Modelagem Computacional. Parte 8 2

Documentos relacionados
Modelagem Computacional. Parte 2 2

Modelagem Computacional. Parte 3 2

Laboratório de Simulação Matemática. Parte 6 2

Lista de exercícios de MAT / I

Modelagem Computacional. Parte 1 2

Aula 6. Zeros reais de funções Parte 3

SME306 - Métodos Numéricos e Computacionais II Prof. Murilo F. Tomé. (α 1)z + 88 ]

CÁLCULO NUMÉRICO. Profa. Dra. Yara de Souza Tadano

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC

Notas de Aula de Cálculo Numérico

Aula 10 Sistemas Não-lineares e o Método de Newton.

CÁLCULO NUMÉRICO UFRJ Lista 0: revisão de cálculo e álgebra linear

Resolução do Exame Tipo

Instituto Politécnico de Tomar Escola Superior de Tecnologia de Tomar Área Interdepartamental de Matemática

SME Cálculo Numérico. Lista de Exercícios: Gabarito

Cálculo Numérico Ponto Fixo

MÉTODOS NUMÉRICOS. ENGENHARIA e GESTÃO INDUSTRIAL

Lista de exercícios de MAT / II

CÁLCULO NUMÉRICO. Profa. Dra. Yara de Souza Tadano

Exercícios de MATEMÁTICA COMPUTACIONAL. 1 0 Semestre de 2009/2010 Resolução Numérica de Equações Não-Lineares

Equações não lineares

Interpolação polinomial: Diferenças divididas de Newton

Ana Paula. October 26, 2016

Gabarito da Prova Final Unificada de Cálculo IV Dezembro de 2010

Interpolação polinomial

Métodos iterativos para sistemas lineares.

x exp( t 2 )dt f(x) =

Parte 1: Exercícios Teóricos

Resolução de Sistemas Lineares. Ana Paula

CÁLCULO NUMÉRICO. Profa. Dra. Yara de Souza Tadano

INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO Mestrado Integrado em Engenharia Física Tecnológica Ano Lectivo: 2007/2008 Semestre: 1 o

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC. 1 Existência e unicidade de zeros; Métodos da bissecção e falsa posição

INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO Licenciatura em Engenharia Física Tecnológica Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial Ano Lectivo: 2002/

Matemática Computacional - Exercícios

3.6 Erro de truncamento da interp. polinomial.

Cálculo Numérico P2 EM33D

Resolução de sistemas de equações não-lineares: Método de Newton

A. Equações não lineares

Matemática Computacional. Exercícios. Teoria dos erros

Matemática Computacional - 2 o ano LEMat e MEQ

SME300 - Cálculo Numérico - Turma Elétrica/Automação - Prof. Murilo F. Tomé. Lista 1: Solução Numérica de Sistema Lineares A = MÉTODOS DIRETOS.

étodos uméricos RESOLUÇÃO NUMÉRICA DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS (Continuação) Prof. Erivelton Geraldo Nepomuceno

SME602 - Cálculo Numérico - - Prof. Murilo F. Tomé. Solução Numérica de Sistema Lineares A = MÉTODOS DIRETOS. x y z

Método de Newton truncado

Exame (1º Teste) de Análise Numérica (LMAC, MEIC, MMA) Instituto Superior Técnico, 11 de Janeiro de 2016, 15h00-16h15 (1º Teste)

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Departamento de Ciência da ComputaçãoUFRJ. Cálculo Numérico. S. C. Coutinho. Provas e gabaritos

Cálculo Numérico BCC760

Aula 6. Zeros reais de funções Parte 3

Lista de Exercícios de Métodos Numéricos

Cálculo Numérico. Resumo e Exercícios P1

Universidade Federal do Pará Instituto de Tecnologia. Cálculo III. Campus de Belém Curso de Engenharia Mecânica

EQUAÇÕES DIFERENCIAIS LINEARES SEGUNDA ORDEM

Lista 1 de Exercícios de MAT Cálculo Numérico /II

étodos uméricos ZEROS DE FUNÇÕES Prof. Erivelton Geraldo Nepomuceno PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA

Exercícios de MATEMÁTICA COMPUTACIONAL Capítulo V

Lista 1 - Cálculo Numérico - Zeros de funções

Solução aproximada de equações de uma variável

Métodos Numéricos - Notas de Aula

O teorema do ponto fixo de Banach e algumas aplicações

SISTEMAS LINEARES PROF. EDÉZIO

Matemática Computacional - Exercícios

CÁLCULO NUMÉRICO. Profa. Dra. Yara de Souza Tadano.

EXERCICIOS RESOLVIDOS - INT-POLIN - MMQ - INT-NUMERICA - EDO

Algoritmos Numéricos 2 a edição

CÁLCULO NUMÉRICO. Profa. Dra. Yara de Souza Tadano

Métodos Numéricos para EDO S

Equações Diferenciais Ordinárias

Cálculo Numérico. Aula 6 Método das Secantes e Critérios de Parada /04/2014

Resolução de sistemas de equações não-lineares: Método Iterativo Linear

Métodos de Runge-Kutta

CÁLCULO NUMÉRICO. Profa. Dra. Yara de Souza Tadano

Resolução de sistemas de equações não-lineares: Método Iterativo Linear

Matemática Computacional - 2 o ano LEMat e MEQ

Exercícios de ANÁLISE E SIMULAÇÃO NUMÉRICA

Métodos Numéricos I. A. Ismael F. Vaz. Departamento de Produção e Sistemas Escola de Engenharia Universidade do Minho

- Métodos numéricos. - Métodos analíticos versus métodos numéricos. - Necessidade de se usar métodos numéricos. - Métodos iterativos

Capítulo III Sistemas de equações

Sabendo que f(x) é um polinômio de grau 2, utilize a formula do trapézio e calcule exatamente

Exercícios de ANÁLISE E SIMULAÇÃO NUMÉRICA

Equações Ordinarias 1ªOrdem - Lineares

INTRODUÇÃO AOS MÉTODOS NUMÉRICOS. Solução de Sistemas Lineares

Zeros de Polinômios. 1 Resultados Básicos. Iguer Luis Domini dos Santos 1, Geraldo Nunes Silva 2

Transcrição:

Mestrado em Modelagem e Otimização - RC/UFG Modelagem Computacional Parte 8 2 Prof. Thiago Alves de Queiroz 2/2016 2 [Cap. 10 e 11] BURDEN, R. L.; FAIRES, J. D. Numerical Analysis (9th ed). Cengage Learning, 2010. Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 1 / 37

Sistema de Equações Não Lineares Resolver um sistema de equações não lineares é um problema que tem sido evitado, sendo preferível resolver um sistema linear. Um sistema de equações não lineares tem a forma: em que cada função f i representa um mapeamento do vetor x = (x 1, x 2,..., x n ) do R n em um número real no R. Figura: Representação geométrica de sistema linear com 2 funções. Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 2 / 37

Sistema de Equações Não Lineares Um sistema de n equações não lineares em n variáveis pode ser representado por uma função F que mapeia do R n para o R n como: F (x 1, x 2,..., x n ) = (f 1 (x 1, x 2,..., x n ), f 2 (x 1, x 2,..., x n ),..., f n (x 1, x 2,..., x n )) (1) Ao usar a notação de vetor para representar x 1, x 2,..., x n, o sistema pode ser representado na forma F(x) = 0. As funções f 1, f 2,..., f n são chamadas de funções coordenadas de F. Exemplo. Represente o sistema linear abaixo na forma F(x) = 0. Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 3 / 37

Exemplo Resposta. Define-se as três funções coordenadas f 1, f 2 e f 3 do R 3 para R como: Assim, define-se F do R 3 para o R 3 como: Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 4 / 37

Sistema de Equações Não Lineares Definição. Seja a função F definida em D R n para o R n da forma F(x) = (f 1 (x), f 2 (x),..., f n (x)), sendo f i o mapeamento de R n em R para cada i. Define-se lim F(x) = L = (L 1, L 2,..., L n ), (2) x x 0 se e somente se lim x x0 f i (x) = L i, para cada i = 1, 2,..., n. A função F é contínua em x 0 D dado que lim x x0 F(x) existe e lim x x0 F(x) = F(x 0 ). A função F é contínua em um conjunto D se F é contínua em cada x D, sendo expresso por F C(D). Definição. Uma função G definida em D R n para o R n tem um ponto fixo em p D se G(p) = p. Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 5 / 37

Sistema de Equações Não Lineares Teorema. Seja D = {(x 1, x 2,..., x n ) a i x i b i, para cada i = 1, 2,..., n} para alguma coleção de constantes a 1, a 2,..., a n e b 1, b 2,..., b n. Suponha que G seja uma função contínua em D R n para R n com a propriedade que G(x) D para qualquer x D. Então, G tem um ponto fixo em D. Exemplo. Escreva o sistema de equações não lineares do exemplo anterior na forma de ponto fixo G(x) = x. Aplique uma iteração de ponto fixo partindo do ponto inicial x (0) = (0, 1; 0, 1; 0, 1) e calcule o erro na norma l. Resposta. Inicialmente, resolve-se a i-ésima equação para x i, isto é: Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 6 / 37

Exemplo Para aproximar o ponto fixo p, usa-se o ponto inicial dado x (0). Assim, a sequência de vetores são gerados por: A convergência na norma l se dá calculando o erro absoluto x (k) x (k 1). Assim, a solução para k = 1 é x (1) = (0, 49998333; 0, 00944115; 0.52310127), com erro absoluto igual a 0, 423. Uma forma de acelerar a convergência da iteração de ponto fixo, faz-se igual ao método de Gauss-Seidel. Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 7 / 37

Método de Newton A construção de um algoritmo que conduz a um método de ponto fixo no caso n-dimensional envolve uma matriz A(x), de ordem n n, em que cada entrada a ij (x) é uma função que leva do R n para o R. Com isso, tem-se que encontrar uma matriz não singular A(x) que resolve o sistema F(x) = 0 tal que: G(x) = x A(x) 1 F(x) (3) Uma escolha apropriada para A(x) é a matriz Jacobiana J(x), dada por: Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 8 / 37

Método de Newton Segue que a função G é definida por: G(x) = x J(x) 1 F(x). (4) O procedimento iterativo para achar a solução do sistema F(x) envolve, partir de x (0), gerar, para k 1, a sequência: x (k) = G(x (k 1) ) J(x (k 1) ) 1 F (x (k 1) ). (5) Esse procedimento é chamado de método de Newton para sistemas não lineares, que geralmente converge em ordem quadrática. Uma fraqueza no método de Newton surge a partir do cálculo da inversa da matriz J(x) a cada iteração. Um forma de contornar essa situação é encontrar um vetor y, tal que J(x (k 1) )y = F(x (k 1) ). Em seguida, a aproximação para x (k) é obtida adicionado y em x (k 1). Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 9 / 37

Exemplo Exemplo. Escreva para o sistema não linear abaixo a função F(x) e a matriz Jacobiana J(x). Resposta. Define-se a função F(x 1, x 2, x 3 ) = (f 1, f 2, f 3 ): Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 10 / 37

Exemplo A matriz Jacobiana J(x) é dada por: Assim, no k-ésimo passo resolve-se J(x (k 1) )y (k 1) = Fx (k 1) : Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 11 / 37

Exemplo Segue que o cálculo de x (k) é então: Ao considerar x (0) = (0, 1; 0, 1; 0, 1), obtém-se: F(x 0 ) = ( 0, 199995; 2, 269833417; 8, 462025346) e A resolução do sistema linear J(x (0) )y (0) = F(x 0 ) fornece: Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 12 / 37

Método de Newton para Sistemas Não Lineares Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 13 / 37

Método Quase-Newton Uma fraqueza do método de Newton é determinar a matriz Jacobiana e resolver o sistema linear de ordem n n que envolve essa matriz. Uma forma de aliviar no cálculo da matriz Jacobiana é usar a aproximação por diferenças finitas para o cálculo das derivadas parciais: f j (x (i) ) f j(x (i) + e k h) f j (x (i) ), (6) x k h em que h é um valor bem pequeno e e k é um vetor com entradas nulas exceto na k-ésima posição que recebe o valor 1. Outra alternativa ao método de Newton é uma generalização ao método da Secante para sistemas não lineares, chamado de método de Broyden. O método de Broyden é chamado de quase-newton, de forma que a matriz Jacobina é substituída por uma matriz aproximada mais fácil de ser calculada. Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 14 / 37

Método Quase-Newton A matriz Jacobiana do método de Newton é, então, substituída, para obter x (i+1), por: A i = A i 1 + y i A i 1 s i s i 2 s i, (7) 2 em que y i = F(x (i) ) F(x (i 1) ) e s i = x (i) x (i 1). Com isso, segue que x (i+1) = x (i) A 1 i F(x (i) ). A resolução do sistema linear ainda continua por meio de: A i s i+1 = F(x i ). (8) Lembrar que na iteração k = 0, tem-se A 0 = J(x (0) ).; Outra forma de calcular a inversa de A i é usando a fórmula de Sherman-Morrison: A 1 i = A 1 i 1 + (s i A 1 i 1 y i)s i A 1 i 1 s i A 1 i 1 y. (9) i Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 15 / 37

Método de Broyden Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 16 / 37

Método de Broyden Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 17 / 37

Problemas de Valor de Contorno Problemas de valor de contorno são definidos por equações diferenciais com condições impostas em diferentes pontos, não apenas no ponto inicial. Para equações diferenciais de primeira ordem, apenas uma condição é imposta, de forma que não há distinção com um problema de valor inicial. Teorema. Suponha que a função f no problema de valor de contorno de segunda ordem: y = f (x, y, y ), para a x b, com y(a) = α e y(b) = β, seja contínua no conjunto: D = {(x, y, y ) para a x b, com < y < e < y < }, e que as derivadas parciais f y e f x sejam contínuas em D. Se: fy (x, y, y ) > 0 para todo (x, y, y ) D e existe uma constante M com fy (x, y, y ) M, para todo (x, y, y ) D, então o problema de valor de contorno tem solução única. Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 18 / 37

Exemplo Exemplo. Verifique que o problema de valor de contorno abaixo tem solução única. y + e xy + sin(y ) = 0, para 1 x 2, com y(1) = y(2) = 0. Resposta. Tem-se que f (x, y, y ) = e xy sin(y ) para todo x [1, 2]. Pelo Teorema anterior, f y (x, y, y ) = xe xy > 0 e f y (x, y, y ) = cos(y ) 1. Logo, o problema tem solução única, uma vez que as duas condições foram atendidas, a segunda com M = 1. A equação diferencial y = f (x, y, y ) é linear quando as funções p(x), q(x) e r(x) existem satisfazendo: f (x, y, y ) = p(x)y + q(x)y + r(x). (10) Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 19 / 37

Problema de Valor de Contorno Corolário. Seja o seguinte problema de valor de contorno linear: y = p(x)y + q(x)y + r(x), para a x b, com y(a) = α e y(b) = β, que satisfaz: p(x), q(x) e r(x) são contínuas em [a, b] e q(x) > 0 em [a, b]. Então, o problema de valor de contorno tem solução única. Para fazer a aproximação, geram-se dois problemas de valor inicial a partir do problema de valor de contorno, isto é: y = p(x)y + q(x)y + r(x), para a x b, com y(a) = α e y (a) = 0, (11) y = p(x)y + q(x)y, para a x b, com y(a) = 0 e y (a) = 1, (12) Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 20 / 37

Problema de Valor de Contorno Seja y 1 (x) a solução do primeiro problema de valor inicial na eq. (11) e y 2 (x) a solução do segundo problema de valor inicial na eq. (12). Então, define-se a solução do problema de valor de contorno como: y(x) = y 1 (x) + β y 1(b) y 2 (x). (13) y 2 (b) Os passos anteriores em substituir o problema de valor de contorno em dois problemas de valor inicial consiste no método do Tiro Linear. Para a aproximação das soluções y 1 (x) e y 2 (x) dos problemas de valor incial, usam-se métodos numéricos conhecidos, como o Runge-Kutta de quarta ordem. Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 21 / 37

Método do Tiro Linear Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 22 / 37

Método do Tiro Linear Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 23 / 37

Método do Tiro Linear Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 24 / 37

Problema de Valor de Contorno Não Linear O método do Tiro Linear para problemas de valor de contorno de segunda ordem não lineares é similar ao método para o caso linear. A diferença é que o problema de valor de contorno agora é dividido em uma sequência de problemas de valor inicial envolvendo um parâmetro t, isto é: y = f (x, y, y ), para a x b, com y(a) = α e y (a) = t. (14) A escolha do parâmetro t = t k é feita de forma a garantir que: lim y(b, t k) = y(b) = β, (15) k y(x, t k ) denota a solução do problema de valor inicial na eq. (14) com t = t k e y(x) é a solução do problema do valor de contorno não linear. Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 25 / 37

Problema de Valor de Contorno Não Linear O método inicia com um parâmetro t 0 que determina a elevação necessária para que y(b, t 0 ) aproxime-se de β. Caso contrário, escolhe-se novos parâmetros t 1, t 2,.... Para determinar os parâmetros t k, para k = 1, 2,..., usa-se o método de Newton sabendo da aproximação inicial t 0, isto é: t k = t k 1 y(b, t k 1) β dy dt (b, t, (16) k 1) que necessita conhecer dy dt (b, t k 1). Por esse motivo, rescreve-se o problema de valor inicial na eq. (14) como dependente de x e t: y (x, t) = f (x, y(x, t), y (x, t)), para a x b, com y(a, t) = α e y (a, t) = t. (17) Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 26 / 37

Problema de Valor de Contorno Não Linear Outro problema de valor inicial surge, isto é: z (x, t) = f y (x, y, y )z(x, t) + f y (x, y, y )z (x, t), (18) para a x b, com z(a, t) = 0 e z (a, t) = 1. Assim, o método de Newton requer que os dois problemas de valor inicial nas eqs. (17) e (18) sejam resolvidos para cada iteração, ou seja: t k = t k 1 y(b, t k 1) β. (19) z(b, t k 1 ) Nenhum desses problemas de valor inicial são resolvidos exatamente, sendo preciso empregar algum método numérico, como o Runge-Kutta de quarta ordem. Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 27 / 37

Método do Tiro Não Linear Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 28 / 37

Método do Tiro Não Linear Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 29 / 37

Método do Tiro Não Linear Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 30 / 37

Exemplo Exemplo. Aplique o método do tiro não linear para o problema de valor de contorno: y = 1 8 (32 + 2x 3 yy ), para 1 x 3, com y(1) = 17 e y (3) = 43 3. Considere N = 20, M = 10, TOL = 10 5 e compare os resultados com a solução exata y(x) = x 2 + 16 x. Resposta. Ao codificar o método do tiro não linear, aproxima-se, em cada iteração, os problemas de valor inicial: y (x, t) = 1 8 (32 + 2x 3 yy ), para 1 x 3, com y(1) = 17 e y (1) = t k, (20) z (x, t) = f y z + f y z = 1 8 (y z + yz ), para 1 x 3, com z(1) = 0 e z (1) = 1. (21) O critério de parada do algoritmo requer: w 1,N (t k ) y(3) 10 5 chegando em t k = t 4 = 14, 000203. Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 31 / 37

Método de Diferenças Finitas Métodos que envolvem as diferenças finitas para resolver problemas de valor de contorno substituem cada uma das derivadas da equação diferencial por uma aproximação por quociente-diferença. O método de Diferenças Finitas para problemas de valor de contorno lineares de segunda ordem requer que as derivadas y e y sejam aproximadas por quociente-diferenças. Inicialmente, o intervalo [a, b] é dividido em N + 1 intervalos iguais de forma que os pontos sejam dados por x i = a + ih, para i = 0, 1,..., N + 1 com h = b a N+1. Nos pontos x i do interior, isto é, para i = 1, 2,..., N, a equação diferencial é aproximada por: y (x i ) = p(x i )y (x i ) + q(x i )y(x i ) + r(x i ). (22) Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 32 / 37

Método de Diferenças Finitas Ao expandir o termo y em x i por um polinômio de Taylor de terceira ordem e avaliando em x i+1 e x i 1, chega-se em: y (x i ) = 1 h [y(x i+1) 2y(x i ) + y(x i 1 )] h2 12 y (4) (ξ i ), (23) para algum ξ i (x i 1, x i+1 ). Essa fórmula para y (x i ) é chamada de fórmula de diferença centrada. De maneira similar para obter a fórmula de diferença centrada para y (x i ), tem-se: y (x i ) = 1 2h [y(x i+1) y(x i 1 ))] h2 6 y (η i ), (24) para algum η i (x i 1, x i+1 ). Assim, faz-se a substituição das fórmulas de y (x i ) e y (x i ) na eq. (22). Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 33 / 37

Método de Diferenças Finitas Segue que o método de Diferenças Finitas tem erro de truncamento da ordem O(h 2 ). Aplicando as condições de contorno y(a) = α e y(b) = β no seguinte sistema de equações lineares para i = 1, 2,..., N: O sistema de equações resultantes pode ser expresso em uma matriz tridiagonal de ordem N N na forma Aw = b, que possui solução única quando q(x) > 0 e h < 2 L, com L = max a x b p(x). Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 34 / 37

Método de Diferenças Finitas Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 35 / 37

Método de Diferenças Finitas Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 36 / 37

Método de Diferenças Finitas Thiago Queiroz (PPGMO) Parte 8 2/2016 37 / 37