RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO 1. NOME DO MEDICAMENTO PARLODEL 2,5 mg comprimidos PARLODEL 5 mg cápsulas PARLODEL 10 mg cápsulas 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Comprimidos 2,5 mg Um comprimido ranhurado contém 2,87 mg de mesilato de bromocriptina (correspondendo a 2,5 mg de bromocriptina base) Excipiente(s) com efeito conhecido: Lactose 116,38 mg Lista completa de excipientes, ver secção 6.1 Cápsulas 5 mg Uma cápsula contém 5,735 mg de mesilato de bromocriptina (correspondendo a 5,0 mg de bromocriptina base) Excipiente(s) com efeito conhecido: Lactose mono-hidratada 80,015 mg Lista completa de excipientes, ver secção 6.1 Cápsulas 10 mg Uma cápsula contém 11,47 mg de mesilato de bromocriptina (correspondendo a 10,0 mg de bromocriptina base) Excipiente(s) com efeito conhecido: Lactose mono-hidratada 160,03 mg Lista completa de excipientes, ver secção 6.1 3. FORMA FARMACÊUTICA Comprimidos. (circulares, esbranquiçados, planos, com rebordo, ranhura central e inscrição 2,5MG )
Cápsulas. (PARLODEL 5 mg cápsulas n.º 3, corpo branco opaco/cabeça azul opaco, com 5mg impresso a preto no corpo. PARLODEL 10 mg cápsulas n.º 1, corpo branco opaco/cabeça branco opaco, com 10mg impresso a preto no corpo) 4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS 4.1 Indicações terapêuticas Parlodel é indicado em adultos e crianças com mais de 7 anos. Perturbações do ciclo menstrual, infertilidade feminina - situações de hiperprolactinémia ou normoprolactinémia aparente relacionadas com a prolactina: amenorreia (com ou sem galactorreia), oligomenorreia fase lútea deficiente perturbações hiperprolactinémicas induzidas por fármacos (p. ex. induzidas por certos psicotrópicos ou agentes antihipertensivos) - infertilidade feminina independente da prolactina síndroma do ovário poliquístico ciclos anovulatórios (como suplemento de antiestrogéneos, p. ex. clomifeno) Hiperprolactinémia no homem - hipogonadismo relacionado com a prolactina (oligospermia, perda da líbido, impotência) Prolactinomas - tratamento de manutenção de micro ou macroadenomas hipofisários secretores de prolactina - antes da cirurgia para reduzir o tamanho de um tumor e para facilitar a sua remoção - depois da cirurgia se o nível de prolactina for ainda elevado. Acromegália - como complemento, ou em casos especiais, como alternativa à cirurgia ou radioterapia. PARLODEL não é recomendado para a prevenção de rotina ou supressão do edema puerperal da mama que pode ser adequadamente tratado com analgésicos simples e suporte dos seios. Outras Não existe evidência suficiente da eficácia de PARLODEL no tratamento dos sintomas pré-menstruais e doença benigna da mama. A utilização de PARLODEL nestas condições não é, assim, recomendada.
Doença de Parkinson Todos os graus da doença de Parkinson idiopática e pós-encefalítica, quer em monoterapia ou em associação com outros fármacos antiparkinsónicos. Apenas para a dosagem de 2,5mg: APROVADO EM Prevenção ou supressão da lactação fisiológica no pós-parto apenas quando clinicamente indicado (como no caso de perda intraparto, morte neonatal, infeção da mãe pelo VIH ) A bromocriptina não é recomendada para a supressão da lactação por rotina ou para o alívio dos sintomas da dor pós-parto e engorgitamento, que podem ser adequadamente tratados com intervenção não-farmacológica (como suporte firme da mama, aplicação de gelo) e/ou analgésicos simples. 4.2 Posologia e modo de administração Posologia Modo de administração PARLODEL deve ser sempre tomado com as refeições Perturbações do ciclo menstrual, infertilidade feminina 1,25 mg (½ comprimido) 2 ou 3 vezes por dia; se isso for insuficiente, aumentar gradualmente para 2,5 mg 2 ou 3 vezes por dia. Continuar o tratamento até o ciclo menstrual ter normalizado e/ou ser restabelecida a ovulação. Se necessário, o tratamento pode ser continuado durante vários ciclos para evitar recaídas. Hiperprolactinémia no homem 1,25 mg (½ comprimido) 2 ou 3 vezes por dia, aumentando progressivamente até 5 a 10 mg por dia. Prolactinomas 1,25 mg (½ comprimido) 2 ou 3 vezes por dia, aumentando gradualmente até vários comprimidos ou cápsulas por dia para manter uma adequada supressão da prolactina plasmática. A dose diária máxima não deve exceder os 30mg. Acromegália Inicialmente 1,25 mg (½ comprimido) 2 ou 3 vezes por dia, aumentando progressivamente até 10 a 20 mg por dia, dependendo da resposta clínica e dos efeitos secundários. Inibição da lactação por razões médicas No primeiro dia, ½ comprimido tomado com alimentos de manhã e à noite, seguido por um comprimido duas vezes por dia durante 14 dias. Para evitar a subida do leite, o tratamento deve ser instituído poucas horas após o parto ou o aborto, mas não antes de
os sinais vitais terem estabilizado. Por vezes ocorre uma ligeira secreção láctea 2 ou 3 dias após o tratamento ter sido terminado. Esta situação pode ser resolvida restabelecendo o tratamento na mesma dosagem por mais uma semana. Doença de Parkinson Para assegurar uma boa tolerância, o tratamento deve ser iniciado com uma dose baixa de 1,25 mg (½ comprimido) por dia, administrado de preferência à noite, durante a primeira semana. Para que se consiga uma dose mínima eficaz para cada doente a adaptação posológica a PARLODEL deverá ser lenta.a dosagem diária deve ser aumentada gradualmente, 1,25 mg por dia em cada semana e administrada dividida em 2 a 3 doses. Ao fim de 6 a 8 semanas é obtida uma resposta terapêutica adequada; caso contrário, a dose diária pode ser novamente aumentada em 2,5 mg por dia em cada semana. O intervalo terapêutico habitual, quer em monoterapia, quer em terapia associada é de 10 a 40 mg de bromocriptina por dia, mas em alguns doentes são necessárias doses mais elevadas. Se ocorrerem reações indesejáveis durante a fase de adaptação posológica, a dose diária deve ser reduzida e mantida no nível mais baixo durante, pelo menos, uma semana. Se as reações adversas desaparecerem, a dose pode ser novamente aumentada. Em doentes sujeitos a terapêutica com levodopa que apresentem perturbações motoras, sugere-se que a dosagem de levodopa seja reduzida antes do início do tratamento com PARLODEL. Quando tiver sido obtida uma resposta satisfatória ao PARLODEL, pode ser feita uma nova redução gradual na dosagem de levodopa. Em alguns doentes, a levodopa pode ser retirada completamente. Crianças e Adolescentes (idade 7 17) Prolactinomas: População pediátrica com mais de 7 anos: 1,25mg (½ comprimido) 2 ou 3 vezes ao dia, aumentando gradualmente para vários comprimidos ou cápsulas por dia, dependendo da resposta clínica e efeitos adversos. Dose máxima diária recomendada em crianças dos 7 aos 12 anos é de 10mg. Dose máxima diária recomendada em adolescentes (13 17 anos) é de 20mg. Acromegalia: População pediátrica com mais de 7 anos: 1,25mg (½ comprimido) 2 ou 3 vezes ao dia, aumentando gradualmente para vários comprimidos ou cápsulas por dia, conforme necessário para manter a prolactina plasmática adequadamente suprimida. Dose máxima diária recomendada em crianças dos 7 aos 12 anos é de 5mg. Dose máxima diária recomendada em adolescentes (13 17 anos) é de 20mg. 4.3 Contraindicações Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.) ou a outros alcaloides ergotamínicos.
A bromocriptina está contraindicada em doentes com hipertensão não controlada, doença hipertensiva específica da gravidez (incluindo eclãmpsia, pré-eclãmpsia ou hipertensão induzida pela gravidez), hipertensão pós-parto e no puerpério. A bromocriptina está contraindicada para utilização na supressão da lactação ou outras indicações que não impliquem risco de vida em doentes com história de doença arterial coronária ou outras condições cardiovasculares graves ou sintomas/antecedentes de distúrbios psiquiátricos graves. Tratamento a longo prazo: Evidência de valvulopatia cardíaca como determinado por ecocardiografia pré tratamento 4.4 Advertências e precauções especiais de utilização População pediátrica: Crianças e Adolescentes (idades 7 a 17 anos) A segurança e eficácia da bromocriptina em doentes pediátricos só foi estabelecida para as indicações de Prolactinomas e Acromegalia em doentes com idade igual ou superior a 7 anos. Existem apenas dados isolados para a utilização da bromocriptina em doentes pediátricos com menos de 7 anos. Contudo, outras experiências clínicas notificadas, incluindo notificações de eventos adversos pós comercialização, não identificaram diferenças de tolerabilidade entre adultos e adolescentes ou crianças. Embora, não se tenham observado alterações no perfil de reações adversas em doentes pediátricos a tomar Parlodel, não se pode excluir categoricamente uma maior sensibilidade nalguns indivíduos mais jovens e recomenda-se uma titulação da dose cautelosa nos doentes pediátricos. Gerais O tratamento com PARLODEL pode restabelecer a fertilidade. As mulheres em idade de procriar e que não desejam engravidar devem, portanto, ser aconselhadas a praticar um método seguro de contraceção. Em mulheres com condições não associadas com hiperprolactinémia tratadas com PARLODEL, o fármaco deve ser administrado na dose eficaz mais baixa necessária para aliviar os sintomas; isto de modo a evitar a possibilidade de reduzir os níveis plasmáticos de prolactina abaixo dos níveis normais, com a consequente diminuição da função lútea. Foram relatados alguns casos de hemorragia gastrointestinal e úlcera gástrica. Se tal ocorrer, PARLODEL deve ser retirado. Os doentes com úlcera pética ativa ou seus antecedentes devem ser cuidadosamente monitorizados ao receberem o tratamento. Uma vez que, principalmente durante os primeiros dias de tratamento, podem, por vezes, ocorrer reações hipotensivas que resultem em vigilância reduzida, deve haver um particular cuidado ao conduzir veículos ou trabalhar com máquinas.
A Bromocriptina tem sido associada a sonolência e episódios de adormecimento súbito, particularmente em doentes com doença de Parkinson. O adormecimento súbito durante a atividade quotidiana, em alguns casos sem quaisquer sinais prévios, tem sido notificado muito raramente. Os doentes devem ser informados no sentido de tomar precauções quando conduzem ou utilizam máquinas durante o tratamento com PARLODEL. Os doentes a quem ocorreu sonolência e/ou adormecimento súbito, devem evitar conduzir ou utilizar máquinas potencialmente perigosas (ver secção 4.7 Efeitos sobre a capacidade de condução e utilização de máquinas). Além disso, deve ser considerada a redução da dose ou a suspensão do tratamento. Dos doentes tratados com Parlodel, particularmente em tratamentos prolongados e com alta dose, foram notificadas ocasionalmente efusões pleural e pericardial, bem como fibrose pleural e pulmonar e pericardite constritiva. Doentes com alterações pleuropulmonares inexplicáveis devem ser examinados cuidadosamente e interromperem o tratamento com Parlodel se necessário. Nalguns doentes a tomar Parlodel, particularmente em tratamento prolongado e com alta dose, foi notificada fibrose retroperitoneal. Para assegurar o reconhecimento de fibrose retroperitoneal numa fase precoce reversível, recomenda-se que as suas manifestações (ex: dor nas costas, edema das pálpebras inferiores, insuficiência da função renal) devem ser acompanhadas nesta categoria de doentes. A medicação com Parlodel deve ser interrompida no caso de serem diagnosticadas ou suspeitas alterações fibróticas no retroperitoneu. Doentes com um raro problema hereditário de intolerância à galactose, grave deficiência em lactase ou mal absorção glucose-galactose não devem tomar este medicamento. Em casos raros, eventos adversos graves, incluindo hipertensão, enfarte do miocárdio, convulsões, acidente vascular cerebral, ou distúrbios psiquiátricos têm sido notificados em mulheres no pós-parto tratadas com bromocriptina para a inibição da lactação. Em algumas doentes o desenvolvimento de convulsões ou acidente vascular cerebral foi precedido por cefaleias graves e/ou distúrbios visuais transitórios. A pressão arterial deve ser cuidadosamente monitorizada, especialmente durante os primeiros dias de tratamento. Se desenvolver hipertensão, dor torácica sugestiva, cefaleia grave, progressiva, ou constante (com ou sem distúrbios visuais), ou evidência de desenvolvimento de toxicidade no sistema nervoso central, a administração de bromocriptina deve ser interrompida e a doente deve ser avaliada imediatamente. É necessária atenção particular em doentes que tenham sido tratadas recentemente ou façam terapêutica simultânea com fármacos que possam alterar a pressão arterial, por ex. vasoconstritores como os simpaticomiméticos ou alcaloides ergotamínicos incluindo a ergometrina ou a metilergometrina e a sua utilização simultânea no puerpério não é recomendada. Utilização em doentes com adenomas secretores de prolactina
Uma vez que os doentes com macroadenomas da hipófise podem apresentar hipopituitarismo devido à compressão ou destruição do tecido hipofisário, deve ser efetuada uma avaliação completa das funções hipofisárias e instituída uma terapêutica de substituição apropriada antes da administração de PARLODEL. Em doentes com insuficiência adrenal secundária é essencial a substituição com corticosteroides. Em doentes com macroadenomas hipofisários a evolução da dimensão do tumor deve ser cuidadosamente monitorizada e, se surgirem evidências da expansão do tumor, deve ser considerada a abordagem cirúrgica. Se ocorrer gravidez em doentes com adenoma após a administração de PARLODEL, é obrigatória uma observação médica cuidadosa. Os adenomas secretores de prolactina podem expandir-se durante a gravidez. Nestas doentes, o tratamento com PARLODEL resulta frequentemente numa redução da dimensão do tumor e numa rápida melhoria dos defeitos do campo visual. Em casos graves, a compressão do nervo ótico ou de outros nervos cranianos pode requerer cirurgia hipofisária de emergência. A limitação do campo visual é uma complicação conhecida do macroprolactinoma. O tratamento efetivo com PARLODEL leva a uma redução na hiperprolactinémia e, frequentemente, a uma resolução da insuficiência visual. No entanto, nalguns doentes podem desenvolver-se subsequentemente uma deterioração secundária do campo visual apesar da normalização dos níveis de prolactina e da redução do tumor, o que pode resultar em tracção do quiasma ótico que é empurrado para a sela parcialmente vazia. Nestes casos, o defeito do campo visual pode melhorar com a redução da dose de bromocriptina enquanto existe alguma elevação dos níveis de prolactina e alguma reexpansão do tumor. A monitorização dos campos visuais em doentes com macroprolactinoma é, assim, recomendada para uma deteção precoce de perda de campo secundária devido a herniação do quiasma e adaptação da posologia. Nalguns doentes com adenomas secretores de prolactina tratados com PARLODEL foi observada rinorreia de fluido cerebrospinal. Os dados disponíveis sugerem que tal pode resultar da regressão de tumores invasivos. Alterações no controlo de Impulso Os doentes devem ser regularmente monitorizados sobre o desenvolvimento de alterações no controlo de impulsos. Os doentes e cuidadores devem ser alertados que sintomas comportamentais de alterações no controlo de impulsos incluindo jogo patológico, aumento da líbido e hipersexualidade, compras compulsivas, comer compulsico podem ocorrer em doentes a tomar agonistas dopaminérgicos incluindo o PARLODEL. Se se desenvolverem estes sintomas, deve ser considerada uma redução da dose ou interrupção do tratamento. Idosos Estudos clínicos para o Parlodel não incluíram um número de doentes suficientes com idade igual ou superior a 65 anos para determinar se os idosos respondem de forma diferente dos jovens. Contudo, outras experiências clínicas notificadas, incluindo
reações adversas pós comercialização, não identificaram diferenças na resposta ou tolerabilidade entre doentes idosos e mais jovens. Embora, não se tenham observado alterações no perfil de reações adversas em doentes idosos a tomar Parlodel, não se pode excluir categoricamente uma maior sensibilidade nalguns indivíduos idosos. No geral, a seleção da dose nos idosos deve ser cuidadosa, começando com a dose mais baixa, tendo em conta a maior frequência de diminuição da função hepática, renal ou cardíaca e a doença concomitante ou outro tratamento nesta população. 4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação A bromocriptina é simultaneamente um substrato e um inibidor do CYP3A4 (ver secção 5.2 Propriedades Farmacocinéticas). Deve ter-se precaução quando se coadministra fármacos que são inibidores e/ou substratos fortes desta enzima (antimicóticos azois, inibidores da protease utilizados no HIV). O uso concomitante de antibióticos macrólidos tais como eritromicina ou josamimicina mostrou aumentar os níveis plasmáticos de bromocriptina. O tratamento concomitante de doentes acromegálicos com bromocriptina e octreótido levou a níveis plasmáticos aumentados de bromocriptina. Uma vez que PARLODEL exerce o seu efeito terapêutico através da estimulação dos recetores centrais de dopamina, os antagonistas da dopamina tais como antipsicóticos (fenotiazinas, butifenonas e tioxantenos) mas também a metoclopramida e a domperidona podem reduzir a sua atividade. A tolerância a PARLODEL pode ser reduzida pelo álcool. 4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento Gravidez Em doentes que queiram engravidar, o PARLODEL, tal como todos os outros medicamentos, deve ser descontinuado quando é confirmada a gravidez, a não ser que existam razões médicas para continuar o tratamento. Até à data não foi observado um aumento na incidência de aborto após a interrupção do PARLODEL. A experiência clínica indica que PARLODEL, administrado durante a gravidez, não afeta negativamente o seu decurso ou resultado. Se a gravidez ocorrer na presença de um adenoma hipofisário e o tratamento com PARLODEL tiver sido interrompido, é necessária uma vigilância médica rigorosa durante a gravidez. Em doentes que apresentem sintomas de um aumento pronunciado de um prolactinoma. p. ex., cefaleia ou deterioração do campo visual, o tratamento com PARLODEL pode ser reinstituído ou pode ser apropriada a cirurgia. AmamentaçãoUma vez que PARLODEL inibe a lactação, não deve ser administrado a mães que decidam amamentar.
Fertilidade A fertilidade pode ser restaurada com o tratamento com Parlodel. Mulheres em idade de procriar que não desejem engravidar devem utilizar um método de contraceção. 4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas Uma vez que, principalmente durante os primeiros dias de tratamento, podem, por vezes, ocorrer reações hipotensivas que resultem em vigilância reduzida, deve haver um particular cuidado ao conduzir veículos ou trabalhar com máquinas. Doentes em tratamento com PARLODEL e que apresentem sonolência e/ou episódios de adormecimento súbito devem ser informados no sentido de evitar conduzir ou realizar outras atividades que possam comprometer a vida dos próprios ou a de outros (utilização de máquinas, por exemplo), a não ser que os doentes tenham melhorado dos episódios de sonolência (ver também secção 4.4 Advertências e Precauções Especiais de Utilização). 4.8 Efeitos indesejáveis As reações adversas são apresentadas por frequência. As mais frequentes em primeiro lugar. Muito frequentes ( 1/10) Frequentes ( 1/100, <1/10) Pouco frequentes ( 1/1.000, <1/100) Raras ( 1/10.000, < 1/1.000) Muito raras (<1/10.000) Desconhecidas (não podem ser estimadas a partir dos dados disponíveis) Alterações psiquiátricas Pouco frequentes: Confusão, excitação psicomotora, alucinações Raras: Perturbações psicóticas, insónia Muito raras: Aumento da líbido, hipersexualidade, jogo patológico, compras compulsivas, comer compulsivo Doenças do sistema nervoso Frequentes: Cefaleias, vertigens, tonturas Pouco frequentes: Discinésia Raras: Sonolência, parestesia Muito raras: Sonolência excessiva durante a atividade quotidiana, adormecimento súbito Afeções oculares Raras: Perturbação visual, visão turva Afeções do ouvido e do labirinto
Raras:Tinitos Alterações cardíacasraras: Derrame pericardial, pericardite constritiva, taquicardia, bradicardia, arritmia Muito raras: Valvulopatia cardíaca (incluindo regurgitação) e alterações relacionadas (pericardite e efusão pericardial), fibrose nas válvulas cardíacas Alterações vascularespouco frequentes: Hipotensão, hipotensão ortostática (muito raramente levando a síncope) Muito raras: Palidez reversível dos dedos das mãos e dos pés induzida pelo frio (especialmente em doentes com história de Síndroma de Raynaud) Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Frequentes: Congestão nasal Raras: Derrame pleural, fibrose pleural, pleurisia, fibrose pulmonar, dispneia Doenças gastrointestinais Frequentes: Náuseas, obstipação, vómitos Pouco frequentes: Secura da boca Raras: Diarreia, dor abdominal, fibrose retroperitonial, úlcera gastrointestinal, hemorragia gastrointestinal Afeções dos tecidos cutâneos e sucutâneos Pouco frequentes: Reações alérgicas cutâneas, queda de cabelo Afeções musculosqueléticas e do tecido conjuntivo Pouco frequentes: Cãibras nas pernas Perturbações gerais e alterações no local de administração Pouco frequentes: Fadiga Raras: Edema periférico Muito raras: Síndroma semelhante ao Síndroma Maligno dos Neuroléticos em caso de paragem abruta do tratamento com PARLODEL. A utilização de Parlodel para a inibição da lactação fisiológica no pós-parto foi raramente associada com a ocorrência de hipertensão, enfarte do miocárdio, convulsões, acidente vascular cerebral ou distúrbios psiquiátricos. Ver secção 4.4 - Advertências e precauções especiais de utilização. Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao I.P.: I.P. Direção de Gestão do Risco de Medicamentos
Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: 21 7987140 Fax: 21 7987397 Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt 4.9 Sobredosagem Sinais e sintomas Todos os doentes que tomaram uma sobredosagem de PARLODEL isoladamente sobreviveram; a dose máxima em toma única até agora ingerida foi de 325 mg. Os sintomas observados foram náuseas, vómitos, vertigens, hipotensão hipotensão postural, taquicardia, sonolência letargia e alucinações. Registaram-se casos isolados de crianças que ingeriram acidentalmente Parlodel. As reações adversas notificadas foram vómitos, sonolência e febre. Os doentes recuperaram quer espontaneamente ao fim de algumas horas ou após tratamento adequado. Tratamento da sobredosagem Em caso de sobredosagem, recomenda-se a administração de carvão ativado e no caso de ingestão muito recente pode ser considerada a lavagem gástrica. O tratamento da intoxicação aguda é sintomático. A metoclopramida pode ser indicada para o tratamento da emese ou alucinações. 5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS 5.1 Propriedades farmacodinâmicas Grupo Farmacoterapêutico: 2.5.2 Sistema Nervoso Central. Antiparkinsónicos. Dopaminomiméticos. Código ATC: G02CB01 8.1.3 Hormonas e medicamentos usados no tratamento das doenças endócrinas. Hormonas hipotalâmicas e hipofisárias, seus análogos e antagonistas. Antagonistas hipofisários. Código ATC: G02CB01 Mecanismo de ação O PARLODEL inibe a secreção da hormona da hipófise anterior prolactina sem afetar os níveis normais das outras hormonas hipofisárias. Pode, no entanto, reduzir níveis
elevados da hormona do crescimento, em doentes com acromegália. Estes efeitos são devidos à estimulação dos recetores dopaminérgicos. No puerpério, a prolactina é necessária para o início e manutenção da lactação puerperal. Noutros casos, o aumento da secreção de prolactina origina uma lactação patológica (galactorreia) e/ou perturbações da ovulação e da menstruação. Como inibidor específico da secreção da prolactina, PARLODEL pode ser utilizado para impedir ou suprimir a lactação fisiológica, assim como para tratar os estados patológicos relacionados com a prolactina. Na amenorreia e/ou anovulação (com ou sem galactorreia), PARLODEL pode ser utilizado para normalizar os ciclos menstruais e a ovulação. Com PARLODEL não são necessárias as medidas habituais tomadas durante a supressão da lactação, tais como a restrição da ingestão de líquidos. Para além disso, PARLODEL não compromete a involução puerperal do útero e não aumenta o risco de tromboembolismo. Comprovou-se que PARLODEL impede o crescimento ou reduz a dimensão dos adenomas hipofisários secretores da prolactina (prolactinomas). Nos doentes acromegálicos - para além de reduzir os níveis plasmáticos da hormona do crescimento e da prolactina - PARLODEL tem um efeito benéfico nos sintomas clínicos e na tolerância à glucose. PARLODEL melhora os sintomas clínicos da síndroma do ovário poliquístico pela normalização da secreção de LH. Devido à sua atividade dopaminérgica, o PARLODEL em doses geralmente mais elevadas do que as usadas nas indicações endocrinológicas, é eficaz no tratamento da doença de Parkinson, que se caracteriza por uma deficiência específica em dopamina na via nigro-estriada. Nesta situação, a estimulação dos recetores dopaminérgicos por PARLODEL pode restabelecer o equilíbrio neuroquímico na região estriada. Clinicamente, PARLODEL melhora o tremor, a rigidez, a bradiquinésia e outros sintomas parkinsónicos em todos os estádios da doença. Geralmente, a eficácia terapêutica mantém-se durante anos (até agora, têm sido descritos bons resultados em doentes tratados até 8 anos). PARLODEL pode ser administrado quer isolado ou - tanto em estados precoces como avançados - associado a outros medicamentos antiparkinsónicos. A combinação com o tratamento com levodopa resulta num aumento dos efeitos antiparkinsónicos tornando muitas vezes possível a redução da dosagem da levodopa. PARLODEL é particularmente benéfico em doentes tratados com levodopa que apresentem uma resposta terapêutica reduzida ou complicações, como movimentos involuntários anormais (disquinésia coreo-atetósica e/ou distonia dolorosa), falha da "dose - final" e fenómeno de "on - off".
PARLODEL melhora a sintomatologia depressiva muitas vezes observada nos parkinsónicos. Isto é devido às suas propriedades antidepressivas próprias, tal como foi comprovado por estudos controlados em doentes não parkinsónicos com depressão endógena ou psicogénica. 5.2 Propriedades farmacocinéticas Absorção PARLODEL é bem absorvido após a administração oral. Quando os comprimidos ou cápsulas são administrados a voluntários saudáveis, a semivida de absorção é 0,2 a 0,5 horas, e os níveis plasmáticos máximos de bromocriptina são atingidos ao fim de 1 a 3 horas. Uma dose oral de 5mg de bromocriptina resulta num valor de Cmax de 0,465 ng/ml. O efeito redutor da prolactina começa 1 a 2 horas após a ingestão, atinge o seu máximo, i.e. uma redução do nível de prolactina no plasma superior a 80 %, ao fim de 5 a 10 horas e permanece próximo do nível máximo durante 8 a 12 horas. Distribuição A ligação às proteínas plasmáticas é de 96%. O volume de distribuição é aproximadamente 27 L, a depuração plasmática é de 132L/h Biotransformação A bromocriptina sobre um efeito extensivo de primeira passagem no fígado, o que reflete num perfil complexo de metabolitos e pela quase total ausência de composto inicial na urina e nas fezes. Demonstra uma afinidade elevada para o CYP3A e as hidroxilações no anel prolina da mistura ciclopeptídica constituem a principal via metabólica. Assim, é expectável que inibidores e/ou substratos potentes da CYP3A possam inibir a depuração da bromocriptina e levar ao aumento dos seus níveis plasmáticos. A bromocriptina é também um inibidor potente da CYP3A4 com um valor calculado de IC50 de 1,69 µm. No entanto, dadas as baixas concentrações terapêuticas de bromocriptina livre nos doentes, não é de esperar uma alteração significativa do metabolismo de um segundo fármaco cuja depuração seja mediada pela CYP3A4. Eliminação A eliminação do fármaco inicial a partir do plasma é bifásica, com uma semivida terminal de cerca de 15 horas (intervalo de 8 a 20 horas). O fármaco inicial e os metabolitos são quase completamente excretados através do fígado, sendo somente 6 % eliminados através dos rins. Características dos doentes Em doentes com insuficiência da função hepática, a velocidade de eliminação pode ser retardada e os níveis plasmáticos podem aumentar sendo, por isso, necessário o ajustamento da dose. 5.3 Dados de segurança pré-clínica
Dados pré-clinicos do Parlodel (bromocroptina) não revelaram nada em especial nos humanos com base nos estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade de dose única e repetida, genotoxicidade, mutagenicidade, potencial carcinogénico ou toxicidade da reprodução. Só foram observados efeitos nos estudos pré-clínicos com exposições consideradas em excesso (25 vezes) relativamente à dose máxima humana, o que revela pouca relevância na utilização clínica. Foram observados carcinomas no endométrio em estudos pré-clínicos em ratos apenas com altas doses. Foram considerados como devido a sensibilidade específica da espécie de animal testado sobre a atividade farmacológica da bromocriptina. 6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS 6.1 Lista dos excipientes PARLODEL 2,5 mg comprimidos: sílica coloidal anidra; edetato dissódico di-hidratado; estearato de magnésio; ácido maleico; amido de milho pré-gelatinado/amido de milho; lactose PARLODEL 5 mg cápsulas: sílica coloidal anidra; estearato de magnésio; ácido maleico; amido de milho ; lactose mono-hidratada; indigotina (E132)*; dióxido de titânio (E171)*; gelatina*; shellac*; Opacode S-1-27794 preto*. PARLODEL 10 mg cápsulas: sílica coloidal anidra; estearato de magnésio; ácido maleico; amido de milho ; lactose mono-hidratada; dióxido de titânio (E171)*; gelatina*; shellac*; Opacode S-1-27794 preto*. * componentes do revestimento das cápsulas. 6.2 Incompatibilidades Não aplicável. 6.3 Prazo de validade PARLODEL 2,5 mg comprimidos 2 anos PARLODEL 5 mg cápsulas 3 anos PARLODEL 10 mg cápsulas 4 anos
6.4 Precauções especiais de conservação Conservar a temperatura inferior a 25ºC. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz. 6.5 Natureza e conteúdo do recipiente Comprimidos a 2,5 mg embalagem de 10 e 30 comprimidos, acondicionados em blister de PVC/PVDC/Alu Cápsulas a 5 mg embalagem de 20 e 60 cápsulas, acondicionadas em blister de PVC/PVDC/Alu Cápsulas a 10 mg embalagem de 20 cápsulas, acondicionadas em blister de PVC/PVDC/Alu É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. 6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento Não existem requisitos especiais para eliminação. Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais. 7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO: MEDA Pharma Produtos Farmacêuticos, S.A. Rua do Centro Cultural, 13 1749-066 Lisboa Tel: 21 8420300 Fax: 21 8492042 e-mail: geral@medapharma.pt 8. NÚMEROS(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO: PARLODEL 2,5 mg comprimidos N.º de registo: 9478214 10 comprimidos, 2,5 mg, blister de PVC/PVDC/Alu N.º de registo: 9478206 30 comprimidos, 2,5 mg, blister de PVC/PVDC/Alu PARLODEL 5 mg cápsulas N.º de registo: 9523613 20 cápsulas, 5 mg, blister de PVC/PVDC/Alu N.º de registo: 9523621 60 cápsulas, 5 mg, blister de PVC/PVDC/Alu
PARLODEL 10 mg cápsulas N.º de registo: 9523605 20 cápsulas, 10 mg, blister de PVC/PVDC/Alu APROVADO EM 9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO: Data da primeira autorização: PARLODEL 2,5 mg comprimidos 14 de agosto de 1978 PARLODEL 5 mg cápsulas 22 de julho de 1987 PARLODEL 10 mg cápsulas 29 de maio de 1981 Data da última renovação: 20 de março de 2001 10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: