VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL



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Transcrição:

VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL

Um pouco da história da valorização das profissões de engenharia, agronomia, agrimensura e arquitetura no Brasil.

Art. 3º. Logo que alguma das sobredictas obras fôr projectada, as autoridades, a que competir promovel-as, farão levantar a sua planta e plano, o orçar a sua despeza por engenheiros, ou pessoas intelligentes, na falta destes. Lei de 29 de agosto de 1828 Estabelece regras para a construcção das obras públicas...

Decreto Nº 2.922, de 1862 Crêa um Corpo de Engenheiros Civis ao Serviço do Ministério da Agricultura, Commercio e Obras Públicas, e approva o respectivo Regulamento. - 2 inspectores geraes - 6 engenheiros de 1ª classe - 12 ditos de 2ª dita - 20 ditos de 3ª dita

4º. Só poderão ser inspectores geraes e engenheiros de qualquer das classes os indivíduos que tiverem o curso de Engenharia civil pela actual Escola Central ou pelas antigas Academia e Escola Militar, ou que apresentarem título de escolas estrangeiras acreditadas, pelos quaes mostrem ter habilitações iguaes ás daquelles.

Decreto Nº 3.198, de 1863 Approva as instrucções para nomeação de Agrimensores Art. 1º. Somente poderão ser empregados, como Agrimensores, nas medições de terras públicas e particulares, feitas por ordem ou com a participação do Governo:

1º Os engenheiros geographos com carta passada pelas escolas nacionais; (...) 4º Os Agrimensores habilitados com título na fórma destas instrucções;

Decreto Nº 4.696, de 1871 Approva o novo Regulamento do Corpo de Engenheiros Civis

Decreto Nº 3.001, de 1880 Estabelece os requisitos que devem satisfazer os Engenheiros Civis, Geographos, Agrimensores e os Bachareis formados em mathematicas, nacionaes ou estrangeiras, para poderem exercer empregos ou commissões de nomeação do Governo.

Decreto Nº 23.196, de 12 de outubro de 1933 Regula o exercício da profissão agronômica e dá outras providências.

Decreto Nº 23. 569, de 11 de dezembro de 1933 Regula o exercício das profissões de engenheiro, de arquiteto e de agrimensor. Criação do Sistema Confea/Crea.

Lei 5.194, de 24 de dezembro de 1966. Regula o exercício das profissões de Engenheiros, de Arquiteto e Engenheiros-Agrônomos, e dá outras providências. Consolidação do Sistema Confea/Crea.

Previsão Constitucional dos Conselhos Profissionais É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. (art. 5º, XIII, CRFB de 1988) Dispositivo presente em todas as constituições desde 1934.

Lei Nº 4.950-A, de 22 de abril de 1966. Dispõe sobre a remuneração de profissionais diplomados em engenharia, química, arquitetura, agronomia e veterinária. Não se aplica aos vencimentos de servidores públicos estatutários Resolução nº 12/71 do Senado Federal.

Lei Nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977 Institui a Anotação de Responsabilidade Técnica na prestação de serviços de Engenharia, de Arquitetura e Agronomia, e autoriza a criação, pelo Conselho Federal - CONFEA, de uma Mútua de Assistência Profissional, e dá outras providências.

O Sistema em números - 1.100.000 profissionais - 180 mil empresas - 27 Regionais - 608 unidades físicas - 311 títulos profissionais

A valorização profissional na Lei 5.194/66

Art. 1º As profissões de engenheiros e agrônomos são caracterizadas pelas realizações de interesse social e humano que importem na realização dos seguintes empreendimentos: - Recursos naturais - Meios de locomoção e comunicação - Edificações - Instalações e meios de acesso - Desenvolvimento industrial e agropecuário

Art. 3º São reservadas exclusivamente aos profissionais referidos nesta lei as denominações de engenheiro e engenheiro agrônomo, acrescidas, obrigatoriamente, da sua formação básica.

Art. 12. Na União, nos Estados e nos Municípios, nas entidades autárquicas, paraestatais e de economia mista, os cargos e funções que exijam conhecimentos de engenharia e agronomia [...] somente poderão ser exercidos por profissionais habilitados de acordo com esta lei.

ASPECTOS DA VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL SEGUNDO OS CRITÉRIOS DO ENGENHEIRO ÊNIO PADILHA

1 DIGNIDADE É o respeito que o profissional impõe pela sua postura e atitudes. -ÉTICA PROFISSIONAL -HONESTIDADE - RETIDÃO DE PRINCÍPIOS - CARÁTER

2 REALIZAÇÃO É ver concretizadas suas ideias e trabalhos, sem mutilações, sem comprometimentos ou intervenções não autorizadas. QUEM NÃO REALIZA NÃO SE REALIZA.

3 RECONHECIMENTO É a manifestação positiva de terceiros COLEGAS, chefes, diretores com relação ao seu trabalho.

4 SEGURANÇA Ter certeza de sua capacidade técnica e de que pode realizar o melhor trabalho possível. Deve ser conquistada interna e externamente. COMPETÊNCIA GERA SEGURANÇA.

5 PERSPECTIVAS PARA O FUTURO Ter objetivos, metas, sonhos e buscá-los incessantemente. Depende de motivação interior e de incentivos externos (PLANOS DE CARREIRA).

Valorização Profissional papel do Servidor - Público atitudes proativas

- Identidade com a instituição visão, missão, valores - Processo contínuo de qualificação - Busca de eficiência e eficácia nos processos - Comprometimento com o serviço público e com a sociedade deveres funcionais - Participação em associações e sindicatos consciência dos seus direitos

- Papel do Sistema Confea/Crea na valorização profissional

- Salário mínimo profissional - Atuação junto aos poderes públicos remuneração justa - Fortalecimento da engenharia nas prefeituras e no estado corpo técnico adequado - Conscientização sobre a importância da ART - Programa de Educação Continuada - PEC - Convênios com entidades de classe - fiscalização

- Atuação junto ao Poder Legislativo assessoria parlamentar - Projeto de Lei PL 7607/2010 acrescenta o parágrafo único ao art. 1º da Lei 5.194/66: As atividades desempenhadas pelas profissões de engenheiros, arquitetos e agrônomos são consideradas exclusivas de Estado.

- PL 3351/2012 define as carreiras típicas de Estado art. 247 da CRFB condições especiais para a perda do cargo. - Problema nos dois PLs vícios de iniciativa art. 61, 1º, II da CRFB - Projeto do IBGE vetado pela presidente em 2013.

- Mesmo que não houvesse vício de iniciativa, no mérito o projeto dificilmente seria aprovado, já que a engenharia e a agronomia, a exemplo de outras atividades como saúde, educação etc., não são exclusivas do Estado, mas concorrentes, podendo ser exercidas pela iniciativa privada.

Papel do Estado na valorização dos servidores

- política salarial justa - meritocracia para ascensão funcional - Melhoria das condições de trabalho pessoal suficiente e preparado - Capacitação permanente - Prestigiar os servidores de carreira nos cargos em comissão 22 737

Eng. Eletric. e Advogado Claude Pasteur Faria Procurador Chefe claude@crea-sc.org.br