Folhas de Cálculo O uso de uma folha de cálculo é útil quando se tratam centenas de valores de cinética enzimática. Alguns atalhos para a execução de tarefas rotineiras encontram-se aqui documentados. Técnicas espectrofotometricas Métodos de Bradford Método de Lowry 1
As cinco dificuldades mais comuns Adicionar um tipo de gráfico personalizado à lista de gráficos do excel. Sempre que se faz um gráfico no Excel pode ser útil que este surja com a mesma formatação que tinhamos escolhido no gráfico anterior. Isto é particularmente importante quando é necessário fazer dezenas de gráficos todos com o mesmo layout. È necessário adicionar este layout a uma lista que pode conter tantos quantos quisermos bastanto para isso modificar todos os parâmetros da área visível de um gráfico até definirmos uma forma que o represente e depois no assistente de gráficos escolher (com o gráfico seleccionado na folha de cálculo) a segunda opção definidos pelo utilizador e logo a seguir usar como pré-definido. Sempre que se fizer um gráfico apartir de uma série x/y ele seguirá esta formatação. Calcular declives numa folha de cálculo. Existem três formas. Uma gráfica e duas númericas. A primeira é mais morosa embora conduza a um nível de sensibilidade diferente. Faz-se considerando os primeiros dois ou três pontos da totalidade da hipérbole quadrática e ajustando-os a um recta. O declive desta corresponde ao declive da curva na zona de velocidades iniciais. Este método possibilita avaliar a linearidade do ajuste (através do r 2 ) e pode revelar-se util para cinéticas mais rápidas, em que é difícil produzir hipérboles típicas. Analiticamente, pode achar-se delives fazendo a razão entre dois valores de absorvência que distem entre si entre 5 a 10% da totalidade do tempo do ensaio. Por exemplo, imagine que realizou um ensaio durante 60s e que efectou leituras de 5 e 5s. 10% da tatalidade do tempo do ensaio são 6s. Como não se dispõe do valor de absorvência correspondente a 6s de ensaio procura-se o correspondente a 5s. Regista-se também o valor correspondente ao tempo 0s (note-se que não é necessariamente 0 de absorvência). O valor do declive encontram-se pela formula: ( Abs final Absinicial ) declive = ( t t ) Finalmente pode ainda fazer-se uso da opção fórmula no excel e cálcular o declive ou slope. final inicial 2
Para isso varre-se com o botão esquerdo, primeiro a coluna correspondente ao eixo dos yy e depois a do eixo dos xx. O Excel devolve o valor na célula escolhida para o efeito. Não é possível achar o declive se a célula de resposta for uma das células dos valores de x ou y que serviram para o cálculo... Copiar um gráfico do Excel para o Word Uma das funcionalidades que tornou os programas do tipo Office muito reconhecidos é a sua capacidade de diálogo entre várias aplicações. Devido a esta capacidade é possível criar documentos com recurso a imagens, gráficos, bases de dados e apresentações elaboradas em programas que nada têm a ver com um vulgar processador de texto. A função copy e paste é conhecida por todos mas é, muitas vezes, responsável pela perda de partes ou totalidade de documentos. Imagine que está a fazer um relatório na véspera da sua entrega. Têm triplicados de oito determinações cinéticas experimentais o que totaliza 32 séries de valores. Para cada série tem de produzir um gráfico e apartir dele determinar o respectivo delive para representar v 0 vs [S 0 ]. Quando se iniciam as cópias dos gráficos entre o Word e o Excel (fazendo copy do segundo para o primeiro) de facto, continuamos a poder alterar qualquer gráfico directamente no Word bastando para isso fazer duplo click na área deste. Esta funcionalidade é possível à custa de alocação dos valores das séries e formatações próprias do gráfico em memória. Isto, individualmente, para cada gráfico. È natural que ocorram erros de kernel (ecrâns azuis) devido à excessiva transferência entre a memória RAM e o disco rígido. Elimina-se este problema fazendo Paste Special na altura da cópia para o Word e escolhendo entre as opções disponíveis Picture. Uma palavra sobre importação de valores e escalas. Muitas vezes tem surgido a dificuldade de concretizar um gráfico ou parte dele porque algumas séries simplesmente não surgem no gráfico. Esta dificuldade já foi responsável por muitas dores de cabeça e noites perdidas... Depois de se fazer a cópia para o excel dos valores experimentais (apartir do programa de controlo do espectrofotómetro) é necessário formatar os dados de acordo com a nomenclatura própria da folha de cálculo. Esta nomenclatura é definida no Windows (para quem trabalhar com outro sistema operativo as indicações são análogas) no Painel 3
de Controlo (acessível da Barra de Ferramentas), Definições Regionais, secção Número, Separador Décimal e Símbolo de Agrupamento de Digitos (em inglês procuram-se as traduções dos termos indicados). O separador décimal usado pelo excel é a vírgula e o ponto usa-se como separador dos milhares. Estas definições devem estar, portanto, de acordo com a formatação do excel. Note-se que algumas versões do Office mais antigas e em inglês usam esta formatação precisamente ao contrário! Depois da importação dos valores para o excel e com as alterações anteriores feitas é natural que a coluna do tempo surja com a formatação hh-mm-ss. Esta formatação não é reconhecida como um valor númerico e por isso surge alinhada à esquerda. Todas as colunas nestas condições podem e devem ser seleccionadas e... apagadas. A escala em xx (tempo/s) é comum para todas as leituras e basta por isso escrever uma coluna com o tempo total e igualmente espaçada. Se os restantes valores de absorvências ainda se encontram formatados de forma contrária ao excel (o que pode ser devido às definições do programa de origem) não vale a pena alterar valores um a um (como já aconteceu). Basta que seleccionar todas as séries e no menu Edit seleccionem Find escrevam. em Replace escrever, e têm todos os valores substituídos. Outro problema surge para os valores maiores do que uma unidade de absorvência. Como o valor é maior do que 1, supunhamos, 1.234, o excel toma o valor como 1234 e o ponto que é visível como não e percebido como um separador décimal também não é substituído pelo modo acima descrito. Basta que numa coluna ao lado efectuem a divisão da primeira célula por mil e arrastem o resultado para todas as outras. No final, basta arranjar as colunas e todas os valores se encontram prontos para as representações gráficas. Idealmente o programa que produz os dados devia possuír um output com uma formatação identica à usada no excel. Alguns deles, como as versões mais antigas dos espectrofotometros Hitachi, Unicam e Spectronic não possuem qualquer função de personalização da forma do output. Como equipamentos deste tipo são caros e o mesmo acontece para os softwares e suas actualizações é muito natural que, futuramente, encontrem situações deste tipo. 4
O que acontece quando se representam dados não formatados correctamente? Podem acontecer várias coisas, todas com uma explicação lógica. Assim temos: 1 Nada. Não surge nenhum ponto na área do gráfico. Exp.: Quando não se formata a série temporal, ou seja, os valores do tempo em segundos e se mantém a forma hh-mm-ss os valores de xx não são números e não pode existir uma correspondência numérica entre x e y 2 Os gráficos não representam hipérboles rectangulares. Exp.: Quando se alteram os pontos para vírgulas de todos os valores inferiores a 1 e se mantém os valores superiores na formatação original eles são tomados como milhares. Nestes casos, e durante a mesma série de dados, os valores de absorvência saltam três ordens de grandeza, passando para mil vezes mais. Por uma questão de ajuste de escala, só os maiores serão representados. A eles corresponde a parte final da curva de Henri-Michaelis- Menten, a fase estacionária que é um patamar. As hipérboles quadráticas surgem como rectas. 3 Surge mais uma linha no gráfico correspondente a uma série de dados não seleccionada. Exp.: Embora menos frequente este erro leva à representação errada de todas as séries. O que acontece é que não se selecciona o gráfico do tipo xy no assistente de gráficos. A opção linha não é uma representação númerica de valores mas sim o equivalente a um gráfico de barras em que as barras são substituídas por pontos unidos entre si. A escala também não tem qualquer correspondência com o representado. 5