Dimensão social. Educação



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Transcrição:

Dimensão social Educação

218 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 36 Taxa de escolarização Representa a proporção da população infanto-juvenil que freqüenta a escola. Descrição As variáveis utilizadas são o número de pessoas que freqüentam a escola, por faixa etária (5 e 6, 7 a 14, 15 a 17, 18 e 19, 20 a 24 anos de idade) e a população total da mesma faixa etária. O grupo de 7 a 14 anos de idade foi desagregado segundo o sexo e a cor ou raça. A taxa de escolarização representa a relação, em percentual, entre os que freqüentam a escola e o total da população considerada. A fonte utilizada é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, a partir de informações oriundas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD. Justificativa A educação é uma das prioridades para um país. Ela é fundamental para promover o desenvolvimento sustentável, capacitando os cidadãos para lidar com as questões que o envolvem, facilitando, assim, a aquisição de valores, habilidades e conhecimentos consistentes com a temática e necessários à implementação de estratégicas locais e nacionais. Isto começa a partir da garantia do acesso universal à educação. A taxa de escolarização mostra o acesso, abrangendo desde o pré-escolar até o curso superior. Comentários O grupo de 7 a 14 anos foi desagregado por sexo e por cor ou raça porque esta faixa etária corresponde, no atual sistema educacional brasileiro, ao ensino fundamental, sendo que a Constituição Federal de 1988 (Artigo 60 e seu 6º) determinou a sua universalização. Os pretos e pardos foram tratados conjuntamente neste indicador. O IBGE, na PNAD, investiga a cor ou raça dos indivíduos por meio de uma pergunta em que o informante se autoclassifica como branco, preto, pardo, amarelo ou indígena. Como o preconceito racial ainda é muito presente na sociedade brasileira, estudos mostram que, dependendo da região, variam os critérios de distinção entre pretos e pardos. Portanto, considera-se mais adequado grupar as duas categorias que identificam a população afrodescendente no Brasil. Indicadores relacionados 23 - Taxa de crescimento da população 26 - Taxa de desocupação 27 - Rendimento familiar per capita 28 - Rendimento médio mensal

Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 219 30 - Taxa de mortalidade infantil 31 - Prevalência de desnutrição total 35 - Doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado 37 - Taxa de alfabetização 38 - Escolaridade 40 - Coeficiente de mortalidade por homicídios 41 - Coeficiente de mortalidade por acidentes de transporte 55 - Existência de Conselhos Municipais 59 - Acesso à internet 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 % Gráfico 71 - Taxa de escolarização das pessoas de 5 a 24 anos de idade, por grupos de idade - Brasil - 1992-2002 1992 1993 1995 1996 1997 1998 1999 2001 2002. 5 e 6 anos 7 a 14 anos 15 a 17 anos 18 e 19 anos 20 a 24 anos Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002.

220 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Gráfico 72 - Taxa de escolarização das pessoas de 7 a 14 anos de idade, por sexo Brasil - 1992-2002 % 98 96 94 92 90 88 86 84 82 1992 1993 1995 1996 1997 1998 1999 2001 2002 Total Homens Mulheres Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002. Gráfico 73 - Taxa de escolarização das pessoas de 7 a 14 anos de idade, por cor ou raça Brasil - 1992-2002 % 98 96 94 92 90 88 86 84 82 1992 1993 1995 1996 1997 1998 1999 2001 2002 Total Branca Preta e Parda Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002.

Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 221 Tabela 86 - Taxa de escolarização das pessoas de 5 a 24 anos de idade, por grupos de idade - Brasil - 1992/2002 Ano Taxa de escolarização das pessoas de 5 a 24 anos de idade, por grupos de idade 5 e 6 anos 7 a 14 anos 15 a 17 anos 18 e 19 anos 20 a 24 anos 1992 54,0 86,6 59,7 36,1 16,9 1993 57,7 88,6 61,9 39,8 18,3 1995 63,8 90,2 66,6 41,9 20,6 1996 64,1 91,3 69,5 43,8 21,3 1997 66,6 93,0 73,3 45,8 21,9 1998 69,1 94,7 76,5 49,2 24,2 1999 71,0 95,7 78,5 51,9 25,5 2001 76,2 96,5 81,1 51,4 26,2 2002 77,2 96,9 81,5 51,1 26,7 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002. Tabela 87 - Taxa de escolarização das pessoas de 7 a 14 anos de idade, por sexo e por cor ou raça - Brasil - 1992/2002 Taxa de escolarização das pessoas de 7 a 14 anos de idade Ano Total Sexo Cor ou raça Homens Mulheres Branca Preta e parda 1992 86,6 85,6 87,6 91,0 82,2 1993 88,6 87,7 89,5 92,1 85,1 1995 90,2 89,3 91,2 93,3 87,1 1996 91,3 90,7 91,8 94,1 88,3 1997 93,0 92,4 93,6 95,5 90,6 1998 94,7 94,4 95,0 96,5 93,1 1999 95,7 95,3 96,1 97,0 94,4 2001 96,5 96,3 96,7 97,5 95,4 2002 96,9 96,6 97,3 97,7 96,2 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002.

222 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Tabela 88 - Taxa de escolarização das pessoas de 5 a 24 anos de idade, por grupos de idade, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2002 Grandes Regiões e Unidades da Federação Taxa de escolarização das pessoas de 5 a 24 anos de idade, por grupos de idade 5 e 6 anos 7 a 14 anos 15 a 17 anos 18 e 19 anos 20 a 24 anos Brasil 77,2 96,9 81,5 51,1 26,7 Norte 72,7 95,1 81,9 58,9 30,9 Rondônia 63,0 95,1 75,9 49,5 23,6 Acre 74,3 95,5 80,8 46,9 37,5 Amazonas 67,1 94,0 85,0 65,2 33,6 Roraima 70,6 91,5 82,6 56,6 20,8 Pará 78,2 95,7 80,3 59,4 31,2 Amapá 79,8 95,1 87,6 61,5 31,0 Tocantins 67,2 95,7 84,4 56,3 29,6 Nordeste 80,4 95,8 79,9 55,7 28,8 Maranhão 76,8 94,5 76,2 50,3 21,7 Piauí 77,2 95,9 80,3 55,8 34,5 Ceará 86,4 96,5 80,9 55,5 26,8 Rio Grande do Norte 86,0 96,2 78,4 57,9 28,9 Paraíba 81,8 95,8 80,6 51,1 28,1 Pernambuco 78,3 95,7 77,4 50,9 26,8 Alagoas 77,3 94,3 76,8 53,6 29,4 Sergipe 83,0 96,2 80,3 64,1 36,3 Bahia 79,1 96,2 83,2 60,6 31,8 Sudeste 80,3 97,8 83,8 48,0 24,8 Minas Gerais 75,4 97,6 79,1 45,0 21,7 Espírito Santo 75,6 96,5 73,6 46,8 29,0 Rio de Janeiro 82,6 97,4 84,9 54,7 31,4 São Paulo 82,8 98,2 86,9 47,4 23,6 Sul 67,7 97,9 78,8 45,8 25,7 Paraná 69,1 97,7 77,4 42,4 23,1 Santa Catarina 78,5 98,3 80,5 51,2 25,1 Rio Grande do Sul 59,8 97,8 79,3 46,0 28,8 Centro-Oeste 69,3 97,1 80,3 52,9 28,3 Mato Grosso do Sul 72,8 96,6 77,0 41,8 24,0 Mato Grosso 66,4 95,6 76,9 49,2 27,2 Goiás 66,9 97,5 81,0 55,9 26,3 Distrito Federal 75,8 98,7 87,5 60,8 37,7 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2002. Nota: Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 223 Tabela 89 - Taxa de escolarização das pessoas de 7 a 14 anos de idade, por sexo e por cor ou raça, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2002 Grandes Regiões e Unidades da Federação Total Taxa de escolarização das pessoas de 7 a 14 anos de idade Sexo Cor ou raça Homens Mulheres Branca Preta e parda Brasil 96,9 96,6 97,3 97,7 96,2 Norte 95,1 94,3 95,9 96,0 94,8 Rondônia 95,1 94,0 96,3 98,0 93,8 Acre 95,5 95,1 95,9 96,0 95,6 Amazonas 94,0 93,6 94,3 94,6 93,7 Roraima 91,5 91,3 91,7 91,1 91,4 Pará 95,7 94,9 96,4 96,1 95,6 Amapá 95,1 93,7 96,5 96,0 94,8 Tocantins 95,7 93,9 97,6 97,3 95,3 Nordeste 95,8 95,2 96,3 96,3 95,6 Maranhão 94,5 94,4 94,7 96,0 94,6 Piauí 95,9 95,2 96,7 96,6 95,7 Ceará 96,5 95,5 97,4 97,3 96,1 Rio Grande do Norte 96,2 95,3 97,1 96,7 95,8 Paraíba 95,8 94,5 97,1 95,9 95,7 Pernambuco 95,7 95,3 96,0 95,5 95,7 Alagoas 94,3 93,3 95,1 94,5 94,2 Sergipe 96,2 97,2 95,2 97,8 95,7 Bahia 96,2 95,7 96,6 96,4 96,1 Sudeste 97,8 97,6 98,0 98,2 97,3 Minas Gerais 97,6 97,3 98,0 98,2 97,1 Espírito Santo 96,5 95,7 97,4 97,4 95,9 Rio de Janeiro 97,4 97,2 97,7 98,3 96,4 São Paulo 98,2 98,1 98,3 98,1 98,3 Sul 97,9 98,1 97,6 98,1 96,6 Paraná 97,7 98,0 97,4 98,1 96,6 Santa Catarina 98,3 98,6 98,0 98,3 98,2 Rio Grande do Sul 97,8 97,9 97,6 98,1 96,0 Centro-Oeste 97,1 96,6 97,7 98,0 96,5 Mato Grosso do Sul 96,6 97,1 96,2 97,3 96,3 Mato Grosso 95,6 94,3 97,0 97,0 94,7 Goiás 97,5 96,8 98,2 98,4 96,8 Distrito Federal 98,7 98,7 98,7 99,4 98,4 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2002. Nota: Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

224 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Mapa 33 - Taxa de escolarização das pessoas de 7 a 14 anos de idade, total, por sexo e por cor ou raça - 2002 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2002. Nota: Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 225 37 Taxa de alfabetização Mede o grau de alfabetização da população de 15 anos ou mais de idade. Descrição Para a construção deste indicador são utilizadas às seguintes variáveis: População adulta alfabetizada, total, por sexo e por cor ou raça: corresponde as pessoas de 15 anos ou mais de idade que sabem ler e escrever pelo menos um bilhete simples no idioma que conhecem. Conjunto da população nesta faixa de idade: total, por sexo e por cor ou raça; A taxa de alfabetização representa a proporção da população adulta que é alfabetizada. A fonte utilizada é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, a partir de informações oriundas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD. Justificativa Para se desenvolver de modo sustentável, uma nação precisa tornar acessível a toda a população a educação básica, iniciada com a alfabetização. A atenção dispensada à saúde infantil e às famílias como um todo relacionase à alfabetização, principalmente das mulheres, que, quando têm acesso à educação, diminuem o número de filhos e estes são mais saudáveis. Elas também têm maiores possibilidades de inserção no mercado de trabalho e de incentivar seus filhos à escolaridade. As desigualdades de gênero e de cor na educação conduzem à perda de potencial humano, prejudicando a busca de um desenvolvimento sustentável. Assim, sua redução é um dos caminhos para encurtar a pobreza. Este indicador pode ser utilizado como proxy das condições sócioeconômicas da população, e, da mesma forma, auxiliar o planejamento, a gestão e a avaliação de políticas públicas na área de educação, bem como da saúde, visto que pessoas não alfabetizadas necessitam tratamento especial de abordagem das ações de promoção e recuperação da saúde Comentários A taxa de alfabetização foi calculada para a população de 15 anos ou mais de idade seguindo as determinações da United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization - UNESCO, que considera que as crianças com até 14 anos de idade que ainda não adquiriram este nível de escolaridade têm maiores possibilidades do que as demais de se alfabetizarem devido sobretudo à crescente ampliação do acesso à escola. Cabe lembrar que a meta estabelecida pela Constituição Federal de 1988 (Artigo 60 e seu 6º) foi erradicar o analfabetismo.

226 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Os pretos e pardos foram tratados conjuntamente neste indicador. O IBGE, na PNAD, investiga a cor ou raça dos indivíduos por meio de uma pergunta em que o informante se autoclassifica como branco, preto, pardo, amarelo ou indígena. Como o preconceito racial ainda é muito presente na sociedade brasileira, estudos mostram que, dependendo da região, variam os critérios de distinção entre pretos e pardos. Portanto, considera-se mais adequado grupar as duas categorias que identificam a população afrodescendente no Brasil. Indicadores relacionados 23 - Taxa de crescimento da população 26 - Taxa de desocupação 27 - Rendimento familiar per capita 28 - Rendimento médio mensal 30 - Taxa de mortalidade infantil 31 - Prevalência de desnutrição total 32 - Imunização contra doenças infecciosas infantis 33 - Taxa de uso de métodos contraceptivos 35 - Doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado 36 - Taxa de escolarização 38 - Escolaridade 40 - Coeficiente de mortalidade por homicídios 41 - Coeficiente de mortalidade por acidentes de transporte 55 - Existência de conselhos municipais 59 - Acesso à internet 94 92 90 88 86 84 82 80 78 76 74 Gráfico 74 - Taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais de idade, por sexo - Brasil 1992-2002 % 1992 1993 1995 1996 1997 1998 1999 2001 2002 Total Homens Mulheres Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002.

Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 227 Gráfico 75 - Taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais de idade, por cor ou raça - Brasil 1992-2002 % 94 92 90 88 86 84 82 80 78 76 74 1992 1993 1995 1996 1997 1998 1999 2001 2002 Total Branca Preta e Parda Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002. Tabela 90 - Taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais de idade total, por sexo e cor ou raça - Brasil - 1992/2002 Taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais de idade Ano Total Sexo Cor ou raça Homens Mulheres Branca Preta e parda 1992 82,8 83,4 82,2 89,4 74,3 1993 83,6 83,9 83,3 89,9 75,3 1995 84,5 84,6 84,4 90,5 76,6 1996 85,4 85,6 85,2 90,7 78,3 1997 85,3 85,4 85,2 91,0 77,8 1998 86,2 86,2 86,2 91,6 79,2 1999 86,7 86,7 86,7 91,7 80,2 2001 87,6 87,5 87,7 92,3 81,8 2002 88,2 88,0 88,3 92,5 82,8 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002.

228 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Tabela 91 - Taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais de idade, por sexo e cor ou raça, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2002 Grandes Regiões e Unidades da Federação Taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais de idade Sexo Cor ou raça Total Homens Mulheres Branca Preta e parda Brasil 88,2 87,9 88,3 92,5 82,8 Norte 89,6 89,6 89,7 92,8 88,4 Rondônia 91,4 92,0 90,8 93,7 90,1 Acre 87,0 87,6 86,6 91,4 85,3 Amazonas 93,7 93,8 93,6 95,6 92,9 Roraima 88,0 88,6 88,4 93,0 87,5 Pará 89,3 89,0 89,6 92,5 88,1 Amapá 93,8 94,0 93,6 95,1 93,3 Tocantins 81,9 82,1 81,6 86,4 80,3 Nordeste 76,6 74,5 78,6 81,7 74,4 Maranhão 77,1 75,4 79,3 81,1 76,2 Piauí 70,4 66,1 74,6 77,5 68,3 Ceará 77,3 74,3 80,1 83,0 74,5 Rio Grande do Norte 77,3 72,8 81,6 85,1 71,7 Paraíba 72,9 69,4 76,1 80,7 68,1 Pernambuco 78,5 76,5 80,1 82,7 75,8 Alagoas 68,8 65,8 71,5 76,8 64,9 Sergipe 79,8 78,1 81,1 82,5 78,7 Bahia 78,3 78,0 78,4 81,0 77,3 Sudeste 92,8 93,5 92,2 94,7 89,3 Minas Gerais 88,9 89,7 88,2 92,6 84,9 Espírito Santo 89,3 90,2 88,4 92,5 86,3 Rio de Janeiro 94,9 95,3 94,5 96,0 93,0 São Paulo 94,1 94,8 93,4 95,1 91,5 Sul 93,3 94,0 92,6 94,5 87,1 Paraná 92,1 93,6 90,7 93,8 86,3 Santa Catarina 94,5 94,7 94,3 95,2 88,0 Rio Grande do Sul 93,7 94,0 93,5 94,6 88,1 Centro-Oeste 90,3 90,3 90,3 92,9 88,1 Mato Grosso do Sul 91,0 91,6 90,5 92,9 89,0 Mato Grosso 89,8 89,4 90,1 93,5 87,3 Goiás 88,7 88,6 88,7 91,6 86,2 Distrito Federal 94,3 94,5 94,1 95,7 93,2 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2002. Nota: Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 229 Mapa 34 - Taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais de idade, total, por sexo e por cor ou raça - 2002 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2002. Nota: Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

230 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 38 Escolaridade Este indicador apresenta a média de anos de estudo da população de 25 anos ou mais de idade. Descrição As variáveis utilizadas para este indicador são a população de 25 anos ou mais de idade (total, por sexo e por cor ou raça) e os anos de estudo dessa população. O indicador expressa a quantidade média de anos de estudo para este grupo de idade. A fonte utilizada é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, a partir de informações oriundas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD. Justificativa A aquisição de conhecimentos básicos e a formação de habilidades cognitivas, objetivos tradicionais de ensino, constituem condições indispensáveis para que as pessoas tenham capacidade para processar informações, selecionando o que é relevante, e continuar aprendendo. A educação estimula uma maior participação na vida política, desenvolve a consciência crítica, permite a geração de novas idéias e confere a capacidade para a continuação do aprendizado. Permite o discernimento, por parte dos cidadãos, de seus direitos e deveres para com a sociedade e o espaço que ocupam e no qual interagem, sendo agentes atuantes na organização e dinâmica do mesmo. A inserção em um mercado de trabalho competitivo e exigente de habilidades intelectuais depende de um ensino prolongado e de qualidade. Além disso, o conhecimento, a informação e uma visão mais ampla dos valores são componentes básicos para o exercício da cidadania e o desenvolvimento sustentável. Ainda que por si só a educação não assegure a produção e distribuição de riquezas, a justiça social e o fim das discriminações sociais, ela é, sem dúvida, parte indispensável do processo para tornar as sociedades mais prósperas, justas e igualitárias. Comentários Idealmente as pessoas de 25 anos ou mais de idade deveriam ter no mínimo 11 anos de estudo, que corresponde ao ensino médio completo. A análise da escolaridade total, por sexo e por cor ou raça na década de 1992 a 2002 mostra médias inferiores a 8 anos de estudo, ou seja, estas pessoas sequer concluíram o ensino fundamental, reflexo da sua exclusão, no passado, do sistema educacional. Uma análise geral da escolaridade por gênero no período de 1992 a 2002 evidencia que a partir de 2001 as mulheres passaram a deter maiores médias de anos de estudo, fruto de um processo de conquistas e superação de barreiras nas últimas décadas. Quanto à escolaridade por cor ou raça, há

Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 231 desigualdade entre brancos e pretos e pardos. Em 1992 a diferença era de 2,3 anos de estudo, ao passo que em 2002 alcançava 2,1 anos de estudo. Vale destacar que as possibilidades de adquirir maior nível de escolaridade relacionam-se, em grande parte, no nível de rendimento familiar. Os pretos e pardos foram tratados conjuntamente neste indicador. O IBGE, na PNAD, investiga a cor ou raça dos indivíduos por meio de uma pergunta em que o informante se autoclassifica como branco, preto, pardo, amarelo ou indígena. Como o preconceito racial ainda é muito presente na sociedade brasileira, estudos mostram que, dependendo da região, variam os critérios de distinção entre pretos e pardos. Portanto, considera-se mais adequado grupar as duas categorias que identificam a população afrodescendente no Brasil. Indicadores relacionados: 23 - Taxa de crescimento da população 26 - Taxa de desocupação 27 - Rendimento familiar per capita 28 - Rendimento médio mensal 30 - Taxa de mortalidade infantil 31 - Prevalência de desnutrição total 32 - Imunização contra doenças infecciosas infantis 33 - Taxa de uso de métodos contraceptivos 35 - Doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado 36 - Taxa de escolarização 37 - Taxa de alfabetização 40 - Coeficiente de mortalidade por homicídios 41 - Coeficiente de mortalidade por acidentes de transporte 59 - Acesso à internet 7,5 Gráfico 76 - Média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade por sexo - Brasil - 1992-2002 % médiadeanosdeestudo 7,0 6,5 6,0 5,5 5,0 4,5 4,0 3,5 1992 1993 1995 1996 1997 1998 1999 2001 2002 Total Homens Mulheres Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002.

232 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 7,5 Gráfico 77 - % Média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade, por cor ou raça - Brasil - 1992-2002 médiadeanosdeestudo 7,0 6,5 6,0 5,5 5,0 4,5 4,0 3,5 1992 1993 1995 1996 1997 1998 1999 2001 2002 Total Branca Preta e Parda Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002. Tabela 92 - Média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade, por sexo e cor ou raça - Brasil - 1992/2002 Média de anos de estudos da população de 25 anos ou mais de idade Ano Total Sexo Cor ou raça Homens Mulheres Branca Preta e parda 1992 5,0 5,0 4,9 5,9 3,6 1993 5,1 5,1 5,0 6,0 3,8 1995 5,3 5,3 5,2 6,2 3,9 1996 5,4 5,4 5,4 6,3 4,1 1997 5,5 5,5 5,5 6,4 4,1 1998 5,6 5,6 5,6 6,6 4,3 1999 5,7 5,7 5,7 6,6 4,4 2001 6,0 5,9 6,0 6,9 4,7 2002 6,1 6,1 6,2 7,0 4,9 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002.

Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 233 Tabela 93 - Média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade, por sexo e cor ou raça, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2002 Grandes Regiões e Unidades da Federação Total Média de anos de estudos das pessoas de 25 anos ou mais de idade Sexo Cor ou raça Homens Mulheres Branca Preta e parda Brasil 6,1 6,1 6,2 7,0 4,9 Norte 6,1 5,9 6,3 7,1 5,6 Rondônia 5,8 5,7 5,9 6,7 5,4 Acre 6,2 6,0 6,4 7,5 5,7 Amazonas 6,9 6,7 7,0 7,8 6,5 Roraima 5,5 5,4 5,6 7,2 5,2 Pará 6,0 5,8 6,2 7,1 5,6 Amapá 6,7 6,7 6,7 7,4 6,4 Tocantins 4,9 4,5 5,3 6,3 4,4 Nordeste 4,6 4,3 4,9 5,7 4,1 Maranhão 4,2 3,8 4,5 5,0 3,9 Piauí 4,0 3,6 4,5 5,2 3,7 Ceará 4,6 4,2 5,0 5,6 4,1 Rio Grande do Norte 5,2 4,7 5,6 6,4 4,3 Paraíba 4,4 4,0 4,8 5,8 3,6 Pernambuco 5,1 4,9 5,4 6,2 4,4 Alagoas 4,0 3,7 4,2 5,4 3,3 Sergipe 5,2 5,0 5,4 6,0 5,0 Bahia 4,5 4,3 4,8 5,4 4,3 Sudeste 6,8 6,9 6,8 7,5 5,5 Minas Gerais 5,8 5,8 5,8 6,7 4,8 Espírito Santo 6,0 6,0 6,1 6,9 5,2 Rio de Janeiro 7,4 7,6 7,3 8,1 6,1 São Paulo 7,1 7,2 7,0 7,5 5,8 Sul 6,5 6,5 6,4 6,8 4,9 Paraná 6,3 6,4 6,3 6,8 4,6 Santa Catarina 6,6 6,7 6,4 6,7 4,9 Rio Grande do Sul 6,6 6,5 6,6 6,8 5,2 Centro-Oeste 6,4 6,2 6,5 7,3 5,5 Mato Grosso do Sul 6,2 6,1 6,2 7,0 5,2 Mato Grosso 6,0 5,8 6,1 7,1 5,2 Goiás 5,8 5,5 6,0 6,6 5,0 Distrito Federal 8,5 8,5 8,5 9,6 7,5 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2002. Nota: Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

234 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Mapa 35 - Média de anos de estudo da população de 25 anos ou mais de idade, total, por sexo e por cor ou raça - 2002 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2002. Nota: Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.