Benefícios Fisiológicos

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Transcrição:

Os Benefícios da Atividade Física no Tratamento do Transtorno no Uso de Drogas Fisioterapeuta Jussara Lontra Atividade Física expressão genérica que pode ser definida como qualquer movimento corporal, produzido pelos músculos esqueléticos, que resulta em gasto energético maior do que os níveis de repouso. Exercício Físico atividade física planejada, estruturada e repetitiva que tem como objetivo aumentar ou manter a saúde / aptidão física. Durante a realização do exercício físico ocorre a liberação da b - endorfina e da dopamina pelo organismo propiciando um efeito tranqüilizante e relaxante pós-esforço e em geral, um estado de equilíbrio biopsicossocial. Esses fatores contribuem para a melhoria da qualidade de vida. A liberação de neurotransmissores como noradrenalina e a serotonina durante o exercício físico também contribuem na redução da depressão e da ansiedade. Estudos confirmam uma melhora dos sintomas de ansiedade, depressão, autoconfiança, autoestima, humor e imagem corporal. Saúde estado de completo bem estar físico, mental, social e espiritual. Benefícios Fisiológicos - PA Sistêmica - Capacidade Pulmonar - Níveis de Colesterol ruim e HDL (colesterol bom) - Glicose (melhora a resistência à insulina) - Força Muscular - Densidade Óssea - Flexibilidade - Gordura Corporal - Coordenação Motora e Equilíbrio

Benefícios Psicológicos e Sociais - Melhora a autoestima e a autoconfiança - Convívio Social - Depressão - Ansiedade - Estresse - Melhora a qualidade do sono - Concentração - Eficácia dos Tratamentos Terapêuticos - Sintomas da Abstinência - da Resistência ao Tratamento - Mudança de Hábitos Além desses benefícios, durante as atividades, os pacientes vivenciam os princípios espirituais do Programa de 12 Passos: Rendição Aceitação Boa Vontade Honestidade Humildade Mente Aberta

Programa de Atividades Diferenciadas O uso de drogas pode ocasionar / desencadear doenças cardiovasculares agudas e crônicas (cardiomiopatias, arritmias, hipertensão arterial, dentre outras), pulmonares, gastrointestinais, miálgicas e renais. Somando-se a essas comorbidade, alterações psiquiátricas como transtorno de ansiedade e depressão, podendo aumentar a severidade da doença e o abuso / dependência de droga. Para que haja maior eficácia durante o tratamento, faz-se necessário a avaliação individual de cada paciente a fim de que seja elaborado um programa de atividade física adequado. Em contrapartida, mediante o treinamento físico, o coração se ajusta às alterações mecânicas e metabólicas requeridas pelo exercício físico, provocando adaptações que resultam em melhora da função cardíaca. Dentre as principais adaptações cardíacas, destaca-se a hipertrofia fisiológica, sendo uma resposta à sobrecarga de trabalho imposta pelo treinamento físico. O resultado disso é que o exercício praticado de forma regular ajuda a prevenir e tratar fatores de risco cardiovasculares, tais como HAS, dislipidemias, diabetes tipo 2, obesidade, entre outros. Exercícios na Hipertensão - Caminhar, nadar, treinamento de força como complemento e não como exercício principal; - Se necessário, monitorar a frequência cardíaca durante o exercício; - Instruir a se movimentarem lentamente quando passam para posição reta, pois são mais suscetíveis à hipotensão ortostática, se estiverem tomando medicação contra hipertensão. Exercícios na Diabetes - Devem praticar atividades físicas diariamente, de preferência, caminhada, hidroginástica e treinamento de força com pesos leves e 10 a 15 repetições; - Evitar o exercício no pico da ação da insulina nos pacientes insulinodependentes. Exercícios na Infância e Adolescência - Os exercícios devem ser breves e de alta energia; - O tipo, intensidade e duração das atividades devem ser fundamentadas na maturidade da criança, estado clínico e experiências anteriores com o exercício;

- Independentemente da idade, a intensidade do exercício deve ser baixa no começo e progredir gradualmente; - Em razão da frequente dificuldade em manter as crianças responsivas por períodos sustentados de exercício, as atividades devem ser elaboradas de modo criativo; - De preferência, devem ser atividades que envolvam grandes grupos musculares como natação, corrida, dança; - Outras atividades recreativas, esportivas ou lúdicas, que desenvolvam outros componentes da aptidão física (velocidade, potência, flexibilidade, resistência muscular, agilidade e coordenação) devem ser incorporadas; - A intensidade do exercício deve ser baixa no início e aumentar gradualmente. A Escala de Borg para percepção de esforço oferece um método prático para monitorar a intensidade do exercício. As limitações físicas dos pacientes devem ser rigorosamente observadas e respeitadas. Cabe aos profissionais responsáveis pelas atividades físicas tomar ciência das limitações determinadas pelo médico clínico após exame e elaborar diariamente a lista dos pacientes com restrições aos exercícios. A intensidade dos exercícios deve ser baixa no começo e progredir gradualmente. Observar sinais de cansaço acentuado, dispneia ou quaisquer outros sinais que demonstrem desconforto. Em qualquer destas situações, o exercício deve ser interrompido imediatamente, sendo o paciente colocado à margem do mesmo e o atendimento médico deverá ser feito no local. Deve-se atenção especial à hidratação, em virtude da desidratação ocasionar aumento da concentração medicamentosa. Futebol trabalhar questões como agressividade, perdas e frustrações. O esporte existe para vencer ou perder. Então quando ocorre a perda, refletir sobre o que ocasionou a perda, onde ocorreu o erro e tentar melhorar. Caminhada Conversando e caminhando. Momento de descontração no qual interagem uns com os outros.

GPS Grupo do Peso Saudável O GPS tem como objetivo o tratamento de pacientes e funcionários da equipe com indicação específica: 1) IMC fora da faixa de peso saudável (Saudável = 18,5 a 24,9) 2) Diabetes 3) Dislipidemias 4) Hipertensão Arterial A constatação de ganho ponderal pode ser atribuída à compulsão alimentar que se agrava com a abstinência de drogas e pelo uso de antipsicóticos, antidepressivos e estabilizadores de humor. Desenvolvemos um programa específico que consiste em: - mudanças de hábitos alimentares; - controle semanal de peso - cálculo de percentual de massa gorda e magra - palestras 3 vezes por semana conduzidas pelo médico clínico, nutricionista e fisioterapeuta, utilizando a terapia cognitivo comportamental - atividades físicas específicas considerando as limitações impostas pelas restrições clínicas e físicas.