UNIJUI- Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul Departamento de Humanidades e Educação Curso de Geografia

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1 UNIJUI- Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul Departamento de Humanidades e Educação Curso de Geografia DIAGNÓSTICO DA QUALIDADE DA ÁGUA SUBTERRÂNEA EM PROPRIEDADE RURAL NO MUNICÍPIO DE PLANALTO, RS. ÂNGELA MARIA FERREIRA FERNANDES Ijuí/RS 2011

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3 ÂNGELA MARIA FERREIRA FERNANDES Monografia apresentada ao Curso de Geografia da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul UNIJUI, como requisito parcial para a obtenção do título de Licenciado em Geografia. Orientadora: M.Sc. Doris Ketzer Montardo Ijuí/RS 2011

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5 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1: Etapa do tratamento da água Floculador Figura 2: Etapa do tratamento da água Decantador Figura 3: Etapa do tratamento da água Filtro Figura 4: Demonstração do Ciclo da água Figura 5: Localização do município de Planalto no Estado no RS Figura 6: Poço instalado na propriedade Figura 7: Croqui da propriedade rural Figura 8 a/b: Reservatório (amostra 2) instalado há uma altura de 10 metro Figura 9: Valores observados e VMP de Turbidez, ph, Cor e Dureza na análise físico-química realizada nas amostras de água coletadas nos três pontos na propriedade rural... Figura 10: Relação entre os valores de Turbidez e Cor observada nas análises físico-química realizada nas amostras de água coletadas nos três pontos na propriedade rural

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7 LISTA DE TABELA/QUADROS Tabela 1: Padrão microbiológico de potabilidade da água para consumo humano Tabela 2: Padrão de turbidez para água pós-filtração ou pré-desinfecção Tabela 3: Posição geográfica dos pontos de coleta Tabela 4: Valores para análise microbiológica da água dos 03 pontos de coletas amostrados na propriedade rural Tabela 5: Valores para análise físico-química da água dos 03 pontos de coletas amostrados na propriedade rural Quadro 1: Alguns exemplos de impurezas na água Quadro 2: Parâmetros químicos de uma água potável... 32

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9 RESUMO A água disponibilizada para consumo humano deve apresentar excelentes índices de potabilidade, indispensável para a qualidade da saúde das pessoas. No meio rural, onde em grande maioria das propriedades não há abastecimento público de água, o mais comum é utilizar água retirada dos poços subterrâneos. Através de processos de infiltração as águas podem ser contaminadas pelos resíduos geradas em função das diversas atividades realizadas na propriedade. No Brasil, a Portaria do Ministério da Saúde nº 518/2004 estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, estabelecendo valores máximos permissíveis (VMP) para as características microbiológicas e físico-químicas da água potável, aliados à Resolução 357/2005 do CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade da água subterrânea utilizada para consumo humano e uso doméstico em uma pequena propriedade rural, na cidade de Planalto, RS, em novembro de 2011, relacionando o uso da água e as atividades agrícolas praticadas. Para este fim, realizou-se a coleta de amostras de água em três pontos na propriedade, sendo poço raso, reservatório e saída na torneira. As análises bacteriológicas realizadas foram coliformes totais, coliformes termotolerantes (Escherichia coli) e mesófilos heterotróficos. Nas análises físicoquímicas, os parâmetros definidos para avaliação foram ph, turbidez, cor, condutividade elétrica, dureza e alcalinidade total. Comparando-se aos parâmetros estabelecidos na legislação federal vigente, os resultados das análises bacteriológicas para coliformes totais e mesófilos heterotróficos foram os mais críticos com indicação de presença de bactérias. Nas análises físico-químicas há índices elevados no parâmetro turbidez nos três pontos de coletas e cor para o ponto de coleta do poço raso. A água utilizada na propriedade rural foi considerada um importante fator de risco à saúde e deve-se atentar para o uso de práticas conservacionistas no tratamento de esgoto doméstico e outras atividades agrícolas que podem alterar a qualidade da água e ainda continuar monitorando a qualidade da água.

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11 SUMÁRIO INTRODUÇÃO O USO DA AGUA NO ESPAÇO GEOGRÁFICO Água no meio rural Captação de água em poços Sistema público de abastecimento Tratamento da água A GEOGRAFIA E A PAISAGEM RURAL Transformação da paisagem: vulnerabilidade na qualidade da água Atividades rurais x Impactos ambientais Qualidade da água no meio rural LEGISLAÇÃO AMBIENTAL PARA ÁGUA Parâmetros da qualidade da água: Ministério da Saúde, Ministério do Meio Ambiente Classificação e qualidade das águas MATERIAL E MÉTODOS Metodologia da pesquisa Caracterização da área de estudo Metodologia de Coleta e Transporte Os parâmetros selecionados Análise de dados RESULTADOS E DISCUSSÃO Análise Microbiológica Análise Físico-Química ph, Turbidez, Cor, Condutividade, Dureza, Alcalinidade Total Potencial Hidrogeniônico (ph) Turbidez Cor Condutividade elétrica Dureza Alcalinidade Total CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 56

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13 1. INTRODUÇÃO As atividades econômicas de uma determinada região são desenvolvidas para atender as exigências e demandas dos grupamentos humanos que nela habitam, sendo que o espaço geográfico é transformado e adaptado às necessidades dos mesmos. Porém, esta adaptação, muitas vezes, é realizada de forma desordenada, não considerando as reais potencialidades que a área oferece, podendo tornar-se o princípio da eclosão de inúmeros problemas de ordem ambiental. Desta maneira, a qualidade da água destinada ao consumo humano é questão de grande importância e têm ocasionado preocupação em âmbito da saúde pública. O consumo de água contaminada ou fora dos padrões mínimos de qualidade torna-se fator de risco e agravos à saúde, devido à presença de seres patogênicos e/ou elementos e substâncias químicas prejudiciais, bem como substâncias orgânicas não degradáveis, nitrato, gás sulfídrico, metais pesados, entre outros. A água subterrânea utilizada para consumo humano é um dos importantes veículos de enfermidades diarréicas de natureza infecciosa, o que torna primordial a avaliação da sua qualidade e potabilidade. As águas subterrâneas encontram-se protegidas por camadas de solo, rochas e/ou suas alterações. Assim, são menos propensas à contaminação do que as águas superficiais, funcionando como reservatórios. Por outro lado, quando contaminadas, sua descontaminação torna-se difícil e onerosa (MARION et al.,2006). As atividades agrícolas desenvolvidas e seu processo de mordenização são alguma das principais ameaças de contaminação dos mananciais superficiais e subterrâneos. Assim, estudos entre a interação e a relação homem x meio, objetivando a sustentabilidade ambiental é de grande importância, uma vez que a conservação dos recursos naturais está diretamente relacionada com a melhoria na qualidade de vida das pessoas residentes em uma determinada área ou região. A abordagem bibliográfica apoiada na pesquisa documental apresenta no capítulo I O uso da água no espaço geográfico e no capítulo II A geografia e a paisagem rural, questionamentos a partir de pesquisas anteriormente já realizadas

14 8 por vários autores sobre a disponibilidade de água potável com qualidade e sua relação com paisagem rural geralmente afetada pelas atividades desenvolvidas no espaço rural. Para ampliar a discussão sobre a potabilidade da água, o capítulo III Legislação Ambiental para água aborda os parâmetros da qualidade da água apresentados pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria nº 518/2004 e pelo Ministério do Meio Ambiente, através do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), na Resolução N 357/2005. O método deduti vo foi utilizado na pesquisa de campo através do estudo de caso realizado em uma propriedade rural com a proposta de avaliar a qualidade da água utilizada relacionando com os parâmetros apresentados pela Legislação e discutidos no capítulo IV Análise e Discussão dos resultados. A pesquisa objetivou analisar a qualidade higiênico-sanitária da água, verificar fontes de contaminação dos recursos hídricos presentes na propriedade e diagnosticar as condições socioambientais em que se encontram a propriedade em estudo, lembrando que as atividades agrícolas desenvolvidas e a mordenização são algumas das principais ameaças de contaminação dos mananciais superficiais e subterrâneos. Após avaliação dos resultados obtidos nas análises, é necessário considerar que a água utilizada na propriedade rural é um fator de risco à saúde dos que a utilizam. É possível que o desenvolvimento de um trabalho de educação ambiental para os residentes nessa propriedade com a adoção de medidas preventivas que visam à preservação das fontes de água e o tratamento da água já comprometida, aliados à implantação de boas práticas ambientais são ferramentas essenciais para minimizar o máximo a ocorrência de enfermidades que poderão ser transmitidas pela veiculação hídrica.

15 9 1. O USO DA AGUA NO ESPAÇO GEOGRÁFICO 1.1. Água no meio rural Na década de 30/40, o meio rural no Brasil era um local tranqüilo e de pouca modernidade o que levou muitas pessoas para a cidade em busca de uma melhor qualidade de vida, processo conhecido como êxodo rural. Posteriormente as novas tecnologias chegaram ao campo e as atividades agrícolas cresceram consideravelmente e muitos retornaram ao campo a partir da década de 90, principalmente apoiados nas atividades agrícolas voltados ao desenvolvimento do turismo e assim o espaço rural vem se transformando constantemente e como podemos perceber a água é um bem imprescindível e se não bem administrado pode se tornar finito diante desta revolução tecnológica que trouxe muitos problemas para meio rural. EPAGRI (2006) explica de forma clara a composição da água: A água é um mineral formado por dois átomos de hidrogênio (H) e por um átomo de oxigênio (O) (H2 O). A água está em contínuo movimento, transportando os nutrientes essenciais à vida no planeta. Suas reservas são constantes e renovadas por meio do ciclo hidrológico, porém não se distribuem eqüitativamente pelo globo terrestre. Sem a água nenhuma espécie vegetal ou animal poderia sobreviver, portanto, ela torna-se imprescindível à vida. A disponibilidade de água de qualidade é condição indispensável para a própria vida, principalmente quando consideramos um número elevado de índice de doenças adquiridos pela população quando consomem água contaminada. Aproximadamente 70% da superfície terrestre encontra-se coberta por água, considerando que 2,5% é água doce e está distribuída da seguinte forma: 29,7% nos aqüíferos; 68,9% nas calotas polares; 0,5% em rios e lagos e 0,9% em outros reservatórios (nuvens, vapor d água, etc). A ingestão de água tratada é um dos importantes fatores de contribuição para a conservação da saúde. Atualmente 69% da água potável está direcionada para a agricultura, 22% para as indústrias e apenas 9% para consumo humano (BRASIL ESCOLA, 2011). A água subterrânea no meio rural corre riscos de um elevado grau de contaminação em virtude das atividades agrícolas.

16 10 Um fator preocupante no meio rural é a falta de saneamento básico que gera constante lançamento de poluentes no meio ambiente (RHEINHEIMER et al, 2003). Essa preocupação tem mobilizado muitos estudiosos para monitorar e diagnosticar os problemas e buscar alternativas que possam minimizar a contaminação das águas doces. As águas também podem ser contaminadas pelos dejetos humanos e de animais que são lançados a céu aberto pela falta de saneamento básico, tornandose constantes fontes de poluição. A água ainda é utilizada para abastecimento de agroindústrias, irrigação e dessedentação de animais e essas várias formas de aproveitamento da água apresentam características bem distintas, com diferentes padrões de qualidade Captação de Água em Poços Os Pesquisadores da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (2011) esclarecem que a obtenção de água por este processo é mais frequente em zonas rurais e suburbanas, principalmente quando não servidas pelo sistema público. E os poços podem classificar-se em poços vulgares, escavados manualmente; poços escavados mecanicamente, com escavadora ou através de injeção de água, e; poços perfurados, que podem subdividir-se em poços tubulares e furos. Enquanto que os poços vulgares e escavados mecanicamente são geralmente "rasos". Os poços perfurados podem ser "rasos" (tubulares) ou "profundos" (furos). O Grupo de pesquisa da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (2011) destaca ainda que para garantir a qualidade da água de poços e furos, devem considerar-se os seguintes aspectos: - poços e furos devem situar-se a uma distância mínima de 30 metros, de fontes potenciais de contaminação ou poluição, como sumidouros e valas de infiltração; - a parte superior de poços e furos deve encontrar-se a um nível mais elevado que as fontes de contaminação e poluição que eventualmente existam nas proximidades;

17 11 - poços e furos devem ser cobertos com uma plataforma com, pelo menos, um metro de largura, a qual deve apresentar um ligeiro declive para uma valeta, de modo a efetuar-se a drenagem de águas superficiais; - na plataforma de betão dos poços e furos, a passagem dos tubos de aspiração deve ser bem estanque, para impedir a penetração de águas superficiais; - na plataforma dos poços, a abertura de visita (para tarefas de inspeção, reparação e limpeza) deve apresentar uma saliência de, pelo menos, 8 centímetros de altura, e ter tampa impermeável; - a parede interior dos poços deve ser protegida com um revestimento impermeável até, pelo menos, 3 metros abaixo e 30 centímetros acima do nível do solo; - os poços devem ser sempre limpos e desinfectados após a sua construção ou reparação: (1º) lava-se com água as paredes interiores; (2º) seguindo-se a limpeza com uma solução clorada concentrada (100 mg/l de teor de cloro ativo); (3º) efetua-se a cloragem da água, de modo que o seu teor em cloro atinja os 50 mg/l; (4º) agita-se e deixa-se repousar a água cerca de 12 horas; (5º) esvazia-se a água do poço; (6º) aguarda-se o seu enchimento de novo, e; (7º) quando o teor de cloro residual descer para menos de 1 mg/l a água pode ser consumida; A água não deve ser retirada do interior dos poços com vasilhame, mas através de bombagem manual ou mecânica, a fim de evitar possível contaminação. Quando a bombagem não for possível, pode utilizar-se um sistema de roldana com manivela, devendo adotar-se cuidados especiais de higiene e limpeza para evitar a contaminação do balde ou da corda. O uso de águas subterrâneas está aumentando cada vez mais, devido ao comprometimento da qualidade das águas superficiais, ao desenvolvimento de

18 12 novas tecnologias para a exploração das águas subterrâneas e ao barateamento dos custos de abertura de poços tubulares (CASALI, 2007). De acordo com a Agência Nacional de Águas ANA (2005) a água subterrânea é intensamente explorada no Brasil. A água de poços e fontes vem sendo utilizada para diversos fins, tais como o abastecimento humano, irrigação, indústria e lazer. A água subterrânea representa o principal manancial hídrico e desempenha importante papel no desenvolvimento socioeconômico do país (ANA, 2005) Sistema Público de Abastecimento Os Pesquisadores da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (2011) informam que o processo adequado de abastecimento de água à comunidade, principalmente nas zonas urbanas e suburbanas, deverá preencher todos os requisitos de potabilidade da água. De um modo geral, um sistema público de abastecimento é constituído pelos seguintes elementos/processos: Equipamento de captação, situado em poços, galerias de infiltração, nascentes, rios, lagos, albufeiras, represas, barragens, etc., para recolha de água bruta; Condutas de adução, para transporte da água bruta, dos locais de captação às estações de tratamento; Estação de tratamento, cujas dimensões e complexidade depende da dimensão da população a servir e das características da água a tratar; Equipamento para bombagem da água entre a estação de tratamento e um ou mais reservatórios; Reservatórios em locais estratégicos, para que a água chegue ao consumidor com a pressão desejável. Os reservatórios também permitem acumular água com o objetivo de dar resposta a situações de emergência, ou atenuar eventuais défices nos períodos de grande consumo;

19 13 Rede de distribuição, constituída por vários tipos de condutas e canalizações que terminam nos locais de consumo. Porém nas áreas rurais, ainda há localidades que não têm um processo de abastecimento público de água e assim as propriedades rurais utilizam de águas subterrâneas o que nem sempre está relacionado com padrão de água potável. 1.4 Tratamento da água O tratamento da água tem como finalidade reduzir as impurezas existentes na água para torná-la potável. Dependendo da qualidade da água no manancial, o tratamento pode ser mais ou menos complexo. Numa estação de tratamento convencional (ETA), a água pode ser tratada pelos seguintes processos: arejamento (ou oxidação): que consiste em aumentar o contato da água com o ar, com o objetivo de eliminar gases (como o anidrido carbônico) e substâncias voláteis indesejáveis, precipitar o ferro e o manganês, e oxidar alguns compostos orgânicos que dão gosto e sabor à água; mistura rápida: a água passa por um processo de agitação artificial intensa e recebe produtos coagulantes, como o sulfato de alumínio, com a finalidade de agregar as impurezas leves, que não sedimentam naturalmente; floculação (ou coagulação): o processo onde a água recebe uma substância química chamada de sulfato de alumínio. Este produto faz com que as impurezas se aglutinem formando flocos para serem facilmente removidos. Figura 1: Etapa do tratamento da água Floculador FONTE: CORSAN (2011)

20 14 decantação (ou sedimentação): ocorre em tanques decantadores, como os flocos de sujeira são mais pesados do que a água eles caem e se depositam no fundo do decantador. Figura 2: Etapa do tratamento da água Decantador FONTE: CORSAN (2011) filtração: consiste em fazer passar a água por um leito filtrante constituído por saibro, areia com granulometria variável, ou outras matérias porosas. Nesta fase, a água passa por várias camadas filtrantes onde ocorre a retenção dos flocos menores que não ficaram na decantação. A água então fica livre das impurezas. Estas três etapas: floculação, decantação e filtração recebem o nome de clarificação. Nesta fase, todas as partículas de impurezas são removidas deixando a água límpida. O processo de filtração pode ser lento, por ação da gravidade, ou rápido, se efetuado sob pressão. Figura 3: Etapa do tratamento da água Filtro FONTE: CORSAN (2011) Desinfecção/Cloração: tem como finalidade a eliminação dos microrganismos ainda existentes, e efetua-se através da adição de produtos químicos desinfectantes, geralmente cloro por ser o processo mais prático e econômico. Por esta razão, o processo de desinfecção é também denominado "cloragem", e os produtos mais utilizados são os hipocloritos de

21 15 cálcio (Ca(ClO) 2 ) ou de sódio (NaClO). O doseamento do desinfectante faz-se através de clorímetros e, de um modo geral, o teor da solução base não deve exceder o limite de solubilidade do cloro à temperatura ambiente, cerca de 0,65 gramas por 100 gramas de água. Os pesquisadores da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (2011) apontam alguns métodos de purificação e desinfecção da água que podem ser aplicados no domicílio, quando houver suspeita de contaminação da água da rede pública, ou quando a água de consumo for recolhida em poços, rios, cisternas, etc. Aponta ainda que os principais processos de tratamento doméstico da água são a ebulição (fervura), a desinfecção química (iodo, cloro e seus derivados) e a filtração. Destaca detalhadamente os métodos de purificação: Ebulição: a fervura da água a 100º centígrados, durante 20 minutos, é um processo de desinfecção simples de executar e eficaz, pois extermina a totalidade dos microrganismos. Como a ebulição origina a libertação dos gases dissolvidos, podendo tornar a água um pouco desagradável ao paladar, recomenda-se o seu arejamento, passando-a de um recipiente limpo para outro. Desinfecção química: os produtos mais utilizados são o iodo (solução e comprimidos) e os derivados do cloro (solução, pó, grânulos e comprimidos). A tintura de iodo a 2-8% é um bom desinfectante; duas gotas de tintura a 2% são suficientes para desinfectar um litro de água (4 gotas a 8% se a água estiver muito poluída), a qual deve ficar em repouso 30 minutos, pelo menos, antes de ser ingerida. No mercado também existem comprimidos de compostos iodados, preparados especificamente para a desinfecção da água de consumo. Como se referiu antes, o cloro e seus derivados são desinfectantes eficazes e fáceis de aplicar. O hipoclorito de cálcio concentrado (70% de cloro), sob a forma de grânulos, embora sendo um produto estável, não deve ser exposto à luz solar nem à umidade. A solução do mesmo químico a 1% (lixívia ou água de Javel) também é eficaz como desinfectante e muito fácil de aplicar; três gotas de uma solução de hipoclorito de sódio a 1% são suficientes para desinfectar um litro de água, a qual deve ficar em repouso cerca de 30 minutos, antes de ser ingerida. No mercado existem

22 16 comprimidos de cloro, para desinfecção da água de consumo (com dosagem recomendada na bula que acompanha as embalagens). Filtração: é utilizada, sobretudo para retenção de impurezas, devendo, portanto, ser o primeiro processo caseiro de tratamento da água. A sua capacidade de retenção de microrganismos é limitada e depende do tipo de filtro usado. No mercado existe uma grande variedade de filtros domésticos, de cerâmica porosa (filtros de vela), de carvão vegetal, e de areia ou saibro, este último menos eficaz na retenção de microrganismos. Nos sistemas da rede pública de abastecimento, se a água for desinfectada (com cloro ou outro produto) não deve conter organismos coliformes (numa amostra de 100 ml). Se a água não for desinfectada, não deverão existir mais que 3 (três) coliformes por mililitro. Embora a presença de coliformes não seja tolerada numa rede pública de abastecimento, os critérios de qualidade bacteriológica recomendados para classificar uma água potável e especificados na tabela 1 melhor esclarecidos são os seguintes: no período de um ano, a percentagem de amostras de 100 ml de água sem presença de coliformes, não deve ser inferior a 95%; em nenhuma amostra de 100 ml de água deve ser encontrada Escherichia coli; os coliformes não devem ser encontrados em duas amostras consecutivas de 100 ml de água. Nos sistemas de abastecimento rurais, ou sem rede pública de abastecimento, como, por exemplo, poços privados, minas e fontanários, não devem existir mais que 10 (dez) coliformes por amostra de 100 ml de água. No caso contrário, e sobretudo se for encontrada Escherichia coli, o consumo de água deve ser interditado.

23 17 2. A GEOGRAFIA E A PAISAGEM RURAL 2.1.Transformação da paisagem: vulnerabilidade na qualidade da água A propriedade rural em estudo foi adquirida por uma família de imigrantes italianos na década de 40 com uma extensão de área de 17 hectares de mata nativa que aos poucos foi se transformando após a preparação de áreas para plantio de pequenas lavouras para subsistência da família e ainda para a construção de instalações para criação de animais e residência sede. Desta forma, a relação do homem com a natureza foi se alterando em função das necessidades individuais de cada um que vive no meio rural. Associando-se a esse panorama, a falta de saneamento básico estão tornando o meio rural um ambiente com grande degradação ambiental. A transformação da paisagem é provocada por novas instalações no meio rural, estabelecimento de novas áreas de lavouras que faz alterar e transformar a paisagem natural, além das características de manejo na lavoura. Estas transformações possibilitam o aumento do potencial poluidor que provoca desequilíbrio ambiental e acaba por alterar e transformar a paisagem. As ações humanas geralmente irresponsáveis geram impactos negativos no meio ambiente e acaba por comprometer a qualidade da água e consequentemente compromete o uso para consumo humano causado por várias fontes de poluição (MAIER, 2007). Montardo (2009) explica que é de fundamental importância entender a história de ocupação da paisagem (ou do ambiente), correlacionando com as diferentes formas de apropriação que a sociedade realiza sobre alguns elementos naturais, tais como o relevo, os solos, os cursos d água, a cobertura vegetal, etc., para poder compreender o estado atual da paisagem estudada. E considera que todas as paisagens hoje em dia estão modificadas por poluição, erosão acelerada ou outro fator de modificação das condições naturais. Nesta perspectiva surge uma preocupação com a busca pela qualidade da água que é essencial para o consumo humano ainda que em muitas localidades a mesma é utilizada sem a comprovação dos padrões de portabilidade, essenciais para o consumo humano. É sabido que em muitas localidades rurais não há fornecimento de água potável e a água utilizada é extraída de poços.

24 Uma vez que os mananciais de água não são estáticos, a contaminação de determinada área pode se estender por toda uma região e muitas vezes não é possível discriminar a origem do contaminante; como é o caso dos grandes rios poluídos, tanto pelas atividades agrícolas, quanto pelos efluentes urbanos (RESENDE, 2002). 18 No meio rural a água é um recurso amplamente utilizado tanto para uso doméstico e agrícola como para irrigação, diluição de agrotóxicos, lavagem de embalagens e o uso inadequado dos agrotóxicos nas proximidades de nascentes ou rios podem contaminá-la. De acordo com Costa e Costa (2004), os agrotóxicos também podem oferecer riscos de contaminação ambiental e humana se não manejados corretamente, além de gerarem resíduos tóxicos pelas embalagens vazias contaminadas. Os resíduos presentes nas embalagens de defensivos agrícolas são considerados resíduos perigosos, por conterem substâncias químicas capazes de modificar o ambiente nas suas mais diversas formas de vida. Além disso, o manuseio incorreto destas embalagens pode comprometer de forma consideravelmente as cadeias naturais, contaminando o solo, o ar e a água, influenciando diretamente a saúde e o bem-estar das populações destas regiões. Portanto, em propriedades rurais pode-se ter ainda a ocorrência de contaminação da água devido ao uso abusivo de fertilizantes e agroquímicos bem como o inadequado descarte das embalagens destes, e a deposição de resíduo orgânico de origem animal no solo, prática freqüente nas propriedades rurais e fonte de contaminação de águas subterrâneas. As embalagens de defensivos, conforme Costa e Costa (2004) devem ser adequadamente lavadas e acondicionadas em local apropriado até o momento de sua devolução. No caso de embalagens não-laváveis, estas devem ser acondicionadas em caixas próprias e armazenadas em local adequado até a devolução. Segundo Grippi (2006), o local apropriado para o armazenamento temporário das embalagens deve ser seco, coberto e bem ventilado, além de evitar o contato com o solo. Como se sabe, o uso de defensivos agrícolas de maneira inadequada pode ocasionar efeitos desfavoráveis à saúde humana e ao meio ambiente, devendo-se atentar para o descarte das embalagens, uma vez que podem ocasionar contaminação de cursos e fontes d água.

25 19 Segundo Resende (2002), amplamente empregadas e muitas vezes de forma inadequada, as aplicações de defensivos, fertilizantes e resíduos derivados da criação de animais são tidos como as principais atividades relacionadas à perda da qualidade da água nas áreas rurais. A poluição da água por variados tipos de detritos (embalagens vazias, lixo, sedimentos), compostos orgânicos (moléculas de defensivos), elementos químicos tóxicos (metais pesados) ou nutrientes (nitrato, fósforo) e microorganismos indesejáveis tem sido frequentemente detectada em diferentes regiões do mundo. Desta maneira, deve-se buscar a conscientização através da educação ambiental, avaliando estes aspectos sobre uma perspectiva social e ambiental, abordando as problemáticas sociais, a qualidade dos recursos, o impacto das atividades e o planejamento ambiental. Assim, pode-se observar que a educação ambiental contribui significativamente para o desenvolvimento sustentável da atividade agrícola de uma determinada região ou propriedade, tornando-se fator de equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a proteção aos recursos naturais e, assim, ferramenta eficiente na elaboração de políticas de preservação ao meio ambiente. Observa-se, ainda, que a formulação de políticas preservacionistas implica mais em vontade ética, ou seja, na verdadeira conscientização da importância destes recursos para a manutenção da vida humana, do que propriamente em um reconhecimento de ordem técnica das ameaças à ecologia. Para Böck (2003), a educação ambiental referente às questões de consumo e a produção de resíduos vai mais além, sugere que se deve reciclar a cultura para mudar as práticas sociais. É sabido que nestas localidades não há fornecimento de água potável e a água utilizada nas áreas rurais geralmente é extraída de poços. Quando retiramos a água na torneira, é preciso refletir quanto ao caminho que ela percorreu, considerando que a qualidade desta água está diretamente relacionada com as ações do homem que refletem e faz transformar a paisagem rural (MEC, 2011). É essencial zelar pela preservação da qualidade da água, considerando inclusive as proximidades dessa água relacionadas com atividades agrícolas e pecuárias.

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