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1 "Gestão compartilhada" de Taniguchi passa longe da participação popular FOLHA POPULAR R$0,50 Curitib», 9 > 21 d. mírço d. 1«7 Ano II -N* 35 Lemer gasta R$ 17,5 milhões em prop ^anda em um mês Um ikibk i ut mi "J> >'<"* l "" c ' l'"-'' 1 -'"" n ', ' ICS ' mão. dos dtpuudos ponder as pe.gunus de jorní- «ladu.» paranaenses Uslas sobie o assumo Na Atmosua que 9 So.erno leme. sembk,a 1 eeijauva, aban, ada.astou M 17 5bl 218.V. com govermsla ado.a a talu.a de.bl,c,dalk- en, mverthu *«" N»*!"""* *'S!" «.icine dü mtouo.isoes pioptislos poi A.ni.mn.i UC M-M.I Mil IIUKI depulados da oposkao Di.mup.ii.i comituii nww *!' p^uu» ou ora de «O d.sso, o depu,ado 1). 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Escolha sua seleção para a Copa do Mundo Nosso colunista J. de Adelaide lança o desafio: escale a seleção brasileira que, daqui a um ano, deverá disputar a Copa do Mundo da França. Ele mostra que o técnico Zagallo já tem sua equipe formada, a menos que contusões ou fatores extra- campo impeçam a participação de um ou outro dos 11 da preferência do treinador. Você pode escrever, telefonar, passar um fex ou para a Folha Popular (endereço no Expediente). Quinzenalmente, estaremos publicando os resultados. Página 10 Curitiba discute PlanoDiretor Página 6 Página 4 Adiada decisão sobre conselheiros tutelares A questão dos direitos trabalhistas dos conselheiros tutelares, uma das principais polêmicas da 1" Conferência Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, encerrada terçafeira, 27, teve sua decisão adiada pela Câmara dos Vereadores para esta segunda-feira, 2 de junho. A prefeitura quer que os conselheiros ganhem R$ 597,00, com dedicação exclusiva, mas Atlético pode ser suspenso por um ano O Superior Tribunal de Justiça Desportiva- STJD julga no próximo dia 5 o processo sobre as denúncias de compra das arbitragens no futebol brasileiro. Estão envolvidos o ex-presidente da Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol-Conaf, Ivens Mendes, e os presidentes do Atlético Paranaense, Mário Celso Petraglia, e do Corinthians sem férias, 13 salário, licençamatemidade e outros direitos. Como o prefeito Cássio Taniguchi tem ampla maioria na Câmara, sua posição deve prevalecer. A Conferência também teve um aceso debate sobre outras duas questões: a extensão do expediente das creches de 10 para 12 horas e a redução da jomadade trabalho dos servidores das creches de oito para seis horas diárias. Página 7 Paulista, Alberto Dualib. O Atlético, suspeito de ter sido beneficiado em partida contra o Vasco da Gama no ano passado, pode ser suspenso por até um ano. O futebol paranaense enfrenta um novo escândalo: o árbitro Valdir de Córdova Bicudo acusou o presidente do Coritiba, Joel Malucelli, de ter tentado suborná-lo. Página 10 Governo Lerner enfrenta seu pior momento Página 3 O prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, lançou o programa Prefeito no Bairro, anunciando que ele e sua equipe estariam "prestando contas das obras realizadas" nos bairros da cidade, "apresentando os projetos para os próximos meses e ouvindo a comunidade, na pessoa de seus líderes". Mas, no ato de lançamento, a participação das lideranças do movimento popular ficou limitada às perguntas dirigidas ao prefeito por escrito. Segundo alguns líderes comunitários, não basta simplesmente expor projetos e prestar contas: é necessário que a própria comunidade tenha o direito de dizer o que precisa ser feito, como, quando e onde. A "gestão compartilhada" é considerada por Taniguchi como um dos três principais eixos de sua administração- os outros são a geração de empregos e a integração com a Região Metropolitana. Na Câmara Municipal, enquanto a maioria govemista elogia a abertura que o atual prefeito dá para o diálogo com os vereadores, representantes da oposição dizem que o que existe é submissão à prefeitura e esperam a discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias para testar o grau de abertura da administração às reivindicações da população. A realização do Encontro sobre Participação Popular e Controle Social, dia 25, com a presença de dezenas de membros nãogovemamentais dos conselhos da Criança e do Adolescente, de Saúde e de Assistência Social, mostra que o tema está na ordem do dia. Página 5 Tribunal pode seqüestrar bens do governo O Tribunal Regional do Trabalho-TRT poderá determinar o seqüestro dos bens do governo do Estado para pagar os precatórios trabalhistas devidos aos servidores públicos. Esses precatórios somam cerca de R$ 40 milhões. que deveriam ter sido pagos em dezembro de 96. O governo propôs aos servidores o pagamento parcelado a partir de julho próximo, mas com prazo de dois anos para a quitação do débito. Os servidores rejeitaram a proposta. Página 8 VOLTA PARA CASA S.A.H., 10 anos, está voltando definitivamente para a casa de sua mãe. Ele é um dos tantos meninos e meninas que vivem nas ruas de Curitiba. Mas, agora, garante: deixou a cola e vai para a escola. Página 7 Teatro Guaíra traz risco para seus profissionais O sistema de fiação elétrica do Teatro Guaíra necessita de uma reforma total, o que nunca foi feito desde que o teatro existe. Existe risco real de um incêndio, com perigo para a vida dos profissionais que lá trabalham e do próprio público que comparece aos espetáculos. Mas os funcionários do Guaíra têm também outro motivo de queixa: eles querem a incorporação aos magros salários da gratificação por espetáculo. Página 8 Por que o mistério em torno da Renault? Nossos colunistas Antônio Maria e Teresa Urban cobram explicações sobre o misterioso protocolo firmado entre o governo do Paraná e a montadora Renault. O segredo mantido pelo governo em torno do protocolo foi o motivo para o bloqueio, pelo Senado Federal, dos empréstimos externos pedidos por Lemer. Páginas 3 e 6

2 Página 2-31 de maio a 14 de junho/97 Opinião A baderna, segundo FHC O presidente Fernando Henrique Cardoso tentou, na semana passada, assumir a iniciativa do processo político, depois que as denúncias de compra de votos de deputados, na votação da emenda da reeleição, feriu fundo a credibilidade de seu govemo. FHC deu o grito, logo seguido por seus principais aliados e pelos principais meios de comunicação: "Basta de badema!" E assim, aprendemos com o professor FHC que badema é uma manifestação de sem-terra e trabalhadores urbanos em Brasília; badema é uma afirmação do líder sem-terra Stédile de que este govemo não tem propostas para resolver os problemas do país e tem medo de apurar as denúncias de corrupção e de compra de votos; badema é os sem-teto exigirem casa para morar. Para o professor Fernando Henrique, o assassinato de três sem-teto pela PM não é badema. Esse conceito é admiravelmente incorporado pelos aliados de FHC. O govemador paulista Mário Covas, por exemplo, que no episódio de Diadema comportou-se como um molenga("eunão sabia"), desta vez assumiu a defesa ativa dos policiais, por mais que os depoimentos e as imagens confirmem que se tratou de puro e simples assassinato. O novo ministro da Justiça (isso mesmo, da Justiça), íris Rezende, antes mesmo de assumir o cargo, saiu-se com a monumental frase: "Às vezes, o crime é inevitável". O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, sempre 90 lado dospoderosos, faz coro com FHC. Mas, felizmente, parece que a população brasileira tem, cada vez mais, um entendimento diferente. Mais de 90% quer a CPI da compra de votos; mais de 80% apoia a reforma agrária; e a popularidade do govemo FHC despenca, segundo o insuspeito Ibope. Quando o presidente da República clama contra a baderna, nessas condições, o sentido é claro: trata-se de um govemo que não tolera oposição e que, paradoxalmente, não tem maioria ideológica, mas sim fisiológica. E que caminha a passos largos para uma ditadura disfarçada. í D* M MWHA MAO, mtua ÍAÃO,,. ^ Reage Brasil pede a CPI Wfif/CÃO COffW/PCÃO Pela CPI O deputado Ângelo Vanhoni (PT) foi um dos parlamentares que foram à rua colar cartazes, no lançamento da campanha pela instalação da CPI da Reeleição. Dia 3 de junho vai haver um ato em defesa da CPI, a partir das 15h, na Boca Maldita, em Curitiba Volta a crescer o desemprego em Curitiba e RM Depois do aumento da oferta de trabalho, que já é uma tradição de final de ano, voltou a crescer o desemprego na Região Metropolitana de Curitiba. A taxa de desemprego na região, calculada pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Dieese/Ipardes, no mês de fevereiro, foi de 13,5%, aumentando para 139 mil o número de desempregados na Grande Curitiba. Desde o inicio do ano, mais de 20 mil pessoas perderam seus postos de trabalho. A construção civil foi o setor que registrou maior redução no nível de empregos, com a eliminação de dois mil postos de trabalho (-2,5%), seguido da indústria de transformação. que fechou três mil postos, mas cuja taxa de desemprego ficou em -1,9%. Vem se reduzindo, gradativamente, o contingente de trabalhadores autônomos. A PED estima que nove mil postos de trabalho autônomo foram extintos. Ao todo, somam 187 mil trabalhadores na condição de autônomos em Curitiba e Região. A Pesquisa - A Pesquisa de Emprego e Desemprego na Grande Curitiba está há dois meses atrasada. Diversos problemas técnicos na rede de computadores da PED no Ipardes vêm atrasando a divulgação dos dados desde o início do ano. Na próxima semana, a equipe responsável deverá estar divulgando os resultados da pesquisa do mês de março. Depois da luta contra a privatização da Vale, movimento quer anulara reeleição Acoordenadoria do movimento Reage Brasil resolveu utilizar a capacidade mobilizadora que adquiriu durante a campanha contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce para fazer oposição a outras decisões políticas, sociais e econômicas do govemo federal. Durante a campanha da Vale, o movimento conseguiu unir diversos partidos políticos, sindicatos, movimentos estudantis e populares, além de organizações como a OAB. Após o escândalo da compra de votos de deputados federais a favor da reeleição, o movimento resolveu ir às ruas e dar apoio aos deputados e senadores de oposição que pedem a CPI dos votos. O movimento começou sua campanha a favor da CPI na sexta-feira, dia 23 de maio, na praça Rui Barbosa, com a colagem de cartazes, panfletagem e uma lista para recolher assinaturas da população. Segundo Narciso Pires, um dos coordenadores do movimento, as outras cidades brasileiras também estão se organizando. "A nação inteira sabe que não são só os deputados do Acre os envolvidos, todos sabem que vários políticos do govemo estão envolvidos", afirma Narciso. Narciso conta ainda que se a oposição conseguir uma CPI e for comprovado o envolvimento do govemo na compra de votos, a aprovação da emenda da reeleição na Câmara dos Deputados poderá ser anulada. I r l trodiemas com sua comunicação? Procure a CooperCom Reportagens * Hedaçso e en vío de reieases * Cobertura de eventos^ * Redação de maténas e artigos* Edição de jornais eboietins Planejamento eassessoria de Rekções Públicas Promoção de eventos ' Campanhas pubkitárias Produção gráfica (panfletos, folders t cartazes, mala-direta etc) Assessoria para atividades de formação sobre meios de comunicaçâono Brasil e no mundo (o que sâo t : como fundonam, attemativas e tuta pela democratização). R. Mal. Fíoriano Peixoto, andar Cep Cuntiba/PR fone/fax (041) COOPSCOM Trabalhadores da GM protestam nos EUA No dia 14 de março, operários da General Motors- GM em Fort Wayne, no Estado de Indiana, EUA, interromperam o trabalho para protestar contra o não atendimento de uma série de reivindicações que vêm fazendo há um ano, especialmente contra o número reduzido de trabalhadores empregados na montagem do Chevrolet Silverado e da picape Sierra, dois de seus veículos mais vendidos. "Amão-de-obra aqui está tão escassa que, às vezes, é difícil encontrar alguém que nos substitua para uma ida ao banheiro", protestou um dos empregados. O presidente do sindicato local disse que a contratação de trabalhadores é apenas uma das 100 reivindicações na lista entregue aos administradores da GM. Paralisações em montadoras e fábricas de peças da GM nos EUA e no Canadá, nos últimos 12 meses, resultaram em perdas de 300 mil veículos e em prejuízos, para a montadora, calculados em US$ 1,5 bilhão. PROTESTOS NA ALEMANHA, HUNGRIA, CORéIA, ITáLIA... Durante vários dias de março, os mineiros alemães fizeram grandes manifestações contra o plano de corte dos subsídios à indústria do carvão, que eliminará 50 mil postos de trabalho até o ano Cerca de dez mil mineiros bloquearam as principais ruas de Bonn, sede do govemo alemão. O govemo alemão cedeu e voltou atrás. Na Hungria, trabalhadores rurais ocuparam no inicio do mês de março as principais ruas de Budapest num protesto contra a política fiscal do govemo, que asfixia a atividade agrícola. Os sindicatos sul-coreanos, fortalecidos após o movimento grevista vitorioso que conseguiu impedir a execução das novas leis trabalhistas, partiram para uma nova mobilização, desta vez para obter um reajuste salarial de 10,6%. Na Itália, quatrocentos mil trabalhadores, vindos de todo o país, se reuniram em Roma, no sábado, dia 22 de março, num gigantesco e imponente protesto, convocado pelas centrais sindicais italianas, contra o desemprego. FRANçA PERSEGUE TRABALHADORES IMIGRANTES Grandes manifestações aconteceram na França em protesto contra a lei Dehré, que fez de cada cidadão um auxiliar da pohcia. Pela lei, cada cidadão francês é obrigado a denunciar à polícia o estrangeiro que hospedou em sua casa. A revista francesa UEvénement du Jeudi, num artigo de capa denominado "Após a fratura social, a fratura moral", afema que o verdadeiro problema não é a imigração, mas o desemprego. "E o desemprego que favorece a miséria, transforma as periferias em zonas perigosas, fevorece o tráfico de toda espécie, suscita a violência... Fazer dos trabalhadores imigrantes o bode expiatório desta situação insuportável é evitar que a responsabilidade da política econômica seja posta em causa". Cepat Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores FOLHA POPULAB é um jornal de propriedade da Cooperativa de Comunicação Ltda-CooperCom, CGC: / Endereço: Av. Marechal Floriano Peixoto, o andar - conj. 1002, Centro, Curitiba, Fonefax (041) Editor Chefe: Roberto Salomão Diretora de Redação: Léa Okseanberg Coordenação do Projeto: Maria Lúcia Becker Distribuição: Edmar Pereira dos Santos Projeto Gráfico: Simplicità Comunicação - (041) Editoração Eletrônica: CooperCom Fotolito e Impressão: Editora Helvetica - Fone/Fax: (041) As matérias assinadas não refletem, necessariamente, a opinião deste jomal

3 31 de maio a 14 de junho/97 - Página 3 [Solítica INFERNO ASTRAL Lerner vai de tropeço em tropeço Governador enfrenta dificuldades partidárias, queixas de deputados, bloqueio do Senado e até críticas dos aliados O governador Jaime Lemer fez aniversário em dezembro mas, em termos políticos, seu inferno astral ocorreu em maio- e pode se manter em junho. Primeiro foi a negativa do diretório regional do PSDB lemreceber sua filiação, na tumultuada reunião do dia 12 de maio. Quatro dias depois, ele Jevou um "puxão de orelhas" da «direção nacional do PDT, partido ao qual está filiado há 15 anos. Lemer foi ao Rio de Janeiro para um encontro com o ex-governador Leonel Brizola, principal cacique pedetista. Havia até ameaça de expulsão do govemador paranaense, que há mais de dois meses ensaiava sua mudança para outra sigla. Esta tendência, aliás, não foi abandonada, embora Lemer e seu grupo estejam esperando baixar a poeira depois da recusa do PSDB. A Assembléia Legislativa abriu no dia 20 de maio outra frente de combate ao governador: o deputado Aníbal Khury decretou que não haveria mais quórumpara instalação de sessões enquanto Lemer não fizesse a reforma do secretariado. "A situação está insustentável. O governo paralisado e todos os aliados insatisfeitos", disse o deputado. Uma semana depois, os parlamentares continuavam sem trabalhar e apenas na terça-feira, dia 27, o governador anunciou uma meiasola no seu primeiro escalão (veja quadro abaixo). O lance mais comj) et ente dessa mudança foi, certamente, a indicação do ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, para a Casa Civil Político hábil, Greca ajudará a acalmar os ânimos dos deputados que, desde o início do govemo, vêm batendo de frente com a incapacidade de articulação do ex-titular da Casa Civil, Giovani Gionedis - conduzido pela reforma à Secretaria da Fazenda. O ex-secretário da Fazenda, Miguel Salomão, por sua vez, foi para a Secretaria de Planejamento, onde estava Rafael Greca. Essa dança de cadeiras não lembra uma brincadeira de criança? Mas a presença de Greca na Casa Civil traz ainda uma outra vantagem para Lemer: o exprefeito fica com possibilidades reduzidas de viajar pelo interior lançando programas, fazendo reuniões com prefeitos e lideranças de diversas áreas. Estas viagens, na verdade, tinham objetivo de pavimentar o caminho de Greca como candidato à sucessão de Lemer ou ao Senado Federal O governador, entretan- to, quer manter o comando da situação e prefere reduzir as rédeas, colocando a habihdade política de Greca a seu serviço mais direto. Para completar o inferno astral do mês de maio, Jaime Lemer sofreu uma grande derrota também no Senado Federal: a Comissão de Assuntos Econômicos decidiu bloquear os três empréstimos externos do Paraná que estavam em tramitação - somando quase US$ 500 milhões, enquanto o governador não divulgar o protocolo assinado com a montadora francesa Renault. Os senadores desconfiam que Lemer comprometeu as finanças do estado para atrair a fábrica de carros. O próprio governador admitiu, no ano passado, que o govemo prometeu entrar com 40% do capital da empresa, ou conseguir empresários brasileiros que participassem desse capital Além disso, deu o terreno, a terraplanagem e toda a infraestrutura de energia elétrica, água, estradas, ligação ferroviária, cais no Porto de Paranaguá etc. etc. Os senadores querem saber quanto exatamente está custando tudo isso aos cofres públicos e se as concessões às multinacionais não inviabilizarão o pagamento dos empréstimos que o estado quer fazer no exterior. Além da Renault, que na verdade recebeu os maiores benefícios, Lemer ofereceu vantagens ainda para conseguir atrair a Volkswagen/ Audi, a Chrysler e várias fornecedoras de autopeças que devem se instalar nas proximidades de Curitiba. O govemadortem usado todos os seus pronunciamentos púbhcos e entrevistas para colocar a culpa das dificuldades do estado nos senadores Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PSDB), a quem acusa pela paralisação dos empréstimos. Em uma solenidade realizada no dia 26, Lemer referiu-se a eles como "carrascos e traidores do Paraná". Mas o terceiro senador paranaense, José Eduardo de Andrade Vieira, exdono do Bamerindus e político mais vinculado ao esquema do governador, estranha o fato de Lemer desejar tanto esconder o contrato da Renault. "O que será que existe de tão secreto neste documento?", perguntou José Eduardo na semana passada. Outros aliados do governador têm feito críticas, nas últimas semanas, à sua dificuldade de atuação política. Ovice-prefeito de Curitiba e ex-deputado Algaci Túlio- que até o final do ano passado era líder do PDT na Assembléia Legislativa-fez um pronunciamento contundente em seu programa, na Rádio Clube de Curitiba, no sábado, dia 25. "Não é possível que os secretários de estado fiquembrigando dentro do Palácio Iguaçu e o governador não feça nada. Ele precisa sair do seu gabinete e ir ver as dificuldades do povo, nas ruas" disse Túlio. Apropria vice-govemadora Emília BeKnatti, reconheceu, dois dias depois, que a demora de Lemer em definir o novo secretariado está prejudicando todo o govemo. "E triste que as coisas tenham chegado a este ponto. Precisamos sentar e conversar para superar o impasse", disse ela, em visita aos deputados que continuavam sua greve branca, recusando-se a votar os projetos de interesse do govemo. Resta saber se as mudanças anunciadas na semana passada serão suíicientespara desarmar as intrigas e permitir que o govemo retome seu ritmo, perdido desde o final do ano passado. Uma dificuldade adicional é a falta de dinheiro, tanto de repasses do govemo federal quanto dos empréstimos externos, que continuam bloqueados. Uma equação difícil, sem dúvida, para o governador que está na reta final do mandato e precisa mostrar realizações, se desejar concorrer à reeleição. A grande vantagem de Lemer é que, por enquanto, a oposição está dividida. Álvaro Dias, do PSDB, Roberto Requião, do PMDB e até José Eduardo de Andrade Vieira, do PTB, sonham em ocupar o Palácio Iguaçu em O "desabafo" de Algaci Ovice-prefeito de Curitiba, Algaci Túlio (foto ao lado), fez sábado, 24, duras críticas ao govemo Jaime Lemer, que apoia, em seu programa na Rádio Clube Paranaense. Na 2 a feira, 27, o PT estadual pôs as declarações em seu programa no horário gratuito do TRE. No dia seguinte, Algaci disse que o PT tinha feito uso indevido de suas declarações, mas garantiu que não retirava uma só palavra do que havia dito. Inclusive quando diz que o govemo é politicamente "um desastre ". Abaixo, algumas das declarações de Algaci: "Ninguém mais suporta essa indefinição do governador Jaime Lerner. " (sobre a demora na reforma do secretariado e na definição por outra legenda partidária) "Até a dona Fani, esposa do governador, me confidenciou que não está mais agüentando esta situação. " (aqui, Algaci avançou perigosamente no terreno pessoal) "A vice-govemadora está jogada num canto como eu estive quando fui vice-prefeito do Jaime em Curitiba. " (Algaci poderia ter comparado a situação da vice de Lemer, Emília Belinatti, com a sua própria situação atual, como vice de Cássio Taniguchi) "Se eu fosse adversário político dele certamente falaria outras coisas. " (Algaci diz que é amigo de Lemer, mas a frase soa evidentemente como ameaça) A "reforma" de Lerner A esperada refontoa no secretariado do governador Jaime Lerner foi, como outras tantas decisões suas, muito sofrida. Na terça-feira, 27, Lemer anunciou as mudanças. Confira: Rafael Greca deixa ^Secretaria de Planejamento e acumula a Casa Civil e a Secretaria de Govemo; Giovani Gionedis deixa a Casa Civil e vai para a Fazenda; Miguel Salomão deixa a Fazenda e passa para o Planejamento; Heinz Herwig substitui Deni Schwartz na Secretaria dos Tnmsportes; Manoel Garcia Cid substitui Murta Rámalho na presidência do Síxnw&K/o OPINIãO Lerner de bronca com o Senado Mas por que ele não mostra o protocolo da Renault? Engraçado ver o governador Jaime Lerner acusando os senadores Roberto Requião e Osmar Dias ^e estarem trabalhando contra o ; Paranápornãodarempermissão para a liberação de empréstimos para o estado. Lemer coloca a população contra osdoisporque sabe que essa é a única maneira dele passar por vítima perante a opinião pública. Na verdade, vítima é o povo do Paraná, que não sabe o buraco financeiro no qual Lemer está colocando o estado. Vale perguntar porque ele não mostra o protocolo assinado com a montadora francesa Renault para os senadores. Sabem por quê? Porque vai aparecer a falta de transparência e vergonha, vai mostrar porque nos próximos 10 anos o estado vai ter que dar subsídos aos franceses, conseguir parceiros e investir quase 500 milhões de dólares na fábrica. Uma fábrica que vai produzir carros obsoletos, de fábricas desativadas na Europa por terem dado um prejuízo de mais um 1 bilhão de dólares à montadora francesa. Para o íntimos, Lemer já admite preferir abrir mão da Renault a ter que expor seus compromissos secretos ao Senado Federal. Lemer tem muito mais a esconder. Os Jogos Mundiais da Natureza também são algo pra lá de secreto no Palácio Iguaçu. No primeiro orçamento, estava previsto um gasto de 80 milhões de dólares, mas o valor subiu para 150 milhões. Quanto dinheiro vai ser gasto nestes Jogos que não valem para nada, apenas para promover o govemo do senhor qualidade de vida? Lemer aproveitou para dar uma mãozinha à sua filha, a jornalista Dana Lemer, sócia da assessoria de imprensa Página 1. Adivinha quem ganhou a "concorrência" para fazer a divulgação dos Jogos Mundiais da Natureza? A filha do govemador. O secretário do Meio Ambiente, conhecido nos meio empresariais como "Japonês", é outro que está dando duro para organizar o evento. Perguntar não ofende. quanto é que ele gastou para construir os pavilhões de eucaüpto em Foz do Iguaçu? Dizem que 18 milhões, 50%, 50%. PRIMEIRO NA FOLHA Quando se erra é preciso fazer uma reflexão, quando se acerta valejogar um confete. Semanas atrás, quando o jomal "O Globo" deu duas páginas inteiras sobre o esquema envolvendo o empresário Mário Celso Petraglia, sócio da Inepar e presidente do Atlético Paranaense, o Brasil ficou indignado. Boa matéria, de grande repercussão, pena que a Folha Popular, através desta coluna, tenha antecipado tudo isso. David contra Golias. Antônio Maria dotícías da A passagem do vereador Ailton Araújo, do PMDB para o PDT, depois de eleito 2 o vic^-presidente da Câmara Municipal, deu ensejo ao diretório do PMDB em Curitiba a pedir que o cargo seja preenchido por alguém do partido. Para muitos, o cargo deveria ter sido devolvido espontaneamente pelo próprio vereador no ato de filiação ao PDT. O vereador Rui Hara, PDT, vai estar à frente da recepção ao imperador do Japão que chega a Curitiba no dia 6 de junho. O séquito que acompanha Akihito e Michito deve ser enorme porquê o Hotel Bourbon foi reservado inteirinho para hospedar os japoneses. Joige Bemardi, PDT, foi reeleito para a presidência da Uvepar - União dos Vereadores do Paraná. A instituição conta com o apoio de 399 Câmaras Municipais em todo o Estado. Os números são bastante expressivos. Aliás, nesta reunião da Uvepar, no último fim de semana, o discurso do prefeito Taniguchi demonstrou que nunca os vereadores tiveram um relacionamento tão bom com o Executivo. Palavras textuais: "A aprovação destas leis (referindose a programas ambientais) será realizada com tranqüilidade, uma vez que os vereadores estão participando ativamente dos projetos e decisões da Preíèitura, num trabalho conjunto". J.F.S

4 Página 4-31 de maio a 14 de junho/97 Eolítíca MISTéRIO Folha Popular sumiu das bancas Inexplicavelmente, a edição n" 35 da Folha Popular (8 a 21 de março de 1997) sumiu das bancas de Curitiba no primeiro dia de distribuição. Uma das reportagens publicadas naquela edição mostrava os gastos de publicidade do governo Lerner.Para compensar o leitor pelo estranho sumiço de alguns milhares de exemplares, transcrevemos a reportagem na íntegra. Talvez o leitor veja no texto abaixo a explicação do nebuloso episódio: Dossiê mostra gastos do governo Lerner Governo nega autenticidade ao documento, mas admite muitos desgastos O governo do Paraná gastou R$ ,56 com publicidade em novembro do ano passado. As despesas da Secretaria de Comunicação Social constam de um dossiê de 113 páginas que está circulando há 10 dias na Assembláa Legislativa. São documentos, chamados Pedidos de Autorização para Divulgação e Veiculação (PADV), onde aparecem as empresas recebedoras, a finalidade da despesa, o órgão pagador, o valor da fatura e a comissão paga pdo governo do estado. Os RS 17,5 milhões, gastos com propaganda em apenas um mês, seriam suficiente para construir mais de casas populares, no módulo de 44 metros quadrados que é padrão da Companhia de Habitação do Paraná, ou ainda 83 escolas com cinco salas de aula e demais dependências. O secretário de Comunicação, Jaime Lediinski, negou a autenticidade dos documentos. Segundo ele, o valor das despesas mensais de todos os órgãos do governo, com publicidade, soma cerca de R$ 2 milhões. O governador Jaime Lerner recusou-se a falar sobre o assunto quando foi abordado por jornalistas, na semana passada. Todas as explicações seriam dadas pdo secretário, informou Lerner. A veracidade das informações foi constatada pelo Folha Popular de duas formas: pelas informações do Tribunal de Contas, dadas por técnicos que preferiram não se identificar, e ainda por empresas e pessoas cujos nomes aparecem na lista de recebedores. A maior parte preferiu também não assumir publicamente a informação, mas os valores correspondiam aos empenhes da Secretaria- embora nem todos tenham sido pagos até agora. No dia 26 de fevereiro, a bancada govemista na Assembléia Legislativa derrotou um pedido de informações feito pelo deputado Florisvaldo Fier, o Doutor Rosinha, do PT. Ele queria a divulgação de todos os documentos com despesas da Secretaria de Comunicação. Agora, este pedido está saído feito na Justiça, através de uma ação cautelar encaminhada pelo deputado contra o secretário Jaime Lechinski e o governador Lerner. "Se os documentos são mentirosos, queremos analisar os verdadeiros. Os dados do dossiê são absurdos, não apenas pelos valores elevados, mas pelo fato de incluírem publicações em vários jornais do exterior ou listarem pagamentos altíssimos à empresas praticamente de fachada", disse Rosinha. Há dois anos, o deputado pedsta é membro da Comissão de Fiscalização da Assembléia Legislativa que, neste periodo, reuniuse apenas três vezes. Esta Comissão deveria fiscalizar todas as despesas do Executivo, mas os deputados ligados ao governador Jaime Lemer impedem o encaminhamento de qualquer pedido de informações ou esdarecimento. O líder do governo na Assembléia, deputado Waldir Rossoni, disse que derrotou o requerimento no caso das despesas com propaganda porque o dossiê foi forjado. Ele acusou o deputado Luiz Cláudio Romanelli, do PMDB: "O Romanelli fabricou estes papéis. Não vamos aceitar que façam um cavalo de batalha com uma coisa que já está esclaredda, está no orçamento", afirmou Rossoni. O deputado Romanelli garante que todas as dúvidas seriam sanadas se o governo entregasse ao Legislativo os documentos pedidos. Segundo ele os valores gastos com publiddade não foram altos apenas em novembro de 96. Em outubro, informou, as despe- sas da Comunicação Sodal somaram R$ 14 milhões. "O governo Lemer tem a prática mais autoritária da história do Paraná, pois nega todos os pedidos do Legislativo. Ele gasta tanto em publiddade no exterior que parece estar em campanha pela secretaria-geral da ONU, a Organização das Nações Unidas", disse o deputado. O presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Artagão de Mattos Leão, desconhecia os documentos e os valores porque o govemo ainda não mandou para o TC os demonstrativos de despesas referentes ao mês de novembro. Ele admitiu, contudo, que na apreciação das contas de 95- primeiro ano de governo de Lemer- o Tribunal anexou alguns aconselhamentos em relação aos gastos de publiddade, que somaram R$ 35 milhões durante o ano. "Há um certo exagero nas despesas, inclusive se comparadas com períodos anteriores, e aconselhamos que o governo tivesse mais cuidado com o dinhdro público", disse o conselheiro Nestor Batista, que foi relator do processo de prestação de contas de 95 e coordena, no Tribunal, a inspetoria encarregada da Secretaria de Comunicação. Segundo ele, o maior gasto com propaganda do ex-governador Álvaro Dias foi em 1989, com R$ 12 milhões, enquanto o ex-governador e atual senador Roberto Requião gastou cerca de R$ 15 milhões em 93. O deputado Rosinha lembra que os investimentos publicitários elevados são uma marca das administrações de Jaime Lemer. Em 92, quando ele era prefeito de Curitiba, o munidpio gastou US$ 2,6 milhões, o equivalente às despesas dos estados de Santa Catarina, Espírito Santo e Distrito Federal juntos. Os dados, coletados pela empresa Nielsen Serviços de Mdia, apontavam, naquele ano, que o govemo do Paraná pagou US$ 5,1 milhões aos veículos de comunicação. Lerner é interpelado na Justiça O deputado Dr. Rosinha (foto), do PT, representado pdo advogado Genésio de Natividade, está interpelando judidalmente o governador Jaime Lemer e o secretário de estado da Comunicação Social, Jaime Lechinski, que se negaram a atender, conforme a Id exige, ao requerimento administrativo protocolado em 4 de março. No requerimento, Rosinha pedia informações sobre os gastos com publiddade do govemo Lemer. O govemo tinha prazo de um mês para atender ao requerimento, mas, segundo o texto da interpdação, "emtotal desapreço ao legítimo dirdto do Requerente, e também em total desapreço às normas censtitudonais, que asseguram o dirdto de petição (...) até a presente data não se dignaram a responder e fornecer os dados e documentos solicitados referentes aos gastos da púuiddade da Administração Direta e Indireta (...)". A interpdação juddal exige as mesmas informações sobre os gastos com publiddade e dá prazo de 15 das a Lemer e Lechinski para as respostas. Em caso contrário, governador e secretáno podem ser responsabilizados judlaalmente, de acordo com o artigo 27 da Constituição do Estado do Paraná, que diz, em seu parágrafo 8 o : "A sonegação e o fornecimento incompleto ou incorreto ou a demora na prestação de informações públicas importam em responsabilidade, pimtvel na forma da lei." Além da interpdação, o deputado Rosinha deve nos próximos dias pedir ao Tribunal de Contas do Estado as informações solidtadas em requerimento de autoria do deputado Caíto Quintana (PMDB), aprovado pela Assembléia Legislativa em dezembro de 96. Também esse requerimento era sobre os gastos do govemo Lemer em publiddade. Temer: muita propaganda, neuznaexps^ ( T)evem ser sócios 99 No espaço dos Pedidos de Autorização para Divulgação e Vdculação onde deve constar o objetivo da despesa, é possível encontrar várias justificativas, desde "publiddade legal", publicação de avisos e editais, até "divulgação de ações do govemo do Estado" ou "divulgação de matérias de interesse da Fundepar". O deputado Romanelli somou alguns valores pagos à empresas fornecedoras e denunda a existência de grandes interesses envolvidos nas despesas de publicidade ofidal. "Algumas agendas ou produtoras de vídeo devem ser sodas do Jaime Lechinski, de tanto dinhdro que recebem do govemo", disse o deputado, dtando que também a agenda Singular, de propriedade da ex-secretária de Comunicação Sodal, Cila Shulmann, recebeu R$ 13,6 mil em novanbro para prestar assessoria de imprensa na cobertura dos Jogos da Juventude. O secretário de Esportes e Turismo, Oswaldo Luiz Magalhães dos Santos, informou que os Jogos da Juventude e o lançamento dos Jogos Mundias da Natureza, que aconteceram em Foz do Iguaçu em novembro, foram responsávds pdo grande investimento em publiddade realizado naquele mês pela Paraná Esporte, üitià autarquia ligada à sua Secretaria: R$ 1,3 milhão. Segundo ele, parte deste dinhdro foi paga pelo Ministéno dos Esportes, do govemo federal. Na relação de comunicadores que receberam do govemo paranaense naquele mês, estão dezenas de profissionais ligados à área esportiva, em rádios e televisões, como Camdro Neto, Luiz Augusto Xavier, Rosildo Portda e outrosque receberam R$ 5 mil cada. O secretário Jaime Lechinski reconheceu o pagamento aos comunicadores, mas garantiu que osdlam entre dois a três mil reais por mês. Segundo ele, trata-se de propaganda legal do govemo nos programas comandados por estes profissionais. Os dois primdros nomes da lista da Secretaria de Comunicação, por terem recebido os maiores valores, são o do colunista sodal e atual vereador pelo PFL Dino Almdda, da "Gazeta do Povo", com R$ 20 mil, e o vice-prefdto de Curitiba, Algàd Túlio, com R$ 12,5 mil; Em novembro de 96, Túlio era deputado estadual e ocupava a liderança do governo na Assembléia Legislativa. Ele comanda um programa de duas horas na Rádio Clube Paranaense e reconheceu que recebe verbas mensais do govemo. "Não chego a receber R$ 12 mil, talvez neste valor esteja somado a parte da Rádio. Minha pareda é de cerca de três mil, mas acho que é pouco, pelo meu valor e por ter sido líder do govemo durante dois anos, garantindo muitas vitórias na Assemblda. Seria até idiotice que eu, homem ligado ao govemo, não recebesse uma parte das verbas de publiddade", afirmou o viceprefdto. Deputado denuncia desvios O deputado Rosinha denunda ainda a existência de desvios da finalidade dos recursos, como no caso do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (IPE), que gastou R$ 2,2 milhões com publicidade em novembro último, segundo o dossiê. O presidente do Instituto, Edson Fischer da Silva, não quis comentar o caso, alegando que assumiu o cargo há menos de um mês. "O IPE está falido, devendo mais de seis meses para os hospitais conveniados e prestando um péssimo atendimento aos segurados", afirmou Rosinha. O secretário Jaime Lechinski novamente negou estas despesas. Segundo ele, o IPE não pagou mais do que R$ 200 mil na publicação de avisos e editais. Lechinski não sabia ainda qual atitude tomar em relação ao dossiê, mas pretendia fazer uma consulta ao departamento jurídico do govemo. "Vamos adotar medidas mais drásticas e descobrir de onde saíram estes papéis apócrifos. Só um maluco poderia gastar tudo isso em um mês", disse o secretário. Ele informou que o govemo não paga a publicação de "releases" (matérias de autoria das assessorias de imprensa) e que as veiculações de publicidade estão baseadas na mídia técnica, isto é, o jornal de maior circulação ou as emissoras de maior audiência receberiam as maiores fatias do dinheiro. As informações do dossiê, contudo, apontam grandes discrepâncias. As cinco repetidoras da Rede Banddrantes no Paraná, por exemplo, teriam recebido R$ ,50 no mês de novembro, contra R$ ,00 pagos às cinco afiliadas da Rede Globo. Em Curitiba, segundo o Ibope, a Globo tem 43 pontos de audiência no horário noturno, contra um ponto da Bandeirantes. O diretor da Rede Paranaense de Televisão, retransmissora da Globo, Francisco Cunha Pereira Filho, informou que os dados não conferem. Suas televisões teriam recebido o dobro do que consta no documento. Já o jomal Gazeta do Povo, também de sua propriedade, recebeu em novembro menos do que os R$ 692 mil divulgados. "Fiquei espantado com os números mencionados, principalmente em relação às outras empresas. Talvez isso se justifique pelo fato de viverem batendo nas portas do govemo e pedindo. Minhas empresas esperam ser procuradas e cobram sempre dentro das tabelas em vigor ", disse Cunha Pereira. Na relação de veículos que divulgaram publicidade do governo paranaense em novembro estão vários jornais estrangeiros, como o "Finandal Times", de Londres; o "Asian Wall Street Journal"; o "Clarin", de Buenos Aires, e o italiano "Corriere Delia Será" (cujo nome aparece escrito, no dossiê como Curue de La Sierra). Nestes casos, a justificativa das despesas é sempre a publicação de anúncios de concorrência internacional. Este mesmo objetivo aparece, entretanto, em despesas com os jomais "Tribuna de Guarapuava", "Tribuna de Foz do Iguaçu", "Tribuna do Povo", de Apucarana, e dezenas de outros do interior paranaense.

5 31 de maio a 14 de junho/97 - Página 5 PARTICIPAçãO POPULAR 66 Gestão compartilhada" gera expectativas e...críticas Proposta de coresponsabilidade e ação conjunta, feita por Taniguchi, passa longe da participação popular na definição das prioridades ou na discussão do orçamento municipal Oconvitepara o lançamento do programa Prefeito no Bairro, no último sábado, 24, dizia que Cássio Taniguchi e sua equipe estariam "prestando contas das obras realizadas nos quatro bairros da Administração Regional do Pinheirinho, apresentando os projetos para os próximos meses e ouvindo a comunidade, na pessoa de seus líderes". Cerca de 450 pessoas compareceram no salão nobre da Escola Social Madre Clélia. Na palestra, o prefeito apresentou seu plano de govemo, as obras realizadas e o que vai ser feito nos próximos meses. A participação das lideranças populares, no entanto, foi limitada a perguntas por escrito que, na sua maioria, ficaram à espera de uma resposta posterior da Administração Regional. "Ele devia vir no bairro para ouvir a população sobre o que está sendo mais necessário e urgente ser feito aqui na região", comentou Celso Nascimento Castilho, representante da Associação de Moradores Santo Antônio e membro da diretoria do Xapinhal. Celso teve duas de suas perguntas respondidas pelo prefeito e seus secretários, mas não ficou satisfeito; "As associações de moradores deveriam ter a oportunidade de colocar as cartas na mesa e caberia ao prefeito dizer se cada coisa é viável a curto, médio ou longo prazo. O que é gestão compartilhada? Só serve para a gaite tirar dúvidas sobre o que foi decidido por eles, se vai ser feito assim ou assado?", perguntava no final da reunião. Na avaliação de Pedro Paulo Costa, representante do Conselho Local de Saúde Concórdia, Taniguchi "deu um passo positivo, do ponto de vista de estar procurando contato com os bairros. Mas eu entendo democracia como parceria na elaboração ena discussão dos projetos. Acho que, neste sentido, ainda temos muito que avançar". Criticando anão abertura de espaço para discussão, Pedro Paulo disse que, mesmo com bastante gente, a reunião poderia ter sido organizada prevendo a participação dos presentes. "Não há democracia onde o que se espera é que as pessoas simplesmente ouçam e aceitem tudo aquilo que está sendo colocado", ressaltou.. Presidente da Organização Xapinhal, entidade que reúne 35 associações de moradores da Região Sul de Curitiba e que não foi convidada para o encontro, Pedro Paulo teve três perguntas respondidas pelo prefeito. "Estranhei que, no meio das grandes pilhas de perguntas, eu tenha sido contemplado três vezes", afirmou, lembrando porém que foram respondidas apenas as perguntas sobre obras específicas. Uma das perguntas de Pedro Paulo foi sobre a relocação das famíhas da Vila Ulisses Guimarães. Na resposta, além de dizer que a Cohab estava negociando uma parte da área que é de propriedade particular, o prefeito pediu o apoio das Associações de Moradores para impedir que as famílias construam casas nos fundos de vale. "Se houvesse oportunidade de discussão, eu teria falado que ninguém gosta de morar na beira do valetão, que se isso acontece é porque a política Conselheiros discutem participação popular Membros dos conselhos da criança e adolescente, de saúde e de assistência social estiveram reunidos no último domingo, 25, no Encontro sobre Participação Popular e Controle Social promovido pela Central de Movimentos Populares (CMP). Com a presença de 85 pessoas, o encontro teve o objetivo de fazer um diagnóstico da participação das organizações populares nos Conselhos, levantando os problemas e formas de superação das dificuldades. "Com esse encontro, queremos saber se a nossa participação nos Conselhos está sendo válida, se estamos aí só para referendar as decisões do poder público e não para formular novas políticas", disse Márcio Rojânio da Ponte Salles, coordenador da CMP. Segundo Márcio, é importante a troca de experiências e a discussão conjunta dos problemas "que são idênticos". Para Vera Lúcia Soares Peres, membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adoles- Membros dos Conselhos discutem a participação popular. cente (Comtiba), o autoritarismo do poder público é um dos maiores problemas. "Eles fazem com que as pessoas se sintam ameaçadas e assim tomem posições que favorecem as propostas governamentais", diz Vera. Nos grupos de debate, foram levantados ainda, entre outros, os problemas da falta de tempo dos conselheiros não governamentais para a participação nas atividades dos Conselhos, a falta de compreensão do papel do conselheiro frente ao poder público, a cooptação de conselheiros pela administração municipal, o fato dos representantes não governamentais não conseguirem discutir com antecedência a pauta das reuniões e a desarticulação entre os conselhos. Segundo Magda Flores, uma das coordenadoras do encontro, um problema básico a ser resolvido é a informação, tanto dos conselheiros em relação às políticas públicas como da população sobre o que é debatido nos conselhos. Associações farão luta conjunta por saúde e segurança O Encontro das Associações de Moradores da Região Sul de Curitiba, realizado no último dia 16, decidiu que a luta conjunta dos moradores, neste momento, deve ser por saúde e segurançapública. Na área da saúde, devem ser redobrados os esforços de participação ativa nas Conferências Locais, que estão sendo realiza- das nos bairros. Já a segurança pública será o tema do próximo encontro das associações, marcado para o dia 18 de julho e promovido também pela Organização Xapinhal -entidade que reúne associações dos bairros Xaxim, Pinheirinho, Alto Boqueirão e Sítio Cercado.Nesta prímarareunião, treze associações de moradores trocaram experiências e discutiram formas de superar suas dificuldades De acordo com as lideranças presentes, os maiores problemas vividos pelas associações são a demora das regionais da prefeitura no atendimento das reivindicações, a dificuldade financeira e a burocracia interna das entidades - deixar cm dia as atas, prestação de contas e registios em cai lórios. habitacional da prefeitura não Ü corresponde à demanda", afirmou opresidente do Xapinhal. Segundo ele, a Vila Ulisses Guimarães tinha 80 famíhas quatro anos atrás e hoje tem 150. "Eles foram se apertando, o parente foi dando lugar para outro que também precisava. Quer dizer, se a pessoa está mesmo sem-teto não importa se é fundo de vale ou não. Importa que ele vai fugir da situação de tirar até a comida da boca dos filhos para pagar o aluguel", concluiu. "Abertura e diálogo yy Segundo Cássio Taniguchi, a "gestão compartilhada,, se constitui num dos pontos fundamentais do seu programa de governo. Na abertura da palestra de lançamento do programa Prefeito no Bairro, Cássio disse que a gestão da cidade tem que acontecer de uma fovma democrática e aberta. "E nós não estamos aqui -secretários, vereadores e prefeito- só para ouvir elogios, não. Nós estamos aqui exatamente percorrendo todos os bairros, observando as principais deficiências de infraestrutura e de serviços. Observando o que é necessário fazer em cada ponto, cada ma, praça ou equipamento social da prefeitura, para que nós possamos prestar um bom serviço à comunidade", explicou. O plano de governo de Taniguchi coloca a gestão compartilhada como uma das três grandes linhas de atuação de sua administração. As outras duas são a geração de empregos- principalmente através do Linhão do Emprego, que cruzará doze bairros- e a integração com a Região Metropolitana. O objetivo de tornar a sociedade co-responsável pela cidade foi colocado também por alguns dos secretários municipais dentro das respostas dadas às lideranças do Pinheirinho. Por exemplo, na área de educação, caberá às próprias escolas e suas Associações de Pais e Professores administrar os recursos destinados à compra de materiais e manutenção. Outro exemplo é o Plano 1.000, onde a população beneficiada com o anti-pó paga uma parte dos custos das obras. Além do programa Prefeito no Bairro, a estratégia da gestão compartilhada pretende dar conta da ampliação da parceria entre o poder público e as empresas para a viabilização de programas sociais, como o Vale^ Creche. Dizendo que nunca teve tanta alegria com a Câmara de Vereadores, Taniguchi explicou -durante a inauguração do 13 Distrito Policial no Jardim da Ordem- que o trabalho em parceria se estende também à Assembléia Legislativa e ao govemo estadual. Submissão e falta de transparência Na Câmara Municipal, enquanto o vereador Jai r César (PDT), líder do prefeito, relata a forma "agradava epositiva" de relacionamento entre o Executivo e o Legislativo, Tadeu Venen (PT) diz que não existe harmonia e sim subserviência. Jai r César conta que os vereadores são recebidos no gabinete do prefeito, individualmente ou por bancada, sempre que querem. "O prefeito chama todos, independente de partido, coisa que não acontecia antes, quando havia sempre os privilegiados", diz César. Para ele, Taniguchi inovou, "passou a tratar os vereadores com distinção, dentro de uma proposta de trabalho em parceria ede um relacionamento harmônico e respeitoso" Quanto aos vetos do prefeito, César explica que eles aconteceram apoias no início do ano e que foram procedimentos ainda resultantes da legislatura anterior: "Hoje, como líder do govemo, tenho a incumbência de não deixar passar aqui matérias inconstitucionais e assim não há a necessidade de vetos" Já Tadeu Veneri acha que a Câmara tem um vício de origem; "Todos dependem da prefeitura e 95% dos vereadores fazeui tudo o que o prefeito quer, todos os projetos da prefeitura são aprovados sem questionamentos". Veneri reconhece, no entanto, que algo mudou na relação entre a Câmara e a prefeitura: "O Greca era espalhafatoso, desprezava os vereadores, principalmente os da oposição. Já Taniguchi faz um processo de envolvimento, admite a discussão de questões que não atingem o cerne do poder, por exemplo, o orçamento". Lembrando que no inicio de cada gestão se faz um plano plurianual para quatro anos eque a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) já foi entregue para avaliação da Câmara, Veneri diz que este será o teste da abertura do Executivo às propostas dos vereadores e da população. "Aí é que vamos saber de fato se existe disposição para o diálogo e se essa é mesmo uma gestão compartilhada", afirma, Para o petista, um dos problemas gerados pela submissão dos vereadores ao prefeito é a falta de transparência. Ele conta que defendeu a realização de uma investigação que viesse a esclarecer os curitibanos sobre a dívida da prefeitura e que nem o prefeito nem a Câmara tomaram providências a respeito. "Se a divida está em mais de 200 mi!' '. '' -r» o compro- metimento de dez meses de arrecadação", argumenta; Outro vereador preocupado com a necessidade de transparência nas contas da prefeitura é Gustavo Fruet (PMDB), que fez um requerimento à mesa da Câmara solicitando informações sobre o relatório da arrecadação tributária e o relatório resumido da execução orçamentária, que já deveriam ter sido enviados pela prefeitura epublicados pela Câmara, tal como determina a Lei Orgânica do Município. Segundo Fruet, a fiscalização é um papel essencial na açiio legislativa, "mesmo porqiu é que vamos aprovar ou não a prestação de contas". Outra preocupação de Fruet éò pedido de Antecipação de üeceita Orçamentária (ARO), no valor de 50 milhões de reais, feito pela prefeitura. Ele quer saber por que foi feito o empréstimo, qual a forma de contratação e onde foi aplicado o dinheiro "Isso é importante porque Curitiba hoje tem uma arrecadação de impostos significativa, tem na cobrança de impostos nicipais- como o ÍPTÜ- um retorno significativo, entào porque fez esse tipo de empréstimo?", p'

6 Página 6-31 de maio a 14 de junho/97 PLANO DIRETOR Seminário discute planejamento de Curitiba Às vésperas do terceiro milênio, Curitiba tenta substituir plano de I96S Conciliar cidadania e bem estar social com o desenvolvimento urbano é um dos maiores desafios das cidades no mundo inteiro. E é, também, um dos temas a serem discutidos no Seminário Municipal sobre o Plano Diretor de Curitiba, promovido pela Câmara Municipal e Comissão de Urbanismo e Obras Públicas. O Seminário teve inído no último dia 15 de maio e, até 27 de junho, discutirá seis diferentes temas que buscam definir uma estratégia de planejamento que melhor prepare a cidade para o terceiro müenio. O primeiro painel discutiu o Plano Diretor de 1965, quando estava à frente da administração de Curitiba o ex-prefeito Ivo Arzua, e que, até hoje, é o plano que vem orientando a ocupação do solo e que norteou as diversas políticas públicas adotadas pelas administrações que se seguiram No dia 5 de jimho, a Câmara Municipal sediará a discussão sobre os "acertos e desacertos da experiência de Curitiba". Os temas seguintes serão: desafios do 3 0 milâiio, metropolização de Curitiba, qualidade de vida e cidadania, planejamento urbano e desenvolvimento econômico. A partir da artigo 185 da Constituição de 1988, todas as cidades com mais de 20 mil habitantes são obrigadas a ter um plano diretor, ou seja, a planejar o ordenamento da ocupação do solo e a função social da propriedade. A dúvida é saber se estes planos serão cumpridos ou não. FALTA DE PLANO PREJUDICA MUNICíPIOS METROPOUTANOS "O plano diretor de Curitiba é elitista, baseado na segregação por renda, e se fecha em torno de uma única cidade, em detrimento dos municípios vizinhos". A opinião é da geógrafa Rosa Moura, do Ipardes, que trabalha em um projeto sobre o mapa da pobreza no Paraná. Segundo ela, a alta valorização do solo permite imensos vazios urbanos, espaços desabitados dentro da cidade, ao mesmo tempo em que impedem o acesso da população de baixa renda à capital. Por outro lado, com o preço da terra mais baixo, aumenta a procura por terrenos nos municípios vizinhos. Esse fator vem contribuindo para o crescimento populacional dos pequenos municípios da região metropolitana, hoje habitada por famílias que deixaram o interior do Paraná, após perderem suas esperanças na agricultura, e por grande número de migrantes de outros Estados. Os dados do último censo do IBGE têm apontado os municípios de Colombo, São José dos Pinhais, Pinhais, Quatro Barras, Campina Grande do Sul e Fazenda Rio Grande como alguns dos municípios que mais cresceram em todo o País. Rosa Moura alerta para a necessidade de se desenvolver um plano que seja comum aos 18 municípios que formam a Grande Curitiba, uma vez que "o crescimento desordenado de uma metrópole, que não seja compartilhado, gera a 'periferização' dos outros municípios e empurra a pobreza para fora dos limites da cidade", informou. Para ela, serão necessárias a implementação de diversas políticas públicas conjuntas para reverter a situação atual A técnica do Ipardes participará do Seminário sobre o Plano Diretor de Curitiba no dia 19 de junho. PARTICIPAçãO PúBLICA O arquiteto e urbanista Luís Henrique Cavalcanti Fragomeni, professor da Universidade Federal do Paraná e consultor na área de Planejamento, acredita ser muito positiva a participação da sociedade na elaboração do plano diretor de Curitiba. Para ele, a cidade, há tempos, possui um planejamento de ordenação do solo, mas a novidade do seminário promovido pela Câmara Municipal é o envolvimento da sociedade civil na discussão. Fragomeni aponta, entre os principais riscos da cidade, hoje, a ocupação de espaços viários importantes que impeçam o grande fluxo de veículos no centro, a dificuldade de proteção dos mananciais, em maior número na região Leste da Grande Curitiba, a falta de integração com os demais municípios, a concentração de aterros sanitários, bem como de esgoto, e a explosão demográfica da Região Metropolitana. O problema dos chamados "vazios urbanos", na opinião do professor Fragomeni, são decorrentes de especulação imobiliária, ineficiência do mercado ou de ações judiciais, emgeral a partir de disputas por herança de terra. Mas, segundo ele, há a possibilidade de o município, seja pela taxação progressiva da propriedade ou por desapropriação, resolver o problema. Fragomeni acredita que o maior desafio é o de promover o desenvolvimento urbano com bem estar social. Paraná tem déficit de 800 mil moradias Os movimentos populares denunciam, com base em dados oficiais do Ipardes, que chega a 800 mil moradias o déficit habitacional em todo o Paraná. Ou seja, 800 mil famílias não têm a tão sonhada casa própria. Para Manoel Proença, integrante do movimento de luta pela moradia, 'inexiste política habitacional no Paraná". Só na região de Curitiba, a demanda é de mais de 100 mil moradias. O movimento contabiliza as 49 mil famílias que estão na fila da Cohab e mais outras 60 mil que acredita não estarem inseridas em qualquer programa institucional. Proença afirma que os 63 milhões de reais previstos no orçamento do Estado (1997) para investimentos em moradias urbanas e rurais são insuficientes. "Com essa verba, o governo estadual levaria 36 anos para resolver o problema das 800 mil famílias. Não dá nem para começar a conversar", critica. O movimento de luta pela moradia na região de Curitiba quer a participação no Conselho Estadual de Desenvolvimento Urbano e a aprovação de um Proença. do Movimento pela Moradia projeto que tramita na Assembléia Legislativa, destinando 2% do orçamento estadual para a habitação, o que dobraria os investimentos no setor. Além disso, vem desencadeando uma campanha pela criação de secretarias municipais de habitação nos municípios paranaenses. B- O Paraná foi notícia nacional, nos últimos dias, porque a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado decidiu puxar o freio e segurar a liberação de novos empréstimos internacionais para o estado enquanto não se sabe, ao certo, quais foram as condições do acordo assinado entre o governo, o Banco do Estado do Paraná e a Renault. Demorou um ano -14 meses, mais exatamente - para que as irregularidades do caso Renault viessem á tona e ganhassem espaço nos jornais. Em março do ano passado, quando os ambientalistas começaram a denunciar as arbitrariedades evidentes, o assunto passou quase em branco. No início, a montadora francesa ganhou de presente um terreno e uma transgressão legal, pois o Distrito Industrial criado para abrigar a fábrica estava na bacia IMeío Ãmbfente Um ano depois do rio Pequeno, que abastecia a cidade, lugar onde este tipo de atividade era vetado. Depois, além do terreno, da água e da transgressão, a Renault se viu cercada de cuidados nunca vistos: foi poupada de apresentar o Estudo de Impacto Ambiental, uma exigência da qual nenhum empreendimento potencialmente poluidor pode ser dispensado; recebeu tratamento principesco por parte da prefeitura e da população de São José dos Pinhais, embalados pela promessa de milhares de empregos; foi contemplada com isenções generosas, tanto do município quanto do estado. Tanta regalia parece exagerada mas, aparentemente, os franceses exigiram ainda mais para nos dar a honra de instalar aqui sua montadora. E deve ter sido muito mais, ajulgar pelo empenho com que o govemo do estado tem se negado a divulgar o teor do acordo que assinou com a montadora. É impossível dizer quanto vale a água do rio Pequeno, sacrificado para atender a acenas uma fábrica. Os especialistas dizem que, no próximo século, a água será a mercadoria mais valiosa do planeta, Se assim for, o govemo do Paraná deu a uma fábrica de automóveis um presente de valor incalculável. Mas, segundo o senador Osmar dias, os franceses também ganharam em espécie: um empréstimo de U$ 50 milhões de dólares, a serem pagos em 10 anos, sem juros ou correção. Um presente três joli, para francês nenhum botar defeito. Os senadores brasileiros, ao contrário, suspeitam que alguma coisa não está certa e preferem conhecer a íntegra do acordo antes de liberar novos recursos para o estado. Nada mais justo, depois deste exagero de hospitalidade. Teresa Urban ARAUCáRIA Prefeitura nega; água contaminada deixa crianças doentes Casas de madeira construídas na lama, água para beber em poços com ratos e sapos, além de material químico jogado das indústrias vizinhas. O banheiro, só com vaso sanitário, é usado por mais dez pessoas. O banho, mesmo no frio, é tomado de bacia. As crianças estão doentes por tomarem a água do poço. Falta luz. Essa é a situação de aproximadamente 64 dos moradores da Vila Jardim Gabriel, antiga Ferrovila, no município de Araucária. Os moradores, cansados de tantos problemas e dificuldades, pedem uma solução imediata e afirmam que o prefeito nunca aparece na região. Segundo uma moradora, o prefeito Rizio Wachowicz (PPB) só aparecia em época de campanha e dizia que iria regularizar a situação. "Queremos uma solução do prefeito. Ele fica ameaçando a gaite, diz que vai nos tirar daqui". Um funcionário da Prefeitura entrou numa casa por volta das 21 horas e tentou destruí-la. Assustou uma moradora, uma moça grávida e uma criança com um pedaço de pau, que chegou a cair em cima da cabeça da criança. "Rizio cortou nossa água e luz. Mandou uma intimação à Copei dizendo que não era para liberar luz aqui na região", afirma a moradora Rozilda Terezinha. Na última quarta-feira, dia 21, a luz havia sido cortada logo pela manhã. Terezinha conta que já foi pedida uma máquina na Prefeitura para fazer a limpeza da rua e do terreno, mas o pedido foi negado pelo próprio prefeito, que disse que quem quiser fazer limpeza, que a faça por si mesmo. A dona de casa Glaci Aparecida de Sousa, mãe de quatro crianças, reclama da água e da falta de escola na região. Glaci conta que dois de seus filhos já ficaram doentes. "As crianças têm fortes dores de estômago, vômito e diarréia. E não são só os meus filhos, várias crianças aqui estão doentes. Tem gente que está com o corpo todo manchado, o médico do posto de saúde disse que é mi cose, devido à água do poço, que está contaminada". Segundo informações, uma empresa da redondeza já recebeu uma denúncia por jogar lixo quimico na área. Além do lixo jogado, o cheiro é muito forte porque há várias indústrias ao redor. Glad tem um filho de onze anos que não escuta e nem fala direito."gostaria de colocá-lo em uma escola especial, mas aqui não tem e não tenho como mantê-lo em Curitiba", Segundo os moradores, a escola mais próxima fica a três quilômetros da área de ocupação. "Como é muito longe, meus filhos faltam muito. O prefeito proibiu que o ônibus escolar passasse aqui, não tenho condições de pagar condução todos os dias e a pé é muito longe, eles não agüentam, são muito pequenos", completa Glaci. Já o prefeito nega todas as acusações. Segundo o procurador jurídico de Araucária, Marcos Wachowicz, filho do prefeito, que atendeu nossa reportagem, a prefeitura não mandou nenhuma intimação para a Copei. A iniciativa de cortar a luz partiu da própria Copei. Na região havia ameaça de incêndio. "O prefeito mandou caminhões pipas para as famílias. E bem próximo há creches para as crianças. Estamos tentando solucionar os problemas da melhor forma e o mais rápido possível. Ali, onde estão as Moradores denunciam ameaças do prefeito Criança toma água do poço infestado de ratos e sapos. famílias, é uma região industrial. Casas e estabelecimentos comerciais não podem ser construídas, o local não é para loteamentos. Temos um projeto para aquela rua. Até o final do ano teremos uma solução", afirma Marcos. Segundo informou a Copei, não houve nenhum pedido da parte do prefeito. "Esse não é um procedi- mento aceito dentro da Copei, acatar pedidos de prefeitos. Não sei exatamente o que aconteceu na região, mas posso garantir que cortamos ligações clandestinas e de alto risco", esclarece Justiniano do Nascimento, assessor de Relações Públicas da Superindendâicia de Distribuição da Região Leste.

7 ^ 31 de maio a 14 de junho/97- Página 7 CONSELHOS TUTELARES Conferência adia votação de direitos de conselheiros Governo Tkniguchi quer que futuro conselheiro trabalhe com dedicação integral e exclusiva recebendo R$ S97,SS sem direitos trabalhistas A votação dos direitos trabalhistas para os conselheiros tutelares foi adiada pela Câmara de Vereadores para aproxima segunda-feira, 2 de junho. Ela seriafeitana terçafeira, 27 de maio. Porém a maioria dos participantes da 1 * Conferâicia Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizada dias 26 e 27 de maio, interferiu na pauta da Câmara, retirando o assunto da discussão, pois a proposta do governo municipal é a de remunerar os futuros conselheiros tutelares com um subsídio de R$ 597,55 sem direitos trabalhistas (férias, 13 2 salário, licença maternidade, entre outros). Cinco conselheiros são escolhidos pela comunidade para compor cada Conselho Tutelar (em Curitibahaverá oito). Para que a função seja cumprida efetivamente, eles devem dedicar-se exclusivamente, e 24 horas por dia, a atender emergências envolvendo crianças e adolescentes (espancamentos, infrações, uso de drogas, fumo, venda de álcool a menores de 18 anos). Junto com plantões, deve haver um revezamento de horário entre os conselheiros para atenderem os casos durante as 168 horas da semana. Os Conselhos Tutelares foram aprovados em dezembro passado e têm de ser implantados até julho. Em janeiro, o prefeito Cassio Tanigudii sandonouoprojeto, mas vetou os artigos que davam garantias trabalhistas aos conselheiros. "O projeto ficou castrado", criticou o assessor do vereador Natálio Stica (PT), Ivair Roberto Bertola. Pressionado, Taniguchi enviou à Câmara aproposta que será votada na segunda. A cidade já deixou de receber recursos do governo federal por não possuir Conselhos Tutelares, que constamno Estatuto da Criança e do Adolescente desde 13 dejulho de Bertola acha que um salário maior com direitos é justo, pois "ele é uma autoridade pública". Na opinião dele, o conselheiro deveria ter um cargo em comissão. A procuradora de Recursos Humanos do Município, Valdenice Amá- lia Furtado, acredita que se o conselheiro receber salário do govemo, como qualquer servidor, ele deixa de ser autônomo, o que consta do Estatuto da Criança e do Adolescente. "Só podem ter direitos se forem subordinados", contou Furtado diz que o Estatuto da Criança e do Adolescente não exige dedicação exclusiva e integral. Bertola cita cidades como Porto Alegre e Campinas, que adotaram sistema de pagamento semelhante ao que defende em Curitiba "Falta vontade política porqueo Conselho Tutdarpode até derrubar o prefeito." Durante a conferência, foi essa aproposta dos debatedores: considerar o conselheiro tutelar como um funcionário, com todas as garantias sociais. RECURSOS O promotor de Justiça Sylvio Kuhlmann, um dos palestrantes da conferência, disse que o orçamento da cidade deve destinar recursos para políticas de direitos da criança e adolescente. Ele argumentou que os fundos, "que existem aos montes", são apenas uma parte da captação de recursos para essas pohticas. Um representante da Central de Movimentos Popula- res, porém, disse que não podem participam da elaboração do orçamento epor isso asseguramse nos fundos. Segundo o representante, se as ONGs (Organizações Não Governamentais) dependerem só do orçamento, o dinheiro pode ficar nas mãos da Secretaria Municipal da Criança, "onde ninguém mexe". Kuhlmann defendeu a participação da sociedade no orçamento, "que é uma caixa preta". Jaci Vanz Perin, coordenadora da Comissão Estadual de Mulheres Trabalhadoras Rurais, atacou o govemo, culpando-opelo aumento de crianças e adolescentes de rua Para ela, existe uma "corrente" de problemas. "Se não há políticas para manter o homem no campo, ele vai para a inchar a cidade à procura de emprego. Como a situação não é boa, ele se vê obrigado a pôr seu filho para trabalhar", argumentou. Dentro dessas políticas, ela inclui criar-se creches que abram às 5h da manhã e fechem às 19h, para que as mães não tenham de levar seus- filhos à roça, incentivando a exploração infantil. Jad vai mais longe: "Não adianta proibir o trabalho infantil, senão for dada àfamília uma outra fonte de renda". Participou da elaboração do projeto de bolsaescola, implantado em Brasília, que auxilia financeiramente filhos de trabalhadores rurais que freqüentam a escola O projeto era para ser aprovado em abril epoderia dar uma bolsa de cerca de R$ 50. Este valor, entretanto, assim como os critérios para receber a bolsa, ainda vão ser estudados. Ednarte Nubiato Mirelo Tempo à família e jornada... : ;::;; dão -briga 9 em debate Duas discussões em uma só tumultuaram ô debate sobre orçamento e. fundos para programas de apoio à criança, A primeira foi o aumento do expediente das creches de 10 para 12 horas por dia, o que daria menos contato da criança com a família, mas ajudaria as mães que não podem buscar seus filhos mais cedo. A segunda, que complementa a primeira, foi a redução da jornada de trabalho dos servidores de creche de oito para sás horas diárias. Um diretor de creche, quenãô quis se identificar, acha absurdo deixar crianças fora da família metade do seu dia. "Estamos lá para ajudar a educar e não para educar por completo. Se a mãe ou o pai não virem o filho, que educação pode haverá", revoltou-se, Ele cita ainda que um diretor de creche tétnque fazer horários diferentes na semana para atender às mães ecoordenar um rodízio de ftaicionários. "Como pode-se fazer isso com mais pessoas trabalhando mieriost* A jornada menor aumentaria o número de funcionários, Mas para que ela ocorra os funcionários de creche preci sariam ter sua profí ssão re^darpntada em lá. Apesar de ser considerado "fora do tema" (como disse a coordenadora deste debate, Lóshe Dsmário Hoffmann, da Secretaria Municipal de Finanças), a questão foi aprovada para ser votada na plenária geral. A Plenária rejeitou a proposta, mesmo suscitando várias discussões Léslie preferiu não dar sua opmiao pessoal sobre o assunto: O último dia de S. na rua À tarde, o trabalho de flandinha era intercalado com um futebol com lata de coca-cola amassada. Mas, sozinho, essa diversão fica só na vontade. Sem amigos, fica difídl conseguir dinheiro. Os dois reais de um dia duro de trabalho solitário só faziam cócegas no estômago, com uma coxinha e um leite. Já com os colegas é mais fácil. Um grupo de cinco pode ganhar até R$ 100. Pedir também ajuda muito. "Uma vez eu e um amigo conseguimos R$ 90 naquela lanchonete, só pedindo", conta orgulhoso, apontando para a Lanchonete do Natal, na rua João Negrão. Eles gastara» o dinheiro com comida, roupas e tênis. Lá pelas 17 horas, ele comprava algo barato para comer. No verão, a piazada ia nadar no Boqueirão."Antes, bem antes", S. ia para o bairro do Parolin comprar cola depois do expediente. Hoje, S. fuma de vez em quando, vício que a mãe e o padrasto possuem também. Roubar é outra coisa que ele só fez "antes, bem antes". Mas ele não roubava grávidas, mães de colo e idosos. Vale a esperteza na hora de dormir. Os meninos sabem que juntos ficam mais aquecidos, apesar de os espertinhos sempre puxarem o cobertor para si. Também é predso tomar cuidado com os marmanjos que roubam cobertas durante a madrugada. "Mas eles não tomam de mim, não. Eu enrolo a coberta no corpo." Quando não se tem coberta, refugiar-se na blusa é uma boa dica. Para a melhoria da tosse de S., uma senhora deu-lhe na noite de sexta um cobertor. Mas tudo isso é passado. O pequeno S. prepara-se para rever sua mãe, seus dnco irmãos, seu padrasto, a escola, a cama, as brincaddras... Toda a infância a que uma criança tem o direito de ter. ESTRESSE INFANTIL A riqueza também pode privar as crianças de gozar uma infância relativamaite tranqüila. Os filhos da classe média alta sabem muito bem o que é isso. Quando não estão trancafiadas nos condomínios horizontais ou sob a tutela de babás e empregadas, são vítimas da superproteção dos pais. Estes, preocupados em ocupar os filhos durante o tempo em que trabalham, matriculam os pequenos nas academias de judô, no bale, na natação, nos cursos de inglês. informática, no reforço das aulas de redação, isso sem contar a exigência das escolas particulares. "Os pais querem, principalmente, resolver os problemas deles", esclarece a psicóloga Rosane de Fátima Polli. Os sintomas do excesso de atividades aparecem rápido: cansaço, desmotivação e estresse (doença psicossomática típica da mda idade). Rosane acha que a solução para o problema é conversar com pais para saber porque eles impõem tantas atividades aos filhos. Em seguida, deve-se aliviar a criança, deixando que ela escolha as atividades que quer fazer e limitando o número delas. "A criança precisa de tempo para brincar. Estão querendo preparála para a vida cedo demais. Tudo tem seu tempo", conclui. Com 10 anos, ele volta para a casa da mãe e promete substituirá cola pela escola São 8h30 de um sábado curitibano que acordou com um frio de oito graus. Felizmente, esse é o último dia, de S. A. H., de 10 anos, na rua. "Ei, companheiro, acorda aí. Predso abrir a loja", diz o fundonário da loja Syper Desconto, em frente ao Terminal Guadalupe. S. decidiu voltar para casa porque está sozinho (a maioria dos amigos foi para os programas de apoio à criança, para casa ou se matou brincando com armas) e lembrou de que sua mãe vai recebê-lo bem, com certeza. Ele está decidido a continuar os estudos da 2* série da Escola Munidpal Costa Curta. "Vou voltar a estudar amanhã", sem saber que o "amanhã" é domingo. Há dois anos ele lavava calçadas no Bacacheri, com o consentimento da mãe. A convite de um colega, tornou-se engraxate e começou a cheirar cola. Como seu padrasto lhe batia muito, abandonou o lar. Morou nas ruas, passou pela Missão Ebenézer e Casa do Piá, voltou para casa há uma semana e regressou à rua faz dnco dias. Agora, finalmente, ele está convicto. Até tomar essa decisão, sua manhã começava num café com pão, se conseguisse dinheiro guardando carros ou pedindo. A rotina o obrigaria a guardar carros até o almoço. Se a fome apertar, o jeito é ir para a casa da "Tia", que dá comida para crianças abandonadas. Conselhos Tutelares: como a prefeitura trata a questão da criança Natálio Stica* Heibert de Souza, o Betinho, afirmou com muita propriedade que a real democracia de um país ou cidade mede-se pelo tratamento que se dá a suas crianças. O respeito aos direitos das crianças é um critério significativo para observarmos as prioridades que os governantes estabelecem em suas administrações. Infelizmente, para vergonha nossa, Curitiba é a última capital braàleira a constituir os conselhos tutelares, exigência da Ld Federal 8.069, de 1990, que criou o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) e por extorsão o Conselho Municipal da Criança e Adolescente, os Conselhos Tutelares e o Fundo Municipal. Foram necessárias três administrações muraapais do PDT (Lemer, Greca, Taniguchi) para concretizar algo que poderia ter sido realizado em uma O desrespdto para com a lei que orienta a criação dos Conselhos Municipais da Criança e Adolescente e com as organizações não-govemamentais começou com Lemer em Prefdto na época, Jaime Lerner atropelou a democracia e, de forma autoritária e inconstitucional, nomeou um Conselho que não respeitava a autonomia das entidades não governamentais no processo de escolha em assembléia própria. Ou seja, Lemer indicou as entidades. Foi predso a intervenção do Ministério Público, através da pessoa do Dr. Olímpio de Sá Sotto Maior, para cancdar o flagrante "delito" contra a lei e o bom senso, mediante proposição de ação dvil pública. Após muita briga, na Justiça, conseguiu-se restabelecer os prindpios mínimos da democrada no processo de constituição do Conselho Municipal da Criança. Agora, já na administração de Greca, a partir de 1993, nova luta se travou para avançar na normatização de funcionamento do Conselho. Somente no apagar das luzes da administração de D. Rafad foi elaborada a ld que criava os conselhos tutelares, lá essa que na administração de Taniguchi está para ser sandonada. Finalmente, parece que os conselhos tutelares serão constituídos, mesmo assim com problemas sérios em relação à remuneração dos conselhdros. O projeto inidal não previa nenhuma remuneração; após intensa briga, conseguiu-se garantir esse direito, porém sem absolutamente nenhum direito extensivo Isso significa que, por motivo de saúde, o consdhdro pode ser afastado sumariamente da função sem dirdto nenhum. Mais um absurdo e flagrante desrespdto. Isso sem entrar na discussão da pífia remuneração dos conselhdros que, se comparadas a outras cidades brasileiras, é ridícula. É deplorávd o comportamento do poder executivo. É a condusão a que chegamos observando o processo de constituição e fundonamento do Conselho Munidpal da Criança e Adolescente em nossa ddade. Ao longo desses anos todos a prefatura tratou potendais aliados como inimigos, e pior, confundiu prerrogativas do poder executivo com exercício explícito de autoritarismo. Sem falar na má vontade política evidente. O que demonstra como os prefeitos da Curitiba moddo trataram e tratam a questão da criança em nossa ddade. *Natálio Stica é vereador em Curitiba e presidente municipal dopt

8 JPágina 8-31 de maio a 14 de junho/97 PRECATóRIOS TRT pode seqüestrar dinheiro do governo Estado deve R$ 40 milhões aos servidores, mas só agora aceitou conversar O governo do Paraná corre o risco de ter seu dinheiro seqüestrado caso não pague a dívida com os servidores públicos. Essa é a posição do juiz José Rosas, presidente do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), em relação às negociações entre servidores públicos e governo estadual. Há a possibilidade ainda da sede do TRT ser ocupada pelos servidores se as negociações demorarem Apesar de Rosas considerar o confisco do dinheiro do governo uma atitude drástica, é uma forma legal e de direito dos servidores. "Estamos buscando as negociações da melhor forma possível e amigável. Caso isso não ocorra, tenho de agir conforme a lei, mesmo porque o prazo para sanar a dívida era até o dia 31 de dezembro de 1996", afirma Rosas. Na última segunda-feira, dia 26, houve uma reunião entre o Procurador Geral do Estado, Luiz Carlos Caldas, e o interlocutor do movimento sindical- o advogado Cláudio Antônio Ri- beiro. Essa reunião foi uma espécie de abertura do governo para as negociações, coisa que até agora não havia acontecido. O governo diz ter consciência da dívida com os servidores e está tentando solucionar a questão. Caldas garante que logo que acertar a reforma do secretariado, vai partir para a solução dos precatórios com os servidores. A dívida do governo com os servidores gira em tomo de 40 milhões de reais, que deveriam ter sido pagos até dezembro de 96, porque estava previsto no orçamento. Estes créditos foram inscritos no orçamento até julho de 95, quando o valor da dívida era de aproximadamente de R$ 29 milhões. Esse acúmulo faz parte de dívidas herdadas de governos anteriores. Os servidores estão esperando resposta e solução. Uma das propostas do governo, recusada pelos servidores, é que os precatórios começassem a ser pagos a partir de julho de 97, com o pagamento de um milhão e meio por mês. Levaria mais de três anos para o governo quitar a dívida, prazo que os trabalhadores consideram muito longo. Quanto aos precatórios de 1997, os servidores não abrem mão de recebê-lo dentro do prazo, isto é, até dezembro. Os senadores querem que o governo pague a partir de julho, mas com parcelas de aproximadamente R$ 5 milhões, e termine de pagar em dezembro deste ano. Em reunião entre o presidente do TRT, José Rosas, o Fórum das Entidades Sindicais e suas assessorias. Rosas se comprometeu a cobrar do governo o pagamento, sob pena de seqüestrar valores das contas bancárias do Estado. O prazo se esgotou no final de abril de 97. No último dia 27, mais uma reunião foi suspensa devido à mudança do secretariado do governo", afirma Heitor Raymundo, diretor do Sindi/Seab (Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais da Secretaria da Agricultura e Afins). Para Maria das Dores Tucunduva, presidente do Sind- Saúde (Sindicato dos Servidores da Saúde e Previdência do Estado), a questão dos precatórios é gravíssima. "São dois anos sem reajuste de salário e, só agora,depois de termos ganho todas as ações judiciais, há um interesse do govemo em chamar os sindicatos para negociar". rn. Uí, of LICENçA-PRêMIO Governo ainda perturba aposentados Muitos servidores poderão pedir indenizações na Justiça O servidores que contavam com a licença-prênrio para poder se aposentar ainda não puderam gozar desse direito, mesmo com a derrota do govemo estadual no Tribunal de Justiça, dia 8 de maio. Os servidores haviam conseguido derrubar a Resolução 4.152/96, de ^autoria do secretário de Administração, Reinhold Stephanes júnior. Essa Resolução impedia?gios servidores que tiveram seu regime de trabalho transformado em dezembro de 92 (de celetista jjiara estatutário) de gozarem a ^cença-prêmio e usar essa licaijj^ para fins de aposentadoria, e ^nda fez com que milhares de lyabalhadores voltassem ao Jjabalho, mesmo aposentados. ^ O Tribunal de Justiça anulou ^ssa medida e agora os servido- «j^es poderão dar continuidade à tramitação dos processos de ^josentadoria e aqueles que já ^tavam com a situação Ribeiro anuncia processos de servidores pedindo indenização ao govemo. resolvida, mas que tiveram que se aposentar. Mas nem tudo está voltar ao trabalho, poderão enfim resolvido: a Procuradona Geral I do Estado não orientou as. Secretarias quanto ao 3 procedimento que deverão tomar nesses casos e os secretários estão esperando uma resposta. O advogado do SindSaúde (Sindicato dos Servidores da Saúde Pública), Roberto Pinto Ribeiro, afirma que vários aposentados deverão entrar com processos pedindo indenizações do govemo. Segundo ele, alguns ervidores tiveram graves prejuízos ao voltar ao trabalho, pois algumas pessoas que tinham outro emprego tiveram que largá-lo. O procurador-geral do Estado, Luiz Carlos Caldas, afirma que o Tribunal ainda não enviou o acordo formalizado e que por isso não orientou as Secretarias quanto ao procedimento. "Temos que ver a extensão desta decisão do Tribunal para depois decidir o que será feito". Segundo Caldas, a Procuradoria deverá recorrer, considerando que o Estado já teve vários parecer es favoráveis em decisões semelhantes a estas. Funcionários exigem gratificação A primeira bailarina do Corpo de Baile do Teatro Guaíra ganha hoje um salário de R$ 480,00. Essa é a média salarial de cerca de 303 funcionários da Fundação, que não têm reposição salarial desde 95. A categoria está tentando uma negociação como Govemo para garantir a gratificação por espetáculo, que corre o risco de ser extinta, caso não seja oficializada em lei. O impasse começou há dois meses, quando a Secretaria de Administração suspendeu o pagamento da gratificação criada em janeiro de 1991, ainda no Governo Álvaro Dias, através da lei O problema é que a lei prevê uma gratificação de 5% sobre os vencimentos do servidor a cada apresentação e era destinada apenas aos técnicos, músicos e bailarinos. Com o tempo, os funcionários do Centro Cultural Teatro Guaíra conseguiram, através de movimentos reivindicatórios, a incorporação dessa gratificação no salário de toda a categoria, como uma maneira de cobrir a defàsagem salarial Só que, até então, isto não estava legalizado, sendo apenas um acordo que a SEAD acabou eliminando. A gratificação do mês de maio já está garantida, mas nada garante que no mês de junho, por exemplo, ela será paga, o que vem gerando um clima de insegurança entre os servidores do Guaíra. Elesterão que esperar até que essa gratificação para todos os funcionários seja legalizada, o que pode demorar até o final do ano. Segundo Constantino Viaro, diretor presidente do Guaíra, o Governo autorizou a continuidade da gratificação por dois meses. Agora, a comissão de negociação, que é formada por funcionários do Teatro Guaíra e representantes da diretoria, enviará uma mensagem à Assembléia Legislativa. A gratificação deverá ser oficializada com uma emenda na Lei Coma regulamentação, os 100% de gratificação ficam incorporados ao salário de todos os funcionários do Guaíra. TEATRO GUAíRA ^Sistema de fiação precisa de reformas Técnicos denunciam abandono, que pode colocar em risco a vida dos l profissionais e do público Os técnicos em iluminação e sonoplastia que trabalham no Teatro Guaíra denunciam o abandono no sistema elétrico do teatro, que não reforma a fiação desde sua Construção. Isto colocaria em risco a vida de profissionais que ão obrigados a trabalhar com equipamentos sem qualquer Imanutenção. Antiga, a atual fiação apresenta risco de pegar ifogo. Recentemente, o Teatro Guaíra passou por uma reforma que, segundo os técnicos, foi apenas externa, sem atender problemas emergentes como o da fiação. Um ilumina dor, que prefere não se identificar por medo de prejudicar seu trabalho no teatro, lamenta que nenhuma verba do governo tenha sido destinada à reforma do teatro, que já chegou a estar entre os oho melhores do mundo, conforme ilustrou uma revista finlandesa. "Reformar o sofá do hall de entrada do teatro, pintar as paredes ou trocar o estofado das poltronas, para dar a ilusão à platéia de que o teatro está bem, não adianta. O que é preciso é destinar verbas para oferecer condições de trabalho aos técnicos que passam pelo teatro, garantindo segurança. A fiação está toda velha e descascada, pode pegar fogo ou ferir um profissional a qualquer momento". A preocupação também atinge a iluminadora Daniele Regis, responsável pela iluminação da peça "A Trecentina 2", em cartaz no Guairinha no início do ano, e que está em cartaz com a peça 'T^Jão Perca Essa Boquinha", no Mini-Guaíra. A fiação elétrica, segundo ela, é um dos principais problemas para os técnicos que levam espetáculos ao Centro Cultural Teatro Guaíra. "O problema é que muitas vezes um profissional sem muita experiência acaba correndo risco porque a fiação é muito antiga e muitos fios estão descascados. O risco de um curto circuito, por exemplo, é muito grande. Outra questão é a falta de manutenção. As vezes queima uma lâmpada durante um espetáculo e não há outra para repor. Coisas básicas e necessárias que o profissional possa utilizar durante o trabalho de montagem de uma iluminação. As vezes, chega a queimar um refletor e o espetáculo fica sem porque o teatro não tem. Quem perde é o público, porque isso prejudica o trabalho. Isso é falta de respeito com técnicos, produtores, atores e platéia". Os técnicos afirmam ainda que no Guairão chegou um equipamento novo, sofisticado para a iluminação mas há meses está parado por falta de instalação, o que mostraria a falta de eficiência técnica do teatro. Segundo eles, vários projetos de reforma do sistema elétrico já estão no Governo há muito tempo. Há um, inclusive, que foi enviado à Copei, mas nenhum saiu do papel. Segundo o diretor presidente do Teatro Guaíra, Constantino Viaro, o sistema elétrico realmente não teve uma manutenção nos últimos quatro anos. A razão é, segundo o diretor presidente, que a reforma está sendo feita por etapas. A primeira verba do Governo, que define onde aplicála, foi destinada para a troca das tubulações do teatro. "Foram instalados 100 mil litros de tubulação, acabando com riscos de incêndio para garantir a segurança da platéia". Segundo Viaro, a reforma do sistema elétrico dos três auditórios já está em processo de licitação no Decom, departamento de obras do Governo do Estado. O projeto, que vai custar ao todo R$ 339 mil com a instalação de uma nova iluminação cênica, prevê um total de R$ 140 mil para a mudança de toda a fiação dos teatros. A potência de iluminação, que hoje é de 500 wats, passará a mil wats. O projeto prevê ainda a compra de novos equipamentos, mais modernos e potentes, e a instalação dos já adquiridos, parados à espera do novo sistema elétrico. "Mas, para isso, toda a fonte de hiz do teatro será trocada". A previsão é que a reforma aconteça principalmente durante o mês de julho, quando a programação do teatro diminui Segundo o diretor adminsitrativo do Teatro Guaíra, Adalberto Santos, a reforma deve ser concluída no prazo de 45 dias. A partir daí, os profissionais poderão contar com um sistema elétrico de primeira linha.

9 31 de maio a 14 de junho/97 - Página 9 Cultura MUSEU DO ARTEIRO Um espaço contra a "cultura de passagem" Renato Perré cria escola com propostas para educar as crianças Em 1993, um Centro de Criatividade mantido pela Fundação Cultural reunia uma equipe de artistas que desenvolvia trabalhos de arte voltados para crianças. Era um laboratório de criatividade que desenvolvia a ludicidade infantil e explorava novas possibilidades de expressão em crianças que, até então, não tinham acesso a nenhuma forma de arte. A despeito do sucesso do trabalho desenvolvido pelos artistas e da insistência da comunidade para que o Centro continuasse com tal escola, ela foi extinta com a mudança de administração pública. Entre esses artistas estava Renato Perré, ator, produtor, autor e diretor teatral, que resolveu criar uma escola que não só continuasse com o projeto de teatro para crianças, como se fosse um lugar de preservação de todo o material adquirido ao longo desse trabalho. O resultado disso é hoje o Museu do Arteiro. O Museu é uma escola que abriga oficinas de artes-plásticas, arte-educação, folclore e musicalização, sempre voltadas para o jogo de dramatização infantil. Uma espécie de espaço alternativo que oferece propostas inovadoras para educar a criança. Um espaço que conta com sala de música, de dramatização, dança e, é lógico, com um palco onde, todos os finais de semana, são apresentadas peças produzidas pelo grupo "Filhos da Lua", dirigido por Perré. Atualmente está em cartaz no Museu a peça infantil Terezinha, uma história de amor e perigo. 0 projeto do museu inclui ainda a criação de uma sala de consultas, com material de pesquisa para arte-educadores, que queiram utilizar-se de material para seu trabalho. Junto com Perré, está Kusum Verônica, antropóloga que trabalha há cerca de 24 anos com cultura e utiliza folclore e tradições populares em trabalho com crianças de 3 a 11 anos de idade, como jogos e foguedos e o resgate de cantigas. Está ainda Eliana Borges, artista plástica responsável pela exploração da imaginação da criança através da utilização de sucatas e outros materiais para a confecção de brinquedos, cenários e figurinos. Uma das principais características do Museu é a reciclagem de profissionais que são convidados a ministrar cursos para educadores. Vários profissionais são convidados para dar aulas, aos sábados à tarde, a arte-educadores interessados em aprender novas técnicas de trabalho. Neste mês, por exemplo, o Museu está oferecendo uma oficina de aproveitamente do folclore, ministrada por Itércio Rocha, ator e bonequeiro maranhense. Para Renato Perré, a arteeducação ainda é pouco explorada no país. Segundo ele, ao contrário do que muita gaite pensa, não se trata da arte servindo à educação como uma espécie de recurso didático e sim uma outra maneira de expressar-se, "capaz de libertar a criança dos padrões sociais que lhe são impostos". CULTURA DE PASSAGEM Desde que chegou a Curitiba, há 18 anos, Perré vem acompanhando o desenvolvimento do que chama de "cultura de passagem" O investimento do poder público em eventos que passam pela cidade sem deixar qualquer aproveitamento real para a população e os artistas locais que, segundo Perré "sofrem cada vez mais para desenvolver um trabalho em sua Perré 6 sua esco,a ' ovando o teatro para as crianças. ddade, voltado para suas raízes e deformação de um público local". Quando se trata de levar trabalhos artísticos, como oficinas para os bairros, não há interesse. Um exemplo dessa mentalidade, segundo o artista, é o Festival de Teatro de Curitiba. "Não só o público local não tem acesso porque é caro, como não há interesse em que os artistas locais participem do evento, eles são sempre deixados de fora. Esse evento retrata a preocupação de marketing do poder público, que tenta vender a imagem de um paraíso no terceiro mundo. Um paraíso que não existe, porque só pode ser real quando a qualidade estende-se à culura, à educação, e isto ainda não acontece em Curitiba". Mas Perré acredita que há uma saída, ou seja, a existência e utilização cada vez mais freqüente das leis de incentivo à cultura. "Eu acredito que num futuro muito próximo essas leis, como a Lei Vanhoni de Incentivo à Cultura, vão ser a saída, porque elas unem a iniciativa privada e o Poder Público, dando suporte ao artista para a produção local de arte. Um exemplo disso é o próprio Museu do Arteiro, projeto viabilizado através da lei municipal. ARTE E CIêNCIA R lota a Casa Vermelha hei Vanhoni estadual será votada em junho Cena da peça R, que está em cartaz na Casa Vermelha Noite de domingo. Chuva e frio, somados ao Fantástico para encerrar o final de semana, não conseguiram afastar o constante público que tem ido á Casa Vermelha, assistir ao espetáculo /í, do jovem diretor curitibano Fernando César Kinas. O motivo talvez seja a curiosidade em desvendar o que é esse R, que nada revela sobre a peça, e que, ao mesmo tempo, é seu fio condutor. Tantos Rs possíveis. O R da relatividade de Albert Einsten; R da revolução que tal teoria provocou sobre a mentalidade humana ou da revolução tecnológica pela qual o mundo passou nas últimas décadas; ou ainda o R do Real e dos precatórios, da realidade brasileira. Teatro nos tempos e espaço da ciência. Ciência no espaço e tempo teatrais. Esta é a peça que reúne os efeitos visuais de Marina Willer, designer formada na Inglaterra, e a direção e texto de Fernando Kinas, que resolveu levar para o palco sua tese do mestrado feito na Universidade de Sorbonne Nouvelle, de Paris. Cenário perfeito para a junção entre tecnologia e arte, a Casa Vermelha coloca frente á frente os espectadores, que são obrigados a sair da postura passiva do público tradicional para ser cúmplices do jogo proposto por R. Uma grande mistura, texto, música, sons e imagens projetadas em telão junto com as cenas feitas pelos atores. Impacto visual e sonoro somados a jogos de crianças, como o lenço atrás ou ainda o ato cotidiano da escolha de feijão. Tudo isso somado à teoria quântica e candomblé. Tecnologia e fome. A mistura foi a forma encontrada por Kinas para levar ao teatro a discussão do mundo contemporâneo. "Resolvi arriscar. O que estpu propondo é uma grande discussão. E necessário que se faça do teatro também um espaço para discutir nosso mundo. Não dá para não falar do que estamos vendo. Falamos da ciência e dos semterra, dos nordestinos que comem calango e do próprio teatro". O risco, segundo Marina Willer, não está no ato de unir efeitos visuais e atores; "É um casamento, uma conjugação estética que não tem limites. Figurino, cenário, filmes e projeções se completam. O espetáculo é essa junção. E quer exatamente discutir isso e provar que o teatro pode concorrer com a TV, com a rapidez da MTV ou com a Internet". R tem reunido um público acima da média dos espetáculos produzidos na cidade. No último final de semana, por exemplo, Na aurora de minha vida, com direção de Gabriel Vilella. "O espetáculo do Guairinha reuniu 65 pessoas para uma platéia de 500 lugares; R teve, no mesmo dia, um público de 40 pessoas para uma platéia de 130 lugares. Isso fará com que nossa peça fique em cartaz mais tempo e mais gente possa vê-la. O importante é isso, que consigamos propor essa discussão". O Projeto de Lei de Incentivo à Cultura, número 205/95, de autoria do deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT), já passou em todas as comissões da Assembléia Legislativa. Ela deve ser votada ainda no mês de junho, segundo o chefe de gabinete Maurício Cheli. A nova lei, feita aos moldes da Lei Municipal de incentivo fiscal, é muito mais ampla, pois prevê o desconto no ICMS para o empresário que patrocinar um projeto cultural, seja no teatro, música ou no mercado editorial. Isso significa um recurso maior para a cultura, já que a lei municipal trabalha com recursos do IPTLJ e ISS. Sem contar que a nova lei abrirá oportunidades para que artistas de todo o Estado sejam beneficiados. Para o deputado Ângelo As principais atrações culturais gratuitas de Curitiba; VOCAL BRASILEIRãO Coisas Nossas. Este é o nome do espetáculo que o Vocal Brasileirão vai apresentar no Memorial de Curitiba. No programa, músicas de Noel Rosa e Caetano Veloso. Dia 10, às 21 horas. CONSERVATóRIO MPB Professores e alunos que participaram dos cursos do conservatório estarão apresentando vários shows com Vanhoni, a nova lei deverá funcionar não só como um incentivo à política cultural de todo o Estado como deverá possibilitar o resgate da cultura local. "A lei democratiza a produção cultural, pois dá chance para que o próprio artista participe de sua gestão". A Lei é resultado de um consenso entre três leis existentes, de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, além de ter sido amplamente discutida entre os artistas locais. Uma comissão foi formada para reunir profissionais que deverão estar presentes à votação da lei, como forma de pressionar a sua aprovação. Estuda-se até a presença de artistas de renome nacional, como o ator e compositor Mário Lago, dada a importância da lei para a classe artística do Estado. música instrumental, canções e folclore. Data e local das apresentações estarão afixados no edital do conservatório, até dia 4 de junho. EXPOSIçãO Pinturas e esculturas de artistas e colecionadores de Curitiba, retratando vida e morte de Jesus Cnsto De terça a sexta-feira, das 9 às 18 horas. Sábados e domingos, das 9 às 14 horas. No Museu de Artes Sacras. LUCIANO MARIUSSI E CRISTIANE OLIVEIRA Os artistas paranaenses mostram seus trabalhos com formas não convencionais de gravação. De segunda a sextafeira, das 9 às 19 horas, e aos domingos, das 9 às 13 horas. Na sede da Fundação Cultural, até o dia 15 de junho. WORKSHOP DE RUBEM GRILO Um dos mais respeitados gravadores brasileiros coordena Segundo Vanhoni, a lei municipal é capaz de gerar R$ 5 milhões de reais para a cultura. Na gestão de Rafael Greca, no entanto, apenas R$ 2,8 milhões foram destinados pela lei à cultura, ou seja, apenas metade do que poderia ter sido destinado. A principal razão para isso seria a falta de operacionalização dessa lei: "A administração deve formar um comissão que gere estrutura mínima para que essa lei seja conhecida e usada pelos artistas. Falta vontade política para que a lei beneficie mais gente". A lei estadual prevê a formação de uma comissão que dê apoio à implementação da lei. Prevê-se que seja criado para isso, pelo secretário estadual de Cultura, uma pasta responsável pela aplicação da lei. um workshop sobre linguagem gráfica contemporânea. Dias 16, 17 e 18, das 9 às 12 horas e das 14 às 18 horas. A exposição com suas obras está no MUMA. Informações pelo fone , ramal m IV FESTIVAL DE TEATRO DE BONECOS O Festival Internacional de Teatro de Bonecos começa no dia 9 e vai até o dia 15 de junho. Grupos da Alemanha, França, Japão, Argentina, Uruguai e de todo o Brasil. O Festival acontecerá no miní-auditório do Guaira, com preço único de R$ 3,00. Imperdível. MúSICA Som pop com letras que exploram o tragicômico, com Os Fusquinhas, no TUC, dia 13, às 21 horas. R$3,00. J

10 Página de maio a 14 de junho/97 Esportes ESCâNDALO DAS ARBITRAGENS Futuro do Atlético será decidido dia 5 Time paranaense pode ser suspenso por um ano O futuro esportivo do Clube Atlético Paranaense será decidido no dia 5 de junho, quando será julgado no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) da CBF o processo que apura as denúncias de corrupção no futebol brasileiro, envolvendo o ex-presidente da extinta Conaf (Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol), Ivens Mendes, os presidentes do Atlético, Mário Celso Petraglia, do Corinthians, Alberto Dualíb, e o próprio Atlético Paranaense. No dia 7 de maio, o Jornal Nacional, da Rede Globo, levou ao ar uma matéria que continha gravações de Ivens Mendes, então presidente da Conaf, pedindo 25 mil reais para o presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia, para ajudar na sua campanha a deputado federal por Minas Gerais. Em troca, Ivens Mendes se oferecia para falar com o árbitro Oscar Roberto de Godói para ele dar uma ajuda no jogo com o Vasco da Gama pela Copa do Brasil, e que seria disputado no estádio Pinheirão no dia 3 de abril. "Precisamos dar uma borduna nesse Vasco. Este árbitro é unha de cavalo, fale para os seus jogadores não responderem e jogarem direitinho, é só provocar o Edmundo que ele acaba expul- Petraglia será julgado pelo STJD dia 5 de junho. so". O jogo terminou com 3 a 1 para o Vasco, na partida disputada no Rio na semana seguinte o Vasco venceu por 4 a 3, mas foi o Atlético que passou às quartasde-fínal da Copa do Brasil. Ivens Mendes falou também com Dualíb, que prometeu mandar uma quantia identificada na gravação apenas como "um, zero, zero". O auditor do STJD, Carlos Navega, foi responsável pelo inquérito. Em duas semanas, ele ouviu as fitas que a Rede Globo recebeu com o grampo telefônico, mas as devolveu alegando que elas foram conseguidas de maneira ilícita e por isso não valiam como prova. Tentou ouvir Mário Celso Petraglia, mas não conseguiu. O presidente atleticano enviou apenas uma carta e não compareceu à sede do STJD no Rio de Novo escândalo atinge o Paraná Juiz acusa dirigente do Coritiba de ter tentado suborná-lo O árbitro Valdir de Córdova Bicudo acusou o presidente do Coritiba, Joel Malucelli, de ter tentado subornálo antes da disputa do clássico Atletiba, do dia 13 de abril, vencido pelo Atlético por 5 a 2. Em entrevista à Rádio Clube Paranaense, no último dia 26, Bicudo atacou o dirigente coritibano, dizendo que no dia 8 de abril passado, cinco dias antes do jogo, teria recebido um telefonema de Malucelli no qual o dirigente lhe ofereceu dinheiro para que ajudasse o Coritiba a ganhar o jogo. Bicudo disse que recusou a oferta com um palavrão. Em entrevista ao repórter Cláudio Ribeiro, Bicudo repetiu várias vezes que o Ministério Público deveria quebrar o sigilo telefônico de Malucelli para comprovar suas declarações. O árbitro dtou no ar três número de telefones pertencentes ao dirigente. BATE-BOCA Confrontados no ar, no programa esportivo "A Turma do Bate- Papo", apresentado pela Clube no A eua imagam va\ ter uma nova impre^aão final da noite, Malucelli e Bicudo bateram boca. Depois de mútuos ataques pessoais, Malucelli quis saber como Bicudo sabia os números de seus telefones. O árbitro, que é policial por profissão, disse que tinha meios para conseguir este tipo de informações. No dia seguinte, Joel Malucelli admitiu que poderia ter feito o telefonema para o apitador, mas continuou negando que fosse com a intenção de suborná-lo. Malucelli disse que as acusações de Bicudo não são verdadeiras e anunciou que irá processar o árbitro por danos morais. O dirigente afirmou que a atitude de Bicudo é uma espécie de represália por ele não ter sido escalado para apitar os jogos das finais do Campeonato Paranaense. Segundo de. Bicudo adia que não está apitando por que teria tido seu nome vetado pelo presidente do Coritiba. Malucelli afirma, porém, que não teve influêndano afastamento do árbitro pois a Comissão de Arbitragens nem chegou a rdadoná-lo entre os que estão trabalhando no Octpgonal. Na verdade, depois do Atietiba, perdido pelo Coritiba por 5 a 2, Malucelli solidtou à Federação Paranaense de Fubebol que não escalasse mais Bicudo para os jogos de seu time. Jandro. Navega conseguiu ouvir o árbitro Oscar Roberto de Godói e o seu auxiliar no jogo contra o Vasco, Marinaldo Sílvério. Depois de fazer as suas análises, acabou indidando Ivens, Dualíb, Petraglia e o Atlético. Ivens Mendes foi enquadrado nos artigos 288, 285, 336 e 271 do CBDF (Código Brasildro Disdplínar de Futebol), Dualib no artigo 284, Petraglia nos artigos 288, 284, 336 e 271, e o Atlético no artigo 336. (veja íntegra dos artigos no quadro ao lado) AFASTADOS Mário Celso Petraglia, Alberto Dualib e Ivens Mendes devem ser afastados definitivamente do futebol e de qualquer atividade esportiva; já o Atlético corre o risco de ser suspenso por 180 a 360 dias, além de ter o resultado do jogo contra o Vasco anulado e ter que repassar ao clube carioca a renda do jogo. O advogado do clube é um ex-membro do STJD, o advogado Antônio Augusto de Castro Alves. O departamento jurídico do Atlético acredita que o clube só poderá ser enquadrado no parágrafo único do artigo 336, que prevê a anulação da partida e o repasse da renda, e não no "caput" do artigo, que fala em suspensão. O problema da situação toda é que o Fluminense, rebaixado dentro de campo para a Segunda Divisão, quer voltar ao grupo de elite através do tapetão. A intenção do clube e da imprensa carioca é rebaixar o Atlético e recolocar o Fluminense na Primara Divisão. Vai ser um julgamento político e não técnico ou jurídico. Resta saber quem tem mais peso político dentro do STJD no Rio de Janeiro, se o time do Paraná ou o tradicional tricolor das Laranjeiras no Rio. A letra da lei Eis o que dizem os artigos citados do Código Brasileiro Disciplinar defutd)ql (CBDF): Deixar de comparecer a órgão da Justiça Desportiva, quando regdannerite íntiroado. Pena; suspensão de 30 a 120 dias Dar ou prometa' vantagem indevida a quem exerça cargo ouflinção, remunerados ou não, em qualquer entidade dirigente ou assodaçao, para que pratique, oirátaou retarde ato do ofído ou função, ou ainda, para que opratique contra ásposáção expressa de norma desportiva Pena- suspensão de um a dois anos e eliminação na reincidência Receber ou solidtar. para si ou para outrem, vantagem indevida, em razão de cargo ou fimção, remunerados ou não, para praticar, omitir ou retardar ato de ofído, ouainda,pratiçá-lo contra expressa disposição de nonna desportiva Pena; suspensão de um a dois anos e eliminação na reincidência Dar ou prometer qualquer vantagem a árbitro ou auxiliar de arbitragem, para que influa no resultado da competição. Pena; eliminação Proceder de forma atentatória à dignidade do desporto, com o fim de alterar resultado Pena; suspensão de 180 a 360 dias. Zagallo já tem a dele. E a sua, qual é? / de Adelaide Pode parecer brincadeira. Mas o Mário Lobo, o famoso Zagallo, já tem a Seleção Brasileira que irá disputar a Copa do Mundo de 98. Nos próximos 10 dias, o time base que jogar o Torneio da França, na França, e ainda em junho a Copa América, na Bolívia, será certamente o time que entrará em campo na Copa do Mundo. Uma ou outra modificação por contusão, defidência técnica ou fatores extra-campo podem deixar alguns desses selecionáveis de fora. O problema é exatamente este, o fator extra-campo. Por mais que o Mário diga que a seleção do Brasil, a dele é claro, "é ele quem escala, e ninguém mete o dedo", não é bem assim Dois exemplos, e sem nenhuma conotação contra o time do seu 171-Eurico Miranda, vice-presidente do Vasco da Gama. Mas você chamaria o goleiro Carlos Germano e o atacante Edmundo para a seleção? Pois os dois estão entre os Panfletos, boletins, cartazes, adesivos, folders, santinhos, cartões de visita, blocos de rifas e notas fiscais. Impressão em P&E» e colorida, ate o formato 32 x 44 cm. Para maiores informações, solicite a visita de um de nossos representantes. convocados para estes dois torneios. Nem Carlos Germano nem Edmundo, e este último menos ainda, atravessam uma boa fase na equipe carioca. E então o que fazem na Seleção? Cartolagem pura e barata. Zagallo, na dúvida entre chamar Paulo Nunes, do Grêmio, e o Edmundo, do Vasco, chamou os dois e deixou de fora o Donizete, do Corinthians. Pode? Claro que pode, afinal em seleção de Zagallo que tem Ricardo Teixeira como chefe da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), tudo pode a favor das traquinagens como essas duas. Nada contra os jogadores, principalmente contra o Carlos Germano, que teve bons momentos no Campeonato Brasileiro do ano passado. Mas, francamente, o Edmundo, que pode ser um brilhante gênio em algumas jogadas, é um falso brilhante que pode colocar tudo a perder na intempestividade do lance seguinte. "Seleção não é time para freiras", afirmam os estudiosos. Mas não é lugar para antidesportistas e indisciplinados como o jogador Edmundo. Easua? Mas se o Mário já tem a dele - Taffarel; Cafu, Cléber (que ficou em São Paulo tratando de uma contusão), Aldair e Roberto Carlos; Mauro Silva, Dunga, Leonardo e Djalminha; Ronaldinho e Romário - qual seria a sua seleção? O futebol brasileiro tem revelado inúmeros novos craques, mas que precisam ainda de bagagem para vestir a camisa amarela. Senão, eles mesmo acabam amarelando em jogos contra outras seleções. O Campeonato Brasileiro do segundo semestre deve ser o melhor dos últimos anos. Principalmente porque tem muita gente boa querendo mostrar serviço e arrumar espaço na seleção que irá para a França no ano que vem. A pergunta continua em aberto. Quais seriam os II jogadores que você chamaria para a seleção? Mande sua sugestão para a Folha Popular. A partir desta edição e até a Copa do Mundo de 1998, que acontece nos meses de junho/julho, faremos uma bolsa de apostas dos convocávéis. Voltaremos ao assunto. Grafica, e Editora Popular 3^ Rua Othoniei Taborda Keinhardt, Vila São Pedro / Xaxim EM RESUMO SIGILO A Procuradoria da República no Rio, pediu, no último dia 20, a quebra do sigilo bancário e telefônico de Ivens Mendes, ex-presidente da Conaf, principal envolvido na maracutaia das arbitragens. O pedido foi deferido pelo juiz Alexandre Liborati, da 13. a Vara do Rio. Ivens Mendes terá suas ligações telefônicas vasculhadas desde janeiro deste ano e checadas suas contas bancárias nos últimos cinco anos. FREGUêS Relatório do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) mostra que o bandeirinha Marinaldo Silvério trabalhou em dnco jogos do Atlético Paranaense, desde agosto de 96: três pelo Brasileiro-96 e dois pela Copa do Brasil de 97. Destes jogos, o Atlético venceu quatro: Botafogo, Sport, Vasco e Corinthians) e empatou uma, contra o Cruzeiro. Marinaldo foi quem "dedou" o vascaíno Edmundo, dizendo que ele agredira o zagueiro Andrei, do Atlético. Edmundo foi expulso. Depois, Andrd negou a agressão. CONTRATO O Clube dos 13, entidade que representa os chamados clubes grandes do futebol brasileiro, assinou um contrato com a dobosat, TV por assinatura, para a transmissão do Campeonato Brasileiro de 97. A emissora vai pagar R$ 6,7 milhões este ano, R$ 8,05 milhões no ano que vem e R$ t Ò milhões em O acordo é contestado pela TVA, concorrente da Globosat, que afirma ter já um contrato de exclusividade de sete anos. CONVITE Coritiba, Sport, Guarani e Goiás foram convidados para integrar o seleto Clube dos 13. Os quatro times pertencem à Série A do Brasileiro, mas fazem parte de outro clube, os dos 11, formado pelas agremiações consideradas "pequenas". Segundo Eurico Miranda- vice-presidente do Vasco-, Coritiba, Sport e Guarani foram convidados por serem campeões brasileiros. ACIMA DE SUSPEITA "Ricardo Teixeira, um homem honesto". (Frase escrita numa faixa, em manifestação que reuniu 250 adolescentes, em frente à sede da CBF, no Rio) DúVIDA "Agora, responda rápido: você precisa que alguém ponha faixa semelhante na porta de sua casa? " (Do jornalista Jucá Kfouri, comentando a manifestação pró-tedxdra). CAMPEONíSSIMO O Grêmio de Porto Alegre é o grande time brasileiro da década de 90. Em oito anos abocanhou por três vezes a Copa do Brasil (89,94 e97), uma vezo Campeonato Brasileiro e uma vez a Copa Libertadores. A conquista, pela terceira vez, da Copa do Brasil, contra o Flamengo, diante de quase 100 mil pessoas, é um fdto heróico só reservado aos grandes times. NINGUéM TIRA "O Grêmio é campeão e acabou". (Gilberto Coelho, diretor do CBF, descartando ahipótese de o time gaúcho ter o título da Copa do Brasil anulado devido ao escândalo das arbitragens). MALUCO "Ah\ Eu sou gaúcho! Ah! Eu sou gaúcho!" (Paulo Nunes, atacante do Grêmio, parodiando o grito de guerra do torcida do Flamengo, Ah! eu tô maluco).

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