Adriano de Lima Machado



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Transcrição:

1. Sinonímia: POP: M 15 Página 1 de 8 - Cultura ou secreção de orofaringe, cultura ou secreção de nasofaringe, secreção nasal, punção de seios maxilares, raspado de lesão da boca. - Secreção conjuntival, secreção canal lacrimal, secreção ocular. - Secreção otológica, secreção de ouvido médio, secreção de conduto auditivo. 2. Aplicabilidade: Bioquímicos, auxiliares e estagiários do setor de microbiologia do LAC-HNSC. 3. Aplicação clínica: Em pacientes que apresentam infecção que envolve microrganismos, para diagnosticar a bactéria ou levedura causadora. 4. Princípio do teste: As amostras devem ser semeadas, visando o isolamento dos microorganismos eventualmente presentes. - Amostras de seios maxilares para o diagnóstico de sinusite (Moraxella catarrhalis, Streptococcus pneumonia, Haemophilus spp, Estreptococo beta-hemolítico do grupo A). - Amostras de mucosa oral para o diagnóstico de candidíase oral (Cândida spp). - Amostras de orofaringe para diagnóstico de angina de Vincent (caracterizada pela ulceração da faringe ou gengiva e causada pela associação entre espiroquetas (Borrelia spp.) e bacilos fusiformes (Fusobacterium spp)). Para diagnóstico de faringite, tonsilite (Estreptococos beta-hemolítico dos grupos A,C,G,F. - Amostras de secreção nasofaríngea para pesquisa de portadores de Staphylococcus aureus entre outras para cultura de vigilância e controle de infecção hospitalar. - Amostras de secreção ocular para diagnóstico de conjuntivite (inflamação da conjuntiva causada por bactérias, parasitas). Mais comum na bacteriana: Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes, Haemophilus influenzae e Pseudomonas aeruginosa.

POP: M 15 Página 2 de 8 - Amostras de secreção do ouvido para diagnóstico de otite: - Otite média é uma infecção comum em recém-nascidos e crianças até o início da idade escolar (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e menos freqüente Staphylococcus aureus, Moraxella catarrhalis, Strepto pyogenes (agente sazonal) e enterobactérias). - Otite externa, a Pseudomonas aeruginosa é o agente mais freqüentemente isolado. Nota: Orofaringe, nasofaringe, seio maxilar: em pacientes imunodeprimidos, bacilos gram-negativos devem ser considerados. Podem existir situações em que o isolamento de bacilos gram-negativos em grande quantidade deve ser valorizado, mesmo em pacientes imunocompetentes. 5. Amostra: 5.1 Preparo do paciente: A amostra deve ser coletada antes que o paciente receba algum tratamento sistêmico ou local. Expor o local da coleta e examinar cuidadosamente o material a ser coletado. O material é coletado de acordo com as suas características, utilizando-se alça bacteriológica, swab ou seringa. 5.2 Tipo de amostra: - Secreção orofaríngea - Secreção nasal e nasofaríngea - Punção de seio maxilar - Raspado de lesão da boca - Secreção ocular, secreção conjuntival - Secreções de ouvido, secreção otológica 5.3 Colheita: ver manual de coleta. 5.4 Preservação e transporte: ver manual de coleta. 5.5 Identificação da amostra: ver manual de coleta. 5.6 Armazenamento: Aspirados (seringa): após a cultura são estocadas em refrigeração (2 a 8 C). Swab: temperatura ambiente (20 a 25ºC).

POP: M 15 Página 3 de 8 5.7 Amostras inadequadas: Critérios de rejeição: Rejeição de amostras sem identificação e mal acondicionadas. Critérios de aceitação para amostras em condições desfavoráveis: 6. Reagentes e materiais: 6.1 Materiais: Ágar sangue carneiro Ágar MacConkey Ágar Azida / Ágar Columbia ANC Ágar Mueller-Hinton Ágar chocolate polivitex Ágar chocolate Haemophilus Caldo tioglicolato Loewenstein Jensen Sabouraud com clorofenicol BHI Insumos da automação (identificação +ATB) Citrato, malonato, TSI, lisina MIO, Dnase Discos para antibiograma Alça bacteriológica. Lâminas para confecção do esfregaço (bacterioscópico, fungos e pesquisa direta de BAAR). Lamínulas para pesquisa direta de fungos. Frasco esterilizado para separar o material. Swab para coleta.

POP: M 15 Página 4 de 8 6.2 Preparo: Meios de cultura comerciais ou manipulados no laboratório e corantes utilizados no método de coloração de Gram e método de coloração Ziehl Neelsen (BAAR) Ver POP: M 2. 6.3 Estabilidade: De acordo com o prazo de validade do fabricante ou estipulado pelo setor. 6.4 Armazenamento: Refrigeração (2 a 8 C): reagentes, controles, insumo para identificação e antibiograma automatizado, discos para antibiograma e meios. Temperatura ambiente: corantes. 7. Equipamentos: Microscópio. Estufa. Aparelho de automação (identificação +ATB). Refrigerador. 8. Calibração: 9. Procedimento: 9.1 Fluxo: - Precauções de segurança: utilizar equipamento proteção individual (EPI) - Ver POP Biossegurança. - Processar em cabine de segurança biológica (CSB). - Conferir sempre o nome na ficha e na amostra nos casos em que a ficha acompanha a amostra. - Selecionar os meios que devem ser utilizados. - Swab de mucosa oral para o diagnóstico de candidíase oral: após a coleta deve ser colocado em 0.5 ml de solução fisiológica estéril, preparar uma lâmina a partir da solução homogeneizada e cobrir com lamínula. Observar ao microscópio a presença de células leveduriformes. - Diagnóstico de angina de Vincent, é feito por exame direto da amostra em lâmina corada pelo método de Gram. A presença de numerosos leucócitos polimorfonucleares, espiroquetas e bacilos fusiformes confirma essa infecção. - Swab de orofaringe, nasal, nasofaringe semear, por esgotamento, em ágar sangue carneiro. Após, usar o mesmo Swab para o esfregaço em lâmina.

POP: M 15 Página 5 de 8 - Aspiração (seringa) seios maxilares: inocular diretamente em ágar sangue carneiro e caldo tioglicolato. Após, usar uma gota do mesmo material para esfregaço em lâmina. - Ocular, conjuntivite: semear, por esgotamento, em ágar sangue carneiro e ágar chocolate polivitex. Após, usar o mesmo Swab para o esfregaço em lâmina. - Ouvido, obtidos por aspiração: inocular diretamente em ágar sangue carneiro e caldo tioglicolato. Após, usar uma gota do mesmo material para esfregaço em lâmina. - Ouvido, obtidos por Swab : semear, por esgotamento, em ágar sangue carneiro. - Semear em ágar Mac Conkey, ágar Azida ou ágar chocolate polivitex (exceção ocular) ou ágar chocolate para Haemophilus, quando solicitado pelo bioquímico. - Incubar em estufa bacteriológica a 37 +/- 1 C, por 24 a 48 horas. Placas de ágar chocolate polivitex, ágar chocolate para Haemophilus, incubar em atmosfera de CO 2. - Realizar o esfregaço e corar pelo método de Gram. - Efetuar a leitura da lâmina de Gram. 9.2 Parâmetros para a identificação: - Relacionar sempre, no momento da avaliação da cultura, o local de coleta da amostra, o método utilizado para a coleta e o Gram da amostra. - Utilizar o método de Gram como referência para melhor avaliar os microrganismos isolados na cultura. Considerar os microrganismos mais importantes naquele material clínico e suspeita diagnóstica. - Correlacionar o resultado da cultura (quantidade de bactérias do isolamento primário) com o Gram (presença ou ausência de polimorfonucleares e bactérias). - Secreção do ouvido otite externa: devido à colonização avaliar com cautela. Considerar sempre a presença de leucócitos, a quantidade e tipos de bactérias presentes na amostra. - Fazer a identificação dos microrganismos isolados e realizar o antibiograma das bactérias importantes para cada material clínico. 9.3 Maiores detalhes consultar os POPs: M 3, M 4, M 5, M 6, M 17, M 18. 10. Controle de qualidade: 10.1 Interno: Ver POP: M 1 10.2 Externo: Ver POP: M 1.

11. Resultados: 11.1 Unidades: 11.2 Cálculos: POP: M 15 Página 6 de 8 11.3 Critérios de aceitação: Resultado cultural negativo: Negativo em 48 horas de incubação. Não houve crescimento de bactérias patogênicas. Resultado cultural positivo: Semiquantificar (raros, alguns ou muitos) ao exame direto (Gram). Na cultura identificar os microrganismos isolados e quando necessário, definir semiquantitativamente o número de colônias em raras, alguns ou muitas colônias. Nos casos em que houver discrepância entre os resultados do Gram e da cultura os mesmos deverão ser repetidos e reavaliados, sendo liberados, se confirmados ou corrigidos conforme o caso. 12. Valores de referência: Gram: Não observamos bactérias. Cultural: Negativo em 48 horas de incubação. Não houve crescimento de bactérias patogênicas. 13. Valores críticos: Ver POP: L12. 14. Especificações de desempenho: 15. Fontes potenciais de variabilidade: 16. Limitações do método: Uso prévio de antibióticos. Coleta realizada em condições inadequadas.

17. Interpretação dos resultados: POP: M 15 Página 7 de 8 As amostras devem ser coletadas corretamente para que os resultados das culturas possam ter significado clínico e confiabilidade. No caso de secreção ocular, alguns microrganismos podem colonizar a conjuntiva, sem causar doença. Como por exemplo: Staphylococcus coagulase negativa, Corynebacterium spp (bacilo difteróide), alguns Estreptococos do grupo viridans e Propionibacterium acne. No caso de isolamento destes germes é importante relatar a celularidade da amostra (número de células epiteliais e leucócitos). O médico deverá valorizar o resultado, comparativamente ao quadro clínico do paciente. No caso de secreção do ouvido otite externa: devido à colonização da parte externa do ouvido, o resultado do exame microbiológico necessita ser avaliado com cautela para se valorizar o real patógeno. Patógenos como o Staphylococcus coagulase negativa, Corynebacterium spp (bacilo difteróide), são microrganismos que fazem parte da microbiota normal e não devem ser considerados na rotina microbiológica. Quando o exame bacterioscópico confirmado dá a indicação de número elevado de microorganismos e o cultural tem crescimento pequeno, semiquantificar o exame cultural como raras ou algumas colônias e, se o cultural for negativo, deve ser liberada a seguinte observação: Uso de substância bactericida? Reafirmando o achado bacterioscópico. Quando o exame bacterioscópico confirmado dá a indicação de ausência de microorganismos e o cultural tem crescimento, semiquantificar o exame cultural como raras, algumas ou muitas colônias. 18. Biossegurança: Ver POP: L 15 Biossegurança.

19. Anexos: POP: M 15 Página 8 de 8 19.1 Meios que devem ser encaminhados para coleta de material ocular (Endoftalmite, Ceratite, Blefarite ou Conjuntivite): 1 - Ágar sangue carneiro 1 - Ágar chocolate polivitex 1 - Loewenstein Jensen 1 - Sabouraud com clorofenicol 1 - BHI 1 - Swab 20. Bibliografia: 1. Oplustil, C.P.; Zoccoli, C.M.; Tobouti, N.R.; Sinto, S.I. - Procedimentos Básico Microbiologia Clínica. São Paulo 2010 Brasil, Editora Sarvier. 2. Koneman, E.W.; Allen,S.D.; Janda, W.M.; Schereckenberger,P.C.; Winn Jr., W.C. Color atlas and Textbook of Diagnostic Microbiology. 5 ed., Philadelphia, Lippincott-Raven, 1997. 3. Ministério da Saúde - Sistema Unificado de Controle de Infecção Hospitalar do GHC (SUCIH), Serviço de Bacteriologia do GHC - Manual de Coletas para Microbiologia, POA, 2002.