DESEMPENHO RECENTE DO COMÉRCIO VAREJISTA



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ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 2 - AO2 GERÊNCIA SETORIAL DE COMÉRCIO E SERVIÇOS Data: Dezembro/98 N o 20 DESEMPENHO RECENTE DO COMÉRCIO VAREJISTA O comércio é a ponta da cadeia produtiva e é o primeiro a sentir os efeitos do aumento ou redução das atividades econômicas do país. Atento às exigências do consumidor e ao aumento da concorrência extrapreço, o varejo brasileiro segue uma tendência mundial: transferência do poder na cadeia produtiva, da indústria para o varejo e deste para o consumidor final. O comércio varejista brasileiro carece de dados quantitativos gerais nacionais para avaliação de seu desempenho. Algumas federações estaduais realizam trabalho de acompanhamento sistemático, destacando-se a Federação de Comércio do Estado de São Paulo (FCESP), porém, as metodologias aplicadas nem sempre são comparáveis. O IBGE é o órgão que realiza pesquisas em capitais de alguns estados com metodologia única e que poderá permitir um acompanhamento geral. O IBGE realiza, atualmente, dois tipos de pesquisa, uma estrutural e uma conjuntural. A estrutural Pesquisa Anual de Comércio (PAC) aborda cada segmento de comércio em todo o país utilizando-se de questionários que são aplicados por unidade local do setor formal. A pesquisa de 1996 está em fase final e a de 1997 está em fase de coleta de dados. A pesquisa conjuntural é uma pesquisa mensal aplicada por enquanto a três regiões metropo-litanas, a saber Rio de Janeiro, Recife e Salvador, porém com projetos de expansão para Porto Alegre e Fortaleza. Tem como grande vanta-gem a adoção de metodologia única tornando as informações compa-ráveis e com a possibilidade de elaboração no futuro de um Índice de Comércio Varejista Nacional Essa pesquisa abrange dez atividades do comércio varejista que repre-sentam 95% do faturamento do setor e avalia faturamento, emprego e salários. Assim como a pesquisa estrutural, trabalha o estabelecimento e não a empresa. Outra avaliação importante é feita através da FCESP que acompanha o comércio na região metropolitana de São Paulo. Apresenta diferenças em relação ao IBGE tanto de meto-dologia quanto de grupamento. Por exemplo, as unidades classificadas como lojas de departamento ou de vestuário e calçados abrangem aquelas unidades/seções de super-mercados e hipermercados. A classificação duráveis abrange lojas de departamentos (inclui bazares e magazines de hipermer-cados), utilidades domésticas, móveis e decorações; os semi-duráveis englobam vestuário, tecidos e calçados e os não duráveis, supermercados. A atividade comercial varejista é concentrada nas regiões metropo-litanas que respondem por 80% das receitas das empresas. As regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro representam 36,1% do total de receita gerada e seu desem- penho é portanto bastante repre-sentativo em termos do que vem ocorrendo nas demais regiões do país. Para as regiões citadas tem-se os seguin-tes quadros relativos ao desempenho de alguns segmentos até setembro de 1998. Variação de Faturamento do Comércio Varejista - %

Recife jan-set-98 / jan-set-97 Super e hipermercados - 4,0-3,3 Lojas de departamento - 8,1 6,3 Vestuário, calçados, tecidos - 5,1-24,1 Móveis e eletrodomésticos 2,3-14,6 Automóveis, motos e peças - 28,6-24,4 Material de construção 5,0-10,0 Total Comércio Varejista - 7,5-11,3 Rio de Janeiro jan-set 98 / jan-set-97 Super e hipermercados - 4,7 10,5 Lojas de departamento - 3,3-7,8 Vestuário, calçados, tecidos - 6,8-29,5 Móveis e eletrodomésticos 7,8-45,9 Automóveis, motos e peças - 15,5-35,4 Material de construção - 0,2-20,2 Total do Comércio Varejista - 5,1-13,0 Salvador setembro-9 8 setembro-97 Super e hipermercados -5,7-7,7 Lojas de departamento 4,1-5,2 Vestuário, calçados, tecidos -5,1-20,6 Móveis e eletrodomésticos -6,0-31,6 Automóveis,motos e peças -17,8-36,9 Material de construção -2,9-7,1 Total do Comércio Varejista -4,9-14,9 São Paulo

agosto 98 jan-set98/ jan-set 97 Duráveis - 8,2-4,1 Semi-duráveis - 4,2-20,0 Vestuário 12,3-20,9 Calçados -11,4-13,0 Não duráveis -2,0 8,4 Supermercados -2,0 9,2 Comércio automotivo -14,9-26,3 Materiais de construção - 8,3-15,1 Total do Comércio Varejista -6,7-6,6 Fonte: FCESP Os resultados acumulados das cidades analisadas mostram quedas que são, no entanto, contrabalançadas pelo crescimento do segmento de supermercados, único a apresentar desempenho positivo neste período. De modo geral, os diversos segmentos apresentaram variação mensal negativa como impacto da recente crise e das medidas tomadas pelo governo porém este desempenho negativo já vinha ocorrendo ao longo do ano. O segmento que mais vem sentindo queda no faturamento é o comércio automotivo, que decresce em todas as cidades pesquisadas. É seguido daqueles relativos a móveis e eletrodomésticos e vestuários, calçados e tecidos. O segmento de materiais de construção apresenta também queda significativa e está da mesma forma dependente de parcelamento do pagamento através de cheques pré-datados. Esse resultado já era esperado em função da elevação da taxa de juros, em resposta a crise de outubro de 1997, que veio impactando o desempenho do setor durante 1998 apesar de ter ocorrido uma certa expectativa de melhora em relação ao segundo semestre deste ano. No entanto, a elevação da taxa de desemprego assim como o comprometimento da renda e o nível de inadimplência não contribuíram para um crescimento. Os segmentos de bens duráveis, por exemplo, vende produtos de maior valor unitário e são muito afetados pelo crédito e nível de emprego. Os principais fatores de evolução das vendas é a renda disponível e a política governamental. Assim é que mudanças nas taxas de juros e política de crédito afetam o setor, principalmente, os segmentos automotivo e de eletrodomésticos. Nos últimos anos assistiu-se a um comportamento ascendente no início do Plano Real alterando-se para queda em 1997 e 1998, notadamente, sendo os segmentos atingidos de forma diferenciada. Para atrair o consumidor e alongar o período de crescimento de vendas o comércio varejista em geral lançou mão de uma série de instrumentos como maior aceitação de cartões de crédito, cheque prédatados, financiamentos com créditos pré-aprovados, entre outros. Estes financiamentos com créditos previamente aprovados, muitas vezes tinham pouca ou nenhuma relação com a renda do consumidor e prazos de pagamento cada vez mais estendidos. Em 1996, a FCESP passou a realizar Pesquisa sobre Composição de Vendas e Inadimplência. Em novembro de 1996, as vendas à vista representavam 33% do faturamento da empresa enquanto que em agosto de 1998 responderam por 44,9%. O cheque pré-datado que era a forma de pagamento mais participativa no total das vendas com 36% em novembro de 1996, aumentou para 43% em abril de 1998, caindo em agosto de 1998. Há ainda uma predominância de determinado tipo de pagamento de acordo com o segmento. Por exemplo: não duráveis, cartão de crédito e cheque para 30 dias, semi-duráveis, cheques para 30 dias e parcelados à vista, duráveis e construção, cheques parcelados. Formas de Pagamento - São Paulo

nov-96 nov-97 ago-98 à vista 33 44,4 44,9 cartão de crédito 25 18,3 16 cheque pré-datado 36 32,2 35,8 financiamento 3 4,8 2,6 outras 3 0,4 0,7 Fonte: FCESP Além do crédito, foram tomadas outras medidas para incentivar o comércio, como promoções e ampliação do horário de funcionamento. Os shopping centers contribuíram para esta política mais agressiva ao estabelecer o funcionamento em fins de semana e por ter campanhas organizadas de promoção e liquidação puxam também o comércio de rua. Emprego Os números do PNAD apontam para um total de 9,1 milhões de pessoas empregadas no comércio de mercadorias, em 1996, correspondendo a 13,3% do total das pessoas empregadas. O fator de crescimento é, principalmente, o desempenho das vendas apesar de estar ocorrendo mudanças em relação às novas tecnologias de operação introduzidas. O emprego no varejo tem se caracterizado pela alta rotatividade, pouca possibilidade de ascensão profissional e pouca qualificação exigida. No entanto, isso vem se modificando tendo em vista a necessidade de diferenciação na prestação de serviços, informatização crescente, mudanças organiza-cionais, etc. Portanto, vem sendo alterado o perfil desta mão-de-obra com aumento do grau de instrução do pessoal ocupado bem como da estrutura de remuneração com a participação crescente de trabalhadores com maior nível de salários. Durante o ano de 1998, a queda do número de pessoas ocupadas nas regiões abordadas vem se mantendo. É um indicador do movimento existente no país e que reflete tanto a queda de vendas durante o ano como mudanças da forma de trabalho. Dados da FCESP apontam uma queda de 0,7% no nível de emprego no período de janeiro-setembro 1998, tendo-se concluído que o comércio varejista manteve grande parte dos empregados optando-se por reciclá-los. Já o quadro referente às regiões pesquisadas pelo IBGE mostra uma redução maior do emprego. Variação de Emprego - jan-setembro 1998 %

Rio de janeiro Recife Salvador Comércio Varejista -6,9-9,0-10,5 Super e hipermercados -3,0-7,0-3,0 Lojas de departamento -0,7 7,7-16,9 Vestuário, calçados, tecidos -14,2-20,1-10,7 Móveis e eletrodomésticos -18,6-9,0-34,4 Automóveis,motos e peças -7,9-7,3-11,9 Material de construção -6,7-4,7 1,8 Conclusão Assim como ocorreu em final de 1997, as vendas do comércio varejista estão sendo afetadas novamente por medidas de caráter emergencial em um período importante para o setor. Impactos sobre o nível de emprego e renda do consumidor estarão gerando um ambiente de retração de vendas que poderá perdurar durante 1999. A adoção de medidas tanto das empresas varejistas mas principalmente do governo, como a redução das taxas de juros, poderão atenuar este quadro. Neste quadro de redução da atividade econômica as empresas vêm adotando medidas para aumentar a eficiência operacional e manter a rentabilidade das vendas. Os supermercados e hipermercados são aqueles que mais se destacam com o reestudo das margens, redução de custos, negociação mais forte com os fornecedores e redefinição do mix de produtos. Têm evoluído no sentido de adoção de terceirização de atividades não essenciais, estabele-cimento de parcerias logísticas com seus fornecedores, além de planejar melhor seus estoques e níveis de compras. Entre os demais segmentos do varejo, destaca-se a determinação de algumas empresas em se preparar para uma nova realidade de maior concorrência adotando uma estratégia na qual os distribuidores e fornecedores trabalham em conjunto no sentido de proporcionar maior valor ao consumidor. Ao buscar a eficiência da cadeia de valor como um todo, ao invés de se concentrar na de seus componentes individuais, se obtém a redução dos custos e dos níveis de estoque totais, ao mesmo tempo em que se oferece ao consumidor maiores oportunidades de escolha de produtos com melhor qualidade. Ficha Técnica: Angela Maria M. M. Santos Gerente Setorial Caio Marcio M. Pinhão - Engenheiro Apoio Bibliográfico: Marlene C. Matta Editoração: Rosina Maria Rizzo Email: ao2get2@bndes.gov.br Fax: (021) 240-3504