LAILSON DO NASCIMENTO LEMOS MOSCAS-DAS-FRUTAS (DIPTERA: TEPHRITIDAE E LONCHAEIDAE) EM SISTEMAS DE CULTIVO E ENTORNO NO ESTADO DO AMAPÁ,BRASIL

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIODIVERSIDADE TROPICAL UNIFAP / EMBRAPA-AP / IEPA / CI-BRASIL LAILSON DO NASCIMENTO LEMOS MOSCAS-DAS-FRUTAS (DIPTERA: TEPHRITIDAE E LONCHAEIDAE) EM SISTEMAS DE CULTIVO E ENTORNO NO ESTADO DO AMAPÁ,BRASIL MACAPÁ AP 2014

2 LAILSON DO NASCIMENTO LEMOS MOSCAS-DAS-FRUTAS (DIPTERA: TEPHRITIDAE E LONCHAEIDAE) EM SISTEMAS DE CULTIVO E ENTORNO NO ESTADO DO AMAPÁ, BRASIL Tese apresentada à Universidade Federal do Amapá como parte das exigências do Programa de Pós-graduação em Biodiversidade Tropical para a obtenção do título de Doutor em Biodiversidade Tropical, área de Concentração Ecologia e Meio Ambiente. Orientador: Prof. Dr. Ricardo Adaime. MACAPÁ-AP 2014

3 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Biblioteca Central da Universidade Federal do Amapá L557m Lemos, Lailson do Nascimento. Moscas-das-frutas (Diptera: Tephritidae e Lonchaeidae) em sistemas de cultivo e entorno no Estado do Amapá, Brasil / Lailson do Nascimento Lemos; orientador Ricardo Adaime. -- Macapá, f. Tese (Doutorado) Fundação Universidade Federal do Amapá, Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical. 1. Mosca-das-frutas Amapá (AP). 2. Frutas Doenças e pragas Amapá. 3. Fruticultura Infestação. 4. Amazônia Entomologia. I. Adaime, Ricardo, orient. II. Fundação Universidade Federal do Amapá. III. Título.

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5 AGRADECIMENTOS A Deus, pela vida, saúde, força de vontade e determinação que me motivaram a estudar. Seu amor é infinito. Sem ele nada seria possível. Aos professores, coordenadores e ex-coordenadores do Programa de Pós-graduação em Biodiversidade Tropical da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), que contribuíram com conhecimentos significativos durante o meu doutoramento. A Embrapa Amapá, através da Rede Amazônica de Pesquisas sobre Moscas-dasfrutas, que financiou esta pesquisa e proporcionou toda a logística necessária. Ao meu orientador, Prof. Dr. Ricardo Adaime, por ter acreditado na minha capacidade, ter me moldado e me inserido no contexto da pesquisa científica durante esses mais de quatro anos de estudo. Aos meus colegas de turma (Mestrado e Doutorado). Nossa convivência proporcionou amizade e cumplicidade durante as aulas e atividades de campo. Aos meus colegas estagiários do Laboratório de Entomologia da Embrapa Amapá, em especial, Maria do Socorro (Help), Luana Pinheiro, Francisco Andrew, Oziel Baía, Sarron Feliphe, Danilo Baía e Ezequiel. Vocês foram incansáveis. Junto com os demais, contribuíram com grande esforço no apoio à execução das atividades de laboratório e campo. Ao Botânico do IEPA, Salustiano Vilar da Costa-Neto, pela valiosa contribuição na identificação botânica de algumas espécies vegetais. Ao Biólogo Pedro Carlos Strikis, pela valiosa contribuição na identificação dos exemplares de lonqueídeos. Aos meus colegas de trabalho da U.B.S. Perpétuo Socorro, da Escola Sebastiana Lenir e da FAPEAP, que me incentivaram e cobriram a minha ausência laboral, me ajudaram, incentivaram, vibraram e torceram por mim, no decorrer deste curso. Aos amigos do dia-a-dia, que sempre me apoiaram, entenderam minhas ausências, desenvolveram curiosidades sobre minha pesquisa e também me ajudaram, em especial à Bruna Salomão e Silvio Filho, que contribuíram na digitação das planilhas de dados. Por fim, à minha mãe que é o meu anjo-da-guarda na terra e que sempre orou por mim pedindo o livramento. Aos meus filhos Laís, Lailson Júnior e Carlos José, que reclamaram, mas souberam entender minha ausência e, ao meu Amor, Marcia Pires, só o amor descreve o que você fez por mim. Também te amo!

6 Ando devagar porque já tive pressa e levo este sorriso porque já chorei demais. Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe, Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei Almir Sater

7 SUMÁRIO RESUMO GERAL... 8 GENERAL ABSTRACT... 9 INTRODUÇÃO GERAL REFERÊNCIAS CAPÍTULO 1: RIQUEZA DE ESPÉCIES DE ANASTREPHA (DIPTERA: TEPHRITIDAE), HOSPEDEIROS E PARASITOIDES NO ESTADO DO AMAPÁ, BRASIL RESUMO INTRODUÇÃO MATERIAL E MÉTODOS Área de estudo Coleta e processamento dos frutos Obtenção dos pupários e dos insetos adultos Identificação do material botânico Análise dos dados RESULTADOS DISCUSSÃO AGRADECIMENTOS REFERÊNCIAS CAPÍTULO 2: SCIENTIFIC NOTES - NEW HOSTS OF BACTROCERA CARAMBOLAE (DIPTERA: TEPHRITIDAE) IN BRAZIL REFERENCES CITED CAPÍTULO 3: ESPÉCIES DE LONCHAEIDAE (DIPTERA: TEPHRITOIDEA) E SEUS HOSPEDEIROS NO ESTADO DO AMAPÁ, BRASIL RESUMO ABSTRACT INTRODUÇÃO MATERIAL E MÉTODOS Área de estudo Coleta e processamento dos frutos Obtenção dos pupários e dos insetos adultos Identificação dos insetos Identificação do material botânico Análise dos dados RESULTADOS DISCUSSÃO AGRADECIMENTOS REFERÊNCIAS... 70

8 CONSIDERAÇÕES GERAIS ANEXO 1 - SCIENTIFIC NOTES: NEW HOSTS OF BACTROCERA CARAMBOLAE (DIPTERA: TEPHRITIDAE) IN BRAZIL... 75

9 LISTA DE TABELAS Capítulo 1 Tabela 1. Número de amostras e frutos coletados e infestados por Anastrepha em três municípios do estado do Amapá, Brasil. Janeiro a dezembro de Tabela 2. Hospedeiros de espécies de Anastrepha, massa, número de frutos e seus respectivos índice de infestação Tabela 3. Hospedeiros Anastrepha spp. em três municípios do estado do Amapá Tabela 4. Espécies de Hymenoptera parasitoides de Anastrepha spp Capítulo 2 Tabela 1. Hosts of Bactrocera carambolae in the state of Amapá, brazil from Jan to Dec Capítulo 3 Tabela 1. Número de amostras e frutos coletados e infestados por Lonchaeidae em três municípios do estado do Amapá, Brasil. Janeiro a dezembro de Tabela 2. Frutos hospedeiros das espécies de Lonchaeidae, índices de infestação dos frutos e mês de ocorrência em Mazagão, Amapá. Janeiro a dezembro de Tabela 3. Frutos hospedeiros das espécies de Lonchaeidae, índices de infestação dos frutos e mês de ocorrência em Porto Grande, Amapá. Janeiro a dezembro de Tabela 4. Frutos hospedeiros das espécies de Lonchaeidae, índices de infestação dos frutos e mês de ocorrência em Santana, Amapá. Janeiro a dezembro de Tabela 5. Espécies de Lonchaeidae e seus hospedeiros em três municípios do estado do Amapá, Brasil. Janeiro a dezembro de

10 8 RESUMO GERAL As moscas-das-frutas (Diptera: Tephritidae e Lonchaeidae) representam um dos principais problemas fitossanitários da fruticultura, pois algumas espécies são consideradas pragas. No Brasil, a família Tephritidae está representada por cinco gêneros, contudo são os mais importantes. Anastrepha é o mais diverso e congrega as espécies nativas da região Neotropical. No estado do Amapá, Bactrocera carambolae Drew & Hancock está sob controle oficial. De Lonchaeidae, as larvas estão associadas à matéria orgânica em decomposição, principalmente madeira, flores e frutos, no entanto, algumas espécies são invasoras primárias de frutos e botões florais. Os gêneros mais importantes são: Neosilba McAlpine, Dasiops Rondani e Lonchaea Fallén. O presente trabalho objetiva conhecer a riqueza de espécies de moscas-das-frutas, seus hospedeiros e parasitoides em frutos nativos e introduzidos no estado do Amapá. Os estudos foram conduzidos em três propriedades rurais, localizadas nos municípios de Santana (S 00º 02 W 51º 13 ), Mazagão (S 00º 06 W 51º 15 ) e Porto Grande (N 00º 36 W 51º 27 ), de onde os frutos foram coletados, nas áreas de cultivo e em área da mata adjacente (parcela de 40 m x 250 m). As coletas foram cada 30 dias, em cada propriedade, entre janeiro e dezembro de Nas áreas demarcadas, realizou-se varredura coletando-se frutos da planta e recém-caídos ao solo. Em laboratório, os frutos foram dispostos em frascos de plástico transparente (8 cm de diâmetro x 6 cm de altura) sobre camada de areia esterilizada e cobertos com organza. A cada cinco dias, a areia contida nos frascos foi examinada e os pupários foram transferidos para outros frascos e encobertos por vermiculita umedecida, até a obtenção dos adultos. Os insetos que emergiram foram sacrificados e transferidos para frascos ependorff contendo etanol a 70%, devidamente etiquetados, para posterior identificação. Foram coletadas 412 amostras (4.554 frutos, 323,4 kg, representadas por 78 espécies vegetais, 27 introduzidas e 51 nativas, de 32 famílias). Houve infestação por Anastrepha em 107 amostras (20 espécies vegetais de 13 famílias botânicas) de onde foram obtidos pupários, dos quais emergiram exemplares pertencentes a 12 espécies, além de 177 exemplares de parasitoides de cinco espécies (quatro Braconidae e uma Figitidae). Novas associações de Anastrepha/hospedeiros foram realizadas para a Amazônia: A. obliqua a Q. guianensis e M. emarginata; A. fraterculus a S. purpurea; A. distincta a A. muricata; A. serpentina a P. gardneri e A. leptozona a M. zapota. Além dessas, A. obliqua a M. jaboticaba é registro de nova associação para o estado do Amapá. Por B. carambolae foram 33 amostras infestadas, de onde obteve-se 613 adultos distribuídos em dez espécies vegetais: Mangifera indica (Anacardiaceae), Malpighia emarginata (Malpighiaceae), Eugenia stipitata (Myrtaceae), Psidium guajava (Myrtaceae), Syzygium malaccense (Myrtaceae), Averrhoa carambola (Oxalidaceae), Manilkara zapota (Sapotaceae), Pouteria macrophylla (Sapotaceae), Capsicum chinense (Solanaceae) e Chrysobalanus icaco (Chrysobalanaceae). Das dez espécies vegetais infestadas por B. carambolae, sete são registras pela primeira vez como hospedeiras no Brasil: M. indica, E. stipitata, S. malaccense, M. zapota, P. macrophylla, C. chinense e C. icaco. Por Lonchaeidae, houve infestação em 50 amostras (23 espécies vegetais de 18 famílias botânicas). Obteve-se 856 pupários que originaram exemplares adultos de 10 espécies pertencentes aos gêneros Neosilba, Dasiops e Lonchaea. As espécies Neosilba laura Strikis, N. parapeltae Strikis e N. perezi (Romero & Ruppel) foram registradas pela primeira vez na Amazônia. Dasiops inedulis Steyskal foi registrada pela primeria vez no estado do Amapá. Adicionalmente, 25 novas associações de hospedeiros e espécies de lonqueídeos para a Amazônia foram feitas, contribuindo significativamente para o avanço no conhecimento sobre este grupo de insetos na região. PALAVRAS-CHAVE: Fruticultura, Infestação, Tephritidae, Lonchaeidae, Amazônia.

11 9 GENERAL ABSTRACT The fruit flies (Diptera: Tephritidae and Lonchaeidae) represent one of the main phytosanitary problems of fruit production, because some species are considered pests. In Brazil, Tephritidae family is represented by five genera, being Anastrepha Schiner, Ceratitis Macleay, Bactrocera Macquart the most important. The Anastrepha genus is the most diverse and group native species of the Neotropical region. In the Amapá State, Bactrocera carambolae Drew & Hancock is under official control. Of Lonchaeidae, the larvae of these flies are associated with decomposing organic matter, mainly wood, flowers and fruits. Yet, some species are primary invasive of fruit and flower buds. The most important genera in Brazil are: Neosilba, Dasiops and Lonchaea. The present study aimed knowing the species richness of fruit flies, their hosts and parasitoids in native and introduced fruits in farm systems and around three locations in the Amapá State. The studies were conducted at three farms, located in Santana (S 00º 02 ' - W 51 13'), Mazagão (S 00º 06 ' W 51º 15 ) and Porto Grande (N 00º 36' - W ') municipalities, where the fruits were collected in cultivation and adjacent forest areas (share of 40 m x 250 m). Sampling was every 30 days on each property between January and December In the demarcated areas held scanning to collect fruits directly from the plant or freshly fallen on the ground. In the laboratory, the fruits were placed in transparent plastic jars (8 cm diameter x 6 cm high) under sterile sand and covered organza. Every five days, the sand contained in the vials was examined and pupae were transferred to other flasks and shrouded in wet vermiculite, until the attainment of adults. The insects which emerged were sacrificed and transferred to ependorff vials properly labeled, containing 70% ethanol, for subsequent identification. 412 samples (4,554 fruit, kg, represented for 78 plant species, 27 native and 51 introduced belonging to 32 families) were collected. There was infestation by Anastrepha in 107 samples (20 species from 13 plant families) where obtained 5,252 pupae that emerged 2, 452 specimens belonging to 12 species, and 177 specimens of five parasitoids species (four of Braconidae and one of Figitidae). New associations of Anastrepha/hosts were held to Amazon: A. obliqua to the Q. guianensis and to the M. emarginata; A. fraterculus to the S. purpurea; A. distincta to the A. muricata; A. serpentina to the P. gardneri; A. leptozona to the M. zapota. Besides these, A. obliqua to the M. caulifolia is new record association for the Amapá State. By B. carambolae 33 samples were infested, from which obtained 613 especimens emerged of 10 plant species: Mangifera indica (Anacardiaceae), Malpighia emarginata (Malpighiaceae), Eugenia stipitata (Myrtaceae), Psidium guajava (Myrtaceae), Syzygium malaccense (Myrtaceae), Averrhoa carambola (Oxalidaceae), Manilka zapota (Sapotaceae), Pouteria macrophylla (Sapotaceae), Capsicum chinense (Solanaceae) and Chrysobalanus icaco L. (Chrysobalanaceae). Ten plant species infested by B. carambolae, seven are first register as a host in Brazil: M. indica, E. stipitata, S. malaccense, M. zapota, P. macrophylla, C. chinense and C. icaco. By Lonchaeidae, there was infestation in 50 samples (23 species from 18 plant families). Yelded 856 pupae that gave adult specimens of 10 species belonging to the Neosilba, Dasiops and Lonchaea genera. The Neosilba laura Strikis, N. parapeltae Strikis and N. perezi (Romero & Ruppel) species were recorded for the first time in the Amazon. Dasiops inedulis Steyskal was recorded the first time at the Amapá state. Additionally, 25 new associations of hosts wich lace flies to Amazon were made, representing significant contribution to knowledge advancing about this group of insects in the region. KEYWORDS: Fruit production, Infestation, Tephritidae, Lonchaeidae, Amazon.

12 10 INTRODUÇÃO GERAL O Brasil vem se destacando mundialmente como importante produtor de frutas, especialmente tropicais e subtropicais (SÃO JOSÉ, 2003). Atualmente é o terceiro maior produtor de frutas frescas do mundo, sendo este segmento agrícola de grande relevância nacional, uma vez que a produção anual é acima de 40 milhões de toneladas, correspondendo a aproximadamente 25% do valor da produção agrícola do país, além de gerar em torno de 5 milhões de empregos diretos e contribuir com uma receita bruta anual da ordem de 15 bilhões de reais (BASA, 2008; ANUÁRIO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 2013). Apesar da elevada produção e do reconhecido potencial de crescimento nesse segmento, especialmente no que diz respeito ao acesso a mercados de frutas frescas tropicais, a introdução de produtos brasileiros em mercados internacionais não se dá na mesma proporção, uma vez que o Brasil exporta apenas 3% daquilo que colhe, fazendo com que a comercialização dependa, quase que exclusivamente, do mercado interno. Chile e Peru se destacam como exportadores, pois produzem além da demanda interna (ANUÁRIO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, Entre os fatores que contribuem para o baixo volume de exportação, destacam-se barreiras políticas, perdas na produção e pós-colheita e problemas fitossanitários. Estes últimos são considerados uma das principais barreiras a serem vencidas, pois mesmo a fruticultura tendo qualidade e potencial produtivo, os países importadores restringem ao máximo a comercialização por meio de medidas quarentenárias rigorosas (SOUZA FILHO, 2006). Nesse contexto, as moscas-das-frutas (Diptera: Tephritidae) são consideradas extremamente importantes e sua presença causa, não somente danos diretos aos produtos, como também limitações comerciais (MALAVASI, 2000). A infestação de diversas espécies de frutos por Tephritidae tem ocorrido em diferentes partes do mundo, apesar dos procedimentos de quarentena adotados por vários países (DUYCK et al., 2004). Na atualidade, constitui um dos maiores grupos de insetos fitófagos com importância econômica mundial, ocorrendo desde a região temperada até a tropical, com exceção das áreas árticas e desérticas, onde a vida vegetal é escassa (ZUCCHI, 2001). No Brasil, as espécies de moscas-das-frutas registradas pertencem a cinco gêneros: Anastrepha Schiner, Bactrocera Macquart, Ceratitis MacLeay, Rhagoletis Loew e Toxotrypana Gerstaecker. O gênero Anastrepha apresenta maior número de registros de espécies (115), representando aproximadamente 49% das 235 espécies assinaladas para o continente americano (ZUCCHI, 2008; UCHÔA; NICÁCIO, 2010).

13 11 Apesar do razoável conhecimento acerca da diversidade de tefritídeos que causam prejuízos à fruticultura brasileira, pouco ainda se sabe sobre sua distribuição, plantas hospedeiras e inimigos naturais, sobretudo, estudos biológicos e ecológicos de populações (MOURA; MOURA, 2006; MINZÃO; UCHÔA-FERNANDES, 2008). Isso se deve ao fato de que a maioria dos estudos ainda são conduzidos em pomares comercias, com a utilização de frascos caça-moscas. Por isso, estudos populacionais baseados em amostragem de frutos devem ser intensificados, especialmente em áreas nativas e pomares domésticos, para ampliar o conhecimento dessas espécies, e isso só poderá ser obtido com levantamentos intensivos diretamente dos frutos hospedeiros (ZUCCHI, 2000; 2007). Do total de espécies de moscas-das-frutas registradas no Brasil, apenas 51% tem pelo menos um hospedeiro conhecido (ZUCCHI, 2008). Desse modo, o conhecimento da diversidade de plantas silvestres e hospedeiras de tefritídeos em uma região é de fundamental importância para a implementação do manejo integrado das espécies-praga, pois, segundo Aluja (1999), nessas espécies vegetais populações aumentam antes de invadirem os pomares comerciais. O registro de distribuição geográfica e plantas hospedeiras precisam ser catalogados, tornando-se, assim, referência básica para técnicos envolvidos com problemas quarentenários (ZUCCHI, 2000). Além da família Tephritidae, os insetos da família Lonchaeidae, dípteros frugívoros cujas espécies danificam frutos e hortaliças, têm sido reportados como pragas primárias em diferentes culturas no Brasil, mas ainda são pouco estudados na região neotropical (VELOSO et al., 1994; UCHÔA-FERNANDES; ZUCCHI, 1999; BITTENCOURT et al., 2006). Dasiops Rondani e Neosilba McAlpine são os gêneros que agrupam espécies de importância econômica (SOUZA FILHO, 2006). No Brasil, os registros de espécies de lonqueídeos associadas a espécies frutíferas aumentaram nos últimos anos (UCHÔA, 2012) e a classificação das espécies como pragas tem recentemente chamado a atenção dos pesquisadores. No entanto, estratégias de manejo populacional de lonqueídeos têm sido dificultadas em virtude da falta de estudos taxonômicos e bioecológicos. No Estado do Amapá, os estudos com moscas-das-frutas e seus inimigos naturais são recentes. Entretanto, especificamente nos últimos anos, experimentou significativo crescimento, baseado especialmente em amostragem de frutos potencialmente hospedeiros, motivados basicamente pela necessidade de se compreender a bioecologia da mosca-dacarambola (Bactrocera carambolae Drew & Hancock), restrita ao Estado.

14 12 A espécie B.carambolae é considerada praga de grande expressão econômica para países exportadores de frutas, especialmente em virtude de restrições quarentenárias impostas por países importadores que não possuem a praga em seus territórios, Portanto, constitui-se em problema fitossanitário de extrema relevância para o país, já que a simples presença em áreas de produção pode levar a perda de mercados importadores importantes, ocasionando prejuízos de grande monta para o país (SILVA et al., 1997; MALAVASI, 2001). O impacto negativo da introdução da mosca-da-carambola em outras regiões do país, a exemplo do Submédio São Francisco, pode ter consequências desastrosas, principalmente do ponto de vista econômico (SILVA et al., 1997). Esses impactos também podem ser expandidos para implicações ambientais, devido aos efeitos de medidas de controle, especialmente químicas, sobre os recursos naturais e organismos não-alvo, interferência nas interações biológicas com espécies nativas e adaptação a outras espécies comerciais ainda não consideradas hospedeiras (SILVA et al., 1997; NASCIMENTO; CARVALHO, 2000; CARVALHO, 2003). Caso a praga fique fora de controle, estima-se que geraria, no Brasil, um prejuízo potencial de US$ 30,8 milhões no ano inicial e de cerca de US$ 92,4 milhões no terceiro ano de infestação (SILVA et al., 1997). Diante desse cenário, é fundamental a realização de pesquisas científicas sobre moscas-das-frutas para melhor compreender a bioecologia das espécies de importância econômica e quarentenária e de potenciais espécies-praga nas condições do Amapá. Sendo assim, o presente trabalho teve por objetivo contribuir para o avanço do conhecimento científico sobre moscas-das-frutas no estado do Amapá, gerando e difundindo informações sobre o registro de espécies de tefritídeos, lonqueídeos, seus hospedeiros (nativos ou introduzidos) e seus inimigos naturais, úteis ao manejo das espécies-praga. O estudo foi realizado em três propriedades rurais localizadas nos municípios de Mazagão, Porto Grande e Santana, estado do Amapá. As propriedades apresentam em comum área de cultivo de frutas para fins comerciais e área de mata nativa adjacente aos pomares. Foram realizadas coletas de frutos de diversas espécies vegetais, a cada 30 dias, no período de janeiro a dezembro de Na área cultivada, frutos disponíveis, das espécies vegetais cultivadas, foram coletados. Na vegetação nativa, as coletas foram realizadas dentro de uma parcela medindo 40 m de largura x 250 m de comprimento (1 hectare) onde realizou-se varredura, coletando-se frutos da planta e recém-caídos ao solo. Para a coleta e processamento das amostras foi adotada a metodologia descrita por Silva et al. (2011). Os insetos obtidos e as plantas das quais os frutos foram coletadas foram identificados com base na literatura especializada.

15 13 seguir: A presente tese está composta por três artigos científicos (capítulos), descritos a Capítulo 1. Riqueza de espécies de Anastrepha (Diptera: Tephritidae), hospedeiros e parasitoides no estado do Amapá, Brasil O presente trabalho teve o objetivo conhecer a riqueza de espécies de Anastrepha, seus hospedeiros e parasitoides que ocorrem em frutos nativos e introduzidos no estado do Amapá. Os estudos foram conduzidos em três propriedades rurais, localizadas nos municípios de Mazagão, Porto Grande e Santana. Foram realizadas coletas de frutos de diversas espécies vegetais, a cada 30 dias, no período de janeiro a dezembro de Em toda a área demarcada foi realizada uma varredura coletando-se frutos da planta e recém-caídos no solo. Foram amostradas 78 espécies vegetais (27 introduzidas e 51 nativas) pertencentes a 32 famílias (412 amostras, frutos, 323,4 kg). Houve frutos infestados por Anastrepha em 107 amostras (20 espécies vegetais de 18 famílias botânicas). Foram obtidos pupários, dos quais emergiram exemplares de 12 espécies de Anastrepha e 177 exemplares de parasitoides de cinco espécies (quatro Braconidae e uma Figitidae). Seis novas associações de moscas/hospedeiros foram realizadas para a Amazônia: Anastrepha obliqua a Quararibea guianensis e Malpighia emarginata; A. fraterculus a Spondias purpurea; A. distincta a Annona muricata; A. serpentina a Pouteria gardneri e A. leptozona a Manilkara zapota. Além dessas, A. obliqua a Myrciaria jaboticaba é registro de nova associação para o estado do Amapá. Capítulo 2. New hosts of Bactrocera carambolae (Diptera: Tephritidae) in Brazil. Sete espécies vegetais foram registradas pela primeira vez como hospedeiras de Bactrocera carambolae no Brasil. Eugenia stipitata e Pouteria macrophylla, nativas da região Amazônica, também foram reportadas como hospedeiros da mosca-da-carambola. O maior número de espécimes foi obtido de frutos de Averrhoa carambola e Psidium guajava.

16 14 Capítulo 3. Espécies de Lonchaeidae (Diptera: Tephritoidea) e seus hospedeiros no estado do Amapá, Brasil. O trabalho relacionou as espécies de Lonchaeidae e seus hospedeiros em três municípios do estado do Amapá. Foram amostradas 78 espécies vegetais pertencentes a 32 famílias (412 amostras, frutos, 323,4 kg). Frutos estavam infestados por Lonchaeidae em 50 amostras (24 espécies vegetais de 18 famílias botânicas). Foram obtidos 853 pupários de Lonchaeidae, que originaram adultos de 10 espécies pertencentes aos gêneros Neosilba, Dasiops e Lonchaea. As espécies Neosilba laura Strikis, N. parapeltae Strikis e N. perezi (Romero & Ruppel) são registradas pela primeira vez na Amazônia. Dasiops inedulis Steyskal é registrada pela primeira vez no estado do Amapá. Adicionalmente, 25 novas associações de hospedeiros e espécies de lonqueídeos para a Amazônia foram feitas, contribuindo, significativamente, para o avanço do conhecimento sobre este grupo de insetos na região. REFERÊNCIAS ALUJA, M. Fruit fly (Diptera: Tephritidae) research in Latin America: myths, realities and dreams. Anais da Sociedade Entomológica do Brasil, Londrina, v.28, n.4, p , ANUÁRIO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA. Santa Cruz do Sul: Gazeta Santa Cruz, p. BASA, Banco da Amazônia. O Banco da Amazônia e o financiamento da fruticultura regional. Contexto Amazônico. v. 1, n. 5, Disponível em: %5Cbib lioteca%5ccontextoamazonico%5ccontexto_amazonico_5.pdf>. Acesso em: 07 set BITTENCOURT, M. A. L.; SILVA, A. C. M.; BOMFIM, Z. V.; SILVA, V. E. S.; ARAÚJO, E. L.; STRIKIS, P. C. Novos Registros de Espécies de Neosilba (Diptera: Lonchaeidae) na Bahia. Neotropical Entomology, v.2, n.35, p , CARVALHO, R. S. Estudos de laboratório e de campo com o parasitóide exótico Diachasmimorpha longicaudata Ashmead (Hymenoptera: Braconidae) no Brasil f. Tese (Doutorado) Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo, Piracicaba. 1 CD- ROM DÓRIA, H. O. S.; BORTOLI, S. A.; ALBERGARIA, N. M. M. S. Influência do tratamento térmico na eliminação de Ceratitis capitata em frutos de goiaba (Psidium guajava L.). Acta Scientiarum, v.26, n.1. p , 2004.

17 15 DUYCK, P. F.; DAVID, P.; QUILICI, S. A review of relationships between interspecific (Diptera: Tephritidae). Ecological Entomology, v.29, n. 5, p , MALAVASI, A. Áreas-livres ou de baixa prevalência. In: MALAVASI, A.; ZUCCHI, R. A. (Ed.). Moscas-das-frutas de importância econômica no Brasil: conhecimento básico e aplicado. Ribeirão Preto: Holos, p MALAVASI, A. Mosca-da-carambola, Bactrocera carambolae (Diptera: Tephritidae). In: VILELA, E. F.; ZUCCHI, R. A.; CANTOR F. (Ed.). Histórico e impacto de pragas introduzidas no Brasil. Ribeirão Preto: Holos, p MINZÃO, E. R.; UCHÔA-FERNANDES, M.A. Diversidade de moscas frugívoras (Diptera, Tephritoidea) em áreas de matas decídua e ciliar no Pantanal sul-mato-grossense, Brasil. Revista Brasileira de Entomologia, v.52, n. 3, p , MOURA, A. P.; MOURA, D. C. M. Espécies de moscas-das-frutas (Diptera: Tephritidae) associadas à cultura da goiabeira (Psidium guajava L.) em Fortaleza, Ceará. Arq. do Inst. Biol., São Paulo, v.73, n.1, p.65-71, NASCIMENTO, A. S.; CARVALHO, R. S. Manejo integrado de moscas-das-frutas. In: MALAVASI, A.; ZUCCHI, R. A. (Ed.). Moscas-das-frutas de importância econômica no Brasil: conhecimento básico e aplicado. Ribeirão Preto: Holos, p SÃO JOSÉ, A. R. Cultivo e mercado da graviola. Fortaleza: Instituto Frutal, p. SILVA, O. L. R.; SUMAN, R.; SILVA, J. R. Mosca da carambola (Bactrocera carambolae Drew & Hancock). Brasília, DF: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, p. (Alerta quarentenário,1). SILVA, R. A.; DEUS, E. G.; RAGA, A.; PEREIRA, J. D. B.; SOUZA FILHO, M. F.; COSTA NETO, S. V. Monitoramento de moscas-das-frutas na Amazônia: amostragem de frutos e uso de armadilhas. In: SILVA, R. A.; LEMOS, W. P.; ZUCCHI, R. A. (Ed.). Moscasdas-frutas na Amazônia brasileira: diversidade, hospedeiros e inimigos naturais. Embrapa Amapá, Macapá, Amapá, p SOUZA FILHO, M. F. Infestação de moscas-das-frutas (Diptera: Tephritidae e Lonchaeidae) relacionado à fenologia da goiabeira (Psidium guajava), nespereira (Eriobotrya japonica) e do pessegueiro (Prunus persica). Tese (Doutorado) ESALQ/USP. Piracicaba, SP. 126p., UCHÔA, M. A.; NICÁCIO, J. N. New records of Neotropical fruit flies (Tephritidae), lance flies (Lonchaeidae) (Diptera: Tephritoidea), and their host plants in the South Pantanal and adjacent areas, Brazil. Annals of the Entomological Society of America, v. 103, n. 5, p , Uchôa, M. A Fruit flies (Diptera: Tephritoidea): biology, host plants, natural enemies, and the implications to their natural control. In: LARRAMENDY, M. L.; SOLONESKI, S. (Ed.). Integrated pest management and pest control: current and future tactics. InTech, Rijeka, p

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