Pág. Nº 1/15 SUMÁRIO 0 Introdução 1 Objetivo 2 Referências normativas 3 Definições 4 Siglas 5 Escopo da categoria de produtos 6 Critérios Técnicos 7 Atendimento a requisitos legais 8 Utilização de laboratórios de ensaios 9 Descrição do processo de certificação 10 Descrição do processo de manutenção da certificação 11 Modificação nos critérios Histórico das revisões Revisão Data Descrição da alteração Observações Elaboração Verificação Aprovação Rosemar Santos Julio Reis Guy Ladvocat Analista Técnica Assistente Técnico Gerente de Certificação de Sistemas
Pág. Nº 2/15 0 Introdução O programa de Rotulagem Ambiental da ABNT foi desenvolvido para apoiar um esforço contínuo para melhorar e/ou manter a qualidade ambiental através da redução do consumo de energia e de materiais, bem como da minimização dos impactos de poluição gerados pela produção, utilização e disposição de produtos e serviços. Este documento foi preparado com base em uma visão geral sobre a avaliação do ciclo de vida do produto, conforme estabelecido na norma ABNT NBR ISO 14024, para programas de rotulagem ambiental do tipo I, e em informações de especificações para produtos similares de outros programas de rotulagem ambiental desenvolvidos por outros membros do Global Ecolabelling Network (GEN). 1 Objetivo Este Procedimento estabelece os requisitos que osprodutos computadores portáteis, denominados notebooks, devem atender para obter a licença para uso da Marca ABNT de Qualidade Ambiental (Rótulo Ecológico ABNT).Esse grupo de produtos inclui os dispositivos com tecladoincorporado no monitor e exclui os produtos cuja função primárianão é a computação. O grupo de produtos computadores portáteis inclui todos oscomputadores que podem ser utilizados em locais múltiplos,compostos por uma unidade central, um monitor e um tecladocombinados numa carcaça, concebidos para seremfacilmente transportáveis e que podem ser alimentados poruma bateria interna recarregável. O Rótulo Ecológico para notebooks pode ser atribuído a dispositivos que exibemas seguintes propriedades ambientais: Baixo consumo de energia; Longa duração e design reciclável; Substituição dos materiais nocivos para o ambiente; Redução de emissão de poluentes; Utilização de material reciclado. 2 Referências normativas Os documentos relacionados a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem requisitos válidos para este procedimento. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como os documentos estão sujeitos a revisão, recomenda-se àqueles que utilizem este procedimento, que verifiquem a conveniência de utilização de edições mais recentes dos documentos indicados. - ABNT NBR ISO 14001:2004 - Sistemas da gestão ambiental Requisitos com orientações para uso - ABNT NBR ISO 14020:2002 - Rótulos e declarações ambientais - Princípios gerais - ABNT NBR ISO 14024:2004 - Rótulos e declarações ambientais - Rotulagem ambiental do tipo I - Princípios e procedimentos - ABNT NBR ISO 14040:2001 - Gestão ambiental - Avaliação do ciclo de vida - Princípios e estrutura
Pág. Nº 3/15 - ABNT NBR 10004:2004 - Resíduos sólidos - Classificação - PG-11 - Procedimento Geral da Marca ABNT - Qualidade Ambiental - PG-12 - Diretrizes para Elaboração dos Critérios da Marca ABNT- Qualidade Ambiental - 2005/343/CE - C(2005) 1027 - Rótulo Ecológico Comunitário aos Computadores Portáteis - EL145. Notebook Computers - Korea Eco-label - Standard N : GECA 24-2008 - The Australian Ecolabel Program Computers - Portaria INMETRO N 170/12- Requisitos de Avaliação da Conformidade para Bens de Informática - IEC 60950-1 - Information technology equipment Safety - IEC 62623 - Desktop and notebook computers Measurement of energy consumption 3 Definições 3.1 Programa de rotulagem ambiental do tipo I Programa de terceira parte voluntário, baseado em critérios múltiplos, que outorga uma licença que autoriza o uso de rótulos ambientais em produtos, indicando a preferência ambiental de um produto dentro de uma categoria de produto específica com base em considerações do ciclo de vida (ABNT NBR ISO 14024). 3.2 Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) ACV considera os impactos ambientais ao longo da vida do produto (do berço ao túmulo) desde a extração de matérias-primas até a produção, uso e disposição final. As categorias gerais de impactos ambientais a considerar incluem o esgotamento de recursos, a saúde humana e as consequências ecológicas. 3.3 Modo de operação Refere-se ao modo em que o notebook está sendo executado sobre oentrada do usuário, tais como entrada de teclado ou entrada do touchpad. 3.4 Modo de espera (Modo Sleep) Refere-se ao modo em que o computador portátil não realiza a função e está à espera de iniciar o funcionamento pela entrada do usuário, tais como entrada de teclado ou entrada do touchpad. O modo de espera é um estado de baixa energia que o computador é capaz de iniciar automaticamente após um determinado período de inatividade ou por seleção manual. Um computador com capacidade de latência pode rapidamente "acordar" em resposta a conexões de rede ou dispositivos de interface do usuário com uma latência de 5 segundos, desde o início do evento de ativação para o sistema tornarse plenamente utilizável. 3.5 Touchpad O Touchpad é um dispositivo sensível ao toque, utilizado em computadores portáteis, para substituir o mouse.
Pág. Nº 4/15 3.6 Modo Suspensão (Modo Deep Sleep) Refere-se ao modo de baixo consumo de energia em que o notebook entra automaticamentea partir do modo de espera. 3.7 Tempo do modo de mudança de padrão (Default mode-change time) Refere-se ao período de tempo necessário para entrar no modo de suspensãoa partir do momento da última entrada do usuário. 3.8 Modo desligado (Modo off) Refere-se ao estado em que o usuário termina a utilização do sistema de computador portátilusando o interruptor de alimentação. 3.9 Potencial de destruição do ozônio (ODP) Refere-se ao valor que indica o impacto relativo a substâncias que empobrecem a camada de ozônio quando o impacto dadestruição do ozônio de CFC-11 está definida para ser 1. 3.10 Consumo de energia típico (TEC - Typical Energy Consumption) Método de testar e comparar o desempenho energético dos computadores, que incide sobre o consumo típico de eletricidade por um produto em funcionamento normal durante um período detempo representativo. 3.11 Fabricante/importador Qualquer pessoa, companhia ou organização que coloca equipamentos eletroeletrônicos (EEE) no mercado, isto é, ou fabrica ou vende EEE sob marca própria; ou revende EEE fabricado por outros, sob sua própria marca; ou importa ou exporta EEE (de acordo com ABNT IEC/PAS 62545:2011). 4 Siglas As siglas empregadas no texto deste Procedimento são as seguintes: - ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - ACV - Avaliação do ciclo de vida - CT - Coordenação Técnica - GSI - Gerência de Certificação de Sistemas - ISO - International Organization for Standardization - GEN - Global Ecollabeling Network - CTC - Comitê Técnico de Certificação
Pág. Nº 5/15 5 Escopo da categoria de produtos Oescopo da categoria de produtos deste procedimento contempla computadores portáteis, denominadosnotebooks. 6 Critérios Técnicos 6.1 Adequação ao uso Para se tornar certificado, o produto tem de ter um bom desempenho quando utilizado de acordo com as instruções do fabricante e em conformidade com as normas existentes de qualidade, durabilidade e segurança. O fabricante deve garantir que o produto esteja apto para o fim anunciado. O atendimento à portaria 170 do INMETRO ouà norma IEC 60950-1 ou equivalentes, garantem o atendimento a este requisito. 6.2 Energia 6.2.1 Critérios para Consumo Energético O consumo de energia dos computadores portáteis será expresso TEC valor energético (Typical Energy Consumption ou Consumo Típico de Energia); Para efeitos da determinação do TECos valores de potência dos notebooks devem ser qualificados nas categorias A, B ou C, conforme definido abaixo: Categoria A: Todos os computadores portáteis que não se enquadram na definição da categoria B e C abaixo serão classificados na Categoria A para o RótuloEcológico. Categoria B: Para serem classificados na Categoria B notebooks devem ter: - uma unidade de processamento de gráficos(gpu). Categoria C: Para serem classificados na Categoria C notebooks devem ter: - um mínimo de 2 núcleos de processamento físicos; - um mínimo de 2 gigabytes (GB) de memória do sistema; - uma unidade de processamento de gráficos(gpu) com uma largura de frame buffersuperior a 128 bits Com a finalidade de determinar o valor doconsumo de energia anual típica(tec) para cada categoria de um dispositivo, um típico modelo de uso deve ser definido. A Tabela 1 abaixo mostra o modelo de utilização, com base em ponderações sobre os modos operacionais individuais de consumo: Tabela 1 Ponderação dos modos operacionais Notebook Modo de funcionamento Ponderação (fração de tempo) (%) Modo desligado: T off 60 Modo de suspensão: T Deepsleep 10 Modo de espera: T sleep 30
Pág. Nº 6/15 O valor da potência do TEC para que ao produto seja atribuído o rótulo ecológico deve ser determinado usando a seguinte fórmula: Onde: Px são valores de potência em watts; E TEC : (8760/1000)*(P Off *T Off + P Deep Sleep *T Deep Sleep + P Sleep *T Sleep ) Tx são frações de tempo em porcentagem de acordo com atabela 1 e; E TEC é o consumo típico anual de energia em kwh. A tabela 2 relaciona os valores de potência máximos permitidos de TEC para notebooks. Os produtos não devem exceder os valores listados nesta tabela. Categoria A B C Ajustamentos de capacidade E TEC (kwh) 30 kwh 39,75 kwh 66,38 kwh Memória 0,4 kwh (por GB > 4) Gráficos de alta qualidade (por GPUs com Frame Buffer de largura especificada) Armazenamento interno adicional Categoria B: 3 kwh(largura do frame buffer> 64-bit) 3 kwh Obs.: Os ensaios para o cálculo de E TEC devem ser realizados conforme tabela 6 do item E.4.1.2 Condições de Ensaio do ANEXO E da Portaria INMETRO n 170/2012 ou tabela 1 da norma IEC 62623 ou Appendix A: Sample Calculationsdo ENERGY STAR Program Requirements for Computers. 6.2.2 Requisitos de gerenciamento de energia Requisitos de Expedição - O computador deve ser fornecido com um modo de suspensão definido para ativar no prazo de 30 minutos de inatividade, o mais tardar. Os computadores deverão reduzir a velocidade de quaisquer ativos de 1 Gb/s links de rede quando da transição para suspensão ou no modo desligado. - O dispositivo deve ser enviado com modo de suspensão do monitor configurado para ativar dentro de 15 minutos de inatividade do usuário, o mais tardar. Requisitos de rede para Wake-on-LAN (WOL) Computadores com entrada para cabo de rede devem ter a capacidade de ativar e desativar a WOL para o modo de suspensão. Aplica-se a computadores comercializados apenas através de canais de empresa.
Pág. Nº 7/15 Computadores com entrada para cabo de rede devem atender a um dos seguintes requisitos: WOL deve estar habilitado para o modo de suspensão quando operando em corrente alternada (isto é, os computadores portáteis podem desativar automaticamente a WOLquando desligado da rede); O computador deve fornecer o controle para permitir que a WOLseja suficientemente acessível tanto a interface do usuário do sistema operacional do clientee através da rede se o computador for enviado com WOL desativado. Requisitos de rede para Gestão Wake Aplica-se a computadores comercializados através de canais corporativos, apenas: Computadores com entrada para cabo de rede devem ser capazes de, tanto remoto (através darede),quanto eventos programados, de despertar do modo de suspensão (por exemplo, tempo real do relógio); O fabricante deve garantir ter o controle (isto é, configurado por meio das configurações de hardware, em vez de configurações de software), que essas configurações possam ser geridas centralmente, como o cliente deseja, por ferramentas correspondentes fornecidas pelo fabricante. 6.3 Critérios para Ruído O nível de ruído de acordo com aiso 9296 deve ser medido e não exceder os níveis indicados abaixo: 48 db no modo de funcionamento inativo; 55 db ao acessar uma unidade de disco. 6.4 Requisitos de Materiais 6.4.1 Plásticos 90% (em peso) dos materiais plásticos e metálicos da carcaça devem sertecnicamenterecicláveis; Plásticos, tais como o PVC, não podem ser utilizados para as carcaçascom peso de 25 g ou mais; estes não devem estar contidos nas peças de plástico. Estão isentos deste critérioos aditivos fluoroorgânicos com menos de 0,5% em peso(por exemplo, anti-gotejamento). As partes de plástico com peso maior do que 25g devem satisfazer os seguintes critérios: Ser isentas de chumbo ou cádmio intencionalmente adicionados; As carcaças devem ser fabricadas com base num polímero único ou em polímeros compatíveis, constituídas por um máximo de dois tipos de polímeros separáveis. Ser isentas de inclusões metálicas que não possam ser separadas por uma única pessoa utilizando ferramentas simples,excetuando-se as placas de circuito impresso. Não podem conter retardadores de chama à base de polibromobifenila (PBB) e/ou éter de difenil polibromado (PBDE). Não podem conter retardadores de chama à base de cloro parafinas de cadeia compreendida entre 10 e 17 átomos de carbono e com teor ponderal de cloro superior a 50% (números CAS: 85535-84-8 e 85535-85-9).
Pág. Nº 8/15 Peças que consistem de um único tipo de polímero (homopolímero ou copolímero) ou mistura de plásticos recicláveis devem ser recicladas em sistemas convencionais de reciclagem; Cada peça de plástico individual deve ser marcada com um código apropriado de identificação da resina promulgada pelo Plastics e Chemical Industry Association (http://www.pacia.org.au) ou em conformidade com a norma ISO 11469. As partes de plástico não podem conter substâncias ou preparações retardadoras de chama às quais tenha sido atribuída, no momento da candidatura ao rótulo ecológico, qualquer uma das seguintes frases de risco: Perigos para a saúde: - R 45 (pode causar cancro); - R 46 (pode causar alterações genéticas hereditárias); - R 60 (pode comprometer a fertilidade); - R 61 (risco durante a gravidez com efeitos adversos na descendência). Perigos para o ambiente: - R50 (muito tóxico para os organismos aquáticos); - R50/R53 (muito tóxico para os organismos aquáticos, podendo causar efeitos nefastos em longo prazo noambiente aquático); - R51/R53 (tóxico para os organismos aquáticos, podendo causar efeitos nefastos em longo prazo no ambiente aquático). 6.4.2 Substâncias Químicas 6.4.2.1 Separação de Materiais Perigosos Materiais incompatíveis ou perigosos devem ser claramente identificados, facilmente encontrados e removíveis antes da reciclagem. 6.4.2.2 Baterias/acumuladores O conteúdo de alguns metais pesados em pilhas e acumuladores não pode exceder os seguintes limites: Substância mercúrio cádmio chumbo Limite Máx. 1 ppm Máx. 10 ppm Máx. 100 ppm 6.4.2.3 Display Cádmio ou mercúrio não devem estar contidos em displays. O mercúrio é permitido apenas nas lâmpadas de iluminação de display LCD. O sistema de iluminação de fundo do monitor plano não pode conter, em média, mais de 3 mg de mercúrio por lâmpada.
Pág. Nº 9/15 6.5 Critérios para design O produto deve ter uma estrutura modular e deve ser acessívelcom ferramentas comuns. Uma pessoa qualificada, sozinha, tem de ser capaz de desmontar o produto. O design do produto deve levar em consideração atualização e permutabilidade de módulos. O utilizador tem de ser capaz de mudar módulos sem quaisquer ferramentas especiais. Materiais incompatíveis ou perigosos devem ser claramente identificados, facilmente encontrados e removíveis antes da reciclagem. 6.6 Prolongamento da vida útil garantia O fabricante deverá oferecer uma garantia comercial sobre a qualidade do produto. O período da garantia deve ser de, no mínimo, um ano. A garantia é válida a partir da data de entrega ao consumidor. 6.7 Critérios para o Produto 6.7.1 Capacidade de Atualização e Aperfeiçoamento Os computadores portáteis devem fornecer as seguintes opções de expansão: A memória serápermutávelou expansível em comparação com o padrão configurado de acordo com a Energy Star 5.0 ou versão mais atual. O notebook virá com um mínimo de duas interfaces USB, bem como um conector para um monitor externo. 6.7.2 Logística Reversa O fabricante deve oferecer uma estrutura (sistêmica), para recebimento dos monitores após sua utilização e posterior destinação final ambientalmente adequada, seguindo as legislações ambientais aplicáveis e vigentes. O fabricante deve possuir registros da quantidadede notebooks recebida e destinada. A organização deve garantir que os produtos sejam destinados a empresas devidamente licenciadas para exercerem essa atividade e manter registros do encaminhamento à destinação final ambientalmente adequada. No caso do fabricante atribuir a uma empresa a retomada e a reciclagem dos resíduos de produtos, o envio das informações relevantes é considerado como equivalente. Material coletado sob este regime não deve ser descartado em aterros ou incinerado. Disposição transitória: Será aceito um manual descrevendo a destinação final ambientalmente correta do produto, durante o período de 18 meses após a aprovação deste procedimento. As empresas podem informar aos clientes em um manual as formas de disposição final do produto. Após este período será aceita apenas a evidência da implantação total da sistemática de logística reversaou das fases em andamento e já realizadas com cronograma de previsão de término. 6.8 Informações sobre o Produto
Pág. Nº 10/15 As seguintes informações deverão ser enviadas com o produto: Informações de gerenciamento de energia, incluindo o consumo mínimo e máximo de energia da unidade de controle em funcionamento:modo espera,modo suspensão e modo desligado; A declaração de que o produto consome potência zero apenas quando não está fisicamente conectado a qualquer tomada elétrica, a menos que testes independentes sejam capazes de provar o contrário; Informações de capacidade de atualização ou permutabilidade dando conselhos sobre como o usuário pode atualizar ou trocar módulos, e que o sistema foi projetado para permitir esta atividade; Informações sobre como o usuário pode fazer a retomada no fim da vida útil do produto. Recomendações sobre melhor forma de utilização da bateria; A informação de que o computador não deve ser descartado no lixo doméstico ou enviado para aterro; Recomendações de limpeza do produto com substâncias ambientalmente preferíveis. Instruções de uso devem acompanhar novos produtos para que a informação sobre o produto ou serviço seja facilmente disponível para os usuários. 6.9 Critérios para Embalagem Materiais de absorção de choque na embalagem devem ser feitos de celulose ou papel reciclado como molde da polpa. No entanto, os seguintes materiais são considerados equivalentes: a) Materiais de absorção de choque fabricados usando mais de 50% em peso de plástico reciclável; b) EPS (poliestireno expandido), EPE (polietileno expandido) e EPP (polipropileno expandido), cujo agente de formação de espuma tenha zero ODP; c) Embalagem plástica debolha de ar. 6.10 Critérios para distribuição 6.10.1 Transporte próprio Caso o fabricante tenha, em suas instalações, postos de abastecimento de combustíveis para consumo próprio, deverá possuir medidas de contenção/prevenção e procedimentos de emergência para casos de derramamento, incêndio e explosão. 6.10.2 Transporte terceirizado Caso o fabricante utilize empresas de transporte terceirizadas, estas deverão estar registrados junto ao CONTRAN (ANTT) a fim de atender os requisitos aplicáveis à legislação vigente. 6.11 Critérios ambientaisaplicáveis ao processo 6.11.1 O fabricante deve estabelecer um Programa de otimização do consumo de energia e de água com metas de redução quando apropriado. O Programa deve considerar a reutilização da água usada nos
Pág. Nº 11/15 sistemas de resfriamento, geração de vapor, bem como em procedimentos de limpeza e sanitização de máquinas, equipamentos, tubulações de transferência e mangueiras, entre outros, quando possível. 6.11.2 O fabricante deve estabelecer um programa de gestão de resíduos que considere a redução, o reuso ou reciclagem, assegurando a sua otimização e a destinação adequada dos resíduos gerados, inclusive os recicláveis. Todos os resíduos devem ser classificados de acordo com a norma ABNT NBR 10004. Caso o processo tenha subprodutos perigosos como um dos seus resultados, estes devem ser segregados e devem ser tomadas medidas adequadas para a sua reciclagem/reutilização (quando aplicável), disposição final ou eliminação. 6.11.3 Os produtos perigosos ou prejudiciais ao meio ambiente devem seguir as normas e legislação aplicáveis à saúde, segurança e meio ambiente. A FISPQ (Ficha de Informação de Segurançado Produto Químico) deve estar próxima do produto químico eventualmente armazenado. 6.11.4 Os materiais utilizados durante a produção não devem ser tratados de modo a impedir a reciclabilidade ao fim da vida útil do produto. 7 Atendimento a requisitos legais O fabricante deve cumprir (ou exceder) a legislação e regulamentos ambientais aplicáveis, em nível federal, estadual e municipal, considerando inclusive, mas não se limitando a, aspectos relacionados às emissões, efluentes e resíduos. Sempre que um fabricante for de uma jurisdição no exterior, os regulamentos ambientais daquela jurisdição se aplicam. A critério da ABNT, o atendimento a este requisito pode ser evidenciado com uma declaração assinada pelo Executivo Sênior da Empresa. 8 Utilização de laboratórios de ensaios 8.1 É responsabilidade da ABNT selecionar o laboratório para a realização dos ensaios que serão utilizados nos processos de concessão e manutenção da Marca ABNT de Qualidade Ambiental Rótulo Ecológico. 8.2 Quando forem utilizados laboratórios acreditados pelo Inmetro ou acreditados por organismos de acreditação de laboratórios de outro País com o qual o Inmetro tenha acordo de reconhecimento mútuo, os laboratórios não precisam ser avaliados. 8.3 Quando forem utilizados laboratórios não acreditados, os laboratórios serão avaliados de acordo com os requisitos do item 7.5 do PG-11 Procedimento Geral da Marca ABNT Qualidade Ambiental. 8.4No caso de utilização de laboratório de primeira parte (do próprio fabricante), a ABNT deve acompanhar a execução de todos os ensaios para fins de concessão e manutenção da certificação, independentemente do laboratório ser acreditado ou não. 8.5 Serão aceitos relatórios e documentos oriundos de outros processos de certificação, por exemplo, membros do GEN (Global Eco-labeling Network) ou equivalentes, a fim de atender aos critérios definidos neste procedimento; 9 Descrição do processo de certificação 9.1 Documentação
Pág. Nº 12/15 O fabricante deve enviar para a ABNT a documentação abaixo relacionada para análise: a) Especificação de cada produto a ser certificado; b) Cópia do Contrato Social registrado em Junta Comercial; c) Planta do site; d) Localização Geográfica atualizada (especificando a área de entorno do site rios, áreas de preservação, comunidades, indústrias, entre outros); e) Lista das principais matérias primas utilizadas no processo produtivo; f) Lista dos principais insumos que são necessários para a realização do processo produtivo; g) Licenças Ambientais; h) Fluxograma esquemático do processo produtivo, desde a entrada da matéria prima até a saída do produto acabado; i) Fluxo interno de água, energia, resíduos, efluentes e emissões, no que se refere à fabricação do produto objeto da concessão; j) Fotos dos produtos que serão certificados. 9.2 Análise preliminar A documentação será analisada pela ABNT quanto ao seu conteúdo e adequação, resolvendo-se junto ao fabricante eventuais pendências. 9.3 Pré-auditoria (opcional) Após a aprovação da documentação apresentada, a ABNT fará uma pré-auditoria nas instalações do fabricante, com os seguintes objetivos: a) Avaliar a localização do fabricantee as condições específicas do local; b) Verificar o nível de preparação do fabricantepara a auditoria de certificação; c) Avaliar a compreensão do fabricantequanto aos critérios a serem atendidos para a obtenção da certificação; d) Coletar informações necessárias em relação aos processos e localização do fabricante, aspectos legais e regulamentares; e) Avaliar a alocação de recursos para a auditoria de certificação, bem como facilitar seu planejamento. 9.4 Auditoria de certificação Uma vez eliminadas quaisquer dúvidas ou pendências da documentação, bem como solucionadas quaisquer observações apontadas na pré-auditoria, será realizada a auditoria de certificação, que deverá abranger os seguintes aspectos: 9.4.1 Avaliação dos produtos
Pág. Nº 13/15 A ABNT irá avaliar no fabricantese os produtos a serem certificados estão sendo produzidos de acordo com as especificações apresentadas, bem como a forma como o fabricantecontrola seu processo produtivo de forma a assegurar o atendimento aos requisitos. 9.4.2 Avaliação do atendimento aos critérios técnicos e aos requisitos legais A ABNT irá avaliar se o produto e/ou processos do fabricante, objeto da certificação, atendem aos critérios estabelecidos nos itens 6 e 7 deste procedimento, através de documentos, entrevistas, acompanhamento de processo produtivo, registros ou quaisquer outros meios que se entenda necessários para a comprovação. Para os critérios que não possam ser avaliados durante a auditoria, por exemplo, aqueles que necessitam de ensaios laboratoriais para comprovação, o fabricantedeverá demonstrar como controla seu processo produtivo, bem como sua relação com fornecedores, distribuidores e/ou clientes, de forma a atender aos critérios. Para estes casos, a critério da ABNT, durante as auditorias poderão ser coletadas amostras para a realização de ensaios em laboratórios selecionados conforme o item 8 deste procedimento. 9.4.3 Coleta de amostras eensaios Na auditoria de certificação, a ABNT irá coletar amostras de alguns componentes ou produtos, a seu critério, para a realização de ensaios. As amostras poderão ser compostas de prova, contraprova e testemunha. As amostras serão lacradas pela ABNT e a identificação dos lacres será registrada no formulário de coleta de amostras. As amostras de prova devem ser encaminhadas ao laboratório, acompanhadas de uma cópia do formulário de coleta de amostras e devem estar devidamente lacradas de acordo com o evidenciado no formulário de coleta (número de série, modelo e etc). Caso não seja possível realizar a coleta de prova, contraprova e testemunha, apenas será coletada a prova e esta será enviada para o laboratório; só serão coletadas outras duas amostras de confirmação de resultado caso a primeira amostra ensaiada apresente não conformidade. O fabricante deve tomar os cuidados necessários para preservar os lacres das amostras enviadas ao laboratório, bem como daquelas armazenadas para fins de possíveis contestações. A coleta pode ser realizada na fábrica ou no mercado. 9.5 Avaliação inicial da qualidade Para aprovação da concessão da Marca ABNT de Qualidade Ambiental, as amostras ensaiadas devem ser aprovadas nos ensaios referidos no item 6deste procedimento, bem como a avaliação dos requisitos exigidos nos itens 6 e 7 deve demonstrar conformidade ao longo de todo o processo. Caso ocorra reprovação em qualquer dos ensaios realizados durante esta fase, a certificação do produto não será concedida até a resolução do problema. Após a implementação das ações corretivas, a ABNT deverá agendar uma nova coleta de amostras e a realização de novos ensaios. Neste caso, a quantidade de amostras deverá ser o dobro da amostragem inicial. Caso as amostras ensaiadas sejam aprovadas, a certificação será então concedida para o produto. 9.6 Concessão da certificação
Pág. Nº 14/15 Cumpridas as etapas anteriores, a CT emite um parecer conclusivo e encaminha o processo para análise do GSI. Caso o processo de certificação seja aprovado pelo GSI, a ABNT emitirá o Certificado da Marca ABNT de Qualidade Ambiental, que é a licença para o uso da marca no produto (Rótulo Ecológico). No caso de reprovação, as razões serão comunicadas ao fabricante para que este possa tomar as ações corretivas necessárias e retomar o processo de certificação. As ações corretivas, bem como as ações a serem tomadas para a retomada do processo de certificação devem ser acordadas com a ABNT. 10 Descrição do processo de manutenção da certificação Após a concessão da Certificação, a ABNT deve realizar o controle para verificar se o fabricantemantém as condições técnico-organizacionais que deram origem à certificação. Esta verificação será realizada por meio de auditorias de manutenção e poderão também, a critério da ABNT, serem realizadas coletas de amostras para ensaios,tanto na fábrica como no mercado. 10.1 Auditorias de manutenção As auditorias serão realizadas em períodos previamente acordados com o fabricantee sua periodicidade será anual. Nestas auditorias serão abordados os seguintes aspectos: 10.1.1 Avaliação dos produtos A ABNT irá avaliar no fabricantese os produtos certificados continuam sendo produzidos de acordo com as especificações apresentadas. 10.1.2 Avaliação do atendimento aos critérios de desempenho e aos requisitos legais A ABNT irá avaliar se os produtos certificados e/ou processos do fabricante continuam a atender aos requisitos estabelecidos nos itens 6 e 7 deste procedimento. Para os requisitos que não possam ser avaliados durante a auditoria, por exemplo, aqueles que necessitam de ensaios laboratoriais para comprovação, o fabricante deverá demonstrar como controla seu processo produtivo, bem como sua relação com fornecedores, distribuidores e clientes, de forma a atender aos requisitos. 10.1.3 Coleta de amostrase ensaios Ensaios serão realizados com uma periodicidade anual em amostras coletadas na fábrica e/ou no mercado, a critério da ABNT. Quando as amostras forem coletadas na fábrica, os ensaios deverão ser realizados por unidade produtiva e/ou produto. Nas coletas de mercado, o fabricante (ou seu representante) deverá ser informado pela ABNT e poderá acompanhar o processo de coleta. Os componentes ou produtos a serem coletados serão de escolha da ABNT. Na auditoria de manutenção, a ABNT irá coletar amostras de alguns componentes ou produtos, a seu critério, para a realização de ensaios. As amostras devem ser compostas de prova, contraprova e testemunha. As amostras serão lacradas pela ABNT e a identificação dos lacres será registrada no formulário de coleta de amostras. As amostras de prova devem ser encaminhadas ao laboratório selecionado, acompanhadas de uma cópia do formulário de coleta de amostras. As amostras de contraprova e testemunha devem ser armazenadas pelo fabricante para fins de possíveis contestações. O fabricante deve tomar os cuidados necessários para preservar os lacres das amostras enviadas ao laboratório, bem como daquelas armazenadas para fins de possíveis contestações.
Pág. Nº 15/15 Caso não seja possível realizar a coleta em triplicata, apenas será coletada a prova e esta será enviada para o laboratório; só serão coletadas outras duas amostras de confirmação de resultado caso a primeira amostra ensaiada tenha resultado considerado insatisfatório. Os resultados dos ensaios serão enviados ao fabricante pela ABNT. No caso de ocorrência de não conformidade nos ensaios (não atendimento de algum requisito) o fabricante deve apresentar um plano de ação em até 15 dias, para avaliação da ABNT, que terá até 10 dias úteis para retornar com o resultado da avaliação. 10.2 Avaliação da conformidade Para manutenção da certificação, as amostras ensaiadas devem ser aprovadas nos ensaios referidos no item 6 deste procedimento, bem como a avaliação dos requisitos exigidos nos itens 6 e 7 deve demonstrar conformidade ao longo de todo o processo. Caso ocorra reprovação em qualquer dos ensaios realizados durante esta fase, a certificação do produto será suspensa até a resolução do problema. Após a implementação das ações corretivas, a ABNT deverá agendar uma nova auditoria e coleta de amostras para ensaios. Caso o fabricante não apresente não conformidades e as amostras ensaiadas sejam aprovadas, o fabricante poderá utilizar a Marca de Conformidade ABNT novamente no produto. Após esta auditoria, a periodicidade da amostragem para ensaios deve passar para semestral até que se obtenham as condições iniciais de conformidade, quando então a periodicidade deve voltar a ser anual. Após a implementação das ações corretivas, a ABNT deve agendar uma nova auditoria e coleta de amostras para ensaios. Caso o fabricante não apresente não conformidades e as amostras ensaiadas sejam aprovadas, o fabricante pode utilizar a Marca de Conformidade ABNT novamente no produto. 10.3 Autocontrole Durante as auditorias, o fabricante deverá demonstrar para a ABNT como controla seu processo produtivo de forma a manter o produto atendendo aos critérios estabelecidos neste procedimento. Essa metodologia poderá ser apresentada de forma documental ou demonstrada de forma prática através da utilização de sistemas de controle proprietários do fabricante. 10.4 Acordos de reconhecimento Conforme estabelecido no item 15 do PG-11, o processo de manutenção da certificação poderá ser modificado conforme o conteúdo de eventuais acordos de cooperação ou de reconhecimento mútuo. 11 Modificações nos critérios Se depois de concedida a Marca de Conformidade ABNT, ou durante o processo de concessão, ocorrerem mudanças significativas nos critérios estabelecidos para a certificação do produto, a ABNT deverá conceder um prazo suficiente para que seus clientes licenciados e em processo de licenciamento possam adequar seus produtos à nova situação. Para o estabelecimento deste prazo a ABNT convocará as partes interessadas.