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Transcrição:

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HOMEM: NÔMADE SEDENTÁRIO FLORESTA CLAREIRA AGRICULTURA EXPLORAÇÃO ATÉ EXAUSTÃO ABANDONO NOVA CLAREIRA NA FLORESTA... SISTEMA NÃO SUSTENTÁVEL AGRICULTURA SUSTENTÁVEL EXPLORAÇÃO PARA SEMPRE DA MESMA ÁREA BPA AUMENTO DA PRODUTIVIDADE NÃO OCORRE EXAUSTÃO / DEGRADAÇÃO / ABANDONO DA ÁREA

ECOSSISTEMA NATURAL SUSTENTÁVEL Estável diversificado AGROECOSSISTEMA FRÁGIL INSTÁVEL SIMPLIFICADO PRAGAS PRODUTIVA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL TECNOLOGIA APLICAÇÃO DE CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS A PROCESSO PRODUTIVOS

DEFESA VEGETAL MANEJO SUSTENTÁVEL DE PRAGAS DOS VEGETAIS PRAGAS SERES VIVOS NOCIVOS AOS VEGETAIS OU PRODUTOS VEGETAIS -INSETOS E ÁCAROS - FUNGOS, BACTÉRIAS, VÍRUS E NEMATÓIDES - PLANTAS INVASORAS LIMITAM A EXPRESSÃO DO RENDIMENTO PRODUÇÃO

DEFESA VEGETAL Embrapa Embrapa

DEFESA VEGETAL

PRAGAS 1. AGRÍCOLAS CULTIVOS PASTAGENS FLORESTAS IMPLANTADAS PLANTAS DANINHAS, INSETOS, ÁCAROS, FUNGOS, BACTÉRIAS, VIRUS, NEMATÓIDES 2. NÃO AGRÍCOLAS FLORESTAS NATIVAS AMBIENTES HÍDRICOS FERROVIAS

PRAGAS 3. PRAGAS URBANAS PARQUES, PRAÇAS, RUAS, CALÇADAS JARDINS INDÚSTRIAS, EDIFÍCIOS, RESIDÊNCIAS PLANTAS DANINHAS MOSCAS, MOSQUITOS, PERNILONGOS BARATAS PULGAS, TRAÇAS FORMIGAS CARUNCHOS CUPINS PERCEVEJOS ÁCAROS, CARRAPATOS ARANHAS, ESCOPIÕES LESMAS, CARACÓIS, TATUZINHOS COBRAS RATOS MORCEGOS FUNGOS

DESEQUILÍBRIO ECOLÓGICO AS PRAGAS EXISTEM PORQUE O HOMEM PROPORCIONOU CONDIÇÕES FAVORÁVEIS PARA QUE SE TORNASSEM PROBLEMAS CONCENTRAÇÃO DE HOSPEDEIRO DESTRUIÇÃO DE INIMIGOS NATURAIS SELEÇÃO DE LINHAGENS RESISTENTES INTRODUÇÃO DE PRAGAS QUARENTENÁRIAS

EXPLORAÇÃO DA DIVERSIDADE VEGETAL ESPÉCIES DE PLANTAS NÚMERO Existentes no mundo 300.000 500.000 Descritas / identificadas 270.000 Comestíveis 39.000 Cultivadas / coletadas 7.000 (Alimentação / uso industrial) Arroz 26% Trigo 23% Milho 7%

EXPLORAÇÃO DA DIVERSIDADE VEGETAL Espécies cultivadas no Brasil * 180 Grandes culturas 50 Hortaliças 35 Frutíferas 30 Aromáticas 15 Forrageiras / Adubos verdes 15 Ornamentais 15 Medicinais 10 Florestais 10 * maioria exóticas

ALIMENTOS DESAFIO VITAL POPULAÇÃO DA TERRA 40 ANOS 7 Bilhões 9 Bilhões + 70% ALIMENTOS CRESCIMENTO DA DEMANDA POR ALIMENTOS MAIOR QUE CAPACIDADE DE PRODUÇÃO. LIMITAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS: SOLO E ÁGUA ÁREA CULTIVÁVEL 1960 1 HA 2 PESSOAS 2025 1 HA 5 PESSOAS Fonte: Banco Mundial

CUMPRINDO AS EXIGÊNCIAS DE UMA PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL Alimentar o mundo tem sido possível devido à tecnologia agrícola. Dr. Norman Borlaug, Pai da Revolução Verde ; Ganhador do Prêmio Nobel da Paz.

O POTENCIAL DAS TERRAS CULTIVÁVEIS ESTÁ 0.5 0.4 Terra cultivável per capita DECRESCENDO Hectare per Capita 0.3 0.2 0.1 0 1965 1975 1985 1995 2025 Ano Fonte: dados FAOSTAT, 2004

AGRICULTURA BRASIL TAXA AUMENTO PRODUÇÃO 4,3% A.A. (ÚLTIMOS 20 ANOS) 3,5% PRODUTIVIDADE 0,8% ÁREA CULTIVADA

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DAS PRAGAS CO-EVOLUÇÃO COM HOSPEDEIROS 1) CENTRO DE ORIGEM DAS ESPÉCIES 2) CENTRO DE DIVERSIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES 3) INTECÂMBIO DE MATERIAIS VEGETAIS INTRODUÇÃO NOVAS PRAGAS

PRAGAS NO MUNDO 1. REQUEIMA DA BATATA Irlanda: 1845 80% danos 2.000.000 mortos 2. FERRUGEM DO CAFÉ Ceilão: 1835-1870 Substituição pelo chá 3. FOME DE BENGALA Índia: 1942 2.000.000 mortos

PRAGAS NO BRASIL 1880 GAFANHOTOS (PB,RN) 1905 - MOSCA DAS FRUTAS 1922 - MOSAICO DA CANA 1938-46 GAFANHOTOS (S, SE) 1945 TRISTEZA DOS CITROS SP DESTRUIÇÃO 12 MILHÕES PLANTAS 1957 CANCRO CÍTRICO (PRES. PRUDENTE SP) 1970 - FERRUGEM DO CAFEEIRO 1976 - MOKO DA BANANEIRA (AM, N) 1983 - BICUDO DO ALGODOEIRO (SP, PB) 1984 - GAFANHOTOS (MT)

PRAGAS NO BRASIL 1988 - VESPA DA MADEIRA (S) 1989 - CANCRO DA HASTE DA SOjA (PR) 1991 - MARIPOSA DAS ROSÁCEAS (S) 1992 - NEMATÓIDE DO CISTO DA SOJA (MG, MT, MS, GO, SP) 1996 - MINADOR DA FOLHA DOS CITROS 1996 - MOSCA BRANCA RAÇA B 1998 - SIGATOKA NEGRA (AM, AL) 2001 FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA 2009 FERRUGEM ALARANJADA DA CANA 2012 HELICOVERPA ARMIGERA

DEFESA FITOSSANITÁRIA SALVAGUARDAR A PRODUÇÃO AGRÍCOLA DOS DANOS CAUSADOS POR PRAGAS MANEJO INTEGRADO (MIP) PRODUÇÃO INTEGRADA PI NÃO SE DEVE COMBATER AS PRAGAS E SIM MANEJÁ-LAS É NECESSÁRIO PRESERVAR OS INIMIGOS NATURAIS MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS SEMPRE EXISTIU, PORÉM, DE MANEIRA DESORDENADA E INDISCIPLINADA

Níveis econômicos l MANEJO INTEGRADO Manejo Integrado de Pragas Controle Químico Controle Biológico Controle Cultural Controle Legislativo Controle Físico-Mecânico Resistência de Plantas M I P Controle Natural Métodos de amostragens Biologia/Ecologia do Inseto Fonte: Watson et. al, 1975

DEFENSIVOS AGRÍCOLAS 1850 PRODUTOS QUÍMICOS 1885 CALDA BORDALESA 1892 1 O PRODUTO SINTÉTICO: DINITRO CRESOL ( ANTINONNIM ) 1910 MERCURIAIS TRATAMENTE DESEMENTES 1930 FUNGICIDAS DITIOCARBAMATOS 1939 1 O INSETICIDA ORGÂNICO SINTÉTICO: DDT ( Salvação PRÊMIO NOBEL PARA P. MÜLLER) 1940 INSETICIDAS ORGANOCLORADOS E ORGANOFOSFORADOS

1961 ARTIGO SOBRE TECNOLOGIA DE MANEJO PROTEGENDO ESPÉCIES BENÉFICAS (Predadores, parasitas, polinizadores) Diana & Clark (Austrália) 1962 PRIMAVERA SILENCIOSA (Rachel Carson) 1969 NAS = NATIONAL ACADEMY OF SCIENCE (Washington, EUA) INSECT PEST MANAGEMENT AND CONTROL

DANOS NA PRODUÇÃO AGRÍCOLA MUNDIAL POR PRAGAS Danos evitados pela proteção dos cultivos (produtos fitossanitários) Plantas daninhas 16,4% Insetos + ácaros 7,1% Fitopatógenos 4,2% Produção sem proteção do cultivo Danos reais apesar da proteção de cultivos Plantas daninhas 13,2% Insetos + ácaros 15,6% Fitopatógenos 13,3%

MÉTODOS DE CONTROLE DAS PRAGAS, DOENÇAS E PLANTAS INVASORAS Genético Legislativo Cultural Manejo Integrado Químico Mecânico Físico Biológico

MANEJO (CONTROLE) DE PRAGAS MÉTODOS 1. LEGISLATIVO Evitar Introdução (Exclusão) Erradicação 2. GENÉTICO Cultivares resistentes Cultivares tolerantes 3. CULTURAL Rotação de culturas Material de Propagação Sadio Local e Época de Cultivo Nutrição de Planta Irrigação 4. MECÂNICO Capina Esmagamento de insetos

MANEJO (CONTROLE) DE PRAGAS MÉTODOS 5. FÍSICO / MECÂNICO Tratamento térmico Refrigeração Capina manual ou mecânica Esmagamento de insetos Radiações 6. BIOLÓGICO Predação Parasitismo Antibiose Competição 7. COMPORTAMENTO Atraentes e repelentes Hormônios Esterilização 8. QUÍMICO Produtos fitossanitários

DEFENSIVOS AGRÍCOLAS Sinonímias: Agrotóxicos Produtos Fitossanitários Pesticidas Agroquímicos Defensivos Agrícolas

Principais: Inseticidas Fungicidas Herbicidas Acaricidas Nematicidas

RECEITA AGRONÔMICA: CONCEITOS Constatação de anormalidade no cultivo vegetal; Diagnose Fundamental; Problema Biótico (Infeccioso/Transmissível); Problema Abiótico (Não Infeccioso/Não Transmissível); Métodos ou Medidas de Manejo/Controles Disponíveis/Apropriados de Pragas;

Prescrição de Defensivos Agrícolas Autorização para aquisição e utilização; Orientação de uso apropriado; Benefícios x Riscos; Minimizar danos Saúde Humana Ambiente Aplicador Consumidor

Qualificação/Responsabilidade Profissional: Imprudência; Imperícia; Negligência; Aquisição de Defensivos Agrícolas: Canais de distribuição (Revenda/Cooperativa); Exigência Receita Agronômica; Local de devolução da embalagem vazia: informação na nota fiscal.

PRINCIPAL OBJETIVO Orientar o Uso Racional de Defensivos Agrícolas

RECEITA AGRONÔMICA Base Legal: Lei dos Agrotóxicos: nº 7.802/1.989; Decreto 4.074/2.002 (Artigo 66);

RECEITA AGRONÔMICA: CONTEÚDO I Nome, Usuário, Propriedade, Localização; II Diagnóstico; III Leitura Rótulo e Bula; IV Recomendação Técnica: Produtos comerciais/ Equivalentes; Cultura/ Área aplicação; Dose e quantidade a ser adquirida; Modo de aplicação; Época de aplicação; Intervalo de segurança (Período de Carência); Orientação MIP/ Resistência; Precauções de Uso; Orientação do E.P.I. V Data, Nome, CPF, Assinatura.

jomenten@usp.br