CONHECENDO A TUBERCULOSE Œ Tuberculose Œ Transmissão Œ Sintomas Iniciais Œ Diagnóstico Œ Contatos Œ Tratamento Œ Convívio Social Œ Vacinação Œ TB, AIDS Œ Alcoolismo Œ Prevenção Œ Cura
O QUE É TUBERCULOSE? TUBERCULOSE É uma doença contagiosa que ataca principalmente os pulmões, transmitida pelo ar por um microorganismo CHAMADO BACILO DE KOCH.
COMO É TRANSMITIDA A TUBERCULOSE? TRANSMISSÃO De uma pessoa doente para outra sadia, através da tosse, espirro ou fala.
A transmissão pelas vias aéreas Ressecamento: núcleos de gotículas flutuam no ar e podem ser inalados FONTE de INFECÇÃO (Doente bacilífero) Grumos maiores: pesados, depositam-se no solo CONTATO
Exemplo: Rins, Olhos, Gânglios, vias urinárias e etc.
O HOSPEDEIRO HIV Fatores p/ adoecimento Tempo de infecção até 2 anos Idade<2anos Idade>60anos Outras doenças (ex.diabetes, neo)
COMO COMEÇA A TUBERCULOSE? SINTOMAS Tosse com expectoração (catarro) por várias semanas, podendo ser acompanhado de emagrecimento e febre vespertina (final da tarde) diariamente, fraqueza e perda de apetite.
DIAGNÓSTICO Identificados os sintomas da TUBERCULOSE, pede-se para esta pessoa fazer o EXAME DE ESCARRO. Em alguns casos pode ser necessário RX e outros exames.
A FAMÍLIA DO DOENTE NECESSITA IR AO MÉDICO SIM. Toda a família do doente? deverá comparecer ao serviço de referência de saúde para fazer os exames, pois a TUBERCULOSE é uma doença contagiosa.
COMO É FEITO E QUANTO TEMPO DURA O TRATAMENTO DA TUBERCULOSE? O tratamento é feito gratuitamente no posto de saúde de referência, durante 6 MESES (sem interromper) com 3 remédios básicos: Rifampicina, Izoniazida, Pirazinamida TRATAMENTO
A PESSOA COM TUBERCULOSE PRECISA SER ISOLADA DO SEU CONVÍVIO SOCIAL? CONVÍVIO SOCIAL NÃO. Em geral após 15 dias de tratamento correto, não há mais eliminação de bacilos, e o paciente poderá retornar para suas atividades (escola, trabalho, etc...).
EXISTE VACINA CONTRA A TUBERCULOSE? VACINAÇÃO SIM. Através do BCG consegue-se prevenir as formas graves de TUBERCULOSE como ( Menigite Tuberculosa e Tuberculose Miliar). As crianças devem ser vacinadas ao nascer e revacinadas a partir dos 6 anos
TUBERCULOSE-AIDS-ÁLCOOL CSII Zezinho Magalhães Prado - Cecap EXISTE RELAÇÃO DA TUBERCULOSE, AIDS E ÁLCOOL? A AIDS é uma doença que diminui as defesas do organismo, favorecendo o aparecimento de várias doenças infecciosas, inclusive a TUBERCULOSE. O ÁLCOOL também destrói as defesas do organismo, facilitando a pessoa a ter TUBERCULOSE.
COMO SE PREVENIR DA TUBERCULOSE? PREVENÇÃO Através de uma alimentação saudável, acompanhamento médico regular, moradia adequada, saneamento básico e educação de boa qualidade.
A TUBERCULOSE TEM CURA? CURA SIM. com a colaboração do paciente em comparecer regularmente ao médico,tomar os remédios na hora certa e principalmente NÃO INTERROMPER O TRATAMENTO.
SECRETARIA DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO DA REGIONAL DE SAÚDE CENTRO COCAIA TABOÃO SEÇÃO TÉCNICA CECAP Relatório sobre o Programa de Tuberculose realizado no Centro de Saúde II Cecap do ano de 2006 Elaboração: Neuza Maria Fagoti de Barros Enfermeira Colaborações: Rosiley Paula Lima Vasconcelos Enfermeira Alex Monteiro dos Reis Auxiliar de Enfermagem Simone Maria Porto Agente Administração
Levantamento de Dados e Coeficiente do aerograma de tuberculose no CS II Cecap, no ano de 2005 e 2006. Tabela 1 Número de resultados da busca ativa realizada no CS II Cecap, nos anos de 2005 e 2006, Guarulhos 2007. TIPO Sintomáticos Respiratórios BK Positivo Cultura Total 2005 248 40 04 44 Fonte: Livro de Sintomático Respiratório do CSII Cecap 2006 179 27 04 31
Tabela 2 Número e percentual de casos de tuberculose, segundo Livro de Descoberta no CS II Cecap em 2005 e 2006, Guarulhos 2007. Serviços de Saúde UBS ( Unidade de Saúde) USF( Unid. Saúde Família) PA ( Pronto Atendimento) H.M.U H.G.G Hospitais Particulares Cemeg Hospitais Públicos Hospital Padre Bento Convênios Total Fonte: Epi-TB CSII Zezinho Magalhães Prado - Cecap 2005 Nº de casos % 47 29,2 06 3,7 16 9,9 15 9,4 27 16,8 14 8,7 01 0,6 03 1,9 07 4,3 25 15,5 161 100 2006 Nº de casos % 32 27,4 01 0,9 09 7,6 08 6,8 26 22,3 11 9,4 04 3,4 11 9,4 15 12,8 117 100
Tabela 3 Número e percentual de casos de tuberculose, por sexo, todas as formas, no CS II Cecap em 2005, Guarulhos 2007. Tipo de caso Masculin o Nº % Feminino Nº % Total Nº % Casos Novos 91 91 58 95,2 149 92,6 Retratamento após cura 08 8,0 01 1,6 09 5,6 Retratamento após abandono 00 0,0 01 1,6 01 0,6 TB Associado com HIV + 01 1,0 00 0,0 01 0,6 Retratamento após falência 00 0,0 01 1,6 01 0,6 Total 100 100 61 100 161 100 Fonte: Livro de Registro e Controle de Tratamento dos Casos de Tuberculose
Tabela 4 Número e percentual de casos de tuberculose, por sexo, todas as formas, no CS II Cecap em 2006, Guarulhos 2007. Tipo de Caso Casos Novos Masculino Nº % 67 93,0 Feminino Nº % 44 97,8 Total Nº % 111 94,8 Retratamento após cura 03 4,2 01 2,2 04 3,5 Retratamento após abandono 02 2,8 0 0,0 02 1,7 Total 72 100,0 45 100,0 117 100,0 Fonte: Livro de Registro e Controle de Tratamento dos Casos de Tuberculose
Tabela 5 Número e percentual de casos de tuberculose, segundo a forma clínica, no CS II Cecap, em 2005 e 2006, Guarulhos 2007. Forma Clínica Pulmonar 2005 Nº de casos % 142 88,2 2006 Nº de casos % 96 82,0 Extra Pulmonar Pulmonar + Extra Pulmonar Total 16 9,9 03 1,9 161 100,0 15 12,5 06 5,1 117 100,0 Fonte: Livro de Registro e Controle de Tratamento dos Casos de Tuberculose
Tabela 6 Número e percentual de casos de tuberculose segundo faixa etária e sexo, no CS II Cecap em 2005, Guarulhos 2007. Faixa Etária Masculino Nº % Feminino Nº % Total Nº % 15 a 49 anos 84 84,0 52 85,3 136 84,5 50 anos ou + 16 16,0 09 14,7 25 15,5 Total 100 100,0 61 100,0 161 100,0 Fonte: Livro de Registro e Controle de Tratamento dos Casos de Tuberculose
Tabela 7 Número e percentual de casos de tuberculose segundo faixa etária e sexo, no CS II Cecap em 2006, Guarulhos 2007. Faixa Etária Masculino Nº % Feminino Nº % Total Nº % 0 a 14 anos 02 2,8 0 0,0 02 1,7 15 a 49 anos 57 79,1 31 68,9 88 75,2 50 anos ou + 13 18,1 14 31,1 27 23,1 Total 72 100,0 45 100,0 117 100,0 Fonte: Livro de Registro e Controle de Tratamento dos Casos de Tuberculose
Tabela 8a Número de casos de tuberculose notificados, por Departamento e bairro, encaminhado ao CS II Cecap em 2005, Guarulhos 2007. DARS I BAIRRO Nº Centro/Bom Clima 06 Bela Vista 37 J. Adriana 15 Cocaia/Vila Rio 12 Taboão 38 Total 108 DARS II BAIRRO Nº Recreio S.Jorge 04 Continental 06 Tranqüilidade 02 Total 12 Fonte: EpiTb
Tabela 8b Número de casos de tuberculose notificados, por Departamento e bairro, encaminhado ao CS II Cecap em 2005, Guarulhos 2007. DARS III BAIRRO Nº Cidade Cumbica 07 J. Presidente Dutra 05 Ponte Alta 14 DARS IV BAIRRO Nº Água Chata 04 Pimentas 05 Cidade Satélite 02 Bonsucesso 02 Lavras 04 São João 08 Total 30 Fonte: EpiTb Total 11
Tabela 9a Número de casos de tuberculose notificados, por Departamento e bairro, encaminhado ao CS II Cecap em 2006, Guarulhos 2007. DARS I BAIRRO Nº Centro/Bom Clima 10 Bela Vista 22 J. Adriana 06 Cocaia/Vila Rio 12 Taboão 36 Total 86 Parque do Carmo 01 Fonte: EpiTb DARS II BAIRRO Nº Recreio S.Jorge 01 Continental 02 Vila Augusta 02 Total 05
Tabela 9b Número de casos de tuberculose notificados, por Departamento e bairro, encaminhado ao CS II Cecap em 2006, Guarulhos 2007. DARS III BAIRRO Nº Cidade Cumbica 05 J. Presidente Dutra 01 Ponte Alta 05 DARS IV BAIRRO Nº Pimentas I 05 Pimentas III 01 Cidade Satélite 02 Bonsucesso 01 Lavras 01 São João 04 Total 17 Fonte: EpiTb Total 08
Tabela 10 Número e percentual de casos de tuberculose supervisionados, autoadministrados e óbitos, no CS II Cecap, em 2005 e 2006, Guarulhos 2007. Forma de Tratamento Dot s 2005 Nº de casos % 88 54,6 2006 Nº de casos % 73 62,5 Auto Administrado Óbito Total 69 42,9 04 2,5 161 100,0 40 34,1 04 3,4 117 100,0 Fonte: Livro de Registro e Controle de Tratamento dos Casos de Tuberculose
Conforme levantamento dos dados dos coeficientes epidemiológicos, observamos que o CS II Cecap, ainda recebe muitos clientes de outros departamentos do município e continua ainda chegando aos hospitais muitos casos da doença em estado avançado. É necessário garantir o diagnóstico mais rápido, suspeitando, sempre, de tuberculose. No DARS I observamos que as áreas de maior incidência, quase sempre, são as mesmas. Precisamos identificar onde estão as falhas das ações do programa nessas regiões, identificar os pontos deficitários nas ações de saúde em relação ao acesso da população aos serviços prestados pelas unidades.
O programa de tuberculose, no município, precisa melhorar a conscientização das equipes a terem maior comprometimento com as ações de saúde, trabalhar a assistência médica, treinamento dos plantonistas de pronto socorros, para que suspeitem e solicitem os exames necessários (BK no escarro), para o diagnóstico, a busca ativa realizada de maneira persistente pelas UBS, USF, PACS, serviços de saúde e instituições fechadas. As pessoas com tuberculose precisam se conscientizar que a doença tem cura e que o tratamento é gratuito. Quanto mais cedo descobrimos os casos, mais rapidamente iniciamos o tratamento, reduzindo assim, a transmissão e o índice de mortalidade por tuberculose, bem como quebrando a cadeia de transmissão da doença.