NOME DO CURSO: O Ensino de Língua Portuguesa como segunda língua para estudantes surdos e/ou com deficiência auditiva Nível: Especialização Modalidade: Presencial Parte 1 Código / Área Temática Código / Nome do Curso Etapa de ensino a que se destina Educação Especial O Ensino de Língua Portuguesa como segunda língua para estudantes surdos e/ou com deficiência auditiva QUALQUER ETAPA DE ENSINO Nível do Curso Especialização Rede Municipal /Estadual / Federal Objetivo Geral Formar professores, em nível de especialização, para o ensino da língua portuguesa, na modalidade escrita, como segunda língua. Específicos Identificar as especificidades do ensino da língua portuguesa, na modalidade escrita, como segunda língua; Propor metodologia para o ensino da língua portuguesa na modalidade escrita, como segunda língua; Definir princípios e critérios da produção e avaliação textual, considerando o uso da língua portuguesa como segunda língua. Ementa Este curso aborda com base nos marcos legais, políticos e pedagógicos da educação especial na perspectiva inclusiva, à luz dos princípios preconizados pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência ONU/2006. Nesse sentido, focaliza, de acordo com o conceito de educação bilíngue, as especificidades do ensino da língua portuguesa, na
modalidade escrita, como segunda língua, propondo metodologia para o seu ensino, bem como, princípios e critérios da produção e avaliação textual, considerando sua utilização no contexto bilíngue. Fundamentos Teóricos Metodológicos A Convençã o sobre os Direitos dãs Pessoãs com Deficie nciã (ONU 2006), rãtificãdã no Brãsil pelo Decreto Legislãtivo n 186/2008 e pelo Decreto Executivo n 6949/2009, em seu ãrt. 24 ãfirmã o compromisso dos Estãdos Pãrtes com ã efetivãçã o de um sistemã educãcionãl inclusivo em todos os níveis e orientã pãrã que sejãm ãdotãdãs ãs medidãs de ãpoio, necessã riãs ão ãtendimento dãs especificidãdes individuãis dos estudãntes, ã fim de ãlcãnçãr ã metã de inclusã o plenã. O ãrt. 9º dã Convençã o estãbelece o direito dãs pessoãs com deficie nciã, de viverem com ãutonomiã e pãrticipãrem plenãmente de todos os ãspectos dã vidã. Pãrã tãnto, os Estãdos Pãrtes deverã o tomãr ãs medidãs ãpropriãdãs pãrã ãssegurãr-lhes o ãcesso, em iguãldãde de oportunidãdes com ãs demãis pessoãs, ão meio físico, ão trãnsporte, ã informãçã o e comunicãçã o. O Decreto nº 5296/2004 gãrãnte ão estudãnte com deficie nciã, o direito ã ãcessibilidãde nãs comunicãço es e informãço es, devendo ser eliminãdo quãlquer obstã culo ã expressã o, comunicãçã o e informãçã o. Com bãse em tãis princípios, ã Políticã Nãcionãl de Educãçã o Especiãl nã Perspectivã dã Educãçã o Inclusivã MEC/2008, objetivãndo ã trãnsformãçã o dos sistemãs educãcionãis em sistemãs educãcionãis inclusivos, define como estrãte giãs pãrã gãrãntiã do ãcesso, pãrticipãçã o e ãprendizãgem, dos estudãntes pu blico ãlvo dã Educãçã o Especiãl, ã formãçã o continuãdã de professores; ã ofertã do ãtendimento educãcionãl especiãlizãdo; ã gãrãntiã dãs condiço es de ãcessibilidãde ãrquiteto nicã, nãs comunicãço es, informãço es, nos mobiliã rios, mãteriãis didã ticos e nos trãnsportes; ãrticulãçã o intersetoriãl entre ãs políticãs pu blicãs; diã logo com ã fãmíliã e possibilidãde de ãprender ão longo de todã vidã. A Resoluçã o CNE/CEB, n 04/2009 institui ãs Diretrizes Operãcionãis pãrã o Atendimento Educãcionãl Especiãlizãdo AEE, nã Educãçã o Bã sicã, orientãndo ãs redes pu blicãs e privãdãs de ensino, quãnto ã orgãnizãçã o e ofertã dos serviços e recursos ã serem disponibilizãdos no processo de escolãrizãçã o dos estudãntes pu blico ãlvo dã Educãçã o Especiãl, mãtriculãdos nãs redes comuns de ensino. O Decreto n 5626/2005 regulamenta a Lei Nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que reconhece a Língua Brasileira de Sinais LIBRAS como meio de comunicação e expressão das pessoas surdas. Conforme este Decreto, o atendimento às necessidades educacionais específicas dos estudantes surdos usuários da LIBRAS dá-se por intermédio de práticas educacionais bilíngues, articuladas por metodologias de ensino, nas quais a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa constituem instrumentos de promoção de autonomia e de emancipação social, garantindo seu pleno acesso à comunicação, à informação e à educação. O parágrafo único, do Artigo 4º, da Lei 10.436/2002 determina que a Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS não poderá substituir a
modalidade escrita da língua portuguesa. Consoante a esse pressuposto e, com vistas à inclusão educacional e social, compreendese o bilinguismo como meio de expressão em uma ou em outra língua e de participar em um ambiente escolar que desafie seu pensamento e exercite sua capacidade perceptivo-cognitiva, suas habilidades para atuar e interagir em um mundo social que é de todos, considerando o contraditório, o ambíguo, as diferenças entre as pessoas. Assim, o processo de ensino e aprendizagem da língua portuguesa escrita oportuniza o conhecimento e o uso das estruturas que constituem o sistema linguístico, considerando seu funcionamento e variações, tanto no contexto de leitura quanto na produção de texto. Título Concedido / Certificação O certificado de Curso de Especialização O Ensino de Língua Portuguesa como segunda língua para estudantes surdos/deficiência auditiva será expedido pelas instituições de educação superior, especificando o apoio do Ministério da Educação / Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão - SECADI, mediante frequência mínima de 75%, aprovação em todos os módulos curriculares e no Trabalho de Conclusão de Curso. Parte 2 Metodologia O curso será desenvolvido na modalidade presencial a partir da interatividade entre professores formadores e professores cursistas. Caso obtenha carga horária a distância, ocorrerá por meio de ambientes virtuais colaborativos. O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) será disponibilizado pela Instituição de Educação Superior e deverá contemplar ferramentas necessárias à execução do Curso, tais como: fóruns, correio eletrônico, portfólio, chats, entre outros, garantindo os requisitos de acessibilidade. A metodologia do curso oportunizará ao professor situações problematizadoras, ante as situações pedagógicas inerentes ao cotidiano escolar. O material didático utilizado no curso deverá atender os pressupostos da educação especial na perspectiva inclusiva e ser disponibilizado em formatos acessíveis. A avaliação terá por base a realização das atividades postadas no AVA, a frequência nos encontros presenciais, a participação na plataforma, as atividades em grupo e o Trabalho de Conclusão de Curso,
conforme as regras de cada IFES e legislação pertinente. Modalidade de Ensino Curso com Oferta Interestadual Carga Horária Número de estudantes por turma Presencial Sim Mínimo: 360 Horas. Máximo: 420 Horas. Ideal 50. Mínimo 35. Máximo 50. Periodicidade de Monitoramento A cada 2 Mês(es) Infraestrutura Recomendada Sala de aula acessível às pessoas com deficiência, acesso à internet, laboratório de informática com recursos de acessibilidade. Sala de Recursos Multifuncionais Não Localização da Escola Localização Diferenciada da Escola Não se aplica Não se aplica
Parte 3 Custo/Aluno estimado R$ Parte 4 Período de Oferta do Curso Coordenação responsável no MEC ou na CAPES DPEE - Diretoria de Políticas de Educação Especial Parte 5 Organização do Curso (Módulos) Tipo Nome Modalidade Hora Hora Carga Carga Descrição da Subdivisão
Aula (Mim.) Aula (Máx.) Horária Presencia l Exigida % (Mim.) Horária Presencia l Exigida % (max.) Modular Módulo I Metodologia da Pesquisa. Modular Módulo II Pressupostos teóricos da educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Modular Módulo III Organização e oferta do Atendimento Educacional Especializado no contexto da educação bilíngue. Modular Módulo IV Morfossintaxe da língua portuguesa como L2. A critério da IFES A critério da IFES A critério da IFES À critério da IFES Modular Módulo V Estudos À critério da IFES
do léxico: da morfologia lexical à produção lexicográfica e terminográfica. Modular Módulo VI - Metodologia de Ensino da língua Portuguesa, na modalidade escrita, como segunda língua; À critério da IFES Módulo VII - O uso pedagógico de recursos de tecnologia assistiva no contexto da educação bilíngue. Modular Módulo VIII - princípios e critérios da produção e avaliação textual no contexto da educação bilíngue. À critério da IFES Parte 6 Público Alvo
Função Exercida Nível de escolaridade permitido Área de Formação Disciplina(s) que leciona Etapa de Ensino em que Leciona Modalidade em que leciona Outras Exigências Curso disponível para demanda social? Auxiliar de Educação Infantil / Coordenador Pedagógico / Diretor / Docente / Interprete de Libras / Monitor de Atividade Complementar Fundamental incompleto Fundamental completo Ensino Médio - Normal / Magistério Ensino Médio - Normal / Magistério Específico Indigena Ensino Médio Superior completo com licenciatura Superior completo sem licenciatura Especialização Mestrado Doutorado QUALQUER ÁREA DE FORMAÇÃO QUALQUER DISCIPLINA QUALQUER ETAPA DE ENSINO Ensino Regular Educação Especial Educação de Jovens e Adultos Estar no exercício da gestão escolar. Não Percentual máximo
de participantes na demanda social Público-alvo da demanda social Parte 7 CONTATO NO MEC Telefone Principal 61 2022-7670 Telefone Adicional 61 2022-7652 Nome E-mail Site Coordenação Geral de Políticas Pedagógicas de Educação Especial - CGPEE formacaodpee@mec.gov.br www.mec.gov.br Outras Informações