HEMOCENTRO RP PROCEDIMENTO OPERACIONAL

Documentos relacionados
CENTRO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DO PIAUÍ HEMOPI

ROTINA DE HEMOCOMPONENTES

Fluidoterapia. Vias de Administração. Fluidoterapia. Fluidoterapia. Fluidoterapia. Fluidoterapia. Enteral Via oral Via intra retal

Guia Prático MANEJO CLÍNICO DE PACIENTE COM SUSPEITA DE DENGUE. Estado de São Paulo Divisão de Dengue e Chikungunya

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE ENFERMAGEM DE RIBEIRÃO PRETO. Enfa. Dra. Livia Maria Garbin

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS (CIPHARMA) IMUNO-HEMATOLOGIA. Doutoranda Débora Faria Silva

Guide for the preparation, utilization and quality assurance of blood components. 31. Transfusão

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS

I Curso de Choque Faculdade de Medicina da UFMG INSUFICIÊNCIA DE MÚLTIPLOS ÓRGÃOS MODS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENFERMAGEM THIAGO HESSEL RELATÓRIO DE ESTÁGIO: ESTÁGIO CURRICULAR III SERVIÇOS HOSPITALARES

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR.

RESIDENCIA MÉDICA UFRJ

Abordagem da sepse na emergência Rodrigo Antonio Brandão Neto

NOME GÊNERO IDADE ENDEREÇO TELEFONE

Marcos Sekine Enoch Meira João Pimenta

BANCO DE SANGUE. Doe sangue. Salve vidas

Guia Prático para o Manejo dos Efeitos Adversos de PegIntron

Caixa de Primeiros Socorros

PACIENTE GRAVE IDENTIFICAÇÃO E TRATAMENTO TREINAMENTO

MANEJO DOS CASOS SUSPEITOS E CONFIRMADOS DE INFLUENZA NO HIAE E UNIDADES

Investigação epidemiológica de doenças transmitidas pela fêmea do Aedes aegypti: dengue, chikungunya e zika. Deborah Bunn Inácio

GRUPO BRASILEIRO DE CLASSIFICAÇÃO DE RISCO

NOTA TÉCNICA. Vigilância da Influenza ALERTA PARA A OCORRÊNCIA DA INFLUENZA E ORIENTAÇÃO PARA INTENSIFICAÇÃO DAS AÇÕES DE CONTROLE E PREVENÇÃO

Urgência e Emergência

GERENCIAMENTO DE RISCO DE QUEDA

Ofício Circular S/SUBPAV/SAP n.º 019/2015 Rio de Janeiro, 03 de novembro de 2015.

9º ano em AÇÃO. Assunção contra o mosquito!

R1CM HC UFPR Dra. Elisa D. Gaio Prof. CM HC UFPR Dr. Mauricio Carvalho

DISFUNÇOES RESPIRATÓRIAS

FARMACOVIGILÂNCIA A QUALIDADE FQM EM SUAS MÃOS ENTENDA MANUAL COMO E POR QUE. RELATAR EventoS AdversoS

1ª Edição. Atualizada MANUAL DE TRANSFUSÃ PARA ENFERMAGEM. Agência Transfusional Tel.: (14) Ramal 223

DENGUE. Médico. Treinamento Rápido em Serviços de Saúde. Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR

Respostas. Utilize o verso se necessário

CURSO: ENFERMAGEM NOITE - BH SEMESTRE: 2 ANO: 2012 C/H: 60 PLANO DE ENSINO

HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE EDITAL N.º 01/2016 DE PROCESSOS SELETIVOS GABARITO APÓS RECURSOS

COMPLICAÇÕES MAIS FREQUENTES DURANTE A SESSÃO DE HEMODIÁLISE

Albumina Humana Baxter AG

TESTE DA ANTIGLOBULINA INDIRETO Versão: 01 Próxima Revisão:

Disciplina: Clínica Médica de Pequenos Animais

CENTRO ESTADUAL DE VIGILÂNCIA DIVISÃO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO SOBRE A SITUAÇÃO DA INFLUENZA NO RS 24/06/11

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE ESCOLA DE ENFERMAGEM SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA II. Administração de Medicamentos via endovenosa Parte II

P R O C E D I M E N T O O P E R A C I O N A L P A D R Ã O

Techno TwinStation. Ana Paula Costa Nunes da Cunha Cozac Hemocentro de Ribeirão o Preto

Sistema de Hemovigilância no Hospital São Vicente de Paulo 1

PROTOCOLO CÓDIGO AZUL E AMARELO

ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO

Síndrome de Insuficiência Respiratória Aguda Grave (SARS)

Influenza (gripe) 05/07/2013

Resultados da Validação do Mapeamento. Administrar medicamentos vasoativos, se adequado.

Nota Técnica 03/2017 CIEVS/GEEPI/GVSI. Assunto: Fluxo Assistencial de Pessoa com Suspeita de Febre Amarela na Rede SUS-BH

ANEMIAS HEMOLÍTICAS AUTO-IMUNES

b) caso este paciente venha a ser submetido a uma biópsia renal, descreva como deve ser o aspecto encontrado na patologia.

TRANSPLANTE RENAL. Quem pode fazer transplante renal?

Como reconhecer uma criança criticamente enferma? Ney Boa Sorte

Síndrome Periódica Associada à Criopirina (CAPS)

Data Versão/Revisões Descrição Autor 06/06/ Proposta inicial F.A.A.C; M.C.V, S.R.P.T

ANEXO IV. DIRETRIZES DE INDICAÇÃO PARA TRATAMENTO DE LIPODISTROFIA EM PORTADORES HIV/Aids

UNISALESIANO. Profª Tatiani

Procedimento Operacional Padrão (POP) SERVIÇO DE HEMOTERAPIA

4. Que outros dados epidemiológicos seriam importantes para o caso?

CASO CLÍNICO. Medicina-UFC. Everton Rodrigues

PROTOCOLO DE MANUTENÇÃO DO POTENCIAL DOADOR DE ORGÃOS

Segurança Transfusional O papel da Enfermagem

Hepatite A. Género Hepatovírus, Família dos Picornaviridae

URO-VAXOM. Lisado bacteriano de Escherichia coli. APRESENTAÇÕES Cápsulas de 6 mg de lisado bacteriano de Escherichia coli. Caixas com 10 e 30 cápsulas

REACÇÕES TRANSFUSIONAIS

Marco Conceitual e Operacional de Hemovigilância: Guia para a Hemovigilância no Brasil

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA

BANCO DE SANGUE PAULISTA PROCEDIMENTO OPERACIONAL. DESCONGELAMENTO DE HEMOCOMPONENTES Pagina 1 de 5

Doença de Addison DOENÇA DE ADDISON

INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA AGUDA EM GATOS

XVIII CONGRESSO MUNDIAL DE EPIDEMILOGIA VII CONGRESSO BRASILEIRO DE EPIDEMIOLOGIA

RESOLUÇÃO-RDC Nº 151, DE 21 DE AGOSTO DE 2001

CLORIDRATO DE BROMEXINA

Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:

REGULAMENTO TÉCNICO DE NÍVEIS DE COMPLEXIDADE DOS SERVIÇOS DA MEDICINA TRANSFUSIONAL

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE CENTRO ESTADUAL DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE

CONSULTA EM GASTROENTEROLOGIA CÓDIGO SIA/SUS:

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

Caso Clínico. Sarah Pontes de Barros Leal

ANEXO II CONTEÚDO PROGRAMÁTICO EDITAL Nº. 17 DE 24 DE AGOSTO DE 2017

Preditores de lesão renal aguda em doentes submetidos a implantação de prótese aórtica por via percutânea

INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA AGUDA EM CÃES

Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso.

PORTARIA - CCD, DE 24 DE SETEMBRO DE Prezados Senhores,

Dimensão Segurança do Doente Check-list Procedimentos de Segurança

Procedimento Operacional Padrão (POP) SERVIÇO DE HEMOTERAPIA

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SANTA CATARINA Autarquia Federal criada pela Lei Nº 5.905/73

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO Alburex 20 albumina humana

IMUNOGENÉTICA. Sistemas Sangüíneos Eritrocitários

SABAA SISTEMATIZAÇÃO DO ATENDIMENTO BÁSICO DO ABDOME AGUDO

Figura XX - Folha de Rosto com informações sumarizadas a partir de registros anteriores

Transcrição:

HEMOCENTRO RP PROCEDIMENTO OPERACIONAL PODM 009 REV.: 12 P.: 01/24 1. OBJETIVO Identificar e registrar as reações decorrentes da transfusão de hemocomponentes/infusão de hemoderivados, visando à prevenção bem como o manejo clínico de suas complicações. *5 *9 2. APLICAÇÃO Ambulatório transfusional do Hemocentro ou de seus Núcleos de Hemoterapia. *3 3. RESPONSABILIDADES Médico. *11 4. CONDIÇÕES GERAIS As reações que ocorrem durante o processo transfusional ou até 24 horas após o seu término são denominadas reações transfusionais imediatas (Anexo I) e aquelas que ocorrem após esse período são denominadas tardias (Anexo II). A classificação quanto à gravidade das reações transfusionais são: grau 1 quando leve, grau 2 quando moderada, grau 3 quando grave e grau 4 quando óbito (Anexo III). *5 *9 Além das classificações das reações transfusionais em relação ao tempo e gravidade, o sistema nacional de hemovigilância adota as categorias de correlação do quadro clínico e/ou laboratorial e/ou vínculo temporal com a transfusão (causalidade) de acordo com as descrições do Anexo VII. *11 Podem também ocorrer reações adversas durante ou após a infusão de hemoderivados. *9 4.1. Reações transfusionais imediatas 4.1.1 Uma vez informado da reação transfusional por membro da equipe de Enfermagem, o médico orienta interromper a transfusão, checar o aspecto macroscópico do hemocomponente, bem como, a sua identificação e a do paciente e manter acesso venoso com infusão de SF0,9%, caso estas medidas ainda não tenham sido tomadas. *3 *4 *11 4.1.2 O médico examina o paciente, identificando a provável reação transfusional, avalia a necessidade de medicar e coletar exames para confirmação diagnóstica, e estabelece a conduta conforme cada caso específico, podendo consultar o anexo I. Caso opte por solicitar exames do paciente, estes deverão ser colhidos por outra via de acesso. *2 *5 *9 4.1.3 Em casos em que houver necessidade de realização de exames imuno-hematológicos, o Laboratório de Imuno-hematologia deverá proceder conforme POIH-025. Se a reação ocorrer após as 18:00h, as amostras (pré e pós-transfusionais) do paciente e a bolsa em questão deverão ser encaminhadas ao plantão de imuno-hematologia do Núcleo/Unidade e no caso do Hemocentro encaminhar à agência transfusional do HC Campus. A amostra pré-transfusional do paciente ficará armazenada na geladeira do laboratório de compatibilidade. *3 *5 *9

PROCEDIMENTO OPERACIONAL P.: 02/24 4.1.4 Após melhora do paciente, o médico avalia a necessidade/possibilidade de reiniciar ou instalar nova transfusão. *3 *4 *5 *9 4.1.5 O médico preenche a Ficha de Notificação de Incidentes Transfusionais (Anexo IV FH 2.60) e, quando pertinente, a Ficha de Investigação de Incidentes Transfusionais (Anexo V FH 2.78) e anota no prontuário do paciente a reação e a conduta. Dependendo da gravidade ou da necessidade de condutas pré-transfusionais futuras, o médico hemoterapeuta deverá avaliar a necessidade de entrar em contato com o médico do paciente, para informá-lo do ocorrido. Em caso de necessidade de hemocomponentes especiais, o médico comunica à Enfermagem para que seja anotado na Lista de Diagnósticos, Reações Transfusionais e Indicação de Hemocomponentes Especiais (Anexo no campo "Observações"). *3 *5 *6 *7 *9 *11 *1 *5 *11 4.1.6 Quando o paciente com suspeita de reações graves como TRALI, choque séptico por contaminação bacteriana da bolsa, reação anafilática e reação hemolítica imediata, ou mesmo quando, em decorrência de demais reações que apresentarem má evolução, deverá ser encaminhado para avaliação em serviço de emergência. *5 4.1.7 Caso o médico encaminhe exames para algum laboratório, os resultados, quando disponíveis, deverão ser verificados e anotados, pelo médico, no prontuário do paciente para os pacientes do HC ou na Ficha de investigação de Incidentes Transfusionais (Anexo V - FH 2.78) para os demais pacientes. *3 *5 *6 *9 4.1.8 Depois de completada a avaliação, o paciente será dispensado a critério médico. *5 4.2. Reações transfusionais tardias *5 4.2.1 O paciente que notificar a ocorrência de sinais e sintomas sugestivos de reação transfusional tardia será aconselhado a comparecer ao Hemocentro para ser avaliado. *11 4.2.2 O médico: Avalia o paciente e solicita, se necessário, exames para confirmar a hipótese diagnóstica de reação transfusional tardia, podendo consultar o anexo II e encaminha estes exames ao laboratório de Imuno-hematologia que procederá conforme POIH-025.1 e/ou outro laboratório, conforme necessidade. *9 Diante dos resultados imuno-hematológicos, avalia a necessidade de transfusão de concentrado de hemácias fenotipadas, caso o anticorpo tenha sido identificado. Caso contrário, o médico avalia a necessidade de transfundir hemácias que apresentem prova cruzada negativa ou prova incompatível mediante autorização específica (conforme PODM- 003). Preenche a Ficha de Notificação de Incidentes Transfusionais (Anexo IV FH 2.60) e, quando pertinente, a Ficha de Investigação de Incidentes Transfusionais (Anexo V FH 2.78), e anota no prontuário do paciente a reação e conduta. Dependendo da gravidade ou da necessidade de condutas pré-transfusionais futuras, avalia a necessidade de entrar em contato com o médico do paciente para informá-lo do ocorrido (por exemplo, D parcial que desenvolve anti- D). *6 *9

HEMOCENTRO RP PROCEDIMENTO OPERACIONAL PODM 009 REV.: 12 P.: 03/24 Obs: Caso o paciente apresente autoanticorpo ou múltiplos aloanticorpos os quais impossibilitem a identificação do aloanticorpo em questão, o caso será avaliado quanto à necessidade de encaminhar a amostra do paciente para um laboratório de referência e quanto à manutenção do esquema transfusional. *6 4.3. Reações adversas à infusão de hemoderivados *9 4.3.1 Uma vez informado da reação à infusão de hemoderivado por membro da equipe de Enfermagem, o médico orienta interromper a infusão, caso esta conduta ainda não tenha sido tomada, examina o paciente, confirmando a provável reação ao hemoderivado, avalia a necessidade de medicar e estabelece a conduta conforme cada caso específico. *11 *11 4.3.2 Após melhora do paciente, o médico avalia a indicação e a necessidade/possibilidade de nova infusão e/ou liberação do paciente. 4.3.3 O médico preenche a Ficha de Notificação de Reação Adversa a Hemoderivado (Anexo VI) e anota no prontuário do paciente a reação e a conduta. Dependendo da gravidade, orienta o paciente e avalia a necessidade de condutas pré-infusões futuras. *9 *11 4.3.4 Em caso de o paciente relatar sinais e sintomas sugestivos de reação tardia será aconselhado a comparecer ao Hemocentro para ser avaliado. 4.3.5 Para comunicação de suspeita de transmissão de doenças por hemoderivados o médico deverá utilizar o Comunicado de soroconversão de receptor (Anexo I do PODM 7.2). 5. CONDIÇÕES ESPECIAIS 5.1 Todo paciente submetido à transfusão/infusão de hemocomponentes/derivados será orientado conforme TET-005 após o término da transfusão. *5 *9 5.2 O Comitê Transfusional acompanhará periodicamente e submeterá à análise crítica, indicadores da frequência e gravidade destas reações recorrendo ao POGQ 013 quando necessária abertura de não-conformidade para posterior tomada de medidas corretivas e/ou preventivas pertinentes.*4 *5 *11 5.2.1 Nos casos de reações com hemoderivados, observar a ocorrência de reações similares com produtos de mesmo lote. Nestes casos o Comitê Transfusional deverá comunicar a autoridade sanitária competente (farmacovigilância). *3 *5 *9 5.3 Em caso de contaminação bacteriana, transmissão de doença infecciosa, lesão pulmonar aguda associada à transfusão, reação hemolítica aguda imunológica ou óbito atribuído à transfusão deve-se desencadear investigação do caso e o doador deve ser bloqueado, se considerado pertinente, utilizando a ATV01108 (Atualização Classe de Pessoa Física), até a reavaliação pelo médico do serviço. O médico que atender uma destas reações transfusionais deverá fazer contato imediatamente com a coordenadoria e/ou diretoria médica a quem caberá comunicar a autoridade sanitária local por meio eletrônico (preferencial), telefone ou fax no prazo máximo de 72 horas. *2 *5 *11

PROCEDIMENTO OPERACIONAL P.: 04/24 5.4 As Notificações de Reação Transfusional ainda não concluídas ficarão na sala de transfusão até que até que os resultados de exames sejam registrados e o médico conclua a investigação. Caberá ao médico responsável verificar os exames pendentes e, conseqüentemente, anotar na Ficha de Notificação de Reação Transfusional os resultados e o diagnóstico definitivo da reação. *2 *5 *9 5.5 Todas as reações transfusionais devem ser notificadas em ficha específica, no respectivo sistema informatizado do SNVS (NOTIVISA), até o 15º dia útil do mês subsequente à identificação do evento. *9 *11 5.6 Em caso de aparecimento no receptor de novo anticorpo, clinicamente significativo, contra antígenos eritrocitários detectados pelo teste de antiglobulina direta (TAD) positivo ou triagem de anticorpos irregulares o setor de imunohematologia deve avisar o médico plantonista na sala de transfusão ou coordenador médico nos casos das unidades externas, que deverá avaliar o caso e definir se o mesmo caracteriza reação hemolítica tardia ou aloimunização. *11 6. DOCUMENTOS COMPLEMENTARES *5 POGQ-013 Controle de Produtos Não Conformes. *4 POIH 025 - Investigação de Reação Transfusional. *1 PODM 018 Atendimento Médico a Doadores Supostamente envolvidos em TRALI. *3 TET 005 - Liberação do Cliente Pós Transfusão. *2 *9 Lista de Diagnósticos, Reações Transfusionais e Indicação de Hemocomponentes Especiais. (Anexo do PODM 013) *7 PODM 7.2 Condutas na soroconversão de receptores. *9 Classificação das Reações Transfusionais Imediatas. (Anexo I) *9 Classificação das Reações Transfusionais Tardias. (Anexo II) *10 Classificação e Definição das Reações Transfusionais quanto à Gravidade. (Anexo III) *10 7. REGISTROS DA QUALIDADE *6 FH 2.60 - Ficha de Notificação de Incidentes Transfusionais. (Anexo IV) *3 *6 *10 FH 2.78 - Ficha de Investigação de Incidentes Transfusionais. (Anexo V) *3 *6 *10 FH 2.97 - Ficha de Notificação de Reação Adversa a Hemoderivado. (Anexo VI) *9 *10 Relatório Médico de Registros de Fatalidades. *10 Comunicado de Soroconversão de Receptor. (Anexo do PODM 7.2) *9 Aprovação Coordenadoria Médica Data / / Diretor Responsável Data / /

HEMOCENTRO RP PROCEDIMENTO OPERACIONAL PODM 009 REV.: 12 P.: 05/24 Gerente Médico Unidade Data / / Implementação Gestão da Qualidade Data / /

PROCEDIMENTO OPERACIONAL P.: 06/24 ANEXO I *4 *9 *10 *11 *12 Classificação das reações transfusionais imediatas Classificação Reação febril não hemolítica RFNH Reação alérgica ALG Reação por contaminação bacteriana CB Reação hemolítica aguda imunológica RHAI Lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão TRALI Reação hemolítica aguda não imune RHANI Reação hipotensiva relacionada à transfusão- HIPOT Sobrecarga circulatória associada à transfusão SC/TACO (Transfusionassociated circulatory overload) Dispnéia associada à transfusão DAT Dor aguda relacionada à transfusão DA Definição Presença de febre (temperatura 38 o C) com aumento de pelo menos 1 o C em relação ao valor pré-transfusional E/OU Tremores e calafrios, durante ou em até 24 horas após a transfusão E Ausência de outras causas. O caso confirmado deve apresentar dois ou mais dos seguintes sinais e sintomas: pápulas, prurido, urticária, edema labial, de língua e de úvula ou periorbital/conjuntival, tosse, rouquidão. O caso grave (Reação anafilática) observa-se obrigatoriamante manifestações respiratórias: edema de laringe, dispneia, cianose, insuficiência respiratória, broncoespasmo, estridor respiratório. Pode também apresentar ansiedade, taquicardia, perda da consciência, hipotensão arterial e choque. Presença do microrganismo na bolsa do hemocomponente transfundido ou em outro hemocomponente proveniente da mesma doação (co-componente) E Presença do mesmo microrganismo no sangue do receptor E/OU Presença de febre (temperatura 38 o C) com aumento de pelo menos 2 o C em relação ao valor pré-transfusional, sem evidência de infecção prévia. É comum apresentar alguns dos seguintes sinais e sintomas: tremores, calafrios, hipotensão arterial, taquicardia, dispnéia, náusea, vômitos, choque. Presença de alguns dos seguintes sinais e sintomas: ansiedade, agitação, sensação de morte iminente, tremores/calafrios, rubor facial, febre, dor no local da venopunção, dor abdominal, lombar e em flancos, hipotensão arterial, epistaxe, oligúria/anúria, insuficiência renal, hemoglobinúria, coagulação intravascular disseminada (CIVD) e sangramento no local da venopunção, choque E Teste de hemólise positivo na amostra do paciente E Dois ou mais dos seguintes resultados: Teste de antiglobulina direto positivo para anti-igg ou anti-c3, teste de eluição positivo, desidrogenase lática elevada, bilirrubina indireta elevada, queda de hemoglobina e hematócrito, haptoglobina baixa, hemoglobinúria, fibrinogênio baixo ou hemoglobina livre aumentada. Apresenta dispnéia, febre, taquicardia, hipotensão (eventualmente hipertensão arterial) e cianose E Exame radiológico de tórax apresentando infiltrado pulmonar bilateral sem evidência de sobrecarga circulatória E Hipoxemia com saturação de oxigênio < 90% em ar ambiente e/ou Pa02 / Fi02 < 300 mmhg Apresenta hemólise com ou sem sintomas clínicos significativos, sem evidência de causa imunológica (marcadores de hemólise) E Presença de hemoglobina livre no plasma (hemoglobinemia) e/ou na urina (hemoglobinúria). Queda maior ou igual a que 30 mmhg na pressão arterial sistólica, em até uma hora após a transfusão, sem outra explicação E Pressão arterial sistólica inferior ou igual a 80 mm Hg E Responde rapidamente à cessação da transfusão e ao tratamento de suporte. Apresenta pelo menos quatro das seguintes características: insuficiência respiratória aguda, taquicardia, hipertensão arterial, achados radiológicos de edema pulmonar, evidência de sobrecarga circulatória, aumento da pressão venosa central, insuficiência ventricular esquerda e aumento de peptídeo natriurético tipo B (BNP). Caracterizada por insuficiência respiratória dentro das 24 horas apos a transfusão que não atendem aos critérios de TRALI, TACO, ou reação alérgica. O desconforto respiratório deve ser a característica clínica mais importante e não deve ser explicado pela condição subjacente do paciente ou qualquer outra causa conhecida. Dor aguda, de curta duração até 30 minutos, principalmente na região lombar, torácica e membros superiores, durante ou em até 24 horas após a transfusão, sem outra explicação. É comum apresentar alguns dos seguintes sinais e sintomas: hipertensão arterial, inquietação, vermelhidão na pele, calafrios, taquipneia, dispneia e taquicardia. A dor apresentada nessa reação é mais intensa comparada à dor de outras reações. Fonte: Manual de Hemovigilância do receptor de transfusão.

HEMOCENTRO RP PROCEDIMENTO OPERACIONAL PODM 009 REV.: 12 P.: 07/24 ANEXO II *9 Classificação Transmissão de doença infecciosa DT Doença do enxerto-contra-ohospedeiro pós-transfusional DECH (GVHD) Reação hemolítica tardia RHT Aloimunização/Aparecimento de anticorpos irregulares ALO Púrpura pós-transfusional PPT Hemossiderose com comprometimento de órgãos HEMOS Distúrbios metabólicos Classificação das reações transfusionais tardias Definição O receptor apresenta infecção pós-transfusional (vírus, parasitas ou outros patógenos) sem evidência da existência dessa infecção antes da transfusão E Ausência de uma fonte alternativa da infecção E Pelo menos um hemocomponente transfundido no receptor é oriundo de doador com evidência da mesma infecção OU Pelo menos um hemocomponente transfundido no receptor apresentava o mesmo agente infeccioso OU Evidência laboratorial da infecção com o mesmo microrganismo em outro receptor que recebeu sangue do mesmo doador. Caracterizada por febre, diarréia, erupção eritematosa maculopapular, icterícia/hepatomegalia E Alteração de função hepática (aumento de fosfatase alcalina, transaminases e bilirrubina) E Pancitopenia E Resultado de biópsia de pele ou de outros órgãos comprometidos compatível com a DECH OU Presença de quimerismo. Quadro clínico clássico é composto por febre, icterícia e anemia podendo apresentar outros sintomas semelhantes aos da RHAI E Teste de antiglobulina positivo E Teste de eluição positivo ou aloanticorpo eritrocitário recém-identificado no soro do receptor E Aumento insuficiente do nível de hemoglobina pós-transfusional ou queda rápida da hemoglobina para os níveis anteriores à transfusão ou aparecimento inexplicável de esferócitos. Aparecimento no receptor de novo anticorpo clinicamente significativo contra antígenos eritrocitários não detectados nos testes pré-transfusionais E Ausência de sinais clínicos ou laboratoriais de hemólise É um episódio de trombocitopenia que ocorre de 5 a 10 dias após a transfusão de sangue. Pode ser assintomático, auto-limitado, mas também cursar com sangramento cutâneo-mucoso, gastro-intestinal, genito-urinário e do sistema nervoso central E Presença de anticorpo antiplaquetário no receptor. Presença de nível de ferritina sanguínea superior ou igual a 1000 microgramas/l no contexto de transfusões repetidas de concentrados de hemácias E Disfunção orgânica. Evidência clinica de distúrbios metabólicos (por exemplo: hipocalcemia, hipercalemia, alcalose metabólica) na ausência desses mesmos na doença de base E Confirmação laboratorial Fonte: Manual de Hemovigilância do receptor de transfusão.

PROCEDIMENTO OPERACIONAL P.: 08/24 ANEXO III *9 *11 Classificação e definição das reações transfusionais quanto à gravidade. Classificação Definição Grau 1 Leve Ausência de risco à vida. Poderá ser requerida intervenção médica, mas a falta desta não resulta em danos permanentes ou em comprometimento de um órgão ou função. Morbidade a longo-prazo. Em consequência da reação transfusional houve: necessidade de hospitalização ou prolongamento desta e/ou Grau 2 Moderado deficiência ou incapacidade persistente ou significativa ou necessidade de intervenção médica ou comprometimento de um órgão ou função. cirúrgica para evitar danos irreparáveis ou Grau 3 Grave Ameaça imediata à vida, em consequência da reação transfusional, sem óbito atribuído à transfusão. Intervenção médica exigida para evitar a morte. Grau 4 Óbito 1 Óbito atribuído à transfusão 1 O Grau 4 deve ser utilizado apenas se o óbito é atribuído à transusão, com seu respectivo grau de correlação. Se houve reação transfusional e o paciente foi a óbito pela doença de base ou por outra causa, a gravidade da reação transfusional deve ser classificada como grau 1 - leve, 2 - moderada ou 3-grave.

HEMOCENTRO RP PROCEDIMENTO OPERACIONAL PODM 009 REV.: 12 P.: 09/24 ANEXO IV *3 *8 *9 *10 *11

PROCEDIMENTO OPERACIONAL P.: 10/24 ANEXO IV (CONTINUAÇÃO) *3 *8 *9 *10 *11

HEMOCENTRO RP PROCEDIMENTO OPERACIONAL PODM 009 REV.: 12 P.: 11/24 ANEXO V *3 *9 *11

PROCEDIMENTO OPERACIONAL P.: 12/24 ANEXO V (continuação) *3 *9 *11

HEMOCENTRO RP PROCEDIMENTO OPERACIONAL PODM 009 REV.: 12 P.: 13/24 ANEXO VI *9

PROCEDIMENTO OPERACIONAL P.: 14/24 ANEXO VII *11 Quadro 1 - Classificação da correlação dos casos de reação febril não hemolítica (RFNH) com a transfusão. Quadro 2 - Classificação da correlação dos casos de reação alérgica (ALG) com a transfusão.

HEMOCENTRO RP PROCEDIMENTO OPERACIONAL PODM 009 REV.: 12 P.: 15/24 ANEXO VII *11 (continuação) Quadro 3 - Classificação da correlação dos casos de reação por contaminação bacteriana (CB) com a transfusão.

PROCEDIMENTO OPERACIONAL P.: 16/24 ANEXO VII *11 (continuação) Quadro 4 - Classificação da correlação dos casos de transmissão de doenças infecciosas (DT) com a transfusão.

HEMOCENTRO RP PROCEDIMENTO OPERACIONAL PODM 009 REV.: 12 P.: 17/24 ANEXO VII *11 (continuação) Quadro 5 - Classificação da correlação dos casos de reação hemolítica aguda imunológica (RHAI) com à transfusão. Quadro 6 - Classificação da correlação, com a transfusão, dos casos de lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão (TRALI).

PROCEDIMENTO OPERACIONAL P.: 18/24 ANEXO VII *11 (continuação) Quadro 7 - Classificação da correlação dos casos de reação hemolítica aguda não imune (RHANI) com à transfusão. Quadro 8 - Classificação da correlação, com a transfusão, dos casos de reação hipotensiva relacionada à transfusão (HIPOT).

HEMOCENTRO RP PROCEDIMENTO OPERACIONAL PODM 009 REV.: 12 P.: 19/24 ANEXO VII *11 (continuação) Quadro 9 - Classificação da correlação, com a transfusão, dos casos de sobrecarga circulatória associada à transfusão (SC/TACO). Quadro 10 - Classificação da correlação, com a transfusão, dos casos de dispneia associada à transfusão (DAT).

PROCEDIMENTO OPERACIONAL P.: 20/24 ANEXO VII *11 (continuação) Quadro 11 - Classificação da correlação dos casos de doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH/ GVHD) com a transfusão. Quadro 12 - Classificação da correlação dos casos de reação hemolítica tardia (RHT) com a transfusão.

HEMOCENTRO RP PROCEDIMENTO OPERACIONAL PODM 009 REV.: 12 P.: 21/24 ANEXO VII *11 (continuação) Quadro 13 - Classificação da correlação dos casos de aparecimento de anticorpos irregulares (ALO/ PAI positivo) com a transfusão. Quadro 14 - Classificação da correlação dos casos de púrpura pós-transfusional (PPT) com a transfusão.

PROCEDIMENTO OPERACIONAL P.: 22/24 ANEXO VII *11 (continuação) Quadro 15 - Classificação da correlação, com a transfusão, dos casos de dor aguda relacionada à transfusão (DA). Quadro 16 - Classificação da correlação dos casos de hemossiderose com comprometimento de órgãos (HEMOS) com a transfusão.

HEMOCENTRO RP PROCEDIMENTO OPERACIONAL PODM 009 REV.: 12 P.: 23/24 ANEXO VII *11 (continuação) Quadro 17 - Classificação da correlação dos casos de distúrbios metabólicos com a transfusão. Quadro 18 - Classificação da correlação dos casos de outras reações imediatas (OI) com a transfusão.

PROCEDIMENTO OPERACIONAL P.: 24/24 ANEXO VII *11 (continuação) Quadro 19 - Classificação da correlação dos casos de outras reações tardias (OT) com a transfusão.