Fórum Internacional sobre Responsabilização e Transparência no Setor Público Apresentação dos Resultados Evelyn Levy Secretária de Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - Brasil
Grupo Focal 1 - Administração de Conflitos de Interesse Fatores essenciais para uma política efetiva sobre conflito de interesses: Definição clara e realista do que seria considerado uma situação de conflito de interesses Estabelecer regras não-ambíguas sobre aquilo que se espera fazer para resolver uma situação de conflito Colocar em prática os padrões explicitados através da: - socialização: comunicação, capacitação e orientação - aplicação das normas: monitoramento e sanção dos indivíduos no caso de não-cumprimento dos padrões
Grupo Focal 1 - Administração de Conflitos de Interesse Recomendações de políticas: Aumentar a consciência sobre os conceitos básicos do Serviço Público, marcadamente de que este serve ao interesse público Envolver os servidores públicos e o público em geral no desenvolvimento de padrões para assegurar que estes reflitam as expectativas da sociedade Mobilizar a opinião pública para que ela acompanhe as práticas cotidianas e assegure a responsabilização Avaliar o impacto das medidas sobre conflito de interesses e rever as políticas com o objetivo de identificar as áreas de risco
Grupo Focal 1 - Administração de Conflitos de Interesse Desafios e Opções para Implementação: A elaboração de padrões é a parte fácil do trabalho; a implementação (socialização, aplicação das normas e monitoramento) é mais difícil, para não mencionar um mudança real na cultura Coordenação de medidas de prevençãoe aplicação de normas, e integração dessas em uma estrutura institucional coerente Balanceamento: ex. - proteção da privacidade versus assegurar transparência (prover o acesso público a informações sobre renda, patrimônio e conflitos) Liderança: demonstração de exemplo pessoal a partir da alta administração até os servidores. Foco em medidas preventivas novas tecnologias provêem ferrramentas eficientes para coleta e processamento de informações sobre renda e patrimônio
Grupo Focal 2 - Estabelecimento de uma Gestão de Orçamento Transparente e Eficiente Orçamento deve obedecer aos princípios da boa governança: - Transparente, Mensurável, Coerente, Longo Prazo, Integridade (cumprimento da Lei) Países devem construir um processo orçamentário adequado às suas realidades culturais e organizacionais Princípios Básicos: Orçamento Abrangente: refletindo todas as receitas e despesas Necessidade de Sistemas Automatizados e Integrados Bom Arcabouço Legal: Regras conhecidas por todos Orçamentos devem estar balanceados em um Plano Plurianual Governo Eletrônico (Internet): aberto à sociedade civil Servidores Públicos devem estar envolvidos: seus valores e princípios são determinantes do sucesso
Grupo Focal 2 - Estabelecimento de uma Gestão de Orçamento Transparente e Eficiente Reformas orçamentárias devem ser processos contínuos, não existem balas de prata, nem pode basear-se em um único processo Orientação a Resultados/Desempenho Necessidade de associar recursos a produtos/resultados Resultados devem estar relacionados a objetivos/interesses sociais Ind.de Desempenho: Estáveis, Limitados, Atuais e Mensuráveis Divulgar o custo econômico do governo (Accruals) Qual o Custo de Oportunidade da atividade governamental? Responsabilização Clara Responsabilidade - Pessoa específica responsável Sistemática integração entre metas, padrões, orçamento anual e plano plurianual
Grupo Focal 2 - Estabelecimento de uma Gestão de Orçamento Transparente e Eficiente Sanções devem ser razoáveis mas significativas e aplicáveis Auditoria eficiente e constante: deve avaliar a efetividade e a qualidade dos programas e evitar a fatiga das auditorias Relatórios periódicos contextualizados e comparáveis no tempo Caso especial das Agências autônomas - Princípios de Bratislava : - Requisitos para garantir a autonomia: Necessidade de uma estrutura de governança definida e fortes mecanismos de supervisão Necessidade de fortalecer a capacidade dos ministérios e dos corpos de auditorias para controlar e acompanhar as agências semi-autônomas Necessidade de estabelecer um processo de revisão para identificar os benefícios e as fraqueza do sistema de agências Transparência Deve haver um papel para a Sociedade Civil, ONGs e um efetivo monitoramento por parte do Legislativo Mudança cultural e um sistema de regulação comum
Grupo Focal 3 - Mecanismos de Acompanhamento para Verificação Pública e Acesso à Informação Quais são as necessidades? LEIS: Acesso à informação e de Garantia de participação pública POLÍTICAS: Treinamento e Gerenciamento; Coleta e sistematização de informações; Construção de Indicadores RECURSOS (materiais e humanos) ÓRGÃOS DE MONITORAMENTO INDEPENDENTES Quais são os obstáculos? Ausência de consciência e formação por parte da Cidadania Cultura de Sigilo por parte do Administrador Público Falta de recursos Falta de competência específica no ambiente público Carência de órgãos de imprensa independentes Barreiras (tecnológicas, comportamentais e de conhecimento)
Grupo Focal 3 - Mecanismos de Acompanhamento para Verificação Pública e Acesso à Informação Como garantir que a prestação da informação e a participação cidadã sejam reais? Menos propaganda e mais prestação de contas Mais metodologias concretas Mecanismos de reclamação / controle independente Cultura pró-ativa no serviço público Medidas de desempenho (por indicadores) Dar publicidade às experiências de sucesso Fortalecimento da capacitação das organizações da Sociedade Civil Como começar? Criar liderança, comprometimento e vontade política Construir capacitação e atitudes no serviço público Estimular capacitação da Sociedade Civil Ouvir de verdade