PESQUISA COMPORTAMENTO DOS USUÁRIOS NA INTERNET - 2015
1. EMENTA O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados da pesquisa sobre Comportamento dos Usuários na Internet. 2. INTRODUÇÃO A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) realizou neste ano a nova pesquisa sobre o Comportamento dos Usuários na Internet. A pesquisa foi realizada em junho de 2015, com 1000 usuários de internet, nos principais pontos de fluxo da cidade de São Paulo. A nova pesquisa buscou mapear os hábitos de consumo na internet, trazendo uma metodologia que visa traçar um cenário cada vez mais atualizado, acompanhando a realidade de mercado. 3. ANÁLISE Os principais destaques da pesquisa são: Acesso à internet A pesquisa deste ano identificou que 70% dos entrevistados utilizam a internet através do próprio celular, o que pode ser justificado pelo relativo barateamento dos custos de aquisição de smartphones e dos pacotes de internet pelas operadoras. Apenas 30% dos entrevistados acessam a internet através de notebooks, desktops e tablets. O maior acesso da internet pelo celular é verificado entre os mais jovens (faixa etária entre 18 e 34 anos) e entre as mulheres. Assim, dentre os que se enquadram em tal faixa de idade, 75% informaram que acessam a internet pelo celular e dentre as mulheres, 75%. É evidente que cada vez mais as pessoas estão usando a internet como forma de facilitar a sua vida no dia a dia. Quando questionados sobre as principais finalidades na utilização da internet, verificou-se as seguintes respostas: entretenimento (82%), busca de informações (62%), trabalho (50%), compras virtuais (18%), encontro entre pessoas (16%),
comparação de preços (15%), conhecimento de outras culturas (11%), ensino à distância (5%) e acesso à rede bancária para realização de transferências, extratos, pagamento de contas (2%). Redes sociais A maior concentração de pessoas na opção que trata do entretenimento é relativamente impactada pela própria difusão das redes sociais. Prova disso é que 96% dos entrevistados informaram que fazem uso de alguma rede social. O facebook (89%) lidera o ranking das redes sociais mais acessadas, seguida do whatsapp (85%), Instagram (35%), Youtube (26%), Google + (21%), Linkedin (15%), Twitter (14%), dentre outras, tais como Viber, Tinder e Pinterest (1%). Sobre a disponibilização de dados pessoais para o público em geral nas redes sociais, 73% informaram que divulgam apenas informações restritas, tais como cidade, data de nascimento e e-mail. Cerca de 11% declararam que divulgam todas as informações, ou seja, além da data de nascimento, e-mail e cidade, também publicam o local onde mora, fotos, contatos, relacionamentos, local de trabalho e realização de check in dos locais em que visita. Apenas 9% informaram não divulgar nenhum tipo de informação. Vale destacar que a divulgação de informações pessoais nas redes sociais é um risco considerável para os usuários, uma vez que pessoas mal intencionadas podem fazer uso de tais informações para criar páginas de relacionamento falsas ou ainda cometerem algum tipo de crime. Muitos criminosos acompanham as redes sociais de forma a captar informações de quem está viajando para realizar furtos na residência da pessoa, por exemplo. No que diz respeito ao uso de filtro para selecionar o nível de informações que o público geral ou os próprios amigos podem obter de sua identidade na rede social, 70% dos entrevistados que usam as redes sociais informaram que fazem o bloqueio de conteúdo para quem não faz parte da sua rede de relacionamento, criando grupos específicos
para ver todo o seu conteúdo ou parte dele. Tal informação demonstra uma preocupação dos internautas na divulgação de informações pessoais, mas cabe, novamente, ressaltar que o risco de se ter muitas informações divulgadas nas redes sociais ainda é relativamente alto, mesmo entre grupos restritos de amigos. Dos entrevistados que usam as redes sociais, 10% informaram que já foram vítimas do uso indevido das suas informações pessoais postadas. Por outro lado, 95% afirmaram nunca terem postado informações inverídicas na sua página pessoal, tais como fotos, dados de formação e trabalho, como forma de atrair pessoas. Outro dado importante é que 97% dos entrevistados informaram nunca terem usado indevidamente informações de terceiros, obtidas através das redes sociais. As redes sociais também vêm sendo usadas como ferramenta profissional por 66% dos entrevistados. Atualmente, é possível verificar empresas anunciando seus produtos e serviços, bem como a troca de informações entre os colaboradores nas redes sociais. Se bem utilizada como ferramenta profissional, as redes sociais podem aumentar a produtividade de uma determinada empresa. Muitas informações também são buscadas através das redes sociais sobre produtos e serviços. De acordo com o levantamento, 75% informaram que usam a internet e as redes sociais para obter informações para aquisição de produtos e serviços. A praticidade deve ser levada em consideração, uma vez que muitas pessoas podem pesquisar, de forma tranquila, um determinado produto ou serviço antes de adquiri-lo. Sobre os relacionamentos pessoais, da mesma forma que as redes sociais aproximam as pessoas, também geram problemas na vida pessoal. Dentre àqueles que utilizam as redes sociais, 41% informaram que já teve problemas de relacionamento (namoro, casamento, amizade) por causa de informações, postagens ou mensagens publicadas. Por outro lado, outros 41% dos entrevistados informaram que já conheceram pessoas para relacionamento (namoro, casamento)
através das redes sociais. Cerca de 13% dos entrevistados afirmaram ter sofrido algum tipo de assédio/bullyng ou algum tipo de perseguição por conta de informações disponibilizadas nas redes sociais. A internet é uma rede aberta que possibilita a publicação de qualquer conteúdo, por isso, muitas pessoas acabam tendo a sua intimidade exposta nas redes sociais. É preciso estar atento aos materiais pessoais e aos perigos envolvidos. Geralmente, os mais jovens são os mais propensos a sofrer tal tipo de assédio. A pesquisa aponta que dentre àqueles que têm entre 18 e 34 anos, cerca de 15% já sofreram algum tipo de assédio/bullyng. Apenas 19% informaram ser responsáveis pelos menores que utilizam a internet e as redes sociais. Dentre estes responsáveis, 85% informaram que controlam o acesso dos menores aos conteúdos divulgados na internet e nas redes sociais. Dentre outras formas, o controle de acesso é realizado, principalmente, de forma pessoal, ou seja, os menores utilizam a internet/redes sociais somente na presença do responsável (66%) e através de aplicativos que monitoram qual tipo de utilização está sendo feita na internet (16%). Vale destacar que tal medida é de extrema importância, uma vez que é comum verificar nos noticiários inúmeros casos de pedofilia. O acompanhamento de perto do que o menor acessa e o estabelecimento de limites é o papel que deve ser desempenhado pelos responsáveis. A exposição nas redes sociais também estimula o envio de solicitações de amizades de pessoas estranhas ao seu convívio. A pesquisa detectou que 93% dos entrevistados que usam as redes sociais já receberam notificações de amizade de pessoas pelas quais não tinham nenhum tipo de vínculo social. Internet e qualidade de vida Com o dia a dia das pessoas cada vez mais tecnológico, muitas pessoas acabam incorporando em todos os momentos da sua vida o acesso à internet e às redes sociais. Dos entrevistados, 54% informaram que o
acesso à internet, redes sociais, jogos on line, dentre outras ferramentas tecnológicas, acabam impactando negativamente nas horas de sono, fazendo com que se sintam mais cansados, dormindo cada vez menos. Trata-se de uma grande preocupação da vida moderna, uma vez que a internet virou a companheira para muitos que sofrem de insônia ou daqueles que acabam estendendo as suas horas de trabalho à noite. Sem falar dos próprios relacionamentos de amizade e familiares que acabam sendo realizados pelas redes sociais, praticamente inexistindo o vínculo pessoal. Baixa de aplicativos A baixa de aplicativos nos dispositivos pessoais vem sendo prática comum entre os usuários de internet, ou seja, 89% informaram que costumam baixar aplicativos em seus respectivos smartphones, computadores e tablets. Os aplicativos mais baixados são os relacionados às redes sociais (85%). Na sequencia estão: jogos (43%), localização (41%), bancários (37%), notícias (24%), dentre outros. Nota: O ANEXO 1 traz um compendio das informações da pesquisa. 4. CONCLUSÃO A pesquisa identificou diversos pontos interessantes relacionados ao comportamento dos usuários na internet. Dentre muitos pontos importantes, ganharam destaque as informações: 4,7% dos entrevistados disseram já ter passado informações inverídicas nas redes sociais para atrair outros contatos e 53,7 acreditam que o acesso à internet, redes sociais, jogos online, dentre outros, impactam negativamente em suas horas de sono.
ANEXO 1: Compêndio das informações da pesquisa Mil pessoas (1000) Junho-2015 Cidade de São Paulo Utiliza a internet? Sim 100% Com qual dispositivo acessa a internet com maior frequência? Desktop (computador de mesa) 16,7% Notebook 11,5% Telefone Celular 70,1% Tablet 1,6% Utiliza a internet para qual finalidade? Trabalho 49,9% Encontro entre pessoas 16% Comparação de preços 15,1% Conhecimento de outras culturas 11,3% Ensino à distância (EAD) 4,7% Entretenimento (jogos, chats, etc.) 81,7% Busca de informações 61,8% Compras virtuais (produtos e serviços) 18,4% Banco (transferência, extratos, pagamento de contas) 1,7% Utiliza Redes Sociais? Sim 96,3% / Não 3,7% Quais Redes? Facebook 88,9% / LinkedIn 15,5% / Twitter 13,8% / Whatsapp 85,1% / Instagram 35,4% / Google + - 20,6% / Youtube 25,8% / Viber 0,4% / Tinder 0,4% / Pinterest 0,2% Quais informações pessoais disponibiliza para o público em geral nas redes sociais? Nenhuma 8,8% Apenas o básico (cidade, data de nascimento e e-mail) 73,2% Detalhadas (cidade, data de nascimento, moradia, contatos) 7,2% Tudo (cidade, moradia, nascimento, e-mail, relacionamentos, fotos, local de estudo, local de trabalho, ckeck in...) 10,8% Utiliza filtros para selecionar as informações possíveis de se obter de sua identidade na rede social? Sim 70,1% / Não 29,9% É responsável por menores que utilizam a internet e as redes sociais? Sim 19,1% / Não 80,9% O uso é controlado? Sim 85,1% / Não 14,9%
De que forma? Utilizam somente na presença do responsável 65,7% Por aplicativos que acompanham a utilização 15,7% Outros 11,6% Possuem a senha do menor 5,2% Monitora o histórico no dispositivo 1,7% Já foi vítima do uso indevido de informações pessoais postadas nas redes sociais? Sim 9,8% / Não 90,2% Já postou informações inverídicas nas redes sociais (foto de perfil de outra pessoa, informações pessoais diferente da realidade...) para atrair outros contatos? Sim 4,7% / Não 95,3% Já usou indevidamente informações de terceiros obtidas pelas redes sociais? Sim 3,3% / Não 96,7% Utiliza as redes sociais como ferramenta profissional? Sim 65,8% / Não 34,2% Já teve problemas de relacionamento afetivo por causa de informações, postagens ou mensagens nas redes sociais? Sim 41,1% / Não 58,9% Já sofreu assédio, bullying ou algum tipo de perseguição devido à informações disponibilizadas nas redes sociais? Sim 13,1% / Não 86,9% Utiliza a internet ou as redes sociais como fonte de consulta para a aquisição de produtos e serviços? Sim 74,6% / Não 25,4% Já recebeu solicitações de amizade de estranhos? Sim 92,9% / Não 7,1% Acredita que o acesso à internet, redes sociais, jogos online, dentre outros, impactam negativamente em suas horas de sono? Sim 53,7% / Não 46,3% Costuma baixar aplicativos em seus dispositivos pessoais (smartphone, computador, tablet? Sim 88,7% / Não 11,3%
Quais aplicativos costuma utilizar com mais frequência? Redes sociais (Whatsapp, Instagram, facebook) 85,1% Bancários 36,8% Localização (waze, Google maps) 40,8% Notícias 23,7% Jogos 43,4% Relacionamento (por exemplo Tinder) 5,9% Músicas (PalcoMp3, Wdownloader) 8,2% Filmes e videos (Youtube, Netflix) 3,0% Compras (Olx, Buscapé, Bondfaro) 1,5% Emprego (infojobs) 0,5% Serviços (99 táxis, Detran, Ubber, Kekanto) 4,3% Fotos (Fotoshop, Photo Grid) 3,1% Gereciador de Arquivos em Nuvem (4shared) 0,6% Relógios 0,5% Saúde 0,6% Estudos (Gerencie estudos, Babbel, aprenda idiomas) 1,4%