Dimensão ambiental. Saneamento
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- Mirela Caetano Mendes
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1 Dimensão ambiental Saneamento
2 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Acesso a serviço de coleta de lixo doméstico Apresenta a parcela da população atendida pelos serviços de coleta de lixo doméstico, em um determinado território e tempo. Descrição As variáveis utilizadas são a população residente em domicílios particulares permanentes e a população atendida pelas distintas formas de coleta e destinação final do lixo, nas zonas urbana e rural. O indicador se constitui na razão, em percentual, entre as populações urbana e rural atendidas pelos serviços de coleta de lixo e os totais das populações urbana e rural. As informações são produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, oriundas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD. Justificativa Informações sobre a relação entre a quantidade de lixo produzido e quantidade de lixo coletado são de extrema relevância, fornecendo um indicador que pode ser associado tanto à saúde da população quanto à proteção do ambiente, pois resíduos não coletados ou dispostos em locais inadequados favorecem a proliferação de vetores de doenças e podem contaminar o solo e os corpos d água. A discriminação das informações segundo as áreas urbanas e rurais permite a análise de suas diferenças quanto à abrangência e as formas de coleta e destinação final do lixo. Comentários O acesso à coleta de lixo domiciliar constitui-se num indicador adequado de infra-estrutura, principalmente para as áreas urbanas. O exame dos dados em anos recentes revela que, nas áreas urbanas, os percentuais de atendimento são elevados, com perspectiva, mantidas as taxas atuais de incremento, de universalização de acesso a esse tipo de serviço. Na zona rural, devido principalmente a maior dispersão das unidades de moradia, não se espera a universalização do serviço, pelo menos no curto prazo, sendo por muitas vezes adequado queimar ou enterrar o lixo na propriedade. Mesmo com essa ressalva, nos últimos anos pode-se perceber um grande incremento dos domicílios atendidos com coleta. Em termos regionais existem diferenças entre os percentuais do Sul e Sudeste, com maior abrangência no atendimento, e o Nordeste e Norte, que apresentam os menores percentuais. Nas Regiões Sul e Sudeste, mais de 98% dos domicílios urbanos têm coleta de lixo domiciliar, situação próxima da universalização do atendimento. No Norte e Nordeste, apesar do grande
3 136 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 incremento na taxa de atendimento nos últimos anos, mais de 10% dos domicílios urbanos ainda carecem desse serviço. É importante observar que na Região Norte a PNAD é realizada somente nas áreas urbanas (exceto em Tocantins), enquanto nas demais regiões do País ela é aplicada tanto nas áreas urbanas quanto nas rurais. Portanto, os estados da Região Norte só são comparáveis entre si e não com as outras Unidades da Federação, sobre as quais tem-se a situação média das áreas urbanas e rurais presentes. Indicadores relacionados 10 - Qualidade de águas interiores 11 - Balneabilidade 13 - População residente em áreas costeiras 19 - Destinação final do lixo 27 - Rendimento familiar per capita 28 - Rendimento médio mensal 30 - Taxa de mortalidade infantil 35 - Doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado 39 - Adequação de moradia 42 - Produto Interno Bruto per capita 52 - Coleta seletiva 55 - Existência de Conselhos Municipais 57 - Gasto público com proteção ao meio ambiente Gráfico 50 - Percentual de moradores em domicílios particulares permanentes com acesso à coleta de lixo, por situação do domicílio - Brasil / % Urbana Rural Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002. Notas: 1. Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. 2. Não houve pesquisa em 1994 e 2000.
4 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Tabela 52 - Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes, por tipo de destino do lixo e situação do domicílio Brasil /2002 Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes (%) Tipo de destino do lixo Ano Coletado Queimado ou enterrado na propriedade Jogado em terreno baldio ou logradouro Jogado em rio, lago ou mar Outro destino Urbana ,7 9,3 9,7 0,9 0, ,2 8,1 7,8 0,7 0, ,1 7,2 7,0 0,6 0, ,1 6,0 7,1 0,7 0, ,4 5,4 4,5 0,6 0, ,4 4,5 3,6 0,4 0, ,9 3,8 2,9 0,3 0, ,3 3,3 2,2 0,2 0, ,3 2,9 1,5 0,1 0,0 Rural ,7 42,6 41,4 1,0 8, ,8 47,6 39,7 0,8 4, ,0 46,1 39,2 0,9 3, ,8 46,8 36,5 0,8 4, ,1 48,3 34,8 0,6 2, ,7 47,5 32,4 0,7 2, ,0 49,4 28,3 0,3 3, ,8 58,6 23,2 0,3 3, ,4 59,2 21,1 0,2 2,1 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002. Notas: 1. Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. 2. Não houve pesquisa em 1994 e 2000.
5 138 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Tabela 53 - Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes, por tipo de destino do lixo e situação do domicílio, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação Grandes Regiões e Unidades da Federação Coletado Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes (%) Queimado ou enterrado na propriedade Tipo de destino do lixo Urbana Jogado em terreno baldio ou logradouro Jogado em rio, lago ou mar (continua) Outro destino Brasil 95,3 2,9 1,5 0,1 0,0 Norte 87,5 9,3 2,9 0,2 0,0 Rondônia 87,4 11,7 0,6 0,3 0,0 Acre 86,6 5,2 7,6 0,7 0,0 Amazonas 87,9 8,8 3,3 0,0 0,0 Roraima 97,4 0,7 0,9 0,0 0,0 Pará 85,5 11,2 3,2 0,1 0,0 Amapá 89,4 4,4 3,8 1,9 0,5 Tocantins 93,1 6,0 0,9 0,0 0,0 Nordeste 89,4 5,9 4,3 0,3 0,0 Maranhão 70,2 22,9 6,1 0,9 0,0 Piauí 76,8 16,7 6,5 0,0 0,0 Ceará 87,2 4,6 7,7 0,4 0,0 Rio Grande do Norte 97,3 1,1 1,4 0,2 0,0 Paraíba 93,9 3,1 2,5 0,5 0,0 Pernambuco 93,9 2,1 3,6 0,3 0,0 Alagoas 95,1 1,4 2,9 0,5 0,0 Sergipe 93,5 3,8 2,5 0,1 0,0 Bahia 93,5 3,3 3,1 0,1 0,0 Sudeste 98,4 1,1 0,5 0,1 0,0 Minas Gerais 96,4 2,4 1,1 0,0 0,1 Espírito Santo 96,1 2,2 1,6 0,0 0,1 Rio de Janeiro 97,7 1,6 0,5 0,1 0,0 São Paulo 99,6 0,2 0,1 0,1 0,0 Sul 98,3 1,4 0,2 0,0 0,0 Paraná 98,4 1,3 0,3 0,0 0,1 Santa Catarina 98,1 1,7 0,2 0,0 0,0 Rio Grande do Sul 98,4 1,3 0,2 0,0 0,0 Centro-Oeste 96,5 2,6 0,8 0,0 0,0 Mato Grosso do Sul 98,0 1,9 0,1 0,0 0,1 Mato Grosso 91,6 6,3 1,9 0,1 0,1 Goiás 96,8 2,2 1,0 0,0 0,0 Distrito Federal 99,4 0,5 0,1 0,0 0,0
6 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Tabela 53 - Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes, por tipo de destino do lixo e situação do domicílio, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação Grandes Regiões e Unidades da Federação Coletado Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes (%) Queimado ou enterrado na propriedade Tipo de destino do lixo Rural Jogado em terreno baldio ou logradouro Jogado em rio, lago ou mar (conclusão) Outro destino Brasil 17,4 59,2 21,1 0,2 2,1 Norte 0,3 94,5 4,3 0,8 0,1 Rondônia Acre Amazonas Roraima Pará Amapá Tocantins 0,3 94,5 4,3 0,8 0,1 Nordeste 9,4 53,3 34,9 0,2 2,2 Maranhão 4,7 55,9 35,9 0,3 3,2 Piauí 0,5 52,8 46,5 0,2 0,0 Ceará 6,1 40,8 52,4 0,2 0,6 Rio Grande do Norte 34,9 45,0 20,1 0,0 0,0 Paraíba 5,0 70,4 15,3 0,0 9,3 Pernambuco 10,6 45,4 40,0 0,4 3,5 Alagoas 11,0 52,7 36,0 0,2 0,1 Sergipe 9,5 75,0 15,6 0,0 0,0 Bahia 11,0 57,4 29,6 0,1 1,9 Sudeste 34,0 58,2 6,4 0,1 1,3 Minas Gerais 9,0 79,0 9,3 0,2 2,4 Espírito Santo 11,8 78,2 9,8 0,0 0,2 Rio de Janeiro 59,1 39,5 1,0 0,0 0,5 São Paulo 66,8 30,1 2,8 0,0 0,3 Sul 22,5 71,0 3,2 0,3 3,0 Paraná 17,6 79,7 2,2 0,2 0,4 Santa Catarina 25,5 68,5 1,7 0,2 4,1 Rio Grande do Sul 25,0 65,3 4,8 0,4 4,5 Centro-Oeste 14,4 74,3 9,5 0,2 1,6 Mato Grosso do Sul 15,2 79,2 5,3 0,0 0,3 Mato Grosso 6,2 77,0 16,7 0,1 0,0 Goiás 12,7 76,9 6,3 0,4 3,8 Distrito Federal 67,2 29,7 3,1 0,0 0,0 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Nota: Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
7 140 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Mapa 15 - Destino do lixo na zona urbana Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2002.
8 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Mapa 16 - Destino do lixo na zona rural ESCALA 1: km PROJEÇÃO POLICÔNICA Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Nota: Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
9 142 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Destinação final do lixo Expressa a capacidade de se encontrar um destino final adequado ao lixo coletado. Descrição As variáveis utilizadas neste indicador são a quantidade de lixo coletado que recebe destino final considerado adequado e a quantidade total de lixo coletado, expressas em toneladas/dia. Considera-se como destinação final adequada ao lixo sua disposição em aterros sanitários, seu envio a estações de triagem, reciclagem e compostagem, e sua incineração em equipamentos, segundo os procedimentos próprios para este fim. Destinação final inadequada compreende o lançamento do lixo em bruto em vazadouros a céu aberto, vazadouros em áreas alagadas, locais não fixos e outros destinos, como a queima a céu aberto, sem nenhum tipo de equipamento. A disposição do lixo em aterros controlados, também, foi considerada inadequada, principalmente pelo potencial poluidor representado pelo chorume, que não é coletado nem tratado neste tipo de destinação do lixo. O indicador é constituído pela razão, expressa em percentual, entre o volume de lixo, cujo destino final é adequado, e o volume total de lixo coletado. A fonte utilizada para a construção deste indicador é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE, a partir de informações oriundas da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico PNSB. Justificativa O acesso a serviço de coleta de lixo é fundamental para a proteção da saúde da população, facilitando o controle e a redução de vetores e, por conseguinte, das doenças por eles causadas. A coleta do lixo traz significativa melhora na qualidade ambiental do entorno imediato das áreas beneficiadas, mas por si só não é capaz de eliminar efeitos ambientais nocivos decorrentes da inadequada destinação do lixo, tais como a poluição do solo e das águas causada pelo chorume. O chorume é um líquido altamente poluente, de composição variável, rico em compostos orgânicos e elementos tóxicos (entre eles vários metais pesados), formado a partir da percolação de águas pluviais por depósitos de lixo não-controlados. O tratamento e a destinação adequados do lixo coletado são condições essenciais para a preservação da qualidade ambiental e da saúde da população. Associada a outras informações ambientais e socioeconômicas, incluindo serviços de abastecimento de água, saneamento ambiental, tratamento de esgotos, educação, saúde e renda, a destinação final do lixo é um bom indicador de desenvolvimento humano. Trata-se de indicador muito importante tanto para a caracterização básica da qualidade de vida da população residente em um território e das atividades que fazem uso dos solos e das águas dos
10 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil corpos receptores, quanto para o acompanhamento da evolução das políticas públicas de saneamento básico e ambiental. Comentários Embora a quantidade de lixo que recebe destinação final adequada no Brasil ainda seja pequena (menos da metade do total), observa-se um crescimento substancial desta fração no período Este resultado é ainda mais significativo quando se verifica que a quantidade total de lixo coletado mais do que duplicou neste período. A quantidade de lixo coletado e adequadamente disposto é maior nos estados do Centro-sul do País e menor nas Regiões Norte e Nordeste, embora haja situações como as do Rio Grande do Norte e do Acre, que fogem a este padrão regional. A coleta seletiva de lixo e a reciclagem estão associadas e contribuem para o aumento da fração do lixo coletado que é adequadamente disposto. Indicadores relacionados 08 - Área remanescente e desflorestamento na Mata Atlântica e nas formações vegetais litorâneas 10 - Qualidade de águas interiores 11 - Balneabilidade 13 - População residente em áreas costeiras 18 - Acesso a serviço de coleta de lixo doméstico 35 - Doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado 51 - Reciclagem 52 - Coleta seletiva de lixo 57 - Gasto público com proteção ao meio ambiente Gráfico 51 - Proporção de lixo coletado com destinação final adequada - Brasil / % Fonte: Pesquisa nacional de saneamento básico Rio de Janeiro: IBGE, Acompanha 1 CD-ROM.
11 144 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Tabela 54 - Quantidade de lixo coletado, em número absoluto e relativo, por tipo de destinação final - Brasil /2000 Quantidade de lixo coletado, por tipo de destinação final Ano Total (t/dia) Total (t/dia) Adequada Relativo (%) Total (t/dia) Inadequada Relativo (%) , , , ,5 Fonte: Pesquisa nacional de saneamento básico Rio de Janeiro: IBGE, Acompanha 1 CD-ROM. Tabela 55 - Quantidade de lixo coletado, em número absoluto e relativo, por tipo de destinação final, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação Grandes Regiões e Unidades da Federação Total (t/dia) Quantidade de lixo coletado, por tipo de destinação final Total (t/dia) Adequada Relativo (%) Total (t/dia) Inadequada Relativo (%) Brasil , ,8 40, ,2 59,5 Norte , ,9 13, ,2 86,6 Rondônia 692,0 31,9 4,6 660,1 95,4 Acre 538,9 242,7 45,0 296,2 55,0 Amazonas 2 864,0 28,3 1, ,7 99,0 Roraima 133,1 0,0 0,0 133,1 100,0 Pará 5 181, ,5 19, ,1 80,3 Amapá 455,6 0,4 0,1 455,4 100,0 Tocantins 1 201,7 159,1 13, ,6 86,8 Nordeste , ,0 36, ,8 63,4 Maranhão 2 652,6 754,2 28, ,4 71,6 Piauí 2 431,3 90,8 3, ,5 96,3 Ceará , ,5 72, ,0 28,0 Rio Grande do Norte 2 373,5 226,1 9, ,4 90,5 Paraíba 2 894,0 108,7 3, ,3 96,2 Pernambuco 6 281, ,1 38, ,1 62,0 Alagoas 2 999,3 194,5 6, ,8 93,5 Sergipe 1 377,1 30,0 2, ,1 97,8 Bahia , ,1 39, ,2 60,4 Sudeste , ,3 42, ,5 57,5 Minas Gerais , ,6 38, ,4 62,0 Espírito Santo 2 923, ,3 49, ,3 50,6 Rio de Janeiro , ,9 45, ,3 54,1 São Paulo , ,5 42, ,5 57,6 Sul , ,9 46, ,9 53,4 Paraná 7 542, ,2 39, ,7 61,0 Santa Catarina 4 863, ,5 53, ,1 46,3 Rio Grande do Sul 7 468, ,2 49, ,1 50,4 Centro-Oeste , ,7 44, ,8 55,6 Mato Grosso do Sul 1 756,5 219,7 12, ,8 87,5 Mato Grosso 2 163,7 787,4 36, ,3 63,6 Goiás 7 809, ,3 61, ,8 38,7 Distrito Federal 2 567,2 545,3 21, ,9 78,8 Fonte: Pesquisa nacional de saneamento básico Rio de Janeiro: IBGE, Acompanha 1 CD-R0M.
12 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Mapa 17 - Destinação final do lixo Fonte: Pesquisa nacional de saneamento básico Rio de Janeiro: IBGE, Acompanha 1 CD-ROM.
13 146 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Acesso a sistema de abastecimento de água Expressa a parcela da população com acesso a abastecimento de água por rede geral. Descrição As variáveis utilizadas são a população residente em domicílios particulares permanentes que estão ligados à rede geral de abastecimento de água e o conjunto de moradores em domicílios particulares permanentes, segmentados em urbana e rural. O indicador se constitui na razão, em percentual, entre a população com acesso à água por rede geral e o total da população em domicílios particulares permanentes, discriminada pela situação do domicílio, urbano ou rural. As informações são produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, oriundas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD. Justificativa O acesso à água tratada é fundamental para a melhoria das condições de saúde e higiene. Associado a outras informações ambientais e socioeconômicas, incluindo outros serviços de saneamento, saúde, educação e renda, é um indicador universal de desenvolvimento sustentável. Trata-se de um indicador importante para a caracterização básica da qualidade de vida da população, possibilitando o acompanhamento das políticas públicas de saneamento básico e ambiental. A discriminação das áreas urbanas e rurais permite a análise de suas diferenças. Comentários Neste indicador foi considerado como acesso adequado à água apenas aquele realizado por rede de abastecimento geral. Por conta da legislação brasileira, toda água fornecida à população por rede de abastecimento geral tem de ser tratada e apresentar boa qualidade. As outras formas de abastecimento domiciliar de água (poços, nascentes, cacimbas, carros-pipas, água da chuva, etc.) nem sempre apresentam água de qualidade satisfatória, especialmente em áreas urbanas, onde o risco de contaminação de nascentes, rios e lençóis freáticos é muito grande. Por conta disto, neste indicador é considerada como adequadamente abastecida por água apenas a população de domicílios atendidos por rede geral de abastecimento. Esta abordagem provoca a subestimação da população adequadamente abastecida, especialmente nas zonas rurais, onde a água de nascentes e poços pode ter qualidade satisfatória em boa parte dos casos.
14 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Indicadores relacionados 10 - Qualidade de águas interiores 13 - População residente em áreas costeiras 21 - Acesso a esgotamento sanitário 22 - Tratamento de esgosto 27 - Rendimento familiar per capita 28 - Rendimento médio mensal 29 - Esperança de vida ao nascer 30 - Taxa de mortalidade infantil 35 - Doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado 39 - Adequação de moradia 55 - Existência de Conselhos Municipais Gráfico 52 - Percentual de moradores em domicílios particulares permanentes com abastecimento de água por rede geral em relação à população total, por tipo de abastecimento e situação do domicílio - Brasil / % Urbana Rural Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002. Notas: 1. Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. 2. Não houve pesquisa em 1994 e 2000.
15 148 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Tabela 56 - Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes, por tipo de abastecimento de água e situação do domicílio Brasil /2002 Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes (%) Ano Tipo de abastecimento de água Rede geral Poço ou nascente Outro tipo Urbana ,3 7,7 4, ,0 7,4 3, ,8 7,1 3, ,6 7,3 2, ,6 6,7 2, ,4 6,3 2, ,9 6,2 1, ,0 6,9 2, ,3 7,0 1,7 Rural ,3 63,9 23, ,2 61,6 24, ,7 61,6 21, ,9 61,3 18, ,6 60,4 19, ,2 55,2 22, ,0 55,0 20, ,9 58,4 20, ,7 57,9 19,4 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002. Notas: 1. Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. 2. Não houve pesquisa em 1994 e 2000.
16 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Tabela 57 - Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes, por tipo de abastecimento de água e situação do domicílio, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação Grandes Regiões e Unidades da Federação Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes (%) Tipo de abastecimento de água Rede geral Poço ou nascente Outra forma Urbana (continua) Brasil 91,3 7,0 1,7 Norte 64,4 31,7 3,9 Rondônia 46,1 52,4 1,6 Acre 61,3 35,7 3,0 Amazonas 74,2 20,1 5,7 Roraima 98,1 0,7 0,2 Pará 55,8 39,5 4,6 Amapá 67,4 32,1 0,5 Tocantins 91,5 7,5 1,1 Nordeste 88,6 6,5 4,9 Maranhão 80,6 15,2 4,3 Piauí 86,5 4,9 8,6 Ceará 83,6 8,9 7,5 Rio Grande do Norte 95,1 0,5 4,5 Paraíba 92,2 3,9 3,9 Pernambuco 89,5 4,9 5,6 Alagoas 80,6 16,0 3,3 Sergipe 95,5 2,8 1,7 Bahia 93,2 3,3 3,6 Sudeste 96,3 3,4 0,3 Minas Gerais 98,0 1,5 0,4 Espírito Santo 98,2 1,6 0,2 Rio de Janeiro 88,0 11,4 0,6 São Paulo 98,7 1,1 0,2 Sul 94,9 4,8 0,3 Paraná 97,9 2,0 0,1 Santa Catarina 90,4 9,3 0,3 Rio Grande do Sul 94,4 5,0 0,6 Centro-Oeste 85,9 13,9 0,3 Mato Grosso do Sul 91,6 8,3 0,1 Mato Grosso 82,7 16,9 0,3 Goiás 82,2 17,5 0,4 Distrito Federal 92,3 7,5 0,2
17 150 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Tabela 57 - Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes, por tipo de abastecimento de água e situação do domicílio, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação Grandes Regiões e Unidades da Federação Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes (%) Rede geral Poço ou nascente Outra forma Rural Tipo de abastecimento de água (conclusão) Brasil 22,7 57,9 19,4 Norte Rondônia Acre Amazonas Roraima Pará Amapá Tocantins 23,0 76,2 0,8 Nordeste 21,0 44,7 34,3 Maranhão 11,1 57,3 31,6 Piauí 9,8 56,6 33,6 Ceará 13,8 48,7 37,5 Rio Grande do Norte 48,0 31,0 21,0 Paraíba 18,2 48,1 33,7 Pernambuco 17,9 38,5 43,6 Alagoas 22,3 51,4 26,3 Sergipe 45,9 25,8 28,4 Bahia 26,8 38,7 34,5 Sudeste 25,9 70,2 3,9 Minas Gerais 14,5 78,4 7,0 Espírito Santo 6,9 90,7 2,3 Rio de Janeiro 22,3 76,8 0,9 São Paulo 46,7 52,5 0,8 Sul 26,1 72,8 1,1 Paraná 20,0 79,5 0,5 Santa Catarina 12,9 86,5 0,6 Rio Grande do Sul 37,9 60,3 1,8 Centro-Oeste 14,6 83,5 1,9 Mato Grosso do Sul 17,9 81,8 0,2 Mato Grosso 7,1 90,9 2,0 Goiás 18,1 79,1 2,8 Distrito Federal 23,4 75,8 0,8 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Nota: Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
18 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Mapa 18 - Abastecimento de água na zona urbana Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2002.
19 152 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Mapa 19 - Abastecimento de água na zona rural ESCALA 1: km PROJEÇÃO POLICÔNICA Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Nota: Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
20 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Acesso a esgotamento sanitário Expressa a relação entre a população atendida por sistema de esgotamento sanitário e o conjunto da população residente em domicílios particulares permanentes de um território. Descrição As variáveis utilizadas são a população total residente em domicílios particulares permanentes e a população dos domicílios com algum tipo de esgotamento sanitário: rede coletora, fossa séptica, fossa rudimentar, vala, direto para o rio, lago ou mar e outro tipo. O indicador é a razão, expressa em percentual, entre a população com acesso a esgotamento sanitário e o total da população, subdividida nos segmentos urbano e rural. As informações são produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, oriundas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD. Justificativa A existência de esgotamento sanitário é fundamental na avaliação das condições de saúde da população, pois o acesso ao saneamento básico é essencial para o controle e a redução de doenças. Associado a outras informações ambientais e socioeconômicas, incluindo o acesso a outros serviços de saneamento, saúde, educação e renda, é um bom indicador de desenvolvimento sustentável. Trata-se de indicador muito importante tanto para a caracterização básica da qualidade de vida da população residente em um território quanto para o acompanhamento das políticas públicas de saneamento básico e ambiental. Ao separar as áreas urbanas das rurais, este indicador permite a análise de suas diferenças. Comentários Dos tipos de esgotamento sanitário apresentados neste indicador podem ser considerados como adequados à saúde humana e ao meio ambiente: o acesso dos domicílios à rede geral e os servidos por fossa séptica. Essas duas modalidades vêm experimentando um aumento no período estudado 1992/2002, embora ainda exista uma grande diferença entre a zona urbana e rural. No último ano da série, 74,9% dos moradores em áreas urbanas eram providos de rede geral de esgotamento sanitário ou de fossa séptica. Na zona rural, para a totalidade das Unidades da Federação pesquisadas, a predominância entre estes dois tipos era de fossa séptica, ainda ocorrendo a ausência de instalações sanitárias nos domicílios de cerca de 1/3 dos habitantes. É importante observar que na Região Norte a PNAD é realizada somente nas áreas urbanas (exceto em Tocantins), enquanto nas demais regiões do País ela é aplicada tanto nas áreas urbanas quanto nas rurais. Os estados
21 154 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 da Região Norte portanto, só são comparáveis entre si e não com as outras Unidades da Federação, sobre as quais tem-se a situação média das áreas urbanas e rurais presentes. Indicadores relacionados 10 - Qualidade de águas interiores 11 - Balneabilidade 13 - População residente em áreas costeiras 20 - Acesso a sistema de abastecimento de água 22 - Tratamento de esgosto 27 - Rendimento familiar per capita 28 - Rendimento médio mensal 29 - Esperança de vida ao nascer 30 - Taxa de mortalidade infantil 35 - Doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado 39 - Adequação de moradia 42 - Produto Interno Bruto per capita 55 - Existência de Conselhos Municipais Gráfico 53 - Percentual de moradores em domicílios particulares permanentes em relação à população total, por tipos de esgotamento sanitário adequados e situação do domicílio Brasil / % Rede coletora urbano Fossa séptica urbano Rede coletora rural Fossa séptica rural Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação detrabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002. Notas: 1. Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. 2. Não houve pesquisa em 1994 e 2000.
22 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Tabela 58 - Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes, por tipo de esgotamento sanitário e situação do domicílio Brasil /2002 Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes (%) Ano Rede coletora Fossa séptica Com esgotamento sanitário, por tipo Fossa rudimentar Vala Direto para rio, lago ou mar Outro tipo Não tinham Urbana ,5 20,4 22,9 2,0 2,5 0,3 6, ,4 22,3 21,9 2,2 2,4 0,5 5, ,0 22,4 22,1 1,9 2,5 0,5 4, ,9 25,4 19,4 1,5 2,5 0,1 4, ,6 24,0 20,1 1,7 2,5 0,1 3, ,3 23,9 19,4 1,8 2,2 0,1 3, ,6 23,2 19,6 1,6 2,0 0,1 3, ,8 23,1 18,7 1,6 2,2 0,2 3, ,6 23,3 18,1 1,6 2,4 0,1 2,9 Rural ,0 7,3 32,7 3,0 4,4 0,6 49, ,1 8,1 34,1 3,4 4,1 1,0 46, ,2 9,9 35,1 3,9 4,2 1,7 42, ,5 13,8 35,5 3,9 3,7 0,4 39, ,5 10,9 39,0 3,4 3,9 0,7 38, ,5 10,3 39,9 4,0 4,6 0,5 36, ,5 11,2 41,2 3,6 4,2 0,7 34, ,1 10,6 40,5 4,7 4,1 0,8 36, ,7 12,3 40,7 5,9 3,9 0,6 32,9 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1992/2002. Notas: 1. Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. 2. Não houve pesquisa em 1994 e 2000.
23 156 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Tabela 59 - Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes, por tipo de esgotamento sanitário e situação do domicílio, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação Grandes Regiões e Unidades da Federação Urbana Rede coletora Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes (%) Fossa séptica Com esgoto sanitário, por tipo Fossa rudimentar Vala Direto para rio, lago ou mar Outro tipo (continua) Não tinham Brasil 51,6 23,3 18,1 1,6 2,4 0,1 2,9 Norte 3,7 53,2 31,7 2,6 3,2 0,1 5,4 Rondônia 2,1 44,4 46,7 1,5 1,2 0,2 4,0 Acre 21,9 33,6 10,8 17,7 2,8 0,0 13,4 Amazonas 2,3 65,0 16,3 3,6 9,5 0,1 3,2 Roraima 12,8 61,2 20,4 0,1 0,0 0,9 3,6 Pará 3,1 56,4 32,1 1,4 1,0 0,1 5,9 Amapá 1,0 53,6 31,7 3,5 7,0 0,0 3,0 Tocantins 2,4 22,3 66,3 0,9 0,0 0,2 7,9 Nordeste 31,2 24,1 32,3 1,7 1,9 0,2 8,6 Maranhão 8,7 43,8 18,1 1,7 0,7 0,0 26,9 Piauí 3,1 57,7 15,3 0,4 0,0 0,0 23,4 Ceará 25,4 25,2 39,0 0,6 1,3 0,2 8,3 Rio Grande do Norte 6,8 44,3 46,4 0,4 0,3 0,0 1,8 Paraíba 35,0 25,3 31,9 3,6 0,3 0,1 3,9 Pernambuco 42,2 2,3 43,7 2,4 4,7 0,4 4,2 Alagoas 8,5 23,5 58,1 2,7 2,4 0,0 4,8 Sergipe 35,8 37,6 22,6 0,9 0,7 0,0 2,4 Bahia 51,8 16,0 22,2 1,7 2,3 0,2 6,0 Sudeste 77,9 11,9 4,8 1,7 3,1 0,1 0,5 Minas Gerais 83,1 1,4 10,6 0,5 3,0 0,1 1,3 Espírito Santo 64,3 17,4 10,3 4,4 2,4 0,0 1,1 Rio de Janeiro 49,2 37,7 4,3 5,1 3,3 0,1 0,3 São Paulo 88,0 5,8 2,1 0,7 3,1 0,0 0,2 Sul 29,8 49,4 16,8 1,3 1,3 0,1 1,3 Paraná 52,7 14,2 29,9 1,0 0,9 0,1 1,2 Santa Catarina 11,7 78,4 4,6 1,9 2,7 0,0 0,6 Rio Grande do Sul 17,1 68,3 10,4 1,4 1,1 0,0 1,7 Centro-Oeste 34,8 14,8 48,4 0,2 0,5 0,1 1,2 Mato Grosso do Sul 10,1 8,9 79,5 0,2 0,4 0,1 0,8 Mato Grosso 11,8 45,7 40,1 0,5 0,3 0,0 1,5 Goiás 32,4 4,8 59,8 0,3 0,9 0,1 1,6 Distrito Federal 86,1 11,2 2,5 0,0 0,0 0,0 0,2
24 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Tabela 59 - Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes, por tipo de esgotamento sanitário e situação do domicílio, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação Grandes Regiões e Unidades da Federação Rural Rede coletora Distribuição dos moradores em domicílios particulares permanentes (%) Fossa séptica Com esgoto sanitário, por tipo Fossa rudimentar Vala Direto para rio, lago ou mar Outro tipo (conclusão) Não tinham Brasil 3,7 12,3 40,7 5,9 3,9 0,6 32,9 Norte 0,8 5,1 25,4 4,7 2,0 0,0 62,1 Rondônia Acre Amazonas Roraima Pará Amapá Tocantins 0,8 5,1 25,4 4,7 2,0 0,0 62,1 Nordeste 1,3 4,4 35,5 5,5 0,7 0,4 52,2 Maranhão 2,7 5,6 10,4 1,3 0,0 0,1 80,0 Piauí 0,0 6,7 7,7 0,5 0,0 0,1 85,0 Ceará 0,0 3,1 39,6 2,8 0,0 0,2 54,2 Rio Grande do Norte 1,2 14,5 62,2 5,2 0,3 0,5 16,1 Paraíba 0,0 3,6 51,9 7,3 0,0 1,0 36,1 Pernambuco 1,7 0,8 37,8 9,3 1,8 1,3 47,3 Alagoas 3,3 2,9 54,4 1,1 0,5 0,0 37,8 Sergipe 6,0 0,6 59,1 4,4 1,0 0,5 28,5 Bahia 1,0 4,6 37,1 8,8 1,1 0,2 47,2 Sudeste 11,4 13,5 43,4 6,3 12,6 1,2 11,5 Minas Gerais 2,8 1,5 49,2 5,6 16,4 2,1 22,4 Espírito Santo 5,1 19,4 39,1 5,4 23,3 2,3 5,1 Rio de Janeiro 10,3 24,3 25,2 21,9 16,4 0,0 1,8 São Paulo 24,5 25,1 41,1 4,1 3,8 0,2 1,4 Sul 1,8 36,3 44,3 7,4 4,0 0,2 6,1 Paraná 3,9 19,7 61,8 5,6 2,3 0,1 6,6 Santa Catarina 1,0 51,6 26,7 6,1 11,2 0,4 3,0 Rio Grande do Sul 0,5 41,7 39,5 9,5 1,5 0,1 7,2 Centro-Oeste 1,5 8,0 70,7 4,5 0,6 0,7 14,0 Mato Grosso do Sul 0,0 0,0 93,8 0,0 0,0 0,8 5,4 Mato Grosso 0,0 8,7 64,6 11,1 0,0 0,2 15,4 Goiás 0,0 1,1 76,1 1,4 1,6 1,1 18,6 Distrito Federal 23,4 69,3 5,3 0,0 0,0 0,0 2,0 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Nota: Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
25 158 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Mapa 20 - Esgotamento sanitário na zona urbana Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2002.
26 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Mapa 21 - Esgotamento sanitário na zona rural Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Nota: Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
27 160 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Tratamento de esgoto Expressa a capacidade de tratar os esgotos coletados em um determinado território. Descrição As variáveis utilizadas neste indicador são o volume de esgotos coletados por dia submetido a tratamento pelo menos secundário e o volume total de esgotos coletados por dia, expressos em m³/dia. A coleta de esgoto sanitário é feita por vários tipos de sistemas de coleta e transporte, classificados em: rede unitária ou mista rede pública de coleta conjunta de esgotos e águas de chuva (galerias pluviais); rede separadora rede pública de coleta e transporte, separadamente, de águas de chuva e esgotamento sanitário; e rede condominial rede interna que traz todas as contribuições do prédio até o andar térreo e liga-se à rede da rua em um único ponto. O tratamento dos esgotos sanitários é feito por combinação de processos físicos, químicos e biológicos, que reduzem a carga orgânica do esgoto antes do seu lançamento em corpos d água. São considerados como tratados os esgotos sanitários que recebem, antes de serem lançados nos corpos d água receptores, pelo menos o tratamento secundário, com a remoção do material mais grosseiro, da matéria orgânica particulada, e de parte da matéria orgânica dissolvida do efluente. As formas de tratamento do esgoto consideradas neste indicador são o filtro biológico, o lodo ativado, a lagoa aeróbia, a lagoa anaeróbia, a lagoa facultativa, a lagoa de estabilização, a lagoa aerada, a lagoa mista, a lagoa de maturação, o valo de oxidação, a fossa séptica e o reator anaeróbio. O indicador é constituído pela razão, expressa em percentual, entre o volume de esgoto tratado e o volume total de esgoto coletado. A fonte utilizada é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE, a partir de informações oriundas da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico - PNSB. Justificativa O acesso a sistemas adequados de esgotamento sanitário é fundamental para a proteção das condições de saúde da população, pois possibilita o controle e a redução das doenças relacionadas à água contaminada por coliformes fecais. A coleta dos esgotos domésticos traz significativa melhoria da qualidade ambiental do entorno imediato das áreas residenciais, mas por si só não é capaz de eliminar os efeitos ambientais nocivos decorrentes do lançamento de esgotos em corpos d água. O tratamento do esgoto coletado é condição essencial para a preservação da qualidade da água dos corpos d água receptores e para a proteção da população e das atividades que envolvem outros usos destas águas, como, por exemplo, abastecimento humano, irrigação, aquicultura e recreação. Associado a outras informações ambientais e socioeconômicas, incluindo serviços de abastecimento de água, saneamento ambiental, saúde, educação e renda, é um bom indicador de desenvolvimento humano. Trata-se de indicador
28 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil muito importante tanto para a caracterização básica da qualidade de vida da população residente em um território e das atividades usuárias das águas que recebem esgotos, quanto para o acompanhamento das políticas públicas de saneamento básico e ambiental. Comentários O percentual do esgoto coletado que recebe algum tipo de tratamento é baixo no Brasil (em torno de 1/3), especialmente quando se tem em conta que boa parte do esgoto produzido no País não é recolhido por sistemas de coleta, sendo lançado diretamente no solo e em corpos d água. Apesar disto, no período entre 1989 e 2000 o percentual de esgoto coletado que recebe algum tratamento quase dobrou, mesmo com o aumento de 40% verificado no volume de esgoto coletado. Em termos absolutos, o volume de esgoto que recebe algum tipo de tratamento cresceu quase duas vezes e meia no referido período. A análise dos dados regionais mostra resultados inesperados, com alguns estados das Regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste apresentando percentuais muito elevados de tratamento do esgoto coletado (alguns próximos de 100%), enquanto estados do Sul e do Sudeste apresentam valores percentuais bem mais baixos. Entre os condicionantes que podem explicar estes resultados estão o pequeno volume de esgoto coletado nos estados com percentuais de tratamento mais alto e a inclusão de tratamentos secundários simples na tipificação do que é esgoto tratado. Outro fator importante na análise dos resultados apresentados é a forma de obtenção dos dados da PNSB - por informação direta das autoridades sanitárias municipais e/ou das empresas de água e esgotos locais. O lançamento de esgotos sem tratamento polui os solos e os rios, comprometendo a qualidade dos recursos hídricos. O tratamento dos esgotos é a única forma de garantir a boa qualidade e os usos múltiplos da água de rios, lagos, lagoas, baías e estuários. O Brasil, embora tenha evoluído significativamente no tratamento dos esgotos coletados, ainda tem um longo caminho a percorrer na direção da proteção aos recursos hídricos (águas interiores e estuários) do País. Indicadores relacionados 10 - Qualidade de águas interiores 11 - Balneabilidade 12 - Produção do pescado marítima e continental 13 - População residente em áreas costeiras 20 - Acesso a sistema de abastecimento de água 21 - Acesso a esgotamento sanitário 29 - Esperança de vida ao nascer 30 - Taxa de mortalidade infantil 35 - Doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado 42 - Produto Interno Bruto per capita
29 162 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Gráfico 54 - Proporção de esgoto tratado em relação ao total coletado - Brasil / % Fonte: Pesquisa nacional de saneamento básico Rio de Janeiro: IBGE, Acompanha 1 CD-ROM. Tabela 60 - Volume de esgoto coletado por dia, total e com tratamento Brasil /2000 Volume de esgoto coletado por dia Ano Total (m 3 ) Com tratamento Total (m 3 ) Percentual (%) , ,3 Fonte: Pesquisa nacional de saneamento básico Rio de Janeiro: IBGE, Acompanha 1 CD-ROM.
30 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil Tabela 61 - Volume de esgoto coletado por dia, total e com tratamento, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação Grandes Regiões e Unidades da Federação Total (m 3 ) Volume de esgoto coletado por dia Com tratamento Total (m 3 ) Percentual (%) Brasil ,3 Norte ,3 Rondônia ,6 Acre ,0 Amazonas ,0 Roraima ,0 Pará ,3 Amapá ,3 Tocantins ,0 Nordeste ,3 Maranhão ,9 Piauí ,7 Ceará ,6 Rio Grande do Norte ,2 Paraíba ,7 Pernambuco ,9 Alagoas ,4 Sergipe ,6 Bahia ,7 Sudeste ,2 Minas Gerais ,2 Espírito Santo ,7 Rio de Janeiro ,6 São Paulo ,1 Sul ,2 Paraná ,5 Santa Catarina ,4 Rio Grande do Sul ,0 Centro-Oeste ,1 Mato Grosso do Sul ,5 Mato Grosso ,6 Goiás ,9 Distrito Federal ,4 Fonte: Pesquisa nacional de saneamento básico Rio de Janeiro: IBGE, Acompanha 1 CD-ROM.
31 164 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 Mapa 22 - Tratamento de esgoto coletado Fonte: Pesquisa nacional de saneamento básico Rio de Janeiro: IBGE, Acompanha 1 CD-ROM.
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Dimensão social Habitação Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 235 39 Adequação de moradia Este indicador expressa as condições de moradia através da proporção de domicílios com condições
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e Unidades da Federação: Esperança de vida ao nascer segundo projeção populacional: 1980, 1991-2030 - Ambos os sexos Unidades da Federação 1980 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002
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(continua) Produção 5 308 622 4 624 012 4 122 416 3 786 683 3 432 735 1 766 477 1 944 430 2 087 995 2 336 154 2 728 512 Consumo intermediário produtos 451 754 373 487 335 063 304 986 275 240 1 941 498
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