cadastro atualizado dos usuários de água e das obras hidráulicas; receber os processos de solicitação de outorga de utilização de água e de implementação de obras e serviços de oferta hídrica; encaminhar processos para penalizar infratores da legislação sobre utilização dos recursos hídricos; apoiar e colaborar com a implantação de organizações de usuários de água e; fiscalizar os serviços de manutenção e operação dos reservatórios de água. (PARAÍBA, 2006). Figura 02: Bacia hidrográfica do rio Paraíba Fonte: AESA, 2010 Os conflitos territoriais na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT), fonte dos dados sobre os conflitos territoriais que apresentaremos neste item, os conflitos são principalmente ações de resistência a embates. Essas respostas sociais acontecem tanto no espaço agrário como no urbano. Os sujeitos que protagonizam tais conflitos são tanto coletividades, como podem ser as 9

10 classes sociais antagônicas (capitalistas x trabalhadores) quanto sujeitos que individualmente protagonizam distensões, desencontros e brigas por interesses individuais. Também os conflitos podem ser gerados a partir da ausência ou a má gestão de política publica, como é o caso dos enfrentamentos entre posseiros e sem terras com empreiteiras na transposição do Rio São Francisco. Todavia, para a CPT (2010) os conflitos por terra são: (...) ações de resistência e enfrentamento pela posse, uso e propriedade da terra e pelo acesso quando envolvem posseiros, assentados, quilombolas, parceiros, pequenos arrendatários, pequenos proprietários, ocupantes, sem terra, seringueiros, quebradeiras de coco babaçu, castanheiros, faxinalenses, etc. (pág. 07) No processo de pesquisa identificamos as seguintes ocorrências de conflitos territoriais: ocupações de terras, ocupações de prédios e espaços públicos, acampamentos e existência de áreas em litígio. As manifestações, ameaças de morte e os assassinatos de trabalhadores e lideranças camponesas são desdobramentos do embate das classes em conflito no campo. A categoria de conflitos por terra, ainda engloba ocupações e os acampamentos, a primeira sendo classificada como ações coletivas de famílias sem terra, reivindicam as terras que não cumprem a sua função social, e acampamentos, são locais de luta fruto de ações coletivas, geralmente localizadas no campo, mas também existentes em áreas urbanas, os as famílias sem terra, organizada em movimentos sociais, reivindicam assentamentos. Também são registradas diversas formas de violência praticadas contra trabalhadores e trabalhadoras dentre elas: assassinatos, tentativas de assassinatos, ameaças de morte, prisões e outras. Constrangimento, agressão física ou moral, exercida sobre os trabalhadores e seus aliados é caracterizado como violência, que é encontrada em diferentes tipos de conflitos sociais do campo. Nos municípios da bacia hidrográfica do Rio Paraíba essa disputa acontece. A ocupação do território brasileiro e conseqüentemente paraibano se deu historicamente de forma desigual. Isso reflete no elevado índice de concentração de terra, e a sua manutenção no decorrer das décadas, como mostra a Tabela 02 a seguir: Podemos observar como o indicador de distribuição da terra em 15 anos apenas reflete a manutenção da desigualdade.a análise do Índice de GINI, utilizado para medir os contrastes na distribuição do uso da terra, permite observar as variações ocorridas entre os anos de 1985 a Quanto mais próximo do um (1) este índice se encontra maior é 10

11 a concentração de terra. Zero (0) indica que a distribuição é clara, sem concentração de terra. Tabela 02 Evolução do índice de GINI no Brasil e na Paraíba 1985/ Brasil 0,857 0,856 0,872 Paraíba 0,842 0,834 0,822 Fonte: IBGE, Censo Agropecuário 1985/2006. Org.: SILVA, Rodrigo Brito da. Esses dados revelam a extrema concentração fundiária oriunda do processo histórico de formação do espaço agrário paraibano. Uma estrutura fundiária concentrada em mãos de poucos produtores e/ou proprietários significa a existência de um número enorme de famílias sem terra ou com pouca terra onde viver e trabalhar. Diante dessa condição de existência as famílias de trabalhadores se organizam em movimentos sociais, ou nas comissões mais combativas da Igreja Católica, e ocupam terras improdutivas e/ou devolutas visando a sua conquista e constituição de territórios de Reforma Agrária. A ocupação de terras ocorre seguida de acampamentos. Entendemos que esses territórios de luta almejam conquistar territórios de vida e trabalho, como os assentamentos de Reforma Agrária, e não apenas o lucro. Caracterizados por uma grande confiança, os acampados constroem dia apos dia, com suas relações políticas com o Estado, o desejo de conseguir sua terra. As famílias acampam sem nenhuma estrutura, esperando que a terra seja desapropriada para que ela possa cumprir o seu papel social com o seu trabalho garantir a subsistência da sua família. Só nos municípios que compõe a bacia 640 famílias estavam vivendo, até o momento desta pesquisa, em acampamentos com condições precárias. Podemos observar a espacialização desses acampamentos e a quantidade de famílias segundo município nos Mapas 01 e 02 a seguir: 11

12 Mapa 01- Espacialização dos acampamentos nos municípios da bacia hidrográfica do rio Paraíba- PB, 2010 Fonte: CPT, 2010 Autor: SILVA, Rodrigo Brito da. Famílias camponesas que resistem em abandonar a sua condição e forma de vida continuam dia após dia na esperança de serem assentadas, e não só sair do barraco como também de poder trabalhar, produzir o seu próprio alimento. Durante a pesquisa, constatamos que o acampamento com maior número de famílias, registrado segundo os dados da CPT, é o acampamento, ao lado da Fazenda Santo André dos Angicos no município de São Miguel de Taipú- PB, com 280 (duzentas e oitenta) famílias acampadas. A espacialização das famílias sem terra em situação de acampamento pode se observada no Mapa 02: 12

13 Mapa 2 Número de famílias acampadas segundo município na bacia hidrográfica do rio Paraíba- PB, 2010 Fonte: CPT, 2010 Autor: SILVA, Rodrigo Brito da. Os conflitos por terra de vida e de trabalho acontecem de forma violenta. É constante a tentativa de intimidação das lideranças que reivindicam melhores condições de trabalho, tanto pelo próprio aparelho do Estado por meio de despejos e desocupações, como pelas milícias armadas a serviço dos grandes proprietários de terra e latifundiários que não vê limites para conseguir os seus objetivos chegando a usar de formas cruéis. Os que lutam pela Reforma Agraria são corajosos, pois levam a vida sobre o risco de serem assassinados, e são ameaçados famílias inteiras e também, todos os tipos de liderança, dos sem terra, ao ex-superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) no nosso recorte temporal, foi registrado a ameaça dentre muitos do Frei Anastácio Ribeiro, ex-superintendente do INCRA-PB e hoje deputado estadual da Paraíba, mostrando mais uma vez a audácia dos grandes proprietários e não ter limites para conseguir seus objetivos. Comparecem na Tabela 03: 13

14 Tabela 03 Lideranças políticas e trabalhadores rurais ameaçados de morte nos anos de 2000 a 2010 MUNICÍPIO NOME DA VITIMA DATA OCUPAÇÃO Sobrado Antonio Epitácio da Costa 19/09/2000 Sem Terra Sobrado João Vitor de Oliveira Neto 19/09/2000 Sem Terra Sobrado Josenilton Carreiro de Melo 19/09/2000 Sem Terra Sobrado Manoel Paulo 19/09/2000 Sem Terra Sobrado Roberto Costa Araújo 19/09/2000 Sem Terra Itabaiana Almir Muniz da Silva 29/06/2002 Liderança Itabaiana Francisco Moreira da Silva 01/08/2002 Posseiro Itabaiana Francisco Moreira Filho 01/08/2002 Posseiro Itabaiana Genildo Alves 01/08/2002 Posseiro Itabaiana Moacir Muniz da Cruz 01/08/2002 Posseiro Itabaiana Pedro Muniz da Silva 01/08/2002 Posseiro Itabaiana Severino Inácio F. da Silva 01/08/2002 Posseiro João Pessoa Frei Anastácio Ribeiro 18/06/2002 Politico João Pessoa Pe.Luiz Couto 23/08/2002 Politico Santa Rita Ivanildo Soares 13/06/2002 Posseiro Santa Rita José Gomes 13/06/2002 Posseiro Santa Rita Josias Pereira Nunes 13/06/2002 Posseiro Ingá João Luiz da Silva Filho 13/06/2002 Posseiro Mogeiro Frei Anastácio 26/05/2003 Político Santa Rita Ivanildo Soares da Silva 28/01/2003 Posseiro Ingá Severino Luiz da Silva 08/12/2007 Liderança Ingá José Luiz da Silva 09/12/2007 Assentado Ingá José Luís e família 01/01/2008 Posseiro Ingá Posseiro da Faz. Salgadinho 04/01/2009 Posseiro Fonte: CPT Org.: SILVA, Rodrigo Britoda. Nem todos que são ameaçados, são assassinados. no que tange a ocorrência de assassinatos na Bacia, porém nenhum tipo de assassinato deve ser ignorado. Contudo sabemos bem que esse tipo de prática é bastante comum quando falamos de conflitos territoriais, e que muitos processos ainda estão em andamento, além disso, os camponeses que são assassinados vítimas de acidentes, pese a isso para mascarar os dados foram registrados três (3) homicídios, em todos os municípios da Bacia. A espacialização dos assassinatos no campo na Bacia pode ser observada no Mapa 03: 14

15 Mapa 03 - Espacialização das ocorrências de assassinatos por município da bacia hidrográfica do rio Paraíba- PB Fonte: CPT, 2010 Autor: SILVA, Rodrigo Brito da. Na Bacia, como foi apresentado, os conflitos são muitos variados, colocando mais de famílias que se encontra sem terra ou em situação de litígio, em confronto direto com os grandes proprietários de terra, numa área de km² bem mais que isso, pois a dificuldade em conseguir dados contínuos é muito difícil, além dos que não foram registrados, a maioria dos dados fornecidos estão incompletos, impossibilitando a visualização exata da real situação do campo na Paraíba, esses números em apenas 18 municípios, famílias sem terra, sem comida, sem educação, lutando pela necessidade e para garantir sua reprodução social, tudo isto dentro de imensidões de terras improdutivas que estão servindo apenas como forma de reserva de valor e para especulação imobiliária, terra parada também gera lucro e como ela não morre, não precisa se preocupar com o tempo, quanto mais a falta de terra para compra aumenta mais valor as terras para venda tem. E mesmo quando o camponês, sendo obrigado a trabalhar em fazendas para conseguir a subsistência dele e da família, as leis trabalhistas 15

16 são esquecidas e dão lugar a leis internas da fazenda, os que detêm os meios de produção estabelecem as leis e salários precários, muito abaixo do que é necessário Mapa 04 espacialização dos municípios com famílias em conflito na bacia hidrográfica do rio Paraíba- PB Fonte: CPT, 2010 Autor: SILVA, Rodrigo Brito da. Considerações Desde articulações com as formas primitivas, passando pelas colônias de produtos tropicais, ao trabalho escravo na produção que o desenvolvimento capitalista no campo, se deu voltado ao mercado internacional, e com a abolição da escravidão (1888) a principal mercadoria agora era e é até hoje a terra, os produtos do tipo exportação como café e a soja, plantados de acordo com as necessidades do mercado Europeu provocou um prejuízo ao produtos alimentícios como o arroz e feijão, esse desenvolvimento acelerado privilegiou poucos e penalizou os trabalhadores rurais, a maneira como o país está se desenvolvendo tem causado vários danos aos níveis de renda dos trabalhadores rurais com o desenvolvimento da produção capitalista na 16

17 agricultura tende a haver a utilização de adubos, inseticidas e uma clara robotização, se tornando a produção mais intensiva sobre o controle do capital. Só a terra não pode ser produzida a livre arbítrio do capital por isso, que desde que o Brasil foi descoberto os conflitos por terra constrói nossa história manchada de sangue e tão recente. No inicio da colonização se fez grandes doações de terra, para a produção visando o exterior logo a explicação para os latifúndios, No inicio do século XIX, a extinção do regime de sesmarias aliada à ausência de outra legislação regulando a posse das terras devolutas, provocando uma rápida expansão dos sítios de pequenos produtores, agora interessada num mercado comprador para seus produtos manufaturados, e não apenas interessado em vender escravos o Brasil proíbe o tráfico negreiro em 1850, nesse mesmo ano uma nova legislação foi criada definindo o acesso á propriedade a Lei de Terras, como ficaria conhecida, todas as terras devolutas só poderiam ser apropriadas mediante a compra e venda e que o governo destinaria os rendimentos obtidos nessas transições para financiar a vinda de colonos da Europa, matavam-se assim, dois coelhos com uma só cajadada. (SILVA, J. G, 2007) Nesse período o crescimento de pequenos proprietários de terra é grande, esses pequenos produtores têm a escolha de produzir apenas para sua reprodução social, ou com o desenvolvimento das indústrias no campo brasileiro, fornecer matérias primas a essas indústrias nascente, uma vez que os latifúndios ainda detém o monopólio doa produtos de exportação. A Reforma Agrária só será realizada quando a economia brasileira entrar numa crise profunda, e a classe dominante não tiver nenhuma saída para superar o desemprego e conseqüentemente a falta de consumo, consumo esse que faz o sistema capitalista respirar, hoje o protagonista desta luta tanto na Paraíba como no Brasil, é o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) desde sua fundação, o Movimento Sem Terra se organiza em torno de três objetivos principais: Lutar pela terra, Lutar por Reforma Agrária, Lutar por uma sociedade mais justa e fraterna. Buscam solucionar os graves problemas estruturais do nosso País.Como também o CPT ( Comissão Pastoral da Terra), com ação combativa, contra os latifúndios, a favor do acesso a terra para trabalhar. Dentro do recorte e a partir dos dados, até o momento é possível perceber que os municípios que compõem a bacia são organizados, no sentido dos movimentos sociais e não estão acomodados, pois o numero de manifestações, por exemplo, mais de 150 divididos em vários tipos de reivindicações, como: reforma agraria, combate a 17

18 injustiça e a violência, desapropriação, educação, saúde entre outros. Pelos dados estimasse por volta de 109,633 entre camponeses e simpatizantes que foram as ruas para reivindicar seus direitos, principalmente na capital do Estado João Pessoa-PB e em mais 27 estados, os manifestantes foram a diferentes locais, bloquearam estradas, marcharam, e principalmente ocuparam locais de pode político como: Assembléia Legislativa, Prefeitura, Centro Administrativo, Câmara Municipal. E os movimentos também tem suas manifestações que estão em seus calendários e que acontece todos os anos, exemplo: Romaria da Terra (MST) que luta por injustiças e violência, Protesto Sem Terrinha (MST), Dia do Trabalhador Rural (CPT,MST) e vários outros que foram registrados em nossa pesquisa. Na fase de pesquisa que nos encontramos, e a partir da sistematização dos dados apresentados neste trabalho, podemos considerar que a classe trabalhadora e camponesa se expresa hoje na Paraíba, na condição de posseiros, meeiros, assentados de Reforma Agrária, acampados sem-terra, pequenos arrendatarios, pequenos proprietarios e ocupantes sem terras. Os dados mostram que, na última década, a incidência de conflitos na bacia envolveu á classe trabalhadora e camponesa organizada, a partir dos movimentos sociais e as facções combativas da Igreja Católica, frente aos interesses das oligarquias rurais dos proprietários tradicionais de terra, junto aos seus aliados de classe, os grandes grupos capitalistas proprietários do agro negócio da cana-de-açúcar na região da Mata Paraibana. Todavia, isso não significa que os conflitos territoriais na Bacia estejam restritos a esta região. O acesso e uso de água no semi-árido se configura um dos embates de classe que envolve pequenos proprietários e assentados de Reforma Agrária e grupos empresariais capitalistas voltados para o agro negócio monocultor de grãos. Notas i Este trabalho forma parte do Projeto de construção do Laboratório de Estudos Integrados sobre Água e Território na Universidade Federal da Paraíba, Campus de João Pessoa, UFPB. Trata-se de uma parceria entre a UFPB e a Universidad de Sevilla (Espanha), US, financiada pela Agencia Española de Cooperación Internacional, AECI. ii Aluno do Curso de Graduação em Geografia da UFPB, bolsista da AECI e membro do CEGeT-PB iii Professora do DGEOC/PPGG da UFPB. Orientadora e Coordenadora do CEGeT-PB iv O Polígono das secas foi definido na seca de com km2, como área de atuação do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) foi criada na seca de , com área de atuação de km2. A SUDENE 18

19 representava uma forma de abordagem técnico-econômica, à medida que a solução hidráulica, perseguida desde a Colônia que consistiu em construir açudes e perfurar poços, tornou-se luta perdida devido ao seu manejo político clientelista, atendendo interesse específico de grupos dominantes. v A precipitação media anual deveria ser inferior a 800 milímetros. Referências ANDRADE, M.C. As lutas camponesas no Nordeste. São Paulo, Ática, COMISSÃO PASTORAL DA TERRA RELATÓRIOS DE CONFLITOS MARTINS, J. S. Expropriação e Violência (A questão política no campo). São Paulo, Hucitec, MARTINS, J. S. O cativeiro da Terra. São Paulo, Hucitec, MARTINS, J. S. O Poder do Atraso. São Paulo, Hucitec, MARX, K & ENGELS, F. A ideologia alemã. São Paulo, Boitempo, 2007 MARX, K. Manuscritos econômicos-filosóficos. São Paulo, Boitempo, 2004 MINISTERIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL. Cartilha da Nova Delimitação do Semi-árido, OLIVEIRA, A. U. FARIA, C.S. O processo de constituição da propriedade privada da terra no brasil. Anais do SINGA, Niteroi, 2009 REBOUÇA, A. da C. Água na região Nordeste: desperdício e escassez. Estudos Avançados, 11 (29), 1997 SILVA, L. O. Terras e Latifúndio Efeitos da Lei de Ed. Unicamp, Campinas- SP, SILVA,J.G. Questão Agrária. Coleção Primeiros Passos. São Paulo, Brasiliense, 2007 SMITH, N. Geografia, diferencia y políticas de escala. Terra Livre. AGB, n 19,

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