MATERIAL DE APOIO DIDÁTICO Prof. Maria Augusta Fernandes Justiniano e mail: matributos@gmail.com CV: http://lattes.cnpq.br/6367877223727991 Importante: as imagens/desenhos utilizados nesse material são atribuídas à obra Direito Tributário do professor Cláudio Borba Editora Campus
ICMS Discriminado na CF/1988 Inexistência de norma federal lei complementar (Art. 146, III, a CF/1988) Dezembro de 1988 publicadas as normas para regular provisoriamente a instituição do ICMS até que a União veiculasse a LC. => Convênio 66/1988 CF/1988 Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I direito tributário,[...] Estados exercem a competência concorrente e legislam estabelecendo as normas do ICMS. CTE Lei 11.651 de 1991 União publica LC 87/96 trazendo as normas gerais federais de ICMS. CF/1988 : Art.24 [...] 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário.
CLASSIFICAÇÃO ICMS Estadual: competência dos E/DF Fiscal: natureza/finalidade tributar o consumo arrecadar incide sobre produção e circulação de mercadorias e serviços. Ordinário: para sua criação, não se exigiu qualquer situação extraordinária, apenas a observância do processo legislativo Real: não levam em consideração características inerentes ao contribuinte, mas a qualidade/características de bens, produtos, serviços. Indireto: tem o contribuinte em duas espécies =>contribuinte de direito (juridicamente estabelecido pela lei) e =>contribuinte de fato ( sequer mencionado na lei, mas é aquele que de fato arca com o ônus tributário.
FATO GERADOR DO ICMS OPERAÇÃOdecirculaçãodemercadoria inclusive o fornecimento de alimentação e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares; fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios; fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao ISS, quando a LC 116/03 expressamente o sujeitar à incidência do imposto estadual. importação por pessoa física ou jurídica, ainda quando se tratar de bem destinado a consumo ou ativo permanente do estabelecimento; a entrada, no território do Estado destinatário, de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e de energia elétrica, quando não destinados à comercialização ou à industrialização, decorrentes de operações interestaduais; de conformidade com a LC nº 87/96, não há incidência de ICMS na saída de lubrificantes para outro Estado, sendo o imposto devido na entrada do produto no Estado de destino somente quando for destinado à consumidor final, ou seja, quando o produto não for destinado à comercialização ou à industrialização.
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores; O STF, por meio da ADIN N 1.600 8 declarou a inconstitucionalidade do ICMSsobre I prestação de serviços de transporte aéreo, intermunicipal, interestadual e internacional de passageiros II prestação de serviços de do transporte aéreo internacional de cargas, pelas empresas aéreas nacionais enquanto persistirem os convênios de isenção para empresas estrangeiras. (Parecer 476/2013). Imunidade: prestação do serviço de transporte de mercadoria destinada ao exterior
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS prestações onerosas de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza; Incide sobre os serviços de comunicação em regime de direito privado podem ser explorados pelos particulares, mediante autorização. Ex.: telefonia, móvel celular, radiochamada (pager ou bip), televisão por assinatura, TVa cabo; Aquele que se comunica não é sujeito passivo do imposto, mas o prestador de serviço que intermedia, que se interpõe entre o emissor e o receptor de mensagem. Atenção: Art.155, 3.º, da CF/88 serviços de telecomunicação só podem ser tributados por ICMS/ II / IE; não incidirão outros impostos, porém podem ser instituídos outros tributos.
PRESTAÇÃO de serviços prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior; Finalidade de preservar a neutralidade da tributação evitando um privilégio para o prestador nacional, que não teria os serviços tributados, enquanto se realizado por operadora estrangeira a um usuário localizado no Brasil, seria tributada normalmente, em flagrante desrespeito aos tratados e acordos internacionais, dos quais o Brasil é signatário. Nessescasosaprestaçãodoserviçoteminícionoexterior,econsiderar se á ocorrido o fato gerador no ato final do transporte, ou seja, quando é completada a prestação do serviço, no território brasileiro.
CF/1988 Art.155 2º O imposto previsto no inciso II, atenderá ao seguinte: I será não cumulativo, compensando se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal.
Art,.155, 2º,II. A isenção ou não incidência, salvo determinação em contrário da legislação: a)não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes O Contribuinte da etapa seguinte, àquela da isenção, não fará jus ao crédito do imposto que simplesmente deixou de ser destacado no documento fiscal
Art. 155, 2º, II. A isenção ou não incidência, salvo determinação em contrário da legislação: b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores; Produto R$ 1.000,00 ICMS R$ 100,00 Produto R$ 1.300,00 Débito ZERO Crédito ANULADO ICMS ZERO
Art. 155, 2º III - poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços; Quanto mais essencial o produto/serviço => menor a alíquota. ATENÇÃO: No caso do ICMS a CF/1988 apenas autoriza.
Art.155, 2º,IV resoluçãodosenadofederal,deiniciativadopresidentedarepúblicaoudeumterçodos Senadores, aprovada pela maioria absoluta de seus membros, estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações, interestaduais e de exportação; V éfacultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas, mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros; b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados, mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros; O Senado tem a prerrogativa constitucional de estabelecer as alíquotas internas mínima e máxima. A lei estadual tem a prerrogativa de estabelecer a alíquota interna do ICMS.
ALÍQUOTAS / FIXAÇÃO Art. 155, 2º, V é facultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas, mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros; Finalidade: evitar a guerra fiscal. Enquanto o Senado Federal não usar a sua faculdade de estabelecer as alíquotas mínimas, aplica se o art. 155, 2º, VI.
Art. 155, 2º, VI salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal, nos termos do disposto no inciso XII, g, as alíquotas internas, nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais CF/1988 => para diminuir as desigualdades regionais: qual Estado deveria arrecadar o ICMS? => o Estado do alienante que produziu a mercadoria, em regra mais desenvolvido, com maior industrialização, => ou o Estado do adquirente onde ocorreria o consumo? A CF/1988 estabelece que as alíquotas internas não poderão ser menores que previstas nas operações entre os Estados deverão ser maiores ou iguais; salvo deliberação em Convênio. Efeito prático: quando um adquirente compra de outro Estado, o valor de ICMS devido para esse Estado alienante será menor porque a alíquota incidente será a interestadual; o valor recebido pelo Estado onde haverá o consumo será maior porque a alíquota adotada será a interna. Os Estados podem estabelecer suas próprias alíquotas, desde que não sejam inferiores a 12% (atual alíquota interestadual).
ALÍQUOTAS / FIXAÇÃO V éfacultado ao Senado Federal: b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados, mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros;
DIFAL Diferencial de Alíquotas O ICMS a ser recolhido referente ao diferencial de alíquota é calculado: (alíquota do Estado de destino alíquota interestadual) X b.d.c. Sobre a EC 87/2015 As vendas online fizeram com que as operações interestaduais para consumidor final ficassem muito comuns, rotineiras. Ocorre que a maior parte dos e commerces está situada na região SudeSte. Surgiu a necessidade de dividir o ICMS entre os Estados de origem e de destino. A CF sofreu a EC 87/2015 que alterou os incisos VII e VIII do 2º do Artigo 155 recolhimento do ICMS interestadual nas operações relativas aos consumidores finais e contribuintes, que realizam operações de venda de mercadorias para outros estados A regra começou a partir do dia 31 de março de 2016 e vem sendo aplicada, gradativamente, com modificações no ADCT.
Nas operações interestaduais com destino a consumidor final (não importa se ele é contribuinte do imposto), a alíquota é dividida entre os estados envolvidos. Cabe: ao estado de origem: a alíquota interestadual e ao estado de destino: o diferencial de alíquota
ADCT - Art. 99. Para efeito do disposto no inciso VII do 2o do art. 155, no caso de operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final não contribuinte localizado em outro Estado, o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual será partilhado entre os Estados de origemededestino,naseguinteproporção: Ano Estado de Origem Estado de Destino 2015 80% 20% 2016 60% 40% 2017 40% 60% 2018 20% 80% 2019 em diante 100%
1º grupo Estados das regiões Sul e Sudeste, excetuando o Estado do Espírito Santo 2º grupo corresponde aos Estados das regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste e o Espírito Santo. Regra: alíquota de 12% nas prestações interestaduais. Exceção: alíquota de 7% nas operações interestaduais em que a mercadoria sair de um Estado do 1º grupo e for para um Estado do 2º grupo.
Regra do ADCT - Art. 99. é aplicada no caso de operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final não contribuinte localizado em outro Estado. Ex.: Augusta, residente Goiânia Goiás comprou, pela internet no mês de maio corrente, um frigobar numa loja online situada em São Paulo no valor de R$1.500,00. Valor da mercadoria: R$1.500,00 => alíquota interna do estado de Goiás 17%. (alíquota interestadual é de 7%) = DIFAL 10 % Total do ICMS R$ 150,00 Repartição do ICMS: Quando o destinatário não é contribuinte, o REMETENTE figura como responsável tributário: REMETENTE (a loja online)será responsável dividir o ICMS entre Goiânia e São Paulo da seguinte forma: Considerando a operação ocorrida em MAIO/2018: 20% Estado de origem (SP = R$ 30,00) / 80% Estado de destino (GO = R$ 120,00).
Quando o destinatário é contribuinte, ele deve recolher o diferencial de alíquota para o estado de destino (essa regra já vigorava antes da EC 87/15 e nesse caso não se aplica a regra de transição do artigo 99 do ADCT ). Ex. a indústria de móveis de São Paulo vende seus produtos (R$10.000,00) para uma indústria de confecção de Goiás, que integrará esses móveis ao seu ativo fixo. A indústria de jeans está na posição de consumidora final é destinatária dos móveis e contribuinte do ICMS (circula mercadorias móveis). Recolherá o DIFAL para Goiás assim que os móveis ingressarem em seu estabelecimento. Qual é o valor recolhido a título de diferencial de alíquota? Valor já recolhido a S.P. = 10.000. (7%) = 700 Valor recolhido p/ GO. = 10.000. (17%) =1.700 => 1.700 700,00= 1.000,00 (DIFAL)
Súmula 660/STF Não incide ICMS na importação de bens por pessoa física ou jurídica que não seja contribuinte do imposto. EC 33/2001 Art. 155, 2º, IX incidirá também: a)sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade, assim como sobre o serviço prestado no exterior, cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria, bem ou serviço; Está se a afirmar que a pessoa, física ou jurídica, deve ser CONTRIBUINTE, apenas não se exigindo o requisito da habitualidade (frequência). LC 114/02 art. 2º 1º incide sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior, por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade. STF RE nº 439.796/PR é necessária a edição de lei local posterior à EC. nº 33/01 e à LC114/02.
ICMS X ISS Art. 155, IX incidirá também: b) sobre o valor total da operação, quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios;
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO COM FORNECIMENTO DE MERCADORIA SERVIÇO DA LISTA - LC 116/03, SEM RESSALVA QUE PERMITA A COBRANÇA DO ICMS SERVIÇO DA LISTA-LC 116/03, COM RESSALVA PERMITINDO A COBRANÇA DO ICMS SERVIÇO NÃO PREVISTO NA LISTA-LC 116/03 ISS SOBRE SERVIÇO E MERCADORIA ISS SOBRE O SERVIÇO E ICMS SOBRE MERCADORIA ICMS OSBRE SERVIÇO E MERCADORIA
O Senado fixará (dever) as alíquotas de ICMS para a exportação, porém: IMUNIDADE Art. 155, 2º [...] X - não incidirá: a)sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior, assegurada a manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores; IMUNIDADE do ICMS sobre operações que destinem mercadorias para o exterior/ sobre serviços prestados a destinatários no exterior, assegurada a manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores. Na exportação, além de não incidir o ICMS, fica assegurada a manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores.
A empresa Atual Comércio Importação e Exportação LTDA compra uma unidade de cada um dos produtos A e B pelos seguintes preços: PreçodecompradeA=10.000reais /PreçodecompradeB=12.000reais. Imaginando que a alíquota do ICMS seja de 17%, a Atual se creditará dos seguintes valores (que vieram destacados nas respectivas notas fiscais de compra): Produto A 17% X 10.000,00 = R$1.700,00(entrada) Produto B 17% X 12.000,00 = R$2.040,00 (entrada) Produto A => destino exportação: não incidirá o ICMS (Art. 155, 2º, inciso X CF/88); produto B => destino à venda a varejo: a venda no varejo ocorre ao preço de 24 mil reais; Atual deverá recolher, ICMS incidente sobre a venda a varejo Venda = R$ 24.000,00. (17%) = 4.080,00 (saída) A Atual tem o total de créditos de ICMS = 1.700,00 (A) + 2.040,00(B) = 3.740,00 ICMS incidente sobre a exportação = zero ICMS a recolher = (ICMS incidente sobre as vendas) 4.080,00 (varejo) 3740,00 = R$340,00
IMUNIDADE Art. 155, 2º, X Não incidirá: b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica; O ICMS NÃO INCIDIRÁ SOBRE OPERAÇÕES QUE DESTINEM A OUTROS ESTADOS petróleo, inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica EXCEÇÃO: Art.155, 2º, XII, h. tributação monofásica definida pela LC 87/96
IMUNIDADE Art. 155, 2º, X Não incidirá c) sobre o ouro, nas hipóteses definidas no art. 153, 5º; Ouro como ativo financeiro somente IOF competência União. d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita; O ICMS incidirá nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção ONEROSA. ATENÇÃO: mesmo antes da EC 42/03 a LC 87/03 previa, no art.2º, II, a incidência somente sobre o prestações onerosas.
Art. 155, 2º, XI não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante do imposto sobre produtos industrializados, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização, configure fato gerador dos dois impostos; Finalidade: desonerar a aquisição.
CÁLCULO DO ICMS POR DENTRO Significa que o ICMS está incluso na sua própria base de cálculo; assim, a alíquota aplicada (alíquota efetiva) é maior do que a estabelecida em lei (alíquota nominal). EXEMPLO: operação tributada à alíquota nominal (estabelecida em lei) de 27% Valor da mercadoria R$ 2.250,00. x 27% de ICMS = R$607,50 (valor do ICMS). Considerando o cálculo do ICMS por dentro o ICMS incide sobre o montante da operação = corresponde ao total do valor tributado (R$2.250,00), sendo que esse valor está composto do valor do próprio ICMS(27%). Se o valor da mercadoria é R$ 2.250,00 e, o ICMS compõe esse valor R$ 2.250,00 corresponde a apenas 73% (100 27) da real base de cálculo. Para se encontrar real base de cálculo, deverá ser feita uma regra de três: R$ 2.250,00 = 73% X = 100% => logo 100% = R$3.082,19 (valor real da bdc)
Sobre a real base de cálculo (R$ 3.082,19) deverá ser aplicada a alíquota de 27% (alíquota nominal =>estabelecida em lei) R4 3.082,19 X 27% = R$ 832,19 (valor efetivo/real do ICMS)..Em conclusão: sobre o valor de 2.250,00 resultará o ICMS efetivo de R$ 832,19 => que corresponde a uma ALÍQUOTA EFETIVA DE 36,98%. RESULTADO COMPARATIVO. I Cálculo do ICMS numa operação simples: R$2.250,00 X 27% (alíquota nominal) = R$ R$607,50 II Cálculo do ICMS por dentro: R$ 2.250,00 X 36,98%(alíquota efetiva) = R$ 832,19
REPASSE Art. 158. Pertencem aos Municípios: [...] IV vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. Parágrafo único. As parcelas de receita pertencentes aos Municípios, mencionadas no inciso IV, serão creditadas conforme os seguintes critérios: I três quartos, no mínimo, na proporção do valor adicionado nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, realizadas em seus territórios; =>Leva se em consideração o volume de operações tributáveis que forem realizadas dentro do território municipal; critério econômico puramente econômico
Porém, os municípios que não tem perfil empresarial, em cujo território são realizadas poucas operações, tributadas pelo ICMS o repasse é muito menor. Exemplo aqueles que tem restrição ambiental. Art. 158. Parágrafo único. As parcelas de receita pertencentes aos Municípios, mencionadas no inciso IV, serão creditadas conforme os seguintes critérios: II até um quarto, de acordo com o que dispuser lei estadual ou, no caso dos Territórios, lei federal. Até 6,25% (1/4 X 25) GOIÁS EC 4/2007 alterou o art. 107 da Constituição do Estado de Goiás, Art. 107 Pertencem aos Municípios: [...] IV 25% do ICMS, observados os critérios estabelecidos no 1º: 1º As parcelas serão creditas da seguinte forma: I 85% (21,25%) critério econômico II 10% (2,5%) quotas iguais entre todos os Municípios III 5% (1,25% ), distribuídos na proporção do cumprimento de exigências estabelecidas em lei estadual específica, relacionadas com a fiscalização, defesa, recuperação e preservação do meio ambiente
III 5% (1,25% ), distribuídos na proporção do cumprimento de exigências estabelecidas em lei estadual específica, relacionadas com a fiscalização, defesa, recuperação e preservação do meio ambiente Goiás publicou a LEI COMPLEMENTAR Nº 90, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2011, Instituiu o ICMS ECOLÓGICO => repasse, de acordo com o cumprimento dos indicadores para os municípios que se dedicarem à medidas de proteção ambiental.
2% do FUNDO DE COMBATE À POBREZA CF/1988 ADCT Art. 82. E/DF/M instituir Fundos de Combate à Pobreza; Recursos: poderá ser criado adicional de até 2% na alíquota do ICMS, sobre os produtose serviços supérfluos e nas condições definidas na lei complementar de que trata o art. 155, 2º, XII, CF/1988. Goiás RCTE / Decreto n.5832/2003 Art. 20, 6º ANEXO XIV PROTEGE GOIÁS (*destinado a unidades executoras de programas sociais) operações e prestações de serviço interestadual com consumidor final não contribuinte do ICMS, o contribuinte que as realizar deve considerar, para efeito de definição da base de cálculo, a alíquota interna da Goiás, já acrescida do adicional de alíquotas (cláusula segunda do Convênio ICMS 93/2015) => base cálculo X 17%+2%=19%
ICMS é tributo indireto: o contribuinte de direito não é a mesma pessoa que o contribuinte de fato. RESTITUIÇÃO DE TRIBUTOS INDIRETOS Art.166, CTN Súmula 71 STF (sem efeito) Embora pago indevidamente, não cabe restituição de tributo indireto. Súmula 547 do STF Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, quando reconhecido por decisão, que o contribuinte de jure não recuperou do contribuinte de facto o quantum respectivo.